Sexta-feira, 6 de Outubro de 2017

AS PLANTAS SENTEM DOR?

 

Para aqueles chicos-espertos que nos bombardeiam com: «Comes plantinhas? Coitadinhas das plantinhas…».

 

A ignorância é muito redutora, por isso sugiro que prestem atenção ao que diz a nutricionista Bárbara Cardoso.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:35

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Terça-feira, 9 de Agosto de 2016

VERÃO EM PORTUGAL: INFERNO PARA ANIMAIS HUMANOS E NÃO HUMANOS

 

Hoje, dia 09 de Agosto de 2016, pelas 7h30m, hora a que me levantei, fui à varanda das traseiras do meu prédio e pude olhar o Sol, “olhos nos olhos”.

 

Um Sol vermelho. Filtrado pelos fumos dos incêndios que lavram, há uns dias, ao redor da cidade.

 

Um dia escurecido, logo pela manhã.

 

E se não fosse a tragédia por detrás deste Sol, diria que era imensamente belo.

 

DSC02026.JPG

 

O Fogo. Um elemento da Natureza que o homem, um ser liliputiano, nunca dominou, não domina, nem nunca dominará. E nem por isso aprendeu que ele, homem pequeno, não é a medida de todas as coisas.

 

A Natureza encarrega-se de lhe enviar os sinais mais evidentes, nas tempestades, nos fogos, nas erupções dos vulcões, nos furacões, nos tsunamis, nas doidas ventanias, como que gritando eu sou mais forte do que tu, por isso reduz-te à tua insignificância, mas, ainda assim, o homem pequeno considera-se o dono do mundo. Um ser superior a todos os outros seres.

 

E no entanto, a minhoca poderá escapar à fúria do Fogo, escavando fundo na terra. As plantas renascerão depois do Fogo. O homem pequeno não.

 

O Fogo destrói-lhe a casa, os bens, os animais domésticos, as florestas. Morrem bombeiros. Morrem pessoas. Morrem animais selvagens. Mas ainda assim, o homem pequeno não se verga à evidência de que o Fogo é mais poderoso do que ele.

 

E não só o Fogo, mas também a Água e o Vento e a própria Terra.

 

E nestas demonstrações do infinito poder da Natureza, que sempre existiram desde o início dos tempos, o homem primitivo, muito mais humilde e sábio do que o homem do terceiro milénio da era cristã, curvava-se diante destas forças, que ele sabia serem muito mais poderosas do que ele. Mas o dito homem moderno ainda não sabe.

 

Em Portugal não se faz prevenção. Os governantes obrigam o povo a pagar impostos, dos quais uma boa fatia é para aplicar mal e sordidamente em coisas inúteis, supérfluas, do foro da imoralidade.

 

A maioria dos fogos é provocada por mãos criminosas.

 

Os criminosos raramente são apanhados. Mas aos que são apanhados, aplicam-lhe umas peninhas de passarinho e depois libertam-nos. E eles reincidem.

 

E depois há o interesse dos madeireiros e de outros interesseiros. Sempre o interesse de alguém a comandar a desgraça dos outros. Sejam esses outros humanos ou não humanos.

 

Não gosto do Verão, não pelo Verão em si, mas pelo que o homem pequeno da era moderna faz dele: um verdadeiro inferno para os animais de todas as espécies, humanas e não humanas.

 

No Verão, em Portugal, somos agredidos desalmadamente pela brutalidade do homem pequeno.

 

As cidades, povoações, vilas e aldeias, civilizacionalmente atrasadas, agridem a sensibilidade dos seres sencientes, humanos e não humanos, com a violência das atitudes tomadas pelos seus governantes, ou pela sua inércia.

 

Em Portugal, excepto para aqueles que se estão nas tintas para o que se passa ao lado, o Verão é, na verdade, a época dos horrores.

 

E nem o Sol, belo e vermelho como uma maçã, ameniza a dor de sentir a tragédia que é ter homens pequenos por governantes.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:17

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Terça-feira, 12 de Julho de 2016

COMO ERA MAIS FÁCIL VIVER SE ME DEIXASSE FICAR NESTE LUGAR…

 

NESTE LUGAR.jpg

 

Foi assim, entre a Natureza selvagem, que passei uns dias tranquilos, longe do mundo ao qual não pertenço.

 

Como gostaria de poder ali ficar, naquele lugar, entre as plantas e as pedras e os outros seres que me acompanham nesta aventura que é viver no planeta Terra.

