Terça-feira, 30 de Abril de 2019

PARA RECORDAR: UMA ENTREVISTA ANTIGA E RETRÓGRADA DE PAULO RANGEL, CANDIDATO DO PSD ÀS “EUROPEIAS”

 

É preciso saber em quem não se deve votar, por recusar a evolução de Portugal.

Só um animal inferior se sente superior aos outros animais.

Superior em quê? Nas iniquidades que comete?

 

«Caso o passar do tempo tenha apagado de algumas memórias a famosa entrevista do Paulo Rangel ao Jornal Sol no dia 25 de Outubro de 2008, quando era Líder Parlamentar do PSD, aqui vão algumas das afirmações deste Euro Candidato onde ele se revela no seu melhor…» (Rui Silva)

 

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"Não faz sentido haver um Dia dos Animais."

 

"Os animais merecem protecção, mas não são titulares de direitos."

 

"Não são eles que têm esse direito de ser bem tratados e protegidos. Nós é que temos essa obrigação."

 

"Para mim essa é uma concepção errada (a de que os animais devem ter direitos). Acho que só as pessoas devem ser titulares de direitos."

 

"Os animais sofrem, mas não sofrem como nós."

 

"A caça ou as touradas, enquanto tradições com determinadas características e determinados limites, são toleráveis. Fazem parte da Cultura."

 

"Muitas tradições não acabaram e estas (caça e touradas) são daquelas que para mim não devem acabar."

 

"Faço uma separação ontológica entre as pessoas e os animais."

 

"Num contexto cultural devidamente integrado, certas tradições (como a caça e as touradas) – ainda que possam chocar algumas pessoas – são admissíveis. É a minha posição."

 

"Não sou contra a exibição de touradas na RTP."

 

"Desde que devidamente contextualizado, a transmissão de touradas pela RTP (ainda que expondo crianças às imagens de violência), não vejo nisso qualquer problema."

 

"A menos que esteja em causa a extinção de espécies, não acho mal a utilização de peles para confecção de vestuário."

 

"A dignidade humana é um valor superior ao da dignidade dos animais. O Homem é ontologicamente diferente dos restantes animais."

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1265841763562820&set=a.254396101374063&type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:32

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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2019

NO CORRENTES D’ESCRITAS 2019 O «AO90 “BRILHARÁ” NA ESCURIDÃO QUE O ENVOLVE»

 

(Texto recebido via e-mail)

 

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«Caros amigos “desacordistas” (aqueles que são contra o acordo ortográfico de 1990):

 

Contamos com a vossa prestimosa participação, no protesto que se pensa efectuar contra o AO90, conhecido por Aborto Ortográfico, no dia 19 de Fevereiro de 2019, pelas 11H00, terça-feira, à entrada do casino da Póvoa de Varzim, aquando da cerimónia de abertura do Correntes d’Escritas pelo Senhor Presidente da República.

 

Caso não queira ou não possa aderir, solicitamos os bons ofícios, no sentido de fazer circular este texto por todos os vossos contactos do FACEBOOK e assim sucessivamente até que a mensagem chegue ao maior número de pessoas possível, que são contra o AO90, que tem lesado permanentemente o ensino da Língua Portuguesa na matriz culta indo-europeia, um autêntico linguicídio, crime de LESA-PÁTRIA.

 

O que se pretende é que a mensagem chegue ao conhecimento dos professores e alunos das escolas e freguesias da Póvoa de Varzim, e cidades vizinhas da região, onde o evento se realizará, e que se sentem maltratados e coagidos na aprendizagem da língua, segundo a cartilha brasileira: o AO90.

 

Eis o que vai passar-se neste evento, onde o AO90 brilhará na escuridão que o envolve.

 

A 20ª edição do Correntes d’Escritas decorrerá na Póvoa de Varzim, de 16 a 27 de Fevereiro.

 

Além de Marcelo Rebelo de Sousa, o Correntes d’Escritas contará com mais de 140 escritores de 20 países (Alemanha, Angola, Argentina, Brasil, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Cuba, Espanha, Guatemala, Guiné Bissau, México, Moçambique, Nicarágua, Peru, Portugal, Republica Dominicana, S. Tomé, Timor e Uruguai).

 

Dos autores convidados, estão já confirmadas as seguintes presenças: um prémio Cervantes: Sérgio Ramírez (Nicarágua); três Prémios Camões: Arménio Vieira, Germano Almeida e Hélia Correia; cinco Prémios Literários Casino da Póvoa: Lídia Jorge, Ana Luísa Amaral, Hélia Correia, Manuel Jorge Marmelo, Juan Gabriel Vásquez (Colômbia); seis Prémios Saramago (e já todos os vencedores passaram por cá ao longo das várias edições): Paulo José Miranda, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, João Tordo, Ondjaki, Bruno Vieira Amaral e 8 ex-conferencistas de Abertura das Correntes: Nélida Piñon, Marcelo Rebelo de Sousa, José António Pinto Ribeiro, Álvaro Laborinho Lúcio, Adriano Moreira, Guilherme D’Oliveira Martins, Francisco Pinto Balsemão e Ignácio de Loyola Brandão.

