Sexta-feira, 12 de Abril de 2019

OVIEDO (ESPANHA) PROPÕE EXTINÇÃO DE TOURADAS…

 

… e a associação internacional de tauromaquia ameaça com tribunais… como se leis idiotas pudessem ter validade “ad aeternum”…

«As pessoas não querem, a cidade não quer, a câmara não quer, quem é esta gente para impor touradas? De todas as vezes que os tribunais espanhóis foram chamados a pronunciarem-se ficou claro que o povo é quem mais ordena. NÃO ÀS TOURADAS!» (CAPT)
in https://www.facebook.com/groups/CampanhaAntitouradasPortugal/permalink/2276297532409013/

 

buenavista.jpg

 

A associação internacional de tauromaquia apresentou uma comunicação formal à cidade de Oviedo, discordando do projecto de reforma da praça de touros Buenavista que visa abolir a tauromaquia.

 

Diz-nos a notícia que «de acordo com as informações públicas emitidas pela sessão e as investigações feitas por entidades amadoras do Principado das Astúrias envolvidas, a Praça de Touros de Oviedo poderia ser usada para diferentes actividades artísticas, desportivas e culturais, excluindo e proibindo a celebração de mostra tauromáquica, para a qual foi construído

 

E a esta atitude chama-se evolução.

 

E vêm os outros e dizem:

«A este respeito, o alcaide foi avisado como presidente da corporação, que as três leis que estão em vigor na Espanha, não só previnem este suposto saque cultural, mas forçam por mandato expresso aos Poderes Públicos Centrais, Autónomos e Municipais, como é o caso, para a conservação e enriquecimento da tauromaquia.»

 

A esta atitude chama-se atraso civilizacional.

 

Portanto, a Praça de Touros Buenavista de Oviedo, pode e deve ser objecto de uma reforma que exclui o uso habitual para o qual foi construído, ou seja, a realização de uma prática bárbara, desadequada aos tempos modernos que, em parte alguma, a não ser nas atrasadas localidades onde ainda se pratica esta barbárie, é considerada património cultural imaterial, mas a tauromaquia não passa de património imaterial da estupidez, nos tempos que correm.

 

A associação internacional de tauromaquia acha que lá por existirem leis idiotas que legitimam esta prática medievalesca, ela (a prática hedionda da tauromaquia), está protegida e não é censurável. Como se enganam!

 

É da racionalidade rejeitar leis que vão contra a Ética e insultam a Humanidade.

 

Torturar animais não faz parte das actividades éticas humanas. São um insulto ao Bom Senso e ao Senso Comum, logo, têm de ser extintas.

 

E queira ou não queira, goste, ou não goste a tal associação internacional de tauromaquia, esta prática será extinta. E já faltou mais tempo.

Fonte da notícia:


https://infocul.pt/cultura/oviedo-propoe-extincao-de-touradas-associacao-internacional-de-tauromaquia-ameaca-com-tribunais/?unapproved=18675&moderation-hash=d568e329e124d59b108ae338380ae778#comment-18675

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:32

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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2018

«PORTUGAL EXISTE! QUE FUTURO?»

 

Um texto de Sérgio Medeiros para reflectir Portugal

 

Foto José Caria.png

 (Isto também é Portugal)

 

Um texto de Sérgio Medeiros

 

«Portugal é um país que investiu forte na formação do seu povo, em engenharias florestais, zoo técnicas, ambientais, mecânicas, civis, em arquitectos, em médicos, em gestores, economistas... e exportamos "aviões" a custo zero, mão de obra especializada para a Alemanha, e de lá, de lá chegam Mercedes a preço de ouro. Somos um povo macambúzio e ignorante! Não, políticos criminosos e vendilhões? Sim.

 

Cinquenta e três anos de vida. Filho de gente humilde. Filho da aldeia. Filho do trabalho. Desde criança fui pastor, matei cordeiros, porcos e vacas, montei móveis, entreguei roupas, fui vendedor ambulante, servi à mesa e ao balcão. Limpei chãos, comi com as mãos, bebi do chão e nunca tive vergonha. Na aldeia é assim, somos o que somos porque somos assim, sem tirar nem pôr.

 

Cresci numa aldeia que pouco mais tinha que gente, trabalho e gente trabalhadora.

 

Cresci rodeado de aldeias sem saneamento básico, sem água, sem luz, sem estradas e com uma oferta de trabalho árduo e feroz. Cresci numa aldeia com valores, com gente que se olha nos olhos, com gente solidária, com amigos de todos os níveis, com família ali ao lado. Cresci com amigos que estudaram e com outros que trabalharam. Os que estudaram, muitos à custa de apoios do Governo, agora estão desempregados e a queixarem-se de tudo. Os que sempre trabalharam lá continuam a sua caminhada, a produzir para o País e pouco se fazem ouvir apesar de terem contribuído para o apoio dos que estudaram e a nada receberem em troca.

 

Cresci a ouvir dizer que éramos um País em Vias de Desenvolvimento e ... de repente éramos já um País Desenvolvido, que depois de entrarmos para a União Europeia e que o dinheiro tinha chegado a "rodos" e que passamos de pobretanas a ricos "fartazanas". Cresci assim, sem nada e com tudo até me trazerem a esta porca miséria.

 

*E agora, o que temos nós?

 

Um país com duas imagens. A de Lisboa: cidade grandiosa, moderna, com tudo e mais alguma coisa, o lugar onde tudo se decide e onde tudo se divide, cidade com passado, presente e futuro. Enquanto a imagem do interior do país, é um território desertificado, envelhecido, abandonado, improdutivo, esquecido, pisado e desprezado.

