Terça-feira, 21 de Janeiro de 2020

Reflexão sobre o direito à vida dos animais não-humanos

 

Em 2016, discutiu-se na Assembleia da República, se os menores de idade deveriam ou não participar ou assistir à barbárie das touradas, e à crueldade, à violência, à desumanidade que estão implícitas no que alguns teimam em chamar de “espectáculo" tauromáquico.

 

Na altura, o PEV (partido Os Verdes) pretendeu que ao que se chama erradamente “artistas tauromáquicos” (insultando-se, deste modo, os verdadeiros artistas que praticam as Artes Superiores da Humanidade) tivessem o 12º ano,  como se a instrução pudesse conferir sensibilidade a quem já nasce sem ela, e sem carácter. Tomemos como exemplo os professores universitários que se babam nas arenas, e aplaudem a tortura de Touros e Cavalos, e chamam a isso "arte".

 

A apetência pelo sadismo vem do berço. Há excepções, naturalmente. Gente, que apesar de ter e sido criada para ser sádica, consegue evoluir, no entanto, estes estão em minoria.

 

ROGER OLMOS.png

 

Estamos em 2020, e nada mudou a este respeito. As desafortunadas crianças, que têm a desventura de nascer no seio de famílias tauricidas, continuam a ser arrastadas à força para as arenas e para as escolas de toureio.

 

E quem se importa? Importo-me eu. E muitos mais. Mas não mandamos nada, porque em "democracia"  quem manda são os ditadores disfarçados de democratas.

 

Não faço fé nenhuma num governo que, em pleno século XXI D. C., ainda esteja a discutir algo que o mundo civilizado já tem como um conhecimento adquirido: o de que a violência e a crueldade não são valores humanos que possam ser transmitidos às crianças e aos jovens, e até mesmo aos adultos, através de uma actividade primitiva, bruta e sanguinária.

 

O que deve ser discutido na Assembleia da República, urgentemente, e ainda não foi discutido, é a abolição destas práticas cruéis, desumanas, violentas, atrozes a que chamam tauromaquia.

 

Como poderemos dizer que Portugal é um país evoluído, se está entre os oito países terceiro-mundistas que ainda mantêm esta prática grosseira, entre os 193 países que existem no mundo?

 

***

 

Todos os animais não-humanos têm o direito inapelável à Vida, uma vez que para viver nasceram. Tal como nós. Todos nascemos para viver e morrer. Sem excepção. Mas nascer, viver e morrer é algo que nos transcende, e os que se dizem seres humanos, mas praticam a desumanidade,  não têm o monopólio da Vida. Não são deuses, nem sequer Deus, para se arrogarem ser os donos da Vida. De todas as Vidas.

 

Todos os animais não-humanos merecem o nosso respeito. Mas haverá um limite?

 

Quando somos atacados por lombrigas, deveremos deixá-las devorar-nos?

 

Não mato moscas. Se elas me entram em casa, abro a janela e enxoto-as janela fora. E se for o mosquito zika? Então paro para pensar: ou eu ou ele.

 

E quanto a piolhos, pulgas, carraças e outros que tais parasitas... tal como os assassinos, ladrões, violadores, pedófilos da espécie humana?

 

Também aqui: ou eu ou eles. E se me atacarem tenho o direito à autodefesa.

 

Tudo isto é muito complicado. A vida é complicada, e é muito difícil viver.

 

Mas...

Existe um Mas:

 

Todos os animais, humanos e não-humanos têm o direito inapelável à Vida. Devem ser protegidos através da Lei Humana, uma vez que ainda existem animais homens-predadores inconscientes, involuídos, que nos governam, e que desconhecem a Lei Natural, que consiste em respeitar a Vida, qualquer vida, e protegê-la.

 

Não devemos matar nenhum animal apenas por matar ou para nos divertirmos. Esmagar uma formiga é um acto cobarde: o gigante contra o pequenino. Por que se haverá de esmagar uma formiga que não está a fazer-nos mal algum? Então não a esmaguemos.

 

Esta terá de ser uma questão de consciência, de evolução de mentalidade, de superioridade moral.

 

Contudo, uma parte da Humanidade, do povo, dos governantes, dos ministros, dos deputados, dos padres, dos legisladores ainda está muito longe dessa superioridade moral, para que sigam a Lei Natural e tenham uma postura consciente diante da Vida, qualquer vida, no cumprimento do preceito máximo da Humanidade, desde os tempos mais remotos: «Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti», que era o que os padres deviam ensinar nas igrejas.

