Sábado, 29 de Agosto de 2020

“campo pequeno” continua a ser a nódoa negra de Lisboa

 

campo pequeno: um antro de cobardias e atrocidades e de cenas terceiro-mundistas, que correrão mundo, arrastando na lama o nome de Portugal, que tem uma capital troglodita.

Não aprenderam nada com a Covid-19.

Esperava-se um passo em frente no caminho da evolução e do respeito por todas as outras espécies.

E o que vemos? Vemos um cobarde a abandonar o seu “adorado” Cavalo que, à conta da selvática investida do montador contra o Touro, o HERÓI desta prática medievalesca, foi colhido.  

O Touro já foi abatido. O Cavalo ferido e talvez abatido também. Sobrou o tauricida para continuar a torturar seres sencientes, e fazer babar os sádicos.

 

 

COBARDOLAS.jpg

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3767574499924111&set=gm.3372589906113098&type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:14

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Segunda-feira, 17 de Agosto de 2020

«Gosto de Touros, odeio touradas e abomino toureiros!»

 

Extraordinário texto do cronista e escritor Walter Ramalhete, publicado no jornal online Figueira na Hora. 

Nunca li nada tão extraordinariamente real.

Uma descrição perfeita, magnífica, sobre a verdade obscena das touradas.

Uma leitura absolutamente obrigatória para os que odeiam, mas também para os que amam as touradas…

Este texto é um monumento à ridícula prática tauromáquica.

Isabel A. Ferreira

 

TOUREIRO.png

consciente do efeito visual - projecta, premeditadamente, as pudendas partes, artificialmente avolumadas e parcimoniosamente espartilhadas, na direcção de algumas sobreexcitadas damas, com as entre coxas entumecidas por inconfessáveis devaneios, acirrados pelo cheiro a sangue…

 

Texto de Walter Ramalhete

 

«Horrorizado, li, que quando um touro mata um toureiro, toda a manada donde proveio é, também, sacrificada. A ser verdade…

 

Que hedionda vingança!

Que hedionda cobardia!

 

Estes…, estes,…estes, … - entre tantas palavras que me ocorrem, não consigo encontrar nenhuma, suficiente, para os qualificar -… estas malvadas criaturas, sabem muito bem aquilo que fazem. Com este procedimento, eliminariam um “apuramento”, suprimiriam uma selecção genética, que “A tempo “, poderia redundar na consolidação duma estirpe de animais mais apta, mais ferozmente defensiva que, com maior frequência, passaria a reclamar o seu sangue, com sangue igualmente derramado nas arenas, pelos seus cobardes torturadores. Na verdade, deixar correr naturalmente o curso evolutivo genético, poderia redundar na “troca por troca” ; “ olho por olho, dente por dente”; “ sangue por sangue”; “ moeda por moeda”, como é da mais elementar justiça de Talião!

 

Mas não!

 

Por falta de coragem e astuta cobardia, retiram-no da sua casa. Retiram-no dos amplos prados verdejantes, que percorre com mansidão e garboso porte, onde, a sua imponente silhueta é recortada pelo sol, que dele, projecta uma sombra altiva e intimidatória.

 

Ao invés!

 

Encerram-no num curro claustrofóbico, depois de horas de viagem, sob calor, fome, sede e, frequentemente, já num estado febril. Por fim, lançam-no numa arena, cercada por barreiras e camarotes apinhados de gentalha, de bêbados, marialvas, coristas e “galifões de crista” que vociferam brados e olés. Lançam-no num espaço confinado e com uma forma geométrica que lhe é totalmente desconhecida.

 

Fica cercado, envolvido por guizos, chocas, cornetas, cornetins, capotes, mantilhas pretas e uma algazarra intimidante. Por detrás daquela multidão ululante, - e daquele triste “espectáculo”, rebordado por pasodobles vomitados por estridentes cornetas e fanhosos cornetins -, um “machito” espartilhado por roupas reluzentes e coloridas que realçam músculos e volumes ilusórios, falsa e artificialmente aumentados e evidenciados por gestos, passos e compassos duma lúgubre “dança”, escudado por solícitos e atentos peões de brega, bandarilheiros, forcados, cavaleiros e outros tantos patéticos e sinistros actores menores, dá início a um trágico ritual de morte.