 

A Conferência de Abertura desta edição, a 19 de Fevereiro, terça-feira, às 15h00, será proferida pelo Presidente da Conferência dos Chefes de Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Jorge Carlos Fonseca, que falará sobre “As Letras da Língua e a Mobilidade dos criadores na CPLP”. Um dos objectivos do actual presidente da CPLP é a mobilidade entre os países da Comunidade. Jorge Carlos Fonseca é também o Presidente da República de Cabo Verde.

 

(Logo Cabo Verde que passou a Língua Portuguesa para segunda língua, e adoptou o Crioulo Cabo-verdiano como língua oficial, em 2017).

 

 

Neste mesmo dia, às 11h30, vai realizar-se, no Casino da Póvoa, a Sessão de Abertura do Correntes, com o anúncio dos vencedores dos Prémios Literários 2019 e o lançamento da Revista Correntes d'Escritas nº 18, dedicada a Nélida Piñon. O Presidente da República presidirá a esta cerimónia.

 

Muitas outras iniciativas, além das Mesas (temas serão versos da Sophia de Mello Breyner, cujo centenário do nascimento se assinala este ano), vão coabitar neste 20º Correntes d’Escritas: a Feira do Livro (que promove edições acordizadas). As Galerias Euracini 2 vão acolher não apenas a Feira do Livro mas Exposições, Lançamentos de Livros, sessões com alunos do 1º ciclo e famílias, as Correntes DAR, pequenas conversas literárias e muitas outras conversas paralelas.

 

Serão lançados durante o Encontro meia centena de livros, destacando: “Correntes D’Escritas & Correntes Descritas” de Onésimo Teotónio Almeida, uma compilação das suas intervenções ao longo dos anos no Correntes D’Escritas.

 

A Arte terá um papel de destaque nesta edição e vai espalhar-se um pouco por toda a cidade com as mais variadas exposições. Palavras, Música e a musicalidade das palavras estão sempre presentes, desde a 1ª edição, no Correntes e este ano vários cantores, músicos e poetas darão voz às suas e às palavras dos outros em vários espectáculos.

 

Destaque ainda para a emissão em directo do Programa Governo Sombra, da TVI24, às 24h00 de 22 de Fevereiro, sexta-feira, com Carlos Vaz Marques, João Miguel Tavares, Pedro Mexia e Ricardo Araújo Pereira, a partir do Cine-Teatro Garrett. Além deste, vários programas de Rádio e Televisão serão gravados durante o Correntes, como: Obra Aberta, da Rádio Renascença, Ensaio Geral, da Rádio Renascença e Todas as Palavras, da RTP.»

 

O programa completo pode ser consultado aqui:

https://www.cm-pvarzim.pt/areas-de-atividade/povoa-cultural/pelouro-cultural/areas-de-accao/correntes-d-escritas/correntes-descritas-2019/programa

 

E aqui está o Dossiê de comunicação:

https://www.cm-pvarzim.pt/areas-de-atividade/povoa-cultural/pelouro-cultural/areas-de-accao/correntes-d-escritas/correntes-descritas-2019/dossie-de-comunicacao

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:04

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Sábado, 1 de Dezembro de 2018

«AVISO URGENTE: ACORDAR!»

 

Um texto magnífico de Teresa Botelho, no Blogue Retalhos de Outono, que diz do triste e pobre e medíocre, muito medíocre, estado da Nação…

É pouco provável que o povo acorde. Está dopado com futebol e novelas. E a televisão é a seringa.

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Os das touradas pagam IVA a 6% (IVA igual ao das Artes Maiores e do pão dos pobres) para estraçalhar seres vivos dotados de sensibilidade, interesses próprios e dignidade, conforme o reconheceu o Parlamento de Bruxelas, há coisa de uma semana,  existindo já legislação que efectiva este reconhecimento, mas apenas fora das fronteiras da Península Ibérica, ou seja na EUROPA e algumas outras partes do mundo. Razão tinha o meu professor de Geografia, na universidade brasileira que frequentei, o qual dizia  que a Península Ibérica pertencia à África. Na altura, levantei-me e barafustei. Hoje, ter-lhe-ia dado razão.

***

Texto de Teresa Botelho

 

«O Campo Pequeno tocou hoje na Assembleia!

 

Quem é que teve o desplante de chamar "Casa da Democracia" a esse edifício neoclássico onde se burla o povo que, de venda nos olhos, a sustenta? 

    

 O governo decidiu que o IVA das touradas, não deveria ser de 6% como outros espectáculos, por ser considerado violento e inadaptado à actual evolução civilizacional, mas foi desautorizado não só pela maioria dos partidos, como por metade do grupo parlamentar que o suporta.

 

 Enfim, não será por ninharias que o amianto de certas escolas deixará de ser retirado, as estradas reparadas, os equipamentos médicos renovados, ou se compre pelo menos um comboio novo, para fingir que se investe qualquer coisinha nos transportes públicos.

