Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2019

«COMEÇOU A ÉPOCA DA BESTIALIDADE, DA BOÇALIDADE, DO ATRASO E DA NOSSA VERGONHA»

 

«Começou a época da bestialidade, da boçalidade, do atraso e da nossa vergonha. Pelos magníficos seres, que vão ser torturados por bestas acéfalas, pouco podemos fazer, a não ser protestar e protestar e votar de acordo. Entretanto desejo que os Touros que vão morrer de qualquer das formas, se defendam com tudo o que têm e com muita pontaria»

(Maria Do Carmo Tinoco)

 

Faço minhas as palavras da Maria do Carmo. E já sabem:

NÃO VOTAR PS, PSD, CDS/PP e PCP, partidos que apoiam esta selvajaria.

 

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«A temporada tauromáquica 2019 ainda agora começou e já fez muitas vítimas inocentes. Esta imagem é da 2ª tourada realizada este ano em Portugal (praça de touros da Granja) e mostra a violência e crueldade desta anacrónica e indefensável tradição. O segundo episódio de uma temporada que deixará um rasto de sangue e de violência em vários pontos do país, bem como milhares de animais mortos ou feridos, que seriamente contestamos

(Plataforma BASTA)

 

Fonte:

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069/2289229617774498/?type=3&theater&ifg=1

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:35

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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2019

EM ANO DE ELEIÇÕES: POR QUE NÃO DEVEMOS VOTAR PS, PSD, PCP e CDS/PP

 

Existem muitos motivos diferentes para cada um destes partidos, porém existem dois motivos que são comuns a todos, e que dizem tudo da ausência de VALORES ÉTICOS no seio deles, e que nos envergonham a todos enquanto Seres Humanos, por isso, não merecem os votos de quem tem um mínimo de Ética e de Empatia (o sentimento mais nobre do Homem) pelo outro, seja esse outro humano ou não-humano.

 

Comecemos por este vídeo, que mostra um descomunal atraso civilizacional ainda vigente em Portugal:

 

 

Os partidos acima referidos, estão unidos a favor das touradas que, nos tempos que correm, já deviam estar extintas, por constituírem uma prática assente no mais abjecto obscurantismo medieval. Não estando extintas, devem manter-se no lugar que ocupam na sociedade, ou seja, na lixeira social, se bem que uma lixeira da exclusiva lavra do Parlamento Português, até que os portugueses decidam por uma mudança radical.

 

Não devemos votar nestes partidos políticos porque depois de a Ministra da Cultura ter considerado, e muito bem, não nivelar a tortura de Touros pelos espectáculos das Artes Maiores, até porque torturar Touros não se encaixa em nenhum espectáculo civilizado, o assunto devia ter sido considerado encerrado. Mas não foi. Os partidos acima referenciados puseram a tortura ao nível das Artes, e passaram ao Parlamento um atestado de inferioridade moral, e desconsideraram a Ministra da Cultura. Eu ter-me-ia demitido.

 

Passemos a estes vídeos, que  nos mostram as preocupações do PAN, do BE e do PEV rejeitadas pelos PS, PSD, PCP e CDS/PP:

 

 

 

Não devemos votar no PS, PSD, PCP e CDS/PP, porque estes partidos pugnam pelo maus-tratos aos animais, que são transportados vivos para o estrangeiro, sem as mínimas condições de bem-estar. Se não pugnassem, não teriam chumbado os diplomas do PAN, PEV e BE que visavam restringir o transporte de gado vivo para exportação, para abate, e regular o transporte com medidas que garantissem o bem-estar animal.

 

Estes partidos servem os interesses de lobbies, não servem os interesses de Portugal. E se não servem Portugal, pugnando pela sua evolução, não merecem o voto dos Portugueses.

 

Há que pensar muito antes de votar. Votar em partidos, como se fossem clubes de futebol, não faz avançar Portugal.

 

Não queremos mais do mesmo, para pior, queremos?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:57

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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2019

«RETRATO DE PORTUGAL, POR GUERRA JUNQUEIRO HÁ MAIS DE 120 ANOS…»

 

… mas de uma espantosa actualidade, o que significa que, em 123 anos, Portugal manteve-se quase estagnado, no que que respeita à evolução de mentalidade.

 

Um fabuloso texto, numa escrita portuguesa escorreitíssima.

