Domingo, 24 de Junho de 2018

«RAZÕES FILOSÓFICAS, RACIONAIS E MORAIS JUSTIFICAM SOBEJAMENTE O FIM DAS TOURADAS»

 

«Um excelente texto que deveria servir como doutrina para próximas intervenções públicas e orientação política. Óptimo seria fazer chegar ao Governo a recomendação da EU, aqui expressa: proibição de gastos de dinheiros públicos com estas aberrações – incluindo, naturalmente, as autarquias», referiu o meu amigo Comandante Manuel Figueiredo, ao enviar-me este artigo, via e-mail.

Meu caro amigo, o governo português conhece esta recomendação, mas faz ouvidos de mercador, porque o governo português não anda ali para servir a Nação, mas os lobbies, entre eles, o da tauromaquia.

Não é triste?

 

NARCISO MACHADO.jpg

 Narciso Machado

Opinião

 

 

«PÓVOA DE VARZIM, UM CONCELHO ANTITOURADAS

 

 

Espera-se que o movimento abolicionista, preocupado com o bem-estar animal e o sofrimento infligido aos touros, prossiga o seu caminho.

 

Em nota publicada na sua página oficial, do passado dia 20/6, o município povoense anunciou que, por deliberação aprovada por unanimidade, a câmara municipal declarou o concelho da Póvoa de Varzim “Antitouradas”, com efeitos a partir de Janeiro de 2019, ficando, portanto, proibidas, a partir dessa data, as “corridas de touros ou outros espectáculos que envolvam violência sobre os animais”. A praça de touros da cidade vai ser substituída por um pavilhão multiusos. Esta decisão aparece no seguimento da Câmara Municipal de Viana do Castelo que, em 2012, se tornou, formalmente, na primeira “Cidade Antitouradas” em Portugal.

 

Razões filosóficas, racionais e morais justificam sobejamente o fim das touradas, susceptíveis de estimular os maus instintos. São cada vez mais os movimentos cívicos a pedir às entidades públicas para tomarem medidas eficazes na defesa dos animais, pretensões que vão tendo correspondência por parte de alguns municípios portugueses. Viana do Castelo e agora Póvoa de Varzim são um bom exemplo. Actualmente, embora não o declarem formalmente, são já muitas as câmaras (vg. Guimarães) que seguiram o mesmo caminho e algumas associações de estudantes acabaram até com as garraiadas nas suas festas.

 

O Partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) através do seu deputado (André Silva) à Assembleia da República, levou na agenda para o Parlamento, além de outras iniciativas, o tema sobre a defesa intransigente dos direitos dos animais, pretendendo que a Constituição reconheça a sua dignidade, à semelhança do que acontece no Tratado de Funcionamento da União Europeia (TFUE), bem como a restrição relativamente à organização de touradas, proibindo menores a assistir a esses espetáculos.

 

À decisão do executivo da Povoa de Varzim reagiu “A Prótoiro - Federação Portuguesa da Tauromaquia” alegando que “a tauromaquia é um traço centenário da cultura e identidade dos Poveiros e a sua praça um ex-libris da cidade e do norte de Portugal”.

 

Já em crónicas anteriores, no PÚBLICO, versando tal a matéria, referi que a invocação da tradição para justificar esses entretenimentos cruéis é manifestamente inaceitável à luz dos valores actuais da nossa sociedade. Na verdade, sendo Portugal rico de tradições culturais, pretende-se que se reveja, não em actos bárbaros, mas cada vez mais nas suas ancestrais virtudes, na convicção de que somos apenas usufrutuários dum património cultural imaterial, com a obrigação de o transmitir aumentado e valorizado. Mas, como é evidente, nessa valorização não pode caber, de modo algum, práticas de enorme violência só para mero divertimento. É que a todas as manifestações de cultura acumuladas, através das gerações, deve corresponder a tentativas de aproximação de valores ideais, nomeadamente lutar por um mundo livre de crueldade e violência gratuita contra animais indefesos, apenas para divertir.    

 

Recorde-se que o movimento “Abolição das Corridas de Touros” denunciou que a “barbárie chega a tal ponto que os touros, quando saem das arenas, são metidos em camiões e ficam ali, por vezes até segunda-feira, que é quando são encaminhados para o matadouro. Não têm espaço para se deitarem, não bebem água e as bandarilhas são-lhe retiradas com ajuda de uma navalha”.

 

Os estudiosos e investigadores, quando falam do significado e das origens da lide de touros, identificam-nas com os bárbaros espectáculos circenses da antiguidade. Outros autores, indo mais longe, reportam as suas origens a mitos religiosos e sacrifícios cruentos, de cariz pagão, de civilizações muito mais remotas.

 

Uma medida importante contra as touradas foi a decisão do Parlamento Europeu ao aprovar uma proposta a impedir a utilização de fundos europeus para financiar touradas. Trata-se de uma excelente medida, que, por ir ao encontro da vontade de uma larga maioria dos cidadãos europeus e portugueses, deve merecer uma atenção muito especial do governo e das autarquias, já que é inaceitável que fundos europeus sejam utilizados para financiar, directa ou indirectamente, uma actividade que explora o sofrimento animal para entretenimento. De acordo com artigo 13.º do TFUE, aceite pelo Tratado de Lisboa, a “União e os Estados-membros deverão ter plenamente em conta as exigências em materia de bem-estar dos animais, enquanto seres sensíveis, respeitando simultaneamente as disposições legislativas e administrativas”. Daqui resulta o dever de reconhecer os deveres de protecção e bem-estar dos animais por parte do legislador da UE e dos Estados membros.