 

Ritual que abre com um cavaleiro que, munido duma lança convenientemente comprida, a espeta no dorso do animal, picando-o vezes sucessivas, por forma a causar-lhe dor e sofrimento desnorteantes. Já diminuído e desnorteado, é ainda mais fatigado por sucessivas verónicas, enfunadas por estirados rodopios em bicos dos pés do “toureador”, rodopios que lhe retesam o corpo, como que acometido por um torpor orgástico, enquanto que – consciente do efeito visual - projecta, premeditadamente, as pudendas partes, artificialmente avolumadas e parcimoniosamente espartilhadas, na direcção de algumas sobreexcitadas damas, com as entre coxas entumecidas por inconfessáveis devaneios, acirrados pelo cheiro a sangue.

 

Damas que, mais tarde, se submeterão, furiosamente, às estocadas dos usados, mas não ousados marialvas. Já mais lesto, febril, e a sentir-se a desfalecer, é impiedosamente bandarilhado. Não apenas uma vez, nem duas, nem três, mas, enquanto mostrar uma réstia de vitalidade e arremesso. Entretanto, este massacre é acompanhado com gáudio, brados, olés, pasodobles, palmas, e outros vociferantes sons exteriorizados numa histeria colectiva.

 

Finalmente, arfante, por vezes, já a expelir sangue pela boca, humilhado através de sucessivos passes de muleta, passes que antecedem a morte – morte que, por vezes finta o touro e colhe o energúmeno toureiro - avança, enfraquecido, com o discernimento reduzido, com os reflexos embutidos por tanta dor.

 

Avança com coragem, com nobreza, com uma dignidade inaudita. Vai. Vai sobre as suas próprias patas, – de uma forma exemplarmente digna –, vai colher a morte libertadora e consoladora que põe termo a tanta crueldade, sofrimento e humilhação.

 

Desta forma, o tido por irracional - mortalmente estocado com arte de assassino - curva lentamente os quartos dianteiros e superioriza-se à verdadeira besta, ao seu algoz, ao patético “dançarino”.

 

A turba vociferante, saciada de inocente sangue, entra em êxtase! Atinge-se o clímax da estupidez e da selvajaria. Termina o atroz e vil espectáculo. O cadáver do malogrado “herói” é preso a correntes e é arrastado para fora da arena, ficando, por surda testemunha, um enorme rasto de inocente sangue.

 

Em contrapartida, o marreco mental, o vilão, entre vivas, olés e pasodobles é ovacionado e levado em ombros por uma turba ululante que grasna patéticos e quejandos sons, ritmadamente acompanhados pela esganiçada fanfarra. Até que, - um dia que espero muito próximo - esta “prática” primária, gratuitamente violenta e absurda, esta nódoa vergonhosa na história da humanidade, seja definitivamente erradicada pela sua incontornável evolução.

 

Assim como foi com a hedionda escravatura, assim será com a não menos hedionda tauromaquia!»

 

Fonte: http://www.figueiranahora.com/opiniao/gosto-de-touros-odeio-touradas-e-abomino-toureiros-

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:11

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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2020

«O touro pode ser o melhor amigo do homem!»

 

Será que o touro é um animal selvagem? Este touro foi criado como um animal de estimação e o resultado está à vista.

 

Palavras para quê? Este vídeo deita por terra os argumentos usados pelos defensores da barbárie tauromáquica, que dizem que os Touros são "bravos".  São bravos no sentido de VALENTES quando enfrentam, ainda que debilitados pelos maus-tratos pré-lide,  os ataques dos COBARDES tauricidas que os torturam barbaramente.

 

O Touro não só pode ser o melhor amigo do homem, tal como o é um cão, como é muito mais DIGNO do que o bicho-homem-predador, que o tortura por prazer.

 

Estamos a falar de BOVINOS, herbívoros, animais sencientes, meigos e mansos.

 

Vão estudar BIOLOGIA.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:41

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Quinta-feira, 2 de Julho de 2020

Adaptação de uma definição de tourada do escritor Victor Hugo

 

 

 

Em todas as corridas de touros aparecem três intervenientes:

 

Que são: o touro, o toureiro e o público.

