Terça-feira, 17 de Abril de 2018

PENAS TÊM-NAS AS GALINHAS...

 

TRIBUNAL.jpg

 (Origem da imagem: Internet)

 

As notícias que ultimamente têm vindo a público sobre crimes hediondos praticados no nosso país (que já não é o de brandos costumes e ainda menos o de duras leis) e os perpetrados nos E.U.A., por exemplo, e as penas aplicadas aos respectivos criminosos, suscitaram-me uma reflexão acerca do abismo existente entre a justiça que se administra num e noutro país.

 

Sei que não vou modificar coisa nenhuma, se disser o que penso sobre o Código Penal Português, porém, ficará o testemunho de alguém que, decididamente, não acredita na justiça do seu país.

 

Bem sei que em Portugal, apesar de tudo, os crimes mais horripilantes não acontecem todos os dias, e que nos E.U.A. (o modelo do que se faz do bom e do pior), eles (os crimes) são o pão nosso de cada dia, e há que existir penas elevadas para tentar travar essa criminalidade (se bem que não resultem, nem sequer a pena de morte, com a qual não concordo, em absoluto).

 

Contudo, tem-se verificado que no nosso país, de há alguns anos a esta parte, crimes que nem ao diabo lembra, aumentaram assustadoramente. E o que acontece? Os criminosos são punidos com peninhas de galinha. Ficam meia dúzia de anos na prisão, e depois, porque até são boas pessoas, comportaram-se muito bem, durante a estadia entre as grades, com um conforto que muitas vezes não têm cá fora, e principalmente porque a TV os transforma em heróis muito coitadinhos, com entrevistas que fazem as pedras chorar, e depois há que soltá-los. E se uns poucos até se reabilitam, outros, mal se apanham cá fora, retomam a vida criminosa, com maior vigor ainda, cheios de raivas acumuladas.

 

Em Portugal, o violador de um bebé (que não tem como se defender) leva uns oito anos no máximo de prisão (quando não o deixam à solta, apenas com a obrigação de se apresentar de X em X dias na esquadra da PSP). Uma vergonha! Nos E.U.A., aqui há uns anos, aquele pugilista que violou uma jovem de 18 anos (que já tinha muito tino para saber que não se vai para um hotel, com um matulão daqueles, tomar chá com torradas) podia ter apanhado uma pena até 60 anos de prisão.

 

Estou a recordar-me também do hediondo “crime da mala” (de Braga) cujos criminosos apanharam uma pena conjunta (45 anos) menos do que a do violador americano.

 

 

Enfim, no nosso país, um violador, um esquartejador, um matador que mate com requintes de malvadez, se for considerado debilzinho, coitadinho, não pode ir para a cadeia, e a nossa justiça, nesses casos, age como Cristo na hora da agonia: perdoe-se-lhes os crimes, porque não sabiam o que estavam a fazer!

 

Hoje em dia, não podemos dar um estalo (para não ir mais longe) a um ladrão que nos entre em casa. Deus nos livre! Vamos nós para a cadeia, por agressão, e o ladrão não sofre nada, porque não teve tempo de roubar nada.

 

A propósito, não resisto a contar uma peripécia passada comigo, já há algum tempo. Estava eu num determinado sítio a tentar levantar dinheiro de uma máquina automática, em pleno dia, quando sinto uma pressão nas costas, e uma voz grave, de homem, a dizer: «Isto é um assalto».

 

Instintivamente, olhei para o chão para ver onde estavam colocadas as pernas do assaltante, ao mesmo tempo que levantava o calcanhar para lhe aplicar um “golpe baixo” que o neutralizasse. Um golpe, entre outros, que aprendi, no Brasil, para defesa pessoal.

 

Nisto ouvi um “espera lá” gritado, e depois uma gargalhada. Era uma partida de um amigo brincalhão. Não aconteceu nada de grave. O “assaltante” não era um assaltante. Mas se fosse? E se o golpe resultasse? Talvez eu fosse parar à prisão, e ainda teria de pagar uma indemnização ao assaltante, por danos físicos, morais, pedir-lhe muita desculpa, etc., etc., etc,.

 

São as leis que temos. E não vale a pena recorrer à justiça, pois esta fica por aplicar.

 

Lembro-me de um crime que envolveu dois idosos, barbaramente assassinados, com um martelo de picar carne, há uns anos. A PJ deixou-me entrar no local do crime (a casa onde viviam), estavam ainda os corpos no sítio exacto onde foram mortos. Eu, naquele momento, era a única jornalista. Sem mexer em nada, verifiquei tudo o que me interessava para a reportagem e mais alguns pormenores para a investigação que me propus fazer para ajudar a polícia a encontrar o assassino, uma vez que me revoltei com o que vi e até porque conhecia os velhinhos.

 

Consegui, por mero acaso, descobrir quem foi o assassino, homem influente, no meio, que andou à solta até morrer de um cancro, passados uns anos. Nunca foi preso, as autoridades “nada conseguiram apurar” e o caso foi arquivado. O Inspector, que andava a investigar o caso, foi inesperadamente mandado para casa com uma boa reforma. Eu fui contar à polícia o que descobri. Que guardasse para mim as minhas descobertas. Foi uma luta que travei sem glória. Ainda cheguei a ser ameaçada. Não foi feita justiça. E eu que descobri todo o enredo, pormenorizadamente! Revoltei-me, como é óbvio. De vez em quando lá passava eu pelo assassino. Ele sabia que eu sabia, porque o interroguei. Olhava para mim com uns olhos, que se matassem, já estaria morta. E eu tive de engolir aquela afronta. Não me deixaram outra opção.

