Segunda-feira, 2 de Março de 2020

«Só a inércia e a cobardia política permitem a sobrevivência do Acordo Ortográfico»

 

(Algumas considerações ao redor do malfadado AO90, ao cuidado daqueles que, contra todos os pareceres desfavoráveis, assentes na racionalidade, teimam, autoritária e cobardemente, em insistir no monumental erro que foi trocar a grafia portuguesa, pela grafia brasileira, aviltando, desse modo, a Língua Portuguesa, como se ela fosse algo de somenos importância para Portugal).

 

Manuel (Matos) Monteiro, revisor linguístico, escritor e formador, uma das vozes mais dinâmicas contra o Acordo Ortográfico de 1990, a propósito do seu mais recente livro intitulado "Sobre o Politicamente Correcto" (Editora Objectiva), disse o seguinte, numa entrevista à Revista Sábado (06/02/2020), a quem pediu que nas suas respostas não fosse aplicado o AO90:

 «Não conheço uma matéria tão consensual da esquerda à direita, da percepção popular a quem estudou fundamente o assunto, a linguistas, escritores, intelectuais, tradutores, revisores, jornalistas: o Acordo é uma merda. Falhou em todos os seus propósitos [...]  Só a inércia e a cobardia política permitem a sobrevivência do Acordo Ortográfico.»

 

Manel.png

 

(Um livro cuja leitura recomendo vivamente. Substituam o telemóvel pelos livros e LEIAM, porque, no nosso país, o que faz falta é LER).

 

***

Portugal é um país cheio de gente frouxa, comodista, seguidista, servilista, bajuladora, sem espírito crítico, e com um povo maioritariamente assim, como poderemos combater o regime autoritário que nos (des)governa, e nos impõe aquilo que ninguém quer, por ser absolutamente MAU?

 

Mas esta frouxidão, este comodismo, este seguidismo, este servilismo, esta bajulação, esta falta de espírito crítico, é mais antiga do que possamos imaginar. Já Eça de Queiroz o gritava aos quatro ventos, em 1871: palavra por palavra, a análise, deste que é um dos maiores estilistas da Língua Portuguesa e um inconformado social, continua actualíssima.

 

Nem a Revolução de Abril trouxe a tão ansiada evolução!

E quanto ao actual governo?  Um verdadeiro fracasso. Então? O que é necessário fazer?

 

Eça de Queiroz.jpg

 

Daí que se faça um enésimo apelo aos Professores  

 

Como todos sabemos, e basta ter um QI mínimo, o AO90 viola o direito à aprendizagem correCta da Língua Portuguesa.

 

Um direito que todas as crianças portuguesas (as maiores vítimas deste crime ortográfico) têm.

Vamos ser cúmplices deste acto criminoso?

Vamos permitir a consumação deste crime?

 

Bagão.png

 

Tudo o que nós (menos novos) fizermos para preservar a integridade da Língua Portuguesa morrerá connosco, e a nova geração ficará à deriva, arrastando atrás de si uma Língua que não lhe pertence, porque a Língua Portuguesa estará condenada à extinção, se o AO90 não se extinguir.

 

Está nas mãos (sempre esteve) dos Professores travar esta tragédia. Só eles poderão recusar-se a ensinar esta língua desenraizada, na sua forma grafada.

 

Eles podem fazê-lo. Se quiserem.

 

Os Sindicatos têm o DEVER de os apoiar numa acção de Desobediência Civil, por uma causa mais do que justa. E se não o fazem, é porque não cumprem bem a sua função.

 

E bastava que um grupo, ainda que pequeno, de professores, tivesse resistido ou resistisse agora, ainda vamos a tempo, para que a onda se agigantasse ou se agigante…

 

O que vão ensinando e a quem?

 

As crianças, que estão a aprender a ler e a escrever, o que sabem do saber da Língua? Estão a ser obrigadas a aprender algo que, em Portugal, por não ser Português, está incorreCto.

 

É como se quisessem impor novas normas à Matemática, e dissessem às crianças que dois mais dois agora passa a ser cinco. E elas, que não sabem, acreditam. E repetirão o erro ‘ad aeternum'.

 

Isto é desrespeitar o direito à aprendizagem correCta, que todas as crianças têm.

