Terça-feira, 27 de Dezembro de 2016

DO NASCIMENTO (DO TOURO) À EXTINÇÃO… NA ARENA

 

 

Reflexão de fim de ano sobre o Touro que os tauricidas chamam de “bravo”…

 

Um tal João Aranha, que não sei quem é, nem me interessa, escreveu um texto completamente imbecil, desprovido do mais básico conhecimento científico sobre bovinos, no aficionado “jornal” Correio da Manhã, sob o título «Do nascimento à extinção - Reflexão de fim de ano sobre o toiro bravo», onde esparramou uma ignorância que vem do tempo das mais profundas trevas, e que foi passando de geração em geração, como se fosse o saber dos saberes

 

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Porém (existe um porém) os tempos evoluíram, o mundo saiu das trevas, os conhecimentos avançaram, e hoje apenas os muiiiiito, mas muiiiiiito ignorantes é que não sabem que na Natureza não existem Touros “bravos”, mas simplesmente bovinos, que nascem como todos os bovinos, mas que são manipulados e torturados desde a nascença e ao longo da sua curta vida, para fazerem de conta que são “bravos”, e depois são enfraquecidos através dos mais repugnantes métodos, antes de entrarem na arena, para serem barbaramente torturados e morrerem lentamente, para que aos olhos dos sádicos que assistem à tortura, os cobardes tauricidas possam passar por “heróis”, porque a tauromaquia é a suprema arte da cobardia… desde o nascimento do bovino até à sua extinção na arena…

 

E esta é a única extinção que existe na tauromaquia: a morte lenta e dolorosa de um dócil e pacífico ser senciente, para satisfazer o prazer mórbido de psicopatas, sádicos e dos afectados por uma deformação mental, e encher os bolsos de criaturas acéfalas.

 

O que se extinguirá, com a abolição da selvajaria tauromáquica é a crueldade e a violência exercidas sobre seres que são muito superiores a quaisquer dos intervenientes nesta barbárie, e obviamente a extinção do bando de parasitas tauricidas que vivem à custa dos impostos dos portugueses.

 

***

Que haja joões aranhas por aí a destilar um ódio cavernícola por seres sencientes e pacíficos como os bovinos, e a dizer disparates de alto quilate, sobre uma matéria que desconhecem por completo, será (será?) normal, porque a anormalidade, neste nosso país ainda com raízes terceiro-mundistas, está legislada, por mais incrível que isto pareça.

 

O que é espantoso é existir um “jornal” que tem por função informar, e o que faz? Publica uma enxurrada de imbecilidades, que só contribui para que a ignorância continue a espalhar-se como um vírus nocivo. Por estas e por outras Portugal tem uma franja populacional ainda muito, mas muito atrasadinha…

 

(Do nascimento… do bovino)

 

 

 

(…à extinção do bovino na arena…)

 

 

Esmiucemos o que disse o João Aranha:

 

«Com mais um ano a findar, eis a ocasião propícia para algumas reflexões. Ao fazê-lo, dei comigo a meditar sobre a ignorância de alguns anti-taurinos e outros fundamentalistas urbano-depressivos que, nunca tendo visto parir uma ovelha ou cobrir uma burra, se permitem criticar quem aponta factos sobre tão importante matéria».

 

Só este primeiro parágrafo diz da deformação mental dos tauricidas. Eles é que são ignorantes (pois nada sabem de bovinos); eles é que são anti-taurinos (que significa inimigos dos touros) nós somos anti-touradas; eles é que são fundamentalistas, tipo islâmicos (pois sentem prazer em torturar seres vivos); eles é que são urbano-depressivos (tão depressivos que precisam de torturar animais para exorcizar as suas frustrações e a invirilidade de que sofrem); e como são extremamente ignorantes acham que todos são ignorantes também, e medem todos pelo mesmo alqueire.

 

Todos nós, animalistas, conhecemos bem tudo o que diz respeito aos animais, temos conhecimentos das ciências que se dedicam ao estudo dos animais no que se refere à sua biologia, genética, fisiologia, anatomia, ecologia, geografia e evolução, por isso sabemos do que falamos.