 

E esta é que é a grande questão.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:09

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Terça-feira, 14 de Janeiro de 2020

«O poeta alegre»

 

"Ser poeta é ser mais alto"

Um inspirado texto de Teresa Botelho, a propósito da fúria do poeta, em relação ao aumento do IVA das Touradas. Relembrar, para não esquecer.

 

Sim, ser poeta é ser mais alto, é ser maior do que os homens, infelizmente, existem “poetas” (e como é possível?) que passam a poetas menores, quando elogiam, aplaudem e apoiam a tortura de Touros, achando que tal barbárie é cultura.

 

Faço minhas todas as palavras da Teresa Botelho.

Isabel A. Ferreira

 

Florbela espanca.png

 

Texto de Teresa Botelho

 

«Que dirias tu, Florbela Espanca, se tivesses conseguido respirar a aragem da igualdade e da consciencialização que este novo século nos trouxe?

 

Que dirias tu, mulher de sensibilidade à flor da pele, se este século tivesse conseguido dar uns passos atrás para te explicar que o amor ao próximo pode ter outros focos que não apenas aquele que tu sentiste e pelo qual morreste?

 

Que dirias tu amiga, se soubesses que "ser poeta", nem sempre "é ser mais alto" quando se mistura poesia com violência, sadismo, ódio e sangue...

 

Que dirias tu então de um artista com sensibilidade de fachada que usou a sua habilidade poética para se promover à custa de um povo carente de liberdades, pisado, humilhado e reprimido durante mais de quarenta anos, para se pavonear entre condecorações e honrarias enquanto vai usufruindo subvenções mensais que ultrapassam os cerca de 8 salários mínimos de qualquer trabalhador?

 

Que dirias tu ainda, se eu te dissesse que a democracia de hoje, é como a de certos poetas, cuja coerência de sentimentos, apenas desacreditam o que um dia escreveram, movidos por outros interesses que lhe alimentam o espírito devasso, doentio e incoerente?

 

Há fascistas mascarados de democratas, porque precisam adicionar conteúdos de vanguarda às suas personalidades tacanhas, mas cuja noção de democracia, só existe para conforto dos seus egos mesquinhos. É isso que se passa com um certo "poeta alegre", ensandecido pela perspectiva de perder o sádico gozo da caça e o espectáculo macabro de nobres herbívoros sangrados por cobardes "gladiadores" reluzentes, em arenas tristemente legalizadas.

 

É assim que se atraiçoam os valores culturais e civilizacionais de um povo que ao contrário do que alguns pensam, cresceu, passando a condenar essa violência gratuita, comparticipada e apoiada por um Estado retrógrado e imoral, composto por farsantes e parasitas avessos à evolução ética de um país que tão tristemente manipulam para seu próprio beneficio.

 

Foi a um "poeta" traidor, a quem a idade aguçou a ambição que assistimos, numa certa campanha eleitoral à presidência da República, feita de verónicas, cavaleiros e pegas de caras que a moral triunfou com uns quantos pares de bandarilhas negras, cravadas sem erro no seu velho lombo flácido!

 

Como deve ter sido difícil e doloroso perder a pose perante tão cruel derrota e como deve ser difícil dar a mão à palmatória e ter que aceitar que os tempos mudaram e que o "outro", não é apenas um "poeta alegre" presunçoso de copo cheio que vive de mordomias, mas também o é o touro que se esvai em sangue e cuja poesia existia na música ritmada do seu chocalho, enquanto petisca a erva fresca que a Mãe Natureza tão generosamente lhe ofereceu!»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/terezabotelho/posts/2951034341625360

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:26

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Quarta-feira, 8 de Janeiro de 2020

«Caiado Guerreiro: “As touradas têm mais de dois mil anos. Não se destrói assim a cultura”»

 

Qual "cultura"? Está a falar de qual "cultura": a CULTA ou a INCULTA?

Sim, porque as touradas pertencem ao rol das "culturas incultas" que, à medida que a civilização avança, vão sendo abandonadas.

Portugal ainda não abandonou esta "cultura medievalesca" porque ainda existem alguns trogloditas na governação, o que só traz desprestígio para Portugal.

Tenham vergonha na cara. Respeitem a CULTURA CULTA.

