Quinta-feira, 14 de Outubro de 2021

Conselho de Ministros aprovou hoje mais um “rebuçado”: touradas passam a ser para maiores de 16 anos. A quem é que o Conselho de Ministros quer enganar?

 

Isto não é uma “importantíssima vitória”, Inês de Sousa Real (porta-voz do PAN). Isto nem sequer vitória é. É mais um rebuçadinho, para calar as bocas, adoçando-as.

Ler notícia aqui:

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/touradas-passam-a-ser-para-maiores-de-16-anos

 

Todos sabemos que isto não é para cumprir, como todas as outras “deliberações” anteriores nunca foram cumpridas, nem estão a ser cumpridas, no que aos animais não-humanos dizem respeito, nomeadamente as relacionadas às práticas bárbaras da tauromaquia.

 

Além disso, sabendo-se que as “deliberações” de um Conselho de Ministros NÃO fazem LEI, não será por isso que não são cumpridas?

 

Em vez de andarem a fazer-que-fazem, acabem logo de uma vez com esta barbárie quinto-mundista, que só faz grelar sádicos e mentes deformadas.

 

Vamos esmiuçar isto.

 

16 - Brincar aos Toiros.jpg

 

Vejam, neste link, esta imagem (e há mais) e notícia publicadas, em 26 de Junho de 2019, no Farpas Blogue:

Tourada das Crianças encheu Monumental da Ilha Terceira

http://farpasblogue.blogspot.com/2019/06/tourada-das-criancas-encheu-monumental.html

 

ATL Terceira.png

Quem é capaz de dizer que se cumpriram as “deliberações” anteriores quanto à idade das crianças, para assistir ou participar em touradas?

 

As anti-pedagógicas “escolas" de TOUREIO continuam a funcionar, subsidiadas com os nossos impostos, e os “toureirinhos” continuam a tourear, dentro e fora de Portugal, onde até matam touros e lhes cortam as orelhas.

 

Escolas de toureio.PNG

 

A idade mínima para assistir a touradas era de 12 anos. Já foi de SEIS. Mas isto nunca foi cumprido. A RET não é cumprida. Nada na tauromaquia é cumprida, incluindo os Touros de morte em Monsaraz, algo que é PROIBIDO, mas faz-se.

 

A quem é que o Conselho de Ministros quer enganar?

 

Vejam, neste link o que aconteceu com as outras “deliberações” em relação a esta matéria.

 https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/363251.html

 

Nunca, em Portugal, se cumpriu nada do que vem descrito nesta notícia.

 

Em Portugal, este tipo de “leis” NÃO SÃO para cumprir, nem ninguém está preocupado em fazê-las cumprir.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:14

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Sexta-feira, 1 de Outubro de 2021

Azaremos a tauromaquia

 

CAPT.PNG

 

A pergunta deixou-me intrigada. O que significa a cor amarela para a tauromaquia?

Disseram-me que a cor AMARELA é a cor do AZAR para a tauromaquia.


Assim sendo, e tendo em conta o que nos diz o Grupo

 

VilaFranquenses Anti-tauromaquia

 

A partir de hoje, e durante 17 dias... [em Vila Franca de Xira]

99 BOVINOS (e dezenas de Cavalos) serão torturados, usados, abusados, explorados, humilhados, para gáudio dos algozes sedentos!!!

 

45 nas largadas...

32 em touradas...

16 em novilhadas.

6 para os recortadores...

 

Então

AZAREMOS A TAUROMAQUIA!

E já agora, também todos os que a aplaudem, a apoiam, a promovem e a praticam, em qualquer das suas modalidades.

 

Porque BASTA! de tanta incultura, de tanta crueldade, de tanta estupidez!

