«Álvaro Covões organizador de festivais de música como o Nos Alive é um dos compradores da espelunca que dá pelo nome de Campo Pequeno e será ele que vai gerir a praça de touros e o centro comercial.»
in Blogue Prótouro, pelos touros em liberdade

«Se alguém pensa que este é o homem que pode acabar com as touradas no bordel está completamente enganado, uma vez, que em 2013 numa entrevista dada à Visão o mesmo afirmou e citamos:
“Gosto de tourada, mas não sou aficionado. Não gosto de touros de morte, mas o toureio a cavalo e a pega acho um espectáculo. Se mandasse, investia nas imagens das pegas de caras para divulgar Portugal no mundo. Mostra bem o que é o povo português, a nossa coragem. Ainda não tive tempo para isso, mas até gostava de trabalhar com touradas. Do ponto de vista turístico, é um produto fantástico. Temos de valorizar as nossas tradições, e se pudermos ganhar dinheiro com isso…”.
«Álvaro Covões a tauromaquia não é produto fantástico para turistas, bem pelo contrário, a tauromaquia afasta turistas quer estrangeiros, quer nacionais. Será que este tipo sabe que muitos dos espectáculos musicais que têm lugar no Campo Pequeno e que são organizados por ele são boicotados por uma grande maioria exactamente porque os portugueses sabem que ao gastarem dinheiro na praça de touros este é injectado na tortura animal.
Se depois desta compra ele continuar a ter na programação do espaço touradas vai acabar por perder dinheiro, e provavelmente a dobrar, porque as pessoas acabarão também por boicotar todos os outros festivais por ele organizados noutros locais.»
Prótouro
Pelos touros em liberdade
Mais um esclarecedor texto do Dr. Vasco Reis (Médico-Veterinário)
«Exemplo de apoio infame é a permissiva admissão de crianças e jovens em touradas, com a intenção de sedução tauromáquica, aproveitando a sua diminuta capacidade crítica.» (*)

«A praça de touros de Albufeira é a arena que maior número de corridas organiza no país, o que acontece semanalmente durante a longa temporada»
«Este espectáculo visa, essencialmente, a venda de bilhetes e a presença de turistas, que continuamente aqui se renovam.
Para os atrair servem-se de publicidade enganosa apregoada por carro de som em vários concelhos do Algarve e publicitada em cartazes no espaço público e em anúncios na comunicação social e por informação em quiosques, hotéis, postos de turismo, empresas de turismo e não só, numa larga rede de lobby tauromáquico.
Exemplo de apoio infame é a permissiva admissão de crianças e jovens em touradas, com a intenção de sedução tauromáquica, aproveitando a sua diminuta capacidade crítica. Realmente, a tourada é um show de violência exercida sobre touros e cavalos, seres sencientes dotados de sistema nervoso semelhante ao humano, o que provoca a estes animais enorme sofrimento psicológico e físico e o abate do touro. Trata-se, vergonhosamente, de uma montra de tortura animal. autorizada, exercida e apregoada como tradição de Portugal, no entanto, essa pertença só foi votada positivamente pelas Assembleias Municipais de 40 entre os 308 concelhos do país. A tourada não é tradição no Algarve!
Há 7 anos foi criada a CAAT - CIDADE DE ALBUFEIRA ANTI TOURADA - e desde então, sob a sua bandeira activistas abolicionistas vêm lutando pelo fim das touradas neste concelho, de maneira absolutamente voluntária e suportando todos os custos. Os activistas são movidos por razões de ciência, compaixão, ética, civilização.
Manifestações têm sido organizadas, sempre autorizadas e pacíficas, foram até há pouco acompanhadas por agentes da autoridade. Deixou este acompanhamento de suceder ultimamente. É invocada como razão a falta de pessoal, o que é lastimável, até pelo risco que essa ausência acarreta para os manifestantes, que ficam vulneráveis à possível violência de aficionados como já sucedeu. Houve manifestações com forte presença (já contámos com cerca de 80 demonstrantes). Têm vindo a diminuir. Temos tido a solidariedade forte, até presencial, de abolicionistas do Norte e do centro do país, nossos irmãos na nobre luta. E muitos apoios nos chegam através da Internet. É claro que a maneira insubstituível de chegar aos turistas e de os informar e impressionar é com a presença de pessoas e com a apresentação de mensagens elucidativas nos protestos.
