Terça-feira, 12 de Novembro de 2019

Debate sobre touradas na TVI: José Pacheco Pereira (em nome da civilização) vs. Miguel Sousa Tavares (em nome da barbárie)

 

 Pacheco Pereira 100. Miguel Sousa Tavares ZERO.

 

Não sei como Pacheco Pereira aguentou tanta ignorância, sem se alterar. A pobreza “argumentativa” de Miguel Sousa Tavares assentou, toda ela, na gigantesca ignorância que caracteriza a tauromaquia.

Isto não foi bem um debate. Foi uma confrontação entre a inteligência, a modernidade civilizacional e a humanidade, vs. a palurdice, o obscurantismo, a crueldade...

 

Eis a verdade científica para a falácia do Touro dito "bravo", que na realidade NÃO existe na Natureza:

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/98835.html?thread=1885459#t1885459

 

Do que gostei mais foi quando o Miguel disse que um Touro "bravo" já investiu contra ele, e Pacheco Pereira disse que (o Touro) fez muito bem. Brilhante. E fez bem porquê? Porque todos os animais não-humanos, incluindo os Bovinos, família à qual os Touros pertencem, farejam, à distância, um troglodita-predador, e, instintivamente, investem para se defenderem.

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:37

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Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019

«Álvaro Covões Acha que a Tortura de Animais é um Produto Fantástico»

 

«Álvaro Covões organizador de festivais de música como o Nos Alive é um dos compradores da espelunca que dá pelo nome de Campo Pequeno e será ele que vai gerir a praça de touros e o centro comercial

in Blogue Prótouro, pelos touros em liberdade

https://protouro.wordpress.com/2019/11/09/alvaro-covoes-acha-que-a-tortura-de-animais-e-um-produto-fantastico/

 

Covões.jpg

 

«Se alguém pensa que este é o homem que pode acabar com as touradas no bordel está completamente enganado, uma vez, que em 2013 numa entrevista dada à Visão o mesmo afirmou e citamos:

 

“Gosto de tourada, mas não sou aficionado. Não gosto de touros de morte, mas o toureio a cavalo e a pega acho um espectáculo. Se mandasse, investia nas imagens das pegas de caras para divulgar Portugal no mundo. Mostra bem o que é o povo português, a nossa coragem. Ainda não tive tempo para isso, mas até gostava de trabalhar com touradas. Do ponto de vista turístico, é um produto fantástico. Temos de valorizar as nossas tradições, e se pudermos ganhar dinheiro com isso…”.

 

«Álvaro Covões a tauromaquia não é produto fantástico para turistas, bem pelo contrário, a tauromaquia afasta turistas quer estrangeiros, quer nacionais. Será que este tipo sabe que muitos dos espectáculos musicais que têm lugar no Campo Pequeno e que são organizados por ele são boicotados por uma grande maioria exactamente porque os portugueses sabem que ao gastarem dinheiro na praça de touros este é injectado na tortura animal.

 

Se depois desta compra ele continuar a ter na programação do espaço touradas vai acabar por perder dinheiro, e provavelmente a dobrar, porque as pessoas acabarão também por boicotar todos os outros festivais por ele organizados noutros locais.»

 

Prótouro
Pelos touros em liberdade

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:35

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Quinta-feira, 7 de Novembro de 2019

Francisco Guerreiro (PAN) a propósito de uma exposição tauromáquica no Parlamento Europeu: «Demore o tempo que demorar a não violência vencerá»

 

 

Francisco Guerreiro.jpg

 

«🐂  Hoje, no Parlamento Europeu, o decrépito lobby tauromáquico Português, Espanhol e Francês, através da União de Criadores de Touros de Lide, tentou mascarar a crueldade e a violência da indústria com uma exposição sobre a relevância destes seres sencientes e sensíveis na preservação da biodiversidade. Desespero? 


️ Para nós, PAN, o único caminho é a abolição da tauromaquia. ️ ️ Demore o tempo que demorar a não violência vencerá.» (Francisco Guerreiro – Deputado pelo PAN)


 ***

 

Uma tal exposição só demonstra a gigantesca ignorância de quem a elaborou. E se da parte dos visitantes houve alguém que acreditou no que a exposição exibiu, também demonstrou uma fenomenal ignorância. E se o Parlamento Europeu pactuar com essa ignorância, teremos um PE também muito ignorante.