 

Um estudo publicado em 2007 revelou que uma larga maioria dos portugueses não querem as corridas de touros em Portugal e muito menos transmitidas pela RTP, com o dinheiro dos contribuintes. Mais recentemente, “A Plataforma Basta” divulgou, no passado dia 18/6, uma sondagem, segundo a qual 69% dos lisboetas discordam da realização de touradas no Campo Pequeno e não concorda com o apoio da autarquia a espectáculos tauromáquicos. Na sequência desta informação, o PAN pediu uma reunião com o presidente da câmara, Fernando Medina (cf. PÚBLICO, 19.06.18).

 

Espera-se que o movimento abolicionista, preocupado com o bem-estar animal e o sofrimento infligido aos touros, prossiga o seu caminho.»

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2018/06/23/opiniao/opiniao/povoa-de-varzim-um-concelho-antitouradas-1835596

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:57

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Segunda-feira, 4 de Junho de 2018

A PROPÓSITO DA “ALIANÇA” ENTRE A UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS PORTUGUESAS E A PROTÓIRO…

 

… que pode ser consultada neste link:

 

NUMA ÉPOCA EM QUE AS TOURADAS SÃO MUNDIALMENTE REJEITADAS, AS MISERICÓRDIAS PORTUGUESAS UNEM-SE À PRÓTOIRO PARA DINAMIZAR OS ANTROS DE TORTURA DE TOUROS

 

 

 

 

 

MISERICÓRDIAS.png

 

… recebi, via e-mail, do meu amigo Manuel Figueiredo as seguintes considerações:

 

«Não posso (nem quero) acreditar que isto está a acontecer, hoje, no meu país! Um protocolo da União das Misericórdias para dinamizar as suas praças de touros? Realizando touradas? Este presidente, que assim (não) pensa devia ser demitido e já! Queixa-se da falta de verbas para tratar dos idosos – a falsa caridadezinha. Nojento! Investiguem-se, a propósito, as contas de todas essas casas (sempre há-de haver alguma com as contas em dia…), incluindo os ganhos dessa gente “generosa”.

E a Igreja cala-se ou também quer abocanhar receitas?

E se o tipo fosse chamado ao Parlamento (vai toda a gente…) explicar, bem explicadinho, a reactivação dos novos circos romanos?

E de caminho: se a tal Federação (?!) recebe dinheiros públicos, acabe-se com a generosa dádiva…

Um país sem vergonha, país de ladrões!»

 

***

Faço também minhas estas considerações.

Realmente é inconcebível o que está a passar-se em Portugal, actualmente e a muitos níveis!

 

Isto só num país com uma política quinto-mundista (já nem sequer é terceiro-mundista), atrasado civilizacionalmente, e governado por socialistas absolutistas.

 

Tudo isto causa repugnância a cidadãos dotados de espírito crítico e senso comum. Portugal encontra-se numa fase regressiva como há muito não se via.

 

Há que penalizar os partidos políticos que estão a contribuir para este retrocesso sem precedentes.

 

Estamos em pleno século XXI D.C. e com políticas medievalescas, retrógradas, e com uma igreja católica nada cristã, nem misericordiosa.

 

Realmente vivemos num país onde não há vergonha, nem dignidade; vivemos num país onde vale tudo, quando se trata de encher os bolsos a ladrões. Um país de corruptos ao mais alto nível. Um país que rasteja para trás, em vez de caminhar erecto para o Futuro.

 

E um governo que não ouve a voz do povo é um governo despótico. E fez-se um 25 de Abril para acabar com uma ditadura e o Partido Socialista lança-nos numa autocracia fantasiada de democracia.

 

Tudo isto nos causa uma descomunal repugnância!

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:58

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Domingo, 14 de Janeiro de 2018

«TOURADAS E OUTRAS VIOLÊNCIAS CONTRA ANIMAIS NÃO-HUMANOS»

 

Joselene Barreto é uma cidadã brasileira que, fazendo uma busca pela Internet, ao procurar informações sobre a Figueira da Foz, chegou ao até ao meu Blog e decidiu escrever-me a seguinte carta, com o título supracitado, a qual aqui transcrevo com a permissão dela, juntamente com a resposta que lhe dei.

 

E isto para dizer que vale a pena lutar por esta causa, neste Blog, porque as mensagens aqui transmitidas chegam longe, e fazem eco, não só no Brasil, mas em mais 103 países espalhados por todos os continentes.

 

Obrigada, Joselene.

 

COLISEU FIGUEIRA.jpg

 A nódoa negra da Figueira da Foz, que diz do atrasado civilizacional desta cidade.

 

Carta de Joselene:

 

«Querida Isabel,

 

Não a conheço, mas li o que você escreveu sobre as touradas em Portugal e no mundo. É realmente uma coisa que muito me entristece. Parabéns pela coragem de levantar essa bandeira.

 

Sou brasileira, neta de portugueses nascidos em Porto e em Braga, e casada com um Português nascido em Esposende. Tenho orgulho que a região onde eles nasceram não participa desse horrendo massacre contra os touros.

 

Aqui no Brasil também praticam o tal do “rodeio”. Uma festa horrível, de origem norte-americana, onde os bois, novilhos e cavalos são tratados como lixo. No sul, Estado de Santa Catarina, na parte colonizada pelos portugueses dos Açores, praticam a tal Farra do Boi. Pesquise na internet e verá quão horrível é (nem tenho coragem de lhe contar, tamanho o sofrimento dos animais).

