Terça-feira, 5 de Junho de 2018

A POLÍTICA CORROMPE OS HOMENS

 

Temos um País onde a vontade do Estado não corresponde à vontade do Povo - um Povo que se habituou a tal realidade é autista, não se apercebe dos seus direitos e deveres.

 

Estado, na sua definição mais comum, é uma organização politicamente organizada, com legislação própria, e de que o povo faz parte integrante. Por outras palavras, o Estado somos todos nós. Neste caso, é a vontade dos governantes que não corresponde à vontade de um povo que, em parte, se acomoda e adormece.

 

POLITICA.png

 

 

Porém, a política, fatalmente, corrompe os homens!

 

Devia ser obrigatório, os candidatos a Políticos tirarem um curso onde aprendessem a Arte de Bem Fazer Política, e estudassem os grandes pensadores da Política, e História das Teorias Políticas.

 

São raríssimos aqueles que, tendo assento na Assembleia da República, conhecem a Arte de Bem Fazer Política, e o verdadeiro sentido de Democracia.

 

A esmagadora maioria dos deputados da Nação deixa-se manipular pelos lobbies, que lhes dão vantagens pessoais, e nada mais ali estão a fazer do que isso. Dá-nos a sensação de que são escolhidos a dedo, para servirem os lobbies e não os reais interesses de Portugal e dos Portugueses.

 

É preciso que o povo acorde!

 

É preciso uma nova revolução, e essa revolução só poderá ser feita através do VOTO em grande escala.

 

Nas próximas eleições legislativas é preciso MUDAR O RUMO A PORTUGAL.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:07

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Quinta-feira, 31 de Maio de 2018

OS DE PONTE DE LIMA CONTINUAM CAVERNÍCOLAS, E NEM COM SETE FERIDOS PARA UMA VACA MANSA APRENDEM A SER GENTE CIVILIZADA…

 

Em Ponte de Lima, a vila mais medievalesca do Norte de Portugal, o Corpo de Deus continua a ser violado pelo que denominam "vaca das cordas", uma prática boçal e primitiva, que o autarca-mor local, à falta de melhor, acha que traz muitos “turistas” e engorda os negócios…

Esquece-se o autarca-mor que tudo isto só desprestigia esta vila, e coloca-a na cauda dos vilarejos mais medievalescos do país.

E o que acontece quando os legisladores desconhecem o sentido da evolução?

Acontece isto:

 

 E mais isto:

PONTE DE LIMA.jpg

 E isto é a maior demonstração do atraso de mentalidade (atraso mental) destes cavernícolas

Origem da imagem:

https://www.diariodominho.pt/2018/05/30/touro-mais-manso-numa-vaca-das-cordas-com-sete-feridos/

 

Daqui saíram sete feridos… e um morto, diz que de morte súbita... (?) (número oficial autorizado, mas podem ser muitos mais). E diz que a vaca era mansae até tinha os cornos embolados… E estes sete feridos foram bastante aplaudidos pela turba encharcada de álcool.

 

E se fossem sete mortos?

 

Se fossem sete mortos a turba subia aos píncaros, e para a próxima trariam um touro com os cornos desembolados e previamente torturado para parecer “bravo”, o qual, usando do seu direito de defender-se com valentia, da chusma cheia de vinho e cerveja, poderia, com sorte, em vez de sete, mandar o dobro ou mais, desta para melhor.

 

E a turba, já bastamente “encharcada”, daria vivas aos mortos!

 

E o autarca-mor ficaria satisfeito pelo sucesso da “festa”, e o Corpo de Deus teria sido honrado com suor, sangue e muito vinho, como manda o costume bárbaro, que de tradição nada tem, pois não dignifica nem a terra, nem o povo.

 

E é assim que se divertem os broncos, em Ponte de Lima, em pleno século XXI D.C.

