Sexta-feira, 23 de Novembro de 2018

NO ANTIGO EGIPTO O TOURO ERA VENERADO COMO UM DEUS, NO SÉCULO XXI D.C. O TOURO É TORTURADO NUMA ARENA PARA GÁUDIO DOS SÁDICOS

 

Apresento-vos mais um texto, um magnifico texto de um jovem que lê e estuda, e está a anos luz dos deputados da Nação que pugnam pela tortura de Touros nas arenas portuguesas

Senhores deputados do PS, do PCP, do PSD, do CDS/PP: se ainda não leram, leiam este texto de Daniel Catarino da Silva e sintam-se envergonhados, pelo menos, desta vez…

 

BOI ÁPIS.jpg

 

Origem da imagem:

https://www.fascinioegito.sh06.com/boiapis.htm

 

 

O TOURO QUE QUERIA SER CÃO

 

Texto de Daniel Catarino da Silva

 

(Estudante de Biomedicina na University College London)

 

A tourada, despida de toda a roupagem e maravilha sensorial, consiste em retirarmos prazer do sofrimento de um ser colocado em posição inferior. É a apologia da barbárie.

 

Discute-se se se discute civilização quando são discutidas touradas. Debatendo nós noções fundamentais acerca do tratamento de animais que consideramos em inferior posição e, assim, o autocontrolo sobre o nosso próprio poder e o quadro de valores que nos define enquanto espécie, que outra coisa poderemos nós estar a discutir que não civilização?

 

Recordo aqui uma porção elucidativa da lei aprovada em 2014 - “Quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus-tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão”. Daqui retiro duas ilações. Ou deduções. Ou outra coisa qualquer. Existe um princípio fundamental que faz distinguir, em essência ou natureza, os animais de companhia dos demais. Ou, em alternativa, existe um motivo legítimo para, e cito, infligir dor e sofrimento nos animais. A famosa terceira via, porventura, é uma embriaguez de hipocrisia.

 

Sempre ouço, das mais diversas e tremendas fontes de sapiência, que nós, seres humanos, somos animais racionais, não somos como os outros. Somos mais evoluídos. Somos superiores. Não, meus caros, não somos. Está nos livros. E quem não os lê, que olhe em volta. A vaidosa superioridade, que espertamente gostamos de ostentar, serve apenas como hábil máscara de hipocrisia, ocultando em trajes, música, arenas e espectáculo, a saciedade que nos dá o cheiro a sangue. Somos iguais à bicharada que tanto desprezamos. Só que nos vestimos melhor.

 

A marcha pelos direitos dos animais assenta na consciencialização e no conhecimento que progressivamente acumulamos sobre a biologia animal e, especificamente, sobre aspectos da sua dimensão sensorial, emocional, social e até do seu sentido de consciência. Os humanos não são uma entidade celestial, lateral à arborização evolutiva que a Natureza arquitectou, num caminho para atingir um qualquer gáudio teleológico. A evolução é um processo gradual e que diferencia espécies fundamentalmente numa lógica quantitativa, na qual o Homem é excelso numas capacidades e medíocre noutras tantas.

 

Quer isto significar que não há a pedra e o Homem, haverá sim um gradiente de complexidade intelectual e social entre todos os animais. Gradiente, aliás, que espelha a maquinaria interna dos mesmos. O que atribui ao homem as suas excepcionais qualidades é, não uma descendência divina espírita, mas o cérebro que traz consigo. Do mesmo modo, tantas outras espécies, com complexidades distintas, carregam consigo o substrato biológico que lhes permite, embora com menor grau de complexidade, sentir felicidade, dor, ansiedade, angústia, desejo, entre tantas outras sensações. Espécies mais sofisticadas como o elefante, o golfinho ou o chimpanzé organizam-se em intricadas relações sociais, sociedades onde se assiste à prática de funerais, onde se faz o luto, onde há uma teia hierárquica social mutuamente reconhecida, onde se brinca e se ajuda, onde se ensina e se aprende. Onde há cuidado, protecção, laços que duram uma vida, onde há aquilo a que, francamente, qualquer um de nós que olhasse atentamente chamaria amor.

 

E onde temos uma noção mais próxima desta sofisticação da natureza é junto daquilo que temos por perto, já que ao desconhecido cedemos à tendência humana de voluntária desconsideração. Nos nossos gatos, e sobretudo nos nossos cães, encontramos ecos suaves da nossa própria dimensão e sentido de consciência, decorrendo daí uma vontade colectiva de os proteger, incluindo com instrumento legal. Sentimos repulsa, em geral, por quem abusa dos seus animais de estimação, agredindo-os sistematicamente, ou sujeitando-os a condições de vida degradantes. Ninguém grita, “Espanque o seu cão! Vá, mais!”. Mas, já pelo cair da noite, a chiqueza folclórica reúne-se no Campo Pequeno para se rejubilar com o tradicional e “legitimamente” admirado espectáculo cultural que é a grande tourada portuguesa. O puritanismo quotidiano contra a violência é substituído pelo excitante e vibrante arrepio dos poros que sentimos quando, lá em baixo, na arena, o mestre cavaleiro, de grande destreza, acaba de trucidar um pouco mais o dorso do animal. Mas, como diz a lei, tal é legítimo. E como não é de mais citar, certamente “existe um motivo legítimo para infligir dor e sofrimento nos animais” quando esse motivo é o deleite de uma multidão que “legitimamente” parece ter todo direito de tirar prazer da tortura de um animal. É porque é disso que se trata. É que para ouvir música, apreciar trajes, visitar arenas ou vislumbrar animais, existem outras actividades que não envolvem esfacelar um ser vivo.