 

Eu e meu marido estamos pensando em voltar para Portugal, mas como moramos à beira mar, na cidade de Santos, litoral do Estado de São Paulo, gostaríamos de em Portugal também morar à beira mar. Por isto escolhemos a cidade de Figueira da Foz, no Distrito de Coimbra.

 

Mas qual foi a minha surpresa de, ao viajar virtualmente em Figueira da Foz através do Google Maps, me deparar com uma construção enorme, redonda, tipo um coliseu, e descobrir que se tratava de uma Praça de Touros.

 

Foi assim que cheguei até você. Pesquisando sobre touradas em Figueira da Foz e em todo o Portugal.

 

Achei a cidade muito bonita, mas fiquei com muita raiva do povo de lá acolher esse tipo de horror.

 

Isabel, você acha possível, uma vez que nos mudemos para Figueira da Foz, fazer alguma coisa contra essas touradas? Você teria alguma idéia? Também como posso fazer para me engajar com você nessa sua luta, uma vez morando em Figueira?

 

Como a polícia portuguesa trata os manifestantes a favor dos direitos dos animais, uma vez que o próprio governo dos municípios é a favor das touradas? Há violência polícia x manifestantes e até adeptos das touradas?

 

Você já pensou em pedir auxílio a alguma organização internacional para, “juntos”, ganhando forças, conseguirem “engatinhar”, e “começar” a conseguir algum resultado contra essa velhacaria? Pensei na Mercy for Animals, mais relacionada a animais do campo (gado).

 

Não conseguirei morar em Figueira e sempre passar à porta da Praça de Touros, apenas achando ruim, mas sem fazer nada contra.

 

Muito obrigada por sua atenção

Aguardo sua resposta. Não queria desistir de mudar-me para Portugal.

 

Bjs,

Josie (Joselene Lacerda de Oliveira Barreto)

Santos – SP/ Brasil»

***

A minha resposta:

 

Querida Joselene,

 

Agradeço a sua mensagem, que me tocou profundamente.

 

Não nos conhecemos, mas tal não é obstáculo para que estejamos em sintonia.

 

Realmente, as touradas são uma prática horrorosa, que envergonha a Humanidade do século XXI depois de Cristo.

 

É muito triste viver num país, embora seja o meu país, onde estes costumes bárbaros ainda se mantêm enraizados, por culpa de governantes incultos, portadores de um descomunal atraso civilizacional.

 

Eu nasci em Portugal, mas fui para o Brasil com dois anos, passei a minha infância, adolescência e juventude, cá e lá, e quase toda aminha família é brasileira, portanto podemos considerar-nos irmãs.

 

Sei que no Brasil também praticam o chamado “rodeo” e as hediondas vaquejadas, com grande sofrimento para os animais. Tenho lutado também pela abolição dessas práticas importadas dos EUA. Conheço também a idiota Farra do Boi, uma prática oriunda dos Açores, onde ainda se praticam, em algumas ilhas, as imbecis touradas à corda, as quais conspurcam o belo Arquipélago dos Açores. Luto pela abolição de todas estas monstruosidades.

 

Fico feliz por o Porto, Braga e Esposende não estarem no rol dos municípios atrasados civilizacionalmente. Eu nasci em Ovar, uma cidade do Distrito de Aveiro, que também está limpa do lixo tauromáquico. Podemos orgulhar-nos das nossas terras de origem.

 

Em Portugal, existem 308 municípios e, destes, apenas cerca de 40 são medievalescos. Entre eles, infelizmente está a Figueira da Foz, uma bonita cidade, sim, mas manchada de lixo tauromáquico, com uma arena de tortura activa, que diz do atraso civilizacional da cidade.

 

Mas querida Joselene, existem muitas cidades à beira-mar, livres de touradas, no Norte do País e também no Sul.  

 

Na região de Esposende, por exemplo, terra do seu marido, existem belas praias e lugares paradisíacos para se viver, como Ofir, Belinho, Apúlia, e mais a norte, na região de Viana do Castelo (única cidade portuguesa que se declarou anti-tourada) existem sítios maravilhosos para morar, como Areosa, Vila Praia de Âncora, Afife, Moledo.

 

Mais para Sul, temos também lindas cidades à beira-mar, como Espinho. E no Concelho de Ovar, na zona da Ria, existem belas vivendas com vista para a própria Ria. Um lugar de sonho.

 

Não precisa de fixar-se numa cidade que, na época tauromáquica, suja-se com cartazes horrorosos, de propaganda à tortura de Touros e Cavalos.

 

Há muito tempo, vários grupos anti-tourada e pessoas como eu, individualmente, lutam pela Abolição da Selvajaria Tauromáquica, porque tal prática não passa disso mesmo. Todos os anos fazem-se manifestações na Figueira da Foz e nas restantes cidades atrasadas, para que os governantes evoluam e acabem com esta vergonhosa actividade medievalesca, que não passa de um insulto à civilização.

 

Não temos tido o sucesso desejado, embora cada ano que passa as touradas têm diminuído bastante, bem como também o número de adeptos, porque não estamos a lidar com pessoas normais. É gente completamente alienada, que optou pela ignorância, pois todos sabemos que a tauromaquia assenta em três bases: ignorância, estupidez e mentiras que, repetidas ao longo de séculos, tornaram-se verdades falaciosas para os que se recusam a evoluir.

