Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018

QUANDO OS TROGLODITAS ATACAM OS DEFENSORES DE TOUROS TAL COMO ATACAM OS TOUROS NÃO FICARÁ TUDO DITO?

 

São brutos, são violentos, são psicopatas, são sádicos, são ignorantes, sofrem de uma acentuada disfuncionalidade cognitiva e de uma estupidez voluntária, têm comportamentos patológicos, e estas são as características definidoras do carácter dos trogloditas que atacaram os defensores de Touros, os HERÓIS de Albufeira, como se fossem eles os maus da fita…

 

Contudo, aos olhos do mundo civilizado, os atacantes de touros e de humanos não passam de pobres diabos que optaram pela mais profunda ignorância.

 

HELDER SILVA.jpg

 O gorducho da esquerda andou "gloriosamente" a distribuir murros contra os heróis indefesos Helder Silva (na imagem) e Peter Janssen, como se pode ver nos vídeos que mostram cenas na arena de Albufeira!

 

 

Estas imagens estão a correr mundo e a arrastar o nome de Albufeira na lama.

 

Viram o bandarilheiro, a bandarilhar um dos defensores de Touros? E o que fez a autoridade presente na arena? Identificou o agressor ou fez de conta que nada viu, como é da “tradição” também?

 

Ouviram a linguagem erudita dos trogloditas? É só isto que sabem: expressarem-se grosseiramente por palavras e atitudes.

 

E pensar que é este tipo de “cultura” violenta e rasteira que a maioria dos deputados da Nação apoia, e a igreja acolita acompanha, rezando missa ao diabo.

 

Quando um país está entregue a trogloditas, não ficará tudo dito?

Portugal merecia melhor sorte.

 

Mas o povo inculto, encruado, acrítico, aquele que vai votar, é responsável pela mediocridade da governação que temos.

 

É preciso mudar o rumo de Portugal, que está a viver tempos de um descomunal retrocesso. Porque Portugal não é só turismo, nem praias, nem vinhos, nem gastronomia, ou Madonna, que vive em Lisboa, mas vai gastar os milhões a Marrocos.

 

Portugal é muito mais. Portugal não é o quintal de uma classe política medíocre.

Portugal é um PAÍS!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:30

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Quinta-feira, 28 de Junho de 2018

HOJE, ALGURES EM LISBOA, UM GRUPO DE TROGLODITAS REÚNE-SE EM DESESPERO DE CAUSA PARA TENTAR MANTER DE PÉ A MORIBUNDA TAUROMAQUIA

 

Coitados! Ainda não se aperceberam de que as touradas não são factos, nem realidades ancestrais do povo português, nem tão-pouco tradição.

 

As touradas são apenas o reflexo de uma época bárbara, onde reinava uma ignorância que passou de geração em geração e entranhou-se como uma lepra incurável na pele dos últimos cavaleiros do apocalipse do Século XXI D.C.

 

Hoje, algures em Lisboa, um grupo de trogloditas tentará derrubar projectos civilizados, esquecendo-se de que a voz da minoria que representam até pode sair da sala, mas só dirá do desespero deles e da sua profunda miséria moral.

 

 

O que se vê neste vídeo é a realidade espanhola, que é igualmente a realidade portuguesa. Condutas macabras, que nem os homens primitivos praticavam, acontecem em Barrancos e Monsaraz, em arenas sempre quase vazias…

 

E apesar desse vazio, eles acham que são muitos. Eles acham que isto é tradição. Eles acham que isto é cultura, é arte, é coisa civilizada…

 

E o pior é que vivem virados para trás, para um passado que já passou, tão virados, que não conseguem ver a realidade e que o mundo avançou…

 

E a realidade é que as touradas estão mesmo à beirinha do abismo, e à menor brisa elas nele cairão, para sempre.

 

Podem reunir-se. Podem bradar aos céus. Podem viver na ilusão da mentira.

 

Porque os factos e as realidades das touradas são que elas estão definhadas, moribundas e os seus poucos aficionados deliram ao achar que este costume bárbaro está vivo e que ainda tem futuro.

 

E é como diz Cícero:

 

CÍCERO.jpg

 

Pois, hoje, algures em Lisboa, ir-se-á perseverar no erro.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:45

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Quinta-feira, 21 de Junho de 2018

PÓVOA DE VARZIM DECLARA-SE ANTI-TOURADAS

 

«A Póvoa de Varzim virou, em definitivo, uma página da sua História»

lê-se no site deste município.

