Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018

NUNCA AS TOURADAS LEVARAM TANTA PANCADA COMO NESTES ÚLTIMOS DIAS PORQUE SE CÃO COMO NÓS, TOURO COMO NÓS. PORQUE NÃO?

 

Sim, caçador Manuel Alegre. Se o Cão é um animal mamífero, como nós, o Touro também é um animal mamífero como nós. Ou acha (se ao menos, pensasse!) que uns são mais animais do que outros, à boa maneira dos ditadores? E aqueles animais que o caçador mata, pelo simples gozo de matar? Serão o quê? Ervas daninhas?

E o caçador diz gostar tanto de animais! E o caçador diz também:

«Que prazer me dá matá-los!»

E como Freud explica bem estas mentes deformadas!

Manuel Alegre deixou de ser o poeta.

Os poetas progridem. Integram-se na Cultura Culta. Não se imiscuem com os torturadores de animais sencientes. Não caçam cobardemente animais indefesos. E se o fazem, deixam de ser poetas, para serem simplesmente caçadores.

O poeta Manuel Alegre morreu, no momento em que declarou o que declarou, envergonhando as Artes e as Letras e a Cultura Culta, e a Civilização e o Socialismo (como doutrina política).

 

MANUEL ALEGRE.jpg

Declara Manuel Alegre:

Eu sei que há evolução, sou contra os maus-tratos aos animais, não haja dúvida nenhuma sobre isso. Mas sou pelas pessoas e sou por qualquer coisa de sagrado que há na corrida, qualquer coisa de sagrado muito antigo. Quem não percebe isso também não percebe a poesia, não percebe a literatura”, afirma Manuel Alegre, que presta homenagem ao Partido Comunista Português (PCP) por ser “fiel às tradições” e “não tem medo do PAN, não tem medo do politicamente correcto”.

 

Como disse o caçador?

Não, não sabe que há evolução. Se soubesse, teria evoluído. E não, não há nada de sagrado na tortura de Touros. Há sadismo. Há psicopatia. Está nos livros. E comparar a tortura de um ser senciente, numa arena (para que um bando de sádicos se divirta), com Poesia e Literatura, é o mesmo que comparar um monte de esterco com um Roseiral. E isto só de alguém que perdeu a noção da virtude.

 

E Manuel Alegre elogia o Partido Comunista Português que se vende por um punhado de votos, na região mais empobrecida de Portugal (Ribatejo e Alentejo) onde a selvajaria tauromáquica está enraizada e confinada, e onde o PCP consegue eleger alguns poucos presidentes de Câmara, algo que envergonharia o Prémio Nobel José Saramago que, das touradas, tinha esta visão universal, que é a do Senso Comum:

 

«A violência das touradas ou dos autos-de-fé apraz ao povo que, obscuro e ignorante, se diverte sensualmente com as imagens de morte, esquecendo a miséria em que vive.» in Memorial do Convento.

 

«(...) As criancinhas ao colo das mães batem palmas, os maridos, excitados, apalpam as excitadas esposas e, calhando, alguma que não o seja, o povo é feliz enquanto o touro tenta fugir aos seus verdugos deixando atrás de si regueiros de sangue. É atroz, é cruel, é obsceno. Mas isso que importa se Cristiano Ronaldo vai jogar pelo Real Madrid? Que importa isso num momento em que o mundo inteiro chora a morte de Michael Jackson? Que importa que uma cidade faça da tortura premeditada de um animal indefenso uma festa colectiva que se repetirá, implacável, no ano seguinte? É isto cultura? É isto civilização? Ou será antes barbárie?» Junho de 2009 in Outros Cadernos de Saramago, neste link:

https://www.facebook.com/TouradasNAO/posts/as-touradas-por-saramagoa-viol%C3%AAncia-das-touradas-ou-dos-autos-de-f%C3%A9-apraz-ao-pov/385462384842313/

 

Obviamente é barbárie, mas o caçador Manuel Alegre, habituado a matar animais indefesos, não sabe, como não sabem os socialistas trogloditas (porque os há civilizados, mas não se manifestam).

 

E querem saber uma grande verdade?

Esta polémica ao redor do IVA dos torturadores de Touros, juntamente com a recente e vergonhosa e falaciosa e encomendada reportagem que a aficionada TVI apresentou (só quem não está habituado aos meandros de uma reportagem realizada com cabeça, troncos e membros não se apercebeu) só veio dar votos ao PAN, de quem Manuel Alegre e os seus camaradas (mas não o povo português) morrem de medo.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:05

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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2018

REPORTAGEM DA TVI ENCOMENDADA PARA DENEGRIR O PAN NUM MOMENTO EM QUE O PAN ANDA A FAZER SOMBRA AOS TROGLODITAS?

 

O texto que se segue é da autoria do Grupo PrótouroPelos touros em liberdade.

Mas eu também vi a reportagem e o que me saltou logo à vista foi  exactamente a mesma coisa: uma encomenda para denegrir o PAN,  porque quem, na realidade, ali esteve a ser julgado foi o PAN e  não a IRA. E se isto não é verdade, foi o que ficou da reportagem, que  vale o que vale.

E Ana Leal não saiu isenta desta reportagem, aliás, muito mal fundamentada pelo jornalista André Carvalho Ramos.  A ver vamos, no que isto dá. Para já, o que transparece é que André Silva, deputado do PAN, foi alvo de um golpe baixo.

 

Fonte:

Prótouro

Pelos touros em liberdade

https://protouro.wordpress.com/2018/11/16/protoiro-encomenda-reportagem-para-denegrir-o-pan/

 

IRA.jpg

 

Prótoiro” Encomenda Reportagem para Denegrir o PAN

 

A TVI passou ontem uma reportagem dedicada à IRA- Intervenção e Resgate Animal onde acusa o PAN de estar envolvido com o grupo.

