Quarta-feira, 15 de Maio de 2019

VITÓRIA PAN LISBOA – CÂMARA MUNICIPAL DESOBRIGA CASA PIA DE REALIZAR TOURADAS NO CAMPO PEQUENO

 

Cai um importante muro que sustentava a tauromaquia em Portugal.

 

De acordo com o comunicado do PAN Lisboa, este reclama finalmente a sua primeira conquista no âmbito das actividades tauromáquicas no Campo Pequeno: o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Fernando Medina, anuiu ao pedido do PAN e enviou uma carta à Casa Pia (mais abaixo) desobrigando-a da realização de corridas de touros na Praça do Campo Pequeno!

 

18-07-05_PAN-Lisboa-pede-fim-das-touradas-no-Campo

 

O Grupo Municipal do PAN (e todos nós com ele) congratula-se com a tomada de posição da Câmara Municipal de Lisboa relativamente ao uso da Praça do Campo Pequeno. Foi hoje dada a conhecer a carta enviada pelo Presidente Fernando Medina na qual se dirige à Presidente da Casa Pia de Lisboa «para deixar claro que a Casa Pia de Lisboa tem a mais ampla liberdade na decisão quanto à actividade a realizar no recinto em causa (…), sendo certo que a realização de espectáculos tauromáquicos nunca será para o Município de Lisboa condição de manutenção da concessão». Mais acrescenta esta comunicação que «os princípios e valores de alta benemerência social que justificaram ao longo do tempo a atribuição de tais direitos pelo Município são os mesmos que hoje exigem que se mantenham, ainda que no exercício dos seus direitos e das suas competências, a Casa Pia de Lisboa decida, por si ou por quem contratar, não vir a realizar naquele local espectáculos tauromáquicos».

 

Este desafio foi lançado pelo Grupo Municipal do PAN ao Presidente Fernando Medina há dois meses durante o debate “O Futuro do Campo Pequeno” que decorreu na Assembleia Municipal de Lisboa, uma iniciativa desta força política. Neste debate, marcado por alguma controvérsia, o PAN alertou mais uma vez para os contornos pouco claros que envolvem a gestão do terreno e do edifício do Campo Pequeno, bem como para as questões relacionadas com o sofrimento animal, apelando a que se esclarecesse a não obrigação da realização de corridas de touros naquele espaço. Após o debate, o PAN interpelou novamente a CML para desobrigar a Casa Pia de Lisboa à realização daquele tipo de espectáculos.

 

A deputada municipal do PAN, Inês de Sousa Real, salientou que «com esta grande conquista, acreditamos que a Casa Pia possa agora prosseguir com a sua actividade reconvertendo este espaço e ali realizar outros eventos e espectáculos que não envolvam actividades que promovam o sofrimento animal. A Casa Pia é uma instituição benemérita que tem por missão proteger os direitos de crianças e jovens, direitos que não estão a ser protegidos com a realização de touradas naquele espaço e esta actividade em nada vai ao encontro dos valores que devem marcar esta instituição”.

 

Recorde-se que, em Julho do ano passado, o PAN Lisboa tinha já apresentado uma Recomendação que foi reprovada pela Assembleia Municipal e que pedia precisamente que a CML, à luz dos imperativos éticos do nosso tempo, esclarecesse a Casa Pia, I.P. e a sociedade no geral que não há qualquer imposição para que ali decorram obrigatoriamente touradas, devendo as mesmas ser abolidas dos usos afectos àquele espaço.

 

O terreno do Campo Pequeno foi cedido pela CML à Casa Pia para a realização de espectáculos tauromáquicos, com a condição de o terreno voltar para a posse da CML caso a finalidade do terreno fosse outra ou caso o terreno fosse cedido pela Casa Pia a outra entidade, o que já aconteceu por duas vezes: a Casa Pia cedeu os direitos do terreno à empresa Tauromáquica Lisbonense, e mais tarde à Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno (SRUCP, S.A.), sociedade entretanto já dissolvida e com uma dívida que ascende aos 90 milhões de euros, mas que estranhamente continua a exercer actividade e a organizar corridas de touros.

 

Tudo isto demonstra um claro incumprimento das condições de cedência impostas pela CML aquando da constituição do direito de superfície, aspecto para o qual o PAN Lisboa tem vindo a alertar a Assembleia Municipal e a Câmara Municipal.

