Segunda-feira, 5 de Abril de 2021

O Planeta Terra e os seus Paraísos (2)

 

O nosso belo Planeta, em 13 minutos, com música de Vangelis

 

Bosque de luz.png

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:11

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Terça-feira, 23 de Março de 2021

O Planeta Terra e os seus Paraísos (1)

 

Cuyabeno National Park – Ecuador:

Oito minutos de uma beleza extraordinária, que é urgente preservar...

 

Cuyabeno.jpg

Fonte da imagem: https://www.pinterest.pt/pin/92323861085434058/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:52

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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2021

«O Planeta Terra és tu…»

 

Uma ideia, guião e voz de Carlos Chavira.

O vídeo foi produzido com o único propósito de agitar a consciência do nosso Planeta.

 

Pinterest.png 

 

Humanos. Que palavra incrível!

Somos considerados a espécie mais inteligente do Planeta. No entanto…

… somos a pior de todas as espécies.

 

O que fazemos neste mundo? Quem nos trouxe aqui? Qual a nossa missão no Planeta? Talvez nunca possamos entender, mesmo quando parece que a nossa única missão é acabar lentamente com ele e com as suas espécies.

 

Já pensaste que talvez este Planeta não nos pertence, e ainda assim cuidar dele está nas nossas mãos?

 

Os outros animais estavam aqui muito antes de nós. Somos apenas os seus convidados. Temos vindo a invadir o seu território e estamos a destruir o seu habitat.

 

Eles suportaram-nos durante séculos, perdoaram-nos inúmeras vezes e continuamos a ignorar a situação deles.

 

Temos sido os seus sequestradores, os seus assassinos. Ainda assim aceitam-nos como seus donos.

 

Somos a única espécie que ataca, destrói, aniquila, contamina e extingue por ambição ou só para viver um pouco melhor.

 

O mundo é teu, é nosso, é de todos nós. Ainda assim, lembra-te que o mundo também é deles e temos de entender que eles não nada podem fazer para se salvarem e muito menos para salvar o Planeta.

 

O planeta Terra está a morrer, estamos a destruí-lo de forma vertiginosa e ele está faminto de amor. Não lhe sobra muitas forças e apesar de tudo, continua generosamente a dar-nos os melhores espectáculos desde que cá chegámos.

 

O Planeta tem sido o melhor anfitrião da nossa espécie. Não merecerá o nosso reconhecimento?

 

Se nos foi dada a capacidade de falar, pensar, criar, construir e ajudar, porque simplesmente nos calamos, ignoramos, destruímos e matamos?

 

Abre os olhos, tu também estás a morrer junto com o seu Planeta, o único planeta no nosso sistema solar onde nos foi dado o privilégio de viver.

 

Somos milhares de milhões neste Planeta, somos uma espécie pensante, racional, dominante, por que não nos damos conta disso?

 

Somos capazes de conquistar países, a Lua, e inclusive planetas. Ainda assim não somos capazes de conquistar os nossos próprios corações.

 

Toca o teu coração, sente o que está a dizer, ouve aquilo que ele pede de forma gritante e entendamos que precisamos de coexistir no mesmo planeta.

 

Começa por te mudares a ti mesmo. Faz essa proposta a ti mesmo, faz com que os teus filhos saibam e entendam, e que os mais velhos se lembrem que no dia em que a Humanidade deixar de existir e alguma outra espécie encontrar o nosso planeta, verão que fomos uma espécie que se equivocou, que caiu, porém, levantou-se e corrigiu os seus erros.

 

O Planeta já não é o mesmo e já não podemos esperar mais. Todos sabemos o que precisamos de fazer. O tempo urge. O futuro do planeta está nas tuas mãos. Ajuda-o, porque o planeta Terra és tu.

 

Que a indiferença não te vença.

 

Partilha-o agora mesmo, ainda vais a tempo…

 

Carlos Chavira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:05

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Domingo, 31 de Janeiro de 2021

Este é o paraíso terrestre que o irracional “homo predator” está a destruir a um ritmo assustador…

 

É  urgente uma mudança radical de atitude perante o  Planeta  Terra.

Não nos esqueçamos que a Mãe Natureza é a medida de todas as coisas.

 O "homo predator" é o responsável-mor pela degradação do meio ambiente.

Aprendam a ser racionais como os restantes animais, que connosco partilham a Terra. Eles sabem como a preservar.