 

* Um país de vícios;

 

- Esqueceram-se os valores, sobrepuseram-se os doutores;

- Não interessa a tua história, interessa o lugar que ocupas;

- Não interessa o que defendes, interessa o que prometes;

- Não interessa como chegaste lá, mas sim o que representas lá;

- Não interessa o quanto produziste, interessa o que conseguiste:

- Não interessa o meio para atingir o fim, interessa o que me podes dar a mim;

- Não interessa o meu empenho, interessa o que obtenho;

- Não interessa que critiquem os políticos, interessa é estar lá;

- Não interessa saber que as associações de estudantes das universidades são o primeiro passo para a corrupção activa e passiva que prolifera em todos os sectores políticos, interessa é que o meu filho esteja lá;

- Não interessa saber que as autarquias tenham gente a mais, interessa é que eu pertença aos quadros;

- Não interessa ter políticos que passem primeiro pelo mundo do trabalho, interessa é que o povo vá para o diabo.

 

* Um país sem justiça;

 

- Pedófilos que são condenados e dão aulas passados uns dias.

- Pedófilos que por serem políticos são pegados em ombros, e juízes que são enviados para as catacumbas do inferno;

- Assassinos que matam por trás e que são libertados passados sete anos por bom comportamento!

Criminosos financeiros que escapam por motivos que nem ao diabo lembram;

- Políticos que passam a vida a enriquecer e que jamais têm problemas ou alguém questiona tais fortunas;

- Políticos que desgovernam um país e "emigram" para Paris;

- Bancos que assaltam um país e que o povo ainda ajuda a salvar;

- Um povo que vê tudo isto e entra no sistema, pedindo favores a toda a hora e alimentando a máquina que tanto critica e chora, é um povo ou uma vassalagem à corrupção?

 

* Um país sem educação;

 

- Quem semeia ventos colhe tempestades;

- Numa época em que a sociedade global apresenta níveis de exigência altamente sofisticados, em Portugal a educação passou a ser um circo;

- Não se podem reprovar meninos mimados;

- Não se pode chumbar os malcriados;

- Os alunos podem bater e os professores nem a voz podem levantar;

- Entrar na universidade passou a ser obrigatório por causa das estatísticas;

- Os professores saem com os alunos e alunas e os alunos mandam nos professores;

- Ser doutor, afinal, é coisa banal, é prender a ser obediente e parasita.

 

* Portugal é um país que abandonou a produção endógena.

 

- Um país rico em solo, em clima e em tradições agrícolas que abandonou a sua história;

- Agora o que conta é ter serviços sofisticados, como se o afamado portátil fosse a salvação do país;

- Um país que julga que uma mega fábrica de automóveis dura para sempre;

- Um país que pensa que turismo no Algarve é que dá dinheiro para todos;

- Um país que abandonou a pecuária, a pesca e a agricultura;

- Que pisa quem ainda teima em produzir e destaca quem apenas usa gravata e rouba quem produz.

- Um país que proibiu a produção de Queijo da Serra artesanal na década de 90 e que agora dá prémios ao melhor queijo regional;

- Um país que diz ser o do Pastel de Belém, mas que esquece que tem cabrito de excelência, carne mirandesa maravilhosa, Vinho do Porto fabuloso, Ginjinha deliciosa, Pastel de Tentúgal tentador, Bolo Rei português, Vinho da Madeira, Vinho Verde, lacticínios dos Açores e Azeite de Portugal para vender e produzir em vez de eucalipto, e tanto, tanto mais... que sai da terra e da nossa história.

 

* Um país sem gente e a perder a alma lusa, este povo que depois dos feitos Egípcios, Gregos e Romanos nenhum outro fez tanto e em tão pouco tempo;

 

- Um país que investiu forte na formação de um povo, em engenharias florestais, zoo técnicas, ambientais, mecânicas, civis, em arquitectos, em advogados, em médicos, em gestores, economistas e marketeers, em cursos profissionais, em novas tecnologias e em tudo o mais, e que agora fecha as portas e diz para os jovens têm de emigrar;

 

- Um país que está desertificado e sem gente jovem, mas com tanta gente velha e sábia que não tem a quem passar tamanha sabedoria.

- Um país com jovens empreendedores que desejam ficar, mas são obrigados a partir;

- Um país com tanto para dar, mas com o barco da partida a abarrotar, não, não levamos armas e ideologias quando partimos, levamos os dedos para dignificarmos os nossos antepassados;

- Um país sem alma, sem motivação e sem alegria;

- Um país gerido por porcaria com alma de gatunos.

 

E agora, vale a pena acreditar?

 

Vale. Se formos capazes de participar, congregar novos ideais sociais e de mudar, não votes até conquistares o direito de participar nas decisões.

 

* Porquê acreditar?

Porque oitocentos anos de história, construída a pulso, não se destroem em tempo algum. Porque o solo continua fértil, o mar continua nosso, o sol continua a brilhar e a nossa alma, ai a nossa alma, essa continua pura e lusitana e cada vez mais fácil de amar. Quem não ama Portugal não é Português.

 

Espero que o autor não se sinta melindrado, caso venha a ler o seu escrito, cujo teor, não me pertence, foi apenas por mim desarranjado em coisa insignificante.

 

Vamos corrê-los à pedrada!

