Terça-feira, 28 de Maio de 2019

A prótoiro ANUNCIOU PEDIDO PARA TRÊS TOURADAS NA PÓVOA DE VARZIM APESAR DA PROIBIÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL

 

Em 2018, a Póvoa de Varzim declarou-se cidade ANTI-TOURADA.

O que é que os da prótoiro - federação portuguesa de tauromaquia - não perceberam nesta declaração, para manifestarem o seu apoio à realização de touradas neste Concelho, em 2019?

 

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Diz a prótoiro, em comunicado, que uma empresa de organização de práticas (não espeCtáculos)  tauromáquicas já enviou para autarquia poveira um pedido de reserva de três datas para a praça de touros municipal, esperando que o espaço seja disponibilizado para o efeito, desvalorizando, deste modo, a decisão (não a intenção) de a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim proibir a realização de práticas selváticas no Concelho.

 

Bem, não é proibido enviar pedidos. O que é proibido é realizar touradas.

 

O que é que os da prótoiro ainda não entenderam?

 

Diz a notícia que a vontade da prótoiro (como se a vontade da prótoiro pudesse sobrepor-se a uma decisão autárquica) poderá colidir com uma decisão tomada pela Assembleia Municipal da Póvoa de Varzim, em Julho de 2018, onde foi aprovada, por maioria, uma proposta do executivo camarário local para a “interdição da realização, na área do município, de corridas de touros e outros espectáculos que envolvam violência animal”.

 

 

O que é que os da prótoiro ainda não entenderam?

 

No passado mês de Março, quando os trogloditas andaram por aí a anunciar, para o corrente ano, a realização desta prática selvática no Concelho anti-tourada da Póvoa de Varzim, o presidente da autarquia, Aires Pereira, considerou que isto só podia ser uma “provocação”, algo que também não é proibido, apenas as touradas são proibidas neste Conselho.

 

Na altura, Aires Pereira salientou que «toda a gente sabe a posição que a Câmara e a Assembleia Municipal tomaram sobre o assunto. Caso surja um pedido de licenciamento de uma corrida de touros no concelho, a decisão não pode ser outra senão rejeitar».

 

O que é que os da prótoiro ainda não entenderam?

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2019/05/27/protoiro-anuncia-pedido-de-tourada-na-povoa-de-varzim-apesar-de-proibicao-pela-camara/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:23

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Sábado, 18 de Maio de 2019

BROCHURAS FOMENTANDO SELVAJARIA TAUROMÁQUICA FORAM ENTREGUES A ALUNOS DENTRO DE SALAS DE AULAS NA ESCOLA SECUNDÁRIA SÁ DA BANDEIRA, EM SANTARÉM

 

Às autoridades do meu País.

À directora da Escola Secundária Sá da Bandeira, Adélia Esteves.

ASSUNTO:

Distribuição de brochuras que incentivam crianças à crueldade e à violência contra bovinos.

 

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Segundo o testemunho da mãe de um aluno, esta brochura, em papel brilhante e de elevada qualidade gráfica, com 12 páginas, foi entregue na escola do seu filho, em horário escolar, DENTRO de uma sala de aula. Como se isso já não fosse bastante para ser repudiado, a brochura foi distribuída especificamente a todos os alunos “anti-tourada”.

 

Inacreditável!

 

O que é que um encarregado de educação (seja ele anti-tourada ou não) deve fazer perante tamanha violação dos deveres de um professor, além de pedir satisfações à direcção da escola?... Deve apresentar uma queixa a todas as autoridades que estejam envolvidas com a Educação, incluindo o Ministério da Educação.

 

Os argumentos e toda a dialéctica do conteúdo da brochura é de bradar aos céus, diz a mãe do aluno, e ao dizerem que a corrida de touros é ética e moralmente boa configura um crime de lesa-infância, sabendo-se como se sabe, que as touradas não passam de uma actividade onde a violência e a crueldade se sublimam.

 

Tive conhecimento de que foram entregues a alunos da escola que esta senhora dirige, e em horário escolar, dentro da sala de aula (que devia ser um lugar venerável) brochuras a promover a selvajaria tauromáquica, actividade que, lá por ser legal, é eticamente reprovável e rejeitada em todo o mundo civilizado, face aos avanços científicos e civilizacionais já alcançados; é uma actividade geradora de grande fractura na sociedade, uma actividade inadequada aos tempos que correm (a Idade Média já ficou lá muito para trás), daí que venha expressar o meu mais veemente repúdio, pela irresponsabilidade de quem permitiu que tal acto antipedagógico e incivilizacional pudesse ter acontecido.



Uma vez que a referida brochura está repleta de falsidades e contra-informação, levando os inocentes alunos ao engano, tal nunca devia ter sido pensado, muito menos entregue aos alunos, que deviam ir para uma escola APRENDER a ser cidadãos válidos, e não a ser cidadãos inúteis e torturadores de seres vivos.

 

É necessário tornar pública a posição da senhora directora desta escola, se aprovou e deu autorização para a distribuição destas brochuras anti-civilização, anti-cultura, anti-educação, anti-social, porque o que aqui se passou é GRAVÍSSIMO.

 

É importante, pois, informar esses alunos, que foram vítimas de uma grande fraude e que estiveram expostos a grandes falsidades como a de que as touradas servem para preservação do Touro e do bem-estar animal.

 

Uma escola SÉRIA não transmite aos alunos nem falsidades, nem os incentiva à violência e crueldade contra animais tão inofensivos, indefesos e inocentes, como as crianças a quem foram dirigidas tais brochuras, que configuram um crime de lesa-infância.

