
A minha primeira reacção a esta notícia bizarra foi esta:
Não acredito nisto. É demasiado surrealista e estúpido para ser verdade. Só pode ser mentira, porque não sendo, Portugal bateu no fundo.
Depois que os Marinhenses Anti-touradas me confirmaram que isso é mesmo verdade, a minha reacção foi esta:
Isto só desprestigia Portugal, e confirma que o governo português não quer saber da Cultura Culta para nada. Para os governantes portugueses trogloditas, porque os há não-trogloditas, mas são poucos, apenas a barbárie tauromáquica conta como "cultura". E isto é absolutamente REPUGNANTE!

Isto é mais para a tragédia, do que para a comédia!!!!!
Quase sinto vergonha de ser portuguesa, só não digo que sinto completa vergonha, porque Portugal NÃO tem culpa nenhuma dos INCULTOS que o governam e não representam a totalidade dos Portugueses, mas apenas uma fatiazinha do povinho português que ainda NÃO evoluiu, e pior, NÃO tem intenção nenhuma de evoluir. Pudera! O mau exemplo, para esse povinho, vem de cima, a selvajaria tauromáquica está legislada, e a Cultura Culta – Cinema, Teatro, Concertos, Circo SEM Animais, e todas as outras verdadeiras Artes musicais, pictóricas, enfim, a ARTE, para essa gente, é tida como coisa menor, por isso os bilhetes para se assistir a espectáculos de ARTE, não recebem a benesse de deduções no IRS.
Mas para ver isto:

tem-se dedução no IRS.
Que ASCO me dá tal coisa, senhores governantes! Quanto ASCO!!!!!!!
Isabel A. Ferreira
Ainda bem que foram os trogloditas do Chega a propor. Tudo o que eles propõem é chumbado. Se fossem os trogloditas do PSD/CDS a proposta seria aprovada, com toda a certeza, pois se o que o PAN propõe a favor da abolição das touradas é sempre chumbado!!!!!!
A tauromaquia não é uma actividade que emprega muita gente, porque nem sequer é uma actividade, é uma bestialidade, onde uns tantos cobardes se atiram aos Touros com bandarilhas e outras coisas que tais e os torturam barbaramente. Emprega muita gente? Falácia! Isso não é um emprego, além disso a tauromaquia recebe CHORUDOS SUBSÍDIOS para se aguentar, se não fosse isso estaria morta e enterrada, e os cobardes que nela participam estariam a TRABALHAR decentemente, nos campos, a apanhar frutos e tomates, ou a plantar hortas e pomares, e Portugal sairia do rol dos países terceiro-mundistas.
Isabel A. Ferreira

Fonte:
https://www.facebook.com/photo?fbid=10225043381911935&set=a.1052411450740
Concordo que a Plataforma Basta de Touradas solicite esclarecimentos.
Isto é humilhar Portugal.
Esta invasão foi promovida pelo Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, como se a barbárie tauromáquica dignificasse o nome de Portugal, e fosse um evento de Cultura Culta.
Não tem vergonha, senhor Cônsul, de estar a prestar um mau serviço a Portugal, além de humilhar o País e a fatia da população portuguesa que já evoluiu?
Imaginávamos que Macau e Hong Kong fossem regiões chinesas realmente especiais, evoluídas. Não esperávamos jamais ver tamanha selvajaria a ser exibida nessas regiões.
A tauromaquia, em Portugal, está a caminhar para o seu fim, e os seus promotores andam desesperados a ver se conseguem infiltrar este negócio bárbaro, em terras longínquas.
Esperamos que Macau e Hong-Kong não se deixem enganar, e não comprem gato por lebre.
Isto NÃO é Cultura. Isto é TORTURA de seres sencientes. O pior que existe na Humanidade.
Se não querem fazer companhia aos seis únicos países do mundo que mantêm moribunda esta actividade bárbara, digam NÃO a estes falsos tritões de vozes rachadas, que vos querem puxar para o fundo do mais escuro abismo.
真是遗憾,领事先生。
Isabel A. Ferreira


Esta imagem diz da INCULTURA e da violoação da Convenção dos Direitos da Criança


Não há qualquer dúvida quanto à extinção da selvajaria tauromáquica. O fim aproxima-se. Os trogloditas tauromáquicos bem podem começar a treinar a cavar terra, plantar pomares, e hortas, batatas e pepinos, porque estarão a contribuir para alimentar muita gente. Não perdem empregos, porque nem sequer os têm, vivem à tripa forra à custa dos nossos impostos, e só podem ganhar um lugarzinho no céu, por se tornarem HOMENS E MULHERES ÚTEIS.
Isabel A. Ferreira

A tauromaquia é uma actividade que repugna as pessoas que já evoluíram, que vivem no século XXI d. C., numa Europa constituída por mais ou menos 50 países (dependendo dos critérios geográficos e políticos), onde apenas em três países os governantes continuam a apoiar legalmente esta aberração medieval: Espanha, Portugal e sul de França. Mundialmente, entre 193 países, eram oito países, e hoje são apenas sete (a Colômbia já aboliu esta prática selvática), resta na América Latina a Venezuela, Peru, Equador, México, e na Europa Espanha, sul de França e Portugal
Não é uma vergonha?
É ! obviamente.
O Jornalista Octávio dos Santos, enviou-me um texto que escreveu em 2019, sobre esta matéria, considerando que eu pudesse estar interessada, uma vez que estamos em sintonia na aversão que sentimos em relação a algo tão cruel, como a tortura de Touros.
Obviamente que estou sempre interessada nos textos que pessoas evoluídas escrevem sobre práticas retrógradas apoiadas por governantes retrógrados.
É esse texto que passo a transcrever, na íntegra, agradecendo ao Octávio dos Santos o facto de mo ter enviado.
Isabel A. Ferreira
***
Sim, é uma questão de civilização