 

O PAN tem vindo igualmente a alertar para a necessidade de dar cumprimento à recomendação da ONU a Portugal no sentido de afastar as crianças e jovens da violência da tauromaquia.

 

Inês de sousa Leal, acrescenta ainda que «esta é uma grande vitória da sociedade lisboeta e dos movimentos de protecção animal, que há muito reclamam pelo fim das corridas de touros em pleno coração da nossa cidade. Estamos um passo mais perto desse objectivo e não podemos deixar de felicitar a Câmara Municipal pelo seu posicionamento” .

 

Carta de Fernando Medina à Dra. Cristina Fangueiro, presidente da Casa Pia de Lisboa:

 

Carta1.png

Carta2.png

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:57

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 8 de Maio de 2019

«HERÓIS SALVAM VIDAS NÃO MATAM»

 

«Muitas têm sido as homenagens em praças de tortura aos tauricidas e aficionados que morreram nos últimos meses porque para esta gentuça estes verdugos são considerados heróis.

Veja-se por exemplo o caso de Marcos Tenório Bastinhas, tauricida e filho do tauricida Bastinhas que continua a torturar bovinos e cavalos para homenagear o seu pai porque segundo ele era um herói.»

 

Por Prótouro - Pelos touros em liberdade

https://protouro.wordpress.com/2019/05/07/herois-salvam-vidas-nao-matam/

 

marcos-tenorio-bastinhas.jpg

 

Nós compreendemos a sua dor pela perda do pai, o que não conseguimos compreender, é que ele o considere um herói porque heróis não torturam, heróis não matam bem pelo contrário salvam vidas.

 

Joaquim Bastinhas foi um torcionário e aos olhos do mundo será sempre lembrado como um torturador e matador de bovinos que conseguiu transmitir como todos os tauricidas conseguem esse cancro aos seus filhos.

 

Tauricidas não são heróis, bem pelo contrário, são algozes!

 

Prótouro

Pelos touros em liberdade

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:23

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 30 de Abril de 2019

“GAME OVER” PARA OS TAURICIDAS: EM QUITO, A PRAÇA DE TOUROS DE BELMONTE ENCERROU DE VEZ E NÃO MAIS VERÁ UM TOURO!

 

No Equador evolui-se…

 Em Portugal continua-se a levar cornadas, nas arenas.

Os Touros estão a despertar e a fazer mossa, neste início de temporada. Que assim continuem, pode ser que despertem os seus carrascos e os governantes portugueses,  para a necessidade de evoluírem.

Os partidos políticos portugueses, à excepção do PAN, estão-se nas tintas para a evolução de Portugal, no que respeita à selvajaria tauromáquica.

Pensem nisto!

 

safe_image.jpg

Ler a notícia aqui:

https://alminuto.info/2019/04/25/game-over-para-los-taurinos-plaza-belmonte-no-vera-un-toro-mas/?fbclid=IwAR0mTolCBnGTJdPC8C7TdOcmRMSOcYh-Od3QNqOEGtX6F54p-gu6myKUHkg#.XMXZsF1QDjU.facebook

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:09

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 29 de Abril de 2019

«A TAUROMAQUIA É A ACÇÃO DE UM PSICOPATA ACTIVO PARA DELEITE DE PSICOPATAS PASSIVOS»

 

No dia 25 de Abril, a Assembleia da República celebrou, hipocritamente, o derrubamento da ditadura fascista, que sempre teve nas touradas o seu circo maior.

 

No dia 26 de Abril, a mesma Assembleia celebrou a iniquidade tauromáquica (introduzida em Portugal pelos monarcas filipinos espanhóis) ao aprovar o voto de pesar pela morte do torturador de Touros, Ricardo Chibanga, como se torturar Touros e Cavalos, nas arenas portuguesas, fosse uma actividade humana e louvável.

Com políticos destes, dificilmente Portugal avançará para a Civilização.