 

Qualquer semelhança com a actualidade portuguesa (2019) não é mera coincidência, é a realidade mais pura, mais dura, mais vergonhosamente vigente...

 

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«Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [...]



Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.



Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.



A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.


Dois partidos
(***) sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.



Guerra Junqueiro, in 'Pátria' (1896)»

 

Fonte:

https://portugalglorioso.blogspot.com/2014/04/historia-de-ontem.html

 

(***) Leia-se (à luz da actualidade) PS e PSD (PSD/CDS) que, alternadamente, se  mantêm no Poder, mantendo Portugal em banho-maria, e o povo, entorpecido com as mentiras que lhe  são contadas com um ar tão sério, tão sério que até passam por verdades.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:24

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Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2018

DEPUTADOS PRESENTES EM REUNIÃO DA “Prótoiro”

 

Texto publicado por Prótouro Pelos Touros em Liberdade

https://protouro.wordpress.com/2018/12/04/deputados-presentes-em-reuniao-da-protoiro/

 

A “prótoiro” realizou no passado dia 29 uma reunião para discutir a estratégia para a tauromaquia e para a qual não convidou a imprensa tauromáquica.

 

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Mas na dita cuja pasmem-se estiveram presentes representantes dos partidos que apoiaram a descida do IVA na Assembleia da República, ou seja deputados do CDS, PSD, PS e PCP.

 

O não terem convidado a imprensa foi propositado já que não queriam os mesmos revelassem o que foi discutido e postassem fotos dos deputados, portanto, sem fotos não sabemos quem foram os canalhas.

 

Os alarves que estiveram presentes não têm um pingo de vergonha na cara já que para além de terem votado para apoiar o lobby tauromáquico, agora também participam nas reuniões da “prótoiro”!

 

E se participam nessas reuniões é caso para perguntar em que outras coisas da “prótoiro” participarão?

 

Prótouro
Pelos touros em liberdade

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:07

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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2018

LUÍS CAMPOS FERREIRA, DEPUTADO DO PSD, TOCA MÚSICA DE TOURADA NA HORA DA VOTAÇÃO DO IVA COMO SE O HEMICICLO FOSSE O "campo pequeno"

 

Inacreditável! Inadmissível! Indecoroso!

 

«Luís Campos Ferreira usou o telemóvel para tocar toque de entrada de toiros quando os deputados aprovaram a redução do IVA para as touradas. Foi nesse momento que se ouviu distintamente no Plenário um toque de entrada de touros, como se o Hemiciclo fosse o Campo Pequeno. A música vinha de uma das bancadas e provocou o riso de muitos dos deputados e até do presidente da Assembleia. Mas nem todos se aperceberam de onde vinha o som. O responsável foi o deputado do PSD Luís Campos Ferreira, eleito por Viana do Castelo», lê-se no Expresso.

Até do presidente da Assembleia, que devia manter o decoro no recinto e foi cúmplice de um acto obsceno, bem ao nível da obscenidade das touradas.

Quem enxovalha deste modo, um lugar onde a Nação se espelha, o que merece?

RUA com Luís Campos Ferreira!

 

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Origem da imagem: Internet

E a notícia prossegue relatando que no momento em que Carlos César se levantou e olhou para trás, para ver quantos na sua bancada apoiavam a polémica proposta socialista de alteração ao Orçamento - feita à revelia do Governo e da direcção do PS (o que muito duvidamos) Campos Ferreira simulou o comentário de uma corrida de touros: "Aí está o Grupo de Forcados do Largo do Rato. Vai dar entrada o touro!" E pontuou a ironia com um sonoro "Olé!", e com esta música, emitida através do seu telemóvel.

 

 

Mas o pior foi que, «no final, depois de aprovada a proposta, foram muitos os deputados de várias bancadas que, nos corredores, cumprimentaram entre risos o parlamentar do PSD. E «questionado pelo Expresso sobre a sua original forma de intervenção parlamentar, Campos Ferreira considerou que "António Costa, habituado a tourear a oposição, foi desta vez toureado pelo seu líder parlamentar. Foi uma chinquelina de César a Costa."

 

Pois foi uma chinquelina que chincalhou (o mesmo que achincalhar) todo o Parlamento.

Uma vergonha!

Sinto-me esmagada com a irracionalidade destes deputados da Nação. Pobre Nação!

