Quarta-feira, 12 de Junho de 2019

OS ANIMAIS NÃO-HUMANOS NÃO VOTAM, NÃO PAGAM IMPOSTOS, LOGO, NÃO TÊM DIREITO A TER DIREITOS COMO OS BEBÉS HUMANOS

 

Li no Blogue “Prótouro” que Rodrigo Alves Taxa, «opinador do “Jornal i”, num artigo intitulado “(PAN)tomineiros” ridiculariza o PAN e todos os que nele votaram porque de acordo com ele é um partido anedótico».

Mas dizer isto é algo vulgar em todos aqueles que já nascem velhos, com mentes tão mirradas, mas tão mirradas, que ali sequer entra um grão da mais fina poeira.

 

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Rodrigo Alves Taxa

 

Ainda de acordo com o texto do Blogue “Prótouro”, este cidadão opinou o seguinte, e isto sim, é de surpreender em alguém que, tenha ou não a idade que a imagem revela, vive na era da globalização da informação, mas ainda não se deu conta disso:


(E atenção! este cidadão tem todo o direito de opinar. E eu tenho todo o direito de discordar com o que ele opina, e ele tem todo o direito de discordar com o que eu vou opinar).

Os animais pura e simplesmente não têm direitos. E não têm direitos desde logo porque não têm deveres. Um animal não vota; um animal não paga impostos; um animal não tem uma relação com um outro animal nos moldes que se exigem a um ser humano ter para com o seu semelhante.

Se um animal maltratar uma cria, ninguém o pode punir por ofensas à integridade física como se pune um pai ou uma mãe que agride um filho. Se um leão comer uma gazela, ninguém o vai punir por homicídio e muito menos por profanação de cadáver. Um animal é um animal. Um ser humano é, não só pelo seu desenvolvimento mental como pelas condutas de dever e moral que a si e aos seus semelhantes se impõem, um ser em tudo superior aos animais. Deixem-se de tretas. Quem não vir isto está doente.”

 

Não sei o que faz este Rodrigo Alves Taxa, nem quais as suas habilitações, nem me dei ao trabalho de pesquisar, porque faça o que fizer, tenha a profissão que tiver, tenha os canudos que tiver, é uma criatura nitidamente das trevas, mal informada, mal formada, e neste pedacinho de prosa demonstrou uma ignorância, que extravasa o Universo.

 

Começando pelo desconhecimento de si próprio, afastando a hipótese de ser também um animal. Ora não sendo um animal, o Rodrigo Alves Taxa será o quê? Uma erva daninha? Pois vê-se que ser humano também não é, porque para ele: um animal é um animal (algo que ele não é); e um ser humano, devido ao seu desenvolvimento mental e condutas de dever moral, blá, blá blá  é superior aos animais. Coisa que demonstrou não ser.

 

Então vejamos a superioridade desse ser humano que não é animal:


O ser “humano”, com o seu desenvolvimento mental,e sendo superior ao animais, destrói o equilíbrio ecológico em todo o Planeta, violando as Sábias Leis da Natureza; envenena o ar, a terra, os oceanos, os rios, os lagos; destrói milhares de espécies animais e vegetais, e as que ainda vivem estão em perigo de extinção; esventra e viola a Terra até à exaustão para lhe arrancar o ouro, a prata, os diamantes, que constituem o equilíbrio cósmico vibratório do centro do Planeta; inventou a moeda e tornou-se escravo do dinheiro das formas mais hediondas; colocou a Ciência ao serviço dos tiranos e “poderosos”; inventou seitas e falsas religiões e em nome de Deus, persegue e mata milhões e milhões de inocentes; perverteu a Beleza e a Arte; escraviza e destrói os povos que habitam o Planeta com políticas corruptas; promove as guerras, a fome, a pobreza… (Idalete Giga); e fomenta a ignorância que se espelha no naco de prosa do Rodrigo Alves Taxa.

 

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Os animais, que não são humanos e, segundo o Rodrigo Alves Taxa são “inferiores” aos humanos são exímios mestres em arquitectura; são-nos fiéis em qualquer circunstância, nos bons e nos maus momentos, na fartura e na miséria, na saúde e na doença; não têm vícios, não se embebedam, não se drogam...; não são rancorosos; não usam da violência para maltratar os da sua espécie, a não ser em legítima defesa ou por uma questão de sobrevivência; não matam por prazer; não praticam a crueldade; mão sentem ódio, nem escárnio; não massacram em massa os da sua espécie; não são terroristas; não desprezam os seus; não poluem as águas, o ar, o solo, o ambiente...; não fazem guerras; não são bombistas suicidas; não destroem o seu meio ambiente; não inventam armas mortíferas; não sequestram os seus; não violam os seus; não torturam os seus; não impingem o seu modo de vida a ninguém; não são intolerantes por quem tem outra religião ou é de outro clube de futebol; não mentem nunca; são afectuosos; são pacíficos; não são hipócritas, nem cínicos; são amorosos, perspicazes, laboriosos, inteligentes, racionais; não agridem, se não os agredirem; não são ladrões; não são corruptos; não são vigaristas; não são traficantes de droga, nem de armas, nem dos seus; respeitam as Sábias Leis da Natureza e da Sobrevivência; não andam no mundo só por ver andar os outros: intuem o verdadeiro sentido da vida, porque a vivem de acordo com a Lei Natural... que é forma mais inteligente de viver... (Josefina Maller), e, sobretudo, não são ignorantes como os que acham que um animal é um animal, e um ser humano é outra coisa qualquer…

 

Os animais não têm direitos? Porque não votam, porque não pagam impostos? Os bebés humanos também não votam, nem pagam impostos, logo, não terão direitos?

 

Se a ignorância matasse, este senhor Rodrigo Alves Taxa estaria morto e enterrado, logo no dia seguinte àquele em que escreveu tamanhas patacoadas.