 

#MorramAStouradas

#MorraAtauromaquia

#VivamOsTouros

#VivamOsCavalos

#Abolição

 

Fonte:

https://www.facebook.com/VFXAnti.tauromaquia/photos/a.1050063075024035/4723901320973507

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:30

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Terça-feira, 21 de Setembro de 2021

Nem tudo foram rosas na passagem de Jorge Sampaio pela política. Se ele disse «nunca, nunca desistir…» nós dizemos «nunca, nunca esquecer…» os Touros de morte em Barrancos, que feriu a sensibilidade das pessoas dotadas de empatia

 

Antes de dizer ao que venho, e porque a MORTE de um ser vivo, seja ele humano ou não-humano, não me é indiferente, e, neste caso, nem que seja apenas pela família, a ela quero enviar, em primeiro lugar, as minhas condolências, esperando que o espírito de Jorge Sampaio, esteja onde estiver, possa fazer um acto de contrição, agora que sabe, uma vez que passou para outra dimensão, que a VIDA não é uma exclusividade do Homem, e deve ser respeitada enquanto Vida, e não desprezada, para divertir  “humanos” insensíveis.

 

BOSQUE ILUMINADO.jpg

 

A Morte é um caminho que nos leva à Luz que há-de iluminar os Espíritos que, em Vida, viveram nas Trevas...

 

Estive calada desde o dia em soube da morte de Jorge Sampaio, por respeito à morte, por respeito à família, por respeito à Dr.ª Maria José Ritta, a quem um dia, numa cerimónia pública, na Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, tendo sido dado aos fotógrafos pouco espaço entre a mesa de honra e a primeira fila dos convidados, onde se encontrava  Maria José Ritta, ao  tentar apanhar o melhor ângulo, para fotografar o Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio,  pisei-lhe o pé, e quando me virei para pedir desculpa, vi que tinha pisado o pé da primeira-dama de Portugal. Pedi-lhe muita desculpa, e ela, com uma extraordinária simpatia e um belo sorriso no rosto disse-me «não se preocupe, já estou habituada». Tal gentileza sensibilizou-me e nunca a esqueci.

 

Este episódio aconteceu antes do fatídico ano de 2002, quando Jorge Sampaio, talvez levado por um impulso irreflectido, ou porque já estaria no seu ADN uma apetência por divertir-se com o sofrimento de seres vivos, primeiro, ao serem torturados, depois ao serem mortos na arena, sob o aplauso de gente estranha, alucinada, delirante diante dos estertores da MORTE de um animal não-humano, tão animal quanto um ser humano, e com um ADN muito semelhante ao do homem, e com todas as necessidades vitais iguais à do homem, e dotados de um sistema nervoso central, que lhes permite sentir a DOR que os animais humanos, nas mesmas condições, sentem, como dizia, no fatídico ano de 2002, Jorge Sampaio outorga uma incompreensível excepção à lei, e introduz  os Touros de morte no vilarejo medieval de Barrancos.
 

Milan Kundera diz que a verdadeira bondade humana só pode manifestar-se, em toda a sua pureza e liberdade, em relação aos que não têm poder.

Jorge Sampaio, nos elogios fúnebres, no dia do seu funeral, foi recordado como um homem bom, generoso, humanista, ético, herói, político de excepção, enfim, não foram poupados elogios ao presidente da República Portuguesa que banalizou a Morte, fazendo dela um “espectáculo” público em Barrancos.

 

Jorge Sampaio chegou a receber, na ONU, o Prémio Nelson Mandela, cujo objectivo é reconhecer as realizações daqueles que dedicam as suas vidas a serviço da Humanidade, promovendo os propósitos e princípios das Nações Unidas.



Não me parece que apoiar a tortura e a morte em público de animais sencientes, sirva de exemplo à Humanidade.

 

Isto fere. Magoa no mais fundo, a Alma de quem respeita a VIDA de todos os seres, porque a VIDA de cada ser é importante para esses seres. Eles nascem para cumprir uma missão, e cumprem-na na perfeição. O homem, o exterminador (não o outro HOMEM, o criador) é o único ser, na Natureza, que vem ao mundo com a missão de destruir a harmonia da VIDA no Planeta.