 

Este duplo assassinato (sem culpado) e os dois processos, aos quais estive kafkianamente ligada durante dois anos, abusivamente enredada nas malhas da justiça, deixaram-me completamente descrente da justiça portuguesa.

 

E uma vez que fui aconselhada por um amigo Delegado do Ministério Público a “mergulhar” nesses meandros para ficar a conhecer por dentro e por fora o que é um tribunal português, e ainda porque nunca perdi uma história dos inspectores Maigret, Poirot e Holmes, decidi dedicar-me ao estudo desses assuntos judiciais e policiais.

 

Aquilo que hoje sei poderá valer-me um dia, quem sabe, para escrever histórias verídicas do arco-da-velha.

 

E enquanto, no meu país, os bandidos forem mais protegidos por leis, do que os cumpridores dos seus deveres cívicos, sociais e morais, não me cansarei de dizer que penas têm-nas as galinhas!...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:12

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Terça-feira, 13 de Março de 2018

«ANIMAIS EM ESPAÇOS DE RESTAURAÇÃO: O QUE MUDA COM ESTA LEI?»

 

«Nos últimos dias foram muitas as notícias, opiniões e comentários sobre a nova lei que permitirá a permanência de animais em estabelecimentos de restauração e que é o resultado de propostas trabalhadas e aprovadas unanimemente por todos os partidos da Assembleia da República.» (PAN)

 

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Foto: Tom Williams/ Getty Images

 

Aos partidos PS, PSD, PCP e CDS/PP, de vez em quando, lá lhes dão para concordar com algo que tenha a ver com evolução, no que respeita aos animais não-humanos, pretendendo, deste modo, atirar uma areiazinha para os olhos dos Defensores dos Animais. Porque levar animais aos restaurantes (o que apesar da lei, não vai ser obrigatório, para quem tem animais) este tipo de lei, não implica esvaziar os bolsos dos “amiguinhos”, como no caso das touradas, em que os Bovinos e Cavalos não são considerados animais, nem de companhia, nem de pecuária, estes partidos, que aglomeram os maiores aficionados da barbárie, unem-se, e não há propostas, por mais civilizadas que sejam, que eles aprovem por unanimidade.

 

 

Não é interessante? Pois é!

Quem não os conhecer que os compre.

 

***

 

Mas afinal, o que muda com esta lei? Aqui ficam as respostas do PAN – Pessoas, Animais – Natureza

 

 

1º Liberdades

 

Esta lei trata de duas liberdades. Por um lado, a de os proprietários fazerem uma escolha sobre se querem ou não permitir a entrada de animais nos seus estabelecimentos e poderem regulamentar sobre que e quantos animais podem entrar. Por outro, a liberdade de os cidadãos escolherem que tipo de estabelecimento comercial pretendem frequentar.

 

2º - Sinalização

 

Nem todos os restaurantes permitirão a entrada a animais. Os que o fizerem terão à entrada um dístico sinalizando essa possibilidade. Haverá certamente diferentes opções para todos os gostos ou visões. Aqui, não se trata de uma imposição: trata-se de dar às pessoas uma nova possibilidade de escolha. As pessoas que são alérgicas ou têm fobias têm, como sempre tiveram, a possibilidade de escolher frequentar outros locais, tal como uma pessoa que não gosta de determinada comida tem a possibilidade de escolher frequentar outros locais.

 

 

3º - Uma lei sobre animais de companhia

 

Esta lei exclui os animais de pecuária. A legislação portuguesa já define o que são animais de companhia e a legislação relativa aos animais de pecuária também distingue que espécies se incluem neste âmbito. Assim, o proprietário do estabelecimento pode escolher entre permitir a entrada a todo o espectro de animais de companhia (mesmo os exóticos desde que devidamente acondicionados) ou permitir apenas a entrada de cães e de gatos.

 

 

4º Higiene e segurança

 

Os proprietários podem definir quais são as áreas em que os animais podem permanecer. No entanto, estes não podem circular livremente nos estabelecimentos, estando totalmente impedida a sua permanência nas zonas de serviço e junto aos locais onde são expostos alimentos para venda. Pode ainda ser recusado o acesso ou permanência aos animais que, pelas suas características, comportamentos, eventual doença ou falta de higiene, perturbem o normal funcionamento. A admissão dos animais está dependente de estes permanecerem com trela curta ou devidamente acondicionados.

 

Quanto a possíveis conflitos, os princípios que regem as relações socais também orientam esta nova possibilidade de escolha que se abre à população, e as responsabilidades são imputadas aos detentores dos animais. Em todo o caso, caberá às autoridades fiscalizar o cumprimento da lei por parte dos estabelecimentos, responsabilizar as pessoas e receber e articular as denúncias, como já acontece com outras matérias.

 

5º Adequar a lei às dinâmicas sociais

 

Alemanha, França, Itália, Suíça, Holanda, Irlanda, entre tantos outros países, permitem a entrada de animais em estabelecimentos comerciais. Aliás, muitos destes países produzem legislação mais ampla e avançada a pensar no bem-estar e na protecção dos direitos dos animais. Em Portugal, muito há ainda por fazer. Sempre e quando existe uma mudança de consciência e de paradigma, os processos de aceitação e implementação são lentos. Passo a passo, caminhamos rumo à empatia por todos os seres.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/notes/pan-pessoas-animais-natureza/animais-em-espa%C3%A7os-de-restaura%C3%A7%C3%A3o-o-que-muda-com-esta-lei/1708215899239498/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:08

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Domingo, 29 de Outubro de 2017

PALAVRAS SEM SENTIDO QUE O AO90 ANDA POR AÍ A GRELAR…

 

… com o aval dos que podem e (des)governam…

 

E como estas, existem centenas de “intumescências” ortográficas na comunicação social, nos ofícios, comunicados e documentos governamentais, nos sites do governo português, em simples textos na Internet, nos comentários no Facebook… em cartazes, na publicidade, em legendas de filmes, e rodapés televisivos, nos próprios livros acordizados (e nestes há coisas de bradar aos céus!) enfim, pobre Língua Portuguesa que tão maltratada e espezinhada anda por aí…

 

Vejam-se estes exemplos, que não se esgotam nesta amostragem…

 

São palavras sem sentido, que o aparvalhado AO90 anda por aí a grelar.