 

Porque tudo na tauromaquia assenta na maior ignorância e na mentira, que geram a monumental estupidez que a caracteriza.

 

Caro Francisco Guerreiro, deixo-lhe aqui o texto de um Biólogo, que pode ajudar o Parlamento Europeu a não acreditar nas mentiras dos tauromafiosos:

 

«A tourada, razão da existência do Touro bravo?» Ou a queda de um mito...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:10

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Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

Quando um Touro é um animal selvagem na imaginação dos aficionados…

 

 

Recebi este comentário no Blogue, cujo conteúdo não será muito diferente de muitos outros que costumo receber, à excepção da linguagem utilizada. Depois de ser bombardeada por uma enxurrada de ordinarices, ler este comentário do António, na sua ingenuidade de aficionado (que acha que não é) pareceu-me estar no paraíso.

 

Destaco-o aqui, por esse motivo, mas também para poder levar mais longe o que tenho para dizer ao António Estrela.

 

TOURO.jpg

Eis o belo e poderoso “animal selvagem” que, se não fossem as touradas, o António Estrela nunca teria oportunidade de ver… assim...

 

 ANTONIO ESTRELA comentou o post A CRUELDADE ESCONDIDA DA TAUROMAQUIA às 22:49, 25/09/2017 :

 

Eu não gosto de touradas, mas sou grato a quem as vê. Pois sem elas não teria podido ver um belo animal, como o touro. Um animal selvagem poderoso. Que desde sempre foi venerado em lutas iguais. pelo homem. Só haveria chocas, ou simplesmente hambúrgueres . Vale a pena lutar por uns centímetros a mais nas gaiolas das galinhas ou pela melhoria dos transportes de gado. Mas o que me choca realmente, é o conceito de biodiversidade dos limousines, dos charoleses, dos BBB ou dos bois da raça zebuína com cupim enorme.

 

***

António Estrela,

 

Vamos lá esmiuçar o seu comentário. Começa por dizer esta coisa espantosa:

 

«Eu não gosto de touradas, mas sou grato a quem as vê».

 

Isto significa tão-só que o senhor GOSTA de touradas, mas não sabe, e é cúmplice dos sádicos e psicopatas, mas também não sabe.

 

«Pois sem elas não teria podido ver um belo animal, como o touro. Um animal selvagem poderoso».

 

Pois digo-lhe que se NÃO HOUVESSE touradas, o senhor PODERIA VER o belo animal, que é um Touro, nos prados, a pastar tranquilamente, como é da sua natureza. E JAMAIS, em tempo algum, veria um ANIMAL SELVAGEM chamado Touro, porque os Touros não são animais selvagens. São herbívoros, de natureza mansa e extremamente pacífica. Mas para saber isto é preciso estudar BIOLOGIA. Portanto, sugiro-lhe que nunca se meta a falar do que não sabe.

«Que desde sempre (o touro) foi venerado em lutas iguais, pelo homem».

 

Desde sempre o Touro foi venerado como um deus, por exemplo, no antigo Egipto. O Touro, na cultura micénica, foi venerado, NÃO para lutas, mas para acrobacias, sem sangue, sem sofrimento, sem tortura. JAMAIS o homem o venerou em LUTAS IGUAIS. À medida que a humanidade foi avançando, em vez de se avançar também no respeito a ter pelos magníficos animais que são os Touros, regrediu-se irracionalmente, e o animal homem-predador começou a utilizá-los, a explorá-los para LUTAS ABSOLUTAMENTE DESIGUAIS, onde os Touros vão para as arenas completamente desfeitos, quase cegos, já bastamente mortificados, e os homens-predadores, armados de bandarilhas e espadas, mais não fazem do que demonstrarem a sua DESCOMUNAL COBARDIA diante de um animal MAGNÍFICO, sim, mas completamente arrasado, indefeso, inocente, inofensivo e confinado a auma arena sem saída.

 

«Só haveria chocas, ou simplesmente hambúrgueres».

