Segunda-feira, 14 de Setembro de 2020

«Psicologia da “afición" taurina: sadismo, narcisismo e erotismo» - Um texto que confirma a insanidade do massacre de Touros em Reguengos de Monsaraz, no passado sábado

 

Eis um texto que traduzi do original, em que se demonstra, à luz da psicanálise, tudo o que está referido no título.

 

Um texto de leitura obrigatória, para quem pretende entender a psicopatia implícita nas cruéis manifestações taurinas, às quais o Parlamento português, irracionalmente, dá o seu aval.

 

A autoria do texto é de Cecilio Paniagua, e foi publicado na Ars Médica, Revista de Humanidades, 2008. O autor é doutor em Medicina e Membro Titular da Asociación Psicoanalítica Internacional.

 

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Resumo:

Estuda-se a evolução sócio-histórica a partir de uma perspectiva psicanalítica da tauromaquia. Comenta-se a orientação psicológica do sadismo, do narcisismo, do erotismo e das  orientações da afición, concluindo-se que a tauromaquia constitui uma complexa permuta cultural entre impulsos inconscientes e a volúvel sensibilidade social à crueldade expressa por meios estéticos, tradicionalmente validados.

 

***

 

«Existem muito poucos trabalhos publicados sobre a tauromaquia na Literatura Psicanalítica. Num deles, da autoria de Winslow Hunt (1955), pode ler-se: «É surpreendente que uma actividade tão dramática e anacrónica não tenha despertado mais, o interesse dos psicanalistas». A pouca atenção prestada pela psicanálise a esta espectacular manifestação cultural foi atribuída à influência do preconceito.

 

O psicanalista Martin Grotjahn (1959) sustentava: "Os aspectos horríveis da tauromaquia anulam o interesse que o simbolismo inerente ao seu ritual possui. Talvez isso explique a falta de tentativas analíticas para interpretarla fiesta”».

 

A história da tauromaquia proporciona um bom campo para o estudo dos ajustes psicológicos relativos à tolerância e à crueldade. A evolução da regulamentação do nosso feriado nacional reflecte a tentativa de alcançar diferentes compromissos entre as inclinações sádicas da afición e a mudança de sensibilidade da sociedade em relação aos espectáculos sangrentos.

 

Estima-se que cerca de sessenta milhões de pessoas em todo o mundo são espectadores de touradas. A afición tauromáquica baseia-se no facto de proporcionar um momento único para o alívio e a projecção de impulsos instintivos reprimidos. Claramente, o seu atractivo principal é o da recompensa inconsciente dos impulsos sádicos. A dor e a morte do touro são dadas como certas. Na mente de todos os aficionados está o facto de que os cavalos e, é claro, os toureiros podem sofrer o mesmo destino.

 

Com efeito, todas as vezes que um touro é ferido, o aficionado experimenta dois desejos conflituantes: que o toureiro seja colhido e que o feito não tenha consequências sangrentas. Somente o último é geralmente consciente.

 

Esses desejos opostos provocam no espectador duas instâncias psíquicas diferentes: o Id dos instintos e o Superego da consciência. Com efeito, o toureiro é o objecto da projecção de instintos e desejos conflituantes. Os condicionamentos históricos dessa ambivalência ditam as preferências em relação às práticas taurinas. O público que assiste a uma tourada pede ao toureiro que se aproxime das hastes mortais do animal, mas, simultaneamente – não em vez de, como muitas vezes se pensa - ele não quer testemunhar uma desgraça.

 

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 Legenda: Mas como é que o maltrato animal pode ser um bem cultural? De que cultura? E que cultura seria essa? A “Rompesuelas”, Touro de la Vega 2015, em Tordesilhas

 

A maioria dos espectadores de uma tourada rejeitaria a ideia de que vai aos touros por motivos sanguinários. Tão-pouco aceitaria que o seu propósito é assistir ao sofrimento e à morte dos animais.

 

Mais ainda repugnaria aos espectadores a ideia de que tinham ido assistir a uma colhida e que estariam parcialmente certos, porque, desde já, não é esta a única motivação deles. Eles defenderiam argumentos conscientes e mais apresentáveis para o Superego, como a Estética. A maioria dos aficionados simplesmente argumentaria que a tourada é uma festa inigualável no mundo, um espectáculo emocionante e bonito em que se demonstra a bravura, a arte e a inteligência de um homem diante de um touro bravo.

 

Embora compreensível, toda essa argumentação é adicional e não substituta do sadismo inerente às touradas.

 

Quando os espectadores de uma tourada dizem que sofrem com o sofrimento e ficam alarmados se o toureiro é ferido pelo touro, não estão cientes de que esses sentimentos são reactivos aos seus mais ocultos desejos sádicos.

 

Existem engenhosas racionalizações para justificar o espectáculo cruel das touradas. Tomemos por exemplo, que o touro pretende matar o toureiro, como se o animal tivesse escolhido ir para a arena com essa intenção.

 

As touradas encorajam o sadismo da afición, ou melhor, enquadra-o dentro de um marco estético?

 

A questão a ser esclarecida seria a de se a aceitação social do espectáculo dos touros promove a expressão sádica de instintos agressivos que poderiam ter sido sublimados por trajectórias socialmente mais úteis; ou se, pelo contrário, neutraliza o seu potencial destrutivo por meio da descarga parcial dos ditos instintos. Afinal, hoje em dia, o aficionado limita-se a ter fantasias assassinas, gritar e, na melhor das hipóteses, atirar lenços. A resposta a esta questão é, com toda a certeza, que la fiesta dos touros cria efeitos psicologicamente contraditórios no espectador.

 

Para a afición, é importante saber que o touro tem a uma oportunidade de matar o toureiro, e que não se trata de uma caçada. A equiparação de forças possibilitada pelo toureio a pé que, a seu tempo, tornaram a lide uma actividade popular, ao facilitar a identificação da maioria dos espectadores com o toureiro, acrescentou um atractivo decisivo à tauromaquia. Se o toureiro arrisca pouco, o resultado é frustrante. Quando o picador ataca o animal ou quando a espada mata desajeitadamente, os aficionados ficam enraivecidos. O que é entendido como abuso do animal desperta sentimentos de culpa, associados a fantasias sádicas reprimidas.

 

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 Legenda: «Saberá esta gentalha que existe o teatro, o cinema, a música, os livros, a Natureza e um montão de coisas mais para se divertirem? «Nada mais belo do que a vida, nada mais cruel que maltratá-la»

 

Existe também a identificação com a atitude exibicionista do toureiro. Com efeito, uma das dinâmicas mais importantes na organização mental do toureiro é a da gratificação narcisista.

 

A colorido das touradas, o traje dos toureiros, os diversos imprevistos, a própria praça, proporcionam um cenário especialmente apropriado para o desprendimento e gratificação da exibição e da auto-recompensa. Os sonhos de esplendor e imortalidade servem, por sua vez, para neutralizar anteriores sentimentos de inferioridade.