 

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 Origem da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1988774657814201&set=p.1988774657814201&type=3&theater&ifg=1

 

«INTERSETAR»

(leia-se inters’tar)

 

A PSP só podia ter tido grande dificuldade em meter no meio de setas os tais suspeitos… E como se isto não bastasse, estão em "âçãoseja lá o que isto for…

 

***

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Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10212944896075776&set=gm.1154280601342061&type=3&theater&ifg=1

 

«PARA A REVOLTA» marchar… marchar…

 

Realmente não há chuva para a revolta. É que nem sequer sabem que uma preposição vestida de verbo é coisa carnavalesca...

 

PARA PARA PENSAR UM POUCO Jornal i… (Até fico gaga!!!!)

 

***

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Origem da Foto:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=530507693966746&set=a.223017458049106.1073741829.100010225601299&type=3&theater&ifg=1

 

«EXCETO ("excêto") … EXETO ("exêto"?)»

 

O que é isto?

 

Isto é o descalabro dos descalabros. Nem os Brasileiros têm estes monstrinhos no seu léxico. Vá-se lá saber o que significa excêto e exêto… 

 

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 Origem da foto:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10209682743857805&set=gm.1154122778024510&type=3&theater&ifg=1

 

«ABRUTAMENTE»?

 

Pois…à bruta! A bruta mente gera antilogismos como este…

 

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CONVIÇÕES.png

 

Origem da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10210109935769071&set=gm.924798644338117&type=3&theater&ifg=1

 

«CONVIÇÕES» muito «convitas» da estupidez reinante…

 

É o pior, é que segundo os Tradutores contra o Acordo Ortográfico, «no original, figurava "convicções", mas no Expresso acharam por bem cortar a consoante e, assim, fazer jus ao que apregoaram logo em 2010 (http://bit.ly/2duMAXV): «Expresso poupa letras e adota acordo ortográfico». Efectivamente, assim é. Continuem a dar razões aos opositores».

 

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MIXORDÊS.png

 Origem da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10210826683638231&set=gm.2013967218847783&type=3&theater&ifg=1

 

A isto é o que se chama  «EXTENDER» ao comprido...

 

E o mixordês é exactamante isto: esta mistura de Português, de acordês-malaquês e de estupidez

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 Origem da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1638067449558781&set=gm.2013260978918407&type=3&theater&ifg=1

 

TEM «HAVER» … então não tem?

 

Tem a ver com uma descomunal ignorância...

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TVI.png

 Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155814907642389&set=gm.927471130737535&type=3&theater&ifg=1

 

Aldeias AFECTADAS, muito bem, mas EX-DIRETOR (leia-se ex-dir’tor), muito mal…

 

A isto chama-se mixórdia ortográfica, a tal em que está em vigor em Portugal… 

 

***

Pois é, doutor António Costa, primeiro-ministro de Portugal.

 

É esta mixórdia ortográfica que o Senhor e o seu governo estão a promover no nosso País, que tem a desventura de ser desgovernado assim tão desnorteadamente…

 

Que tristeza! Apenas Portugal e o Brasil teimam nesta pobreza ortográfica, e mesmo assim, apenas os incultos, porque os cultos não a adoptaram, nem adoptarão jamais.

 

Cabo Verde está a promover o seu CRIOULO, no que faz muito bem. Sempre é mais culto e escorreito do que esta mixordice de ortografia que anda por aí… sem o mínimo senso e lógica. A Língua Portuguesa, em Cabo Verde, já é a segunda língua. 

Por isso, uma vez mais vimos exigir lucidez e que devolvam a Língua Portuguesa a Portugal!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:20

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Quarta-feira, 6 de Setembro de 2017

MANIFESTAÇÃO PACÍFICA ANTI-TOURADA EM PONTE DE LIMA

 

Porque Ponte de Lima não merece tão má sorte...

 

PONTE DE LIMA.jpg

 

Está prevista para o próximo Domingo, dia 10 de Setembro, uma manifestação pacífica, organizada por um grupo de activistas anti-tourada que pretende dizer NÃO a uma actividade que em nada dignifica Ponte de Lima.

 

A tourada integra-se no programa das Feiras Novas, uma iniciativa, portanto, a boicotar.

 

Liliana Marques, porta-voz deste movimento cívico, referiu: «Somos contra a violência. O nosso único objectivo com esta concentração pacífica, mas de protesto contra a tourada, é sensibilizar as pessoas para a necessidade de se acabar com estes espectáculos bárbaros» acrescentando que na segunda-feira foi comunicada à Câmara Municipal, PSP e GNR a realização desta iniciativa durante a edição 2017 das Feiras Novas, que decorre entre os dias 08 e 11 de Setembro.

 

O protesto pacífico que decorrerá entre as 16:00 e as 20:00 horas, está a ser convocado nas redes sociais, através da página "Ponte de Lima Sem Tauromaquia", criada para este efeito, onde se diz que «Ponte de Lima tem tradições e costumes que, em pleno século XXI, não fazem sentido algum, como maltratar animais para divertimento do ser humano» apelando à participação de "todos os que são contra este acto bárbaro, doentio, psicopata e sádico" nesta manifestação pacífica.

