Sexta-feira, 7 de Junho de 2019

BOLSO CHEIO EM MENTE VAZIA NUM PLANETA ÁRIDO PARA QUE SERVIRÁ?

 

Quando se fala da “geringonça” e dos seus feitos, só nos dizem: deficit quase zero; redução drástica do desemprego; recuperação de rendimentos; passes sociais para mobilidade; e menos despesa das famílias, e tal e coisa…

Por que pintam um quadro com cores tão garridas? Para dar a ilusão de uma realidade luminosa e de uma estabilidade que, de facto, não existem?

Vejamos então a realidade, mais negra do que luminosa.

 

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Nem só de dinheiro no bolso vive o homem. Há tanto para além do bolso!... O que não significa que o bolso não seja importante. Porém, a realidade é outra:

 

- A OCDE está menos optimista que o governo português, quanto ao crescimento económico e ao défice para 2019, tendo revisto em baixa a estimativa do PIB para 1,8% e agravado a previsão do défice para 0,5%. E isto não é bom.

 

- O desemprego jovem é uma realidade assustadora, que fará com que os nossos jovens habilitados saiam do país à procura de outros mundos. E isto não é nada bom.

 

- Os rendimentos não foram assim tão recuperados, basta ver a onda de contestação social que desde 2018 assola o país, em demasiados e variados sectores. E isto também não é bom.

 

- De que adianta haver passes sociais para mobilidade, se não há transportes, e se as pessoas vão apinhadas como sardinhas em lata para os seus empregos? Se suprimem comboios, carruagens, barcos? Se se passa horas no trânsito? Se se chega aos empregos (quando se consegue) mais morto do que vivo? Depois queixam-se do fraco rendimento no trabalho. E isto é péssimo.

 

- As despesas das famílias continuam a ser altas, porque os impostos, as taxas e taxinhas, para tudo e mais alguma coisa, levam-nos os olhos da cara e uma percentagem bastante elevada dos magros ordenados dos portugueses. Enquanto os ordenados gordos continuam a estar nos bolsos de quem não os merecem, porque nada fazem pelo Povo e pelo País. E isto é aviltante.

 

- Alugar ou comprar uma casa é atirar as pessoas menos abonadas para uma cova de ladrões.

 

Pintam o quadro com cores garridas para quê? Para dar a ilusão de uma realidade luminosa e de uma estabilidade que, de facto, não existem?

 

 

Há que haver um equilíbrio entre o TER e o SER. Aliás, a minha filosofia vai mais para o SER do que para o TER, porque para mim, basta TER o essencial, e, neste momento, poucos são os portugueses que têm o essencial. Outros têm demais, à custa dos que têm de menos. Há muita miséria por aí, para uns poucos andarem a encher os bolsos ou a viver à custa do erário público (como os ladrões dos bancos e outros ladrões).

 

A realidade do país não é das melhores. Não há do que nos orgulharmos.

 

A ameaça ambiental paira sobre Portugal, aliás, paira sobre todo o Planeta, e andam por aí muito preocupados em encher os bolsos, com os lucros que surripiam à custa da destruição do que é ESSENCIAL para a vida do Homem e da restante fauna do Planeta, como se o vil metal servisse para alguma coisa debaixo de sete palmos de terra!

 

 

Houve algumas melhorias? Houve. Mas bolso cheio em mente vazia num Planeta árido para que servirá?

 

E já agora: o que são esquerdas e direitas? Apenas palavras que, por vezes, vão dar ao mesmo.

 

Já vi o PS e o PCP, que se dizem de esquerda, a aprovar políticas com o PSD e CDS/PP, que se dizem de direita.

 

E tudo isto tem de ser penalizado nas próximas eleições legislativas.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:34

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Segunda-feira, 27 de Maio de 2019

VENCEDORES E DERROTADOS DAS ELEIÇÕES EUROPEIAS

 

Uma análise centralizada no essencial do que se passou nestas Eleições Europeias.

Enquanto na restante Europa o Povo saiu à rua e foi votar, Portugal, uma vez mais, ficou na cauda da Europa, e decidiu-se pela abstenção, uma das mais altas, no espaço europeu.

Alguma coisa vai mal nesta "democracia", em Portugal.

 

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O Povo mostrou um cartão vermelho aos partidos políticos que andaram a brincar às campanhazinhas, e não lhe passaram uma mensagem objectiva, e, por isso, não foi votar.

 

Os apoiantes dos partidos vencedores, PAN (Pessoas - Animais - Natureza) e Bloco de Esquerda, foram votar, porque é assim que se vive em Democracia.

 

André Silva (PAN) disse, e muito bem, que «a elevada abstenção representa uma derrota da Democracia». E que derrota! Até porque a democracia portuguesa é uma falácia.

 

O Povo está farto do mais do mesmo, das mentiras e de campanhas eleitorais cheias de nada.

