Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2021

«Aquilo que uma minoria de cidadãos portugueses anda há anos a fazer é rescrever a história, quase milenar, de Portugal, conforme lhes dá jeito»

 

«Derrubar o Padrão dos Descobrimentos, destruir tudo o que faça lembrar o antigo Império ou o Estado Novo é o grande objectivo. Já destruíram a família, destruíram o exército, destruíram a autoridade dos professores, imiscuíram-se na educação parental atingindo gravemente a relação familiar, destruíram a autoridade policial, [destruíram também a Língua Portuguesa – não esquecer] agora atacam os símbolos, já há esboços para destruir Afonso Henriques, aqui e ali já se lê que Viriato era um criminoso. Vão ser o alvo seguinte. (...)«Não, meus caros isso não é liberdade de expressão, isso é só má educação e pobreza intelectual».

 

Um texto da autoria de Paulo Leote E Brito, que reflecte os tempos obscuros em que uma minoria pouco ou mesmo nada esclarecida (mas com poder) mantém Portugal e os Portugueses.

 

E nada é mais nocivo a uma sociedade, que se quer evoluída e culta, do que uma minoria pouco esclarecida a quem outorgaram Poder.

 

Contudo, está nas nossas mãos reduzi-la à sua insignificância.

 

Isabel A. Ferreira

 

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Por Paulo Leote E Brito

 

A DEZ À HORA

 

1- Aquilo que uma minoria de cidadãos portugueses anda há anos a fazer é rescrever a história, quase milenar, de Portugal, conforme lhes dá jeito.



2- E ninguém os consegue calar. “Ah! Calar é que não que isso é coisa da outra senhora e agora vive-se em liberdade e posso dizer o que me apetecer”. Tenho aí nos comentadores imbecis destes, enchem-me a caixa de comentários com cópias de textos, com excertos da Wikipédia entre outras “fontes”. Não, meus caros isso não é liberdade de expressão, isso é só má educação e pobreza intelectual.



3- Assim de repente até parece que Portugal ficou por descolonizar e há por aí uns heróis que pretendem deitar mãos à obra. Nem vou falar de patriotismo, muito menos de nacionalismo, vou só falar de deslealdade para com o próprio país, que de tão bonito, encurralado entre o mar e Espanha, que lutou bravamente, heroicamente para não ser uma província espanhola, que teve de se virar para o mar, estabelecendo um ADN de coragem no que é ser português, para procurar defender a sua independência e soberania. Mas dizia, que de tão bonito haveria de se deixar habitar por esta corja de cobardes, gente sem terra, gente egocêntrica que não sabe honrar o nome do país que ostentam nos seus cartões de identidade.



4- Alguns nasceram cá mas transportam a história de outros países, outros nem sequer nasceram cá, mas aproveitaram-se daquilo que sucessivos governos andam a fazer há alguns anos, a vender cartões de cidadão a preços de saldo.



5- O estranho nisto é que é mesmo uma insignificante minoria de pessoas que tem estado a transformar a sociedade portuguesa. Estamos reduzidos a escombros, o descaramento anda à solta, e receio que se não pararmos esta esquizofrenia ainda assistamos ao erguer de um Portugal que nada terá a ver com o Portugal que tem inscrito nomes como Viriato e Afonso Henriques. É isso que está em cima da mesa, um novo Portugal, em que daqui a cem anos andamos a estudar nos livros de história o “herói” Mamadou Ba, o grande salvador da nação e quem sabe sejamos colonizados pelo Senegal.



6- Tenho um amigo de há mais de quarenta anos, dez anos mais velho do que eu, filho de um comunista à séria, portugueses de segunda e terceira geração penso que de origem balcã. Este amigo já por três vezes que anula a nossa “amizade” por razões políticas. Curiosamente vem comentar no meu mural, portanto na minha casa, ofende outras pessoas, os que se lhe opõem e depois abala desamigando, ressalvando que não quer misturar virtualidade com realidade. Impõe pensamento único e nem se fala mais disso. Tem uma filha que sofre da mesma doença. Sim, quando nos isolamos das pessoas que são amigas, é sempre sinal de doença.



