Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2020

As palavras são uma arma, podem ferir mais do que punhais

 

E no Arco de Almedina, aplicadas adequadamente às circunstâncias toscas da tauromaquia, INCOMODAM. E é esse o principal objectivo: incomodar e agitar as mentes entorpecidas.

 

 

Esta imagem vale mais do que mil palavras, mas se utilizar as palavras terei de dizer que quem fez isto é um cobarde, psicopata, tauricida, mau carácter, com muito maus instintos.

 

Há gente que critica a linguagem directa que utilizo para dizer das coisas rastaqueras da tauromaquia.

 

Confundem OPINIÃO com FACTOS.

 

Não percebem o que está escrito nas linhas, muito menos o que vai nas entrelinhas (o mais importante).

 

Falar sobre a COBARDIA DA TAUROMAQUIA não é falar de opiniões. É falar de FACTOS, comprováveis pelas imagens degradantes que existem aos milhares, e dizem mais do que mil palavras.

 

Opiniões, cada um tem as suas. Podemos concordar ou não com elas.

 

Já a TORTURA DE TOUROS E CAVALOS perpetrada por COBARDES foge ao âmbito das opiniões, porque ninguém tem o direito de torturar ninguém, e isto não é uma opinião, é um facto INDIGNO de seres humanos. Logo, quem o pratica será tudo menos humano, e tem de ser classificado com as palavras certas.

 

A forma correcta de lidar com a ESTUPIDEZ é chamá-la pelo próprio nome, ou seja, ESTUPIDEZ, para que quem leia compreenda o que se quer dizer. E mesmo assim, é uma desgraça. Impera por aqui uma iliteracia estarrecedora.

 

Agora vou usar um jargão de aficionado: quem não gosta do que lê neste Blogue, não LEIA.

 

Não vou mudar a minha linguagem quanto a algo que envergonha a Humanidade, só porque os aficionados e meia dúzia de falsos moralistas não gostam.

 

Aprendi que as palavras são para ser utilizadas conforme as circunstâncias. Se elas existem no dicionário são para classificar atitudes desprezíveis e adjectivar criaturas que andam no mundo a atormentar seres que não têm culpa da psicopatia de que sofrem os seus carrascos (poderia dizer algozes, agressores, verdugos, carrasqueiras).

 

Uma vez que se incomodam tanto com a linguagem que utilizo, digam-me como se adjectiva um cobarde (poderia dizer, medroso, poltrão, fraco); um torcionário (poderia dizer torturador); um psicopata (poderia dizer indivíduo clinicamente perverso com desvio comportamental); um sádico (poderia dizer cruel, depravado, mau, malvado); um bronco (poderia dizer, tosco, grosseiro, rude, obtuso); um bêbado (poderia dizer borrachão, ébrio); um tauricida (poderia dizer matador de touros) enfim… Digam-me como classificar toda esta gente que faz parte do mundo imundo e rasca (poderia dizer sujo, sebento, surrento, reles, ordinário) da tauromaquia, com palavras poéticas?  

 

Se não estavam habituados a esta linguagem sem papas na língua, paciência! Ela reflecte simplesmente a realidade da tauromaquia, que é assim mesmo. Não há outro modo de qualificá-la.

 

Já chega de DOURAR A PÍLULA.

 

Os que vêm a este Blogue, já tiveram mil e uma oportunidades de aprender alguma coisa sobre este mundo medíocre (poderia dizer rasca, reles, ordinário) da tauromaquia, com textos que apenas denunciam as crueldades tauromáquicas, com provas científicas e vídeos que valem mais do que mil palavras.

 

Mas não aprenderam nada.

 

E já não há pachorra.

 

O pior ignorante é aquele que tendo oportunidade de deixar de ser ignorante, NÃO QUER.

 

As palavras são uma ARMA. Podem ferir mais do que punhais. Estamos numa “guerra” e é legítimo utilizá-las.

 

Dentro do dicionário, elas não servem para nada.

 

Aqui, aplicadas ADEQUADAMENTE às circunstâncias toscas da tauromaquia, INCOMODAM. E é esse o meu principal objectivo: incomodar e agitar as mentes entorpecidas.

 

E está a resultar.

 

Por exemplo, os forcados não sabiam que eram grandes COBARDES.

Agora já sabem.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:50

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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2020

O delírio da “prótoiro” é hilariante: quer impugnar o IVA das touradas (23%) e diz que vai queixar-se a Bruxelas

 

No mundo moderno e civilizado, que é o nosso, a tauromaquia está classificada muitos zeros abaixo de zero, não é considerada cultura, porque a tortura de seres vivos jamais poderia ser nivelada à CULTURA. No Tempo das Trevas até poderia ser, porque a ignorância era geral. Mas hoje não é.

 

A federação portuguesa de tauromaquia - protóiro exigiu a reposição do IVA das touradas para 6%, e, por milagre, a exigência não passou no Parlamento, e os 23% mantêm-se (o IVA devia subir para os 100%, porque não é impunemente que se tortura Touros e se quer privilégios e comparar a barbárie à Cultura Culta.  

 

Esquece-se a prótoiro que Bruxelas já fechou a porta à selvajaria tauromáquica. Se lá forem bater, levarão com a porta na cara.

 

E o que mais diz e quer a protóiro?

 

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É para esta COBARDIA que a prótoiro quer o IVA a 6%? Sejam GENTE!

 

Num comunicado, a prótoiro, sem ter a mínima noção da realidade, diz que está a preparar um conjunto de acções legais que irão avançar em breve, tendo em vista a obtenção da declaração de ilegalidade da actual taxa de IVA de 23%, de modo a que o IVA aplicável aos espectáculos tauromáquicos volte a ser de 6%, como é seu direito enquanto um dos principais sectores culturais, legalmente reconhecido».

 

Reparem no delírio:  como é seu direito enquanto um dos principais sectores culturais, legalmente reconhecido? Principais sectores culturais? Isto ultrapassa a racionalidade, além de viverem no passado, vivem num mundo imaginário, a roçar a idiotice.

 

Ricardo Levesinho, presidente da associação portuguesa de empresários tauromáquicos acusa o governo de hostilizar o sector, atacando (pasme-se) os artistas e famílias que dependem desta actividade!!!!!!

 

Que artistas? Os torturadores de Touros não passam de tauricidas, e nem no mais terceiro-mundista dos mundos, os torturadores são artistas. E que famílias dependem, do quê, se recebem chorudos subsídios do Estado e vivem à tripa forra à custa dos impostos dos portugueses? E muitos têm outros empregos, até porque torturar Touros não é uma profissão, é um divertimento  selvático.

 

E dizem mais. Hélder Milheiro secretário-geral da prótoiro, diz que ao manter o IVA da tauromaquia nos 23%, “o governo permite-se dizer que há cultura de primeira e cultura de segunda, e por isso, que há portugueses de primeira e portugueses de segunda».



Mais delírios de quem vive num mundo de alucinações.

 

Só existe a Cultura Culta (onde se inclui a gastronomia. o folclore, a cultura popular) e à Cultura acrescenta-se CULTA, para não se confundir com a cultura das cebolas e das batatas. A tortura de Touros e Cavalos está fora desta denominação. Andaram séculos a ouvir que a tauromaquia era coisa de “gente fina”, de reis, rainhas, príncipes e princesas e marialvas, e portanto era “cultura”… sim, poderia ser cultura nessa época onde reinava a mais gigantesca ignorância.

 

Mas o mundo evoluiu. E a tauromaquia, hoje, não passa de uma prática selvática, sem representatividade alguma na sociedade portuguesa.

E o que é que a protóiro e seu acólitos ainda não perceberam nisto?

O mundo rejeita a tauromaquia:

UNESCO não vai reconhecer as touradas como Património Cultura Imaterial da Humanidade

No Parlamento Europeu aperta-se o cerco à tauromaquia: nova Política Agrícola Comum retira os apoios financeiros para a criação de touros (ditos) “bravos”


O que é que a prótoiro e a associação portuguesa de empresários tauromáquicos ainda não perceberam?