 

Quando o toureiro se sente forçado a gozar de uma sensação de grandiosidade na arena, ou quando necessita da aclamação dos aficionados a qualquer preço, ver-se-á impelido a pôr a sua vida num perigo maior do que o seu senso comum o aconselharia.

 

Quando a praça vibra com o matador, o toureiro participa por alguns momentos dessa exaltação egocêntrica que, na realidade, constitui o regresso ao sentimento feliz da supremacia exibicionista da infância. Mas essa reacção emocional tem pouco a ver com uma verdadeira afeição pelo toureiro. Este sabe, ou a experiência lho diz imediatamente, que o fervor dos aficionados, numa tarde, pode transformar-se em animosidade na tarde seguinte, ou, pior ainda, em indiferença. Muitas figuras do toureio temem mais o declínio da sua popularidade do que as próprias cornadas.

 

A posição privilegiada do toureiro nos cartazes - dinheiro e fama na juventude - inspira admiração, mas também inveja, lado inevitável da mesma moeda. É comum que o espectador tente compensar esse sentimento doloroso, que denota inferioridade e é também condenável para a consciência, através do sentimento de superioridade. Assim, constitui-se juiz do que acontece na arena, faz exigências ao toureiro e arroga-se a prerrogativa da aprovação ou insulto.

 

Tão-pouco é estranho ao toureio o fenómeno que os psicanalistas conhecem como a erotização do perigo, no qual se fundem as respostas psicofisiológicas perante o medo, com a excitação sexual.

 

Além das óbvias implicações heterossexuais destas provas, há que ter em conta, a um nível mais profundo, que a tauromaquia pode ter significados homossexuais inconscientes. Ao fim e ao cabo, os protagonistas na arena são declaradamente machos, excepto nos poucos casos de mulheres toureiras.

 

Há uma passagem arrepiante do romance desse grande aficionado que foi Ernest Hemingway (1960), The Dangerous Summer, em que se narra a colhida de Ordóñez. O relato do acidente evoca um coito sádico homossexual: «Ao receber o touro por trás [...] o corno direito cravou-se na nádega esquerda de Antonio. Não há um lugar menos romântico, nem mais perigoso para ser colhido [...]. Vi como o corno foi introduzido no Antonio, levantando-o [...], a ferida na nádega tinha seis polegadas. O corno penetrou-o junto ao recto, rasgando-lhe os músculos

 

Em tom menos dramático, podemos reconsiderar o facto de que o robusto touro pode ser visto como representativo da virilidade, enquanto a fragilidade do homem pode ser interpretada como feminina (Frank, 1926). Na realidade, o bonito e apertado traje de luces, a melena, o andar em recuos e a atitude exibicionista são, na nossa cultura, mais próprios das mulheres. Vem-nos à memória a letra de uma zarzuela cómica, La corría de toros de Antonio Paso, em que se fala de um toureiro:

 

"Olha que feitos. / Olha que posturas. / Olha que aspecto de perfil. / Um toureiro mais bonito e mais adornado / Não o encontro, nem procuro / Com uma lanterna. / Olha que proeminências, / Olha que melena, / Olha que nádega tão marcada... ".

 

O psiquiatra Fernando Claramunt (1989) escreveu sobre a psicogénese e a psicopatologia das colhidas. Em algumas ocasiões os toureiros exprimem abertamente, no seu comportamento e até verbalmente, as suas tendências autodestrutivas. A lide de Belmonte foi considerada suicida pela maioria dos aficionados. Muitas pessoas foram vê-lo, acreditando que testemunhariam a sua última corrida. Durante anos, Belmonte pensou obsessivamente no suicídio e, já velho, tirou a própria vida na arena.

 

Em algumas colhidas auto-induzidas ou semiprovocadas pode também distinguir-se a dinâmica da vingança contra uma afición – parental - sádica. O sacrifício masoquista do toureiro teria como finalidade punitiva causar ou fomentar na vingança a culpabilidade. A este respeito, num artigo com o título O prazer de ser colhido, D. Harlap (1990) explicou eloquentemente a existência desta motivação no caso de Manolete.

 

Concluímos dizendo que as touradas representam uma complexa projecção psicológica, resultado de combinações entre os gostos sádicos da afición e a sua versátil sensibilidade à crueldade e à morte. Na actualidade, se se contemplar muito sangue, se se faz sofrer o animal "excessivamente" ou se o toureiro correr grande perigo, ferir-se-á a sensibilidade de uma maioria. Se, pelo contrário, esses aliciantes são escassos, desaparece o atractivo da festa. Esta constitui um marco único para a projecção de impulsos instintivos e para a representação de simbolismos inconscientes, transmitidos por meios altamente estéticos e tradicionalmente aprovados.

 

Consulta do artigo completo no original AQUI

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:05

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Domingo, 13 de Setembro de 2020

Noite negra e tragédia para os Touros torturados e mortos em Reguengos de Monsaraz

 

Uma terreola troglodita e desapiedada, que nada aprendeu com a tragédia da pandemia que por lá se abateu.

 

No passado sábado, em Reguengos de Monsaraz, realizou-se uma tourada onde foram massacrados e mortos ilegalmente vários Touros, e foram assistidos na enfermaria cerca de uma dezena de forcados, um em estado grave, resultante de cerca de 30 tentativas aos seis touros Fernandes de Castro, por parte dos Forcados Amadores de São Manços e Monsaraz.

 

O massacre de Touros teve de ser de ser suspenso durante algum tempo devido ao elevado número de feridos na enfermaria e por o médico de serviço estar empenhado em socorrer um ferido grave. O massacre só prosseguiu depois da chegada da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Évora, que se encarregou de acompanhar o ferido grave, que foi intervencionado e este domingo será enviado para uma unidade hospitalar de Lisboa, deste modo libertando o médico de serviço para acompanhar o resto do massacre.

 

Os restantes forcados foram transportados para o Hospital do Espírito Santo de Évora.

TUDO à custa dos nossos IMPOSTOS, com o aval do governo português. 



E os impostos dos Portugueses não são para serem esbanjados a massacrar Touros, nem para esbanjar com o tratamento de criaturas cruéis, que se expõem ao perigo porque tiram disso o maior GOZO, e não temos de pagar por isso.

 

Daí que lamente muito a pouca sorte dos desventurados Touros. Do resto, não há o que lamentar. Em Monsaraz os maus-tratos que dão aos Touros, dão igualmente aos Velhinhos.  E isto é algo inconcebível. Coisa terceiro-mundista e terrivelmente medievalesca. No seio de um povo compassivo isto jamais aconteceria.

 

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 Fonte da notícia: toureio.pt

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:45

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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2020

Quando os homens perdem a roupagem humana...