7- Ora o grande problema deste amigo é o mesmo destas todas as outras minorias, recusam-se a debater. A arrogância, prepotência e desonestidade intelectual destas pessoas não permite nada mais do que ou o desprezo ou o confronto. Ofendem, desprezam, amesquinham e não debatem. A história está cheia de criaturas destas; Hitler, Estaline, Putin, Trump... !



8- Calei-me anos a fio, tolerei, tentei empatizar e valorizar as suas causas, mas não dá. Eles não querem dialogar, querem destruir pura e simplesmente. Destruíram a família, quer o conceito quer a forma. Deram microfone às minorias, nem sei se realmente queriam resolver os seus problemas. Mas há anos que se ouve falar de minorias, há anos que as minorias falam. Sim, as minorias devem ser ajudadas e apoiadas, os seus problemas devem ser resolvidos, mas não desta forma, com tanto barulho mediático para depois quando, pessoas como eu, vamos espreitar, percebemos que os problemas está lá todos.



9- Disse que eram minorias e são, só que estão estrategicamente posicionadas, sobretudo nos órgãos de comunicação social e há comentadores para todas as causas. Vivem disto. Estão a “cagar-se” para as minorias, mas vivem de as defender. Quando lhes perguntam a profissão não são políticos, jornalistas, comentadores, nada disso, são profissionais da exploração da miséria alheia.



10- Derrubar o Padrão dos Descobrimentos, destruir tudo o que faça lembrar o antigo Império ou o Estado Novo é o grande objectivo. Já destruíram a família, destruíram o exército, destruíram a autoridade dos professores, imiscuíram-se na educação parental atingindo gravemente a relação familiar, destruíram a autoridade policial, agora atacam os símbolos, já há esboços para destruir Afonso Henriques, aqui e ali já se lê que Viriato era um criminoso. Vão ser o alvo seguinte. Neste momento e usando mais uma das mentiras, estão a crescer o número de “fascistas” no tal seio de “ignorantes” que são os do povo, essa esmagadora maioria que começa a ficar farta destes enormes “nadas”.


Desculpem qualquer coisinha.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:49

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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2021

Eleições presidenciais 2021: os Portugueses votaram no “mais do mesmo”, talvez por falta de alternativas inequivocamente convincentes

 

Marcelo Rebelo de Sousa continuará a ser o Presidente da República Portuguesa, eleito por 23,6% daqueles que foram votar.

 

As contas são fáceis de fazer.

 

Com um número recorde de abstenções, 60,51% (o mais elevado de sempre), os 60,7% que Marcelo obteve, nas contas finais, equivalem aos referidos 23,6% dos que se dignaram ir votar.

 

Para estas eleições estavam inscritos 10.736.096 eleitores, mas apenas 4.261.209 eleitores votaram. Retirando-se as percentagens atribuídas aos restantes candidatos, e aos votos nulos (0.94%) e brancos (1.1%,) o resultado final não é brilhante para Marcelo Rebelo de Sousa, mas foi o bastante para que se mantivesse na Presidência.

 

Mais vale ganhar por pouco, do que por nenhum.

 

Estes são os resultados oficiais, assentes no número de eleitores que foram votar: 4.261.209 eleitores:

 

RESULTADOS ELEIRORAIS.PNG

Imagem: Jornal Público

 

E estes são os resultados no universo dos 10.736.096 eleitores que estavam inscritos:

 

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Imagem: Jornal Observador

 

Quem venceu e quem perdeu? O que falhou na campanha eleitoral de cada candidato?

 

Venceu aquele que 23,6% de Portugueses já conheciam, e quiseram apostar pelo seguro.