 

Isabel A. Ferreira



Fonte da notícia:

https://protouro.wordpress.com/2019/06/08/imbecil-pago-pelo-jornal-i-insulta-eleitores-do-pan/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:26

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Sexta-feira, 26 de Abril de 2019

O QUE É PRECISO É CRIAR DESASSOSSEGO

 

 Para os que não sabem dos propósitos que me moveram quando optei por agitar consciências (o meu ofício…)

Nenhuma estrutura cai, se não for abanada…

 

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Sou uma cidadã portuguesa, livre-pensadora, desassossegada, e avessa à mediocridade e aos medíocres que ocupam cargos de responsabilidade no meu País.

 

Vejo o mundo com um sentimento de esplendor e, frequentemente, ajo dessa forma.

 

Sou possuída por um sentimento de “desejar estar aqui” e fico surpreendida quando os outros não co-participam desse sentimento.

 

Tenho grandes dificuldades em aceitar a autoridade absoluta sem explicações ou escolha.

 

Sou desassossegada. Logo, desassossego. Porque desassossegar é preciso.

 

O marasmo nunca fez avançar o mundo.

 

Eu, simplesmente, nunca farei certas coisas como, por exemplo, ver passar o vento sem entrar na tempestade. Nasci com asas no pensamento e preciso de “voar” para me realizar como pessoa.

 

Sinto-me frustrada com sistemas ritualmente orientados e que não necessitam de pensamento criativo. Como o sistema vigente. Parado num tempo antigo, que me sufoca. Que me esmaga. Que me estrangula.

 

Frequentemente encontro um modo melhor de fazer as coisas, o que me transforma numa questionadora e inconformista com qualquer sistema medíocre que se me apresente pela frente.

 

Por vezes, pareço anti-social, a menos que esteja com pessoas do mesmo tipo que eu. Se, ao meu redor, não existem outras pessoas com o nível de consciência semelhante ao meu, torno-me introvertida e, sentindo-me como se ninguém me entendesse, isolo-me.

 

As multidões incomodam-me. Gosto da solidão. De ficar só. De pensar, criar, idealizar. Sonhar com um mundo ideal, que sei, nunca existirá, porque os homens nunca serão seres perfeitos.

 

Sim, sou sensível, por isso sinto-me esmagada com a espantosa insensibilidade que me rodeia. Tenho um excessivo montante de energia cósmica, que me catapulta para cenários utópicos.

 

Sou bastante intuitiva e trago comigo, desde a nascença, uma perseverante tendência para o idealismo.

 

Distraio-me facilmente e, por vezes, tenho um baixo poder de concentração, mas tal não me arreda do caminho que devo seguir.

 

Sou bastante sensível às Artes, a todas as Artes, à Música, à Pintura, às paisagens grandiosas e sublimes, ao Belo, ao Bom e ao Bem (a Filosofia dos três Bês, que sigo religiosamente); as minhas paixões são História, Música, Religião e Arte, daí não me entender com a mediocridade que é promovida pelo sistema político vigente no mundo, e pelos líderes religiosos de todas as crenças; aprecio conversar sobre Deus (não aquele deus inventado pelo Homem), sobre o princípio do Mundo, sobre a Vida planetária e sobre o Universo e os outros seres que nele vivem. Costumo desenhar figuras exóticas, seres extraterrestres e formas estranhas, provenientes da minha imaginação cósmica.

 

Por isso, reajo mal à estupidez e à ignorância optativa.

 

Preocupo-me bastante com as questões humanitárias; com a fome no mundo; com as guerras, que são a maior prova da irracionalidade do Homem; com os problemas sociais e ambientais, com o uso e abuso dos animais não-humanos, por isso, vivo indignada com o poder podre que governa o mundo e o transforma num Érebo, reino da escuridão inferior, quando poderia ser um Paraíso.

 

Emocionalmente, preciso de estabilidade e segurança por parte das pessoas que me rodeiam.

 

Oponho-me particularmente à autoridade, se esta não for democraticamente orientada, por isso, não aceito ditaduras, nem de esquerda, nem de direita, e muito menos uma democracia opressora, como a que, actualmente, nos tiraniza.

 

É fácil sentir-me frustrada, porque tenho grandes ideais, mas a falta de recursos e de pessoas que me compreendam e acompanhem, por vezes, comprometem o meu objectivo final.

 

A minha aprendizagem faz-se através da explicação e do raciocínio, e resisto à memorização mecânica ou a ser simplesmente “ouvinte”.

 

Não consigo ficar quieta ou sentada muito tempo, a menos que esteja envolvida em algo do meu interesse maior.

 

Sou bastante compassiva, mas abomino os seres desumanos. 

 

Em geral, tenho um autoconceito elevado, não porque me sinta superior a um lagarto, mas porque consigo ver para além do visível, e isso incomoda-me, porque se eu consigo, por que não os que (des)governam o mundo?

 

Não tenho medo das ameaças que me fazem, com o intuito de me desviarem das minhas intenções, dos meus objectivos.

 

Se alguém me diz que estou a proceder mal, mas se eu entendo o contrário, simplesmente demonstro que não sabem o que dizem.

 

E este é o meu mundo pintado de azul. 

 

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E agora que já sabem quase tudo sobre a minha pessoa, espero ter contribuído para uma melhor compreensão daquilo que me propus concretizar, e a certeza de que não desistirei.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:05

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Quarta-feira, 20 de Março de 2019

NA SECÇÃO DE “CULTURA”, DO CORREIO DA MANHÃ LÊ-SE: «TOUREIRO ENRIQUE PONCE COM LESÕES MUITO GRAVES APÓS COLHIDA DE TOURO»

 

Então isto não faz parte da CULTURA e da ARTE tauromáquicas?

Esperar o quê? Quem vai para uma arena atacar ferozmente, cruelmente, um animal sensível e dotado de instinto de sobrevivência e defesa, está sujeito a estas artes de dá e leva.

