Segunda-feira, 1 de Abril de 2019

REJEITADO O VOTO DE CONGRATULAÇÃO DO PAN PELO FIM DA PRÁTICA BÁRBARA ESPANHOLA DO “TORO DE LA VEGA”

 

Fiquei completamente PERPLEXA! Porque o torneio do “Toro de la Vega” era uma prática absolutamente crudelíssima, indigna da mais vil de todas as criaturas, quanto mais de seres que são designados como seres humanos.

 

«Era um voto simples: de congratulação ao Estado Espanhol pelo fim da tortura de animais no torneio do Toro de la Vega. Mas o CDS-PP e o PCP votaram contra e o PS e PSD abstiveram-se. Resultado: REJEITADO. (Considera o PAN).

 

Que grandes trogloditas, para recusarem este voto! (Considero eu).

 

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«Poderemos presumir, então, que estes partidos continuam a validar a violência?

 

Nesta celebração, os touros eram perseguidos até às margens do Rio Douro, recebendo golpes violentos de lanças pontiagudas até à sua morte em público, provocada pelos ferimentos infligidos durante longas horas!

 

Em Maio de 2016, a Junta de Castela e Leão tinha aprovado um Decreto de Lei no qual se proibia a celebração do Toro de la Vega nestes termos, não permitindo nem os golpes desferidos com as lanças nem a morte dos animais neste ou noutros eventos semelhantes, documento validado pelo Tribunal Superior de Justiça desta Comunidade Autónoma. Respondendo a um recurso interposto pela Cidade de Tordesilhas contra a decisão, o Supremo Tribunal espanhol validou finalmente o Decreto de Lei em questão, apresentando a seguinte fundamentação: "a tradição não é um argumento para justificar a persistência de certos ritos que a actual sensibilidade social pode rejeitar. (...) Não é necessário citar aqui tradições de tempos passados cuja admissão agora é impensável".

 

Esta resolução e a sua fundamentação vêm não só confirmar o posicionamento dominante de cidadãos e Organizações Não Governamentais que, seguindo o princípio da evolução civilizacional em curso, reivindicam que a tradição não pode mais justificar práticas de violência.

 

Mas o Parlamento deve continuar a achar que a Península Ibérica está bem assim. Não entendemos. Até quanto?

 

Consulta do voto completo aqui: http://bit.ly/2HNhldI

 

Fonte:

https://www.facebook.com/PANaveiro/photos/a.873331856086636/2129051310514678/?type=3&theater

***

Não, não entendemos. Ninguém, no seu juízo perfeito, entende.

 

E sim, podemos concluir que o CDS/PP, o PCP, o PS e o PSD continuam a validar a violência. Em nome de quê, é algo que ultrapassa a racionalidade humana.

 

Meus amigos, votar nestes partidos é votar na BRUTALIDADE.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:09

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Terça-feira, 26 de Março de 2019

ADEUS AO TORO DE LA VEGA EM TORDESILHAS

Na passada semana, tive de me deslocar a Castilla y León (Espanha) a trabalho, e de passagem por Tordesilhas, resolvi visitar a localidade, para confirmar (ou não) a ideia horrorosa que eu tinha daquele lugar, onde Touros são (eram) torturados barbaramente.

 

A realidade ultrapassou as minhas mais péssimas expectativas.

 

Ao percorrer aquelas ruas por onde os desventurados Touros são (eram) massacrados, fui ter a uma praça antiga e logo deparei com o cartaz que se vê na imagem, que me impressionou pela negativa, porque o direito dos trogloditas acaba quando começa o direito dos outros seres.

 

Tordesilhas, aliás, como todas as localidades em que estas práticas primitivas se mantêm, é uma terra suja, com um património antigo (talvez do tempo do Tratado de Tordesilhas, ali assinado, e que dividiu o mundo entre Portugal e Espanha) completamente ao abandono, e em nada do que vi havia beleza.

 

Tordesilhas.png

 

Qual não foi o meu espanto, quando, chegada a Portugal, no meu e-mail tenho uma mensagem da AnimaNaturalis, uma organização internacional de Direitos dos Animais sem fins lucrativos, cuja missão é estabelecer, promover e proteger os direitos de todos os animais na Espanha e na América Latina, e com a qual colaboro, a dar-me a boa notícia de que o Supremo Tribunal rejeitou o último recurso do Município de Tordesilhas para que se continuasse a torturar os Touros.