 

Não queiram vir ensinar o padre nosso ao vigário, quando nem sequer sabem rezar, porque o que vos ensinam nas igrejas que frequentam é apenas odiar os animais. Torturá-los para se divertirem. E isto não é cristão. É diabólico.

 

O parágrafo que se segue é de uma ignorância crassa. Medieval. Cavernícola. Uma mentira repetida há séculos, para enganar os ignorantes, tornou-se na verdade dos imbecis.

 

«Igual comportamento provem dos que, à porta do Campo Pequeno, em noite de corrida, ou mesmo na comunicação social, e até na Assembleia da República, continuam a afirmar que o toiro bravo (o toiro de lide destinado à tourada) mais não é do que um bovídeo que não estará condenado à extinção se as touradas acabarem, podendo sobreviver livremente na natureza. Uma tal crença peca por total ignorância de quem, com base num fundamentalismo sem fundamento, desconhece todo o percurso da espécie, desde que se chamava auroque e surgia pintado nas cavernas da pré-História até ao soberbo animal que hoje temos

 

Leia mais, João Aranha. Não enterre essa cabeça oca na areia. Saia das trevas. Ilumine-se.

 

Vou indicar-lhe aqui informação suficiente para deixar de ser ignorante, e nunca mais se atrever a vir a público dizer tanto disparate.

 

Fonte:

http://www.cmjornal.pt/opiniao/detalhe/do-nascimento-a-extincao

***

Quando falamos de selvajaria tauromáquica falamos disto:

 

«A TOURADA, RAZÃO DA EXISTÊNCIA DO TOURO BRAVO?» OU A QUEDA DE UM MITO

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/98835.html?thread=1885459#t1885459

 

A TOURADA VISTA POR UM MÉDICO VETERINÁRIO

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/572988.html

 

A VERDADE PERVERSA SOBRE A TORTURA DE TOUROS E CAVALOS, ANTES, DURANTE E DEPOIS DA LIDE

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/484004.html

 

MORTE DO TOURO NA ARENA

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/morte-do-touro-na-arena-683521

 

A ORIGEM CIENTÍFICA DA "AFICIÓN"

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/a-origem-cientifica-da-aficion-673814

 

O SOFRIMENTO DE UM TOURO DIAGNOSTICADO POR UM MÉDICO VETERINÁRIO

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/o-sofrimento-de-um-touro-diagnosticado-677391

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:34

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Quinta-feira, 2 de Junho de 2016

OS PARTIDOS DA DIREITA (CDS/PP, PSD E PCP) DEVEM CHUMBAR PROIBIÇÃO DO TRABALHO DE MENORES EM TOURADAS

 

«A Assembleia da República deverá chumbar hoje a proibição dos menores participarem em corridas de touros. As propostas que aumentam a idade mínima para 18 anos foram ontem debatidas no Parlamento. PSD, CDS e PCP estão contra. O PS dará liberdade de voto.

 

As votações acontecerão hoje ao final do dia. Aguardamos com especial expectativa. Sim, estão aqui em causa os direitos fundamentais das crianças.» (PAN)

 

 

A proposta do PAN é racional, o resultado da votação poderá ser IRRACIONAL.

 

Esta é uma matéria que, se Portugal fosse realmente um país CIVILIZADO e EVOLUÍDO, nem sequer estaria em discussão, por tão óbvio ser o facto de a violência e a crueldade não fazerem parte dos valores HUMANOS que o Estado tem o dever de pugnar para a EDUCAÇÃO das crianças e jovens portugueses.

 

Mas não surpreende serem os partidos da DIREITA, CDS/PP, PSD e PCP e também o PS (Alguns) a chumbar tal proibição. Vivem num tempo anterior ao da Pré-História.