 

A tauromaquia é uma prática marginalizada, sim, por não se encaixar mais numa sociedade do século XXI d. C. Acabou. O próximo passo é a ABOLIÇÃO.

Os Portugueses pagam impostos a mais, com grande sacrifício, e esse dinheiro NÃO DEVE servir para se andar por aí a TORTURAR TOUROS, e a encher os bolsos a parasitas da sociedade. Não querem passar por portugueses de segunda? Então EVOLUAM! Aprendam a tocar VIOLINO, em vez de andarem por aí, a torturar Touros!



Isabel A. Ferreira


 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:52

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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2020

«O fim das touradas: uma semente para a revolução»

 

Um excelente texto, da autoria de Granado da Silva, onde se põe completamente a nu todas as manigâncias que sustentam o negócio do divertimento à custa do sofrimento de Touros, Cavalos, Cães e Seres Humanos para que uma pequena parcela dos maiores parasitas da sociedade portuguesa, incluindo membros da classe política, possam circular por aí nos seus Ferraris e Porches.

 

Neste texto, fica bem claro nas entrelinhas, o que motiva os parlamentares portugueses a votarem contra a Abolição das Touradas em Portugal.

Vivemos a ilusão de uma Democracia. Uma Revolução, precisa-se!

(Isabel A. Ferreira)

 

ABOLIÇÃO da tauromaquia em Portugal e no Mundo

 

O fim das touradas: uma semente para a revolução

Posted: 04 Aug 2018 11:45 AM PDT

 

O que representa realmente a Tauromaquia?
 
“A ligação entre violência sobre pessoas e violência sobre animais está bem documentada na comunidade científica internacional. Na sua forma mais simples: A violência contra animais é um indicador de que o agressor se pode tornar violento contra pessoas, e vice versa. O abuso é abuso não interessa de que forma ou de quem é a vitima.” 1

 Quando pensamos em touradas, a imagem mais comum é a violência na arena sofrida pelo touro. É sem dúvida o touro que acaba a sofrer mais, mas não é de forma alguma este o único animal a ser humilhado e torturado em prol dos aficionados. Se são os touros que todos os anos sofrem e morrem às centenas em nome da tradição, são também os cavalos a ser violentados, usados como autênticos “tanques” na arena. Aqui no entanto, vamos falar também de mais um animal vítima da tradição… Nós. Vamos falar de como a tradição das touradas nos afecta, como indivíduos numa sociedade entendida como livre e igualitária. Vamos falar das ramificações da tourada, do que representa e vive a Tradição Tauromáquica cujos aficionados defendem com declarado amor, esmero e violência.
Na Europa, Espanha, Inglaterra, Portugal e França são focos de um gradual ressurgimento da tauromaquia e, por arrasto, da classe que dela vive. Este ressurgimento não é fruto de um crescente interesse das populações na prática, mas sim resultado da cumplicidade e interesses partilhados por uma minoria que permeia as elites destes países e que crescentemente se imiscui nos processos de decisão política. Um cúmplice destacado neste processo é hoje tão-somente o Comissário do Ambiente e Energia na Comissão Europeia. Miguel Arias Cañete foi nomeado para o cargo em 2014, apesar de ser accionista em duas empresas de petróleo, meros meses após ter sido o cabeça-de-lista do PP espanhol ao Parlamento Europeu. No contexto da candidatura surgiu relacionado no caso “sobresueldos”, uma cabala para esconder dinheiros (300 mil euros) do seu partido. Cañete não chegou a este posto por acaso. Com um longo percurso no aparelho partidário do PP, entre 2011 e 2014 foi Ministro da Agricultura, Alimentação e Ambiente no governo de Mariano Rajoy, tendo antes, entre 2000 e 2004, sido Ministro da Agricultura e Pescas no último governo Aznar.
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Cañete é cunhado por casamento do ganadeiro Juan Pedro Domecp (Ganadeiro de touro bravo para Lide e Cavalos). A sua ligação à tauromaquia manifesta-se ao longo da sua carreira política e governativa de forma clara. Em 2001, em defesa do interesse da nação (e seu e de sua mulher, filha dos marqueses de Valência e restante família tauromáquica), Cañete escusa-se do Conselho de Ministros que aprovava um decreto-lei preparado pelo seu ministério sobre apoios à raça bovina de lide (touros de arena). Nesse mesmo ano Rajoy delega-lhe a pasta de apoio ao sector taurino. Foi Cañete a forçar em Espanha a PAC (Política Agrícola Comum), que entre 2014 e 2020 pretende subsidiar com 47 mil milhões de euros o sector agro-pecuário, que em muito beneficiará a ganadaria. Sem surpresa, o seu nome apareceu relacionado com o branqueamento de capitais no mesmo sector (entre outras coisas, no fabrico de pensos para animais e criação de galinhas), estimado em 2 mil milhões de pesetas (cerca de 12 milhões de euros). É este o curriculum imaculado do actual Comissário do Ambiente e Energia da Comissão Europeia. Isto sim é uma tourada.
Voltando o olhar para Portugal, estima-se que 16 milhões de euros são disponibilizados directamente no apoio à tauromaquia. Porquê? As touradas desde os anos 80 estão em decadência. Nos últimos 10 anos o número de touradas e espectadores tem vindo a diminuir consistentemente 2 e sem o apoio de dinheiros públicos, não seriam as cerca de 60 praças permanentes – com uma média de 3 espectáculos por ano – que manteriam viva a tradição, ou que sustentariam a boa-vida das famílias destacadas da tauromaquia. Assim percebe-se melhor a necessidade de consolidar a tauromaquia, “um dos pilares da nação portuguesa”, como um valor cultural, património nacional e internacional, a ser preservado ou, dito de outra forma, subsidiado.
 