 

«Adeus ao Toro de la Vega».

 

O acórdão do Supremo Tribunal de Justiça confirmou a legalidade do decreto da Junta de Castilla y León que, em 2016, proibiu a tortura e morte de Touros, em público, com lanças. Algo extremamente cruel e bárbaro.

 

TORO DE VEGA.jpg

Acabaram-se todos os recursos, para que esta barbaridade possa regressar às ruas de Tordesilhas.

 

Acabou-se o Toro de la Vega. Pode ser que agora Tordesilhas possa civilizar-se e tornar-se num belo minicípio.

 

Acabou-se a monstruosidade e a estupidez que se vê neste vídeo:

 

 

Fonte:

https://www.animanaturalis.org/n/45127/adios-al-toro-de-la-vega?utm_source=Boletin_informativo_marzo&utm_medium=email&utm_campaign=boletin_marzo&utm_content=toro_vegas

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:51

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Sexta-feira, 18 de Maio de 2018

«PSICOLOGIA DA “AFICIÓN” TAURINA: SADISMO, NARCISISMO E EROTISMO»

 

Eis um texto que traduzi do original, em que se demonstra, à luz da psicanálise, tudo o que está referido no título.

 

A autoria do texto é de Cecilio Paniagua, e foi publicado na Ars Médica, Revista de Humanidades, 2008.

 

O autor é doutor em Medicina e Membro Titular da Asociación Psicoanalítica Internacional.

 

TORO1.jpg

 

Resumo:

Estuda-se a evolução sócio-histórica a partir de uma perspectiva psicanalítica da tauromaquia. Comenta-se a orientação psicológica do sadismo, do narcisismo, do erotismo e das  orientações da afición, concluindo-se que a tauromaquia constitui uma complexa permuta cultural entre impulsos inconscientes e a volúvel sensibilidade social à crueldade expressa por meios estéticos, tradicionalmente validados.

 

***

 

«Existem muito poucos trabalhos publicados sobre a tauromaquia na Literatura Psicanalítica. Num deles, da autoria de Winslow Hunt (1955), pode ler-se: «É surpreendente que uma actividade tão dramática e anacrónica não tenha despertado mais, o interesse dos psicanalistas». A pouca atenção prestada pela psicanálise a esta espectacular manifestação cultural foi atribuída à influência do preconceito.

 

O psicanalista Martin Grotjahn (1959) sustentava: "Os aspectos horríveis da tauromaquia anulam o interesse que o simbolismo inerente ao seu ritual possui. Talvez isso explique a falta de tentativas analíticas para interpretarla fiesta”».

 

A história da tauromaquia proporciona um bom campo para o estudo dos ajustes psicológicos relativos à tolerância e à crueldade. A evolução da regulamentação do nosso feriado nacional reflecte a tentativa de alcançar diferentes compromissos entre as inclinações sádicas da afición e a mudança de sensibilidade da sociedade em relação aos espectáculos sangrentos.

 

Estima-se que cerca de sessenta milhões de pessoas em todo o mundo são espectadores de touradas. A afición tauromáquica baseia-se no facto de proporcionar um momento único para o alívio e a projecção de impulsos instintivos reprimidos. Claramente, o seu atractivo principal é o da recompensa inconsciente dos impulsos sádicos. A dor e a morte do touro são dadas como certas. Na mente de todos os aficionados está o facto de que os cavalos e, é claro, os toureiros podem sofrer o mesmo destino.

 

Com efeito, todas as vezes que um touro é ferido, o aficionado experimenta dois desejos conflituantes: que o toureiro seja colhido e que o feito não tenha consequências sangrentas. Somente o último é geralmente consciente.

 

Esses desejos opostos provocam no espectador duas instâncias psíquicas diferentes: o Id dos instintos e o Superego da consciência. Com efeito, o toureiro é o objecto da projecção de instintos e desejos conflituantes. Os condicionamentos históricos dessa ambivalência ditam as preferências em relação às práticas taurinas. O público que assiste a uma tourada pede ao toureiro que se aproxime das hastes mortais do animal, mas, simultaneamente – não em vez de, como muitas vezes se pensa - ele não quer testemunhar uma desgraça.