 

E estas imagens correrão mundo, para vergonha de Portugal, mas não para vergonha de quem não tem vergonha na cara.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:19

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Domingo, 25 de Março de 2018

MAIS UMA VERGONHA PARA PORTUGAL…

 

A tantas misérias morais, culturais, políticas e sociais que envergonham Portugal aos olhos do mundo, soma-se mais esta:

 

PILOTO.png

 

Portugal é um país que bate o recorde de casos insólitos, únicos, ou quase, no mundo.

 

Este episódio do co-piloto embriagado, não será único no mundo, e propriamente culpa do governo português, mas é, com toda a certeza, fruto de uma política que não incentiva ao brio profissional, vindo o pior exemplo dos palácios de São Bento  e de Belém.   

 

Eis alguns casos insólitos, de que estou a lembrar-me, neste momento (mas há mais):

 

1 – Nos incêndios do Verão passado, morreram para cima de uma centena de seres humanos (fora os milhares de seres não-humanos), algo que não acontece em parte nenhuma do mundo, atacada por incêndios, como os da Califórnia ou os da Austrália, por exemplo. Ardem casas e bens, e obviamente os animais, donos florestas, mas não morrem pessoas.

 

2 – Rouba-se armas do paiol do Exército Português, bem nas barbas dos militares, sem que ninguém se dê conta…

 

3 – Tem-se uma CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens) que, em vez de proteger o Superior Interesse das Crianças, as atira para instituições e adopções, algumas delas ilegais, retirando-as das Mães, simplesmente por motivos de pobreza, enquanto que outras crianças, são atiradas para escolas de toureio, e ninguém as protege dos progenitores, nem da crueldade a que são submetidas, nesses antros de formação de algozes de seres vivos sencientes.

 

4 – Adopta-se ilegalmente, a grafia de uma ex-colónia, em detrimento da grafia portuguesa, e com isto engana-se as crianças, que vão para as escolas aprender a ler e a escrever, formam-se os semianalfabetos do futuro e destruindo-se o maior símbolo identitário de Portugal – a Língua Portuguesa.

 

Isto só num país a fingir que é país, com um regime político autocrata, em que o povo paga os salários dos governantes para que os governantes sirvam o povo, e os governantes servem apenas os lobbies que bem entendem, e pisam na vontade do povo.

 

Como me envergonho de disto tudo!...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:52

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Quinta-feira, 22 de Março de 2018

CÂMARA APROVA LEI QUE ACABA COM CORRIDAS E ACTIVIDADES TAURINAS NA COLÔMBIA

 

O que se passou na Colômbia foi um acto verdadeiramente democrático: o Congresso havia já declarado os animais não-humanos como seres sencientes, a esmagadora maioria do povo colombiano rechaça este tipo de actividade, logo, não se justificava mantê-la.

 

Na Colômbia vive-se em Democracia.

 

Em Portugal, não. Em Portugal a esmagadora maioria do povo português também rechaça esta actividade medievalesca, mas os governantes portugueses não cedem à vontade do povo, logo, o regime vigente em Portugal não é democrático, nem pouco mais ou menos.

 

Em Portugal, vive-se numa ditadura socialista.

 

COLOMBIA.jpg

 Imagen de ilustración | AFP

 

A Câmara de Representantes da Colômbia, através da sua conta do Twitter, informou que aprovou, em segundo debate, um projecto de lei que pretende pôr fim às actividades taurinas, no país, por serem consideradas uma tortura para os animais.

 

Trata-se de um projecto «pelo qual se eliminam as práticas taurinas em Território Nacional e se determinam outras disposições», e que foi aprovado por 70 votos a favor e 18 contra, sendo considerada uma grande satisfação que o Congresso da República tenha se pronunciado positivamente pela eliminação das corridas de Touros, bem como as novilhadas, as lides, as bezerradas e as tentas.

 

«Todo aquele que cause a morte, dilaceração e tortura aos animais, depois de ter sido o Congresso a declará-los seres sencientes, será incoerente com a realidade» explicou Nicolás Echeverry, um dos defensores do projecto.