Que espécie de "homo" é o homem? 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:08

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Domingo, 13 de Dezembro de 2020

Declaração Universal dos Deveres dos Governantes

 

A enviar a todo os candidatos à presidência da República de Portugal.
A política exercida sem Ética, não é política, é politiquice.

E fartos de politiquice andam os Portugueses.

No dia 24 de Janeiro votem, tendo em conta esta Declaração Universal do Deveres dos Governantes.

Vão ter muita dificuldade em escolher O candidato que reúna, pelo menos, 80% destes predicados. Mas se não os tiverem, diz-nos a experiência, é garantido que serão maus governantes.

Isabel A. Ferreira

 

 

 

Preâmbulo

 

Considerando que o reconhecimento da Dignidade dos Governantes e os seus alienáveis Deveres constitui o fundamento de um país livre, justo, e pacífico;

 

Considerando que o desconhecimento e o desprezo pelos Direitos do Homem, pelos Direitos da Criança e pelos Direitos dos Animais conduzem a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade, que já evoluiu, e que o advento de um mundo em que todos os seres vivos sejam livres, libertos da miséria, do terror e da crueldade foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem;   

 

Considerando que é essencial a protecção dos Direitos do Homem, dos Direitos da Criança e dos Direitos dos Animais, através de um regime de direito, para que não sejam compelidos a viver uma vida adversa;

 

Considerando que é essencial encorajar o desenvolvimento de relações pacificadoras e solidárias entre todos os seres vivos que habitam o Planeta Terra;

 

Todos os cidadãos evoluídos do Mundo proclamam a presente Declaração Universal dos Deveres dos Governantes, como um ideal comum a atingir por todos os que pretendam exercer o cargo de governação de Nações e de Municípios, a fim de que todos os seres vivos possam viver em dignidade e em direitos, num Planeta que é de todos, e não só de alguns.

 

Artigo 1º

 

Todos os governantes devem ser dotados de razão, de sabedoria, de consciência, de equilíbrio, de virtude, de ética, de honestidade e de noção de justiça.

 

Artigo 2º

 

Todos os governantes devem cumprir os deveres éticos e observar as regras de boa conduta moral e cívica, para que possam aprimorar a democracia e construir o futuro com coerência e equidade, com base na generosidade, na moralidade, no auto-sacrifício, na integridade, na bondade, na austeridade, na mansidão, na não-violência, na paciência e em conformidade à vontade do povo que já evoluiu.

 

Artigo 3º

 

Todos os governantes devem actuar em prol do bem-estar de todos os seres vivos (homens, mulheres, crianças e animais não-humanos), sendo que a segurança económica do Estado é um dos deveres básicos das administrações responsáveis. 

 

Artigo 4º

 

Nenhum governante deve matar, roubar ou mentir. É preciso que os governantes mantenham um elevado padrão de moralidade, para poder merecer o respeito e a confiança dos povos, garantir-lhes a felicidade e prosperidade, e dar o bom exemplo, uma vez que a raiz das adversidades das Nações está nas deficiências morais dos governantes.

 

Artigo 5º

 

Todos os governantes devem levar às últimas consequências a generosidade que abre mão de tudo em benefício dos seres vivos que têm sob a sua governação.

 

Artigo 6º

 

Todos os governantes devem ser incorruptíveis no cumprimento dos seus deveres públicos e serem honestos e sinceros nos relacionamentos pessoais. Devem viver e governar por meio da verdade, que é a adequação perfeita entre Palavras e Natureza.

 

Artigo 7º

 

Nenhum governante deve iludir ou enganar o Povo, seja como for, pois será um demérito para o cargo e também uma ofensa moral à Humanidade.

 

Artigo 8º

 

Todos os governantes, no exercício das suas funções, devem ser bondosos, ou seja, terem a coragem de se preocupar com todos os seres vivos. Ignorar os problemas daqueles que não têm voz, para exigir os seus direitos, será mais fácil do que atender com sensibilidade as suas necessidades e direitos, mas retira dignidade ao acto de governar.

 

Artigo 9º

 

Todos os governantes devem aceitar as suas responsabilidades e ousar agir segundo o ditame que faz do governante a força dos que não têm esperança.

 

Artigo 10º

 

Todos os governantes devem ter hábitos simples, exercer o autocontrolo e praticar uma disciplina espiritual.