 

AIRES.jpg

 

O Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, já tinha anunciado, na passada semana, que a Praça de Touros, uma vez feito o investimento de cinco milhões de euros previsto para transformar aquele espaço num pavilhão multiusos, deixaria de acolher touradas. Anteontem, porém, o autarca declarou o concelho anti-touradas, afirmando que “o corte inevitável com uma “tradição” que, tendo feito o seu caminho e prosseguido o seu objeCtivo, não tem, nos nossos dias, razão de ser”.

 

(Ressalvamos o termo “tradição”, porque jamais as touradas foram uma tradição, mas tão-só um costume bárbaro, introduzido em Portugal pelos monarcas espanhóis (os três Filipes) quando se apoderaram do nosso território, e que depois de terem sido “devolvidos” a Espanha, o povo português, que tanto gosta de estrangeirismos, adoPtou cegamente, e hoje, em plena República, e com um governo socialista, ainda se mantém, em Portugal, esta reminiscência da grosseria monárquica.

 

Lê-se igualmente na notícia que «depois de proibir a utilização de animais selvagens em “espeCtáculos” de circo (mesmo antes de ser proibido por lei), o que também ressalvamos, uma vez que depois desta declaração foi permitido um circo com animais, no concelho, e de criar mais condições para a população canina, quer no Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia (onde se não fazem abates), quer nas instalações de “A Cerca” (associação de voluntários com foi estabelecido protocolo de suporte à sua aCtividade), e depois de, com esta associação e os Bombeiros Voluntários, ter criado a Ambulância Animal para socorro de animais em sofrimento na via pública, a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim aprovou, por unanimidade, a interdição de corridas de touros ou outros “espeCtáculos” que envolvam violência sobre animais a partir de 1 de Janeiro de 2019, e aqui ressalvamos o termo “espeCtáculos”, por esta barbárie não constituir um espeCtáculo, mas configurar, isso sim, uma prática selvática de origem monárquica.

 

Esperemos igualmente que nesta boa vontade a favor do bem-estar animal, esteja incluída a abolição do tiro aos pombos e da batida às raposas, esta última, uma prática perpetrada pelo clube de caçadores da Estela.

 

Aires Pereira, presidente do município poveiro, esclareceu ainda que “com a progressiva perda de público dos “espeCtáculos” tauromáquicos (mais acentuada a norte que a sul), refleCtida numa queda global de 50% nos últimos 7 anos, as praças de touros do Norte passaram a ter um uso residual.»

 

Acrescentou ainda Aires Pereira que «ultimamente, apenas se realizavam duas touradas por ano naquela praça e que a sociedade se tem vindo a posicionar de forma diferente em relação a essas corridas: há uma outra sensibilidade em relação às touradas, as novas gerações olham-nas de forma diferente, este ano já não se fizeram garraiadas nas festas académicas e a Câmara decidiu dar um novo uso àquela praça».

 

Muito bem, senhor presidente.

 

Os poveiros civilizados ganharam, e a Póvoa de Varzim acaba de dar um passo relevante em direCção à Evolução. Que não haja a mínima possibilidade de retrocesso. E que este passo fique aqui registado, para que se conte e se faça História.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:14

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Terça-feira, 19 de Junho de 2018

E ASSIM SE DIVERTEM OS BRONCOS EM SALVATERRA

 

Mais um Touro morreu de tanto marrar contra as tranqueiras, para divertir uns poucos broncos. Coisa de um Portugal quinto-mundista.

 

Chamam a isto “divertimento”, “cultura”, “arte”, “tradição”.

E isto não passa da mais descomunal estupidez, que o governo português, irracionalmente, alimenta.

Estas imagens correm mundo. Arrasam a dignidade portuguesa, e quando os governantes andam por aí a “vender” Portugal hipocritamente, não se dão conta de que também é deste Portugal que falam.

E isto, a mim, mete-me um asco absoluto. E é nestes momentos que me envergonho do socialismo monarquista português, que (des)governa o meu País.

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:43

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Quinta-feira, 10 de Maio de 2018

MORREU O TOURO SUFOCADO NO SEU CAIXÃO…

 

… quando ia a caminho de uma tourada...

 

Isto é o mundo bruto da tauromaquia, onde os Touros, bovinos, herbívoros mansos e sencientes, indefesos e inofensivos,   vão morrendo aos poucos, pelos caminhos que têm de percorrer entre o campo e a arena.