 

Já é tempo de as autoridades deste nosso país terceiro-mundista porem fim a estes descalabros, e tratarem as crianças respeitosamente e com a VERDADE.

 

Espero que as actuais autoridades portuguesas façam alguma coisa útil, ao menos, uma vez na vida, e tomem as necessárias providências, para que tais actos vis não voltem a acontecer, e que a senhora directora desta escola seja chamada a prestar contas por este atentado contra a integridade moral dos alunos.

 

Com a minha mais veemente repulsa,

Isabel A. Ferreira

 

Origem da imagem:

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publicado por Isabel A. Ferreira às 16:58

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Quarta-feira, 15 de Maio de 2019

VITÓRIA PAN LISBOA – CÂMARA MUNICIPAL DESOBRIGA CASA PIA DE REALIZAR TOURADAS NO CAMPO PEQUENO

 

Cai um importante muro que sustentava a tauromaquia em Portugal.

 

De acordo com o comunicado do PAN Lisboa, este reclama finalmente a sua primeira conquista no âmbito das actividades tauromáquicas no Campo Pequeno: o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Fernando Medina, anuiu ao pedido do PAN e enviou uma carta à Casa Pia (mais abaixo) desobrigando-a da realização de corridas de touros na Praça do Campo Pequeno!

 

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O Grupo Municipal do PAN (e todos nós com ele) congratula-se com a tomada de posição da Câmara Municipal de Lisboa relativamente ao uso da Praça do Campo Pequeno. Foi hoje dada a conhecer a carta enviada pelo Presidente Fernando Medina na qual se dirige à Presidente da Casa Pia de Lisboa «para deixar claro que a Casa Pia de Lisboa tem a mais ampla liberdade na decisão quanto à actividade a realizar no recinto em causa (…), sendo certo que a realização de espectáculos tauromáquicos nunca será para o Município de Lisboa condição de manutenção da concessão». Mais acrescenta esta comunicação que «os princípios e valores de alta benemerência social que justificaram ao longo do tempo a atribuição de tais direitos pelo Município são os mesmos que hoje exigem que se mantenham, ainda que no exercício dos seus direitos e das suas competências, a Casa Pia de Lisboa decida, por si ou por quem contratar, não vir a realizar naquele local espectáculos tauromáquicos».

 

Este desafio foi lançado pelo Grupo Municipal do PAN ao Presidente Fernando Medina há dois meses durante o debate “O Futuro do Campo Pequeno” que decorreu na Assembleia Municipal de Lisboa, uma iniciativa desta força política. Neste debate, marcado por alguma controvérsia, o PAN alertou mais uma vez para os contornos pouco claros que envolvem a gestão do terreno e do edifício do Campo Pequeno, bem como para as questões relacionadas com o sofrimento animal, apelando a que se esclarecesse a não obrigação da realização de corridas de touros naquele espaço. Após o debate, o PAN interpelou novamente a CML para desobrigar a Casa Pia de Lisboa à realização daquele tipo de espectáculos.

 

A deputada municipal do PAN, Inês de Sousa Real, salientou que «com esta grande conquista, acreditamos que a Casa Pia possa agora prosseguir com a sua actividade reconvertendo este espaço e ali realizar outros eventos e espectáculos que não envolvam actividades que promovam o sofrimento animal. A Casa Pia é uma instituição benemérita que tem por missão proteger os direitos de crianças e jovens, direitos que não estão a ser protegidos com a realização de touradas naquele espaço e esta actividade em nada vai ao encontro dos valores que devem marcar esta instituição”.

 

Recorde-se que, em Julho do ano passado, o PAN Lisboa tinha já apresentado uma Recomendação que foi reprovada pela Assembleia Municipal e que pedia precisamente que a CML, à luz dos imperativos éticos do nosso tempo, esclarecesse a Casa Pia, I.P. e a sociedade no geral que não há qualquer imposição para que ali decorram obrigatoriamente touradas, devendo as mesmas ser abolidas dos usos afectos àquele espaço.

 

O terreno do Campo Pequeno foi cedido pela CML à Casa Pia para a realização de espectáculos tauromáquicos, com a condição de o terreno voltar para a posse da CML caso a finalidade do terreno fosse outra ou caso o terreno fosse cedido pela Casa Pia a outra entidade, o que já aconteceu por duas vezes: a Casa Pia cedeu os direitos do terreno à empresa Tauromáquica Lisbonense, e mais tarde à Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno (SRUCP, S.A.), sociedade entretanto já dissolvida e com uma dívida que ascende aos 90 milhões de euros, mas que estranhamente continua a exercer actividade e a organizar corridas de touros.

 

Tudo isto demonstra um claro incumprimento das condições de cedência impostas pela CML aquando da constituição do direito de superfície, aspecto para o qual o PAN Lisboa tem vindo a alertar a Assembleia Municipal e a Câmara Municipal.

 

O PAN tem vindo igualmente a alertar para a necessidade de dar cumprimento à recomendação da ONU a Portugal no sentido de afastar as crianças e jovens da violência da tauromaquia.

 

Inês de sousa Leal, acrescenta ainda que «esta é uma grande vitória da sociedade lisboeta e dos movimentos de protecção animal, que há muito reclamam pelo fim das corridas de touros em pleno coração da nossa cidade. Estamos um passo mais perto desse objectivo e não podemos deixar de felicitar a Câmara Municipal pelo seu posicionamento” .

