Sexta-feira, 19 de Setembro de 2025

Debate SIC Notícias sobre tauromaquia (fora de horas) foi um debate entre a Racionalidade e a Irracionalidade; o Conhecimento e a Ignorância; o Bom Senso e a Insensatez (Parte I)

 

No passado domingo, dia 14 de Setembro, a SIC Notícias emitiu um programa sobre a selvajaria tauromáquica, vulgo tourada, sob o título Touradas - Tradição ou Crueldade?

 

Tourada 19.PNG

As touradas NÃO continuam a encher praças.

Veja aqui uma das imagens da reportagem passada antes do Debate:

Touradas 17.PNG

 

Antes do debate, em que participaram Luís Capucha, Presidente da Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal e vice-presidente da Prótoiro, Sociólogo (o que seria se não fosse) , docente no Iscte-IUL, ex-director geral da DGIDC-Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e Paulo Pessoa de Carvalho, da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos, representantes da Irracionalidade, Ignorância e Insensatez; e  Inês de Sousa Real, deputada da Assembleia da República pelo PAN – Pessoas Animais Natureza e Nuno Paixão,  Médico-Veterinário, formador, mestre em táctica e mestre em Operações Especiais com Cães, representantes da Racionalidade, Conhecimento e Bom Senso, a SIC Notícias apresentou uma excelente reportagem, que, numa escala elevada ao infinito, mostrou toda a crueldade, a boçalidade, a estupidez, a ignorância, a irracionalidade, a falta de bom senso, de insensatez  e de empatia (um dos mais nobres sentimentos, comum a todos os animais que connosco partilham o Planeta), das criaturas que praticam, aplaudem e apoiam a tauromaquia.

A reportagem, que abordarei na Parte II, desta minha análise,  apresentou cenas de uma crueldade indescritível, que tenho a certeza de que nem os mais primitivos homens das cavernas tiveram a cobardia de as praticar contra os animais não-humanos, que eram a base da sua subsistência, porque não tinham ainda o conhecimento da Agricultura, que veio mudar os hábitos e o pensamento daqueles seres humanos que seguiram o caminho da Evolução, algo que os tauricidas, aficionados e apoiantes de touradas ainda não conseguiram sequer vislumbrar, porque vivem na escuridão total.



Evidencio aqui os seres não-humanos, porque os adeptos da tauromaquia, não tendo capacidade de pensar, acham que eles próprios não são animais, acham que são de uma raça superior. Para eles, animais são os Touros, que nasceram para ser torturados e, com o seu sofrimento, divertirem uma plateia de cegos mentais, e esta é a primeira grande ignorância dos pró-tourada. Podemos conjecturar: se eles não são animais serão então ervas daninhas?

 

O que disseram os intervenientes pró-tourada no debate, que durou apenas 30 minutos, durou das 22h30m às 23 horas, um horário em que noutros canais se falava de futebol e outros assuntos de mais interesse para os telespectadores nocturnos. O horário para passar a reportagem e o debate, não podia ter sido mais inconveniente. Mas o editor do programa sabia o que estava a fazer.


Luís Capucha, não fez jus aos seus pergaminhos, de tal forma que me faz duvidar que os tenha, pois a sua mentalidade é tão primitiva, tão medieval, tão cristalizada, tão atada às falsidades tauromáquicas, que de tanto serem repetidas ao longo dos séculos transformaram-se em verdades, porém, apenas para os que não evoluíram, para os incultos.

Capucha disse que os animais não têm direitos, só os teriam se tivessem deveres; chamou espectáculo à selvajaria tauromáquica, que não passa de uma prática bárbara e sanguinária. O espectáculo fascina as pessoas cultas, as touradas provocam-lhes asco e vómitos. Disse ainda que os Touros de lide têm genes que os impelem para a lide, e produzem endorfinas que evitam sentir dor. É por não sentirem dor que se ouvem os seus urros desesperados quando lhes espetam bandarilhas e perfuram as suas entranhas, sendo abafados pelos pasodobles interpretados pelos corneteiros de serviço.

 

O Médico-Veterinário Nuno Paixão desmentiu-o, com argumentos científicos, linguagem totalmente desconhecida para os incultos adeptos da selvajaria tauromáquica.  

 

Capucha considerou a selvajaria tauromáquica “arte e cultura humanística”.  Vejam na imagem a “arte” e a “cultura humanísticamoldada num forcado: um Touro embolado, portanto desprovido da sua capacidade de se defender, cravado de bandarilhas, que lhe rasgaram as carnes, e o fizeram sangrar, estando, mais morto do que vivo, a ser violentado na sua mortificação, na sua dor, no seu sofrimento, pelo cobarde forcado. E depois não querem que desejemos ao cobarde forcado que lhe façam o mesmo, para ver se sente ou não sente dor. Porque a dor é a mesma, em qualquer mamífero, com um ADN 80% semelhante ao do homem. A Biologia é a mesma.

 

Capucho disse ainda que há uma diferença entre dor e sofrimento, demonstrando que nada sabe das Ciências Biológicas:  Biologia, Zoologia, Ecologia, Fisiologia, Genética, entre outras. Capucha só sabe que pode espetar-se bandarilhas nos Touros à vontade, que isso não faz a mínima mossa no corpo do animal, por causa da endorfina. A isto chama-se IGNORÂNCIA, da mais pura e dura.  

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É este o símbolo da identidade dos alentejanos: um forcado, numa posição ridícula, parecendo um galo abespinhado, de asas abertas, a afrontar cobardemente um Touro moribundo. Isto só demonstra o mau-carácter, a baixeza de espírito, a falta de empatia, a crueldade, a desumanidade dessa personagem insólita elevada a “herói” pelos sádicos e psicopatas, e quando calha morrer na arena, quando o Touro reúne as derradeiras forças para se defender do ataque brutal do seu carrasco, é aplaudido, tal como é aplaudido o Touro e o Cavalo quando barbaramente morrem na arena.  O gozo da morte que percorre a plateia, é o mesmo para o Touro, para o Cavalo e para os seus carrascos.

 

O único herói de uma tourada é sempre o Touro.

 

Capucho ainda teve tempo de dizer que se acabassem as touradas os Touros de lide desapareceriam. MENTIRA. Mais uma ignorância, desmentida pelo Médico-Veterinário Nuno Paixão. O Touro de lide ou Touro bravo NÃO existe na Natureza. São fabricados pelos ganadeiros, e tanto os massacram desde a nascença e durante os quatro anos que dizem levar uma vida de rei, livres, nos prados, que quando chega a hora de entrarem na arena, depois de estarem às escuras dentro de uma caixa, durante um tempo infinito, o Touro embolado, sem ter como sair dali, vê-se acossado e fica bravo. Diz Nuno Paixão: tal como quando somos encostados à parede somos bravos. Qualquer animal fica bravo nestas circunstâncias, e os Touros NÃO investem em qualquer circunstância, a não ser quando são acossados.

Paulo Pessoa de Carvalho não teve muito tempo de antena, mas o pouco tempo que teve foi para dizer disparates. Disse esta coisa espantosa: ao longo dos tempos temos evoluído. Saberá PPC o que é evolução? Evolução é acabar com a tortura de Touros em todas as suas vertentes, para divertir não milhares de adeptos, como foi dito, mas apenas uns meros 200 mil, que ainda não saíram da Idade das Trevas. Os Touros não nasceram para serem toureados, torturados, massacrados, sangrados. Os Touros têm uma função na sua existência, e essa função NÃO é serem torturados na arena.

É da estupidez achar que os Touros vivem como reis durante quatro anos, pastando nos campos, sendo ao mesmo tempo massacrados para ficarem bravos, e depois serem sujeitos às mais bárbaras crueldades e torturas nas arenas. Só os estúpidos são capazes de dizer tal coisa e acreditar nela.

 

Inês de Sousa Real esteve muito bem. Defendeu com conhecimento e inteligência os Direitos dos Touros, estando muito bem informada sobre as leis, sobre os Direitos dos Animais, sobre as Ciências Biológicas, e meteu no chinelo os seus interlocutores pró-touradas, e mais, mete no chinelo, quando se trata de discutir esta matéria, os trogloditas que estão em maioria na Assembleia da República. Por isso, é tão odiada, maltratada, vilipendiada. É deputada única pelo PAN. É. E daí? Mais vale ser UMA e saber o que diz e o que faz, do que serem muitos e NÃO saberem o que dizem e o que fazem, demonstrando ignorância e incompetência.  Inês de Sousa Real entrará para a História. Os deputados trogloditas ficarão à porta, de pés descalços, sem glória alguma.