 

Este congressista disse ainda que «uma grande maioria do povo colombiano rechaça este tipo de actividade», e acrescentou que é a primeira vez na História da Colômbia que um projecto anti-taurino passa no seu segundo debate em plenário da Câmara.

 

Por sua vez, o representante e autor do projecto, Óscar de Jesús Hurtado, explicou à RCN Rádio que a norma «visa proibir a prática de actividades de entretenimento e de expressão cultural com animais, porque o clamor do povo pede-lhes para eliminá-las

 

E isto sim, é Democracia.

 

Brevemente retiraremos, com prazer,  a Colômbia da lista dos oito países terceiro-mundistas que ainda mantém esta prática medievalesca como forma de divertimento.

 

Fonte da notícia:

http://www.pulzo.com/nacion/camara-aprueba-proyecto-para-eliminar-corridas-toros-PP458379?utm_source=change_org&utm_medium=petition

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:51

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Quinta-feira, 8 de Março de 2018

UHF – VERNÁCULO (PARA UM HOMEM COMUM)

 

Magnífico poema, em vernáculo, como eles, os tais, os anafados, os eleitos merecem.

Uma voz que grita o sentimento e o cansaço de todo um povo, e o meu sentimento e o meu cansaço também.

Obrigada, António Manuel Ribeiro.

 

(Vídeo Oficial)

 

 

«Estou cansado, pá

Cansado e parado por dentro

Sem vontade de escolher um rumo

Sem vontade de fugir

Sem vontade de ficar

Parei por dentro de mim

Olho à volta e desconheço o sítio

As pessoas, a fala, os movimentos

A tristeza perfilada por horários

Este odor miserável que nos envolve

Como se nada acontecesse

E tudo corresse nos eixos.

Estou cansado destes filhos da puta que vejo passar

Idiotas convencidos

Que um dia um voto lançou pela TV

E se acham a desempenhar uma tarefa magnífica.

Com requinte de filhos da puta

Sabem justificar a corrupção

O deserto das ideias

Os projectos avulso para coisa nenhuma

A sua gentil reforma e as regalias

Esses idiotas que se sentam frente-a-frente no ecrã

À hora do jantar para vomitar

O escabeche de um bolo de palavras sem sentido

Filhos da puta porque se eternizam

Se levam a sério

E nos esmigalham o crânio com as suas banalidades:

O sôtor, vai-me desculpar

O que eu quero é mandá-los cagar

Para um campo de refugiados qualquer

Vê-los de Marlboro entre os dedos a passear o esqueleto

Entre os esqueletos

Naquela mistura de cheiros e cólicas que sufoca

Apenas e só -- sufoca.

 

Estou cansado

Cansado da rotina

Desta mentira que é a vida

Servida respeitosamente

Com ferrete

Obediente

Obediente.

 

Estou cansado de viver neste mesmo pequeno país que devoram

Escudados pelas desculpas mais miseráveis

Este charco bafiento onde eles pastam

Gordos que engordam

Ricos que amealham sem parar

Idiotas que gritam

Paneleiros que se agitam de dedo no ar

Filhos da puta a dar a dar

Enquanto dá a teta da vaca do Estado

Nada sabem de história

Nada sabem porque nada lêem além

Da primeira página da Bola

O Notícias a correr

E o Expresso, porque sim!

Nada sabem das ideias do homem

Da democracia

Atenas e Roma

Os Tribunos e as portas abertas

E a ética e o diálogo que inventaram o governo do povo pelo povo

Apenas guardam o circo e amansam as feras

Dão de comer à família até à diarreia

Aceitam a absolvição

E lavam as manípulas na água benta da convivência sã

Desde que todos se sustentem na sustentação do sistema

Contratualizem (oh neologismo) o gado miúdo

Enfatizem o discurso da culpa alheia

Pela esquizofrenia politicamente correcta:

Quando gritam, até parece que se levam a sério

Mas ao fundo, na sacristia de São Bento

O guião escrito é seguido pelas sombras vigentes.

 

Estou cansado

Cansado da rotina

Desta mentira que é a vida

Servida respeitosamente

Com ferrete

Obediente

Obediente.

