Terça-feira, 3 de Abril de 2018

TAUROMAQUIA: NOS ESTERTORES DA MORTE

 

Foi assim, em Santarém, numa pretensa tourada solidária.

Como pode ver-se, a arena está a abarrotar de gente solidária.

Mas para os aficionados, basta estar um nas bancadas, para verem milhares. É assim a mente distorcida deles.

Desventurados Touros que foram sacrificados para nada…

Para ninguém…

É assim, em massa, o regresso dos portugueses aos “toiros”...

Então não é?

 

SANTARÉM.jpg

 

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/VFXAnti.tauromaquia/photos/a.1050063075024035.1073741845.466818870015128/1872119112818423/?type=3&theater&ifg=1

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:43

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Segunda-feira, 2 de Abril de 2018

AS GRANDES MENTIRAS E AS GRANDES VERDADES DA TAUROMAQUIA

 

O mundo tauromáquico assenta em três grandes pilares:

Mentira, Ignorância e Estupidez.

 

Durante séculos mentiu-se, ignorou-se o óbvio e praticaram-se (e continuam apraticar-se) os mais estúpidos actos, em nome deste divertimento de brutos:

 

 

Hoje, não podem dizer que não há informação. Ela existe às carradas, mas ainda assim, as mentes atrasadas recusam-se a informar-se e a acatar o desenvolvimento científico, que coloca os Touros e os Cavalos no rol dos seres mais sencientes do Planeta.

 

E como a ignorância é muita, e a vontade de evoluir é nula, os adeptos desta prática selvática mentem para si próprios, porque recusam a realidade e a evolução.

 

Por isso espalham por aí estas grandes mentiras em que a tauromaquia assenta. Mas para as grandes mentiras, existem as grandes verdades.

 

A maioria dos Portugueses gosta de touradas

– Mentira

 

A esmagadora maioria dos Portugueses abomina as touradas

- Verdade

 

Cada vez mais Portugueses vão assistir a touradas

– Mentira

 

Cada vez mais Portugueses se afastam das touradas

- Verdade

 

Os tauricidas dizem que amam o Touro

– Mentira

 

Os tauricidas amam torturar o Touro

- Verdade

 

A tauromaquia não é financiada com dinheiros públicos

– Mentira

 

A tauromaquia é financiada com os impostos dos Portugueses

- Verdade

 

A tauromaquia subsidia-se a si própria

– Mentira

 

A tauromaquia sem o financiamento do Estado Português desaparecia

- Verdade

 

O touro vive como um rei durante quatro anos

– Mentira

 

Durante quatro anos o Touro sofre as maiores sevícias, para se tornar “bravo” para a lide

- Verdade

 

O Touro nasceu para ser toureado

– Mentira

 

O Touro é um bovino, herbívoro e manso, que nasceu para viver tranquilamente a pastar nos prados

- Verdade

 

O Touro gosta de ser toureado

– Mentira

 

O Touro, como animal que é, não gosta de ser toureado, e a prova disso é quando, na arena, ele manda um carrasco, desta para melhor, em legítima defesa

- Verdade

 

O touro não é torturado, física e psicologicamente antes de uma corrida

– Mentira

 

O Touro é torturado barbaramente, física e psicologicamente, antes da corrida

- Verdade

 

O Touro não é torturado nas corridas de touros

– Mentira

 

O Touro é torturado barbaramente, antes, durante e depois da lide

- Verdade

 

O touro não sente dor

– Mentira

 

O Touro, sendo um animal mamífero, possuidor de um sistema nervoso central sente dor tal como os homens

- Verdade

 

O Touro não sofre

– Mentira

 

O Touro, ser senciente, tem emoções e sofre tal como os homens sensíveis

- Verdade

 

E todas estas verdades estão comprovadas cientificamente, e que não estivessem, basta ser-se humano para não fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem a nós.

 

Não é esta a regra de ouro dos cristãos?

 

E não é a actividade tauromáquica apoiada pela igreja católica? Então onde fica a compaixão cristã, a regra de ouro, a piedade pelo sofrimento de um animal que tem um ADN semelhante ao do Homem?

 

Vivemos tempos bárbaros, governados por bárbaros, em pleno retrocesso…


Em suma, uma vergonha!

 

Isabel A. Ferreira

 

Tema inspirado no texto do Mário Amorim:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2018/03/29/a-mentira-compulsiva-e-um-indicio-claro-de-uma-mente-psicopata/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:06

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Quarta-feira, 21 de Março de 2018

SABEM POR QUE OS CAVALOS (AB)USADOS NA TAUROMAQUIA NÃO RELINCHAM?

 

  Recordo hoje um texto que escrevi em 2014, a propósito da tortura que a tauromaquia é, também para os Cavalos, e não só para os Touros, dois magníficos animais não-humanos, sencientes, que não mereciam tão cruel sorte.

 

Um texto assente na realidade e não em alucinações de algozes.