 

 Voltemos então à "Casa da Democracia" e à votação do IVA das touradas, com música de fundo, olés e uma homenagem especial ao "grupo de forcados do largo do Rato" cujo número afinal é de 43, embora a maioria não consiga já com um gato pelo rabo (salvo seja), quanto mais com um touro... 

 

 Nestas coisas de pegas de caras e bandarilhas, a união das bancadas é como aqueles casamentos de conveniência, onde as desavenças e as traições se resolvem com um cartão de crédito. 

 

 Um deputado do PSD que por acaso não devia ter grandes razões para graçolas, visto que é um dos arguidos por recebimento indevido de vantagens das viagens ao Euro 2016, pagas pela Olivedesportos e que era para ter sido resolvido no passado mês de Agosto (2018), mas que pelos vistos não o foi por causa do calor, mas se não se falou mais nisso, foi porque agora já faz frio. 

 

 O humorista de turno, foi Luís Campos Ferreira que brindou a Assembleia da República com a música da tourada, gravada talvez no seu telefone, pela sua estimada mana Fátima Prós e Contras, durante algum orgasmo familiar experimentado durante as touradas transmitidas pela RTP. 

 

 Assim são os políticos portugueses, tranquilos e confiantes, dependendo da quadrilha, porque alguns, como é o caso deste honesto deputado, nem precisam rebaixar-se a justificar as faltas, coisa que, para qualquer funcionário público, dá processo disciplinar, mas para os "trabalhadores da Democracia", não é preocupante, visto que na "Subcomissão de Ética", quem lá está são os amigos. »  

 

Fonte do texto:

https://retalhosdeoutono.blogspot.com/2018/11/aviso-urgente-acordar.html?m=1&fbclid=IwAR0l02Rhq51xB4WhlqKICILKh9nKS0KBeo_Cl_kOVngdPA6KMX1QYzY4q6c

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:22

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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2018

RTP: NO ÚLTIMO PRÓS&CONTRAS AQUILO É QUE FOI DAR TIROS NA PRÓPRIA CABEÇA!

 

Eles andam por aí, desesperados, a debitar despropósitos, e quanto mais abrem a boca, mais se desclassificam.

E se não soubéssemos que a tauromaquia assenta na mais profunda ignorância e estupidez, bastava ouvir este dito de Hélder Milheiro e um veterinário carniceiro, que de médico nada tem, dizer que os Touros não sofrem, para ficarmos com a certeza absoluta dessa estupidez e ignorância.

 

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GRAVE.jpg

E é isto um veterinário. O Touro ALMEJA ser toureado, então não almeja? Quando perguntamos ao Touro se quer ser toureado ele diz imediatamente que almeja ser toureado, é o maior sonho dele!!!!

É só tiros na cabeça!

Fonte das imagens:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2008445895902404&set=a.541639859249689&type=3&theater

 

No seguimento da sua política pró-selvajaria tauromáquica, a RTP transmitiu na passada segunda-feira um pró-tourada, uma vez que, dizem os que viram, a Fátima Campos Ferreira deixou que os trogloditas interrompessem as falas dos abolicionistas. Nem sei como os abolicionistas se dão ao trabalho de ir a programas que de antemão sabemos estar a favor das touradas.

 

E esses programas valem ZERO. Porquê?

 

Porque a sociedade portuguesa já definiu a sua decisão em relação à tauromaquia: a esmagadora maioria dos Portugueses está contra essa prática troglodita, apenas a prótoiro anda por aí a falar para ela própria. E quanto mais abre a boca mais se enterra na lama. E isso é bom. Deixai-os falar, pois quanto mais falam, mais razão nos dão, porque nós, que já evoluímos, não vamos regredir. Os indecisos, ao ouvir da boca dos trogloditas, tamanhas imbecilidades, se tinham dúvidas, ficam imediatamente esclarecidos: a tauromaquia é uma prática de e para imbecis. Portanto, só resta esse pequeno núcleo de aficionados que, por mais que estrebuchem, não conseguirão travar a gigantesca onda a favor da Abolição das Touradas.

E isto é um facto. Não é uma opinião.

 

BULLSHIT.jpg

Conclusão de Arsénio Pires, que faço também minha.


Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2007281439352183&set=a.110640459016300&type=3&theater

 

Não consegui ver até ao fim este pseudo-debate, que de debate nada teve, pelo que por aí se diz, pois todos são unânimes em dizer que os trogloditas interromperam bastamente, em conluio com a nada isenta Fátima Campos Ferreira, os que ao programa foram falar de Cultura e Civilização.

 

E a RTP lá é de passar a mensagem de Cultura ou de Civilização, quando transmite a barbárie para uma audiência cada vez mais diminuta?