 

... perdem igualmente a noção da Vida, da Humanidade e do sentido do Ser. O único objectivo deles é praticar a crueldade e deleitarem-se com o sofrimento dos outros, seja quem forem esses “outros”.

 

Transformam-se em criaturas luciferinas, que são capazes de torturar e matar um ser vivo com o mesmo prazer com que saboreiam o melhor vinho do mundo.

 

Sem alma e sem coração, estas criaturas não passam de mortos-vivos que deambulam pelo mundo sem qualquer préstimo.

 

E o mais insólito é que ainda existem governantes que os apoiam, protegem, promovem e incentivam à prática desta crueldade, e este pormenor constitui um grande mistério para os que ainda mantém a lucidez…

 

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Se um toureiro fosse integrado num exército nazista, comportar-se-ia com os seres humanos do mesmo modo desumano e cruel com que lida um Touro numa arena. A motivação que o move contra o animal não-humano é exactamente igual à que moveu os nazistas contra inocentes, indefesos e inofensivos judeus (entre outros).

 

No passado fim-de-semana revi pela enésima vez (e é sempre como se fosse a primeira) o mais extraordinário filme jamais produzido sobre o holocausto nazi, «A Lista de Schindler», que completa 20 anos desde que foi lançado ao mundo.

 

Steven Spielberg, talvez porque nas suas veias corra sangue judeu e ouça os gritos de desespero do seu povo, conseguiu transpor para a tela não só imagens que mostram o horror de uma época, governada por um psicopata apoiado por uma multidão de alienados, mas fundamentalmente (e nisto reside a grandiosidade do filme) a essência, o âmago de uma crueldade inata e patológica, centrada na personagem genialmente interpretada pelo então estreante actor Ralph Fiennes, como Amon Leopold Goeth, o capitão austríaco das SS e comandante do campo de concentração de Płaszów, o qual representa, na perfeição, o tenebroso espírito nazista.

 

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Cena da banalização da morte de um ser inocente, indefeso e inofensivo, à mercê de carrascos todo-poderosos. É fácil ser “valente”, com uma arma na mão, diante de um ser desprotegido. Amon Goeth gostava de matar e matava aleatoriamente pelo mais insignificante motivo, mas também por nada.

 

«A Lista de Schindler» mostra-nos, com grande mestria, o apetite desenfreado pelo acto de espancar, torturar e matar seres vivos apenas porque sim.

 

Além de soldados nazistas assassinos e ladrões, o filme revela-nos a psicopatia colectiva de um exército chefiado por um louco que, com uma invulgar genialidade, conseguiu contaminar, com essa loucura, milhares de criaturas sem personalidade própria, como se fosse uma peste contagiosa e perigosamente incontrolável.

 

O filme apresenta-nos nua e cruamente (e não é por acaso que foi realizado a preto e branco) a selvajaria nazista; o gosto por sangue; o gozo de matar só por matar; a cobardia de assassinar crianças pelas costas; a brutalidade no seu estado mais puro; a bestialidade a que podem chegar os homens quando se despem da própria humanidade; a falta de empatia pelos outros; olhar os outros nos olhos e nada mais ver do que uma coisa inútil que deve ser abatida sem piedade alguma, apenas porque sim.  

 

A Vida, para essas criaturas insensíveis, perde todo o sentido. Só a inutilidade da vida delas conta.

 

Quando Oskar Schindler diz a Amon Goeth que o poder de um comandante se avalia pela capacidade de perdoar a quem pede misericórdia, aquele oficial nazista tentou algumas acções piedosas.

 

Tentou. Porém, como no seu corpo não corria a seiva humana, a gratidão era um termo vão, e não tardou a regressar à selvajaria desarvorada dos impiedosos.

 

Amon Goeth personificou a maldade no seu mais alto grau de monumentalidade. Era um tipo que acordava com apetite de matar, e do alto da varanda do seu quarto girava a arma, e quando decidia parar, imprimia o gatilho e, aleatoriamente, matava quem estivesse na sua mira, e até inocentes crianças matava pelas costas.

 

E a patologia era de tal modo desmedida que baleava ferozmente quem já estava morto.

 

A acção deste filme centra-se na avaliação de forças entre o bem e o mal, em que está em jogo a vida de 1.100 judeus, que Oskar Schindler, um alemão membro do Partido Nazi, resgatou da morte, utilizando toda a considerável fortuna que angariou durante a guerra.

 

Amon Goeth, a quem foi diagnosticada uma doença mental depois de capturado, viu a sua inútil vida acabar, pendurado numa forca.

 

***

Quem teve ânimo para ler este texto até ao fim, estará a perguntar: o que terá «A Lista de Schindler» a ver com a selvajaria tauromáquica?

 

E eu responderei: o tenebroso espírito de homens, que perderam a sua roupagem humana,  sentindo um prazer mórbido em torturar e matar seres vivos, que este filme nos mostra com enorme mestria.

 

O toureiro, que vemos na imagem reproduzida acima, representa para os Touros exactamente o que Amon Goeth representou para os Judeus, naquele campo de concentração.

 

E se pudessem trocar de posição, Amon Goeth daria um perfeito toureiro, e o toureiro, um perfeito nazista.

 

É que ambos têm algo em comum: uma psicopatia incentivada pelos respectivos governantes.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:23

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Quarta-feira, 2 de Setembro de 2020

A tauromaquia esmiuçada através da Ciência Médico-Biológica

 

Porque os anos passam, e Portugal marca passo, não progride, não avança, não se civiliza, não tira o pé, que tem fincado, na Idade Média, retorno a mais este excelente texto do Dr. Vasco Reis, Médico-Veterinário (*), o qual dedico a um barranquenho que me escreveu, levado por uma ignorância de que não tem culpa. Mas depois de ler as palavras que se seguem, já não tem desculpa.

 

Também o dedico aos nossos  (des)governantes e deputados da Nação, que não conseguem passar da cepa torta e continuam a apoiar a selvajaria descrita neste texto, por quem estudou a fundo o que é ser animal.

 

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Quanta ternura! Quanta beleza! Quanta dignidade! Por que têm de ser torturados em nome dos prazeres mórbidos de gente desprezível?

 

Texto de Vasco Reis (Médico-Veterinário)

 

 TAUROMAQUIA I

 

Na Tourada à Portuguesa, importa mencionar: o terrível sentimento de claustrofobia e pânico que o touro sofre desde que é retirado violentamente da campina e transportado em aperto e confinado; o maltrato antes da lide na arena com a finalidade de o enfraquecer física e animicamente; a provocação e a tortura durante a lide e no fim desta, com a retirada sempre violenta e muito dolorosa das bandarilhas; após a lide, metido no transporte e no curro onde fica esgotado, deprimido, ferido, dorido e febril, em acidose metabólica horrível que o maldispõe e intoxica, até que, dias depois, a morte o liberte de tanto sofrimento.