 

O que eu gostaria de perceber, é como o cidadão Jorge Sampaio, Presidente da República Portuguesa, nascido em berço de ouro, um homem que estudou no estrangeiro, e com um reconhecido currículo, e que até era afável, pôde descer tão baixo ao defender uma prática bárbara a que chamou, indevidamente, de "tradição" como TORTURAR e MATAR seres vivos sencientes?

 

Faço minhas as palavras de duas senhoras, que tal como eu, não compreendem estes comportamentos desviantes, vindo de pessoas que não nasceram em berço de lama:

 

«Jamais lamentarei a morte de quem foi capaz de atraiçoar a Arte e a nossa Cultura, alargando o espectro do gozo alarve de quem assiste a uma tourada, à boçal aceitação e "legalidade" da tortura e morte horrenda de bovinos em praça pública: Pelos touros mortos e sangrados em Barrancos!» (Teresa Botelho)

 

«Eu lamento, lamento que tenha morrido sem se retratar, já que não poderia mudar o erro. É bom que se fale das coisas boas e que se lembre igualmente as coisas más. Calar os erros é normalizar a indiferença sobre tamanha crueldade.» (Paula Russel)

 

Para tentarmos perceber o que levou Jorge Sampaio a outorgar a lei que levou a Barrancos a MORTE, vejamos o que nos diz o Jornal “i” (podem consultar neste link:   http://www.ionline.pt/509784 )

 

Diz o “i” que Jorge Sampaio e Vera Jardim, dois aficionados assumidos, nados e criados entre a barbárie, viajavam até Madrid para assistir a touros de morte. Não esqueçamos que Jorge Sampaio, enquanto presidente da República, levou os “touros de morte” para Barrancos, uma das mais atrasadas localidades portuguesas, talvez para não ter de ir tão longe satisfazer os seus mais mórbidos instintos. 

 

Ainda recorrendo ao jornal “i”, este referiu que andando Jorge Sampaio em campanha eleitoral para a Presidência da República, em Vila Franca de Xira [um outro antro de selvajaria tauromáquica] um jornalista perguntou-lhe se gostava de touradas. Os que o rodeavam esperaram dele uma resposta politicamente correcta, mas Sampaio deixou falar mais alto a sua carga genética involutiva e os seus instintos mais mórbidos e disse; Gosto muito e só tenho pena de não poder assistir mais vezes.”  

***

Quando as crianças são levadas, desde tenra idade, a assistir à tortura de Touros, quando tal desgraça acontece na vida delas, um instinto cruel enraíza-se nelas e, quando crescem, tornam-se sádicas, ávidas de ver sangue e sofrimento, sem o menor escrúpulo, sem a menor compaixão. Típico da síndrome da apetência para a crueldade que nelas se desenvolve. O que não desculpa as atitudes, porque quando crescem, têm a oportunidade de evoluir, e não a aproveitam.

 

Tudo o que Jorge Sampaio pudesse ter feito de bom, de ético, de generoso, de humano, de heróico, cai por terra com tamanha falta de bondade, de ética, de generosidade, de humanismo, de heroicidade ao deleitar-se com a DOR e com a MORTE de um animal senciente, e de ter feito valer este desvalor em Barrancos, mergulhando nas trevas  a sua Vida que poderia ter sido de Luz.


Esteja onde estiver, Dr. Jorge Sampaio, sei que está a dar-me razão,
 agora que sabe que a VIDA não é uma exclusividade do homem. E também sei que o que me levou a escrever este texto, não veio de mim, mas de uma força exterior a mim, mais forte do que eu.


Quem sabe se essa força não é a sua consciência, numa derradeira tentativa de exorcizar a culpa por todas as vidas indefesas, inocentes e inofensivas, que foram ceifadas em Barrancos, e poder alcançar o perdão de todos os que se horrorizaram com tal inconsciência.