 

E francamente, nunca tivemos uns governantes tão incivilizados (salvo raras excepções), desde o tempo de Dom Afonso Henriques. A falta de lucidez, sensibilidade, bom senso e cultura que grassa na Assembleia da República é monumental.

 

É algo nunca visto.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:48

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Sexta-feira, 3 de Maio de 2013

NA ILHA TERCEIRA (AÇORES) OS BRONCOS SAÍRAM ÀS RUAS E DEMONSTRARAM QUE AS PRÁTICAS PRÉ-HISTÓRICAS ESTÃO-LHES NO SANGUE

 

 

Vemos aqui um bando de covardes a torturar um indefeso animal, que nem sequer tem as suas armas (os cornos) disponíveis – Imagem deplorável, que retrata a ignorância de uma gente que ficou parada na pré-história

 

O Luís Soares, um açoriano, aficionado emperrado, pois já não é a primeira vez que lhe deixo aqui motivos para sair da ignorância que trouxe do berço, mas ao que parece ainda não conseguiu aprender nada, deixou- me este comentário:

 

Luis Soares disse sobre UMA VEZ AFICIONADO EMPERRADO, SEMPRE AFICIONADO… na Quinta-feira, 2 de Maio de 2013 às 19:46:

 

1-"Ele é "fabricado" pelos ganadeiros, com um fim único. O Touro é simplesmente um bovino como outro qualquer. Manso, digno e que merece respeito. Extinguir-se-á mais depressa o homem do que qualquer outro animal não humano. Isto não sou eu que digo. É a CIÊNCIA.\". Disse que tudo o que diz é fundamentado. Gostaria de ler sobre essa sua afirmação. E saber os estudos feitos sobre a continuidade de touro Bravo. e me permite, sem faltar ao respeito, só mesmo uma pessoa que está completamente fora do assunto, é que afirma/acredita nisso. O touro Bravo é criado para a lide... É o resultado de uma seleção rígida, de forma a obter o melhor espécime! Não se cria um touro para comer... Ou para o trabalho! Mas pronto... Mostre me os estudos...

2- P.s.: Ontem.. as ruas da terceiras.. as quatro, onde houve tourada à corda, estavam cheias! Era tanta gente na rua a rir.. portugueses.. Americanos... Holandeses... A beber e a comer...Até um casal de italianos q eu conheci, e que me disseram que visitaram as 4 ilhas dos Açores, e que lhes foi aconselhado a terceira por causa das touradas à corda! Perguntei se estavam a gostar, no meio daquela folia toda... Eles disseram que é impressionante! E que estavam a adorar. Levei o marido a ir para a rua correr um pouco com o tourO. Era o último touro. Emprestou me a máquina para tirar umas fotos mais de perto. No final perguntou me quando era a próxima tourada.»

 

***

 

Quanto ao primeiro ponto, deixo-lhe aqui este excelente trabalho de um ZOÓLOGO. Talvez não entenda, porque está em castelhano, mas tem imagens, que provavelmente perceba.

 

 

A VERDADE SOBRE O TOURO DE LIDE

 

 

 

Há muitos mais textos sobre este assunto, espalhados por este Blog. Não vou fazer o seu trabalho de casa, Luís Soares. Se quiser saber mais, procure. Está tudo aqui.

 

Quanto ao segundo ponto, valha-o todos os santos e santas: as ruas da Terceira estavam cheias, sim, de gente BRONCA, PAROLA, incluindo os “estrangeiros” que também os há broncos e parolos.

 

Esses que aí foram, não vão a um concerto ouvir Mozart, ou a um ballet ver o Lago dos Cisnes.

 

Vão à Terceira ver como se tortura covardemente um pobre animal e emborracharem-se como é da praxe dos grosseirões.

 

O que disse neste seu segundo parágrafo só vem comprovar que, infelizmente, a EVOLUÇÃO não chegou à Ilha.

 

Mas tudo isto está a caminho do fim.