 

As opções não foram suficientemente convincentes. Vejamos:

 

Ana Gomes e Marisa Matias (a grande derrotada destas eleições, que esteve demasiado colada ao Bloco de Esquerda) eram as representantes de uma esquerda, na qual, quem é de Esquerda, não se revê.  Em vez de se focarem no que queriam fazer diferente de Marcelo Rebelo de Sousa se chegassem à presidência, ficaram-se pelos ataques impregnados de uma repulsa por André Ventura, visível até nos semblantes delas, e acabaram por lhe dar demasiado tempo de antena. Um erro crasso.  A somar a isto, usaram bastamente, a linguagem pimba do todos e todas, dos portugueses e portuguesas, do eles e las, dos aqueles e aquelas, dos cidadãos e   cidadãs, imprópria de alguém que ambiciona representar Portugal. Milhares de Portugueses Pensantes não se revêem neste tipo de linguagem demonstrativa de uma profunda ignorância da Língua Portuguesa, motivo que bastou para que não se votasse nelas. Eu ainda tentei chamá-las à razão, mas deparei-me com cérebros de pedra, e um silêncio tumular.  

 

João Ferreira foi igual a si próprio, numa campanha limpa, coerente, focando-se na mensagem que queria passar, porém, a colagem ao PCP, demasiado evidente, com a cassete do costume, não abonou nada a seu favor.

 

Tiago Mayan Gonçalves, também fez uma campanha limpa, focada também na mensagem que quis passar, tendo sido um dos vencedores destas eleições.

 

André Ventura, igual a si próprio, aproveitou o tempo de antena que as duas rivais lhe deram, e foi somando votos, perigosamente, sub-repticiamente… acabando por ser também um dos vencedores destas eleições. Agora, a esquerda que se amanhe!  Não é com insultos que se combate a ideologia de extrema-direita. Mas, sim, com ideias, não de extrema-esquerda. Com ideias que conduzam à construção de uma sociedade harmoniosa, equilibrada, onde todos caibam, sem andarem aos murros e pontapés uns aos outros.

 

Vitorino Silva, com o seu jeito genuíno, contribuiu para lançar ideias, revestidas de interessantes metáforas, mostrando um aparente desprendimento pelo Poder, que não se encontrou em mais nenhum candidato. Contudo, isto não lhe bastou.

 

Marcelo Rebelo de Sousa fez uma campanha pobre, sem ideias, deixando antever os próximos cinco anos com mais do mesmo, até porque, não sendo desprovido de inteligência, viu logo na aragem, quem ia na carruagem, e soube que não precisava de se esforçar, nem muito, nem pouco, para ter a recandidatura garantida. A disputa estava ganha (quase) desde o início, contudo, à medida que a campanha política foi avançando, mais os Portugueses iam tendo a noção de que não havia outra alternativa.  23,6%, dos que foram exercer um direito e cumprir um dever cívico, votaram nele. 60,51% nem sequer se deram ao trabalho de ir votar (salvaguardando aqui uma percentagem dos que não puderam votar, por impedimento  Covid).

 

Perante tudo isto, devemos chegar à conclusão de que alguma coisa vai mal, nesta República de Portugal do pós-25 de Abril de 1974. O tempo é, pois, de reflectir em tudo isto, porque vamos a caminho daquilo que não queremos, nem em pesadelos.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:56

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Domingo, 6 de Janeiro de 2019

VOTO DE PESAR A TORTURADOR DE TOUROS É UM HINO À ESTUPIDEZ!

 

 

 

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No dia 22 de Dezembro de 2018, uns dias antes do torturador de Touros, morreu a grande senhora que foi Calatina Pestana, antiga Provedora da Casa Pia de Lisboa, a voz das vítimas de abusos sexuais, durante o mais vergonhoso processo que enodoou aquela instituição ESTATAL. Em todo este vergonhoso processo, Calalina Pestana esteve sempre ao lado das vítimas.

 

Dela disse Bagão Félix: «Foi uma pessoa admirável, com rosto, alma e coração. Esteve sempre ao lado dos que não têm voz, não têm poder e não fazem notícias, não abrem telejornais, dos que estão indefesos».

 

Não vi a Assembleia da República fazer um voto de pesar por esta grande senhora, que foi ÚTIL à sociedade, tinha rosto, alma e coração, não envergonhou a Humanidade, e serviu  com dignidade uma INSTITUIÇÃO DO ESTADO.

 

Envergonho-me dos deputados da Nação que apresentaram um voto de pesar deste teor, na Assembleia da República Portuguesa, por alguém que torturava seres indefesos para divertir sádicos.

 

Aqui ficará este vergonhoso voto de pesar, para vergonha de Portugal e para memória futura.