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:23

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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2021

«Querido Touro…Eu respeito a tua Vida»

 

Andu Torres

 

QUERIDO TORO...YO RESPETO TU VIDA

 

***

Quem não respeita a Vida dos outros seres vivos, não se respeita a si próprio, como ser vivente, e deambula pelo mundo como um troll.


E quem diz que bicho é bicho desconhece que o único bicho que existe é o bicho-homem.

 

Ver vídeo aqui:

https://www.facebook.com/andu.torres.5/videos/588238958278153/

 

Isabel A. Ferreira

 

TORO.PNG

 

***

Mas há quem não respeite a vida de um Touro. Vejam estas imagens inacreditáveis!!!!  

 

Loranca de Tajuña (Guadalajara; Castilla La Mancha; SPAIN) 11/septiembre/2021;
ESTO ES LA CULTURA DE LA TAUROMAQUIA???
 
 
***
 
 
E isto é cá em Portugal:
 
Malditos tauricidas! Em Monsaraz isto é proibido, mas faz-se. Porquê. Porque asw autoridades não cumprem nem fazem cumprir a LEI.

Em Barrancos, os Touros de morte existem por uma excepção à LEI, graças ao "bom, ao generoso, ao herói" Jorge Sampaio.

Como tudo isto é DESPREZÍVEL! 
 
 

MONSARAZ.PNG

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:05

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Sexta-feira, 3 de Setembro de 2021

Dizem que amanhã, na Figueira da Foz, vai homenagear-se as MULHERES com uma vergonhosa tourada. Como se todas as mulheres fossem trogloditas!!!!

 

Acontece que 99,9% das mulheres portuguesas não se revê nesta prática bárbara e imprópria para homenagear quem quer que seja, muito menos as MULHERES, que são fonte de amor e vida, e não de tortura e morte.


Torturar Touros para homenagear as mulheres, além de ser uma iniciativa de muuuuuuito mau gosto, é um enorme desprestígio para a Figueira da Foz, que não há meio de evoluir, e também para o mundo feminino.

 

E torturam-se Touros para satisfazer o sadismo apenas de um punhado de trogloditas?

 

Pobre gente, que vive num mundo onde a estupidez e a ignorância reinam, e não tem a noção da insanidade dessa “pseudo-homenagem” que só desprestigia as mulheres que nela estão envolvidas.

 

Isabel A. Ferreira

 

VERGONHA.png

 

Figuras públicas a Favor das Touradas ou a Vergonha Nacional

Precisamos de vós [aqui]:

https://www.facebook.com/events/3047344455510176/


Quantas de vós, MULHERES, se revêem nesta homenagem???

 

[Nenhuma MULHER se revê nesta prática bárbara. Apenas as trogloditas se revêem!]


Indignem-se!Vamos mostrar que nem todas as mulheres querem ser homenageadas com Tortura!

Tourada não é cultura, tourada é tortura!

 

Fonte:  https://www.facebook.com/VergonhaNacional/photos/a.1218268481549138/6219195034789766/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:08

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Quarta-feira, 1 de Setembro de 2021

Cristina Rodrigues, deputada não-inscrita, propõe fim das touradas e reconversão das praças de Touros

 

Eis algo que pode fazer sair Portugal do rol dos países terceiro-mundistas. A saber: Portugal, Espanha, França, México, Colômbia, Peru, Venezuela, Equador e Costa Rica".

 

Cristina Rodrigues apresentou, ontem, na Assembleia da República, um projecto de lei, no qual propõe a abolição das touradas e a criação de apoios para reconverter as praças de Touros em espaços culturais, através da aprovação em Orçamento do Estado de uma verba específica para esse efeito.