 

A estupidez não dura eternamente. Sabia?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:09

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Sexta-feira, 29 de Março de 2013

«PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO: TAUROMAQUIA E SEMANA SANTA» - OU A IRRACIONALIDADE DE UM AUSTRALOPITECO

 

 
 

 

Um aficionado  publicou um texto na página da prótoiro, no Facebook, com a seguinte legenda: «Porque tauromaquia é cultura. Um excelente artigo que enquadra a festa brava nas festividades pascais» …

 

 

Escreveu isto como se estivesse a falar da Última Ceia de Cristo realizada numa arena, ao redor de uma mesa, onde pedaços do corpo de um touro a sangrar faziam parte do ritual desta ceia.

 

O texto é algo inacreditável. Devastador!

 

Coisa saída de uma mente completamente doentia. Anormal. De um alguém que ficou parado no tempo dos rituais mais antigos em que os machos humanos tinham de provar a sua macheza através de rituais primitivos e sangrentos, onde se sacrificavam animais, porque, na verdade, desconheciam tudo sobre a vida.

 

Ou seja, este texto apresenta os tauricidas do século XXI como autênticos australopitecos. A mentalidade deles não evoluiu absolutamente nada.

 

Mas é melhor ler. Por favor.

 

É um texto que deslumbra pela irracionalidade nele entranhada.

 

(Os sublinhados são meus).

 

***

 

Por Ignasi Corresa 

 

«Durante a primeira Lua Cheia da Primavera celebra-se, em toda a Cristandade, a Semana Santa e a Páscoa, uma festa que se vive com o maior fervor popular em Espanha, e um exemplo disso é a quantidade de confrarias, irmandades e iconografia religiosa que durante esta época se reúnem em todos os centros urbanos de praticamente todas as localidades do país.

 

Sem desvalorizar nenhuma das celebrações próprias de cada localidade, únicas e originais, no passado domingo, na minha cidade, Sagunto, depois da procissão e da eucaristia na diocese de Santa Maria, realizou-se o sermão da Semana Santa no santuário do Sangue de Sagunto. Além de fantástico, breve, artístico, cadenciado, sereno e muito bem feito – tal como se tratasse de uma faena taurina – o orador, o matador de touros Vicente Barrera, falou de sangue, de tradição ancestral, costume, estética, de representação, simbolismo e culto…

 

Gostaria de acrescentar e relacionar estes conceitos de morte e vida, arte e estética, culto e paixão, tradição e identidade, em suma, esses valores que unem estas grandes festas de costumes ancestrais e que todavia ainda persistem na nossa sociedade - hoje em dia mais enraizada está a Semana Santa – graças à transmissão de pais para filhos de um sentimento de herança e de fervor que cala e entranha no nosso ser mais profundo.

 

Não é minha intenção fazer um sermão, mas tão só uma analogia entre duas práticas culturais, que, ao fim e ao cabo, representam paixão, morte e ressurreição, e isto em tauromaquia é vida, e no cristianismo é salvação - a vida eterna.

 

Porque a tauromaquia representa esse simbolismo milenário da vida através do derramamento de sangue que fertiliza a terra por onde se espalha, pois este líquido precioso em si, é a própria vida.

Ao fim e ao cabo a tauromaquia simboliza, desde os primeiros tempos, a própria vida através da subsistência e vigor, numa luta de morte, onde não vence o mais forte, mas o mais hábil e inteligente, uma forma de demonstrar que o ser humano é, sem dúvida alguma, o mais importante ser da criação, aquele que foi criado à imagem e semelhança do seu criador.

 

Na iconografia antiga, a espada erguida e manchada de sangue representava a pujança do homem, a sua fertilidade e a sua realização, através dessa espada ensanguentada que, ao fim e ao cabo, simbolizava o homem em si, a sua força.

 

As primeiras sociedades guerreiras lutavam nua,  para impressionar o inimigo ou quem observava a batalha, com o tamanho do seu pénis, músculo onde acreditavam que residia a força e a fertilidade do homem, ou seja, a sua virilidade, uma vez que o homem se diferencia anatomicamente da mulher, entre outras coisas, pelo seu aparelho reprodutor.

