Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018

RESPOSTA À PERGUNTA DE ALGUMAS PESSOAS

 

almas_universias_cuidardecriancas ANIMA.jpg

Nota prévia:

Texto de Francisco José Papi, Brasil. Por questões de respeito ao autor foi mantida a coloquialidade do Brasil, sendo aqui e ali corrigida a ortografia, apenas porque este site não segue o acordo ortográfico e as palavras são corrigidas automaticamente.

Um texto que vale a pena ler até ao fim.

 

***

 

Resposta à pergunta de algumas pessoas:

 

Por que não vão cuidar das crianças…?

 

Questão interessante. Vamos ver se essa eu consigo responder de modo didáctico.

 

1) Quem faz esta pergunta admite que existem dois tipos de pessoas no mundo: As Pessoas Que Ajudam e as Pessoas Que Não Ajudam.

 

Além disso, admite também que faz parte das Pessoas Que Não Ajudam, afinal, do contrário, diria "Por que não me ajudam a defender as crianças com fome?", ou "Venham defender comigo as crianças com fome!", ou "Não, obrigada, vou defender as crianças com fome".

 

Então ela se coloca claramente através de sua escolha de palavras como uma Pessoa Que Não Ajuda.

 

É curioso, a Pessoa Que Não Ajuda não faz nenhum esforço para ajudar, mas, sim, para tentar dirigir as acções das Pessoas Que Ajudam. É bastante interessante. Se eu fosse até sua casa organizar sua vida financeira sob a alegação de que eu sei muito mais sobre administração familiar eu estaria interferindo, mas ela se sente no direito de interferir nas acções que uma pessoa resolve tomar para aliviar os problemas que ela encontra ao seu redor.

 

É uma Pessoa Que Não Ajuda, mas ainda assim quer decidir quem merece ajuda das Pessoas Que Ajudam e o nome disso é "prepotência".

 

2) Pessoas Que Ajudam nunca vão ajudar as "crianças com fome". Nem tampouco os "velhos", os "doentes" ou os "despossuídos". E sabe porquê?

 

Porque "crianças com fome" ou "velhos" ou qualquer outro destes é abstracto demais. Não têm face, não são ninguém. São figuras de retórica de quem gosta de comentar sobre o estado do mundo actual enquanto beberica seu uisquezinho no conforto de sua casa.

 

Pessoas Que Ajudam agem em cima do que existe, do que elas podem ver, do que lhes chama atenção naquele momento. Elas não ajudam "os velhos", elas ajudam "os velhos do asilo X com 50,00 reais por mês".

 

Elas não ajudam "as crianças com fome", elas ajudam "as crianças do orfanato Y com a conta do supermercado".

 

Elas não ajudam "os doentes", elas ajudam o "Instituto da Doença Z com uma tarde por semana contando histórias aos pacientes".

 

Pessoas Que Ajudam não ficam esperando esses seres vagos e difusos como as "crianças com fome" baterem na porta da sua casa e perguntar se elas podem ajudá-lo.

 

Pessoas Que Ajudam vão atrás de questões muito mais pontuais.

 

Pessoas Que Ajudam cobram das autoridades punição contra quem maltrata uma cadela indefesa sem motivo.

 

Pessoas Que Ajudam dão auxílio a um pai de família que perdeu o emprego e não tem como sustentar seus filhos por um tempo.

 

Pessoas Que Ajudam tiram satisfação de quem persegue uma velhinha no meio da rua.

 

Pessoas Que Ajudam dão aulas de graça para crianças de um bairro pobre.

 

Pessoas Que Ajudam levantam fundos para que alguém com uma doença rara possa ir se tratar no exterior.

 

Pessoas Que Ajudam não fogem da raia quando vêem QUALQUER COISA onde elas possam ser úteis. Quem se preocupa com algo tão difuso e sem cara como as "crianças com fome" são as Pessoas Que Não Ajudam.

 

3) Pessoas Que Ajudam são incrivelmente multitarefa, ao contrário da preocupação que as Pessoas Que Não Ajudam manifestam a seu respeito. (Preocupação até justificada porque, afinal, quem nunca faz nada realmente deve achar que é muito difícil fazer alguma coisa, quanto mais várias).

 

O facto de uma Pessoa Que Ajuda se preocupar com a punição de quem burlou a lei e torturou inutilmente um animal não significa que ela forçosamente comeu o cérebro de criancinhas no café da manhã. Não existe uma disputa de facções entre Pessoas Que Ajudam, tipo "humanos versus animais".