 

Há com certeza um sentido de espectáculo numa tourada, mas isso está longe de configurar uma noção de arte ou cultura. Alguém duvida que uma luta de gladiadores ou outras demonstrações de maior crueldade nos circos romanos configuravam grandes espectáculos? Seguramente que, com toda a sua violência e visceralidade, aqueciam as paixões das suas assistências, tal é a tendência primal do homem para se enfeitiçar com o sangue, com a morte e com a brutalidade. Não por isso lhe podemos chamar arte, nem tão pouco poderemos justificar qualquer acto com a invocação da tradição. Como este parágrafo deixa subentendido, tradições perdem-se nos caminhos da História. Felizmente, as sociedades evoluíram ao longo de séculos para entender a arte como um elevador intelectual, como um elemento de transcendência da nossa “existência animal”, despertador e provocador da consciência cívica, como um veículo de significado e como uma forma de expressão e comunhão da nossa complexa humanidade.

 

A tourada, despida de toda a roupagem e maravilha sensorial, consiste em retirarmos prazer do sofrimento de um ser colocado em posição inferior. É a apologia da barbárie. Até segundo uma visão antropocêntrica, é-me difícil compreender esta lógica. Então, se nos consideramos mais valiosos que o restante mundo natural, se somos melhores que os outros animais, não deveria isso trazer a responsabilidade e o dever de deles cuidar? Não é a verdadeira medida de um homem ou mulher a forma como trata aqueles em posição inferior à sua? Eu sou um humanista e no meu modelo de humano não há espaço para o prazer com a tortura e o sofrimento.

 

A lei que temos contra os maus-tratos a animais está certa e espelha já a tal orientação de civilização. Mas o mesmo carácter pedagógico e dissuasor que imprime ao condenar o abuso dos animais de companhia é cabalmente e escandalosamente desautorizado, quando, no mesmo quadro legal, se permite não só maltratar, mas brutalizar outros animais, para puro deleite de uma plateia. O grande mantra: só lá vai quem quer. Bem, menos os touros. Como uns são filhos e outros enteados, também uns são cães e outros touros. Citando, com a devida ironia, Miguel Esteves Cardoso, como é linda a puta da vida.

 

(As passagens a negrito são da responsabilidade da autora do Blogue)

Fonte:

https://www.publico.pt/2018/11/23/politica/opiniao/touro-queria-cao-1852050?fbclid=IwAR0rhGfflvKef72R3j3E8UrueXLmhsLn9wX7tEtaBQbcj-q8NYOYQzVOTHI

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:09

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OS (POUCOS) QUE DEFENDEM AS TOURADAS NÃO CONSEGUIRAM ALCANÇAR A ELEVAÇÃO DOS QUE AS REJEITAM

 

A propósito do IVA nas touradas, mal sabia a Ministra da Cultura que, ao dizer que as touradas não são uma questão de gosto, mas de civilização, estaria a dar uma oportunidade aos Portugueses de mostrarem isso mesmo:

que as touradas são uma questão de civilização.

Nunca, como nestas últimas semanas, borbulharam por aí textos e programas pró e contra as touradas, numa esgrima em que os contra, com os seus argumentos racionais, claramente venceram os pró que, como argumentos, apresentaram as maiores irracionalidades de que há memória.

Deixo-vos com mais um excelente texto que mostra o quanto os aficionados estão longe da Civilização.

 

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É assim, majestoso e belo, pastando pacificamente no prado, ao pôr-do-sol, que o Touro deve ser estimado…

 

O PÚLPITO DOS CHARLATÕES

 

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Texto de António Guerreiro

 

Na passada segunda-feira vi o programa Prós e Contras, na RTP 1, e a conclusão a que cheguei, no final, é que há assuntos sobre os quais a televisão, seja pelas características e exigências actuais deste medium, seja pela profunda ignorância e filistinismo dos autores e apresentadores dos programas, presta um serviço fraudulento de desinformação, presta-se a ser o veículo de ideias que não deveriam poder ser difundidas e amplificadas num estação pública, em programas que se reclamam do estatuto de serviço público. O nível da abjecção e da total ausência de pudor é diariamente atingido naqueles programas da manhã e da tarde que supõem a existência de um público lobotomizado. Mas aqui, nos Prós e Contras, apesar da deriva demagógica do título, indiciando que há muita probabilidade de as coisas não correrem bem, supõe-se que é um programa para uma classe de espectadores bem informados, que esperam muito mais do que um serão de entretenimento.

***

Livro de recitações

 

Os movimentos a favor dos animais, ou melhor, os movimentos contra a crueldade com os animais, fazem parte da tradição humanista dos séculos XIX e XX.”
José Pacheco Pereira, PÚBLICO, 17/11/2018

 

José Pacheco Pereira escreveu uma crónica a defender o fim das touradas, intitulada Os que “amam” muito os touros e os torturam e matam. Há uma passagem dessa crónica, acima citada, que gostaria de refutar. A tradição humanista, seja ela de que século for, é precisamente a ideologia que está na base das convicções acerca dos homens, dos animais, da natureza e da técnica que servem ainda de argumento para quase tudo, inclusivamente para apoiar as touradas. O nazismo foi um humanismo (como foi dito por um filósofo que escreveu sobre o assunto). Até na globalização há um humanismo integral. Na nossa época, impôs-se em certos domínios a noção de pós-humano, mas o humanismo é muito perseverante. Não é fácil alguém declarar-se anti-humanista. Pensa-se logo que é um misantropo e não alguém que recusa a máquina antropológica que nega a verdadeira fractura do homem.