Por Octávio dos Santos
Graça Fonseca, a actual ministra da Cultura do actual (des)governo de Portugal, poderá ter cometido no final do ano passado, pouco depois de tomar posse, e em menos de um mês, três gaffes de âmbito comunicacional… e cultural. Ou não? Digamos que ela «apostou numa tripla», mas em vez de «um», «xis» e «dois» foi «não», «talvez» e «sim»: não, o Museu de Évora não fica a sul do rio Sado; talvez que seja bom não ler jornais portugueses durante quatro dias – já que vários mais não são do que pasquins propagandísticos e, ainda por cima, cheios de aberrações ortográficas; e, sim, a tauromaquia é uma questão de civilização… ou, mais concreta e correctamente, de falta dela. E ninguém será mais culpado pela manutenção e até agravamento desta peculiar forma de obscurantismo no nosso país do que Jorge Sampaio, que em 2002, enquanto Presidente da República, pugnou publicamente pela «re-legalização», que se concretizou, da variante mais ofensiva, mais degradante, da «festa brava» que é a morte do touro na arena, em Barrancos e não só.
Tema verdadeiramente fracturante no nosso país, a tauromaquia assume especial importância no Ribatejo; e, nesta região, há um concelho em especial que se tem auto-prejudicado por privilegiar reiteradamente essa actividade: o de Vila Franca de Xira. Como que antecipando a controvérsia desencadeada pelas declarações de Graça Fonseca quatro meses depois, em Junho a Turismo de Portugal informou a câmara municipal de que não apoiaria institucionalmente a festa do Colete Encarnado, a mais importante da sede do município, e que se realiza no primeiro fim-de-semana de Julho. Sendo a edilidade vilafranquense presidida, desde 1998, pelo Partido Socialista, primeiro por Maria da Luz Rosinha e depois por Alberto Mesquita, pode-se afirmar que se tratou de uma significativa desfeita, uma sonora desconsideração, mesmo que indirecta, por parte do Largo do Rato a uma das suas mais fiéis «sucursais». A persistente defesa que uma figura tão grada do PS como Manuel Alegre faz da tauromaquia não poderá conter para sempre a inevitável, e desejável, erosão da adesão àquele vergonhoso «espetáculo» - porque nele se espeta efectivamente. Porém, nem a humilhação institucional sofrida às mãos dos seus próprios «camaradas» parece conter a dedicação e o entusiasmo dos aficcionados de Vila Franca de Xira, que querem dar o próximo passo na «consagração» cultural da tourada: criar um museu. Neste momento aquela cidade alberga dois: o (seu) Museu Municipal, com, obviamente, um carácter concelhio; e o Museu do Neo-Realismo, de âmbito nacional (e até internacional), inaugurado na cidade sede do concelho em 2007 depois de alguns anos de indecisão sobre se deveria ficar em Alhandra (onde decorre a acção, inspirada em pessoas e em acontecimentos reais, de «Esteiros» de Soeiro Pereira Gomes), então originando uma polémica em que também se envolveu Eduardo Prado Coelho, que defendeu em 2000, nas páginas do Público, a localização em VFX sem total conhecimento dos factos, tendo eu confrontado-o sobre isso igualmente neste jornal.
Mais do que um Museu da Tauromaquia, justificar-se-ia que Vila Franca de Xira tivesse, se não a sede, pelo menos um pólo ou delegação de um eventual – e também surpreendentemente controverso – Museu das Descobertas. Porquê? Por dois factos principais. Primeiro, foi em Alhandra, isto é, dentro do território que hoje corresponde ao município de Vila Franca de Xira, que nasceu Afonso de Albuquerque… que dá nome, curiosamente, à praça onde se situam os paços do concelho de VFX (na placa respectiva, antiga, ainda está «Affonso»!); em 2015, ano em que se assinalaram os 500 anos da morte do «César do Oriente», realizou-se, por minha iniciativa, um colóquio (na Biblioteca Nacional e no Palácio da Independência, complementado por uma mostra na Torre do Tombo) dedicado ao grande soldado, marinheiro, conquistador, diplomata; convidada desde o início para participar na evocação da efeméride, a Junta de Freguesia de Alhandra, liderada pelo seu presidente, Mário Cantiga, homenageou em 2018 o mais ilustre filho da terra com a inauguração de uma pintura mural perto do Tejo, junto à qual foi colocada uma placa comemorativa cujo texto foi escrito por mim após honroso convite daquela autarquia ribeirinha. Segundo, foi de Vila Franca de Xira que partiu a expedição comandada por Bartolomeu Dias que viria a dobrar o Cabo das Tormentas.
No entanto, não é só nas navegações do passado distante que os habitantes do concelho de Vila Franca de Xira podem encontrar o seu maior motivo de orgulho; nas do passado próximo e do presente, também. Em 2018 assinalaram-se os 100 anos da fundação das Oficinas de Material Aeronáutico em Alverca, «apenas» a mais antiga base aérea portuguesa em funcionamento constante, e uma das mais antigas do Mundo – e que merece(ra)m uma exposição no Núcleo Museológico de Alverca, mais um trabalho de uma equipa liderada pela sua coordenadora, Anabela Ferreira, que vale a pena visitar. Nas OGMA, hoje uma das três maiores empresas do concelho (as outras duas são a Cimpor, em Alhandra, e a Central de Cervejas, em Vialonga), não só se fabrica(ra)m e repara(ra)m aviões: também foi o espaço de descolagem e de aterragem de voos para, e de, outros pontos do Mundo, da América, África, Ásia, vários com carácter pioneiro. E foi também o local inicial do Museu do Ar, cuja sede seria transferida para Sintra porque, da parte da câmara municipal de VFX, desde pelo menos meados da década de 80 – eu estava então no jornal regional Notícias de Alverca, que desenvolveu uma campanha de sensibilização para o problema – foi evidente a negligência da autarquia em encontrar uma solução que permitisse a expansão do museu e a sua (total) permanência em Alverca. Mas, lá está, não era em Vila Franca de Xira propriamente dita e não era sobre touros e toureiros nem sobre Alves Redol, pelo que não era um espaço prioritário.
Este concelho poderia ser um caso de estudo pelas contradições, pelo desperdício de oportunidades, pelas indefinições. Que se notam, curiosamente, também a um nível gráfico: depois de anos em que o símbolo do município foi uma vela, estilização da de um barco antigo recuperado que é utilizado para passeios no Tejo, 2019 viu a aplicação de uma nova «identidade visual» assente no conceito «ligações fortes» e que tem como elemento central a ponte Marechal Carmona, talvez o maior ex-libris do concelho. É verdade que uma (boa) imagem institucional é um instrumento fundamental numa actividade conducente a um maior desenvolvimento assente na atracção de novos moradores, investidores e turistas. Todavia, nenhuns arranjos estéticos serão suficientes para atenuar, e muito menos apagar, o impacto negativo, na percepção pública em geral e na comunicação social em particular, de actos inéticos de tortura de animais para diversão de uma muito pequena minoria.
Público, 2019/2/8