 

Neste debate ficou bem clara a miséria moral cultural, social e civilizacional da selvajaria tauromáquica. Os argumentos dos dois prós foram de uma ignorância atroz; a Inês e o Nuno Paixão apresentaram argumentos racionais que deitaram por terra os argumentos irracionais dos dois defensores da barbárie.

 

Na Segunda Parte desta minha análise, falarei sobre o que se viu e ouviu na reportagem, e que é de bradar aos céus. Faz-nos interrogar se realmente estamos vivemos num País civilizado e evoluído, em pleno Século XXI d. C., ou no tempo onde a Santa Ignorância era a santa mais consagrada.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:05

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Terça-feira, 13 de Outubro de 2020

«Brilhante reportagem sobre touradas em Portugal»

 

Recordemos este texto de 2016. Infelizmente actualíssimo, comprovando-se que, em Portugal, a EVOLUÇÃO é algo que custa a encaixar, nomedamente, nas mentes dos governantes e dos parlamentares, os quais mantêm acesa a chama desta prática selvática, sem se aperceberem de que não têm lugar no pódio de gente civilizada

 

Reportagem espectacular sobre touradas. Todos os argumentos, todos os factos, todas as razões num brilhante trabalho.

"O Touro é um animal que, quando uma mosca pousa no seu dorso... ele afasta-a com a cauda. Ele é hipersensível".

 

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Por Cláudia Vantacich

 

«O touro "bravo" ou de "lide" não é agressivo. Estes animais são, por natureza, tão ou mais afáveis do que os cães. O Fadjen, um mediático touro "bravo", salvo de um ganadeiro Espanhol, é neste momento, um excelente exemplo de que a agressividade genética do touro se encerra num mito propagandeado pela tauromaquia. A etologia, como ramo da zoologia, explica que o comportamento não é determinado pela genética, mas pelo ambiente e interacções do animal. Ou seja, independentemente das características genéticas, o seu comportamento será sempre condicionado, em última análise, pelo propósito e personalidade de quem os cria, tal como acontece com os cães. Para os tornarem, não agressivos, mas mais reactivos de modo a que seja possível toureá-los (ou lidá-los), os ganadeiros criam-nos em sistema extensivo, com pouco contacto com humanos, sujeitando-os a duros "treinos" a todos os níveis, sendo os físicos, dignos de um atleta de alta competição e, de vez em quando, alguns morrem subitamente devido ao exagerado esforço a que são sujeitos. Por vezes, os Touros são drogados com Rompum e Calmivet, duas substâncias anestésicas que administradas em pequenas quantidades, causam um efeito calmante. Mas nem sempre a dose "certa" é bem calculada, levando a que alguns sucumbam à dose excessiva, mesmo antes de entrar na arena.

 

Há muito que a ciência provou o sofrimento do touro. Todos os seres sencientes, ou seja, os que possuem um sistema nervoso central, grupo do qual faz parte o ser humano, têm a capacidade de experimentar sofrimento físico e psicológico, tal como stress, medo, pânico, angústia e tristeza. Sofrem ainda traumas psicológicos e desenvolvem depressões, bem como afectos e constroem ainda relações com outros seres, incluindo o Homem. Na capacidade de sentir, os animais não são diferentes do ser humano.

 

O touro "bravo" tem direito à sua integridade física e psicológica e principalmente tem direito a não ser utilizado como objecto de tortura para gáudio de uma minoria que nem sequer é representativa do povo português. À semelhança de tantas outras espécies, o touro poderá perfeitamente viver em liberdade e em paz no seu habitat, nem que seja em zonas protegidas, não sendo também por isso, aceitável o "argumento" da sua preservação como justificação da tauromaquia.

 

Não é portanto admissível que no século XXI, um país civilizado como Portugal, acolha ainda uma tradição que viola 90% (!) dos pontos considerados na Declaração Universal dos Direitos dos Animais da UNESCO:

 

1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à protecção do homem.

3 - Nenhum animal deve ser maltratado.

4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve nunca ser abandonado.

6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

7 - Todo o acto que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são consideradas crimes contra os animais.

9 - Os direitos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 - O Homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

 

Mas não são apenas os direitos dos animais os que são violados pela tauromaquia.

 

A psicologia, a psiquiatria e a neurociência provaram que assistir a touradas provoca traumas psicológicos nas crianças, tornando-as tolerantes à violência gratuita e contribuindo para que se tornem adultos agressivos. Este foi um dos argumentos que levou à abolição das touradas na Catalunha, em Espanha, país onde a tradição é muito mais forte do que em Portugal, pela sua origem.»

 

Cláudia Vantacich

***

As touradas: Violência, Crueldade, Ignorância, Futilidade

A vergonha de Portugal

 

 

Fonte:

http://ruportugal.blogspot.pt/2016/05/brilhante-reportagem-sobre-touradas-em.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:00

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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2020

A verdade perversa sobre a tortura de Touros e Cavalos, antes, durante e depois da lide

 

Está terminada mais uma época em que os psicopatas e os sádicos saem das escuras cavernas em que vivem uma vida de miséria moral, cultural e social, para poluírem o mundo com a gosma repugnante da prática tauromáquica.

 

E é preciso que os cobardes, que atacam bovinos indefesos, numa arena, saibam que não passam de uma praga que o mundo civilizado rejeita e despreza.

 

 

 O texto que se segue é de leitura obrigatória, porque conta a verdade total e absoluta acerca desta prática selvagem

 

Depois de o ler ninguém mais será o mesmo.

Ninguém mais poderá ficar indiferente.

 

Ninguém mais terá a coragem de apresentar uma desculpa para a ignorância de não saber o que é este ritual cruel e desumano, que dá pelo nome de “tauromaquia” e é apoiado pelos governos de oito tristes países terceiro-mundistas.

 

O que apresento é uma descrição horripilante do que sofrem os Touros e os Cavalos antes, durante e depois de serem cobardemente torturados numa arena.

 

Um relato que desmistifica, por completo, a “arte” e a “cultura” com que rotulam o tauricídio.

 

O que se lerá pertence ao domínio da mais ignominiosa crueldade.

 

E crueldade é crueldade, independentemente do país onde ela ocorre.

E ela ocorre também em Portugal.

 

E a crueldade praticada contra inocentes e indefesos animais não tem lugar numa sociedade moderna, em parte alguma do mundo.

 

 ***

O Touro dito de “lide” é fabricado por ganadeiros e nasce, vive e desenvolve-se unicamente para ser torturado numa arena.

 

Durante quatro anos seguimos os passos de um pequeno e frágil bezerro, que se transformou num animal forte, e mostrou a sua valentia numa praça da morte.

 

 

Imagens de TV mostraram o momento em que o chifre esquerdo do touro rasgou de maneira terrível a face de um toureiro chamado Padilla e chegou a deixar o seu globo ocular fora da órbita, num momento macabro do mundo das touradas.

 

Os espectadores gritaram de horror na cidade espanhola. O porta-voz do hospital disse que Padilla tinha sofrido danos nos olhos, músculos, ossos e pele, quando o touro o atirou ao chão e o feriu.

 

As imagens mostram também Padilla fugindo do anel, enquanto o touro foi distraído por assistentes na praça de touros. "Eu não posso ver, eu não posso ver nada", gritava o matador enquanto era levado ao hospital.

 

Cirurgiões utilizaram placas de titânio para reconstruir partes da sua estrutura óssea facial e a cavidade ocular. Um dos assistentes da praça de touros disse que Padilla teve sorte de o chifre não penetrar no seu cérebro.

 

TOURO TORTURADO.jpg

 

E é a isto que os tauricidas psicopatas, diagnosticados por especialistas como tal, reduzem o magnífico animal que é um Touro

 

E não me venham dizer que isto não acontece em Portugal

 

 

Resumindo o percurso do Cavalo usado para toureio:

 

«Como animal de fuga que é, procuraria a segurança pondo-se à distância daquilo de que desconfia ou que considera ser perigoso.

No treino e na lide montada, ele é dominado pelo cavaleiro com os ferros na boca, mais ou menos serrilhados, puxados pelas rédeas e actuando sobre as gengivas (freio; bridão - com acção de alavanca, ambos apertados contra as gengivas por uma corrente de metal à volta do maxilar inferior – barbela), coisa muito castigadora.

 

É incitado pela voz do cavaleiro e por outras acções, chamadas hipocritamente de “ajudas”, como sejam de esporas que são cravadas provocando muita dor e até feridas sangrentas.

