Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

SANTO CATÓLICO FESTEJADO COM INDESCRITÍVEL CRUELDADE

 

Uma vaquinha amarrada grita de dor ao tentar fugir, nas “festas” de São Mateus, em Cuenca-Espanha

 

Como é possível um tal HORROR em pleno Século XXI depois de Cristo?

 

«A CRUELDADE BRUTAL DOS TOUROS À CORDA»

Por Prótouro – Pelos Touros em Liberdade

 

Não existem adjectivos para qualificar todos os que exploram, abusam e torturam bovinos com a única finalidade de se entreterem.

 

Portanto não é para admirar que a paciência dos defensores dos animais se vá transformando aos poucos em raiva, raiva essa que leva a que muitas pessoas desejem a morte de todos os que abusam de animais.

 

E é exactamente por compreendermos esse desespero e raiva que não criticamos aqueles que se congratulam com a morte de tauricidas e quejandos, porque sabemos, que enquanto a tortura não for abolida estes seres sub-humanos não pararão de torturar e matar animais.

 

E a título de exemplo da raiva que se apodera de nós quando assistimos à barbaridade que é praticada contra bovinos, um vídeo filmado em Cuenca, Espanha mostra o desespero e os gritos lancinantes de uma vaca que tenta libertar-se dos seus algozes.

 

Qualquer vídeo de tortura animal choca-nos, mas este, tocou-nos profundamente porque os gritos de desespero desta vaquinha não param de ecoar nos nossos ouvidos, tal como nunca pararam de ecoar nos nossos ouvidos os gritos de dor dos touros estoqueados vezes sem conta até à morte em Barrancos.

 

Neste caso, tal como em Barrancos não havia música para abafar o sofrimento dos herbívoros que são barbaramente torturados em nome de uma suposta cultura.

 

Suposta cultura essa que continua a ser obscenamente apoiada por legisladores corruptos que há muito que se venderam à tauromáfia e nós perguntamo-nos até quando?

Até quando?

 

Prótouro

Pelos touros em liberdade

 

Fonte:

https://protouro.wordpress.com/2018/09/23/a-crueldade-brutal-dos-touros-a-corda/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:59

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Segunda-feira, 30 de Outubro de 2017

MENSAGEM QUE APELA AO FIM DA TORTURA ANIMAL DIRIGIDA AO PAPA FRANCISCO

 

«Papa Francisco acabe com a tortura animal Ingrid Chávarri exorta o Papa Francisco e a igreja católica a pôr em vigor a encíclica de São Pio v, "De Salutis Gregis Dominici", que proíbe a tauromaquia. Também menciona a encíclica "Laudato se", contra o abuso animal, escrita pelo Papa Francisco.»

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You Tube: Espaço Público TV

Twitter: @Espaciopublictv

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:20

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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2016

DENÚNCIA À COMISSÃO DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS (CPCJ): MUNICÍPIO DE CORUCHE PROMOVE LARGADA DE BEZERRAS PARA CRIANÇAS…

 

… com o nítido objectivo de “fabricar” aficionados de tortura animal, que nem, no futuro, estudos superiores poderão recuperar para a racionalidade…

 

Além de ser uma violência psicológica e uma crueldade para com estas desventuradas bezerrinhas, animais sencientes como os cães e os gatos, é uma violência e uma crueldade também para com as crianças de Coruche, que crescerão mentalmente deformadas.

 

Nenhum país evoluído trata deste modo desnaturado, as suas crianças…

 

Enviado para: cnpcjr@seg-social.pt

 

CORUCHE1.jpg

Origem da foto:

https://www.facebook.com/municipiocoruche/photos/ms.c.eJxlj8kNwAAIwzaqSLj3X6xSP5XC18IGYMhEBAjG1NaDn8BcCFNJrlqdSuaUVy1aSJlnF33UCupMHdKtZKid1Zvd9HfHKuFXfgHt6EC6.bps.a.10155144120553696.1073742350.403666138695/10155144122623696/?type=3&theater

 

A este propósito sugiro a leitura deste texto muito elucidativo:

Da Violência nas Touradas à Educação Violenta: uma perspectiva psicológica

http://vitorrodriguespsicologo.weebly.com/uploads/3/5/9/1/3591670/touradas-psi.pdf

 

CORUCHE2.jpg

 

CORUCHE3.jpg

 Origem das fotos: Câmara Municipal de Coruche

(como se isto fosse algo muito cultural e educativo para crianças...)