Esta é a expressão que identifica não só o povo de Barrancos, única localidade troglodita em que, graças ao falecido ex-presidente da República e aficionado Jorge Sampaio, os Touros morrem na arena, entre a histeria dos que praticam e aplaudem, em êxtase, perante os estertores da morte do Touro (*), cuja natureza biológica é senciente (**), esta selvajaria que conduz ao estado deplorável do Touro, evidente nesta imagem, ainda com a espada enterrada no lombo, a sangrar desalmadamente e já perto da morte, que, segundo o Médico-Veterinário Nuno Paixão, é banalizada à frente de toda a gente.
E se esta é a expressão que identifica o povo de Barrancos ou os aficionados desta selvajaria, temos de concordar que não passam de um bando de sádicos e psicopatas, com uma gravíssima deformação mental que os leva a não conseguir discernir o mal que provocam ao animal.

E esta é a expressão que identifica todos os que amam os Touros e os defendem dos seus cruéis torturadores. Nós queremo-los assim, belos, soltos nos prados, a cumprir a sua existência pacífica de bovinos, ruminantes, mansos, amáveis, sensíveis. Não os vemos como alimento, mas como um dos nossos irmãos planetários. Neles vemos a humanidade que não existe nos seus carrascos.
***
No passado dia 14 de Setembro, a SIC Notícias, no Jornal Domingo, deu tempo de antena à selvajaria tauromáquica, vulgo tourada, sob o título «Touradas: Tradição ou Crueldade?», onde foi apresentada uma excelente reportagem, que, numa escala elevada ao infinito, mostrou toda a crueldade, a boçalidade, a estupidez, a ignorância, a irracionalidade, a falta de bom senso, de insensatez e de empatia (um dos mais nobres sentimentos, comum a todos os animais que connosco partilham o Planeta), das criaturas que praticam, aplaudem e apoiam a tauromaquia, em todas as suas cruéis vertentes.
Dessa reportagem, da qual consegui o vídeo integral, respigarei em itálico, as intervenções dos trogloditas que mais perturbaram a minha racionalidade. Pareceu-me que eu havia recuado no tempo, e estava a ver uma reportagem emitida numa época em que os homens ainda NÃO tinham desenvolvido a capacidade de pensar, e viviam envoltos em trevas, que não lhes deixavam ver a luz. E eu, ali, no meio deles, chegada do futuro...
Isto é assim:

«Os Touros estão a pastar nos prados, não lhes falta nada, não é lindo? E depois vão para a arena e aquilo é arte [comparem com a imagem que abre este texto] parece um bailado. O Touro é a minha vida, sem o Touro eu não seria nada. Contar sobre o que se faz na arena é muito apelativo».
«Tinha nove anos quando comecei a tourear (...) São sensações difíceis para descrever por palavras».
«Tem de haver respeito (...). Há pessoas que não gostam da nossa profissão [profissão?] Não gera muito dinheiro, mas é uma paixão».
É que é de pequenino que se torce o pepino. E os trogloditas/pepinos foram torcidos de tal forma, que nunca conseguiram chegar a ser grandes.
***
Sangue e arte:
«O Touro nasceu para ser agressivo».
Na tourada «há sempre sangue, mas não é sanguinária, nunca foi».
Então alguém diz, lá do alto do seu dessaber: «O animal não sofre. Ponto final».
Existe uma lei de Protecção Animal em Portugal, para Cães e Gatos, deixando de fora os gados bovino e cavalar, que os legisladores NÃO consideram animais, por isso, um cidadão pode ser preso por espancar Cães, mas safa-se se torturar um bovino até à morte, deixando-o num charco de sangue.
O que tenho a dizer do que vi e ouvi na reportagem emitida pela SIC Notícias:
Tudo isto é anormal. Vivemos num País onde a incultura impera, fora e dentro do Parlamento, que continua a chumbar as propostas do PAN [e atenção! eu sou apartidária] em defesa de todos os Animais, e a atribuir, todos os anos, 19 milhões de Euros para o massacre dos Touros.
Os que apareceram na reportagem, da qual uma parte pode ser vista aqui, a fazer a apologia da selvajaria tauromáquica, coitados, não fazem ideia da ignorância e estupidez que demonstraram. Algo que só as pessoas que já evoluíram podem avaliar.
Ao contrário da “arte e cultura” que eles consideram ser a selvajaria tauromáquica, esta não passa de um abominável costume bárbaro, só praticado, aplaudido e apoiado por gente sádica, psicopata e inculta.
A selvajaria tauromáquica nada tem a ver com gosto ou não-gosto, tem a ver com FALTA de Ética, de Civilização e de Evolução.
E não tentem os tauricidas justificar as touradas com as lagostas cozinhadas vivas, ou de matarem animais brutalmente para os omnívoros os comerem, porque é da estupidez justificar uma estupidez com outra estupidez.
A selvajaria tauromáquica NÃO é um espectáculo, é uma prática selvática, que contém cenas cruéis que não se encaixam em nenhuma actividade humana civilizada; a selvajaria tauromáquica NÃO é uma tradição [a tradição cultiva, não tortura], mas sim um costume bárbaro abominável herdado de gente bárbara que nunca saiu da escuridão; a selvajaria tauromáquica NÃO é cultura, porque na Cultura, quer seja erudita quer seja popular, não se encaixa a tortura de seres sencientes para divertir sádicos, psicopatas e gente inculta. Na Cultura constrói-se, não se destrói.
E para quem não sabe e quiser saber, aqui deixarei um link para um texto onde se explica o que é
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Tauromaquia: tradição cruel ou espectáculo cultural?
Pergunta a SIC Notícias.
A notícia acima referida refere que no Alentejo, as praças de Touros continuam a encher-se para ver touradas. É mentira. Cada vez há menos gente a frequentar touradas, e as que vão são oriundas de várias localidades do País, que já evoluíram e acabaram com essa prática bárbara, mas nelas ainda existe um núcleo de trogloditas, principalmente no Norte de Portugal, onde só Ponte de Lima mantém a selvajaria tauromáquica em várias vertentes, e fazem quilómetros para satisfazer o seu sadismo e psicopatia.
Diz a notícia que apesar da polémica em vários sectores da vida nacional, a tradição mantém-se viva na região, onde a tauromaquia é mais do que espectáculo. Tem peso na economia local e continua a ser um traço forte da identidade cultural alentejana.
Acontece que a selvajaria tauromáquica NÃO é tradição portuguesa. Foi introduzida em Portugal pelo sádico Rei espanhol, Filipe I de Espanha, II de Portugal, que quando estava entediado, para se divertir, mandava fazer touradas, com touros de morte, ou autos de fé, onde a santa inquisição queimava pessoas inocentes. Isto diz tudo do carácter desta gente.
E a notícia prossegue, tentando atirar areia para os olhos de quem os tem bem abertos, mas protegidos por óculos que deixam ver e protegem, não os cegando.
É símbolo da identidade do povo alentejano. A tauromaquia atravessa gerações e, para muitos, representa mais do que um espeCtáculo.
Pois sabemos do atraso de vida que se vive no Alentejo. E sabemos também que a tauromaquia atravessou gerações, e hoje é mais do que um espeCtáculo, é um viver à tripa forra com os milhares de Euros públicos que o Estado lhes dá de mão beijada. Parasitas!
A emoção de entrar na praça carrega consigo toda a história do touro. RefleCte o laço que o Alentejo mantém com a tauromaquia e a sua importância para a região.
Acabe-se com os subsídios e então veremos a importância da tauromaquia para a região.
É nesta altura do ano que um pouco por todo o Alentejo se fazem as corridas ou largadas de touros. Praticamente todas as praças ficam cheias.
Algumas ficam cheias de moscas, mesmo com os bilhetes de borla, e de gente que vem de todas as localidades trogloditas do País, em excursões pagas pelas autarquias.

A estes municípios podem faltar o pão, a habitação, a saúde, mas a selvajaria não falta. Esta gente tem o que merece, e nem sequer pode andar por aí a exigir o que não têm. Que vivam dos subsídios que recebem para torturar Touros.
Entre a paixão dos que vivem a tradição e a contestação dos que querem a mudança. As touradas continuam a ser um dos temas mais controversos da cultura portuguesa. Quem é contra as corridas de touros fala sobre uma tradição cruel, ultrapassada e desnecessária.
Eu ainda acrescento mais: para já NÃO é tradição, é costume bárbaro, é cruel, é inútil, e só existe à conta dos subsídios, muito bem acautelados na Assembleia da República, por deputados que se candidatam exclusivamente para os garantir.
A tauromaquia no Alentejo continua a ocupar um lugar importante na vida cultural e social. Para todos os que nela participam, seja dentro ou fora da arena, a tradição é uma herança que querem ver preservada.
A tauromaquia no Alentejo continua a ocupar um lugar importante na vida cultural e social? Querem ver preservado o costume bárbaro herdado de gente bárbara com deformações mentais graves?
É isso que querem para o Alentejo?
Acabe-se com os 19 milhões de Euros que injectam na barbárie e vejam o que acontece.
Vão trabalhar no campo. Invistam esse dinheiro de um modo civilizado: em hortas, em pomares, em searas, em cortiça. Deixem os bovinos em paz, evoluam e vivam para o amanhã, deixando para trás o passado tenebroso que herdaram de gente que nunca evoluiu. Essa é que é a vossa verdadeira herança: as trevas, a ignorância, a estupidez.
***
(**) Obriguei-me a ver matar um Touro (nas imagens da reportagem) algo que nunca tinha visto, nem nos meus mais pavorosos pesadelos. Agora posso dizer do horror que tais imagens me provocaram, rasgando-me a alma. Como é possível banalizar a morte de um animal como eu, diante de um povo primitivo, bronco, histérico, a aplaudir os estertores dessa morte, que são exactamente iguais aos do animal-homem? Mas mais incrível é saber que em Portugal, um acto tão bárbaro como este é permitido por lei. A que espécie pertencerão este povo que aplaude, e estes governantes que permitem que uma morte tão cruel possa ser alvo de algo chamado “festa”? À espécie humana NÃO pertencerão, com toda a certeza.
(**) A natureza biológica do Touro é senciente, de acordo com o Médico-Veterinário Nuno Paixão, que participou no debate que se seguiu à emissão da reportagem, abordando também a questão da “selecção artificial” do Touro dito bravo, que não existe na Natureza.
Nuno Paixão, referindo-se a Joaquim Grave, um ganadeiro que promove touradas e diz-se veterinário: «Um veterinário que diz que o Touro não sofre, não é médico-veterinário». Para mim, é um carniceiro.
Isabel A. Ferreira
No passado domingo, dia 14 de Setembro, a SIC Notícias emitiu um programa sobre a selvajaria tauromáquica, vulgo tourada, sob o título Touradas - Tradição ou Crueldade?