 

Ele é impelindo para a frente para fugir à acção das esporas, devido à dor que elas lhe provocam e a voltar-se pela dor na boca e pelo inclinar do corpo do cavaleiro ou a ser parado por tracção nas rédeas.

 

Resumindo: o cavalo é obrigado a enfrentar o touro pelo respeito/receio que tem do cavaleiro, que o domina e o castiga, até cravando-lhe esporas no ventre e provocando-lhe dor e desequilíbrio na boca. Isso transtorna-o de tal maneira, que o desconcentra do perigo que o touro para ele representa de ferimento e de morte e quase o faz abstrair disso.

 

É, portanto, uma aberração, comprovativa da maior hipocrisia, quando cavaleiros tauromáquicos afirmam gostarem muito dos seus cavalos e lhes quererem proporcionar o bem-estar.

 

Revoltante e vergonhoso é que tal crueldade seja permitida legalmente, feita "espectáculo" e publicitada.) (Dr. Vasco Reis - Médico Veterinário).

 

***

O que sofre o Touro dito de “lide”

 

É óbvio que os touros sofrem quer antes, quer durante, quer após as touradas. A deslocação do animal do seu habitat, a sua introdução num caixote minúsculo em que ele não pode mover-se e onde fica 24 horas ou mais, o corte dos chifres e as agressões de que é vitima para o enfurecer; ao que se segue a perfuração do seu corpo pelas bandarilhas que são arpões que lhe dilaceram as entranhas e lhe provocam profundas e dolorosas hemorragias; e finalmente, na tourada à portuguesa, o arranque brutal dos ferros; e tudo isto já sem se referir a tortura das varas e do estoque na tourada à espanhola — representam sem quaisquer dúvidas sofrimento intenso e insuportável para um animal tão sensível que não tolera as picadas das moscas e as enxota constantemente com a cauda quando pasta em liberdade.

 

A SIC exibiu, há tempos, um documentário sobre o que se passa na retaguarda das touradas. Quando chegou à fase final do arranque das farpas o funcionário da praça não permitiu a filmagem por considerar o acto demasiado impressionante. Mas pudemos ouvir os horrendos uivos de dor que o animal emitia do seu caixote exíguo e que eram de fazer gelar o sangue dos telespectadores. Na tourada à espanhola com picadores, o quadro ainda é mais cruel: o touro é perfurado ainda mais profundamente pela comprida e afiada ponta da "puya" que lhe rasga a pele, os músculos e os vasos sanguíneos, provocando-lhe intencionalmente uma dor intolerável e uma abundante hemorragia, enquanto um cavalo, de olhos vendados, é corneado pelo touro enraivecido e com frequência derrubado e ferido — e tudo isto para gáudio de uma multidão que a cada novo ferro cravado e a cada nova e mais profunda perfuração da vara, vibra com um gozo em que a componente sádica é óbvia.

 

A expressão “festa brava” não é uma expressão apropriada, pois em primeiro lugar, torturar e matar um animal não é uma “festa”, e em segundo lugar, o Touro quando entra na arena, está tão confuso, tão psicologicamente atormentado e tão fisicamente debilitado que é difícil rotulá-lo de «bravo». Estará, sim, desesperado pelo suplício a que foi sujeito durante vários dias, antes da lide, e tenta desesperamente fugir dali.

 

Por outro lado, como pode um herbívoro ser “bravo”?

 

Os aficionados justificam a tourada chamando-lhe “tradição”. Os opositores às corridas de Touros mantém que não importa qual seja a história, elas são um acto puramente cruel que já deveria pertencer ao passado.

 

O negócio da crueldade

 

Um dos grupos que mais apoia as corridas é a indústria do turismo. Dizem eles. Os agentes de viagens e os promotores das corridas de Touros descrevem a luta como uma “competição festiva e justa”.

 

O que eles não revelam é que os Touros não têm a possibilidade de defender-se, e muito menos de sobreviver. E estão sempre em desvantagem.

 

Muitos ex-toureiros reconhecidos referiram que se neutraliza os Touros, debilitando-os intencionalmente, golpeando-lhes os rins e prendendo-lhes pesos ao pescoço durante várias semanas antes do que eles chamam “luta”.

 

A Fundação Brigitte Bardot, um grupo francês opositor das corridas de Touros, descreve outros métodos utilizados para debilitar o Touro: «A maioria das vezes, os animais entram na arena cegos, porque são deixados na escuridão durante 48 horas, antes da lide. A seguir os Touros são golpeados na cabeça com sacos de areia, durante muito tempo e violentamente, para privá-los dos seus sentidos».

 

Uma prática também habitual é raspar os cornos dos Touros, retirando-lhes alguns centímetros. Os cornos dos Touros, tal como os bigodes dos gatos, ajudam os animais a orientarem-se, e qualquer mudança repentina altera a sua coordenação.

 

Raspar os cornos dos Touros é uma prática ilegal. Por isso, às vezes, depois das corridas, um veterinário examina-os. Contudo, em 1997 a Confederação de Profissionais de Corridas de Touros, incluindo 230 matadores em Espanha, fizeram greve, opondo-se a essas inspecções veterinárias.

 

Os manifestantes reclamavam que os veterinários não tinham a “experiência suficiente” para examinar os Touros.

 

No entanto, muitos reconhecem isto como outro dos aspectos da corrupção que se infiltra num negócio que proporciona a cada um dos matadores profissionais mais de um milhão de dólares por ano. Em 1996, Espanha registou um total de 1.400 milhões de dólares na venda de entradas.

 

Mutilação sistemática

 

Num "espectáculo" típico, o Touro entra na arena e é abordado por indivíduos que o esgotam, correndo ao seu redor em círculos e enganando-o para que se fira.

 

Quando o Touro já está cansado e lhe falta o ar, acercam-se dele os picadores. Estes são indivíduos montados a Cavalo, cujos olhos estão vendados, e os quais cravam lanças no lombo e músculos do pescoço do Touro.

 

Isto dificulta a capacidade do animal levantar a cabeça.

 

Os “cavaleiros” volteiam e pressionam as lanças para se assegurarem de que o Touro perde uma grande quantidade de sangue. Logo aparecem os bandarilheiros a pé, que se encarregam de distrair o Touro e se precipitam sobre ele, até que lhe cravam mais lanças. E o sangue sempre a jorrar.

 

Quando o Touro fica completamente debilitado em consequência da perda de sangue, estes bandarilheiros correm à volta do Touro novamente em círculos até que este fique tonto e a perseguição pára.

 

Finalmente aparece o matador, e depois de provocar algumas investidas contra o animal já moribundo, desfere-lhe um golpe com a sua espada.

 

Após a estocada final, e quando o Touro não morre logo, um novo verdugo é chamado à arena para apunhalar até à morte o esgotado, o sofrido e dócil animal.

 

A adaga deve cortar a medula espinal, porém por vezes, mesmo isto pode falhar, deixando o Touro plenamente consciente, mas paralisado, e se o público está contente com o tauricida, as orelhas e a cauda do Touro são cortadas e exibidas como troféus.

 

O Touro é depois arrastado para fora da arena, acorrentado pelos cornos.

 

Alguns minutos mais tarde, outro Touro entra na arena e o ciclo recomeça.

 

«Posso entender como as pessoas vêm isto como uma barbárie», disse um reconhecido matador francês de 19 anos, de nome Chamaco, mas, acrescentou «a morte do Touro é como a assinatura de uma pintura», com a diferença que esta “peça” é rapidamente esquartejada para vender a sua carne.

 

Este tauricida é famoso por deleitar a assistência: «Ele grita ao animal, fazendo-lhe gestos irracionais e apoteóticos, provocando-o, fustigando-o e pedindo que dance com ele», descreve um espectador.

 

Outras vítimas

 

Os Touros não são as únicas vítimas na arena. O editor de uma revista norte-americana aficionada admitiu que, aos Cavalos utilizados nas touradas, são-lhes administradas drogas atrás das orelhas, vendam-lhes os olhos para que não fujam do Touro (os quais temem por natureza), e batem-lhes com frequência. Fora as picadas das esporas que os fazem sangrar violentamente.

 

Estes Cavalos, que por vezes são corneados, geralmente têm as orelhas tapadas com jornais molhados para lhes enfraquecer a capacidade auditiva, e as suas cordas vocais são frequentemente cortadas para que os seus gemidos não perturbem a assistência.

 

Quem já assistiu a uma tourada ouviu alguma vez um Cavalo relinchar de dor?