“Neste momento, e mesmo para uma primeira figura, é difícil viver só de toiros… E quem disser o contrário, digo-lhe já que não é verdade!” 3
À luz da crescente crise que vivemos, tendo em conta as dificuldades de agricultores e da população em geral em aceder a serviços essenciais como a saúde, com a falta de condições nas escolas, falta de apoio a cooperativas e grupos artísticos de teatro, dança, aos saberes tradicionais, a grupos e associações de apoio social, etc, o apoio à tauromaquia é de uma prepotência desumana.
Para além dos apoios directos, a União Europeia e o Estado português oferecem dinheiro a ganadeiros de outras formas, dinheiro esse que é frequentemente investido em indústrias paralelas e rentáveis: a criação de bovinos para a indústria agro-alimentar e de curtumes, a produção de cereais usados na confecção de rações ou o turismo rural. Com a desculpa de que sem as touradas os touros entrariam em extinção, os ganadeiros, entre outros apoios, recebem através da Associação de Agricultores e da Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide dinheiros abrangidos pela “Estratégia para a Conservação e melhoramento das Raças Autóctones“. Enquanto para se proteger águias, lobos, ou o lince Ibérico, para citar apenas alguns animais selvagens ameaçados, é tantas vezes necessário depender da indústria privada – muitas vezes directamente responsável pelos riscos e destruição de ecossistemas que ameaça esses animais – face ao parco financiamento público para a sua protecção, é a indústria de exploração tauromáquica que, ironicamente, recebe dinheiros públicos, para “manter os toiros vivos“.
Em 2010, a então Ministra da Cultura de Portugal, Gabriela Canavilhas (PS), criou uma secção especial dedicada às touradas no Concelho Nacional de Cultura. No âmbito do trabalho da mesma, os Tauromáquicos além do dinheiro que recebem, passam a poder ir a escolas preparatórias promover junto de crianças a sua tradição sanguinária, com os intrínsecos danos nocivos para o crescimento equilibrado de qualquer ser humano e que, numa sociedade em crescente fragilização, contribuem certamente para a normalização da violência, de comportamentos agressivos, nomeadamente para com outro seres humanos. Não faltam indícios disso mesmo. Em 2012, o toureiro Marcelo Mendes, investiu com o seu cavalo sobre manifestantes anti-tourada, na localidade de Torreira. Em 2014, um carro com forcados atropelou manifestantes na praia de Mira. A violência não é novidade entre elementos da tauromaquia. Em 2003 durante uma largada de vacas no concelho de Montemor, os forcados de Montemor provocaram cenas de pancadaria. Segundo o presidente da junta de Lavre, localidade onde se realizava a largada: “Foram eles que provocaram tudo. São uns arruaceiros. Onde quer que vão armam violência e são protegidos por serem das famílias influentes da zona (…) Acho que já é tempo de serem punidos”. Em 2009, o mesmo grupo envolveu-se em cenas violentas com seguranças da discoteca “Praxis” em Évora. Em 2011, vários focados envolvem-se em pancadaria nas bancadas do Campo Pequeno e no ano seguinte, forcados envolvem-se em desacatos na discoteca “Kapital” na Terceira.
Em 2013 foi notícia uma rixa envolvendo forcados nas festas de Alcácer do Sal, que resultou numa agressão com arma branca. Ainda em 2013, o forcado Carlos Grave agrediu um socorrista da Cruz Vermelha no Campo Pequeno, por este ter fugido de um touro, enquanto socorria um outro forcado. Em 2013, em França, após quase dois anos sem manifestações, um grupo anti-touradas invadiu uma praça de touros em Rion-des-Landes. A reacção dos aficionados fez jus à violência cega da sua tradição e o resultado foram oito feridos. Um deles, em estado grave devido à brutalidade das agressões, teve de ser induzido a um estado de coma artificial. Já em 2011 uma acção com o mesmo objectivo tinha acabado em violência extrema. As imagens que correram as redes sociais são disso exemplo. Os aplausos que se ouvem quando o touro é torturado, são os mesmos que se ouvem enquanto cavaleiros, ganadeiros e aficionados agridem os manifestantes, indefesos, no meio da arena. O modo como a população de Barrancos defende o “Touro de Morte“ e as agressões de que foram alvo alguns activistas, nas barbas da polícia, a facilidade com que se mudaram leis, para tornar legal a chacina que se repete em Barrancos todos os anos, deve preocupar qualquer pessoa vinculada com a ideia de uma sociedade justa. Depois de Barrancos, várias localidades exigem o mesmo direito a matar o Touro aos olhos do público. O caso das touradas em Viana do Castelo, município que se declarou anti-tourada, é um perfeito exemplo da arrogância dos tauromáquicos e do modo como encaram a vontade popular e seus representantes democráticos.
 
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“O homem que mata animais hoje, é aquele que mata as pessoas que atrapalham o seu caminho amanhã” – Dian Fossey
A tradição de que origina a tourada reflecte (e deriva de) alguns dos piores elementos da história humana: a exploração do outro e do meio natural, a glorificação da guerra e do militarismo, o autoritarismo e perversidade de modelos de organização social que pressupõe a superioridade de uns, sobre a maioria dos outros. Na sua génese podem estar práticas ancestrais, mais ou menos disseminadas, mas cuja antiguidade e ritualização não podem esconder ou justificar a sua violência e crueldade. Essas práticas, gradualmente despidas com o passar do tempo, do seu carácter “mágico” ou espiritual, cristalizam-se em “espectáculos”. Essa transição é visível através da história Europeia. Um elemento característico da vida da aristocracia europeia era o ócio, maligno, que os levava a buscar diversões: jogos e torneios vários, sendo um deles o “Torneio de Animais”. Os primeiros confrontos nestes torneios consistiam em lutas entre cães, animais selvagens e touros. O “bullfighting” da aristocracia inglesa do século XV, perdura até hoje, como comprovado pelas fotos publicadas na internet pelo cavaleiro João Moura em 2014, onde se pode ver 5 cães atiçados a um vitelo, com a intenção de os publicitar para posterior venda. No século XVIII (que tanta nostalgia traz aos ganadeiros e cavaleiros) os “pretos“ foram acrescentados aos animais que entravam na arena do “Circo de Animais”. Em dias de festa brava, o racismo era alimentado a touros e escravos, como confirmado por uma notícia no Diário do Governo nº 232, de 1844, sobre uma tourada na cidade da Nazaré, onde se pode ler: “…alguns homens pretos foram ali tratados com estrema barbaridade. (…) A maior parte dos membros da câmara sabia o que se praticava com estes infelizes nas praças de touros, onde eram tractados peior do que os animais”. Esta forma de torneio, a “Tourada”, enquadrava-se já nas vidas dos cavaleiros, permitindo o treino da equitação. Assim, a classe cavalheiresca começou ela própria a desafiar o touro sempre montada a cavalo, fazendo apresentações em celebrações e outros eventos. Casamentos reais, vitórias militares e acções religiosas eram assim “enobrecidos”.
A história europeia fornece inúmeros exemplos destas práticas, como por exemplo durante a coroação de Afonso VII de Castela e Leão no contexto da qual muitos animais terão morrido, ao ponto de se começar a registar o número de touros mortos como medida da grandiosidade do evento. Mais tarde, já no século XVIII, este tipo de torneios ganha um novo âmbito, tornando-se também uma diversão para os trabalhadores das quintas dos senhores. Foi neste momento que se consolida a tourada a pé (Forcados). Segundo José Rodriguez (Pepete), toureiro do século XIX, “grande parte destes novos participantes trabalham nos matadouros ou nas criações de gado dos senhores”. A Tourada também conheceu resistência, tendo sido proibida por Papas e monarcas, mas quando Ferdinando VII ascende ao trono de Espanha, a actividade volta a crescer em popularidade.
Voltando ao presente, Viana do Castelo, depois de ser a primeira cidade do país a declarar-se anti-tourada, enfrenta uma guerra aberta, antidemocrática, por parte do “lobby” para forçar as touradas na cidade. A câmara local comprou a praça existente para a tornar, como centro de Ciência Viva, num espaço de real cultura. Os aficionados querem a praça de volta, e têm realizado touradas na periferia da cidade, utilizando uma praça móvel, montada em terrenos privados. Desta mesma prepotência – voltando também à questão dos apoios – existem dezenas de exemplos. Um pouco por todo o país, onde existem praças fixas, os tauromáquicos exigem dinheiros públicos para as renovar e museus para “iluminar” a sua cultura.
Cavaleiros e ganadeiros parecem desejar recuperar o lema do coliseu Romano: “Pão, (Deus) e Jogos”. Hoje convertido em “Touros, (Fado) e Futebol”, é sob esse lema, que a família tauromáquica se reúne e projecta planos para renovar a tradição. Foi num desses encontros que os aficionados das Caldas da Rainha divulgaram a intenção de reabrir o Museu Joaquim Alves. A Câmara Municipal guarda o espólio do museu, esperando por um local para o reabrir. Pedidos de museus tauromáquicos com dinheiros públicos ou apoios para os já existentes repetem-se por dezenas de cidades.
Esta atitude tem antecedentes que ajudam percebê-la. A arrogância de um grupo que se julga e sente melhor, a aristocracia, tem na classe tauromáquica um repositório e manifesta-se em atitudes e práticas. Muitos dos membros dessa classe, frequentemente oriundos de famílias “antigas” e mais ou menos endinheiradas, têm posições destacadas na comunidade que integram e consequente acesso ao poder político local, nacional e mesmo internacional. Isto ajuda a perceber a desproporcionalidade de representação dos interesses do que é efectivamente uma diminuta minoria. Isto por sua vez reflecte-se na acção de Juntas, Autarquias e do Estado.
Portugal, representado pela Liga portuguesa de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida, que desde 2014 é membro da European & Mediterranean Horse Racing Federation, organiza várias corridas e promove sistemas de apostas online. Em 2004, o Ministério da Agricultura apresentou em Concelho de Ministros um diploma para facilitar a introdução do sistema de apostas em corridas de cavalos. A intenção era legalizar duas pistas no País, uma no Norte – a Maia rapidamente se colocou na linha da frente – outra no Sul, grande parte pago com dinheiros públicos.
 
