Domingo, 3 de Junho de 2018

NUMA ÉPOCA EM QUE AS TOURADAS SÃO MUNDIALMENTE REJEITADAS, AS MISERICÓRDIAS PORTUGUESAS UNEM-SE À PRÓTOIRO PARA DINAMIZAR OS ANTROS DE TORTURA DE TOUROS

 

A notícia diz da irracionalidade que se arrasta por aí como uma gosma peganhenta e insalubre.

 

Estamos a falar de cenas como as desta imagem, onde Cavalos e Touros, magníficos mamíferos, seres sencientes, são exterminados até à morte para satisfazer os instintos sádicos e assassinos de uma minoria da população portuguesa, que, sendo subsidiada pelo governo português é reduzida, mas poderosa, porque o vil metal pode gerar os piores instintos.

 

TOURO.jpg

 

Sabemos que as Misericórdias portuguesas, que se dizem instituições de solidariedade, são proprietárias de cerca de mais de metade das arenas de tortura do país. E com isto não ficará tudo dito. Porque isto de misericórdia é só no nome, porque, pelo que vemos na imagem, quando se trata de Touros e Cavalos, a misericórdia transforma-se numa impiedade perturbante.

 

Então o que se passa? A União das Misericórdias Portuguesas assinou no antro de tortura de Estremoz (uma vila civilizacionalmente atrasada) um protocolo com a federação portuguesa das associações taurinas, mais conhecida por prótoiro, qua anda por aí desesperada a tentar pôr de pé a moribunda tauromaquia, e com esta aliança, pretende reanimar as três dezenas e meia de antros de tortura (entre 70 que existem em Portugal) pertencentes às impiedosas misericórdias. E mais, as misericórdias (nem apetece escrever isto com letra maiúscula, de tão baixo que desceram) passam a integrar a direcção da protóiro, diz que para «consolidar a centenária ligação à tauromaquia» destes organismos, que de misericórdia nada têm.

 

Para justificar esta união, Manuel Lemos, presidente da União de Misericórdias Portuguesas, refere que as três dezenas e meia de antros de que essa tal união é proprietária, situam-se nas regiões do país onde esta prática selvática, violenta e cruel tem forte implantação, ou seja, no Ribatejo, Beira Baixa e Alentejo, regiões civilizacionalmente atrasadas, onde ainda se vive em plena Idade Média.

 

Agora veja-se a até onde chega a hipocrisia desta gente, que vai à missa, engole a hóstia, bate no peito e finge que é católica. Diz Manuel Lemos: «Antes de o Estado social existir, o povo construiu estas praças para que as misericórdias pudessem exercer a sua missão social e humanitária com as receitas destes espectáculos. Eram a sua principal fonte de rendimento. Sei que este é um problema delicado, mas temos uma história e não podemos fazer de conta que ela não existe. Esta manifestação cultural faz sentido nalgumas regiões do país

 

Ai têm uma história? Não podem fazer de conta que ela não existe? Acham que esta prática selvática, a que ignorantemente chamam manifestação cultural faz sentido nalgumas regiões do país?

 

Acham mesmo tudo isto? Então e os pelourinhos que encontramos por aí, em quase todas as localidades com histórias? Porque não estão activados também? Penso que se a selvajaria tauromáquica faz sentido nalgumas regiões, mas os pelourinhos também fazem. Aí se torturavam e matavam seres vivos, muitos, inocentes, indefesos e inofensivos, tal como os Touros e Cavalos.

 

O senhor Manuel Lemos já ouviu falar de uma coisa chamada EVOLUÇÃO DOS COSTUMES? Não me parece. Então deixo-lhe aqui uma sugestão: Leia mais sobre este assunto e tente evoluir, porque a tauromaquia é uma prática primitiva, tosca, praticada por cobardes com deformações de personalidade, para divertir sádicos e encher os bolsos a predadores. Esta é a definição de tauromaquia, no século XXI D.C.. É que não sei se sabe, que o mundo evoluiu, as mentalidades evoluíram, e vocês ficaram parados num tempo em que torturar seres vivos era muito “coltural”

 

Os da protóiro, coitados, já se sabe, iludem-se com o facto de lavarem as mãos de sujas de sangue, coma a suposta caridadezinha… que acham que lhes dá “brilho”, e só se sejam cada vez mais.