 

O cavalo sofre esgotamento e terrível tensão psicológica ao ser usado como veículo, sendo dominado, incitado e lançado pelo cavaleiro e obrigado a enfrentar o touro, quando a sua atitude natural seria a de fuga e de pôr-se a uma distância segura.

 

À força de treino, de esporas que o magoam e ferem, de ferros na boca e corrente à volta da mandíbula, que o magoam e o subjugam, o cavalo arrisca morte por síncope/paragem cardíaca, ferimentos mais ou menos graves, até a morte na arena.

 

É difícil, senão impossível, acreditar que toureiros e aficionados amem touros e cavalos, quando os submetem a violência, risco, sofrimento.

 

Importa reconhecer que em todas as actividades tauromáquicas, mais ou menos cruentas, o sofrimento da captura, claustrofobia e pânico da prisão, do transporte, do curro, estão sempre presentes.

 

TAUROMAQUIA II

 

Aqui umas noções concisas de Ciência a quem interessar:

 

Sistema nervoso, mais ou menos evoluído, é algo comum aos animais.

 

Plantas não têm sistema nervoso, não têm sensibilidade, não têm consciência.

 

Não têm a capacidade de fugir ao perigo, à agressão, por exemplo, ao corte, à seca, ao fogo.

 

Animais humanos e não humanos são seres dotados de sistema nervoso, mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é agradável, perigoso e agressivo e doloroso. Estes seres experimentam sensações, emoções e sentimentos muito semelhantes. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa e de fuga para poderem sobreviver. Sem essas capacidades não poderiam sobreviver. Portanto, medo e dor são essenciais e condição de sobrevivência.

 

Afirmar-se que nalguma situação não medicada, algum animal possa não sentir medo e dor se for ameaçado ou ferido, é testemunho da maior ignorância ou intenção de negar uma verdade vital. Alguém acha que isso é possível aos humanos?

 

A ciência revela que o esquema anatómico, a fisiologia e a neurologia do touro, do cavalo e do homem e de outros mamíferos são extremamente semelhantes.

 

As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto, o ferimento.

 

O senso comum apreende e a ciência confirma isto. Portanto, homem, cão, gato, touro, cavalo, coelho, porco, ovelha, cabra, etc., sentem e sofrem de maneira semelhante, seja privação da liberdade, tensão de transporte, sede e fome, medo e pânico, cansaço, agressão, ferimento.

 

Depois desta explicação, imaginem o sofrimento horrível que uma pessoa teria se fosse posta no lugar de um touro capturado e conduzido ao “calvário” de uma tourada.

 

Conclusão comportamental ética?

 

Seres humanos (tauromáquicos) não devem infligir a outros seres de sensibilidade semelhante (touros e cavalos), sofrimentos a que os próprios infligidores (tauromáquicos) não aceitariam ser submetidos.

 

TAUROMAQUIA III

 

E porque se permite a Tauromaquia, actividade que assenta na violência e no sofrimento público de animais, legalizado e autorizado por lei e até apreciado, aplaudido e glorificado por alguns?

 

Para perpetuar uma tradição cruel e retrógrada, que sacrifica animais, prejudica a sociedade e o relacionamento com outros seres nossos companheiros da Terra, embota a sensibilidade, deseduca a juventude para uma vida pacífica e compassiva?

 

Para que se cumpra uma lei que permite a tortura, lei essa que é contra a Lei de Protecção dos Animais?

 

Para satisfazer algumas poucas pessoas entusiastas da Tauromaquia, actividade indissociável de violência e de sofrimento?

 

Para exibicionismo e proventos para os artistas que violentam os animais (touros e cavalos) ou que se aproveitam deles depois destes estarem feridos e esgotados?

 

Para sustentar alguns postos de trabalho à custa do sofrimento dos touros e cavalos?

 

Para permitir negócios à custa do sofrimento de touros e cavalos?

 

Para atraírem turistas incautos ao engano? Na sua maioria estes saem das praças incomodados e indignados com o espectáculo?

 

Embora esta actividade contribua para dissuadir a vinda a Portugal de muitos turistas, porque abominam a tauromaquia e evitam este país de arenas de tortura?

 

Embora indignem, revoltem e envergonhem imensos portugueses conscientes e compassivos, por este massacre se passar no nosso país?

 

Embora se comprometa a reputação de Portugal pelo desrespeito cruel pelos animais, ao contrário do que aqui devia ser princípio?

 

É claro, que uma verdadeira democracia não permite e legaliza a tortura.

 

Por estas razões apelamos a que não assistam a touradas e afirmem e divulguem o vosso repúdio por esta cruel actividade.

 

Vasco Reis (13.6.13)

 

(*)  Este artigo é escrito por um Médico-Veterinário, Dr. Vasco Reis, que foi, em tempos, veterinário nas touradas e assistiu in loco, às barbaridades infligidas a Touros e Cavalos, antes, durante e depois dos espectáculos tauromáquicos, sendo, por isso, um testemunho absoluta e indiscutivelmente credível.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:15

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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2020

Porquê RTP? Por que insistem em esbanjar os impostos dos Portugueses a transmitir uma prática tão selvática como as touradas?

 

Querem esbanjar dinheiro? Tirem-no das vossas contas bancárias. Das contas bancárias dos governantes e dos deputados da Nação, que permitem tamanha perversidade. Tamanha vergonha. Tamanha estupidez. Sim, porque a tourada é uma prática violenta e cruel, terceiro-mundista, medievalesca, indigna de seres humanos, assente na estupidez, gerada pela monumental ignorância de todos os que praticam, aplaudem e apoiam esta barbárie.  

 

Dizem que no dia 11 de Setembro, a RTP irá transmitir tortura de Touros a partir do antro de Almeirim.

 

Não é por acaso que a RTP tem a mais baixa audiência.

 

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Acham que um Touro não é um animal? Não é um animal senciente? Não é um mamífero com um ADN semelhante ao vosso? Não é um animal dotado de sistema nervoso central?  Não sofre como vós sofreríeis, se estivésseis no lugar dele? Vós não sois dotados de empatia, o sentimento mais nobre do ser humano, um sentimento que os restantes animais partilham connosco? Quanta falta de sensibilidade!

 

Subscrevo o comentário de Filipe Afonso, no Facebook, a este propósito: «Em little Portugal, os ditos tauromafiosos, dependentes de subsídios em nome duma "cultura", dão-se ao luxo de derreter uma pipa de massa ao alugar um avião com manga publicitária com anúncio de tourada. Passou este passado fim-de-semana na linha do Estoril. Pequeno povinho Português, paguem os impostos para sustentar a tauromáfia e fiquem caladinhos. Merecem!!!»