 

57608889_10157214475569555_7912611918639005696_n.j

 

A proposta de tal voto de pesar, por alguém que fez aos outros o que não gostaria que lhe fizessem a ele (ainda que esses outros fossem não-humanos, animais como ele) só podia ter partido do partido troglodita CDS-PP e, por incrível que pareça, o Bloco de Esquerda e o Partido Ecologista «Os Verdes» (que se dizem anti-tourada), abstiveram-se, bem como o deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira. PS, PSD e PSP, votaram a favor, e o único voto contra foi o do PAN.

 

Homenagear torturadores de Touros na Assembleia da República (ou será Assembleia da Monarquia, dos Marialvas, dos Trogloditas?) é uma Vergonha Nacional, e os Partidos políticos que para isto contribuem também são uma Vergonha Nacional.

 

58461850_2782900831752554_8315436012272615424_n.jp

 

😠😠😠😠😠😠😠😠😠😠😠😠😠

A Assembleia da República, reunida em plenário, apresenta sentidas condolências à família, mulher, filha e neto e aos amigos e admiradores de Ricardo Chibanga”, refere o voto dos democratas-cristãos.

 

Fonte Vergonha Nacional:

https://www.facebook.com/VergonhaNacional/photos/a.1218268481549138/2782900828419221/?type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

link do post | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos
Domingo, 14 de Abril de 2019

EIS A “FEROCIDADE” DE UM BOVINO, DA FAMÍLIA DOS TOUROS, QUE OS IGNORANTES CHAMAM DE “BRAVOS”…

 

 

tags:
publicado por Isabel A. Ferreira às 15:00

link do post | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 12 de Abril de 2019

OVIEDO (ESPANHA) PROPÕE EXTINÇÃO DE TOURADAS…

 

… e a associação internacional de tauromaquia ameaça com tribunais… como se leis idiotas pudessem ter validade “ad aeternum”…

«As pessoas não querem, a cidade não quer, a câmara não quer, quem é esta gente para impor touradas? De todas as vezes que os tribunais espanhóis foram chamados a pronunciarem-se ficou claro que o povo é quem mais ordena. NÃO ÀS TOURADAS!» (CAPT)
in https://www.facebook.com/groups/CampanhaAntitouradasPortugal/permalink/2276297532409013/

 

buenavista.jpg

 

A associação internacional de tauromaquia apresentou uma comunicação formal à cidade de Oviedo, discordando do projecto de reforma da praça de touros Buenavista que visa abolir a tauromaquia.

 

Diz-nos a notícia que «de acordo com as informações públicas emitidas pela sessão e as investigações feitas por entidades amadoras do Principado das Astúrias envolvidas, a Praça de Touros de Oviedo poderia ser usada para diferentes actividades artísticas, desportivas e culturais, excluindo e proibindo a celebração de mostra tauromáquica, para a qual foi construído

 

E a esta atitude chama-se evolução.

 

E vêm os outros e dizem:

«A este respeito, o alcaide foi avisado como presidente da corporação, que as três leis que estão em vigor na Espanha, não só previnem este suposto saque cultural, mas forçam por mandato expresso aos Poderes Públicos Centrais, Autónomos e Municipais, como é o caso, para a conservação e enriquecimento da tauromaquia.»

 

A esta atitude chama-se atraso civilizacional.

 

Portanto, a Praça de Touros Buenavista de Oviedo, pode e deve ser objecto de uma reforma que exclui o uso habitual para o qual foi construído, ou seja, a realização de uma prática bárbara, desadequada aos tempos modernos que, em parte alguma, a não ser nas atrasadas localidades onde ainda se pratica esta barbárie, é considerada património cultural imaterial, mas a tauromaquia não passa de património imaterial da estupidez, nos tempos que correm.

 

A associação internacional de tauromaquia acha que lá por existirem leis idiotas que legitimam esta prática medievalesca, ela (a prática hedionda da tauromaquia), está protegida e não é censurável. Como se enganam!

 

É da racionalidade rejeitar leis que vão contra a Ética e insultam a Humanidade.

 

Torturar animais não faz parte das actividades éticas humanas. São um insulto ao Bom Senso e ao Senso Comum, logo, têm de ser extintas.

 

E queira ou não queira, goste, ou não goste a tal associação internacional de tauromaquia, esta prática será extinta. E já faltou mais tempo.