 

Enfim, que a tauromaquia tem os dias contados, é algo dado como certo. Mas não seremos nós, anti-touradas, que iremos acabar com elas. Quem acabará com as touradas serão os próprios tauricidas e seus apoiantes. Com estas atitudes anti-socias, anti-culturais, anti-cristãs, que a Sociedade Portuguesa rejeita, o Mundo rejeita, a Civilização rejeita. E quando uma minoria é rejeitada, acaba por se reduzir à sua própria insignificância até desaparecer.

 

Estais em minoria. Não significais coisa nenhuma.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:21

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Quarta-feira, 16 de Maio de 2018

AGENDADO PARA HOJE NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA DEBATE DO PROJECTO DE LEI DO PAN COM VISTA À ABOLIÇÃO DAS TOURADAS EM PORTUGAL

 

É a primeira vez que tal acontecerá na Assembleia da República, maioritariamente constituída por servidores do lobby tauromáquico.

 

Neste projecto apresenta-se uma "extensa análise dos espectáculos tauromáquicos do ponto de vista histórico, social e cultural com recurso a estudos científicos de organizações nacionais e internacionais sobre as implicações nocivas e transversais que a prática tem nas crianças, nos jovens e adultos, bem como nos animais envolvidos".

 

Esperemos que vença a EVOLUÇÃO!

 

O PAN está em minoiria, mas vai abrindo caminho...

 

14670373_90ScS[1].jpg

 Em Portugal, cada vez menos pessoas aderem a este “entretenimento”, onde o gosto pelo derramamento de sangue e pelo sofrimento de um animal senciente e completamente indefeso, demonstra o carácter sádico da afición. Torturar Touros, para os assentos vazios das arenas é já algo recorrente em Portugal. A realidade é que em 2017, o número de touradas foi o mais baixo de sempre. Então, para quê insistir em algo que só catapulta o país para o rol dos países com práticas terceiro-mundistas, dirigidas a uma minoria, cada vez mais minoria?

 

Até agora o PAN tem apresentado diferentes iniciativas legislativas com vista, por exemplo, a proibir a RTP de transmitir touradas, impedir o financiamento público ou vedar a participação no espectáculo a menores de 18 anos, mas esta é a primeira vez que avança com um projecto de lei para abolir por completo as corridas de touros.

 

Para o PAN o direito ao entretenimento, ainda que disfarçado de herança cultural, não deve poder prevalecer sobre o respeito pela liberdade, pela vida e pela integridade física e psicológica de animais que são sensíveis e que sentem dor, por um lado, nem sobre o ideal de sociedade que rejeita a violência, por outro.

 

André Silva, único deputado do PAN, na Assembleia da República, considera que «a identidade de um povo cria-se a partir do que é pertença comum e não daquilo que os divide. Forçar a identidade tauromáquica à população portuguesa é ofensivo e contraproducente para uma desejada unidade nacional e evolução civilizacional».

 

De acordo ainda com PAN, «valorizar a cultura enquanto sistema complexo de códigos e padrões partilhados por uma sociedade, passa inevitavelmente por sermos capazes de medir a aceitação e receptividade, por essa mesma sociedade, das respectivas manifestações culturais. No que respeita aos espectáculos tauromáquicos a realidade não corresponde à opção do legislador que os eleva à condição de cultura. Dos 308 municípios do país, apenas 44 têm actividade taurina, i.e., 14,8%. Em 2017 realizaram-se 181 espectáculos tauromáquicos, dos quais 26 foram na praça de Albufeira e 13 na de Lisboa, sendo que em 27 das praças de touros existentes, ou seja, mais de 50%, realizaram apenas uma ou duas corridas durante o ano. A praça que organiza mais corridas de touros por ano é orientada para o turismo e não para satisfazer qualquer vontade do público local.