 

E como diz a amiga Judite: «Há muito tempo que a Assembleia de República é um local repleto de gente sem a mínima preparação para o cargo que ocupa, pessoas de um nível duvidoso, de educação duvidosa e de índole duvidosa. Não são exigidos os requisitos mínimos . Uma vergonha de gente que não sabe governar nem a própria conduta, quanto mais fazer ou aprovar ou reprovar leis que nos afectam a todos

 

E como diz o meu amigo José: «São criaturas desta estirpe que, cada vez mais, desprestigiam aquela Assembleia da República já num plano inclinado descendente de descrédito. Este fulano, então, desceu bem uns degraus de desrespeito para com aquela Instituição de Soberania, para  com os outros seus colegas, de qualquer dos lados e sobretudo para os  cidadãos deste país. Falta de educação e de cidadania. Uma vergonha.»

 

Grandes verdades.

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia:

https://expresso.sapo.pt/politica/2018-11-28-Deputado-do-PSD-toca-musica-de-tourada-na-hora-da-votacao?fbclid=IwAR1KFdI2jt9AYVoe-aa0lK3tB6qTq-xGnNfudkE7vA-itC_f_ytIIDMm_OI#gs.kTuI=E8

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:40

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SOMENTE ATRAVÉS DO VOTO PODEREMOS DERROTAR OS TROGLODITAS INSTALADOS NO PODER

 

O que se passou ontem no Parlamento Português, quando a maioria dos deputados da Nação (com a ajudinha do Partido Socialista que desautorizou a posição da Ministra da Cultura) viabilizou a descida do IVA das touradas de 13 para 6%, ultrapassa todos os limites da racionalidade.

Lê-se no Expresso: «Quem vota a favor?», perguntou Ferro Rodrigues. PSD, CDS e PCP votaram por bancada, mas os deputados do PS dividiram-se: o líder parlamentar, Carlos César, levantou-se para apoiar a redução do IVA das touradas para 6%, e com ele levantaram-se mais 42 deputados socialistas.

Énfim, é isto que acontece num país civilizacionalmente ainda muito atrasado, com um PS muito, muito monarquista.

 

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Ontem ficou provado, no Parlamento, que Portugal é um país riquíssimo em mediocridade, em miséria moral e em pobreza de espírito.

 

Podemos, com toda a propriedade, sentir-nos frustrados por vivermos num país representado por mentalidades tão retrógradas quanto as que vimos ontem (salvo as raras excepções, obviamente).

 

 

Porém, para estar na Política é preciso ser-se EVOLUÍDO e HONESTO, para poder servir os interesses da Nação, e não os dos lobbies, neste caso, o lobby da carnificina. Porém, infelizmente, o povo português, o portuguesinho, ainda muito inculto e desinformado, graças ao lado mau do jornalismo televisivo, vota nas cores dos respectivos partidos políticos da sua predilecção, como se fossem clubes de futebol, não olhando à integridade moral, às competências, à honestidade política e à cultura dos que vão a votos.

 

Contudo, nós, que damos voz aos indefesos Touros e Cavalos, aparentemente (e apenas aparentemente) perdemos esta batalha, mas não a Guerra, porque a Guerra são eles, os trogloditas, que a perderão. Como dois e dois serem quatro. E o que se tem passado nestas últimas semanas são um claro indicador disso mesmo.

 

Nesta questão do IVA das touradas deu-se um passo em frente: as actividades tauromáquicas, que os trogloditas confundem com espectáculos, vá-se lá saber por alma de quem, era isenta de IVA. Inacreditavelmente, os carrascos de bovinos tinham um estatuto superior aos dos cantores, dançarinos, músicos, actores de Teatro e Cinema, artistas circenses, o que só diz da extrema pobreza de espírito reinante no nosso País. Portanto, pagarem a percentagem mínima de IVA já é um passo importante, o que não significa que não continuem a ser privilegiados, uma vez que apesar de a tauromaquia estar ao nível de lixo, pagam IVA ao nível da Cultura Culta.

 

As propostas de alteração do PSD, PCP e CDS-PP para que as touradas também tenham o IVA na taxa reduzida, 6%, foram esta terça-feira aprovadas na especialidade do Orçamento de Estado.

 

O PSD e o CDS-PP alteraram as suas propostas iniciais, passando a ter uma redacção igual à do PCP, e as três foram votadas conjuntamente, descendo a taxa do IVA para o mínimo não só nas touradas, como nas entradas em espectáculos de canto, dança, música, teatro, cinema e circo, apesar dos votos contra do PS, do BE e PAN (não esquecer do PAN), que é representado por UM, que valerá por milhares nas próximas eleições.