Só haveria chocas, ou simplesmente hambúrgueres nas alucinações de quem apenas consegue ver carne de cadáveres para se alimentar, quando na Natureza existe tudo o que é necessário à alimentação do homem, sem necessidade de recorrer à morte dos animais que connosco partilham o Planeta, não para que o homem os coma ou os explore para tortura ou trabalhos forçados, mas porque foram criados para servirem unicamente a Natureza.

Isto de chocas e hambúrgueres está desactualizadíssimo. Tente actualizar-se, António Estrela. Até porque chocas sem Touros não existiriam. E vice-versa.

Por fim, o senhor diz isto:

«Vale a pena lutar por uns centímetros a mais nas gaiolas das galinhas ou pela melhoria dos transportes de gado. Mas o que me choca realmente, é o conceito de biodiversidade dos limousines, dos charoleses, dos BBB ou dos bois da raça zebuína com cupim enorme».

Não se trata de lutar por uns centímetros a mais nas gaiolas das galinhas ou pela melhoria dos transportes de animais.

Trata-se de retirar as galinhas das gaiolas, e de acabar com o transporte de gado vivo. O conceito de que os animais nasceram para servir o homem está ultrapassadíssimo. Deu-se um passo gigantesco a este respeito. Mas há os que ficaram para trás e ainda estão no século XXI antes de Cristo.

 

Quanto ao que o choca realmente não me surpreende. Gosta de touradas, e de ver os magníficos Touros estraçalhados nas arenas, mas o mais chocante, para si é a diversidade das raças bovinas.

A mim também me ofende bastante a manipulação genética.

 

Porém, a tortura de magníficos bovinos, mansos, indefesos e inofensivos, para divertir um punhado de sádicos e satisfazer os maus instintos de psicopatas; o martírio de seres vivos, que só investem se forem atacados pela besta humana, esmaga-me a alma.

Por conseguinte, da próxima vez que queira comentar sobre esta matéria, senhor António Estrela, venha munido de Saber. Dê uma vista de olhos, por este Blogue. Estão aqui todas as informações necessárias, provas científicas, depoimentos de cientistas, desmistificações, enfim, tudo o que é preciso saber para sair do obscurantismo em que a tauromaquia tem mergulhado os seus aficionados.

É que já estou farta de estar sempre a repetir a mesma coisa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:34

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Sábado, 12 de Outubro de 2019

Tourada na Póvoa de Varzim cancelada por falta de autorização

 

A prótoiro queria fazê-la em Agosto, na praça de Touros, mas a praça de Touros está em fase de demolição.

Depois queriam fazê-la, amanhã, numa praça amovível, no terreno de um aficionado. Só que precisavam de autorização, e essa, por falta de documentação, não foi concedida.

Conclusão:  a prótoiro anda por aí a dizer que não a fizeram por causa das condições meteorológicas.

 

tourada-povoa-cancelada.jpg

Fonte da imagem:

https://protouro.wordpress.com/2019/10/11/tourada-na-povoa-de-varzim-cancelada/

 

Mas o que se passou foi o seguinte:  não se pode realizar um evento público, sem a devida autorização da autarquia. A autarquia poveira solicitou um documento de autorização do dono do terreno, e tal documento nunca foi entregue, e não foi entregue, naturalmente porque o dono não autorizou, e se não autorizou fica tudo dito, e mais alguma coisa. E o tribunal deu razão à autarquia.

 

Ora não contentes com esta situação, a protóiro, num comunicado diz que a tal tourada fica adiada para Julho de 2020.

 

A ver vamos. Até lá, muita água passará debaixo da ponte, muita evolução acontecerá, e os trogloditas serão, cada vez mais, atirados para um canto, e não terão mais vez, em parte alguma.  

 

O futuro da tauromaquia é um buraco negro, sem fundo.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:15

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Sexta-feira, 27 de Setembro de 2019

«Mattamouros confessa que não consegue encher o campo pequeno»

 

Mais uma prova que a tauromaquia tem os dias contados.

Prótouro

Pelos touros em liberdade

in

https://protouro.wordpress.com/2019/09/26/mattamouros-confessa-que-nao-consegue-encher-o-campo-pequeno/

 

Paula Mattamouros administradora de insolvência do Campo Pequeno numa entrevista a uma website tauromafiosa confessou que não consegue encher a espelunca.