 

E alguns morrem antes de chegar à arena. Sufocados, confinados dentro de camiões.

 

E dizem que isto faz parte da tradição, da arte, da cultura dos países (oito terceiro-mundistas países) onde esta prática grosseira ainda persiste.

 

 

Repare-se na bestialidade desta "gente" grosseira, e em tudo o que envolve o que se vê na imagem. Os Touros são levados para a arena, fechados num cubículo, às escuras, onde mal cabem e respiram, e quando sobrevivem a esta tortura, e são largados nas arenas, ao que se passa imediatamente a seguir  - a reacção à luz, aos berros histéricos dos sádicos, ao lugar estranho, que não é o meio ambiente deles  - os tauricidas chamam "bravo" , e quando são atacados pelos cobardes toureiros, reagem com toda a coragem, num acto de legítima autodefesa, e os tauricidas chamam ao bovino que assim se defende "touro bravo".

Pudera! Qualquer animal humano ou não-humano, ficará bravo depois de passar o que estes desventurados Touros passam no caminho do campo à arena, enfiados e vilipendiados num cubículo, onde por vezes morrem asfixiados.

E há quem se pele todo a defender esta crueldade!

 

E o pior, acham que quem defende os animais não-humanos e a Vida, são doentes e precisam de psiquiatra, não tendo a menor noção de que eles é que são os psicopatas e os sádicos!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:56

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Terça-feira, 28 de Novembro de 2017

TOURADAS E FADO – 125 ANOS AO SERVIÇO DE QUE CULTURA, A CULTA OU A INCULTA?

 

É do domínio público que o campo pequeno é um antro de tortura, é a nódoa mais negra que desonra Lisboa. Pior do que os bairros de lata, porque nos bairros de lata, ainda se vislumbra uma réstia de dignidade. No campo pequeno existe apenas a ignomínia dos sádicos, que se divertem com o sofrimento atroz de seres vivos sencientes.

 

CP.png

 Origem da imagem:

https://protouro.wordpress.com/2017/11/23/aficionados-ingratos/

 

Quase todos os fadistas são aficionados de tortura de touros. Nasceram, foram criados e cresceram a ouvir dizer que torturar touros é tradição, é arte, é cultura.

 

E a selvajaria tauromáquica não é nada disso, pelo menos no sentido real dessas palavras: a tradição, tal como ela é absorvida pelos tauricidas, é apenas a personalidade dos imbecis, já dizia Albert Einstein; a verdadeira Arte não tortura, nem mata; e a Cultura implica o conhecimento, a moral e a capacidade adquirida pelo Homem como membro de uma sociedade caracterizada pelos valores humanos, e o que caracteriza o mundo tauromáquico? Precisamente o contrário de Cultura: desconhecimento, imoralidade, incapacidade de encaixar os valores humanos.

 

Nem sequer tentaram evoluir com o passar dos tempos. Sim, porque os tempos, hoje, são outros. As mentalidades evoluíram. As Ciências Biológicas evoluíram, e hoje sabemos (como se fosse preciso que a Ciência o dissesse) que os Touros e Cavalos são animais extremamente sensíveis, inteligentes e afectuosos, tudo o que os tauricidas e aficionados não são.

 

O campo pequeno, com o aval de um governo mais fascista do que esquerdista (ao menos, desta vez, tiveram um rasgo de inteligência e não se misturaram com a ralé), “celebrou” 125 anos ao serviço da “coltura” que é a dos broncos, com sessões de tortura de Touros e Cavalos, e encerrou essas “comemorações trogloditas” com Carlos do Carmo, de quem eu era fã, e deixei de ser, ao saber que era aficionado. Eu não sabia. E já o inscrevi na lista de nomes de figuras públicas que ficarão para a História como amantes da tortura de seres vivos. Que é um modo muito feio de ficar para a História. E a Raquel Tavares idem.

 

Isto só envergonha Portugal, e a legítima Arte e Cultura Portuguesas.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:36

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Segunda-feira, 18 de Setembro de 2017

VOTAREMOS APENAS EM CANDIDATOS QUE NÃO ESTEJAM COMPROMETIDOS COM A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

Proponho-me a reproduzir aqui o precioso  testemunho de uma ribatejana, publicado no Facebook, a qual não se identifica com a barbárie que caracteriza o Ribatejo.