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O Estado, ao serviço das elites, como criador de animais para lide?
Em 1908 a Ganadaria Real portuguesa enviou touros para lide na Cidade Real, em Espanha. Este foi o relato da ganadaria: “Seis catedrais! Nunca algum toureiro ou algum aficionado vira touros mais monstruosos. Deixaram 16 cavalos no chão”. A ganadaria criou touros a partir de vacas da família Vitorino Avelar Fróis, cobertas por animais de Infante da Câmara e outros criadores. Cem anos mais tarde as proclamações são menos bombásticas, mas o Estado português é criador de cavalos, muitos dos quais são vendidos, para procriação, para os desportos equestres ou para fins militares através da Coudelaria de Alter. Hoje integrada na Companhia das Lezírias SA, nos seus 800 hectares murados coexistem com o espólio equino da Coudelaria Nacional, do Alter e das Lezírias. Tem como missão expressa, em regime de serviço público, “a preservação do património genético animal da raça lusitana, quer na linha genética da Coudelaria Nacional, quer na linha Alter Real”. Curiosamente, em 2004, a Companhia das Lezírias (a maior exploração florestal e agro-pecuária do país),esteve para ser privatizada por Durão Barroso. Em 2014, a Ministra Assunção Cristas recusou a privatização da companhia e acrescentou: “Vamos potencializar o turismo equestre que é uma área de elevado potencial de desenvolvimento no nosso país”. Nesse âmbito, insere-se ainda a EPAE (Escola Portuguesa de Arte Equestre), que trabalha em estreita ligação com a Coudelaria do Alter. Fundada em 1979 e desde 2012 gerida pela Parques de Sintra-Monte da Lua SA, uma empresa pública fundada em 2000 para gerir a paisagem cultural de Sintra. A EPAE tem como função expressa “o ensino, a prática e a divulgação da Arte Equestre tradicional portuguesa” dando sequência ao “ensinamento e tradição” da academia equestre da Corte do século XVIII, a Real Picaria. Então como agora, o “ensinamento e tradição” estão intimamente ligados ao toureio equestre.
Assim, a preservação da “nobre” arte equestre, com o toureio no seu cerne, passou das mãos da Coroa para as do Estado. As rédeas, essas, estiveram sempre nas mesmas mãos, as da “Corte” montada em torno do que não deixa de ser uma indústria, que, bem subsidiada, mantém e gere vastas propriedades e negócios decorrentes. Basta ver que da Corte de então à de agora, muitos apelidos se mantêm para perceber que, despidos de títulos, muitos encontraram na “tradição” um veículo e sustentáculo de poder e influência.
A Quinta do Castilho por exemplo, pertence à família Infante da Câmara, que tem orgulhosamente como antepassado Nuno Tristão, um explorador e pioneiro, em meados do século XV, da venda de escravos pelos portugueses. Mais tarde, D. Emílio Ornelas Infante da Câmara, o então patriarca da família, foi uma das figuras proeminentes da agricultura ribatejana oitocentista, onde o Liberalismo assistiu à criação de uma burguesia agrária, naturalmente ligada à prática equestre. A quinta construída em 1914 durante a 1ª República tem hoje, entre outros serviços, espaços para eventos sociais. Uma das actividades de dinâmica de grupo é uma praça de touros onde se “pode assistir a uma demonstração do que é uma verdadeira corrida de toiros ou de cavalos puros Lusitanos”. Foi a família Infante da Câmara que inaugurou a praça de touros do Campo Pequeno, estando presente no seu Centenário em 1992.
Neste esboço, é possível começar a perceber que, ofuscadas pelo discurso simplista acerca de tradição, estão tensões antigas e relações de poder que em grande medida se mantêm. Está também um historial de exploração humana e animal. Esse discurso é usado pelas elites que dele beneficiam para justificar a instrumentalização de recurso e dinheiro público para beneficiar o que é na realidade um negócio. Frequentemente, os nobres de ontem são os defensores da tradição de hoje. Um pouco por toda a Europa do sul e em Inglaterra há “Cañetes” que em cargos mais ou menos elevados, favorecem os interesses da minoria a que pertencem. A “nobreza” das lides viveu e vive da pobreza das gentes, tanto quanto do sofrimento dos animais e portanto quando falamos de tauromaquia, não falamos apenas do triste espectáculo da arena, mas de toda uma realidade social, com raízes no latifúndio, na exploração e opressão. E ao combatê-la lutamos não só pelos animais, mas pelas gentes e em geral por um mundo um pouco mais justo e um pouco menos cruel.
Notes:
  1. Understanding the Link between Violence to Animals and People: A Guidebook for Criminal Justice Professionals. NDAA (National District Attorneys Association) (2014)↩
  2.  IGAC relatório da actividade tauromáquica Luís Rouxinol, Naturales – correio da tauromaquia ibérica, 2012. ↩
  3.  Luís Rouxinol, Naturales – correio da tauromaquia ibérica, 2012. ↩
 
 
Por Granado da Silva
 
 
Fonte: 
 
 
publicado por Isabel A. Ferreira às 16:35

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Domingo, 8 de Novembro de 2020

A tourada fere brutalmente os Direitos dos Animais, agride a inocência das crianças e insulta a inteligência do Ser Humano

 

 

Repescando um texto que reflecte os malefícios causados pelas touradas, num momento em que o PAN - Pessoas - Animais - Natureza pretende elevar a idade das crianças que assistem à  violência e crueldade da prática tauromáquica.

Mais uma lei, para ficar tudo na mesma?

Não esquecer que estamos em Portugal, um país onde nem as leis, muito menos as recomendações de Organismos como a ONU, NÃO SÃO para cumprir, nem fiscalizar. São apenas para constar.

Daí que só a ABOLIÇÃO desta barbárie é o único caminho.

 

 
 
 

A tourada – que consiste em perseguir, espetar e mutilar um touro indefeso e aterrorizado, diante de uma multidão depravada – fere brutalmente os direitos dos animais.

 

Recentemente, a ONU (Organizações das Nações Unidas) declarou que assistir a este bárbaro espectáculo é também incompatível com os direitos das crianças.

 

O Comité da ONU para os Direitos das Crianças recomendou que as mesmas não devem assistir ou participar de touradas devido à sua extrema violência. O pronunciamento foi feito em relação a Portugal, onde as crianças são obrigadas a frequentar as arenas e, por vezes, envolvem-se em actos de crueldade contra os animais, nas escolas de toureio, para onde vão obrigadas pelos pais.

 

Esta decisão da ONU vai ao encontro do que os especialistas afirmam há muito tempo, e os que praticam, apoiam e aplaudem a tauromaquia rejeitam porque optam pela ignorância.

 

No ano passado, 140 cientistas e académicos escreveram a políticos espanhóis salientando que a promoção do abuso a animais tem um efeito negativo sobre a sociedade como um todo.

 

Para uma criança, assistir à cena de um animal a ser torturado e morto, é uma experiência bastante traumática. Com o tempo, ela pode até ser dessensibilizada, o que a transformará num adulto empedernido, sem a mínima empatia pelos seres vivos, incluindo seres da sua própria espécie.

 

Um estudo recente da Universidade de Tufts descobriu que aprender a cuidar de um animal ajuda os jovens a desenvolverem melhores relacionamentos e a tornarem-se mais confiantes e empáticos.

 

Estas são as qualidades que as sociedades progressistas e modernas devem encorajar aos seus filhos, em vez do gozo pelo derramamento de sangue. Como disse a modelo espanhola Elen Rivas: «Glorificar a matança deliberada de animais não deve ser tolerada numa sociedade civilizada».

 

As touradas são responsáveis pela morte de aproximadamente 40 mil Touros por ano. Um biocídio em grande escala.

