Quinta-feira, 13 de Outubro de 2022

«Bicadas do meu Aparo», hoje, “A caminho do Alto Minho”, com Artur Soares - E vale a pena segui-lo, porque rir é o melhor remédio de todos os remédios

 

Alto Minho.png

 

«Bicadas do meu Aparo»

“A caminho do Alto Minho”

Por Artur Soares  

 

Comprei um Jeep mais barato vinte mil euros, por falta de pagamento do proprietário anterior, porque na sua empresa recambiava-se os dinheiros para a Suíça e abriu falência “por falta de exportação e de vendas locais”.

 

Como estava um tempo primaveril – muitos até já apontaram prejuízos para o Estado pagar, devido à terra estar imprópria (seca) para semear - convidei a minha Quinhas a estrearmos o Jeep, penetrando nesse mundo rural em busca de passatempo, comendo uma saborosa lampreia e um tacão de boi.

 

Com esse espírito, metemo-nos ao caminho nesse domingo soalheiro, que nos encantou e cuja beleza paisagística agradecemos ao Criador: por tanta verdura, por ladrões que rebentavam das videiras e por tantas e diversas folhas novas que anunciavam juventude. Nalguns terrenos com boas pastagens, as ovelhas saltitavam contentes e alimentavam-se sem restrições com a ajuda do pastor e do cão que as guardava.

 

Circulando estrada-fora e encontrado o restaurante que nos trataria da (já) profunda fome, entramos e matamos quem nos queria matar a nós: a fome. Terminado o repasto, tomei um digestivo e pedi a conta.

 

Tendo de pagar oitenta e um euros pelas duas refeições, ou seja, dezasseis mil e duzentos escudos antigos, reagi, dizendo ao empregado que não tinha sido atendido por pessoal especializado, que as instalações eram de terceira, duma segunda categoria e, portanto, não se justificava pagar tanto.

 

O empregado sorriu e disse que a culpa era do socratismo, do coelhonismo que nos ossificou e do António Costa que faz das pessoas anjolas, e que eu tinha razão em reclamar. «Mas repare – disse o técnico do turismo activo - é melhor gastar o dinheiro no restaurante do que na farmácia», argumentou.

 

Assim passei a tarde com o Jeep seminovo e, a minha Quinhas parecia a Mariana Mortágua e o Francisco Louçã: completamente alheia a crises, fossem quais fossem.

 

Só que, no dia seguinte, senti um mal-estar na vasilha e fui ao médico. Expliquei-lhe o domingo de Jeep, da lampreia e seus afins e vai daí receitou-me exames e análises, pelo que, teve de se rectificar os pólipos no intestino, a próstata, a tiróide, o açúcar, os pulmões devido ao tabaco, o sangue bom e o mau e, no fim, várias receitas de medicamentos com prazos de seis meses.

 

Prevenido com uma saca de plástico, comprada numa loja dos pingos com muito açúcar, por vinte escudos, (dez cêntimos da troyca), adquiri os medicamentos comparticipados, por cento e noventa e seis euros. E claro, reclamei na farmácia por tão pouca comparticipação do meu ADSE.

 

O doutor-balconista-farmacêutico, compreensivo foi dizendo: «se quiser deixe os medicamentos mais caros e leve só os baratos. Mas repare: olhe que é melhor gastar o dinheiro na farmácia que gastá-lo na funerária».

 

Sempre de jeep a resolver estes problemas e permanentemente com gases orais e com brisas que deslisavam pela fralda da camisa, ia pensando nas futuras e possíveis despesas funerárias, pelo que me desloquei a uma agência dessas, na cidade. Entrei e perguntei ao cavalheiro “funerador” - completamente careca, de terno preto, mas ensebado e demasiado gasto - se podia ser atendido, e que funções exercia na funerária. Disse que era “técnico de turismo final” e dono da loja. «À sua disposição», disse.

 

Então apresentei-me dizendo: eu sou “Técnico Superior de Lazer”. E perguntei-lhe se podia fazer-me um orçamento do meu funeral, olhando às maleitas que transportava.

 

Sorriu e disse que de facto, ultimamente e devido à crise, à Covid e aos roubos a que o povo está sujeito pelos políticos destes três últimos Governos (Sócrates, Passos Coelho e pelo não pagador de promessas António Costa), que tem havido gente que encomenda o funeral a tempo e horas e segundo as vontades de como querem “partir”. «Então, e o senhor como pretende partir desta pra melhor – perguntou-me.

 

Respondi ao “Técnico de Turismo Final” – que por acaso até estava presente o Técnico de Profundidades (o coveiro) - que queria um ataúde muito simples por fora, bastante cómodo por dentro, de madeira em pau-preto ou jacarandá brasileiro; carro fúnebre devidamente polido, com dois ramos de cravos pretos - que podiam ser adquiridos na Assembleia da República - porque ou são baratos ou de borla. Pretendo também a presença no meu funeral do Sr. Sócrates, do Sr. Passos Coelho, do António Costa, do presidente Marcelo - pelo seu entusiasmo e sociabilidade - porque uma vez que nos abatem com uma certa velocidade, quero que me atirem, já agora, para a tumba. De pleno direito, quero também no funeral o meu Bispo – continuei - uma vez que exerço cargos e funções a nível de Arquidiocese e, à descida para a tumba, quero que se oiça a canção “De Colores”, uma vez que é o hino dos Cursos de Cristandade.

 

O Técnico de Turismo Final ficou hirto, amarelo, estupefacto!

Saiu de ao pé de mim e regressou quinze minutos depois, acompanhado de uma folha saída da impressora, dizendo que o meu “Turismo Final” ficaria por trinta mil euros, ou seja, por seis mil contos, dos tempos das três anteriores Repúblicas. Sim leitor, das três anteriores Repúblicas!