 

CAVALO1.jpg

 O que se vê a vermelho, no abdómen do Cavalo, não é sumo de tomate, mas um sangue tão real como o dos humanos…

 

 

Na tauromaquia Touros e Cavalos são torturados impiedosamente.

 

Uns, de uma maneira, outros, de outra.

 

Nos Cavalos, são utilizados uns instrumentos de tortura como os que se vêm nesta foto.

 

CAVALO2.jpg

 

CAVALO3.jpg

 

Contudo, os Cavalos não relincham.

 

Sofrem calados o seu descomunal tormento.

 

Os Cavalos! Animais extremamente sensíveis e tão, tão inteligentes!

 

Porquê?

 

Porque lhes cortam as cordas vocais, para que eles não relinchem de dor, e não só pelos golpes das esporas, mas também pelo ferro serrilhado que lhes colocam dentro da boca, e que lhes deixa o céu-da-boca em ferida!

 

É isto a tauromaquia.

 

É isto a que chamam “cultura” e “arte”.

 

É disto que o Parlamento Português e a Igreja Católica são cúmplices.

 

Não será esta uma prática abominável?

 

A propósito desta abominação, recebi, na altura, um comentário que diz da total alienação mental em que vive esta gente da tauromaquia, que ainda por cima não sabe distinguir homem e mulher:

 

Comentário:

 

De BOA noite a 7 de Julho de 2014 às 00:57

 

Amigo não posso deixar de o informar que como muitos, pouco percebe do que esta a falar, e um concelho de alguém que não concorda consigo, mas que respeita a sua opinião, certifique-se do que diz antes de o colocar para outras pessoas lerem. Aconselho vivamente a participar de perto na criação de touros e de cavalos, e ver quem tem maior amor por eles.

 

Sendo que com essa experiência terá talvez a alguma resposta para as suas duvidas que me parece ter, mas que por mais que lhe tenta-se explicar não iria querer entender. Não me costumo dar ao trabalho de prenunciar sobre estes assunto, pois só vejo a reclamar, quem não faz minimamente nada de bom para estes animais, apenas se limitam a colocar mensagens e a fazer manifestações. Gostava de de o ver também a cuidar, a ter o simples trabalho de os cuidar, de colher os fenos, tratar dos sistemas de agua, das rações, noites por dormir quando estão doentes, tratamentos caros que se fazem para doenças, na esperança que melhore, ( infelizmente nem algumas pessoas tem esses luxos e esses animais sim tem) e tudo estes compromissos que tem o sei ilustre tratador. Depois veja se mais uma vez tem razão para tais argumentos. certamente verá atitudes mais severas, mas deixo para pensar:" será melhor a educação de uma criança que tem tudo o que quer, sem que quando faça algo de mal a chamem a atenção, ou será um homem ( ou mulher) melhor se for corrigido quando ainda criança?" Espero telo ajudado

 

***

 

É obvio que alguém com um discurso bizarro destes, ajuda bastante a compreendermos a mente deformada dos que nascem e vivem para a crueldade, com a agravante de que estão convencidos de que eles é que têm razão, e nós nada sabemos.

 

Só esta de “aconselhar” a participar na criação de Touros e Cavalos e ver “quem tem maior amor por eles” é algo de uma mente completamente desequilibrada, que não tem a noção de que criar Touros e Cavalos com todos os cuidados com a finalidade de serem torturados é algo macabro, cruel, cínico, hipócrita, impróprio, insultuoso e assente numa desmedida ignorância.  

 

Depois, o resto do discurso desta criatura é de uma total absurdez.

E a pergunta a fazer é esta: terão estes torturadores de Touros e Cavalos culpa desta ignorância entranhada no ADN deles, recusando-se a evoluir?

 

A resposta é não, não têm culpa.

 

A culpa é do nosso sistema político, dos governantes que temos, também eles, na sua maioria, absurdamente avessos à evolução.

 

E enquanto estiverem no Poder, partidos políticos apostados em manter a ignorância, este povinho, que vive alienado no mundo do embuste, jamais optará pela Cultura Culta, e Portugal continuará mergulhado no mais ignominioso obscurantismo.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:20

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Quinta-feira, 15 de Março de 2018

QUEIMA DAS FITAS DE COIMBRA SEM GARRAIADAS EM 2018

 

O falso movimento “Coimbra dos Estudantes”, que não é um “movimento de alunos” mas uma usurpação da identidade do “ser estudante de Coimbra,” pois sabemos que são prótoiros e não representam a Academia Coimbrã, mas tão só a máfia tauromáquica, anda por aí a “garantir” que vai manter o costume bárbaro da garraiada (isto jamais foi tradição) e pondera realizá-la em Coimbra, e não na arena de tortura da Figueira da Foz, porque (e agora vem o mais delirante) valores democráticos da academia devem garantir que alunos possam escolher participar na tal actividade selvática, visivelmente em decadência.

Como disseram prótoiros?

Valores democráticos? Sabem lá o que isso é! Sabem lá o que é Liberdade! Democracia! Nada disso tem a ver com a selvática prática tauromáquica.