Fonte da notícia:


https://infocul.pt/cultura/oviedo-propoe-extincao-de-touradas-associacao-internacional-de-tauromaquia-ameaca-com-tribunais/?unapproved=18675&moderation-hash=d568e329e124d59b108ae338380ae778#comment-18675

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:32

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 5 de Abril de 2019

OS TOUROS E CAVALOS SOFREM ANTES, DURANTE E DEPOIS DOS “ESPECTÁCULOS” TAUROMÁQUICOS

 

Porque estamos em plena época da aberração tauromáquica, aqui vos deixo mais um excelente contributo do Dr. Vasco Reis, único Médico Veterinário português que dá a cara pela causa da Abolição das Touradas.

 

Este texto é baseado na Ciência Médico-Veterinária, na Etologia (disciplina da Zoologia que estuda o comportamento animal) e na experiência profissional e desportiva do autor, escrito por ocasião do II FÓRUM DA CULTURA TAURINA NOS AÇORES, e que trago à liça por considerá-lo crucial para o esclarecimento daqueles que ainda têm dúvidas quanto o que é esta “coisa” a que chamam de “tauro (touro) maquia (lucro, dinheiro)”, e que não passa, literalmente, de lucro à custa da tortura de Touros.

 

tauromaquia.jpg

Um triste “espectáculo” de baixo nível cultural e artístico, onde Touros e Cavalos sofrem para gozo de um escasso número de sádicos também de baixo nível intelectual e moral. Valeu a pena? Vieram mais ricos espiritualmente? Encheram a alma com imagens de  rara beleza…?

 

A VERDADEIRA REALIDADE DA TAUROMAQUIA

***

Por VASCO REIS - Médico Veterinário

 

VASCO REIS.jpg

O activista Dr. Vasco Reis, na sua luta pela extinção de uma prática que não dignifica a Humanidade.

 

«Está anunciado o II Fórum da Cultura Taurina com especialistas de 9 países que se reúnem durante 3 dias na Ilha Terceira, a campeã da “afición” no Arquipélago.

 

Os efeitos do fórum serão evidentes, visto que a tauromaquia é uma modalidade que assenta em primeira linha na exploração violenta e cruel do touro, sempre, e do cavalo nos programas em que ele é utilizado como veículo do actor tauromáquico e obrigado a tornar-se “cúmplice” da lide, sofrendo ansiedade e esgotamento e arriscando ferimento e morte.

 

O fórum está a ser considerado como um momento de reflexão, de prestígio para os Açores, de promoção da atractibilidade da Região e como reforço do turismo.

 

Considero que, quanto à influência sobre o turismo, as vertentes serão duas e opostas:

 

Poderá atrair aficionados, gente que sob a designação de arte, aprecia a violência e as fases impressionantes do massacre do touro e as arrancadas e as fintas do cavalo dominado pelo cavaleiro. Poderá também atrair gente tornada curiosa pela publicidade enganosa da organização.

Por outro lado, irá afastar turistas conscientes e compassivos, que vão preferir outros destinos, onde tal espectáculo de massacre não seja permitido.

 

Quanto à influência sobre o prestígio dos Açores, só pode ser muito negativa, porque publicita o facto de que a Região Autónoma, parte de Portugal (que também é atingido), pertence ao retrógrado grupo dos únicos 9 países do Planeta, onde touros e cavalos são massacrados legalmente.



Falta referir-me ao momento de reflexão, que bem necessário é e para o qual eu pretendo contribuir com muito empenho, argumentando resumidamente com o que a Ciência Médico-Veterinária, a Etologia e a minha experiência profissional e desportiva me ensinaram.

 

A ciência, fundamentada na investigação anatómica, fisiológica e neurológica dos animais usados na tauromaquia, confirma o que o senso comum revela: touros e cavalos sofrem antes, durante e depois dos espectáculos tauromáquicos.

 

O touro é o elemento sempre massacrado da tauromaquia, desde intensa e prolongada ansiedade a partir do momento em que é retirado do campo, seguindo-se repetidos e dolorosos ferimentos, esgotamento anímico e físico e quase sempre a morte em longa agonia.

 

O cavalo, dominado e violentado pelo cavaleiro tauromáquico é o elemento obrigado a arriscar tudo e a sofrer perante o touro, desde ansiedade, ferimento físico até a morte.