 

Uma vez que escolha a Figueira da Foz para morar, como poderá fazer alguma coisa contra as touradas ou como se engajar comigo nesta luta? Boa pergunta.

 

Poderá fazer o que nós fazemos: insistir junto às autoridades locais   e governo central para que acabem com esta prática que envergonha a Humanidade e Portugal, diante do mundo civilizado.

 

A abolição desta selvajaria não está longe de acontecer. Já faltou mais. Porém, antes de limparmos os municípios deste lixo, temos de limpar a Assembleia da República Portuguesa dos deputados do PS, PSD, CDS/PP e PCP que, inacreditavelmente, estão lá para servir o lobby tauromáquico e não os interesses cultos do País. E isso é mais difícil de conseguir porque eles sentaram-se naquelas cadeiras com cola no fiofó. E a abolição passará por uma lei que acabe com este vergonhoso atraso civilizacional.

 

Quando há manifestações, a polícia portuguesa está claramente a favor dos carrascos dos animais e não a favor dos manifestantes que são pelos Direitos dos Animais, uma vez que os torturadores têm a lei pelo lado deles: é que em Portugal há uma lei retrógrada que permite que se torture Touros e Cavalos nas arenas, para divertir sádicos, porque os Touros e Cavalos não são considerados animais como os Cães e os Gatos, aliás, em Portugal, apenas os Cães e os Gatos são considerados animais, e têm uma lei que os protege, desde que não sejam “artistas” dos circos, ou de corridas. De resto, todos os outros animais, domésticos ou selvagens, podem ser exterminados, em Portugal, à vontade da crueldade dos seus criadores, caçadores e psicopatas.

 

Agora, raramente há violência nessas manifestações, em Portugal, exclusivamente porque os manifestantes animalistas rejeitam a violência, o que já não acontece com os torturadores que, sendo adeptos da tortura, por vezes, tentam atropelar-nos ou atacar-nos como atacam os Touros: cobardemente. Já aconteceu.

 

Quanto a pedir auxílio a estrangeiros, nós trabalhamos em conjunto com algumas organizações de Espanha, México e sul-americanas, no sentido de pressionar os governos dos respectivos países. Em Espanha, México, Equador, Peru e Bolívia tem-se conseguido óptimos. Portugal está mais atrasado, aliás como em quase tudo, porque mais atrasados têm sido os seus governantes, desde há muito tempo. Mas lá chegaremos.

Compreendo que não vá sentir-se bem morando na Figueira da Foz e ter de passar à porta da Praça de Touros, apenas achando ruim, mas sem fazer nada contra. É terrível esse sentimento.

 

Mas como lhe disse, se escolheu a Figueira da Foz apenas por ser uma cidade bonita e não por motivos de trabalho ou outros, há bastantes cidades bonitas, à beira-mar, livres do lixo tauromáquico, para nela poderem viver tranquilamente e civilizadamente.

 

Desde já lhe digo que lutar contra blocos de cimento armado não é nada fácil. Temos a certeza de que um dia esses “blocos” cairão como tordos, porque um dia é da caça e outro do caçador. Sempre foi e sempre será assim.

 

Não desista de Portugal. É um país lindo e maravilhoso para se viver, desde que não seja em cidades conspurcadas com lixo tauromáquico e atrasadas civilizacionalmente.

 

Espero ter-lhe sido útil.

 

Beijinhos, Joselene,

 

Isabel A. Ferreira

 

***

Entretanto, recebi, hoje, uma mensagem da Joselene, a dizer o seguinte:

«Primeiramente gostaria de agradecer por sua resposta. Ela foi elucidativa a ponto de eu e meu marido desistirmos totalmente de nos mudarmos para Figueira da Foz. Como mencionou, há outros destinos em Portugal, provavelmente até mais lindos do que Figueira da Foz (que, à primeira vista, apenas virtualmente, pareceu-me linda)». (Joselene)

 

Sim, a Figueira da Foz é apenas virtualmente linda. Nenhuma cidade é plenamente linda, quando promove a selvática tortura de Touros e Cavalos.

 

Um dia, a Figueira da Foz libertar-se-á deste estigma, e tornar-se-á uma cidade realmente linda e digna de albergar cidadãos cultos e civilizados, quando assim o quiserem, os governantes. (IAF)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:41

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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2017

TVI PERDE AUDIÊNCIAS COM TRANSMISSÃO DE TOURADA

 

Em Portugal é assim: em vez de se evoluir, progredir, avançar para um futuro civilizado, retrocede-se medievalescamente…

 

Além da tourada do dia 18, a TVI fez propaganda às touradas à corda nos Açores, com Paulo Salvador, na sua ronda gastronómica, e à “festa” do barrete verde, em Alcochete, no meu querido mês de Agosto… que é mais de desgosto do que de gosto…

 

Que barrete TVI!!!!!!

 

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Mas vejamos o que acontece a uma estação de TV retrógrada:

 

«Os dados das audiências (do dia 18 de Agosto) não deixam dúvidas. A TVI há 5 anos que não transmitia touradas na sua emissão. No dia 18 de Agosto a estação decidiu transmitir em diferido uma tourada realizada na praça de touros do Campo Pequeno e, analisando os dados das audiências dessa noite, verificamos que a TVI perdeu para a SIC no horário em que foi transmitida a corrida de touros. A transmissão da tourada não cativou os telespectadores da TVI, conforme se pode ver nos gráficos das audiências, e cativa cada vez menos portugueses.

 

Avancemos rumo a uma sociedade mais pacífica, mais humana e mais amiga dos animais!