Veja-se neste vídeo, que mostra a garraiada coimbrã, de 2017, os milhares de estudantes na assistência…

 

 

Então não é que, democraticamente, 70.71% dos verdadeiros estudantes de Coimbra votou contra a continuidade da barbárie, contra 26.69% a favor, e os protóiros vêm falar em “valores democráticos a garantir, para a banda errada? Para a minoria? ACORDEM!

 

Isto em DEMOCRACIA significa que os estudantes trogloditas PERDERAM, logo, os valores democráticos estão assegurados, pela esmagadora maioria, que votou contra a selvajaria.

 

É assim que funciona a DEMOCRACIA, ó prótoiros!

 

Ficaram tão vesgos com a derrota que não conseguem ver um palmo adiante do nariz!

 

E os protóiros andam por aí a dizer mais esta coisa fantástica: vão organizar a garraiada durante a Queima das Fitas, mesmo que o Conselho de Veteranos decida excluir dela esta selvajaria que, há 115 anos, conspurca a Academia Coimbrã.

 

A isto chama-se “democracia à protoiros”.

 

Vão estrebuchando! A morte tem destas coisas: estrebucha-se como os Touros nas arenas, quando levam a estocada final.

 

As garraiadas em Coimbra levaram a estocada final, e os seus mentores contorcem-se à beira dos estertores da morte.

 

E como se estes delírios de moribundos já não chegassem, atiram-nos com irregularidades inexistentes, coisas que eles têm por hábito fazer e acham que todos são iguais a eles, como se todos fôssemos muito estúpidos. Além disso, não aceitam a evolução, e apesar da esmagadora VITÓRIA do NÃO a esta selvajaria, eles acham que num universo de 5.638 alunos 70.71% é a minoria, e 26.69% é que é a maioria.

 

Se bem que não concorde que se referende a tortura de um ser vivo para divertir um bando de beberrões, este Referendo como diz a minha amiga Amália Carrilho, foi óptimo para aferir a quantidade de parvos que ainda acham que garraiada é sinónimo de Cultura Culta e Identidade de Coimbra.

 

Ainda bem que que a verdade veio ao de cima: aferiu-se que afinal, num universo de 5.638 estudantes, apenas 26.69% são parvos.

 

Dizem os protóiros que estão duas opções em cima da mesa deles: continuar a realizar a garraiada na Figueira da Foz ou o regresso da garraiada à cidade de Coimbra.

 

Pois… O regresso da garraiada a Coimbra implica algumas licenças. E então há duas opções em cima da outra mesa: ou violam a lei, ou não realizam a garraiada. Mas se ainda assim a realizarem, será à revelia, e esta não será incluída no Programa da Queima das Fitas, nem em nome da Academia de Coimbra, porque, pura e simplesmente e inequivocamente, esta declarou-se CONTRA esta prática selvática.

 

Acordem para a nova realidade.

 

Coimbra livrou-se do cancro que vocês, prótoiros, representam para a sociedade. E uma coisa é certa, os estudantes poderão continuar a viver a Cultura Culta inerente à Universidade de Coimbra, com a exclusão das garraiadas.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte do estrebucho dos derrotados:

http://www.touradas.pt/noticia/queima-das-fitas-de-coimbra-vai-ter-garraiada-em-2018

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:06

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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2018

EM SOUSEL CELEBRA-SE A PÁSCOA COM SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

Já não há privados que queriam ficar com os prejuízos que as touradas acarretam? Em Sousel não há problema, a junta de freguesia encarrega-se de as organizar.

E esbanjam-se dinheiros públicos em tortura de Touros, porque os privados já não se interessam por esta actividade troglodita…

Isto só acontece em países terceiro-mundistas e em terrinhas com um atraso civilizacional relevante, onde quem manda não sabe discernir entre o essencial, o útil, o necessário, o proveitoso, o Bem, o Bom e o Belo, e o absolutamente dispensável, por tudo o que representa, ou seja, pela imoralidade, pela desumanidade, pela parolice que patenteia, e pelo Mal, o Mau e o Feio que a tourada implica.

E viva a Páscoa desta gente!!!!!!

 

SOUSEL.png

Fonte:

https://www.facebook.com/umactivismopordia/photos/a.1822478214678340.1073741828.1822468628012632/1995042074088619/?type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:44

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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2018

A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA FARÁ PARTE DO CURRÍCULO ESCOLAR, EM PORTUGAL?

 

Ao cuidado de Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, e Rosário Farmhouse, presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção de Crianças e Jovens

O que aqui vou pôr em causa é o que está em causa no programa da SIC SuperNanny, o qual Rosário Farmhouse contestou. Pois bem, as crianças expostas numa e noutra circunstância, são portuguesas. Mas, ao que parece, umas são mais portuguesas do que outras.