As touradas NÃO continuam a encher praças.
Veja aqui uma das imagens da reportagem passada antes do Debate:

Antes do debate, em que participaram Luís Capucha, Presidente da Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal e vice-presidente da Prótoiro, Sociólogo (o que seria se não fosse) , docente no Iscte-IUL, ex-director geral da DGIDC-Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e Paulo Pessoa de Carvalho, da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos, representantes da Irracionalidade, Ignorância e Insensatez; e Inês de Sousa Real, deputada da Assembleia da República pelo PAN – Pessoas Animais Natureza e Nuno Paixão, Médico-Veterinário, formador, mestre em táctica e mestre em Operações Especiais com Cães, representantes da Racionalidade, Conhecimento e Bom Senso, a SIC Notícias apresentou uma excelente reportagem, que, numa escala elevada ao infinito, mostrou toda a crueldade, a boçalidade, a estupidez, a ignorância, a irracionalidade, a falta de bom senso, de insensatez e de empatia (um dos mais nobres sentimentos, comum a todos os animais que connosco partilham o Planeta), das criaturas que praticam, aplaudem e apoiam a tauromaquia.
A reportagem, que abordarei na Parte II, desta minha análise, apresentou cenas de uma crueldade indescritível, que tenho a certeza de que nem os mais primitivos homens das cavernas tiveram a cobardia de as praticar contra os animais não-humanos, que eram a base da sua subsistência, porque não tinham ainda o conhecimento da Agricultura, que veio mudar os hábitos e o pensamento daqueles seres humanos que seguiram o caminho da Evolução, algo que os tauricidas, aficionados e apoiantes de touradas ainda não conseguiram sequer vislumbrar, porque vivem na escuridão total.
Evidencio aqui os seres não-humanos, porque os adeptos da tauromaquia, não tendo capacidade de pensar, acham que eles próprios não são animais, acham que são de uma raça superior. Para eles, animais são os Touros, que nasceram para ser torturados e, com o seu sofrimento, divertirem uma plateia de cegos mentais, e esta é a primeira grande ignorância dos pró-tourada. Podemos conjecturar: se eles não são animais serão então ervas daninhas?
O que disseram os intervenientes pró-tourada no debate, que durou apenas 30 minutos, durou das 22h30m às 23 horas, um horário em que noutros canais se falava de futebol e outros assuntos de mais interesse para os telespectadores nocturnos. O horário para passar a reportagem e o debate, não podia ter sido mais inconveniente. Mas o editor do programa sabia o que estava a fazer.
Luís Capucha, não fez jus aos seus pergaminhos, de tal forma que me faz duvidar que os tenha, pois a sua mentalidade é tão primitiva, tão medieval, tão cristalizada, tão atada às falsidades tauromáquicas, que de tanto serem repetidas ao longo dos séculos transformaram-se em verdades, porém, apenas para os que não evoluíram, para os incultos.
Capucha disse que os animais não têm direitos, só os teriam se tivessem deveres; chamou espectáculo à selvajaria tauromáquica, que não passa de uma prática bárbara e sanguinária. O espectáculo fascina as pessoas cultas, as touradas provocam-lhes asco e vómitos. Disse ainda que os Touros de lide têm genes que os impelem para a lide, e produzem endorfinas que evitam sentir dor. É por não sentirem dor que se ouvem os seus urros desesperados quando lhes espetam bandarilhas e perfuram as suas entranhas, sendo abafados pelos pasodobles interpretados pelos corneteiros de serviço.
O Médico-Veterinário Nuno Paixão desmentiu-o, com argumentos científicos, linguagem totalmente desconhecida para os incultos adeptos da selvajaria tauromáquica.
Capucha considerou a selvajaria tauromáquica “arte e cultura humanística”. Vejam na imagem a “arte” e a “cultura humanística” moldada num forcado: um Touro embolado, portanto desprovido da sua capacidade de se defender, cravado de bandarilhas, que lhe rasgaram as carnes, e o fizeram sangrar, estando, mais morto do que vivo, a ser violentado na sua mortificação, na sua dor, no seu sofrimento, pelo cobarde forcado. E depois não querem que desejemos ao cobarde forcado que lhe façam o mesmo, para ver se sente ou não sente dor. Porque a dor é a mesma, em qualquer mamífero, com um ADN 80% semelhante ao do homem. A Biologia é a mesma.
Capucho disse ainda que há uma diferença entre dor e sofrimento, demonstrando que nada sabe das Ciências Biológicas: Biologia, Zoologia, Ecologia, Fisiologia, Genética, entre outras. Capucha só sabe que pode espetar-se bandarilhas nos Touros à vontade, que isso não faz a mínima mossa no corpo do animal, por causa da endorfina. A isto chama-se IGNORÂNCIA, da mais pura e dura.