 

Fiz um sorriso amarelo e disse-lhe que como continuamos a ser roubados - eu e a Quinhas - pelo Governo em que não votamos, em sete mil euros anuais, que não podia morrer tão depressa, a não ser que o António Costa repusesse as pensões dos servidores do Estado como tem anunciado que fez.

 

O Técnico de Turismo Final, ao ver que não faria o funeral, acrescentou:

«Mas olhe, vale mais gastar já o dinheiro na funerária que andar a sofrer toda a vida»!

 

Sorri e admirei o mortífero dom comercial do homem. Ao sair, ouvi o Técnico tossir fortemente. Desequilibrou-se e caiu no chão. Não sei se desmaiou ou se morreu de pasmo. Todavia deixei-o e disse-lhe da porta: «não conte comigo tão cedo    

 

Artur Soares

 

(O autor não segue o Acordo Ortográfico de 1990)

                                  

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:20

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Quinta-feira, 9 de Junho de 2022

Os políticos portugueses andam por aí a “comemorar” o dia 10 de Junho (é o que dizem). Vejam o que António Mota diz a este propósito. E eu não posso deixar de estar mais de acordo!

 

Leiam o que António Mota diz a este respeito. E eu não posso deixar de estar mais de acordo!

Os iludidos políticos portugueses vivem numa bolha onde a realidade não entra.

Isabel A. Ferreira

 

Dia de Camões.jpg

Origem da imagem: Internet

 

Por António Mota

 in  https://www.facebook.com/antonio.mota.12139

 

«OH, MARCELO! OH, COSTA! OH, PORCA MISÉRIA! IDE TODOS À.»

 

1. 

Vi, algures aqui pela internet, umas fotografias publicadas por alguém que eu conheço. Santo Deus! Fiquei tão triste. É tão ridículo. Uns tanquinhos, uns jeepinhos, um helicópterozinho, mais umas merdas. Mas que raio de País. O que vão comemorar a 10 de Junho? E em Braga? Lá que façam isso em Lisboa, ainda vá que não vá. Mas em Braga?

 

2.

Vão comemorar o Dia de Portugal? Está bem. Mas que Portugal? Portugal o que é? É um país independente? Não. E hoje estou mal disposto, e não me venham com a merda de que hoje ninguém é independente. Não somos mais que um pequeno ignoto cantão, desprezado e abandonado por seus próprios dirigentes políticos, que se honram de serem terceiros secretários de Espanha, quartos de França e quintos da Alemanha, sendo Berlim a capital de toda a colónia dos EUA, chamada Europa. Não são as Forças Armadas as garantes da independência nacional? Por que se prestam a mais esta encenação circense? Ou basta-lhes aquela fitinha na boina, os desfilezinhos para engalanar qualquer anedota, ou para irem ganhar uns tostões doados caritativamente porque vão garantir a paz depois da guerra feita?

 

3.

Vão comemorar o Dia de Camões? Mas qual Camões, se todos os dias os nossos políticos assassinam a nossa cultura, incluindo a literária, retirando-a das escolas, reduzindo Os Lusíadas a meia dúzia de tretas, tiradas de episódios desgarrados, e sem uma conexão do todo? Mas qual Camões, se os nossos políticos não entendem sequer o valor literário e cultural de Camões e de Os Lusíadas em termos de Literatura Universal? Mas qual Camões, se já o sanearam do ensino, e querem sanear ainda mais?

 

4.

Vão comemorar essa riqueza inestimável que é a Língua Portuguesa? Como se atrevem a sugerir sequer isso apenas, estes políticos que temos travestidos de tudo, incultos, irresponsáveis, vadios, câmaras de ar cheias de metano, que aprovaram ilegalmente um Acordo Ortográfico, sem qualquer pudor, desprezando a história, a cultura, a tradição, o estudo, a democracia e, não contentes, o impuseram indignamente à socapa, impondo-o, de novo ilegalmente, nas escolas, na função pública, na merda dos jornais subservientes sempre à espera do subsídio, nos jornais particulares, prostitutas de esquina, que a tudo obedecem? E vergonhosamente, na televisão, até nas legendas, que qualquer detentor da quarta classe no tempo do fascismo faria melhor? Ai pensavam que o problema era o Sócrates? O Sócrates era apenas o Kan-klux-klan a quem tiraram a carapuça, mas os encapuzados lá continuam no seu caminho autocrático, fascista, sebenta, mentiroso, analfabeto e hipócrita.

 

5.

Vão comemorar a diáspora, como se isso fosse o orgulho de um desígnio nacional, quando, na verdade, desprezam a comunidade emigrante e a sua descendência? Na verdade, a diáspora elege quatro deputados, manda dinheiro para os bancos, que não fica protegido, organiza uns ranchos folclóricos como pode, e organiza umas festas para receber com algum estrondo o desprezo que os visita. E viva! E viva o senhor presidente! E vira, Maria. E até ó despois. Onde estão as escolas portuguesas? E as universidades portuguesas? E as escolas portuguesas para servirem as comunidades emigrantes, honrarem a Língua Portuguesa, e divulgá-la, honradamente, como merece?

 

Oh, Marcelo! Oh, Costa! Oh, porca miséria! Ide à!

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:49

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Domingo, 15 de Setembro de 2019

Documentos/Provas/Mentiras/Fraudes do Acordo Ortográfico de 1990 (AO1990)

 

Este Blogue inicia hoje a publicação de documentação sensível, que lhe foi enviada pelo  Conselho Internacional de Oposição ao Acordo Ortográfico de 1990, sobre as mentiras e as fraudes que diferentes governos têm praticado para "mandar" aplicar ilegalmente (em determinados países) e INCONSTITUCIONALMENTE em Portugal, o Tratado Internacional,   intitulado AO1990,   na ordem jurídica internacional e consequentemente na ordem jurídica nacional dos países respectivos.