Atentem bem nesta imagem:

BARBARIDADEjoao-pedro-silva.jpg

 Esta é uma imagem que diz do atraso civilizacional que ainda existe em Alcácer do Sal, cidade portuguesa, do Distrito de Setúbal, onde crianças dos 6 aos 10 anos são expostas a uma aula de crueldade e violência. Mas isto não interessa aos governantes. Quem são estas crianças, para merecerem um tratamento igual às que foram expostas no SuperNanny? Não são nada, não é verdade, senhores governantes?

 

Lá estou aqui outra vez, a repetir-me, mas quando os governantes têm dificuldade para entender o óbvio, não há outra alternativa senão repetirmo-nos até à exaustão.

 

A história que tenho para contar é de pasmar, porque em Portugal, continua a haver crianças com sorte e crianças sem sorte com o aval das autoridades portuguesas.

 

A história é a seguinte: a Oficina da Criança da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, com o apoio da responsável “educadora” (educadora?) Isabel Correia, convidou João Pedro Silva, o bandarilheiro, aquela figura macabra das touradas, o qual espeta bandarilhas no dorso de indefesos Touros e os esburaca ao ponto de os fazer sangrar sangue (e não sumo de tomate), para dar a conhecer a crianças, com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos a “arte” de torturar um ser vivo indefeso, inocente e inofensivo, tal como aquelas crianças, indefesas, inocentes e inofensivas, à mercê de predadores.

 

A macabra personagem do bandarilheiro mostrou às crianças as parafernálias com que, eles, torturadores de Touros, os torturam numa arena, como se isto fosse uma aula de artes plásticas.

 

Esta “educadora” (?), Isabel Correia, terá a noção do que é ser Educadora? Os progenitores destas crianças terão a noção do que é ser Pais? O autarca-mor de Alcácer do Sal terá a noção do que é ser Autarca?

 

Senhor Ministro da Educação, senhora presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção de Crianças e Jovens, o direito destas crianças foi vilmente violado, com o aval do autarca e de V. Exas., que nada fazem para extirpar este cancro da sociedade portuguesa, nomeadamente, das escolas, e libertar as crianças desta exposição à crueldade e à violência, uma agressão à integridade moral delas.

 

Estamos fartos de alertar para isto. Para isto e para a existência de antros tauromáquicos, a que chamam “escolas de toureio” onde crianças de tenra idade e adolescentes são iniciados na “arte” da   violência crueldade.

 

Depois admiram-se que haja tanto bullying e violência doméstica por aí…

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da imagem e da notícia:

https://protouro.wordpress.com/2018/01/18/a-vampiragem-tauromaquica-continua-a-doutrinar-criancas/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:09

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Domingo, 14 de Janeiro de 2018

«TOURADAS E OUTRAS VIOLÊNCIAS CONTRA ANIMAIS NÃO-HUMANOS»

 

Joselene Barreto é uma cidadã brasileira que, fazendo uma busca pela Internet, ao procurar informações sobre a Figueira da Foz, chegou ao até ao meu Blog e decidiu escrever-me a seguinte carta, com o título supracitado, a qual aqui transcrevo com a permissão dela, juntamente com a resposta que lhe dei.

 

E isto para dizer que vale a pena lutar por esta causa, neste Blog, porque as mensagens aqui transmitidas chegam longe, e fazem eco, não só no Brasil, mas em mais 103 países espalhados por todos os continentes.

 

Obrigada, Joselene.

 

COLISEU FIGUEIRA.jpg

 A nódoa negra da Figueira da Foz, que diz do atrasado civilizacional desta cidade.

 

Carta de Joselene:

 

«Querida Isabel,

 

Não a conheço, mas li o que você escreveu sobre as touradas em Portugal e no mundo. É realmente uma coisa que muito me entristece. Parabéns pela coragem de levantar essa bandeira.

 

Sou brasileira, neta de portugueses nascidos em Porto e em Braga, e casada com um Português nascido em Esposende. Tenho orgulho que a região onde eles nasceram não participa desse horrendo massacre contra os touros.

 

Aqui no Brasil também praticam o tal do “rodeio”. Uma festa horrível, de origem norte-americana, onde os bois, novilhos e cavalos são tratados como lixo. No sul, Estado de Santa Catarina, na parte colonizada pelos portugueses dos Açores, praticam a tal Farra do Boi. Pesquise na internet e verá quão horrível é (nem tenho coragem de lhe contar, tamanho o sofrimento dos animais).

 

Eu e meu marido estamos pensando em voltar para Portugal, mas como moramos à beira mar, na cidade de Santos, litoral do Estado de São Paulo, gostaríamos de em Portugal também morar à beira mar. Por isto escolhemos a cidade de Figueira da Foz, no Distrito de Coimbra.

 

Mas qual foi a minha surpresa de, ao viajar virtualmente em Figueira da Foz através do Google Maps, me deparar com uma construção enorme, redonda, tipo um coliseu, e descobrir que se tratava de uma Praça de Touros.

 

Foi assim que cheguei até você. Pesquisando sobre touradas em Figueira da Foz e em todo o Portugal.

 

Achei a cidade muito bonita, mas fiquei com muita raiva do povo de lá acolher esse tipo de horror.