 

Geralmente as Pessoas Que Ajudam, até por estarem em menor número, ajudam várias causas ao mesmo tempo. Elas vão onde precisam estar, portanto muitas das Pessoas Que Ajudam que acham importante fazer valer a lei no caso de maus-tratos a um animal são pessoas que ao mesmo tempo doam sangue, fazem trabalho voluntário, levantam fundos, são gentis com os menos privilegiados e batalham por condições melhores de vida para aqueles que não conseguem fazê-lo sozinhos.

 

Talvez você não saiba porque, afinal, as Pessoas Que Ajudam não saem alardeando por aí quando precisam de assinaturas para dobrar a pena para quem comete atrocidades contra animais, que estão fazendo todas estas outras coisas, quase que diariamente. E acho que é por isso que você pensa que se elas estão lutando por uma causa que você "não curte", elas não estão fazendo outras pequenas ou grandes acções para os diversos outros problemas que elas vêem no mundo. Elas estão, sim. E se fazem ouvir como podem, porque sempre tem uma Pessoa Que Não Ajuda no meio para dar pitaco.

 

Então, como dizia meu avô, "muito ajuda quem não atrapalha". Porque a gente já tem muito trabalho ajudando pessoas e animais que precisam (algumas até poderiam ser chamadas tecnicamente de "crianças com fome", se assim preferem os que não ajudam).

 

De Francisco José Papi, Brasil, com a seguinte menção:

 

(Este texto pode e deve ser reproduzido) Escrito em 13.04.2005

 

Fonte:

http://animasentiens.com/resposta-pergunta-algumas-pessoas

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:30

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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

NA INTERNET EXISTE UM EXCELENTE SITE PARA QUE OS TURISTAS FAÇAM ESCOLHAS ACERTADAS E NÃO VISITEM PAÍSES QUE PRATIQUEM CRUELDADE CONTRA ANIMAIS

 

Um turismo responsável, esclarecido, livre de culpa e humano
(O turismo que eu própria pratico, fora e dentro de Portugal)

 

E na lista dos países marcados com um cartão vermelho está obviamente Portugal, Espanha, França e “partes” da América Latina (ex-colónias espanholas)

Que vergonha!

 

 

Link do site:

 

http://right-tourism.com/issues/#sthash.2FZmumQe.dpbs

 

 

Depois de se explicar o que é a tourada,  diz-se neste site:

 

A tourada ocorre em um número relativamente pequeno de países de todo o mundo, incluindo Espanha, Portugal, França, Colômbia, México, Venezuela, Peru, Guatemala e EUA (nos Estados Unidos a selvajaria foi introduzida por portugueses broncos). Um número muito maior de países proibiu as touradas por lei. Estes países são Argentina, Canadá, Cuba, Alemanha, Itália, Holanda, Nova Zelândia e Reino Unido. Veja mais em

 

http://right-tourism.com/issues/cruel-sports/bull-fighting/#sthash.ubmtiRGE.dpuf

 

Como gostaria que Portugal constasse da lista dos países que proibiram a selvajaria POR LEI… (porqueuma vez que por evolução de mentalidades nunca mais lá chegaremos…!

 

Infelizmente, existe uma lei em Portugal que legitima a violência, a tortura e a crueldade exercidas cobardemente sobre seres vivos indefesos, encurralados numa arena, e maus tratos psicológicos e físicos (escolas de toureio e permissão para assistir à selvajaria) a crianças menores de 18 anos, e a famigerada ilegalidade cometida por autoridades absolutamente incompetentes.

 

E andam os governantes portugueses, pelas televisões, a apregoar uma civilidade que eles próprios não têm. (Quando estiverem a ser filmados, lembrem-se de que milhares de portugueses, em Portugal e no mundo, estão a pensar: «que grandes treteiros!»

 

Que ideia os turistas cultos fazem deste nosso pobrezinho país em moral e cultura!

 

Quando viajo e me deparo com comentários a este respeito, socorro-me da época dos descobrimentos, do pioneirismo na pena de morte… enfim em nobres coisas que os nossos antepassados, tão criticados pelos que vivem no século XXI (talvez por uma inveja desmedida) fizeram e deixaram para a posteridade, e tudo foi destruído, e admito, com muita mágoa, que os governantes, meus contemporâneos, são absolutamente retrógrados e um autêntico fracasso, enquanto governantes!

 

Poor things!

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:28

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