 

Os que passaram a mensagem venceram. Os outros perderam. E o Partido Socialista, valeu-se da gente dele.

 

A surpresa (pela negativa) foi a CDU, cujo candidato, João Ferreira, até se portou muito bem durante a campanha, passou a sua mensagem com rectidão, mas seria penalizado devido à "geringonça"? Os apoiantes do PCP não foram nesta cantiga, e decidiram não votar. Eu também não votaria.

 

A outra grande surpresa (pela positiva) que não foi assim tão surpresa (havia indicadores bem concretos de que tal poderia acontecer) foi a ascensão do PAN, que tem vindo a subir vertiginosamente, desde as últimas eleições legislativas, e a tendência é para continuar a subir, porque tem um discurso directo, avançado e global, porque nem só de dinheiro no bolso vive a Humanidade.

 

O Bloco de Esquerda beneficiou do não-voto da CDU e ultrapassou-a, e foi a terceira força política mais votada. Nenhum bloquista ficou em casa.

 

Em relação ao PSD e CDS/PP, os grandes derrotados, não surpreenderam. Fizeram uma campanha fraquinha, fraquinha, portaram-se mal no caso dos professores (deixassem o Costa demitir-se), e os seus apoiantes decidiram mostrar-lhes o cartão vermelho, não indo votar.

 

Quanto ao PS, foi mais do mesmo, e a vitória do PS significa apenas isso mesmo: mais do mesmo. E nada mais, até porque estiveram muito mal durante todo este mandato. Em relação às europeias de 2014, o PS, desta vez, subiu ligeiramente, e conseguiu meter mais um deputado, beneficiando do revés da CDU e do PSD. Ontem, os socialistas não foram à praia…

 

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Origem da imagem: https://www.rtp.pt/programa/tv/p37299

 

E agora?

 

Agora vamos esperar para ver o que acontece no Parlamento Europeu. Porque em Portugal, as próximas eleições legislativas trarão ainda maiores surpresas.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:28

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Segunda-feira, 6 de Maio de 2019

«A BROA DOS VELHOS» (2013): QUALQUER SEMELHANÇA COM A ACTUALIDADE POLÍTICA PORTUGUESA (2019) NÃO É MERA COINCIDÊNCIA

 

«Este artigo não foi escrito pelo guarda nocturno da minha área de residência, nem por um qualquer esquerdista com explosivos escondidos nos sapatos. Foi escrito em 2013, por Alberto Pinto Nogueira, uma pessoa com responsabilidades, antigo Procurador-Geral da República, tem 72 anos de idade e não me parece ter a doença do alemão (Alhzeimer)... Merece, pois, uma leitura.» (A. M.).

 

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«O poder, seja lá de que natureza for, persegue e odeia os homens livres, mas favorece, protege e promove os medíocres e os sabujadores» (Alberto Pinto Nogueira)

Eu, Isabel A. Ferreira, não podia estar mais de acordo com esta sentença.

 

«A BROA DOS VELHOS»

por Alberto Pinto Nogueira (*)

 

A República vive da mendicidade. É crónico. Alexandre de Gusmão, filósofo, diplomata e conselheiro de D. João V, acentuava que, depois de D. Manuel, o país era sustentado por estrangeiros.


Era o Séc. XVIII. A monarquia reinava com sumptuosidades, luxos e luxúrias.

 

A rondar o Séc. XX, Antero de Quental, poeta e filósofo, acordava em que Portugal se desmoronava desde o Séc. XVII. Era pedinte do exterior.

 

A Corte, sempre a sacar os cofres públicos, ia metendo vales para nutrir nobrezas, caçadas, festanças e por aí fora….

 

Uma vez mais, entrou em bancarrota. Declarou falência em 1892.

 

A I República herdou uma terra falida. Incumbiu-se de se autodestruir. Com lutas fratricidas e partidárias. Em muito poucos anos, desbaratou os grandes princípios democráticos e republicanos que a inspiraram. 

 

O período posterior, de autoritarismo, traduziu uma razia deletéria sobre a Nação. Geriu a coisa pública por e a favor de elites com um só pensamento: o Estado sou eu. Retrocedia-se ao poder absoluto. A pobreza e miséria dissimulavam-se no Fado, Futebol e Fátima.

 

As liberdades públicas foram extintas. O Pensamento foi abolido. Triturado.

 

O Povo sofria a repressão e a guerra. O governo durou 40 anos! Com votos de vivos e de mortos.

 

A II República recuperou os princípios fundamentais de 1910, massacrados em 1928.

 

Superou muitos percalços, abusos e algumas atrocidades.

 

Acreditou-se em 1974, com o reforço constitucional de 1976, que se faria Justiça ao Povo.

 

Ingenuidade, logro e engano.

 

Os partidos políticos logo capturaram o Estado, as autarquias, as empresas públicas.

 

Nada aprenderam com a História. Ignoram-na. Desprezam-na.