 

https://www.facebook.com/municipiocoruche/photos/ms.c.eJxlj8kNwAAIwzaqSLj3X6xSP5XC18IGYMhEBAjG1NaDn8BcCFNJrlqdSuaUVy1aSJlnF33UCupMHdKtZKid1Zvd9HfHKuFXfgHt6EC6.bps.a.10155144120553696.1073742350.403666138695/10155144121848696/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:38

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Sexta-feira, 22 de Julho de 2016

TOURADAS E CLIENTELAS POLÍTICAS

 

"Não deixa de ser estranha a indiferença e o alheamento com que a esmagadora dos deputados reagiu a esta exposição nua e crua da tortura animal."

 

Editorial do Público a 22 de Julho de 2016.

 

PAN ::: Pessoas-Animais-Natureza

 

 

PÚBLICO.png Fonte:

https://www.facebook.com/PANpartido/photos/a.920439104683852.1073741876.890462117681551/1128032237257870/?type=3&theater

 

Refere o Diário de Notícias:

 

"Pateada forte na bancada social-democrata", com o deputado "a fazer o gesto de quem espeta um par de bandarilhas e a lançar um 'olé!'".

 

A ideologia tauromáquica assusta e faz perpetuar uma actividade parasita do Estado, traduzida em numerosos e criativos procedimentos com dinheiros públicos. Vejam a lista:

 

- Isenção de taxas para ocupação da via pública;

 

- Mão de obra de funcionários camarários para trabalhos de montagem, manutenção e desmontagem de estruturas de apoio;

 

- Compra de publicidade;

 

- Empréstimo de transportes municipais, aluguer de viaturas, cedência de materiais e equipamentos municipais;

 

-Organização de touradas e festejos taurinos, compra e oferta de bilhetes de corridas;

 

- Aluguer de touros, contratação de cavaleiros e matadores, subsídios a colectividades tauromáquicas;

 

- Contratação de serviços de limpeza de ruas e de recintos que receberam eventos tauromáquicos;

 

- Oferta de almoços e jantares, prémios, condecorações e ofertas;

- Compra de livros alusivos;

 

- Patrocínio de escolas de toureio, financiamento de casas-museu de matadores de touros;

 

- Cedência de fracções de imóveis, doação de propriedades;

 

e

- A cereja no topo do bolo, as faraónicas obras de reabilitação e recuperação de praças de touros, templos da cultura da violência e da morte.

 

Até quando?

 

PAN - A causa de tod@s

 

Fonte

https://www.facebook.com/PANpartido/posts/1127429157318178

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:50

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Quinta-feira, 30 de Junho de 2016

VITÓRIA! BANIDO O “TORO DE LA VEGA” EM TORDESILHAS

 

Orgulho-me de ter contribuído para o fim da tortura de Touros perfurados com lanças até à morte, nas ruas de Tordesilhas, uma prática extremamente bárbara e cruel agora abolida da face da Terra.

 

Mais uma grandiosa vitória… em Espanha…

 

TORO DE LA VEGA.jpg

 

O Partido Animalista PACMA trabalhou durante 11 anos pelo fim do “Toro de la Vega”, com o apoio da sociedade espanhola e de muitos outros animalistas estrangeiros, nos quais me incluo.

 

Graças a milhares de pessoas que apoiaram a campanha do PACMA, hoje podemos dizer que o “Toro de la Vega” faz parte de um passado tenebroso, que atirava Tordesilhas para um tempo mais antigo do que o pré-histórico.

 

O Partido pelos Direitos Animais (PACMA) comemorou esta vitória dois dias depois de ter alcançado o seu maior número de votos na história das eleições gerais de Espanha (285 mil).

 

«Não vamos retroceder agora. A Espanha precisa de continuar a lutar para fazer parte da Europa verdadeiramente civilizada, onde os animais não humanos não são torturados e mortos para divertimento», afirmou Luis Víctor Moreno, vice-presidente do PACMA.

 

Os defensores desta prática brutal justificavam-na por se realizar “há mais de 500 anos”, utilizando o argumento da tradição para ocultar a crueldade destas práticas.