 

TORO2.jpg

 Legenda: Mas como é que o maltrato animal pode ser um bem cultural? De que cultura? E que cultura seria essa? A “Rompesuelas”, Touro de la Vega 2015, em Tordesilhas

 

A maioria dos espectadores de uma tourada rejeitaria a ideia de que vai aos touros por motivos sanguinários. Tão-pouco aceitaria que o seu propósito é assistir ao sofrimento e à morte dos animais.

 

Mais ainda repugnaria aos espectadores a ideia de que tinham ido assistir a uma colhida e que estariam parcialmente certos, porque, desde já, não é esta a única motivação deles. Eles defenderiam argumentos conscientes e mais apresentáveis para o Superego, como a Estética. A maioria dos aficionados simplesmente argumentaria que a tourada é uma festa inigualável no mundo, um espectáculo emocionante e bonito em que se demonstra a bravura, a arte e a inteligência de um homem diante de um touro bravo.

 

Embora compreensível, toda essa argumentação é adicional e não substituta do sadismo inerente às touradas.

 

Quando os espectadores de uma tourada dizem que sofrem com o sofrimento e ficam alarmados se o toureiro é ferido pelo touro, não estão cientes de que esses sentimentos são reactivos aos seus mais ocultos desejos sádicos.

 

Existem engenhosas racionalizações para justificar o espectáculo cruel das touradas. Tomemos por exemplo, que o touro pretende matar o toureiro, como se o animal tivesse escolhido ir para a arena com essa intenção.

 

As touradas encorajam o sadismo da afición, ou melhor, enquadra-o dentro de um marco estético?

 

A questão a ser esclarecida seria a de se a aceitação social do espectáculo dos touros promove a expressão sádica de instintos agressivos que poderiam ter sido sublimados por trajectórias socialmente mais úteis; ou se, pelo contrário, neutraliza o seu potencial destrutivo por meio da descarga parcial dos ditos instintos. Afinal, hoje em dia, o aficionado limita-se a ter fantasias assassinas, gritar e, na melhor das hipóteses, atirar lenços. A resposta a esta questão é, com toda a certeza, que la fiesta dos touros cria efeitos psicologicamente contraditórios no espectador.

 

Para a afición, é importante saber que o touro tem a uma oportunidade de matar o toureiro, e que não se trata de uma caçada. A equiparação de forças possibilitada pelo toureio a pé que, a seu tempo, tornaram a lide uma actividade popular, ao facilitar a identificação da maioria dos espectadores com o toureiro, acrescentou um atractivo decisivo à tauromaquia. Se o toureiro arrisca pouco, o resultado é frustrante. Quando o picador ataca o animal ou quando a espada mata desajeitadamente, os aficionados ficam enraivecidos. O que é entendido como abuso do animal desperta sentimentos de culpa, associados a fantasias sádicas reprimidas.

 

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 Legenda: «Saberá esta ralé que existe o teatro, o cinema, a música, os livros, a Natureza e um montão de coisas mais para se divertirem? «Nada mais belo do que a vida, nada mais cruel que maltratá-la»

 

Existe também a identificação com a atitude exibicionista do toureiro. Com efeito, uma das dinâmicas mais importantes na organização mental do toureiro é a da gratificação narcisista.

 

A colorido das touradas, o traje dos toureiros, os diversos imprevistos, a própria praça, proporcionam um cenário especialmente apropriado para o desprendimento e gratificação da exibição e da auto-recompensa. Os sonhos de esplendor e imortalidade servem, por sua vez, para neutralizar anteriores sentimentos de inferioridade.

 

Quando o toureiro se sente forçado a gozar de uma sensação de grandiosidade na arena, ou quando necessita da aclamação dos aficionados a qualquer preço, ver-se-á impelido a pôr a sua vida num perigo maior do que o seu senso comum o aconselharia.

 

Quando a praça vibra com o matador, o toureiro participa por alguns momentos dessa exaltação egocêntrica que, na realidade, constitui o regresso ao sentimento feliz da supremacia exibicionista da infância. Mas essa reacção emocional tem pouco a ver com uma verdadeira afeição pelo toureiro. Este sabe, ou a experiência lho diz imediatamente, que o fervor dos aficionados, numa tarde, pode transformar-se em animosidade na tarde seguinte, ou, pior ainda, em indiferença. Muitas figuras do toureio temem mais o declínio da sua popularidade do que as próprias cornadas.