 

Carta de Fernando Medina à Dra. Cristina Fangueiro, presidente da Casa Pia de Lisboa:

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 14:57

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Terça-feira, 30 de Abril de 2019

PARA RECORDAR: UMA ENTREVISTA ANTIGA E RETRÓGRADA DE PAULO RANGEL, CANDIDATO DO PSD ÀS “EUROPEIAS”

 

É preciso saber em quem não se deve votar, por recusar a evolução de Portugal.

Só um animal inferior se sente superior aos outros animais.

Superior em quê? Nas iniquidades que comete?

 

«Caso o passar do tempo tenha apagado de algumas memórias a famosa entrevista do Paulo Rangel ao Jornal Sol no dia 25 de Outubro de 2008, quando era Líder Parlamentar do PSD, aqui vão algumas das afirmações deste Euro Candidato onde ele se revela no seu melhor…» (Rui Silva)

 

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"Não faz sentido haver um Dia dos Animais."

 

"Os animais merecem protecção, mas não são titulares de direitos."

 

"Não são eles que têm esse direito de ser bem tratados e protegidos. Nós é que temos essa obrigação."

 

"Para mim essa é uma concepção errada (a de que os animais devem ter direitos). Acho que só as pessoas devem ser titulares de direitos."

 

"Os animais sofrem, mas não sofrem como nós."

 

"A caça ou as touradas, enquanto tradições com determinadas características e determinados limites, são toleráveis. Fazem parte da Cultura."

 

"Muitas tradições não acabaram e estas (caça e touradas) são daquelas que para mim não devem acabar."

 

"Faço uma separação ontológica entre as pessoas e os animais."

 

"Num contexto cultural devidamente integrado, certas tradições (como a caça e as touradas) – ainda que possam chocar algumas pessoas – são admissíveis. É a minha posição."

 

"Não sou contra a exibição de touradas na RTP."

 

"Desde que devidamente contextualizado, a transmissão de touradas pela RTP (ainda que expondo crianças às imagens de violência), não vejo nisso qualquer problema."

 

"A menos que esteja em causa a extinção de espécies, não acho mal a utilização de peles para confecção de vestuário."

 

"A dignidade humana é um valor superior ao da dignidade dos animais. O Homem é ontologicamente diferente dos restantes animais."

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1265841763562820&set=a.254396101374063&type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:32

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Segunda-feira, 29 de Abril de 2019

«A TAUROMAQUIA É A ACÇÃO DE UM PSICOPATA ACTIVO PARA DELEITE DE PSICOPATAS PASSIVOS»

 

No dia 25 de Abril, a Assembleia da República celebrou, hipocritamente, o derrubamento da ditadura fascista, que sempre teve nas touradas o seu circo maior.

 

No dia 26 de Abril, a mesma Assembleia celebrou a iniquidade tauromáquica (introduzida em Portugal pelos monarcas filipinos espanhóis) ao aprovar o voto de pesar pela morte do torturador de Touros, Ricardo Chibanga, como se torturar Touros e Cavalos, nas arenas portuguesas, fosse uma actividade humana e louvável.

Com políticos destes, dificilmente Portugal avançará para a Civilização.

 

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A proposta de tal voto de pesar, por alguém que fez aos outros o que não gostaria que lhe fizessem a ele (ainda que esses outros fossem não-humanos, animais como ele) só podia ter partido do partido troglodita CDS-PP e, por incrível que pareça, o Bloco de Esquerda e o Partido Ecologista «Os Verdes» (que se dizem anti-tourada), abstiveram-se, bem como o deputado não inscrito Paulo Trigo Pereira. PS, PSD e PSP, votaram a favor, e o único voto contra foi o do PAN.

 

Homenagear torturadores de Touros na Assembleia da República (ou será Assembleia da Monarquia, dos Marialvas, dos Trogloditas?) é uma Vergonha Nacional, e os Partidos políticos que para isto contribuem também são uma Vergonha Nacional.

 

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A Assembleia da República, reunida em plenário, apresenta sentidas condolências à família, mulher, filha e neto e aos amigos e admiradores de Ricardo Chibanga”, refere o voto dos democratas-cristãos.

 

Fonte Vergonha Nacional:

https://www.facebook.com/VergonhaNacional/photos/a.1218268481549138/2782900828419221/?type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

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Sexta-feira, 12 de Abril de 2019

OVIEDO (ESPANHA) PROPÕE EXTINÇÃO DE TOURADAS…

 

… e a associação internacional de tauromaquia ameaça com tribunais… como se leis idiotas pudessem ter validade “ad aeternum”…

«As pessoas não querem, a cidade não quer, a câmara não quer, quem é esta gente para impor touradas? De todas as vezes que os tribunais espanhóis foram chamados a pronunciarem-se ficou claro que o povo é quem mais ordena. NÃO ÀS TOURADAS!» (CAPT)
in https://www.facebook.com/groups/CampanhaAntitouradasPortugal/permalink/2276297532409013/

 

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A associação internacional de tauromaquia apresentou uma comunicação formal à cidade de Oviedo, discordando do projecto de reforma da praça de touros Buenavista que visa abolir a tauromaquia.

 

Diz-nos a notícia que «de acordo com as informações públicas emitidas pela sessão e as investigações feitas por entidades amadoras do Principado das Astúrias envolvidas, a Praça de Touros de Oviedo poderia ser usada para diferentes actividades artísticas, desportivas e culturais, excluindo e proibindo a celebração de mostra tauromáquica, para a qual foi construído

 

E a esta atitude chama-se evolução.