 

Todos os que lutam pelos Direitos dos Animais e pela Abolição das Touradas esperam que a influência da ONU ajude a convencer a União Europeia e os governos dos países que ainda permitem as touradas em seu território, a suspenderem o apoio a essa indústria cruel e imoral e abolirem definitivamente esta obscenidade que despreza os Touros e os Cavalos, mas também os Seres Humanos, que são agredidos na sua sensibilidade, pelo ritual primitivo e cruel que é a tauromaquia.

Texto baseado nesta fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=267821873400589&set=a.105563109626467.7657.100005183347345&type=1&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:18

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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2020

Em Setúbal existe “miséria em estado puro” e a autarca-mor quer fazer obras na praça de Touros para agradar à “prótoiro “

 

E isto só acontece num país cheio de gente perversa e impiedosa!  

Leiam as notícias e pasmem!

 

SETÚBAL.jpg

 

«Dentro da cidade sadina, miséria em estado puro na Parvoíce»

 

Metade do bairro é clandestino e quase todos os 150 residentes são muito pobres e desempregados. Por vezes passam semanas sem água. Vivem da caridade e dos apoios sociais. Na Parvoíce comer é um luxo e sobreviver é um feito.

 

Se fosse um filme alguém se encarregaria de lhe dar um título do género: “Viver, missão impossível”. Mas não é um filme. É a realidade. Na Quinta da Parvoíce, em Setúbal, viver é um desafio diário, onde muitos dos quase 150 residentes quase lutam com os bichos por um pouco de comida. No bairro clandestino salpicado de barracas a chegada dos voluntários da igreja, com palavras de esperança, é o balão de oxigénio de uma parte da população que há muito definha à espera de uma casa e de trabalho.

 

O próprio nome do local, ali nas imediações da paróquia de Nossa Senhora da Conceição, parece atrair a desgraça. Ninguém consegue explicar com lógica porque se chama Parvoíce a um local onde há seres humanos que ali quase vegetam desde o início da década de 2000, quando famílias vindas de África começaram à procura de local para viverem. Muito menos alguém consegue explicar porque razão há tanta pobreza num sítio que antes, ironicamente, se chamava Quinta da Boa Água e que era o local preferido para o abastecimento das tripulações que se faziam ao mar.

 

A chegada do padre Constantino Alves ao bairro é uma lufada de esperança. Ele é um dos poucos que, diariamente, se empenha para que a população ainda vá tendo com que viver. Ainda esta semana, depois de muitos contactos com a câmara de Setúbal, lá conseguiu reverter mais um corte de água, que já durava há cerca de quinze dias, e fazer com que o liquido voltasse a correr nas torneiras que por ali estão espalhadas, seja na parte do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), seja na zona das casas clandestinas. As pessoas, muitas delas desempregadas e doentes, reconhecem o seu trabalho e recebem-no de braços abertos.

 

À falta de condições de salubridade juntam-se constantes cortes de água

 

“Não trago bens nem alimentos. Isso são as pessoas que têm de ir buscar às nossas instalações e ao nosso restaurante social, até porque não temos meios para fazer a distribuição”, diz o padre ao Semmais. “Maior miséria é difícil de encontrar”, afirma Constantino Alves, lembrando a mulher sem pernas que foi mãe há cerca de um mês e que teve de suportar mais um corte de água sem sequer ter outro modo de se deslocar a não ser arrastando-se pelas ruas de terra.

 

Falar com os residentes é uma tarefa difícil. Andam equipas de televisão pelo bairro e a população tenta esconder a miséria das câmaras. Ainda assim conseguimos trocar breves impressões com uma mulher. Uma congolesa de 50 anos, cujo nome foi de todo impossível de perceber, e que vive numa casa com três quartos na companhia do marido, de quatro filhos, noras e genros e sete netos. Ao todo são 17 pessoas. “Vim Congo/Angola e Angola/Portugal”, diz a mulher que está desempregada, tal como o marido, e que tem problemas ósseos. Medicamentos? “Uma vez marido faz biscate. Outra vez Segurança Social paga”. Não sabe quando acabarão os seus dias de miséria. Sabe apenas que “entra muita água na casa” e que espera “há muito tempo” pela habitação que terá sido prometida pela câmara municipal.»

 

Fonte:

https://semmais.pt/2020/10/31/dentro-da-cidade-sadina-miseria-em-estado-puro-na-parvoice/

 

***

 

E pensar que a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira (CDU), assumiu em reunião com a prótoiro,  que a tauromaquia irá ter continuidade na cidade, e até anunciou  que as obras de remodelação da praça de Touros Carlos Relvas poderão arrancar no início de 2021.   

 

Como é que isto é possível com tanta miséria no concelho?

Só mesmo “artes” do diabo!

Senhora Maria das Dores Meira, tenha ao menos um pingo de solidariedade para quem não teve as mesmas oportunidades que a senhora teve na vida, para chegar onde chegou, ainda mais com a pretensão de esbanjar os dinheiros públicos na prática bárbara de tortura de touros.

Gaste esse dinheiro em algo útil. Os impostos dos Setubalenses não são para serem gastos em práticas cruéis.

 

Isabel A. Ferreira

 

Setúbal1.jpeg

 

Ler esta notícia insólita e macabra neste link:

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/obviamente-que-nao-aceitaremos-o-996831?fbclid=IwAR2sRzRTgm7mBXihrC28cuSYRxVgoaev8Yb0qChN5mHc5UnKPRcCTCCcyHc

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:10

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Terça-feira, 3 de Novembro de 2020

«Antes de ires a uma praça de Touros ver crueldade, pensa nisto»

 

in Blog Contra a Tauromaquia, em Portugal e no mundo!

Pelos Touros, pelos Cavalos e pelas Pessoas, pelos Direitos Humanos

 

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2020/09/12/antes-de-ires-a-uma-praca-de-touros-ver-crueldade-pensa-nisto/

 

É isto mesmo, Mário Amorim.

 

Pensa nisto.jpg

 

Antes de ires a uma praça de touros ver crueldade, pensa nisto:


1º A tauromaquia não respeita o bem-estar, a vida de outros seres sencientes, que têm exactamente o mesmo direito que tu, de serem felizes.


2º A tauromaquia prejudica gravemente o bem-estar psicológico de crianças e jovens.


3º O mundo que gira em torno da tauromaquia é um mundo mafioso.


4º No mundo da tauromaquia, não existem sentimentos do coração, como a empatia, a bondade, a compaixão e o altruísmo.


5º O mundo da tauromaquia é um mundo violento. É cruel, é bárbaro.


6º A tauromaquia é uma prática criminosa.


– Portanto, não sejas conivente com o crime tauromáquico.

Então, antes de ires assistir a tão vil espectáculo, pensa em tudo isto!

 

Mário Amorim

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:54

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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020

No Parlamento Europeu aperta-se o cerco à tauromaquia: nova Política Agrícola Comum retira os apoios financeiros para a criação de touros (ditos) “bravos”

 

Na sua página do Facebook, o deputado europeu Francisco Guerreiro anunciou a aprovação (335 votos a favor, 297 contra e 60 abstenções) da emenda proposta pelos Greens/EFA in the European Parliament (do qual faz parte) para a nova Política Agrícola Comum que retira os apoios financeiros, através dos chamados “pagamentos associados”,  para a criação de touros ditos “bravos” (que, diga-se de passagem, não existem na Natureza) cujo destino final é a venda para fins tauromáquicos, quer através da venda directa ou intermediária.

 

«Numa Política Agrícola Comum minada pela obsessão pela superprodução e crescimento económico, em clara desconsideração pelo ambiente, saúde humana e bem-estar animal, esta é uma pequena grande vitória contra a tauromaquia. Veremos agora se sobreviverá às negociações com a Comissão e o Conselho (trílogos)», refere Francisco Guerreiro.

 

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Fonte:

https://www.facebook.com/franciscoguerreiroMEP/photos/a.696399770783886/1085522341871625/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:28

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Sexta-feira, 9 de Outubro de 2020

«Tauromáfia infiltra-se no Sport Lisboa e Benfica»

 

Saberão os adeptos do Benfica que na sua maioria são contra touradas que a candidatura de Luís Filipe Vieira à presidência integra na sua comissão de honra vários tauricidas?