 

O Toro de la Vega tinha início com um Touro a correr assustado pelas ruas da cidade, sendo perseguido por trogloditas. Assim que o animal saía da cidade, os trogloditas, munidos de lanças compridas, atacavam e perfuravam o animal até a morte.

 

E tinham a ousadia de chamar a isto “divertimento cultural”.

 

 O PACMA, que tem contribuído para o fim de muitas destas atrocidades em Espanha, continuará a sua luta até acabar com todas as outras práticas pré-históricas de tortura animal, incluindo as abomináveis touradas.

 

E eu estarei ao lado do PACMA.

 

Pudéssemos nós, em Portugal, darmos passos tão significativos como este, em direcção à abolição destas práticas antiquadas, que só dizem da demência de quem as pratica, aplaude, promove e legisla.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:22

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Quinta-feira, 23 de Junho de 2016

AS SANJOANINAS E A TORTURA ANIMAL

 

SANJOANINAS.jpg

 

Texto de Mariano Soares

 

Como é do conhecimento público e como tem sido hábito pelas sanjoaninas, Angra do Heroísmo transforma-se na capital da tortura de bovinos e da deseducação de jovens e crianças. Tal só é possível com o apoio por parte da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, nos últimos cinco anos, de um milhão e trezentos mil euros e este ano de cem mil euros.

 

Se formos investigar os programas das festas ao longo dos tempos facilmente se concluirá que a “nobreza” angrense sempre associou umas festas com uma forte componente recreativa ao mais arcaico e vil acto de torturar e matar animais para divertimento de seres que se dizem humanos.

 

Não vamos ser exaustivos e comentar ano a ano os diversos programas apresentados pelas diversas comissões organizadoras das sanjoaninas para não massacrar os corações dos seres humanos mais sensíveis. Neste texto, limitar-nos-emos a dar a conhecer alguns aspectos menos conhecidos que não abonam a favor do bom nome dos angrenses, pois nem todos têm culpa de na sua terra viverem pessoas sem escrúpulos e sanguinárias.

 

Entre 1812 e 1814, o inglês Briant Barret visitou as sete ilhas dos Açores do grupo central e oriental, tendo assistido na ilha Terceira às festas do Espírito Santo e às festas em honra de São João.

 

Num manuscrito ainda inédito, existente na Biblioteca Pública de Ponta Delgada, Barret relata as barbaridades que observou numa tourada onde, para além dos touros, eram vítimas de maus tratos outros animais, como gatos, coelhos e pombos.

 

Em 1839, segundo o jornal “O Angrense”, no último dia dos festejos, houve uma simulação de uma caçada, sendo as vítimas coelhos e pombas e algozes quem matou não por necessidade de alimento mas por puro sadismo. Para os leitores ficarem com uma ideia do divertimento abaixo transcrevemos o relato do que ocorreu:

 

Depois de sair a Dança, quando todos os espectadores estavam mutuamente aplaudindo o espectáculo, e não esperavam senão pela cavalhada, um novo entretenimento inesperado deu entrada na Praça, que obteve muita aceitação. Alguns mascaras era trajes de caçadores, trazendo uma matilha de cães, e a tiracolo os seus furões, fizeram introduzir na Praça uma coluna artificial, coberta de arbustos e fetos, dentro da qual estava invisível um indivíduo, que lançando amiudadamente pombas e coelhos, dava aos caçadores aquele prazer que sentem em empregar um tiro. O latido dos cães que corriam atrás dos coelhos, a sagacidade do furão que desalojava, e trazia os que se escondiam nas covas do monte; a bulha, os gestos, e vozearias dos caçadores, dava perfeitamente uma ideia do que é uma caçada, e satisfez por extremo aos que nunca tinham visto aquele divertimento”.

 

Num texto publicado em 1925, Gervásio Lima descreveu como eram as festas de São João na Ilha Terceira. Através da sua leitura ficámos a saber que houve grandes alterações, uma das quais foi o facto dos responsáveis pelas mesmas terem sobrevalorizado a componente profana e mandado às urtigas a religiosa. Na componente profana, com a bênção da igreja que se agarra a tudo para não perder seguidores, nunca faltaram as touradas, primeiro com touros em pontas “até que um decreto ordenou que se serrassem as pontas, pelas muitas mortes que causavam

 

Sobre o assunto, escreveu Gervásio Lima: “Os jogos de luta e destreza, as justas e torneios, que terminavam sempre por corridas de toiros, em pontas, nos primeiros anos, em que chegaram a matar segundo o uso de Espanha e, talvez, por influência da dominação filipina que na alvorada do século XVII exerceu predomínio nos costumes terceirenses”.