 

Afirmam que André Silva recebeu o grupo em audição, que segue a página Facebook do mesmo e que a chefe de gabinete do PAN é um dos elementos do grupo.  Provas nem uma.

Quem viu a reportagem como nós, ao fim de cinco minutos, começa de imediato a pensar mas isto é jornalismo de investigação ou uma stand-up comedy tudo porque o grupo debita literalmente disparates tais como só contratamos gajos que estiveram presos em Alcoentre ou porque é que vamos bater nas pessoas se temos armas.

 

Nós não temos a menor dúvida, que esta palhaçada de reportagem foi encomendada pela máfia tauromáquica com a única finalidade de denegrir o PAN porque sabem, que nas próximas eleições em vez de um deputado serão mais daí a desesperada tentativa de denegrir o partido e o deputado André Silva.

 

Este é o modus operandi da “prótoiro” e de toda a corja que tortura e mata animais e este não é o único exemplo.

 

Depois das afirmações da Ministra da Cultura relativamente ao IVA das touradas começou a circular no Facebook dos aficionados um post que acusava a ministra de inculta por colocar Évora a sul do rio Sado. E para tornar a notícia credível diziam que no dia 6 de Novembro, na Audição da Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa sobre o Orçamento de Estado de 2019, a senhora Ministra da Cultura anunciou que o Museu Regional de Évora instalado no antigo Paço Episcopal, frente ao Templo Romano, vai tornar-se no primeiro Museu Nacional a Sul do Sado.

Obviamente que esta acusação é mentira porque se fosse verdade a comunicação social não a teria poupado.

Estes crápulas não olham a meios para atingir os fins e usam as armas mais nojentas que podem para denegrir tudo e todos que lutam pela defesa dos animais.

Quando alguns aficionados se questionam o que é que faz a “prótoiro” e onde é que gasta o dinheiro que recebem agora já sabem. O vosso dinheirinho é usado para corromper políticos, pagar a jornais para escreverem artigos de opinião a defender a barbaridade tauromáquica e canais de televisão para manipularem reportagens!

Nas próximas eleições não votem em partidos grunhos VOTEM PAN.

Prótouro
Pelos touros em liberdade

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:31

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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2018

REFERENDAR A TORTURA DE TOUROS SERIA O MESMO QUE REFERENDAR SE SE DEVE MATAR AS MÃES

 

O que é da ÉTICA não pode ser referendado. A tortura de Touros é uma questão da ÉTICA, do Senso Comum, das Leis Naturais e Universais.

Ninguém referenda se se pode ou não matar as mães. No entanto, há quem as mate.

Eis o que é a Ética, explicada de um modo simples, por Mário Sérgio Cortella (***) para que todos entendam:

 

ÉTICA1.jpg

 

Referendar a tortura de Touros é ACEITÁ-LA como algo que pode ser válido para a sociedade, e que uns querem, e outros não querem.

 

As questões da VIDA não são referendáveis. A VIDA é tão importante para o animal humano, como para o animal não-humano, por isso estes são tão cuidadosos com a vida deles, defendem-na corajosamente, não poluem o seu habitat natural, e são eles o equilíbrio racional do ecossistema, que o animal homem irracionalmente destrói.

 

ÉTICA.jpg

 

Ainda se a pergunta a fazer fosse directa e clara:

É A FAVOR DA TORTURA DE TOUROS E CAVALOS NUMA ARENA, PARA DIVERTIR SÁDICOS E PSICOPATAS?

… talvez (talvez) o referendo  fosse aceitável...

 

Contudo, nos referendos, como todos nós sabemos, as perguntas nunca são directas e claras, precisamente para confundir os menos esclarecidos e, com isso, servir a política e não a sociedade.

 

De qualquer modo, um referendo sobre a tortura de touros é admitir essa barbárie no seio da nossa sociedade, que se quer evoluída. Portanto, algo contraproducente.

 

(***) Mario Sergio Cortella é um filósofo, escritor, educador, palestrante e professor universitário brasileiro, mais conhecido por divulgar, com outros intelectuais como Clóvis de Barros Filho, Leandro Karnal, Renato Janine Ribeiro e Luiz Felipe Pondé, questões sociais ligadas à filosofia na sociedade contemporânea.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:40

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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2018

SENHOR PRIMEIRO MINISTRO: NO MUNDO CIVILIZADO APENAS OS TROGLODITAS E SEUS APOIANTES DEFENDEM A TAUROMAQUIA

 

Ninguém mais, fora desse círculo, defende o universalmente indefensável: a tortura de seres sencientes para divertir sádicos.

Poderia ter aplicado palavras mais suavezinhas e não chamar trogloditas aos que praticam, aplaudem e apoiam a tortura de bovinos e cavalos numa arena, ou sádicos aos que vão assistir a tamanha barbárie. Poderia. Mas não estaria a adjectivar adequadamente aqueles que deliram com o sofrimento de um animal que, como ser biológico, se equipara ao homem.

Li a carta aberta a Manuel Alegre, e o que tenho a dizer é que nunca os NINS fizeram evoluir o mundo. Existem determinadas coisas em que não pode haver meio termo. Ou é sim ou sopas. E a cruel tortura e violência exercidas sobre Touros e Cavalos antes, durante e depois da lide é uma delas.

António costa.jpg

(Esmiuçando a Carta aberta de António Costa a Manuel Alegre, as passagens a negrito são da responsabilidade da autora do Blogue).

 

O Dr. António Costa, primeiro-ministro de Portugal, depois de toda a polémica levantada pela actual Ministra da Cultura, quanto ao IVA a pagar pelos torturadores de Touros, decidiu responder, dando uma no cravo, outra na ferradura, à carta aberta que o caçador Manuel Alegre, lhe dirigiu, muito indignado, por haver um membro do governo que, pela primeira vez, pôs a Civilização à frente dos interesses económicos do lobby tauromáquico, aliás, muito bem representado na Assembleia da República.