 

Estou farto de abrir a porta de casa e nada estoirar como na televisão

Não era lá longe, era aqui mesmo

Barricadas, armas, pedradas, convulsão

Nada, não há nada

Os borregos, as ovelhas e os cabrões seguem no carreiro

Como se nada lhes tocasse -- e não toca

A não ser quando o cinto aperta

Mas em vez da guerra

Fazem contas para manter a fachada:

Ah carneirada, vossos mandantes conhecem-vos pela coragem e pela devoção na gritaria do futebol a três cores

Pelas vitórias morais de quem voa baixinho

E assume discursos inflamados sem tutano.

 

Estou cansado

Cansado da rotina

Desta mentira que é a vida

Servida respeitosamente

Com ferrete

Obediente

Obediente.

 

Estou cansado, pá

Sem arte, sem génio, cansado:

Aqui presente está a ementa e o somatório erróneo do desempenho de uma nação

Um abismo prometido

Camuflado por discursos panfletários:

Morte aos velhos!

Morte aos fracos!

Morte a quem exija decência na causa pública!

Morte a quem lhes chama filhos da puta!

- E essa mãe já morreu de sífilis à porta de um hospital.

Mataram os sonhos

Prenderam o luxo das ideias livres

Empanturraram a juventude de teclados para a felicidade

E as famílias de consumo & consumo

Até ao prometido AVC

Que resolve todas as prestações:

Quem casa com um banco vive divinamente feliz

E tem assistência no divórcio a uma taxa moderada pela putibor.

Estou cansado, pá

Da surdez e da surdina

Desta alegria por porra nenhuma

Medida pelo sorriso de vitória do idiota do lado

Quando te entala na fila e passa à frente

É a glória única de muita gente

Uma vida inteira...

 

Eleitos, cuidem da oratória..."

 

Letra e música: António Manuel Ribeiro

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:04

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Quinta-feira, 1 de Março de 2018

ACÇÃO EM TRIBUNAL TENTA ACABAR COM O AO90 NAS ESCOLAS, ONDE JAMAIS DEVERIA TER ENTRADO

 

É um crime o que estão a fazer às crianças e aos jovens alunos portugueses, obrigando-os a aplicar a grafia brasileira, que nada tem a ver com Portugal, com a Cultura Linguística Portuguesa e com a identidade portuguesa.

 

STA.jpg

 

Um grupo de cidadãos e a Associação Nacional de Professores de Português (ANPROPORT) entregaram ao Supremo Tribunal Administrativo, em Lisboa, uma acção que impugna a resolução do Conselho de Ministros 8/2011, que mandou aplicar nas escolas portuguesas o chamado AO90 que, gostem ou não gostem que se diga isto alto, mas é a mais pura verdade, não passa da grafia brasileira, vigente no Brasil desde 1943.

 

Já outras acções foram apresentadas neste sentido, mas o silêncio ao redor disto é demasiado ruidoso.

 

As petições, está visto, não funcionam em Portugal, do mesmo modo que funcionam nos países verdadeiramente democráticos, em que basta o povo mostrar-se descontente com alguma situação, para que esta seja eliminada.

 

Os actuais governantes portugueses estão-se nas tintas para o Povo, para Portugal e para a Cultura Portuguesa.

 

Há aqueles que “tremem” só de pensar em abandonar a versão simplex da grafia alvitrada pelo AO90, porque seria muito complicado regressar aos cês e aos pês mudos. É complicado para os adultos, que não conseguem pensar a Língua. Mas não para as crianças e jovens. Se eu consegui, quando era criança, porque não as outras?

 

As crianças e os jovens, esses, conseguem aprender e desaprender tudo muito mais facilmente do que um adulto; e aprenderão a escrever, sem a mínima dificuldade, a Língua Portuguesa na sua versão original e íntegra, porque com lógica, do que a do AO90, cheia de incongruências e de erros básicos, que um aluno mais atento deteCta e rejeita, porque não é parvo.