 

Animais são seres dotados de sistema nervoso mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é perigoso e agressivo e doloroso. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa e de fuga para poderem sobreviver. Sem essas capacidades não poderiam subsistir.

 

Portanto, medo e dor são essenciais e condição de sobrevivência.



É testemunho da maior ignorância ou intenção de ludíbrio, o afirmar-se que algum animal em qualquer situação possa não sentir medo e dor, se for ameaçado ou ferido.

 

A ciência revela que anatomia, fisiologia e neurologia do touro, do cavalo e do homem são extremamente semelhantes. Os ADN são quase coincidentes.



As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto e o ferimento.



O especismo é uma atitude que, arrogantemente, coloca o Homem numa posição de superioridade, que lhe permite dispor sobre os animais, como quiser.



A compaixão selectiva visa tratar bem certas espécies (em geral cães e gatos) e menos bem, outras, quase consideradas como objectos.

 

Os animais não humanos são considerados menos inteligentes do que os seres humanos. Podem estar mais ou menos próximos e mais ou menos familiarizados connosco, mas eles são tanto ou mais sensíveis do que nós ao medo, ao susto e à dor.

 

É, portanto, nosso dever ético não lhes causar sofrimento desnecessário.



"A compaixão universal é o fundamento da ética" - um pensamento superior do filósofo alemão Arthur Schopenhauer.

 

A tauromaquia está eivada de especismo sobre o touro e sobre o cavalo.



O homem faz espectáculo e demonstração da sua "superioridade" provocando, fintando, ferindo com panóplia de ferros que cortam, cravam, atravessam, couro, músculos, tendões, órgãos vitais, esgotam, por vezes acabam por matar o touro, em suma lhe provocam enorme e prolongado sofrimento para gáudio de uma assistência que se diverte com o sofrimento, a agonia e a morte de um animal.

 

Isto é comparável aos espectáculos de circo romano, há muito considerado espectáculo bárbaro, onde escravos e cristãos eram obrigados a lutar e a matarem-se uns aos outros ou eram atirados aos leões para serem devorados.

 

O cavalo é dominado com ferros castigando as gengivas bucais e a língua e esporas mais ou menos agressivas, até cortantes, no ventre.

 

Esta montada é posta em risco de mais ferimento e de morte, pelo cavaleiro tauromáquico, que o utiliza como veículo para combater e vencer o touro.

 

O sofrimento do cavalo soma-se aqui ao do touro.

 

Na tauromaquia, touro e cavalo são excluídos de qualquer compaixão, antes pelo contrário, estão completamente submetidos à violência e ao sofrimento.



E o espectáculo é ainda legal em Portugal e mais oito países, publicitado e mostrado na comunicação social, aclamado, fonte de negócio, de prosa e de poesia. Que tristeza.

 

Tauromaquia é a “arte” de dominar e massacrar touros e cavalos e organizar com isso espectáculos para recreação de aficionados ou de simples curiosos.

 

Mas nesta “arte” não são somente touros e cavalos que sofrem.

 

São muitas as pessoas conscientes e compassivas, que por esta prática de violência e de crueldade se sentem extremamente preocupadas e indignadas e sofrem solidariamente e a consideram anti educativa, fonte de enorme vergonha e atentatória da reputação internacional de Portugal, obstáculo dissuasor do turismo de pessoas conscientes, que se negam a visitar um país onde tais práticas, que consideram "bárbaras", acontecem! Porque fazem sofrer os animais os chamados “artistas”? Dar-lhes-á isso algum gozo?

 

Será isso admirável, corajoso, heróico?

 

Com certeza que existem boas e inócuas alternativas para os aficionados, para os trabalhadores tauromáquicos, para os "artistas", para os campos e para os touros e cavalos.

 

Os campos podem ser utilizados de outro modo.

A raça pode ser mantida sem a cruel tauromaquia.

Os trabalhadores, campinos e ganadeiros podem continuar o seu trabalho.

Os forcados, cujo papel só surge depois do touro ter sido massacrado e esgotado previamente, podem dedicar-se a actividades ou desportos leais e entre iguais, onde valentia, luta corpo a corpo são fulcrais, como o boxe, a luta livre e outros e que exigem espírito de equipa, como o rugby por exemplo, considerado desporto de cavalheiros.