 

Cristina Rodrigues.jpg

A deputada não-inscrita Cristina Rodrigues

Foto: MÁRIO CRUZ/LUSA

 

Cristina Rodrigues justifica a necessidade de levar adiante este projecto «não só pelo crescente desinteresse da sociedade portuguesa na tourada e, por oposição, a evolução que tem ocorrido relativamente à protecção e bem-estar dos animais e ao crescente reconhecimento dos seus direitos, sendo a tourada um evento que já não deve ter lugar nos dias de hoje».  

 

Cristina Rodrigues considera ainda que é «urgente que Portugal dê mais este passo e deixe de integrar o reduzido grupo de países que ainda admitem esta actividade bárbara, considerando que «a tauromaquia é uma actividade que tem vindo a sofrer um grande declínio, existindo cada vez menos pessoas, em Portugal e no mundo, a concordar com a utilização de animais para fins de entretenimento".  

 

Cristina Rodrigues salienta que a tauromaquia, para além da dor física, provoca no Touro um elevado nível de stress e que, apesar de os animais não morrerem na arena [excepto em Barrancos, legalmente, graças ao ex-presidente Jorge Sampaio, e em Monsaraz, ilegalmente, graças ao fechar-de-olhos das autoridades, que apesar de se dizerem competentes, são de uma incompetência inacreditável!] são abatidos dias depois, se coincidir com um feriado ou fim-de-semana, por os matadouros estarem fechados, ficando os animais a sofrer e as morrer lentamente, uma vez que nas praças não há condições para os abater depois das corridas.  Assim é que é.

 

Cristina Rodrigues refere também que a Lei de Protecção aos Animais «consagra no n.º 1 do artigo 1.º, expressamente, a proibição de todas as violências injustificadas contra animais, considerando-se como tais os actos consistentes em, sem necessidade, se infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal».

 

Acrescente-se que esta Lei não considera ANIMAIS os Touros e os Cavalos envolvidos nas touradas. Se considerasse, não haveria touradas, uma vez que estas são tortura pura para os desventurados Touros e Cavalos.

 

Cristina Rodrigues considera que a excepção às touradas, prevista nesta lei, só vem confirmar que o legislador estava bem ciente de que se trata de maltratos injustificados, e citando o estatuto jurídico dos animais, salienta que esta legislação "determina expressamente que os animais são seres vivos dotados de sensibilidade e objecto de protecção jurídica em virtude da sua natureza".

 

Cristina Rodrigues dá ainda como exemplo a aprovação, pelo Parlamento Europeu, de uma emenda para que os fundos da Política Agrária Comum não sejam usados para apoiar a reprodução ou a criação de Touros destinados às actividades tauromáquicas, e lembrou igualmente a proposta de José Manuel Fernandes (PSD) e de Gérard Deprez, que pediam que os fundos não fossem usados para financiar as actividades letais da tauromaquia.

 

Posto isto, esperamos todos que os restantes deputados da Nação, tenham em consideração esta exposição da Deputada não-inscrita, Cristina Rodrigues, e rumem em direcção à EVOLUÇÃO.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:28

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Sexta-feira, 27 de Agosto de 2021

A homenagem a um torturador de Touros, Cavalos e Cães diz da profunda decadência moral, social e cultural de um país que ainda não conseguiu abandonar o tempo das Trevas

 

"Há qualquer coisa de profundamente degradante nas touradas. Não é só o sofrimento do animal, é o espanto com que ele observa os animais da bancada. A incredulidade de estar perante a maldade do mundo. O toiro leva nos olhos uma tristeza de estar assistindo à vileza do humano." (Ricardo Silveirinha) (*)

 

Foi lamentável, inacreditável, inconcebível aquilo que aconteceu ontem, no campo pequeno, em Lisboa, capital da decadência moral, social e cultural, quando a autarquia lisboeta e a “santa” casa da misericórdia de lisboa (em letras minúsculas como merece) decidiram homenagear um indivíduo que nada mais fez na vida do que torturar e matar Touros, ferindo os seus Cavalos com as esporas e serrilhas bucais, e deixando morrer à fome os seus Cães, estando actualmente a ser processado criminalmente por maus-tratos a animais de companhia… (como se os Touros e Cavalos TAMBÉM não fossem ANIMAIS!)