 

#Avancemos #TVI»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069.108951.143034799060668/1624788604218606/?type=3&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:24

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Terça-feira, 21 de Junho de 2016

ENTREGUE NA CÂMARA MUNICIPAL DE ANGRA DO HEROÍSMO UMA PETIÇÃO PARA ACABAR COM O FINANCIAMENTO PÚBLICO DAS TOURADAS

 

IMG-20150624-WA0005_ ILHA TERCEIRA.jpg

Assim são desperdiçados os dinheiros públicos: Arena de Tortura da Ilha Terceira

(Foto de Duarte Roxo)

 

Foi entregue no dia de hoje, 21 de Junho, uma petição para acabar com o financiamento público das touradas por parte da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.

 

A petição reuniu até ao momento um total de 2.589 assinaturas, estando ainda a decorrer a sua recolha na plataformachange.org”: https://www.change.org/p/c%C3%A2mara-municipal-de-angra-do-hero%C3%ADsmo-acabar-com-o-financiamento-p%C3%BAblico-das-touradas-em-angra-do-hero%C3%ADsmo-a%C3%A7ores

 

Os peticionários protestam pelo valor exorbitante de dinheiros públicos que são gastos anualmente por parte da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo na realização da feira taurina que integra o programa das suas festas concelhias. Nos últimos cinco anos foram gastos nesta feira um milhão e trezentos mil euros (1.300.000 euros) de dinheiros públicos e no presente ano a mesma autarquia vai gastar mais cem mil euros (100.000 euros).

 

A este elevado montante devem somar-se ainda, por exemplo, os duzentos mil euros (200.000 euros) que a câmara ofereceu recentemente à indústria tauromáquica com a cessão do direito de propriedade do terreno municipal onde foi construída a praça de touros da ilha Terceira.

 

A petição, criada pelo Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA), considera imoral que num momento de crise para a ilha Terceira, com reiteradas dificuldades e cortes sociais, a mencionada autarquia continue a destinar dinheiro público dos impostos para touradas, em detrimento de verbas para educação, solidariedade social e iniciativas culturais.

 

A petição afirma que as touradas são uma prática anacrónica, baseada na tortura e no sofrimento animal, que não acrescenta nada de positivo à ilha e que envergonha cada vez mais os açorianos e a própria humanidade.

 

Os peticionários, que se consideram chocados com esta situação, apelam à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo para que termine com o financiamento público de touradas.

 

Comunicado do Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)

http://iniciativa-de-cidadaos.blogspot.pt/

21/06/2016

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:02

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Sexta-feira, 20 de Maio de 2016

CORRIDAS DE GALGOS – PAN DENUNCIA CRIME PÚBLICO

 

 

A “humanidade” no seu pior

 

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 Crédito da foto: Visão

 

Avançamos hoje com uma denúncia de crime público ao Ministério Público devido à forte suspeita de graves maus tratos aos animais envolvidos nas corridas de Galgos. Conforme avançou também o resultado de uma investigação jornalística, o universo dos aficionados desta actividade de “entretenimento humano”, representa um negócio altamente lucrativo que vive à custa da exploração da alta performance destes animais, pela exigência dos violentos treinos a que são sujeitos, com choques eléctricos, administração de drogas estimulantes altamente prejudiciais para a sua saúde e um desgaste brutal. Para além disso, existe também a suspeita de que a esta actividade esteja associado o crime de apostas ilegais, havendo um igual desconhecimento sobre se estas corridas estão a ser licenciadas.

 

Na tentativa de obter mais informação, questionamos hoje o Ministro da Agricultura e do Mar, sobre o seu conhecimento da actividade de corridas de galgos, se já existiu alguma acção de fiscalização a estas corridas, se sim quando, quantas e qual o resultado das acções, se tem conhecimento dos métodos de treino utilizados nesta actividade e se tem conhecimento da administração de drogas estimulantes como cocaína, cafeína, eritropoetina, anfetaminas, entre outros, bem como anti-inflamatórios não esteróides ou corticosteróides. 

 

Estas substâncias têm impactos negativos ao nível da saúde dos animais com fortes sintomas de abstinência devido à habituação e podem estar associados ao desenvolvimento de cancro, de graves problemas cardíacos, doenças renais, hepáticas, dermatológicas, odontológicas e outras patologias emocionais e comportamentais.

 

“Num momento em que se inflamam as inquietações sobre posturas radicais, este lucrativo e impune negócio, faz com que o conceito de respeito por todas as formas de vida não signifique absolutamente nada. Existem automóveis tratados com mais cuidado do que estes animais.

 

O PAN defende o fim do antropocentrismo, ou seja, a ideia de que o Ser Humano está no centro de tudo e de que pode utilizar todas as formas de vida indiscriminada ou inconscientemente. O que não significa que coloque os animais à frente dos humanos, conforme se tem comentado.

 

A defesa dos direitos humanos tem já uma longa e admirável narrativa, sendo a defesa daqueles que connosco partilham o espaço uma extensão natural deste movimento. As pessoas têm direitos, garantidos e reconhecidos constitucionalmente e instâncias criadas para os assegurar. A defesa dos direitos dos animais, no respeito pelos princípios mais básicos, apenas agora está a começar, eles ainda estão no fim da linha”, avança André Silva.

 

Os defensores deste negócio afirmam publicamente que se trata de uma actividade social e cultural que enche os restaurantes das regiões e afirmam que quem “usa” os animais é quem mais “gosta deles”. Uma declaração comum a todos os profissionais das indústrias que utilizam animais para entretenimento.