 

Ano após ano, as touradas atingem mínimos históricos de corridas e de público no nosso país. Desde 2010 as touradas já perderam mais de 53% do seu público. A indústria tauromáquica tem um peso cada vez mais insignificante em Portugal, não obstante todo o investimento em marketing para transformar a sua imagem associada à brutalidade e decadência e os vários apoios e subsídios públicos directos e indirectos.

 

Massacres públicos de touros para fins de entretenimento já foram prática em toda a Europa e foram sendo banidos paulatinamente em praticamente todos os países deste continente. Dos 193 países do Mundo apenas 8 têm actividade tauromáquica.

 

Para o PAN afirmar que estas práticas fazem parte da identidade nacional é pretender que uma minoria da população que assiste a corridas de touros seja considerada mais “portuguesa” do que a grande maioria que não se revê neste tipo de espectáculos, o que é, no mínimo, desconcertante.

 

Fonte:

http://pan.com.pt/comunicacao/noticias/item/1585-pan-debate-abolicao-corridas-touros-portugal.html

 

A falácia da prótoiro

 

Em comunicado, a federação portuguesa de tauromaquia já reagiu a este passo de gigante em direcção à EVOLUÇÃO, considerando-o antidemocrático, como se uma Democracia autêntica pudesse estar ligada a algo que nasceu na monarquia e pertence a um passado já remoto, onde reinava a ignorância e não havia entretenimentos civilizados.

 

Desesperada, a prótoiro lança, então, a falácia de que o PAN «não representa mais de 75 mil pessoas em todo o país e procura com estas investidas (repare-se na terminologia tauromáquica - investidas) inverter a queda nas sondagens e evitar o desaparecimento do único deputado com assento parlamentar".

 

Engana-se a protóiro: o PAN está a subir nas sondagens; nas últimas eleições conseguiu aumentar consideravelmente o número de deputados nas assembleias municipais, em todo o país (é só ver os números) e com a descrença crescente nos partidos que já passaram pelo governo e mostraram toda a sua incompetência, não é de surpreender que o PAN esteja a ganhar terreno. É que já não vivemos no tempo da mariquinhas

 

Depois pretende a prótoiro impingir-nos a mentira de que em 2017 o número de touradas aumentou. A treta não diz com a careta, ou seja, os números da protóiro não batem certo com a realidade, porque não só se realizou menos touradas, como baixou consideravelmente o número de espectadores.

 

TAUROMAQUIA EM QUEDA.jpg

 

Ver artigo completo aqui:

 

ESTATÍSTICAS OFICIAIS ANIMADORAS – TAUROMAQUIA EM QUEDA

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/estatisticas-oficiais-animadoras-767251

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:47

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Terça-feira, 8 de Julho de 2014

ACTIVISTAS CRITICAM A CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO POR ESTA DESISTIR DO COMBATE ÀS TOURADAS NA CIDADE

 

Um grupo de activistas vianenses, que reivindica o fim das touradas em Viana do Castelo, critica a Câmara Municipal por esta não ter aprovado o Regulamento de Protecção de Animais, que contou com milhares de assinaturas, e o qual poderia ser uma mais-valia à proibição da tortura de bovinos no concelho.

 

 

 

«Estamos, novamente, no ponto zero no que diz respeito às touradas", refere Ana Macedo, porta-voz do Movimento Cívico «Touradas em Viana? Não obrigado» numa carta aberta publicada no Facebook, dirigida ao presidente da Câmara, José Maria Costa.  

 

«Aparentemente Viana não quer ser cidade antitouradas. É muito triste porque sabemos quantos milhares de assinaturas recolhemos para sustentar o regulamento municipal e nem discussão pública foi feita», assegurou Ana Macedo,  à Lusa.