É este o símbolo da identidade dos alentejanos: um forcado, numa posição ridícula, parecendo um galo abespinhado, de asas abertas, a afrontar cobardemente um Touro moribundo. Isto só demonstra o mau-carácter, a baixeza de espírito, a falta de empatia, a crueldade, a desumanidade dessa personagem insólita elevada a “herói” pelos sádicos e psicopatas, e quando calha morrer na arena, quando o Touro reúne as derradeiras forças para se defender do ataque brutal do seu carrasco, é aplaudido, tal como é aplaudido o Touro e o Cavalo quando barbaramente morrem na arena. O gozo da morte que percorre a plateia, é o mesmo para o Touro, para o Cavalo e para os seus carrascos.
O único herói de uma tourada é sempre o Touro.
Capucho ainda teve tempo de dizer que se acabassem as touradas os Touros de lide desapareceriam. MENTIRA. Mais uma ignorância, desmentida pelo Médico-Veterinário Nuno Paixão. O Touro de lide ou Touro bravo NÃO existe na Natureza. São fabricados pelos ganadeiros, e tanto os massacram desde a nascença e durante os quatro anos que dizem levar uma vida de rei, livres, nos prados, que quando chega a hora de entrarem na arena, depois de estarem às escuras dentro de uma caixa, durante um tempo infinito, o Touro embolado, sem ter como sair dali, vê-se acossado e fica bravo. Diz Nuno Paixão: tal como quando somos encostados à parede somos bravos. Qualquer animal fica bravo nestas circunstâncias, e os Touros NÃO investem em qualquer circunstância, a não ser quando são acossados.
Paulo Pessoa de Carvalho não teve muito tempo de antena, mas o pouco tempo que teve foi para dizer disparates. Disse esta coisa espantosa: ao longo dos tempos temos evoluído. Saberá PPC o que é evolução? Evolução é acabar com a tortura de Touros em todas as suas vertentes, para divertir não milhares de adeptos, como foi dito, mas apenas uns meros 200 mil, que ainda não saíram da Idade das Trevas. Os Touros não nasceram para serem toureados, torturados, massacrados, sangrados. Os Touros têm uma função na sua existência, e essa função NÃO é serem torturados na arena.
É da estupidez achar que os Touros vivem como reis durante quatro anos, pastando nos campos, sendo ao mesmo tempo massacrados para ficarem bravos, e depois serem sujeitos às mais bárbaras crueldades e torturas nas arenas. Só os estúpidos são capazes de dizer tal coisa e acreditar nela.
Inês de Sousa Real esteve muito bem. Defendeu com conhecimento e inteligência os Direitos dos Touros, estando muito bem informada sobre as leis, sobre os Direitos dos Animais, sobre as Ciências Biológicas, e meteu no chinelo os seus interlocutores pró-touradas, e mais, mete no chinelo, quando se trata de discutir esta matéria, os trogloditas que estão em maioria na Assembleia da República. Por isso, é tão odiada, maltratada, vilipendiada. É deputada única pelo PAN. É. E daí? Mais vale ser UMA e saber o que diz e o que faz, do que serem muitos e NÃO saberem o que dizem e o que fazem, demonstrando ignorância e incompetência. Inês de Sousa Real entrará para a História. Os deputados trogloditas ficarão à porta, de pés descalços, sem glória alguma.
Neste debate ficou bem clara a miséria moral cultural, social e civilizacional da selvajaria tauromáquica. Os argumentos dos dois prós foram de uma ignorância atroz; a Inês e o Nuno Paixão apresentaram argumentos racionais que deitaram por terra os argumentos irracionais dos dois defensores da barbárie.
Na Segunda Parte desta minha análise, falarei sobre o que se viu e ouviu na reportagem, e que é de bradar aos céus. Faz-nos interrogar se realmente estamos vivemos num País civilizado e evoluído, em pleno Século XXI d. C., ou no tempo onde a Santa Ignorância era a santa mais consagrada.
Isabel A. Ferreira
Dou-me a liberdade de fazer minhas as palavras da Psicóloga Núria Querol
«Nenhuma pessoa que esteja psicologicamente sã pode estar a favor do maltrato animal»
e as do Psiquiatra Rodrigo Córdoba
«Por detrás de um torturador de animais há um transtorno mental»
porque também eu, com alguns conhecimentos de Psicologia, que adquiri na Universidade de Coimbra, em cadeiras de opção, estudei o "fenómeno" taurino e inevitavelmente chegamos a esta conclusão, sem necessitar de grandes aprofundamentos.
Para reforçar estas conclusões deixarei aqui o link para uma publicação que as reforça:
Que VERGONHA SIC!
Que VERGONHA
Isabel A. Ferreira

Fonte: https://www.facebook.com/photo?fbid=4021428181450139&set=a.1396334963959487