 

João Moura ainda se gabou de que «quiseram estragar-me a festa, mas não conseguiram», obviamente que a “festa” foi estragada, e bem estragada. Não houve honra, nem glória, nesta “homenagem” perpetrada por gente sem alma, sem carácter, sem empatia, e com um desvio comportamental e uma deformação mental acentuadas. Quem o diz é a Ciência Psiquiátrica.



Também foi lamentável ouvir um jovem dizer: «mandaram vir à cultura e eu vim à cultura» . Foi pena estar de cara tapada com uma máscara. Quanta pobreza mental vai nesta frase!

 

E é esta anti-mensagem, que organismos estatais e sociais, passam aos mais jovens e às crianças: maltratar animais é um acto que merece homenagem! VERGONHOSO!!!!!

 

Tenham vergonha na cara!

Acabe-se de uma vez por todas com este lixo que conspurca Lisboa, e com esta pobreza moral, cultural e social que insulta a Sociedade Portuguesa, que não se revê nestas práticas bárbaras (apenas 5% da população é sádica e psicopata).

 

Não se esqueçam os anti-touradas de penalizar a autarquia lisboeta nas próximas eleições autárquicas!

 

Isabel A. Ferreira

 

Cães do Moura.jpg

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/ocantinhodamilu/photos/a.209263282420255/4551942494818957/?type=3

Este é o estado em que o “homenageado” deixou os seus Cães, crime pelo qual está a ser processado. Mas aqui não só está em causa os maus-tratos aos seus Cães. Está também em causa a TORTURA de Touros e Cavalos, única coisa que soube fazer na vida. Não, o crime não compensa, porque esta “homenagem” não foi feita por gente do BEM, e a lei do Retorno é infalível e será implacável quando chegar a vez do torturador.

 

 

 (*)

Elisabeth Henriques

"Há qualquer coisa de profundamente degradante nas touradas. Não é só o sofrimento do animal, é o espanto com que ele observa os animais da bancada. A incredulidade de estar perante a maldade do mundo. O toiro leva nos olhos uma tristeza de estar assistindo à vileza do humano."

in:   https://www.facebook.com/photo?fbid=4563485273675500&set=a.518431008180967

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:10

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Sexta-feira, 20 de Agosto de 2021

Quando falamos da Moita, falamos de selvajaria, estupidez e atraso civilizacional

 

Um texto de 2018, que poderia ter sido escrito HOJE, porque em Portugal, no que respeita à  tauromaquia, vai-se a 00000,1 à hora, a caminho da evolução. Nem os caracóis andam tão lentamente... 

 

Este ano [2018), a MOITA, uma vilinha portuguesa, muito, muito atrasada civilizacionalmente, cheia de gente atrasada, foi palco de mortos e feridos entre touros e pessoas, e torturaram-se Touros, na arena vazia, que nem as moscas lá voaram...

 

E chamaram a isto “festa”.

 

E é esta “festa”, bruta e imbecil, que o PS, o PCP, o PSD e o CDS/PP, com a bênção da igreja católica, teimam em manter, num Portugalinho quinto-mundista, como se isto fosse muito cultural. E andam por aí a mostrar os dentes nas televisões, como se neste nosso país tudo fosse um  mar de rosas...

 

moita-12-9-2018[1].jpg

  Sacrificando Touros na Moita, para o cimento da arena assistir... Repare-se nas expressões destes  torturadores de Touros, e nos enchumaços caracterizador da inviliridade...

 

 Nesta Moita selvática, este ano, morreram dois Touros. O que se vê no vídeo partiu a coluna. E ajuízem, se sofre ou não sofre.