 

Vamos criar uma Associação Política para a Divulgação e Implantação de uma Democracia Directa, fazermos depois um programa político, em plena campanha eleitoral apelamos à abstenção e no dia das Legislativas marcharemos sobre a escumalha traidora de todo um povo. O mais antigo da Europa, e de seguida seguirmos o programa político até a implantação plena de uma democracia verdadeira.

 

LEGITIMIDADE & LEGALIDADE, não existe legalidade sem legitimidade. Assim, para que os actos "roubos" da administração sejam legais é necessário que o regime se encontre legitimado a legislar e a executar as leis. Lê com atenção o que a seguir se expõe.

 

A Legitimidade é o facto gerador da legalidade. Só alguém muito inocente pode acreditar na Legitimidade dos actores dos três poderes da República Portuguesa "poder legislativo, executivo, e judicial" para proteger o povo. É evidente que ninguém confia em partidos políticos "legisladores e executores" nem em julgadores "tribunais".

 

Assim, basta teres dois dedos de testa e pensares por ti mesmo para poderes concluir que a legitimidade de um sistema político reside na vontade popular "povo", e não na lei que a subverte. Portanto, qualquer regime "democrático" que se legitime pelos votos expressos, o poder político perde a legitimidade "moral", política e jurídica quando a abstenção superar os 50%. Assim, com a abstenção a superar os 50% nas legislativas, visto que é nestas eleições que legítimas o poder legislativo-assembleia-da-república e executivo-governo, qualquer acção emanada do ESTADO carece de legitimidade e consequentemente de legalidade, encontrando-se neste momento reunidas as condições para;

 

- Em 1910 com o derrube da monarquia constitucional a realeza foi espoliada de bens e da nacionalidade portuguesa sob o pretexto que a monarquia era uma usurpação do poder, da vontade e da soberania popular. Se naquele tempo o povo se encontrava oprimido, roubado e sob o jugo de uma forma de usurpação do poder e soberania popular, hoje sucede exactamente o mesmo pelo que urge agir de idêntica forma. Aliás, em matéria de soberania nacional estamos hoje com menores poderes de decisão sob o destino de todos nós "nação" do que naquele tempo, para o confirmar basta vermos como um conjunto de eurocratas que não foram eleitos ou submetidos a sufrágio impõem regras e disposições à pátria portuguesa;

 

- Recorrer à violência se necessário contra qualquer forma de usurpação da democracia não é crime, é o direito à conquista da liberdade e à libertação do jugo a que a "democracia" representativa nos impõe. É legitimo o recurso à força contra todos aqueles que te oprimem e limitam a liberdade de participares na tomada de decisões que a todos dizem respeito. Não voto, é urgente derrubar este regime, implantar uma democracia verdadeira, espoliar de bens todos aqueles que sob a capa do poder regimental "democracia parlamentar-representativa" enriqueceram e enriquecem indevidamente.

 

Abstenção pode muito bem ser revolução se tu quiseres, há quem roube malas, e quem roube nações inteiras com o teu voto.

 

Se mais quiseres apreender sobre a Democracia verdadeira procura a imagem de capa da página Artigo 21. Resistência e Desobediência. Clica na mesma e lê atentamente o texto a ela agregado.

 

Do tarde se pode fazer cedo, dando assim razão a que nunca é demasiado tarde para aprender. Não voto até que todos tenhamos o direito a votar na tomada de decisões. E tu, se não confias em partidos políticos e nos seus actores porque votas neles, és burro ou fazes-te?

 

Não voto, é urgente derrubar este regime, implantar uma democracia verdadeira, espoliar de bens todos aqueles que sob a capa do poder regimental "democracia parlamentar" enriqueceram e enriquecem indevidamente.

 

Sérgio Medeiros

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10214332984652841&set=a.2146984628529&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:51

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Sábado, 5 de Maio de 2018

A LÍNGUA PORTUGUESA ESTÁ EM “PRIGO”…

Ora se está!

Realmente, nunca como agora a Língua Portuguesa correu tanto perigo de se transformar num simples linguajar de analfabetos.

E quem se importa?

Importo-me eu – que a tenho como instrumento não só de trabalho, mas também de lazer, porque ler com prazer é o meu passatempo favorito – e muitos outros que, no entanto, não estão a ser suficientemente ruidosos, para serem ouvidos pelo governo português, perito em fazer ouvidos de mercador.

 

PRIGO.png

 

O que vemos na legenda desta imagem, que nos diz dos “migantes em prigo” não será culpa do AO90, mas é com toda a certeza consequência dele. Porque o AO90, além de assentar na ignorância da Língua, é também um veículo que conduz ao desleixo do Saber Escrever.

 

Para quem tem de escrever em acordês, cheio de palavras mutiladas, mal acentuadas e pessimamente hifenizadas, tanto faz, como tanto fez escrever correctamente ou não. A ordem é para escrever como falam, seguir a oralidade, suprimir as consoantes que não se lêem, tirarem acentos e hífenes, e levam isto à letríssima.

 

Então cortam tudo, a torto e a direito. E os canais de televisão que, ao que parece, são órgãos estatais, pois alguém os obrigou a adoptar o AO90, embora não fossem a tal obrigados, não se limitaram a usar a grafia brasileira, foram ainda mais longe, uma vez que a grafia portuguesa, correcta, escorreita, baseada em regras, não é obrigatória, para quê estarem com preciosismos? Não é verdade? Em acordês não há necessidade de estilo. Qualquer palavreado serve.

 

Quando lemos “migantes em prigo” não sabemos logo o que isto é? Então, para quê estar a queimar neurónios?