 

O que faz falta é CORAGEM para dizer NÃO a algo que compromete gravemente a Identidade Cultural Portuguesa, a Portugalidade, o Respeito pela Língua Materna.

 

Estamos em 2020, e Portugal continua a ser um país cheio de gente frouxa, comodista, seguidista, servilista, bajuladora, sem o mínimo espírito crítico como no tempo de Eça de Queiroz.

 

Diz-se por toda a parte que o País está perdido. Dizia Eça. Hoje, continuamos a dizer que o País anda perdido, sem rumo, sem rei nem roque.

 

E quando não há evolução, quem paga são os que já evoluíram e os que querem evoluir, mas não lhes é permitido. E um país assim, não é um País, é um país ainda a ser.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:37

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Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2016

MARCELO REBELO DE SOUSA: «O MUNDO DA LUSOFONIA TEM DE ASSUMIR QUE A LIDERANÇA É DO BRASIL»? - COMO DISSE SENHOR CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA?

 

É assim que defende Portugal e o seu património maior - a Língua Portuguesa?

 

Este é um candidato naturalmente a derrubar nas próximas eleições para a Presidência da República.

 

Primeiro porque é um traidor da Pátria: pretende vender a Língua Portuguesa, por uns tostões, aos Brasileiros, o único povo de entre os que Portugal colonizou, que MUTILOU a Língua.

 

marcelo[1] (2) MARCELO MARCELO.jpg

Segundo, porque tem o prazer mórbido de se divertir com o sofrimento de seres vivos, ou seja, é um adepto fervoroso da selvajaria tauromáquica, o que não dignifica a figura de quem quer ser Presidente de uma Nação, que todos queremos civilizada e culta.

 

MARCELO.jpg

Marcelo Rebelo de Sousa é visto frequentemente a assistir à selvajaria tauromáquica

 

Duas atitudes que simplesmente envergonham Portugal.

 

E uma das principais obrigações de um Presidente da República é precisamente NÃO ENVERGONHAR o país que representa.

 

Bastam estas duas nódoas negras no currículo de um candidato, para o desclassificar.

Terceiro: A liderança não pode ser do Brasil, porque a ser, seria «a "liderança" do sub-conhecimento do idioma, do falá-lo mal, do sabê-lo mal, de doutrinar os instruendos no desprezo da gramática, na exaltação da idéia do idioma brasileiro, na circulação de americanismos e de vícios», segundo Arthur Virmond de Lacerda, jurista e professor universitário brasileiro.

 

 ***

Um candidato que teve a oportunidade de evoluir, porque frequentou uma Universidade, e até se doutorou, e perdeu-a, porque não conseguiu ultrapassar as barreiras que um tempo antigo ergueu entre ele, que nasceu em 1948 com os pés virados para o passado, e o século XXI depois de Cristo.

 

Em 2008, na Biblioteca Municipal de Valongo, Marcelo Rebelo de Sousa abordou os desafios que se colocam ao livro na actualidade, e o Acordo Ortográfico de 1990, que os verdadeiros Portugueses e guardiães da Língua Portuguesa rejeitam.

 

Questionado pela plateia sobre as vantagens do AO/90 entre países lusófonos, Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se a favor, defendendo que as alterações ao acordo “não são substanciais” para a Língua Portuguesa.

 

Não são substanciais?

 

Marcelo Rebelo de Sousa terá uma ideia do que está implícito neste AO/90, que estropia a Língua Portuguesa, sem dó nem piedade?

Não, não faz a mínima ideia, de outro modo não teria dito tamanha calinada.

 

Marcelo referiu também que o Brasil hoje é a maior potência económica e o maior país lusófono e realçou a ideia de que “Portugal precisa mais do Brasil, do que o Brasil de Portugal”.

 

Como disse senhor candidato a presidente da República de Portugal?

O Brasil até pode ser a maior potência económica do mundo, e o maior país lusófono. Mas dentre todos os países lusófonos é o que tem a taxa mais alta de analfabetismo, precisamente pela falta de um sistema educativo de qualidade, com o qual nada temos a aprender.

 

O que tem o Brasil para nos ensinar sobre a Língua que estropiaram, precisamente para tentar baixar o índice de analfabetismo, que sempre caracterizou a nação brasileira, e ainda assim, sem sucesso algum?

 

Porquê esta subserviência a um país que ainda deve bastante á evolução?