 

Eu não consegui ver o programa todo, porque ainda tenho na memória o outro Pró(tourada) que foi para o ar em 2014, em que praticamente as mesmas caras, com a mesma moderadora, se comportaram incivilizadamente, não permitindo que os abolicionistas se pronunciassem. Dizem-me que a Fátima Campos Ferreira teve um comportamento deplorável ao permitir que os aficionados interrompessem vergonhosamente os outros intervenientes. Também me dizem que os da prótoiro não disseram nada de jeito, limitaram-se a vomitar anomalias (como a que imagem mostra) e foi, juntamente com os da mesa em que estava, um malcriadão ao interromper continuamente quem estava contra a tauromaquia. Uma vergonha!

E eu acredito que assim seja.

Então, não perdi nada. Seria assistir a mais do mesmo.

 

E depois do programa o que mudou?

Há uma coisa que mudou: comprova-se largamente que  a RTP saiu deste programa ainda mais desprestigiada, e os prótoiros ainda mais desclassificados.

 

Se foi positivo? Claro que foi imensamente positivo. Mostrou de que lado está a Cultura e a Civilização. Então esta da "pedagogia"!!!! Foi óptimo para a Causa da Abolição das Touradas em Portugal.

 

Pois aqui vos deixo a pedagogia das touradas:

 

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Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:01

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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2018

É VERDADE QUE O PS VAI PROPOR A REDUÇÃO DO IVA DAS TOURADAS PARA 6% CONFORME SE LÊ HOJE POR AÍ?

 

A notícia diz que o Partido Socialista anunciou hoje que apresentará uma proposta de alteração ao OE/2019 para incluir a selvajaria tauromáquica no conjunto de espectáculos culturais (?????) que terão uma redução do IVA para 6%, tendo os deputados socialistas liberdade de voto.

Então que desfeita é esta à senhora Ministra da Cultura?

Isto a ser verdade (custa-me a acreditar que o PS desça tanto, mas, como diz o ditado, em casa de doidos tudo é possível!) estão a mostrar a porta de saída a Graça Fonseca? Porque era isto que eu faria, se tal acontecesse, e mais, sairia de "sócia” socialista, com urgência, antes de ser apanhada pela pestilenta doença tauromáquica.

 

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Foto: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA © 2018 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

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Origem da imagem:

https://poligrafo.sapo.pt/politica/artigos/antonio-costa-diz-se-chocado-com-a-transmissao-de-touradas-mas-ha-10-anos-condecorava-forcados

 

Estas imagens pertencem ao passado, quando o Dr. António Costa era presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e condecorava carrascos de Touros, abraçava-os e aplaudia-os na arena (não era obrigado, pois podia enviar um substituto aficionado, que os havia). Mas as pessoas evoluem. E quando, já como primeiro-ministro, escreveu, na carta aberta ao caçador Manuel Alegre, que lhe chocava a transmissão de touradas na RTP, se não fosse dizer logo a seguir que, apesar disso, não lhe ocorria acabar com tal barbárie, eu até podia acreditar nesse choque, porque as pessoas têm o dever e o direito de evoluir.

 

E acredito que o Doutor António Costa queira evoluir. E terá o meu aplauso.

 

Mas a minha intuição sempre me fez desconfiar de tudo o que o Doutor António Costa diz com aquele seu ar bonacheirão, que lhe é tão característico, e que não teria mal nenhum, se deixasse esse ar para circunstâncias menos graves.

 

Esta posição do Partido Socialista foi transmitida aos jornalistas pelo presidente do Grupo Parlamentar do PS, Carlos César, no final da reunião semanal da bancada socialista.

 

Então, Dr. António Costa? Vão contradizer a senhora Ministra da Cultura, Graça Fonseca que, no debate do Orçamento do Estado para 2019, na generalidade, recusou descer o IVA de 13 para 6% no que respeita à selvajaria tauromáquica, alegando que se trata de uma questão de "civilização"?

 

O senhor vai dar o dito pelo não dito, e desdizer-se a si próprio, no que escreveu ao caçador Manuel Alegre?

 

Vai pôr a selvajaria tauromáquica ao mesmo nível dos verdadeiros espectáculos artísticos e culturais, sabendo como sabemos que a tauromaquia não passa de uma prática medievalesca e bárbara, que nem espectáculo é? E que os torturadores de Touros não são, nunca foram, nem nunca serão artistas de coisa nenhuma?

 

O que leva o Partido Socialista português, que se diz um partido de esquerda, a unir-se aos trogloditas, deste modo vexatório, arrastando na lama os valores humanistas e progressistas tão apregoados (falsamente?) pelo Socialismo?

 

Os trogloditas ameaçaram dar-lhe uma carga de pancada, Doutor António Costa? Como fazem comigo? É que mesmo assim, não devia ceder. A mim, os trogloditas andam sempre a ameaçar-me de tudo, até de morte, por eu defender, com todas as minhas garras de fora, a abolição desta peste tauromáquica que só envergonha o meu País e insulta o meu intelecto e envergonha a minha condição humana, e eu continuo a lutar pela  Causa dos que não têm voz, para se defenderem dos trogloditas, inclusive, dos trogloditas socialistas que propuseram desacreditar a senhora Ministra da Cultura.