As nossas acções vão para além das manifestações. Lançámos: uma petição; 2 Outdoors; cartas a hotéis, empresas de turismo e não só, denunciando, informando, apelando, sugerindo alternativas viáveis e lucrativas; artigos na comunicação social nacional e internacional em vários idiomas, cartas a entidades oficiais e políticas, etc.. Pretendemos assim apoiar a evolução de mentalidades. Estamos convictos de que a presença solidária de cidadãos em protestos contribui para esse progresso. Infelizmente, a persistência de manifestantes não é muito forte, por dificuldades várias. Mas mantemos um núcleo forte, decidido e coeso, apesar de tudo! Certamente, que nós, activistas obrigados a denunciar maus comportamentos e infracções, merecemos todo o apoio e protecção nesta nobre causa pelos animais e pela sociedade e é a isso que apelamos!!!
Outubro 2019
Fonte:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2507863529304012&set=a.349975685092818&type=3&theater&ifg=1
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(*) Governo quer subir a idade mínima, para se assistir a touradas, dos 12 para os 16 anos.
Esta medida só pretende atirar areia para os olhos dos cerca de 90% dos portugueses que abominam estas práticas, e pedem a ABOLIÇÃO desta selvajaria.
De acordo com a Convenção sobre os Direitos da Criança, adoptada pela Assembleia Geral da ONU, em 20 de Novembro de 1989, é considerado como criança todo o indivíduo com menos de 18 anos de idade.
Criança é, pois, todo o ser humano dos zero aos 18 anos.
A racionalidade recomenda a ABOLIÇÃO desta prática medievalesca, e não o aumento da idade para assistir à tortura de animais sencientes, onde a crueldade, a violência e uma desalmada carnificina prevalece.
Este governo de António Costa pretende enganar quem?
Evoluam. Já vão no segundo mandato. É tempo de evoluir, e não de andar a marcar passo, e fazerem-que-fazem.
Isabel A. Ferreira
Recebi este comentário no Blogue, cujo conteúdo não será muito diferente de muitos outros que costumo receber, à excepção da linguagem utilizada. Depois de ser bombardeada por uma enxurrada de ordinarices, ler este comentário do António, na sua ingenuidade de aficionado (que acha que não é) pareceu-me estar no paraíso.
Destaco-o aqui, por esse motivo, mas também para poder levar mais longe o que tenho para dizer ao António Estrela.

Eis o belo e poderoso “animal selvagem” que, se não fossem as touradas, o António Estrela nunca teria oportunidade de ver… assim...
ANTONIO ESTRELA comentou o post A CRUELDADE ESCONDIDA DA TAUROMAQUIA às 22:49, 25/09/2017 :
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Eu não gosto de touradas, mas sou grato a quem as vê. Pois sem elas não teria podido ver um belo animal, como o touro. Um animal selvagem poderoso. Que desde sempre foi venerado em lutas iguais. pelo homem. Só haveria chocas, ou simplesmente hambúrgueres . Vale a pena lutar por uns centímetros a mais nas gaiolas das galinhas ou pela melhoria dos transportes de gado. Mas o que me choca realmente, é o conceito de biodiversidade dos limousines, dos charoleses, dos BBB ou dos bois da raça zebuína com cupim enorme. |
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António Estrela,
Vamos lá esmiuçar o seu comentário. Começa por dizer esta coisa espantosa:
«Eu não gosto de touradas, mas sou grato a quem as vê».
Isto significa tão-só que o senhor GOSTA de touradas, mas não sabe, e é cúmplice dos sádicos e psicopatas, mas também não sabe.
«Pois sem elas não teria podido ver um belo animal, como o touro. Um animal selvagem poderoso».