 

Penhoraram a Nação. Com desvarios e desmandos. Obras faraónicas, estádios de futebol, auto-estradas pleonásticas, institutos públicos sobrepostos e inúteis, fundações público-privadas para gáudio de senadores, cartões de crédito de plafond ilimitado, etc. Delírio, esquizofrenia esbanjadora.

 

O país faliu de novo em 1983. Reincidiu em 2011. 

 

O governo arrasa tudo. Governa para a troika (**) e obscuros mercados. Sustenta bancos. Outros negócios escuros. São o seu catecismo ideológico e político.

 

Ao seu Povo reservou a austeridade. Só impostos e rombos nas reformas.

 

As palavras "Povo” e “Cidadão” foram exterminadas do seu léxico.

 

Há direitos e contratos com bancos, swaps, parcerias. Sacrossantos.

 

Outros, (com trabalhadores e velhos) mais que estabelecidos há dezenas de anos, cobertos pela Constituição e pela Lei, se lhe não servem propósitos, o governo inconstitucionaliza aquela e ilegaliza esta. Leis vigentes são as que, a cada momento, acaricia. Hoje umas, amanhã outras sobre a mesma matéria. Revoga as primeiras, cozinha as segundas a seu agrado e bel-prazer.

 

É um fora de lei.

 

Renegava a Constituição da República que jurou cumprir. Em 2011, encomendou a um ex-banqueiro a sua revisão. Hoje, absolve-a mas condena os juízes que, sem senso, a não interpretam a seu jeito!!! 

 

Os empregados da troika mandam serrar as reformas e pensões. O servo cumpre.

 

Mete a faca na broa dos velhos.

 

Hoje 10, amanhã 15, depois 20%.

 

Até à côdea. Velhos são velhos. Desossem-se. Já estão descarnados. Em 2014, de corte em corte (ou de facada em facada?), organizará e subsidiará, com o Orçamento do Estado, o seu funeral colectivo.

 

De que serviu aos velhos o governo? E seu memorando?

 

Alberto Pinto Nogueira

 

Origem do texto e da foto:

http://macroscopio.blogspot.com/2013/09/a-broa-dos-velhos-por-alberto-pinto.html

 

***

(*) Alberto Pinto Nogueira, antigo Procurador-geral da República, no Tribunal da Relação do Porto, nasceu em 26/04/47 e é natural de V. N. de GAIA.

 

(**) Hoje não temos a Troika, mas temos um governo desgorvernado e esbanjador e incompetente, sem capacidade para administrar os dinheiros públicos, mal distribuídos, mal gastos, mal utilizados. Para o essencial nunca há verbas.  Tudo vai de mal a pior. Desde 2013, se se avança um passo, recua-se cinco.  

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:40

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Quarta-feira, 24 de Abril de 2019

EM 45 ANOS DESCONSTRUIU-SE O PAÍS QUE O “25 DE ABRIL” TENTOU CONSTRUIR

 

Os governantes pós-25 de Abril mataram a Revolução dos Cravos. Os sucessivos governos, desde então, sufocaram-na com as cordas da corrupção, das vigarices, da roubalheira, do desgoverno, das falsidades, do desleixo, de condutas terceiro-mundistas, de imposições ditatoriais.

E os cravos de Abril murcharam.

Portugal desconstruiu-se e hoje vive num caos, pendurado no abismo, por um fio de teia de aranha. É a chacota do mundo, que lhe finge amizade, por mero interesse, algo que a cegueira mental não permite vislumbrar.

É urgente uma mudança.

É urgente uma nova Revolução, desta vez, a sério. Sem cravos, sem armas, sem ilusões vãs.

É urgente uma Revolução inteligente, que devolva a Portugal a Dignidade e a Identidade perdidas.

Já não somos Portugal.

 

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Em 25 de Abril de 1947, um grupo de ousados Capitães, que já estão na História como os Capitães de Abril, abriram uma porta para um futuro que se esperava promissor, sem correntes, sem pides, sem o regime opressivo do Estado Novo, sem mentiras, sem qualquer vestígio do passado. Os Capitães de Abril abriram uma porta para as tão ansiadas Democracia e Liberdade.

 

Mas o Poder é uma célula cancerígena corrosiva, que ataca quem ambiciona o Poder apenas pelo Poder. E depressa a ilusão da Democracia e da Liberdade foi abafada pela ganância e pela incompetência dos que iam jurando, por uma honra que neles não habitava, cumprir a missão que lhes era confiada.

 

E Portugal, que se abriu para o futuro, em Abril de 1974, tem vindo a regredir a olhos vistos, e Abril ainda não se cumpriu.

 

O Povo que, por essa altura, estava unido e pensava que jamais seria vencido, foi sub-repticiamente sendo enganado e alienado pelas manobras de diversão que, entretanto, os governantes foram promovendo, com a ajuda de uma comunicação social servilista, até à alienação total.