 

Bem, eu não acredito nesta notícia (actualmente anda por aí a moda das “fake news”, e isto deve ser uma falsa notícia, coisa de muito mau gosto) pois seria uma grande afronta à actual Ministra da Cultura, e à inteligência dos Portugueses, para não falar num enorme retrocesso, que põe o Partido Socialista no rol dos maiores trogloditas portugueses.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia:

https://sicnoticias.sapo.pt/especiais/oe-2019/2018-11-15-PS-vai-propor-reducao-do-IVA-das-touradas-para-6?fbclid=IwAR3yprv_5X8FtxunVRLT5YoA4mkERuRTwK0bgzeyyl3nBPR2SJrubuahS6Q

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:31

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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2018

«Gente civilizada tem de defender a extinção das touradas…»

 

«… a bem dos animais, dos contribuintes e da evolução da sociedade». 

 

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Por

Joana Amaral Dias

 

«A tourada deve ser proibida porque cravar ferros num touro é torturar um animal por entretenimento. Pois, pois é, há uma tradição. Mas se a tradição fosse escritura em pedra, ainda hoje havia escravatura, etc. Tesourar o lombo de um bicho por diversão não é cultura. É sadismo. Que, ainda por cima, vive à conta dos dinheiros públicos, dos cofres dos municípios, da RTP que transmite e que a promove em horário nobre. Se os contribuintes não pagassem esta arena, possivelmente ela já teria desaparecido. Aliás, o Estado não pode nem deve patrocinar a violência, seja ela qual for. Portanto, a Ministra da Cultura não tem nada que manter ou deixar de manter o IVA desta barbárie. O Bloco não tem que pugnar pelo aumento do imposto. Gente civilizada tem é que defender a extinção dessas corridas. Mais nada. A bem dos animais, dos contribuintes e da evolução da sociedade. Por fim, não deixa de ser incrível que o deputado do PAN vote favoravelmente este orçamento quando ele mantém a normalização e a institucionalização da tourada.

 

 

Contudo, não esquecer de que o PAN caminha sobre estilhaços de vidro. Tem de ter cuidado. Os sedentos não devem ir demasiado depressa ao pote da água.
 
O PAN, com esta atitude de uma no cravo, outra na ferradura, tem dado um grande avanço à causa animal.
 
E isso é o que mais sobressai, e também importa...
 
 
"Que não se tenha pressa, mas que não se perca tempo.
O tempo vale ouro para os que tem vontade de viver."

(Miriam Lewer)
 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:03

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Terça-feira, 31 de Julho de 2018

A INUTILIDADE DO CARGO DE PROVEDOR DO “TELESPETADOR”, O YES-MAN DO LOBBY TAUROMÁQUICO

 

 

Eis a carta que a Susana de Faria, do “Gabinete de Apoio aos Provedores”, da RTP, enviou aos telespeCtadores que escreveram a Jorge Wemans, que dizem ser provedor do “telespetador” (seja lá o que isto for…) a protestar pela transmissão de touradas (leia-se actividade selvática, cruel e violenta) no canal público.

 

Talvez se fosse Provedor do TelespeCtador (como deve ser em Bom Português, e tal como o saudoso Jaime Fernandes) o senhor Wemans teria respondido de um modo mais condizente com os direitos dos telespeCtadores que lhe pagam o salário e os salários dos que mandam na RTP, canal público de televisão que esbanja o erário público a transmitir selvajaria tauromáquica, apenas para servir o pequeno e apoucado lobby tauromáquico.

 

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 Esta foi a postura de um autêntico Provedor, Jaime Fernandes, que soube ler as mensagens dos que, em maioria, protestaram contra a transmissão da barbárie, na RTP, estação pública de televisão.

 

Eis a carta, escrita à moda brasileira (com excePção de telespeCtador, que os Brasileiros salvaram da mutilação, e só os portuguesinhos muito ignorantes escrevem incorreCtamente), que diz da absoluta inutilidade de um cargo, que existe não para ser porta-voz das queixas dos telespeCtadores, mas para ser o yes-man dos patrões, não podendo desautorizá-los.

 

Pasmemo-nos com a resposta do senhor Wemans (fiz questão de grafar a vermelho os erros ortográficos, como é da praxe escolar, porque em Portugal escreve-se à moda portuguesa):

 

«Exmo(a) Senhor(a)

 

Encarrega-me o Senhor Provedor do Telespetador de lhe transmitir a seguinte resposta à mensagem que lhe enviou:

 

"Agradeço a sua mensagem.

 

Ela é em tudo semelhante a outras que recebi com igual teor. Houve mesmo defensores da sua posição que me enviaram mais do que uma mensagem. Também tenho recebido mensagens favoráveis à transmissão de touradas pela RTP. Já no ano passado, ao tomar posição sobre esta matéria, indiquei claramente que a decisão quanto à interdição da televisão pública transmitir touradas não deve estar dependente da opinião dos seus diretores, ou do seu presidente.