Torturar Touros numa arena jamais fez parte da Cultura Portuguesa.

 

Fiscalista - Copy.jpg

 

«O advogado foi um dos oradores convidados nas jornadas parlamentares do PSD, onde criticou algumas das propostas fiscais previstas no Orçamento do Estado para 2020.

 

Tiago Caiado Guerreiro, advogado e especialista em Direito Fiscal, discursou nas jornadas parlamentares dos sociais-democratas e foi o primeiro a receber aplausos ao criticar a medida do Orçamento do Estado para 2020 que prevê o aumento do IVA para as corridas de touros para 23%.

 

“As corridas de touros são algo com mais de dois mil anos e que está representado na nossa história. Como é que se pode acabar ou através desta medida perseguir as touradas? Podemos não gostar delas, mas não se destrói assim a cultura. Não há direito” afirmou o fiscalista.»

 

Fonte da notícia:

https://rr.sapo.pt/2020/01/07/politica/caiado-guerreiro-as-touradas-tem-mais-de-dois-mil-anos-nao-se-destroi-assim-a-cultura/noticia/177537/?fbclid=IwAR0ByezfSjBs9dFwJscNPnEe5BD1PPU3dl3BlBzbya5KT1Yhied7SGDgw8M

 

É esta a “cultura” de que fala o senhor fiscalista? Que até pode perceber de fiscalidades, mas de CULTURA não vê um palmo adiante do nariz. porque o que se vê no vídeo também acontece em Portugal: em Barrancos legalizado por Jorge Sampaio; e em Monsaraz (ilegalmente).

 

Limpem a boca antes de falar de CULTURA.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:16

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Segunda-feira, 30 de Dezembro de 2019

A “prótoiro” continua a delirar: anda por aí a dizer que, este ano, as touradas ganharam mais “espetadores” do que no ano passado

 

Bem, até pode ser que seja verdade. O desespero dos tauricidas é tal que é natural que andem por aí a fabricar espetadores (= bandarilheiros) com a ilusão de poderem metê-los nas poucas touradas que se realizam pelo País, sempre com os mesmos espeCtadores que, de ano para ano, vão diminuindo.


E isto é um facto:

Os espetadores até podem aumentar, mas os espectadores diminuem a olhos vistos.

 

E se não fossem as excursões, pagas pelas autarquias trogloditas, para levarem, de umas touradas para as outras, os poucos aficionados, que ainda resistem à CIVILIZAÇÃO, as arenas estariam completamente vazias, porque nem as moscas lá pousariam as suas delicadas patinhas.



A realidade é bem outra. Os números são bem outros. As touradas estão a dar o berro.

Não se iludam, tauricidas!

 

Toros_Banderillero_Recadre.jpg

Eis um "belo" exemplar de espetador, para os que confundem quem espeta (farpas num Touro) com quem assiste (a espetar farpas num Touro).

Origem da imagem: http://theudericus.free.fr/Toros/Toros_Banderillero_Recadre.jpg


Público nas touradas: 

Público nas touradas.jpg

 

As estatísticas para 2019 ainda não existem, mas pelo que se registou: arenas vazias, ou quase vazias, touradas a serem canceladas, os números serão bem menores.

Vejam mais informação  fidedigna neste link:

https://www.facebook.com/search/top/?q=plataforma%20basta%20de%20touradas&epa=SEARCH_BOX

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:33

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Terça-feira, 17 de Dezembro de 2019

Querem subir o IVA das touradas de 6 para 23%, o que não é mau, mas podia ser melhor, porque o que os Portugueses exigem é a abolição desta prática troglodita

 

Diz-se que o caminho faz-se caminhando, mas em pleno século XXI depois de Cristo, esta prática troglodita já não tem mais razão de ser.

 

Aumentar o IVA de 6 para 23% até poderá parecer alguma coisa, mas não resolve o problema da crueldade e da violência contra os bovinos massacrados em arenas, para divertir um reduzido bando de sádicos e psicopatas.

 

Isto ainda não foi encaixado pelos deputados (felizmente nem todos) de uma Nação que teima em ter um pé fincado no passado, apoiando uma actividade nascida no seio da monarquia espanhola, no tempo em que imperava a mais profunda ignorância.

 

Enfim, o Parlamento português a marcar passo, ENVERGONHANDO Portugal e os Portugueses, que não se revêem nesta prática sanguinária.