 

António Costa começa por dizer: «(…)Por respeito pelo pluralismo e amor à liberdade, não subscrevo a frase habitualmente atribuída a Mahatma Gandhi "que o grau de civilização de determinada sociedade pode ser medido pela forma como trata os seus animais." Prefiro pensar que as civilizações também se distinguem pela forma como tratam os animais. Como se distinguem pela forma como valorizam a dignidade do ser humano, a natureza ou se relacionam com o transcendente, por exemplo. Não acredito numa hierarquia de civilizações, nem no exclusivismo identitário, nem no determinismo histórico da evolução civilizacional.

 

É no mínimo estranho que um primeiro-ministro de Portugal que, por várias vezes, na Assembleia da República, votou a favor da barbárie, venha com este discurso de liberdade e pluralismo, numa tentativa de desviar o que Gandhi quer dizer, quando sabemos que o grau de civilização de uma sociedade também se mede pelo saber usar a Liberdade (há limites para o uso da liberdade ou então todos os bandidos que fazem parte da sociedade teriam de ter também a liberdade de praticarem toda a espécie de banditismo e todos os actos bárbaros teriam de ser permitidos), e o pluralismo só se aplica ao que for benéfico para a sociedade, incluindo nela toda a sua fauna humana e não-humana. Até porque no Planeta Terra, o homem não é a medida de todas as coisas. E pensar em liberdade e pluralismo apenas no que respeita ao homem, é pensar pequeno, e marginalizar todos os outros seres que connosco partilham o Planeta e já cá estavam muitos milhares de anos antes de nós, não faz parte do grau de civilização de que fala Gandhi.

 

E António Costa continua no seu registo apenas no plano humano:

Não acredito numa hierarquia de civilizações, nem no exclusivismo identitário, nem no determinismo histórico da evolução civilizacional. Por isso, afirmar que uma certa opção é uma questão de civilização não significa desqualificar o oponente como incivilizado. O diálogo de civilizações exige respeito mútuo, tolerância e a defesa da liberdade. Ao contrário do que a frase de Gandhi pode fazer supor, uma mesma sociedade comporta diferentes visões civilizacionais.

 

Pois o Dr. António Costa tem toda a liberdade de não acreditar no que não sente. Quando refere que o diálogo de civilizações exige respeito mútuo, tolerância e a defesa da liberdade, está correctíssimo. Devemos respeitar, tolerar e defender a liberdade das civilizações diferentes da nossa, que têm religiões, culturas, crenças, costumes diferentes dos nossos. Certíssimo.

 

Contudo, não temos de respeitar, nem tolerar a prática de actos bárbaros, nem de defender a liberdade de os praticar, pois não fazendo parte de nenhuma civilização, estaremos a ser cúmplices da prática desses actos criminosos.

 

Portanto, no que respeita à tauromaquia, e a outras práticas bárbaras, perpetradas contra toda a espécie de animais selvagens e domésticos, em território português, apesar da existência de leis que deviam protegê-los, mas, na prática, não protegem, não há respeito possível, nem tolerância, nem defesa da liberdade de as praticar.

 

A alturas tantas, o Dr. António Costa diz a Manuel Alegre: « (…) não me receie como "mata-toureiros", qual versão contemporânea de "mata-frades". Prefiro conceder a cada município a liberdade de permitir ou não a realização de touradas no seu território à sua pura e simples proibição legal e considero extemporâneo um referendo sobre a matéria. Choca-me que o serviço público de televisão transmita touradas. Mas não me ocorre proibir a sua transmissão. Contudo, reclamo também a minha própria liberdade e defendo a liberdade de quem milita contra a permissão das touradas.

 

Passar para os municípios a liberdade de permitir ou não touradas é tentar empurrar o lixo para debaixo do tapete… dos outros. É uma atitude NIM. Mas esta de dizer que lhe choca que o serviço público de televisão transmita touradas, mas não lhe ocorre proibir a sua transmissão, é de uma falta de coerência descomunal. O choque é para agradar a gregos; o não ocorrer (será no sentido de não lhe calhar?) proibir o que o choca, é para agradar a troianos; e as duas coisas juntas é para não agradar a nenhum ser pensante. A liberdade está aqui muito mal aplicada. Porque a nossa liberdade acaba, quando a liberdade dos outros seres vivos ao direito de ter uma vida tranquila e feliz, começa.

 

E depois o Dr. António Costa faz esta comparação estranha: «O Estado não proíbe o consumo do sal ou do açúcar, mas deve informar os cidadãos dos riscos que o seu consumo comporta para a saúde e tem o dever de promover a educação para uma alimentação saudável. E quando o faz não atenta contra a liberdade de escolha alimentar de cada um. Como a antiquíssima proibição da lide de morte tem sido aceite e até defendida pela generalidade dos aficionados.»

 

Há aqui algo que não bate certo: o Estado não proíbe o consumo do sal ou do açúcar, mas deve informar os cidadãos dos riscos… e tal … O que é que tem a ver o sal e o açúcar, que o animal-homem, que se diz racional, deve saber que não deve consumir em excesso, com a tortura de indefesos Touros, que o animal-homem diz não serem racionais, e a pseudo-proibição da lide de morte, que é permitida descaradamente e ilegalmente em Monsaraz, e legalmente em Barrancos, graças ao socialista Jorge Sampaio?

 

E o Dr. António Costa continua:

«Será ilegítimo distinguir entre diferentes géneros de espectáculos? Não. Seja por razões económicas, mesmo que muito discutíveis, como se pretende ao não abranger os "festivais". Seja por opções civilizacionais como já acontece com a pornografia. A causa da promoção do bem-estar animal é absolutamente legítima e tem tido, felizmente, progressiva expressão legal, a mais relevante das quais a recente alteração do Código Civil, que deixou de considerar os animais como "coisas". Ou a limitação à utilização de animais em espetáculos de circo.