 

E vêm os outros e dizem:

«A este respeito, o alcaide foi avisado como presidente da corporação, que as três leis que estão em vigor na Espanha, não só previnem este suposto saque cultural, mas forçam por mandato expresso aos Poderes Públicos Centrais, Autónomos e Municipais, como é o caso, para a conservação e enriquecimento da tauromaquia.»

 

A esta atitude chama-se atraso civilizacional.

 

Portanto, a Praça de Touros Buenavista de Oviedo, pode e deve ser objecto de uma reforma que exclui o uso habitual para o qual foi construído, ou seja, a realização de uma prática bárbara, desadequada aos tempos modernos que, em parte alguma, a não ser nas atrasadas localidades onde ainda se pratica esta barbárie, é considerada património cultural imaterial, mas a tauromaquia não passa de património imaterial da estupidez, nos tempos que correm.

 

A associação internacional de tauromaquia acha que lá por existirem leis idiotas que legitimam esta prática medievalesca, ela (a prática hedionda da tauromaquia), está protegida e não é censurável. Como se enganam!

 

É da racionalidade rejeitar leis que vão contra a Ética e insultam a Humanidade.

 

Torturar animais não faz parte das actividades éticas humanas. São um insulto ao Bom Senso e ao Senso Comum, logo, têm de ser extintas.

 

E queira ou não queira, goste, ou não goste a tal associação internacional de tauromaquia, esta prática será extinta. E já faltou mais tempo.

Fonte da notícia:


https://infocul.pt/cultura/oviedo-propoe-extincao-de-touradas-associacao-internacional-de-tauromaquia-ameaca-com-tribunais/?unapproved=18675&moderation-hash=d568e329e124d59b108ae338380ae778#comment-18675

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:32

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Sexta-feira, 5 de Abril de 2019

OS TOUROS E CAVALOS SOFREM ANTES, DURANTE E DEPOIS DOS “ESPECTÁCULOS” TAUROMÁQUICOS

 

Porque estamos em plena época da aberração tauromáquica, aqui vos deixo mais um excelente contributo do Dr. Vasco Reis, único Médico Veterinário português que dá a cara pela causa da Abolição das Touradas.

 

Este texto é baseado na Ciência Médico-Veterinária, na Etologia (disciplina da Zoologia que estuda o comportamento animal) e na experiência profissional e desportiva do autor, escrito por ocasião do II FÓRUM DA CULTURA TAURINA NOS AÇORES, e que trago à liça por considerá-lo crucial para o esclarecimento daqueles que ainda têm dúvidas quanto o que é esta “coisa” a que chamam de “tauro (touro) maquia (lucro, dinheiro)”, e que não passa, literalmente, de lucro à custa da tortura de Touros.

 

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Um triste “espectáculo” de baixo nível cultural e artístico, onde Touros e Cavalos sofrem para gozo de um escasso número de sádicos também de baixo nível intelectual e moral. Valeu a pena? Vieram mais ricos espiritualmente? Encheram a alma com imagens de  rara beleza…?

 

A VERDADEIRA REALIDADE DA TAUROMAQUIA

***

Por VASCO REIS - Médico Veterinário

 

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O activista Dr. Vasco Reis, na sua luta pela extinção de uma prática que não dignifica a Humanidade.

 

«Está anunciado o II Fórum da Cultura Taurina com especialistas de 9 países que se reúnem durante 3 dias na Ilha Terceira, a campeã da “afición” no Arquipélago.

 

Os efeitos do fórum serão evidentes, visto que a tauromaquia é uma modalidade que assenta em primeira linha na exploração violenta e cruel do touro, sempre, e do cavalo nos programas em que ele é utilizado como veículo do actor tauromáquico e obrigado a tornar-se “cúmplice” da lide, sofrendo ansiedade e esgotamento e arriscando ferimento e morte.

 

O fórum está a ser considerado como um momento de reflexão, de prestígio para os Açores, de promoção da atractibilidade da Região e como reforço do turismo.

 

Considero que, quanto à influência sobre o turismo, as vertentes serão duas e opostas:

 

Poderá atrair aficionados, gente que sob a designação de arte, aprecia a violência e as fases impressionantes do massacre do touro e as arrancadas e as fintas do cavalo dominado pelo cavaleiro. Poderá também atrair gente tornada curiosa pela publicidade enganosa da organização.

Por outro lado, irá afastar turistas conscientes e compassivos, que vão preferir outros destinos, onde tal espectáculo de massacre não seja permitido.

 

Quanto à influência sobre o prestígio dos Açores, só pode ser muito negativa, porque publicita o facto de que a Região Autónoma, parte de Portugal (que também é atingido), pertence ao retrógrado grupo dos únicos 9 países do Planeta, onde touros e cavalos são massacrados legalmente.



Falta referir-me ao momento de reflexão, que bem necessário é e para o qual eu pretendo contribuir com muito empenho, argumentando resumidamente com o que a Ciência Médico-Veterinária, a Etologia e a minha experiência profissional e desportiva me ensinaram.

 

A ciência, fundamentada na investigação anatómica, fisiológica e neurológica dos animais usados na tauromaquia, confirma o que o senso comum revela: touros e cavalos sofrem antes, durante e depois dos espectáculos tauromáquicos.

 

O touro é o elemento sempre massacrado da tauromaquia, desde intensa e prolongada ansiedade a partir do momento em que é retirado do campo, seguindo-se repetidos e dolorosos ferimentos, esgotamento anímico e físico e quase sempre a morte em longa agonia.

 

O cavalo, dominado e violentado pelo cavaleiro tauromáquico é o elemento obrigado a arriscar tudo e a sofrer perante o touro, desde ansiedade, ferimento físico até a morte.