 

As autarquias continuam a inaugurar pistas municipais para corridas de galgos e a investir na manutenção e recuperação de praças de touros. Estes eventos violentos, para humanos e não humanos, reflectem o paradigma do lucro e a indiferença de um nicho da sociedade que ainda considera aceitável a utilização e maus tratos de animais para divertimento humano, chamando-lhe cultura. Não fazem parte do paradigma social para o qual o PAN gostaria de contribuir, baseado na promoção de uma cultura da empatia e também não acompanham o desejo da maioria dos cidadãos nem da Constituição Portuguesa.

 

PAN aguarda respostas do Ministro da Agricultura e do Mar:

 

- Denúncias e fortes indícios de graves maus tratos aos animais envolvidos nas corridas de Galgos

 

- Actividade de “entretenimento humano” representa um negócio altamente lucrativo que vive à custa da exploração da alta performance destes animais

 

- Autarquias continuam a inaugurar pistas municipais para corridas de galgos e a investir na manutenção e recuperação de praças de touros

***

(AVISO: uma vez que a aplicação do AO90 é ilegal, não estando efectivamente em vigor em Portugal, este texto foi reproduzido para Língua Portuguesa, via corrector automático).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:56

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Quarta-feira, 18 de Maio de 2016

UM GRUPO DE COBARDES CHAMADO FORCADOS

 

«As imagens deste vídeo mostram bem o quão os forcados, são um grupo de cobardes, pois enfrentam um touro que se encontra cravado de bandarilhas, que se encontra em sofrimento, físico e psicológico, que se encontra, mais morto do que vivo, quando, se não fossem os cobardes que efectivamente são, seriam os primeiros a enfrentar o touro, na arena de uma praça de touros.

 

Se os forcados não fossem os cobardes que efectivamente são enfrentariam o touro, no seu habitat natural

(Vídeo de Mário Amorim)

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:54

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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2016

ILHA TERCEIRA: A TOURADA DOS ESTUDANTES JÁ NÃO É O QUE ERA

 

Este ano não houve o cortejo pelas ruas e a tourada dos estudantes já não teve a adesão de outrora, quando se conseguia encher a praça de touros. Este ano a praça esteve quase vazia e também quase de certeza foi gente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense que esteve por trás da organização da tourada, e não uma comissão de alunos como era habitual

É que:

A tourada dos estudantes já não é o que era

Até porque os tempos são de evolução

 

TOURADA ESTUDANTES.png

 

Texto de J. A.

 

«Por muito que alguns conservadores do que não interessa conservar queriam, as touradas já não são o que eram, estando cada vez mais próximo o seu fim. A sua sobrevivência nos dias de hoje só acontece devido ao forte investimento que desde sempre existiu na habituação dos mais novos e aos apoios públicos que tem recebido dos governos, autarcas e da hipócrita Comunidade Europeia.

 

Este ano, para desgosto de alguns, a tourada dos estudantes, realizada anualmente em Angra do Heroísmo, não existiu ou foi uma pequeníssima mostra do que foi no seu auge.

 

Os grandes defensores da aberração em defesa da sua dama alegam a sua antiguidade, a sua sobrevivência ao Estado Novo e a sua necessidade como escola de captação de aficionados/ toureiros.

 

Começando pelo fim, o saudável desinteresse manifestado pela maioria dos estudantes é sinal de que os tempos são outros e que a tortura de animais para divertimento já teve melhores dias. Além disso, demonstra que o investimento feito anualmente em eventos tauromáquicos para crianças deixou de surtir os efeitos que eles pretendiam, isto é tornar cada criança um adepto da tortura animal.

 

O argumento de que a tourada dos estudantes se sobreviveu ao Estado Novo também terá de continuar em regime de democracia representativa não faz qualquer sentido.

 

Não faz sentido, em primeiro lugar porque torturar animais é uma barbaridade que com o aumento do conhecimento que se tem sobre os animais já devia ter sido banida há muito tempo e em segundo lugar porque na tourada dos estudantes nunca ninguém levantou a sua voz contra os ditadores que governaram Portugal durante 48 anos.

 

A este propósito convém recordar que foi durante o Estado Novo, que a tourada dos estudantes atingiu o ponto máximo da tortura animal, tendo nos primeiros anos revestido a capa da solidariedade social, a favor da Caixa Escolar do Liceu de Angra, em 1933 e 1936 ou do Dispensário Antituberculoso, em 1935.

 

Ainda sobre a balela da tourada poder eventualmente incomodar o Estado Novo, pouco há a dizer já que não seriam os filhos dos “fidalgos pobres” e afins, serventuários do regime, que iriam contestar alguma coisa. Além disso, o Estado Novo servia-se da tauromaquia para divertimento dos seus seguidores e do povo em geral e para colmatar as suas falhas em termos de apoio social. A título de exemplo, cita-se a realização de uma tourada, em 1946, com a presença do Ministro da Guerra Fernando Santos Costa e das autoridades civis e militares da ilha, a realização de touradas a favor da Legião Portuguesa (em 1939), da Mocidade Portuguesa (em 1941) e a favor ou promovida pelo Movimento Nacional Feminino (em 1971, 1972 e 1973).

 

Sobre a tourada dos estudantes propriamente dita, começou por ser semelhante a todas as outras, com os animais a serem torturados sem apelo nem agravo, passando mais tarde a ser mais “brincadeira de rapazes e de algumas raparigas”, onde já não eram cravados ferros, como acontecia nos primeiros anos da década de 80 do século passado, onde o cortejo constituía o principal da festa.