 

O grau de brutalidade de cada um destes intervenientes pode calcular-se pelo seguinte:

 

O touro é obrigado

 

O toureiro obriga-se

 

O público vai por um acto espontâneo da sua soberana vontade, e ainda por cima dá dinheiro

 

Agora observem bem esta graduação:

 

O touro provocado defende-se

 

O toureiro fiel ao seu compromisso toureia

 

O público diverte-se

 

No touro há força e instinto

 

No toureiro cobardia e deslealdade 

 

No público não há senão brutalidade

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:05

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Terça-feira, 2 de Junho de 2020

Torturadores de Touros acorrentam-se à frente do “campo pequeno” para pedincharem apoios, como se fossem “artistas”…

 

Apoios para quê? Se estes acorrentados e todos os outros que não se acorrentaram têm actividades que lhes garantem o sustento para todo o ano, graças aos gordos subsídios que o Estado vai retirar aos impostos pagos por quem realmente trabalha, para os entregar de mão beijada aos parasitas que vivem à tripa forra, e se passeiam, por aí, em Ferraris e Porches à custa do trabalho do Povo?

 

Apoios para quê? Para irem torturar seres indefesos e divertirem sádicos e psicopatas?

 

Os acorrentados.jpg

Fonte da imagem (Prótouro) com texto para ler:

https://protouro.wordpress.com/2020/06/01/tauricidas-birrentos-acorrentam-se-a-catedral-da-tortura/

 

Os verdadeiros artistas deviam recusar-se a actuar neste recinto, enquanto ali se torturarem seres vivos; enquanto aquele campo não fosse limpo do lixo tauromáquico lá acumulado há 128 anos, ainda era vigente a monarquia.

 

Mas nem todos têm a percepção de que actuando num local impregnado do cheiro a sangue, derramado através da tortura de bovinos, do cheiro a bosta, a urina, a suor, a álcool, do cheiro a desumanidade, estão a contribuir para a manutenção dessa desumanidade. E o cheiro da desumanidade é o mais fétido de todos os cheiros.

 

E apesar de já não sermos uma monarquia, não devemos esquecer que a tauromaquia foi criada no seio da monarquia espanhola, e depois trazida para Portugal pelos Reis Filipes, de má memória, para entreter suas altezas, pouco dotadas de inteligência e nada dadas à cultura culta, mas também para entreter um povo a quem se dava pão e circo (neste caso touradas) para o manter alienado dos reais problemas da monarquia.



Apesar de já não vivermos nesse tempo, onde reinavam as trevas e a mais profunda ignorância, teima-se em manter esta prática medievalesca, desadequadíssima aos tempos hodiernos. Porquê?


Nesse tempo das trevas, os toureiros eram considerados artistas, porque o conceito de ARTISTAS não existia tal como o vemos hoje, não estava ligado às ARTES, mas sim, e num sentido figurado, a criaturas tidas como finórias, manhosas, impostoras… Porque quem vê na tortura de um Touro arte e cultura, só pode ser tudo isso, enganando, desse modo, os ceguinhos…

 

Porque o termo ARTISTA significa simplesmente isto: uma pessoa que pratica uma das belas-artes, especialmente uma das artes plásticas ou dos seus prolongamentos actuais; uma pessoa que interpreta uma obra musical, teatral, cinematográfica, coreográfica; uma pessoa que, dedicando-se a uma arte, se liberta das pressões burguesas; uma pessoa que tem ou exprime o sentimento da arte, que ama as ARTES, que tem gosto artístico, o sentimento do BELO.

 

E o que são ARTES?

São isto:

Produção de obras, formas ou peças orientadas por um ideal estético ou com o objectivo de expressar subjectividade ou transmitir um conceito ou uma mensagem (ex.: arte dramática; arte poética; arte da pintura). Conjunto das artes plásticas; totalidade das manifestações artísticas de um determinado período ou região (ex.: arte renascentista; arte italiana do século XV); enfim, por muito que procuremos, com uma lupa de longo alcance, não encontramos em parte alguma a tauromaquia (= tortura de Touros = bovinos torturados desde que nascem, para serem “bravos” = os seja, para se defenderem dos seus carrascos = toureiros e forcados) ligada às Artes ou à Cultura.  

 

Porque CULTURA é isto: aplicação do espírito a (determinado estudo ou trabalho intelectual); instrução, saber, apuro; perfeição… E aqui também não encontramos nada que se harmonize com a TORTURA de Touros.

 

Naquele tempo, em que os monarcas, os imperadores se divertiam a ver torturar seres vivos, quer fossem humanos ou não-humanos, a CULTURA era uma miragem para 99% da população. Havia uma minoria, tão minoria que nem sequer contava. Contudo, foi essa minoria, a guardiã da Cultura CULTA, que a preservou para os vindouros. E nessa preservação não consta a “arte nem a cultura tauromáquicas”, porque esse conceito era da ignorância, não era do SABER.    