 

Foi-se desenvolvendo a política do pão e circo, uma política que nasceu no Império Romano, e que consistia no modo como os imperadores romanos lidavam com o Povo, para mantê-lo subjugado à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio. A designação panem et circenses, no original em Latim, tem origem na Sátira X de Juvenal, humorista e poeta romano que, no seu contexto original, criticava a falta de informação do povo romano, que não tinha qualquer interesse pelos assuntos políticos, e só se preocupava com o pão para a boca (hoje, dinheiro no bolso) e com o divertimento.

 

Os tempos são outros, mas a política romana mantém-se, e o Povo só sai às ruas por motivos ligados ao vil metal. Os bolsos mais ou menos cheios e o futebol, as novelas, os reality shows de má catadura, mantêm o Povo amansado, alienado, distante do que é essencial, cego aos jogos políticos que se jogam em São Bento, e nos vão afastando da evolução.

 

E com esta política, acolitada pelo mais poderoso veículo de comunicação social, a televisão, instalou-se de tal modo no País, que o Povo acabou por ser vencido, sem se dar conta, por um Poder fantasiado de uma “democracia”, que esconde uma prepotência pior do que a de Oliveira Salazar, porque esse, ao menos, fazia as coisas às claras, e sabíamos com que contar.

 

Sim, podemos dizer que muitas coisas mudaram, depois de 25 de Abril de 1974.

 

Por exemplo, podemos votar livremente e escolher quem queremos que nos desgoverne.

 

Porém, de que serve o voto livre, se a maioria dos votantes não faz a mínima ideia do que faz, porque não é esclarecida? O padre da freguesia diz na missa: votem naqueles, e eles votam naqueles, sem saberem que aqueles vão para o Governo gerir os interesses dos lobbies e não os interesses do Povo, os interesses do País. Por isso, Portugal é, hoje, o paraíso de povos de várias nacionalidades, que aqui se abancam, podem e mandam e têm mais privilégios do que os Portugueses, e os portuguesinhos aceitam isto passivamente, servilmente, humildemente, parvamente, achando que o que é estrangeiro é que é bom, é que é moderno, é que é bué fixe.

 

Para complicar ainda mais as coisas, o Zé Povinho é adepto dos partidos políticos, como se os partidos políticos fossem o clube de futebol dele, portanto, vota nas cores dos partidos da sua predilecção, ainda que os candidatos possam ser incompetentes, corruptos, mentirosos e vigaristas. Esta parte não interessa ao Povo.

 

E isto não tem nada a ver com Democracia, mas com cegueira mental, ignorância, alienação, seguidismo.

 

As Democracias só funcionam plenamente quando o Povo é maioritariamente esclarecido, informado, instruído, pensante, dotado de espírito crítico. E não estou a referir-me aos canudos, porque os canudos só dão conhecimento específico em determinadas matérias. Um analfabeto pode ser muito mais esclarecido e informado e instruído e pensante e dotado de espírito crítico do que muitos doutores, que por aí andam de gravata ao peito, sendo a gravata a sua única medalha de mérito.

 

Em Democracia, os governantes são meros serviçais do Povo, que lhes paga o salário chorudo que ganham, para (des)governarem o País.

 

Em Democracia, os governantes, sendo nossos serviçais, têm o dever de responder às questões que o Povo lhes coloca, por escrito ou oralmente. Ora acontece que os governantes remetem-se ao silêncio, desprezando os apelos do Povo. Ignorando o Povo. E este desprezo não faz parte da Democracia que, se for verdadeira, o Povo é que é o detentor do Poder.

 

Daí a pergunta: o 25 de Abril entregou-nos uma Democracia a sério?

 

Os cravos de Abril murcharam, e Portugal não avançou para o futuro. Está prisioneiro de políticas retrógradas e de políticos incompetentes, corruptos, vigaristas, sem honra e sem brio, numa vergonhosa subserviência aos estrangeiros.

 

O Portugal hodierno limita-se a Lisboa, Porto, (e vá lá) Coimbra e ao Algarve, onde quem manda são os estrangeiros. O resto é território terceiro-mundista, nomeadamente o interior do País, onde ainda se vive sem água encanada, sem electricidade, onde ainda se passa fome, na maior miséria. Ao abandono total.

 

Eis o que temos para celebrar na passagem dos 45 anos do 25 de Abril (que os servilistas grafam “25 de abril”):

 

- Um país, onde ainda se continua a viver em pobreza extrema, com crianças e idosos a passarem fome.

- Um país, que continua a ter a maior taxa de analfabetismo da Europa.

- Um país dos que menos gasta na Saúde, com um Serviço Nacional de Saúde caótico, onde falta quase tudo, e o aumento da Tuberculose diz do subdesenvolvimento, do retrocesso e da miséria que ainda persistem por aí.