Estas eleições autárquicas poderão servir para penalizar todos os candidatos que, à direita e à esquerda, por todo o país, apoiam a selvajaria tauromáquica, que tortura e mata animais não humanos e tira a vida e estropia animais humanos…

 E nenhum destes candidatos merece o nosso voto…

 

AUTÁRQUICAS17.png

 

Texto de Isabel Faria

 

«Aprendi a rejeitar as touradas, por uma questão de classe. Os donos dos touros eram sempre, nas minhas certezas juvenis, os latifundiários. Os mesmos que iam para a Praça do Mercado escolher os trabalhadores agrícolas para trabalhar à jorna, recusar dar trabalho a trabalhadores agrícolas, ou chamar a GNR para os reprimir.

 

Os toureiros eram deles. Os forcados eram os filhos dos capatazes das suas terras. Os que ambicionavam ser deles.

 

Possivelmente com alguma análise mais adulta, a equação não seria assim tão linear... mas ainda faltava muito para análises adultas.

 

Só com o tempo, juntei à questão da barricada, o marialvismo reaccionário, a barbárie do espectáculo, o sofrimento infringido aos animais, a desumanidade de ir para as bancadas vibrar com o sofrimento e aplaudir o sangue.

 

Por isso tudo, sou claramente a favor do fim das touradas. Por isso tudo, e voltando, de relance, às autárquicas, seria incapaz de votar num candidato ou num programa que as protegesse, impulsionasse, sequer, acriticamente, aceitasse.

 

Morreram dois jovens em pouco mais de uma semana, em arenas de Praças de Touros em Portugal. A morte é sempre uma tragédia. Os acidentes têm sempre responsáveis e culpados.

 

Estes acidentes são fruto de uma "tradição" bárbara e sem nenhum sentido, que massacra animais e mata homens.

 

À Esquerda devia ser uma linha vermelha intransponível, mantê-la ou apoiá-la.»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/josegmatias/posts/10203611412161876?comment_id=10203611523204652&notif_t=comment_mention&notif_id=1505674632260339

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:34

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Quinta-feira, 24 de Agosto de 2017

A LUCIDEZ VENCEU A ESTUPIDEZ EM VIANA DO CASTELO E AS MULHERES VIANENSES NÃO FORAM ULTRAJADAS…

 

… mas mais do que isto, seis touros foram poupados à tortura…

 

No entanto, há que reflectir mais a fundo sobre esta estupidez que, todos os anos, afecta Viana. Para tal, proponho a leitura do magnífico texto de Jorge Esteves

 

É que ser “Cidade Anti-Tourada” devia implicar ser de facto e de direito.

 

VIANA20994215_1895677740673293_2995857519070088675

 

OS BOBOS...

DAS FESTAS DA SENHORA DA AGONIA

 

Texto de Jorge Esteves

 

Ontem li algures, que o tribunal ao indeferir a providência cautelar apresentada por um ‘movimento popular’, em Viana do Castelo, atentou contra ‘os direitos fundamentais de acesso à cultura’, segundo o tal ‘movimento’ dito aficionado. Ao contrário, do outro lado, há ‘um grupo de amigos que se vão juntar para gritar ‘viva’. Pelo meio, vou lendo, na notícia, que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, ao proferir o indeferimento, fê-lo argumentando que existe ‘ausência de um projecto de segurança contra incêndios e medidas de auto-protecção, uma vez que se trata de um terreno situado na encosta norte do monte de Santa Luzia, considerada zona de elevado risco de incêndio’, ou seja, touros, farpas, lantejoulas, olés e tradição, assobio e vista grossa, onde? ai que incêndio é que está a dar.

 

Aguarrás no dito queima muito, versus cultura. Olé!

 

Cultura porque é tradição. A tecla é sempre a mesma, enquanto não a desmontarem. Vou repetir o que escrevi há anos.

 

Três questões, em síntese, que o assunto cheira mal que tresanda:

 

Primeira: os costumes locais admitem-se como direito ou não? Coragem política para responder a esta primeira interrogação é que não vejo, nem vislumbro. Aqui poderão dar valiosos contributos especialistas em História ou outros que, porventura, até acharão matéria de direito internacional.

 

Segunda: a questão afinal mais basilar e subvertida (por ignorância ou, pior sei lá!, por esperteza saloia ou estupidez, que talvez até seja a mais acertada...), é a dita 'tradição'. Tradição?! A lista das 'tradições' pode ser do tamanho que se queira, mas fico-me pela castração das mulheres em África ou pela segregação racial... Ou querem ficar só pelo gato de Vouzela?