 

Aconselho, pela sua mensagem, alguns vídeos extremamente informativos, muito influentes no processo que teve lugar no Parlamento da Catalunha de que resultou a votação que levou à proibição de corridas de touros naquela região autónoma espanhola, facto que está tendo enorme repercussão mundial.

 

Fundamentado no acima exposto, anseio pela proibição das corridas de touros em Portugal e no mundo. Não quero nem posso admitir que qualquer região ou nação seja vergonhosamente conhecida no seu trato aos animais como sendo uma região ou nação bárbara, retrógrada e cruel.



Na certeza de que V. Exas. tomarão em consideração esta minha mensagem assino-me

 

Vasco Manuel Martins Reis, médico veterinário desde 1967,

Actualmente aposentado em Aljezur.

 

Permitam-me o seguinte curto extracto do meu currículo, o qual ilustra alguma da minha experiência prática que dita muitas das minhas opiniões:

Trabalhei 7 anos na Suíça, 10 anos na Alemanha, 3 anos nos Açores (na Praia da Vitória, Ilha Terceira, onde existe afición e onde tive de intervir obrigatoriamente no acompanhamento dos touros nas touradas na minha qualidade de médico veterinário municipal) e 21 anos em Portugal Continental.

Trabalhei sempre, entre outras espécies, com bovinos e cavalos.

Fui cavaleiro de concurso hípico completo e detentor de dois cavalos polivalentes.

Conheço bem os cavalos, a sua personalidade e as suas aptidões.

Fui entusiástico jogador de rugby durante três anos.

 

Vasco Reis»

 

Nota: escusado será dizer que  este saber do Dr. Vasco Reis, entrou por um ouvido e saiu pelo outro, dos que têm o poder de acabar com esta prática bárbara. E isto acontece porque em cérebros mirrados se não entra nem um grão de poeira, como poderá entrar a Sabedoria?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:16

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 4 de Abril de 2019

E VIVA A “CULTURA” DOS BRONCOS DOS AZORES…

 

Azores “As Caraíbas no meio do Atlântico”, dizem os norte-americanos…

Mas o Arquipélago dos Açores não é só paisagem, também é o que vemos nesta foto e no vídeo, que representa a “alma” dos açorianos que ainda não evoluíram.

 

Açores.jpg

Açores: tourada à corda. E dizem que os Touros não são se aleijam…

Origem da foto: Internet

 

E se isto é um divertimento CIVILIZADO que me caia um raio em cima!

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:10

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 3 de Abril de 2019

A TAUROMAQUIA ESMIUÇADA ATRAVÉS DA CIÊNCIA MÉDICO-BIOLÓGICA

 

(Mais um excelente texto do Dr. Vasco Reis, Médico Veterinário, o qual dedico a um barranquenho que me escreveu, levado por uma ignorância de que não tem culpa. Mas depois de ler as palavras que se seguem, já não tem desculpa).

 

TERNURA ENTRE BOVINOS.jpg

Quanta ternura! Quanta beleza! Quanta dignidade! Por que têm de ser torturados em nome dos prazeres mórbidos de gente desprezível?

 

Texto de Vasco Reis (Médico Veterinário)

 

TAUROMAQUIA I

 

Na Tourada à Portuguesa, importa mencionar: o terrível sentimento de claustrofobia e pânico que o touro sofre desde que é retirado violentamente da campina e transportado em aperto e confinado; o maltrato antes da lide na arena com a finalidade de o enfraquecer física e animicamente; a provocação e a tortura durante a lide e no fim desta, com a retirada sempre violenta e muito dolorosa das bandarilhas; após a lide, metido no transporte e no curro onde fica esgotado, deprimido, ferido, dorido e febril, em acidose metabólica horrível que o maldispõe e intoxica, até que, dias depois, a morte o liberte de tanto sofrimento.

 

O cavalo sofre esgotamento e terrível tensão psicológica ao ser usado como veículo, sendo dominado, incitado e lançado pelo cavaleiro e obrigado a enfrentar o touro, quando a sua atitude natural seria a de fuga e de pôr-se a uma distância segura.

 

À força de treino, de esporas que o magoam e ferem, de ferros na boca e corrente à volta da mandíbula, que o magoam e o subjugam, o cavalo arrisca morte por síncope/paragem cardíaca, ferimentos mais ou menos graves, até a morte na arena.