 

O protagonista deste acto altamente cultural e artístico é um MATADOR DE TOUROS, uma profissão das mais cultas, existentes à face da Terra, quiçá do Universo, e que tem como objectivo divertir os sádicos, que tanto aplaudem os ataques dos matadores como as acometidas dos Touros, em legítima defesa, porque quanto mais sangue, melhor, para os vampiros tauromáquicos.

 

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Momento em que o matador é colhido pelo matado (a ser)...

 

A notícia refere que se confirma o cenário mais duro para o matador espanhol Enrique Ponce, de 47 anos, colhido pelo touro 'Declamador', de 532 kg, na corrida das Fallas de Valencia, na passada segunda-feira.

 

O Touro, muito legitimamente, ao defender-se do seu carrasco, deixou-lhe duas roturas de ligamentos no joelho, a tíbia e uma costela fracturadas e duas perfurações no glúteo. O matador estava ainda a recuperar de uma lesão no joelho esquerdo, que ficou completamente torcido na queda, após ter sido projectado pelo Touro. O seu apoderado e também sogro, Victoriano Valência, disse que o «Enrique tem a perna destroçada e está destroçado também».

 

Está a perna, está o matador e está também o Touro, que foi abatido, depois de barbaramente torturado, não esquecer.

 

Mas isto faz parte da cultura e arte tauromáquicas. Ou não faz? É disto que os sádicos gostam. Gostam de ver o matador torturar o Touro até à morte, e gostam de ver o Touro defender-se e deixar a sua marca nos seus torturadores. Tudo muito cultural e artístico.

 

Para quê tanta estranheza à volta disto?

 

O Touro é torturado barbaramente, e qualquer animal, incluindo o homem, quando se vê atacado por feras, instintivamente faz tudo para se defender. Umas vezes consegue. Outras, não. Este “Declamador” conseguiu. E uma vez que estava condenado a uma morte inglória, ainda teve forças para deixar a sua marca no carrasco.

 

Mas agora vem o mais insólito: diz a notícia que, ontem, Dia do Pai, este MATADOR DE TOUROS deveria receber do rei de Espanha o Prémio de Cultura (isto não é engano) para celebrar o dia do pai na companhia dos seus filhos e da família. Mas, coitado, foi obrigado a viajar para Madrid, onde deverá ser sujeito a uma intervenção cirúrgica, que o fará perder a maior parte da temporada tauromáquica. É menos uns Touros que tortura e mata.

 

Será que o rei de Espanha já se lembrou de conceder o Prémio de Cultura a Arturo Pérez-Reverte, ou a Carlos Ruiz Zafón, ou a Javier Cercas, ou a Almudena Grandes, grandes escritores espanhóis da actualidade? Ou a Literatura não será Cultura para o rei de Espanha? Se me quisessem dar a mim tal coisa, recusá-la-ia.

 

A falta que faz o Senso Comum!

 

Quando se dá o Prémio de Cultura a um matador de touros, não ficará tudo dito sobre a incultura de um povo?

 

(Nós cá também temos disto)

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da imagem e da notícia:

https://www.cmjornal.pt/cultura/detalhe/toureiro-enrique-ponce-com-lesoes-muito-graves-apos-colhida-de-touro?fbclid=IwAR1cMiquST9-bqHnWWe_04PcZKpSLkx0IXWDSfeFuiDc8Ozv1SbvaIRPhQE

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:19

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Quarta-feira, 14 de Março de 2018

A MINHA HOMENAGEM A STEPHEN HAWKING UM HOMEM QUE DIGNIFICOU A HUMANIDADE

 

Morreu esta madrugada, aos 76 anos, o astrofísico Stephen Hawking, aquele que, em entrevista ao 'The New York Times', em Dezembro de 2004, nos deixou esta lição de vida:

 

"As minhas expectativas reduziram-se a zero quando tinha 21 anos. O restante foi uma dádiva."

 

E durante 55 anos mais, Hawking mostrou ao mundo o que é ser um HOMEM.

Nada mais apropriado para o homenagear do que o fruto da sua mente brilhante – uma pequena amostra de um Saber de experiência feito.

 

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 Professor Stephen Hawking speaks about "Why We Should Go into Space" for the NASA Lecture Series, April 21, 2008.

Credit: NASA/Paul Alers

https://www.space.com/15923-stephen-hawking.html

 

Hawking era um ateu que, volta e meia, falava de Deus, como uma entidade cósmica que existia lado a lado com a Ciência. Mas ele acreditava mais na Ciência. Era o que estava mais ao alcance da sua ainda assim, brilhante mente.

 ***

"A poluição, a ganância e a estupidez são as maiores ameaças ao planeta."

 

"Estamos em risco de nos destruirmos por conta da nossa cobiça e estupidez. Não podemos permanecer a olhar para dentro de nós num planeta pequeno e gradualmente poluído e superpovoado."

 

"O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, é a ilusão do conhecimento."

 

"A vítima deveria ter o direito de terminar a sua vida, se assim o quiser. Mas penso que seria um grande erro. Mesmo que a vida possa parecer má, sempre há algo que podemos fazer com sucesso. Enquanto há vida, há esperança. " (Sobre a eutanásia).

 

"Acredito que o desenvolvimento pleno da inteligência artificial poderia significar o fim da raça humana." (Em entrevista à BBC, em 2014).

 

"Vivo com a perspectiva de uma morte precoce há 49 anos. Não tenho medo de morrer, mas também não tenho pressa." (Entrevista ao jornal britânico 'The Guardian', Maio de 2011)

 

"Ninguém pode resistir à ideia de um génio aleijado." (Entrevista à revista americana 'Time', Setembro de 1993)

 

"A cruz da minha celebridade é que não posso ir a lugar algum sem ser reconhecido. Não basta colocar óculos escuros e uma peruca. A cadeira de rodas trai-me." (Entrevista a um canal de TV Israelita, 2006)

 

"Somos apenas uma estirpe avançada de macacos num planeta menor do que uma estrela comum. Mas podemos entender o Universo. Isto torna-nos muito especiais." (Entrevista à revista alemã 'Der Spiegel', 1988).