 

Nada mais natural do que começar pelo início. 

Tudo o que é referido pode ser confirmado nos links oficiais.

 

FRAUDE.png

 

Governos de Sócrates e Lula mentiram sobre Acordo Ortográfico

 

Trata-se de um desfecho surpreendente: o Acordo não entrou em vigor nas datas oficiais. São Tomé nunca entrou, Cabo Verde está na corda bamba e Lula da Silva atropelou o Congresso. 

 

Será que os quatro Países da CPLP ratificaram mesmo o Acordo Ortográfico? 

 

Vejamos:

 

O primeiro tratado de 1990 exigia sete Países e um vocabulário comum até 1993, para a entrada em vigor em 1994. Uma alteração de 1998 eliminou as datas; e em 2004 (Acordo do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo...) o ponto 3 passou a dizer: «O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor com o terceiro depósito de instrumento de ratificação junto da República Portuguesa». Para haver estes três Países, era necessário que houvesse nove documentos no Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) de três países da CPLP, sobre o tratado inicial, mais os dois Protocolos Modificativos, a que se teriam seguido mais três de Portugal.

 

Sabe-se que há falhas genéticas no barco: documentos inexistentes, datas falsas e muitos segredos escondidos. 

 

São Tomé aprovou uma resolução em 29-6-2006 (Tornando-se necessário proceder à ratificação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa), que se encontra publicada no final do ano (29-12). O governo de Sócrates disse que o diploma sobre o Acordo de 1990 (que refere ter recebido em 6-12-2006) valia como ratificação do Acordo do Segundo Protocolo. 

 

O governo de Sócrates disse ainda, no Diário da República em 2010, que tinha recebido o segundo protocolo modificativo de Cabo Verde em 12-6-2006, o que é negado por Cabo Verde no decreto 10/2009 (deve, com a maior urgência possível, notificar o Ministério dos Negócios Estrangeiros da República de Portugal sobre a aprovação do Segundo Protocolo Modificativo).

 

O MNE não confirmou  que o diploma inicial de Cabo Verde (com as normas do Acordo em aplicação) tivesse chegado.

Consultar este link:

https://www.publico.pt/2019/07/28/culturaipsilon/direito-de-resposta/acordo-ortografico-caixinha-surpresas-publicado-25-julho-2019-1881479

 

Datas diferentes

 

Por sua vez, o Congresso do Brasil aprovou um decreto legislativo em 1995. O ex-presidente brasileiro, Lula da Silva refere que o documento foi entregue em 24-6-1996. Por sua vez o MNE  referiu que o documento chegou dois meses antes (30-4-1996), e indicou o mesmo dia como data de entrada do diploma de Portugal. 

 

O legislativo no Brasil aprovou esta primeira alteração em 12-6-2002. Lula referiu que a entrega desse documento foi feita durante o seu mandato, em 3-9-2004. Contudo, o MNE afirmou que o documento chegou em 15-8-2002, ainda quando o presidente era Fernando Henrique Cardoso.   

 

O ex-presidente brasileiro Lula da Silva atropelou o Congresso Brasileiro. O então presidente aprovou em 2008 mais dois decretos, sobre o 2º protocolo modificativo e livros didácticos só com Acordo, a partir de 2010. Não foi autorizado pelo Congresso, que tinha exigido que «quaisquer atos que pudessem resultar em revisão do Acordo, assim como quaisquer ajustes complementares (com menção de um artigo da Constituição Brasileira), teriam de ser levados ao legislativo.»

 

Consultar o link:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6583.htm

 

Lula refere no Decreto 6585: «foram cumpridos os requisitos para a entrada em vigor do Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa»


Consultar o link: 

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6585.htm

 

Brasil e Portugal fizeram saber que o Acordo do Segundo Protocolo teria entrado em vigor em 1-1-2007, com três Países: Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe. Era o pretexto para Portugal ter a obrigação moral de avançar.

 

O documento enviado por José Sócrates Sócrates à Assembleia da República não diz que já constavam três Países. 

 

Consultar o link: 

https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/artigos/rubricas/acordo/proposta-de-resolucao-71x3/3160

 

Só com Portugal já dentro do barco, Lula da Silva se sentiu confortável para avançar com o Acordo Ortográfico, em Setembro de 2008. 

 

Todos os decretos de Lula da Silva tranquilizam o povo, ao referirem que «o Acordo entrou em vigor internacional em 10 de janeiro de 2007, inclusive para o Brasil, no plano jurídico externo».  Contudo, o ex-presidente Lula não confirma a data de 12-6-2006 (que coincide com a duvidosa data do segundo protocolo modificativo de Cabo Verde): menciona uma data anterior: «O Governo brasileiro notificou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Portuguesa, na qualidade de depositário do ato, em 20 de outubro de 2004)»

 

Consultar o link:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6585.htm

 

Entretanto, o ministro Augusto Santos Silva afirmou em 17-7-2009: «Portugal é um país estimado em todo o mundo, considerado em todo o mundo por muitas qualidades. E uma das qualidades que tem é honrar os compromissos que assume e, portanto, cumprir os tratados e acordos que subscreve, incluindo o Acordo Ortográfico de 1990.» 

 

Contudo, a Guiné-Bissau não aprovou os dois protocolos modificativos do Acordo Ortográfico, mas o ministro disse que já ratificou, sem implementar. 

 

Entretanto, o deputado José Carlos Barros pediu ao MNE acesso aos documentos, mas recebeu uma resposta negativa. Segundo o direito internacional, quem recebe os depósitos está obrigado a agir imparcialmente no exercício dessas funções. Em especial, a circunstância de um tratado não ter entrado em vigor entre algumas das Partes ou de ter surgido uma divergência entre um Estado e um depositário relativamente ao exercício das funções deste último não deve influir nessa obrigação.