 

BENFICA.jpg

 

Ao todo são 9 e para que conste eis os seus nomes:

 

– António Ribeiro Telles, Diego Ventura, Francisco Palha, João Ribeiro Telles, João Ribeiro Telles Jr., Luís Rouxinol, Luís Rouxinol Jr., Rui Salvador e Filipe Gonçalves.

 

Simplesmente vergonhoso.

 

Primeiro foram os políticos agora é a tauromáfia nada que nos surpreenda afinal são todos farinha do mesmo saco e comem todos da mesma malga!

 

Prótouro
Pelos touros em liberdade

***

Texto publicado pelo Blogue Prótouro – Pelos Touros em Liberdade, aqui:

https://protouro.wordpress.com/2020/10/08/tauromafia-infiltra-se-no-sport-lisboa-e-benfica/


publicado por Isabel A. Ferreira às 10:51

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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2020

A verdade perversa sobre a tortura de Touros e Cavalos, antes, durante e depois da lide

 

Está terminada mais uma época em que os psicopatas e os sádicos saem das escuras cavernas em que vivem uma vida de miséria moral, cultural e social, para poluírem o mundo com a gosma repugnante da prática tauromáquica.

 

E é preciso que os cobardes, que atacam bovinos indefesos, numa arena, saibam que não passam de uma praga que o mundo civilizado rejeita e despreza.

 

 

 O texto que se segue é de leitura obrigatória, porque conta a verdade total e absoluta acerca desta prática selvagem

 

Depois de o ler ninguém mais será o mesmo.

Ninguém mais poderá ficar indiferente.

 

Ninguém mais terá a coragem de apresentar uma desculpa para a ignorância de não saber o que é este ritual cruel e desumano, que dá pelo nome de “tauromaquia” e é apoiado pelos governos de oito tristes países terceiro-mundistas.

 

O que apresento é uma descrição horripilante do que sofrem os Touros e os Cavalos antes, durante e depois de serem cobardemente torturados numa arena.

 

Um relato que desmistifica, por completo, a “arte” e a “cultura” com que rotulam o tauricídio.

 

O que se lerá pertence ao domínio da mais ignominiosa crueldade.

 

E crueldade é crueldade, independentemente do país onde ela ocorre.

E ela ocorre também em Portugal.

 

E a crueldade praticada contra inocentes e indefesos animais não tem lugar numa sociedade moderna, em parte alguma do mundo.

 

 ***

O Touro dito de “lide” é fabricado por ganadeiros e nasce, vive e desenvolve-se unicamente para ser torturado numa arena.

 

Durante quatro anos seguimos os passos de um pequeno e frágil bezerro, que se transformou num animal forte, e mostrou a sua valentia numa praça da morte.

 

 

Imagens de TV mostraram o momento em que o chifre esquerdo do touro rasgou de maneira terrível a face de um toureiro chamado Padilla e chegou a deixar o seu globo ocular fora da órbita, num momento macabro do mundo das touradas.

 

Os espectadores gritaram de horror na cidade espanhola. O porta-voz do hospital disse que Padilla tinha sofrido danos nos olhos, músculos, ossos e pele, quando o touro o atirou ao chão e o feriu.

 

As imagens mostram também Padilla fugindo do anel, enquanto o touro foi distraído por assistentes na praça de touros. "Eu não posso ver, eu não posso ver nada", gritava o matador enquanto era levado ao hospital.

 

Cirurgiões utilizaram placas de titânio para reconstruir partes da sua estrutura óssea facial e a cavidade ocular. Um dos assistentes da praça de touros disse que Padilla teve sorte de o chifre não penetrar no seu cérebro.

 

TOURO TORTURADO.jpg

 

E é a isto que os tauricidas psicopatas, diagnosticados por especialistas como tal, reduzem o magnífico animal que é um Touro

 

E não me venham dizer que isto não acontece em Portugal

 

 

Resumindo o percurso do Cavalo usado para toureio:

 

«Como animal de fuga que é, procuraria a segurança pondo-se à distância daquilo de que desconfia ou que considera ser perigoso.

No treino e na lide montada, ele é dominado pelo cavaleiro com os ferros na boca, mais ou menos serrilhados, puxados pelas rédeas e actuando sobre as gengivas (freio; bridão - com acção de alavanca, ambos apertados contra as gengivas por uma corrente de metal à volta do maxilar inferior – barbela), coisa muito castigadora.

 

É incitado pela voz do cavaleiro e por outras acções, chamadas hipocritamente de “ajudas”, como sejam de esporas que são cravadas provocando muita dor e até feridas sangrentas.

 

Ele é impelindo para a frente para fugir à acção das esporas, devido à dor que elas lhe provocam e a voltar-se pela dor na boca e pelo inclinar do corpo do cavaleiro ou a ser parado por tracção nas rédeas.

 

Resumindo: o cavalo é obrigado a enfrentar o touro pelo respeito/receio que tem do cavaleiro, que o domina e o castiga, até cravando-lhe esporas no ventre e provocando-lhe dor e desequilíbrio na boca. Isso transtorna-o de tal maneira, que o desconcentra do perigo que o touro para ele representa de ferimento e de morte e quase o faz abstrair disso.

 

É, portanto, uma aberração, comprovativa da maior hipocrisia, quando cavaleiros tauromáquicos afirmam gostarem muito dos seus cavalos e lhes quererem proporcionar o bem-estar.

 

Revoltante e vergonhoso é que tal crueldade seja permitida legalmente, feita "espectáculo" e publicitada.) (Dr. Vasco Reis - Médico Veterinário).

 

***

O que sofre o Touro dito de “lide”

 

É óbvio que os touros sofrem quer antes, quer durante, quer após as touradas. A deslocação do animal do seu habitat, a sua introdução num caixote minúsculo em que ele não pode mover-se e onde fica 24 horas ou mais, o corte dos chifres e as agressões de que é vitima para o enfurecer; ao que se segue a perfuração do seu corpo pelas bandarilhas que são arpões que lhe dilaceram as entranhas e lhe provocam profundas e dolorosas hemorragias; e finalmente, na tourada à portuguesa, o arranque brutal dos ferros; e tudo isto já sem se referir a tortura das varas e do estoque na tourada à espanhola — representam sem quaisquer dúvidas sofrimento intenso e insuportável para um animal tão sensível que não tolera as picadas das moscas e as enxota constantemente com a cauda quando pasta em liberdade.

 

A SIC exibiu, há tempos, um documentário sobre o que se passa na retaguarda das touradas. Quando chegou à fase final do arranque das farpas o funcionário da praça não permitiu a filmagem por considerar o acto demasiado impressionante. Mas pudemos ouvir os horrendos uivos de dor que o animal emitia do seu caixote exíguo e que eram de fazer gelar o sangue dos telespectadores. Na tourada à espanhola com picadores, o quadro ainda é mais cruel: o touro é perfurado ainda mais profundamente pela comprida e afiada ponta da "puya" que lhe rasga a pele, os músculos e os vasos sanguíneos, provocando-lhe intencionalmente uma dor intolerável e uma abundante hemorragia, enquanto um cavalo, de olhos vendados, é corneado pelo touro enraivecido e com frequência derrubado e ferido — e tudo isto para gáudio de uma multidão que a cada novo ferro cravado e a cada nova e mais profunda perfuração da vara, vibra com um gozo em que a componente sádica é óbvia.

 

A expressão “festa brava” não é uma expressão apropriada, pois em primeiro lugar, torturar e matar um animal não é uma “festa”, e em segundo lugar, o Touro quando entra na arena, está tão confuso, tão psicologicamente atormentado e tão fisicamente debilitado que é difícil rotulá-lo de «bravo». Estará, sim, desesperado pelo suplício a que foi sujeito durante vários dias, antes da lide, e tenta desesperamente fugir dali.

 

Por outro lado, como pode um herbívoro ser “bravo”?