 

Artigo 11º

 

Todos os governantes devem desenvolver a verdadeira paciência e a não-violência que os fará lidar de modo sábio e generoso com as imperfeições e provocações vindas de pessoas a quem eles poderiam esmagar impunemente. Os bons governantes sempre vencem a má vontade com a benignidade amorosa, vencem a maldade com a virtude, a mesquinharia com a generosidade, a mentira com a verdade.

 

Artigo12º

 

Todos os governantes devem governar em conformidade à vontade do Povo, pois a legitimidade desses governos vem do consentimento do Povo, que terá o direito de caçar esses mandatos, caso deixe de confiar na capacidade de quem elegeu, para atender aos interesses mais prementes das comunidades.

 

Artigo 13º 

 

Todos os governantes devem construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza, a marginalização e as desigualdades sociais; promover o bem-estar de todos os seres vivos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, religião, idade e espécie, ou quaisquer outras formas de discriminação.

 

Artigo 14º

 

Todos os governantes devem orientar-se pelos princípios da responsabilidade, do respeito pelo outro (seja de que espécie for esse outro) e do primado de leis justas, adequadas à Vida, o bem mais sagrado e inviolável de qualquer ser vivo.

 

Artigo 15º

 

Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver, para qualquer governante, o direito de alguma actividade ou de praticar algum acto destinado a destruir os Deveres aqui enunciados.

 

Planeta Terra, 12 de Dezembro de 2012

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:14

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Segunda-feira, 23 de Novembro de 2020

Uma reflexão em tempo de Pandemia: «Estávamos tão bem nas nossas vidas e agora cai-nos isto em cima! Surpresa ou distracção?»

 

O texto, mais abaixo reproduzido, foi-me enviado, via e-mail por Pedro Belo.

O vídeo, está no Facebook.

 

Ambos reflectem um mesmo problema, em tempos diferentes.

Pandemias sempre as houve, no decurso da História da Humanidade, o problema está na irracionalidade do homem, que não lhe permite aprender com os erros cometidos noutras épocas.

 

A História da Humanidade está cheia destas histórias, mas o homem, que se diz racional, nada aprende com elas. E os episódios repetem-se ad nauseam, desde os tempos mais remotos.

Querem o exemplo maior? Uma inconcebível II Grande Guerra Mundial (1 de Setembro de 1939 - 2 de Setembro de 1945), depois de uma inimaginável I Grande Guerra Mundial, (28 de Julho de 1914 - 11 de Novembro de 1918), apenas num espaço de 21 anos. Vinte e um anos!

 

E, pelo que vemos, o homem continuará a não aprender nada com a Covid-19. E teremos mais do mesmo, para pior, num futuro que podemos antever próximo   porque vivemos num tempo, em que já nos resta pouco tempo para reverter os estragos que o homem, que se diz racional, provocou na casa comum a todas as espécies: o Planeta Terra.

 

Isabel A. Ferreira

 

Pneumónica VS. Covid-19.png

A “pneumónica” matou 50 milhões de pessoas no Mundo. Na imagem de cima, voluntárias australianas em Brisbane. Em baixo, máscaras mais coloridas, tentam evitar a propagação da Covid-19, que já matou cerca de 1,5 milhões de pessoas em todo o Mundo.

 

 ***

 

«Um salmo de David diz: «Nas margens dos rios da Babilónia, Aí nos sentámos, Aí chorámos, Ao recordarmos Sião.»

 

Hoje em pandemia, as pessoas dizem: «Estávamos tão bem nas nossas vidas e agora cai-nos isto em cima!!» 

 

Surpresa ou Distracção?

 

Esta Pandemia tão grave esteve muito tempo em gestação.  Os epidemiologistas há muito que advertem para o surgimento inevitável deuma pandemia e os ambientalistas tinham-nos dito que, quanto mais a actividade humana perturbar o equilíbrio dos sistemas naturais, mais provável será o surgimento de novos agentes patogénicos: cortar florestas ou penetrar em ecossistemas não perturbados anteriormente, por exemplo, muitas vezes para expandir terras agrícolas, expulsa patogénicos que estavam retidos no meio selvagem.

 

A perda de biodiversidade e de habitats espalha doenças entre os animais selvagens. Entretanto, a intensificação da criação de gado e a caça e comércio crescentes de animais selvagens estão a misturar animais como nunca antes, enquanto a agricultura industrial, significando animais mantidos em condições de sobrelotação e de stress, tem baixado as respostas imunitárias.