 

Isabel, você acha possível, uma vez que nos mudemos para Figueira da Foz, fazer alguma coisa contra essas touradas? Você teria alguma idéia? Também como posso fazer para me engajar com você nessa sua luta, uma vez morando em Figueira?

 

Como a polícia portuguesa trata os manifestantes a favor dos direitos dos animais, uma vez que o próprio governo dos municípios é a favor das touradas? Há violência polícia x manifestantes e até adeptos das touradas?

 

Você já pensou em pedir auxílio a alguma organização internacional para, “juntos”, ganhando forças, conseguirem “engatinhar”, e “começar” a conseguir algum resultado contra essa velhacaria? Pensei na Mercy for Animals, mais relacionada a animais do campo (gado).

 

Não conseguirei morar em Figueira e sempre passar à porta da Praça de Touros, apenas achando ruim, mas sem fazer nada contra.

 

Muito obrigada por sua atenção

Aguardo sua resposta. Não queria desistir de mudar-me para Portugal.

 

Bjs,

Josie (Joselene Lacerda de Oliveira Barreto)

Santos – SP/ Brasil»

***

A minha resposta:

 

Querida Joselene,

 

Agradeço a sua mensagem, que me tocou profundamente.

 

Não nos conhecemos, mas tal não é obstáculo para que estejamos em sintonia.

 

Realmente, as touradas são uma prática horrorosa, que envergonha a Humanidade do século XXI depois de Cristo.

 

É muito triste viver num país, embora seja o meu país, onde estes costumes bárbaros ainda se mantêm enraizados, por culpa de governantes incultos, portadores de um descomunal atraso civilizacional.

 

Eu nasci em Portugal, mas fui para o Brasil com dois anos, passei a minha infância, adolescência e juventude, cá e lá, e quase toda aminha família é brasileira, portanto podemos considerar-nos irmãs.

 

Sei que no Brasil também praticam o chamado “rodeo” e as hediondas vaquejadas, com grande sofrimento para os animais. Tenho lutado também pela abolição dessas práticas importadas dos EUA. Conheço também a idiota Farra do Boi, uma prática oriunda dos Açores, onde ainda se praticam, em algumas ilhas, as imbecis touradas à corda, as quais conspurcam o belo Arquipélago dos Açores. Luto pela abolição de todas estas monstruosidades.

 

Fico feliz por o Porto, Braga e Esposende não estarem no rol dos municípios atrasados civilizacionalmente. Eu nasci em Ovar, uma cidade do Distrito de Aveiro, que também está limpa do lixo tauromáquico. Podemos orgulhar-nos das nossas terras de origem.

 

Em Portugal, existem 308 municípios e, destes, apenas cerca de 40 são medievalescos. Entre eles, infelizmente está a Figueira da Foz, uma bonita cidade, sim, mas manchada de lixo tauromáquico, com uma arena de tortura activa, que diz do atraso civilizacional da cidade.

 

Mas querida Joselene, existem muitas cidades à beira-mar, livres de touradas, no Norte do País e também no Sul.  

 

Na região de Esposende, por exemplo, terra do seu marido, existem belas praias e lugares paradisíacos para se viver, como Ofir, Belinho, Apúlia, e mais a norte, na região de Viana do Castelo (única cidade portuguesa que se declarou anti-tourada) existem sítios maravilhosos para morar, como Areosa, Vila Praia de Âncora, Afife, Moledo.

 

Mais para Sul, temos também lindas cidades à beira-mar, como Espinho. E no Concelho de Ovar, na zona da Ria, existem belas vivendas com vista para a própria Ria. Um lugar de sonho.

 

Não precisa de fixar-se numa cidade que, na época tauromáquica, suja-se com cartazes horrorosos, de propaganda à tortura de Touros e Cavalos.

 

Há muito tempo, vários grupos anti-tourada e pessoas como eu, individualmente, lutam pela Abolição da Selvajaria Tauromáquica, porque tal prática não passa disso mesmo. Todos os anos fazem-se manifestações na Figueira da Foz e nas restantes cidades atrasadas, para que os governantes evoluam e acabem com esta vergonhosa actividade medievalesca, que não passa de um insulto à civilização.

 

Não temos tido o sucesso desejado, embora cada ano que passa as touradas têm diminuído bastante, bem como também o número de adeptos, porque não estamos a lidar com pessoas normais. É gente completamente alienada, que optou pela ignorância, pois todos sabemos que a tauromaquia assenta em três bases: ignorância, estupidez e mentiras que, repetidas ao longo de séculos, tornaram-se verdades falaciosas para os que se recusam a evoluir.

 

Uma vez que escolha a Figueira da Foz para morar, como poderá fazer alguma coisa contra as touradas ou como se engajar comigo nesta luta? Boa pergunta.

 

Poderá fazer o que nós fazemos: insistir junto às autoridades locais   e governo central para que acabem com esta prática que envergonha a Humanidade e Portugal, diante do mundo civilizado.