 

[Conselhos para os seus três filhos]

«Um: lembrem-se de olhar para as estrelas e não para baixo, para os vossos pés.

Dois: nunca desistam do trabalho. Trabalho dá significado e propósito à vida, e a vida fica vazia sem eles.

Três: se tiverem sorte o suficiente para encontrar o amor, não o deixem escapar.»

 

«Se tendes uma deficiência provavelmente não é culpa vossa, mas culpar o mundo ou esperar piedade de alguém não vai ajudar-vos em nada. Deveis manter um pensamento positivo e aproveitar ao máximo cada situação. Se tendes um problema físico, não podeis permitir-vos ter um problema psicológico também.»

 

(Quem ainda não viu, recomendo o filme sobre a sua vida «Teoria de Tudo», dirigido por James Marsh, onde o actor Eddie Redmayne, mostra todo o seu talento, num magnífico Stephen Hawking, que lhe mereceu um Óscar de Melhor Actor, em 2015).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:22

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Segunda-feira, 9 de Outubro de 2017

A RAZÃO SEPARA OS SERES HUMANOS DOS SERES DESUMANOS

 

Eis um comentário que vou responder com um texto que escrevi, no meu livro Manual de Civilidade, e espero que o Tomás Tudela entenda que não é o dono do mundo, mas simplesmente uma pequena partícula do Universo, que se a Mãe Natureza quiser esmagar, esmaga sem que ele nada possa fazer.

 

Nem sei como é possível existir alguém que pense como o Tomás Tudela, nos tempos que correm…

É de PASMAR!

 

 

Tomás Tudela, deixou um comentário ao post FEIRA MEDIEVAL NA FREGUESIA DE SÃO PEDRO DE SINTRA às 19:04, 2013-07-28.
 
Comentário:

A Isabel insiste em confudir seres humanos com os restantes animais e em colocá-los no mesmo patamar. Na comunidade internacional, a DUDA não tem o mesmo valor que a DUDH, e o mesmo se passa no nosso país e em muitos outros países. A DUDH é foi proclamada e aprovava pela ONU, com o apoio do nosso País. A DUDH consagra um conjunto de princípios que se impostos a todos os países pela comunidade internacional e está consagrada na nossa Constituição. Portugal não assumiu compromisso nenhum relativamente à DUDA. Eu não tenho o mesmo valor que um animal, por isso não faz sentido a Isabel tentar comparar a minha vida à vida dos animais. Os seres humanos não podem usar cavalos para o Hipismo, nem burros ou póneis para o trabalho? O entretenimento de crianças, neste caso, é o trabalho do dono do burro ou do pónei. Podemos ter cães em casa, ou isso é uma crueldade e um atentado à liberdade dos cães? Os animais não nascem com direitos invioláveis, dotados por qualquer entidade divina. Isabel, o facto de os animais nascerem selvagens ou livres não significa que tenham que o ser. Não significa que os seres humanos não os possam utilizar. Senão o ser humano também não podia utlizar as florestas, os campos, os mares ou os rios. Qual é o propósito desssa coisas? O propósito dessas coisas, tal como dos burros e dos póneis, é aquele que os seres humanos quiserem que seja. Os seres humanos são um fim em si próprios. Os animais têm o fim que os seres humanos lhes atribuam. A Razão separa-nos.

 

***

 

PRIMEIRA NOÇÃO: O RESPEITO

 

«Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti»

 

A primeira noção a reter é a do respeito.

 

O que é o respeito?

 

É a consideração pelo outro. Quem é o outro? É tudo o que existe à nossa volta. Tudo o que faz parte do nosso mundo, da nossa vida: pessoas, animais, plantas, águas, ar, terra, enfim, todas as coisas, o que é nosso, por exemplo, a chávena por onde tomamos o leite, e o que não é nosso, ou seja, a chávena por onde o nosso irmão toma o seu leite.

 

O Respeito está na base do equilíbrio de todo o Universo. Se o Sol não respeitasse a Lua, se a Lua não respeitasse as estrelas, se as estrelas não respeitassem os planetas, se os planetas não respeitassem o Sol, o Sol talvez não respeitasse a Terra e provavelmente morreríamos queimados, num dia em que ele – o Sol – acordasse mal disposto.

 

A noção de Respeito está intimamente ligada ao princípio: «não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti». 

 

Repara:

 

Se não gostas que te rasguem as carnes com um punhal ou com outra coisa qualquer, deves rasgar as carnes de outro ser com um punhal ou com outra coisa qualquer?

 

Se não gostas que cuspam no teu prato de sopa, deves cuspir no prato de sopa de quem contigo come à mesma mesa, ou na mesa ao lado?

 

Todas as pessoas têm Direitos. Todas as pessoas têm também Deveres. Só podes exigir que respeitem os teus direitos, se respeitares os direitos dos outros. E esse respeito que deves aos outros é apenas um dos teus muitos deveres.

 

Terás o direito de exigir respeito, se não respeitas o tudo que te rodeia?

 

Lembra-te de que não és a única criatura do mundo. Há os outros seres, com quem tens a obrigação de partilhar o Planeta, que não é apenas teu. Tu não és a medida de todas as coisas. O erro maior do homem foi um dia julgar-se o centro do mundo.   

 

Todavia, o homem não passa de mais uma criatura entre milhares de outras criaturas, que antes dele já existiam.

 

O equilíbrio do Universo depende também do teu equilíbrio.

 

Primeira condição para saberes respeitar: começa por te respeitar a ti próprio, dizendo: «Sou uma pessoa, não importa se feia, se bonita. O que importa é que sou uma pessoa, e devo respeitar o que sou, para ser digno de mim mesmo e, a partir daí, digno de todos os outros seres».