[PT | EN]
Este é o momento!
Por favor, peça à Sagres/SCC/Heineken que exija o fim das touradas no Sagres Campo Pequeno. Sendo a patrocinadora principal do espaço multiusos, tem poder suficiente para o conseguir. O fim das touradas em Lisboa poderá servir de exemplo para outras localidades.
Use a mensagem abaixo, colocando o seu nome no final da versão em inglês ou, se preferir, escreva o seu próprio texto.
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Assunto: Pela construção de um mundo melhor – Fim das touradas no Sagres Campo Pequeno | Brew a Better World – End Bullfighting at Sagres Campo Pequeno
Para:
relacoes.institucionais@centralcervejas.pt; scc@centralcervejas.pt; GCU@heineken.com; pressoffice@heineken.com; investors@heineken.com; dolf.vandenbrink@heineken.com; janwillem.vosmeer@heineken.com
Cc.:
marinhenses.antitouradas@gmail.com
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Mensagem bilingue sugerida | Suggested bilingual message
Exmos. Responsáveis pela Sagres/SCC/Heineken.
Na qualidade de pessoa consumidora de Sagres, venho manifestar a minha preocupação com a associação da marca às touradas, através do patrocínio do espaço agora chamado Sagres Campo Pequeno, em Lisboa.
Na mais recente tourada, realizada em Agosto, um forcado de 22 anos morreu, um espectador de 73 também faleceu, um cavalo foi colhido, e oito touros, cujo bem-estar foi completamente desrespeitado, foram feridos na arena e abatidos muitas horas depois. É inaceitável, do ponto de vista da ética e da responsabilidade social, que a marca Sagres esteja ligada a este tipo de eventos violentos e amplamente rejeitados pela sociedade.
Creio que a associação da Sagres às touradas não só mancha a reputação da insígnia, como contradiz os compromissos assumidos pela Heineken, no âmbito da sua estratégia Brew a Better World 2030 e no seu Responsible Marketing Code, que afirma respeitar as pessoas, o ambiente e o bem-estar animal.
Peço que essa organização faça o que é certo: que exija o fim das touradas no Campo Pequeno ou, se isso não for possível, que retire o nome Sagres do espaço e cesse a associação da marca à tauromaquia.
Na expectativa de que este meu pedido seja compreendido e considerado com a seriedade que merece, por uma marca que afirma valorizar e ouvir os seus consumidores,
Com os melhores cumprimentos,
Isabel A. Ferreira
***
Dear Madams and Sirs
As a Sagres consumer, I wish to express my concern about the association of the brand with bullfighting, through its sponsorship of the venue now named Sagres Campo Pequeno, in Lisbon.
In the most recent bullfighting event, held in August, a 22-year-old forcado (a member of the traditional Portuguese bullfighting team) died, a 73-year-old spectator also passed away, a horse was injured, and eight bulls — whose welfare was completely disregarded — were injured in the arena and slaughtered many hours later. It is unacceptable — from an ethical and social responsibility standpoint — for the Sagres brand to be associated with such violent events, widely rejected by society.
I believe that the association of Sagres with bullfighting not only damages the brand’s reputation, but also contradicts the commitments made by Heineken, under its Brew a Better World 2030 strategy and its Responsible Marketing Code, which states respect for people, the environment, and animal welfare.
I ask that the organization do what is right: demand an end to bullfighting at Campo Pequeno, or, if this is not possible, withdraw the Sagres name from the venue and end the brand’s association with bullfighting.
Trusting that this request will be understood and considered with the seriousness it deserves, by a brand that claims to value and listen to its consumers,
Sincerely,
[Name, City, Country | Nome, Cidade, País]
Isabel A. Ferreira
Portugal
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Publicada por Marinhenses Anti-touradas - à(s) 12:51
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Fonte:
https://mgranti-touradas.blogspot.com/2025/08/pt-en-este-e-o-momento-por-favor-peca.html
As touradas são uma prática tão bárbara, tão cruel, tão absurda, tão nojenta, que não há como segurar o sentimento de repulsa por quem as pratica, as aplaude e as apoia.
Não é da natureza humana divertirem-se com o sofrimento de um animal indefeso, inocente e inofensivo. Daí ser natural que os ânimos aqueçam quando se trata de falar sobre os cobardes, metidos a valentes, quando atacam um Touro moribundo. É inevitável.
A tourada é uma prática selvática, sangrenta, primitiva. Basta olhar para esta imagem:

Falar de um torturador de Touros é o mesmo que falar de pedófilos, violadores e gente quejanda.
Não podemos premiar esta gente, com a nossa benevolência, só porque morreram.
Também não podemos aplaudir a morte dos maus, de nenhum mau, ainda que sejam os Bid Ladens do mundo ou um hediondo traficante de drogas, assassinos...
Estes criminosos estão para nós, como os cobardes forcados e tauricidas estão para os Touros, seres vivos indefesos, inocentes e inofensivos, animais como nós, com um ADN maioritariamente semelhante ao nosso, que sofre a dor, o medo, a angústia da arena, tal como nós.
Não devemos aplaudir a morte dos cobardes torturadores de Touros moribundos, mas é um pouco demais elogiar o que eles fazem na arena, num dos mais cruéis actos da criatura humana.
No entanto, eles são aplaudidos na arena, pelos sádicos e psicopatas e trogloditas quando um Touro moribundo, motivado pelo ataque cobarde de um forcado, investe contra ele, e ele morre. Os aplausos enchem a arena.
A tauromaquia é o resultado de uma doença do foro psiquiátrico, comprovada pela Ciência.
Além disso, é um costume bárbaro, de sádicos e psicopatas, introduzido em Portugal pelo alienado Rei Filipe I de Portugal, II de Espanha.
O falecido forcado escolheu estar na arena. O Touro foi forçado a ir para arena, e defendeu-se com toda a legitimidade. Eu faria o mesmo.
Aplaudir a morte do forcado, nós que combatemos a tauromaquia, deixamos para os seus comparsas, e elogiar sub-repticiamente a actividade dele, não é da racionalidade.
Li num comentário de uma aficionada que as touradas não são para fazer sofrer os animais. Não são para outra coisa. Ela que sinta nos seus costados aquelas farpas, o sangue a escorrer, a dor nas carnes esfaceladas. É preciso lembar que um Touro é um a animal como NÓS: sente dor, fome, sede, sono, urina, defeca, tem órgãos internos tal como nós...
Os aficionados, sádicos e psicopatas, que assistem às touradas, aplaudem com grande regozijo quando os torturadores de Touros são mortos na arena. Isto não incomodará ninguém? Eles gostam de ver sangue e morte, seja do animal não-humano, seja do animal humano, sim, porque somos todos animais. Eles babam-se de delírio, chegando mesmo ao orgasmo. Isto não sou eu a dizer. São eles que o dizem em público.
O mundo da tauromaquia é asqueroso em todos os sentidos
A morte desse forcado, de 22 anos, no campo pequeno, em 23 de Agosto de 2025, foi consequência do acto hediondo que estava a cometer. Era jovem, era. Deixou família sofredora, deixou. Poderia morrer de uma maneira mais digna, poderia.
Mas foi educado para torturar cobardemente Touros moribundos.
E é isto que tenho a lamentar.
A morte dele poderia fazer dele um herói se estivesse a combater incêndios, a doar órgãos, a dar sangue, a salvar outra vida, como diz o Pedro Almeida, no Facebook, e muito bem.
Mas não estava. Estava a torturar um Touro que sangrava por dentro e por fora, em grande sofrimento.
A morte dele foi aplaudida pelos sádicos e psicopatas que assistiam a esta prática bárbara.
Desses aplausos ninguém fala? Não incomodam os hipócritas?
Essa gente adora a morte de Touros, Cavalos e tauricidas nas arenas.
Meu comentário nesta publicação:
https://www.facebook.com/photo/?fbid=1190226359795398&set=a.593419102809463