Vejamos: um espeCtáculo (com em cima, sem em baixo?) é a exibição pública de actividades artísticas, tais como peças de teatro, filmes, bailados, concertos… onde não se encaixa a prática da tortura de seres vivos, por não ser uma actividade artística, mas tão-só um acto incivilizacional.

 

Ora, se por uma opção civilizacional, a pornografia não pode ser taxada ao mesmo plano de uma peça de teatro, porque haveria a tortura de touros, seguindo a mesma opção civilizacional, de ser taxada como uma actividade artística ao mesmo plano de um bailado clássico?

 

E para finalizar em grande, o Dr. António Costa diz o seguinte: «Como homem da Liberdade tem também de respeitar os cidadãos que, como eu, rejeitam a tourada como manifestação pública de uma cultura de violência ou de desfrute do sofrimento animal. Será assim ilegítimo, totalitário, violentador da liberdade a não atribuição de benefício fiscal à tourada? O que seria então se lhe fosse dado um tratamento fiscal agravado, como acontece com o tabaco ou o álcool? Bem sei que o novo politicamente correcto é ser politicamente "incorreto"... Mas então prefiro manter a tradição e defender o que acho certo, no respeito pela liberdade dos outros defenderem e praticarem o contrário.

Um abraço com estima, admiração e camaradagem.

António Costa

Primeiro-ministro»

 

Como disse, senhor primeiro-ministro? Manuel Alegre tem de respeitar os cidadãos que, como o senhor, rejeitam a tourada como manifestação pública de uma cultura de violência ou de desfrute do sofrimento animal?

 

Alguma coisa nesta frase soa a dúbio. À primeira confunde o leitor. Mas lendo com mais atenção, o senhor rejeita a tourada não como uma manifestação pública de uma cultura de violência ou de desfrute do sofrimento animal, o que na realidade ela é. O que o senhor primeiro-ministro diz é que rejeita que a tourada seja uma manifestação pública de uma cultura de violência ou de desfrute do sofrimento animal.

 

Ou seja, o senhor deu uma no cravo, outra na ferradura. Ou percebi mal?

 

Se o senhor rejeita a tourada como uma manifestação pública de uma cultura de violência ou de desfrute do sofrimento animaltem uma opção: abolir esta prática abominável, que não prestigia Portugal, nem tão-pouco o seu primeiro-ministro.

 

E é lamentável que diga que o novo politicamente correCto é ser politicamente "incorreto"..., seja lá o que isto for...

 

Isabel A. Ferreira

 

Ler a carta de António Costa, na íntegra, neste link:

https://www.publico.pt/2018/11/11/politica/opiniao/carta-aberta-manuel-alegre-1850600?fbclid=IwAR3U2BmBy89swli3RPpytBNp5ZesKvjCFPFY6-eAWSt9jdJFGoA5snESzoE

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:37

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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2018

«OS TOUROS E A LIBERDADE»

 

 

Num momento em que a Cultura e a Civilização foi posta em causa por um poeta, recordemos este magnífico texto de Duarte Belo, fotógrafo, filho do Poeta Ruy Belo

 

TOURO.jpg

E pensar que este magnífico Touro

é transformado nisto:

TOURO2.jpg

 …por “gente” como esta:

TOUREIRO.png

«O problema destas criaturas é que lhes falta mundo, educação, cultura. A única realidade que conhecem é mesmo esta, dos costumes bárbaros, da brejeirice. Muitos, só conhecem, e mal, o mundinho onde vivem ou quanto muito foram a Badajoz comprar caramelos. Não evoluem, porque não podem. Não têm capacidade. Pararam no tempo. São uns pobres de espírito. São empedernidos, fossilizados. A única esperança é que entrem em extinção, brevemente» (Judite Corte-Real)

 

***

«OS TOUROS E A LIBERDADE»

 

«Numa viagem recente atravessei Portugal de norte a sul. Já em terras alentejanas paro o carro para fotografar animais a pastar. Quando me aproximo da cerca, as vacas e os bois levantam a cabeça e olham-me fixamente. Por breves momentos como que se estabeleceu ali um diálogo entre duas espécies biológicas diferentes. Fiz algumas fotografias. Haveria de recordar, mais tarde, outros encontros com animais, outras imagens, num percurso mental pelo meu arquivo fotográfico.

 

Não posso negar que tenho dificuldade em compreender que espectáculo é esse em que se amputa a principal arma de defesa de um animal, os seus chifres, e se o empurra para o centro de uma arena, onde, do alto de um cavalo leve, rápido e ágil, é proporcionada ao cavaleiro a posição dominante e segura para espetar bandarilhas no seu dorso. O sangue não tardará a escorrer pelo seu corpo negro, musculado e pujante. O animal, longe dos horizontes vastos em que cresceu, vai revelar um sofrimento crescente.

 

As touradas são a exibição pública de um confronto entre duas espécies em que há uma que sai sempre derrotada. A aparente manifestação de bravura dos toureiros é o símbolo arcaico de sociedades desiguais em que um macho dominante simbolizava a defesa contra os inimigos da comunidade, fossem eles de tribos rivais ou as próprias intempéries vindas do céu ou os abalos da terra.

 

O mundo mudou. Terá passado o tempo em que as touradas eram elogiadas em páginas de bela literatura. Hoje há enormes problemas ambientais com a que a humanidade se defronta. É o aquecimento global ou a extinção acelerada de numerosas espécies. Está em risco um equilíbrio planetário do qual dependemos para a nossa própria sobrevivência. Poderá parecer que as touradas nenhuma relação têm com os problemas ambientais com que nos deparamos na actualidade, mas têm tudo em comum. É a continuidade de uma atitude arrogante perante a Natureza. Assumamos a nossa condição animal. Será quando nos soubermos reintegrar, regressar, em certa medida, à Natureza, respeitar as outras espécies que connosco partilham esta casa comum, a Terra, que daremos um passo em frente num processo civilizacional que não tem regresso.