 

Nem no ano em que Portugal saiu de uma ditadura que, para além de torturar e matar os seus cidadãos que pensavam de modo diferente ou os que, sendo da mesma laia, caíam em desgraça, sempre acarinhou a tortura animal, as festas de São João de Angra do Heroísmo deixaram de torturar touros e cavalos.

 

Em 1974, para além de uma tourada à corda e de uma espera de gado, realizaram-se três touradas de praça. A primeira tourada de praça mereceu um texto publicado no Diário Insular assinado por Bruges da Cruz que demonstra a sua falta de humanidade já que nem uma palavra escreveu sobre a tortura animal, sendo a única preocupação com a mansidão dos touros. Segundo ele “na verdade, com touros tão mansos não se pode tourear”.

 

Não podia terminar este texto sem dedicar uma frase ao senhor Bruges da Cruz e a todos os promotores e frequentadores de touradas: “com gente tão reles, sádica e retrógrada o mundo não pode evoluir”.

 

20 de Junho de 2016

Mariano Soares

 

Fonte:

https://www.facebook.com/graciosalivredetouradas/photos/a.1405882762957767.1073741828.1405880586291318/1748182195394487/?type=3&theater

 

(AVISO: uma vez que a aplicação do AO/90 é ilegal, não estando efectivamente em vigor em Portugal, este texto foi reproduzido para Língua Portuguesa, via corrector automático).

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:24

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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2016

ILHA TERCEIRA: A TOURADA DOS ESTUDANTES JÁ NÃO É O QUE ERA

 

Este ano não houve o cortejo pelas ruas e a tourada dos estudantes já não teve a adesão de outrora, quando se conseguia encher a praça de touros. Este ano a praça esteve quase vazia e também quase de certeza foi gente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense que esteve por trás da organização da tourada, e não uma comissão de alunos como era habitual

É que:

A tourada dos estudantes já não é o que era

Até porque os tempos são de evolução

 

TOURADA ESTUDANTES.png

 

Texto de J. A.

 

«Por muito que alguns conservadores do que não interessa conservar queriam, as touradas já não são o que eram, estando cada vez mais próximo o seu fim. A sua sobrevivência nos dias de hoje só acontece devido ao forte investimento que desde sempre existiu na habituação dos mais novos e aos apoios públicos que tem recebido dos governos, autarcas e da hipócrita Comunidade Europeia.

 

Este ano, para desgosto de alguns, a tourada dos estudantes, realizada anualmente em Angra do Heroísmo, não existiu ou foi uma pequeníssima mostra do que foi no seu auge.

 

Os grandes defensores da aberração em defesa da sua dama alegam a sua antiguidade, a sua sobrevivência ao Estado Novo e a sua necessidade como escola de captação de aficionados/ toureiros.

 

Começando pelo fim, o saudável desinteresse manifestado pela maioria dos estudantes é sinal de que os tempos são outros e que a tortura de animais para divertimento já teve melhores dias. Além disso, demonstra que o investimento feito anualmente em eventos tauromáquicos para crianças deixou de surtir os efeitos que eles pretendiam, isto é tornar cada criança um adepto da tortura animal.

 

O argumento de que a tourada dos estudantes se sobreviveu ao Estado Novo também terá de continuar em regime de democracia representativa não faz qualquer sentido.

 

Não faz sentido, em primeiro lugar porque torturar animais é uma barbaridade que com o aumento do conhecimento que se tem sobre os animais já devia ter sido banida há muito tempo e em segundo lugar porque na tourada dos estudantes nunca ninguém levantou a sua voz contra os ditadores que governaram Portugal durante 48 anos.

 

A este propósito convém recordar que foi durante o Estado Novo, que a tourada dos estudantes atingiu o ponto máximo da tortura animal, tendo nos primeiros anos revestido a capa da solidariedade social, a favor da Caixa Escolar do Liceu de Angra, em 1933 e 1936 ou do Dispensário Antituberculoso, em 1935.