***

O último Prós e Contras era sobre as touradas, sobre as razões que levam uns a defender que elas devem ser mantidas e sobre as razões que levam outros a defender que elas deviam ser abolidas. Como sabemos, este debate está instalado entre nós com bastante virulência e já se percebeu que ele é extremamente incómodo para alguns partidos políticos e para o Governo, que quer fugir dele como o diabo da cruz. É preciso dizer que ele não deve ser desvalorizado, com aquele argumento de que há coisas muito mais importantes e esta não passa de algo inócuo. O que está aqui em jogo, a discussão de fundo, é algo fundamental que se inscreve no cerne da biopolítica contemporânea. A ideia de que está em curso ou já se consumou um animal turn, uma viragem animal, convoca-nos hoje seriamente através de uma bibliografia imensa que se tem produzido nos últimos anos sobre o assunto, vinda sobretudo dos lados da filosofia. O que descobrimos quando frequentamos esta vasta bibliografia é que a questão animal, nas suas mais variadas dimensões (morais, antropológicas, legais, etc.), incluindo a questão maior de saber se eles podem e devem ser sujeitos de direito, está presente nas grandes obras de filosofia, desde Aristóteles a Heidegger, de Derrida e Martha Nussbaum.

 

Está longe, portanto, de ser uma questão exclusiva do nosso tempo. Daí que seja chocante ouvir pessoas que são chamadas a falar sobre o assunto porque lhes é conferida, por qualquer razão, autoridade para tal, mas discorrem sobre ele com a maior das ignorâncias.

 

Neste último Prós e Contras destacou-se neste exercício de desinformação e de ignorância um aficionado chamado Luís Capucha, imbuído de filosofia das Lezírias que nem dá para comentar neste espaço. Mas vale a pena revisitar um dos seus argumentos, o de que regime nazi foi muito amigo dos animais e fez legislação que o comprova, para dizer que esse mito com origem na propaganda (“O nosso Führer ama os animais”) já foi longamente desmentido, em primeiro lugar por Victor Klemperer, o autor de LQI. A Linguagem do III Reich. E, no início dos anos 90, em França, Luc Ferry publicou um livro onde transmitia essa mensagem (e onde traduzia documentos da legislação nazi) que foi muito contestado e deu origem a uma enorme polémica. Ora, o que se passa entre nós é que alguém (na circunstância, um professor universitário de Sociologia) pode dar-se ao luxo de fazer afirmações na televisão como se fossem verdades irrefutáveis, desconhecendo ou fazendo que desconhece a contestação e a polémica que elas suscitaram. Este dispositivo retórico, propagandístico e inimigo do saber e da ciência porque é usado com fins exclusivamente ideológicos é o do discurso político, em relação ao qual já criámos muitas defesas, mas não pode ser a regra numa discussão na televisão pública, sobre um assunto sério, para o qual se convida, para o debate, “especialistas”, gente a quem se confere uma qualquer autoridade. O sociólogo, o aficionado, o propagandista e o inimigo do saber, tudo na mesma pessoa, só na televisão é que é possível. 

 

(As passagens a negrito são da responsabilidade da autora do Blogue)

Fonte:

https://www.publico.pt/2018/11/23/culturaipsilon/opiniao/pulpito-charlatoes-1851805?fbclid=IwAR216JTauFAgeduLRT37kGH2fsgDbZCw-AtmWMg6SLzThATtb6SCe102oWI

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:02

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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018

NUNCA AS TOURADAS LEVARAM TANTA PANCADA COMO NESTES ÚLTIMOS DIAS PORQUE SE CÃO COMO NÓS, TOURO COMO NÓS. PORQUE NÃO?

 

Sim, caçador Manuel Alegre. Se o Cão é um animal mamífero, como nós, o Touro também é um animal mamífero como nós. Ou acha (se ao menos, pensasse!) que uns são mais animais do que outros, à boa maneira dos ditadores? E aqueles animais que o caçador mata, pelo simples gozo de matar? Serão o quê? Ervas daninhas?

E o caçador diz gostar tanto de animais! E o caçador diz também:

«Que prazer me dá matá-los!»

E como Freud explica bem estas mentes deformadas!

Manuel Alegre deixou de ser o poeta.

Os poetas progridem. Integram-se na Cultura Culta. Não se imiscuem com os torturadores de animais sencientes. Não caçam cobardemente animais indefesos. E se o fazem, deixam de ser poetas, para serem simplesmente caçadores.

O poeta Manuel Alegre morreu, no momento em que declarou o que declarou, envergonhando as Artes e as Letras e a Cultura Culta, e a Civilização e o Socialismo (como doutrina política).

 

MANUEL ALEGRE.jpg

Declara Manuel Alegre:

Eu sei que há evolução, sou contra os maus-tratos aos animais, não haja dúvida nenhuma sobre isso. Mas sou pelas pessoas e sou por qualquer coisa de sagrado que há na corrida, qualquer coisa de sagrado muito antigo. Quem não percebe isso também não percebe a poesia, não percebe a literatura”, afirma Manuel Alegre, que presta homenagem ao Partido Comunista Português (PCP) por ser “fiel às tradições” e “não tem medo do PAN, não tem medo do politicamente correcto”.