 

O tempo foi avançando, e o que era “cultura e arte” para os ignorantes, revestiu-se de luz, e hoje nada tem a ver com tortura, com violência, com crueldade, com o sangue derramado de animais sencientes e indefesos.


A Covid-19 só veio evidenciar essa abismal diferença.

 

A Espanha, berço desta actividade bárbara, está arecusar-se a apoiar a tortura de Touros, pois seria desviar dinheiros necessários para apoiar ACTIVIDADES HUMANAS, e os verdadeiros ARTISTAS, a verdadeira CULTURA. Seria um insulto à Humanidade apoiar os torturadores de Touros.



Não queira Portugal continuar, na cauda do mundo, quando se trata de EVOLUIR.

 

Actualmente, os toureiros e os forcados não são artistas, tão-só são torturadores de Touros, e a tauromaquia nada tem a ver com Cultura, mas com um costume bárbaro que já não encaixa no século XXI depois de Cristo, e que apenas oito países (três deles europeus) entre 196,  ainda mantêm.

 

Este é, pois, o momento certo para acabar, de uma vez por todas, com este delírio macabro, e dar um salto para a Evolução. Assim saiba agir quem tem a faca e este queijo na mão.


Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:48

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Terça-feira, 5 de Maio de 2020

Ai que Touro tão bravo!

 

Só mesmo mentecaptos, para acharem que um bovino é agressivo por natureza.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:46

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Quarta-feira, 29 de Abril de 2020

«Toureiro esfaqueia a cabeça do touro várias vezes enquanto o animal chora – A verdade sobre a tauromaquia»

 

Inominável. Não há palavras para descrever tamanha crueldade!

O que dizer desta notícia, e do HORROR que se vê no vídeo que a acompanha?

 

Espanha_toureiro_esfaqueia_cabeca_animal_varias_ve

 

Não há palavras, porque isto é tão, mas tão, mas tão cruel, tão bárbaro, tão desumano, que só pode ter sido cometido por um MONSTRO, não por alguém que se diz pertencer à espécie humana.

 

Mas mais MONSTRO é um governo que permite tamanha monstruosidade, que nem o mais selvático homem primitivo praticava.

 

Com a intenção de ressaltar a brutalidade das touradas, a PETA - Organização de Direitos dos Animais - publicou um vídeo absolutamente perturbador, que esmaga a alma até de uma pedra, de um matador a apunhalar, na cabeça, um Touro ainda VIVO.

 

As imagens foram produzidas durante uma actividade tauromáquica, no passado mês de Setembro, em Bilbao, norte de Espanha, presumivelmente depois de o matador ter andado a torturar o animal ao redor da arena.  

 

O vídeo, que foi publicado no Twiteer, e que pode ser visto aqui:

https://olharanimal.org/toureiro-esfaqueia-a-cabeca-do-touro-varias-vezes-enquanto-o-animal-chora-a-verdade-sobre-a-tauromaquia/?fbclid=IwAR3MBTOfxSCviHnnyGA30GSVX2zPH7oNup5oWgS5VxbQNHXmML3sObyk-OY

 

mostra um cobarde, vestido de gala, a segurar o atormentado Touro (basta olhar para a expressão dele – não esquecer que o Touro é um SER VIVO, um mamífero SENCIENTE) por um dos chifres, e a esfaqueá-lo repetidas vezes na cabeça, enquanto o Touro se contorce aflitivamente. Sufocadamente.

Este vídeo, que esmaga até as pedras, foi produzido depois de a PETA efectuar uma petição para pedir a proibição desta crudelíssima prática, considerada um “divertimento tradicional” em várias regiões de Espanha, em pleno século XXI d. C..

 

No site desta Organização descreve-se como muitos Touros sofrem mortes lentas e dolorosas nas arenas; como monstros (não posso grafar “homens”) a cavalo e a pé introduzem lanças e aguilhões nas costas dos touros, torturando barbaramente os animais antes de serem cruelmente apunhalados por uma espada ou adaga.

 

E a esta barbaridade chamam divertimento, cultura, tradição, arte.

 

Só indivíduos, portadores de uma demência profunda, podem distorcer, tão vilmente, a essência do divertimento, da cultura, da tradição e da arte de seres verdadeiramente humanos.