Pois digo-lhe que se NÃO HOUVESSE touradas, o senhor PODERIA VER o belo animal, que é um Touro, nos prados, a pastar tranquilamente, como é da sua natureza. E JAMAIS, em tempo algum, veria um ANIMAL SELVAGEM chamado Touro, porque os Touros não são animais selvagens. São herbívoros, de natureza mansa e extremamente pacífica. Mas para saber isto é preciso estudar BIOLOGIA. Portanto, sugiro-lhe que nunca se meta a falar do que não sabe.
«Que desde sempre (o touro) foi venerado em lutas iguais, pelo homem».
Desde sempre o Touro foi venerado como um deus, por exemplo, no antigo Egipto. O Touro, na cultura micénica, foi venerado, NÃO para lutas, mas para acrobacias, sem sangue, sem sofrimento, sem tortura. JAMAIS o homem o venerou em LUTAS IGUAIS. À medida que a humanidade foi avançando, em vez de se avançar também no respeito a ter pelos magníficos animais que são os Touros, regrediu-se irracionalmente, e o animal homem-predador começou a utilizá-los, a explorá-los para LUTAS ABSOLUTAMENTE DESIGUAIS, onde os Touros vão para as arenas completamente desfeitos, quase cegos, já bastamente mortificados, e os homens-predadores, armados de bandarilhas e espadas, mais não fazem do que demonstrarem a sua DESCOMUNAL COBARDIA diante de um animal MAGNÍFICO, sim, mas completamente arrasado, indefeso, inocente, inofensivo e confinado a auma arena sem saída.
«Só haveria chocas, ou simplesmente hambúrgueres».
Só haveria chocas, ou simplesmente hambúrgueres nas alucinações de quem apenas consegue ver carne de cadáveres para se alimentar, quando na Natureza existe tudo o que é necessário à alimentação do homem, sem necessidade de recorrer à morte dos animais que connosco partilham o Planeta, não para que o homem os coma ou os explore para tortura ou trabalhos forçados, mas porque foram criados para servirem unicamente a Natureza.
Isto de chocas e hambúrgueres está desactualizadíssimo. Tente actualizar-se, António Estrela. Até porque chocas sem Touros não existiriam. E vice-versa.
Por fim, o senhor diz isto:
«Vale a pena lutar por uns centímetros a mais nas gaiolas das galinhas ou pela melhoria dos transportes de gado. Mas o que me choca realmente, é o conceito de biodiversidade dos limousines, dos charoleses, dos BBB ou dos bois da raça zebuína com cupim enorme».
Não se trata de lutar por uns centímetros a mais nas gaiolas das galinhas ou pela melhoria dos transportes de animais.
Trata-se de retirar as galinhas das gaiolas, e de acabar com o transporte de gado vivo. O conceito de que os animais nasceram para servir o homem está ultrapassadíssimo. Deu-se um passo gigantesco a este respeito. Mas há os que ficaram para trás e ainda estão no século XXI antes de Cristo.
Quanto ao que o choca realmente não me surpreende. Gosta de touradas, e de ver os magníficos Touros estraçalhados nas arenas, mas o mais chocante, para si é a diversidade das raças bovinas.
A mim também me ofende bastante a manipulação genética.
Porém, a tortura de magníficos bovinos, mansos, indefesos e inofensivos, para divertir um punhado de sádicos e satisfazer os maus instintos de psicopatas; o martírio de seres vivos, que só investem se forem atacados pela besta humana, esmaga-me a alma.
Por conseguinte, da próxima vez que queira comentar sobre esta matéria, senhor António Estrela, venha munido de Saber. Dê uma vista de olhos, por este Blogue. Estão aqui todas as informações necessárias, provas científicas, depoimentos de cientistas, desmistificações, enfim, tudo o que é preciso saber para sair do obscurantismo em que a tauromaquia tem mergulhado os seus aficionados.
É que já estou farta de estar sempre a repetir a mesma coisa.