 

A abolição desta selvajaria não está longe de acontecer. Já faltou mais. Porém, antes de limparmos os municípios deste lixo, temos de limpar a Assembleia da República Portuguesa dos deputados do PS, PSD, CDS/PP e PCP que, inacreditavelmente, estão lá para servir o lobby tauromáquico e não os interesses cultos do País. E isso é mais difícil de conseguir porque eles sentaram-se naquelas cadeiras com cola no fiofó. E a abolição passará por uma lei que acabe com este vergonhoso atraso civilizacional.

 

Quando há manifestações, a polícia portuguesa está claramente a favor dos carrascos dos animais e não a favor dos manifestantes que são pelos Direitos dos Animais, uma vez que os torturadores têm a lei pelo lado deles: é que em Portugal há uma lei retrógrada que permite que se torture Touros e Cavalos nas arenas, para divertir sádicos, porque os Touros e Cavalos não são considerados animais como os Cães e os Gatos, aliás, em Portugal, apenas os Cães e os Gatos são considerados animais, e têm uma lei que os protege, desde que não sejam “artistas” dos circos, ou de corridas. De resto, todos os outros animais, domésticos ou selvagens, podem ser exterminados, em Portugal, à vontade da crueldade dos seus criadores, caçadores e psicopatas.

 

Agora, raramente há violência nessas manifestações, em Portugal, exclusivamente porque os manifestantes animalistas rejeitam a violência, o que já não acontece com os torturadores que, sendo adeptos da tortura, por vezes, tentam atropelar-nos ou atacar-nos como atacam os Touros: cobardemente. Já aconteceu.

 

Quanto a pedir auxílio a estrangeiros, nós trabalhamos em conjunto com algumas organizações de Espanha, México e sul-americanas, no sentido de pressionar os governos dos respectivos países. Em Espanha, México, Equador, Peru e Bolívia tem-se conseguido óptimos. Portugal está mais atrasado, aliás como em quase tudo, porque mais atrasados têm sido os seus governantes, desde há muito tempo. Mas lá chegaremos.

Compreendo que não vá sentir-se bem morando na Figueira da Foz e ter de passar à porta da Praça de Touros, apenas achando ruim, mas sem fazer nada contra. É terrível esse sentimento.

 

Mas como lhe disse, se escolheu a Figueira da Foz apenas por ser uma cidade bonita e não por motivos de trabalho ou outros, há bastantes cidades bonitas, à beira-mar, livres do lixo tauromáquico, para nela poderem viver tranquilamente e civilizadamente.

 

Desde já lhe digo que lutar contra blocos de cimento armado não é nada fácil. Temos a certeza de que um dia esses “blocos” cairão como tordos, porque um dia é da caça e outro do caçador. Sempre foi e sempre será assim.

 

Não desista de Portugal. É um país lindo e maravilhoso para se viver, desde que não seja em cidades conspurcadas com lixo tauromáquico e atrasadas civilizacionalmente.

 

Espero ter-lhe sido útil.

 

Beijinhos, Joselene,

 

Isabel A. Ferreira

 

***

Entretanto, recebi, hoje, uma mensagem da Joselene, a dizer o seguinte:

«Primeiramente gostaria de agradecer por sua resposta. Ela foi elucidativa a ponto de eu e meu marido desistirmos totalmente de nos mudarmos para Figueira da Foz. Como mencionou, há outros destinos em Portugal, provavelmente até mais lindos do que Figueira da Foz (que, à primeira vista, apenas virtualmente, pareceu-me linda)». (Joselene)

 

Sim, a Figueira da Foz é apenas virtualmente linda. Nenhuma cidade é plenamente linda, quando promove a selvática tortura de Touros e Cavalos.

 

Um dia, a Figueira da Foz libertar-se-á deste estigma, e tornar-se-á uma cidade realmente linda e digna de albergar cidadãos cultos e civilizados, quando assim o quiserem, os governantes. (IAF)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:41

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Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2018

EXIGIMOS TOLERÂNCIA ZERO PARA A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

É tempo de abolir estas práticas sanguinárias, vampirescas, repugnantes, trogloditas.

 

Enquanto Portugal as mantiver, é um país civilizacionalmente atrasado, ainda com gente muito atrasada dentro, quer gostem ou não gostem os governantes.

 

Hoje fiquemo-nos pela repulsiva prática de cravar ferros afiados no dorso dos Touros

 

BANDARILHAS1.jpg

 Origem da foto:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=409377675811633&set=o.228974020492136&type=3&theater

 

 

«As bandarilhas não são instrumentos culturais, são instrumentos para torturar bovinos e devem ser banidas sem qualquer reserva por violarem a dignidade de seres humanos e animais.

 

Não, os touros não têm pontos de encaixe, nem zonas onde doa menos... As bandarilhas são cravadas na pele, nos músculos, dilaceram as vitimas a cada movimento, provocam hemorragias incuráveis, que ninguém sequer pensa em tratar... as bandarilhas são inqualificáveis instrumentos de tortura de bovinos inocentes.