 

Se não concordam com este INSULTO  e ASSALTO ao nosso bolso, enviem o vosso protesto por aqui https://getmymsg.com/v/joeyt

ou por aqui www.facebook.com/rtp, ou ainda por mensagem para:

 
rpublicas@rtp.pt,  cristina.viegas@rtp.pt

goncalo.reis@rtp.pt, geral@cm-almeirim.pt, gap.cma@almeirim.pt

casadopessoal@rtp.pt, geral@borregoleonor.com.pt

 

O meu apelo vai aqui:

 

Exmo. Senhor Presidente do Conselho de Administração da RTP;

Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Almeirim;

Exmo. Senhor Presidente da Casa do Pessoal da RTP;

 

O investimento da RTP na transmissão de touradas é inaceitável, sendo também o principal motivo de queixa dos telespectadores da televisão pública, pela violência e crueldade contra os animais, inerentes a este tipo de actividade cruel e retrógrada, que sacrifica animais, prejudica a sociedade e o relacionamento com outros seres nossos companheiros da Terra, embota a sensibilidade, deseduca a juventude para uma vida pacífica e compassiva, como refere o Médico-veterinário, Dr. Vasco Reis.

 

Daí que venha apelar aos responsáveis da RTP: parem para pensar no mau exemplo que dão, ao transmitirem, ao vivo, tortura de animais, para satisfazer a sede de sangue dos sádicos.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10207371470481746&set=p.10207371470481746&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:32

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Segunda-feira, 17 de Agosto de 2020

«Gosto de Touros, odeio touradas e abomino toureiros!»

 

Extraordinário texto do cronista e escritor Walter Ramalhete, publicado no jornal online Figueira na Hora. 

Nunca li nada tão extraordinariamente real.

Uma descrição perfeita, magnífica, sobre a verdade obscena das touradas.

Uma leitura absolutamente obrigatória para os que odeiam, mas também para os que amam as touradas…

Este texto é um monumento à ridícula prática tauromáquica.

Isabel A. Ferreira

 

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consciente do efeito visual - projecta, premeditadamente, as pudendas partes, artificialmente avolumadas e parcimoniosamente espartilhadas, na direcção de algumas sobreexcitadas damas, com as entre coxas entumecidas por inconfessáveis devaneios, acirrados pelo cheiro a sangue…

 

Texto de Walter Ramalhete

 

«Horrorizado, li, que quando um touro mata um toureiro, toda a manada donde proveio é, também, sacrificada. A ser verdade…

 

Que hedionda vingança!

Que hedionda cobardia!

 

Estes…, estes,…estes, … - entre tantas palavras que me ocorrem, não consigo encontrar nenhuma, suficiente, para os qualificar -… estas malvadas criaturas, sabem muito bem aquilo que fazem. Com este procedimento, eliminariam um “apuramento”, suprimiriam uma selecção genética, que “A tempo “, poderia redundar na consolidação duma estirpe de animais mais apta, mais ferozmente defensiva que, com maior frequência, passaria a reclamar o seu sangue, com sangue igualmente derramado nas arenas, pelos seus cobardes torturadores. Na verdade, deixar correr naturalmente o curso evolutivo genético, poderia redundar na “troca por troca” ; “ olho por olho, dente por dente”; “ sangue por sangue”; “ moeda por moeda”, como é da mais elementar justiça de Talião!

 

Mas não!

 

Por falta de coragem e astuta cobardia, retiram-no da sua casa. Retiram-no dos amplos prados verdejantes, que percorre com mansidão e garboso porte, onde, a sua imponente silhueta é recortada pelo sol, que dele, projecta uma sombra altiva e intimidatória.

 

Ao invés!

 

Encerram-no num curro claustrofóbico, depois de horas de viagem, sob calor, fome, sede e, frequentemente, já num estado febril. Por fim, lançam-no numa arena, cercada por barreiras e camarotes apinhados de gentalha, de bêbados, marialvas, coristas e “galifões de crista” que vociferam brados e olés. Lançam-no num espaço confinado e com uma forma geométrica que lhe é totalmente desconhecida.

 

Fica cercado, envolvido por guizos, chocas, cornetas, cornetins, capotes, mantilhas pretas e uma algazarra intimidante. Por detrás daquela multidão ululante, - e daquele triste “espectáculo”, rebordado por pasodobles vomitados por estridentes cornetas e fanhosos cornetins -, um “machito” espartilhado por roupas reluzentes e coloridas que realçam músculos e volumes ilusórios, falsa e artificialmente aumentados e evidenciados por gestos, passos e compassos duma lúgubre “dança”, escudado por solícitos e atentos peões de brega, bandarilheiros, forcados, cavaleiros e outros tantos patéticos e sinistros actores menores, dá início a um trágico ritual de morte.

 

Ritual que abre com um cavaleiro que, munido duma lança convenientemente comprida, a espeta no dorso do animal, picando-o vezes sucessivas, por forma a causar-lhe dor e sofrimento desnorteantes. Já diminuído e desnorteado, é ainda mais fatigado por sucessivas verónicas, enfunadas por estirados rodopios em bicos dos pés do “toureador”, rodopios que lhe retesam o corpo, como que acometido por um torpor orgástico, enquanto que – consciente do efeito visual - projecta, premeditadamente, as pudendas partes, artificialmente avolumadas e parcimoniosamente espartilhadas, na direcção de algumas sobreexcitadas damas, com as entre coxas entumecidas por inconfessáveis devaneios, acirrados pelo cheiro a sangue.

 

Damas que, mais tarde, se submeterão, furiosamente, às estocadas dos usados, mas não ousados marialvas. Já mais lesto, febril, e a sentir-se a desfalecer, é impiedosamente bandarilhado. Não apenas uma vez, nem duas, nem três, mas, enquanto mostrar uma réstia de vitalidade e arremesso. Entretanto, este massacre é acompanhado com gáudio, brados, olés, pasodobles, palmas, e outros vociferantes sons exteriorizados numa histeria colectiva.

 

Finalmente, arfante, por vezes, já a expelir sangue pela boca, humilhado através de sucessivos passes de muleta, passes que antecedem a morte – morte que, por vezes finta o touro e colhe o energúmeno toureiro - avança, enfraquecido, com o discernimento reduzido, com os reflexos embutidos por tanta dor.

 

Avança com coragem, com nobreza, com uma dignidade inaudita. Vai. Vai sobre as suas próprias patas, – de uma forma exemplarmente digna –, vai colher a morte libertadora e consoladora que põe termo a tanta crueldade, sofrimento e humilhação.

 

Desta forma, o tido por irracional - mortalmente estocado com arte de assassino - curva lentamente os quartos dianteiros e superioriza-se à verdadeira besta, ao seu algoz, ao patético “dançarino”.

 

A turba vociferante, saciada de inocente sangue, entra em êxtase! Atinge-se o clímax da estupidez e da selvajaria. Termina o atroz e vil espectáculo. O cadáver do malogrado “herói” é preso a correntes e é arrastado para fora da arena, ficando, por surda testemunha, um enorme rasto de inocente sangue.