 

 O outro, um bando de bêbados, para se vingar, matou-o à paulada numa largada efectuada às duas horas da madrugada, do dia 10 para 11, depois de um troglodita ter sido corneado. O crime foi denunciado às autoridades. E o que fizeram as autoridades? O vídeo desta chacina, que circulava na Internet, como prova do crime, foi eliminado.

 

E como se isto não bastasse, para demonstrar a brutalidade disto a que os da Moita chamam “festa”, um outro bêbado (sim, porque esta “festa” da Moita é de bêbados para bêbados) atropelou CINCO jovens numa estrada interditada ao trânsito, e uma rapariga morreu.

 

Entretanto, o mentor de tudo isto, Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, pela CDU, numa entrevista a um site que pugna pela selvajaria tauromáquica, disse esta coisa muito significativa da incultura que para ali vai: “Eu penso que ninguém em Portugal pensa na Moita sem a associar à tauromaquia. A tauromaquia faz parte da nossa identidade. O município que suporta as festas e, portanto, suporta todos os encargos relativos às festas, incluindo, portanto, os encargos das largadas e de tudo o que está associado. E para além disso, alguns apoios que damos aos nossos grupos de forcados, à escola de toureio. A tauromaquia continua a ser e tem de continuar a ser uma fonte de afirmação da Moita.”

 

Bem, quem assim fala, enterra a Moita num buraco cheio de lama fétida. Diz tudo do atraso civilizacional da terra e da gentinha que nela vive (com excepções, obviamente). E o PCP a apoiar esta política retrógrada de direita e monarquista. E diz-se um partido de esquerda. O que seria se fosse da direita!

 

Mas na Moita, bem como em todos os outros (felizmente poucos no Universo de 308) municípios portugueses civilizacionalmente atrasados, a selvajaria tauromáquica ainda existe, graças aos dinheiros públicos, provenientes dos impostos que os Portugueses pagam com grande sacrifício, para estes trogloditas andarem a divertir-se a matar touros e pessoas.

 

E para finalizar, faço minhas as palavras do Grupo Prótouro:

 

«Este é o país em que vivemos, onde com a conivência dos políticos de trampa que nos governam, se permite que em vários lugarejos habitados por seres mais primitivos que os homens das cavernas se torturem touros com fogo nos cornos e se matem touros à paulada.

Este é o país no qual os torcionários são glorificados e os activistas pacíficos que invadem uma tourada são algemados e violentamente agredidos por tauricidas nas barbas da GNR sem que até hoje ninguém tenha sido acusado!»

 

Fonte:

https://protouro.wordpress.com/2018/09/15/moita-uma-praca-cheia-de-ar-e-todos-nos-a-pagar/

 

Nem Portugal, nem os Portugueses merecem isto. Não merecem os governantes que têm. Por isso, faço um apelo: vamos correr com eles do Parlamento para fora, nas próximas eleições legislativas.

 

Os partidos políticos que apoiam esta SELVAJARIA devem ir picar pedra para uma ilha deserta. A pão e água.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:22

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Terça-feira, 17 de Agosto de 2021

António Ribeiro Telles hospitalizado com gravidade depois de ter sido colhido por um Touro, que não fez mais do que defender-se do seu carrasco

 

Quem gosta de andar à chuva, é porque adora encharcar-se.

Espero que o Touro e o Cavalo estejam bem.

Para este tipo de gente tolerância ZERO.

Já é tempo de acabar com estas barbaridades, subsidiadas com os impostos dos Portugueses.

 

Telles corneado.jpeg

António Ribeiro Telles ficou gravemente ferido, depois de o Touro, que ele torturava barbaramente, o ter colhido ao tentar, legitimamente, defender-se…

Fonte da imagem:

https://odigital.sapo.pt/reg-de-monsaraz-cavaleiro-antonio-telles-transportado-para-o-hospital-apos-colhida-grave/

 

Os torturadores de Touros vão para as arenas porque GOSTAM de ver seres vivos a SOFRER.