- Um país que empurra para o estrangeiro os seus jovens mais habilitados: enfermeiros, médicos, engenheiros, investigadores, artistas.

- Um país com o terceiro pior crescimento económico da Europa.

-  Um país com a 3ª maior dívida pública da União Europeia.

- Um país cheio de desigualdades sociais, onde os ricos são cada vez mais ricos, e os pobres, cada vez mais pobres.

- Um país cheio de banqueiros e outros que tais ladrões.

- Um país cheio de berardos a jogar ao gato e ao rato com o dinheiro do Povo.

- Um país onde a Justiça ainda é extremamente cara, desigual, lenta e injusta.

- Um país que promove a violência contra animais não-humanos, o que por sua vez gera a violência contra os seres humanos.

- Um país com um elevado índice de violência doméstica.

- Um país com um elevadíssimo número de crianças e jovens em risco.

- Um país que atira crianças para arenas de tortura de animais, e permite que sejam iniciadas em práticas violentas e cruéis, roubando-lhes um desenvolvimento normal e saudável, o que constitui um crime de lesa-infância.

- Um país cheio de grupos e grupelhos de trabalho, de secretários, de secretários de secretários, de assessores, de secretários de assessores, de comissões, de subcomissões, que não servem absolutamente para nada, a não ser para ganharem salários descondizentes com os serviços que (não) prestam.

- Um país que descura a sua Flora e a sua Fauna, mantendo uma e outra ao abandono e à mercê de criminosos impuníveis.

- Um país que mantém as Forças de Segurança instaladas em edifícios a cairem de podres, e com falta de quase tudo.

- Um país onde ainda existem Escolas com instalações terceiro-mundistas, sem as mínimas condições para serem consideradas um lugar de aprendizagem.

- Um país onde as prisões são lugares de diversão, com direito a vídeos publicáveis no Facebook.

- Um país cheio de leis e leizinhas retrógradas, que não servem para nada, a não ser para servir lobbies dos mais hediondos, e proteger criminosos impuníveis.

- Um país que não promove a Cultura Culta, e para o qual apenas a cultura inculta conta, e é assegurada, contra tudo e contra todos.

- Um país, cujo Sistema de Ensino é dos mais caóticos, desde a implantação da República, com a agravante de estar a enganar-se as crianças com a obrigatoriedade da aprendizagem de uma ortografia que não é a portuguesa, a da Língua Materna delas, estando-se a incorrer num crime de lesa-infância.

- Um país, que tinha uma Língua Culta e Europeia, e hoje tem um arremedo de língua, uma inconcebível mixórdia ortográfica, imposta ditatorialmente por políticos ignorantes e servilistas, que estão a fabricar, conscientemente, os futuros analfabetos funcionais, e a promover a iliteracia. E já sou poucos os que escrevem correctamente. 

- Um país onde, parvamente, se começou a dizer “olá a todos e a todas”.

- Um país, com um presidente beijoqueiro e viciado em selfies, e um primeiro-ministro que não tem capacidade para ver o visível, muito menos o invisível, que qualquer cego, de nascença, vê à primeira vista.

- Um país, que em 2018 foi marcado por uma constante contestação social, com o número mais elevado de sempre de greves em todos os sectores da sociedade portuguesa, número que continua a aumentar no corrente ano.

- Enfim, um País que perdeu o rumo, e faz de conta que é um país.

 

Enquanto tudo isto (e muito mais, que agora não me ocorre) não sair da lista do que não se quer para um País de Primeiro Mundo, evoluído e civilizado, o que há para comemorar neste 25 de Abril?

 

Há o facto de eu poder escrever este texto, sem ir parar ao Campo de Concentração do Tarrafal, o campo da morte lenta, para onde os médicos iam assinar certidões de óbito e não curar, criado pelo Estado Novo, na ilha de Santiago, Cabo Verde, num lugar ironicamente chamado de Chão Bom, de muito má memória.

 

Isabel A. Ferreira

***

Para complementar este texto, leia-se este outro, da autoria de Manuel Damas, publicado no Facebook:

 

45 anos depois...

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2332540223434593&set=a.133659383322699&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:04

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Terça-feira, 16 de Outubro de 2018

PORTUGAL DO SÉCULO XXI D. C.: POBRE EM HERÓIS, EM POLÍTICOS E EM POVO

 

Contudo, o nosso povo já foi nobre: "Heróis do mar, nobre povo…” e a Nação "valente, imortal...

Porém…

… hoje, os heróis são os do futebol (até são comendadores); o povo é pobre de espírito (= simplório, ingénuo); a Nação, subserviente, e tão mortal que está em vias de ser asfixiada pelos interesses dos estrangeiros.