 

Já a proposta de alteração do PS - contrária à do Governo, que mantinha as touradas nos 13% - que fixava o IVA na taxa mínima para "entradas em espectáculos de canto, dança, música, teatro, tauromaquia e circo realizados em recintos fixos de espectáculo de natureza artística ou em circos ambulantes" foi rejeitada, tendo tido o voto a favor apenas dos socialistas e os votos contra de todas as bancadas.

 

Em todas estas propostas exceptuam-se as entradas em espectáculos de carácter pornográfico ou obsceno, como tal considerados na legislação sobre a matéria. Como se as touradas não fossem um “espectáculo” que oferece cenas das mais obscenas.

 

Portanto, caros companheiros da luta pela Abolição das Touradas, somente através do nosso Voto, nas próximas eleições legislativas, podemos derrotar os trogloditas instalados no Poder…

 

No VOTO é que está a nossa revolução. Perante o que se passou ontem, no Parlamento, sabemos quem NÃO MERECE o nosso voto. E lembrem-se: o voto branco, o voto nulo e a abstenção só favorecem os trogloditas.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:32

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Sexta-feira, 23 de Novembro de 2018

NO ANTIGO EGIPTO O TOURO ERA VENERADO COMO UM DEUS, NO SÉCULO XXI D.C. O TOURO É TORTURADO NUMA ARENA PARA GÁUDIO DOS SÁDICOS

 

Apresento-vos mais um texto, um magnifico texto de um jovem que lê e estuda, e está a anos luz dos deputados da Nação que pugnam pela tortura de Touros nas arenas portuguesas

Senhores deputados do PS, do PCP, do PSD, do CDS/PP: se ainda não leram, leiam este texto de Daniel Catarino da Silva e sintam-se envergonhados, pelo menos, desta vez…

 

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Origem da imagem:

https://www.fascinioegito.sh06.com/boiapis.htm

 

 

O TOURO QUE QUERIA SER CÃO

 

Texto de Daniel Catarino da Silva

 

(Estudante de Biomedicina na University College London)

 

A tourada, despida de toda a roupagem e maravilha sensorial, consiste em retirarmos prazer do sofrimento de um ser colocado em posição inferior. É a apologia da barbárie.

 

Discute-se se se discute civilização quando são discutidas touradas. Debatendo nós noções fundamentais acerca do tratamento de animais que consideramos em inferior posição e, assim, o autocontrolo sobre o nosso próprio poder e o quadro de valores que nos define enquanto espécie, que outra coisa poderemos nós estar a discutir que não civilização?

 

Recordo aqui uma porção elucidativa da lei aprovada em 2014 - “Quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus-tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão”. Daqui retiro duas ilações. Ou deduções. Ou outra coisa qualquer. Existe um princípio fundamental que faz distinguir, em essência ou natureza, os animais de companhia dos demais. Ou, em alternativa, existe um motivo legítimo para, e cito, infligir dor e sofrimento nos animais. A famosa terceira via, porventura, é uma embriaguez de hipocrisia.

 

Sempre ouço, das mais diversas e tremendas fontes de sapiência, que nós, seres humanos, somos animais racionais, não somos como os outros. Somos mais evoluídos. Somos superiores. Não, meus caros, não somos. Está nos livros. E quem não os lê, que olhe em volta. A vaidosa superioridade, que espertamente gostamos de ostentar, serve apenas como hábil máscara de hipocrisia, ocultando em trajes, música, arenas e espectáculo, a saciedade que nos dá o cheiro a sangue. Somos iguais à bicharada que tanto desprezamos. Só que nos vestimos melhor.

 

A marcha pelos direitos dos animais assenta na consciencialização e no conhecimento que progressivamente acumulamos sobre a biologia animal e, especificamente, sobre aspectos da sua dimensão sensorial, emocional, social e até do seu sentido de consciência. Os humanos não são uma entidade celestial, lateral à arborização evolutiva que a Natureza arquitectou, num caminho para atingir um qualquer gáudio teleológico. A evolução é um processo gradual e que diferencia espécies fundamentalmente numa lógica quantitativa, na qual o Homem é excelso numas capacidades e medíocre noutras tantas.