 

Isto ultrapassa o razoável.

 

Perante isto, o governo português está mudo. O ministro da Educação está mudo. O presidente da República está mudo. Os tribunais, que ficaram de dar um parecer sobre o AO90, estão mudos. Aquela comissão da Assembleia da República”, que ficou de “estudar o impacto do AO”, está muda.

 

A Academia das Ciências de Lisboa também está muda.

 

Os juristas, que alardeiam a ilegalidade e inconstitucionalidade do AO90, não usam os seus conhecimentos jurídicos para processar o Estado Português. Eu, se soubesse aquele fraseado jurídico, já o teria feito.

 

Nas escolas usa-se da chantagem para impor o AO90, a quem não o quer utilizar, porque a tal não é obrigado: ou escrevem em acordês ou chumbam. E o medo instalou-se, à boa maneira das ditaduras.

 

O AO90 está envolvido num mistério de tal modo obscuro e poderoso, que nenhum argumento racional, conseguiu ainda ter força suficiente para derrubá-lo. Por enquanto.

 

Agora que mistério é este? O que está por trás desta parva teimosia? O que propriamente foi cozinhado à porta fechada entre Evanildo Bechara (Brasil) e Malaca Casteleiro (Portugal), paus-mandados de políticos desonestos, ainda está no semi-segredo dos deuses, porque existe uma explicação para tal descalabro, só que essa explicação é tão, mas tão, mas tão macabra que nenhum mortal consegue aceitá-la a bem, levando-a para o domínio dos delírios, e automaticamente descarta-a, por lhe parecer inconcebível. Mas não é.

 

Este “negócio da língua” aglomera vários interesses, e nenhum deles serve Portugal, os Portugueses, e a Cultura Portuguesa, sendo que o principal interessado é o Brasil. Os Brasileiros já o admitiram.

 

Pediram-me uma opinião sobre isto. Fizeram-me algumas perguntas. Qual a minha opinião?

 

Pois é a seguinte:

 

A primeira questão foi: de 27 membros da Academia das Ciências de Lisboa, 25 manifestaram-se contra o AO90, e ainda assim isto foi para diante? Se isto é Democracia? Se em Democracia há espaços para secretismos?

 

Respondi que não, isto não é democracia. É uma ditadura disfarçada de democracia. E numa ditadura disfarçada de democracia haverá espaço para o secretismo? Sem dúvida alguma que há. Para o secretismo e um descomunal obscurantismo, uma oposição sistemática ao desenvolvimento da instrução e do progresso, um estado de completa ignorância.

 

O que está por detrás de toda esta maquinação?

 

Eu tenho uma opinião. Baseada em factos documentados e empíricos. Já os expus neste meu Blogue, sem papas na língua. Sem receio de ser politicamente incorrecta.

 

A maquinação é maquiavélica. Os interesses são, acima de tudo, políticos, mas também económicos, e um desejo secreto, há muito acalentado, de esmagar o Português. E os políticos portugueses, envolvidos nesta maquinação, não saem disto de mãos a abanar.

 

Por que é que ninguém diz abertamente o que se forjou secretamente com os representantes brasileiros? Porquê? E alguém diz abertamente as trafulhices em que está envolvido?

 

Porque é que o nosso presidente da República anda tão encolhidinho, e nada diz a este respeito, desrespeitando, como desrespeita, a Constituição da República Portuguesa, que jurou defender?

 

Sendo ele uma pessoa reconhecidamente influenciável, ora virado para o Norte, ora para o Sul, um narcisista ao mais alto grau, foi há tempos, a Moçambique e lá questionaram-no sobre esta matéria, e ele ponderou reabrir a discussão, mas quando cá chegou, alguém, que poderia ter sido o ministro dos negócios da língua, aconselhá-lo-ia a calar-se (estou a supor), porque ele nunca mais abriu a boca para falar no assunto. Nem de raspão. Um silêncio de defunto. Ora isto faz pensar…

 

Portugal está a ser vendido ao retalho, e os Portugueses estão a ser tomados por lorpas. Até os Brasileiros já o dizem.

 

Até agora, tudo o que os antiacordistas têm falado e escrito sobre esta matéria tem entrado por um ouvido (se é que entra) dos políticos e saído pelo outro.

 

Até agora. Mas não há mal que sempre dure…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:28

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Terça-feira, 17 de Abril de 2018

PENAS TÊM-NAS AS GALINHAS...

 

TRIBUNAL.jpg

 (Origem da imagem: Internet)

 

As notícias que ultimamente têm vindo a público sobre crimes hediondos praticados no nosso país (que já não é o de brandos costumes e ainda menos o de duras leis) e os perpetrados nos E.U.A., por exemplo, e as penas aplicadas aos respectivos criminosos, suscitaram-me uma reflexão acerca do abismo existente entre a justiça que se administra num e noutro país.

 

Sei que não vou modificar coisa nenhuma, se disser o que penso sobre o Código Penal Português, porém, ficará o testemunho de alguém que, decididamente, não acredita na justiça do seu país.

 

Bem sei que em Portugal, apesar de tudo, os crimes mais horripilantes não acontecem todos os dias, e que nos E.U.A. (o modelo do que se faz do bom e do pior), eles (os crimes) são o pão nosso de cada dia, e há que existir penas elevadas para tentar travar essa criminalidade (se bem que não resultem, nem sequer a pena de morte, com a qual não concordo, em absoluto).