 

Como disse o caçador?

Não, não sabe que há evolução. Se soubesse, teria evoluído. E não, não há nada de sagrado na tortura de Touros. Há sadismo. Há psicopatia. Está nos livros. E comparar a tortura de um ser senciente, numa arena (para que um bando de sádicos se divirta), com Poesia e Literatura, é o mesmo que comparar um monte de esterco com um Roseiral. E isto só de alguém que perdeu a noção da virtude.

 

E Manuel Alegre elogia o Partido Comunista Português que se vende por um punhado de votos, na região mais empobrecida de Portugal (Ribatejo e Alentejo) onde a selvajaria tauromáquica está enraizada e confinada, e onde o PCP consegue eleger alguns poucos presidentes de Câmara, algo que envergonharia o Prémio Nobel José Saramago que, das touradas, tinha esta visão universal, que é a do Senso Comum:

 

«A violência das touradas ou dos autos-de-fé apraz ao povo que, obscuro e ignorante, se diverte sensualmente com as imagens de morte, esquecendo a miséria em que vive.» in Memorial do Convento.

 

«(...) As criancinhas ao colo das mães batem palmas, os maridos, excitados, apalpam as excitadas esposas e, calhando, alguma que não o seja, o povo é feliz enquanto o touro tenta fugir aos seus verdugos deixando atrás de si regueiros de sangue. É atroz, é cruel, é obsceno. Mas isso que importa se Cristiano Ronaldo vai jogar pelo Real Madrid? Que importa isso num momento em que o mundo inteiro chora a morte de Michael Jackson? Que importa que uma cidade faça da tortura premeditada de um animal indefenso uma festa colectiva que se repetirá, implacável, no ano seguinte? É isto cultura? É isto civilização? Ou será antes barbárie?» Junho de 2009 in Outros Cadernos de Saramago, neste link:

https://www.facebook.com/TouradasNAO/posts/as-touradas-por-saramagoa-viol%C3%AAncia-das-touradas-ou-dos-autos-de-f%C3%A9-apraz-ao-pov/385462384842313/

 

Obviamente é barbárie, mas o caçador Manuel Alegre, habituado a matar animais indefesos, não sabe, como não sabem os socialistas trogloditas (porque os há civilizados, mas não se manifestam).

 

E querem saber uma grande verdade?

Esta polémica ao redor do IVA dos torturadores de Touros, juntamente com a recente e vergonhosa e falaciosa e encomendada reportagem que a aficionada TVI apresentou (só quem não está habituado aos meandros de uma reportagem realizada com cabeça, troncos e membros não se apercebeu) só veio dar votos ao PAN, de quem Manuel Alegre e os seus camaradas (mas não o povo português) morrem de medo.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:05

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Terça-feira, 13 de Novembro de 2018

BARBÁRIE EM ESPANHA: “TORO DE JUBILO DE MEDINACELI”

 

Uma equipa de investigação da AnimaNaturalis conseguiu infiltrar-se este fim-de-semana na cidade de Medinaceli (Soria), evitando um forte dispositivo de segurança e alcançando a praça onde embolaram o Touro Palomero.

 

Ataram-no pela cabeça com uma corda, cercaram-no, e cerca de 20 indivíduos imobilizaram-no pela força bruta e incendiaram a estrutura arcaica atada nos seus chifres: e assim foi o polémico Toro deJubilo de Medinaceli que, contra todas as probabilidades, pudemos testemunhar, para proporcionar imagens aos meios de comunicação social.

 

O Toro Jubilo de Medinaceli é um dos “festivais” populares mais aterrorizantes que ainda existem no nosso país, mas em várias outras regiões de Espanha, mais de 3.000 touros são embolados com fogo todos os anos, e faz parte da missão da AnimaNaturalis acabar com todas as “festividades” que incluam maltrato animal.

www.animanaturalis.org/apoyanos

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:00

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Terça-feira, 6 de Novembro de 2018

UMA SÓ MOSCA BASTA PARA INCOMODAR UMA MANADA DE ELEFANTES

 

Ontem, decidi ouvir, no Jornal da Noite da TVI, o que Miguel Sousa Tavares tinha a dizer sobre o IVA das touradas e sobre a corajosa atitude da actual Ministra da Cultura, que considera que evoluir faz parte da Civilização (este é um recado para a Manuela Moura Guedes).

Os trogloditas acham que existe uma perseguição à tauromaquia.

O termo não é perseguição, é acção, acção em prol da evolução.

E já não é sem tempo! Basta de tanta incultura!

 

SOUSA TAVARES.png

 

Na sua intervenção, Miguel Sousa Tavares começou por dizer: «Se calhar aquilo que a Ministra entende por civilização e civismo não é o mesmo que eu entendo».

 

Não é com toda a certeza. Nem pouco mais ou menos.

 

Sugiro a leitura deste texto, bastante actual, escrito em 2009, embora não seja acessível a mentes fechadas, para que se possa aferir o conceito hodierno de Cultura e Civilização:

 

CULTURA E CIVILIZAÇÃO

 

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/22410.html

 

Na sua intervenção, no Jornal da Noite na TVI, a alturas tantas, Miguel Sousa Tavares disse que «o PAN mete mais medo do que um Touro selvagem, na arena», disse que «o PAN aterroriza a Assembleia da República. AH! Grande André Silva!

 

Bem, que o PAN (sempre o disse eu) é a mosca que incomoda o elefante, na Assembleia da República, é uma verdade incontestável.