Que mal fizeram as nossas crianças e os nossos jovens para merecer tão pouca sorte?


Além disso, há um detalhe: os nossos alunos são portugueses, são europeus, vivem em Portugal. Se é que me faço entender. E se todas as gerações anteriores conseguiram aprender e pensar a Língua Portuguesa, porque haveria esta geração de ser mais estúpida? Apenas porque uns poucos acham que é, e que não consegue escrever direCtor, porque como vai saber que direCtor leva um C, se não se lê? Este argumento é tão, mas tão estúpido, que bastaria isto para mandar às malvas o AO90 mais quem o engendrou.

 

As crianças portuguesas do Ensino Básico, que estão a aprender Inglês, sabem que quando têm de escrever “direCtor” em Inglês, escrevem o C. Mas em Português não sabem?

 

Por acaso acham os acordistas que uma criança portuguesa não tem inteligência para deteCtar esta parvoíce?

 

É mais fácil aprender a escrever quando há lógica, do que quando há ignorância.

 

A resolução do Conselho de Ministros 87/2011, do XVIII Governo Constitucional, liderado pelo socialista José Sócrates, ordenou a aplicação do AO90 ao sistema de ensino, a partir de 2011/12.

 

Os juristas entendem que esta resolução contém evidentes ilegalidades e que o AO90, juridicamente, não está em vigor e  é inconstitucional a vários níveis.

 

E o presidente da República Portuguesa, que tem formação jurídica, assobia para o lado, porque entenderá que para Portugal é mais importante os beijinhos e as selfies, do que um dos maiores símbolos da nossa identidade: a Língua Portuguesa, utilizada por sete dos oito países de expressão lusófona, na sua versão culta e europeia?

 

Haja bom senso e senso comum, porque as nossas crianças e os nossos jovens merecem melhor.

Ou não?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:10

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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2018

OS GOVERNANTES PORTUGUESES ESTÃO A APOSTAR NA IGNORÂNCIA ORTOGRÁFICA DIFUNDIDA PELOS MEDIA

 

Mas…

 

IGNOR.png

 

Em Portugal, a ignorância optativa está a alastrar-se a uma velocidade considerável, e os governantes portugueses, comprometidos com essa ignorância, estão a apostar nela, numa tentativa de levar adiante um plano assente num obscurantismo jamais visto em Portugal.

 

Tudo isto, a médio prazo, irá custar muito caro ao  nosso País que, cada dia, mais se afunda numa insólita incultura e, para tal, o maior difusor dessa ignorância, está a ser instrumentalizado para oferecer ao povo, já meio anestesiado com o soro do desatino, aquelas coisas que o desviam do essencial: futebol, novelas, realities shows e notícias sensacionalistas e sombrias, como se o Sol se tivesse retirado do mundo, tudo baralhado numa linguagem de bradar aos céus, com a intenção de levarem a melhor… e com a agravante de estarem a insultar a inteligência de um povo.

 

Na verdade, ser ignorante não é defeito. Defeito é optar pela ignorância e achar que se tem razão. É o caso dos acordistas, que decidiram  assentar o AO90 na mais descomunal ignorância da Língua, e achar que os sapientes são retrógrados.

 

E vamos deixar que isto perdure?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:46

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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2018

O POVO PORTUGUÊS ESTÁ TRAMADO!

 

Se isto é verdade, como penso que é, uma vez que Marinho e Pinto não se atreveria a vir a público fazer denúncias falsas, o povo português está tramado...

 

Agora sabemos por que não há verbas para a Saúde, para o Ensino,  para a recuperação de Património, para a Cultura Culta, enfim, para o essencial…

 

Andam todos a viver à custa do povo.

 

Que nome terá este regime político?

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:45

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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

«QUANDO O ÓDIO SE VESTE DE LANTEJOULAS»

 

Um belíssimo texto de Raul Tomé, para dizer da vilania da tauromaquia

 

TOURO.jpg

 

«Hoje terás de lutar meu nobre amigo.