 

Conselho Internacional de Oposição ao Acordo Ortográfico de 1990 

 

***

 

 Seguir todo o enredo aqui:

 

«Governos de Sócrates e Lula mentiram sobre o Acordo Ortográfico»

 (Parte I)

 

«Acordo Ortográfico de 1990 nu nca entrou em vigor»

(Parte II)

 

«São Tomé e Príncipe nunca entrou no «Acordo Ortográfico» de 1990»

(Parte III)

 

 «Cabo Verde nunca se vinculou ao «Acordo Ortográfico» de 1990»

 (Parte IV)

 

«Cabo Verde não tem «instrumentos de ratificação» dos protocolos ao Acordo Ortográfico de 1990»

(Parte IV-A)

 

«A data do depósito do «instrumento de ratificação» do 1º protocolo de Cabo Verde é falsa»

(Parte IV-B)

 

«A data de depósito do «instrumento de ratificação» do 2º protocolo de Cabo Verde também é falsa»

(Parte IV-C)

 

«Brasil e Portugal declararam datas discrepantes do Acordo Ortográfico de 1990»

(Parte V – Brasil)

 

«Augusto Santos Silva e Lula da Silva declararam versões muito diferentes quanto ao depósito do instrumento de ratificação do 1º protocolo ao Acordo Ortográfico»

(Parte V-A)

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:42

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Quarta-feira, 31 de Julho de 2019

ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990 OU A CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO!

 

Há já vários dias, lemos uns comentários sobre um pequeno artigo publicado neste Blogue.

Ver aqui:

«CABO VERDE JÁ DEPOSITOU JUNTO DO MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS (MNE) O INSTRUMENTO DE DENÚNCIA DO PSEUDO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990? OU HÁ AINDA MAIS ALGO ESCONDIDO?»

 

Este artigo diz respeito à questão de CABO VERDE ter rejeitado a Língua Portuguesa, e ter declarado o CRIOULO CABO-VERDIANO língua oficial daquele arquipélago, desde o ano lectivo de 2017, o que levou a esta pergunta:

 

MNE.png

 

Para se compreender melhor o porquê desta pergunta, aconselhamos que se leia um artigo do Jornal Público, do dia 25 Julho de 2019, sob o título «O Acordo Ortográfico ainda é uma caixinha de surpresas».  

Ver aqui:

https://www.publico.pt/2019/07/25/culturaipsilon/opiniao/acordo-ortografico-caixinha-surpresas-1880995

 

Pergunta essa que levanta o que se afigura cada vez mais uma bomba relógio,  ou seja, a impossibilidade, até à data, de acesso e verificação da existência dos instrumentos de ratificação do pseudo-acordo ortográfico de 1990, depositados junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

 

Aconselhamos novamente a leitura do artigo do Público, já referido, e do qual citamos o seguinte:

«O bem-amado kaiser não teve tempo para responder (tão ocupado que andará) a um requerimento do coordenador e relator do Grupo de Trabalho para a Avaliação do Impacto da Aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, onde este requeria acesso aos instrumentos de ratificação do AO depositados à guarda do MNE, o seu ministério. Em trinta dias (prazo legal para o governo responder a requerimentos deste tipo), a resposta foi o silêncio

 

 Ora bem, aqui temos a palavra chave: SILÊNCIO

 

Aqui não se trata de teorias da conspiração, mas sim de uma verdadeira CONSPIRAÇÃO do SILÊNCIO!  E, segundo reza o ditado: «Quem cala consente», e nós acrescentaríamos «consente e esconde?»    

  

Senão examinemos, estes três exemplos, embora haja mais.

 

1)- O Supremo Tribunal Administrativo (STA) examina desde 2014 a inconstitucionalidade do acordo ortográfico (Processo 897/2014).

 

Este prazo (2014-2019 = 5 anos) não respeita a jurisprudência dos Tribunais Europeus que, repetidamente, relembram que as sentenças ou acórdãos devem ser tomados em “prazos razoáveis” e, consequentemente, condena os Estados implicados, cujas custas e multas são pagas com o dinheiro do erário público, e não pelos verdadeiros responsáveis.   

 

Até à data de hoje, nada se sabe (pelo menos, no que ao MPLP – Movimento em Prol da Língua Portuguesa – diz respeito) quanto ao andamento do Processo Nº 897/2014 do STA. Porquê então este silêncio?

 

2)- A situação é grave para o Património Imaterial de Portugal, do qual a Língua é um elemento/vector essencial.

 

Sem entrar em demasiados pormenores técnico-jurídicos, é facto que a Resolução do Conselho de Ministros (RCM) Nº 8/2011 é meramente um despacho normativo sem força de Lei e viola o artigo 112º nº 7 da Constituição da Nação Portuguesa (CNP) e, por conseguinte, não pode ser obrigatória para ninguém, em Portugal.   

 

 O que é Lei é o Decreto-Lei Nº 35.229 de 8 de Dezembro 1945, o qual NUNCA foi revogado por outro Decreto-Lei e, consequentemente, o PORTUGUÊS EUROPEU continua, de facto, a ser a LÍNGUA OFICIAL da Nação Portuguesa (artigo 11-3º da CNP), a qual não pode ser alterada para uma grafia estrangeira (no caso a brasileira) oriunda, sem dúvida, do Português, e isto sem uma Revisão Constitucional, a qual nunca seria aprovada pelo Povo Português. 

 

Os Tratados Internacionais (como é o caso do AO1990), em qualquer Estado de Direito, NÃO podem entrar em vigor por simples Resoluções do Conselho de Ministros (RCM 8/2011), ou mesmo através de Resoluções da Assembleia da República, ou Decretos Presidenciais, sem a prévia existência de uma Lei ou de um Decreto-Lei (cf. nºs 1 2 e 7 do artigo 112º e artigo 3º, nº 3 da Constituição).