 

Meterá medo, sim, porque as ideias inovadoras, que conduzem à evolução das sociedades, sempre assustaram as mentes medíocres.

 

Porém, que meta mais medo do que um Touro selvagem na arena!!!

 

Selvagem???

 

Como se os Touros fossem animais selvagens, por natureza! Como se os Touros não fossem bovinos, animais ruminantes, pacíficos, que gostam de pastar tranquilamente nos prados. E que, por ventura, se tornarão “selvagens”, em situação de legítima defesa, quando atacados por animais-humanos selváticos, tal como acontece a qualquer um de nós. Quem já não foi de meigo a selvagem diante do ataque de um animal-homem selvático? Eu já.

 

Estarreceu-me ouvir o Miguel dizer que nós, que pugnamos pela abolição das touradas, temos medo de que as crianças ao verem torturar touros na RTP, fiquem a gostar de touradas, como se as crianças fossem muito parvas, elas, que gostam de animais e ainda não têm as mentes deformadas, ficam horrorizadas com tais cenas sangrentas e brutais. E dizer que elas vêem coisas muito mais horríveis, por exemplo, nos videojogos, absolutamente impróprios para crianças, (e esta parte é verdade), comparando bonecos animados, que são esborrachados e mortos sem dó nem piedade, com touros vivos,  que são torturados e sangrados ao vivo, é de uma falta de clarividência descomunal.

Mas o que não dizem os aficionados de selvajaria tauromáquica para defender o indefensável!  

 

Para concluir, recomendo também a consulta do seguinte texto, para aferir o conceito de incultura, aquela da qual faz parte a tauromaquia:

 

TODA A VERDADE SOBRE AS TOURADAS

 

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/toda-a-verdade-sobre-as-touradas-840355?utm_source=posts&utm_content=1541517313

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:21

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Domingo, 28 de Outubro de 2018

TODA A VERDADE SOBRE AS TOURADAS

 

Tudo o que é feito ao touro antes, durante e depois das touradas

 

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 Antitourada 

 

1 - PRAÇA DE TOIROS CALAFIA.

 

2 - Um dia fui lá, e fiquei muito assombrado com tudo aquilo que vi...

 

3 - A CORRIDA DE TOIROS PARA MIM, É MATAR POR DIVERSÃO…

 

4 - Talvez já tenhas ouvido dizer que a festa de touros é uma arte, mas não é… É uma ciência... A Ciência da Tortura. E nada na festa brava é genuíno, excepto a dor.

 

5 - Eles acreditam ser muito valentes… mas não o são. Porque, desde pelo menos 24 horas antes de entrar na arena, o touro é mantido numa prisão às escuras, para que ao soltarem-no, a luz e os gritos dos espectadores o assustem e ele tente fugir, saltando as barreiras, o que produz no público a ilusão de que o touro é feroz, mas a condição natural do touro é fugir, NÃO é atacar.

 

6 - Cortam-lhe os cornos para proteger o toureiro. Põem-lhe às costas sacos de areia, durante horas. Batem-lhe nos testículos e nos rins, provocam-lhe diarreia, deitando sulfatos na água que bebe, para que chegue fraco e desorientado à arena. Untam-lhe os olhos com gordura para lhe dificultar a visão e deitam-lhe nas patas uma substância que lhe produz ardor e o impede de ficar quieto, para fazer reluzir a actuação do toureiro.

 

7 - Os cavalos dos picadores: Escolhem-se cavalos que já não têm valor comercial, porque o animal morre em 3 ou 4 corridas no máximo. É muito comum que o animal sofra múltiplas quebras de costelas ou várias perfurações. Coloca-se-lhe uma capa a simular que esta o protege, mas na realidade é para que o público não veja as feridas do cavalo que, com frequência, apresentam vísceras expostas.

 

8 - O trabalho do picador, para mim é degradante… Se o toureiro percebe que o touro investe com muita energia, ordena ao picador que faça o seu trabalho: Consiste em sangrar o touro para o debilitar, cravando-lhe no lombo uma lança que destrói alguns músculos (trapézio, romboideu, espinal e semiespinal, serráteis e transversos laterais) e, além disso, lesiona vasos sanguíneos e nervos. Tudo isto para que o toureiro possa brindar com a sua expressão artística, que se supõe este espectáculo dever ter. Um único golpe forte poderia destroçar imediatamente o touro, por isso, é feito em três tempos, “para maior deleite dos aficionados”.

 

9 - E o das Bandarilhas ainda é pior…As bandarilhas asseguram que a hemorragia continue, por isso, tentam colocá-las justamente no sítio já picado com os ganchos metálicos. O gancho move-se dentro da ferida a cada movimento do touro e com o roçar da muleta, o peso das bandarilhas tem precisamente essa função. Algumas têm um arpão de 8 cm a que chamam "de castigo", que lhe cravam se conseguiu desviar-se da lança do picador. As bandarilhas prolongam o agravamento e aprofundamento das feridas internas. Não há limite para o número de bandarilhas: tantas quantas forem necessárias para destroçar os tecidos e a pele do touro…

 

10 - Tal como está Demostrado, é tudo dum Grande Valor… A perda de sangue e as feridas na espinha dorsal impedem que o touro levante a cabeça de maneira normal, e é quando o toureiro pode aproximar-se mais. Com o touro já próximo do esgotamento, o toureiro já não se preocupa com o perigo e pode até dar-se ao luxo de virar as costas ao touro, depois de um passe especialmente artístico, atirando o peito para fora e pavoneando-se para receber os aplausos do público em histeria. Quando o touro atinge este estado lastimável, o matador entra na arena numa celebração de bravura e de machismo, enfrentando um touro exausto, moribundo e confuso.