 

A posição privilegiada do toureiro nos cartazes - dinheiro e fama na juventude - inspira admiração, mas também inveja, lado inevitável da mesma moeda. É comum que o espectador tente compensar esse sentimento doloroso, que denota inferioridade e é também condenável para a consciência, através do sentimento de superioridade. Assim, constitui-se juiz do que acontece na arena, faz exigências ao toureiro e arroga-se a prerrogativa da aprovação ou insulto.

 

Tão-pouco é estranho ao toureio o fenómeno que os psicanalistas conhecem como a erotização do perigo, no qual se fundem as respostas psicofisiológicas perante o medo, com a excitação sexual.

 

Além das óbvias implicações heterossexuais destas provas, há que ter em conta, a um nível mais profundo, que a tauromaquia pode ter significados homossexuais inconscientes. Ao fim e ao cabo, os protagonistas na arena são declaradamente machos, excepto nos poucos casos de mulheres toureiras.

 

Há uma passagem arrepiante do romance desse grande aficionado que foi Ernest Hemingway (1960), The Dangerous Summer, em que se narra a colhida de Ordóñez. O relato do acidente evoca um coito sádico homossexual: «Ao receber o touro por trás [...] o corno direito cravou-se na nádega esquerda de Antonio. Não há um lugar menos romântico, nem mais perigoso para ser colhido [...]. Vi como o corno foi introduzido no Antonio, levantando-o [...], a ferida na nádega tinha seis polegadas. O corno penetrou-o junto ao recto, rasgando-lhe os músculos

 

Em tom menos dramático, podemos reconsiderar o facto de que o robusto touro pode ser visto como representativo da virilidade, enquanto a fragilidade do homem pode ser interpretada como feminina (Frank, 1926). Na realidade, o bonito e apertado traje de luces, a melena, o andar em recuos e a atitude exibicionista são, na nossa cultura, mais próprios das mulheres. Vem-nos à memória a letra de uma zarzuela cómica, La corría de toros de Antonio Paso, em que se fala de um toureiro:

 

"Olha que feitos. / Olha que posturas. / Olha que aspecto de perfil. / Um toureiro mais bonito e mais adornado / Não o encontro, nem procuro / Com uma lanterna. / Olha que proeminências, / Olha que melena, / Olha que nádega tão marcada... ".

 

O psiquiatra Fernando Claramunt (1989) escreveu sobre a psicogénese e a psicopatologia das colhidas. Em algumas ocasiões os toureiros exprimem abertamente, no seu comportamento e até verbalmente, as suas tendências autodestrutivas. A lide de Belmonte foi considerada suicida pela maioria dos aficionados. Muitas pessoas foram vê-lo, acreditando que testemunhariam a sua última corrida. Durante anos, Belmonte pensou obsessivamente no suicídio e, já velho, tirou a própria vida na arena.

 

Em algumas colhidas auto-induzidas ou semiprovocadas pode também distinguir-se a dinâmica da vingança contra uma afición – parental - sádica. O sacrifício masoquista do toureiro teria como finalidade punitiva causar ou fomentar na vingança a culpabilidade. A este respeito, num artigo com o título O prazer de ser colhido, D. Harlap (1990) explicou eloquentemente a existência desta motivação no caso de Manolete.

 

Concluímos dizendo que as touradas representam uma complexa projecção psicológica, resultado de combinações entre os gostos sádicos da afición e a sua versátil sensibilidade à crueldade e à morte. Na actualidade, se se contemplar muito sangue, se se faz sofrer o animal "excessivamente" ou se o toureiro correr grande perigo, ferir-se-á a sensibilidade de uma maioria. Se, pelo contrário, esses aliciantes são escassos, desaparece o atractivo da festa. Esta constitui um marco único para a projecção de impulsos instintivos e para a representação de simbolismos inconscientes, transmitidos por meios altamente estéticos e tradicionalmente aprovados.

 

Consulta do artigo completo no original AQUI

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:58

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Domingo, 18 de Setembro de 2016

EM TORDESILHAS OS AFICIONADOS DIZEM QUE TÊM O DIREITO DE TORTURAR

 

Em Tordesilhas serão todos atrasados mentais?

Mais uma achega para a tese de que a tauromaquia é, de facto, uma doença mental.