 

Por conseguinte, o governo de Sócrates, violou escandalosamente a Constituição de um Estado de Direito ao mandar aplicar o abstruso AO199O, através da RCM 8/2011, e deu-se mesmo ao luxo de declarar  que ela tem por base, não uma Lei ou Decreto-Lei, mas sim o disposto na alínea g) do artigo 199 da Constituição, o qual nada tem a ver, com Tratados Internacionais !   (Carlos Fernandes, o AO1990, não está em vigor, página 79).

 

Esta prepotência é apenas digna de uma República das Bananas, e jamais de um Estado de Direito Europeu.

 

Todos sabemos que o Presidente da República Portuguesa é o garante da Constituição.  A Constituição foi violada várias vezes e o Supremo Magistrado da Nação pratica um silêncio atroante, a este propósito.

 

Porquê este silêncioO que é que este silêncio pode esconder?

 

3)- Violação da Convenção da UNESCO de 2013, para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (CSPCI) e consequente queixa contra Portugal.

 

Por cartas datadas de 7 de Setembro de 2018, e 7 de Janeiro de 2019, o Movimento em Prol da Língua Portuguesa (MPLP) apresentou queixa junto da UNESCO por violação da CSPCI, por Portugal.

 

O MPLP recebeu uma resposta da UNESCO por carta datada de 22 Março de 2019 (ver Comunicado nº 2 do MPLP neste link:

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/comunicado-no-2-do-movimento-em-178490

que necessitou de uma resposta dada a 10 de Abril de 2019 e na qual o MPLP   teve de especificar que a violação da CSPCI não se limitava apenas ao artigo 2, mas abrangia igualmente os artigos 14 (a) (III) e (b), 11 (a) e (b) e (12 e 13) e, para tal, forneceu toda a Fundamentação Jurídica aplicável.

 

A instrução desta queixa segue o seu curso. 

 

E esperamos receber, na devida altura, a decisão que será tomada pelo Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial de Portugal, em aplicação do artigo 7 da CSPCI.

 

No primeiro caso (cartas de 7 de Setembro 2018 e Janeiro 2019), a UNESCO demorou sete meses a responder. O silêncio foi longo, mas foi quebrado.

 

No segundo caso (carta de 10 de Abril 2019), já lá vão quase quatro meses. Desta vez, será que o silêncio vai demorar menos tempo? Mais tempo?  Não sabemos.  

 

Mas o MPLP pergunta, então, desde já, e publicamente, àqueles que impõem o silêncio cá dentro de Portugal se não se vão privar de tentar impor igualmente o silêncio lá fora (através de eventuais pressões políticas e diplomáticas)?

 

Não o sabemos igualmente. Pois compete à UNESCO decidir se aceita a existência também do silêncio lá fora, ou não!

 

Se esse silêncio se mantiver, o MPLP ver-se-á obrigado a perguntar directamente à Directora-Geral da UNESCO, qual a razão desse eventual silêncio.

 

Sejamos, no entanto, optimistas, neste e nos outros casos acima indicados, pois há pressentimentos que nos levam a pensar que há razões para esperar que a Matriz da Língua Portuguesa e o Património Cultural Imaterial de Portugal saiam vitoriosos.

 

Os coordenadores do MPLP

(Movimento em Prol da Língua Portuguesa)

Francisco João Da Silva

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:12

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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2018

«Ivo Rosa, o juiz "arquivador”»

 

Texto publicado em

29 Setembro, 2018

por

Cristina Miranda

aqui: 

https://blasfemias.net/2018/09/29/ivo-rosa-o-juiz-arquivador/

 

 

JUSTIÇA.jpg

 

«Há meses foi-me dito em mensagem privada, que o Juiz Carlos Alexandre e a Procuradora Joana Marques Vidal iriam ser afastados dos processos que envolvem Sócrates e outros. Nessa altura, como o faço sempre, coloquei em dúvida essa possibilidade pela importância que estes processos têm e que, ao mudar de mãos, sem justificação plausível, iria destruir por completo a credibilidade da justiça portuguesa aos olhos da sociedade nacional e internacional. Ontem, ficamos a saber que afinal havia mesmo um plano e a última peça do xadrez foi jogada para xeque-mate! Tiro o chapéu!

 

O afastamento de Joana Marques Vidal foi por culpa do Presidente da República que jamais imaginaria ver colocar os  interesses da Nação no caixote do lixo ao aliar-se a Costa nesta decisão.  Agora, para a nomeação de um novo juiz,  foi  um sorteio electrónico para duas pessoas apenas, completamente viciado, onde só à quarta tentativa deixou de dar “erro”. É claro que o português comum e pouco informado não deu pela pirataria. Não sabe que basta colocar um algoritmo que rejeite o nome que não se pretende, sinalizando-o como “erro”, para assegurar o resultado pretendido. Não entende que não foram erros mas sim 4 tentativas para obter o que desejavam. O que eles não previram foi que por TRÊS VEZES o computador escolhesse o nome de Carlos Alexandre e por isso houve uma sucessão escandalosa de “erros”  que não o foram e com os quais ficaram desmascarados. Este programa informático devia ser imediatamente investigado sem demoras! Ficou clarinho a movimentação tentacular que já vem de trás para safar o peixe graúdo entalado  e bem, nas malhas da justiça.