 

Contudo, tem-se verificado que no nosso país, de há alguns anos a esta parte, crimes que nem ao diabo lembra, aumentaram assustadoramente. E o que acontece? Os criminosos são punidos com peninhas de galinha. Ficam meia dúzia de anos na prisão, e depois, porque até são boas pessoas, comportaram-se muito bem, durante a estadia entre as grades, com um conforto que muitas vezes não têm cá fora, e principalmente porque a TV os transforma em heróis muito coitadinhos, com entrevistas que fazem as pedras chorar, e depois há que soltá-los. E se uns poucos até se reabilitam, outros, mal se apanham cá fora, retomam a vida criminosa, com maior vigor ainda, cheios de raivas acumuladas.

 

Em Portugal, o violador de um bebé (que não tem como se defender) leva uns oito anos no máximo de prisão (quando não o deixam à solta, apenas com a obrigação de se apresentar de X em X dias na esquadra da PSP). Uma vergonha! Nos E.U.A., aqui há uns anos, aquele pugilista que violou uma jovem de 18 anos (que já tinha muito tino para saber que não se vai para um hotel, com um matulão daqueles, tomar chá com torradas) podia ter apanhado uma pena até 60 anos de prisão.

 

Estou a recordar-me também do hediondo “crime da mala” (de Braga) cujos criminosos apanharam uma pena conjunta (45 anos) menos do que a do violador americano.

 

 

Enfim, no nosso país, um violador, um esquartejador, um matador que mate com requintes de malvadez, se for considerado debilzinho, coitadinho, não pode ir para a cadeia, e a nossa justiça, nesses casos, age como Cristo na hora da agonia: perdoe-se-lhes os crimes, porque não sabiam o que estavam a fazer!

 

Hoje em dia, não podemos dar um estalo (para não ir mais longe) a um ladrão que nos entre em casa. Deus nos livre! Vamos nós para a cadeia, por agressão, e o ladrão não sofre nada, porque não teve tempo de roubar nada.

 

A propósito, não resisto a contar uma peripécia passada comigo, já há algum tempo. Estava eu num determinado sítio a tentar levantar dinheiro de uma máquina automática, em pleno dia, quando sinto uma pressão nas costas, e uma voz grave, de homem, a dizer: «Isto é um assalto».

 

Instintivamente, olhei para o chão para ver onde estavam colocadas as pernas do assaltante, ao mesmo tempo que levantava o calcanhar para lhe aplicar um “golpe baixo” que o neutralizasse. Um golpe, entre outros, que aprendi, no Brasil, para defesa pessoal.

 

Nisto ouvi um “espera lá” gritado, e depois uma gargalhada. Era uma partida de um amigo brincalhão. Não aconteceu nada de grave. O “assaltante” não era um assaltante. Mas se fosse? E se o golpe resultasse? Talvez eu fosse parar à prisão, e ainda teria de pagar uma indemnização ao assaltante, por danos físicos, morais, pedir-lhe muita desculpa, etc., etc., etc,.

 

São as leis que temos. E não vale a pena recorrer à justiça, pois esta fica por aplicar.

 

Lembro-me de um crime que envolveu dois idosos, barbaramente assassinados, com um martelo de picar carne, há uns anos. A PJ deixou-me entrar no local do crime (a casa onde viviam), estavam ainda os corpos no sítio exacto onde foram mortos. Eu, naquele momento, era a única jornalista. Sem mexer em nada, verifiquei tudo o que me interessava para a reportagem e mais alguns pormenores para a investigação que me propus fazer para ajudar a polícia a encontrar o assassino, uma vez que me revoltei com o que vi e até porque conhecia os velhinhos.

 

Consegui, por mero acaso, descobrir quem foi o assassino, homem influente, no meio, que andou à solta até morrer de um cancro, passados uns anos. Nunca foi preso, as autoridades “nada conseguiram apurar” e o caso foi arquivado. O Inspector, que andava a investigar o caso, foi inesperadamente mandado para casa com uma boa reforma. Eu fui contar à polícia o que descobri. Que guardasse para mim as minhas descobertas. Foi uma luta que travei sem glória. Ainda cheguei a ser ameaçada. Não foi feita justiça. E eu que descobri todo o enredo, pormenorizadamente! Revoltei-me, como é óbvio. De vez em quando lá passava eu pelo assassino. Ele sabia que eu sabia, porque o interroguei. Olhava para mim com uns olhos, que se matassem, já estaria morta. E eu tive de engolir aquela afronta. Não me deixaram outra opção.

 

Este duplo assassinato (sem culpado) e os dois processos, aos quais estive kafkianamente ligada durante dois anos, abusivamente enredada nas malhas da justiça, deixaram-me completamente descrente da justiça portuguesa.

 

E uma vez que fui aconselhada por um amigo Delegado do Ministério Público a “mergulhar” nesses meandros para ficar a conhecer por dentro e por fora o que é um tribunal português, e ainda porque nunca perdi uma história dos inspectores Maigret, Poirot e Holmes, decidi dedicar-me ao estudo desses assuntos judiciais e policiais.

 

Aquilo que hoje sei poderá valer-me um dia, quem sabe, para escrever histórias verídicas do arco-da-velha.

 

E enquanto, no meu país, os bandidos forem mais protegidos por leis, do que os cumpridores dos seus deveres cívicos, sociais e morais, não me cansarei de dizer que penas têm-nas as galinhas!...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:12

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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2015

O LIXO TAUROMÁQUICO DESTA VEZ NÃO CONSPURCOU A BELA CIDADE DE VIANA DO CASTELO

 

E não foram os tribunais que venceram. Não foram os autarcas vianenses que venceram.