 

Os aficionados justificam a tourada chamando-lhe “tradição”. Os opositores às corridas de Touros mantém que não importa qual seja a história, elas são um acto puramente cruel que já deveria pertencer ao passado.

 

O negócio da crueldade

 

Um dos grupos que mais apoia as corridas é a indústria do turismo. Dizem eles. Os agentes de viagens e os promotores das corridas de Touros descrevem a luta como uma “competição festiva e justa”.

 

O que eles não revelam é que os Touros não têm a possibilidade de defender-se, e muito menos de sobreviver. E estão sempre em desvantagem.

 

Muitos ex-toureiros reconhecidos referiram que se neutraliza os Touros, debilitando-os intencionalmente, golpeando-lhes os rins e prendendo-lhes pesos ao pescoço durante várias semanas antes do que eles chamam “luta”.

 

A Fundação Brigitte Bardot, um grupo francês opositor das corridas de Touros, descreve outros métodos utilizados para debilitar o Touro: «A maioria das vezes, os animais entram na arena cegos, porque são deixados na escuridão durante 48 horas, antes da lide. A seguir os Touros são golpeados na cabeça com sacos de areia, durante muito tempo e violentamente, para privá-los dos seus sentidos».

 

Uma prática também habitual é raspar os cornos dos Touros, retirando-lhes alguns centímetros. Os cornos dos Touros, tal como os bigodes dos gatos, ajudam os animais a orientarem-se, e qualquer mudança repentina altera a sua coordenação.

 

Raspar os cornos dos Touros é uma prática ilegal. Por isso, às vezes, depois das corridas, um veterinário examina-os. Contudo, em 1997 a Confederação de Profissionais de Corridas de Touros, incluindo 230 matadores em Espanha, fizeram greve, opondo-se a essas inspecções veterinárias.

 

Os manifestantes reclamavam que os veterinários não tinham a “experiência suficiente” para examinar os Touros.

 

No entanto, muitos reconhecem isto como outro dos aspectos da corrupção que se infiltra num negócio que proporciona a cada um dos matadores profissionais mais de um milhão de dólares por ano. Em 1996, Espanha registou um total de 1.400 milhões de dólares na venda de entradas.

 

Mutilação sistemática

 

Num "espectáculo" típico, o Touro entra na arena e é abordado por indivíduos que o esgotam, correndo ao seu redor em círculos e enganando-o para que se fira.

 

Quando o Touro já está cansado e lhe falta o ar, acercam-se dele os picadores. Estes são indivíduos montados a Cavalo, cujos olhos estão vendados, e os quais cravam lanças no lombo e músculos do pescoço do Touro.

 

Isto dificulta a capacidade do animal levantar a cabeça.

 

Os “cavaleiros” volteiam e pressionam as lanças para se assegurarem de que o Touro perde uma grande quantidade de sangue. Logo aparecem os bandarilheiros a pé, que se encarregam de distrair o Touro e se precipitam sobre ele, até que lhe cravam mais lanças. E o sangue sempre a jorrar.

 

Quando o Touro fica completamente debilitado em consequência da perda de sangue, estes bandarilheiros correm à volta do Touro novamente em círculos até que este fique tonto e a perseguição pára.

 

Finalmente aparece o matador, e depois de provocar algumas investidas contra o animal já moribundo, desfere-lhe um golpe com a sua espada.

 

Após a estocada final, e quando o Touro não morre logo, um novo verdugo é chamado à arena para apunhalar até à morte o esgotado, o sofrido e dócil animal.

 

A adaga deve cortar a medula espinal, porém por vezes, mesmo isto pode falhar, deixando o Touro plenamente consciente, mas paralisado, e se o público está contente com o tauricida, as orelhas e a cauda do Touro são cortadas e exibidas como troféus.

 

O Touro é depois arrastado para fora da arena, acorrentado pelos cornos.

 

Alguns minutos mais tarde, outro Touro entra na arena e o ciclo recomeça.

 

«Posso entender como as pessoas vêm isto como uma barbárie», disse um reconhecido matador francês de 19 anos, de nome Chamaco, mas, acrescentou «a morte do Touro é como a assinatura de uma pintura», com a diferença que esta “peça” é rapidamente esquartejada para vender a sua carne.

 

Este tauricida é famoso por deleitar a assistência: «Ele grita ao animal, fazendo-lhe gestos irracionais e apoteóticos, provocando-o, fustigando-o e pedindo que dance com ele», descreve um espectador.

 

Outras vítimas

 

Os Touros não são as únicas vítimas na arena. O editor de uma revista norte-americana aficionada admitiu que, aos Cavalos utilizados nas touradas, são-lhes administradas drogas atrás das orelhas, vendam-lhes os olhos para que não fujam do Touro (os quais temem por natureza), e batem-lhes com frequência. Fora as picadas das esporas que os fazem sangrar violentamente.

 

Estes Cavalos, que por vezes são corneados, geralmente têm as orelhas tapadas com jornais molhados para lhes enfraquecer a capacidade auditiva, e as suas cordas vocais são frequentemente cortadas para que os seus gemidos não perturbem a assistência.

 

Quem já assistiu a uma tourada ouviu alguma vez um Cavalo relinchar de dor?

 

Sabem para que servem as bandas de música enquanto a lide decorre? Para abafar os gritos dos Touros.

 

Os Cavalos são por vezes Cavalos de arado, muito velhos para serem úteis, e acabam por ser abatidos por Touros que chegam a pesar cerca de meia tonelada.

 

Em determinadas ocasiões os Touros corneiam os Cavalos e as suas feridas são tapadas com palha para que não se vejam nem o sangue nem as vísceras. Outras vezes, como aconteceu há pouco tempo, com Xelim, o Cavalo do tauricida Rui Fernandes, o qual ficou com os intestinos pendurados, depois de ter levado uma cornada, acabando por morrer.

 

 

A reprodução dos Touros

 

A criação selectiva permite aos ganadeiros criar um Touro que morrerá de um modo mais satisfatório para o público.

 

Os Touros são seleccionados para serem cruzados com vacas que, quando são atacadas com lanças, respondem investindo sempre da mesma maneira. Eles são criados para voltarem a ser torturados repetidamente.

 

Outros rituais reprováveis

 

A corrida de Touros mexicana também inclui a novilhada, ou corrida de novilhos. Os Touros bebés, alguns com apenas algumas semanas de vida, são transportados para a arena, onde espectadores, muitos dos quais crianças, os apunhalam até à morte.

 

Estes massacres finalizam quando os espectadores cortam as orelhas e a cauda às pequenas crias que geralmente estão totalmente conscientes e encharcadas no seu próprio sangue.

 

As chamadas “corridas de Touros não sangrentas”, que são legais em muitas cidades nos Estados Unidos da América, admitem a participação de pessoas que provocam e atacam o Touro. Enquanto que molestar e açoitar o animal fazem parte do "espectáculo", a matança deve ser realizada fora da arena.

 

Na Colômbia há um festival anual em que Touros solitários são atormentados por milhares de pessoas que crêem que estão a pôr à prova a sua “valentia” (ajudados por um ambiente festivo e grandes quantidades de álcool).

 

«Se não morre alguém é algo monótono» lamenta Carlos Pérez, presidente do comité que organizou o dito evento em 1966.

 

Mas o toureiro colombiano Luis Cuadrado admite «é apenas um Touro contra milhares de imbecis». Cuadrado prefere sentar-se no chão até que o Touro esteja suficientemente perto para cravar-lhe a lança, e foge logo para ficar em segurança.

 

Estes festivais duram entre 4 e 5 dias, e pelo menos 35 touros são mortos por dia.

 

A oposição

 

Em 1567, o Papa Pio V decretou que «as exibições de animais ou Touros que são torturados são contrárias aos deveres cristãos e à piedade», e pediu «que se pusesse um fim àquelas diversões sangrentas, miseráveis e mais apropriadas aos demónios do que aos homens».

 

Os próprios aficionados das corridas de Touros não podem negar que tal prática é uma barbárie.