 

É difícil, senão impossível, acreditar que toureiros e aficionados amem touros e cavalos, quando os submetem a violência, risco, sofrimento.

 

Importa reconhecer que em todas as actividades tauromáquicas, mais ou menos cruentas, o sofrimento da captura, claustrofobia e pânico da prisão, do transporte, do curro, estão sempre presentes.

 

TAUROMAQUIA II

 

Aqui umas noções concisas de Ciência a quem interessar:

 

Sistema nervoso, mais ou menos evoluído, é algo comum aos animais.

 

Plantas não têm sistema nervoso, não têm sensibilidade, não têm consciência.

 

Não têm a capacidade de fugir ao perigo, à agressão, por exemplo, ao corte, à seca, ao fogo.

 

Animais humanos e não humanos são seres dotados de sistema nervoso, mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é agradável, perigoso e agressivo e doloroso. Estes seres experimentam sensações, emoções e sentimentos muito semelhantes. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa e de fuga para poderem sobreviver. Sem essas capacidades não poderiam sobreviver. Portanto, medo e dor são essenciais e condição de sobrevivência.

 

Afirmar-se que nalguma situação não medicada, algum animal possa não sentir medo e dor se for ameaçado ou ferido, é testemunho da maior ignorância ou intenção de negar uma verdade vital. Alguém acha que isso é possível aos humanos?

 

A ciência revela que o esquema anatómico, a fisiologia e a neurologia do touro, do cavalo e do homem e de outros mamíferos são extremamente semelhantes.

 

As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto, o ferimento.

 

O senso comum apreende e a ciência confirma isto. Portanto, homem, cão, gato, touro, cavalo, coelho, porco, ovelha, cabra, etc., sentem e sofrem de maneira semelhante, seja privação da liberdade, tensão de transporte, sede e fome, medo e pânico, cansaço, agressão, ferimento.

 

Depois desta explicação, imaginem o sofrimento horrível que uma pessoa teria se fosse posta no lugar de um touro capturado e conduzido ao “calvário” de uma tourada.

 

Conclusão comportamental ética?

 

Seres humanos (tauromáquicos) não devem infligir a outros seres de sensibilidade semelhante (touros e cavalos), sofrimentos a que os próprios infligidores (tauromáquicos) não aceitariam ser submetidos.

 

TAUROMAQUIA III

 

E porque se permite a Tauromaquia, actividade que assenta na violência e no sofrimento público de animais, legalizado e autorizado por lei e até apreciado, aplaudido e glorificado por alguns?

 

Para perpetuar uma tradição cruel e retrógrada, que sacrifica animais, prejudica a sociedade e o relacionamento com outros seres nossos companheiros da Terra, embota a sensibilidade, deseduca a juventude para uma vida pacífica e compassiva?

 

Para que se cumpra uma lei que permite a tortura, lei essa que é contra a Lei de Protecção dos Animais?

 

Para satisfazer algumas poucas pessoas entusiastas da Tauromaquia, actividade indissociável de violência e de sofrimento?

 

Para exibicionismo e proventos para os artistas que violentam os animais (touros e cavalos) ou que se aproveitam deles depois destes estarem feridos e esgotados?

 

Para sustentar alguns postos de trabalho à custa do sofrimento dos touros e cavalos?

 

Para permitir negócios à custa do sofrimento de touros e cavalos?

 

Para atraírem turistas incautos ao engano? Na sua maioria estes saem das praças incomodados e indignados com o espectáculo?

 

Embora esta actividade contribua para dissuadir a vinda a Portugal de muitos turistas, porque abominam a tauromaquia e evitam este país de arenas de tortura?

 

Embora indignem, revoltem e envergonhem imensos portugueses conscientes e compassivos, por este massacre se passar no nosso país?

 

Embora se comprometa a reputação de Portugal pelo desrespeito cruel pelos animais, ao contrário do que aqui devia ser princípio?

 

É claro, que uma verdadeira democracia não permite e legaliza a tortura.

 

Por estas razões apelamos a que não assistam a touradas e afirmem e divulguem o vosso repúdio por esta cruel actividade.