 

Animais são seres dotados de sistema nervoso mais ou menos desenvolvido, que lhes permitem sentir e tomar consciência do que se passa em seu redor e do que é perigoso e agressivo e doloroso. Este facto leva-os a utilizar mecanismos de defesa e de fuga para poderem sobreviver. Sem essas capacidades não poderiam subsistir.

 

Portanto, medo e dor são essenciais e condição de sobrevivência.



É testemunho da maior ignorância ou intenção de ludíbrio, o afirmar-se que algum animal em qualquer situação possa não sentir medo e dor, se for ameaçado ou ferido.

 

A ciência revela que anatomia, fisiologia e neurologia do touro, do cavalo e do homem são extremamente semelhantes. Os ADN são quase coincidentes.



As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto e o ferimento.



O especismo é uma atitude que, arrogantemente, coloca o Homem numa posição de superioridade, que lhe permite dispor sobre os animais, como quiser.



A compaixão selectiva visa tratar bem certas espécies (em geral cães e gatos) e menos bem, outras, quase consideradas como objectos.

 

Os animais não humanos são considerados menos inteligentes do que os seres humanos. Podem estar mais ou menos próximos e mais ou menos familiarizados connosco, mas eles são tanto ou mais sensíveis do que nós ao medo, ao susto e à dor.

 

É, portanto, nosso dever ético não lhes causar sofrimento desnecessário.



"A compaixão universal é o fundamento da ética" - um pensamento superior do filósofo alemão Arthur Schopenhauer.

 

A tauromaquia está eivada de especismo sobre o touro e sobre o cavalo.



O homem faz espectáculo e demonstração da sua "superioridade" provocando, fintando, ferindo com panóplia de ferros que cortam, cravam, atravessam, couro, músculos, tendões, órgãos vitais, esgotam, por vezes acabam por matar o touro, em suma lhe provocam enorme e prolongado sofrimento para gáudio de uma assistência que se diverte com o sofrimento, a agonia e a morte de um animal.

 

Isto é comparável aos espectáculos de circo romano, há muito considerado espectáculo bárbaro, onde escravos e cristãos eram obrigados a lutar e a matarem-se uns aos outros ou eram atirados aos leões para serem devorados.

 

O cavalo é dominado com ferros castigando as gengivas bucais e a língua e esporas mais ou menos agressivas, até cortantes, no ventre.

 

Esta montada é posta em risco de mais ferimento e de morte, pelo cavaleiro tauromáquico, que o utiliza como veículo para combater e vencer o touro.

 

O sofrimento do cavalo soma-se aqui ao do touro.

 

Na tauromaquia, touro e cavalo são excluídos de qualquer compaixão, antes pelo contrário, estão completamente submetidos à violência e ao sofrimento.



E o espectáculo é ainda legal em Portugal e mais oito países, publicitado e mostrado na comunicação social, aclamado, fonte de negócio, de prosa e de poesia. Que tristeza.

 

Tauromaquia é a “arte” de dominar e massacrar touros e cavalos e organizar com isso espectáculos para recreação de aficionados ou de simples curiosos.

 

Mas nesta “arte” não são somente touros e cavalos que sofrem.

 

São muitas as pessoas conscientes e compassivas, que por esta prática de violência e de crueldade se sentem extremamente preocupadas e indignadas e sofrem solidariamente e a consideram anti educativa, fonte de enorme vergonha e atentatória da reputação internacional de Portugal, obstáculo dissuasor do turismo de pessoas conscientes, que se negam a visitar um país onde tais práticas, que consideram "bárbaras", acontecem! Porque fazem sofrer os animais os chamados “artistas”? Dar-lhes-á isso algum gozo?

 

Será isso admirável, corajoso, heróico?

 

Com certeza que existem boas e inócuas alternativas para os aficionados, para os trabalhadores tauromáquicos, para os "artistas", para os campos e para os touros e cavalos.

 

Os campos podem ser utilizados de outro modo.

A raça pode ser mantida sem a cruel tauromaquia.

Os trabalhadores, campinos e ganadeiros podem continuar o seu trabalho.

Os forcados, cujo papel só surge depois do touro ter sido massacrado e esgotado previamente, podem dedicar-se a actividades ou desportos leais e entre iguais, onde valentia, luta corpo a corpo são fulcrais, como o boxe, a luta livre e outros e que exigem espírito de equipa, como o rugby por exemplo, considerado desporto de cavalheiros.

 

Aconselho, pela sua mensagem, alguns vídeos extremamente informativos, muito influentes no processo que teve lugar no Parlamento da Catalunha de que resultou a votação que levou à proibição de corridas de touros naquela região autónoma espanhola, facto que está tendo enorme repercussão mundial.

 

Fundamentado no acima exposto, anseio pela proibição das corridas de touros em Portugal e no mundo. Não quero nem posso admitir que qualquer região ou nação seja vergonhosamente conhecida no seu trato aos animais como sendo uma região ou nação bárbara, retrógrada e cruel.



Na certeza de que V. Exas. tomarão em consideração esta minha mensagem assino-me

 

Vasco Manuel Martins Reis, médico veterinário desde 1967,

Actualmente aposentado em Aljezur.

 

Permitam-me o seguinte curto extracto do meu currículo, o qual ilustra alguma da minha experiência prática que dita muitas das minhas opiniões:

Trabalhei 7 anos na Suíça, 10 anos na Alemanha, 3 anos nos Açores (na Praia da Vitória, Ilha Terceira, onde existe afición e onde tive de intervir obrigatoriamente no acompanhamento dos touros nas touradas na minha qualidade de médico veterinário municipal) e 21 anos em Portugal Continental.