 

De facto e como certamente saberá, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social pronunciou-se favoravelmente à transmissão de touradas. Também o Parlamento, em assunto conexo, voltou, há menos de um mês, a chumbar diploma para acabar com as touradas.

 

Neste contexto e para além da minha opinião pessoal não creio que a RTP deva desautorizar as instâncias que regulam a sua atividade, interditando o que estas aprovam.

 

m/ cumprimentos,

Jorge Wemans

Provedor do Telespetador»

 

***

Inacreditável! Inconcebível!

Senhor provedor do “telespetador” (o que será isto!) o senhor quando aceitou o cargo sabia ao que ia?

 

Missão dos Provedores

Os Provedores do Ouvinte e do TelespeCtador têm por missão:

 

  • Representar e defender, no contacto com as Empresas de Serviço Público de Rádio e de Televisão, as perspectivas dos Ouvintes e dos Telespectadores diante da oferta radiofónica e televisiva.

 

  • Acentuar a fiabilidade do Serviço Público prestado pelas Estações de Rádio e Televisão da RTP, SGPS, SA, bem como promover a credibilidade e a boa imagem de todos os seus profissionais.
  • Estimular o cumprimento da ética profissional e dos códigos deontológicos por parte de todos os profissionais da RTP, SGPS, SA.
  • Fomentar os índices de receptividade dos diversos agentes das estruturas que participam na produção dos conteúdos, perante as observações dos Ouvintes e dos Telespectadores.
  • Contribuir para uma cultura de autocrítica e de prevenção de eventuais atitudes corporativistas no interior das Empresas, mas também por parte dos cidadãos a quem representam.

 

E sabe o que o senhor Wemans fez ao dar esta resposta?

 

Simplesmente fez ouvidos de mercador aos protestos dos inúmeros telespeCtadores que lhe escreveram, e vergou-se à também inútil ERC, que de ÉTICA nada sabe e está nitidamente ao serviço do pequeno e apoucado lobby tauromáquico, e vergou-se igualmente ao Parlamento, que não é bom exemplo para ninguém, uma vez que a maioria dos parlamentares está-se nas tintas para o senso comum, e também está ao serviço do pequeno e apoucado lobby tauromáquico.

 

Tenho muitas coisas de que me envergonhar neste meu infortunado País, que não tem culpa de quem nele desmanada. E esta é mais uma.

 

Demita-se senhor Wemans.

Não está a cumprir a sua missão, e não merece o salário que lhe pagamos. Os pró-tourada também pagam impostos, mas são uma minoria que envergonha o país. E se vivêssemos em Democracia, o Parlamento ouviria a voz da maioria, e não obedeceria tão servilmente ao pequeno e apoucado lobby tauromáquico, que só existe para encher os bolsos a duas dezenas de parasitas da sociedade portuguesa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:11

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Terça-feira, 13 de Março de 2018

«ANIMAIS EM RESTAURANTES?»

 

Um lúcido texto de Teresa Botelho, publicado no Blogue «Retalhos de Outono»

Faço também minhas todas as palavras da Teresa

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Legenda: cães aceitam-se; banqueiros interditos, excepto se pagarem uma taxa de entrada de 70.000 Euros

 

Texto de Teresa Botelho

 

«Não estava nos meus planos comentar este tema, porque tais celeumas não passam de canções de embalar de sociedades rústicas, atrasadas, míopes, desocupadas, egocêntricas e acostumadas a certas mediocridades que daqui a algum tempo se dissipam e entram nas nossas rotinas, porque a presença de um animal dentro de um espaço fechado ou numa esplanada cheia de gente, pouca ou nenhuma diferença faz... 

 

Quando como em casa, eles estão ao meu lado, mas o meu prato é para eles tão meu, como as taças onde cada um deles come, mas se por acaso eu cometer alguma gafe na qualidade ou quantidade de alimentos que lhes coloco e que só é reparada enquanto eles comem, peço-lhes licença e corrijo o erro, sem zangas nem ressentimentos, porque as rotinas criaram essa confiança que só a convivência e a comunicação nos conseguem dar.

 

Falei de comunicação?

 

Claro que sim, porque até uma criança que não aprendeu ainda a verbalizar as suas vontades, consegue comunicar com quem a quiser entender...   

 

É tão fácil saber se um animal está ou não confortável, se se sente à vontade no meio de nós, se o medo o faz fugir, ou o torna agressivo que só quem não estiver atento, poderá negar todos esses sinais e achar que está apenas perante qualquer pedregulho insensível, entalado algures numa falésia batida pela chuva e sacudida pelo vento...

 

Porque razão será que o arcaico egocentrismo humano, inventa espaços que considera só seus e não os pode partilhar com as espécies que humanizou? 

 

Sem dúvida que o termo "humanizar" serve de desculpa para críticas, mas porque razão se domesticaram alguns animais, roubando-os à Natureza, para que nos servissem para os melhores e para os piores fins?                                                             

 

Porque razão o cão, o gato e alguns outros, se dedicam incondicionalmente a quem os trata e sofrem com a sua ausência?