 

O evento tauromáquico contestado, vai decorrer numa arena amovível, instalada no recinto da Expolima, para a qual se chamou a atenção das autoridades, porquanto raramente, nestas situações, a Lei é cumprida, o que leva à realização de actividades ilegais.

 

É de lamentar o regresso das touradas ao programa das Feiras Novas, depois de oito anos de interregno, o que significa que Ponte de Lima em vez de progredir, continua na senda do retrocesso.

 

Lamentável, senhores autarcas de Ponte de Lima.

 

Absolutamente lamentável.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:36

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Quarta-feira, 23 de Agosto de 2017

SERÁ PORTUGAL UMA REAL REPÚBLICA DAS E DOS BANANAS?

 

Só num país que anda à deriva, sem lei nem roque, é que um cidadão português tem o descaramento de vir a público apelar ao não cumprimento da Lei.

 

Por muito menos, já estive detida numa esquadra da PSP, quando defendia um Direito (que me mostrassem a Lei) e um cidadão francês, trovador de rua. A detenção baseou-se no facto de eu ter incitado o trovador a não assinar uma nota de culpa, que ele, realmente, não tinha.

 

Luís Capucha, o incitador ao incumprimento da lei, não merecerá, no mínimo, uma reprimenda?

 

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Exmos. Srs.

 

A Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal (A.T.T.P.) emitiu um comunicado público dando o seu (mau) parecer sobre a entrada de menores nas praças de touros, depois do sucedido na novilhada em Vila Franca de Xira, bem como em alguns outros locais, em que inspectores da IGAC e agentes da PSP, no cumprimento rigoroso da Lei, impediram alguns pais com os seus filhos de colo, de entrarem na praça para assistir a essas actividades impróprias para crianças de todas as idades, conforme pode ser constatado no seguinte link:

 

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/pan-apela-a-camara-municipal-para-711714

 

 

O comunicado assinado por Luís Capucha, presidente da TTP, é algo completamente bizarro, e demonstrativo da grande malformação mental dos que estão mergulhados nesta actividade que querem, à força, seja da normalidade.

 

O estranho comunicado pode ser lido, na íntegra, neste link:

http://www.tauronews.com/t-t-p-emite-comunicado-entrada-menores-nas-pracas-toiros-da-polemica-vila-franca/

 

Infelizmente, é prática absolutamente (a)normal a entrada de crianças de tenra idade nestes locais, sem que haja qualquer tipo de intervenção das autoridades ou mesmo dos vossos serviços. E isto sucede mesmo quando, atempadamente, é dado o alerta para o que se irá ou está a passar nesses locais.

 

Posto isto, apelo simplesmente, a que a Lei seja cumprida.

 

Atentamente,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:00

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Quarta-feira, 15 de Março de 2017

SANTARÉM FESTEJA SÃO JOSÉ COM FUTEVACA E MESA DA TORTURA COM O AVAL DA PSP, DO GOVERNO E DA IGREJA CATÓLICA????

 

Isto é a sério ou a brincar?

Futevaca????? Mesa da Tortura????? Seja lá o que isto for, isto é vil, é diabólico, é coisa de “gente” bronca.

 

A Polícia de Segurança Pública surge como um dos parceiros de diversas actividades tauromáquicas que vão decorrer no próximo fim-de-semana em Santarém, para festejar São José, como se São José fosse o autarca lá da terrinha…

 

A Plataforma Basta pede que se questione a PSP sobre esta parceria em actividades que colocam em causa o bem-estar dos animais e das crianças, neste link: www.facebook.com/policiasegurancapublica

 

 

Entretanto observe-se o cartaz:

 

S JOSÉ.png

 

A cerveja Sagres, a REPSOL, os cafés Delta, as Águas de Santarém associam-se à PSP nesta vergonhosa e vil celebração de um Santo da igreja católica (assim em letra minúscula porque não merecem mais), com uma série de iniciativas diabólicas e trogloditas, que nem ao diabo lembraria.

 

Isto é inacreditável, inaceitável, imoral, asqueroso, repulsivo…

 

Santarém é um antro de mediocridade, de selvajaria, de barbárie.

 

Onde estão as autoridades deste país?

 

Crianças vão estar envolvidas nestas actividades que envergonham até os piolhos portugueses, que se comportam com muito mais dignidade, sendo parasitas.

 

Isto só mesmo num país governado por políticos que não têm um pingo de sentido crítico e de cultura culta.

 

Isto só num país mediavalesco e grotesco.

 

Há que BOICOTAR Santarém e todas as marcas que patrocinam esta celebração católica com actos diabólicos.

ENTRETANTO A PSP FEZ O SEGUINTE ESCLARECIMENTO

 

PSP.png

 

«Esclarecimento - Festas de São José em Santarém

A Polícia de Segurança Pública informa que o Comando da PSP de Santarém participa, à semelhança dos anos transactos, nas Festas de São José, as quais se inserem nas comemorações do feriado municipal de Santarém, com actividades direccionadas à população/visitantes.

 

A PSP terá no local uma exposição estática em stand e fará demonstrações de algumas das suas valências, não estando envolvida na organização das demais actividades calendarizadas, nomeadamente as tauromáquicas.

 

Para além desta participação, assegurará a segurança ao espaço das festas (Campo Infante da Câmara - Casa do Campino) e reforçará o policiamento, como medida preventiva, em face do previsível aumento do fluxo de pessoas durante as festas.

