
Porque o pacto está feito [há quem escreva pato], e fosse qual fosse o inquilino de Belém, qualquer um dos que ficaram de fora NÃO garantiria a defesa e a consideração pela Constituição da República Portuguesa (CRP).
Milhares de palavras já foram gastas, a este respeito, em vão.
Agora que ando a organizar o Arquivo dos textos publicados no Blogue «O Lugar da Língua Portuguesa» vejo (já não me lembrava do muito que aqui se escreveu) que este era o lugar onde a Língua de Portugal estava segura, pela quantidade de artigos que uma infinidade de muito ilustres portugueses e brasileiros escreveu, com provas mais do que comprovadas, sobre a ilegalidade e inconstitucionalidade do AO90 – apenas os governantes, professores, comunicação social acordista, magistrados e presidentes da República passaram e continuam a passar por essa ilegalidade e inconstitucionalidade como o cão por vinha vindimada, ou seja, passar sem querer que se perceba que se passa. Fonte: “ETNOGRAFIA PORTUGUESA” – Livro III – José Leite de Vasconcelos.
Não é nada com eles. A Língua Portuguesa não lhes diz respeito. Eles escrevem conforme lhes dá na telha. O que interessa é poder estar no Poder. Prometem o que não podem cumprir. Todos os candidatos prometeram defender a CRP, mal sabendo que, ao não saberem grafar a sua Língua Materna, violam a Constituição.
Ninguém tem intenção de desfazer o pacto, tal como o outro interlocutor desse pacto desfez os acordos que assinou, mas nunca cumpriu.
A subserviência dos governantes portugueses ao senhor de engenho ultrapassa toda a razoabilidade, a lucidez, a lógica do dever para com a defesa e cumprimento da Constituição da República Portuguesa. E quem se importa com isto?
Não pensemos que com Seguro a nossa Língua vá estar segura em Belém. Não vai.
Seguro é acordista. Usa o mixordês, junta a grafia portuguesa com a grafia brasileira, num mesmo texto, aliás como todos os acordistas fazem, incluindo professores. É adepto de dizer portuguesas e portugueses. Já se vê por esta aragem quem vai na carruagem, e no que NÃO vai fazer pela Língua de Portugal.
No próximo dia 09 de Março, Seguro jurará defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa, e essa será a sua primeira mentira como Presidente da República. A não ser que, respeitando-se a si próprio, desfaça o pacto e diga o dito pelo não dito, bem alto, para o mundo ouvir: em Portugal mandam os Portugueses. Mandaremos o AO90 às malvas, e o nosso maior símbolo identitário, a Língua de Portugal, regressará à sua Genetriz.
Só assim teremos um PR diferente de Marcelo Rebelo de Sousa, no que a esta questão gravíssima diz respeito.
Isabel A. Ferreira