 

Mattamouros.jpg

 

Os aficionados que vêm são quase sempre os mesmos, falta sempre aquele público extra que Lisboa deveria trazer, quando digo Lisboa é o turismo e todos esses meios, e que nós Campo Pequeno, sozinhos, não conseguimos canalizar essas pessoas para virem ao Campo Pequeno.”

 

Claro que são sempre os mesmos que vêm de todo o lado e mais algum para assistir à barbárie já que 89% dos lisboetas nunca assistiu a uma tourada desde a reabertura da praça de tortura em 2006 e os poucos turistas que assistem vão ao engano.

 

BASTA.jpg

 

Mais uma prova que a tauromaquia tem os dias contados.

Prótouro

Pelos touros em liberdade

 

Fonte:

https://protouro.wordpress.com/2019/09/26/mattamouros-confessa-que-nao-consegue-encher-o-campo-pequeno/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:11

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Quarta-feira, 11 de Setembro de 2019

«PETIÇÃO: LEIRIA – CAPITAL EUROPEIA DA CULTURA, SEM TAUROMAQUIA»

 

Marinhenses.png

 

Ora viva!

 

 

Vamos todos assinar a Petição «Leiria - Capital Europeia Da Cultura, Sem Tauromaquia» no endereço https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT94346?

 

Não interessa onde reside. Por favor, assine-a e partilhe-a.

 

Da nossa parte, estamos a apoiar esta Petição não só porque a Marinha Grande é um dos 26 municípios que compõem a Rede Cultura 2027 (criada para promover a candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura) como também porque é cada vez mais importante darmos o nosso melhor para que a tauromaquia não seja promovida/classificada como Cultura. A indústria tauromáquica já começou a colar-se à referida candidatura, como se pode perceber visitando um endereço mencionado no segundo parágrafo do texto da Petição. Temos de demonstrar que somos muitos, os que entendem que Tortura não é Cultura!

 

Muito Obrigado pela sua tão importante participação.

 

Com amizade,

Marinhenses Anti-touradas

 

P.S. Confira por favor se, além de ter assinado agora a Petição «Leiria - Capital Europeia Da Cultura, Sem Tauromaquia» e validado a sua assinatura por intermédio de um e-mail de confirmação de assinatura recebido, também já assinou a Petição Contra a classificação da tauromaquia como Património Cultural Imaterial de Portugal

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:36

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Terça-feira, 13 de Agosto de 2019

PELO FIM DAS TOURADAS EM BAIÃO

 

No próximo dia 23 de Agosto, pelas 16 h, realizar-se-á uma manifestação em frente à praça de touros em Ingilde, Baião, e pedimos a vossa presença e de todos a quem conseguirem convencer a aparecerem também.

Queremos limpar de vez o Norte deste cancro!

 

Por favor enviem a carta referida mais abaixo, devidamente identificada para:

geral@cm-baiao.pt, presidencia@cm-baiao.pt

Cc: Movimento pela Abolição da Tauromaquia de Portugal <matportugal@gmail.com>

 

E ajudem a divulgar ao máximo este envio de e-mails.

 

BAIÃO.jpg

Isto não é um divertimento civilizado. Isto é uma abominável TORTURA. Os Touros (e Cavalos) experimentam um sofrimento atroz, físico e psicológico, antes, durante e depois das touradas.

 

Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Baião

Dr. Paulo Pereira

 

Escrevo a V. Exa., no âmbito da corrida de touros agendada para 23/08/2019 em Baião.

 

Tendo em conta que:

 

  1. Os mais recentes estudos científicos comprovam, inequívoca e cabalmente, que os animais de várias espécies, incluindo touros e cavalos são seres sencientes capazes de sentir prazer, dor e sofrimento, físicos e psicológicos, e experimentar sentimentos de alegria, medo e angústia;

 

  1. Touros e cavalos experimentam um sofrimento atroz, físico e psicológico, antes, durante e depois das touradas;

 

  1. A legislação portuguesa reconhece a necessidade de protecção dos animais (“São proibidas todas as violências injustificadas contra animais, considerando-se como tais os actos consistentes em, sem necessidade, se infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal” Lei 92/95), mantendo uma inexplicável excepção para a tauromaquia;

 