 

11 - E falta ainda a famosa Espada! O touro é atravessado por uma ESPADA de 80 cm de comprido, que pode destroçar-lhe o fígado, os pulmões, a pleura, etc., segundo o lugar por onde penetre no corpo do animal. De facto, quando destroça a grande artéria, o touro agoniza com enormes vómitos de sangue. Na hora de matar, se o touro tiver um pouco de sorte, morre duma estocada, mas não como se pensa duma estocada no coração, porque a espada penetra pulmões e diafragma, por vezes uma artéria maior, daí a hemorragia ser mais visível. Por vezes morrem afogados no seu próprio sangue…

 

12 - E a Tortura continua... O touro, numa tentativa desesperada por sobreviver, resiste a cair, e tenta caminhar penosamente até à porta por onde o fizeram entrar, procurando uma saída a tanto maltrato e dor. Mas então apunhalam-no na nuca com o DESCABELLO, uma outra espada que termina numa lâmina de 10 cm. Apesar destes terríveis tormentos, o animal não consegue morrer de imediato pela sua grande força, mas finalmente cai ao solo, porque a espada foi destruindo os seus órgãos internos…

 

13 - Mestres? Artistas? Valentes? Ou antes, Ignorantes, Assassinos e Cobardes…

 

14 - E prossegue… Rematam com a PUNTILLA de 10 cm, com a qual lhe tentam seccionar a espinal-medula, ao nível das vértebras atlas e axis. O touro fica assim paralisado, sem poder sequer realizar movimentos com os músculos respiratórios, pelo que morre por asfixia, muitas vezes afogado no seu próprio sangue, que lhe sai em grandes golfadas pela boca e pelo nariz.

 

15 - O Arrasto… Após lhe terem destroçado as vértebras, o touro perde o controlo sobre o seu corpo desde o pescoço para baixo. No entanto, a cabeça mantém-se intacta, pelo que está consciente de todo o horror que lhe está a acontecer e de como está a ser arrastado para fora da arena.

 

16 - NÃO SEJAS INDIFERENTE À SUA DOR… Consegues ver a lágrima que lhe escorre pela face? Não participes nestes eventos. As corridas de touros são uma tradição cruel que nos denigre como seres humanos.

 

17 - Antonio Gala, ex-toureiro, nascido em 1937, escreveu na crónica dominical do “El País”, a 30 de Julho de 1995, um artigo no qual confessava a sua "conversão" a anti-taurino: “E de repente [o touro] olhou para mim. Com a inocência de todos os animais reflectida nos olhos, mas também implorando. Era a revolta contra a injustiça inexplicável, a súplica face à crueldade desnecessária...”

 

18 - Reflecte, tal como eu… “A comiseração com os animais está tão intimamente unida com a bondade de carácter, que se pode afirmar que quem é cruel com os animais não pode ser boa pessoa.” Schopenhauer. Só os psicopatas gozam com o sofrimento doutros! Tu és um deles? Reflecte! Rejeita-a!!! Esta é uma tradição degradante que NÃO deve continuar …

 

19 - Como podes ajudar? Não assistas a corridas de touros; Não apoies políticos, artistas e comunicadores associados a esta crueldade; Não consumas produtos de empresas que as patrocinem; E o mais importante: Ensina os teus filhos a respeitarem os seres vivos…

 

20 - E, difundindo estas imagens, farás com que quem desfruta destas festas selvagens tome consciência do que faz… Recorda que por cada e-mail que envies podes fazer mudar a maneira de pensar de muita gente… Se tudo isto te tocou ao menos um pouco o Coração, une-te a mim!!!

 

21 - Ou, pelo menos, pensa bem nisto!!!

 

Fonte:

Ver mais fotos neste link:

http://pt.slideshare.net/mobile/AntiTourada/a-verdade-sobre-as-touradas

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:17

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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018

PARA QUE CONSTE QUE MATAR TOUROS E MATAR FILHOS SÃO ACTOS CONDENÁVEIS À LUZ DA ÉTICA

 

Recebi um texto de Artur Soares, que se diz “escritor d’Aldeia”, e que aqui reproduzo, achando ele que me ia atirar pedras…

 

DEFINIÇÃO.png

 

«PARA QUE CONSTE

Toiradas/aborto

 

O matador do touro na arena, pode ser homem bondoso e honesto. Dúvidas, também se podem colocar naqueles que gostam de assistir a tal massacre. E matar o touro na arena, é arte com certeza; mas desejar vê-lo morrer, pode ser falta de chá ou de sensibilidade;

 

Os portugueses atentos, os não feirantes nem alienados perante a vida social que teimam impor, conhecem as razões porque a lei do aborto em Portugal mata aos ziguezagues – a torto e a direito – porque todos, indirectamente, pagam para tais serviços, tais birras ou políticas cancerígenas;

 

Neste nosso enfadonho país em tantas coisas da vida social, hipocritamente chamam criminosos aos matadores de touros na arena. E aos que defendem o aborto e aos que defendem a liberdade de abortar, chamam-lhes democratas e progressistas. Foi pena – para tais defensores e decretantes – que não tivessem tido umas mães libertadas, que lhes fechassem as pernas ao nascer.