 

Há muitas coisas que estão mal na nossa sociedade, há tradições profundamente nefastas que urge ultrapassar. Uma tomada de consciência sobre aquilo que realmente podemos ser como espécie biológica, no contexto desta contemporaneidade, poderá conduzir-nos a uma sociedade mais livre, justa e igualitária.

 

Talvez apenas o conhecimento nos transporte a estados clarividentes de consciência de tempo, de espaço, de vida. O conhecimento do mundo baseado nessa fascinante narrativa que a ciência nos tem vindo a desvendar, tão sabiamente acompanhada pelas leituras da arte, da poesia, das intuições disruptivas, é uma estrada fascinante. Olhemos longe o horizonte. Projectemos viagens que não signifiquem a anulação, a destruição do outro, seja ele humano ou não. Já nos podemos libertar dessa cruel e bárbara dimensão que ao longo de milénios fez de nós a mais poderosa máquina de sobrevivência e destruição. A extinção das touradas será bom sinal para uma humanidade mais livre, para um mundo melhor.

Duarte Belo»

 

(AVISO: este texto foi corrigido para a grafia portuguesa, via corrector automático, visto a aplicação do AO90 ser ilegal em Portugal).

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:57

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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2018

CARTA ABERTA DE MANUEL ALEGRE A ANTÓNIO COSTA ENTERRA O PS, A LIBERDADE E A DEMOCRACIA

 

 

andre-silva-pan.jpg

André Silva, deputado do PAN, reage à Carta Aberta de Manuel Alegre 

 

Hoje, Portugal pasmou com a Carta Aberta que Manuel Alegre escreveu a António Costa, pondo-se do lado da incultura e da incivilização, pedindo para os pobrezinhos da tauromaquia, para a continuidade da barbárie, algo que não combina com Liberdade, com Democracia, com Socialismo.

 

Manuel Alegre, não sabe, mas com a sua atitude anti-civilização, só está a favorecer o PAN e a enterrar o PS. Porque o discurso dele, de Manuel Alegre, é realmente de um conservador monarquista, não de um socialista contemporâneo.

 

E tal atitude antidemocrática só prejudica o PS. E ainda bem, porque os Portugueses já estão fartos das políticas retrógradas de quem está com os pés fincados no passado, e se recusa a evoluir. Pode ser que tudo isto contribua para uma mudança. PS, PSD, PCP e CDS/PP são todos farinha do mesmo saco, no que respeita ao apoio às práticas medievalescas (touradas e caça) quando o mundo grita por Evolução.

 

Confrontado com a Carta Aberta de Manuel Alegre, o deputado do PAN (partido Pessoas-Animais-Natureza) André Silva, referiu que a reacção de Manuel Alegre, que se manifesta contra o que diz ser o "fanatismo do politicamente correcto", é normal num conservador. O deputado do PAN considera ainda que as reacções como as de Manuel Alegre, são normais quando se quer dar passos civilizacionais e se está preso a uma cultura do passado, mas que aos poucos se vai destruindo.

 

Para André Silva, não estão apenas em causa os gostos das pessoas, mas também implicações na vida de terceiros, ou seja, dos animais envolvidos nessas práticas, seres sencientes, e acrescenta que a sociedade portuguesa do século XXI não aceita mais a utilização de animais para entretenimento.

 

Para ouvir as declarações de André Silva, clicar neste link:

https://www.rtp.pt/noticias/politica/manuel-alegre-esta-agarrado-ao-passado-diz-deputado-do-pan_a1109841

 

***

Mas afinal, o que tanto traz agitado Manuel Alegre, o caçador?

 

«Carta aberta a António Costa

 

É chegada a hora de enfrentar cultural e civicamente o fanatismo do politicamente correcto.

 

Antes mesmo de ele existir, já eu apoiava este Governo que tem vindo a espantar o diabo tantas vezes anunciado. Portugal, apesar das dificuldades, é hoje uma boa excepção, numa Europa e num Mundo marcados por um processo de desconsolidação da Democracia e pela emergência de várias formas de populismo. Os partidos tradicionais estão em decadência, alguns em vias de desaparecimento. E a revolta popular contra o sistema já não está do lado da esquerda, passou para a direita, estimulada e manipulada pela hegemonia do poder financeiro global.

 

Devíamos estar atentos. Mas às vezes a euforia conduz à distracção. Eu, por exemplo, vivo uma situação paradoxal. Apoio esta solução governativa, o PS está no poder e, no entanto, por vezes sinto a minha liberdade pessoal ameaçada. Não por causa do que se passa no Mundo. Mas porque o diabo esconde-se nos detalhes. Está no fundamentalismo do politicamente correcto, na tentação de interferir nos gostos e comportamentos das pessoas, no protagonismo de alguns deputados e governantes que ninguém mandatou para reordenarem ou desordenarem a nossa civilização.

 

(Liberdade pessoal ameaçada, a liberdade de matar animais indefesos, para passar o tempo? Fundamentalismo do politicamente correcto, na tentação de interferir nos gostos, quando o que aqui está em causa não são gostos, mas passos evolutivos, que todos os deputados da Nação deviam dar, para reordenarem a nossa civilização, corrompida por actividades bárbaras, e o que fazem? Vergam-se aos lobbies da barbárie).