Isabel A. Ferreira
Sinto vergonha dos antiquados (des)governantes que continuarão no Poder (os mesmos) a desgovernar o nosso desventurado País.
Isto é simplesmente revoltante!
Em Portugal, uns são filhos, outros, enteados. Tão preocupados e preocupadas andam com a “igualdade de género” (que leva a este tipo de linguagem imbecil), mas não estão nada preocupados e preocupadas (com igualdade) com a sanidade mental de todas as crianças portuguesas, que, por má sorte e má ventura, nasceram e são obrigadas (à força) a viver a violência, a crueldade, a lorpice da selvajaria tauromáquica. (IAF)
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«Aconteceu poucos dias antes do Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas ter advertido Portugal a proibir as touradas a menores de 18 anos.
Não devia ter acontecido, porque as autoridades portuguesas deviam ter garantido o cumprimento da lei e a protecção destas crianças. A situação já foi denunciada e a plataforma Basta de Touradas exige que sejam encontrados os responsáveis por mais esta situação.
Se tiverem conhecimento do envolvimento de crianças, com idade inferior a 16 anos em touradas, largadas ou outros eventos susceptíveis de colocar em risco a segurança e/ou saúde de crianças e jovens, contactem a nossa plataforma.
Basta de violência.» (Plataforma Basta)

Realmente vivemos num país sem rei, nem roque.
Fonte:
https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069/2723809830983139/?type=3&theater
O desespero dos aficionados é tal que nem ler sentenças judiciais sabem, e há órgãos de (des) informação que fazem o jogo deles, e caem no ridículo.
Repondo a verdade dos factos:
Aqui está um texto do Blogue Prótouro que explica por que é que
PROIBIR TOURADAS NÃO É INCONSTITUCIONAL.

Praça onde se torturava Touros, na Póvoa de Varzim
«NÃO, PROIBIR TOURADAS NÃO É INCONSTITUCIONAL»
«Foi hoje conhecida a sentença do TAF Porto relativamente à acção judicial movida pela “prótoiro”, Clube Taurino Povoense e Associação Aplaudir contra a Câmara Municipal da Póvoa do Varzim por esta não ter permitido a realização de uma tourada na praça de touros da localidade.
A “prótoiro” veio de imediato com as aldrabices do costume e citamos:
“A partir de hoje fica claro que nenhum município em Portugal pode proibir touradas, porque isso viola os direitos e liberdades fundamentais de todos os cidadãos portugueses. O direito a organizar, participar e aceder a touradas é um direito fundamental, garantido pela nossa Constituição.”
Ora vamos por partes o que a sentença diz é que a Varzim Lazer, E.M. e o Município da Póvoa de Varzim não podem proibir a realização de espectáculos tauromáquicos. Daí a referência a inconstitucionalidade orgânica ou seja o que tribunal quer dizer com isto é que considera que o órgão municipal não tem competência para proibir touradas porque essa competência é do governo.
Esse é o motivo pelo qual é referida a frase inconstitucionalidade orgânica se bem que a sentença esteja errada por considerar que a competência é do governo quando deveria referir que é da Assembleia da República.
Mas a sentença também afirma que a autarquia não é obrigada a ceder o espaço para a realização da tourada. Além disso também diz que a proibição da autarquia deve seguir em frente, não por causa do posicionamento da câmara em relação às touradas, mas porque o espaço onde ela podia decorrer não tem condições de segurança para receber este espectáculo.
Portanto a “prótoiro” gastou dinheiro num processo onde levou que contar porque o que queria ou seja realizar a tourada na praça de touros foi-lhe negado pelo acórdão.
Quanto a afirmarem que é inconstitucional proibir touradas essa é uma distorção propositada da “prótoiro” que sabe que muitas pessoas se limitam somente a ler títulos e não os artigos. Logo quando dizem que proibir touradas é inconstitucional a única finalidade é porem a ideia na cabeça das pessoas para que depois estas propaguem a falsidade.
Prótouro
Pelos touros em liberdade»
Fonte:
https://protouro.wordpress.com/2019/09/10/nao-proibir-touradas-nao-e-inconstitucional/
Valeu (vale) a pena LUTAR.