 

Que nos espera, então esta nomeação de um juiz que, por ironia, tem o apelido “rosa”!!?   Bem, não é preciso pesquisar muito para saber. Este senhor já vem com um largo currículo de “safanços” de suspeitos de  corrupção. Pois é! Conhecido por não  gostar de apoiar as teses incriminatórias do MP sobretudo quando dizem respeito "a caça grossa", Ivo Rosa ilibou 18 dos arguidos da “Operação Zeus”, processo relacionado com a corrupção nas messes da Força Aérea. No caso EDP retirou a  Manuel Pinho o estatuto de arguido mesmo com todas as evidências e suspeitas impedindo ainda  que a PJ fizesse buscas nas suas casas e ainda tivesse acesso às suas contas e movimentos bancários, por entender não haver indícios mínimos de corrupção  sem no entanto permitir a investigação esmiuçada para tirar as dúvidas. Ainda no caso das rendas da EDP, foi este mesmo juiz que impediu também o acesso às contas bancárias de António Mexia e Manso Neto, o que levou procuradores a pedir o seu afastamento do processo acusando-o de parcialidade.  Mas não ficamos por aqui: Ivo Rosa num processo em que, a TAP era suspeita de lavar dinheiro de figuras da elite angolana, decidiu não levar nenhum dos suspeitos a julgamento destruindo todo um trabalho de investigação do DCIAP.  Mas calma, ainda há mais: este juiz, no caso do Gangue do Multibanco, um grupo de violentos criminosos responsáveis por mais de 100 assaltos e outros crimes graves, libertou 11 dos 12 membros. Valeu-nos o recurso do MP para um tribunal superior que reverteu por completo esta decisão e onde todos os arguidos acabaram por ser condenados a duras penas. 

 

Por isso, os advogados de Sócrates batem palmas! Por isso, figuras do PS estão em êxtase! O juiz que mais safou gente ficou com o Processo Marquês. Dúvidas?

 

Eu não, não tenho dúvidas depois do que vi ontem. Só certezas. A certeza que vamos regredir aos tempos de Pinto Monteiro e Cândida Almeida, que não viam corrupção em Portugal... 

 

É só “bons rapazes”!!!»

 

Cristina Miranda

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:42

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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

LUCÍLIA GAGO SUBSTITUI JOANA MARQUES VIDAL COMO PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA…

 

… apesar de todos os partidos com assento na Assembleia da República, com excepção do PS, obviamente, defenderem a continuidade da mui competente Drª. Joana Marques Vidal.

A este propósito, li hoje este comentário no SAPO Notícias:

«Neste País quem trabalha honestamente tem sempre um prémio final: o olho da rua!! Triste País

Triste País! Concordo. O povo não gosta de gente honesta e competente no Poder. Por sua vez, o Poder também não gosta de estar rodeado de gente honesta e competente, portanto, elimina-a à moda do tempo da "outra senhora". Não se quer dizer com isto que a nova Procuradora seja desonesta. Nem pouco mais ou menos. Só que Joana Marques Vidal iniciou um trabalho que devia concluir, e não lhe foi permitido.

 

LUCÍLIA GAGO.png

 Fonte da imagem: Jornal Público

 

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, nomeou esta quinta-feira a nova Procuradora-Geral da República após uma proposta do primeiro ministro, António Costa. O “trato” ficou em segredo, enquanto se consultavam (inutilmente) os outros partidos políticos.

 

Já se ouve por aí, esta questão, por parte das más-línguas, que querem ver que Sócrates vai safar-se do processo que está em curso?

 

Esperamos que esta nova Procuradora-Geral da República siga o rumo de Joana Marques Vidal, que estava no bom caminho e mostrou competências.

 

Lucília Gago é Especialista em Direito de Família e Menores.

 

Portanto, esperamos também que com esta Procuradora-Geral o superior interesse de todas as crianças portuguesas, e não só de algumas, seja tomado em conta, e os infanticidas e predadores de crianças sejam severamente punidos, sempre com a pena máxima. As crianças não votam, mas merecem toda a PROTECÇÃO, algo que, até ao dia de hoje, o Estado Português não lhes garantiu.

 

É uma vergonha o que se passa em Portugal, a este respeito.

E depois dizem que vivemos em democracia!

 

Só nos resta desejar à nova Procuradora-Geral da República que cumpra solenemente o que vai jurar no dia da tomada de posse, de um dos cargos mais elevados e importantes para o garante da Justiça em Portugal.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:31

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Quinta-feira, 19 de Julho de 2012

«A chico-espertice portuguesa»


 

 

 

Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007), teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, (actualíssima) sobre todos nós, por isso façam uma leitura atenta. Vale a pena.

 

 «Precisa-se de matéria-prima para construirum País»

 

Eduardo Prado Coelho

in Jornal PÚBLICO

 

 

 

«A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.

 

Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.

 

Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.

 

O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país.

 

Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.

 

Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.

 

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal.

 

E se tira um só jornal, deixando-se os demais onde estão.

 

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.

 

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

 

Pertenço a um país:

 

- Onde a falta de pontualidade é um hábito;

 

- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.

 

- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.

 

- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.

 

- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem  que é «muito chato ter que ler») e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.

 

- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.

 

Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser “compradas”, sem se fazer qualquer exame.

 

- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.

 

- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.

 

- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

 

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.

 

Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

 

Não. Não. Não. Já basta.

 

Como “matéria-prima” de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.

 

Esses defeitos, essa “CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA” congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...

 

Fico triste.

 

Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.

E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

 

Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.

 

Qual é a alternativa?

 

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?

 

Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa “outra coisa” não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados !

 

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...

 

Não esperemos acender uma vela a todos os santos, ver se nos mandam um Messias.

 

Nós temos de mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.

 

Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.

 

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:

 

Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.

 

É a indústria da desculpa e da estupidez.

 

Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.

 

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

 

AÍ ESTÁ! NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.

 

E você, o que pensa?... MEDITE!»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:02

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Terça-feira, 5 de Abril de 2011

«Por que silenciam a Islândia?»

 
 
Manifestação que levou a uma revolução total e pacífica na Islândia
 
 

(Com a devida vénia, transcrevo um texto do Eng.º Francisco Gouveia, garantindo-lhe que valeu a pena escrever este artigo, pois senti-me esclarecida, e tenho certeza de que todos os que já leram ou vão ainda ler estas palavras sentirão o mesmo).