 

Sabem para que servem as bandas de música enquanto a lide decorre? Para abafar os gritos dos Touros.

 

Os Cavalos são por vezes Cavalos de arado, muito velhos para serem úteis, e acabam por ser abatidos por Touros que chegam a pesar cerca de meia tonelada.

 

Em determinadas ocasiões os Touros corneiam os Cavalos e as suas feridas são tapadas com palha para que não se vejam nem o sangue nem as vísceras. Outras vezes, como aconteceu há pouco tempo, com Xelim, o Cavalo do tauricida Rui Fernandes, o qual ficou com os intestinos pendurados, depois de ter levado uma cornada, acabando por morrer.

 

 

A reprodução dos Touros

 

A criação selectiva permite aos ganadeiros criar um Touro que morrerá de um modo mais satisfatório para o público.

 

Os Touros são seleccionados para serem cruzados com vacas que, quando são atacadas com lanças, respondem investindo sempre da mesma maneira. Eles são criados para voltarem a ser torturados repetidamente.

 

Outros rituais reprováveis

 

A corrida de Touros mexicana também inclui a novilhada, ou corrida de novilhos. Os Touros bebés, alguns com apenas algumas semanas de vida, são transportados para a arena, onde espectadores, muitos dos quais crianças, os apunhalam até à morte.

 

Estes massacres finalizam quando os espectadores cortam as orelhas e a cauda às pequenas crias que geralmente estão totalmente conscientes e encharcadas no seu próprio sangue.

 

As chamadas “corridas de Touros não sangrentas”, que são legais em muitas cidades nos Estados Unidos da América, admitem a participação de pessoas que provocam e atacam o Touro. Enquanto que molestar e açoitar o animal fazem parte do "espectáculo", a matança deve ser realizada fora da arena.

 

Na Colômbia há um festival anual em que Touros solitários são atormentados por milhares de pessoas que crêem que estão a pôr à prova a sua “valentia” (ajudados por um ambiente festivo e grandes quantidades de álcool).

 

«Se não morre alguém é algo monótono» lamenta Carlos Pérez, presidente do comité que organizou o dito evento em 1966.

 

Mas o toureiro colombiano Luis Cuadrado admite «é apenas um Touro contra milhares de imbecis». Cuadrado prefere sentar-se no chão até que o Touro esteja suficientemente perto para cravar-lhe a lança, e foge logo para ficar em segurança.

 

Estes festivais duram entre 4 e 5 dias, e pelo menos 35 touros são mortos por dia.

 

A oposição

 

Em 1567, o Papa Pio V decretou que «as exibições de animais ou Touros que são torturados são contrárias aos deveres cristãos e à piedade», e pediu «que se pusesse um fim àquelas diversões sangrentas, miseráveis e mais apropriadas aos demónios do que aos homens».

 

Os próprios aficionados das corridas de Touros não podem negar que tal prática é uma barbárie.

 

O autor mexicano Eduardo del Río, que glorificou a morte dos Touros nos seus livros, descreveu as touradas como «um obstáculo para a humanização do homem».

 

Lyn Sherwood, editor de uma revista a favor das corridas de Touros declarou orgulhosamente, «não tenho nenhum problema moral de promover algo que considero moralmente injustificável».

 

Fonte:

http://www.petalatino.com/cmp/ent-toros.html

http://www.bullfightingfreeeurope.org/index_por.html

http://tourada-portugal.blogspot.pt/p/calendario-tauromaquico.html

 

Drogas utilizadas para enfraquecer os Touros nas arenas

 

Anti-inflamatórios

Apirinas, analgésicos e antipiréticos, cujo objectivo é minorar as dores e o coxear, mascarando assim as lesões antes do reconhecimento anterior à lide.

 

Estimulantes cardio-respiratórios

Anfetaminas com efeito de estímulo cardíaco, circulatório, respiratório e de reflexos. Em exemplares com pouca força ajudam a uma melhoria.

 

Estimulantes do Sistema Nervoso

Nicotina em doses baixas, vitaminas B1 e B2 que têm como finalidade incrementar a energia e os reflexos.

 

Estimulantes musculares

Vitamina E.

 

Hormonas

Hormonas sexuais e anabolizantes cujo objectivo é produzir efeitos anabolizantes e eliminar o stress para dar ao touro uma maior resistência durante a lide. Os animais tratados com estas hormonas são exemplares que apresentam lentidão de movimentos, falta de agilidade e reflexos de fadiga rápida.

***

  

Os aficionados chamam a isto “tradição”, “cultura”, "arte" “identidade”, “luta justa”, “valores”, "respeito pelo touro," entre outras designações absurdas.

 

Espanta-me nunca se terem lembrado de chamar acupunctura a esta suposta inócua, ou até mesmo benéfica, actividade. Para além do visível enorme sofrimento e agonia a que o touro é sujeito durante a catarse que é vivida na praça, já nos curros, longe das câmaras e dos ouvidos, estes instrumentos que perpetuam esta prática bafienta e medieval, são retirados, cortando -se a carne do animal. A frio.

 

Se dói? Se causa sofrimento? É dilacerante!

 

Por um mundo mais justo, por um engrandecimento da humanidade, pelo respeito e harmonia entre todos os seres, por um passo civilizacional: Abolição das touradas já!

 

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«Retiram-me do campo, onde sou feliz. Onde como erva e onde convivo com a minha família e companheiros. Retiram-me do bem-estar e da felicidade, para depois, num transporte stressante e psicologicamente torturador, me levarem para onde vou ser vítima, da mais vil tortura, tanto física, como psicológica.

 

Lá chegado, o meu tormento continua e começa a aumentar. Durante dois dias, não como e não bebo. Durante dois dias, estou enfiado num local escuro, a onde mal me posso mexer. E durante esses dois dias, sou torturado, física e psicologicamente. Querem que eu chegue à arena da praça, 80% sem as minhas faculdades físicas e psicológicas para facilitar a lide daqueles que dentro da praça irão torturar-me. E por isso o fazem, durante essas horríveis 48 horas.

 

Cortam-me a ponta dos chifres, para diminuir a minha visão periférica, e dessa forma, facilitar, também, a lide daqueles que dentro da praça me irão torturar.

 

Depois entro nos curros, antes de entrar na arena da praça. Lá, para terem a certeza de que entro na arena 80% sem as minhas faculdades físicas e psicológicas, continuam a tratar-me barbaramente.

 

Quero ver-me livre de tanta dor; de tanto sofrimento; de tanta tortura. Nessa altura, vejo uma porta a abrir. Na hora, penso que finalmente me vão deixar em paz. Mas infelizmente não. Não é nada disso. Entro e deparo-me com um local circular. Procuro um canto pelo qual possa fugir, mas não encontro. Nesse momento, chamo os meus companheiros; peço-lhes ajuda, mas nada podem fazer para vir em meu socorro. Vejo gente e mais gente à minha volta, e em cima, ao redor desse local. Gente ávida de ver-me a ser barbaramente torturado. Gente ávida de ver o meu sofrimento. Gente ávida de ver pontas de ferros a serem espetadas no meu corpo e o sangue a jorrar e a escorrer.

 

Ao fim de tudo o que passei; depois de ter sido barbaramente torturado, o que quero é morrer, para parar de sofrer!

 

Mas eu, touro de lide, não posso deixar de fazer uma pergunta: se aqueles que me torturam, física e psicologicamente tanto me querem tourear, porque não o fazem de igual para igual, sem que eu tenha as pontas dos chifres cortadas, sem que eu tenha sido torturado, física e psicologicamente, para que depois de ter perdido 80% das minhas faculdades, físicas e psicológicas, facilite a lide deles, e sem que utilizem ferros para espetarem em mim???»

 

Assinado: “Touro de Lide

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:33

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Terça-feira, 7 de Julho de 2020

Debate na TVI sobre proibição de apoio público à Tortura de Touros (vulgo touradas): Inês Sousa Real (PAN) 20. Miguel Sousa Tavares zero

 

Ontem, no debate na TVI, entre Inês Sousa Real deputada do PAN e Miguel Sousa Tavares, caçador e aficionado de touradas, este último, cego pela obscuridade da caverna onde vivem os tauricidas, demonstrou uma ignorância sobre o que é a tauromaquia e o que se passa ao seu redor, inadmissível numa figura que (diz que é) comentador daquela estação televisiva. No mínimo devia ter-se informado, mas foi para ali de olhos fechados, tal como no dia em que nasceu.