 

Se os traumas que residem em muitos humanos são justificados, porque razão num animal não o são?

 

 

A lei que permite a entrada de animais de companhia em espaços de restauração, foi sem dúvida um ultraje ao "status humanóide" de muitos ignorantes que nada mais são do que provincianos obtusos e mal informados, tal como o é a discriminação de que são vítimas aquelas "aves já não tão raras", que por opção própria, não se alimentam dos nacos de carne que satisfazem os outros da sua espécie. 

 

Perante tais desigualdades e constrangimentos, proponho que os velhos dísticos de proibição de animais, passem também a incluir "humanos herbívoros", porque discriminação por discriminação, pelo menos que se assumam estas, já que outras há que ficarão apenas pelos bastidores dos preconceituosos...

      

Confesso que me sinto envergonhada com tanta resistência à evolução, mas sempre fomos assim, por isso, já que os cães que vejo atados à porta do supermercado aguardando a chegada dos seus tutores, perante o entra e sai de tantos  estranhos e dos carrinhos de compras, com ar de abandono, se comportam melhor que as criancinhas que correm e perturbam lá dentro com as suas birras e atropelos, merecem não só entrar em qualquer espaço comercial, como em todos os lados e só questiono o porquê de tanto falatório...

 

Pelo menos os animais, comem sem mostrar aos outros o conteúdo que mastigam, não bebem em excesso nem criticam ninguém e a poluição sonora que sinto em muitos restaurantes ao fim de semana, talvez fosse menor se as pessoas tivessem a educação de muitos cães...

 

Prometera a mim mesma, não ver mais alguns programas que a RTP transmite, porque a falta de isenção dos "dinossauros" que os apresentam me agride, mostrando-me a degradação da ética jornalística instaurada, mas perante tantos comentários que li, a curiosidade fez-me ir às gravações e novamente me vi no meio de um chorrilho de idiotices e de ignorantes... 

 

Ora como sou obrigada a pagar uma taxa para sustentar a TV pública, era ainda preciso chamarem ao debate um certo doutorzinho Taxa, para vomitar as suas diarreias mentais através de trágicas cenas de terror a tirar para o cómico?           

 

É evidente que abandalhar um tema sério que nada tem de extraordinário em outros países, é a técnica dos broncos que precisam manter o país na penumbra da estupidez para se conseguirem destacar, mas se outros aplaudiram as baboseiras do sr. Taxas, a apresentadora parece ter gostado, porque ao dar-lhe tempo de antena, confirma o seu próprio prazo de validade vencido e a necessidade de engraxar quem lhe paga, para que lho prolonguem ...

 

Esquecendo agora as taxas, os jornalistas em saldo, mais as críticas a uma lei que incomoda tanta gente porque segundo alguns, "há coisas mais importantes a debater", parece-me que algo aqui se esqueceu, já que puxar pela cabeça está cada vez mais caro por cá. 

Nos tempos que correm, a temática animal, como tão bem foi dito e talvez menos ouvido no referido programa, tem várias vertentes e atrevo-me a acrescentar, como educadora que fui que a mais importante é a pedagógica, logo, a presença de animais no nosso dia a dia e a observação das suas posturas e comportamentos em sociedade, faz parte dessa aprendizagem. 

 

Quem pinta cenas de ataques a travessas, a mesas e às pessoas, está apenas a passar um atestado de irresponsabilidade e estupidez a quem integrou os seus animais na família, sociabilizando-os e confiando neles ao ponto de os levar de passeio ou de férias (que o digam os estrangeiros que nos visitam), sem ter que os condenar ao stress de um carro fechado ou de uma trela atada à porta.

 

Sejamos, portanto, sensatos e aceitemos com lucidez os novos tempos, porque não são só as tecnologias que ditam o progresso, a ética faz parte dele, se o quisermos equilibrado e justo.»  

 

Fonte:

https://retalhosdeoutono.blogspot.pt/2018/03/animais-em-restaurantes.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:56

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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018

A LÍNGUA DOS PAPA-LETRAS!

 

E é “ADÔTO”, “ADUÇÃO”, “CUÂÇÃO”, “DIRÊTO”, “DIRÊTA”EXCÊTO”, “REC’ÇÃO” (é assim que estas “coisas” se lêem), e agora mais este “ADÊTO”...

 

Que raio de língua é esta?

 

Disseram-me que é a Língua dos Papa-Letras, uma nova linguagem que anda por aí à solta, sem eira nem beira, sem origem, sem raiz, sem pátria…

 

E quem são os Papa-Letras? São obviamente uns seres sem espinha dorsal, que andam por aí a vergar-se a tudo e a todos, sem o mínimo espírito crítico…

 

ADÊTOS.png

INCOERÊNCIA.png

Quanta incoerência! Afinal em que ficamos?

Estavam em “dirêto”, mas a discriminação era “dirêta” ou “indiréta”? Qual o critério?