 

De facto, no Museu de Belas artes de Valência, uma predela de um retábulo do século XV do pintor Joan Reixach, com o fim de representar a encarnação (Deus feito homem), para aprofundar a essência humana de Cristo numa das cenas da paixão -concretamente a da sua prisão - um soldado coloca a mão no pénis de Jesus, forma que o excelente pintor valenciano encontrou para testemunhar a humanidade de Cristo.

 

O vigor do homem e a fertilidade, ou seja, a paixão, morte e ressurreição – o ciclo da vida – na tauromaquia não só é representado na praça e no derramamento de sangue no chão, mas também em campo aberto – relembro que tanto na pintura gótica como barroca, o sangue derramado na crucificação de Cristo, geralmente inunda a terra, cujo significado corresponde ao símbolo da salvação do mundo (a Terra) através do sangue.

 

O “toro de la Veja” derrama o seu sangue a partir desse conceito de regenerar a terra (ressurreição) e o valente lanceador pendurará os testículos do touro bravo na sua lança para que se lhe reconheça o seu mérito de homem, ou seja, o seu valor como tal e a sua dignidade, que é reforçada pelos testículos espetados no mais alto da sua lança.

 

A tauromaquia conserva, na sua essência, todos os rituais culturais e tão ancestrais como o nascimento da religião nos alvores da nossa sociedade humana, que passaram de geração em geração, modificando-se e reinterpretando-se na história, mas que em si configura a essência que enriquece o toureio, o culto e a própria vida que envolveu o sacrifício entendido como paixão, do mesmo modo que paixão entendida como afición ou enamoramento; como morte, porque não se concebe a vida sem ela, e por sua vez a morte dá vida, se tivermos em conta que esse sacrifício nos dá força se comermos a sua carne e se acreditarmos – como se fazia nos tempos antigos – que o sangue , que é vida, fertiliza a terra e dá vigor ao homem (regenera).

 

Espero que estas poucas linhas tenham podido esclarecer o simbolismo cultural subjacente à tauromaquia de procedência pré-histórica, e que ao fim e ao cabo, de um modo ou de outro e salvaguardando as distâncias, com total respeito pelas minhas crenças e sem intenção de ofender ninguém, pois sou católico e confrade de uma das confrarias mais antigas de Espanha, a Confraria do Puríssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo de Sagunto (século XV), queria unir as celebrações mais importantes da Cristandade (paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo) com as tradições tão antigas como as das primeiras civilizações que, ao fim e ao cabo, explicam mitologicamente o que nós fazemos através da ciência e da religião.
 
E é curioso que o avanço científico e o avanço da tauromaquia coincidem plenamente na concepção e simbolismo, uma vez que em ciência falamos do avanço do mito ao logos (à razão) – analogicamente seria a força versus a razão – e na tauromaquia no século das Luzes (século XVIII) começa-se a ter um conceito, uma percepção do toureio, onde o elemento estético, começa a interessar, para chegar a converter-se, na actualidade, na componente primordial de uma faena.

 

Por isso, podemos afirmar que ao homem moderno, ao homem da ciência, ao homem do logos, já não o define tanto o valor, mas  a inteligência.

 

Queria terminar com estas palavras do Angelus: «Et Verbum caro factum est et habitavit in nobis» (e o Verbo se fez carne e habitou entre nós).

 

Conservemo-lo nos nossos corações e conservemos as nossas tradições.»

 

26 de Março de 2013

 

http://www.burladero.com/140124/muerte-pasion-resurreccion-santa-semana-tauromaquia#.UVMISxip2mx

 

***

 

Confesso, que fiquei com náuseas, quando cheguei ao fim da tradução deste texto, demasiado sangrento e cruel, que merece ser analisado e aprofundado numa outra ocasião.  

 

Como ainda podem existir seres tão primitivos, que não deram nem um pequenino passinho à frente da pré-história?

 

Como pode a igreja católica permitir tal analogia?

 

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:01

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