 

O Miguel acha lindas as praças de touros, e passa por cima do sofrimento dos bovinos, matéria sobre a qual demonstrou uma profunda ignorância. Nunca leu nada a propósito. Isso não lhe interessa. Uma argumentação paupérrima, ao nível do mais ignorante dos ignorantes tauricidas.

A Inês Sousa Real esteve muito bem. Poderia ter acrescentado que o mencionado “ Touro de Lide” não existe na Natureza (está tudo documentado) logo não se extingue, e ter levado os números e os nomes dos ganadeiros que  vivem à custa dos nossos impostos e deslocam-se em carros de topo de gama.

Se hoje, o fim aos subsídios para torturar Touros não se concretizar, significa apenas que o parlamento está cheio de trogloditas que, além de não terem ainda evoluído, não servem os interesses de Portugal, mas tão- só o interesse privado de umas poucas famílias de parasitas da sociedade portuguesa.

 

Mas vamos ver o que nos diz  Um activismo por dia

 

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Reparem no argumento do Miguel, em defesa da tauromaquia: «Quando é que proíbem os periquitos nas gaiolas». Ó Miguel Sousa Tavares: uma estupidez não se justifica com outra estupidez. O Periquito na Gaiola é outro filme. Não pertence ao filme " Torturar Touros para divertir sádicos», sim, porque só os sádicos se divertem com o sofrimento de outro ser vivo.

 

Um activismo por dia

 

Quando é que se proíbe Miguel de Sousa Tavares de dizer barbaridades em horário nobre?

1- Ninguém depende financeiramente apenas da tauromaquia. As pessoas que trabalham na área têm outros empregos


2- O financiamento público directo e indirecto ultrapassa os 16 milhões de euros por ano. Muitas são as câmaras que preferem atribuir milhares de euros para comprar bilhetes para touradas, enquanto as escolas do município caem de podres ou as estradas permanecem com buracos (ex: a Câmara de Santarém e a De Vila franca de Xira)


3- Os animais não foram postos no mundo com funções específicas. Isso é uma ideia humana, os humanos é que atribuem funções aos animais.


4- A questão do sofrimento animal é inegável, os touros são animais, mamíferos, possuem sistema nervoso e cérebro e logo a capacidade de sentir e processar a dor.


5- Enquanto seres humanos dotados de sensibilidade e da capacidade de sentir a dor, o sofrimento do outro, não podemos considerar correcto causar dor desnecessária tendo por base o argumento da tradição. As tradições evoluem no espaço e no tempo e não são argumentos para a nossa moralidade.


6- Tendo em conta o sofrimento envolvido, o facto de ninguém depender financeiramente apenas de touradas, e que vivemos num país pobre com escassez de recursos em várias áreas muito mais importantes na vida de todos, não faz sentido algum o estado atribuir mais de 16 milhões de euros por ano à indústria tauromáquica.


7- Se a Tauromaquia gera receitas (como o Miguel de Sousa Tavares diz) então para que que precisa de subsídios públicos?

 

Fonte:
https://www.facebook.com/umactivismopordia/photos/pb.1822468628012632.-2207520000../2640982782827875/?type=3&theater

***

Apliquem esses dinheiros que esbanjam em TORTURA de TOUROS, por exemplo, no Serviço Nacional de Saúde (SNS) que está a precisar urgentemente de TUDO.

 

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Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2563098197275660&set=a.1735646096687545&type=3&theater&ifg=1

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:45

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Terça-feira, 21 de Março de 2017

SENTENÇA JUDICIAL: «A TAUROMAQUIA NÃO É UMA CRIAÇÃO ARTÍSTICA DIGNA DE PROTECÇÃO CONSTITUCIONAL»

 

Esta sentença foi proferida por um tribunal espanhol, no município de ORIHUELA.

 

Em Portugal o atraso de vida continua: nenhum tribunal tem a lucidez de pronunciar uma tal sentença.

 

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 Esta imagem monstra o que o título reclama: a tauromaquia não é uma criação artística digna de protecção constitucional. Pelo contrário, esta imagem mostra a indignidade dos que constitucionalmente defendem esta monumental crueldade psicopática.

 

SENTENÇA Nº 70 /17 do TRIBUNAL DO CONTENCIOSO NÚMERO 1 DE ELX

 

FUNDAÇÃO DO TOURO DE LIDE contra o MUNICÍPIO DE ORIHUELA

 

 (...)

Segundo – A parte reclamante centra a controvérsia nos acordos da Administração apelante no que diz respeito às actividades tauromáquicas, entendendo que a aprovação da moção do Grupo Municipal Cambiemos Orihuela – AC relativa a:

 

«Não tolerar o sofrimento dos animais e não permitir no município de Orihuela a instalação de circos com animais selvagens nem qualquer tipo de actividades tauromáquicas»

 

é um acto nulo, de pleno direito sem justificação, adoptado por órgão incompetente e que viola as competências e a legislação estatal e autónoma.

 

Ler mais em AVATMA.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:38

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Segunda-feira, 6 de Março de 2017

Razões pelas quais as touradas devem ser proibidas

 

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A legenda é bastante clara: as touradas são para imbecis.

 

«Por que as touradas devem ser proibidas?

 

- Porque implicam de um modo incontestável o sofrimento gratuito de um ser vivo.

 

- Porque a tortura de animais é um crime que, de modo algum, não se discute.

 

- Porque apenas a um cretino pode ocorrer criar animais de forma intensiva sem outra finalidade que não seja a de os torturar publicamente.

 

- Porque ao contrário do que afirmam os tauricidas, a vida do “touro de lide” no campo está longe de ser idílica.

 

- Porque essa indescritível tortura tem uma duração de 20 minutos.

 

- Porque enquanto muitos picam o Touro e lhe rasgam os músculos do pescoço para que a “vedeta” possa exercer a sua “arte”, muitos vão para a tasca beber cerveja.

 

- Porque implica truncar a vida de um ser vivo com apenas ¼ da sua vida natural vivida, apenas para divertimento de um público dotado de um manifesto mau gosto.

 

- Porque os Touros são mutilados, manipulados e drogados para uma aberrante e inaceitável exibição.

 

- Porque apesar de o “espectáculo” se basear na filosofia da luta “nobre” do homem contra o animal, a realidade é que se trata de uma perseguição de vários cobardes com armas brancas contra um animal indefeso.

 

- Porque ainda que muito aleatoriamente, o Touro consiga ferir ou matar um dos seus verdugos nessa “nobre” luta, jamais estes reconhecem a vitória do animal, e matam-no da mesma forma.»

 

Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1211139638998733&set=gm.973771429389709&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:12

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Sábado, 6 de Agosto de 2016

ONTEM NA PÓVOA DE VARZIM TORTURARAM-SE TOUROS QUE AGUARDAM MORRER NA SEGUNDA–FEIRA

 

 

Ontem (sexta-feira) houve um a manifestação em frente à praça da tortura de Touros e Cavalos na Póvoa de Varzim, onde se realizou uma tourada para satisfazer os instintos mórbidos dos caçadores da Estela e criaturas afins.

 

Os Touros, esses, depois da tortura atroz a que foram submetidos, numa arena quase sem “gente”, estão a agonizar nos camiões, feridos, febris e sem ajuda, aguardando a morte, até poderem libertar-se do sofrimento, na segunda-feira.

 

As autoridades foram chamadas para fazerem cumprir a lei das 5 horas para o abate, mas ninguém APARECEU!!!!!!!

 

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 Origem da foto:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1292911204076827&set=a.1292915107409770&type=3&theater

 

Diz-nos Deolinda Sousa: «O Verão é a época da tortura destes seres belos e mansos que diabolicamente o homem inventou como um touro de lide e é torturado sem qualquer razão. Isto já não é admissível, pois desde o Manifesto de Harvard, em 2012 que os cientistas provaram a senciência animal, e a partir daí deixou-se de se utilizar o termo “animal irracional”, e passou a utilizar-se a designação animal não humano, pois em tudo somos iguais, apenas de espécie diferente.

 

Por isso, isto é um crime que se comete contra os bovinos

 

***

Sim. Um crime.

Ainda mais crime é quando existe um regulamento tauromáquico que prevê o abate dos Touros feridos, num espaço de 5 horas depois de serem torturados.

 

E isso não é cumprido. E nenhuma autoridade tem a hombridade de fazer cumprir a lei.

 

Os animais ficam fechados, agonizando, sem água ou tratamento, sofrendo atrozmente durante dois dias, até que as bestas humanas os venham libertar de tamanho sofrimento.