 

Hoje, quando em todo o mundo se caminha para a abolição de uma prática retrógrada e bárbara, não faz qualquer sentido o regresso aos primeiros anos, de tortura extrema, nem mesmo aos tempos em que a tortura física foi mais atenuada.

 

Para quem viveu, assistiu ou mesmo participou numa tourada dos estudantes, mas que fruto das leituras e da reflexão pessoal chegou à conclusão de que o uso de animais para divertimento não faz qualquer sentido, apenas fica alguma mágoa pela não realização do desfile, pelas ruas de Angra do Heroísmo.

 

Os jovens de hoje e os do futuro, estamos certos, encontrarão outras formas e meios de exteriorizar o seu humor e a sua irreverência.

 

Parabéns à juventude terceirense que já não participa em touradas.»

J.  A.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:47

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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016

CINCO ESTRELAS DE FERRO PARA O MUNICÍPIO DE VILA FRANCA DE XIRA QUE CONTINUA NA SENDA DA INCULTURA TAUROMÁQUICA

 

ESTRELA FERRO XIRA.png

Autarcas de Vila Franca de Xira são a vergonha nacional e dizem ao mundo do atraso civilizacional desta cidade

 

Uma das particularidades que nos dizem se uma determinada localidade pertence ao mundo civilizado ou ao mundo cavernoso de humanóides que não evoluíram é o facto de ter activa uma arena de tortura de Touros, vulgo praça de Touros, ou práticas primitivas que implicam a utilização de Touros como “divertimento”.

 

Enquanto nos outros sete países (que em pleno século XXI ainda mantém estas práticas selváticas) a evolução no sentido de pôr fim a “divertimentos” inadequados a seres que se dizem humanos tem vindo a crescer consideravelmente, Portugal continua atolado no lodo, a defender o indefensável, e a distanciar-se cada vez mais da Civilização e da Cultura Culta, e nem o actual governo, dito de esquerda, parece interessado em abolir, de um modo inequívoco, este ignominioso entretenimento de broncos, talvez porque tenha a espinha dorsal demasiado curvada aos lobbies económicos, que são os verdadeiros “governantes” de Portugal.

 

Vila Franca de Xira encabeça o rol dos municípios com um atraso civilizacional considerável.

 

Naquela localidade respira-se o ar mofoso das trevas que a envolvem.

 

Os autarcas vila-franquenses, que já nasceram velhos, estão empenhados em defender a selvajaria, não olhando a meios, ainda que esses meios sejam retirados dos bolsos dos contribuintes.

 

O que se passou na Assembleia de Freguesia de Vila Franca de Xira, na passada semana, diz do atraso de vida daquela gente que se recusa a evoluir.

 

Do PSD já sabemos com que contamos. Do PS esperava-se um pouco mais, mas numa terra que deve milhares de Euros à civilização, não há lugar para iluminados: o Partido Socialista apresentou uma moção onde defende a selvajaria tauromáquica, a qual foi aprovada por unanimidade.

 

A Coligação dita “Novo Rumo”, mas que continua mais velha do que o próprio mundo, liderada pelo PSD, disse esta coisa mirabolante, mais parecendo um discurso de ofuscados:

 

Inúmeras vezes, e de uma forma que tem vindo a tornar-se mais frequente e agressiva, outros portugueses movidos por interesses de origem duvidosa nos têm atacado, vilipendiado e ofendido só porque amamos a festa de toiros e queremos ter o direito a vivê-la plenamente e não esperaríamos ouvir do primeiro-ministro a intenção de colocar nas autarquias a função de pôr fim às touradas. Não decidir o seu futuro, mas de forma crua, pôr-lhes fim”.

 

Pois “senhores” da Coligação dita “Novo Rumo” (que querem mais do mesmo, e nada de novo debaixo do Sol, por isso continuam velhos), quem ataca, quem vilipendia, quem ofende a civilização, a Humanidade e os Touros sois vós, com esse vosso costume bárbaro, rejeitado em todo o mundo, e desprezado pela esmagadora maioria dos Portugueses.

 

Os autarcas vila-franquenses são uma vergonha para Portugal.

 

Apenas uma minoria inculta, parada num tempo anterior ao homem das cavernas, ainda defende a selvajaria tauromáquica.

 

Durante o ano de 2015, tiveram oportunidade de evoluir.

 

Rejeitaram essa evolução. É chegado o momento da distribuição das Estrelas: de Ferro para os atrasados. De Ouro, para os evoluídos.

 

Por isso, a Vila Franca de Xira foram atribuídas cinco Estrelas de Ferro (considerado o vil metal), o máximo na escala dos municípios que ao manterem esta macabra e vampírica forma de “diversão”, sofrem de um colossal atraso civilizacional.

 

***

Mais informação sobre a atribuição das Estrelas, aqui:

ATRIBUIÇÃO DE “ESTRELAS DE OURO” ÀS AUTARQUIAS ANTI-TOURADA E “ESTRELAS DE FERRO” ÀS AUTARQUIAS PRÓ-TOURADA

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/atribuicao-de-estrelas-de-ouro-as-509120

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:54

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Sábado, 2 de Janeiro de 2016

ENQUANTO O MUNDO EVOLUI, PORTUGAL CONTINUA PARADO NO PASSADO

 

Por aquilo que o governo português não faz, avalia-se o atraso civilizacional em que Portugal está mergulhado.