 

DIREITO DE TORTURAR.jpg

 Isto é a prova de que CONSIDERAM esta prática uma TORTURA... E GOSTAM. E QUEREM. A isto chama-se PSICOPATIA.

 

Ou será apenas um bando de alienados que se arroga o direito de torturar?

 

De qualquer modo, atenção psiquiatras da comunidade autónoma de Castela e Leão! Andam alucinados à solta nas ruas de Tordesilhas.  É preciso actuar urgentemente.

 

Turistas, cuidado! Tordesilhas é uma localidade espanhola perigosa. Boicotemos as viagens a esta cidade  enquanto se mantiver carniceira.

 

É urgente pôr termo a esta loucura colectiva.

 

E se os governantes se calam, é porque consentem, e também eles são loucos!

 

Analisando bem, isto faz parte dos estertores dos moribundos, mas urge matar o monstro.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:56

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Sábado, 17 de Setembro de 2016

AO QUE CHEGA A DEFORMAÇÃO MENTAL DE UM AFICIONADO

 

André Viard, ex-matador de Touros francês, foi a Tordesilhas, e em directo para o programa “Espejo Público” da Antena 3, disse esta coisa que só um alienado mental diria:

 

Não falemos de sofrimento porque a palavra sofrimento tem uma dimensão psicológica e física que o touro não alcança.

O touro padece de dor no dia seguinte, se quiser”.

 

ANDRÉ VIARD.jpg

Fonte da imagem:

https://protouro.wordpress.com/2016/09/17/aficionado-frances-insulta-espanhois/

 

Ora nem mais.

O Touro, só no dia seguinte, e apenas SE QUISER é que vai padecer de dor… porque se NÃO QUISER , não padece... Então não é?

 

E depois não querem que se diga alto que estes indivíduos, além de terem uma mente deformada, sofrem da Síndrome de Ignorância Profunda.

 

(***) André Viard já foi matador de touros e jornalista. Como militante activo da defesa de touradas em todas as suas formas, criou o Observatoire national des cultures taurines - observatório nacional das culturas tauromáquicas (veja-se ao que chegou a insanidade dos aficionados: criar um observatório de “culturas” selváticas) cujo objectivo é defender a selvajaria tauromáquica, numa França que se apregoa europeia e evoluída. Também é pintor e escritor, formado em Direito, e é considerado o "matador intelectual ".

 

Hannibal Lecter, o psicopata, brilhantemente interpretado por Anthony Hopkins, no filme “ O Silêncio dos Inocentes” também era intelectual, e qualquer semelhança com personagens da vida real, NÃO FOI MERA COINCIDÊNCIA.

 

Eis a prova provada de que ter um canudo ou ser artista ou escritor (coisa com que os aficionados gostam muito de encher a boca, citando Pablo Neruda, Picasso, Ernest Hemingway, entre outros) não implica ter bom carácter, ou ser mentalmente saudável.

 

Os maiores bandidos, assassinos, ditadores, pedófilos e nazistas da História da Humanidade eram todos muito intelectuais

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:34

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Terça-feira, 13 de Setembro de 2016

«TORDESILHAS CONTINUA A SER A CAPITAL DO ÓDIO CONTRA OS ANIMAIS»

 

HOJE EM TORDESILHAS TROCOU-SE O “TORO DE LA VEGA” PELO “TORO DE LA PEÑA

 

Para festejar Nossa Senhora da Penha…

 

A crueldade é como uma segunda pele. Quem nasce com ela, morrerá com ela, a menos que seja despelado em vida.

Em Tordesilhas, infelizmente, os que nasceram perversos, ainda não foram despelados...

 

TORO DE LA PEÑA.jpg

Pelado – o Touro (na imagem) que esta manhã, em Tordesilhas, foi perseguido pelas ruas, durante hora e meia, por uma multidão de doidos, ficou exausto e foi abatido por um dardo sedante e permanece encerrado numa gaiola, até que seja conduzido ao matadouro.

Por uma iniciativa da CapitalAnimal e o Hogar Pro Vengan foi proposto ao alcaide de Tordesilhas que em vez de se matar o touro, que este seja enviado para um santuário.