 

A noite aproxima-se e o teu oponente já sente o nervoso miudinho a crescer dentro de si. Prepara-se para a ribalta e para os aplausos que ecoam como espingardas por debaixo do mar de luz fervente que inundará aquele indouto povo.

 

Tem o seu melhor fato vestido. As lantejoulas já brilham para o seu serão engalanado.

 

A multidão sequiosa aplaude e espera-o no centro daquela bárbara arena.

 

Pisa a areia e sente cada grão de adrenalina estalar sob a sola imberbe dos seus sapatos.

 

Começa o espectáculo e em poucos segundos ouve a primeira ovação, depois a segunda e ainda uma terceira.

 

O seu fato continua imaculado, mas tem nas mãos a cor da morte, da dor e do sangue que derrama.

 

O seu olhar brilha de ódio e de emoção. E o público rejubila com a sua matança. Sente na boca o sabor escarlate e quente da seiva que faz viver o ser assassino que carrega dentro de si.

 

E tu, ferido, olha-lo com doçura e condescendência. Lutas até ao fim, mas as armas são diferentes. Ele usa o ferro e o ódio contra o amor e a bondade de quem nunca quis lutar.

 

Ele não te desafia, ele impõe. Ele não luta, destrói. Ele não é vilão, é demónio.

 

Mas numa coisa ele tem razão meu corajoso amigo. Ele escolhe lutar contigo porque diz que és nobre e, de facto, a tua nobreza é ímpar… Tu tombas como ele jamais tombaria, lutas como eles jamais lutará… Porque tu não lutas nem por ódio nem por prazer.

 

Tu lutas por tudo aquilo que lhes falta e antes de tombares, os teus olhos inundados de humanidade e dignidade serão farpas que cravarás no coração ignóbil e estéril do teu desprezível assassino.

 

Raul Tomé»

 

Fonte:

http://mundomagazine.pt/2017/09/23/odio-veste-lantejoulas/?utm_content=buffer69be1&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:36

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Quinta-feira, 5 de Outubro de 2017

1910/2017 – HOJE, CELEBRA-SE QUE REPÚBLICA?

 

Em 107 anos o que não mudou?

 

REPÚBLICA.jpg

(Imagem: Internet)

 

A Implantação da República explicada ao Povo

 

Em 5 de Outubro de 1910, fez-se uma revolução para mudar o statu quo instituído pela Monarquia, a saber (assim por alto, e apenas para referir o mais evidente): muito esbanjamento de dinheiros públicos, em benefício dos nobres, muitos pobres, muitos analfabetos, muitos semianalfabetos, uma classe rica e poderosa, em minoria, que dominava e fazia de Portugal o seu quintal.

 

Então, um grupo de cidadãos, revoltados com esta situação, e porque queriam também mandar e não podiam, a 1 de Fevereiro de 1908, decidiu matar o rei D. Carlos, que então reinava, e o seu filho e herdeiro, o Príncipe Real D. Luís Filipe de Bragança, no então Terreiro do Paço, hoje, Praça do Comércio, durante um cortejo.

 

A partir deste regicídio, inaugurou-se uma escalada de violência que o impreparado Príncipe D. Manuel II, de apenas 18 anos, filho mais novo do falecido Rei D. Carlos, e que ocupou o trono, não conseguiu travar, culminando essa escalada de violência na implantação de uma República cheia de boas intenções, a 5 de Outubro de 1910.

 

Pretendia-se uma nova era, liberta do domínio monárquico e da incómoda sucessão do poder, passando de pais para filhos, fossem eles competentes e sensatos ou não. O Povo não era para ali chamado. Tinha de aceitar com submissão e muitas vénias esta imposição dinástica.

 

Ora os republicados acabaram com esta situação. Agora já se podia escolher os governantes, já não se passava o Poder de pais para filhos. No entanto, a disputa pelo Poder acabou por trazer muitos inconvenientes, partidarismos, lutas, invejas, ódios, muita pancadaria, enfim, o anseio de mandar sempre perturbou as mentes e gerou intermináveis lutas internas, entre os que se dispunham a disputar o trono republicano, lutas essas que nunca beneficiaram o Povo, que continuou pobre, desgraçado, analfabeto e com fome… até aos dias de hoje.

