Domingo, 24 de Outubro de 2021

A crueldade das touradas

 

As imagens dizem tudo  

 

Crueldade, cobardia, estupidez, violência, aberração, psicopatia, sadismo, tudo isto classifica o que se vê neste vídeo. A tourada é uma actividade sanguinária praticada em várias cidades de qpenas oito países terceiro-mundistas, em que Portugal se inclui.

 

Centenas de milhares de Touros morrem todos os anos, em Portugal, na Espanha e França (que pertencem à Europa civilizada, não sabemos como…); e na Venezuela, Colômbia, Peru, Equador e México.

 

Há quem pretenda que isto seja “arte”, “cultura”, “património cultural imaterial”, «bem de interesse cultural" e se perpetue indefinidamente… Mas quem assim pretende, é portador de uma mente DEFORMADA.

 

Mas o ano de 2013 é o ano limite…

 

Vamos ver se entre os governantes dos referidos países tauricidas há Homens Inteiros…  

 

***

 

Arsénio Pires, deixou um comentário ao post A creldade das touradas às 14:42, 2013-01-22.

Comentário:

 

Imagens da realidade tauricida difíceis de contemplar! Imagens de horror que só mentecaptos, psicopatas e sádicos poderão classificar de "cultura"! Quem pode ficar insensível perante tal atrocidade? Quem poderá contemplar tal VERGONHA HUMANA sem se conter e gritar: - ABAIXO com as touradas! Acabemos com esta "coisa" que rebaixa o Homem ao mais ínfimo grau de todos os seres vivos! Nenhum animal IRRACIONAL é capaz de tal atitude de divertimento com o sofrimento e morte de seres vivos e sensíveis! E o Homem é que é RACIONAL? Onde está a RAZÃO? Estamos no séc. 21 e 2013 é o ano do fim desta VERGONHA MUNDIAL! ABAIXO com as touradas! TAURICIDAS, mudem de rumo e deixem de viver à custa do sangue de seres indefesos!

 

***

 

É absolutamente inconcebível que tais imagens ainda façam parte da vida dos dias de hoje, Arsénio.

 

É inacreditável que governantes permitam tal demência nos seus países, com a cumplicidade de uma Igreja Católica que abençoa os tauricidas.

 

É imoral. É cruel. É violento. É macabro!

 

Morra atourada!! Morra a psicopatia e sadismo taurinos!  

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:29

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Quarta-feira, 1 de Setembro de 2021

Cristina Rodrigues, deputada não-inscrita, propõe fim das touradas e reconversão das praças de Touros

 

Eis algo que pode fazer sair Portugal do rol dos países terceiro-mundistas. A saber: Portugal, Espanha, França, México, Colômbia, Peru, Venezuela, Equador e Costa Rica".

 

Cristina Rodrigues apresentou, ontem, na Assembleia da República, um projecto de lei, no qual propõe a abolição das touradas e a criação de apoios para reconverter as praças de Touros em espaços culturais, através da aprovação em Orçamento do Estado de uma verba específica para esse efeito.

 

Cristina Rodrigues.jpg

A deputada não-inscrita Cristina Rodrigues

Foto: MÁRIO CRUZ/LUSA

 

Cristina Rodrigues justifica a necessidade de levar adiante este projecto «não só pelo crescente desinteresse da sociedade portuguesa na tourada e, por oposição, a evolução que tem ocorrido relativamente à protecção e bem-estar dos animais e ao crescente reconhecimento dos seus direitos, sendo a tourada um evento que já não deve ter lugar nos dias de hoje».  

 

Cristina Rodrigues considera ainda que é «urgente que Portugal dê mais este passo e deixe de integrar o reduzido grupo de países que ainda admitem esta actividade bárbara, considerando que «a tauromaquia é uma actividade que tem vindo a sofrer um grande declínio, existindo cada vez menos pessoas, em Portugal e no mundo, a concordar com a utilização de animais para fins de entretenimento".  

 

Cristina Rodrigues salienta que a tauromaquia, para além da dor física, provoca no Touro um elevado nível de stress e que, apesar de os animais não morrerem na arena [excepto em Barrancos, legalmente, graças ao ex-presidente Jorge Sampaio, e em Monsaraz, ilegalmente, graças ao fechar-de-olhos das autoridades, que apesar de se dizerem competentes, são de uma incompetência inacreditável!] são abatidos dias depois, se coincidir com um feriado ou fim-de-semana, por os matadouros estarem fechados, ficando os animais a sofrer e as morrer lentamente, uma vez que nas praças não há condições para os abater depois das corridas.  Assim é que é.

 

Cristina Rodrigues refere também que a Lei de Protecção aos Animais «consagra no n.º 1 do artigo 1.º, expressamente, a proibição de todas as violências injustificadas contra animais, considerando-se como tais os actos consistentes em, sem necessidade, se infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal».

 

Acrescente-se que esta Lei não considera ANIMAIS os Touros e os Cavalos envolvidos nas touradas. Se considerasse, não haveria touradas, uma vez que estas são tortura pura para os desventurados Touros e Cavalos.