 

Inexplicavelmente, o presidente José Maria Costa recusou-se a prestar declarações, sobre esta polémica, que surgiu na sequência da decisão da autarquia de atirar ao lixo o Regulamento de Protecção dos Animais, devido à publicação do novo RET que, hipocritamente, autoriza a tortura de bovinos, “salvaguardando” o bem-estar animal, como se espetar bandarilhas no corpo vivo de um animal lhe proporcionasse algum bem-estar!

 

«Perante isto, o nosso regulamento municipal deixava de ter sentido, já que há um regulamento nacional para estas actividades", esclareceu José Maria Costa, na passada semana, no final da reunião ordinária da Assembleia Municipal, acrescentando que o decreto-lei n.º 89/2014, publicado em Diário da República a 11 de Junho, veio «clarificar de uma vez por todas» o regime de realização de touradas.

 

Como se um regulamento anulasse o outro.

 

Isto é de quem não sabe o que anda a fazer no mundo.

 

Mas o autarca ainda disse mais: «Está finalmente definido que é à Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC) e às Câmaras Municipais que compete, em paralelo, licenciar e autorizar a realização de espectáculos tauromáquicos em cumprimento das respectivas condições técnicas, sanitárias e de segurança».

 

Estas “condições técnicas” nunca foram acauteladas, e só por isso, nenhuma tourada poderia ter sido realizada em terras vianenses, se realmente a lei fosse cumprida.

 

Ora se é para não cumprir as leis, porquê a autarquia de Viana do Castelo, sendo anti-tourada, tem de vergar-se a uma minoria inculta que invade a cidade, como se lá não houvesse lei nem autoridade?

 

Deste modo, o grupo de activistas contesta: «Até agora não foi possível evitar as touradas e não vai ser agora com uma lei que protege as touradas que vamos conseguir. Ou Viana se assume como antitouradas ou então desiste. Continuar a alegar que somos e não fazer nada nesse sentido não pode ser".

 

Não pode ser, nem faz qualquer sentido.

 

Ana Macedo defendeu que o documento rejeitado (o Regulamento de Protecção aos Animais), «poderia dar mais força à autarquia» e considerou que quem aconselhou o presidente da Câmara sobre a suficiência da lei geral «aconselhou mal».

 

Lembrou ainda Ana Macedo que «Entreguei na CMVC fotocópias das assinaturas recolhidas até à data da reunião, que teve lugar em Junho de 2013. Após isso a recolha de assinaturas continuou acabando por ser mandadas para o lixo bem como o esforço de muitos voluntários...»

 

«Não acredito que seja o próprio presidente da Câmara a tomar uma decisão destas. É lógico que ele tem que seguir conselhos de alguém. Parto do princípio que esses conselhos sejam de juristas que trabalhem para a Câmara. Agora, realmente não funcionam há três anos», referiu Ana Macedo.

 

Acrescente-se que, em Maio, um pequeno grupo intitulado de “Vianenses pela Liberdade” anunciou a data de 24 de Agosto para a realização de uma tortura de bovinos em Viana.

 

Ora em 2009, o anterior executivo, presidido pelo Dr. Defensor Moura, aprovou uma deliberação camarária (uma lei municipal) recusando a realização de touradas no concelho, elevando Viana do Castelo a município anti-touradas.

 

Em 2012, desafiando as leis locais e o querer da esmagadora maioria do povo vianense a prótoiro (que só se atreveu a tal, por ter as costas quentes, como todos sabem) conseguiu por meios travessos e através do tribunal administrativo de Braga, realizar touradas, não cumprindo qualquer ponto do dito regulamento tauromáquico, o que só por si, dava para anular o ritual bárbaro em dois tempos.

 

Mas enfim… quem manda, nem sempre tem coragem de fazer o que tem de ser feito…

 

Texto baseado na seguinte fonte:

http://www.noticiasaominuto.com/pais/245618/movimento-critica-camara-de-viana-por-desistir-de-travar-touradas

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:25

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