 

O autor mexicano Eduardo del Río, que glorificou a morte dos Touros nos seus livros, descreveu as touradas como «um obstáculo para a humanização do homem».

 

Lyn Sherwood, editor de uma revista a favor das corridas de Touros declarou orgulhosamente, «não tenho nenhum problema moral de promover algo que considero moralmente injustificável».

 

Fonte:

http://www.petalatino.com/cmp/ent-toros.html

http://www.bullfightingfreeeurope.org/index_por.html

http://tourada-portugal.blogspot.pt/p/calendario-tauromaquico.html

 

Drogas utilizadas para enfraquecer os Touros nas arenas

 

Anti-inflamatórios

Apirinas, analgésicos e antipiréticos, cujo objectivo é minorar as dores e o coxear, mascarando assim as lesões antes do reconhecimento anterior à lide.

 

Estimulantes cardio-respiratórios

Anfetaminas com efeito de estímulo cardíaco, circulatório, respiratório e de reflexos. Em exemplares com pouca força ajudam a uma melhoria.

 

Estimulantes do Sistema Nervoso

Nicotina em doses baixas, vitaminas B1 e B2 que têm como finalidade incrementar a energia e os reflexos.

 

Estimulantes musculares

Vitamina E.

 

Hormonas

Hormonas sexuais e anabolizantes cujo objectivo é produzir efeitos anabolizantes e eliminar o stress para dar ao touro uma maior resistência durante a lide. Os animais tratados com estas hormonas são exemplares que apresentam lentidão de movimentos, falta de agilidade e reflexos de fadiga rápida.

***

  

Os aficionados chamam a isto “tradição”, “cultura”, "arte" “identidade”, “luta justa”, “valores”, "respeito pelo touro," entre outras designações absurdas.

 

Espanta-me nunca se terem lembrado de chamar acupunctura a esta suposta inócua, ou até mesmo benéfica, actividade. Para além do visível enorme sofrimento e agonia a que o touro é sujeito durante a catarse que é vivida na praça, já nos curros, longe das câmaras e dos ouvidos, estes instrumentos que perpetuam esta prática bafienta e medieval, são retirados, cortando -se a carne do animal. A frio.

 

Se dói? Se causa sofrimento? É dilacerante!

 

Por um mundo mais justo, por um engrandecimento da humanidade, pelo respeito e harmonia entre todos os seres, por um passo civilizacional: Abolição das touradas já!

 

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«Retiram-me do campo, onde sou feliz. Onde como erva e onde convivo com a minha família e companheiros. Retiram-me do bem-estar e da felicidade, para depois, num transporte stressante e psicologicamente torturador, me levarem para onde vou ser vítima, da mais vil tortura, tanto física, como psicológica.

 

Lá chegado, o meu tormento continua e começa a aumentar. Durante dois dias, não como e não bebo. Durante dois dias, estou enfiado num local escuro, a onde mal me posso mexer. E durante esses dois dias, sou torturado, física e psicologicamente. Querem que eu chegue à arena da praça, 80% sem as minhas faculdades físicas e psicológicas para facilitar a lide daqueles que dentro da praça irão torturar-me. E por isso o fazem, durante essas horríveis 48 horas.

 

Cortam-me a ponta dos chifres, para diminuir a minha visão periférica, e dessa forma, facilitar, também, a lide daqueles que dentro da praça me irão torturar.

 

Depois entro nos curros, antes de entrar na arena da praça. Lá, para terem a certeza de que entro na arena 80% sem as minhas faculdades físicas e psicológicas, continuam a tratar-me barbaramente.

 

Quero ver-me livre de tanta dor; de tanto sofrimento; de tanta tortura. Nessa altura, vejo uma porta a abrir. Na hora, penso que finalmente me vão deixar em paz. Mas infelizmente não. Não é nada disso. Entro e deparo-me com um local circular. Procuro um canto pelo qual possa fugir, mas não encontro. Nesse momento, chamo os meus companheiros; peço-lhes ajuda, mas nada podem fazer para vir em meu socorro. Vejo gente e mais gente à minha volta, e em cima, ao redor desse local. Gente ávida de ver-me a ser barbaramente torturado. Gente ávida de ver o meu sofrimento. Gente ávida de ver pontas de ferros a serem espetadas no meu corpo e o sangue a jorrar e a escorrer.

 

Ao fim de tudo o que passei; depois de ter sido barbaramente torturado, o que quero é morrer, para parar de sofrer!

 

Mas eu, touro de lide, não posso deixar de fazer uma pergunta: se aqueles que me torturam, física e psicologicamente tanto me querem tourear, porque não o fazem de igual para igual, sem que eu tenha as pontas dos chifres cortadas, sem que eu tenha sido torturado, física e psicologicamente, para que depois de ter perdido 80% das minhas faculdades, físicas e psicológicas, facilite a lide deles, e sem que utilizem ferros para espetarem em mim???»

 

Assinado: “Touro de Lide

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:33

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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2020

AnimaNaturalis e CAS International denunciam touradas realizadas em Espanha, onde são violadas as medidas de prevenção contra a Covid-19

 

A AnimaNaturalis e a CAS International apresentaram uma denúncia à subdelegação do Governo de Toledo, devido a uma tourada que se efectuou no passado dia 21 de Agosto, na praça de Touros de Esquivias, durante a qual foram violadas as medidas de prevenção contra a COVID-19.

 

 

Praça de touros de esquivias.jpg

 

Encheu-nos de tristeza presenciar como mataram “Forajido”, “Manifiesto” e “Gestor” pois não há dor maior do que ver sofrer um ser indefeso e confuso, e acreditamos que é importante dar a conhecer estas imagens, e que a morte destes Touros não seja em vão.

 

 

 

Apesar de grande parte da actividade cultural permanecer paralisada, as administrações continuam a ceder às pressões do sector tauromáquico. No dia 21 de Agosto, foi permitida uma tourada sem cumprir as normas de segurança e saúde.

 

No evento, os toureiros atiraram para o público as orelhas cortadas aos Touros, previamente beijadas pelos próprios toureiros. Além disso, foram lançados objectos para a arena que eram relançados mutuamente entre os toureiros e o público. Não houve aviso algum por parte da organização de que essa conduta era proibida.

 

Fumar, comer e beber foi permitido no recinto, por isso, em muitos momentos, muitas pessoas estiveram com as máscaras descidas. A distância mínima de 1,5 metros entre as pessoas também não foi respeitada.

 

Encheu-nos de tristeza presenciar como mataram “Forajido”, “Manifiesto” e “Gestor” pois não há dor maior do que ver sofrer um ser indefeso e confuso, e acreditamos que é importante dar a conhecer estas imagens, e que a morte destes Touros não seja em vão.

 

A AnimaNatularis e CAS International solicitaram a punição dos organizadores e promotores destes actos, por terem arriscado deliberadamente a saúde de quem assistiu à dita tourada, e à de todas as pessoas que com eles estiveram em contacto nos dias seguintes.

 

Gostaríamos de levar essas pessoas a tribunal, pela dor e sofrimento causados aos animais, temos vergonha de que isso ainda seja totalmente legal. Não ficaremos de braços cruzados.

 

Sabiam que alguns governos autónomos e conselhos regionais já estão a destinar recursos extraordinários para a recuperação da actividade tauromáquica, depois dos efeitos do coronavírus? Atingem os 7,3 milhões de euros e Madrid lidera o ranking das comunidades que mais verbas vão dar ao sector, até aos 4,5 milhões de euros.

 

É ultrajante!

 

Texto traduzido daqui:  ANIMANATURALIS  

***

 

Sim, é ultrajante. Indigno de seres que querem ser chamados de “humanos”.

O povo ibérico (Portugal incluído) nada aprendeu com a lição que o coronavírus veio dar ao mundo. Não é de surpreender o elevado número de infectados nos dois países, actualmente. 

E talvez o pior ainda esteja por vir, até que os que desgovernam o mundo, aprendam a respeitar todos os seres vivos.

É que a Natureza despertou, e o tempo de acertar contas chegou.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:35

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