 

E os trogloditas, sem terem um pingo de sentido do ridículo, já vieram rosnar que isto é um atentado à “culturae um assalto fiscal.

 

O atentado de que falam os trogloditas diz respeito a esta “cultura” que se vê no vídeo?



Tenham VERGONHA, senhores deputados aficionados desta barbárie!

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:29

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Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019

«Álvaro Covões Acha que a Tortura de Animais é um Produto Fantástico»

 

«Álvaro Covões organizador de festivais de música como o Nos Alive é um dos compradores da espelunca que dá pelo nome de Campo Pequeno e será ele que vai gerir a praça de touros e o centro comercial

in Blogue Prótouro, pelos touros em liberdade

https://protouro.wordpress.com/2019/11/09/alvaro-covoes-acha-que-a-tortura-de-animais-e-um-produto-fantastico/

 

Covões.jpg

 

«Se alguém pensa que este é o homem que pode acabar com as touradas no bordel está completamente enganado, uma vez, que em 2013 numa entrevista dada à Visão o mesmo afirmou e citamos:

 

“Gosto de tourada, mas não sou aficionado. Não gosto de touros de morte, mas o toureio a cavalo e a pega acho um espectáculo. Se mandasse, investia nas imagens das pegas de caras para divulgar Portugal no mundo. Mostra bem o que é o povo português, a nossa coragem. Ainda não tive tempo para isso, mas até gostava de trabalhar com touradas. Do ponto de vista turístico, é um produto fantástico. Temos de valorizar as nossas tradições, e se pudermos ganhar dinheiro com isso…”.

 

«Álvaro Covões a tauromaquia não é produto fantástico para turistas, bem pelo contrário, a tauromaquia afasta turistas quer estrangeiros, quer nacionais. Será que este tipo sabe que muitos dos espectáculos musicais que têm lugar no Campo Pequeno e que são organizados por ele são boicotados por uma grande maioria exactamente porque os portugueses sabem que ao gastarem dinheiro na praça de touros este é injectado na tortura animal.

 

Se depois desta compra ele continuar a ter na programação do espaço touradas vai acabar por perder dinheiro, e provavelmente a dobrar, porque as pessoas acabarão também por boicotar todos os outros festivais por ele organizados noutros locais.»

 

Prótouro
Pelos touros em liberdade

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:35

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Domingo, 27 de Outubro de 2019

Manifestações anti-touradas em Albufeira: activistas são movidos por razões de ciência, compaixão, ética e civilização

 

Mais um esclarecedor texto do Dr. Vasco Reis (Médico-Veterinário)

 

«Exemplo de apoio infame é a permissiva admissão de crianças e jovens em touradas, com a intenção de sedução tauromáquica, aproveitando a sua diminuta capacidade crítica.» (*)

 

ALBUFEIRA.jpg

 

«A praça de touros de Albufeira é a arena que maior número de corridas organiza no país, o que acontece semanalmente durante a longa temporada»

 

 

«Este espectáculo visa, essencialmente, a venda de bilhetes e a presença de turistas, que continuamente aqui se renovam.
Para os atrair servem-se de publicidade enganosa apregoada por carro de som em vários concelhos do Algarve e publicitada em cartazes no espaço público e em anúncios na comunicação social e por informação em quiosques, hotéis, postos de turismo, empresas de turismo e não só, numa larga rede de lobby tauromáquico.

 

Exemplo de apoio infame é a permissiva admissão de crianças e jovens em touradas, com a intenção de sedução tauromáquica, aproveitando a sua diminuta capacidade crítica. Realmente, a tourada é um show de violência exercida sobre touros e cavalos, seres sencientes dotados de sistema nervoso semelhante ao humano, o que provoca a estes animais enorme sofrimento psicológico e físico e o abate do touro. Trata-se, vergonhosamente, de uma montra de tortura animal. autorizada, exercida e apregoada como tradição de Portugal, no entanto, essa pertença só foi votada positivamente pelas Assembleias Municipais de 40 entre os 308 concelhos do país. A tourada não é tradição no Algarve!

 


Há 7 anos foi criada a CAAT - CIDADE DE ALBUFEIRA ANTI TOURADA - e desde então, sob a sua bandeira activistas abolicionistas vêm lutando pelo fim das touradas neste concelho, de maneira absolutamente voluntária e suportando todos os custos. Os activistas são movidos por razões de ciência, compaixão, ética, civilização.