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:17

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Domingo, 4 de Fevereiro de 2018

SABIAM QUE EM PORTUGAL OS TRIBUNAIS APLICAM MEDIDAS PREVIAMENTE COADAS?

 

Antes de dizer ao que venho, quero deixar aqui bem claro que a Língua Portuguesa é a Língua Portuguesa. Ponto. Uma língua de raiz indo-europeia e greco-latina. Ponto. Uma Língua que absorveu o léxico dos vários povos que viveram na Península Ibérica *, tais como os Celtas, os Iberos, os Lusitanos, os Romanos, os Suevos, os Visigodos, os Árabes. A Língua assimilada de todos estes povos constitui a Língua Portuguesa Culta. Ponto. A Língua dos Portugueses. Ponto.

 

(* Para quem não sabe, a Península Ibérica está situada na parte mais ocidental da Europa, e jamais pertenceu à América do Sul).

 

COAÇÃO.png

No que respeita ao AO90, não sei qual é a posição do José Alberto Carvalho (que conheci quando trabalhava na RTP, e sempre o tive como um Jornalista de excelência, profissionalmente e humanamente falando. Mas que esta “coação”, nesta imagem, não diz a treta com a careta, não diz, caro José Alberto. Não diz. E como é lamentável!

 

Pois é. Isto vai por aí uma “coação” pegada, na nossa muito subserviente comunicação social (e não só na TVI) destituída de qualquer brio profissional e de conhecimentos básicos da Língua Portuguesa. É que este substantivo feminino lê-se “cuâção”, (e posso afirmar que apenas os ignorantes lêem esta palavra abrindo o primeiro a), e o significado de coação (cuâção) nos dicionários de Língua Portuguesa **, é a acção ou o resultado de COAR, de filtrar um líquido; é sinónimo de coadura = passagem de um líquido pelo coador, ou o líquido já coado. Nada tem a ver, portanto, com COAGIR.

 

(** Nestes, não se incluem os dicionários acordistas que, cheios de erros básicos, são bons apenas para fazer fogueiras neste Inverno (com I maiúsculo) tão frio…

 

Isto é simplesmente, uma vergonha!

 

Já um destes dias, publiquei um texto sob o título

DEPUTADA DA NAÇÃO COAGIDA A NÃO VOTAR CONTRA O AO90 NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

 

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/deputada-da-nacao-coagida-a-nao-votar-98802

 

onde se refere a “moda” de os governantes andarem por aí a coagir (obrigar a fazer ou a não fazer algo, usando a chantagem, a força ou outro processo violento ou moralmente inadmissível, que nada tem a ver com COAR) deputados da Nação, quando se trata de votar matérias tabus, no Parlamento. Ora o AO90 (entre outras) é uma matéria tabu no Parlamento, a qual convém ao ministro dos Negócios Estrangeiros, ao primeiro-ministro e ao presidente da República silenciar ou puxar a brasa para a sardinha deles, quando se trata de votar.

 

Muitas vezes me pergunto o que levará “profissionais” da comunicação social portuguesa a escrever e ler mal a nossa Língua?

Há três hipóteses:

 

- ou já nasceram parvos, e como tal não deviam ocupar cargos que dizem respeito à coisa pública;

- ou fazem-se de parvos, a troco de dinheiro;

- ou sujeitam-se a ser parvos, com medo de serem despedidos.

 

Conheço alguns que se encaixam nas duas primeiras hipóteses e, portanto, são o que são, e a mais não são obrigados.

 

Também conheço muitos que, com medo de serem despedidos, sujeitam-se a fazer papel de parvos. E isso é terrível.

 

A mim, se me dissessem: «pagamos-te para fazeres-te de parva, ou vais para o olho da rua…», eu escolheria o olho da rua, porque é mais honesto andar a pedir esmola do que vender a alma ao diabo. Até porque há alternativas.

 

Simplesmente, esta geração de “jornalistas” tem medo de se UNIR, em bloco, e enfrentar as feras, e defender, com justa causa, o seu mais precioso instrumento de trabalho: as palavras bem escritas e bem ditas. Ou escrevemos e lemos correCtamente a nossa Língua, ou não há nada para ninguém… Sem jornalistas, a comunicação social PARAVA.

 

O mesmo acontece nas escolas: se os professores se UNISSEM e se RECUSASSEM, em bloco, a “ensinar” os alunos a escrever segundo a cartilha brasileira, sendo eles cidadãos portugueses, logo, europeus, logo, tendo o direito a ser tratados como europeus, e não como sul-americanos, as escolas PARAVAM. E como é fácil desensinar o que foi mal ensinado! As crianças aprendem e desaprendem tudo, rapidamente!

 

Conclusão: só os cobardes necessitam da mentira para iludir a realidade. E a realidade é que um tsunami da mais crassa ignorância está a assolar o país e a fazer dele a cloaca linguística da Europa. E o pior, é que quem poderia travar este tsunami, abraçou a cobardia.

 

Lamentável! Muito lamentável!

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:16

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