 

Os vindouros repudiá-lo-ão tanto quanto nós o repudiamos. Porque no futuro, a tauromaquia significará exactamente o mesmo que o Circo Romano hoje, significa para nós: uma actividade bárbara para entreter turbas alienadas e satisfazer o capricho de governantes alucinados.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:03

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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2018

REFERENDAR A TORTURA DE TOUROS SERIA ADMITIR QUE A TORTURA DE TOUROS É POSSÍVEL

 

E não é. A tortura de Touros não é possível, numa sociedade evoluída.

O que é da ÉTICA não pode ser referendado. A tortura de Touros é uma questão da Ética, do Senso Comum, das Leis Naturais e Universais.

 Referendar a tortura de Touros é admitir que a tortura de Touros é possível.

Eis o que é a Ética, explicada de um modo simples, por Mário Sérgio Cortella (***) para que todos entendam:

 

ÉTICA1.jpg

 

Referendar a tortura de Touros é ACEITÁ-LA como algo que pode ser válido para a sociedade, e que uns querem, e outros não querem.

 

As questões da VIDA não são referendáveis. A VIDA é tão importante para o animal humano, como para o animal não-humano, por isso estes são tão cuidadosos com a vida deles, defendem-na corajosamente, não poluem o seu habitat natural, e são eles o equilíbrio racional do ecossistema, que o animal homem, irracionalmente, destrói.

 

ÉTICA.jpg

 

Ainda se a pergunta a fazer fosse directa e clara:

É A FAVOR DA TORTURA DE TOUROS E CAVALOS NUMA ARENA, PARA DIVERTIR SÁDICOS E PSICOPATAS?

… talvez (talvez) o referendo  pudesse ser aceitável...

 

Contudo, nos referendos, como todos nós sabemos, as perguntas nunca são directas e claras, precisamente para confundir os menos esclarecidos e, com isso, servir a política e não a sociedade.

 

De qualquer modo, um referendo sobre a tortura de Touros é admitir essa barbárie no seio da nossa sociedade, que se quer evoluída. Portanto, algo contraproducente.

 

(***) Mario Sergio Cortella é um filósofo, escritor, educador, palestrante e professor universitário brasileiro, mais conhecido por divulgar, com outros intelectuais como Clóvis de Barros Filho, Leandro Karnal, Renato Janine Ribeiro e Luiz Felipe Pondé, questões sociais ligadas à filosofia na sociedade contemporânea.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:40

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Terça-feira, 13 de Março de 2018

«ANIMAIS EM RESTAURANTES?»

 

Um lúcido texto de Teresa Botelho, publicado no Blogue «Retalhos de Outono»

Faço também minhas todas as palavras da Teresa

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Legenda: cães aceitam-se; banqueiros interditos, excepto se pagarem uma taxa de entrada de 70.000 Euros

 

Texto de Teresa Botelho

 

«Não estava nos meus planos comentar este tema, porque tais celeumas não passam de canções de embalar de sociedades rústicas, atrasadas, míopes, desocupadas, egocêntricas e acostumadas a certas mediocridades que daqui a algum tempo se dissipam e entram nas nossas rotinas, porque a presença de um animal dentro de um espaço fechado ou numa esplanada cheia de gente, pouca ou nenhuma diferença faz... 

 

Quando como em casa, eles estão ao meu lado, mas o meu prato é para eles tão meu, como as taças onde cada um deles come, mas se por acaso eu cometer alguma gafe na qualidade ou quantidade de alimentos que lhes coloco e que só é reparada enquanto eles comem, peço-lhes licença e corrijo o erro, sem zangas nem ressentimentos, porque as rotinas criaram essa confiança que só a convivência e a comunicação nos conseguem dar.

 

Falei de comunicação?

 

Claro que sim, porque até uma criança que não aprendeu ainda a verbalizar as suas vontades, consegue comunicar com quem a quiser entender...   

 

É tão fácil saber se um animal está ou não confortável, se se sente à vontade no meio de nós, se o medo o faz fugir, ou o torna agressivo que só quem não estiver atento, poderá negar todos esses sinais e achar que está apenas perante qualquer pedregulho insensível, entalado algures numa falésia batida pela chuva e sacudida pelo vento...