 

Juventude anti-tourada Portugal & Mundo Depois, ainda se segue o momento de as arrancar da pele e da carne das desgraçadas vítimas!, que é das partes do “espectáculo” que não está abrangido pelo preço do bilhete, que não mostram a ninguém e quase ninguém vê, quase ninguém ouve.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=592923337450020&set=a.375919462483743.89580.373933776015645

 

«O arrancar das farpas na "corrida à portuguesa" na RTP.

 

É um dos actos ocultos das cruéis torturas feitas aos bovinos nas touradas. Um novo corte, feito à navalhada, com total indiferença à dor provocada, sem anestesiantes ou curativos. A seguir os animais esperam, são encaminhados numa viagem para a morte num matadouro, viagem e espera que podem tardar vários dias e longas distâncias.

 

Não, claro que não preferimos que o touro seja morto na arena, muito pelo contrário: os touros não devem ir às arenas. E não deve continuar a excepcional tolerância legal a que sejam espetados com farpas ou com quaisquer outros instrumentos ou humilhações para divertimento de público. Não há motivo para que tais absurdos sejam tolerados, muito menos promovidos a actividade decente, quando está à vista que não o é.

 

Até quando vamos continuar a permitir que a estação de televisão de todos nós continue ao serviço da tauromaquia?

(…)

 

Fonte:

https://www.facebook.com/JuventudeAntiTouradaPortugalMundo/photos/a.375919462483743.89580.373933776015645/592923337450020/?type=3&theater

 

***

«O Horror do Arrancar das Farpas Contado por um Aficionado»

 

BANDARILHAS2.jpg

 

«João Dias de Sousa um dos proprietários da empresa NEPTAL – Nova Empresa da Praça de Touros de Alcochete, Lda., relatou ao Infocul o horror porque passam os bovinos quando lhes arrancam as bandarilhas no final das touradas.

 

Afirma João Dias de Sousa e citamos:

 

“Quando regressei da Bélgica após 20 anos de estadia naquele país, e por causa do falecimento do meu Pai, decidi vir morar para a nossa casa de família em Alcochete (e muito infelizmente vir trabalhar para Portugal). Ainda assisti a várias corridas de toiros e gostando muito de cavalos gosto também de ver a sua magnífica e arrojada actuação numa corrida. Uma tarde, depois de toda a gente ter saído da praça – e como eu, para além de sócio fui durante muitos anos o presidente da Assembleia Geral da NEPTAL, tinha (e tenho) a chave da praça de toiros – regressei à praça após uma corrida e vi uma coisa horrível, que nenhum “aficionado” vê normalmente, que foi o retirar das bandarilhas de um dos toiros (talvez o último a ser “corrido”). O pobre animal estava encurralado entre paredes e entre traves, atado pelos cornos e a gritar, mugir, uivar intensamente enquanto um homem lhe arrancava a frio umas quantas bandarilhas.

 

Nunca tinha pensado em tal situação. Como na altura fazia parte de um “blogue” de Alcochete, contei a história e sugeri que os animais, aquando desta inevitável situação, fossem anestesiados localmente (pois há um veterinário presente em cada corrida de toiros) antes das bandarilhas lhes serem arrancadas. Acho que não há nada de mau nem de mal nesta sugestão, mas mesmo assim, recebi tantas críticas, muitas delas extremamente desagradáveis, que decidi nunca mais assistir a uma corrida de toiros. Por esta razão, quando a minha mãe faleceu e que a quota original do meu Pai (os tais 10%) ficou registada em meu nome na Conservatória de Alcochete, pu-la imediatamente à venda”.”

 

Mais palavras para quê?

 

Afinal este aficionado só vem reiterar o que os abolicionistas estão fartinhos de afirmar, ou seja, que tudo na tauromaquia é bárbaro e cruel e só mesmo mentecaptos podem considerar que semelhante aberração é arte!

 

Prótouro

Pelos touros em liberdade

 

Fonte:

https://protouro.wordpress.com/2017/12/23/o-horror-do-arrancar-das-farpas-contado-por-um-aficionado/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:12

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Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2017

OUVI DIZER QUE ANGRA DO HEROÍSMO PRETENDE CONSTRUIR UM MONUMENTO À COBARDIA DOS FORCADOS…

 

Perpetuar a cobardia de torturadores de Touros moribundos, através de uma estátua, só diz da pequenez de espírito dos envolvidos neste projecto insano.

Mais uma vergonha para os Açores: um monumento à COBARDIA, com o aval de governantes, que não têm o mínimo respeito por si próprios.

Mais dinheiros públicos atirados ao lixo. Mais um “monumento” a atirar abaixo quando a selvajaria tauromáquica for abolida, daqui a uns tempos…

 

14-Pega-de-João-Silva-Amadores-da-Tertúlia-Tau

OITO matulões atacam um ser senciente e indefeso, esgotado, ferido, perfurado e sangrado por bardarilhas cravadas na carne por cobardes bandarilheiros; oito matulões atacam um Touro moribundo. Será isto valentia ou uma descomunal cobardia? Isto é quase como bater num morto. E é a esta COBARDIA que Angra do Heroísmo pretende erguer um monumento?
É que a cobardia é a mãe da crueldade, e os forcados são criaturas cruéis, insensíveis, e extremamente desumanas.