 

 Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:48

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Segunda-feira, 30 de Dezembro de 2019

Uma estação televisiva portuguesa prestou uma homenagem a um forcado a quem chamaram “herói”, depois de ter ficado tetraplégico enquanto torturava um Touro moribundo

 

Devia haver limites para este tipo de “homenagens” que passam uma ideia errada do que é SER HERÓI.

 

E o que é um herói? É uma pessoa de grande coragem ou autora de grandes feitos.

 

O que fez o forcado para este merecimento?
Que tipo de coragem tem alguém que ataca um indefeso ser moribundo? Que grande feito é o de um forcado, que se atira para cima de um Touro mais morto do que vivo?

 

Ele fez o que todos os forcados fazem: atacou cobardemente um Touro moribundo, cravado de bandarilhas, a sangrar, perfurado nas sias carnes, rasgado por dentro, a sofrer horrores, o qual, num derradeiro DESESPERO de se libertar, legitimamente, daquele sofrimento, investiu, em autodefesa, contra o forcado, deixando-o tetraplégico. E o pior é que, mesmo assim, o forcado disse que tornava a fazer o mesmo, ou seja, a atacar um Touro moribundo.

 

E isto não é ser herói. É ser carrasco.

 

HERÓIS.png

 

E para que aqueles, que tacham de “herói” a quem ataca Touros moribundos, não morram ignorantes, aqui deixo esta sugestão de leitura, para saberem quem são os VERDADEIROS heróis de Portugal, além daqueles outros que ARRISCAM a vida para SALVAR VIDAS.

 

capa_Heróis_Heroínas.jpg

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:25

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Terça-feira, 12 de Novembro de 2019

Debate sobre touradas na TVI: José Pacheco Pereira (em nome da civilização) vs. Miguel Sousa Tavares (em nome da barbárie)

 

 Pacheco Pereira 100. Miguel Sousa Tavares ZERO.

 

Não sei como Pacheco Pereira aguentou tanta ignorância, sem se alterar. A pobreza “argumentativa” de Miguel Sousa Tavares assentou, toda ela, na gigantesca ignorância que caracteriza a tauromaquia.

Isto não foi bem um debate. Foi uma confrontação entre a inteligência, a modernidade civilizacional e a humanidade, vs. a palurdice, o obscurantismo, a crueldade...

 

Eis a verdade científica para a falácia do Touro dito "bravo", que na realidade NÃO existe na Natureza:

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/98835.html?thread=1885459#t1885459

 

Do que gostei mais foi quando o Miguel disse que um Touro "bravo" já investiu contra ele, e Pacheco Pereira disse que (o Touro) fez muito bem. Brilhante. E fez bem porquê? Porque todos os animais não-humanos, incluindo os Bovinos, família à qual os Touros pertencem, farejam, à distância, um troglodita-predador, e, instintivamente, investem para se defenderem.

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:37

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Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

Quando um Touro é um animal selvagem na imaginação dos aficionados…

 

 

Recebi este comentário no Blogue, cujo conteúdo não será muito diferente de muitos outros que costumo receber, à excepção da linguagem utilizada. Depois de ser bombardeada por uma enxurrada de ordinarices, ler este comentário do António, na sua ingenuidade de aficionado (que acha que não é) pareceu-me estar no paraíso.

 

Destaco-o aqui, por esse motivo, mas também para poder levar mais longe o que tenho para dizer ao António Estrela.

 

TOURO.jpg

Eis o belo e poderoso “animal selvagem” que, se não fossem as touradas, o António Estrela nunca teria oportunidade de ver… assim...

 

 ANTONIO ESTRELA comentou o post A CRUELDADE ESCONDIDA DA TAUROMAQUIA às 22:49, 25/09/2017 :

 

Eu não gosto de touradas, mas sou grato a quem as vê. Pois sem elas não teria podido ver um belo animal, como o touro. Um animal selvagem poderoso. Que desde sempre foi venerado em lutas iguais. pelo homem. Só haveria chocas, ou simplesmente hambúrgueres . Vale a pena lutar por uns centímetros a mais nas gaiolas das galinhas ou pela melhoria dos transportes de gado. Mas o que me choca realmente, é o conceito de biodiversidade dos limousines, dos charoleses, dos BBB ou dos bois da raça zebuína com cupim enorme.