Dorso de um Touro a sangrar com as farpas com que trespassaram as suas carnes. Isto não dói? Então os torturadores de Touros experimentem. Afinal são também animais. Se não dói num, não deve doer no outro.
"Se há algo inequívoco é que, nos próximos anos, o comboio do progresso arrasará as demências sangrentas que ainda persistem. Porque fazer sofrer e fazer espectáculo disso não tem, não pode ter, justificação ética." (Alexandra Reis Moreira)
in: https://www.facebook.com/share/1Gb4oH56fk/
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Carta de uma Criança Levada à Tourada
O que vão ler é muito triste, mas é a realidade dos filhos dos aficionados.
É isto que fazem às crianças da comunidade da selvajaria tauromáquica, e as CPCJ (otas) nada fazem, apesar das muitas denúncias que fazemos.
Esta carta é uma acto de reflexão para os que podem acabar com esta barbárie moral, social e cultural.

Queridos adultos,
Vocês dizem que a tourada é bonita.
Dizem que é cultura, que é tradição.
Mas eu só vi sangue.
Vi um touro entrar forte e sair ferido.
Vi um cavalo tremer, com medo nos olhos.
Vi pessoas baterem palmas enquanto eles sofriam.
E eu não entendi.
Porque sempre me disseram que não se deve magoar os animais.
Que os cães e os gatos lá de casa merecem carinho.
Então por que é que, na arena, o sofrimento vira festa?
Eu fiquei confuso.
Se a dor deles é motivo de aplauso… será que a dor não importa?
Se todos riam e gritavam felizes… será que a crueldade é normal?
Vocês chamam-lhe tradição, mas para mim parecia pesadelo.
À noite, quando fechei os olhos, não pensei em cultura.
Pensei no touro a sangrar.
Pensei no cavalo a tentar fugir.
Pensei que talvez um dia alguém também ache bonito ver-me sofrer.
Queridos adultos, eu só sou uma criança.
Quero crescer a acreditar que a vida é sagrada, que a empatia é força, que o respeito é caminho.
Mas como posso acreditar nisso se me ensinam aplaudir a dor?
Vocês dizem que querem dar-me futuro.
Então dêem-me futuro sem arenas de sangue.
Porque na tourada não morre só o touro, nem sofre só o cavalo.
Na tourada, morre também a minha inocência.
Assinado,
Uma criança que nunca devia ter visto aquilo
in: https://www.facebook.com/photo/?fbid=24552748791003141&set=a.183245025046857
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Ninguém deveria morrer numa arena
A tauromaquia é, por definição, um exercício de violência. Uns escolhem estar ali, outros não. Nenhum ser deveria ser exposto à dor, à humilhação ou à morte por entretenimento.
Rita Silva
Presidente da ANIMAL. Co-fundadora e co-coordenadora da Rede Internacional Anti-Tauromaquia.
in Jornal PÚBLICO
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Perante o recente acontecimento de um forcado morto, numa situação que ele próprio escolheu, e na sequência do que a jornalista Tânia Laranjo publicou no seu mural sobre o assunto, partilho, aqui, o texto comentário que lhe enderecei:
"Tânia Laranjo, por favor leia este meu texto que lhe dirijo: Já que nunca assistiu a uma tourada, desloque-se ao espaço onde ela vai decorrer.
-- Veja, com olhos de ver, os touros descarregados e encarcerados para, no dia seguinte ou horas depois serem torturados;
-- Acompanhe a tourada e ouça, com ouvidos de ouvir e veja com olhos de ver (não esqueça os do coração) - constate os gritos de horror dos touros golpeados até aos pulmões, veja o sangue a jorrar na terra, receptáculo de dor, que fica, para sempre, guardada.
-- Veja e ouça os gritos dos cavalos horrorizados com o medo, eles próprios sujeitos à dor. Muitos perecem na arena com ataques cardíacos. Todos estes gritos são abafados pela música que embebeda espíritos propícios ao gozo perante a tortura; 3- No final, sim, no final do GRANDE ESPECTÁCULO DE TORTURA, dirija-se aos curros e sinta os touros agonizantes com as farpas ainda cravadas nos seus dorsos e assista à retirada das farpas LONGAS, com uma faca e, claro, a sangue frio. Muitos morrem ali mesmo. Outros seguem para o matadouro. Tânia Laranjo, é uma mulher corajosa, VÁ! VEJA! SINTA!"
Madalena Oliveira, in Facebook
Publicação de Tânia Laranjo, que deu origem ao texto de Madalena Oliveira:
https://www.facebook.com/photo/?fbid=24551344831148907&set=a.688151524561572