 

Isto é um crime que quem o comete pagará caro, mais dia, menos dia. Podem crer.


publicado por Isabel A. Ferreira às 19:16

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Domingo, 17 de Julho de 2016

Quando a ignorância personificada na figura de um tauricida, usa da palavra…

 

«... Especialista em neurofisiologia… desculpem, em meteorologia do touro de lide, o matador aposentado [Jaime Ostos] argumentou que durante a lide "o nervo torna-se como um raio e não é igual a quando está flácido e a dor chega mais rápido ao cérebro».

 

[Este será ] o próximo Prémio Nobel, mas terá um rigoroso adversário no Professor Illera, que considera precisamente o oposto. Vamos ver se se põem de acordo. [Jaime Ostos] é um morto-vivo.

(José Enrique Zaldivar Laguia)

 

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Legenda - Jaime Ostos: «O Touro não sofre porque a dor tarda em chegar ao cérebro».


Ao menos o Touro tem cérebro, algo que falta a Jaime Ostos. Por isso diz o que diz, porque não tendo cérebro, a dor para ele não existe. Daí que não saiba que o Touro, tendo cérebro, a dor que lhe chega é lancinante.

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10208559757022752&set=a.1051496819012.9614.1573519644&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

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Terça-feira, 14 de Junho de 2016

«Brilhante reportagem sobre touradas em Portugal»

 

Reportagem espectacular sobre touradas. Todos os argumentos, todos os factos, todas as razões num brilhante trabalho.

 

"O Touro é um animal que, quando uma mosca pousa no seu dorso... ele afasta-a com a cauda. Ele é hipersensível".

 

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Por Cláudia Vantacich

 

O touro "bravo" ou de "lide" não é agressivo. Estes animais são, por natureza, tão ou mais afáveis do que os cães. O Fadjen, um mediático touro "bravo", salvo de um ganadeiro Espanhol, é neste momento, um excelente exemplo de que a agressividade genética do touro se encerra num mito propagandeado pela tauromaquia. A etologia, como ramo da zoologia, explica que o comportamento não é determinado pela genética, mas pelo ambiente e interacções do animal. Ou seja, independentemente das características genéticas, o seu comportamento será sempre condicionado, em última análise, pelo propósito e personalidade de quem os cria, tal como acontece com os cães. Para os tornarem, não agressivos, mas mais reactivos de modo a que seja possível toureá-los (ou lidá-los), os ganadeiros criam-nos em sistema extensivo, com pouco contacto com humanos, sujeitando-os a duros "treinos" a todos os níveis, sendo os físicos, dignos de um atleta de alta competição e, de vez em quando, alguns morrem subitamente devido ao exagerado esforço a que são sujeitos. Por vezes, os Touros são drogados com Rompum e Calmivet, duas substâncias anestésicas que administradas em pequenas quantidades, causam um efeito calmante. Mas nem sempre a dose "certa" é bem calculada, levando a que alguns sucumbam à dose excessiva, mesmo antes de entrar na arena.

 

Há muito que a ciência provou o sofrimento do touro. Todos os seres sencientes, ou seja, os que possuem um sistema nervoso central, grupo do qual faz parte o ser humano, têm a capacidade de experimentar sofrimento físico e psicológico, tal como stress, medo, pânico, angústia e tristeza. Sofrem ainda traumas psicológicos e desenvolvem depressões, bem como afectos e constroem ainda relações com outros seres, incluindo o Homem. Na capacidade de sentir, os animais não são diferentes do ser humano.

 

O touro "bravo" tem direito à sua integridade física e psicológica e principalmente tem direito a não ser utilizado como objecto de tortura para gáudio de uma minoria que nem sequer é representativa do povo português. À semelhança de tantas outras espécies, o touro poderá perfeitamente viver em liberdade e em paz no seu habitat, nem que seja em zonas protegidas, não sendo também por isso, aceitável o "argumento" da sua preservação como justificação da tauromaquia.

 

Não é portanto admissível que no século XXI, um país civilizado como Portugal, acolha ainda uma tradição que viola 90% (!) dos pontos considerados na Declaração Universal dos Direitos dos Animais da UNESCO:

 

1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.

2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à protecção do homem.

3 - Nenhum animal deve ser maltratado.

4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.

5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve nunca ser abandonado.

6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.

7 - Todo o acto que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.

8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são consideradas crimes contra os animais.

9 - Os direitos dos animais devem ser defendidos por lei.

10 - O Homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.

 

Mas não são apenas os direitos dos animais os que são violados pela tauromaquia.

 

A psicologia, a psiquiatria e a neurociência provaram que assistir a touradas provoca traumas psicológicos nas crianças, tornando-as tolerantes à violência gratuita e contribuindo para que se tornem adultos agressivos. Este foi um dos argumentos que levou à abolição das touradas na Catalunha, em Espanha, país onde a tradição é muito mais forte do que em Portugal, pela sua origem.

 

Cláudia Vantacich

***

As touradas: Violência, Crueldade, Ignorância, Futilidade

A vergonha de Portugal

 

 

Fonte:

http://ruportugal.blogspot.pt/2016/05/brilhante-reportagem-sobre-touradas-em.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:41

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Sexta-feira, 22 de Abril de 2016

A verdade perversa sobre a tortura de Touros e Cavalos, antes, durante e depois da lide

 

Uma prática de cobardes para divertir sádicos

 

Está a começar a época em que os psicopatas e os sádicos saem das cavernas imundas e escuras em que vivem uma vida de miséria moral, para poluírem o mundo com a gosma repugnante que lhes sai de todos os poros.

E é preciso que esses cobardes saibam que não passam de uma peste negra que o mundo civilizado rejeita e despreza.

 

As touradas provocam muito sofrimento a dois pacíficos herbívoros. Não sejam cúmplices dessa tortura desnecessária. Não sejam responsáveis pela tortura. Não participem nem assistam a touradas.

 

A Tauromaquia é a terrível e venal arte de torturar e matar animais em público, segundo determinadas regras. Traumatiza as crianças e adultos sensíveis. A tourada agrava o estado dos neuróticos atraídos por estes espectáculos. Desnaturaliza a relação entre o homem e o animal, afronta a moral, a educação, a ciência e a cultura" (UNESCO, 1980)

 

 

O texto que se segue é de leitura obrigatória, porque conta a verdade total e absoluta acerca desta prática selvagem

 

Depois de o ler ninguém mais será o mesmo.

Ninguém mais poderá ficar indiferente.

 

Ninguém mais terá a coragem de apresentar uma desculpa para a ignorância de não saber o que é este ritual cruel e desumano, que dá pelo nome de “tauromaquia” e é apoiado pelos governos de nove tristes países…

 

O que apresento é uma descrição horripilante do que sofrem os Touros e os Cavalos antes de serem cobardemente torturados numa arena.

 

Um relato que desmistifica, por completo, a “arte” e a “cultura” com que rotulam o tauricídio.

 

O que se lerá pertence ao domínio da mais ignominiosa crueldade.

 

E crueldade é crueldade, independentemente do país onde ela ocorre.

E ela ocorre também em Portugal.

 

E a crueldade praticada contra inocentes, inofensivos e indefesos animais não tem lugar numa sociedade moderna em parte alguma do mundo.

 

***

O Touro dito de “lide” é fabricado por ganadeiros e nasce, vive e desenvolve-se unicamente para ser torturado numa arena.

 

Durante quatro anos seguimos os passos de um pequeno e frágil bezerro, que se transformou num animal forte, e mostrou a sua valentia numa praça da morte.

 

 

Imagens de TV mostraram o momento em que o chifre esquerdo do touro rasgou de maneira terrível a face de um toureiro chamado Padilla e chegou a deixar o seu globo ocular fora da órbita, num momento macabro do mundo das touradas.

 

Os espectadores gritaram de horror na cidade espanhola. O porta-voz do hospital disse que Padilla tinha sofrido danos nos olhos, músculos, ossos e pele, quando o touro o jogou ao chão e o feriu.

 

As imagens mostram também Padilla fugindo do anel, enquanto o touro foi distraído por assistentes na praça de touros. «Eu não posso ver, eu não posso ver nada», gritava o matador enquanto era levado ao hospital.

 

Cirurgiões utilizaram placas de titânio para reconstruir partes da sua estrutura óssea facial e a cavidade ocular. Um dos assistentes da praça de touros disse que Padilla teve sorte de o chifre não penetrar no seu cérebro.

 

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E é a isto que os tauricidas psicopatas, diagnosticados por especialistas como tal, reduzem o magnífico animal que é um Touro.