 


Manifestações têm sido organizadas, sempre autorizadas e pacíficas, foram até há pouco acompanhadas por agentes da autoridade. Deixou este acompanhamento de suceder ultimamente. É invocada como razão a falta de pessoal, o que é lastimável, até pelo risco que essa ausência acarreta para os manifestantes, que ficam vulneráveis à possível violência de aficionados como já sucedeu. Houve manifestações com forte presença (já contámos com cerca de 80 demonstrantes). Têm vindo a diminuir. Temos tido a solidariedade forte, até presencial, de abolicionistas do Norte e do centro do país, nossos irmãos na nobre luta. E muitos apoios nos chegam através da Internet. É claro que a maneira insubstituível de chegar aos turistas e de os informar e impressionar é com a presença de pessoas e com a apresentação de mensagens elucidativas nos protestos.

 


As nossas acções vão para além das manifestações. Lançámos: uma petição; 2 Outdoors; cartas a hotéis, empresas de turismo e não só, denunciando, informando, apelando, sugerindo alternativas viáveis e lucrativas; artigos na comunicação social nacional e internacional em vários idiomas, cartas a entidades oficiais e políticas, etc.. Pretendemos assim apoiar a evolução de mentalidades. Estamos convictos de que a presença solidária de cidadãos em protestos contribui para esse progresso. Infelizmente, a persistência de manifestantes não é muito forte, por dificuldades várias. Mas mantemos um núcleo forte, decidido e coeso, apesar de tudo! Certamente, que nós, activistas obrigados a denunciar maus comportamentos e infracções, merecemos todo o apoio e protecção nesta nobre causa pelos animais e pela sociedade e é a isso que apelamos!!!


Vasco Reis


Outubro 2019

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2507863529304012&set=a.349975685092818&type=3&theater&ifg=1

 

***

 

(*) Governo quer subir a idade mínima, para se assistir a touradas, dos 12 para os 16 anos.

 

Esta medida só pretende atirar areia para os olhos dos cerca de 90% dos portugueses que abominam estas práticas, e pedem a ABOLIÇÃO desta selvajaria.

 

De acordo com a Convenção sobre os Direitos da Criança, adoptada pela Assembleia Geral da ONU, em 20 de Novembro de 1989, é considerado como criança todo o indivíduo com menos de 18 anos de idade.

 

Criança é, pois, todo o ser humano dos zero aos 18 anos.

 

A racionalidade recomenda a ABOLIÇÃO desta prática medievalesca, e não o aumento da idade para assistir à tortura de animais sencientes, onde a crueldade, a violência e uma desalmada carnificina prevalece.

 

Este governo de António Costa pretende enganar quem?

 

Evoluam. Já vão no segundo mandato. É tempo de evoluir, e não de andar a marcar passo, e fazerem-que-fazem. 

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:49

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Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

Quando um Touro é um animal selvagem na imaginação dos aficionados…

 

 

Recebi este comentário no Blogue, cujo conteúdo não será muito diferente de muitos outros que costumo receber, à excepção da linguagem utilizada. Depois de ser bombardeada por uma enxurrada de ordinarices, ler este comentário do António, na sua ingenuidade de aficionado (que acha que não é) pareceu-me estar no paraíso.

 

Destaco-o aqui, por esse motivo, mas também para poder levar mais longe o que tenho para dizer ao António Estrela.

 

TOURO.jpg

Eis o belo e poderoso “animal selvagem” que, se não fossem as touradas, o António Estrela nunca teria oportunidade de ver… assim...

 

 ANTONIO ESTRELA comentou o post A CRUELDADE ESCONDIDA DA TAUROMAQUIA às 22:49, 25/09/2017 :

 

Eu não gosto de touradas, mas sou grato a quem as vê. Pois sem elas não teria podido ver um belo animal, como o touro. Um animal selvagem poderoso. Que desde sempre foi venerado em lutas iguais. pelo homem. Só haveria chocas, ou simplesmente hambúrgueres . Vale a pena lutar por uns centímetros a mais nas gaiolas das galinhas ou pela melhoria dos transportes de gado. Mas o que me choca realmente, é o conceito de biodiversidade dos limousines, dos charoleses, dos BBB ou dos bois da raça zebuína com cupim enorme.

 

***

António Estrela,

 

Vamos lá esmiuçar o seu comentário. Começa por dizer esta coisa espantosa:

 

«Eu não gosto de touradas, mas sou grato a quem as vê».