 

Quer isto significar que não há a pedra e o Homem, haverá sim um gradiente de complexidade intelectual e social entre todos os animais. Gradiente, aliás, que espelha a maquinaria interna dos mesmos. O que atribui ao homem as suas excepcionais qualidades é, não uma descendência divina espírita, mas o cérebro que traz consigo. Do mesmo modo, tantas outras espécies, com complexidades distintas, carregam consigo o substrato biológico que lhes permite, embora com menor grau de complexidade, sentir felicidade, dor, ansiedade, angústia, desejo, entre tantas outras sensações. Espécies mais sofisticadas como o elefante, o golfinho ou o chimpanzé organizam-se em intricadas relações sociais, sociedades onde se assiste à prática de funerais, onde se faz o luto, onde há uma teia hierárquica social mutuamente reconhecida, onde se brinca e se ajuda, onde se ensina e se aprende. Onde há cuidado, protecção, laços que duram uma vida, onde há aquilo a que, francamente, qualquer um de nós que olhasse atentamente chamaria amor.

 

E onde temos uma noção mais próxima desta sofisticação da natureza é junto daquilo que temos por perto, já que ao desconhecido cedemos à tendência humana de voluntária desconsideração. Nos nossos gatos, e sobretudo nos nossos cães, encontramos ecos suaves da nossa própria dimensão e sentido de consciência, decorrendo daí uma vontade colectiva de os proteger, incluindo com instrumento legal. Sentimos repulsa, em geral, por quem abusa dos seus animais de estimação, agredindo-os sistematicamente, ou sujeitando-os a condições de vida degradantes. Ninguém grita, “Espanque o seu cão! Vá, mais!”. Mas, já pelo cair da noite, a chiqueza folclórica reúne-se no Campo Pequeno para se rejubilar com o tradicional e “legitimamente” admirado espectáculo cultural que é a grande tourada portuguesa. O puritanismo quotidiano contra a violência é substituído pelo excitante e vibrante arrepio dos poros que sentimos quando, lá em baixo, na arena, o mestre cavaleiro, de grande destreza, acaba de trucidar um pouco mais o dorso do animal. Mas, como diz a lei, tal é legítimo. E como não é de mais citar, certamente “existe um motivo legítimo para infligir dor e sofrimento nos animais” quando esse motivo é o deleite de uma multidão que “legitimamente” parece ter todo direito de tirar prazer da tortura de um animal. É porque é disso que se trata. É que para ouvir música, apreciar trajes, visitar arenas ou vislumbrar animais, existem outras actividades que não envolvem esfacelar um ser vivo.

 

Há com certeza um sentido de espectáculo numa tourada, mas isso está longe de configurar uma noção de arte ou cultura. Alguém duvida que uma luta de gladiadores ou outras demonstrações de maior crueldade nos circos romanos configuravam grandes espectáculos? Seguramente que, com toda a sua violência e visceralidade, aqueciam as paixões das suas assistências, tal é a tendência primal do homem para se enfeitiçar com o sangue, com a morte e com a brutalidade. Não por isso lhe podemos chamar arte, nem tão pouco poderemos justificar qualquer acto com a invocação da tradição. Como este parágrafo deixa subentendido, tradições perdem-se nos caminhos da História. Felizmente, as sociedades evoluíram ao longo de séculos para entender a arte como um elevador intelectual, como um elemento de transcendência da nossa “existência animal”, despertador e provocador da consciência cívica, como um veículo de significado e como uma forma de expressão e comunhão da nossa complexa humanidade.

 

A tourada, despida de toda a roupagem e maravilha sensorial, consiste em retirarmos prazer do sofrimento de um ser colocado em posição inferior. É a apologia da barbárie. Até segundo uma visão antropocêntrica, é-me difícil compreender esta lógica. Então, se nos consideramos mais valiosos que o restante mundo natural, se somos melhores que os outros animais, não deveria isso trazer a responsabilidade e o dever de deles cuidar? Não é a verdadeira medida de um homem ou mulher a forma como trata aqueles em posição inferior à sua? Eu sou um humanista e no meu modelo de humano não há espaço para o prazer com a tortura e o sofrimento.