 

COBARDIA.jpg

 

Este projecto insano, da construção de um monumento ao forcado da Ilha Terceira foi apresentado (imagine-se) no Salão Nobre (que com isto perdeu a nobreza) da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, e pretendem inaugurá-lo no dia 24 de Junho de 2018, dia de SÃO JOÃO, porque coincide com os 45 anos ao serviço da COBARDIA e da CRUELDADE, do grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.

 

O projecto que se intitula (pasmemo-nos!) “Valentes como a Rocha” é da autoria de José João Dutra, que nada deve saber sobre VALENTIA, porque valentia seria o grupo de forcados enfrentar um leão, que nem precisava de estar esfomedo, numa arena, e não um Touro moribundo, a sangrar, todo perfurado, por dentro e por fora.

 

Mas o José João Dutra explica: «A ideia é relacionar a dureza deste mineral com o valor dos forcados e do toiro, assim como as origens vulcânicas das ilhas dos Açores”, e acrescentou que «o monumento serve para que todos os intervenientes fiquem representados de forma a enaltecer os profundos e peculiares valores que são transmitidos na especialidade taurina portuguesa carregada de solidariedade, força, honra e dignidade», como se ATACAR UM TOURO MORIBUNDO tivesse alguma coisa a ver com solidariedade, força, honra ou dignidade!

 

(José João Dutra, a figura ridícula que se faz e os disparates que se dizem para ganhar uns tostões!)

 

 Mas o mais ridículo é isto: O acto foi encerrado com as palavras do presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, José Gabriel do Álamo Meneses, que enalteceu o projecto e em simultâneo a grande colaboração do município com as instituições taurinas locais, como o Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, apoio esse que irá continuar a manter.

 

Pois é senhor presidente, o senhor não tem o mínimo respeito por si próprio, como poderá ter respeito pela VIDA de um animal muito mais digno, sensível e inteligente do que aqueles que o torturam, para que sádicos e psicopatas possam divertir-se…? Nem os homens das cavernas o fizeram…

 

Envergonham o Arquipélago dos Açores, Portugal e a Humanidade com estas atitudes indignas da espécie humana.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:10

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Terça-feira, 28 de Novembro de 2017

TOURADAS E FADO – 125 ANOS AO SERVIÇO DE QUE CULTURA, A CULTA OU A INCULTA?

 

É do domínio público que o campo pequeno é um antro de tortura, é a nódoa mais negra que desonra Lisboa. Pior do que os bairros de lata, porque nos bairros de lata, ainda se vislumbra uma réstia de dignidade. No campo pequeno existe apenas a ignomínia dos sádicos, que se divertem com o sofrimento atroz de seres vivos sencientes.

 

CP.png

 Origem da imagem:

https://protouro.wordpress.com/2017/11/23/aficionados-ingratos/

 

Quase todos os fadistas são aficionados de tortura de touros. Nasceram, foram criados e cresceram a ouvir dizer que torturar touros é tradição, é arte, é cultura.

 

E a selvajaria tauromáquica não é nada disso, pelo menos no sentido real dessas palavras: a tradição, tal como ela é absorvida pelos tauricidas, é apenas a personalidade dos imbecis, já dizia Albert Einstein; a verdadeira Arte não tortura, nem mata; e a Cultura implica o conhecimento, a moral e a capacidade adquirida pelo Homem como membro de uma sociedade caracterizada pelos valores humanos, e o que caracteriza o mundo tauromáquico? Precisamente o contrário de Cultura: desconhecimento, imoralidade, incapacidade de encaixar os valores humanos.

 

Nem sequer tentaram evoluir com o passar dos tempos. Sim, porque os tempos, hoje, são outros. As mentalidades evoluíram. As Ciências Biológicas evoluíram, e hoje sabemos (como se fosse preciso que a Ciência o dissesse) que os Touros e Cavalos são animais extremamente sensíveis, inteligentes e afectuosos, tudo o que os tauricidas e aficionados não são.

 

O campo pequeno, com o aval de um governo mais fascista do que esquerdista (ao menos, desta vez, tiveram um rasgo de inteligência e não se misturaram com a ralé), “celebrou” 125 anos ao serviço da “coltura” que é a dos broncos, com sessões de tortura de Touros e Cavalos, e encerrou essas “comemorações trogloditas” com Carlos do Carmo, de quem eu era fã, e deixei de ser, ao saber que era aficionado. Eu não sabia. E já o inscrevi na lista de nomes de figuras públicas que ficarão para a História como amantes da tortura de seres vivos. Que é um modo muito feio de ficar para a História. E a Raquel Tavares idem.

 

Isto só envergonha Portugal, e a legítima Arte e Cultura Portuguesas.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:36

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