 

E não me venham dizer que isto não acontece em Portugal.

 

 

Resumindo o percurso do Cavalo usado para toureio:

 

«Como animal de fuga que é, procuraria a segurança pondo-se à distância daquilo de que desconfia ou que considera ser perigoso.

 

No treino e na lide montada, ele é dominado pelo cavaleiro com os ferros na boca, mais ou menos serrilhados, puxados pelas rédeas e actuando sobre as gengivas (freio; bridão - com acção de alavanca, ambos apertados contra as gengivas por uma corrente de metal à volta do maxilar inferior – barbela), coisa muito castigadora.

 

É incitado pela voz do cavaleiro e por outras acções, chamadas hipocritamente de “ajudas”, como sejam de esporas que são cravadas provocando muita dor e até feridas sangrentas.

 

 

Ele é impelindo para a frente para fugir à acção das esporas, devido à dor que elas lhe provocam e a voltar-se pela dor na boca e pelo inclinar do corpo do cavaleiro ou a ser parado por tracção nas rédeas.

 

Resumindo: o cavalo é obrigado a enfrentar o touro pelo respeito/receio que tem do cavaleiro, que o domina e o castiga, até cravando-lhe esporas no ventre e provocando-lhe dor e desequilíbrio na boca. Isso transtorna-o de tal maneira, que o desconcentra do perigo que o touro para ele representa de ferimento e de morte e quase o faz abstrair disso.

 

É, portanto, uma aberração, comprovativa da maior hipocrisia, quando cavaleiros tauromáquicos afirmam gostarem muito dos seus cavalos e lhes quererem proporcionar o bem-estar.

 

Revoltante e vergonhoso é que tal crueldade seja permitida legalmente, feita espectáculo e publicitada.» (Dr. Vasco Reis (Médico Veterinário).

 

***

O que sofre o Touro dito de “lide

 

É óbvio que os touros sofrem quer antes, quer durante, quer após as touradas. A deslocação do animal do seu habitat, a sua introdução num caixote minúsculo em que ele se não pode mover e onde fica 24 horas ou mais, o corte dos chifres e as agressões de que é vitima para o enfurecer; ao que se segue a perfuração do seu corpo pelas bandarilhas que são arpões que lhe dilaceram as entranhas e lhe provocam profundas e dolorosas hemorragias; e finalmente, na tourada à portuguesa, o arranque brutal dos ferros; e tudo isto já sem se referir a tortura das varas e do estoque na tourada à espanhola — representam sem quaisquer dúvidas sofrimento intenso e insuportável para um animal tão sensível que não tolera as picadas das moscas e as enxota constantemente com a cauda quando pasta em liberdade.

 

A SIC exibiu, há tempos, um documentário sobre o que se passa na retaguarda das touradas. Quando chegou à fase final do arranque das farpas o funcionário da praça não permitiu a filmagem por a considerar demasiado impressionante. Mas pudemos ouvir os horrendos uivos de dor que o animal emitia do seu caixote exíguo e que eram de fazer gelar o sangue dos telespectadores.

 

Na tourada à espanhola com picadores o quadro ainda é mais cruel: o touro é perfurado ainda mais profundamente pela comprida e afiada ponta da "puya" que lhe rasga a pele, os músculos e os vasos sanguíneos, provocando-lhe intencionalmente uma dor intolerável e uma abundante hemorragia, enquanto um cavalo, de olhos vendados, é corneado pelo touro enraivecido e com frequência derrubado e ferido — e tudo isto para gáudio de uma multidão que a cada novo ferro cravado e a cada nova e mais profunda perfuração da vara, vibra com um gozo em que a componente sádica é óbvia.

 

A expressão “festa brava” não é uma expressão apropriada, pois em primeiro lugar, torturar e matar um animal não é uma “festa”, e em segundo lugar, o Touro quando entra na arena, está tão confuso, tão psicologicamente atormentado e tão fisicamente debilitado que é difícil rotulá-lo de «bravo». Estará, sim, desesperado pelo suplício a que foi sujeito durante vários dias, antes da lide.

 

Por outro lado, como pode um herbívoro ser “bravo”?

 

Os aficionados justificam a tourada chamando-lhe “tradição”. Os opositores às corridas de Touros mantém que não importa qual seja a história, elas são um acto puramente cruel que já deveria pertencer ao passado.

 

O negócio da crueldade

 

Um dos grupos que mais apoia as corridas é a indústria do turismo. Dizem eles. Os agentes de viagens e os promotores das corridas de Touros descrevem a luta como uma “competição festiva e justa”.

 

O que eles não revelam é que os Touros não têm a possibilidade de defender-se, e muito menos de sobreviver. E estão sempre em desvantagem.

 

Muitos ex-toureiros reconhecidos referiram que se neutraliza os Touros, debilitando-os intencionalmente, golpeando-lhes os rins e prendendo-lhes pesos ao pescoço durante várias semanas antes do que eles chamam “luta”.

 

A Fundação Brigitte Bardot, um grupo francês opositor das corridas de Touros, descreve outros métodos utilizados para debilitar o Touro: «A maioria das vezes, os animais entram na arena cegos, porque são deixados na escuridão durante 48 horas, antes da lide. A seguir os Touros são golpeados na cabeça com sacos de areia, durante muito tempo e violentamente, para privá-los dos seus sentidos».

 

Uma prática também habitual é raspar os cornos dos Touros, retirando-lhes alguns centímetros. Os cornos dos Touros, tal como os bigodes dos gatos, ajudam os animais a orientarem-se, e qualquer mudança repentina altera a sua coordenação.

 

Raspar os cornos dos Touros é uma prática ilegal. Por isso, às vezes, depois das corridas, um veterinário examina-os. Contudo, em 1997 a Confederação de Profissionais de Corridas de Touros, incluindo 230 matadores em Espanha, fizeram greve, opondo-se a essas inspecções veterinárias.

 

Os manifestantes reclamavam que os veterinários não tinham a “experiência suficiente” para examinar os Touros.

 

No entanto, muitos reconhecem isto como outro dos aspectos da corrupção que se infiltra num negócio que proporciona a cada um dos matadores profissionais mais de um milhão de dólares por ano. Em 1996, Espanha registou um total de 1.400 milhões de dólares na venda de entradas.

 

Mutilação sistemática

 

Num espectáculo típico, o Touro entra na arena e é abordado por indivíduos que o esgotam, correndo ao seu redor em círculos e enganando-o para que se fira.

 

Quando o Touro já está cansado e lhe falta o ar, acercam-se dele os picadores. Estes são indivíduos montados a Cavalo, cujos olhos estão vendados, e os quais cravam lanças no lombo e músculos do pescoço do Touro.

 

Isto dificulta a capacidade do animal levantar a cabeça.

 

Os “cavaleiros” volteiam e pressionam as lanças para se assegurarem de que o Touro perde uma grande quantidade de sangue. Logo aparecem os bandarilheiros a pé, que se encarregam de distrair o Touro e se precipitam sobre ele, até que lhe cravam mais lanças. E o sangue sempre a jorrar.

 

Quando o Touro fica completamente debilitado em consequência da perda de sangue, estes bandarilheiros correm à volta do Touro novamente em círculos até que este fique tonto e a perseguição pára.

 

Finalmente aparece o matador, e depois de provocar algumas investidas contra o animal já moribundo, desfere-lhe um golpe com a sua espada.

 

Após a estocada final, e quando o Touro não morre logo, um novo verdugo é chamado à arena para apunhalar até à morte o esgotado, o sofrido e dócil animal.

 

A adaga deve cortar a medula espinal, porém por vezes, mesmo isto pode falhar, deixando o Touro plenamente consciente, mas paralisado, e se o público está contente com o tauricida, as orelhas e a cauda do Touro são cortadas e exibidas como troféus.

 

O Touro é depois arrastado para fora da arena, acorrentado pelos cornos.

 

Alguns minutos mais tarde, outro Touro entra na arena e o ciclo recomeça.

 

«Posso entender como as pessoas vêm isto como uma barbárie», disse um reconhecido matador francês de 19 anos, de nome Chamaco, mas, acrescentou «a morte do Touro é como a assinatura de uma pintura», com a diferença que esta “peça” é rapidamente esquartejada para vender a sua carne.

 

Este tauricida é famoso por deleitar a assistência: «Ele grita ao animal, fazendo-lhe gestos irracionais e apoteóticos, provocando-o, fustigando-o e pedindo que dance com ele», descreve um espectador.