 

A lei que temos contra os maus-tratos a animais está certa e espelha já a tal orientação de civilização. Mas o mesmo carácter pedagógico e dissuasor que imprime ao condenar o abuso dos animais de companhia é cabalmente e escandalosamente desautorizado, quando, no mesmo quadro legal, se permite não só maltratar, mas brutalizar outros animais, para puro deleite de uma plateia. O grande mantra: só lá vai quem quer. Bem, menos os touros. Como uns são filhos e outros enteados, também uns são cães e outros touros. Citando, com a devida ironia, Miguel Esteves Cardoso, como é linda a puta da vida.

 

(As passagens a negrito são da responsabilidade da autora do Blogue)

Fonte:

https://www.publico.pt/2018/11/23/politica/opiniao/touro-queria-cao-1852050?fbclid=IwAR0rhGfflvKef72R3j3E8UrueXLmhsLn9wX7tEtaBQbcj-q8NYOYQzVOTHI

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:09

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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2018

IVA DE TORTURA DE TOUROS IGUAL AO IVA DO PÃO DOS POBRES? É ISSO QUE OS SOCIALISTAS PRETENDEM?

 

Diz-se por aí que o Parlamento, contradizendo a Ministra da Cultura, prepara-se para descer o IVA dos torturadores de Touros de 13 para 6%, o IVA que se paga pelo Pão dos Pobres, e que um espectáculo de Ballet pagará.

 

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Senhores Deputados nomeadamente do Partido Socialista (mas também do PCP, PSD E CDS/PP),

 

Venho manifestar a minha mais profunda indignação pelas propostas do Partido Socialista, de redução da taxa do IVA para as touradas, um verdadeiro insulto à lucidez.

 

Anualmente realizam-se cerca de 180 touradas em Portugal, constituindo uma prática (não um espectáculo) violenta, de grande crueldade para com os animais, grosseira, desinstrutiva, incivilizada, de baixo nível moral, cultural e social, indigna do ser humano evoluído.

 

É incompreensível e inadmissível que um partido, que se diz SOCIALISTA, e outro, comunista e outros, cristãos, venham defender a barbárie, pondo-a ao nível dos mais elevados espectáculos culturais, e àquele que é o pão de cada dia, de milhares de portugueses que vivem numa pobreza ainda medieval da qual nunca se livraram, nem na Monarquia, nem na República, nem na Ditadura, nem sequer na dita Democracia.

 

Mas para as touradas sempre houve vantagens, e isto diz muito da miséria moral que existe no Parlamento Português, onde o PS e o PCP, que se dizem partidos de esquerda, se juntam aos da direita, PSD e CDS/PP, para apoiar a barbárie.

 

Isto é um insulto à dignidade humana, daí que deixe aqui registado a minha imensa repugnância, por esta tentativa de conceder um benefício fiscal à violência e crueldade implícitas nas touradas.

 

Recuso-me a ser cúmplice desta que também é uma barbárie: deputados da Nação que não têm a capacidade intelectual para ver o óbvio: a recusa destas práticas bárbaras pela esmagadora maioria dos portugueses

 

Com a minha mais veemente indignação,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:11

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Terça-feira, 9 de Outubro de 2018

TAURICIDAS DEVEM PAGAR IVA UMA VEZ QUE NÃO SÃO ARTISTAS

 

Texto:

Prótouro

Pelos touros em liberdade

 

«PROMESSAS LEVA-AS O VENTO»

André Silva o incorruptível deputado do PAN anunciou que o PS lhe garantiu que no orçamento de 2019 os tauricidas que o Código do IVA considera artistas tauromáquicos deixarão de beneficiar de isenção de IVA.

 

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Claramente e sem sombra de dúvidas que essa medida é da mais elementar justiça, já que pessoas que ganham a vida a torturar e matar animais, não podem num estado de direito, ser equiparadas a pessoas que trabalham em artes performativas que não incluem a matança de seres vivos.

 

No entanto, prometer é uma coisa e viabilizar é outra já que o orçamento tem que ser aprovado na generalidade e na especialidade e consequentemente, o que o PS prometeu, pode ser uma armadilha ou seja, dizemos sim ao gajo que nos anda sempre a chatear e depois aquando da aprovação do orçamento não passa nada já que sabemos à partida que o PSD, o CDS, o PCP e muitos dos nossos deputados que estão vendidos à tauromáfia vão votar contra.

 

Por favor não nos acusem de ser pessimistas, porque esse não é o caso, mas conhecendo os políticos que nos governam há resmas de anos todo o cuidado é pouco e como tal até à votação final do orçamento não vamos lançar foguetes.