Esta é uma CAUSA já ganha.
«Olhando para este gráfico percebemos que as touradas estão a acabar em Portugal. Não vale a pena tentar iludir a opinião pública, ou confundir as pessoas com mentiras. As touradas estão em queda acentuada nos últimos 10 anos e vão acabar por desaparecer, pelo seu carácter violento e de grande crueldade com os animais.
Avancemos para um país onde o sofrimento e o sangue de animais inocentes não é um espectáculo, mas sim uma barbaridade.» (Plataforma BASTA»

Fonte:
https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069/2571542259543231/?type=3&theater&ifg=1
(Nota: corrigiu-se a grafia acordista da fonte do Gráfico, porque a grafia do Acordo Ortográfico de 1990 é ilegal em Portugal, e este Blogue não pactua com ilegalidades).
Fonte:
Prótouro – Pelos Touros em Liberdade
https://protouro.wordpress.com/2019/07/04/chamusca-mais-dinheiro-desbaratado-em-touradas/
Paulo Queimado presidente da Câmara Municipal da Chamusca gastou quase 70 mil euros na organização de duas touradas na Semana da Ascensão deste ano. Não esqueçamos que esta não é a primeira vez que o faz.
A primeira tourada que teve lugar no dia 31 de Maio estava assim, ou seja, às moscas.

Afirma o jornal “O Mirante” e citamos:
“O Capataz da Chamusca desta vez armou-se em toureiro e como prémio de consolação pela má gestão do dinheiro da autarquia vai ter as receitas de bilheteira. Daqui a uns tempos o Cavaleiro Andante vai tentar saber como foi o deve e haver do negócio para que os disparates não fiquem no esquecimento, pelo menos os relacionados com as touradas na Chamusca.”
E assim de uma penada se desbaratam 70.000 euros do erário público e como de costume neste país de autarcas corruptos nada acontece!
Prótouro
Pelos touros em liberdade
A imbecilidade das touradas não escapou à crítica humorística deste grande cartoonista argentino, que marcou toda uma geração, falecido no passado dia 29 de Junho, com 86 anos.
Aqui fica a minha homenagem.

Origem da imagem:
As estatísticas de público nas touradas fornecidas pela Inspecção-geral das Actividades Culturais (IGAC) não são fiáveis

Comparação entre os dados do INE (Institudo Nacional de Estatística) e da IGAC ( Inspecção-geral das Actividades Culturais) em 2010
Origem da imagem:
http://basta.pt/estatisticas-publico-nas-touradas-nao-sao-crediveis/
O PAN acaba de apresentar uma iniciativa legislativa que pretende que o tratamento de dados estatísticos referentes à actividade tauromáquica volte a ser atribuído ao Instituto Nacional de Estatística.
À Inspecção-geral das Actividades Culturais (IGAC) cabe, actualmente, entre outras funções, a elaboração de um Relatório Anual da Actividade Tauromáquica. Um dos elementos constantes deste Relatório diz respeito ao número de espectadores presentes nos espectáculos realizados. No entanto, os dados relativos ao público que assiste a touradas são contabilizados através de uma estimativa por observação, ou seja, pelo “palpite” dos Delegados Técnicos Tauromáquicos, que em cada espectáculo tauromáquico indicam sem contabilização alguma o número de espectadores presentes na praça de touros. Tal como assume a IGAC nos Relatórios Anuais da Actividade Tauromáquica: “o número de espectadores é apurado por estimativa de ocupação através da verificação efectuada pelos Delegados Técnicos Tauromáquicos e com base na lotação definida pela IGAC”.
Fica demonstrado que as estimativas realizadas pela IGAC apresentam resultados muitíssimos empolados face à realidade.