 

(In BICADAS DO MEU APARO – Artur Soares – escritor d’Aldeia)

 

(O autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico)»

 

***

Senhor Artur Soares,

 

Bateu na porta errada, ao enviar-me este seu texto, a tresandar a ignorância, pretendendo justificar uma estupidez, com outra estupidez, que é algo que me irrita profundamente.

 

Vamos por partes.

Primeira parte:

 

O matador do Touro na arena jamais será bondoso e honesto, e muito menos um homem.

 

O matador do Touro na arena é uma criatura com aspecto humano, mas não passa de um ser desumano com instintos assassinos. Os seres humanos bondosos e honestos jamais irão torturar e matar seres sencientes, indefesos, inocentes e inofensivos, e previamente enfraquecidos, para uma arena, com o intuito de divertir os sádicos. Isso é coisa de psicopatas, algo bastamente estudado pelas Ciências do foro mental.

 

Matar um Touro na arena jamais foi um acto artístico, mas sim, um acto cruel, violento, sanguinário, cobarde, perpetrado por gente que sofre de graves deformações mentais, devido à miséria moral, social e cultural em que foi criada.

 

Os que assistem e gostam de tais actos, são sádicos, e babam-se ao ver SOFRER um ser vivo, seja ele humano ou não-humano. Gostam de ver sangue, esgares, estertores da morte, tudo isso englobado numa descomunal demência colectiva, também provocada pela miséria moral, social e cultural em que foram criados.

 

DE BEM E DO BEM.png

 

Nesta imagem fica explicado que uma pessoa do bem e de bem, jamais se regozija ao ver um torturador de touros morrer na arena. Essa morte pode ser-lhe indiferente, como são indiferentes as mortes dos terroristas, dos assassinos em série, dos que andam por aí a fazer mal à Humanidade. Ninguém chora essas mortes, a não ser a família. O mundo sente alívio e apenas diz que é menos um a espalhar o mal.

 

Os tauricidas correspondem aos terroristas dos Touros. E quando um desses tauricidas morre na arena, diz-se que é menos um a fazer mal aos Touros. E isto não é sinónimo de regozijo. Mas de alívio.

 

A insensibilidade, deixamos para os que torturam Touros e se regozijam (esses sim) com o sofrimento atroz deles, dos Touros).

 

Segunda parte:

 

Já vimos que a tauromaquia é uma estupidez assente na mais profunda ignorância. Tentar justificar esta estupidez com a chacina de crianças no ventre materno, o que socialmente se designa por aborto ou interrupção voluntária da gravidez, é uma outra monumental estupidez.

 

E ainda bem que falou nisto.

 

ABORTO.jpg

 8 semanas, o embrião cresce a uma velocidade impressionante, protegido pelo saco fetal.

Origem da foto:

https://manuelhborbolla.wordpress.com/2015/05/30/la-vida-fetal-y-nuestro-origen-remoto/feto-13/

 

Uma estupidez jamais se justifica com outra estupidez.

 

Não misture a carnificina dos Touros, com a discussão da chacina de inocentes seres vivos dentro do santuário da vida, que é o útero de uma mulher.

 

A cobardia é igual. Matam-se seres indefesos, inocentes e inofensivos, unicamente por interesses dos mais variados. E tanto condeno a chacina de um Touro indefeso, inocente e inofensivo numa arena, como condeno a chacina de um ser, a quem chamariam filho (se o deixassem nascer) também indefeso, inocente e inofensivo dentro do útero materno, um lugar que deve ser de vida e não de morte.

 

Portanto, senhor escritor d’Aldeia, aprenda que jamais deve justificar uma estupidez, com outra estupidez.

 

Bateu à porta errada, mas agradeço que me tivesse enviado este texto, para eu poder publicá-lo com os meus esclarecimentos.

 

A única coisa que este texto tem de lúcido é não seguir o acordo ortográfico de 1990.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:29

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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2018

BESTIALIDADE, RAIVA, IRRACIONALIDADE, ALCOOLISMO E DESUMANIDADE PRESENTES NO DESFECHO ILEGAL DO TOURO DE MORTE EM MONSARAZ

 

MONSARAZ.jpg

 

Juventude anti-tourada Portugal & Mundo

 

«Venho partilhar convosco o desfecho absolutamente nojento do touro de morte em Monsaraz. Posso vos dizer que esta "tourada" consiste num grupo de pessoas que se vão embebedando aos poucos e que ficam de tal forma entusiasmadas e ébrias que colocam em risco a própria vida. no momento em que vão para matar o touro, a bestialidade, a raiva ao animal, a falta de raciocínio e desumanidade são tantas que há uma série de indivíduos que fazem questão de matar o animal... E eis que começa a tragédia, um por um espicaçam o animal na tentativa de o matar, cegos de uma raiva inexplicável e a transbordar álcool por todos os poros do corpo. A bestialidade foi tanta que o criador do touro, ao ver a triste cena, partiu a correr na direcção do animal com lágrimas nos olhos, e empurrou cada um dos assassinos que espicaçavam o animal que dava urros de dor... pediu que por favor deixassem o animal morrer com dignidade. foi então que veio um individuo que "sabe onde disferir o golpe fatal" acabou com o sofrimento... Ano a ano é este o cenário. Noutros anos, com o animal já morto, assisti a pais que levavam crianças (algumas choravam apavoradas) e as colocavam de pé em cima do animal morto... outros saltavam como se tivessem num trampolim. Este ano, por respeito ao homem que criou o touro, não se viu este cenário. contudo a barbárie é indescritível.