 

Por Eng.º Francisco Gouveia



Por que silenciam a ISLÂNDIA? (Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna – pública e privada com incidência no sector bancário – e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra. Sócrates foi dizer à Sra. Merkle – a chanceler do... Euro – que játínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse. Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele) foto Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.



Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interesse e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.

 

Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.

 

A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas “macaquices” bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar). País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.



Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal “ajuda” ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para “tapar” o buraco do principal Banco islandês.



Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.



O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI. Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições. Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia).



O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha. Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental. Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa.



Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não “estragar” os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado. As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.



Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010. O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas.



Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado. Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos. Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.



O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas  que fez. Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.

Web site da imagem:raivaescondida.wordpress.com

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:41

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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Reflexão ao redor da Vida

 

Copyright © Isabel A. Ferreira 2008
 
 
 
* A vida tem uma história muito comprida, mas cada indivíduo tem um começo muito preciso: o momento da sua concepção. Se um óvulo fecundado não é por si só um ser humano, ele não poderia tornar-se um, pois nada é acrescentado a ele. (…) Aceitar o facto de que, depois da fertilização, um novo ser humano começou a existir não é uma questão de gosto ou de opinião. A natureza humana do ser humano, desde a sua concepção até à sua velhice não é uma disputa metafísica. É uma simples evidência experimental. No princípio do ser há uma mensagem, essa mensagem contém a vida e essa mensagem é uma vida humana. (Jerôme Lejeune, médico e investigador francês)
 
 
A origem de um organismo biológico coincide com o início do seu ciclo vital. Para ser quem hoje sou, já fui zigoto, mórula, blástula, pré-embrião, embrião, feto, fruto da união de um ovócito humano e de um espermatozóide também humano, isto é, o que geralmente a mulher chama de um filho. Permitiram que eu me desenvolvesse dentro de um útero de mulher e deram-me o direito de nascer. Mas mais do que isso, deram-me a possibilidade de chamar Mãe ePai aos seres da minha origem. Nasci. Fui bebé, criança, adolescente, jovem, mulher adulta e sigo envelhecendo…
 
* Não darei veneno a ninguém, mesmo que mo peça, nem lhe sugerirei essa possibilidade. (Juramento de Hipócrates, médico da antiga Grécia, Pai da Medicina)
 
Se na minha fase embrionária eu não fosse já um ser vivo humano, o que seria então? Poderia ter nascido rã?
 
* O direito à vida não deveria comportar discussões nem ser objecto de polémicas, pois representa o mais sagrado direito do homem: o direito de existir. Todos os demais direitos, direito à saúde, direito à propriedade, direito a ter e criar filhos, direito de se expressar etc., são decorrentes do direito que o homem tem de nascer. (Prof. Humberto L. Vieira)
 
Posso, serenamente, chamar Mãe à minha Mãe, porque ela nunca me considerou outra coisa, senão filha, desde o momento em que soube da sua gravidez. Ela não disse: Tenho dentro de mim um monte indiferenciado de células, um fragmento de tecido, que está a provocar-me enjoos. Não! Dentro do seu corpo estava EU. Sua filha. Aquele monte indiferenciado de células continha tudo o que hoje sou.
 
* Na realidade, viver como um homem significa escolher um objectivo  e dirigir-se para ele com toda a conduta, pois não ordenar a vida a um fim é sinal de grande estupidez. (Aristóteles, filósofo grego da Antiguidade)
 
Devo ficar agradecida à minha Mãe, por não me considerar um rebotalho e não me desmanchar, enquanto feto, por um qualquer motivo social? Não, não devo agradecer-lhe nada. Porque ela é uma mulher, e uma mulher sabe que não é dona do seu corpo quando engravida, uma vez que não foi ela, mas a Natureza que escolheu um corpo de mulher para gerar Vida Humana. Poderia ter escolhido a corola de uma flor. Mas optou por um útero de mulher – um santuário de vida, não um lugar de morte.
 
* Cada criança, ao nascer, traz-nos a mensagem de que Deus ainda não perdeu a esperança no homem. (Tagore, escritor, poeta e músico indiano)
 
As bolotas não são carvalhos, logo um ovócito de mulher fecundado por um espermatozóide de um homem também não é um ser humano. O que acontece, então? As bolotas de um carvalho, quando se desenvolvem, transformam-se num lagarto verde, e a larva desse lagarto verde, por sua vez, transforma-se num belo carvalho, quando sai do seu casulo. O mesmo se passará com o ovócito fecundado da mulher? Se não é um ser humano nos seus primórdios, será um girino? Então poderá transformar-se numa rã, quando nascer. Eis a lógica dos que rejeitam o ciclo vital.
 
* Se possuímos a liberdade de destruir a vida humana e negar-lhe a dignidade numa etapa, por que não em outras? Se, pelo contrário, a criança por nascer tem direitos pessoais ainda antes de ter nascido, e se esses direitos têm implicações públicas, então o ser humano tem o direito à protecção ainda quando não possa proteger-se a si mesmo. (F. H. Henry, teólogo baptista dos E.U.A.)
 
Uma criança nunca será um intruso no ventre materno, ainda que essa criança seja gerada à margem da vontade de quem a fabrica. Onde mais, senão no útero da mulher um ser humano poderá desenvolver-se? O útero é o lugar, por excelência, de um feto. O útero pertence ao nasciturno. Uma mulher não precisa do útero para nada, se não quer procriar. O útero não pertence à mulher. Um útero de mulher é o lugar que a Natureza escolheu para gerar seres humanos. Pertence ao mundo.
 