 

Em contrapartida, o marreco mental, o vilão, entre vivas, olés e pasodobles é ovacionado e levado em ombros por uma turba ululante que grasna patéticos e quejandos sons, ritmadamente acompanhados pela esganiçada fanfarra. Até que, - um dia que espero muito próximo - esta “prática” primária, gratuitamente violenta e absurda, esta nódoa vergonhosa na história da humanidade, seja definitivamente erradicada pela sua incontornável evolução.

 

Assim como foi com a hedionda escravatura, assim será com a não menos hedionda tauromaquia!»

 

Fonte: http://www.figueiranahora.com/opiniao/gosto-de-touros-odeio-touradas-e-abomino-toureiros-

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:11

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Quinta-feira, 9 de Julho de 2020

«A Indústria Tauromáquica e a Falácia da Perda de Empregos»

 

«Após termos ouvido o esclerosado Miguel Sousa Tavares afirmar na TVI que se as touradas acabassem perder-se-iam milhares de postos de trabalho republicamos um artigo escrito por nós em 16/7/2012 que continua actual e prova exactamente o contrário do que foi afirmado.

 

Um dos argumentos da indústria tauromáquica reside na afirmação que se as touradas acabassem milhares de postos de trabalho perder-se-iam!»

 

PRÓTOURO.jpg

 

«Não são milhares e a maioria nem sequer pode ser considerada como verdadeiro posto de trabalho.

 

Muitos desses postos de trabalho são sazonais e quem os ocupa tem outro tipo de trabalho caso contrário como é que sobreviveria o resto do ano?

 

De acordo com um “parecer” da “prótoiro” entregue no princípio deste ano na Assembleia da República, para organizar uma tourada são precisas 175 pessoas que vão desde o pessoal dos curros, bilheteiros, banda, bombeiros, polícia e trabalhadores dos bares.

 

O pessoal dos curros, os bilheteiros, a banda e os trabalhadores dos bares só trabalham quando há espectáculos, ou seja muitas vezes aos fins de semana, se estes fossem os seus únicos postos de trabalho morreriam de fome.

 

Quanto aos bombeiros e à polícia é totalmente absurdo a sua inclusão neste “parecer”, porque enquanto estes elementos são desviados para dar cobertura a esta actividade deixam de estar onde são realmente precisos; combate à criminalidade e ajuda a pessoas vítimas de acidentes ou combate a incêndios.

 

Mas continuemos a analisar o dito “parecer”.

 

“Existem 14 delegados técnicos tauromáquicos e 15 veterinários taurinos”. Uma vez mais todas estas pessoas não vivem disto têm outros postos de trabalho.

 

“37 cavaleiros, 24 cavaleiros praticantes, 6 matadores de touros, 86 bandarilheiros, 15 bandarilheiros praticantes, 20 moços de espada e 30 emboladores”.

 

Cavaleiros, toureiros, etc, a maioria deles têm outras fontes de rendimento, tal como ganadarias onde criam outros animais à parte dos touros de lide, isto para não falar dos subsídios que recebem por essa actividade.

 

“Existem 48 grupos de forcados que totalizam 1.440 moços de forcado”.
Esta actividade não é um emprego todos eles têm outros postos de trabalho e mais, segundo eles nem sequer recebem nada por pegar touros.

 

“Existem 120 promotores de espectáculos tauromáquicos”.

 

Uma vez mais nem todos eles vivem exclusivamente dessa “profissão”, muitos deles têm outras, e mesmo que só vivessem desse trabalho poderiam em vez de ser empresários de espectáculos tauromáquicos ser empresários de actividades que não envolvam a exploração e tortura de animais.

 

“Finalmente as 110 ganadarias existentes empregam 350 pessoas”. No entanto, estas ganadarias não criam exclusivamente touros de lide portanto, se as touradas acabassem, essas pessoas não perderiam os seus empregos.

 

Contas feitas onde é que estão os milhares de postos de trabalho!

 

Milhares de pessoas neste país perderam os seus verdadeiros empregos e a taxa de desemprego aumenta a uma velocidade impressionante.

 

Se as touradas fossem abolidas amanhã nenhum posto de trabalho se perderia.

 

Esta é tão só uma das muitas mentiras que os aficionados apregoam!

 

Prótouro
Pelos touros em liberdade»

 

Fonte do texto:

https://protouro.wordpress.com/2020/07/08/a-industria-tauromaquica-e-a-falacia-da-perda-de-empregos-2/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:42

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Quarta-feira, 8 de Julho de 2020

Os trogloditas do costume contra o fim dos apoios públicos às touradas

 

Não conseguiram captar a mensagem que lhes foi enviada: a esmagadora maioria dos Portugueses não se revê nesta prática cruel e violenta.

 

Continuam a achar que os impostos dos Portugueses são para esbanjar na tortura de seres vivos.

 

Aliás, eles acham que massacrar Touros na arena é chique. Trata-se de uma moda monárquica, que não devia ter cabimento numa democracia (se bem que pseudodemocracia), e até a esta distância, desde o tempo dos reis Filipes de Espanha (1580) -  os difusores deste costume bárbaro em Portugal - a vocação dos políticos portugueses para rastejar é evidenciada, nesta postura servil e inculta.

 

Tanta pobreza moral, cultural e social em Portugal, e vão esbanjar dinheiros públicos com parasitas que vivem, por aí,  à tripa forra!

 

TROGLODITAS.png

 

Deputados do PS, PSD, PCP, CDS-PP e Chega manifestaram-se  contra o fim dos apoios públicos às touradas, durante um debate sobre um projecto-lei de uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos que juntou mais de 25 mil assinaturas, e projectos-leis do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), do Bloco de Esquerda (BE), do Partido Pessoas–Animais–Natureza (PAN) e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues, que defendem que  todas as actividades ligadas à tauromaquia não devem receber qualquer   financiamento por parte de nenhumas entidades públicas, especialmente do Governo, autarquias, institutos públicos ou empresas participadas pelo Estado.  

 

O sofrimento animal é o principal (mas não o único) argumento evocado pelos signatários dos projectos-lei.

 

Se vivêssemos num país onde o bem-estar animal estivesse acima de qualquer interesse troglodita, bastaria este argumento para que, “deputados da Nação”, eleitos por um povo maioritariamente avesso a esta prática boçal, grosseira, cruel e violenta, assente na maior ignorância, acabasse com esta mama institucional, porque isto arrasta Portugal na lama.

 

O principal argumento dos trogloditas, para serem contra o fim dos apoios públicos à tortura de Touros e Cavalos, é, por mais incrível que pareça, alegarem que a “tauromaquia é cultura” e não pode ser discriminada, quando sabemos que a tauromaquia é a acção de um psicopata activo para deleite de psicopatas passivos.

21436577_bvn7y.jpeg

(Vejam na imagem, o tipo de “cultura”  que é a tauromaquia)

Há uma, isto não é cultura, nunca foi nem nunca será. Há duas, quem vê nisto “cultura” tem o cérebro fora do sítio.