 

Cristina Rodrigues considera que a excepção às touradas, prevista nesta lei, só vem confirmar que o legislador estava bem ciente de que se trata de maltratos injustificados, e citando o estatuto jurídico dos animais, salienta que esta legislação "determina expressamente que os animais são seres vivos dotados de sensibilidade e objecto de protecção jurídica em virtude da sua natureza".

 

Cristina Rodrigues dá ainda como exemplo a aprovação, pelo Parlamento Europeu, de uma emenda para que os fundos da Política Agrária Comum não sejam usados para apoiar a reprodução ou a criação de Touros destinados às actividades tauromáquicas, e lembrou igualmente a proposta de José Manuel Fernandes (PSD) e de Gérard Deprez, que pediam que os fundos não fossem usados para financiar as actividades letais da tauromaquia.

 

Posto isto, esperamos todos que os restantes deputados da Nação, tenham em consideração esta exposição da Deputada não-inscrita, Cristina Rodrigues, e rumem em direcção à EVOLUÇÃO.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:28

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Quinta-feira, 24 de Junho de 2021

O pároco de Fenais da Luz (Ponta Delgada – Açores) maltrata bovinos com ferros em brasa – De párocos destes o inferno deve estar mais do que cheio

 

Figuras públicas a Favor das Touradas ou a Vergonha Nacional adicionou 3 fotos novas ao álbum: Figuras públicas/artistas a FAVOR das TOURADAS

 

[Nas fotos:

 O padre Ricardo Tavares, actual Director Regional da Cultura do Governo Regional, doutorado e autor de um livro chamado "O verme de Deus"; o Padre Duarte Rosa (capelão-reitor do Santuário de S. Gonçalo de Angra, doutorado em música e mestre de cerimónias-protocolo da Sé Catedral de Angra, entre outras "afinidades"   e António Ventura (secretário regional da Agricultura, grande aficionado e defensor das Touradas, como bem mostrou em debates na Assembleia da República)!!!]

 

Padre ferrador.jpg

Ferra 1.jpg

Açores -.jpg

Ferra 2.jpg

Ferra 3.jpg

Origem das fotos:

https://www.facebook.com/VergonhaNacional/photos/pcb.5866586513383955/5866569573385649

 

Em 2017:

 

O pároco de Fenais da Luz, Ricardo Tavares, manifestou o seu desacordo com a realização de uma tourada, junto da Comissão de Festas do Senhor bom Jesus dos Aflitos, por considerar a tourada “uma prática anti-cristã, que já foi várias vezes condenada pelos Papas”.

 

Enquanto eu for pároco, não haverá lugar a violência contra animais, nem touradas nem bezerradas. Porque quando há maus-tratos a animais haverá sempre violência contra pessoas…”

https://basta.pt/padre-acoriano-realizacao-touradas/

 

Afinal era, mas já não é.... depois de ter sido eleito Director Regional da Cultura (Açores):

 

 2020

 

《 Com a sua autorização e por uma questão de justiça publico a mensagem recebida do Sr. Padre Ricardo Tavares:

 

"Boa tarde, S.r ******

Como já lhe referi, a minha opinião é pessoal e não passa disso. A partir do momento que sou nomeado Diretor Regional da Cultura, meto de lado as minhas opiniões e trabalho ao serviço das tradições culturais da Região, qualquer que ela seja.

Pode esperar de mim respeito e apoio efectivo a todas as manifestações da Ilha Terceira, até porque a tauromaquia contribui em boa medida para a economia da Ilha.

Se tem amor e respeito pela verdade, não deve esconder esta minha visão.

Com os melhores cumprimentos,

Ricardo Tavares"》

 

Fotos: Grupo Central Anti-tourada

https://m.facebook.com/Grupo-Central-Anti.../posts/...

 

 ***

(Outro testemunho recebido via-email)

 

Padre que era anti-touradas participa em ferra

 

AGORA

 

O padre anti-touradas a ferrar um bovino * [na imagem acima]

 

O padre Ricardo Tavares, director regional da cultura, é um verdadeiro aficionado da festa brava que é o mesmo que dizer que deve ter algum prazer em observar animais em sofrimento.



E porque deve considerar essa actividade como cultura ( e apenas o é porque faz parte do modo de vida de certas comunidades mas ao mesmo tempo trata-se duma manifestação violenta, já banida em muitos lugares do mundo) marcou presença num evento de marcação de gado (Ferra).


A minha vista deve andar a atraiçoar-me porque me pareceu ter lido numa publicação periódica qualquer, há algum tempo, que o sr. padre se tinha expressado com veemência contra esse tipo de manifestações.

Tenho de ir ao oculista ver o que se passa.