  1. A tauromaquia é uma prática cruel e obsoleta que tem suscitado enorme repúdio e indignação na sociedade civil portuguesa e mundial. Massacrar animais gratuitamente para entretenimento não é próprio de sociedades evoluídas e embaraça muitos portugueses face a uma Europa que se distancia cada vez mais de práticas bárbaras e que causam sofrimento a seres sencientes;

 

  1. A tauromaquia é ainda uma prática perigosa para os seres humanos, a comprová-lo estão os incontáveis casos de lesões graves e muitas fatais entre os seus intervenientes;

 

  1. Estudos comprovam que a violência para com animais predispõe à violência para com humanos, sendo que no historial de muitos criminosos constam inicialmente episódios de maus-tratos persistentes a animais;

 

  1. A tauromaquia está em franco declínio e só subsiste nos dias de hoje graças a apoios mais ou menos explícitos por parte do Estado, quer através do poder central, quer através das autarquias;

 

  1. As autarquias, por se encontrarem numa situação vantajosa de proximidade das populações, têm um papel fundamental na construção de uma sociedade mais civilizada, evoluída e distante de práticas que deveriam ter ficado no passado, e os executivos municipais têm por obrigação associar-se a eventos que promovam a evolução das pessoas e das regiões, ligando o seu nome a práticas positivas e construtivas de avanço civilizacional que o sec. XXI impõe.

 

Face ao exposto, peço a V. Exa. que faça tudo o que estiver ao seu alcance, no sentido da não realização da tourada em causa ou de qualquer outra.

 

Com os melhores cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:39

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Quinta-feira, 1 de Agosto de 2019

UM RETRATO ARREPIANTE DA TAUROMAQUIA

 

«O retrato da tauromaquia! A soberba, a malvadeza, a perversidade e a crueldade. A tauromaquia representa tudo aquilo que a humanidade deve combater! Cabe a cada um de nós fazê-lo!»

 

Mais um monstrinho a turvar o mundo. Mas a culpa será dele? Não o empurraram à força para este fosso? E de tanto apanhar, acabou por ter de descarregar o ódio que acumulou ao longo de anos, nos Touros!

 

toureirito.jpg

Repare-se na expressão de ódio deste miúdo

Fonte:

https://www.facebook.com/PortoAntiTouradas/photos/a.1096263433865181/1496413300516857/?type=3&theater

 

E a expressão de ódio deste adulto:

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 15:37

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Quinta-feira, 27 de Junho de 2019

«A MORTE NATURAL DA TAUROMAQUIA EM PORTUGAL»

 

Quem o diz é Aitor Hernández-Morales, (correspondente em Portugal do Jornal El Mundo). Aitor refere que em 2018 realizaram-se apenas 173 touradas no país vizinho, ou seja, em Portugal, num novo mínimo histórico. O texto está escrito em Castelhano, num site espanhol.

Traduzi-o para Português, e o original vem indicado num link mais abaixo.

 

Nem tudo o que Aitor Hernández-Morales escreve corresponde à verdade. Por isso, decidi apensar umas NOTAS repondo os factos tal como são.

 

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Texto de Aitor Hernández-Morales

(Traduzido do Castelhano por Isabel A. Ferreira)

 

«Houve um tempo em que a cidade portuguesa da Póvoa de Varzim era conhecida pela sua afición tauromáquica. No século XVIII, as touradas eram realizadas na praça principal da fortaleza da cidade, e nos anos 40 do século passado, a popularidade da lide entre os habitantes locais era tal que eles exigiram a construção de uma grande praça no centro da cidade.

 

No entanto, setenta anos depois, as touradas já não entusiasmam os poveiros, e a monumental praça tem os seus dias contados. Durante anos, realizaram-se touradas na cidade, e a arena, construída para acolher os grandes toureiros de então, tem estado meio abandonada. Com a finalidade de melhor aproveitar o recinto (…) a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim anunciou que em poucos meses a praça será demolida; no seu lugar será construído um pavilhão municipal multiusos, com instalações que a autarquia considera ser de maior interesse para os residentes locais.