 

Terceira: falar de animais! A propósito, lembro-me que, logo a seguir ao 25 de Abril, numa manifestação feminista na qual, para além das motivações base, alguém resolveu queimar uns quantos 'soutienes'; por causa disso ainda hoje se ouvem estúpidas evocações feitas por alguns que acham o feminismo uma modernice esquerdóide. A questão dos animais arrisca-se a ser um caso semelhante. Uns, espíritos esclarecidos e bem instalados, chucham com o assunto dos 'direitos dos animais'; outros, na esquerda, na direita, ao centro, ou em parte incerta, fogem como o demo da cruz e béu-béu lei assim e lei assado.

 

É que, na verdade, falar de 'direitos dos animais' é tornar a questão redutora e simultaneamente equivoca. Devia-se falar, isso sim, dos deveres de toda a humanidade para com os animais, e não só, mas também para com as plantas, para com todo o sistema integrado, ou seja, para com todo o planeta. Dever de princípio, básico e fundamental: o dever de não destruir o que é insubstituível e o dever de legar às gerações futuras um mundo (pelo menos, valha-ó deus!...) tão rico e diverso como aquele que recebemos.

 

A ecologia, seja ela social, ambiental ou política, não é uma corrente de opinião e, muito menos, um programa de índole partidária. Ela representa, na essência, a aspiração a uma melhoria das condições de vida para todos e não apenas para uma ou outra minoria. O erro está na miopia (não vou dizer na esterqueira da jogatilha da caça ao voto, que isso é uma grandessíssima intrujice, pois “tá” claro) dos governantes que não são capazes de perceber que há uma questão central na vida da humanidade que nos obriga a olhar para o meio não-humano que nos rodeia como um sujeito activo e não apenas como cenário inerte onde se desenrola o drama (ou ópera bufa, já nem sei...) desempenhado por todos nós. A crueldade para com os animais é paralela à crueldade para com as minorias e os fracos. Habitua à crueldade, desculpa a violência e destrói a solidariedade.

 

O encorajamento de espectáculos de crueldade isola-nos dos outros seres vivos e, sobretudo, alimenta a arrogância do exercício indiscriminado do poder dos fortes sobre os fracos. Não é por acaso que as sociedades onde existem mais discriminações, mais injustiças, menos solidariedade e democracia, são precisamente aquelas onde fazer mal aos 'bichos' por puro gozo é encarado como 'natural' e até como 'tradição cultural'! Como aqui, inteiramente, neste país. Ponto final.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1895677740673293&set=a.1392318027675936.1073741828.100006932563369&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:51

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Terça-feira, 15 de Agosto de 2017

«CLARO QUE TOURADA É CULTURA E CANIBALISMO PODE SER GASTRONOMIA!»

 

Um texto irónico de Carlos da Torre, sobre a prática de uma “tradição” que avilta a dignidade humana.

 

VICTORINO.jpg

 

Texto de Carlos da Torre

 

«"Se tourada é cultura, canibalismo é gastronomia" - ironizou há tempos o maestro António Victorino de Almeida. Não terá razão o maestro. Podemos ver este assunto de outra maneira. Compreender a importância cultural da tourada e reconhecer que não é impossível que o canibalismo possa já ter sido gastronomia em alguns momentos históricos em alguns lugares. O que nos poderá também levar às conclusões de que nem tudo quanto é cultura é recomendável e de que nem toda a gastronomia é aceitável. Porém, temos consciência de que estaremos acompanhados numa escala indiscutível na rejeição do canibalismo e que conviveremos com maiores diferenças de opinião no que respeita às touradas. Torna-se aconselhável, por isso, balizarmos a discussão deste assunto com valores de aceitação tendencialmente universal. Valores civilizacionais. Com todas as contradições que sempre existem nestes contextos.

 

Cremos que o não infligir maus tratos aos animais se inscreve nessa universalidade do nosso tempo, no quadro da dignidade humana. Isto não significa deixarmos de ser carnívoros, que tendo os seus defensores é uma opção considerada por quase todos como excessiva e que é claramente discutível do ponto de vista da saúde humana. Está longe de significar o abandono absoluto de muitas práticas violentas sobre os animais associadas à nossa sobrevivência. Mas tende a consensualizar o repúdio pelos espectáculos centrados no sofrimento dos animais. Exibição de luta entre animais. Ou, como no caso das touradas, em que os animais são condicionados para se apresentarem em arenas com agressividade suficiente, e não mais, para exibições de coragem gratuita de uns e falsos heroísmos de outros. Do touro espera-se que sofra com espectacularidade. Para bem das artes tauromáquicas. Para bem do espectáculo. Para bem dos negócios associados.