 

O deputado do PAN foi legitimamente eleito. Com pouco votos, mas foi. Tem o direito de defender as suas opiniões. Mas não pode virar o país do avesso, com a cumplicidade dos fundamentalistas de outros partidos (com a honrosa excepção do PCP) e o calculismo dos que pensam que, em certas circunstâncias, o voto dele pode ser útil para a maioria. Uma espécie de um novo deputado “limiano”, salvo o devido respeito. O facto é que um deputado, um só, traz milhares de portugueses inquietos. Isto não é normal nem saudável numa Democracia pluralista. De modo que é chegada a hora de enfrentar cultural e civicamente o fanatismo do politicamente correcto. É uma questão de liberdade. Liberdade para não gostar de touradas. Mas liberdade para gostar. Liberdade para não gostar da caça. Mas liberdade para gostar. Algo que não se pode decidir por decreto nem por decisões impostas por maiorias tácticas e conjunturais, Não é democrático. Para mim, que sou um velho resistente, cheira a totalitarismo. E não aceito.

 

(Pois Manuel Alegre está redondamente enganado e vê-se que vive na sua bolha de caçador e não vê o que o rodeia. O deputado André Silva não traz milhares de Portugueses inquietos. Traz apenas alvoroçadas umas centenas de caçadores e tauricidas, porque os restantes Portugueses clamam pela abolição dessas práticas trogloditas. E na caça ou na tourada não há liberdade para gostar, porque essas práticas não são uma questão de gosto, mas de Ética Civilizacional, que é um conceito que caçadores e tauricidas desconhecem. E um socialista, que devia ser progressista, segue os valores retrógrados monarquistas e ditatoriais, que o 25 de Abril não foi capaz de banir.)

 

Por isso, meu caro António Costa, peço-lhe que intervenha a favor de valores essenciais do PS: o pluralismo, a tolerância, o respeito pela opinião do outro. Peço-lhe que interceda pela descida de 6% do IVA para todos os espectáculos, sem discriminar a tauromaquia, já que os prejudicados serão os mais pobres, os trabalhadores que tornam possível este espectáculo. Peço-lhe que se oponha à proposta do PAN para alterar a Lei 92/95, que vem comprometer várias actividades do mundo da caça, como provas de Santo Huberto, largadas cinegéticas e cetraria – Património Mundial da Humanidade. A alteração da referida Lei provocará danos irreversíveis em muitas associações e clubes de caçadores, clubes de tiro desportivo, campos de treino e caça. Estão em causa centenas de postos de trabalho e elevadas perdas económicas para o País, sobretudo para aquelas regiões onde a empregabilidade e a actividade económica estão quase exclusivamente ligadas à caça. Sim, meu caro António Costa, trata-se de uma tradição cultural e social que é parte integrante da nossa civilização. É, também, um problema que diz respeito ao emprego e à vida de milhares de pessoas. E é, sobretudo, uma questão de liberdade, que sempre foi a a essência e a alma do Partido Socialista. Militante histórico do PS; escritor

 

(Que discurso mais minguado, rogar ao caro António que mantenha o IVA para os pobrezinhos torturadores de Touros, que recebem milhares de Euros, provenientes dos impostos dos portugueses, para comprar Ferraris e Porches, e torturar seres sencientes. Este último parágrafo desta Carta Aberta, mostra a mesquinhez de espírito de um indivíduo que perdeu a noção da realidade do século XXI D.C., e do que é o verdadeiro Socialismo. Não, isto não é sobretudo uma questão de liberdade, que sempre foi a essência e a alma do Partido Socialista, porque essa essência e alma do Partido Socialista perdeu-se ao negarem o progresso, a evolução da nossa descarrilada sociedade. Além disso, ser militante histórico do PS e escritor não são habilitações suficientes para levar o diploma de Progressista. Não me vou repetir. Deixo aqui o que já escrevi sobre esta posição retrógrada de alguém que se diz socialista, mas perdeu a noção do que ser socialista requer:

 

O CAÇADOR MANUEL ALEGRE FICOU MELINDRADO PORQUE A MINISTRA DA CULTURA DEFENDEU A CIVILIZAÇÃO

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/o-cacador-manuel-alegre-ficou-841604?utm_source=posts&utm_content=1541609491

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da Carta Aberta:

https://www.publico.pt/2018/11/07/politica/opiniao/carta-aberta-antonio-costa-1850064?fbclid=IwAR1MGCydxWzqY5wsmQPU5WC7gaVG-ldrO55jG93NDcB3PlH91F_Y31-NtIM#comments

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:03

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Terça-feira, 6 de Novembro de 2018

UMA SÓ MOSCA BASTA PARA INCOMODAR UMA MANADA DE ELEFANTES

 

Ontem, decidi ouvir, no Jornal da Noite da TVI, o que Miguel Sousa Tavares tinha a dizer sobre o IVA das touradas e sobre a corajosa atitude da actual Ministra da Cultura, que considera que evoluir faz parte da Civilização (este é um recado para a Manuela Moura Guedes).

Os trogloditas acham que existe uma perseguição à tauromaquia.

O termo não é perseguição, é acção, acção em prol da evolução.

E já não é sem tempo! Basta de tanta incultura!

 

SOUSA TAVARES.png

 

Na sua intervenção, Miguel Sousa Tavares começou por dizer: «Se calhar aquilo que a Ministra entende por civilização e civismo não é o mesmo que eu entendo».

 

Não é com toda a certeza. Nem pouco mais ou menos.

 

Sugiro a leitura deste texto, bastante actual, escrito em 2009, embora não seja acessível a mentes fechadas, para que se possa aferir o conceito hodierno de Cultura e Civilização:

 

CULTURA E CIVILIZAÇÃO

 

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/22410.html

 

Na sua intervenção, no Jornal da Noite na TVI, a alturas tantas, Miguel Sousa Tavares disse que «o PAN mete mais medo do que um Touro selvagem, na arena», disse que «o PAN aterroriza a Assembleia da República. AH! Grande André Silva!