 

O destino da Praça de Touros da Póvoa de Varzim é idêntico ao de muitas outras que desapareceram nos últimos anos em Portugal, onde a tauromaquia parece estar em vias de extinção. De acordo com o mais recente relatório da Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC), entidade estatal encarregada de supervisionar a tauromaquia em terras lusas, em oito anos os eventos tauromáquicos perderam quase metade do seu público, passando dos mais de 680.000 espectadores em 2010, para os 379.000 registados no ano passado. Em 2018, o número de eventos tauromáquicos em Portugal também caiu para mínimos históricos: das mais de 300 touradas realizadas em 2006, apenas 173 ocorreram no ano passado.

 

O ocaso de uma actividade histórica

 

Durante séculos a actividade tauromáquica foi um elemento fundamental da cultura portuguesa. Documentos históricos mostram que as touradas já foram realizadas em Portugal no século XII (1), e no século XVI o rei português exigiu a interferência do Papa quando um inquisidor de Lisboa tentou abolir a actividade. No século XIX, surgiu o factor que hoje em dia continua a diferenciar a lide portuguesa da espanhola: as autoridades proibiram a morte do Touro em público, de maneira informal, e assim nasceu a “tourada portuguesa”, na qual o touro morre nos curros da praça, ou directamente no matadouro. (2)

 

As touradas fascinavam os Lusos do século passado, e em algumas cidades portuguesas a obsessão pelas touradas abeirava a loucura (3). No Porto, havia 11 praças a funcionar ao mesmo tempo e, na cidade vizinha de Espinho, a praça primitiva acolhia um público de mais de 5.000 espectadores. Quando assumiu o poder, o ditador António de Oliveira Salazar reconheceu a força deste sector e decidiu dar-lhe apoio oficial (4). Ao longo do seu regime do Estado Novo (1933-1974) o Governo (Salazar) apoiou a tauromaquia e subsidiou a construção de praças não só em Portugal, mas também nas então colónias portuguesas de Angola e Moçambique (5).

 

No entanto, a Revolução dos Cravos, em 1974, pôs fim a tudo isso. Tal como o fado, a luta também foi rejeitada quando vista como uma actividade excessivamente associada à ditadura de Salazar. Sem apoio institucional, as touradas passaram a depender de um público cada vez mais desinteressado em um sector hoje visto como algo reaccionário, cruel e desonesto. (6)

 

Actualmente existem alguns locais activos nas regiões centro e sul, nas regiões agrárias do Alentejo e Ribatejo, em lugares como Vila Franca de Xira, Évora, Estremoz e Montijo. A praça mourisca do campo pequeno em Lisboa - o equivalente português de Las Ventas em Madrid - foi parcialmente convertida num centro comercial e actualmente acolhe mais concertos e convenções do que touradas.

 

Um tema apolítico

 

No país vizinho (Portugal) a tourada não tem cores ideológicas: onde há menos touradas é na região Norte, reduto dos conservadores portugueses, enquanto o Alentejo - feudo tradicional dos comunistas portugueses - foi onde se realizou o maior número de touradas, no ano passado. Ao contrário de Espanha, onde comunidades autónomas como as Ilhas Canárias e a Catalunha promoveram a abolição da tauromaquia, e onde outras como Madrid e Múrcia financiam a lide - em Portugal os políticos têm permanecido fora do debate sobre o futuro das touradas (7).

 

Na Assembleia da República, os deputados rejeitam a proibição das touradas - há um ano a grande maioria votou contra uma proposta que teria abolido a lide em terras lusas - mas também não mantêm a lide com subsídios. A nível local, menos de 10% dos municípios portugueses destinam fundos à prática de actividades tauromáquicas (8).

 

Desta forma, o futuro do sector é decidido pela lei do mercado, e o desinteresse do público tem um papel determinante no resultado da situação. Embora a tourada portuguesa não desapareça completamente amanhã, a cada ano que passa é menos viável realizar touradas em praças meio vazias.

 

Embora lamente a tendência, o sociólogo Luís Capucha, presidente da Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal (ATTP), clama que «o futuro de um evento popular está nas mãos do povo» e não nas mãos de políticos.

 

«Lamento que desapareça, porque para os aficionados o Touro é um animal sagrado, que nós respeitamos pela sua bravura, e é uma lástima que se proíba o motivo pelo qual foi criado, ou seja, para lutar pela sua morte digna».