 

Assim, a parceria desta Polícia com a organização das Festas de São José (CM Santarém e Viver Santarém – Empresa Municipal) restringe-se às acções acima referidas, não podendo, nem devendo, ser interpretada como patrocinadora/promotora de quaisquer outras actividades.»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/policiasegurancapublica/photos/a.118723868183136.28032.109274852461371/1265065753548936/?type=3&theater

 

NO ENTANTO…

 

… no cartaz, aparece o logotipo da PSP ligado APENAS a ACTIVIDADES TAUROMÁQUICAS, do mais baixo nível...

 

Se me é permitida a expressão: a treta não diz com a careta…

 

E é como diz o Jorge Freitas:

 

«A PSP de Santarém não se deve desculpar, deve agir em conformidade.


O esclarecimento publico da PSP de Santarém é dúbio e fugaz... ... ..., muito fugaz.

.1 - Está no cartaz como patrocinador.
.2 - Se não é patrocinador tem de agir em conformidade.
.3 - Se não age em conformidade, é cúmplice.
.4 - Se é cúmplice, assume a responsabilidade.
.5 - Se a PSP de Santarém assume a responsabilidade, em minha opinião está a cometer um crime. Maltratar apenas por divertimento e lucro (ou outra razão qualquer), um animal, seja ele, de companhia, doméstico ou feroz, é crime.
.6 - É lamentável e triste ver uma força de segurança envolvida nesta vergonha, e quando criticada apenas se desculpa, mas nada faz (que até este momento seja público) quanto ao cartaz.

Recordo e lamento que no cartaz está escrito algures, no lado direito inferior:

** MESA DE TORTURA **

Eu pergunto, tortura a quem?, ou a quê?.
Pergunto ainda: com a permissão de quem?.

Fico à espera de respostas.»

Faço minhas estas palavras e também fico á espera de respostas.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:09

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Sexta-feira, 3 de Junho de 2016

ACTIVISTA HOLANDÊS FOI BRUTALMENTE AGREDIDO POR AFICIONADOS NO campo pequeno…

… depois de ter invadido PACIFICAMENTE aquela arena de tortura, onde um jornal carniceiro promovia uma sessão de selvajaria tauromáquica.

 

No dia em que o governo de Portugal aprova que as crianças podem assistir e participar nestas sessões de selvajaria tauromáquica, extensível também aos seres humanos.

 

Mas no campo pequeno não há lugar para delicadezas. No campo pequeno só há lugar para tortura, crueldade, violência e muita pancadaria, porque estes sãos os únicos (des) valores que os tauricidas conhecem.

 

 

Então Peter Janssen, um verdadeiro HERÓI, levou patadas, bofetadas e foi mordido, sem que ninguém o socorresse. Mas foi este pacifista, barbaramente espancado, que saiu do campo pequeno algemado, tendo passado a noite no hospital, a fazer exames, incluindo uma TAC, tal era o estado grave em que se encontrava.

 

Lamentável a atitude dos trogloditas.

 

Louvável a acção deste HERÓI. Porque Peter Janssen é um verdadeiro HERÓI, que caiu nas mãos dos COBARDES talibãs da tauromaquia.

 

***

 

Testemunho de Lisboa Anti-tauromaquia

 

 

«Peter Janssen, um activista de nacionalidade holandesa, invadiu a noite passada a arena da catedral de tortura de Lisboa, no Campo Pequeno, para passar PACIFICAMENTE uma mensagem à tauromaquia.

 

(…)

Peter saltou para a arena exibindo no peito a mensagem "Basta de Tortura" e nas costas "Respect for Animals". Não o agrediram à frente do público mas assim que as portas se fecharam, no túnel, deram-lhe murros, pontapés no corpo e cabeça, morderam-no, ameaçaram-no de morte, ofenderam a sua mãe (…) teceram comentários xenófobos "Vai para a tua terra ó 'cámone!' e "Vai para a tua terra ó palhaço!", entre muitas outras verbalizações ao nível a que já nos habituaram. Até a polícia conseguir chegar junto dele foi sempre a descarregar a violência natural de tauricidas (…).

 

É nisto que querem transformar as crianças e ainda são apoiados pelos nossos governantes.

 

(No final do protesto habitual junto à praça de touros do Campo Pequeno, ainda cá fora a conversar com amigos, ouvimos gritos e assobios que soavam dentro da praça e passados alguns minutos testemunhámos a saída do Peter seguido de dezenas de aficionados que o agrediam, ofendiam e ameaçavam "Deixem-no aqui connosco!" diziam à polícia. Aproximámo-nos para ver o que se passava e já protegido pela polícia, acabámos por conhecer pessoalmente alguém a quem só podemos chamar herói.)

 

Talvez a intervenção do Peter nos inspire a todos, já que os vários tipos de activismo cá praticados, dos menos aos mais políticos, não estão a ser eficazes

 

Esclarecimentos de Rui Silva (um activista bem informado)

 

«1 - A PSP nem sequer se preocupou em identificar os agressores deste activista, e é importante que se saiba que quando a PSP chegou ao local da agressão os agressores estavam todos aos murros, aos pontapé e a morder o activista à dentada. Portanto, se estivessem de facto preocupados em cumprir o seu dever teriam imediatamente identificado os agressores.

 

2 - O activista nunca foi libertado, como se diz numa noticia ("O activista de 31 anos foi de seguida libertado, sob notificação, e acompanhado pelas autoridades ao Hospital de Santa Maria(...)"]. Assim que a PSP chegou ao local onde estava a ser agredido, a PSP teve o cuidado de imediatamente agarrar, prender e algemar o activista, que estava a ser vítima de brutais agressões que o levaram a perder a consciência a certa altura, tendo-se no entanto "esquecido" de identificar os agressores.