 

E tudo isto são factos indesmentíveis…

 

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Agora andam por aí uns moderneiros (os que têm a mania de que são modernos e não passam de uns refinados ignorantes) a implicar com a letra do nosso Hino Nacional, considerando que o poema já não faz sentido, nos dias de hoje, porque apela à violência, clamando às armas, às armas, pela Pátria lutar, contra os canhões marchar, marchar…

 

Diz a minha amiga Ana Macedo:

 

«Não vejo qualquer razão válida para a alteração do hino... Já rebentaram com a língua e com o país, não é preciso rebentar com o hino também... Um hino actual teria de incluir na letra as palavras: Traição, Corrupção etc., para que espelhasse a realidade. Não acho necessário!»

 

Eu também não vejo nenhuma razão válida para a mudança do Hino.

 

O que é preciso é saber ler e interpretar, e conhecer a História e a Língua Portuguesas, para se entender o simbolismo das palavras do Hino Nacional Português, ou dos hinos nacionais dos restantes países da Europa.

 

Infelizmente, acontece que, com tanta ignorância que por aí vai, no que respeita à História e à Língua Portuguesas, os moderneiros acabam por mostrar a raça deles, ou seja, uma raça completamente alienada pela incultura vigente. É que para se ser moderno não implica ser-se ignorante.

 

A letra do nosso Hino conta-nos a saga de um povo que já foi nobre, arrojado, guerreiro, atributos que se foram esvaindo ao longo dos tempos.

 

O poema é lindo. A música, poderosa. Um dos mais belos Hinos do mundo.

 

Não há nada nele que envergonhe Portugal.

 

Se, hoje, se decidisse mudar a letra aos Hinos Nacionais dos diversos países europeus, a História dos países apagava-se.

 

Os Hinos Nacionais garantem o futuro dos países, falando do seu passado. Porque sem passado nenhum povo sobrevive à fúria da ignorância do presente.

 

Esta é a letra do Hino Nacional Português:

 

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Já rebentaram com a Língua, com o País e com a História de Portugal. Se quisessem reescrever o Hino Nacional este teria de ser reescrito nestes moldes, para se dizer da nossa triste realidade:

 

«Com o voto, com o voto, contra a traição, a corrupção, a parvoíce, a vigarice, o analfabetismo e o retrocesso… atacar, atacar!»

 

Aqui deixo alguns dos Hinos Nacionais europeus, para que se faça a necessária comparação, e deles se tire as devidas ilações:

 

Hino Nacional de Portugal

 

 

 

Hino Nacional Francês

 

 

Hino Nacional Britânico

 

 

Hino Nacional da Espanha

 

 

Hino Nacional da Alemanha

 

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:01

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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2018

A DECADÊNCIA DA TVI

 

Nada mais decadente do que comemorar um quarto de século de existência, com uma prática bárbara, já em franco declínio, grosseira, cruel, violenta, reminiscente da Idade das Trevas, onde imperava a mais profunda ignorância.

 

A mesma ignorância entranhada na pele, como uma lepra, dos que administram a TVI – o veículo mais que perfeito através do qual estupidificam o povo.

 

Não merecem parabéns, mas tão-só os nossos pêsames, por continuarem uns pobres de espírito ao serviço da barbárie, de costas voltadas à evolução, e a optar pela mesma ignorância que caracterizou os tempos medievalescos, em que estas práticas tauromáquicas se inserem.

 

E o pior, além da cruel tortura de indefesos Touros e Cavalos, para entreter os sádicos, é não terem a mínima noção do atraso civilizacional que a TVI representa, ao transmitir algo de tão baixo nível, ao nível de um qualquer quinto-mundo.

 

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 BOICOTE-SE A TVI

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:10

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Quarta-feira, 4 de Julho de 2018

«TAUROMAQUIA: O GOZO ALARVE COM A FRAGILIDADE ALHEIA»

 

Um magnífico texto de André Silva, Deputado da Nação, pelo PAN, descomprometido, e livre das amarras do lobby tauromáquico, instalado na Assembleia da República Portuguesa.

 

Esperamos que aos deputados, aficionados da selvajaria tauromáquica, que ainda vivem no passado, chegue a lucidez suficiente, para que possam interpretar as palavras do Deputado André Silva, um Homem que pertence à modernidade, e os faça catapultar para o Século XXI D.C.

(Os excertos do texto a negrito são da minha responsabilidade)

Isabel A. Ferreira

 

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 André Silva

 

«Conseguimos saber algo importante sobre uma pessoa através da forma como ela trata os que são mais fracos do que ela. Mas conseguimos saber quase tudo sobre uma pessoa através da forma como ela trata os que não têm qualquer poder, os que são impotentes. E os candidatos mais óbvios a este estatuto são os animais. Milan Kundera diz que a verdadeira bondade humana só pode manifestar-se, em toda a sua pureza e liberdade, em relação aos que não têm poder.