Autor: Mário Roberto

* Título da nossa responsabilidade

21 de Junho de 2021

 

ANTES

 

TOURADAS NAS FESTAS DO SENHOR BOM JESUS DOS AFLITOS - FENAIS DA LUZ


O Pároco tinha-se manifestado, perante a Comissão de Festas do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, então em funções, contra a realização da tourada. Além de não ser uma tradição micaelense, a tourada é uma prática anti-cristã, que já foi várias vezes condenada pelos Papas. Inclusivamente a última encíclica do tão aplaudido Papa Francisco, Laudato Si', condena os maus tratos sobre animais. A tourada é uma prática sádica, na qual as pessoas se divertem à custa do medo e do pânico do toiro, além de ser uma actividade bárbara, anti-civilizacional e dispendiosa, que queima verbas que podiam muito bem ser canalizadas para uma acção social ou até para o restauro da Igreja.


Infelizmente, a Comissão realizou a indesejada tourada, na qual poucas pessoas participaram. Porém, a Comissão foi demitida pela Diocese, por desobediência aos ditames da Igreja, a este e a outros. E acabam-se 7 anos de barbárie contra animais em nome de Deus!


Enquanto eu for pároco, não haverá lugar para violência contra animais, nem touradas nem bezerradas. Porque, enquanto houver maus-tratos contra animais, haverá sempre violência contra pessoas...


O Pároco dos Fenais da Luz

Ricardo Tavares

25.07.2017

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:25

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Sexta-feira, 18 de Junho de 2021

Toureiro de Córdoba arrepende-se depois de ter assassinado mais de 500 Touros

 

Contudo, nunca é tarde para nos arrependermos do mal que fazemos em vida.

 

Alfonso Rafael Jiménez González não quer deixar este mundo com tanto sangue a pesar-lhe a alma…

 

Que o seu exemplar arrependimento sirva, ao menos, para redimir os que continuam a matar Touros por prazer. Chegará um momento na vida, que o peso da alma fará ruir todos os que viveram para fazer SOFRER os Touros, que são animais como nós. 

 

Isabel A. Ferreira

 

Arrependimento.jpg

 

Por Animal Save & Care Portugal

 

QUANDO O DESPERTAR CHEGA TARDE DEMAIS 

Depois de ter dedicado toda a sua vida à tourada e de ter assassinado mais de 500 touros ao longo da sua carreira, Alfonso Rafael Jiménez González, toureiro de Córdoba, arrependeu-se totalmente de tudo que lhes fez e falou do amor e empatia que os animais, supostamente irracionais, são capazes de mostrar. Muito mais do que muitos humanos.



“Agora não consigo suportar ver uma matança, os animais sentem dor e sofrem como nós, os touros olham-nos com ternura. Agora tenho pena deles e não poderia jamais voltar a matar um touro. Custou-me dar os meus últimos golpes quando percebi a bondade do animal. Uma vez, um touro que me atirou ao chão, ao olhar para mim decidiu poupar-me. Eu vi touros chorarem.



Tenho esta cadela há oito anos e ela inspirou-me a olhar para todos os animais com outros olhos.


Costumava ir à caça com frequência, mas agora não consigo sequer matar uma mosca. No outro dia, um grilo manteve-me acordado parte da noite, até que me levantei e o encontrei num vaso de flores. Observei-o e levei-o para fora. Aconteceu algo muito curioso e inesperado no meu relacionamento com todos os animais."

 


(De um artigo no jornal espanhol ABC de 28 de Outubro de 2007)



Quando começamos a ouvir o nosso coração, aprendemos a ver verdadeiramente a realidade como ela é.


Todos os animais merecem usufruir do direito de viverem as suas próprias vidas. 

 

Fonte:

https://www.facebook.com/animalsaveandcareportugal/photos/a.158663654779721/824848441494569/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:27

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Quarta-feira, 2 de Junho de 2021

«A propósito da tauromaquia e da transmissão de touradas em programas de televisão!»

 

«Apoiar as TOURADAS revela um misto de ignorância, ausência de empatia, falta de sentido de ética, falta de sensibilidade, ganância por negócio que se faça, e mesmo desequilíbrio mental com tendência sádica. É também, subserviência a interesses fortes sem escrúpulos, sem conhecimento científico, sem nobreza de carácter.»   (Dr. Vasco Reis)  

 

Um texto magnífico, do Dr. Vasco Reis, que diz do DEVER de as pessoas conscientes e compassivas rejeitarem, liminarmente, a tortura de Touros e Cavalos (vulgo touradas).

 

Dr. Vasco Reis.png

 

Por Vasco Reis (Médico Veterinário)

 

«Os touros e os cavalos são seres sencientes à semelhança das outras espécies animais como, entre elas, a humana. A tourada é uma actividade que se baseia e aplica em exploração, violentação, provocação, exposição a grande risco psicológico e físico e até de morte do cavalo e agressão psicológica, esgotamento e provocação de terríveis ferimentos ao touro, que ficará em sofrimento atroz e em condições deploráveis até ser abatido num dos dias a seguir.

 

Manter isto como actividade, como espectáculo autorizado é uma infâmia, uma calamidade para os animais e para as pessoas conscientes e compassivas e uma enorme nódoa para a reputação de Portugal.

 

Apoiar isto revela um misto de ignorância, ausência de empatia, falta de sentido de ética, falta de sensibilidade, ganância por negócio que se faça e mesmo desequilíbrio mental com tendência sádica. É também, subserviência a interesses fortes sem escrúpulos, sem conhecimento científico, sem nobreza de carácter.

 

Levar crianças a assistir a tal actividade, enquanto se elogia e aplaude esta malvadez, tem o intuito de as habituar e viciar nesta desgraça. Transmitir isto pela rádio ou por televisão é vergonhoso e um contributo para perpetuar a tortura e apoiar o atraso civilizacional, teimando no obscurantismo e na violência doentia exercida sobre animais, nossos companheiros da vida.

 

Por estas e por outras, que se poderiam acrescentar, se houvesse tempo, apelo a que deixem de ser transmitidas touradas na televisão, nomeadamente nas estações que são mantidas com impostos cobrados aos Portugueses e a cidadãos residentes, desejando que o passo seguinte seja a abolição desta praga! Sou médico-veterinário aposentado, que teve longa experiência profissional junto a esta actividade.»

 

Fonte:   https://www.facebook.com/vmmreis

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:14

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Domingo, 8 de Novembro de 2020

A tourada fere brutalmente os Direitos dos Animais, agride a inocência das crianças e insulta a inteligência do Ser Humano

 

 

Repescando um texto que reflecte os malefícios causados pelas touradas, num momento em que o PAN - Pessoas - Animais - Natureza pretende elevar a idade das crianças que assistem à  violência e crueldade da prática tauromáquica.

Mais uma lei, para ficar tudo na mesma?

Não esquecer que estamos em Portugal, um país onde nem as leis, muito menos as recomendações de Organismos como a ONU, NÃO SÃO para cumprir, nem fiscalizar. São apenas para constar.

Daí que só a ABOLIÇÃO desta barbárie é o único caminho.

 

 
 
 

A tourada – que consiste em perseguir, espetar e mutilar um touro indefeso e aterrorizado, diante de uma multidão depravada – fere brutalmente os direitos dos animais.

 

Recentemente, a ONU (Organizações das Nações Unidas) declarou que assistir a este bárbaro espectáculo é também incompatível com os direitos das crianças.

 

O Comité da ONU para os Direitos das Crianças recomendou que as mesmas não devem assistir ou participar de touradas devido à sua extrema violência. O pronunciamento foi feito em relação a Portugal, onde as crianças são obrigadas a frequentar as arenas e, por vezes, envolvem-se em actos de crueldade contra os animais, nas escolas de toureio, para onde vão obrigadas pelos pais.

 

Esta decisão da ONU vai ao encontro do que os especialistas afirmam há muito tempo, e os que praticam, apoiam e aplaudem a tauromaquia rejeitam porque optam pela ignorância.

 

No ano passado, 140 cientistas e académicos escreveram a políticos espanhóis salientando que a promoção do abuso a animais tem um efeito negativo sobre a sociedade como um todo.

 

Para uma criança, assistir à cena de um animal a ser torturado e morto, é uma experiência bastante traumática. Com o tempo, ela pode até ser dessensibilizada, o que a transformará num adulto empedernido, sem a mínima empatia pelos seres vivos, incluindo seres da sua própria espécie.

 

Um estudo recente da Universidade de Tufts descobriu que aprender a cuidar de um animal ajuda os jovens a desenvolverem melhores relacionamentos e a tornarem-se mais confiantes e empáticos.

 

Estas são as qualidades que as sociedades progressistas e modernas devem encorajar aos seus filhos, em vez do gozo pelo derramamento de sangue. Como disse a modelo espanhola Elen Rivas: «Glorificar a matança deliberada de animais não deve ser tolerada numa sociedade civilizada».

 

As touradas são responsáveis pela morte de aproximadamente 40 mil Touros por ano. Um biocídio em grande escala.

 

Todos os que lutam pelos Direitos dos Animais e pela Abolição das Touradas esperam que a influência da ONU ajude a convencer a União Europeia e os governos dos países que ainda permitem as touradas em seu território, a suspenderem o apoio a essa indústria cruel e imoral e abolirem definitivamente esta obscenidade que despreza os Touros e os Cavalos, mas também os Seres Humanos, que são agredidos na sua sensibilidade, pelo ritual primitivo e cruel que é a tauromaquia.

Texto baseado nesta fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=267821873400589&set=a.105563109626467.7657.100005183347345&type=1&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:18

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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2020

Quando prestigiadas marcas vêem o seu nome ligado à selvajaria tauromáquica sem saberem como nem porquê…

 

Aconteceu com a ODISSEIAS. E esta marca não foi a única, nem foi a primeira vez que os tauricidas usaram e abusaram de marcas acreditadas no mercado, para publicitar a selvática prática da tauromaquia.

Sigam-me nesta odisseia (série de acontecimentos anormais) desta marca, que, sem saber, promoveu uma tourada em Santarém.

 

ODISSEIAS.jpg

 

Nos finais de Setembro, a conhecida marca ODISSEIAS apareceu associada à promoção de uma tourada, em Santarém. Nas redes sociais o montador de cavalos Francisco Palha ofereceu uma "Odisseias Box" como forma de divulgar a tal tourada.

 

Aceitando o apelo da Plataforma Basta, enviei uma mensagem à ODISSEIAS, a pedir um esclarecimento:

Foi com profunda indignação que tomei conhecimento que a marca ODISSEIAS aparece associada à promoção de uma tourada em Santarém.

Segundo as notícias publicadas na imprensa tauromáquica, o cavaleiro Francisco Palha está a realizar um passatempo oferecendo uma "Odisseias Box" para duas pessoas, no âmbito da promoção de uma tourada no próximo sábado (26 de Setembro) em Santarém.

Neste sentido gostaria de saber se a ODISSEIAS tem conhecimento da utilização da sua marca para promover esta tourada e se a marca ODISSEIAS apoia ou pretende associar-se à promoção da actividade tauromáquica em Portugal?

Com os melhores cumprimentos,

Isabel A. Ferreira

 

***

E o esclarecimento veio, via e-mail.

Vou reproduzir a troca de mensagens, que então troquei com  a ODISSEIAS, porque considero isto algo inconcebível: um torcionário apoderar-se do nome de uma empresa, sem o conhecimento ou o consentimento dela, para promover uma prática selvática, e ficar impune.

 

Primeiro foi o Tiago que teve a amabilidade de me responder:

 
Tiago Lima (Odisseias Puras SA)

25 de set. de 2020 10:22 GMT+1

Estimada Isabel Ferreira,

Esperamos que esta mensagem a encontre bem.

Agradecemos o seu contacto que mereceu a nossa melhor atenção.

No seguimento do mesmo somos a informar que não tínhamos qualquer conhecimento do exposto pelo que formalizamos por esta via que

não foi feita nenhuma permuta ou oferta da nossa parte para esse ou outro fim no âmbito da referida actividade.

Para questões adicionais não hesite em contactar-nos.

Agradecemos a sua preferência,

Boas Experiências!

Tiago Lima
Experience Assistant

 

***


Minha resposta:

Isabel A. Ferreira <isabel.bonari@gmail.com>

25/09/2020, 10:35

  

para Info

 

Exmo. Sr. Tiago Lima,

 

Agradeço a gentileza da sua resposta. Eu estou bem, obrigada. Espero que o senhor também se encontre bem.

Gostaria que me esclarecesse o seguinte: se a vossa empresa não tinha qualquer conhecimento do que foi exposto, como é que o nome ODISSEIAS está envolvido neste evento, que envergonha a Humanidade, sem o vosso CONSENTIMENTO?

Não configurará isto um crime?

Poderia explicar-me, para que eu possa explicar aos meus leitores (tenho intenção de publicar esta matéria no meu Blogue «Arco de Almedina») o que sucedeu, então, para que a ODISSEIAS fosse usada como isca para promover uma prática bárbara, aberrante, cruel e violenta, que não dignifica o Homem, nem a vossa empresa?

Muito obrigada.

Aguardo resposta.

Com os meus cumprimentos,

Isabel A. Ferreira

 

***


Resposta, desta vez, da  amável e simpática Marta:

Marta Lino (Odisseias Puras SA)

25 de set. de 2020 12:34 GMT+1

Bom dia Isabel,

Eu passo a esclarecer.

É que qualquer pessoa, pode adquirir os nossos vouchers .

Ou seja, se a Isabel desejar, pode passar por um hipermercado, Loja Fnac, Worten, entre outros e adquirir um pack. 

O evento não teve consentimento, não demos autorização.

Todas as atividades promovidas pela nossa empresa são devidamente publicitadas no nosso site assim com nas redes sociais oficiais.

Soubemos de facto do sucedido, quando centenas de emails de clientes e não clientes nos facultaram esta informação. 

Esta situação está reportada e a ser tratada.

Com os meus cumprimentos,

Marta Lino

Experience Assistant
www.odisseias.com

 

***

Mas eu pretendi ir mais longe e respondi:

Isabel A. Ferreira <isabel.bonari@gmail.com>

25/09/2020, 16:53

  

para Info

Exma. Senhora Marta Lino,

Agradeço a gentileza do esclarecimento.
Esperamos que a ODISSEIAS faça um comunicado público a esclarecer isto mesmo, e a descartar-se do evento, obrigando os promotores da tourada a retractarem-se, seria o mínimo a fazer. Porque usar o nome de alguém ou de uma empresa sem consentimento é crime.

Aguardamos esse comunicado público.
Muito obrigada.

Com os meus cumprimentos,

Isabel A. Ferreira

***

 

A Marta respondeu-me:

Marta Lino (Odisseias Puras SA)

25 de set. de 2020 17:06 GMT+1

Muito obrigada Isabel,

Pela sua resposta amabilidade e sugestão que será passada internamente.

Com os nossos maiores cumprimentos e desejo de um excelente fim de semana.

Marta Lino

Experience Assistant
www.odisseias.com

***


Dois e-mails de circunstância depois (agradecimentos e renovações de bom fim-de-semana) a Marta enviou-me este outro e-mail:

Marta Lino (Odisseias Puras SA)

28 de set. de 2020 12:08 GMT+1

Bom dia Isabel,

Espero que se encontre bem,

A informação foi passada à Administração da nossa parte como colaboradores.

Reforço que a Odisseias não está associada à Tauromaquia, e fomos envolvido de forma inadvertida e sem nosso conhecimento, pelo que esta situação está ser tratada internamente com os procedimentos corretos.

Recebemos inúmero emails de vários clientes e não clientes, que infelizmente nem tivemos de forma de responder de forma personalizada porque a caixa de entrada ficou completamente a preenchida, recebemos ainda injurias, nomes sem precedentes, que até podemos entender mas de forma nenhuma tratamos os nossos assim. 

Fomos arrastados para uma situação que está a ter o seu devido encaminhamento.

Boa semana Isabel.

Com os maiores cumprimentos, 

Marta Lino

Experience Assistant
www.odisseias.com


***

Como, entretanto, recebi uma mensagem da ODISSEIAS para saberem do meu grau de satisfação na resposta à minha solicitação, enviei-lhes esta outra mensagem:

 

isabel.bonari@gmail.com

26 de set. de 2020 11:31 GMT+1

Exmos. Senhores,

 

Avaliarei o meu grau de satisfação, quando a ODISSEIAS emitir o comunicado público (que sugeri) a condenar a atitude dos que USARAM o nome da empresa, sem o conhecimento desta, para promover a selvajaria tauromáquica.

Muito obrigada.

Com os meus cumprimentos,

Isabel A. Ferreira

 

A simpática e amável Marta voltou a responder ao meu e-mail:

Marta Lino (Odisseias Puras SA)

25 de set. de 2020 19:18 GMT+1

Grata Isabel.

Sei que já foi retirado do evento a nossa marca Odisseias associada.

Muito obrigada por tudo e por todos os que nos tem facultado informações e sugestões.

Cumprimentos,

Marta Lino

Experience Assistant
www.odisseias.com

 

***
 E eu:

Isabel A. Ferreira <isabel.bonari@gmail.com>

28/09/2020, 12:31 (há 11 dias)

  

para Info

Bom dia, Marta Lino,

Penso que agora tenho informação suficiente para esclarecer os meus leitores.
Agradeço a vossa disponibilidade para tratar deste assunto, que a ser assim, como dizem, é gravíssimo. Ninguém pode USAR a marca de uma empresa sem o consentimento dela. E se este foi o caso, é caso para processo judicial, porque uma empresa que tenha o seu nome associado à tauromaquia, perde prestígio, ainda mais não dando consentimento.

Espero que tenha também uma boa semana.

Com os meus cumprimentos,

Isabel A. Ferreira

 

***

A Marta agradeceu, e aqui acabou esta odisseia.

Fiquei sem saber se houve algum esclarecimento público por parte da ODISSEIAS, ou  se o montador de Cavalos foi punido pelo seu (suposto) acto de uso e abuso da marca.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:59

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Terça-feira, 22 de Setembro de 2020

Carta aberta a D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa

 

Em 23 de Fevereiro de 2012, numa carta aberta a D. Manuel Clemente, na altura, Bispo do Porto, dirigi-lhe um apelo, contando com a clemência (implícita no nome) que todos esperamos de um servidor de Deus, para a Causa da Abolição das Touradas em Portugal.

 

O meu apelo não foi considerado.

 

Hoje, repetindo as mesmas palavras da carta de 2012, até porque passados todos estes anos, nada mudou em Portugal, a este respeito, continuando-se a torturar seres vivos, para diversão de sádicos, com a bênção da Igreja Católica Portuguesa, reitero o mesmo apelo, agora que D. Manuel Clemente é Cardeal-Patriarca de Lisboa.

 

Espero que, desta vez, me ouça e interfira, porque o tempo é outro, e é preciso evoluir, mas, principalmente, é preciso sermos clementes para com todas as criaturas de Deus: as humanas e as não-humanas.

 

Touro.jpeg

 

Exmo. Sr. D. Manuel Clemente,  Cardeal-Patriaca de Lisboa,

 

Já, por várias vezes, nos encontrámos em Arouca, em Braga, no último Congresso de Cister, enfim, e pelo que tive oportunidade de observar, fiquei com a impressão de que o Senhor D. Manuel Clemente é um homem inteligente, sensível e zeloso das suas obrigações Cristãs.

 

Por isso atrevo-me a dirigir-lhe estas linhas, com todo o respeito.

 

É que sendo eu uma defensora dos Direitos dos Animais, Humanos e Não-Humanos, e estando neste momento envolvida na Causa da Abolição das Touradas em Portugal e no Mundo, não compreendo a posição da Igreja Católica Portuguesa a este respeito, sabendo, como sabemos, que «a Tauromaquia é uma modalidade que assenta em primeira linha na exploração violenta e cruel do touro, sempre, e do cavalo nos programas em que ele é utilizado como veículo do actor tauromáquico e obrigado a tornar-se “cúmplice” da lide, sofrendo ansiedade e esgotamento e arriscando ferimento e morte», segundo a opinião do Dr. Vasco Reis, Médico-Veterinário.

 

Sabendo, como sabemos, que «a não-violência é a lei da nossa espécie assim como a violência é a lei dos brutos. O espírito jaz dormente no bruto e ele não conhece nenhuma outra lei a não ser a da força física. A dignidade do ser humano requer obediência a outra lei – à força do Espírito!», de acordo com Mahatma Gandhi.

 

E ainda, sabendo, como sabemos, que «(...) se fazem  reclames entusiastas de espectáculos, como as touradas de praça onde por simples prazer se martirizam animais e onde os jorros de sangue quente, os urros de raiva e de dor e os estertores de agonia só podem servir para perverter cada vez mais aqueles que se deleitam com o aparato dessa luta bruta e violenta, sem qualquer razão que a justifique», como refere Adriano Botelho (ilustre cidadão da Ilha Terceira – Açores).

 

Posto isto, Senhor D. Manuel Clemente, pergunto por que motivo a Igreja Católica é CÚMPLICE desta selvajaria (há muitos padres católicos aficionados), e “abençoa” os torturadores de Touros (vulgo toureiros), antes destes irem para arena massacrar um ser vivo, que tem um ADN semelhante ao humano? Um ser que sofre e sente a dor tal como nós a sentimos?

 

Não serão o Touro e o Cavalo também criaturas de Deus?

 

Jesus Cristo ensinaria ao homem a prática da violência sobre os seres vivos? Foi para isso que viria ao mundo?

 

Escrevo-lhe para solicitar a douta interferência do Senhor D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa, nesta matéria, para que a Igreja Católica Portuguesa tome uma posição pública contra esta barbárie, como é de seu DEVER, até porque se a Igreja interferir, estes massacres acabam por acabar.

 

Não é de um bom cristão torturar seres vivos para se divertir, mas os torturadores de Touros e Cavalos são cristãos e torturam seres vivos para ganharem dinheiro e divertirem os sádicos.

 

Penso que o Senhor D. Manuel Clemente, como homem sábio que é,  estará de acordo comigo.

 

Repare-se na cara patética deste “cristão”, na imagem mais acima,  que além de torturador é cobarde, e no sofrimento atroz estampado na expressão do Touro, caído no chão, exaurido, dorido, esvaziado da sua dignidade de ser vivo.

 

São estes ensinamentos que a Igreja pretende que se transmita às crianças?

 

E a Igreja Católica Portuguesa nada terá a dizer sobre isto?

 

Isto faz parte de um tempo primitivo e obscuro. Estamos no Século XXI, depois de Cristo. É preciso evoluir, Sr. D. Manuel Clemente.

 

É preciso colocar Portugal entre os países evoluídos. E a Igreja Católica, tendo a influência que tem no nosso povinho, ainda tão ignorante, tem o DEVER de esclarecer esse povo, e não ser passiva quanto a esta matéria tão cruel, que só desprestigia o Ser Humano.

 

O senhor D. Manuel Clemente, tal como eu, historiador, saberá que os factos históricos são importantes. A Igreja Católica ficará manchada, para a História, como CÚMPLICE desta barbárie, se não tomar uma posição firme e essencialmente cristã, assim como ficou tristemente enlameada em tantas outras ocasiões, por nada ter feito, como na vergonhosa cumplicidade com as atrocidades cometidas durante a II Guerra Mundial contra os judeus, e nas Santas Cruzadas, e na Santa Inquisição, (apenas para referir os mais conhecidos casos de omissão da Igreja Católica). E é CÚMPLICE quem sabe e nada faz.

 

Espero que esta minha carta possa servir para acordar a “adormecida” Igreja Católica Portuguesa para esta grave lacuna, do seu apostulado. Os púlpitos são lugares apropriados para passar a mensagem da não-violência contra todos os seres humanos e não-humanos. Não é lugar para se falar de política. É lugar para se falar no que Jesus Cristo nos deixou de mais valioso, o preceito áureo: «não faças aos outros (e nesses outros estão incluídos todos os seres não-humanos) o que não gostas que te façam a ti.» Se todos os homens cumprissem esta simples regra, o mundo seria o lugar ideal para se viver, sem leis, sem governantes, sem polícias, sem armas, sem guerras, sem todos esses horrores, que o animal humano, e apenas o animal humano, inventou.

 

Porque é preciso acabar de uma vez por todas com esta macabra, patética, sangrenta e sádica prática chamada TOURADA, onde dois magníficos seres vivos (Touro e Cavalo) são barbaramente torturados por psicopatas.

 

E a Igreja Católica Portuguesa tem o seu quinhão de culpa nisto.

 

Com os meus melhores cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte:
https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/87535.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:49

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Domingo, 13 de Setembro de 2020

Noite negra e tragédia para os Touros torturados e mortos em Reguengos de Monsaraz

 

Uma terreola troglodita e desapiedada, que nada aprendeu com a tragédia da pandemia que por lá se abateu.