 

A nós estes partidos fedorentos não nos enganam, porquanto, os mesmos só existem para encher os bolsos deles próprios, dos amigalhaços e da tauromáfia.

 

Prótouro

Pelos touros em liberdade

 

Fonte:

https://protouro.wordpress.com/2018/10/08/promessas-leva-as-o-vento/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:58

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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

«SOBRE O TOURO ACIDENTADO NA MOITA»

 

É do senso comum que a tauromaquia é uma prática cruel e violenta.  

 

O Touro que se vê na imagem, morreu no passado sábado, durante as largadas de Touros inseridas na festa CRISTÃ de Nossa Senhora da Boa Viagem, na Moita. O Touro embateu contra as barreiras e partiu a espinha dorsal, ficando vários minutos em dolorosa agonia (como se pode ver no vídeo apresentado mais abaixo) acabando por morrer.

 

Outro Touro já havia sido morto à paulada, por um bando de bêbados, dias antes.

 

E na sequência desta violência, uma jovem morreu atropelada por outro bêbado, nestes festejos à Nossa Senhora da Boa Viagem, que não quis fazer a viagem sem levar algumas vítimas.

 

É assim a Moita: um lugarejo onde a crueldade e a violência são os valores primordiais dos trogloditas que lá vivem, com o aval da igreja católica e do parlamento português.

Na Moita tudo é possível. O povo está programado para a crueldade desde a infância.

 

MOITA.jpg

 Origem da imagem: https://www.facebook.com/moitaantitouradas/photos/a.439340326165584/1585363141563291/?type=3&theater&ifg=1

 

Fiquemo-nos com as palavras lúcidas de um Homem que sofre, como todos nós sofremos, nesta sociedade onde a crueldade e a violência é permitida e onde os criminosos ficam impunes.

 

Texto do Dr. Vasco Reis (médico-veterinário)

 

«Este touro foi a grande vítima de uma multidão de seres humanos, eles mesmos, vítimas da circunstância onde cresceram e foram bombardeados com espectáculos violentos aplaudidos, com exemplos de crueldade glorificados, com blábláblás de tradição, até com falácias pseudocientíficas, tudo autorizado, ou não, num país atrasado em conhecimento e ignorante de verdadeira cultura e com pouco sentido de ética.

 

Tudo isto "impregna" o cérebro, tanto mais intensamente quanto mais precocemente iniciado a ser badalado com a tauromania, e maior for a frequência e o "companheirismo" nos actos de provocação, agressão e violência exercidos sobre animais inocentes.

 

Por isso, crianças são levadas a assistir aos aplaudidos actos barbarescos, existem escolas de toureio, etc.. Resultado: habituação à violência; aceitação desta como coisa vulgar, espectacular, corajosa; perda de sensibilidade; educação falsa; zero de empatia. TUDO ISTO É CORROBORADO PELA NEURO CIÊNCIA !!!.

 

É difícil que nestes cérebros se faça luz sobre a cruel realidade e que a perversa paixão se esvaia e dê lugar a compaixão. Mas é sempre possível a evolução!!! Ela sucede com frequência! É sempre bem-vinda, a bem dos touros e dos cavalos e para alívio da consciência indignada de pessoas conscientes e compassivas e para o prestígio deste país de pouco brandos costumes.

 

HÁ SEMPRE SOFRIMENTO PSICOLÓGICO, EXAUSTÃO E RISCO DE FERIMENTO EM TODAS AS MANIFESTAÇÕES TAUROMÁQUICAS, NOMEADAMENTE NAS TOURADAS À CORDA E NAS LARGADAS.

 

Só ignorantes ou aldrabões afirmam o contrário!!!»

 

Vasco Reis

 

Fonte:

https://www.facebook.com/vmmreis/posts/1852448841512154

 

***

Touro morre durante largada nas Festas da Moita

 

 

O som foi retirado a este vídeo, para que não se ouvisse os GRITOS desesperados do infeliz bovino.

 

É isto que o PS, PSD, PCP e CDS/PP apoiam no Parlamento Português.

 

Enquanto estes apoiantes da barbárie estiverem no Poder, Portugal terá destas imagens de quinto-mundo (porque nem de terceiro-mundo isto é) a correr mundo e a envergonhar o nosso País.

 

Sinto a maior repugnância por estes actos, por quem os pratica e por quem os apoia.

 

Isabel A. Ferreira
 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:31

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