Trabalhei sempre, entre outras espécies, com bovinos e cavalos.

Fui cavaleiro de concurso hípico completo e detentor de dois cavalos polivalentes.

Conheço bem os cavalos, a sua personalidade e as suas aptidões.

Fui entusiástico jogador de rugby durante três anos.

 

Vasco Reis»

 

Nota: escusado será dizer que  este saber do Dr. Vasco Reis, entrou por um ouvido e saiu pelo outro, dos que têm o poder de acabar com esta prática bárbara. E isto acontece porque em cérebros mirrados se não entra nem um grão de poeira, como poderá entrar a Sabedoria?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:16

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Segunda-feira, 25 de Março de 2019

PAPA FRANCISCO OFENDE DEUS E OS CATÓLICOS E DESONRA SÃO FRANCISCO DE ASSIS AO ABENÇOAR UM TORTURADOR E MATADOR DE TOUROS

 

No passado dia 20 de Março, depois da Audiência Geral no Vaticano, o Papa Francisco abençoou o torturador e matador de Touros espanhol Juan José Padilla e a sua família.

Padilla encarregou-se de contar ao Papa sobre a sua “profissão”. E o que fez o Papa? Sorriu e apertou-lhe a mão, bem apertada. E o que deveria ter feito o Papa? Deveria tê-lo levado para um sítio reservado, e dizer-lhe que os Touros também são criaturas de Deus, e torturá-los e matá-los por divertimento não faz parte das práticas católicas, apostólicas, romanas e é condenável aos olhos de Deus.

Eu fiquei perplexa, porque este gesto não combina nada com o que ele disse na sua carta encíclica. E das duas uma: ou o Papa desconhece o que faz um matador, ou é hipócrita. Não nos esqueçamos que até Jesus Cristo correu à chicotada os vendilhões do Templo, porque há coisas que não podem ser toleradas.

 

Padillka 1.jpg

 

Diante de Juan José Padilla, torturador e matador de Touros, o Papa Francisco deveria ter condenado a prática selvática da tauromaquia, que tortura e mata cruelmente os Touros, em nome de nada que seja de Deus. O Papa Francisco deveria ter dado a bênção a esta criatura do mal, que também é criatura de Deus, mas na qual não germinou a semente de Deus, mediante a promessa de nunca mais voltar a torturar e a matar Touros como divertimento.

Padilla 2.jpg

 

Diz a notícia que, neste encontro, o Papa abençoou uma foto da família e uma medalha, e o torturador e matador de Touros agradeceu a Deus a protecção na sua vida profissional. E o Papa Francisco não lhe disse que torturar e matar touros para divertimento não é uma profissão, mas uma prática do diabo, e que Deus não gosta que torturem e matem as suas criaturas mais indefesas, ou seja, os animais não-humanos, que estão à mercê da crueldade da criatura desumana.

 

PETIÇÃO AO PAPA FRANCISCO PARA QUE HONRE O NOME DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS E CONDENE A TAUROMAQUIA

 

À conta deste insulto aos católicos, aos cristãos e a São Francisco de Assis, e ao próprio Deus, já corre por aí esta petição, que aconselho, a todos os que abominam os maus-tratos aos animais, a assinarem:

 https://secure.avaaz.org/es/community_petitions/Papa_Francisco_Papa_Francisco_honre_a_San_Francisco_de_Asis_Condene_las_Corridas_de_Toros/details?fbclid=IwAR1E836HYHfWVPQDuZbDkZysZ8djFSIgneGHTA-4VBdqQdlcp1exols-pl4O

 

O texto da petição diz o seguinte:

 

Em 20 de Março de 2019, depois da sua audiência geral, o Papa Francisco teve a atenção especial de abordar o toureiro Juan José Padilla para o cumprimentar, o qual lhe contou sobre a sua profissão. Apesar disso, o Papa Francisco não se pronunciou sobre o facto de que a profissão de Padilla é torturar animais até à morte e pôr a sua vida em risco por dinheiro.

 

A sensibilidade da sociedade em relação à violência contra os animais está a aumentar, depois de a ciência ter demonstrado que os animais sentem dor e sofrimento. As touradas são violentas, porque nelas todos os tipos de agressões são exercidas sobre um animal inocente até o matar, afogado no seu próprio sangue, cravando-lhe uma espada (estoque) no tórax. De toda a violência contra os animais, aquela que é exercida como meio de entretenimento, cercada de risos e aplausos, é a mais deplorável.

 

São Francisco de Assis, de quem o actual Papa tomou o nome, ficaria horrorizado com a crueldade gratuita das touradas.

 

Por outro lado, o Papa São Pio V emitiu em Novembro de 1567 uma Bula chamada De Salute Gregis Dominici que proibia as touradas sob pena de excomunhão. Embora tenha havido modificações subsequentes, a Bula permanece válida e ainda está vigente e aplicável aos crentes católicos.

 

Por meio desta petição exigimos que o Papa Francisco honre o nome que adoptou e a memória de São Francisco de Assis, assim como a mencionada Bula, com a condenação incondicional das touradas e de qualquer outra prática em que animais sejam maltratados, torturados e executados.

 

***

O mais estranho é que o Papa Francisco, que adoptou o nome de São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais, disse-se contra os maus-tratos animais, na sua carta encíclica - Carta Encíclica Laudato Si´ (um dos documentos mais importantes das Igreja), e fez um apelo extraordinário a cada um de nós, católicos e não católicos.