 

Bem, que o PAN (sempre o disse eu) é a mosca que incomoda o elefante, na Assembleia da República, é uma verdade incontestável.

 

Meterá medo, sim, porque as ideias inovadoras, que conduzem à evolução das sociedades, sempre assustaram as mentes medíocres.

 

Porém, que meta mais medo do que um Touro selvagem na arena!!!

 

Selvagem???

 

Como se os Touros fossem animais selvagens, por natureza! Como se os Touros não fossem bovinos, animais ruminantes, pacíficos, que gostam de pastar tranquilamente nos prados. E que, por ventura, se tornarão “selvagens”, em situação de legítima defesa, quando atacados por animais-humanos selváticos, tal como acontece a qualquer um de nós. Quem já não foi de meigo a selvagem diante do ataque de um animal-homem selvático? Eu já.

 

Estarreceu-me ouvir o Miguel dizer que nós, que pugnamos pela abolição das touradas, temos medo de que as crianças ao verem torturar touros na RTP, fiquem a gostar de touradas, como se as crianças fossem muito parvas, elas, que gostam de animais e ainda não têm as mentes deformadas, ficam horrorizadas com tais cenas sangrentas e brutais. E dizer que elas vêem coisas muito mais horríveis, por exemplo, nos videojogos, absolutamente impróprios para crianças, (e esta parte é verdade), comparando bonecos animados, que são esborrachados e mortos sem dó nem piedade, com touros vivos,  que são torturados e sangrados ao vivo, é de uma falta de clarividência descomunal.

Mas o que não dizem os aficionados de selvajaria tauromáquica para defender o indefensável!  

 

Para concluir, recomendo também a consulta do seguinte texto, para aferir o conceito de incultura, aquela da qual faz parte a tauromaquia:

 

TODA A VERDADE SOBRE AS TOURADAS

 

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/toda-a-verdade-sobre-as-touradas-840355?utm_source=posts&utm_content=1541517313

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:21

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«ESTERTORES TAUROMÁQUICOS»

 

Congratulo-me com quem tem capacidade de pensar e espírito crítico, algo que vai rareando neste nosso país de afunilados.

 

TOURADA.png

 

Texto de Jorge Rocha no Blogue Ventos Semeados

 

«Os paladinos das touradas demoram a entender que são quixotes a brandirem armas contra moinhos de vento. A ridícula contestação à ministra demonstra o quanto se dissociaram da realidade cultural da nossa sociedade. É que revela-se notória a ampla maioria de portugueses, que repudiam o quanto se passa nas arenas do país, olhando para as farpas espetadas nos corpos ensanguentados dos touros como uma barbárie a que importa pôr cobro.

 

É risível a tentativa de reivindicarem a caução intelectual à conta de Hemingway ou Picasso, quando os valores civilizacionais tanto mudaram desde que ambos desapareceram do mundo dos vivos. Felizmente que os programas de David Attenborough ou da National Geographic muito nos esclareceram sobre a inteligência e os sentimentos dos mais dispares animais. Muito embora prossigam os massacres dos rinocerontes, dos elefantes ou dos tigres de bengala, cresce o clamor internacional sobre a importância de preservar a riqueza da vida selvagem e o quanto perderemos se ela paulatinamente se extinguir.

 

A tauromaquia insere-se numa cultura de bestialidade em que o touro existe para ser sangrado à vista de todos e uns quantos peralvilhos ostentem a sua falsa valentia. Eu que nasci numa família, que frequentava touradas e visitava ganadeiros - conhecendo-lhes, pois, as idiossincrasias - ainda tenho esperança de viver tempo suficiente para que esse degradante espectáculo seja liminarmente proibido.»

 

Fonte:

https://ventossemeados.blogspot.com/2018/11/estertores-tauromaticos.html?spref=fb&fbclid=IwAR0xVIFjhLxAOtxCjFQ86h1jzqTJjLiv-RT2Y9k0SCC0BUiyhWzw4ALVzTg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:55

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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2018

«A TAUROMAQUIA NÃO É UMA QUESTÃO DE GOSTO, É UMA QUESTÃO DE CIVILIZAÇÃO» AFIRMA NOVA MINISTRA DA CULTURA

 

Habemus Ministra da Cultura!

 

Pois já era tempo de termos uma Ministra da Cultura culta e interessada pela civilização, porque Portugal ainda se encontra num patamar muito medievalesco, no que respeita a certos actos bárbaros, validados por deputados da nossa desventurada Nação.

 

E tanto isto é verdade que ainda é possível ver por aí comentários como o que a imagem mostra, naturalmente oriundos de gente primitiva que ficou especada na Idade das Trevas e ainda não se apercebeu de que o mundo  se iluminou e evoluiu.

 

mINISTRA DA CULTURA.jpg

Que mentes mais deformadas! A tauromaquia é que quer, porque quer, impor a ditadura do gosto, porque desconhece a noção de civilização; e insulta a Humanidade, com os seus actos bárbaros, cruéis, violentos. Mas não nos surpreende que os tauricidas queiram inverter os papéis. Sonhar que têm alguma importância na sociedade é a única coisa que lhes resta.

 

É de louvar (e até que enfim, podemos louvar alguma coisa!) a resposta que a actual Ministra da Cultura, Graça Fonseca, deu a Vânia Dias, deputada pelo CDS/PP, a qual, na sua pobre infeliz intervenção no Parlamento, acusou o governo de discriminação e imposição de uma ditadura do gosto relativamente à manutenção do IVA a 13% para as actividades tauromáquicas, a que Graça Fonseca respondeu do seguinte modo:

 

“Senhora deputada, a tauromaquia não é uma questão de gosto, é uma questão de civilização e manteremos como está.”

 

(Aqui, dizemos nós, o IVA bem poderia subir para os 23%, porque a tortura de Touros é um mal social).