 

Porque razão será que o arcaico egocentrismo humano, inventa espaços que considera só seus e não os pode partilhar com as espécies que humanizou? 

 

Sem dúvida que o termo "humanizar" serve de desculpa para críticas, mas porque razão se domesticaram alguns animais, roubando-os à Natureza, para que nos servissem para os melhores e para os piores fins?                                                             

 

Porque razão o cão, o gato e alguns outros, se dedicam incondicionalmente a quem os trata e sofrem com a sua ausência?

 

Se os traumas que residem em muitos humanos são justificados, porque razão num animal não o são?

 

 

A lei que permite a entrada de animais de companhia em espaços de restauração, foi sem dúvida um ultraje ao "status humanóide" de muitos ignorantes que nada mais são do que provincianos obtusos e mal informados, tal como o é a discriminação de que são vítimas aquelas "aves já não tão raras", que por opção própria, não se alimentam dos nacos de carne que satisfazem os outros da sua espécie. 

 

Perante tais desigualdades e constrangimentos, proponho que os velhos dísticos de proibição de animais, passem também a incluir "humanos herbívoros", porque discriminação por discriminação, pelo menos que se assumam estas, já que outras há que ficarão apenas pelos bastidores dos preconceituosos...

      

Confesso que me sinto envergonhada com tanta resistência à evolução, mas sempre fomos assim, por isso, já que os cães que vejo atados à porta do supermercado aguardando a chegada dos seus tutores, perante o entra e sai de tantos  estranhos e dos carrinhos de compras, com ar de abandono, se comportam melhor que as criancinhas que correm e perturbam lá dentro com as suas birras e atropelos, merecem não só entrar em qualquer espaço comercial, como em todos os lados e só questiono o porquê de tanto falatório...

 

Pelo menos os animais, comem sem mostrar aos outros o conteúdo que mastigam, não bebem em excesso nem criticam ninguém e a poluição sonora que sinto em muitos restaurantes ao fim de semana, talvez fosse menor se as pessoas tivessem a educação de muitos cães...

 

Prometera a mim mesma, não ver mais alguns programas que a RTP transmite, porque a falta de isenção dos "dinossauros" que os apresentam me agride, mostrando-me a degradação da ética jornalística instaurada, mas perante tantos comentários que li, a curiosidade fez-me ir às gravações e novamente me vi no meio de um chorrilho de idiotices e de ignorantes... 

 

Ora como sou obrigada a pagar uma taxa para sustentar a TV pública, era ainda preciso chamarem ao debate um certo doutorzinho Taxa, para vomitar as suas diarreias mentais através de trágicas cenas de terror a tirar para o cómico?           

 

É evidente que abandalhar um tema sério que nada tem de extraordinário em outros países, é a técnica dos broncos que precisam manter o país na penumbra da estupidez para se conseguirem destacar, mas se outros aplaudiram as baboseiras do sr. Taxas, a apresentadora parece ter gostado, porque ao dar-lhe tempo de antena, confirma o seu próprio prazo de validade vencido e a necessidade de engraxar quem lhe paga, para que lho prolonguem ...

 

Esquecendo agora as taxas, os jornalistas em saldo, mais as críticas a uma lei que incomoda tanta gente porque segundo alguns, "há coisas mais importantes a debater", parece-me que algo aqui se esqueceu, já que puxar pela cabeça está cada vez mais caro por cá. 

Nos tempos que correm, a temática animal, como tão bem foi dito e talvez menos ouvido no referido programa, tem várias vertentes e atrevo-me a acrescentar, como educadora que fui que a mais importante é a pedagógica, logo, a presença de animais no nosso dia a dia e a observação das suas posturas e comportamentos em sociedade, faz parte dessa aprendizagem. 

 

Quem pinta cenas de ataques a travessas, a mesas e às pessoas, está apenas a passar um atestado de irresponsabilidade e estupidez a quem integrou os seus animais na família, sociabilizando-os e confiando neles ao ponto de os levar de passeio ou de férias (que o digam os estrangeiros que nos visitam), sem ter que os condenar ao stress de um carro fechado ou de uma trela atada à porta.