Origem da imagem:

https://www.facebook.com/ProVidaSEMtouradas/photos/p.2811075295599936/2811075295599936/?type=1&theater

 

Para a deputada social-democrata Fernanda Velez, “é falso” que a tauromaquia esteja a ser apoiada pelo Estado, que o número de espectadores de espectáculos tauromáquicos esteja a diminuir e que a maioria dos portugueses seja contra as touradas.

 

Esta senhora deputada está muito mal informada, e como deputada da Nação tinha o DEVER de ir para um debate com toda a informação, porque é verdadeiro que o Estado apoia a tauromaquia; os espectadores diminuíram substancialmente e até já há praças a serem demolidas (era só dar uma voltinha pelos jornais online; e a esmagadora maioria dos Portugueses é CONTRA esta prática bruta, pois se apenas 300 mil gatos-pingados assistem a touradas (e este numero já deve ter diminuído).


Não vale tudo, senhora deputada. E mentir é muito feio.

 

O PCP, através da deputada Alma Rivera, afirmou que as tradições culturais, como a tauromaquia, “não se extinguem por decreto e rejeitou “qualquer tipo de proibicionismo”.

 

Que tradição “cultural” é a tortura de Touros? Nem é tradição (é apenas um costume bárbaro espanhol) e muito menod cultural. O conceito de CULTURA para esta gente anda muito desfocado. E  por um punhado de votos, anda o PCP a fazer política de direita.

 

O deputado André Ventura, do Chega defendeu que “a tauromaquia é cultura”, então não É? É a cultura dos broncos, e apontou para os “milhares” de postos de trabalho” que dependem deste sector.

 

Os “milhares” de postos de trabalho que dependem da tortura de Touros, pediram lay-off? Estão todos a morrer à fome? Demonstre isso, senhor deputado.

 

No mesmo sentido, o deputado do CDS-PP Telmo Correia sublinhou que a tauromaquia “está profundamente enraizada no mundo rural” e considerou que os argumentos para acabar com ela são “populistas, demagógicos e inconstitucionais”.

 

Bem, do CDS/PP já se sabe o que esperar, é por isso que os resultados estão cada vez a baixar mais. E irão até à extinção. O que está enraizada no mundo rural é uma ignorância que chega a doer.

 

A última intervenção neste debate coube à deputada do PS e antiga autarca Maria da Luz Rosinha que defendeu o direito das autarquias continuarem a financiar este tipo de actividade e lembrou que “o acesso às artes deve ser igual para todos os cidadãos”, negando que a tauromaquia esteja a ser beneficiada.

 

Esta foi uma que esbanjou dinheiros públicos, na tortura de Touros, em Vila Franca de Xira, com tanta pobreza cultural, moral e social à sua volta.

 

Os argumentos dos trogloditas não são argumentos, são blasfémias, eivadas de uma desmedida insciência.

 

Sinto vergonha destes “deputados da Nação” que não sabem distinguir CULTURA de TORTURA, e vão para o Parlamento mal informados, e mentir descaradamente, como se todos os Portugueses fossem muito parvos.

 

Amanhã irá votar-se o fim ou a continuidade dos apoios públicos à TORTURA DE TOUROS. Uma vez mais, Portugal estará na berlinda, ou ganha ou perde a oportunidade de evoluir, e tirar o pé de dentro da caverna, onde o mantém atado com muitos grilhões.

 

Capture.PNG

Capture.PNG

 

Isabel A. Ferrreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:53

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Os trogloditas do costume contra o fim dos apoios públicos às touradas

 

Não conseguiram captar a mensagem que lhes foi enviada: a esmagadora maioria dos Portugueses não se revê nesta prática cruel e violenta.

 

Continuam a achar que os impostos dos Portugueses são para esbanjar na tortura de seres vivos.

 

Aliás, eles acham que massacrar Touros na arena é chique. Trata-se de uma moda monárquica, que não devia ter cabimento numa democracia (se bem que pseudodemocracia), e até a esta distância, desde o tempo dos reis Filipes de Espanha (1580) -  os difusores deste costume bárbaro em Portugal - a vocação dos políticos portugueses para rastejar é evidenciada, nesta postura servil e inculta.

 

Tanta pobreza moral, cultural e social em Portugal, e vão esbanjar dinheiros públicos com parasitas que vivem, por aí,  à tripa forra!

 

TROGLODITAS.png

 

Deputados do PS, PSD, PCP, CDS-PP e Chega manifestaram-se  contra o fim dos apoios públicos às touradas, durante um debate sobre um projecto-lei de uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos que juntou mais de 25 mil assinaturas, e projectos-leis do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), do Bloco de Esquerda (BE), do Partido Pessoas–Animais–Natureza (PAN) e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues, que defendem que  todas as actividades ligadas à tauromaquia não devem receber qualquer   financiamento por parte de nenhumas entidades públicas, especialmente do Governo, autarquias, institutos públicos ou empresas participadas pelo Estado.  

 

O sofrimento animal é o principal (mas não o único) argumento evocado pelos signatários dos projectos-lei.

 

Se vivêssemos num país onde o bem-estar animal estivesse acima de qualquer interesse troglodita, bastaria este argumento para que, “deputados da Nação”, eleitos por um povo maioritariamente avesso a esta prática boçal, grosseira, cruel e violenta, assente na maior ignorância, acabasse com esta mama institucional, porque isto arrasta Portugal na lama.

 

O principal argumento dos trogloditas, para serem contra o fim dos apoios públicos à tortura de Touros e Cavalos, é, por mais incrível que pareça, alegarem que a “tauromaquia é cultura” e não pode ser discriminada, quando sabemos que a tauromaquia é a acção de um psicopata activo para deleite de psicopatas passivos.

21436577_bvn7y.jpeg

(Vejam na imagem, o tipo de “cultura”  que é a tauromaquia)

Há uma, isto não é cultura, nunca foi nem nunca será. Há duas, quem vê nisto “cultura” tem o cérebro fora do sítio.

Origem da imagem:

https://www.facebook.com/ProVidaSEMtouradas/photos/p.2811075295599936/2811075295599936/?type=1&theater

 

Para a deputada social-democrata Fernanda Velez, “é falso” que a tauromaquia esteja a ser apoiada pelo Estado, que o número de espectadores de espectáculos tauromáquicos esteja a diminuir e que a maioria dos portugueses seja contra as touradas.

 

Esta senhora deputada está muito mal informada, e como deputada da Nação tinha o DEVER de ir para um debate com toda a informação, porque é verdadeiro que o Estado apoia a tauromaquia; os espectadores diminuíram substancialmente e até já há praças a serem demolidas (era só dar uma voltinha pelos jornais online; e a esmagadora maioria dos Portugueses é CONTRA esta prática bruta, pois se apenas 300 mil gatos-pingados assistem a touradas (e este numero já deve ter diminuído).