 

O verdadeiro teste moral da humanidade, o mais básico, reside na relação que mantém com os que estão à nossa mercê. E é neste ponto que encontramos a maior derrota da tauromaquia. Sem tibieza, Fernando Araújo dá-nos a mais crua e límpida definição de uma corrida de touros, que consiste na exibição da mais abjecta cobardia de que a espécie humana é capaz, o gozo alarve com a fragilidade e com a dependência alheias.

 

Na falta de argumentos saudáveis e convincentes, ao estertor tauromáquico nada mais resta do que defender ad nauseam que estas manifestações são parte integrante do património cultural português e da sua identidade. Estagnados no tempo em que a maioria das pessoas não sabia ler nem escrever, tentam fazer-nos acreditar que mutilar e rasgar carne a um animal e fazê-lo cuspir sangue faz parte da nossa herança cultural.

 

VOMITANDO SANGUE.jpg

 

A identidade de um povo cria-se a partir do que é pertença comum e não daquilo que nos divide, pelo que forçar a identidade tauromáquica à população portuguesa é ofensivo e contraproducente para uma desejada unidade nacional.

 

Aceitando por um lado que devem ser banidas e condenadas as violências contra animais, tentam fazer-nos crer que infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal é legítimo, desde que se faça num anfiteatro, que o mal-tratador use fato com lantejoulas e que seja acompanhado ao som de cornetas.

 

BARRANCOS.jpg

 Esta deplorável cena troglodita, em Barrancos, leva-nos a um nome: Jorge Sampaio, ex-presidente da República Portuguesa, que não soube defender a Civilização.

 

O país pede uma evolução civilizacional e ética em relação a este assunto, sendo que as tradições reflectem o grau de evolução de uma sociedade, pelo que não é mais aceitável que o argumento da tradição continue a servir para perpetuar a cultura da brutalidade e do sangue que se vive nas arenas. Todas as tradições devem ser colocadas em crise quando atentam contra a vida e integridade de terceiros. As pessoas têm muitas formas de satisfazer o seu direito cultural sem que tenha que passar por infligir sofrimento a animais.

 

Mais de 90% dos portugueses não assiste a touradas e as corridas de touros têm vindo a perder milhares de espectadores todos os anos, tendência confirmada pelos recentes referendos nas universidades de Coimbra e de Évora, onde milhares de estudantes decidiram afastar a violência tauromáquica das suas festas académicas, após várias instituições de ensino superior já o terem feito.

 

Assim, afirmar que a tourada faz parte da identidade nacional é pretender que uma minoria da população que assiste a corridas de touros seja considerada mais “portuguesa” do que a grande maioria que não se revê neste tipo de espectáculos, o que é, no mínimo, desconcertante.

 

A identidade de um povo cria-se a partir do que é pertença comum e não daquilo que nos divide, pelo que forçar a identidade tauromáquica à população portuguesa é ofensivo e contraproducente para uma desejada unidade nacional.

 

Tenha a classe política a coragem para acompanhar o desejo de não-violência da esmagadora maioria dos portugueses.

 

André Silva»

***

Comentário, na página, ao texto de André silva, o qual subscrevo:

 

Acontece que a "classe política" é tão cobarde como um toureiro, e a população de certos locais e adepta deste primitivismo é particularmente agressiva. Viu-se na palhaçada de Barrancos onde a população se manifestou mais para ter touradas ilegais do que para ter um centro de saúde decente. E em vez de impor a lei, o Estado rebaixou-se e cedeu perante alguns burgessos ululantes. Uma pena e uma vergonha nacional que se continuem a praticar touradas. (Gustavo Garcia)

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2018/07/03/p3/cronica/tauromaquia-o-gozo-alarve-com-a-fragilidade-alheia-1836711

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:49

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Terça-feira, 5 de Junho de 2018

A POLÍTICA CORROMPE OS HOMENS

 

Temos um País onde a vontade do Estado não corresponde à vontade do Povo - um Povo que se habituou a tal realidade é autista, não se apercebe dos seus direitos e deveres.

 

Estado, na sua definição mais comum, é uma organização politicamente organizada, com legislação própria, e de que o povo faz parte integrante. Por outras palavras, o Estado somos todos nós. Neste caso, é a vontade dos governantes que não corresponde à vontade de um povo que, em parte, se acomoda e adormece.

 

POLITICA.png

 

 

Porém, a política, fatalmente, corrompe os homens!

 

Devia ser obrigatório, os candidatos a Políticos tirarem um curso onde aprendessem a Arte de Bem Fazer Política, e estudassem os grandes pensadores da Política, e História das Teorias Políticas.

 

São raríssimos aqueles que, tendo assento na Assembleia da República, conhecem a Arte de Bem Fazer Política, e o verdadeiro sentido de Democracia.

 

A esmagadora maioria dos deputados da Nação deixa-se manipular pelos lobbies, que lhes dão vantagens pessoais, e nada mais ali estão a fazer do que isso. Dá-nos a sensação de que são escolhidos a dedo, para servirem os lobbies e não os reais interesses de Portugal e dos Portugueses.