 

A notícia diz que o Telles foi colhido com gravidade, durante uma tourada,na terrinha troglodita de Reguengos de Monsaraz, quando cravava um ferro no Touro. Ora se a coisa fosse ao contrário? E se um carrasco qualquer espetasse um ferro no Telles? O que sentiria o Telles?

 

O problema destas tristes personagens é que não são dotadas do sentimento e da virtude mais nobres do ser humano: a EMPATIA e a COMPAIXÃO.

 

Charles Darwin.jpg

 

De acordo com o testemunho de aficionados, o montador de Cavalos e torturador de Touros esteve cerca de cinco minutos inanimado na arena, sem que os restantes carrascos conseguissem afastar o Touro que, ferido e sofrendo de dores atrozes, arremetia numa tentativa de defender-se, atingindo o seu carrasco, como era de seu direito.

 

Como as coisas não estavam fáceis para o Telles, levaram-no para o Hospital Espírito Santo, em Évora, com acompanhamento do médico da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de Évora, e tudo isto PAGO com os impostos dos Portugueses, que ABOMINAM estas práticas bárbaras, apoiadas chorudamente pelos governantes trogloditas portugueses.

 

Não há meio de isto acabar? É que as touradas são uma prática abominável, não só para os Touros e Cavalos, como também para os torturadores que levam cornadas, e NÓS, que abominamos esta prática troglodita, é que temos de pagar os tratamentos.



Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia:

https://www.radiocampanario.com/ultimas/regional/antonio-telles-levado-para-o-hospital-com-gravidade-apos-ser-colhido-em-reguengos-de-monsaraz-202108152048?fbclid=IwAR2PeAzvQvHEi-ll5DG3-j8DvWOUryXNjVOw1VqinwgeIDo5QDZTuMbWSXk

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:40

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Quarta-feira, 7 de Julho de 2021

«Touro como nós: a ciência da vida e o espectáculo da dor» - Uma análise biológica, social e cultural da tourada, dos touros e da vida animal às mãos do animal homem

 

 

Um livro de Luís M. Vicente, editado pela Pergaminho, em Bom Português.

 

Luís M. Vicente é Biólogo, doutorado em Evolução e Professor de Neurobiologia e de Comportamento Animal, algo a que se dedica há mais de quatro décadas.  

 

Em “Touro como nós”, Luís M. Vicente aprofunda o sofrimento animal, e refere que «Daqui a uns anos olharemos para as touradas como hoje olhamos para os autos-de-fé no século XVIII, quando se queimavam bruxas no Rossio”.

 

Um olhar científico sobre o enorme sofrimento dos Touros torturados numa praça, para gáudio de gente sedenta de sangue.

 

Isabel A. Ferreira

 

Touro como nós.png

 

«BRAVOS:

Assim temos por costume designar os touros. Encarnação da coragem, da bravura, da força. Brava é também a festa desse nome, celebração de cultura ou tradição.

 

MAS SERÁ MESMO ASSIM?

 

Que bravura tem realmente cada animal - homem e touro – que faz esta dita festa?

 

As tradições profundamente enraizadas, em diversas zonas do nosso país e do sul da Europa, fazem com que seja difícil encarar esta prática com objectividade e distanciamento. Luís Vicente, professor universitário e investigador integrado no Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa, traz ao debate uma muito necessária perspectiva.

 

Escreve este ensaio em co-autoria com Ngombe, um touro, e explica a festa brava de um ponto de vista biológico e cultural. Para o fazer, parte de uma fascinante exposição da consciência animal e da própria constituição daquilo a que chamamos vida, com considerações esclarecedoras, mas sempre desafiantes sobre a natureza da senciência, do prazer e da dor, da percepção do mundo e do comportamento animal - tanto humano como não-humano.

 

Um ensaio indispensável não só para compreender o que realmente envolve esta tradição, como também para reflectir acerca da vida na Terra e dos nossos deveres e direitos enquanto animais autodenominados racionais.»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:47

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