E se Portugal tem coisas muito boas, tem também coisas muito, muito más, feias, cruéis, primitivas e obscuras.

Não existe meio-termo em Portugal.

Em Portugal ou é oito ou é oitenta.

 

PORTAS.jpg

Fonte da imagem: http://www.frasesnofacebook.com.br/frases-sobre-o-tempo/page/4/

 

Vejamos o que aconteceu no mundo, mas não em Portugal:

 

Não às touradas vence referendo em Valência (Espanha)

Ler notícia aqui:

http://www.olharanimal.org/touradas-e-farra-do-boi/9508-espanha-nao-as-touradas-vence-referendo-em-valencia)

 

***

O Alcaide de Valência erradica o Touro embolado…

Ferrol proíbe os circos com animais e as corridas de Touros

Ler a notícia aqui:

https://www.facebook.com/Basta.pt/photos/a.472890756075069.108951.143034799060668/1071798589517613/?type=3&theater

 

***

Mais uma grande vitória! Xeraco não autorizará o “bous al carrer”, nem o touro embolado (Valência - Espanha)

Ler a notícia aqui:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/12/01/mais-uma-grande-vitoria-xeraco-no-autorizara-bous-al-carrer-ni-embolats/

***

Marca de molho de soja Kikkoman anuncia fim de testes em animais.

Fonte: ANDA

Ler a notícia aqui:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/11/22/conteudo-anda-marca-de-molho-de-soja-kikkoman-anuncia-fim-de-testes-em-animais/

 

***

EUA não usará chimpanzés em pesquisas médicas, e animais serão libertados

Fonte: ANDA

Ler a notícia aqui:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/11/22/boas-noticias-eua-nao-usara-chimpanzes-em-pesquisas-medicas-e-animais-serao-libertados/

 

***

Vitória, o Concelho Municipal de San Cristóbal, na Venezuela, reformulou a lei e proíbe circos com animais.

Fonte: ANIMANATURALIS

Ler a notícia aqui:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/11/18/san-cristobal-reforma-ordenanza-y-prohibe-circos-con-animales-silvestres/

 

***

O Zoo de Barcelona elimina espectáculo com golfinhos.

Fonte: ANIMANATURALIS

Ler notícia aqui:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/11/16/el-zoo-de-barcelona-elimina-el-espectaculo-con-delfines/

 

***

VITÓRIA! Golpe na indústria de peles: Holanda proíbe a criação de visons!

Fonte: ANIMANATURALIS

Ler notícia aqui:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/11/13/vitoria-golpe-a-la-industria-peletera-holanda-prohibe-la-cria-de-visones/

 

***

Mais uma grande vitória, rumo à abolição da tauromaquia! O Concelho de Maiorca se declara anti-tourada!

Fonte: ANIMANATURALIS

Ler notícia aqui:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/11/12/mais-uma-grande-vitoria-rumo-a-abolicao-da-tauromaquia-avanzando-el-consell-de-mallorca-declara-la-institucion-antitaurina/

 

***

Avança o projecto de lei que penaliza o maltrato animal na Colômbia.

Fonte: ANIMANATURALIS

Ler notícia aqui:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/11/12/avanza-proyecto-de-ley-que-penaliza-el-maltrato-animal-en-colombia/

 

***

Vitória! Holandeses proíbem produção de peles e salvam seis milhões de martas por ano

 

Fonte: ANDA

Ler notícia aqui:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/11/12/vitoria-holandeses-proibem-producao-de-peles-e-salvam-seis-milhoes-de-martas-por-ano/

 

***

Projecto GAP lança campanha: “Grandes Primatas como Património Vivo da Humanidade”

Fonte: ANDA

Ler notícia aqui:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/11/12/preservacao-projeto-gap-lanca-campanha-grandes-primatas-como-patrimonios-vivos-da-humanidade/

 

***

As arenas de Rieumes (França) não servirão mais para a tortura de Touros a partir de 2016

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10208687228804653&set=a.2947271727386.2153881.1429098968&type=3&theater

 

***

Acabaram-se as corridas de Touros em Duitama (Colômbia).

A praça de Touros Cécar Rincón, não terá mais corridas de Touros. Depois de ter sido, durante 25 anos a feira taurina n«mais importante da parte oriental do país, esta arena converter-se-á num cenário de actividades culturais.

Fonte:

https://www.facebook.com/175255462653871/photos/a.188790541300363.1073741826.175255462653871/492502877595793/?type=3&comment_id=493407997505281&notif_t=photo_comment

 

Prova de que o fim das touradas está cada vez mais próximo.

 

***

O município maiorquino de Santanyí eleva para 31 os municípios anti-touradas em Maiorca (Espanha) e pedem ao Parlamento a abolição da tauromaquia nas Baleares.

Fonte:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/12/18/victoria-santanyi-vota-a-favor-de-abolir-la-tauromaquia-en-mallorca/

***

Esperamos que o novo Governo de Portugal, que se diz de esquerda, tenha políticas diferentes, mais avançadas e civilizadas do que as dos governos anteriores (que se diziam de direita), e acompanhe a EVOLUÇÃO DO MUNDO, porque como diz Charles Chaplin, «cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre».

 

Portugal merece ser um país evoluído, civilizado e plantado no futuro.

Chega de um passado a cheirar ao mofo e mergulhado nas trevas da ignorância.

 

Abram-se as janelas e deixe-se entrar a Luz, e que essa Luz ilumine a alma dos que ainda não evoluíram…

 

Porque:

ALMA.png

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:53

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