 

Aqui, neste lugar, vivo em harmonia com as plantas, com as pedras e com os outros seres que falam a minha linguagem, compreendem as palavras muito mais do que os políticos e aqueles outros inscientes que combato.

 

Como era mais fácil viver se me deixasse ficar neste lugar…

 

Mas há vozes que me gritam, que me pedem para voltar…

 

Não são vozes humanas.

 

São mugidos, urros, ganidos, miaus, latidos, cacarejos, gemidos, zurros, relinchos, uivos, grunhidos, zumbidos, pios, chilreios, balidos, chios, arrulhos, rugidos…

 

Gritos desesperados.

 

E então… regresso sempre por eles…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:16

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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014

TOURO, CAVALO, HOMEM

 

(Noções científicas que caracterizam estes três mamíferos, e podem ser confirmadas por qualquer cientista honesto)

 

 

Origem da foto: http://acucar-e-arte.blogspot.pt/2011_09_01_archive.html

 

Por Dr. Vasco Reis (Médico Veterinário – Aljezur)

 

1ª - O desenvolvimento embrionário é idêntico nas primeiras fases e pouco diverge nas fases seguintes, além de aspectos morfológicos e de alguns órgãos não essenciais.

 

2ª - Pode verificar-se que o esquema anatómico (aparelhos e sistemas) é comum; fisiologia e neurologia são idênticas.

 

3ª - A semelhança de sistema nervoso (centros nervosos, nervos) é flagrante.

 

4ª - A partir de encéfalos (central onde se processa o sentir, o pensar, o compreender, o decidir, o reagir) com estruturas correspondentes nas três espécies, é de se esperar que senciência/sentidos, consciência, sentimentos, estados de disposição, reacções sejam muito semelhantes nas três.

 

5ª - Os vários comportamentos confirmam isso mesmo, implicando semelhanças de necessidades (ar, alimento, água, movimento, espaço, liberdade); de sentidos; de consciência do que se passa à volta; de sentimentos; de humores; de reacções a agressão, dor, ferimento, susto, prisão, cio; de confiança e desconfiança; de amizade; de sentido de guarda e de protecção; de ligação sentimental maternal, filial, paternal, fraternal, de grupo; de gosto por carícia, por desafio, por provocação, por brincadeira, etc..

 

6ª Agressão a um touro ou a um cavalo - seres sencientes - é causadora de sofrimento, não muito diverso do que sofreria um ser humano em circunstâncias análogas.

 

7ª - Sofrimento físico (dor) é fundamental para compelir o ser a defender-se, a afastar-se do agente causador e a procurar segurança e alívio. A dor é assim fundamental e imprescindível para a defesa e a sobrevivência do ser e da espécie.

 

8 ª - Não é reacção que se ponha de lado com mais ou menos excitação ou com mais ou menos hormonas (ao contrário do que Illera pretende na sua pseudo-ciência).

 

9ª - As plantas são seres desprovidos de sistema nervoso e, portanto, não podem sentir dor, não têm consciência, não podem reagir rapidamente, não podem fugir. Não sofrem!

 

***

Os animais não humanos têm consciência e sentimentos não muito diferentes dos nossos, o que um senso comum desperto compreende e como a ciência comprova.

 

Os bovinos vivem em grupo (manada) habitualmente e aí mantêm laços de companhia, solidariedade e, também de tranquilidade e habituação em relação ao sítio.

 

O sofrimento físico causado por violência (perseguição, captura, contenção, e castigo por aguilhão eléctrico, prisão, aperto na caixa de transporte, movimento e travagens do veículo) é acompanhado de enorme sofrimento psicológico (separação do grupo e do sítio, percepção da violência humana, claustrofobia, etc.).

 

E isto é só o início do martírio imposto pela tauromaquia. Não há paliativos eficazes a não ser a total abolição desta prática cruel.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:43

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Domingo, 17 de Fevereiro de 2013

Brevemente todas as praças de Touros do mundo estarão como a de Cartagena: lindíssima, com as ervas altas, arbustos e outras plantas, sem sangue, sem crueldade…

 

 

 

Praça de Touros de Cartagena (Murcia) Espanha - Quanta beleza! Sem torcionários, sem sádicos, sem a indignificante presença daqueles que se dizem "homens", mas não passam de calhaus com olhos!   

 

Assim queremos ver todas asarenas. 

 

Asssim as veremos todas, brevemente.  

 

Isabel A. Ferreira 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:25

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