Até 2010 a estatística do número de espectadores que assistia aos Espectáculos Tauromáquicos era feita por duas entidades, o Instituto Nacional de Estatística (INE) e a IGAC, que utilizavam métodos diferentes de contabilização e registo. O INE fazia a contabilização através do número de bilhetes vendidos e oferecidos, o que aliás continua a fazer para os museus, para os espectáculos ao vivo e para o cinema ou para o teatro. A partir de 2011 a IGAC passou a ser a única entidade a realizar as estatísticas da actividade tauromáquica em Portugal, não tendo por base o número de bilhetes vendidos e oferecidos, mas mera estimativa, método de uma total aleatoriedade e susceptível a erros vários.
A comparação entre os dados do INE e da IGAC entre 2000 e 2010 (em anexo) revela a falta de rigor e de credibilidade com que estes dados têm sido apresentados aos portugueses. Verifica-se uma diferença abissal entre o número de espectadores identificados pelo INE, com base nos bilhetes vendidos e oferecidos, e pela IGAC, demonstrando duas realidades completamente diferentes. As estimativas “a olho” efectuadas pela IGAC revelam sempre números de espectadores duas a quatro vezes superiores relativamente aos contabilizados pelo INE, através da bilhética. Fica demonstrado que as estimativas realizadas pela IGAC apresentam resultados muitíssimos empolados face à realidade.
A título de exemplo, no ano de 2005, o INE registou 120.864 bilhetes vendidos e oferecidos, já as estimativas da IGAC indicaram que 503.542 espectadores tinham assistido aos espectáculos, uma gritante diferença de público extrapolado de 417%. Não deixa também de ser assinalável que, por exemplo, no ano de 2008, a relação entre bilhetes oferecidos e vendidos é de 70%, informação que se deixou de obter devido ao fato de a IGAC não a apurar.
A Plataforma Basta alerta ainda de que, além da falta de rigor na obtenção dos números é necessário considerar que os Delegados Técnicos Tauromáquicos são habitualmente pessoas fortemente ligadas ao meio tauromáquico, podendo não estar aptos por falta de isenção a esta função, uma vez que existe uma preocupação assumida no meio em esconder o crescente desinteresse dos portugueses pelas touradas.
Esta análise permite concluir que a contabilização feita pela IGAC não produz resultados fidedignos, uma vez que é feita “a olho”, não se compreendendo qual o motivo para o INE ter deixado de realizar as estatísticas da tauromaquia, como o fazia até 2010, tendo sido esta a única actividade cujos dados deixaram de constar das suas publicações. Para além disso, existe uma clara diferença de tratamento entre a actividade tauromáquica e as restantes no que diz respeito a esta matéria, parecendo que se quer ocultar informação relativa ao crescente desinteresse dos portugueses por este espectáculo.
Fonte do texto:
(Aviso: este texto foi corrigido para a grafia portuguesa em vigor (a de 1945), via corrector automático, visto a aplicação do AO90 ser ilegal, em Portugal, e este Blogue não pactuar com ilegalidades).
QUEM PROTEGE ESTAS CRIANÇAS DOS ADULTOS PREDADORES?
O que faz o Estado Português para as proteger?
Continuamos na cauda da Europa na defesa das nossas crianças.
Texto Via PAN Açores

"O desespero da actividade tauromáquica nos Açores, mais propriamente na ilha Terceira.
Estás a perder espectadores e queres doutrinar a população desde tenra idade para não extinguir o espectáculo?
Basta então dar o nome de "A tradicional Tourada Infantil!
Sanjoaninas 2019", encher com crianças de um ATL e dizer que é totalmente Inclusivo.
Relembramos que em 2014, o Comité dos Direitos das Crianças da Organização das Nações Unidas recomendou ao Estado Português que adoptasse algumas medidas, legislativas e administrativas com vista a limitar e a proibir a participação de crianças em touradas e a limitar e a proibir a visualização, por parte destas, desses espectáculos.
O PAN, por sua vez, fez uma proposta que visava o afastamento dos menores de idade dos espectáculos tauromáquicos em Portugal. Foi chumbado pelo PCP / PSD / CDS/ PS.
Continuamos na cauda da Europa na defesa das nossas crianças."
ACM Terceira
Fonte: