Terça-feira, 22 de Maio de 2018

«DA VIOLÊNCIA DAS TOURADAS À EDUCAÇÃO VIOLENTA: UMA PERSPECTIVA PSICOLÓGICA»

 

Um magnífico texto (longo mas muito elucidativo) que todos os deputados da Nação devem ler, pormenorizadamente, para saberem que, ao apoiar legislativamente as touradas estão a contribuir para a deformação mental das crianças envolvidas neste mundo de crueldade e violência e tortura gratuitas, mas também a alimentar os instintos sádicos dos adultos, e a negligenciar a saúde mental de uma franja da sociedade portuguesa, ainda que minoritária.

E esta não é, de todo, a função dos governantes.

No final, encontram muita bibliografia para se esclarecerem.

Quero lembrar que só é ignorante quem opta por ser ignorante, porque informação não falta.

 

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 A exposição de crianças a cenas de violência, ao vivo ou através de meios mediáticos, pode até contribuir para fazer-lhes baixar o nível intelectual, a habilidade para a leitura (Delaney-Black et al., 2002), além de todos os inconvenientes para a sua formação ética e emocional…

 

 

Texto do Professor Dr. Vítor José F. Rodrigues

 

A Tourada como Narrativa

 

O que é uma tourada vista objectivamente e de fora? Um espectáculo de massas onde se destacam alguns aspectos: (1) estética e ritual. Os trajes dos protagonistas, com a sua cor, brilho e o carácter invulgar, a beleza dos cavalos e dos seus movimentos, os desfiles, a música, têm certo apelo e, para muitas pessoas, são agradáveis de ver; (2) violência. O touro, os touros, são espicaçados para desenvolverem um comportamento agressivo. Os toureiros, forcados e outros, exibem agressividade face ao touro, ora provocando-o, ora ferindo-o, ora agarrando-o. O sangue torna-se evidente, escorrendo da pele do animal; (3) perigo. Não falemos no touro, cujo destino, após ser literalmente torturado em público, é uma morte dolorosa. Os restantes protagonistas das touradas colocam-se a si mesmos em risco para poderem exibir habilidade e coragem e, por vezes, são colhidos e podem ficar feridos ou morrer; (4) ruído, aplausos, entusiasmo. A multidão reage, aplaude, entusiasma-se quando o touro é ferido por bandarilhas seja no toureio a pé ou a cavalo.

 

Qualquer espectador de uma tourada assiste a um evento onde, de certo modo, o touro é o vilão que deve ser derrotado pelo toureiro, que se expõe ao perigo representado por este “vilão”. Muitos aplaudem os momentos em que a pele e carne do touro vão sendo cravadas pelas farpas, que produzem sangramento evidente. Toda a sequência da tourada está fortemente ritualizada e tem momentos específicos antes de depois da “luta com o touro”. De certo modo, a tourada conta uma história. Nessa história, uma grande besta malvada (o touro) confronta-se com heróicos lutadores (os toureiros) que podem e devem atacá-lo com farpas. O touro investe, após ser espicaçado e provocado, de certo modo parecendo “justificar” a violência dos toureiros. Após algum tempo, o touro derrotado é morto ou simplesmente retirado do recinto (o que acontece depois passa-se fora do olhar da multidão). O toureiro bem-sucedido passeia-se pela praça e recebe os aplausos da multidão. Como salienta Murray (1985), nós somos contadores de histórias e gostamos de encontrar sentido na nossa própria história pessoal. Não é por acaso que as crianças gostam tanto de ouvir ou ler histórias. O próprio conceito de identidade, que vamos construindo ao longo da vida, não é estático: implica o conceito de nós mesmos, com a nossa experiência de vida, desenrolando-se através do percurso biográfico. O modo como nos comportamos implica, de resto, conceitos acerca do que é adequado fazer em cada situação sendo que, por sua vez, cada situação é “narrada” para nós mesmos de determinada maneira que passa pela experiência de vida e pelas “histórias” a que vamos sendo sujeitos. Por exemplo, quando vamos a um restaurante, existe uma “história” subjacente. Nessa “história”, temos a expectativa de que iremos encontrar mesa, sentar-nos, ver o menu, talvez dialogar com um empregado, escolher uma refeição, aguardar que a tragam, comer (mesmo aí havendo modos de comer ritualizados) e, no fim, pedir a conta, pagar e sair. Não costumamos, por exemplo, imaginar que iremos dirigir-nos à cozinha, apontar uma arma ao cozinheiro-chefe e exigir-lhe peru estofado. As histórias que vamos aprendendo a contar acerca da nossa vida e das vidas dos outros são extremamente importantes para que o nosso mundo faça sentido.

 

A mais que dúbia intenção pedagógica das Touradas

 

Retomemos o assunto das touradas. É fácil ver, por lá, pessoas de ambos os sexos e das mais variadas idades – incluindo crianças e adolescentes. O impacto pedagógico e psicológico deste último facto merece consideração. Alguns apologistas das touradas (para uma ampla revisão, ver o texto de Paul Hurt, 2012) costumam invocar a seu favor, entre outros argumentos: a) a vantagem de perpetuar uma tradição que tem muitas raízes históricas; b) o facto de estarem a exibir violência, que pode ser útil na preparação das crianças para um mundo violento e c) o carácter “artístico” das touradas. Vamos discutir um pouco cada um destes temas.

 

 a) Tradição e raízes históricas?

 

 

Diz-se que a tradição representa a alma dos povos e que, fazendo as touradas parte da alma de alguns (Português, Espanhol, Mexicano), devem ser perpetuadas e não erradicadas. Contudo, representarão as touradas a alma de algum povo? Por exemplo do povo português? Terá a barbárie de um espectáculo de sangue e violência a ver com a alma de alguma coisa? Supostamente, a “alma” representa o aspecto mais nobre, duradouro, ético e profundo do psiquismo humano. Note-se, entretanto, que os romanos já tinham a tradição dos combates entre seres humanos e bestias: na Roma antiga, era muito frequente o transporte de animais de grande porte para a capital, para serem aí mortos por uma especial classe de gladiadores, os bestiarii. Essa era uma variante dos combates de gladiadores, que fazia as delícias da multidão. Segundo o mesmo autor que nos faz notar este facto (Nell, 2006), uma das raízes para o grande êxito comercial dos espectáculos sanguinários (incluindo filmes violentos, espectáculos como o boxe, “vale tudo”, luta livre, etc.) reside numa herança filogenética (e não só cultural) muito antiga: as origens do prazer que algumas pessoas evidenciam ao infligir dor e/ou ao derramar sangue, bem como o prazer de outras em assistir, teria origem na história remota da espécie humana e no antigo valor adaptativo da violência e mesmo da crueldade. Estaria ligada à predação que, por sua vez, era útil à sobrevivência. Assim, o gozo cultural da crueldade seria uma consequência da “adaptação predatória” do passado – que, por sua vez, visava a sobrevivência dos mais aptos após confrontos inter, e intra, espécies… Os estímulos encorajadores da predação seriam então, justamente, a dor, o sangue e a morte da presa e teriam valor de recompensa evidenciando o sucesso da caçada. Por outro lado, com o desenvolvimento das culturas hominídeas, ter-se-ia desenvolvido a crueldade, que já implica intencionalidade e planificação dos actos agressivos – e que, conforme sublinha o autor, evidencia o poder do perpetrador, tratando-se sobretudo de uma afirmação masculina. Assim, a enfatização da violência e o seu valor para a indústria do espectáculo teriam raiz no seu antigo valor adaptativo e de sobrevivência e teria, pois, uma base instintiva. A crueldade estaria na base de muitos comportamentos agressivos. Seria activada por estímulos visuais, auditivos, olfactivos, gustativos, tácteis e viscerais – podemos ver aí muita da excitação das multidões que consomem violência, sobretudo ao vivo, onde a riqueza de estímulos é maior. Existe um prazer nos predadores ao saborearem a carne, ao cheirarem o sangue, verem vísceras expostas, escutarem os gritos das vítimas feridas. Entre os chimpanzés, a violência surge também facilmente associada à defesa de território e à luta pela afirmação social e sexual – mas, no que toca a comportamento predatório, eles podem perfeitamente começar a comer a vítima enquanto esta está ainda viva. Caçar e matar costumam ser momentos de evidente prazer para os predadores, nomeadamente entre os primatas. Mesmo a proximidade entre sexualidade e agressividade é evidenciada neurofisiologicamente pelo facto de que alguns grupos neuronais no cérebro emocional (e na amígdala) podem ser activados por actividades seja sexuais ou agressivas. As fêmeas, entre os primatas, costumam responder de modo muito positivo aos machos vencedores e, mesmo entre as sociedades primitivas humanas, parece evidente que as caçadas a presas de grande porte são mais perigosas, mas produzem maiores recompensas sexuais pois os que matam grandes presas são altamente valorizados. Retomemos o nosso tema: é este tipo de raiz que aponta para a alma de um povo que ainda consente nas touradas? Ou será antes uma raiz que aponta para o carácter ainda primitivo, bárbaro e desumano de uma tradição que desonra a alma de quem a deixa ser ainda? A tradição ou a antiguidade em si não devem ser argumentos de coisa nenhuma; caso o fossem, poderíamos defender a perpetuação, com base no seu carácter antigo e tradicional, dos combates de gladiadores, dos sacrifícios humanos e de animais (na verdade, na tourada, o touro é mais ou menos sacrificado ritualmente), da caça às bruxas, dos torneios medievais, das bacanais gregas e assim por diante. A “tradição” deve ser temperada com o progresso civilizacional. O deleite com o sangue a tortura representa a humanidade no seu pior, no que tem de selvaticamente agressivo e estreito. Afirmar o contrário dela é afirmar o valor da Solidariedade connosco mesmos e com a Natureza e reconhecer que intrínseca e profundamente humana é a nossa Consciência individual que se alegra ao abrir-se para um Cosmos alargado e ao recusar o consumo de violências. As multidões que urram com as arremetidas sanguinárias dos toureiros unem-se no que têm de mais baixo e animalizado e fecham-se para a Cultura do Humano. Uma catedral ergue-se bem alto na afirmação do que os seres humanos podem realizar onde a tourada mostra quão baixo podem descer; uma sinfonia canta o que os gritos excitados dos aficionados silenciam.

 

b) Preparar as crianças para um mundo violento?

 

 

Alguns adultos que gostam de levar crianças muito jovens a touradas costumam achar que estão a partilhar com elas um espectáculo notável e que elas não somente irão apreciá-lo como ainda receber um bom contributo para a sua formação. Não temos dúvidas de que, na mente de alguns aficionados, as crianças submetidas à violência das touradas estão a aprender a apreciar a violência e os traços de masculinidade predatória dos toureiros, o que as prepara para um mundo agressivo e competitivo. Infelizmente este raciocínio peca por várias vias. Por um lado, acontece que preparar crianças para a violência é prepará-las para serem agentes da conservação de uma sociedade que está à beira da catástrofe global justamente por ser agressiva com a Natureza e consigo mesma. Falamos da mesma Sociedade de consumo que está a produzir níveis de poluição global tão elevados que já estão no limite em que trarão consigo alterações climáticas catastróficas, escassez, provavelmente guerras (Brown, 2006). Falamos da mesma Sociedade que perpetua a desigualdade em que os predadores ricos continuam a guardar para si mesmos o poder e o acesso à maior parte dos melhores recursos. Há, no entanto, outros aspectos a considerar. As crianças que assistem a touradas seja ao vivo (o que é pior) ou por via televisiva, estão a testemunhar violência. Essa violência é publicamente recompensada pelos aplausos da multidão além de que os “heróis” toureiros se apresentam, desde o início, ataviados de maneira faustosa, exibindo essa mesma riqueza que desejam perpetuar (pois, não esqueçamos, as touradas são espectáculos de massas que movem muito dinheiro e interesses). A criança é, pois, desde logo levada a “apreciar” aquilo que os seus ídolos educativos, os encarregados e educação, lhe dizem ser boa coisa: a tourada. Além disso, vêem os toureiros exibir uma dose imensa de violência que é festejada e recompensada de várias maneiras, num ambiente festivo. Como se a violência pudesse ser coisa bonita, louvável, fonte de alegria. A mensagem implícita e explícita é, desde logo, algo como: “é bom ser violento, é bom ser toureiro, dá prestígio, dinheiro, e merece ser aplaudido”. As crianças são muito sensíveis a tudo o que lhes transmite a ideia de que, se fizerem esta ou aquela coisa ou tiverem esta ou aquela ideia serão apreciadas. Desde logo, está-se a transmitir-lhes a ideia de que, se imitarem os modelos adultos dos toureiros, com a sua violência predatória, a sua afirmação sanguinária de virilidade, a sua pomposidade exibicionista, serão apreciadas. Isto é ensinar o que, na verdade, está tremendamente errado.

 

Porque está errado ensinar o que as touradas ensinam? Porque equivale a ensinar que a violência é uma boa coisa e que torturar animais para nosso deleite é outra boa coisa. Não esqueçamos que, além dos touros, também os cavalos são obrigados a passar por níveis de tensão imensa, contrários ao seu normal espírito de herbívoros, e que muitos cavalos são colhidos. Num mundo em que a agressão à Natureza está na origem de uma evidente ameaça contra a própria sobrevivência da espécie humana, quereremos nós ensinar às crianças que elementos da natureza, como os touros, são “bestas malvadas” que podem e devem ser maltratadas? Quereremos nós transmitir-lhes que é bom ser violento, ressuscitar em nós os antigos instintos primitivos do prazer com as vísceras expostas, o sangue, a carne violentada, o cheiro a carnificina? Prepará-las para se aproximarem um pouco na direcção da violência assassina? E estaremos nós a respeitar as crianças e a sua necessidade de afecto e protecção ao levá-las a tais espectáculos? Ou a ensinar-lhes o contrário do amor que, como veremos, é social e individualmente saudável? Iremos discutir tudo isto com mais detalhe na secção sobre o lado psicológico das touradas. Por ora, recordemos que ainda hoje, nos muitos países onde as crianças ainda integram exércitos (Williams, 2004, fala em 300.000 crianças “alistadas”), é costume submetê-las a situações atrozes, a que são forçadas a assistir (como o violento assassínio de familiares à sua frente), como meio de levá-las a sentirem que não têm a quem recorrer fora do exército e que o mundo onde existem é, por natureza, violento e impiedoso e só os violentos impiedosos podem subsistir (op. cit. Pgs. 195-200). Claro, neste caso, as crianças não têm escolha: são submetidas à violência e sofrem os efeitos dela na sua formação precoce. O problema seguinte é que as crianças submetidas às touradas também não têm muita escolha. Resta saber qual o efeito real destes espectáculos na sua formação. Não será que, para começar, estão a prepará-las para repetir o que está mal, adaptando-as a uma sociedade violenta?

 

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A agonia do Touro... 

 

O Impacto Psicológico e Pedagógico Negativo

 

Numa revisão de literatura (Rodrigues, 2008), pudemos demonstrar que o amor é socialmente saudável, promove bons relacionamentos, assim como é preventivo de futuros problemas de saúde física e mental. As crianças criadas em ambientes de amor e cuidado e onde os mesmos são valorizados revelam-se, mais tarde, mais resilientes e mais fortes física e psicologicamente. O contrário é verdade para as que recebem precocemente a influência de serem negligenciadas e maltratadas (e obrigá-las a assistir a espectáculos que as fazem sentir mal pode ser um exemplo). Ora qual é a mensagem subjacente às touradas? A de que se pode e talvez deva ser violento em determinadas circunstâncias e de que maltratar animais pode estar certo se nos der prazer.

 

Salientemos agora um facto: as crianças que assistem a touradas (e mesmo os adultos) não o fazem sem consequências psicológicas e pedagógicas. Consideremos o que a investigação pode dizer-nos acerca disso.

 

Em 2000 (ver Declaração Conjunta na Bibliografia deste artigo), foi emitido um documento conjunto pelas: American Academy of Pediatrics, American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, American Psychological Association, American Medical Association, American Academy of Family Physicians e American Psychiatric Association. Neste documento, cujo peso é imenso, os signatários salientam o seguinte (com base em mais de 30 anos de investigação e mais de 1000 estudos):

 

- A globalidade dos estudos evidencia de modo “esmagador” que existe uma relação causal entre a violência nos media (que incluem televisão, rádio, filmes, música e jogos interactivos) e o comportamento agressivo em algumas crianças. Em geral, “ver violência para entretenimento pode levar a aumentos nas atitudes, valores e comportamento agressivos, especialmente nas crianças”.

 

- As crianças que observam muita violência tendem a considerá-la um meio efectivo para resolver conflitos e a pensar que os actos violentos são aceitáveis.

 

- A visualização de violência pode levar a uma dessensibilização emocional em relação à violência na vida real. Isso pode diminuir a probabilidade de alguém tomar a iniciativa para proteger as vítimas de actos violentos.

 

- A violência para entretenimento “alimenta a percepção de que o mundo é um lugar violento e maldoso”, aumentando o medo de as crianças se tornarem vítimas de violência e, consequentemente, a sua desconfiança perante outros e os comportamentos de autoprotecção.

 

- Observar violência pode levar à violência na vida real. As crianças de tenra idade expostas a programas violentos tendem, mais tarde, a exibir maior tendência para comportamento agressivo e violento (quando comparadas com crianças não expostas.)

 

É de notar que em (2009) a American Academy of Pediatrics publicou novas recomendações confirmando a declaração emitida em 2000. Nas mesmas, recomenda uma cuidadosa filtragem dos programas violentos por parte dos responsáveis educativos para prevenir o seu impacto social e educativo maléfico junto das crianças e adolescentes. Os efeitos específicos da exposição a violência em programas televisivos têm sido investigados desde os anos sessenta, com resultados inteiramente coerentes com os dados constantes no relatório referido acima. A Fundação Henry Kaiser, no website “Key Facts” (2003), apresenta um artigo de revisão sobre esta área, mais uma vez documentando o facto de que, de acordo com estudos em laboratório e em ambientes naturais, a violência televisiva aumenta os posteriores comportamentos agressivos nas crianças (seja em termos verbais ou físicos), do mesmo modo que a exposição a programas que enfatizam antes a cooperação e o afecto aumentam a probabilidade de comportamentos pro-sociais. O mesmo artigo refere uma grande meta-análise, incidindo sobre 217 investigações acerca dos efeitos da violência televisiva, entre 1957 e 1990, que concluiu que “o visionamento de violência televisiva estava significativamente ligada a comportamento agressivo e anti-social, sobretudo entre os espectadores mais jovens”. Contudo, ainda segundo o mesmo artigo, vale a pena considerar dois estudos longitudinais: um deles, durante 17 anos com 707 famílias e conduzido por Jeffrey Johnson et al. (2002), concluiu que os adolescentes que tinham visionado mais de uma hora de televisão por dia, em média, evidenciavam posteriormente, enquanto adultos, uma probabilidade quase quatro vezes maior de exibirem comportamentos agressivos (22% face a 6%); o outro, conduzido por L. Rowell Huesmann et al. (1984) durante 20 anos tendo começado com uma amostra de 875 crianças nos anos sessenta (quando a violência na TV era de resto bem menor), concluiu que o visionamento de violência televisiva era um preditor significativo da agressão na idade adulta – e mesmo de comportamentos criminosos, independentemente do quociente intelectual, estatuto social ou estilo parental. Os rapazes que tinham visto programas violentos aos 8 anos de idade eram em média mais agressivos quando adolescentes e tinham mais prisões e condenações na idade adulta por violência familiar, assassínio e assalto. Num estudo posterior, Huesmann et al. (2003) confirmaram as mesmas conclusões.

 

Para Aidman (1997), a investigação em ciências sociais nos últimos 40 anos confirma e evidência que ver conteúdos televisivos violentos tem consequências negativas para as crianças destacando-se: o encorajamento a aprender comportamentos e atitudes agressivos; o desenvolvimento de atitudes amedrontadas ou pessimistas em relação ao mundo exterior; a dessensibilização das crianças em relação à violência no mundo ou às fantasias de violência fantasias e violência (que passam a ser consideradas normais). O problema da aprendizagem da violência agrava-se quando os seus perpetradores são vistos como atraentes, recompensados pela mesma, quando esta é especialmente gráfica, são usadas armas… A autora recomenda aos pais que encorajem e ajudem as crianças a tomar uma distância crítica face à violência que observam – exactamente o contrário do que fazem os apologistas das touradas, sendo que os toureiros se apresentam atraentes, exibem uma violência altamente gráfica, usam armas contra o touro e são visivelmente recompensados.

 

Um artigo recente de Huesmann e Taylor (2006) considera, após uma revisão de literatura, que a violência televisiva deve ser colocada na categoria das ameaças conhecidas à saúde pública. Esta conclusão é baseada no facto de que a violência ficcional na televisão em e filmes contribui para um aumento, a curto e longo prazos, nos comportamentos agressivos e violentos. Inclusivamente, os noticiários televisivos que apresentam violência também aumentam a violência imitativa. Para Huesmann e Taylor (op. cit.), a violência nos media não somente aumenta os comportamentos agressivos a curto termo nos mais jovens, mas ainda aumenta, quando prolongada no tempo, a aquisição de atitudes, crenças, cognições sociais, favoráveis à exibição de comportamentos agressivos e violentos mais tarde. No mesmo sentido vai um artigo de Hassan et al. (2009), os quais verificaram que a exposição à violência apresentada em filmes produziu, em adolescentes, um aumento nas atitudes favoráveis a esta, considerando-a tendencialmente aceitável e até desejável – sobretudo quando eles mesmos optam por ver grande número de filmes violentos. A consequência é uma provável facilitação da conversão de sentimentos agressivos em comportamento violento. Claro, observar violência não é a única causa da exibição da mesma, mas o número de estudos que incluem tal observação entre os factores favoráveis é enorme.

 

Embora a natureza específica dos conteúdos mediáticos envolvidos influencie obviamente os efeitos, é evidente que no geral a violência mediática tem efeitos profundamente anti-sociais nas crianças e jovens. Mas será que isto se confirma para a exposição à violência apresentada nas touradas? Vejamos.

 

As crianças e jovens, para não falar nos adultos, que assistem ao vivo a touradas estão a ser expostos a violência real, que está a acontecer a alguns metros de distância. O que sabemos em geral em relação a situações de exposição ao vivo? Que podem ser ainda mais geradoras de violência que as apresentadas através dos mass media. Huesmann (2011) investigou o efeito da exposição directa, na vida real, à violência em crianças israelitas e palestinianas. Verificou que a exposição directa, por observação, a cenas ou acontecimentos violentos aumenta enormemente a probabilidade de os observadores evidenciarem comportamentos agressivos posteriores – mesmo em relação a amigos ou colegas. De acordo com ele, “sabemos que todo o comportamento social é orientado por guiões codificados (programas para o comportamento) que todos adquirimos ao crescermos. Quando confrontados com um problema social, os jovens começam por fazer atribuições acerca do que está a acontecer na situação e depois recuperam das suas mentes aqueles guiões sociais que sejam mais facilmente recordados e pareçam mais relevantes” (pg 6). Noutros termos, para ele, a violência é contagiosa. Existem inclusivamente mecanismos neurológicos que ajudam a compreender de que modo a violência observada produz violência em nós: no “priming”, acontece que observar violência produz uma excitação neuronal que por sua vez nos leva a activar representações e memórias relacionadas; na imitação, acontece que os seres humanos têm uma tendência natural, herdada nos seus mecanismos cerebrais, para imitarem o que vêem; na transferência de excitação, verifica-se que se já observámos antes cenas violentas, a excitação neuronal relacionada com elas e activada por elas leva-nos mais facilmente a exibir respostas comportamentais violentas. Huesmann refere este facto, no que coincide com uma pesquisa recente, em que investigadores da Universidade de Columbia (2007), recorrendo a ressonâncias magnéticas funcionais, demonstraram que ver programas violentos pode levar as áreas cerebrais que inibem a agressividade a diminuir a sua função. Isto, por sua vez, coincide com o facto, igualmente constatado, de que as pessoas com tendência superior à média para actos agressivos evidenciam menor actividade nas mesmas áreas. Estas mudanças não acontecem quando os mesmos ou outros sujeitos observam filmes em que a acção é equivalente na intensidade cénica, mas não existem cenas violentas.

 

Mesmo os autores que questionam a relação entre a violência televisiva ou, em geral, nos media e o aumento da criminalidade violenta (Savage, 2003) admitem que existe alguma evidência nesse sentido e que a investigação associando agressividade aumentada e violência nos media é esmagadora. Mas será a associação entre assistir ao vivo a cenas violentas ainda maior? Algumas investigações ajudam a encontrar uma resposta e, como vimos, as indicações acima vão nesse sentido. Numa revisão de literatura muito recente, Kirkpatrick (2012) apresenta dados de investigação e toda uma argumentação no sentido da importância do contágio social da violência nomeadamente em áreas urbanas (onde esta alastra de modo analógico com as doenças) onde a exposição ao vivo a actos violentos gera maior violência. No entanto, ela realça a importância da violência perpetrada por instituições contra os seus cidadãos como uma importante fonte de violência e realça que os crimes violentos são mais frequentes em comunidades pobres, segregadas, minoritárias. Um dado importante referido pela autora diz-nos que a probabilidade de cometerem crimes violentos é 74% maior em jovens que foram alvo dela em casa ou na sua vizinhança. Interessa-nos aqui um aspecto realçado por Kirkpatrick: de acordo com a Teoria das Subculturas de Marvin Wolfgang, uma subcultura é "um sistema normativo de algum grupo ou grupos mais pequenos que a sociedade alargada”. Acontece que existem subculturas especialmente favoráveis à violência pois os seus valores e definições são-lhe favoráveis. Não podemos deixar de realçar aqui o facto de que a subcultura das pessoas que praticam e promovem as touradas costuma associar as habilidades e a coragem de confrontar fisicamente adversários, provocá-los e levá-los de vencida como algo que é valioso e sinónimo de masculinidade. O mesmo surge, em diferentes formas, nos mass media na forma de filmes onde a violência é glorificada e solucionar problemas por essa via surge como uma boa ideia. É de notar que, de acordo com autores como Fagan, Wilkinson e Davies (2007), um dos mecanismos do contágio social da violência é a construção de uma identidade social que a favorece e a constatação de que, nos grupos que a promovem, os não violentos são marginalizados. A cultura das touradas apresenta, obviamente, o toureiro como uma figura idealizada, uma espécie de herói, cuja violência é supostamente legitimada por ser exercida contra um animal de grande porte. No entanto, parece evidente que a mesma cultura enaltece as pessoas que partem facilmente para o confronto (infelizmente temos um exemplo recente disso no recente episódio em que o toureiro Marcelo Mendes investiu duas vezes, a cavalo, contra um grupo de pessoas que, no início, estavam sentadas no chão em protesto (facto filmado e apresentado no “Ribeirinhas TV”, em 4 de Setembro de 2012). Ao levar uma criança a ver uma tourada ou ao consentir que a veja em casa, um típico responsável educativo estará implicitamente a conceder-lhe um selo de aprovação.

 

E o que dizer acerca da investigação directamente pertinente às touradas? Grana et al. (2004) investigaram-no recorrendo a um grupo equilibrado de 240 rapazes e raparigas entre os 8 a 12 anos de idade. Alguns resultados merecem especial consideração: 56.3% das crianças que costumavam assistir a touradas revelaram indiferença ao presenciá-las enquanto só 35.1% das crianças que nunca assistiram ao vivo revelaram o mesmo sentimento. Note-se que o que cito vai no sentido da constatação muitas vezes repetida de que assistir a actos de violência vai tornando as crianças indiferentes à mesma, fazendo com que tendam a achá-la normal e legítima. As crianças que viram vídeos de touradas com “explicações festivas ou agressivas” exibiram depois maior pontuação em avaliações de agressividade sendo estes efeitos mais fortes nos rapazes. O mesmo filme foi exibido com e sem justificações agressivas ou festivas sendo que a influência no sentido da agressividade se mostrou maior quando o filme vinha acompanhado de justificações favoráveis. Por outro lado, ver o vídeo com a tourada justificada “festivamente” foi a única situação em que as crianças em geral revelaram maior ansiedade (talvez pela incongruência de se apresentar um ritual de morte como uma festa?). No entanto, a maioria considerou que as crianças podiam assistir a touradas embora um pouco menos de metade lhes atribuíssem um efeito negativo sobre elas e a maioria revelasse que não gostavam de assistir. Também foi observada uma tendência para o impacto negativo das touradas (ansiedade e agressividade) ser maior nas crianças mais novas e quando eram justificadas “festivamente”. Na generalidade, os efeitos eram mais pronunciados nos rapazes – o que os autores identificam à sua maior facilidade, dado o sexo, em identificarem-se com as cenas observadas. Os autores realçam que este estudo vai no sentido de que a interpretação das cenas de violência observadas desempenha um papel relevante nas consequências que poderão ter no comportamento futuro das crianças.

 

E o lado educativo?

 

Lequesne (2011) salienta os inconvenientes educativos e psicológicos das touradas. Para ele, o espectáculo da tourada a que se leva uma criança pode ser traumático, mas também pode confrontar a criança com todo o dilema posto pelo modo como os adultos “douram” um espectáculo de sangue e dor como sendo legítimo e apreciável ou como afirmam, contra a natural empatia da criança face ao animal, que se pode e deve torturá-lo em nome da arte e da tradição. A mensagem a aprender pela criança diz-lhe assim que, em certas circunstâncias, sendo em prol da arte e tradição, se pode e talvez deva torturar seres vivos. No entanto, como demonstram as investigações sobre os neurónios-espelho, é natural e talvez inevitável que muitas crianças sintam uma reacção física e instintiva ao verem o animal ser ferido ostensivamente, como é natural que sintam algum medo ou aprendam a sentir a excitação do toureiro com a dor do touro ou com o comportamento violento. O autor traça mesmo um paralelo entre as touradas e certa “moda” recente em que adolescentes violentam uma vítima, com auxílio de cúmplices, e a filmam a ser vitimada, transmitindo a imagem como uma coisa divertida e justificada. De facto, uma das “justificações” das touradas é que pode ser um espectáculo divertido – transmitindo implicitamente à criança a ideia de que torturar e matar um animal pode ser aceitável e engraçado. Acresce que as crianças que assistem a touradas, seja ao vivo ou em espectáculos televisivos, aprendem coisas interessantes como a terminologia que fala em “castigar” o touro com bandarilhas (sendo que muitos afirmam que elas não infligem dor ao touro, o que é simplesmente mentira). Como salienta ainda Duquesne, o “castigo” com bandarilhas mostra à criança que alguns castigos arbitrários e desumanos contra inocentes podem justificar-se se forem divertidos, espectaculares ou colocarem em evidência a ousadia e coragem dos perpetradores de violência. Neste sentido, as touradas ensinam o contrário da compaixão e até da simples decência humana… Não admira que termos como “matador” surjam glorificados.

 

Num interessante estudo, Paniagua (2008) salienta o modo como as touradas fornecem à multidão uma satisfação para as suas pulsões sádicas inconscientes. O autor salienta que nas touradas do passado muitas vezes a multidão tentava furiosamente ferir o touro a golpes de espada ou levar partes dele como sinal de triunfo assim como era frequente organizar combates entre touros e outros animais, como cães. Também houve, em tempos, o uso de bandarilhas em fogo. Para ele, o público projecta no toureiro medos e desejos, tanto quer vê-lo sofrer como vê-lo salvar-se, tanto quer que o touro morra como também teme ou lastima isso mesmo. O superego da moralidade confronta-se com o Id da bestialidade instintiva. Lembremos, a este respeito, o modo como Nell (2006) atribui o gozo dos espectáculos de violência a antigos instintos predatórios. Além disso, há algo de combate simbólico entre o toureiro representando David e o touro, um Golias a vencer pela esperteza do toureiro e armas apropriadas. Do ponto de vista psicanalítico, a tourada poderia até representar um conflito edipiano, o touro surgindo como figuração do rival paterno a vencer para obter o amor da mãe. Nesse sentido, o risco de castração corrido pelos toureiros corresponderia ao medo de castração por parte do pai que algumas crianças teriam no contexto do complexo de Édipo. Como realça ainda o autor, o espectáculo tauromáquico é racionalizado com justificações como a ilusão de que o toureiro está na verdade a defender-se de uma besta selvagem perigosa. Projectar os medos e a sensação de perigo no exterior também podem ser modos de evitar enfrentar os próprios medos, do mesmo modo que o público em geral costuma secretamente gostar de assistir a dramas em que o mal acontece aos outros. Se há coisa em que os comentários tauromáquicos são férteis é na negação de que esteja ali a passar-se algo de bárbaro e cruento bem como nas racionalizações e projecções infantis, atribuindo ao touro intenções, qualidades humanas. Isso contribui para que, nas touradas, se possa dar “luz verde ao sadismo reprimido” (op. cit., pg. 150). Neste sentido, “castigar” o touro, sentido como uma “besta malvada”, pode ajudar o público a considerar justificado o mal que lhe é feito, identificando-se com os toureiros vingadores – sendo que, ao nível inconsciente, o touro pode estar a representar os impulsos inaceitáveis do espectador, que devem ser punidos e reprimidos (sejam eles sexuais ou agressivos – talvez não seja por acaso que há tanta aura de sensualidade quase boçal nas poses toureiras, que por sua vez parecem corresponder a um modo ritualizado de exprimir o impulso sexual). Talvez também não seja por acaso que o público oscila, por vezes, nas suas identificações, por vezes desejando que o touro vença (caso em que é o toureiro a representar, especulemos, as pulsões reprimidas). Ainda na perspectiva psicanalítica, o toureiro exibe muitas vezes um gozo narcisista e autocentrado em dar nas vistas, ser aplaudido, no que também pode ser alvo das projecções da multidão, que gostaria de estar no seu lugar.

 

Não iremos alongar-nos em possíveis interpretações psicanalíticas para as touradas. Isso sim, queremos realçar que expor as crianças às mesmas é expô-las à violência, justificada de modo pleno de racionalizações que talvez escondam impulsos primários mal consciencializados; é confrontá-la com o conflito entre “alinhar” com os adultos e as suas racionalizações, negando o seu medo e a sua repulsa pela crueldade para com os animais; é fazê-la participar, com escassa escolha, num mundo onde a violência contra um ser vivo inocente é glorificada e justificada como uma ocasião de festa e alegria; é submetê-la a uma situação onde aprende que ser violento pode ser muito bom e compensador, que ser violento como um toureiro pode ser excelente para obter riqueza, fama e o afecto de muitos; que é legítimo torturar e/ou matar animais por prazer; que exercer instintos predatórios, dando-lhes curso a ponto de estripar animais, pode ser uma coisa louvável; ou que a afirmação masculina pode ter, como um dos expoentes máximos, o do toureiro engalanado que se compraz e exibe como matador, torturador de animais que, ao fazê-lo, obtém a admiração e o desejo das fêmeas humanas. O mesmo toureiro constitui um modelo altamente questionável ao colocar a sua vida em risco num tal contexto de crueldade gratuita, como se isso também fosse louvável e ter pouco apreço pela vida humana valesse alguma coisa. Ademais, a exposição de crianças a cenas de violência, ao vivo ou através de meios mediáticos, pode até contribuir para fazer-lhes baixar o nível intelectual, a habilidade para a leitura (Delaney-Black et al., 2002), além de todos os inconvenientes para a sua formação ética e emocional que fomos delineando ao longo deste artigo. Levá-las a touradas ou mesmo deixá-las assistir às mesmas por algum meio constitui, a nosso ver, um acto de irresponsabilidade educativa e mesmo um acto de abuso e desrespeito pelos seus direitos a serem protegidas de tudo o que ameace o seu desenvolvimento saudável e integral. Como afirma Richier (2008), a questão das touradas levanta duas questões importantes: a da protecção dos animais e a da protecção das crianças. Para ele, muitos testemunhos de adultos traumatizados por serem obrigados a assistir a touradas quando crianças levanta uma vez mais a questão da legitimidade em fazê-las assistir a tais espectáculos. Não podemos senão juntar a nossa voz ao coro de vozes que ecoam nesse sentido, a bem da formação de seres humanos mais lúcidos, conscientes, sensíveis e sociáveis.

 

Prof. Doutor Vítor José F. Rodrigues

 

BIBLIOGRAFIA

- Aidman, Amy (1997): Television Violence: Content, Context, and Consequences. ERIC DIGEST, December.

- American Academy of Pediatrics (2009): Policy Statement — Media Violence www.pediatrics.org/cgi/doi/10.1542/peds.2009-2146 doi:10.1542/peds.2009-2146.

- Brown, Lester (2006): Plano B 2.0. (Edição Portuguesa) Câmara Municipal de Trancoso, Tribunal Europeu do Ambiente, Fundação para as Artes, Ciências e Tecnologias – Observatório.

- Columbia University Medical Center (2007, December 10). This Is Your Brain On Violent Media. ScienceDaily. Obtido em 22 de Julho de 2012 de http://www.sciencedaily.com/releases/2007/12/071206093014.htm

- Declaração Conjunta das grandes Associações relacionadas com a Saúde Mental nos EUA (2000): Joint Statement on the Impact of Entertainment Violence on Children http://www2.aap.org/advocacy/releases/jstmtevc.htm

- Delaney-Back, Virginia; Covington, Chandice; Ondersma, Steven J.; Nordstrom-Klee, Beth; Templin, Thomas; Ager, Joel; Janisse, James e Sokol, Robert J. (2003): Violence Exposure, Trauma, and IQ and/or Reading Deficits Among Urban Children. Arch Pediatr Adolesc, 156: 280-285.

- Fagan,Jeffrey; Wilkinson, Deanna L. e Davies, Garth (2007): Social Contagion of Violence, in The Cambridge Handbook of Violent Behavior. Daniel Flannery, A. Vazsonyi, & I. Waldman (Eds.), Cambridge University Press.

- Funk, Jeanne B.; Baldacci, Heidi Bechtoldt; Pasold, Tracie e Baumgardner, Jennifer (2004): Violence exposure in real-life, video games, television, movies,and the internet: is there desensitization? Journal of Adolescence, 27, 23–39.

- Grana, J.L.; Cruzado, J.A.; Andreu, J.M.; Munoz-Rivas, M.J.; Pena, M.E. e Brain, P.F. (2004): Effects of Viewing Videos of Bullfights on Spanish Children. Aggressive Behavior, Volume 30, pages 16–28.

- Hassan, Md Salleh Bin Hj; Osman, Mohd. Nizam & Azarian, Zoheir Sabaghpour: (2009): Effects of Watching Violence Movies on the Attitudes Concerning Aggression among Middle Schoolboys (13-17 years old) at International Schools in Kuala Lumpur, Malaysia. Journal of Scientific Research, Vol.38, No.1 (2009), pp.141-156.

- Huesmann, L. R., Moise-Titus, J., Podolski, C., & Eron, L. D. (2003). Longitudinal relations between children’s exposure to TV violence and their aggressive and violent behavior in young adulthood: 1977-1992. Developmental Psychology, 39, 201-221.

- Huesmann, L. Rowell, e D. Taylor, Laramie (2006): The Role of Media Violence on Violent Behavior. Annu. Rev. Public Health 2006. 27:393–415.

- Huesmann, L. Rowell (2011): The Contagion of Violence: The extent, the processes, and the outcomes. Address delivered at the National Academies of Sciences’ Institute of Medicine’s Global Forum on Violence, April 29.

- Hurt, Paul (texto recolhido na Internet em 2012): Bullfighting: arguments against and action against. In ttp://www.linkagenet.com/themes/bullfighting.htm

- Kirkpatrick, Kayla (2012): The Social Contagion of Violence; a Theoretical Exploration of the Nature of Violence in Society. California Polytechn State University, Winter. Senior Project at the Sociology Department.

- Lequesne, Joel (2011): El Procedimiento de la Corrida: el Punto de Vista de un Psicologo de la Educación. Retirado de http://www.facebook.com/note.php?note_id=209992965701092

- Murray, Kevin (1985): Life as Fiction. Journal for the Theory of Social Behaviour 15:2 July, 173-88

- Nell, Victor (2006): Cruelty’s rewards: The gratifications of perpetrators and spectators. Behavioral and Brain Sciences, 29, 211–257.

- Paniagua, Cecilio (2008): Psicología de la afición taurina. Ars Medica. Revista de Humanidades; 2:140-157

- Richier, J. P. (2008): Does bullfighting represent a psychological danger for young spectators ? Artigo encontrado em http://www.cas-international.org/fileadmin/protestacties/Documenten/Speech_Bruxelles_english_Richier.pdf

- Rodrigues, Vitor (2008): L’Amour, la Santé et L’Éthique. Synodies, Automne 2008, pgs. 36-45.

- Savage, Joanne (2003): Does viewing violent media really cause criminal violence? A methodological review. Aggression and Violent Behavior, 10 (2004), 99–128

- The Henry J. Kaiser Family Foundation (2003, Spring): TV Violence. Artigo disponível no website da Kaiser Family Foundation (document #3335), em www.kff.org .

- Williams, Jessica (2004): 50 Facts that Should Change the World. Cambridge: Icon Books. Ltd.

 

Fonte:

http://vitorrodriguespsicologo.weebly.com/uploads/3/5/9/1/3591670/touradas-psi.pdf

 

***

 

Consultar aqui mais textos relacionados com a esta problemática:

 

«PSICOLOGIA DA “AFICIÓN” TAURINA: SADISMO, NARCISISMO E EROTISMO»

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/psicologia-da-aficion-taurina-sadicos-799332

 

A INSANIDADE MORAL DOS AFICIONADOS DE SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/a-insanidade-moral-dos-aficionados-da-743075

 

TAUROMAQUIA - DOENÇA DO FORO PSIQUIÁTRICO

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/tauromaquia-doenca-do-foro-673168

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:00

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Domingo, 13 de Maio de 2018

O FESTIVAL DA EUROVISÃO, A RTP, PORTUGAL E A CLASSE POLÍTICA PORTUGUESA

 

Boicoto a RTP, por esta considerar que a tortura de animais é cultura, e colocar na sua grelha de programas a transmissão de touradas, como sendo algo de utilidade pública. Mas, desta vez, abri uma excepção, tal como abri no ano passado, devido à intervenção de Salvador Sobral, e ainda bem, pois tive um motivo para me orgulhar do meu País. E agora, estava curiosa quanto ao que a RTP tinha para oferecer ao mundo, e decidi assistir ao Festival da Eurovisão 2018.

 

EUROVISÃO.jpg

 

Devo confessar que me surpreendi com tudo.

 

Surpreendi-me com a organização impecável e eficaz, ficando bem claro que a RTP, quando quer, faz boa figura, e apresentou um espectáculo de grande nível. As apresentadoras estiveram bem, foram simpáticas, divertidas. E Portugal foi um óptimo anfitrião.

 

Surpreendi-me com a diversidade dos géneros musicais, boas vozes, boas canções (à excepção de uma ou outra mais fraquinha ou barulhenta para o meu gosto), tornando esta final bastante competitiva.

 

Surpreendi-me com o excelente dueto entre Salvador Sobral e Caetano Veloso, ficando bem claro que na diversidade está o grande segredo da união entre Portugal e Brasil, dois povos que se querem irmãos, mas não gémeos.

 

Surpreendi-me com aquele abrir a porta (ideia muito bem concebida) para lugares lindíssimos, mostrando a nata portuguesa, no que respeita ao território e ofícios. E aqui, dada a filosofia da RTP, confesso, estava à espera de que a qualquer momento aparecesse uma porta a abrir ali para o lado do campo pequeno, mostrando o edifício mais emblemático de Lisboa, aquele que representa o lado medievalesco da capital portuguesa, e com o qual, Gonçalo Reis, presidente do conselho de administração da RTP, tem uma parceria para manter… (disse ele aqui há tempos), porque a tortura, para ele, é cultura de utilidade pública.

 

A este respeito, confesso que fiquei mais descansada. Afinal, a tourada não é o tipo de “cultura” que dignifica Portugal um património cultural que enche a boca dos aficionados, e que a RTP tenha orgulho em mostrar ao mundo. É que à excepção de Portugal, Espanha e França, o povo dos restantes países, que habitualmente concorrem a este festival, não se divertem sadicamente à custa da tortura de animais sencientes e indefesos.

 

Surpreendi-me também com a canção que ganhou o Festival da Eurovisão de 2018, Toy, não por ser a canção de Israel (pois sou apologista de que a Arte deve unir os povos e não desuni-los, como o pretenderam alguns), até porque gostei da Netta Barzila, uma menina do nosso tempo, muito expressiva e com uma voz poderosa. A canção é que não faz o meu género. A minha preferida era a da Estónia, pela maravilhosa voz e belíssima melodia, condizentes com o espectacular jogo de luzes sobre a gigantesca saia de Elina Nechayeva.

 

Surpreendi-me com o nosso último lugar, o salto para o abismo do 80 para 8. Então? O que aconteceu?

 

Bem, chegada aqui, e depois do que a RTP nos apresentou, cheguei à conclusão de que Portugal até tem talentos, belíssimas paisagens, fabulosos monumentos, ofícios dignos do Homem, e que o maior cancro da sociedade portuguesa está localizado ali para os lados de São Bento e de Belém, onde tudo se joga, onde a classe política (salvo raras excepções) serve subservientemente os lobbies ali instalados, e mantém uma boa parte do país a um nível terceiro-mundista. Está, única e exclusivamente, nas mãos dessa classe política a elevação de Portugal a um patamar cultural, civilizacional e evolutivo mais elevado.

 

Temos matéria prima, mas falta vontade política de servir Portugal. Falta dignidade, falta honra, falta honestidade política, falta vergonha na cara.

 

Se somos pequenos territorialmente, ao menos, sejamos grandes na alma portuguesa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:59

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Quinta-feira, 10 de Maio de 2018

MORREU O TOURO SUFOCADO NO SEU CAIXÃO…

 

… quando ia a caminho de uma tourada...

 

Isto é o mundo bruto da tauromaquia, onde os Touros, bovinos, herbívoros mansos e sencientes, indefesos e inofensivos,   vão morrendo aos poucos, pelos caminhos que têm de percorrer entre o campo e a arena.

 

E alguns morrem antes de chegar à arena. Sufocados, confinados dentro de camiões.

 

E dizem que isto faz parte da tradição, da arte, da cultura dos países (oito terceiro-mundistas países) onde esta prática grosseira ainda persiste.

 

 

Repare-se na bestialidade desta "gente" grosseira, e em tudo o que envolve o que se vê na imagem. Os Touros são levados para a arena, fechados num cubículo, às escuras, onde mal cabem e respiram, e quando sobrevivem a esta tortura, e são largados nas arenas, ao que se passa imediatamente a seguir  - a reacção à luz, aos berros histéricos dos sádicos, ao lugar estranho, que não é o meio ambiente deles  - os tauricidas chamam "bravo" , e quando são atacados pelos cobardes toureiros, reagem com toda a coragem, num acto de legítima autodefesa, e os tauricidas chamam ao bovino que assim se defende "touro bravo".

Pudera! Qualquer animal humano ou não-humano, ficará bravo depois de passar o que estes desventurados Touros passam no caminho do campo à arena, enfiados e vilipendiados num cubículo, onde por vezes morrem asfixiados.

E há quem se pele todo a defender esta crueldade!

 

E o pior, acham que quem defende os animais não-humanos e a Vida, são doentes e precisam de psiquiatra, não tendo a menor noção de que eles é que são os psicopatas e os sádicos!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:56

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Segunda-feira, 9 de Abril de 2018

«TOURADA: ACTIVIDADE SANGUINÁRIA E MONSTRUOSA DE TORTURA DE ANIMAIS»

 

Uma definição perfeita para uma actividade imperfeita.

Se em Portugal não vigorasse um poder autocrata, que serve o lobby tauromáquico, esta actividade sanguinária e monstruosa já estaria extinta há muito...

 

DEFINIÇÃO DE TOURADA.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:19

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Quarta-feira, 14 de Março de 2018

«SE PENSAR MUITO, MUITO, MUITO, MUITO, MUITO, CONSIGO COLOCAR-ME NO LUGAR DO OUTRO»

 

Um artigo de André Silva (deputado do PAN) com o qual concordo plenamente… e junto-me ao coro das críticas à candidata a primeira-ministra de Portugal, que não tem o mínimo senso comum...

 

«Cristas afirmou que "talvez" tenha pena dos animais se pensar "muito, muito, muito, muito, muito". Para além deste enorme esforço cognitivo, reforçou ainda que olha para a tourada "como um bailado" e que no CDS a tauromaquia é uma tradição com um elevado número de aficionados. Vejamos: talvez esta visão estratégica nem sequer esteja assim tão apurada»

 

ANDRÉ SILVA.jpg

 

Pan (o) p´ra mangas

Por André Silva

13-03-2018

 

«Assunção Cristas teve um fim-de-semana muito ocupado com a realização do congresso do CDS em Lamego, no qual enviou muitos recados políticos que materializam a estratégia do já habitual e tradicional tango entre o jogo político e o jogo mediático. Até aqui, nada de novo. O que é mesmo bizarro é que alguém que afirma ver-se como Primeira-Ministra de Portugal reduza a realidade dos assuntos sensíveis a afirmações a "preto e branco".

 

Sobre a crueldade das touradas, Cristas afirmou que "talvez" tenha pena dos animais se pensar "muito, muito, muito, muito, muito". Para além deste enorme esforço cognitivo, reforçou ainda que olha para a tourada "como um bailado" e que no CDS a tauromaquia é uma tradição com um elevado número de aficionados. Vejamos: talvez esta visão estratégica nem sequer esteja assim tão apurada. Aliás, acredito que cada vez mais simpatizantes do CDS não se revêm nesta posição do partido. Mas vá aceitando que são necessários os sound bites generalistas e de compreensão fácil, não deixa de ser surpreendente a ligeireza com que uma candidata a Primeira Ministra, que se assume como afável e humana, desconsidere a sensibilidade da maioria da população portuguesa sobre este tema.

 

Se o CDS acredita que o expoente da excelência da nossa espécie está num ser humano arriscar a sua vida em frente a um animal e que a manutenção de tradições violentas é prioritária em relação à evolução humana – evolução esta que num dado momento passou a rejeitar a crueldade e a brutalidade gratuitas para divertimento de alguns –, então este partido não reúne os mais elevados princípios éticos para se posicionar como a principal alternativa ao Governo. E mesmo que a perpetuação do tauronegócio defendida pelo CDS fosse uma possibilidade, teria que ocorrer um retrocesso civilizacional no nosso país, cujos cidadãos estão cada vez mais comprometidos com uma democracia evoluída e com uma sociedade que não se alimenta do conflito estéril e da dominação de alguns por outros.

 

Comprometido com o sentido humanista que entende a cultura como um contributo caracterizador da evolução mental e civilizacional das sociedades que também serve para nos tornarmos melhores – e que, na verdade, melhor corresponde à sensibilidade contemporânea –, talvez possa deixar uma alternativa cultural para Assunção Cristas poder apreciar com a família: uma grande estreia de animação, O Touro Ferdinando, que para além de retratar questões contemporâneas como a protecção e o bem-estar animal, é um filme divertido e que educa pela sensibilidade, pelo respeito e pela empatia com todas as formas de vida. Sem querer revelar tudo, adianto já um pequeno resumo: pela sua figura imponente e assustadora, Ferdinando é escolhido como o maior e o mais rápido touro para participar nas corridas em Madrid. Mas como tem um coração generoso e não gosta de lutar com os outros, tudo faz para voltar à calma e à tranquilidade da quinta onde vivia.

 

Cara Assunção Cristas, recomendo mesmo e asseguro que sairá da sala de cinema com muito, muito, muito, muito, muito maior capacidade de se colocar no lugar do outro.»

 

Fonte:

 http://www.sabado.pt/opiniao/convidados/andre-silva/detalhe/se-pensar-muito-muito-muito-muito-muito-consigo-colocar-me-no-lugar-do-outro?ref=andre-silva_Destaque

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:37

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Sexta-feira, 9 de Março de 2018

AS GARRAIADAS SÃO A PROVA PROVADA DE QUE FREQUENTAR UMA UNIVERSIDADE NÃO DÁ ESTATUTO SUPERIOR A QUEM JÁ NASCE COM TENDÊNCIA PARA SER INFERIOR

 

O mês de Maio, o mês das Rosas e do renascer da Natureza, em Portugal, mancha-se com um comportamento imbecil, praticado por quem se diz “estudante do ensino superior” e demonstra instintos dos mais básicos, agravados por uma ignorância atascada, que envergonha os verdadeiros estudantes e a Universidade de Coimbra -  a ÚNICA NO MUNDO que apoia a tortura de jovens e inocentes bovinos, que sofrem a dor física e psicológica tal como nós.

 

 

 

 

 

Em nenhuma Universidade Europeia e do mundo, os estudantes, que têm o privilégio de entrar para o Ensino Superior, o qual, em princípio, serve para formar intelectualmente os que hão-de fazer EVOLUIR os países, se vêem estas iniciativas, que apenas dizem da inferioridade intelectual dos que nelas participam.

 

 É a nódoa negra do Ensino Superior em Portugal, que em nada dignifica o país, e a classe estudantil.

 

E o que fazem os Reitores e os Dux Veteranorum, expoentes máximos da Academia, para travarem esta onda de estupidez universitária?

 

APOIAM ESTA ESTUPIDEZ.

 

E quem apoia a estupidez como se designará?

 

E eis o que temos no mês de Maio, o mês das Rosas e do renascer da Natureza:

 

Um bando de ignorantes, já bem bebidos (o que é outra demonstração da inferioridade intelectual desses interventores), vai para uma arena, onde garraios, ou seja, touros de 2 e 3 anos, são cobardemente torturados psicológica e fisicamente, num jogo parvo, cruel e inútil, para o qual não estão preparados: puxam-lhes o rabo, obrigam-nos a andar à roda, molestando-os sem dó nem piedade. Parvamente.

 

Por vezes chegam a provocar-lhes a morte, como já aconteceu na arena da Póvoa de Varzim, (a cidade mais carniceira do Norte do País).  

 

Ainda que a “garraiada” seja uma variante “light” da tourada, os tormentos pelos quais passam os pequenos bovinos, ainda inexperientes, provocam-lhes fracturas várias, lesões internas, e ataques de ansiedade, bastante nocivos ao bem-estar deles.

 

Tudo isto é de uma cobardia e de uma falta de inteligência atroz.

 

Os “estudantes” que participam nesta estupidez académica deviam ser expulsos do Ensino Superior por não reunirem as faculdades mentais saudáveis requeridas para poderem frequentar tal Ensino, tais como espírito crítico, lucidez, consciência e posições esclarecidas, condizentes com o desenvolvimento científico e a evolução das mentalidades, para uma formação superior e capaz de fazer EVOLUIR um país.

 

É por estas e por outras que temos o País que temos: um pequeno paraíso terrestre cheio de gente inculta nos lugares-chave da governação.

 

Concluindo: se as garraiadas ainda persistem por ignorância dos “estudantes” que as incluem nos seus programas “académicos”, aqui deixamos este registo, para que saiam dessa ignorância e possam EVOLUIR.

 

Se persistirem na ignorância, melhor será desistirem de querer ser “doutores” porque simplesmente nunca passarão de parvos.

 

 Nota marginal:

 

E para os que criticam a minha linguagem, aqui deixo uma nota marginal: eu não estou a dissertar sobre POESIA.

 

Estou a discorrer sobre GARRAIADAS, uma prática parva, cruel e inútil, por isso, as palavras têm de ser adequadas às circunstâncias.

 

GARRAIADA COIMBRA.png

 

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:49

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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2018

EM SOUSEL CELEBRA-SE A PÁSCOA COM SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

Já não há privados que queriam ficar com os prejuízos que as touradas acarretam? Em Sousel não há problema, a junta de freguesia encarrega-se de as organizar.

E esbanjam-se dinheiros públicos em tortura de Touros, porque os privados já não se interessam por esta actividade troglodita…

Isto só acontece em países terceiro-mundistas e em terrinhas com um atraso civilizacional relevante, onde quem manda não sabe discernir entre o essencial, o útil, o necessário, o proveitoso, o Bem, o Bom e o Belo, e o absolutamente dispensável, por tudo o que representa, ou seja, pela imoralidade, pela desumanidade, pela parolice que patenteia, e pelo Mal, o Mau e o Feio que a tourada implica.

E viva a Páscoa desta gente!!!!!!

 

SOUSEL.png

Fonte:

https://www.facebook.com/umactivismopordia/photos/a.1822478214678340.1073741828.1822468628012632/1995042074088619/?type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:44

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Sexta-feira, 13 de Outubro de 2017

CARTA ABERTA A GONÇALO REIS, PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA RTP

 

TORTURA.jpg

ESTA É UMA ENORME COVARDIA DO ANIMAL-HUMANO QUE EXIBE A SUA INVIRILIDADE DIANTE DO ANIMAL NÃO-HUMANO EXAURIDO, NO CHÃO... QUEM PODERÁ APLAUDIR TAL IGNOMÍNIA SENÃO SÁDICOS E PSICOPATAS?...

 

Senhor Gonçalo Reis,

 

Estando o senhor comprometido com a falta de excelência, não o tratarei por “Excelentíssimo Senhor”, como é da praxe, porque de “excelência” não tem nada.

 

Tem esta Carta Aberta o objectivo de esmiuçar as suas lamentáveis e obtusas declarações públicas relativas à transmissão de selvajaria tauromáquica, ao vivo e a cores, na passada quinta-feira, dia 12 de Outubro, na RTP 1, estação pública, que vive à custa dos impostos dos portugueses, e que o senhor administra segundo a vontade de um lobby que, ao que parece, serve servilmente.

 

Disse o senhor:

 

«Faço questão de ir à corrida de toiros da Casa do Pessoal da RTP no campo pequeno. Antes de estar à frente da RTP não ia a touradas, não sou aficionado e confesso que passo metade do tempo a fazer perguntas básicas para o lado sobre o que se passa na arena.»

 

O senhor fez questão de ir aos “toiros” porque o senhor não passa de um servo da plebe, e isso ficou bem claro. Antes de estar à frente da RTP, não ia a touradas. Agora, que está à frente da RTP, tem não só de ir às touradas, como de transmiti-las e dizer bem dessa aberração moral e cultural, desse cancro social, porque é pago para isso. Infelizmente, com os impostos de milhares de Portugueses, que não se revêem nesse divertimento medievalesco e bruto.

 

E disse mais:

«Mas também sei que há que valorizar o património e as tradições; que há que dar espaço à diversidade das preferências dos públicos; que há que promover o país descentralizado e os ambientes não urbanos; que devemos ter presentes as posições sucessivas da ERC e da Assembleia da República no sentido de assegurar graus de liberdade na programação e divulgação das várias manifestações da sociedade; que, como diz o Sérgio Sousa Pinto, os bilhetes das touradas são caros e os cidadãos têm o direito de as ver na TV em aberto.»

Há que valorizar que património? Que tradição? Que diversidade de preferências? Que promoção? Que ERC? Que Assembleia da República? Que assegurar graus de liberdade? Que direito de quais cidadãos? A tortura de bovinos indefesos numa arena, para divertir sádicos e exorcizar a invirilidade e os maus instintos dos envolvidos nestas práticas medievalescas e selváticas, não cabem nisso que considera ser património, tradição, liberdade, direitos. Não sei se já reparou que a Idade Média ficou lá muito para trás, e que o que era, já não é, o mundo evoluiu e apenas oito tristes países entre 193, existentes em todo o mundo, ficaram plantados na Idade das Trevas, e infelizmente Portugal é um deles. E o que sabem a ERC e a Assembleia da República de Ética, Evolução e Civilização?

E disse ainda mais:

«De facto, as minhas preferências pessoais são outras, mas assim como defendo que os amantes de artes plásticas merecem tê-las na RTP, também acho que cabe à RTP ser plural na programação, agindo com tolerância e cobrindo os interesses dos vários públicos.»

 

As suas preferências ficaram aqui bem vincadas: está-se nas tintas para a qualidade da programação da RTP, e é lamentável que ponha no mesmo saco uma prática selvática assente na mais profunda ignorância, e artes plásticas, que é puro saber. Não tem a mínima noção do que são as artes plásticas. A pluralidade de uma programação jamais passou pela tortura de seres vivos, em directo, em estações televisivas livres. Ao transmitir touradas na RTP, o senhor está apenas a cobrir os interesses de uma minoria constituída por psicopatas e sádicos, incluindo nessa minoria aquelas duas dezenas de famílias que exploram este “negócio carniceiro” que causa repulsa ao mundo civilizado. Ser plural e tolerante não passa por dar cobertura a práticas cruéis e repulsivas, que as sociedades modernas rejeitam.

 

Com estas declarações, o senhor demonstrou estar tão-só a cobrir os interesses do lobby tauromáquico, que é poderoso porque os fracos obedecem-lhe cegamente, sem o mínimo sentido crítico; o senhor revelou falta de lucidez e não ter personalidade própria, uma vez que ao dizer que a tortura é um “bom espectáculo” ou um “espectáculo familiar”, como declarou numa entrevista, é de alguém que não sabe o significado de bom e de familiar, e é manifestamente servil.

 

Deixar-lhe-ei aqui DEZ RAZÕES PARA NÃO TRANSMITIR MAIS TOURADAS NA RTP porque nunca é demais fornecer argumentos para chamar a atenção de pessoas como o senhor, que demonstrou não ter a mínima Cultura Crítica.

 

1 - Porque é desumano usar animais para entretenimento humano, especialmente quando o “espectáculo” é conseguido à custa do sofrimento cruel e desnecessário dos animais. Os Touros são seres vivos pacíficos e dóceis e não merecem o tratamento cruel que o "homem" lhes dá, para se divertir e divertir os sádicos.

 

2 - Porque a tourada é um costume bárbaro e cruel (não é uma tradição, porque as tradições dignificam o Homem, e a selvajaria tauromáquica coloca o "homem" abaixo da escala animal) o qual (costume) tem como objectivo provocar dor e sofrimento a um animal não-humano, para exorcizar a invirilidade dos animais-humanos que nela intervêm, e com isso encher os bolsos a uns tantos energúmenos.

 

3 - Porque a tourada é um “jogocobarde e injusto, em que os únicos intervenientes sujeitos ao perigo são os Cavalos e os Touros, e nunca os animais-humanos. A tourada não é desporto nem arte. É um confronto desleal e cobarde entre os sádicos "humanos" armados de bandarilhas e espadas e um animal senciente, indefeso, inocente e inofensivo.

 

4 - Porque o sofrimento dos animais não se resume à arena. Os jovens Touros e Vacas são repetidamente torturados em treinos. Durante toda a sua vida, estes animais não conhecem mais do que a dor e a agonia lancinantes.

 

5 - Porque no mundo da tauromaquia nenhum animal é tratado com respeito e dignidade. Os próprios Cavalos sofrem as investidas desesperadas dos Touros. Para os sádicos tauromáquicos, os animais não têm direitos nem sentimentos: significam apenas um sujo lucro.

 

6 - Porque horas antes da entrada na arena, os Touros são enclausurados num lugar escuro, espicaçados, drogados, espancados, os seus chifres são cortados a sangue-frio, por isso quando os soltam na arena eles correm esbaforidos, parecem “bravos”, mas estão apenas angustiados, assustados, acossados, a tentar, desesperadamente, fugir dali. Mas os Touros não têm qualquer hipótese de fuga e protecção, ficam à merce de psicopatas, por vezes, lá reúnem as derradeiras forças para defenderem o que lhes resta de vida, e ferem e matam os seus carrascos. Legitimamente.

 

7 - Porque os Touros sofrem lesões gravíssimas provocadas pelos ferros espetados no dorso. Quando são reencaminhados para os curros, os ferros são-lhes arrancados da carne com o auxílio de facas, sem qualquer tipo de anestesia, sem qualquer compaixão, como se não fossem feitos de carne e osso, como os seus carrascos.

 

8 - Porque depois de ser “lidado”, o animal permanece na maioria das vezes, dois a três dias em sofrimento angustiante e atroz, à espera que o matadouro mais próximo reabra para que possa finalmente ser abatido.

 

9 - Porque a tourada deseduca e insensibiliza o público. A tourada não é cultura, é pura crueldade e maldade e apela aos maus instintos, aos maus-tratos dos animais. Levar crianças a ver tourada seja na televisão ou na arena, contribui para a sua deformação mental, e continuidade desta actividade degradante, cruel e medievalesca.

 

10 - Porque os Seres verdadeiramente Humanos não alimentam a crueldade e ganância de indivíduos que vivem da tauromaquia e à custa dos nossos impostos, e que ao torturar seres inocentes, inofensivos e indefesos, envergonham Portugal e toda a Humanidade.

 

Para terminar, senhor Gonçalo Reis, recomendo-lhe que leia estes dois textos, para que tenha a noção daquilo que aqui pus em causa:

 

CULTURA E CIVILIZAÇÃO

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/22410.html

 

A CARTA DO GRANDE CHEFE SEATTLE

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/15806.html

 

E agora despeço-me com fé e esperança no triunfo da lucidez,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:46

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Sábado, 7 de Outubro de 2017

ILEGALIDADES E CRUELDADES NUMA TOURADA EM VILA FRANCA DE XIRA COM O AVAL DA IGAC E DO GOVERNO PORTUGUÊS

 

 

ATENTEM NESTA MONSTRUOSIDADE!

 

Isto, não lembraria nem ao diabo, nem ao mais criativo autor de filmes de TERROR.

Mas lembrou aos de Vila Franca de Xira que, para se divertirem, urdiram o mais cruel acto praticado sobre um TOURO CEGO.

 

A inspecção-geral das actividades “colturais” (IGAC) fez vista grossa, aliás como sempre faz, quando se trata da barbárie tauromáquica. E o governo português diz ámen

Porquê?

Teremos de procurar a resposta no estado paupérrimo da Saúde Mental em Portugal ao mais alto nível

 

bandarilhas-negras.jpg

Estas são as bandarilhas negras, que servem para CASTIGAR os touros. Castigar porquê? Só os psicopatas, que as utilizam, deverão saber porquê.

 

Este episódio negro e crudelíssimo teve lugar na tourada realizada no passado dia 5 de Outubro, em Vila Franca de Xira (onde mais poderia acontecer tal barbaridade?)

 

Diz a notícia que «um dos touros que foi chacinado era cego de uma vista, no entanto, o veterinário (que não seria médico-veterinário) não conseguiu descortinar tal facto e o mesmo aconteceu com a IGAC e o director da tourada». Todos mais cegos que o infeliz Touro.

 

Ora no Regulamento do "Espectáculo" Tauromáquico (RET, que é um monumento à estupidez do Homo Parvus) um dos motivos, logo o primeiro, para se rejeitar bovinos, numa “ocorrência” tauromáquica (porque de “espectáculo” a barbárie nada tem) é precisamente o de ter defeitos na visão.

 

E um dos Touros massacrados era cego.

 

Como se isto só por si não fosse já demasiado cruel, o infeliz touro cego, «foi bandarilhado não com um par, mas sim com dois pares de bandarilhas negras».

 

E o que é isto de bandarilhas negras?

 

«As bandarilhas negras ou bandarilhas de castigo são usadas em Espanha sendo que o arpão das mesmas é praticamente o dobro do arpão de uma bandarilha regular

 

E de Espanha, já veio a prática selvática da tauromaquia, mas os psicopatas portugueses são sedentos de sangue. Têm de importar as maiores crueldades que ainda se praticam em alguns (felizmente já poucos) dos mais atrasados municípios espanhóis.

 

O tal RET, onde está regulamentado o modo como se há-de torturar touros nas arenas, «no capítulo dedicado a ferragens leia-se instrumentos de tortura, não inclui este tipo de ferro o que significa, que as mesmas, foram usadas ilegalmente para castigar um animal que era cego de um olho

 

Não perguntarei para que serve a IGAC, nem o RET, porque nem um nem outro servem rigorosamente para NADA, a não ser para sugarem os nossos impostos.

 

O que me ocorre dizer é que não se surpreendam os bárbaros tauromáquicos, quando morre um deles,por nós, que odiamos estas crueldades, estas desumanidades, estas impiedades, não chorarmos baba e ranho por eles, mas a sua morte ser-nos completamente INDIFERENTE, e dizermos bem alto: é menos um fazer o mal neste mundo, porque monstros deste calibre não fazem a mínima falta ao mundo.

 

Que este pobre Touro Cego possa descansar em paz, depois dos horrores por que passou.

 

A minha revolta, a minha repulsa, o meu asco é infinitamente infinito

 

Não é este Portugal  bárbaro que  devemos deixar aos vindouros.

 

Fonte da imagem e deste “filme “de TERROR:

https://protouro.wordpress.com/2017/10/07/vfx-touro-cego-e-bandarilhas-negras/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

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Terça-feira, 3 de Outubro de 2017

«TOURADAS: SOBRE A CORAGEM E A VERDADE NO SÉCULO XXI»

 

Um abominável artigo, sobre a abominável prática selvática da tourada, e o comentário de um amigo que subscrevo na íntegra

 

TOURO.jpg

É esta a verdade da selvajaria em pleno século XXI depois de Cristo

 

«Começo muito mal o dia, ao ler este artigo (?) de propaganda das touradas – um nojo!

 

Quem o escreve é a aberração humana que preside à Federação Portuguesa de Tauromaquia (?) – como é possível a existência de uma agremiação deste tipo em Portugal, nos dias de hoje?

 

O artigo é um insulto a todos os portugueses verdadeiros, ou seja, dignos desse nome!

 

Vi no Facebook o que se escreveu em 2015 sobre a aventesma – que tem o descaramento de agora o repetir, acobertado pelo Governo, e nomeadamente pelo Ministério da Cultura.

 

Os três primeiros comentários, que aprovo, dizem muito: do irracional autor e da vergonhosa cumplicidade da direcção do jornal.

 

(Este o teor de um e-mail que me foi enviado por um amigo)»

Faço totalmente minhas as palavras do meu amigo.

 

Espero, muito sinceramente, que o BE, o PEV e o PAN (uma vez que o PS, PSD, CDS/PP e PCP (farinha do mesmo saco) são a favor da TORTURA ANIMAL reprovem este «texto que nos envergonha e enxovalha, e lutem para que o OE2018 não contemple, nem com um cêntimo, o "abono" à dita Federação - é preciso não esquecer: em Portugal há milhares de crianças com fome

 

O abominável artigo pode ser lido aqui:

https://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/convidados/interior/touradas-sobre-a-coragem-e-a-verdade-no-seculo-xxi-8816180.html 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:23

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