 

Resumindo (é que não estou aqui propriamente a dar uma aula de História): desde aquele não muito longínquo dia 5 de Outubro de 1910, muita água suja passou por debaixo de todas as pontes de Portugal, indo embocar numa ditadura, que durou 41 anos sem interrupção, período em que Portugal continuou a ser o quintal de António de Oliveira Salazar, até ao dia de outra revolução, ocorrida a 25 de Abril de 1974, denominada “dos cravos” que pretendeu libertar Portugal dessa ditadura. Contudo, a ditadura tem muitos disfarces.

 

Então o que aconteceu depois da Revolução dos Cravos?

 

Aconteceu que uma outra República, disfarçada de Democracia, lá foi cantando e rindo, levada, levada sim… por homens não muito diferentes dos que mandavam durante a monarquia e a ditadura, e que continuaram e continuam a fazer de Portugal o seu quintal, com uma diferença: agora fazem lotes do quintal para vendê-los a quem dá mais.

 

E o Povo, como fica o Povo português no meio disto tudo?

 

Bem, o Povo português, hoje, dia 5 de Outubro de 2017, continua a ser maioritariamente o peão, submisso, servil, que se deixa enganar facilmente, acreditando nas falsas promessas que os novos republicanos lhe fazem; uns, continuam pobres, uns mais paupérrimos do que outros; ainda muitos analfabetos, outros semianalfabetos, desdotados de espírito crítico e selados por uma descomunal iliteracia; os nobres, esses, continuam instalados nos Palácios de São Bento e de Belém, quais reis sem coroa, a reinar, a desgovernar, a impor uma ditadura disfarçada de democracia, onde o Povo interfere apenas no acto de os colocar no Poder. Mas logo que, democraticamente, lá chegam (ao Poder) abandonam os interesses do Povo que os elegeu, e abraçam os interesses dos grupos económicos, que são os que verdadeiramente mandam em Portugal.

 

E há os outros, os livres pensadores, os que têm espírito crítico, os insubmissos, os que não aceitam ditaduras, censuras, imposições absurdas, os que lutam por um Portugal evoluído, civilizado, ético e culto, os que emigram para se tornarem grandes, os que dizem NÃO ao statu quo, não apenas porque sim, mas porque Portugal está a ser descaradamente entregue a interesses estrangeiros.

 

A 5 de Outubro de 1910, o Regime Monárquico deu lugar ao Regime Republicano que, apesar das boas intenções, continuou o despique da dualidade de poder até aos dias de hoje, com interregno nos 41 anos da ditadura salazarista. E o ora agora governas tu, ora agora governo eu, lá continua, como na Dança do Vira.

 

Sim, houve um certo progresso. Mas nem só de pão e circo vive um Povo. Nem só de crescimento económico, nem só de política partidária, nem só de turismo e de Madonna, nem só de boas intenções, misturadas com mentiras, vive um País.

 

É que de boas intenções está o inferno cheio.

 

E o que aconteceu depois da Revolução dos Cravos?

 

Bem, depois da Revolução dos Cravos, que também se fez com muito boas intenções, implantou-se uma ditadura disfarçada de democracia, marcada pela corrupção, pelo abuso do poder, pela desonestidade, por interesses obscuros, por imposições absurdas, por uma descomunal falta de senso político, moral, ético, cultural e social.

 

Que República celebramos hoje?

 

Sem dúvida nenhuma a República Portuguesa das Bananas, onde se continua a esbanjar dinheiros públicos, em benefício dos nobres, onde existem muitos pobres, muitos analfabetos, muitos semianalfabetos, muitos interesseiros e mercenários, muitos traidores da Pátria, e uma classe rica e poderosa, em minoria, que domina e faz de Portugal o seu quintal, dividido em lotes, que se vendem a quem dá mais…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:53

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