 

3 - Depois de preso e algemado o activista foi levado para a esquadra da PSP para interrogatório e dado o grave estado em que se encontrava foi levado pela PSP para o Hospital de Santa Maria onde fez uma TAC, diversos Raios X e recebeu tratamento em relação aos graves ferimentos e contusões que apresentava.

 

4 - Portanto também não é verdadeira a afirmação da PSP de que "(...) Janssen apresentava “pequenas escoriações e hematomas” fruto das agressões."

 

5- Pior ainda, o activista, vitima duma brutal agressão, foi tratado como um autêntico criminoso, tendo passado a noite numa cela da PSP e foi levado pela manhã para o Campus de Justiça para ser submetido a interrogatório perante o Juiz.

 

No Campus de Justiça foi nomeado um advogado oficioso e um tradutor de holandês para o activista

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:16

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Quinta-feira, 28 de Abril de 2016

MINI CONFERÊNCIA EM VIANA DO CASTELO SOBRE DIREITOS DOS ANIMAIS

 

Carta da activista Ana Macedo enviada a várias entidades, a propósito da mini conferência realizada em Viana do Castelo, sobre os Direitos dos Animais

 

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Exmos. Srs.

 

Na sequência da realização a conferência “Direitos dos Animais”, no passado dia 10 de Abril de 2016, que teve lugar no Auditório do Museu de Artes Decorativas de Viana do Castelo, os presentes acordaram nos seguintes pontos:

 

1.º Um agradecimento à Câmara Municipal de Viana do Castelo pela cedência do espaço para este exercício de cidadania activa, bem como às senhoras funcionárias do Museu de Artes Decorativas pela cooperação e gentileza.

 

2.º Os presentes, enquanto cidadãos e munícipes empenhados nas temáticas relacionadas com Direitos dos Animais e bem-estar animal, manifestaram a sua viva preocupação com o facto do fim das políticas de abate nos canis municipais se configurar como muito próximo sem que se esteja a preparar caminho para que essa realidade se torne possível sem sobressaltos.

 

É certo que são sacrificados anualmente (números conhecidos, que poderão enfermar de cifras negras) 100.000 animais de companhia nos canis municipais. Tal opção legislativa obrigará as autarquias a encontrar opções válidas e adequadas para animais errantes ou abandonados. Em conformidade, faz todo o sentido criar / reforçar parcerias com as instituições que estão há anos no terreno, abnegadamente e com puro espírito de missão.

 

As associações presentes manifestaram a sua preocupação e pretendem reforçar desde já a sua recusa de que a crueza do abate seja substituída pela incerteza do que virá a ser feito, nomeadamente, possíveis futuros depósitos / abandonos dos animais em locais insalubres, sem quaisquer apoios ou fiscalizações.

 

3.º As associações de protecção animal presentes e representadas na conferência (Associação Vila Animal, Associação Gatos de Ninguém e Associação Selva dos Animais Domésticos) promovem as melhores práticas de protecção dos animais, intervindo nas políticas urbanas e ambientais que se centrem no bem-estar dos animais e na qualidade da sua convivência com os seres humanos, prestam cuidados e apoio a animais de colónia, assegurando-lhes a qualificação de "animal comunitário", dão guarida a animais idosos ou inadoptáveis, promovem activamente a adopção de animais abandonados ou errantes e estão profundamente empenhadas em campanhas CED – Capturar, Esterilizar, Devolver – em animais de rua, para reduzir a população de animais abandonados, negligenciados e carenciados. Pretendem ser reconhecidas como interlocutores privilegiados na gestão destas problemáticas.

 

4.º Em conformidade, foi também reconhecida a necessidade de reforçar o pedido de disponibilização, pelo Município de Viana do Castelo, de instalações dignas às Associações Vila Animal e Gatos de Ninguém.

 

5.º Das autoridades convidadas a comparecer, para promoção dos necessários esclarecimentos das competências de cada uma delas, apenas o SEPNA se fez representar, na pessoa do Senhor Sargento Chefe Martins (em representação também do Senhor Comandante da GNR de Viana do Castelo). O Senhor Sargento Chefe foi incansável no esclarecimento de todas as dúvidas suscitadas quanto a leis de protecção animal, procedimentos a adoptar em queixas, legitimidade, cadeias de comando e responsabilidades. Foram também esclarecidas dúvidas relativas a protecção da natureza e ambiental.

 

O nosso muito obrigada à GNR/SEPNA.

 

A lamentar a não comparência de um representante da PSP, DGAV e CMVC uma vez que cada uma destas entidades tem funções a desempenhar nesta matéria.

 

6.º Foi manifestado pelos presentes a convicção e expectativa de que a Veterinária Municipal deveria disponibilizar algum tempo do seu horário para prestar serviços de esterilização de animais de companhia a munícipes com necessidades económicas especiais, ou reforçando o apoio a esses encargos das associações.

 

7.º Foi ainda manifestado total empenhamento e apoio à luta anti tourada em Viana do Castelo, que se gostaria de ver reforçada em regulamentos camarários que permitissem o afastamento definitivo do anátema que anualmente se abate sobre o município, por alturas da festa maior da cidade.

 

8.º Mais apreciaram os presentes que a cidade se declarasse como não permitindo ou tolerando espectáculos que recorram a animais. Falamos concretamente dos circos que demandam as nossas cidades e que mantêm animais em cativeiro em – geralmente - péssimas condições e unicamente com fins de exploração económica. É essa uma diversão que não é digna, nem sequer pedagógica, pois nenhum comportamento exibido pelos animais nos espectáculos de circo é um comportamento natural, construindo, sobretudo nas crianças, uma imagem dos animais que não corresponde à realidade da sua natureza.