 

Ainda sobre a balela da tourada poder eventualmente incomodar o Estado Novo, pouco há a dizer já que não seriam os filhos dos “fidalgos pobres” e afins, serventuários do regime, que iriam contestar alguma coisa. Além disso, o Estado Novo servia-se da tauromaquia para divertimento dos seus seguidores e do povo em geral e para colmatar as suas falhas em termos de apoio social. A título de exemplo, cita-se a realização de uma tourada, em 1946, com a presença do Ministro da Guerra Fernando Santos Costa e das autoridades civis e militares da ilha, a realização de touradas a favor da Legião Portuguesa (em 1939), da Mocidade Portuguesa (em 1941) e a favor ou promovida pelo Movimento Nacional Feminino (em 1971, 1972 e 1973).

 

Sobre a tourada dos estudantes propriamente dita, começou por ser semelhante a todas as outras, com os animais a serem torturados sem apelo nem agravo, passando mais tarde a ser mais “brincadeira de rapazes e de algumas raparigas”, onde já não eram cravados ferros, como acontecia nos primeiros anos da década de 80 do século passado, onde o cortejo constituía o principal da festa.

 

Hoje, quando em todo o mundo se caminha para a abolição de uma prática retrógrada e bárbara, não faz qualquer sentido o regresso aos primeiros anos, de tortura extrema, nem mesmo aos tempos em que a tortura física foi mais atenuada.

 

Para quem viveu, assistiu ou mesmo participou numa tourada dos estudantes, mas que fruto das leituras e da reflexão pessoal chegou à conclusão de que o uso de animais para divertimento não faz qualquer sentido, apenas fica alguma mágoa pela não realização do desfile, pelas ruas de Angra do Heroísmo.

 

Os jovens de hoje e os do futuro, estamos certos, encontrarão outras formas e meios de exteriorizar o seu humor e a sua irreverência.

 

Parabéns à juventude terceirense que já não participa em touradas.»

J.  A.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:47

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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2015

EURODEPUTADOS PORTUGUESES CONTRA E A FAVOR DA TORTURA ANIMAL

 

(Para memória futura)

eurodep2015_500a.jpg

 

Sentido do voto dos eurodeputados portugueses em relação à Resolução: Verde: voto a favor. Laranja: abstenção. Vermelho: voto contra. Cinzento: não presente.

 

Texto matportugal

No passado dia 28 de Outubro foi votada no Parlamento Europeu uma Resolução para impedir que cerca de 140 milhões de euros da Política Agrária Comum (PAC) sejam utilizados, como em anos anteriores, para financiar as touradas. A Resolução considerava também que este tipo de financiamento constitui uma clara violação da Convenção Europeia relativa à Protecção dos Animais nos Locais de Criação.

 

A Resolução foi aprovada por uma larga maioria dos eurodeputados (438 votos), dando um claro e inequívoco sinal daquilo que a cidadania europeia pensa sobre o financiamento público a este tipo de espectáculos bárbaros e sangrentos de tortura animal.

 

A imensa maioria dos que votaram contra a Resolução (155 dos 199 votos) foram eurodeputados pertencentes ao Partido Popular Europeu. Considerando que a maioria destes eurodeputados representa povos e países nos quais a tauromaquia está felizmente proibida, não deixa de surpreender o sentido do seu voto. Devemos interpretar portanto que os eurodeputados deste partido, no poder na Europa, não votam segundo o interesse dos cidadãos, senão segundo os interesses de determinados grupos ou máfias económicas. Neste caso, segundo os interesses da indústria tauromáquica que, nos três países nos quais ainda é legal, vive graças às suas relações com a política e à custa dos fabulosos subsídios públicos que dela recebe.

 

Os eurodeputados portugueses infelizmente não fugiram à regra. Todos os eurodeputados do PSD e do CDS, pertencentes ao Partido Popular Europeu, votaram contra a Resolução, defendendo a tortura animal e os subsídios públicos. Os eurodeputados do PS votaram divididos, uns a favor, outros contra, e outros abstiveram-se. Todos os restantes eurodeputados, do PCP, BE, PT e PDR, votaram a favor da Resolução, condenando a tortura animal.

 

É de destacar a evolução favorável do conjunto dos eurodeputados socialistas, integrados no grupo dos Socialistas e Democratas, que numa votação equivalente realizada em 2014 votaram maioritariamente junto ao Partido Popular no apoio aos subsídios à tauromaquia. Infelizmente só três dos eurodeputados socialistas portugueses seguiram até agora esta evolução positiva. Os outros ainda não evoluíram.