 

A noção de respeito aparecerá muitas vezes ao longo deste Manual, porque o respeito é a medida de todas as nossas atitudes.

 

in «Manual de Civilidade» © Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:26

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Sexta-feira, 29 de Setembro de 2017

O UNIVERSO AUTÁRQUICO E PARTIDÁRIO DA TORTURA (AÇORES)

 

(Que vergonha! Não há verbas para o essencial, mas para a selvajaria é o que se vê!

O povo destas ilhas que abra os olhos!!!!!)

 

TERCEIRA

Angra do Heroísmo. Câmara PS.

 

 

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Praia da Vitória. Câmara PS.

 

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GRACIOSA

Santa Cruz da Graciosa. Câmara PS. Candidato PSD.

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SÃO JORGE

CDS.

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FLORES 

Lajes das Flores. Câmara PS.

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SÃO MIGUEL 

Lagoa. Câmara PS.

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Ribeira Grande. Câmara PSD. Candidato PS.

 

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Nordeste. Candidato PS.

 

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***

VEJAM O NÍVEL DO PRESIDENTE DO GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES (PS)

Pela aragem não se vê quem vai na carruagem?

ABRAM OS OLHOS, AÇORIANOS!!!!!

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:39

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Quinta-feira, 1 de Setembro de 2016

A “TORADA”, O “TORO” E O DELÍRIO DO JOÃO

 

Gosto de receber comentários assim… porque me dão a oportunidade de soltar as palavras… e aí vão elas…

 

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Recebi este comentário delirante do João, que não poderia deixar passar despercebido.

 

Nele está tudo o que ficou bem claro no texto que aqui publiquei, sob o título «Tauromaquia – Doença do Foro Psiquiátrico».

 

Ora leiam:

 

Joao, deixou um comentário ao post QUANDO OS AFICIONADOS NASCEM COM O CÉREBRO DESCIDO...

às 16:29, 2016-08-31

 

Comentário:

 

Boa tarde cara Isabel, Como é possível estudar tanto e saber tão pouco? Definir o amor a uma arte como doença mental, comparar humanos e animais, e depois negar a animalidade dos humanos, e negar-lhes o direito a ser animais e a viver e experimentar esse lado animal, isso sim é quase uma doença mental.

Digo quase, porque na maior parte dos casos, como parece ser o seu e da legião de dúbios doutores de que se faz uso, é mais provavelmente uma lavagem cerebral do que uma doença.

A torada, ou se preferir a tauromaquia é uma arte e uma maneira de viver, de ser humano e animal de ser crente ou ateu, de sofrer e de sorrir. A tourada é a vida ela mesma, e os toros de lide são praticamente encarnações de Deuses, ou para os ateus como eu da própria força vital da natureza e do universo. É uma pena que tenha estudado tanto e saiba tão pouco. Bem-haja. João

 

***

Pois não é, meu caro João? Como é possível? “Malhei” tanto naquela Universidade e não sei nada. Mesmo nada. Sou a ignorância personificada.

 

O meu caro João, ao contrário de mim, deverá ter estudos superiores, tipo mestrado, doutoramento em artes… naturalmente.

 

Mas como foi possível, eu ter definido o amor a uma arte como doença mental? Tem razão. Sou uma besta. Confundir um conceito tão sublime como o amor aliado à arte da tortura, com uma doença mental, só de uma besta. De uma grande besta.

 

E comparar humanos a animais? Então essa é que é imperdoável.

 

Na verdade os humanos não têm um coração como os animais. Os humanos são assim uma espécie de vegetal que rasteja. Acertei? Corrigi-me?

 

Os animais não, os animais são mais humanos. Comportam-se como seres racionais na Natureza. Não poluem, não torturam e matam os da sua espécie nem os de outras espécies para se divertirem.

 

Negar a animalidade dos humanos, e negar-lhes o direito a ser animais e a viver e experimentar esse lado animal, não é quase uma doença mental, nem uma lavagem cerebral. Na verdade é uma doença mental, das mais graves. Então não é? Como pude ser tão cega mental?

 

E a torada? Eu prefiro o termo torada, a tauromaquia. Torada é mais condizente com a realidade da vossa arte e da vossa maneira de viver, de ser humano e animal, de ser crente e ateu, de sofrer e de sorrir. Que bonito! Isto é demasiado sublime para a minha irracionalidade.

 

A torada é a vida ela mesma, então não é? E os toros de lide são praticamente encarnações de deuses? Então não são?

 

Eu, por exemplo, adoro os Touros, são animais magníficos, plácidos, ruminantes, têm uma personalidade superior à de muitos joões que eu conheço. São na realidade a própria força vital da Natureza, e quiçá do Universo. Então não são?

 

Para depois acabarem gloriosamente assim, às mãos do animal homem que, por amor à arte, cruelmente o estraçalha:

 

TOURO.jpg

 

Pois na verdade é uma pena que eu tenha estudado tanto e saiba tão pouco! É lamentável. Muito lamentável. Humildemente admito ter de regressar aos bancos da escola primária.

 

E depois não querem que se diga que a tauromaquia é uma doença do foro psiquiátrico!

 

Bolas!!!!!!

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:13

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Sexta-feira, 22 de Julho de 2016

NÃO PODE EXISTIR ESCLAVAGISMO HUMANO E ESCLAVAGISMO ANIMAL».

 

Maria Helena Capeto é uma escritora portuguesa e animalista de primeira água, que eu muito prezo.

 

Enviou um comentário ao meu texto intitulado «Quem não se reconhece como um animal não conhece o seu lugar neste mundo», que considero um monumento à lucidez, um verdadeiro tratado científico, e que aqui destaco pelos motivos mais óbvios, esperando que todos os farias do mundo possam entender a essência deste texto e aprender que a Vida não é um privilégio apenas do homem...