 

Vasco Reis (13.6.13)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:18

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 1 de Abril de 2019

REJEITADO O VOTO DE CONGRATULAÇÃO DO PAN PELO FIM DA PRÁTICA BÁRBARA ESPANHOLA DO “TORO DE LA VEGA”

 

Fiquei completamente PERPLEXA! Porque o torneio do “Toro de la Vega” era uma prática absolutamente crudelíssima, indigna da mais vil de todas as criaturas, quanto mais de seres que são designados como seres humanos.

 

«Era um voto simples: de congratulação ao Estado Espanhol pelo fim da tortura de animais no torneio do Toro de la Vega. Mas o CDS-PP e o PCP votaram contra e o PS e PSD abstiveram-se. Resultado: REJEITADO. (Considera o PAN).

 

Que grandes trogloditas, para recusarem este voto! (Considero eu).

 

55441152_2129051317181344_3339251942093225984_n.jp

 

«Poderemos presumir, então, que estes partidos continuam a validar a violência?

 

Nesta celebração, os touros eram perseguidos até às margens do Rio Douro, recebendo golpes violentos de lanças pontiagudas até à sua morte em público, provocada pelos ferimentos infligidos durante longas horas!

 

Em Maio de 2016, a Junta de Castela e Leão tinha aprovado um Decreto de Lei no qual se proibia a celebração do Toro de la Vega nestes termos, não permitindo nem os golpes desferidos com as lanças nem a morte dos animais neste ou noutros eventos semelhantes, documento validado pelo Tribunal Superior de Justiça desta Comunidade Autónoma. Respondendo a um recurso interposto pela Cidade de Tordesilhas contra a decisão, o Supremo Tribunal espanhol validou finalmente o Decreto de Lei em questão, apresentando a seguinte fundamentação: "a tradição não é um argumento para justificar a persistência de certos ritos que a actual sensibilidade social pode rejeitar. (...) Não é necessário citar aqui tradições de tempos passados cuja admissão agora é impensável".

 

Esta resolução e a sua fundamentação vêm não só confirmar o posicionamento dominante de cidadãos e Organizações Não Governamentais que, seguindo o princípio da evolução civilizacional em curso, reivindicam que a tradição não pode mais justificar práticas de violência.

 

Mas o Parlamento deve continuar a achar que a Península Ibérica está bem assim. Não entendemos. Até quanto?

 

Consulta do voto completo aqui: http://bit.ly/2HNhldI

 

Fonte:

https://www.facebook.com/PANaveiro/photos/a.873331856086636/2129051310514678/?type=3&theater

***

Não, não entendemos. Ninguém, no seu juízo perfeito, entende.

 

E sim, podemos concluir que o CDS/PP, o PCP, o PS e o PSD continuam a validar a violência. Em nome de quê, é algo que ultrapassa a racionalidade humana.

 

Meus amigos, votar nestes partidos é votar na BRUTALIDADE.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:09

link do post | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim

Pesquisar neste blog

 

Maio 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
14
16
17
21
22
25
26
27
28
29
30
31

Posts recentes

VITÓRIA PAN LISBOA – CÂMA...

«HERÓIS SALVAM VIDAS NÃO ...

“GAME OVER” PARA OS TAURI...

«A TAUROMAQUIA É A ACÇÃO ...

EIS A “FEROCIDADE” DE UM ...

OVIEDO (ESPANHA) PROPÕE ...

OS TOUROS E CAVALOS SOFRE...

E VIVA A “CULTURA” DOS BR...

A TAUROMAQUIA ESMIUÇADA A...

REJEITADO O VOTO DE CONGR...

Arquivos

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

DIREITOS

© Todos os direitos reservados Os textos publicados neste blogue têm © A autora agradece a todos os que os divulgarem que indiquem, por favor, a fonte e os links dos mesmos. Obrigada.
RSS

ACORDO ORTOGRÁFICO

Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

COMENTÁRIOS

Este Blogue aceita comentários de todas as pessoas, e os comentários serão publicados desde que seja claro que a pessoa que comentou interpretou correctamente o conteúdo da publicação. Serão eliminados os comentários que contenham linguagem ordinária e insultos, ou de conteúdo racista e xenófobo. Em resumo: comente com educação, atendendo ao conteúdo da publicação, para que o seu comentário seja mantido.

CONTACTO

isabelferreira@net.sapo.pt