 

***

António Estrela,

 

Vamos lá esmiuçar o seu comentário. Começa por dizer esta coisa espantosa:

 

«Eu não gosto de touradas, mas sou grato a quem as vê».

 

Isto significa tão-só que o senhor GOSTA de touradas, mas não sabe, e é cúmplice dos sádicos e psicopatas, mas também não sabe.

 

«Pois sem elas não teria podido ver um belo animal, como o touro. Um animal selvagem poderoso».

 

Pois digo-lhe que se NÃO HOUVESSE touradas, o senhor PODERIA VER o belo animal, que é um Touro, nos prados, a pastar tranquilamente, como é da sua natureza. E JAMAIS, em tempo algum, veria um ANIMAL SELVAGEM chamado Touro, porque os Touros não são animais selvagens. São herbívoros, de natureza mansa e extremamente pacífica. Mas para saber isto é preciso estudar BIOLOGIA. Portanto, sugiro-lhe que nunca se meta a falar do que não sabe.

«Que desde sempre (o touro) foi venerado em lutas iguais, pelo homem».

 

Desde sempre o Touro foi venerado como um deus, por exemplo, no antigo Egipto. O Touro, na cultura micénica, foi venerado, NÃO para lutas, mas para acrobacias, sem sangue, sem sofrimento, sem tortura. JAMAIS o homem o venerou em LUTAS IGUAIS. À medida que a humanidade foi avançando, em vez de se avançar também no respeito a ter pelos magníficos animais que são os Touros, regrediu-se irracionalmente, e o animal homem-predador começou a utilizá-los, a explorá-los para LUTAS ABSOLUTAMENTE DESIGUAIS, onde os Touros vão para as arenas completamente desfeitos, quase cegos, já bastamente mortificados, e os homens-predadores, armados de bandarilhas e espadas, mais não fazem do que demonstrarem a sua DESCOMUNAL COBARDIA diante de um animal MAGNÍFICO, sim, mas completamente arrasado, indefeso, inocente, inofensivo e confinado a auma arena sem saída.

 

«Só haveria chocas, ou simplesmente hambúrgueres».

Só haveria chocas, ou simplesmente hambúrgueres nas alucinações de quem apenas consegue ver carne de cadáveres para se alimentar, quando na Natureza existe tudo o que é necessário à alimentação do homem, sem necessidade de recorrer à morte dos animais que connosco partilham o Planeta, não para que o homem os coma ou os explore para tortura ou trabalhos forçados, mas porque foram criados para servirem unicamente a Natureza.

Isto de chocas e hambúrgueres está desactualizadíssimo. Tente actualizar-se, António Estrela. Até porque chocas sem Touros não existiriam. E vice-versa.

Por fim, o senhor diz isto:

«Vale a pena lutar por uns centímetros a mais nas gaiolas das galinhas ou pela melhoria dos transportes de gado. Mas o que me choca realmente, é o conceito de biodiversidade dos limousines, dos charoleses, dos BBB ou dos bois da raça zebuína com cupim enorme».

Não se trata de lutar por uns centímetros a mais nas gaiolas das galinhas ou pela melhoria dos transportes de animais.

Trata-se de retirar as galinhas das gaiolas, e de acabar com o transporte de gado vivo. O conceito de que os animais nasceram para servir o homem está ultrapassadíssimo. Deu-se um passo gigantesco a este respeito. Mas há os que ficaram para trás e ainda estão no século XXI antes de Cristo.

 

Quanto ao que o choca realmente não me surpreende. Gosta de touradas, e de ver os magníficos Touros estraçalhados nas arenas, mas o mais chocante, para si é a diversidade das raças bovinas.

A mim também me ofende bastante a manipulação genética.

 

Porém, a tortura de magníficos bovinos, mansos, indefesos e inofensivos, para divertir um punhado de sádicos e satisfazer os maus instintos de psicopatas; o martírio de seres vivos, que só investem se forem atacados pela besta humana, esmaga-me a alma.

Por conseguinte, da próxima vez que queira comentar sobre esta matéria, senhor António Estrela, venha munido de Saber. Dê uma vista de olhos, por este Blogue. Estão aqui todas as informações necessárias, provas científicas, depoimentos de cientistas, desmistificações, enfim, tudo o que é preciso saber para sair do obscurantismo em que a tauromaquia tem mergulhado os seus aficionados.

É que já estou farta de estar sempre a repetir a mesma coisa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:34

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Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

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