 

Neste documento o Papa começa por dizer que «a indiferença ou a crueldade com as outras criaturas deste mundo sempre acabam de alguma forma por repercutir-se no tratamento que reservamos aos outros seres humanos. O coração é um só, e a própria miséria que leva a maltratar um animal não tarda a manifestar-se na relação com as outras pessoas».

 

(…) «É contrário à dignidade humana fazer sofrer inutilmente os animais e dispor indiscriminadamente das suas vidas».

 

E termina a apelar a «todos os cristãos a explicitar esta dimensão da sua conversão, permitindo que a força e a luz da graça recebida se estendam também à relação com as outras criaturas e com o mundo que os rodeia».

 

É, pois, de estranhar esta atitude do Papa Francisco ao abençoar um torturador e matador de Touros, sem lhe ter chamado a atenção para a crueldade daquilo que ele faz na vida.

 

Juan Padilla saiu do Vaticano crente, crente que o que faz é abençoado por DEUS.

 

O que ele não sabe é que o Papa não é Deus, e se representa Deus na Terra, ao abençoar um torturador das suas Criaturas mais indefesas, cometeu um grave erro, e ofendeu os católicos e o próprio Deus.

 

E eu, que no dia do Conclave, poucos minutos antes de sair o fumo branco, vaticinei o nome que o próximo Papa haveria de tomar (disse alto para os que comigo seguiam o Conclave: gostava que o próximo Papa se chamasse Francisco, como São Francisco de Assis, porque ainda não há um Papa Francisco), e quando, naquela noite, ouvi o nome do novo Papa, fiquei paralisada e ao mesmo tempo feliz. EU, que até tinha uma certa admiração por este Papa, pela coragem que tem tido de “desenterrar mortos”, fiquei estupefacta e decepcionada com esta sua estranha atitude, nada católica. 

 

Não digo que não abençoasse o Padilla, afinal é um pobre pecador, que há-de prestar contas de toda a crueldade que já praticou na vida. Mas essa bênção deveria vir acompanhada do arrependimento dele, e da sua promessa de que nunca mais torturaria e mataria uma criatura de Deus.

 

E isso não aconteceu.

 

Isabel A. Ferreira

 

Link para a Carta Encíclica Laudate Si’

 http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:55

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Segunda-feira, 18 de Março de 2019

OS TROGLODITAS ANDAM A ANUNCIAR A REALIZAÇÃO DE UMA TOURADA NA PÓVOA DE VARZIM, EM JUNHO, ALGO QUE O PRESIDENTE DA CÂMARA CONSIDERA UMA PROVOCAÇÃO

 

Poderá ser uma provocação ou não.

 

Em 2018, a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, com ratificação da Assembleia Municipal, decidiu proibir a realização de touradas e outras práticas medievalescas que envolvam violência animal na área do município.

 

No entanto, existem ainda, evidências de que as touradas têm um trajecto. Vejamos:

 

Quem vai da Avenida Mouzinho de Albuquerque e entra na Avenida dos Banhos há uma placa a indicar que a Praça de Touros da cidade fica numa determinada direcção.

 

TOUROS PÓVOA.png

 

Seguindo essa indicação, e lá chegados, deparamos com aquilo a que chamam “MonumentalPraça de Touros da Póvoa de Varzim, que, se na verdade, irá ser reconvertida num pavilhão multiusos, estando previsto que o projecto possa arrancar ainda este ano, conforme o prometido por Aires Pereira, presidente do município, a designação “monumental praça de touros”, já devia ter desaparecido, e ser substituída por uma faixa a indicar que brevemente ali nascerá um pavilhão multiusos, para que não haja mais dúvidas.

 

TOUROS.png

 

Deste modo, quem está acostumado a ver touradas na Póvoa de Varzim, com estas indicações, acha que elas não acabaram, e podem ainda ser realizadas, ali, onde ainda se diz que é o tal monumental antro de tortura de Touros. Basta estalar os dedos!

 

Por isso, a protóiro, como é de seu hábito, garante que irá avançar com todos os meios legais contra a autarquia, contra o autarca e contra todos os que se associaram a este ataque vil à liberdade dos “espectáculos culturais no concelho”.

 

É que os da protóiro, coitados, vivem na ilusão de que a selvajaria tauromáquica é um “espectáculo cultural”, e que dizer NÃO à selvajaria por ela protagonizada é um “vil ataque”. Pobres mentes!

 

Já estamos habituados a ouvir isto.

 

Porém, esta será a grande prova de fogo do autarca poveiro.

 

Não ouvimos o primeiro-ministro, António Costa, dizer que a realização destas práticas medievalescas passariam a estar sob a alçada das autarquias?

 

Poie é. A autarquia poveira disse NÃO a estas práticas boçais, por lhe parecer ser a atitude mais adequada para o tempo em que vivemos.

 

E quem manda na Póvoa de Varzim? É a protóiro ou é a Câmara Municipal?

 

A autarquia não recebeu ainda nenhum pedido de licenciamento para a prática desta selvajaria, mas se surgir, aqui fica a promessa de Aires Pereira: «A decisão não pode ser outra senão rejeitar».

 

Quanto à protóiro, que diz que avançará com todos os meios legais contra a autarquia, contra o autarca e contra todos os que se associaram a este ataque vil à liberdade de realizarem tortura de Touros, num conselho que se declarou livre dessa barbárie, tenho a dizer que avance com esses meios, também contra mim, que me associo a esta defesa da liberdade dos Touros de terem uma vida tranquila como é de seu direito, porque a “liberdade” da protróiro, de os atacar vilmente, para se divertirem boçalmente, acaba quando começa a liberdade dos Touros à sua vida tranquila nos campos.