Assinem a petição, por favor:

https://www.change.org/p/sanchezcastejon-expulsa-del-psoe-al-alcalde-de-tordesillas-por-no-suprimir-el-toro-de-la-vega/u/17844362?tk=841KvLaC_kN3QiPHXbOQjwdu3-G8E-c2qN8CzFnJeAQ&utm_source=petition_update&utm_medium=email

 

AIDA.jpgMensagem de Aïda Gascón Bosch Directora en España | AnimaNaturalis Internacional www.AnimaNaturalis.org

 

«Tordesilhas converteu-se numa dessas palavras carregadas de violência, agressão e crueldade. Ao escutá-la, vemos os rostos alienados de aficionados transportando longas lanças e ideias curtas.

 

Encontramos o olhar dos Touros Rompesuelas, Volante e Afligido.

 

Temos estado do lado da compaixão contra a ignorância, do amor contra as “tradições” mais desprezíveis.

 

Temos lutado juntos nesta batalha de Tordesilhas.

 

Desde os que enchemos autocarros, para mostrar que somos milhares, aos que povoam as redes sociais, aos que pressionam os políticos e aqueles que põem em causa a sua integridade física.

 

Ganhamos esta batalha. Já não se perfuram os Touros com lanças… mas somos testemunhas do que hoje sofreu o Touro Pelado.

 

Damo-nos conta de que a violência ainda não terminou.

 

Tordesilhas continua a ser a capital do ódio contra os animais.

 

Ganhámos a batalha de Tordesilhas, mas a luta pelo bem-estar animal não está terminada.

 

Ainda temos centenas de largadas de touros, touros embolados, Medinacelli, encierros (confinamentos), San Isidro, corridas de touros, Pamplona, bezerradas, todos ao mar, amarrados, e um extenso etc.

 

A AnimaNaturalis festeja cada êxito, mas antes que os copos repousem na mesa, já estamos a pensar no passo seguinte… na batalha seguinte.

 

Ajuda-nos a ganhar mais batalhas. Sê parte da nossa luta contra tantos abusos. Assina a nossa campanha contra as corridas de touros em Pamplona, para pôr fim aos correbous (os touros de fogo), para abolir a tauromaquia nas Ilhas Baleares, para continuar o nosso trabalho dia e noite, para que possamos mudar o mundo para os animais.

 

Caminhemos unidos até à vitória seguinte!»

 

Aïda Gascón Bosch Directora en España | AnimaNaturalis Internacional www.AnimaNaturalis.org

 

 

ASSINATURA.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:00

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Quinta-feira, 30 de Junho de 2016

VITÓRIA! BANIDO O “TORO DE LA VEGA” EM TORDESILHAS

 

Orgulho-me de ter contribuído para o fim da tortura de Touros perfurados com lanças até à morte, nas ruas de Tordesilhas, uma prática extremamente bárbara e cruel agora abolida da face da Terra.

 

Mais uma grandiosa vitória… em Espanha…

 

TORO DE LA VEGA.jpg

 

O Partido Animalista PACMA trabalhou durante 11 anos pelo fim do “Toro de la Vega”, com o apoio da sociedade espanhola e de muitos outros animalistas estrangeiros, nos quais me incluo.

 

Graças a milhares de pessoas que apoiaram a campanha do PACMA, hoje podemos dizer que o “Toro de la Vega” faz parte de um passado tenebroso, que atirava Tordesilhas para um tempo mais antigo do que o pré-histórico.

 

O Partido pelos Direitos Animais (PACMA) comemorou esta vitória dois dias depois de ter alcançado o seu maior número de votos na história das eleições gerais de Espanha (285 mil).

 

«Não vamos retroceder agora. A Espanha precisa de continuar a lutar para fazer parte da Europa verdadeiramente civilizada, onde os animais não humanos não são torturados e mortos para divertimento», afirmou Luis Víctor Moreno, vice-presidente do PACMA.

 

Os defensores desta prática brutal justificavam-na por se realizar “há mais de 500 anos”, utilizando o argumento da tradição para ocultar a crueldade destas práticas.

 

O Toro de la Vega tinha início com um Touro a correr assustado pelas ruas da cidade, sendo perseguido por trogloditas. Assim que o animal saía da cidade, os trogloditas, munidos de lanças compridas, atacavam e perfuravam o animal até a morte.

 

E tinham a ousadia de chamar a isto “divertimento cultural”.