 

Sejamos, portanto, sensatos e aceitemos com lucidez os novos tempos, porque não são só as tecnologias que ditam o progresso, a ética faz parte dele, se o quisermos equilibrado e justo.»  

 

Fonte:

https://retalhosdeoutono.blogspot.pt/2018/03/animais-em-restaurantes.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:56

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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

PORTUGAL NÃO É UM PAÍS CONFIÁVEL...

 

A propósito da morte recente de dois forcados ao serviço do lobby tauromáquico, que os força e condena a esta má sorte.

 

«Se Portugal, tivesse políticos daqueles que olham a política como uma actividade nobre o que quer dizer, governarem pelo bem público o que muitas vezes é verdade, exige coragem e determinação, mortes destas não aconteciam pela simples razão da barbárie de torturar animais, estar erradicada do país. Claro, é preciso coragem e compaixão, Passos Manuel há mais de cem anos, teve-as. Actualmente, pelo contrário, 200.000.00 euros, dinheiro dos contribuintes, vai para alimentar esta prática execrável que um povo evoluído se indignaria com tal facto.

 

Mas Portugal, não é um país confiável em termos de uma sociedade moderna, evoluída e humana.

País de brandos costumes, estamos conversados, é um conceito do Salazarismo que bem sabemos no que deu. Dá para perguntar, como seria Portugal, numa situação limite?! Os políticos, já que não são sensíveis ao sofrimento dos animais não humanos, ao menos que, pensem sobre estas mortes dos da sua espécie e ajam em conformidade.»

(José Costa)

 

 

Um dos forcados, Pedro Primo, que fazia a última pega quando morreu, vivia num quarto alugado em casa de amigos e não tinha ligações à família. Dizem que teve uma infância difícil, trabalhava no campo para um empresário tauromáquico, de nome Inácio Ramos Jr., e andava nos forcados há 10 anos, ou seja, desde a menoridade… Segundo uma senhora, que se me apresentou como mãe deste forcado, Pedro Primo não queria ir para a arena, neste dia, mas “foi obrigado”.

Quem o obrigou? Quem o atirou para a morte? Esses sim, são os que se regozijam com a morte destes infelizes, tanto quanto se regozijam com a morte dos Touros. O que lhes interessa é que possam continuar a viver à tripa forra, à custa dos nossos impostos e da ignorância do povo.

(Isabel A. Ferreira)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:24

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Segunda-feira, 28 de Agosto de 2017

MENSAGENS NOBRES A TODOS QUANTOS PRATICAM, APLAUDEM, APOIAM E PROMOVEM A TAUROMAQUIA EM TODAS AS SUAS VERTENTES SÁDICAS E SELVÁTICAS

 

Porque a insanidade e o sadismo não fazem parte de uma sociedade que se quer saudável, limpa e humana, aqui deixo alguns elementos para reflexão, principalmente dos governantes, que teimam em manter uma lei completamente insana, onde a crueldade, a violência e a tortura de seres vivos são permitidas, unicamente para encher os bolsos de trogloditas e divertir “gente” com graves deformações mentais.

 

Isto não é da Civilização, nem da Cultura, nem da Humanidade.

 

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Por isso, nós, os anti-tourada, não nos calamos:

 

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Seja esse outro um ser humano ou um ser não humano. O sofrimento é o mesmo.

 

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E por fim, aquela máxima que, se todos os seres humanos seguissem, o Planeta Terra seria um verdadeiro Paraíso.

 

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Pensem nisto, senhores governantes, únicos culpados do caos social, cultural e educacional em que Portugal está mergulhado.

 

E vós, Portugueses, abri os olhos, e nas próximas eleições autárquicas penalizem quem tanto tem penalizado o nosso país.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:51

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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2017

TVI PERDE AUDIÊNCIAS COM TRANSMISSÃO DE TOURADA

 

Em Portugal é assim: em vez de se evoluir, progredir, avançar para um futuro civilizado, retrocede-se medievalescamente…

 

Além da tourada do dia 18, a TVI fez propaganda às touradas à corda nos Açores, com Paulo Salvador, na sua ronda gastronómica, e à “festa” do barrete verde, em Alcochete, no meu querido mês de Agosto… que é mais de desgosto do que de gosto…

 

Que barrete TVI!!!!!!