 

Isto significa tão-só que o senhor GOSTA de touradas, mas não sabe, e é cúmplice dos sádicos e psicopatas, mas também não sabe.

 

«Pois sem elas não teria podido ver um belo animal, como o touro. Um animal selvagem poderoso».

 

Pois digo-lhe que se NÃO HOUVESSE touradas, o senhor PODERIA VER o belo animal, que é um Touro, nos prados, a pastar tranquilamente, como é da sua natureza. E JAMAIS, em tempo algum, veria um ANIMAL SELVAGEM chamado Touro, porque os Touros não são animais selvagens. São herbívoros, de natureza mansa e extremamente pacífica. Mas para saber isto é preciso estudar BIOLOGIA. Portanto, sugiro-lhe que nunca se meta a falar do que não sabe.

«Que desde sempre (o touro) foi venerado em lutas iguais, pelo homem».

 

Desde sempre o Touro foi venerado como um deus, por exemplo, no antigo Egipto. O Touro, na cultura micénica, foi venerado, NÃO para lutas, mas para acrobacias, sem sangue, sem sofrimento, sem tortura. JAMAIS o homem o venerou em LUTAS IGUAIS. À medida que a humanidade foi avançando, em vez de se avançar também no respeito a ter pelos magníficos animais que são os Touros, regrediu-se irracionalmente, e o animal homem-predador começou a utilizá-los, a explorá-los para LUTAS ABSOLUTAMENTE DESIGUAIS, onde os Touros vão para as arenas completamente desfeitos, quase cegos, já bastamente mortificados, e os homens-predadores, armados de bandarilhas e espadas, mais não fazem do que demonstrarem a sua DESCOMUNAL COBARDIA diante de um animal MAGNÍFICO, sim, mas completamente arrasado, indefeso, inocente, inofensivo e confinado a auma arena sem saída.

 

«Só haveria chocas, ou simplesmente hambúrgueres».

Só haveria chocas, ou simplesmente hambúrgueres nas alucinações de quem apenas consegue ver carne de cadáveres para se alimentar, quando na Natureza existe tudo o que é necessário à alimentação do homem, sem necessidade de recorrer à morte dos animais que connosco partilham o Planeta, não para que o homem os coma ou os explore para tortura ou trabalhos forçados, mas porque foram criados para servirem unicamente a Natureza.

Isto de chocas e hambúrgueres está desactualizadíssimo. Tente actualizar-se, António Estrela. Até porque chocas sem Touros não existiriam. E vice-versa.

Por fim, o senhor diz isto:

«Vale a pena lutar por uns centímetros a mais nas gaiolas das galinhas ou pela melhoria dos transportes de gado. Mas o que me choca realmente, é o conceito de biodiversidade dos limousines, dos charoleses, dos BBB ou dos bois da raça zebuína com cupim enorme».

Não se trata de lutar por uns centímetros a mais nas gaiolas das galinhas ou pela melhoria dos transportes de animais.

Trata-se de retirar as galinhas das gaiolas, e de acabar com o transporte de gado vivo. O conceito de que os animais nasceram para servir o homem está ultrapassadíssimo. Deu-se um passo gigantesco a este respeito. Mas há os que ficaram para trás e ainda estão no século XXI antes de Cristo.

 

Quanto ao que o choca realmente não me surpreende. Gosta de touradas, e de ver os magníficos Touros estraçalhados nas arenas, mas o mais chocante, para si é a diversidade das raças bovinas.

A mim também me ofende bastante a manipulação genética.

 

Porém, a tortura de magníficos bovinos, mansos, indefesos e inofensivos, para divertir um punhado de sádicos e satisfazer os maus instintos de psicopatas; o martírio de seres vivos, que só investem se forem atacados pela besta humana, esmaga-me a alma.

Por conseguinte, da próxima vez que queira comentar sobre esta matéria, senhor António Estrela, venha munido de Saber. Dê uma vista de olhos, por este Blogue. Estão aqui todas as informações necessárias, provas científicas, depoimentos de cientistas, desmistificações, enfim, tudo o que é preciso saber para sair do obscurantismo em que a tauromaquia tem mergulhado os seus aficionados.

É que já estou farta de estar sempre a repetir a mesma coisa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:34

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Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019

Isto aconteceu na Moita. É assim que o Estado português (mal) trata os menores de 18 anos

 

Sinto vergonha dos antiquados (des)governantes que continuarão no Poder (os mesmos) a desgovernar o nosso desventurado País.