 

VACA SAGRADA.jpg

(Origem da imagem: Internet)

 

Maria Helena Capeto deixou um comentário ao post QUEM NÃO SE RECONHECE COMO UM ANIMAL NÃO CONHECE O SEU LUGAR NESTE MUNDO às 13:33, 2016-07-21.

 

Comentário:

 

Poderíamos aqui aventar as mais diversas e divertidas teorias sobre a espécie animal de primata bípede do género homo e subespécie sapiens. Ou quiçá sobre as diversas estirpes de ET's que povoam a Via Láctea ou outras galáxias.

 

Como apenas sou um ser pertencente ao reino animal, vamos lá ver se percebi!... - A vida humana é diferente da vida animal. Conclusão: o humano não é um animal. Bom, não é esse o enquadramento que a ciência dá ao homem já que o classifica como um mamífero.

 

Há portanto então mamíferos que não são animais. Como também não pertencem ao reino da flora, não nos resta muito mais além de alguma espécie estranha de ET's já que muito provavelmente, na generalidade, estes também teriam algum tipo de origem implicando necessariamente a pertença a algum tipo de animal, de acordo com as classificações terráqueas. - Escapa-me completamente, talvez por pertencer ao reino animal da Terra, como se admite que numa sociedade existam crianças e sem-abrigo, pessoas que morrem de fome. Como me escapa também, talvez pelo mesmo motivo, como se admite abandonarem velhos em lares, hospitais ou em casa, se estuprem crianças, haja guerras, corridas aos armamentos, etc..

 

Quem foram os "inteligentes" que criaram este tipo de sociedade? A hipocrisia igualitária que não aceita outras ideias que não as suas próprias? A ganância desmedida que atropela tudo à sua frente na insondável cegueira de tentar arrebanhar tudo para seu exclusivo usufruto? A estultícia das filosofias baseadas em pseudo-importâncias e/ou inexistentes superioridades de uma espécie entre milhões de outras num planeta, que até é redondo..., e que é completamente incapaz de sobreviver ao desaparecimento de outras espécies?

 

São talvez demasiadas questões...

 

Isabel, não posso concordar consigo quando diz "melhor faria se se considerasse um ANIMAL tão ANIMAL como todos os outros, e se colocasse no lugar deles e SENTISSE, pelo menos uma vez na vida, que as pessoas são animais, tão animais como todos os outros." Essa capacidade é puramente animal, portanto uma capacidade de que um não-animal não é detentor.

 

Continua a haver discursos que recordam os tempos do abolicionismo, em que eram esgrimidos os argumentos mais espantosos contra a abolição da escravatura. É claro que o pensamento esclavagista ainda não desapareceu, mas a subespécie sapiens ultrapassou os seus distantes primos e seguiu em frente. Fá-lo-á uma vez mais, pois assim o exige a evolução. E sim, é verdade, a Natureza é a medida de todas as coisas. Não pode existir esclavagismo humano e esclavagismo animal pois esta distinção é inexistente e o inexistente não se aplica. A Natureza não é permeável a preconceitos.

 

***

Maria Helena, concordo, quando diz que não concorda comigo.
O seu ponto de vista está correctíssimo.

 

***

Aproveito para aqui deixar o link para um texto que publiquei sobre um livro de Maria Helena Capeto «Tiiti de Gayport – Tributo ao Amor», que é de leitura obrigatória, para que todos possam compreender o que na realidade somos: apenas uma partícula de poeira cósmica, entre uma infinidade inumerável de outras partículas com as quais partilhamos o Universo. Nem somos mais, nem somos menos, até porque a Natureza, na verdade, é que é a medida de todas as coisas, criadas e não criadas. Visíveis e invisíveis aos olhos.

 

TRIBUTO A MARIA HELENA CAPETO – A NATUREZA É A MEDIDA DE TODAS AS COISAS

 

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/tributo-a-maria-helena-capeto-a-657111

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:15

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Segunda-feira, 9 de Maio de 2016

OFÍCIO DA DGAV A PROPÓSITO DA PETIÇÃO CONTRA A EXPORTAÇÃO DE CÃES E GATOS PARA AS FILIPINAS E COREIA DO SUL

 

 

Na sequência de um artigo publicado no meu Bogue, neste link

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/governo-portugues-pare-imediatamente-a-635082

sobre a petição de Stephanie Christie, dirigida ao governo português, solicitando que este pare medianamente a exportação de cães e gatos para os referidos países, e na qual Portugal é posto de rastos, devido às notícias saídas a público, a este respeito, recebi o Ofício nº 704/2016, oriundo do Director-geral da DGAV (Direcção-geral de Alimentação e Veterinária), Álvaro Pegado Mendonça, que passo a transcrever:

943ac3c5ea7ff93e5dba8642fbf65c48_md PETIÇÃO.jpg

Nova petição: Portuguese Government, stop immediately the export of dogs and cats to SouthKorea and Philippines / Governo português parar imediatamente exportação de cães e gatos para a Coreia do Sul e Filipinas

http://www.sosvox.org/pt/petition/portuguese-government-stop-immediately-our-pets-to-south-korea-and-philippines.html?utm_source=highlight&utm_medium=title&utm_campaign=campaign-p070516

 

«Exmos.(as) Senhores(as),

 

A DGAV, estranha o teor da petição pública em apreço e rejeita liminarmente o conteúdo da mesma, por não corresponder à verdade.

Na origem desta situação estarão as declarações do ex-Secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-alimentar, quando falava aos média relativamente ao intenso trabalho realizado no âmbito da internacionalização.

 

Neste âmbito, aludiu ao trabalho difícil de negociação das questões sanitárias e fitossanitárias com países terceiros, com vista à exportação quer com fins comerciais quer com fins não comerciais.