* Só uma vida dedicada aos outros merece ser vivida. (Albert Einstein, físico alemão)
 
Quando se fala de um feto ou de um embrião, na verdade, está a falar-se de um filho. Ou não será um filho? Se, por acaso, permitirem que esse feto ou esse embrião se desenvolva e nasça, não chamarão filho a esse ser que o corpo da mulher dá ao mundo?
 
* Os maiores inimigos da liberdade não são aqueles que a oprimem, mas sim aqueles que a sujam. (Vincenzo Giobertí, filósofo e estadista italiano)
 
 Às três ou quatro semanas, o ser que vive dentro do útero materno dá início aos batimentos cardíacos. Às sete semanas já existem respostas reflexas à dor e à pressão. Às oito semanas registam-se ondas electroencefalográficas. Às dez semanasjá possui sistema nervoso central, já é sensível à dor, tem movimentos espontâneos e um coraçãozinho (lugar onde se acolhem as emoções) a bater…
 
*Se uma mulher expulsa o feto do seu ventre com drogas, isso é um crime inexplicável. Por Deus, a vida deve continuar. (João Calvino, teólogo e reformador protestante francês)
 
Em tempos recuados, quando grassava uma ignorância imensa, os homens consideravam que as mulheres não tinham alma; outros tempos houve, quando a ignorância tinha uma dimensão ainda mais desmedida, os homens diziam que os escravos (negros ou brancos) não tinham alma. Hoje, em pleno século XXI, da era cristã, alguns homens dizem que um feto ou um embrião, alojado num útero de mulher, ainda não é vida humana. Então o que será? Vida extraterrestre?
 
* Certamente, no momento da concepção, a ordem da natureza estabelecida por Deus, deve continuar. (Martinho Lutero, padre alemão, reformador da Igreja Católica)
 
 A evolução de uma vida humana processa-se como numa pintura: primeiro, o pintor esboça uma figura na tela; depois completa-a com detalhes; por fim, procede aos retoques finais. No primeiro trimestre, a Natureza faz um esboço do ser; no segundo trimestre, completa-o com detalhes; no terceiro trimestre, procede aos retoques finais. E o ser esboçado está lá, desde o início…
 
* O aborto é o desprezo pela vida humana no seu mais alto grau. (Julián Marías, filósofo espanhol)
Se um homem não sabe como e quando a sua vida começou, ignora algo que é do homem e da mulher, única união capaz de realizar uma vida humana. E, ao desprezar o seu começo, esse homem nega a sua própria natureza humana.
 
* Parece-me tão claro como o dia que o aborto é um crime. (Mahatma Ghandi, político e líder pacifista indiano)
 
O aborto encerra um princípio nazista: há seres que são dignos de viver. Há outros seres que, por não lhes reconhecerem a dignidade de viver, são votados ao extermínio.
 
* A destruição do embrião no útero materno é uma violação ao direito à vida que Deus deu ao nascituro... e isto não é mais que um assassinato. (Dietrich Bonhoeffer, teólogo protestante, enforcado pelos nazistas em 1945)
 
Numa discussão sobre o aborto, o que está em causa é o feto, não a mulher. Quem vai ser morto é o feto. Não a mulher. E se a mulher morre ou fica estropiada na prática desse aborto, a opção é dela, pois há outros caminhos. O feto não pede para ser gerado. Não pede para que o matem. Não lhe dão nenhuma outra opção. Não há lei alguma queobriguea mulhera esconder-se num vão de uma qualquer escada, para, clandestinamente, matar um filho. E se o faz, essa clandestinidade não se combate com a descriminalização de um acto que conduz à sua liberalização, por simples vontade da mulher, até às 10 semanas de vida do seu próprio filho. A mulher tem, sim, o dever de aprender a evitar uma gravidez, e se a prevenção, por um qualquer motivo, falha, deve responsabilizar-se pelo seu acto, tanto quanto o homem. Porque a mulher não faz um filho sozinha, e nem um nem outro, quando o fazem, estão propriamente pendurados numa forca. O aborto não é uma questão religiosa nem política. É tão-somente uma questão de Humanidade, de Consciência, de Valores, de Princípios, de Bom-senso, de Lucidez, de Educação, de Instrução, de Cultura, de Civilização, de Sensibilidade…
 
* Só é útil o conhecimento que nos torna melhores. (Sócrates, filósofo grego da Antiguidade).
 
É tão legítimo matar um feto humano, que dizem não ter consciência de si, como matar um ser que nasce deficiente mental profundo, cego, surdo, mudo, que também não tem consciência de si. Abortar, nos dias de hoje,é uma das grandes vergonhas do mundo. Passada uma eternidade, desde os primórdios do homem na Terra, ele aprendeu que as mulheres e os negros têm alma, mas ainda não sabe que a Vida não se discute: defende-se e preserva-se instintivamente. Há perguntas que não se fazem, porque são desprovidas de sentido humano. A vida é uma dádiva. Um milagre. Não um castigo.
 
* Não morreram, partiram primeiro. (Ditado inglês).
 
Subitamente, os nasciturnos são surpreendidos pela morte, no lugar onde deviam estar supostamente protegidos – no útero materno. Mas eles não morrem. Partem primeiro, entre o silêncio e a escuridão desse útero. E ninguém vê os seus espasmos, os seus esgares de dor, os seus olhos imensos, perplexos, diante dos ferros prestes a desmembrá-los, ou dos venenos prontos a tingi-los de negro e a reduzi-los a nada mais do que seres inertes, mirrados, sem vida…
 
É bem verdade que não sabemos quantos desses nasciturnos poderiam ser os novos Neros, os novos Hitlers, os novos Estalines, os novos Saddams, os novos Bin Ladens do mundo. Contudo, quantos, de entre eles, plantariam árvores e flores na Terra!

Isabl A. Ferreira
 
publicado por Isabel A. Ferreira às 15:25

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