 

É preciso que o povo acorde!

 

É preciso uma nova revolução, e essa revolução só poderá ser feita através do VOTO em grande escala.

 

Nas próximas eleições legislativas é preciso MUDAR O RUMO A PORTUGAL.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:07

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Quinta-feira, 31 de Maio de 2018

OS DE PONTE DE LIMA CONTINUAM CAVERNÍCOLAS, E NEM COM SETE FERIDOS PARA UMA VACA MANSA APRENDEM A SER GENTE CIVILIZADA…

 

Em Ponte de Lima, a vila mais medievalesca do Norte de Portugal, o Corpo de Deus continua a ser violado pelo que denominam "vaca das cordas", uma prática boçal e primitiva, que o autarca-mor local, à falta de melhor, acha que traz muitos “turistas” e engorda os negócios…

Esquece-se o autarca-mor que tudo isto só desprestigia esta vila, e coloca-a na cauda dos vilarejos mais medievalescos do país.

E o que acontece quando os legisladores desconhecem o sentido da evolução?

Acontece isto:

 

 E mais isto:

PONTE DE LIMA.jpg

 E isto é a maior demonstração do atraso de mentalidade (atraso mental) destes cavernícolas

Origem da imagem:

https://www.diariodominho.pt/2018/05/30/touro-mais-manso-numa-vaca-das-cordas-com-sete-feridos/

 

Daqui saíram sete feridos… e um morto, diz que de morte súbita... (?) (número oficial autorizado, mas podem ser muitos mais). E diz que a vaca era mansae até tinha os cornos embolados… E estes sete feridos foram bastante aplaudidos pela turba encharcada de álcool.

 

E se fossem sete mortos?

 

Se fossem sete mortos a turba subia aos píncaros, e para a próxima trariam um touro com os cornos desembolados e previamente torturado para parecer “bravo”, o qual, usando do seu direito de defender-se com valentia, da chusma cheia de vinho e cerveja, poderia, com sorte, em vez de sete, mandar o dobro ou mais, desta para melhor.

 

E a turba, já bastamente “encharcada”, daria vivas aos mortos!

 

E o autarca-mor ficaria satisfeito pelo sucesso da “festa”, e o Corpo de Deus teria sido honrado com suor, sangue e muito vinho, como manda o costume bárbaro, que de tradição nada tem, pois não dignifica nem a terra, nem o povo.

 

E é assim que se divertem os broncos, em Ponte de Lima, em pleno século XXI D.C.

 

E estas imagens correrão mundo, para vergonha de Portugal, mas não para vergonha de quem não tem vergonha na cara.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:19

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Domingo, 25 de Março de 2018

MAIS UMA VERGONHA PARA PORTUGAL…

 

A tantas misérias morais, culturais, políticas e sociais que envergonham Portugal aos olhos do mundo, soma-se mais esta:

 

PILOTO.png

 

Portugal é um país que bate o recorde de casos insólitos, únicos, ou quase, no mundo.

 

Este episódio do co-piloto embriagado, não será único no mundo, e propriamente culpa do governo português, mas é, com toda a certeza, fruto de uma política que não incentiva ao brio profissional, vindo o pior exemplo dos palácios de São Bento  e de Belém.   

 

Eis alguns casos insólitos, de que estou a lembrar-me, neste momento (mas há mais):

 

1 – Nos incêndios do Verão passado, morreram para cima de uma centena de seres humanos (fora os milhares de seres não-humanos), algo que não acontece em parte nenhuma do mundo, atacada por incêndios, como os da Califórnia ou os da Austrália, por exemplo. Ardem casas e bens, e obviamente os animais, donos florestas, mas não morrem pessoas.

 

2 – Rouba-se armas do paiol do Exército Português, bem nas barbas dos militares, sem que ninguém se dê conta…

 

3 – Tem-se uma CPCJ (Comissão de Protecção de Crianças e Jovens) que, em vez de proteger o Superior Interesse das Crianças, as atira para instituições e adopções, algumas delas ilegais, retirando-as das Mães, simplesmente por motivos de pobreza, enquanto que outras crianças, são atiradas para escolas de toureio, e ninguém as protege dos progenitores, nem da crueldade a que são submetidas, nesses antros de formação de algozes de seres vivos sencientes.

 

4 – Adopta-se ilegalmente, a grafia de uma ex-colónia, em detrimento da grafia portuguesa, e com isto engana-se as crianças, que vão para as escolas aprender a ler e a escrever, formam-se os semianalfabetos do futuro e destruindo-se o maior símbolo identitário de Portugal – a Língua Portuguesa.

 

Isto só num país a fingir que é país, com um regime político autocrata, em que o povo paga os salários dos governantes para que os governantes sirvam o povo, e os governantes servem apenas os lobbies que bem entendem, e pisam na vontade do povo.

 

Como me envergonho de disto tudo!...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:52

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