 

É que liberdade não rima com tortura, nem com ignorância, nem com estupidez, algo em que a prática da tauromaquia está assente.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:15

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Terça-feira, 12 de Março de 2019

A PEDIDO DO PAN, A ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA DEBATE, HOJE, O FIM DAS TOURADAS NO “campo pequeno”…

 

… porque é necessário esclarecer as posições da Câmara Municipal de Lisboa (dona do terreno), da Casa Pia (dona do edifício) e do BCP (dono da entidade que explora a praça - a Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno).

VER EM DIRECTO:

 

campo pequeno.jpg

 

A Assembleia Municipal de Lisboa terá de olhar para o futuro do “campo pequeno”, num debate promovido pelo PAN, que invoca o fim das touradas na capital portuguesa.


Inês de Sousa Real, deputada municipal do PAN, referiu que, nesta fase, o partido quer ouvir os diferentes grupos municipais, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa sobre o futuro deste edifício, que é a nódoa negra da cidade de Lisboa.


A deputada do PAN salienta que «tendo em conta que a praça pertence à Casa Pia, através de um direito de cedência de superfície, feito pela Câmara Municipal sob a condição de não o transmitirem a terceiros e de ali realizarem corridas de touros e outras actividades, entendemos que estas duas entidades, sendo públicas e com missões muito específicas, devem promover esforços no sentido de reconverter a actividade que ali é prosseguida, e obviamente, através de iniciativas que não promovam o sofrimento animal».

Inês de Sousa Real realça ainda o facto de «a Casa Pia ter por missão proteger crianças e jovens e não realizar touradas, uma vez que não faz sentido, à luz da ética actual, ter a chancela destas duas entidades [Câmara e Casa Pia] na actividade que ali é prosseguida».

 

A deputada lembra ainda que o edifício, por pertencer a uma entidade pública, está isento do pagamento do imposto municipal sobre imóveis (IMI) no valor de nove milhões de euros ano, cujo beneficiário é a entidade que explora a praça, a Sociedade de Renovação Urbana do Campo Pequeno. Esta isenção, de acordo com a deputada, é vista pelo grupo municipal do PAN como uma "injustiça face a outros operadores económicos que trabalham quer na cidade, quer noutros municípios". Importando também debater o facto de a sociedade que explora a praça estar em processo de liquidação, após insolvência. A entidade, detida pelo BCP, deve vários milhões de euros — e cerca de 400 mil euros ao Estado.

 

Salienta ainda a deputada do PAN que «há neste processo questões opacas que têm de ser esclarecidas, questões como a prossecução da exploração do espaço através de uma entidade que está em processo de dissolução e liquidação, ou o facto de o banco, sendo o titular das quotas da sociedade, não promover a realização de outro tipo de actividades que não passe pelo sofrimento animal (…) Não estamos a dizer que queremos que a praça volte à Câmara Municipal, queremos que estas entidades promovam outros espectáculos que não corridas de touros".

 

Diz ainda a deputada municipal do PAN que «tendo uma dívida de 90 milhões de euros, certamente seria muito mais lucrativo prosseguir outras actividades do que as corridas de touros, que é uma actividade em declínio, com a qual os lisboetas não concordam» e cita uma sondagem da Universidade Católica que mostra que 89% dos lisboetas nunca assistiu a uma tourada no Campo Pequeno desde que a praça foi reinaugurada em 2006.

 

O mesmo estudo, de Maio de 2018, revela que 75% dos lisboetas é contra a utilização de dinheiros públicos para financiar ou apoiar touradas — e apenas 2% estão contra o uso do espaço para outros eventos que não touradas.


A esperança do PAN é a de que «os valores humanistas se sobreponham aos valores económicos e ao interesse da actividade tauromáquica, e que Fernando Medina acompanhe o repto do PAN, no sentido de se comprometer a que Lisboa venha a tornar-se numa cidade livre de touradas

 

Inês de Sousa Real afirma ainda que: «Temos noção da esfera de influência que Lisboa tem sobre o restante país. Acreditamos que nalgumas regiões do país em que possa estar mais enraizada a “cultura” tauromáquica possa ser um processo mais difícil, mais lento, mais moroso; mas não nos podemos esquecer de que por algum lado temos de começar a dar este exemplo. Viana do Castelo já se assumiu livre de touradas, Póvoa de Varzim também», o que a leva a acreditar no peso que o fim da tourada na capital pode ter na mesma luta no resto do território.


"Não faz qualquer sentido que Lisboa, que é uma cidade que se tem declarado amiga dos animais, que deu passos importantes, como ao criar a figura do provedor dos animais, que não existiam em mais lado nenhum do país; proibindo o abate de animais de companhia já em 2013, quando ainda não era uma obrigação ao nível de todo o país — acreditamos que também Lisboa tem de dar este passo em relação a outras actividades", realçou a deputada do PAN, lembrando ainda a proibição de circos com animais em espaços públicos.


«Queremos que efectivamente acabem as touradas em pleno coração de Lisboa», conclui Inês de Sousa Real.

 

Fonte de onde foi retirada a notícia:
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/lisboa-assembleia-municipal-discute-o-fim-das-touradas-na-cidade-com-a-reconversao-do-campo-pequeno


***
Todos nós esperamos que efectivamente as touradas acabem não só em pleno coração de Lisboa, como em Portugal, para que este deixe de constar no rol dos países que ainda vive com um pé fincado na Idade Média.


Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:05

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