 

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Mas vejamos o que acontece a uma estação de TV retrógrada:

 

«Os dados das audiências (do dia 18 de Agosto) não deixam dúvidas. A TVI há 5 anos que não transmitia touradas na sua emissão. No dia 18 de Agosto a estação decidiu transmitir em diferido uma tourada realizada na praça de touros do Campo Pequeno e, analisando os dados das audiências dessa noite, verificamos que a TVI perdeu para a SIC no horário em que foi transmitida a corrida de touros. A transmissão da tourada não cativou os telespectadores da TVI, conforme se pode ver nos gráficos das audiências, e cativa cada vez menos portugueses.

 

Avancemos rumo a uma sociedade mais pacífica, mais humana e mais amiga dos animais!

 

#Avancemos #TVI»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069.108951.143034799060668/1624788604218606/?type=3&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:24

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Segunda-feira, 24 de Julho de 2017

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DE PORTUGAL (OPP) ABANDALHADO PELA CANDIDATURA DA SELVAJARIA TAUROMÁQUICA A PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL

 

Como é que isto foi parar ao OPP?

 

É surrealista, ridículo, insultuoso, estarmos a lutar contra uma coisa que não deveria sequer ser permitida, pois a tortura de animais, a selvajaria, a crueldade, a violência, a estupidez não faz parte de uma sociedade evoluída e civilizada.

 

OPP.jpg

 

Então por quê aplicar dinheiro numa INUTILIDADE como torturar Touros numa arena, para divertir sádicos e psicopatas?

 

Estar uma barbaridade destas a concorrer entre coisas sérias, é uma afronta, um insulto à inteligência dos Portugueses e uma desonra para a República Portuguesa.

 

Eu sinto-me lesada na minha condição de cidadã portuguesa, com esta vergonhosa situação.

 

Não teremos governo à altura da decência cultural e cívica?

 

O facto deste repugnante projecto constar da lista dos projectos culturais do OPP é altamente desprestigiante para Portugal e lesivo da dignidade portuguesa.

Uma vergonha!

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:28

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Segunda-feira, 7 de Março de 2016

O IMPACTO DA TAUROMAQUIA NAS CRIANÇAS E JOVENS

 

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PAN ::: Pessoas-Animais-Natureza

 

Ontem iniciou-se o II Ciclo de Conferências Públicas de Bem-Estar Animal, no espaço PAN Lisboa. Foi com casa cheia que juntos debatemos o tema: O impacto da Tauromaquia nas Crianças e Jovens.

Partilhamos as fotos do evento tal como algumas frases, mais marcantes, de cada orador/a.

 

«Deve ser alterada a lei para o exercício da profissão de artista tauromáquico para a idade mínima de 18 anos. O interesse da criança é um interesse públicoArmando Leandro

***

(Peço desculpa, Dr. Armando Leandro, a proposta a fazer é a abolição desta “profissão de artista” tauromáquico, seja com 18 ou mais ou menos anos. É a abolição da tauromaquia. Enquanto existir tauromaquia, o interesse da criança não estará acautelado, e V. Exa. sabe disso muito bem - Isabel A. Ferreira)

 

***

«Podemos aproveitar a repulsa das crianças. Uma possibilidade pode passar por fazer um documentário sobre o sofrimento dos animais na tauromaquia e em outras práticas, e fazê-lo circular nas escolas.» Fernando Araújo

 

«A empatia está na base das nossas decisões morais. A promoção de atitudes de respeito para com os animais é benéfica para o bom desenvolvimento das crianças». Mariana Crespo

 

«As denúncias à Inspecção Geral de Actividades Culturais são ineficazesSérgio Caetano

 

«A tauromaquia é uma forma de normalização da violência. A identidade e os valores culturais de uma sociedade não se podem sobrepor ao superior interesse da criança.» Anna Mulá

 

PAN - A causa de tod@s

 

Fonte:

https://www.facebook.com/PANpartido/photos/pcb.1037665389627889/1037663789628049/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:14

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