 

No passado sábado, em Reguengos de Monsaraz, realizou-se uma tourada onde foram massacrados e mortos ilegalmente vários Touros, e foram assistidos na enfermaria cerca de uma dezena de forcados, um em estado grave, resultante de cerca de 30 tentativas aos seis touros Fernandes de Castro, por parte dos Forcados Amadores de São Manços e Monsaraz.

 

O massacre de Touros teve de ser de ser suspenso durante algum tempo devido ao elevado número de feridos na enfermaria e por o médico de serviço estar empenhado em socorrer um ferido grave. O massacre só prosseguiu depois da chegada da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Évora, que se encarregou de acompanhar o ferido grave, que foi intervencionado e este domingo será enviado para uma unidade hospitalar de Lisboa, deste modo libertando o médico de serviço para acompanhar o resto do massacre.

 

Os restantes forcados foram transportados para o Hospital do Espírito Santo de Évora.

TUDO à custa dos nossos IMPOSTOS, com o aval do governo português. 



E os impostos dos Portugueses não são para serem esbanjados a massacrar Touros, nem para esbanjar com o tratamento de criaturas cruéis, que se expõem ao perigo porque tiram disso o maior GOZO, e não temos de pagar por isso.

 

Daí que lamente muito a pouca sorte dos desventurados Touros. Do resto, não há o que lamentar. Em Monsaraz os maus-tratos que dão aos Touros, dão igualmente aos Velhinhos.  E isto é algo inconcebível. Coisa terceiro-mundista e terrivelmente medievalesca. No seio de um povo compassivo isto jamais aconteceria.

 

Forcados de monsaraz.jpg

 Fonte da notícia: toureio.pt

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:45

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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2020

Dez razões para não ir às touradas

 

 

 

Esta é uma enorme cobardia do animal humano diante do animal não-humano exaurido, no chão, ferido de morte... Quem poderá aplaudir semelhante ignomínia senão sádicos e psicopatas?...  

 

Porque nunca é demais fornecer argumentos para todos usarmos quando queremos chamar a atenção das pessoas, deixo aqui as “10 RAZÕES para não ir a TOURADAS”:

 

1. Porque é desumano usar animais para entretenimento humano, especialmente quando o “espectáculo” é conseguido à custa do seu sofrimento cruel e desnecessário. Os Touros são bovinos, animais pacíficos e dóceis, e não merecem o tratamento cruel que o "homem" lhes dá, para se divertir.

 

2. Porque a tourada, em todas as suas vertentes, incluindo as chamadas "PEGAS",  é um costume bárbaro e cruel (não é tradição, porque as tradições dignificam o Homem e a selvajaria tauromáquica coloca o "homem" abaixo da escala animal) a qual tem como objectivos provocar dor e sofrimento a um animal não-humano, para exorcizar a invirilidade dos animais-humanos, que nela intervêm, e com isso encher os bolsos a energúmenos. 

 

3. Porque a tourada é um “jogo” cobarde e injusto, em que os únicos intervenientes, sujeitos ao perigo, são os Cavalos e os Touros e nunca os animais-humanos. A tourada não é desporto nem arte. É um confronto desleal e cobarde entre os sádicos "humanos" e um animal indefeso.

 

4. Porque o sofrimento não se resume à arena. Os jovens Touros e Vacas são repetidamente torturados em treinos. Durante toda a sua vida, estes animais não conhecem mais do que a dor e a agonia excruciantes.

 

5. Porque no mundo da tauromaquia nenhum animal é tratado com respeito e dignidade. Os próprios Cavalos sofrem as investidas desesperadas dos Touros. Para os sádicos tauromáquicos os animais não têm direitos nem sentimentos: significam apenas lucro.

 

6. Porque horas antes da entrada na arena, os Touros são enclausurados num lugar escuro, espicaçados, espancados, os seus chifres são cortados a sangue-frio, são apunhalados no dorso e drogados. Os Touros não têm qualquer hipótese de defesa, a não ser, por vezes, nos derradeiros momentos, para defender a vida.

 

7. Porque os Touros sofrem lesões graves provocados pelos ferros espetados no dorso. Quando são reencaminhados para os curros, os ferros são-lhes arrancados da carne com o auxílio de facas, sem qualquer tipo de anestesia, sem qualquer compaixão, como se não fossem de carne e osso, como os seus predadores.

 

8. Porque depois de ser “lidado”, o animal permanece na maioria das vezes, de dois a três dias em sofrimento angustiante e atroz, à espera que o matadouro mais próximo reabra para que possa finalmente ser abatido.

 

9. Porque a tourada deseduca e insensibiliza o público. A tourada não é cultura, é pura crueldade e maldade e apela aos maus instintos, aos maus-tratos dos animais. Levar crianças à tourada irá contribuir para a sua deformação mental e continuidade desta actividade degradante, cruel e medievalesca.

 

10. Porque os Seres verdadeiramente Humanos não alimentam a crueldade e ganância de indivíduos que vivem da tauromaquia à custa dos nossos impostos, e que ao torturar seres inocentes, inofensivos e indefesos, envergonham Portugal e toda a Humanidade. 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:25

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