 

Foi a racionalidade que venceu através do Movimento Anti-touradas de Viana do Castelo, aguerridamente liderado por Ana Macedo, a grande mentora desta vitória (à qual se seguirão muitas mais vitórias), e das centenas de abolicionistas que se uniram por uma Viana do Castelo livre da selvajaria tauromáquica.

 

VIANA DO CASTELO.jpg

 

A união faz a força

 

E a força dos que lutam pela abolição da tauromaquia em Portugal e nos outros sete atrasados países, entre os 193 que existem no mundo, é cada vez mais poderosa.

 

Que adianta dizerem que a selvajaria tauromáquica é legal?

 

É legal mas não é racional.

 

Existem leis injustas. E esta lei que legitima a violência e a crueldade gratuitas sobre seres vivos indefesos, que nem sequer são considerados animais, é injusta, além de ser inconstitucional.

 

E quando as leis são irracionais e injustas, não existe justiça.

 

É chegada a hora de o Estado Português se convencer de que ou avança na evolução, e se coloca ao nível dos países civilizados, ou ficará novamente orgulhosamente só, no mundo, uma vez que os outros sete países, onde ainda se pratica a selvajaria tauromáquica, estão a caminho da abolição deste comportamento bárbaro, selvático e cruel, que nem os mais primitivos homens das cavernas praticavam.

 

O retrocesso é total.

O Movimento Anti-touradas de Viana do Castelo ganhou uma batalha. Falta ganhar a guerra. E essa ainda agora começou.

 

Vamos a isto, companheiros e companheiras abolicionistas!

 

Gritemos como gritou Miguel de Cervantes, que viu todos os carrascos que o torturaram no seu longo cativeiro, caírem um a um: «Deus suporta os maus, mas não eternamente.»

 

Aguardem-nos, carrascos de Touros e Cavalos!

 

Nós também não vamos suportar mais a vossa violência, a vossa crueldade, a vossa maldade, a vossa ignorância e a vossa ignominiosa maneira de estar no mundo.

 

Havemos de vos ver cair, um a um… a começar pelos “de cima”…

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:55

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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

CARTA ABERTA ÀS AUTORIDADES DO MEU PAÍS

 

(Obrigada, Ana Macedo, pela inspiração)

O QUE SE PASSA ACTUALMENTE EM PORTUGAL, NO QUE DIZ RESPEITO À SELVAJARIA TAUROMÁQUICA (VULGO TOURADA) É ABSOLUTAMENTE VERGONHOSO!

 

ÚLTIMA HORA!

 

A vistoria que a Câmara Municipal de Viana do Castelo, cumprindo o que está no RET, pretendeu fazer à barraca que está a ser montada em Darque para a realização de mais uma sessão de selvajaria tauromáquica prevista para o próximo domingo, não foi realizada.

Motivo: os promotores da barbárie dizem que essa sessão de selvajaria tem VISTORIA até Maio de 2015 (notícia da aficionada RTP)

 

O quê?????

 

Como pode isto acontecer?????
Já sabemos que é só para os paus da barraca.

 

 

Exmas. Autoridades:

 

Nos últimos dois anos a população de Viana do Castelo tem assistido à passividade das autoridades fiscalizadoras competentes em relação à arena amovível que tem sido montada nesta cidade.

 

Este ano a organização da selvajaria tauromáquica pretende montar a mesma arena à revelia da legislação vigente. As diversas associações, assim como os cidadãos em geral, vão estar atentos e denunciarão, uma vez mais, junto dessas mesmas autoridades as ilegalidades cometidas e exigirão o apuramento das responsabilidades.

 

A Lei, uma vez que existe, tem de ser cumprida e não estar sujeita a lobbies que visam interesses particulares, ou seja, os interesses de cerca de duas dezenas de famílias portuguesas (entre milhares) que fazem fortuna a torturar bovinos para diversão.

 

Houve um tempo em que Portugal foi grande e livre.

 

Hoje, Portugal pertence a muitos países, e é um país pequeno, que retrocedeu séculos. Um pequeno país, mundialmente quase desconhecido (só será conhecido pelo Ronaldo, pelo Eusébio e pelo Figo, e pela Amália Rodrigues, vá lá…) e o que é conhecido, politicamente falando… é uma autêntica tragédia.

 

Uma vergonha.

 

A República quase nada trouxe de novo. Politicamente foi mais do mesmo: a dualidade no poder, arrastando tudo o que foi criticado na monarquia: corrupção, esbanjamento do erário público, pobreza, incultura, tudo o que temos para dar e vender...

 

Hoje, vivemos numa república das bananas, com uma democracia de faz-de-conta.

 

O 25 de Abril que, supostamente devia ter libertado Portugal do fascismo e de uma sociedade retrógrada, não cortou o mal pela raiz, e cá ficaram todos os fascistas mais os seus descendentes, que ainda predominam por aí… por isso continuamos com um atraso civilizacional, cultural e moral bastante acentuado.

 

Por isso somos um país que, apesar de territorialmente ser pequeno, já foi grande, muito grande, no tempo em que deu novos mundos ao mundo, e hoje é um zezinho ninguém, de uma pobreza moral, social e cultural gigantesca.

 

Por outro lado, quase nada mudou a nível governamental, desde que iniciei, neste Blog (que foi criado com a intenção de divulgar Literatura – a minha e a de outros escritores), a luta pela Abolição da Tauromaquia em Portugal.