Isto é simplesmente revoltante!

Em Portugal, uns são filhos, outros, enteados. Tão preocupados e preocupadas andam com a “igualdade de género” (que leva a este tipo de linguagem imbecil), mas não estão nada preocupados e preocupadas (com igualdade) com a sanidade mental de todas as crianças portuguesas, que, por má sorte e má ventura, nasceram e são obrigadas (à força) a viver a violência, a crueldade, a lorpice da selvajaria tauromáquica. (IAF)

 ***

«Aconteceu poucos dias antes do Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas ter advertido Portugal a proibir as touradas a menores de 18 anos.

Não devia ter acontecido, porque as autoridades portuguesas deviam ter garantido o cumprimento da lei e a protecção destas crianças. A situação já foi denunciada e a plataforma Basta de Touradas exige que sejam encontrados os responsáveis por mais esta situação.

Se tiverem conhecimento do envolvimento de crianças, com idade inferior a 16 anos em touradas, largadas ou outros eventos susceptíveis de colocar em risco a segurança e/ou saúde de crianças e jovens, contactem a nossa plataforma.

Basta de violência.» (Plataforma Basta)

 

MOITA.jpg

Realmente vivemos num país sem rei, nem roque.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069/2723809830983139/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:37

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Quarta-feira, 11 de Setembro de 2019

PÓVOA DE VARZIM: «NÃO, PROIBIR TOURADAS NÃO É INCONSTITUCIONAL»

 

O desespero dos aficionados é tal que nem ler sentenças judiciais sabem, e há órgãos de (des) informação que fazem o jogo deles, e caem no ridículo.

Repondo a verdade dos factos:

Aqui está um texto do Blogue Prótouro que explica por que é que

PROIBIR TOURADAS NÃO É INCONSTITUCIONAL.

 

PRAÇA TOUROS PÓVOA.jpg

Praça onde se torturava Touros, na Póvoa de Varzim

 

«NÃO, PROIBIR TOURADAS NÃO É INCONSTITUCIONAL»


«Foi hoje conhecida a sentença do TAF Porto relativamente à acção judicial movida pela “prótoiro”, Clube Taurino Povoense e Associação Aplaudir contra a Câmara Municipal da Póvoa do Varzim por esta não ter permitido a realização de uma tourada na praça de touros da localidade.

 

A “prótoiro” veio de imediato com as aldrabices do costume e citamos:

 

A partir de hoje fica claro que nenhum município em Portugal pode proibir touradas, porque isso viola os direitos e liberdades fundamentais de todos os cidadãos portugueses. O direito a organizar, participar e aceder a touradas é um direito fundamental, garantido pela nossa Constituição.”

 

Ora vamos por partes o que a sentença diz é que a Varzim Lazer, E.M. e o Município da Póvoa de Varzim não podem proibir a realização de espectáculos tauromáquicos. Daí a referência a inconstitucionalidade orgânica ou seja o que tribunal quer dizer com isto é que considera que o órgão municipal não tem competência para proibir touradas porque essa competência é do governo.


Esse é o motivo pelo qual é referida a frase inconstitucionalidade orgânica se bem que a sentença esteja errada por considerar que a competência é do governo quando deveria referir que é da Assembleia da República.


Mas a sentença também afirma que a autarquia não é obrigada a ceder o espaço para a realização da tourada. Além disso também diz que a proibição da autarquia deve seguir em frente, não por causa do posicionamento da câmara em relação às touradas, mas porque o espaço onde ela podia decorrer não tem condições de segurança para receber este espectáculo.

 

Portanto a “prótoiro” gastou dinheiro num processo onde levou que contar porque o que queria ou seja realizar a tourada na praça de touros foi-lhe negado pelo acórdão.

 

Quanto a afirmarem que é inconstitucional proibir touradas essa é uma distorção propositada da “prótoiro” que sabe que muitas pessoas se limitam somente a ler títulos e não os artigos. Logo quando dizem que proibir touradas é inconstitucional a única finalidade é porem a ideia na cabeça das pessoas para que depois estas propaguem a falsidade.

 

Prótouro
Pelos touros em liberdade»

 

Fonte:
https://protouro.wordpress.com/2019/09/10/nao-proibir-touradas-nao-e-inconstitucional/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:56

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