 

9º Alguns dos presentes manifestaram a sua preocupação relativamente às condições do Canil de Ponte de Lima (Canil Intermunicipal) uma vez que 80 lugares para um Canil que serve 14 municípios é, manifestamente, insuficiente. Para além deste facto, e após visita ao local, constataram que os animais estão num estado de extrema magreza pelo que se constata que a ração que lhes é atribuída é insuficiente. Sendo a CMVC uma das câmaras que contribuí para este canil intermunicipal gostaríamos de apelar a que sejam verificadas as condições em que são mantidos os animais.

 

10.º E por último, em reforço da imagem de Viana do Castelo como Cidade saudável, a implementação e continuação de políticas de protecção animal que continuem a conotar a cidade como exemplo de boas práticas a seguir no âmbito nacional e internacional.

 

Sem outro assunto de momento, enviamos os melhores cumprimentos.

Atentamente

Ana Macedo

 

***

Resposta da Veterinária do Canil de Ponte de Lima, à referência feita na carta anterior:

 

«Boa tarde

 

Relativamente ao que manifestamente se refere ao Canil Intermunicipal tenho a informar o seguinte:

 

- O Canil Intermunicipal tem vindo a manter desde sempre uma boa relação com as Associações, nomeadamente e neste caso em concreto, com a D. Maria José da Associação Vila Animal e a D. Idalina da Selva;

 

- Já foram e continuam a ser agilizados, processos de adopções dos nossos animais com ambas as Associações, nomeadamente e ultimamente, com a Associação Vila Animal;

 

- É nossa pretensão que essa colaboração se mantenha, desde que continue a constituir uma mais-valia, no que respeita ao objectivo primordial: conseguir o máximo de adopções responsáveis no mais curto espaço de tempo, colaborando para que o Canil, seja cada vez mais, um local de breve passagem de animais e que culmine num final feliz para todos eles;

 

- O Canil Intermunicipal pode não ser o ideal, até porque o ideal, seria não ter a necessidade de existir, no entanto, o nosso Canil continua a ser referenciada como um dos melhores. Não sou eu que o digo, e sim quem nos visita, nomeadamente particulares, Associações de Protecção Animal, Entidades Policiais, PSP, GNR, GNR-SEPNA, FAP, GOC, PAN, etc..... . Como tal, não falem mal sem saber do que falam, ou do que se passa na realidade, até porque, nós não merecemos essa desconsideração!

 

- Temos frequentemente alguns animais magros, não porque a ração não seja equilibrada ou suficiente e sim porque nos chegam constantemente animais debilitados e como é do conhecimento de todos, não recuperam de um dia para o outro! Outros, por estarem à demasiado tempo confinados à espera de um dono, que nunca chega, ou de uma decisão judicial, que se prolonga, relativamente ao seu destino. Daí a grande necessidade de parques de lazer para todos eles e que por diversas vezes foram, e continuam a ser, solicitados à CIM Alto Minho, quer pela minha parte, quer pelo Executivo do Município de Ponte de Lima.

 

Aproveito, desde já, para convidar todos, a participar na VI CÃOminhada do Canil Intermunicipal, a realizar dia 28 de Maio e cuja informação segue em anexo. Agradeço a divulgação e conto com a V. participação, para que, mais um ano, nos ajudem a deixar o Canil deserto de animais e conseguir boas adopções Piscar de olho.

 

Com os melhores Cumprimentos

A Médica Veterinária Responsável pelo Canil Intermunicipal

Natália do Campo

 

(AVISO: uma vez que a aplicação do AO/90 é ilegal, não estando efectivamente em vigor em Portugal, este texto foi reproduzido para Língua Portuguesa, via corrector automático)

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 19:05

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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2016

… PORQUE NINGUÉM É OBRIGADO A TER UM CÃO…

 

CARTA ABERTA ÀS AUTORIDADES COMPETENTES

ct.vct@gnr.pt, co.dsepna@gnr.pt, veterinaria@cm-viana-castelo.pt, dirgeral@dgav.pt,

cmviana@cm-viana-castelo.pt

MALTRATO.jpg

 

Exmos Senhores,

 

Chegou-me ao conhecimento, através de mensagem electrónica, a situação deplorável e inconcebível, em que se encontra uma cadela, de cor preta, ao que parece de raça labrador, na zona do antigo Bairro do Fomento, na Praça do Vale do Lima, na Meadela, Viana do Castelo.

 

Em visita a uma casa próxima e de onde se podem ver as traseiras dos prédios desse bairro, avista-se o animal acorrentado quase sem poder movimentar-se, sujo, a viver sobre os seus próprios dejectos, com uma casota mais pequena do que ele, e sem as mínimas condições para uma vida digna e sem sofrimento, tal como prevê a Lei de Protecção dos Animais, n.º 69/2014, de 29 de Agosto.

 

Para uma melhor averiguação, usou-se o acesso pedonal das traseiras do prédio para uma aproximação mais concreta, e confirmou-se o deplorável estado em que o animal vive. Aliás, a casota encontra-se nesse espaço. Soube-se também que o animal só não passa fome porque é uma senhora que, voluntariamente e com pena dele o alimenta.

 

Questionados os moradores da zona, eles confirmaram que já foram tomadas providências no sentido de que o dono do animal o trate com a dignidade a que tem direito, que o vacine e o registe, até porque também neste âmbito o seu bem-estar se encontra totalmente descurado e ilegal.

 

Contactada a Associação Vila Animal, esta informou já ter solicitado a intervenção da Veterinária Municipal, para este caso de negligência e maus-tratos e que, podendo o animal ser retirado ao dono que, ao que tudo indica, não o deveria ter, até porque NÃO É OBRIGATÓRIO TER ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO, para serem desestimados, a queixosa se prontifica a acolher a cadela, tratá-la e proporcionar-lhe a vida que merece.