 

E deve continuar assim, porquê? Porque é tradição? Porque é cultura? Porque é arte? Pode ser tudo isso! Mas manter intocável a prática de tradições que aviltam a dignidade humana tal como a concebemos neste tempo, mesmo se em nome da preservação cultural, só pode ser óbvio para quem esteja inconscientemente preso ao passado ou se mova hipocritamente em função dos interesses dos seus negócios presentes.

 

Com o evidente exagero, é caso para lembrar que preservamos a memória da guilhotina mantendo esses instrumentos em museus. Não lhes damos uso! Deveria ser de outro modo?

 

Carlos da Torre»

(Texto de opinião publicado no jornal "A Aurora do Lima" em Agosto de 2013)

 

Fonte:

https://www.facebook.com/notes/carlos-da-torre/claro-que-tourada-%C3%A9-cultura-e-canibalismo-pode-ser-gastronomia/10201509794425580/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:44

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Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017

«BARRANCOS E A VERGONHOSA "TRADIÇÃO"»

 

A selvajaria tauromáquica continua em Barrancos, com o apoio da igreja católica e do governo socialista.

 

Não esquecer que os touros de morte foram introduzidos em Barrancos, em 2002, por Jorge Sampaio (socialista) na qualidade de presidente da República.

 

E pensar que andaram a cometer um regicídio para implantar em Portugal uma República das (e dos) Bananas!!!!! (***)

 

BARRANCOS.jpg

Esta imagem diz tudo sobre o atraso mental de todos os envolvidos nesta prática, desde os que matam, aos que apoiam, aos que aplaudem e aos que dão o seu aval. E veja-se o sofrimento atroz do touro, estampado naquele olhar desesperado... Apenas os desalmados, desprovidos de essência humana, pactuam com este horror.

 

O texto que se segue é da autoria de Rui Palmela

 

«Mais uma vez se realiza na vila alentejana de Barrancos, em finais de Agosto, a festa religiosa que culmina sempre num espectáculo sangrento, frente à capela, com a morte de 3 toiros numa arena improvisada onde o povo vibra de satisfação aplaudindo a barbárie que ali se realiza em “honra de Nª Srª da Conceição”. E a Igreja não reprova ou fica em silêncio cometendo seu “pecado de omissão” ...

 

O espectáculo violento dura 3 dias onde se cumpre um ritual demoníaco de matar um touro por cada dia, “estoqueando” o animal que acaba caindo no chão mergulhado numa poça de sangue. Depois de morto, ou sofrendo horrivelmente sem se poder mexer, os ‘heróis’ da festa cortam-lhe as orelhas, o rabo e as patas como ‘troféus’, enquanto o toiro é arrastado pelo chão, já cadáver, acabando finalmente por ser esquartejado e distribuído pela população como manda a ‘tradição’.

 

Toda esta selvajaria é possível ainda em pleno século XXI com a aprovação do governo português que em 2002 criou uma famigerada “lei de excepção” que garante esse ‘direito’ do povo barranquenho realizar um espectáculo abominável apesar da forte contestação por parte das organizações de Protecção Animal e uma Lei que vigora desde Maio/2017 que reconhece os animais como seres sencientes dotados de sensibilidade e não ‘coisas’ como eram considerados antigamente.

 

Entretanto o PAN (Partido das Pessoas, dos Animais e da Natureza) deverá apresentar na AR uma proposta de lei para proibição destes espectáculos de morte no país, tal como as touradas deviam ser proibidas e transmitidas pela televisão. E já agora cortar todos os subsídios de apoio à Tauromaquia que deve ser suportada apenas pelos seus aficionados e não por todo o povo português que na sua maioria condena toda esta situação.

 

Pausa para reflexão!

 

Rui Palmela»                                                                                

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10212176718524673&set=pcb.10212176729004935&type=3&theater

 

 

(***) Denomina-se República das Bananas um país ou região em que há corrupção e desrespeito pela legalidade e interesse público, expressão originalmente aplicada a países latino-americanos ou terceiro-mundistas, mas que se encaixa na perfeição a um Portugal que, fisicamente, é europeu, mas cerebralmente é latino-americano e terceiro-mundista, nestes detalhes grosseiros, até na língua que os actuais republicanos bananas (= gente sem atitude e sem coragem) decidiram importar e impingir aos portugueses.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:05

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