 

Coloquei aqui à disposição de todos os envolvidos na selvajaria tauromáquica (desde aficionados comuns, a autoridades de todo o género, incluindo a igreja católica) toda a informação científica e não científica disponível sobre este costume bárbaro espanhol.

 

E a todos (ou quase todos) tenho enviado os textos aqui publicados.

 

No início, pensei que a tauromaquia ainda existisse em Portugal por falta de informação. Por uma ignorância, digamos, involuntária, o que seria normal.

 

Contudo, depois de toda a informação, depois de tudo o que aqui e noutros blogues e sites, foi dito, e depois de ter maçado os governantes com toda a informação, o maior culpado da existência desta selvajaria, da violência legislada, ou seja, o Estado Português, nada fez para pôr fim a este cancro social, que não dignifica Portugal, o seu povo e os seus governantes

 

E da boa vontade, passei obviamente à indignação elevada ao quadrado (não se confunda com agressividade ou falta de educação, como é o costume dos que não sabem distinguir os conceitos).  

 

É que posso suportar razoavelmente a ignorância quando ela é fruto do desconhecimento.

 

Mas sinto uma repulsa, uma revolta, um desprezo enorme pelos que, tendo ao seu dispor toda a informação para deixarem de ser ignorantes, optam pela ignorância, tenham o motivo que tiverem. 

 

E esta é a pior das ignorâncias. É a mais imperdoável das ignorâncias. 

 

Daí a minha mais veemente indignação (à qual tenho direito, consignado na Constituição da República Portuguesa).  

 

Por isso, sinto-me no direito cívico de demonstrar essa indignação, utilizando a linguagem mais apropriada a indivíduos que desconhecem o sentido da vida.

 

E tendo em consideração o miserável nível de desgraça a que este país se deixou arrastar, já pouca coisa surpreende o cidadão comum, no entanto devo salientar que esta situação consegue, ainda, provocar-me surpresa!

 

Como é possível que um tribunal que arrasta processos durante anos a fio esteja preparado para dar resposta em 48 horas e sempre a favor do alegado infractor?

 

Como é possível que, num país supostamente democrático, haja excepções à lei (Barrancos) num determinado município, e que seja negada a excepção pela vida a um município que se declarou, com toda a legitimidade, anti-tourada?

 

Como é possível que, para benefício de um pequeno grupo de interessados na preservação de um costume bárbaro espanhol, se atropele a lei, até em relação às crianças, cujos direitos são claramente violados?

 

Devo acrescentar que não tenciono parar de contestar este aviltante insulto à Cultura e Civilidade Portuguesas, até que a lei seja cumprida no meu país.

 

Tencionamos avançar para os Tribunais Europeus, uma vez que as autoridades portuguesas demoram a dar uma resposta racional a algo que é absolutamente cruel, e obviamente degradante para o prestígio de Portugal.

 

Os tribunais portugueses apenas são céleres a despachar a favor da selvajaria tauromáquica, assente numa lei absolutamente parva, inadequada aos tempos modernos! Uma lei desumana.

 

Ainda assim, a Câmara Municipal de Viana do Castelo decidiu, e muito bem, cumprir essa Legalidade.

 

Nenhuma selvajaria tauromáquica, em qualquer das suas bárbaras modalidades, jamais foi realizada dentro da lei, em Portugal.  

 

Este ano, não permitiremos que a ilegalidade e a legalidade sejam uma e a mesma coisa.


Com a minha mais veemente indignação,

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:05

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Sexta-feira, 3 de Janeiro de 2014

ENQUANTO EM PORTUGAL OS GOVERNANTES E OS TRIBUNAIS NADA FAZEM PARA DEFENDER AS CRIANÇAS DA VIOLÊNCIA DAS TOURADAS, NA VENEZUELA DÁ-SE UM PASSO DE GIGANTE

 

Excelente notícia

 

 

Veja-se a reacção desta criança ao ver torturar barbaramente um ser vivo que ela, com certeza, aprendeu a amar, nos desenhos animados que existem em abundância para incutir nos mais pequenos a empatia e a sensibilidade necessárias para um desenvolvimento emocional e psicológico saudável.

 

ABRINDO CAMINHOS…

 

17 de Dezembro de 2013 às 1:17

 

O Tribunal de Protecção a Crianças e Adolescentes do Círculo Judicial do Estado de Carabobo determinou medidas firmes e definitivas de protecção, aprovando a solicitação da Defensoria do Povo, a qual proíbe o ingresso de menores de 18 anos a assistirem a corridas de Touros, não só em Valencia, como em todo o Estado de Carabobo, em qualquer tipo de praça.

 

Além disso, os organizadores destes eventos estão obrigados a assinalar a referida advertência em qualquer tipo de publicidade (…)

 

Algumas pessoas que pensam que a abolição das corridas se consegue apenas pela intensidade dos nossos desejos ou das mensagens no Facebook, seguramente dirão «isto não tem importância».

 

Pois tem, e muita… Vejamos porquê.

 

Primeiro – As crianças naturalmente têm um comportamento compassivo para com os animais e geralmente choram ou sentem-se mal perante a tortura de touras, nas corridas. Só através de um processo de dessensibilização sistemática, os adultos responsáveis por elas conseguem que as crianças aceitem esta atrocidade posteriormente e cooperem.

 

Assim se formam os novos aficionados para dar continuidade a este cruel negócio.