 

Ainda neste contexto global da internacionalização apontou os mercados, produtos e ainda os animais vivos exportados, onde se inserem os animais de companhia, o que terá levado a interpretação errónea por parte do leitor, induzido pelo título do artigo que remetia as declarações para os produtos agro-alimentares.

 

Como é do conhecimento geral, a DGAV, entidade responsável pelos requisitos à exportação é igualmente o garante da saúde e bem-estar animal, estando comprometida com estes objectivos a nível interno e externo, pelo que é um dos Estados Membros que ratificou a Convenção Europeia para a Protecção dos Animais de Companhia.

 

Factualmente ainda acrescentamos que os animais, nomeadamente os de companhia, só viajam para países terceiros acompanhados de certificados sanitários registados e emitidos pela entidade competente, a DGAV, o que nos permite afirmar que só foram emitidos durante os anos de 2014 e 2015, 31 certificados sem fim comercial e com o objectivo de os animais acompanharem os seus donos até ao local de destino.

 

 

Com os melhores cumprimentos,

Álvaro Pegado Mendonça

Director-geral

CVO Portugal»

 

***

(AVISO: uma vez que a aplicação do AO/90 é ilegal, não estando efectivamente em vigor em Portugal, o texto acima foi reproduzido para Língua Portuguesa, via corrector automático).

***

 

Eis a minha resposta a este Ofício que, devo confessar, me desiludiu.

 

Exmo Senhor,

 

Agradeço a gentileza da resposta.

 

Porém, devo acrescentar o seguinte:

 

1 – A petição aqui referida (e esta outra que publico hoje) é da autoria de activistas estrangeiros, que se basearam em notícias que correm o mundo, sobre a venda de cães e gatos por Portugal, às Filipinas e Coreia do Sul, países que utilizam animais (ditos de estimação, no Ocidente) para os COMEREM.

 

2 – O que aqui está em causa (e chamo a atenção precisamente para as notícias que circulam no estrangeiro, e não partiram de nós, portugueses, que nos batemos pelo bem-estar de TODOS os animais não humanos, e não só cães e gatos, como a Lei de Protecção Animal n.º 69/2014, de 29 de Agosto, apenas prevê) é a exportação dos nossos animais (que até podem ir com todos os certificados sanitários em dia) para países que os COMEM, e que para os comer sacrificam-nos de uma forma bárbara.

 

Pensamos que esta não é uma política correcta, até porque também sabemos que as entidades portuguesas que deveriam ser mais cuidadosas nestas matérias, nem sempre abrem os olhos ao que se passa, por exemplo, nos bastidores das touradas, quando os touros moribundos são retirados da arena; nem nas “festas” de matança de porcos em público, para divertir um povo inculto; nem nos canis municipais onde os cães passam fome, morrem de doenças, sem qualquer apoio veterinário, e muitos deles são mortos à paulada; e nem sequer nos matadouros, onde os animais são abatidos de uma forma monstruosa.

 

Portanto, tudo o que se relaciona com os animais não humanos em Portugal, incluindo os ditos "animais de companhia ou de estimação", que na sua maioria nem são uma coisa nem outra, porque continuam a ser maltratados, apesar das denúncias, e quem os maltrata não é punido, apesar da Lei, não estão devidamente protegidos, até porque existem bastantes lacunas nessa Lei, onde a maioria dos animais não humanos nem sequer são considerados animais, estando dela excluídos: o caso dos Touros, dos Cavalos, dos Cães utilizados em corridas ou em lutas (que continuam a existir por aí, e ninguém faz nada); o tiro os pombos, os animais utilizados nos circos e zoológicos, enfim… apenas os cães e gatos (e mesmos estes, nem todos) são considerados animais.

 

É raro, muito raro (e a mim até nunca aconteceu) que as denúncias que fazemos de maus-tratos a animais ditos de estimação e de companhia (cães e gatos) tenham uma resposta positiva por parte das autoridades que nunca vêem o que nós vemos.

 

Porque nós, os que nos batemos pelo bem-estar de TODOS os animais não humanos, não precisamos de leis para sabermos que TODOS os animais são seres sencientes, logo, merecedores de uma protecção igual à que se dá aos animais humanos.

 

E se os humanos fossem realmente seres humanos, nem sequer precisariam de leis para os “orientarem” no sentido de que, como animais que também são, não devem fazer aos outros (animais) o que não gostariam que lhes fizessem a eles. Este é um princípio básico adoptado por todos os grandes pensadores, há milhares de séculos…

 

Mas infelizmente, o mundo em que vivermos tornou-se imperfeito depois do aparecimento do homem. Apenas alguns tiveram a ousadia genética de evoluírem, e instintivamente compreenderem que o homem não é a medida de todas as coisas, mas apenas mais um animal entre muitos, com a responsabilidade acrescida de zelar pelo Planeta e por todos os outros seres, simplesmente porque é ele que está com o queijo e a faca na mão, ou seja, é ele que tem um completo domínio sobre o mundo (infelizmente).

 

É uma vergonha para a espécie humana a existência de “homens” que se comportam mais irracionalmente do que aqueles que eles rotulam de irracionais.

 

Portanto, Exmo. Senhor Álvaro Pegado Mendonça, a resposta que eu gostaria de ter recebido era outra.

 

Gostaria que me dissesse que Portugal não mais exportaria cães e gatos portugueses, para os países que os sacrificam antes de os comerem.

 

Infelizmente, Portugal está muito longe de ser um país evoluído no que respeita ao respeito a ter pelas outras espécies que com ele partilham o mesmo Planeta, o mesmo meio ambiente, o mesmo Sol, a mesma Lua, o mesmo Universo…

 

Com os meus cumprimentos,

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:03

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Sábado, 26 de Setembro de 2015

CARTA ABERTA À ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EMPRESÁRIOS TAUROMÁQUICOS

 

APET.jpg

 

"Empresários" tauromáquicos:

 

Li este comunicado e pasmei.