 

Se puderem espalhem a história, é verdadeira.» MP.2018

 

Fonte:

https://www.facebook.com/JuventudeAntiTouradaPortugalMundo/photos/a.375919462483743/1903547166387624/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:06

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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2018

AINDA MONSARAZ E A PSICOPATIA DE UM POVO ENCRUADO QUE SE RECUSA A EVOLUIR

 

Compara-se muitas vezes a crueldade do homem à das feras, mas isso é insultar as feras» (Fiodor Dostoievski), porque não há maior fera à face da Terra do que a fera humana.

 

As crianças assinaladas na foto estarão protegidas pelo Estado português?

 

O RISO dos adultos, que seguram a criança que vemos a olhar impavidamente para o Touro estraçalhado e ensanguentado no chão, é o que mais me incomoda e assusta nesta foto. Porque o desventurado Touro, na posição em que está, já está LIVRE das criaturas demoníacas, ferozes, monstruosas, que o torturaram barbaramente e ILEGALMENTE até à morte, diante de crianças, que o Estado português lança às feras humanas, com o aval da IGAC e do governo português.

 

PSICOPATIA.png

 Descrição da foto: Morte em Monsaraz. O touro e os demónios.

Fonte da imagem e legenda.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10212183278326789&set=a.2730794318669&type=3&theater

 

 

Vamos lá BOICOTAR todos estes patrocinadores da BARBÁRIE em Monsaraz

 

MARCAS A BOICOTAR.jpg

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/FestasNSJP/?tn-str=k*F

 

Para que fique perpetuado no Livro Negro da Tauromaquia, algo que teve o apoio da IGAC e do governo Português

 

 

 

 Vídeo com conteúdo violento

https://www.facebook.com/FestasNSJP/videos/1396426497150261/

 

Tenho a certeza de que Nosso Senhor Jesus dos Passos excomungou e chicoteou todos os vendilhões de Monsaraz.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:57

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Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

ESTA BRUTALIDADE ACONTECEU ILEGALMENTE EM MONSARAZ NO ANO 2018 DA ERA CRISTÃ

 

Os vídeos são tão chocantes que não me é permitido incorporá-los no Blogue, mas quem quiser ver a brutalidade, a crueldade, a descomunal violência e falta de sentimentos HUMANOS dos trogloditas de Monsaraz, abra os links e excomunguem à vontade os deputados da Nação (à excepção dos do PAN, BE e PEV), os quais permitem tal barbárie, em Portugal, país Europeu, em pleno século XXI da era cristã.

 

Touros de morte em Monsaraz - imagens inéditas (1)

[AVISO: IMAGENS CHOCANTES] - Parte 1

https://www.facebook.com/Basta.pt/videos/2287535081474378

 

Touros de morte em Monsaraz - imagens inéditas (2)

[AVISO: IMAGENS CHOCANTES] - Parte 2

https://www.facebook.com/Basta.pt/videos/vb.143034799060668/840107972780211/?type=2&theater

 

A Plataforma Basta teve acesso a imagens inéditas da sequência da morte de um Touro em Monsaraz, episódio macabro, terrífico, e ILEGAL, que diz da crueldade a que pode chegar um ser que se tem por humano, o qual teve o aval do governo português e o licenciamento da IGAC - Inspecção-Geral das Actividades “Culturais”.



Para ficar mais claro: a IGAC e o governo português foram coniventes com esta ILEGALIDADE.

 

Estas imagens, de extrema crueldade e brutalidade, mostram um Touro completamente indefeso, amarrado pela cabeça, golpeado de forma bárbara por indivíduos sem o mais ínfimo sentimento humano, os quais, para se divertirem, mataram a sangue frio, barbaramente, violentamente vampiricamente, brutalmente, monstruosamente, cobardemente o infeliz Touro, com sucessivas facadas, como se estivessem a abrir um saco de areia, na arena de tortura do Castelo de Monsaraz, no passado dia 8 de Setembro de 2018, da era cristã. Na era pagã nenhuma criatura se divertiu a esfaquear brutalmente, até á morte, um animal indefeso.

 

As imagens são monstruosas, e mostram o que Estado português considera parte integrante da cultura e arte portuguesas, tendo sido esta barbárie devidamente licenciada pela autoridades nacionais.

 

A morte do Touro em Monsaraz é um dos pontos mais altos das Festas de Nosso Senhor Jesus dos Passos, promovidas pela Santa Casa de Misericórdia local (o que seria se não fosse "santa" e de "misericórdia") e que tem como patrocinadores oficiais os vinhos CARMIM e o Sharish GIN (duas marcas a boicotar).

 

A violência e a desumanidade destas imagens devenm ser divulgadas, devem correr mundo para que se saiba que os governantes portugueses apoiam estes actos cruéis, bárbaros, brutais e desumanos.

 

Os Touros e os Cavalos usados nas touradas em Portugal são sujeitos a um tratamento bárbaro e indigno de um país (que se diz) civilizado, não só em Monsaraz, mas em várias arenas de tortura do país, nomeadamente, e aqui legalmente, graças ao ex-presidente Jorge Sampaio, na muito primitiva vila de Barrancos.

 

Imagens como estas, brutais e desumanas, também existem em arenas privadas, em actos que nenhum animal dito selvagem perpetra em relação aos animais que caçam, para sobreviverem.

 

Estas imagens correrão mundo, e o mundo saberá que em Portugal governa um governo troglodita!

 

(Texto baseado no texto original da Plataforma Basta)

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:08

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