 

 O PACMA, que tem contribuído para o fim de muitas destas atrocidades em Espanha, continuará a sua luta até acabar com todas as outras práticas pré-históricas de tortura animal, incluindo as abomináveis touradas.

 

E eu estarei ao lado do PACMA.

 

Pudéssemos nós, em Portugal, darmos passos tão significativos como este, em direcção à abolição destas práticas antiquadas, que só dizem da demência de quem as pratica, aplaude, promove e legisla.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:22

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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2015

TORDESILHAS UM LUGAR ONDE HABITAM MONSTROS

 

ESTA É A ESPANHA MEDIEVAL ENVOLTA EM TREVAS

 

Tordesilhas – o "Toro de la Vega" é a realidade cruenta do povoado de uma Espanha medieval subjugada à violência taurina

E esta escabrosa crueldade está declarada como sendo de “interesse público” pelo Ministério da Indústria espanhol!

Quanta ignomínia!

 

 

ROMPESUELAS.jpg

Belo Touro, a tua cruel morte não terá sido em vão.

Continuaremos a lutar para que se extingam estas trevas que não deixam ver a luz da racionalidade humana.

 

 

****

O “GATO DE LA VEGA”

 

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 Esta é a foto do “Gato de la Vega”, que deve ser difundida para que o mundo saiba da crueldade do "povo" de Tordesilhas

 

Mas Tordesilhas não é apenas o “Toro de la Vega”, um ritual bárbaro, onde, durante horas, monstros trespassam um Touro com enormes lanças até à morte.

 

Para os habitantes de Tordesilhas que gozam com o sofrimento dos animais, existe a versão infantil do “Toro de la Vega”: o "Gato de la Vega", assim, tal qual, realizado à semelhança do Touro, com a diferença de que este é protagonizado por crianças, que têm a função de perfurar o gato até que este morra.

 

Graças a uma investigação animalista, sabe-se que enquanto se despedaça um Touro, os adultos incitam crianças a torturar um gato, uma vez que não podem participar na insanidade dos monstros maiores.

 

Não há palavras para definir um "povo" assim…

 

E toda esta desumanidade e demência ocorrem em Tordesilhas, um lugar onde vivem aberrações da natureza em forma de gente, que envergonham toda a Humanidade e especialmente a medieval e triste Espanha…

 

Fonte

 http://www.3djuegos.com/comunidad-foros/tema/39364729/0/ojito-el-gato-de-la-vega/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:57

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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

«QUANDO A VERDADE SUFOCAR AS CHAMAS DO SADISMO E DA MENTIRA…»

 

(Para todos os que afogam a sua existência no sangue dos Touros)

 

«Quando a verdade sufocar as chamas do sadismo e da mentira, TORDESILHAS passará a ser uma desvanecida memória de sinistros e cobardes fantasmas, sem motivo nem moral, condenados à inexistência eterna.

 

Será então, que o espírito dos Toros de la Vega ressurgirá cheio de brio, numa terra sã, repleta de LIBERDADE»

 

Juan Carlos Poó

 

 

Para saberem quem é Juan Carlos Poó e o que faz pela abolição das selvajaria tauromáquica em Espanha, consultar este link:

 

http://juancarlospoo.wordpress.com/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:01

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Terça-feira, 16 de Setembro de 2014

BRUXELAS REJEITA PRONUNCIAR-SE SOBRE O “TORO DE LA VEGA” PORQUE É UMA “TRADIÇÃO CULTURAL”?

 

O quê???????

 

“Tradição cultural”, uma das mais cruéis selvajarias tauromáquicas existentes em Espanha?

 

Mas estão todos doidos!

 

O “Toro de la Vega” é a maior AGRESSÃO PSICOLÓGICA a toda a Humanidade Racional e Sensível, além do assassinato monstruoso de um ser vivo, completamente indefeso.

 

 

 

É esta COBARDIA de CRUÉIS MONSTROS ACÉFALOS que os deputados de Bruxelas entendem como “tradição cultural”?

 

Então, deputados de Bruxelas, sois tão cobardes e cruéis como os MONSTROS DE TORDESILHAS.

 

Fonte:

http://www.europapress.es/epsocial/naturaleza-00323/noticia-bruselas-rechaza-pronunciarse-toro-vega-porque-tradicion-cultural-20140916125221.html

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:08

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