 

Não que me surpreendesse que ele viesse a público, pois num país onde a selvajaria tauromáquica é permitida, e a crueldade e a violência e a maldade, nuas e cruas, têm uma legislação própria, tudo é possível.

 

Pasmei apenas pelo desplante de se arvorarem em “empresários” e entenderem que podem insultar, assim, despudoradamente, a inteligência dos portugueses.

 

O PAN (Pessoas – Animais – Natureza) é um partido político com legitimidade para solicitar à Assembleia da República que clarifique por via legislativa e de forma incontestável, as atribuições municipais à proibição de actos de violência contra animais, incluindo touradas, sabem porquê?

 

Porque os Touros e os Cavalos, utilizados nessa actividade primitiva e bárbara, a que vocês chamam obtusamente “cultura”, são ANIMAIS, não sabiam? E o que fazem a esses animais nas touradas são actos de violência extrema proibidos por lei.

 

Por isso, todos os portugueses, sejam militantes de partidos ou apartidários, têm toda a legitimidade de não só exigirem que a lei seja cumprida, como de questionar essas leis tortas que são a vergonha dos legisladores, e que existem apenas para que duas dezenas de “empresários” da tortura de seres vivos vivam à tripa forra à custa dos dinheiros públicos. À custa dos nossos impostos.

 

E isto é ilegítimo. É imoral. É roubar o povo.

 

E mais. Os fundamentos em que se baseia o PAN para fazer valer os Direitos dos Animais (de todos os Animais) consignados na Declaração Universal dos Direitos dos Animais, ratificada pelo governo português, que descaradamente nunca cumpriu esse compromisso, são a mais incontestável verdade.

 

E quem é a APET para não consentir “atropelos” à liberdade cultural dos aficionados garantida pela Constituição no seu artigo 78, que consagra a todos o direito à «fruição e criação cultural»?

 

Por acaso sabem o que é criação cultural? Não sabem. Se soubessem estavam caladinhos, para não fazerem esta má figura.

 

Aprendam alguma coisa sobre Cultura e Civilização abrindo este link:

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/22410.html

 

 

Os torturadores de bovinos passaram séculos a transmitir ignorância de geração em geração, e a chamar “cultura” à tortura de seres vivos, para divertir sádicos, mas agora, simplesmente CHEGA! Porque a época da ignorância já passou. Agora só é ignorante quem quer. Só se é ignorante por opção.

 

Hoje, essa ignorância está limitada a um punhado de aficionados que se recusam a ver o óbvio e a evoluir, com o aval de um governo também ele aficionado e culturalmente paupérrimo.

 

Vocês até poderiam ter razão se estivessem a referir-se à criação cultural propriamente dita.

 

Mas a tauromaquia não passa disto:

 

VENAL ARTE.png

 

A APET não tem legitimidade nenhuma de relembrar em parte alguma ao Estado Português o que quer que seja.

 

Os interesses da APET são meramente económicos, e baseados na venal arte de torturar e matar animais em público, para divertir sádicos. Portanto, o que pretendem é ganhar dinheiro á custa do sofrimento de seres vivos indefesos, e a isso não se chama criação cultural. A isso chama-se carnificina.

 

E se não sabem o que é um sádico, deixo aqui a definição oficial, para que não digam que estou a insultar: «Que ou quem gosta de fazer sofrer ou humilhar = MAU»

in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

http://www.priberam.pt/dlpo/s%C3%A1dico

 

 

 

Ora os aficionados gostam de ver sofrer e de fazer sofrer e humilhar inocentes, inofensivos e indefesos bovinos. Vejam:

 

 

E isto não é criação cultural, em parte alguma do Universo.

 

E por fim, a tauromaquia poderia eventualmente ter sido de norte a sul, parte integrante do “património da cultura popular portuguesa” mas apenas do povo bronco, porém jamais o foi do povo instruído, do povo culto, do povo erudito.

 

Mas isto FOI em tempos idos. Num tempo coberto pelo negrume da mais cavernosa ignorância.

 

Hoje, essa “cultura dos broncos” está restringida apenas a um punhado de criaturas que já nasceram velhas, com raízes podres, enterradas num passado tão remoto, tão remoto, que já se perdeu no tempo…

 

E para que saibam, a tauromaquia não é um “espectáculo cultural”. Nunca foi, nem nunca será. É simplesmente um costume bárbaro herdado de espanhóis bárbaros . E nada mais do que isso. A tauromaquia é uma actividade nauseabunda.

 

Só têm razão numa coisa: a tauromaquia é uma prática legal, o que não significa que seja moralmente admitida numa sociedade humana e civilizada.

 

E hoje, mais do que nunca, ela é uma prática inconstitucional.

 

Quanto à IGAC é uma inspecção que não cumpre a função para a qual foi criada, porque permite que se façam touradas completamente ILEGAIS em Portugal.

 

Isto é público. Isto é vergonhoso. Isto só acontece porque existe um governo cuja governação é submissa ao lobby tauromáquico.

 

As denúncias destas ilegalidades caem em saco roto, e todos nós sabemos muito bem porquê.

 

Por isso, “empresários” tauromáquicos, este vosso comunicado não tem qualquer razão de ser. É simplesmente ridículo.

 

No entanto, nós sabemos que foi escrito com a única intenção de “avisar” os 226 deputados da Nação, eleitos para darem cobertura à tauromaquia (os restantes 24 rejeitam este costume bárbaro) que estarão “atentos” a qualquer movimentação contrária ao vosso “desejo”.

 

Mas não pensem que isto vai durar muito mais tempo.

 

Tudo o que nasce morre. É a lei natural.

 

E a tauromaquia já resistiu demasiado tempo, está demasiado velha, carcomida, apodrecida, a cheirar mal, e no tempo que corre, está a escorregar lentamente para o abismo onde será para sempre enterrada.

 

Disso podem ter a mais absoluta certeza.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

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