 

Informaram-me também que à residência do proprietário da cadela já se teria deslocado uma patrulha da PSP, com o intuito de sensibilizar o dono para a necessidade de a tratar, de a vacinar e de lhe aplicar o microchip, tal como a lei prevê.

 

O dono, como é habitual neste tipo de dono, fez de conta que ia fazer tudo o que a PSP recomendou, mas não fez, e a cadela continua na mesma situação deplorável, e em breve poderá ter a companhia de um outro cão, este de raça Yorkshire, uma vez que o dono apregoa que irá fazê-lo, porque a cadela faz muito barulho em casa.

 

Manifestamente este dono, seja ele quem for, até á presente data já incorreu em diversas infracções à legislação em vigor, a saber: Decreto-lei 313/2003 de 17 de Dezembro; Decreto-lei 276/2001 de 17 de Outubro com as alterações introduzidas pelos Decretos-lei 315/2003 de 17 de Dezembro e 260/2012 de 12 de Dezembro, e ainda não foi criminalizado.

 

Deste modo, e na expectativa de que o Comando da PSP de Viana do Castelo, agirá em conformidade, não só com a Lei, mas também com a mesma sensibilidade que outras delegações congéneres da PSP têm já (felizmente) demonstrado por esse país fora, venho juntar a minha voz à voz da queixosa e de outras mais vozes que estão a gritar por justiça para este ser vivo, com direitos consignados numa Lei que, se existe, tem de SER CUMPRIDA.

 

Esperando que a lei se cumpra, apresento os meus melhores cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:46

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Quinta-feira, 23 de Julho de 2015

SE MAUS TRATOS A ANIMAIS (NÃO HUMANOS) É CRIME, O QUE DIZER DOS MAUS TRATOS A CRIANÇAS A QUEM SE ENSINA VIOLÊNCIA E CRUELDADE CONTRA SERES VIVOS NOS ANTROS DE TOUREIO?

 

PSP.png

 

"O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, no âmbito da criminalização dos maus tratos a animais de companhia, lançou hoje a campanha da PSP, "Maus tratos a animais são crime", na Casa dos Animais de Lisboa em Monsanto.

 

A campanha tem como objectivo alertar os cidadãos para a alteração legislativa que decorre da lei 69/2014 de 29 de Agosto e sensibilizar para o correcto tratamento dos animais de companhia com o respeito e dignidade que a vida animal exige.

 

Por sua vez, existem neste momento duas formas céleres de esclarecer eventuais questões ou denunciar ilícitos criminais:

 

- Através do número 21Policia (217654242) - disponível 24h por dia para um contacto menos moroso com a PSP.

 

- Através do e-mail dedicado "defesanimal@psp.pt" - criado especificamente para a matéria criminal e contra-ordenacional relacionada com os animais de companhia.

 

Ajude-nos. Denuncie. Apadrinhe. Adopte.

 

Os animais precisam de nós. E nós, contamos consigo!"

Fonte: https://www.facebook.com/PSPCOMETLIS/photos/a.144317165627133.27491.144304785628371/934041989987976/?type=1&theater

***

ENSINAR A CRIANÇAS A TERRÍVEL E VENAL ARTE DE TORTURAR ANIMAIS EM PÚBLICO NÃO SERÁ UMA FORMA DE MAUS TRATOS?

 

VENAL ARTE.png

 E se é maus tratos não será crime?

Coloco esta questão aos psicólogos que possam eventualmente ler este texto, e queiram dar uma opinião…

 

CRIANÇA A TOUREAR.jpg

 O que será “isto” que se vê na imagem?

 

«A psicóloga Maria María Vicenta Vaquer Martí, representante da Asociación de Profesionales para la Defensa de los Animales (PRODA), advertiu, na última quarta-feira, durante a Comissão de Cultura do Congresso, que “o sadismo como espectáculo é uma das sementes de violência” para os menores, em referência às touradas.

 

 Vaquer Martí, uma das palestrantes que participaram das conferências para dar opinião sobre a proposta de lei para a regulação das touradas como bem de interesse cultural, fez referência a vários estudos que demonstram os efeitos negativos que tem o maltrato animal como espectáculo para menores.

 

Um deles indica que as crianças com problemas emocionais que são expostas à violência têm uma “maior probabilidade de cometer actos cruéis”, e, por isso, vê que é necessário evitar que os menores compareçam a espectáculos em que os adultos maltratem os animais.

 

Outras das consequências a que fez referência são os “conflitos de lealdade, ocultar a compaixão pelo animal e o debilitamento do sentido moral ao descobrir que o sofrimento é permitido”, já que neste espectáculo é cometido “um acto de crueldade a um animal sem eleição”.

 

“Se tentamos protegê-los da violência real que já existe, então por que colocamos a etiqueta de cultura em acções que podem prejudicar as crianças? Isso seria uma irresponsabilidade”, critica.

 

Por tudo isso, manifestou ser contra as touradas serem declaradas bens de interesse cultural, já que, tal e como indica a Lei sobre Património Cultural, sua aprovação traria consigo “o fomento” das touradas.»

 

Origem da foto e do texto:

http://www.anda.jor.br/13/07/2013/touradas-podem-ser-uma-semente-de-violencia-para-criancas-e-jovens

 ***

As crianças não merecerão o mesmo cuidado que se dá aos animais não humanos nesta campanha da PSP? 

E os animais chamados bezerros? Não merecerão o mesmo tratamento do dos outros animais?

Ou os bezerros não serão animais?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:51

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