 

Portanto, o facto de as crianças e adolescentes não terem acesso a corridas, em idades em que podem ser influenciáveis para os acostumar a esta violência, é um duro golpe para a continuidade da tauromaquia.

 

Segundo – Há muitas famílias que, na sua ignorância, assistem às corridas de touros, pensando que são uma diversão como outra qualquer, e à qual vão vários membros da família, pelo que ao impedir-se a entrada a menores de 18 anos, naturalmente já não poderão ir, reduzindo, desse modo, a assistência (já em decadência) de público a este sangrento espectáculo, e portanto diminui o lucro do negócio da tauromafia. 

 

Terceiro – Uma das estratégias dos taurinos e dos governantes cúmplices é que as instituições do Governo (geralmente câmaras municipais e outras governações) adquirem entradas que logo são distribuídas gratuitamente a escolas para garantir a assistência de crianças.

 

Com esta decisão judicial, isto não será mais possível. 

 

Quarta – Obviamente pode ser um golpe definitivo para as Escolas Taurinas e o seu objectivo de perpetuar a formação de assassinos (toureiros).

 

Quinto – A declaração das corridas como um espectáculo violento, impróprio para ser presenciado por menores de 18 anos, obviamente contradiz (com base legal) todos os argumentos que pretendem considerar isto como “cultura” ou “desporto” e, por conseguinte, abre as portas a outras acções futuras.

 

Sexto – Para quem tenha dúvidas, isto afecta a tauromafia, basta lerem as páginas taurinas e verão como estão furiosos contra a Defensória, devido a estas acções, e isto é sem dúvida porque eles sabem dos prejuízos que esta medida lhes causa.   

 

Para quem tem muitos anos nesta dura luta, sabemos que só venceremos e poderemos celebrar a abolição definitiva das corridas de touros, dando pequenos passos, concretizando medidas que vão afectando económica e socialmente este aberrante negócio, pelo que estamos felizes por esta vitória, alcançada graças à persistente actuação dos advogados da

Defensoria e da valiosa participação profissional do psicólogo Alberto Barradas e de Roger Pacheco Eslava…

 

A eles o nosso agradecimento por este novo passo em prol de uma sociedade menos violenta, tanto entre humanos como entre não humanos.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/notes/fundaci%C3%B3n-asoguau/excelente-noticia-abriendo-caminos-/10152027018352770

 

***

E EM PORTUGAL? O QUE FAZEM OS GOVERNANTES?

 

E OS TRIBUNAIS O QUE FAZEM EM RELAÇÃO ÀQUELES 

 QUE INJECTAM NAS CRIANÇAS O VÍRUS DA VIOLÊNCIA, DEFORMANDO-LHES AS MENTES, EM VEZ DE AS FORMAR?

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:56

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Quinta-feira, 22 de Agosto de 2013

«QUAL É A LIGAÇÃO DA “PRÓTOIRO” COM O TRIBUNAL ADMINISTRATIVO E FISCAL DE BRAGA?»

 
 
 

Por PRÓTOURO

 

«Que vivemos num país onde a corrupção é palavra de ordem, ninguém tem dúvidas, que essa corrupção é como a lepra também não.

 

A corrupção está instalada em todo o lado. Tirando raras excepções, Portugal é um país de corruptos que se vendem por meras bagatelas.

 

Por outro lado, a promiscuidade entre a política e a tauromaquia é um facto que ninguém pode negar.

 

Muitos políticos têm ligações quer familiares, quer de amizade com ganadeiros de touros de lide, toureiros, etc. E é à conta dessas ligações, que favorecem a indústria tauromáquica.

 

Sim, porque não tenhamos dúvidas, a tauromaquia subsiste porque está protegida e bem por aqueles que governam este país.

 

E essa protecção tem duas vertentes, a económica, que se traduz em subsídios e a do amiguismo que se traduz em bloquear qualquer projecto-lei que tente acabar com os subsídios e com as touradas.

 

A “prótoiro”, graças ao seu envolvimento nos meandros políticos, conseguiu estabelecer uma teia de amizades que obviamente produz os seus frutos.

 

E os frutos estão à vista de todos.

 

Milhares de portugueses, e com razão, interrogam-se porque é que um tribunal deferiu em dois anos consecutivos providências cautelares interpostas pela “prótoiro” na pessoa de Diogo Monteiro, advogado e cacique da federação, para impor touradas numa cidade que as não quer passando por cima das competências camarárias?

 

E porquê esse tribunal?

 

Que conhecimentos ou amizades tem a “prótoiro” nesse tribunal?

 

Convenhamos que toda esta situação é no mínimo obscura e grita clarificação. Impõe-se, portanto, que o tribunal em questão se explique caso contrário, as especulações continuarão.

 

Prótouro

Pelos touros em liberdade»

 

Fonte:

http://protouro.wordpress.com/2013/08/22/qual-e-a-ligacao-da-protoiro-com-o-tribunal-administrativo-e-fiscal-de-braga/comment-page-1/#comment-1740

 

***

ESPECULAÇÕES OU CERTEZAS?

 

OS TRIBUNAIS, NUMA DEMOCRACIA, TÊM DE SER TANTO OU MAIS LÍMPIDOS DO QUE AS ÁGUAS DE UMA NASCENTE, E ESSENCIALMENTE IMPARCIAIS.

 

E O POVO TEM O DIREITO DE QUESTIONÁ-LOS.

 

AFINAL, QUEM PAGA OS ORDENADOS A ESSES SERVIDORES DO POVO?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:26

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