 

Depois de tantos anos a ver ministros a vergar-se à incultura, ouvir uma frase destas faz bem à alma.

 

Quanto ao desespero e desagrado dos tauricidas… temos pena.

 

Não há mal que sempre dure… e já é mais do que tempo de Portugal se descartar destas actividades bárbaras e medievalescas.

 

O tempo é outro!

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia:

https://protouro.wordpress.com/2018/10/30/a-tauromaquia-nao-e-uma-questao-de-gosto-e-uma-questao-de-civilizacao/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:36

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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018

PARA QUE CONSTE QUE MATAR TOUROS E MATAR FILHOS SÃO ACTOS CONDENÁVEIS À LUZ DA ÉTICA

 

Recebi um texto de Artur Soares, que se diz “escritor d’Aldeia”, e que aqui reproduzo, achando ele que me ia atirar pedras…

 

DEFINIÇÃO.png

 

«PARA QUE CONSTE

Toiradas/aborto

 

O matador do touro na arena, pode ser homem bondoso e honesto. Dúvidas, também se podem colocar naqueles que gostam de assistir a tal massacre. E matar o touro na arena, é arte com certeza; mas desejar vê-lo morrer, pode ser falta de chá ou de sensibilidade;

 

Os portugueses atentos, os não feirantes nem alienados perante a vida social que teimam impor, conhecem as razões porque a lei do aborto em Portugal mata aos ziguezagues – a torto e a direito – porque todos, indirectamente, pagam para tais serviços, tais birras ou políticas cancerígenas;

 

Neste nosso enfadonho país em tantas coisas da vida social, hipocritamente chamam criminosos aos matadores de touros na arena. E aos que defendem o aborto e aos que defendem a liberdade de abortar, chamam-lhes democratas e progressistas. Foi pena – para tais defensores e decretantes – que não tivessem tido umas mães libertadas, que lhes fechassem as pernas ao nascer.

 

(In BICADAS DO MEU APARO – Artur Soares – escritor d’Aldeia)

 

(O autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico)»

 

***

Senhor Artur Soares,

 

Bateu na porta errada, ao enviar-me este seu texto, a tresandar a ignorância, pretendendo justificar uma estupidez, com outra estupidez, que é algo que me irrita profundamente.

 

Vamos por partes.

Primeira parte:

 

O matador do Touro na arena jamais será bondoso e honesto, e muito menos um homem.

 

O matador do Touro na arena é uma criatura com aspecto humano, mas não passa de um ser desumano com instintos assassinos. Os seres humanos bondosos e honestos jamais irão torturar e matar seres sencientes, indefesos, inocentes e inofensivos, e previamente enfraquecidos, para uma arena, com o intuito de divertir os sádicos. Isso é coisa de psicopatas, algo bastamente estudado pelas Ciências do foro mental.

 

Matar um Touro na arena jamais foi um acto artístico, mas sim, um acto cruel, violento, sanguinário, cobarde, perpetrado por gente que sofre de graves deformações mentais, devido à miséria moral, social e cultural em que foi criada.

 

Os que assistem e gostam de tais actos, são sádicos, e babam-se ao ver SOFRER um ser vivo, seja ele humano ou não-humano. Gostam de ver sangue, esgares, estertores da morte, tudo isso englobado numa descomunal demência colectiva, também provocada pela miséria moral, social e cultural em que foram criados.

 

DE BEM E DO BEM.png

 

Nesta imagem fica explicado que uma pessoa do bem e de bem, jamais se regozija ao ver um torturador de touros morrer na arena. Essa morte pode ser-lhe indiferente, como são indiferentes as mortes dos terroristas, dos assassinos em série, dos que andam por aí a fazer mal à Humanidade. Ninguém chora essas mortes, a não ser a família. O mundo sente alívio e apenas diz que é menos um a espalhar o mal.

 

Os tauricidas correspondem aos terroristas dos Touros. E quando um desses tauricidas morre na arena, diz-se que é menos um a fazer mal aos Touros. E isto não é sinónimo de regozijo. Mas de alívio.

 

A insensibilidade, deixamos para os que torturam Touros e se regozijam (esses sim) com o sofrimento atroz deles, dos Touros).

 

Segunda parte:

 

Já vimos que a tauromaquia é uma estupidez assente na mais profunda ignorância. Tentar justificar esta estupidez com a chacina de crianças no ventre materno, o que socialmente se designa por aborto ou interrupção voluntária da gravidez, é uma outra monumental estupidez.

 

E ainda bem que falou nisto.

 

ABORTO.jpg

 8 semanas, o embrião cresce a uma velocidade impressionante, protegido pelo saco fetal.

Origem da foto:

https://manuelhborbolla.wordpress.com/2015/05/30/la-vida-fetal-y-nuestro-origen-remoto/feto-13/

 

Uma estupidez jamais se justifica com outra estupidez.

 

Não misture a carnificina dos Touros, com a discussão da chacina de inocentes seres vivos dentro do santuário da vida, que é o útero de uma mulher.

 

A cobardia é igual. Matam-se seres indefesos, inocentes e inofensivos, unicamente por interesses dos mais variados. E tanto condeno a chacina de um Touro indefeso, inocente e inofensivo numa arena, como condeno a chacina de um ser, a quem chamariam filho (se o deixassem nascer) também indefeso, inocente e inofensivo dentro do útero materno, um lugar que deve ser de vida e não de morte.

 

Portanto, senhor escritor d’Aldeia, aprenda que jamais deve justificar uma estupidez, com outra estupidez.

 

Bateu à porta errada, mas agradeço que me tivesse enviado este texto, para eu poder publicá-lo com os meus esclarecimentos.

 

A única coisa que este texto tem de lúcido é não seguir o acordo ortográfico de 1990.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:29

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