 

«No entanto, não há necessidade nem que o Parlamento, nem que um autarca proíba as touradas; já existem muitas pessoas para quem os Touros não lhes dizem nada. Se uma cidade quer realizar touradas, que paguem para vê-las. E se não, então não as tenham». (9)

 

Texto original em Castelhano neste link:

https://cadenaser.com/ser/2019/06/18/internacional/1560868236_101781.html?fbclid=IwAR0bwlN3-gu7B3aiXbRjBUYUXweihJUNkBuz1t91TEiWewra1_N_Comj6K4

 

***

 

NOTAS:

 

(1) As touradas foram introduzidas em Portugal, pelo Rei Filipe II de Espanha, I de Portugal, na segunda metade do século XVI.

 

(2) O que na realidade acontece, é que os Touros não morrem nos curros das praças, porque deixam-nos ficar ali a morrer lentamente, sem qualquer lenitivo, dois ou mais dias, até que os levem para o matadouro. Alguns morrem com grande sofrimento, antes de os levarem.

 

(3) Ainda hoje podemos comprovar essa loucura nas localidades   mais atrasadas, onde a tauromaquia está ainda arreigada, como no Ribatejo e Alentejo, em algumas ilhas dos Açores, nomeadamente ilha Terceira, e Ponte de Lima.

 

(4) Apesar de se ter realizado a Revolução de Abril, que pretendeu acabar com as políticas salazaristas, todos os que vieram substituir Salazar, na dita “democracia”, continuaram, porém, com algumas políticas do ditador, entre elas esta de apoiar a selvajaria tauromáquica institucionalmente.

 

(5) Que no entanto e entretanto, abandonaram essas práticas bárbaras, levadas pelo colonizador. No que Angolanos e Moçambicanos só mostraram elevação de espírito.

 

(6) Repondo a verdade: com a Revolução dos Cravos, em 1974, não se pôs fim a tudo isto. Tal como o Fado (que foi declarado pela UNESCO Património Cultural Imaterial da Humanidade, em 2011) a Tauromaquia NÃO FOI rejeitada quando vista como uma actividade excessivamente associada à ditadura de Salazar. Pois tal actividade continua com APOIO INSTITUCIONAL, e as touradas AINDA EXISTEM, devido a esse apoio institucional. De resto, É VERDADE que existe um público cada vez mais desinteressado num sector hoje visto como algo reaccionário, cruel e desonesto. Apenas o PS, o PSD, o PCP e o CDS/PP NÃO consideram ÚTIL esta actividade monárquica e salazarista e reaccionária e cruel e desonesta, por isso, mantêm o apoio institucional.

 

(7) Os políticos NÃO têm permanecido fora do debate sobre o futuro das touradas. Os políticos portugueses, ou melhor, o PS e PCP (que se dizem de esquerda) e o PSD e CDS/PP (da direita) têm-se mantido UNIDOS a favor dos apoios às touradas, enquanto o BE, o PEV e o PAN se têm pautado pelo FIM dos apoios às touradas.

 

(8) Na Assembleia da República, graças aos deputados do PS e PCP (que se dizem de esquerda) e do PSD e CDS/PP (da direita) os subsídios às touradas mantêm-se, e não fosse isso, as touradas já teriam acabado. Duas dezenas de ganadeiros vivem à tripa forra, à custa desses subsídios, oriundos do erário público. Constituem um grupo de pressão económica aos quais aqueles partidos são completamente subservientes. E, na verdade, dos 308 municípios portugueses, apenas 40 mantêm esta prática bárbara, se bem que em franca decadência.

 

(9) O “sociólogoaficionado de touradas, Luís Capucha, considera que um “evento popular” como a tortura de touros está nas mãos de que povo? De uns poucos trogloditas que não evoluíram, e não nas mãos de políticos? Como se engana, o “sociólogo” Capucha. Aliás, fica-lhe bastante mal, como “sociólogo” proferir tamanhas patacoadas, como as que proferiu, chamando SAGRADO ao Touro que vão estraçalhar e matar lentamente, achando que o Touro foi criado para LUTAR por ESSA MORTE LENTA e INDIGNA.

Realmente não há necessidade de se proibirem as touradas, porque elas extinguir-se-ão, naturalmente, pelas mãos de aficionados como o “sociólogo” Capucha, com argumentos tão irracionais, como os que proferiu.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:13

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Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

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