 

in:

http://matportugal.blogspot.pt/2015/11/eurodeputados-portugueses-contra-e.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:17

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Domingo, 1 de Novembro de 2015

TOURADAS NA RTP É NEGLIGÊNCIA SOCIAL

 

Artigo imperdível! (para partilharem muiiiiiiito!)

 

TOURADAS RTP.png

 

Alguém me consegue dar um argumento lógico que justifique o facto de a RTP transmitir touradas? Vá, que seja meio argumento! Com meio já me contento, tal é a estupidez do acontecimento.

 

Já agora, e enquanto não acabam com a única coisa na TV que consegue ser pior que a Casa dos Segredos, há por aí quem me consiga explicar porque é que as touradas não passam com bolinha vermelha?

 

Primeiro, e corrijam-me se eu estiver enganado, a RTP continua a ser do Estado e, de uma ou outra forma, uma parte dos nossos impostos vão lá parar. Portanto, cada vez que eu choro por descontar 25% ao passar um recibo verde, por exemplo, posso chorar ainda mais por saber que estou a contribuir forçadamente para aquela barbaridade. Adoro saber que contribuo financeiramente para a não evolução do nosso país. Juro, até me sinto um cidadão melhor.

 

Depois, e desta vez insultem-me se eu não estiver certo, não é suposto a RTP desempenhar um serviço público com o objectivo de desenvolver o país? Claro que não podemos todos gostar de toda a programação, claro que há conteúdos mais bacocos e com pouco sentido. Mas espetar ferros num touro e fazer disso um espectáculo com direito a transmissão no canal público é como fazer com que toda a gente da vila vá para a praça central aplaudir os escravos a ser chicoteados no pelourinho. A única diferença é cerca de 6 séculos. “Ai! Mas não gostas, não vês, mudas de canal!” – o meu argumento preferido de quem é a favor. Claro, quando eu mudo de canal, o dinheiro dos meus impostos já não vai de certeza para a tortura animal. Problema resolvido. Quando há merda no mundo, fecha-se os olhos e espera-se que passe, não é?

 

Mas já agora, e enquanto não acabam com a única coisa na TV que consegue ser pior que a Casa dos Segredos, há por aí alguém que me consiga explicar porque é que as touradas não passam com bolinha vermelha no canto superior direito? Se calhar sou eu que estou a ser burro, mas como é que um filme com umas cenas de pancada, perseguições e explosões é mais violento que um homem a cavalo à volta de um touro a espetar-lhe ferros e desprezo enquanto aplaudido por tanto energúmeno? Como é que um filme com cenas de sexo e amor (e sabendo que tão poucas vezes é minimamente explícito) é mais ofensivo para a sociedade que um touro a esvair-se em sangue e dignidade? Perdoem-me se sou obtuso, mas não compreendo como é que ver touradas, ao vivo ou na TV, pode ser benéfico para a aprendizagem de uma criança, ao ponto de nem se dignarem a usar a bolinha vermelha.

 

Não, filho. Não podes ver o Fight Club porque há socos, sangue e problemáticas existenciais que não vais perceber. Sim, filho. Podes ver os Bastinhas e companhia (reparei que isto parece Batatinha e Companhia, o que até faz todo o sentido) porque há supremacia do Homem, sangue animal e vais perceber que o mundo funciona assim porque é tradição.

 

Uau, tanto sentido que isto faz.

 

E por tudo isto e mais alguma coisa, e no meio de tanto valor que a RTP tem, a transmissão de barbáries é uma nódoa que caiu no melhor pano mas que é grande demais para se poder ignorar.

 

Já chega, RTP. Chega desta negligência social.

 

Fonte: Sol

 in:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/10/31/artigo-imperdivel-touradas-na-rtp-e-negligencia-social/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:29

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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

TIRANDO OS BONS, OS ESPANHÓIS SÃO DO MAIS CRUEL E PRIMITIVO QUE EXISTE À FACE DA TERRA, NO QUE RESPEITA À TORTURA ANIMAL

 

LUMINARIAS

 

 

 

TORO DE LA VEGA

 

 

 

 

TORO JUBILO

 

 

 

BECERRADA

 

 

 

TOURADA

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:00

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Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

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