 

Afirmou ainda Marcelo que o acordo tem “virtuosidades” e disse que “para Portugal conseguir lutar pela lusofonia no mundo tem de lutar por dar a supremacia ao Brasil.”

 

Que “virtuosidades” vê Marcelo Rebelo de Sousa neste AO/90 cheio de incoerências, e que em vez de unificar, desunifica a Língua e afasta os povos lusófonos?

 

Portugal não precisa de vender a sua Língua ao Brasil para lutar pela PORTUGALIDADE.

 

A Língua Portuguesa é um Património Cultural Português e não está à venda.

 

O candidato Marcelo Rebelo de Sousa está a trair a Pátria e atreve-se a pretender ser o seu representante maior?

 

Marcelo Rebelo de Sousa presta, deste modo, um péssimo serviço ao País.

 

Que interesses obscuros terá este candidato, para defender a VENDA da Língua Portuguesa, assim, deste modo tão amesquinhado.

 

Só os ignorantes aplicam o Acordo Ortográfico de 1990. 

 

Fonte:

http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache%3AbwLjvZqzvZQJ%3Ajpn.up.pt%2F2008%2F05%2F01%2Fmarcelo-rebelo-de-sousa-o-mundo-da-lusofonia-tem-de-assumir-que-a-lideranca-e-do-brasil%2F+&cd=1&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt

***

Mas se os Portugueses quiserem saber mais sobre o nível moral deste candidato a Presidente da República Portuguesa, abram os links dos textos abaixo referidos, e pasmem:

 

O AFICIONADO E CRISTALINO MARCELO (REBELO DE SOUSA) “DIESTRO DAS ARENAS”, CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA?

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/o-aficionado-e-cristalino-marcelo-511355

 

***

CARTA ABERTA AO SENHOR DOUTOR MARCELO REBELO DE SOUSA

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/carta-aberta-ao-senhor-doutor-marcelo-510489

 

***

SEGUNDA CARTA ABERTA AO PROFESSOR MARCELO REBELO DE SOUSA

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/segunda-carta-aberta-ao-professor-585585

 

***

«MARCELO REBELO DE SOUSA NO SOBRAL APOIANDO A TAUROMAQUIA»

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/marcelo-rebelo-de-sousa-no-sobral-585357

 

***

Portugal não merece um Presidente da República deste nível.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:00

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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

«A TOURADA À CORDA É TÃO ÍNTIMA QUE NEM DAMOS POR ELA DO PONTO DE VISTA INTELECTUAL…»

 

Esta frase resume o atraso mental que grassa numa ilha onde a evolução ainda não chegou, e muito menos a intelectualidade, mas mostra também o atraso civilizacional outorgado por um Governo que desconhece a importância do bom senso, numa sociedade do Século XXI d. C.

 

TOURADA À CORDA.jpg

 

Por que será que ao lermos este texto ficamos com a sensação de que estamos perante um fenómeno insólito, que acontece apenas em localidades fechadas em si mesmas, onde não entra a luz, nem o saber, nem a lucidez, nem sequer a vontade de mudar e de entrar na modernidade?

 

Por que será que a leitura deste texto nos provoca um desmedido amargo, por não vislumbrarmos uma luzinha ao fundo de um túnel, há tantos séculos desalumiado, e que parece não terminar em lado nenhum…?

 

Por que será que nos ofende o odor da podridão das palavras que se proferem sem a mínima lógica, esperando que se veja na tourada à corda algo “culturalmente válido”… a merecer a atenção da UNESCO?

 

Por que será que o Governo português, para vergonha de Portugal, mantém ainda vivo este símbolo da mentalidade primitiva que via no sacrifício de animais um modo de apaziguar os demónios da incultura que atazanavam os espíritos débeis?

 

Por que será que nenhuma autoridade, de todas as que já abordei, conseguiu dar-me uma resposta racional para a existência deste insulto à portugalidade e à dignidade de um povo?

 

É que dizerem-me que nada é afectado pela questão relativa à “legalidade dos espectáculos tauromáquicos” é o mesmo que me dizerem que os legisladores portugueses legalizam a crueldade e a violência contra animais não humanos indefesos, porque esse é o atributo maior da humanidade.

 

É urgente que as autoridades portuguesas dêem aos portugueses uma justificação lógica para tamanha agressão à inteligência dos Portugueses.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:19

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Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

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