Não vale tudo, senhora deputada. E mentir é muito feio.

 

O PCP, através da deputada Alma Rivera, afirmou que as tradições culturais, como a tauromaquia, “não se extinguem por decreto e rejeitou “qualquer tipo de proibicionismo”.

 

Que tradição “cultural” é a tortura de Touros? Nem é tradição (é apenas um costume bárbaro espanhol) e muito menod cultural. O conceito de CULTURA para esta gente anda muito desfocado. E  por um punhado de votos, anda o PCP a fazer política de direita.

 

O deputado André Ventura, do Chega defendeu que “a tauromaquia é cultura”, então não É? É a cultura dos broncos, e apontou para os “milhares” de postos de trabalho” que dependem deste sector.

 

Os “milhares” de postos de trabalho que dependem da tortura de Touros, pediram lay-off? Estão todos a morrer à fome? Demonstre isso, senhor deputado.

 

No mesmo sentido, o deputado do CDS-PP Telmo Correia sublinhou que a tauromaquia “está profundamente enraizada no mundo rural” e considerou que os argumentos para acabar com ela são “populistas, demagógicos e inconstitucionais”.

 

Bem, do CDS/PP já se sabe o que esperar, é por isso que os resultados estão cada vez a baixar mais. E irão até à extinção. O que está enraizada no mundo rural é uma ignorância que chega a doer.

 

A última intervenção neste debate coube à deputada do PS e antiga autarca Maria da Luz Rosinha que defendeu o direito das autarquias continuarem a financiar este tipo de actividade e lembrou que “o acesso às artes deve ser igual para todos os cidadãos”, negando que a tauromaquia esteja a ser beneficiada.

 

Esta foi uma que esbanjou dinheiros públicos, na tortura de Touros, em Vila Franca de Xira, com tanta pobreza cultural, moral e social à sua volta.

 

Os argumentos dos trogloditas não são argumentos, são blasfémias, eivadas de uma desmedida insciência.

 

Sinto vergonha destes “deputados da Nação” que não sabem distinguir CULTURA de TORTURA, e vão para o Parlamento mal informados, e mentir descaradamente, como se todos os Portugueses fossem muito parvos.

 

Amanhã irá votar-se o fim ou a continuidade dos apoios públicos à TORTURA DE TOUROS. Uma vez mais, Portugal estará na berlinda, ou ganha ou perde a oportunidade de evoluir, e tirar o pé de dentro da caverna, onde o mantém atado com muitos grilhões.

 

Capture.PNG

Capture.PNG

 

Isabel A. Ferrreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:54

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Terça-feira, 7 de Julho de 2020

Debate na TVI sobre proibição de apoio público à Tortura de Touros (vulgo touradas): Inês Sousa Real (PAN) 20. Miguel Sousa Tavares zero

 

Ontem, no debate na TVI, entre Inês Sousa Real deputada do PAN e Miguel Sousa Tavares, caçador e aficionado de touradas, este último, cego pela obscuridade da caverna onde vivem os tauricidas, demonstrou uma ignorância sobre o que é a tauromaquia e o que se passa ao seu redor, inadmissível numa figura que (diz que é) comentador daquela estação televisiva. No mínimo devia ter-se informado, mas foi para ali de olhos fechados, tal como no dia em que nasceu.

 

O Miguel acha lindas as praças de touros, e passa por cima do sofrimento dos bovinos, matéria sobre a qual demonstrou uma profunda ignorância. Nunca leu nada a propósito. Isso não lhe interessa. Uma argumentação paupérrima, ao nível do mais ignorante dos ignorantes tauricidas.

A Inês Sousa Real esteve muito bem. Poderia ter acrescentado que o mencionado “ Touro de Lide” não existe na Natureza (está tudo documentado) logo não se extingue, e ter levado os números e os nomes dos ganadeiros que  vivem à custa dos nossos impostos e deslocam-se em carros de topo de gama.

Se hoje, o fim aos subsídios para torturar Touros não se concretizar, significa apenas que o parlamento está cheio de trogloditas que, além de não terem ainda evoluído, não servem os interesses de Portugal, mas tão- só o interesse privado de umas poucas famílias de parasitas da sociedade portuguesa.

 

Mas vamos ver o que nos diz  Um activismo por dia

 

Inês e Miguel.jpg

Reparem no argumento do Miguel, em defesa da tauromaquia: «Quando é que proíbem os periquitos nas gaiolas». Ó Miguel Sousa Tavares: uma estupidez não se justifica com outra estupidez. O Periquito na Gaiola é outro filme. Não pertence ao filme " Torturar Touros para divertir sádicos», sim, porque só os sádicos se divertem com o sofrimento de outro ser vivo.

 

Um activismo por dia

 

Quando é que se proíbe Miguel de Sousa Tavares de dizer barbaridades em horário nobre?

1- Ninguém depende financeiramente apenas da tauromaquia. As pessoas que trabalham na área têm outros empregos


2- O financiamento público directo e indirecto ultrapassa os 16 milhões de euros por ano. Muitas são as câmaras que preferem atribuir milhares de euros para comprar bilhetes para touradas, enquanto as escolas do município caem de podres ou as estradas permanecem com buracos (ex: a Câmara de Santarém e a De Vila franca de Xira)


3- Os animais não foram postos no mundo com funções específicas. Isso é uma ideia humana, os humanos é que atribuem funções aos animais.


4- A questão do sofrimento animal é inegável, os touros são animais, mamíferos, possuem sistema nervoso e cérebro e logo a capacidade de sentir e processar a dor.


5- Enquanto seres humanos dotados de sensibilidade e da capacidade de sentir a dor, o sofrimento do outro, não podemos considerar correcto causar dor desnecessária tendo por base o argumento da tradição. As tradições evoluem no espaço e no tempo e não são argumentos para a nossa moralidade.


6- Tendo em conta o sofrimento envolvido, o facto de ninguém depender financeiramente apenas de touradas, e que vivemos num país pobre com escassez de recursos em várias áreas muito mais importantes na vida de todos, não faz sentido algum o estado atribuir mais de 16 milhões de euros por ano à indústria tauromáquica.


7- Se a Tauromaquia gera receitas (como o Miguel de Sousa Tavares diz) então para que que precisa de subsídios públicos?

 

Fonte:
https://www.facebook.com/umactivismopordia/photos/pb.1822468628012632.-2207520000../2640982782827875/?type=3&theater

***

Apliquem esses dinheiros que esbanjam em TORTURA de TOUROS, por exemplo, no Serviço Nacional de Saúde (SNS) que está a precisar urgentemente de TUDO.

 

Ganadeiros.png

 

PARASITAS.jpg

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2563098197275660&set=a.1735646096687545&type=3&theater&ifg=1

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:45

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Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

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