 

Outras vítimas

 

Os Touros não são as únicas vítimas na arena. O editor de uma revista norte-americana aficionada admitiu que, aos Cavalos utilizados nas touradas, são-lhes administradas drogas atrás das orelhas, vendam-lhes os olhos para que não fujam do Touro (os quais temem por natureza), e batem-lhes com frequência. Fora as picadas das esporas que os fazem sangrar violentamente.

 

Estes Cavalos, que por vezes são corneados, geralmente têm as orelhas tapadas com jornais molhados para lhes enfraquecer a capacidade auditiva, e as suas cordas vocais são frequentemente cortadas para que os seus gemidos não perturbem a assistência.

 

Quem já assistiu a uma tourada ouviu alguma vez um Cavalo relinchar de dor?

 

Sabem para que servem as bandas de música enquanto a lide decorre? Para abafar os gritos dos Touros.

 

Os Cavalos são por vezes Cavalos de arado, muito velhos para serem úteis, e acabam por ser abatidos por Touros que chegam a pesar cerca de meia tonelada.

 

Em determinadas ocasiões os Touros corneiam os Cavalos e as suas feridas são tapadas com palha para que não se vejam nem o sangue nem as vísceras. Outras vezes, morrem, como aconteceu há pouco tempo, com Xelim, o Cavalo do tauricida Rui Fernandes, o qual ficou com os intestinos pendurados, depois de ter levado uma cornada.

 

A reprodução dos Touros

 

A criação selectiva permite aos ganadeiros criar um Touro que morrerá de um modo mais satisfatório para o público.

 

Os Touros são seleccionados para se cruzarem com vacas que quando são atacadas com lanças, respondem investindo sempre da mesma maneira. Eles são criados para voltarem a ser torturados repetidamente.

 

Outros rituais reprováveis e bárbaros

 

A corrida de Touros mexicana também inclui a novilhada, ou corrida de novilhos. Os Touros bebés, alguns com apenas algumas semanas de vida, são transportados para a arena, onde espectadores, muitos dos quais crianças, os apunhalam até à morte.

 

Estes massacres finalizam quando os espectadores cortam as orelhas e a cauda às pequenas crias que geralmente estão totalmente conscientes e encharcadas no seu próprio sangue.

 

As chamadas “corridas de Touros não sangrentas”, que são legais em muitas cidades nos Estados Unidos da América, admitem a participação de pessoas que provocam e atacam o Touro. Enquanto que molestar e açoitar o animal fazem parte do espectáculo, a matança deve ser realizada fora da arena.

 

Na Colômbia há um festival anual em que Touros solitários são atormentados por milhares de pessoas que crêem que estão a pôr à prova a sua “valentia” (ajudados por um ambiente festivo e grandes quantidades de álcool).

 

«Se não morre alguém é algo monótono» lamenta Carlos Pérez, presidente do comité que organizou o dito evento em 1966.

 

Mas o toureiro colombiano Luis Cuadrado admite «é apenas um Touro contra milhares de imbecis». Cuadrado prefere sentar-se no chão até que o Touro esteja suficientemente perto para cravar-lhe a lança, e foge logo para ficar em segurança.

 

Estes festivais duram entre 4 e 5 dias, e pelo menos 35 touros são mortos por dia.

 

A oposição

 

Em 1567, o Papa Pio V decretou que «as exibições de animais ou Touros que são torturados são contrárias aos deveres cristãos e à piedade», e pediu «que se pusesse um fim àquelas diversões sangrentas, miseráveis e mais apropriadas aos demónios do que aos homens».

 

Os próprios aficionados das corridas de Touros não podem negar que tal prática é uma barbárie.

 

O autor mexicano Eduardo del Río, que glorificou a morte dos Touros nos seus livros, descreveu as touradas como «um obstáculo para a humanização do homem».

 

Lyn Sherwood, editor de uma revista a favor das corridas de Touros declarou orgulhosamente, «não tenho nenhum problema moral de promover algo que considero moralmente injustificável».

 

Fontes:

http://www.petalatino.com/cmp/ent-toros.html

http://www.bullfightingfreeeurope.org/index_por.html

http://tourada-portugal.blogspot.pt/p/calendario-tauromaquico.html

 

Drogas utilizadas para enfraquecer os Touros nas arenas

 

Anti-inflamatórios.

 

Apirinas, analgésicos e antipiréticos, cujo objectivo é minorar as dores e o coxear mascarando assim as lesões antes do reconhecimento anterior à lide.

 

Estimulantes cardio-respiratórios.

 

Anfetaminas com efeito de estímulo cardíaco, circulatório, respiratório e de reflexos. Em exemplares com pouca força ajudam a uma melhoria.

 

Estimulantes do Sistema Nervoso.

 

Nicotina em doses baixas, vitaminas B1 e B2 que têm como finalidade incrementar a energia e os reflexos.

 

Estimulantes musculares.

Vitamina E.

Hormonas.

 

Hormonas sexuais e anabolizantes cujo objectivo é produzir efeitos anabolizantes e eliminar o stress para dar ao touro uma maior resistência durante a lide. Os animais tratados com estas hormonas são exemplares que apresentam lentidão de movimentos, falta de agilidade e reflexos de fadiga rápida.

 

***

Os aficionados chamam a isto “tradição”, “cultura”, “identidade”, “luta justa”, “valores”, “respeito pelo touro”, entre outras designações.

 

Espanta-me nunca se terem lembrado de chamar acupunctura a esta suposta inócua, ou até mesmo benéfica, actividade. Para além do visível enorme sofrimento e agonia a que o touro é sujeito durante a catarse que é vivida na praça, já nos curros, longe das câmaras e dos ouvidos, estes instrumentos que perpetuam esta festa bafienta e medieval, são retirados cortando a carne do animal. A frio.

 

Se dói? Se causa sofrimento? É dilacerante!

 

Por um mundo mais justo, por um engrandecimento da humanidade, pelo respeito e harmonia entre todos os seres, por um passo civilizacional: Abolição das touradas já!

 

***

 

TOURO1.jpg

 

«Retiram-me do campo, onde sou feliz. Onde como erva e onde convivo com a minha família e companheiros. Retiram-me do bem-estar e da felicidade, para depois, num transporte stressante e psicologicamente torturador, me levarem para onde vou ser vítima, da mais vil tortura, tanto física, como psicológica.

 

Lá chegado, o meu tormento continua e começa a aumentar. Durante dois dias, não como e não bebo. Durante dois dias, estou enfiado num local escuro, onde mal posso mexer-me. E durante esses dois dias, sou torturado, física e psicologicamente. Querem que eu chegue à arena, com as minhas faculdades físicas e psicológicas 80% diminuídas, para facilitar a lide daqueles que dentro da praça irão torturar-me. E por isso o fazem, durante essas horríveis 48 horas.

 

Cortam-me a ponta dos chifres, para diminuir a minha visão periférica, e dessa forma, facilitar, também, a lide daqueles que dentro da praça irão torturar-me.

 

Depois entro nos curros, antes de entrar na arena, onde, para terem a certeza de que estou com as minhas faculdades físicas e psicológicas, 80% diminuídas, continuam a tratar-me barbaramente.

 

Quero ver-me livre de tanta dor; de tanto sofrimento; de tanta tortura. Nessa altura, vejo uma porta a abrir. Na hora, penso que finalmente vão deixar-me em paz. Mas infelizmente não. Não é nada disso. Entro e deparo-me com um local circular. Procuro um canto pelo qual possa fugir, mas não encontro. Nesse momento, chamo os meus companheiros; peço-lhes ajuda, mas nada podem fazer para vir em meu socorro. Vejo gente e mais gente à minha volta e em cima, ao redor desse local. Gente ávida de ver-me a ser barbaramente torturado. Gente ávida de ver o meu sofrimento. Gente ávida de ver pontas de ferros a serem espetadas no meu corpo e o sangue a jorrar e a escorrer.

 

No fim de tudo o que passei; depois de ter sido barbaramente torturado, o que quero é morrer, para parar de sofrer!

 

Mas eu, Touro de lide, não posso deixar de fazer uma pergunta: se aqueles que me torturam, física e psicologicamente tanto me querem tourear, porque não o fazem de igual para igual, sem que eu tenha as pontas dos chifres cortadas, sem que eu tenha sido torturado, física e psicologicamente, para que depois de ter perdido 80% das minhas faculdades, físicas e psicológicas, facilite a lide deles, e sem que utilizem ferros para espetarem em mim???»

 

Assinado:

Touro de lide

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:05

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