 

Um grupo de cientistas, escrevendo na revista The Lancet, em 2015, concluiu que as alterações profundas nos sistemas naturais da Terra constituíam uma crescente ameaça à saúde humana, nomeadamente, o surgimento de novas doenças, a par com as alterações climáticas, como uma dessas ameaças.

 

Antes já tinha havido outras 'surpresas' nos últimos dez anos: a SARS e a MERS.

 

Portanto, os poucos que estavam atentos sabiam que isto estava para vir e que, de facto, somos nós que o provocamos, fazendo-o recair sobre nós mesmos.

 

Os ''distraídos'' agora apanhados nesta pandemia pensam que, apesar das indicações claras quanto aos limites ecológicos, podíamos continuar a desfrutar dos frutos do progresso tecnológico e da riqueza sempre crescente, sem que houvesse consequências.

 

Pensam que, com estímulos económicos bem dirigidos e uma busca concertada por uma vacina, iríamos ultrapassar este problema passageiro e que a vida iria recomeçar mais ou menos como era antes. Bem, isso ainda poderá acontecer, mas talvez não aconteça.  E, tal como aqueles que choravam nas margens dos regatos da Babilónia, se não acontecer, não conseguimos, realmente, começar a imaginar o que isso irá, de facto, significar.

 

Então, como é que vivemos nestes tempos, no meio da crise, onde ainda não temos a perspectiva da sua magnitude, da sua duração ou do seu impacto derradeiro?

 

Todos vivemos com um sentido elevado de provisoriedade, o que alguém, recentemente, me descrevia como a exaustão da incerteza.

 

Como é que será o mundo depois disto? Que tipo de recuperação é possível, incluindo para o mundo natural? O que é que podemos esperar e ter expectativa para já?

 

A crise Espiritual da humanidade agrava tudo isto, pois todos estavam apegados - obcecados- presos nas manhas do consumismo/ilusões/fantasias mundanas e nem havia tempo sequer para parar e pensar que somos criados e não nos criámos a nós mesmos... que somos filhos de Alguém .... que temos de estar agradecidos e atentos à nossa Luz interior que nos liga ao Espirito Criativo do Universo e nos equilibra e prepara para receber sejam boas ou más notícias - acontecimentos.

 

É urgente parar para equilibrar, sem estarmos ansiosos a preocupar-nos, a queixar-nos dentro da nossa cabeça, mas em vez disso, a criar espaço, cada dia ou cada semana, para prestar atenção ao que estamos a sentir, ao que é duro, àquilo de que sentimos falta e ao modo como isso nos está a afectar.

 

Nessa paragem sentir que sim, é verdade, fomos surpreendidos, apetece-nos chorar esta situação, tudo bem, choremos e sintamos isso por dentro.

 

Isso abre um espaço dentro de nós, ao nosso redor, abre um espaço para a meditação, para deixarmos ir os nossos pensamentos, as nossas ansiedades, para nos entregarmos a nós mesmos à quietude e ao silêncio, estando simplesmente presentes e disponíveis.»

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:22

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Domingo, 5 de Abril de 2020

A Liberdade não é um conceito exclusivo do Ser Humano – Uma reflexão ao redor do nosso confinamento

 

 

Esta bem-apanhada “Visita à Cidade” diz-nos o quanto o Homem está errado, no que respeita ao modo como trata os animais não-humanos.

 

Visita à cidade.jpg

Fonte da imagem: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=3053870421301048&set=a.502947543060028&type=3&theater

 

Esta imagem bem poderia ser uma imagem possível, nos tempos que correm, se os animais não estivessem confinados a jaulas, a cercas, a gaiolas, a currais, a zoológicos, a correntes, a viveiros, a tanques, a espaços vedados, privados da sua liberdade de correr nos campos, na selva, nos matagais, nas florestas, nos desertos, nas montanhas, nas serras, nas planícies, nas savanas; de voar pelo espaço, de deslizar pelos rios, pelos mares, pelos oceanos…

 

A Liberdade é algo inerente a todos os seres vivos. Nenhum animal não-humano deve ser privado da sua liberdade, porque a liberdade é pertença da Vida. Viver sem liberdade não é viver, é arrastar-se no tempo.

 

Que o digam os animais-humanos que cometeram crimes e, por esse motivo, mereceram ser privados da sua liberdade.

 

Contudo, porque nenhum animal não-humano jamais cometeu, comete ou cometeria os crimes hediondos que os animais-humanos cometem, não merecem ser privados da sua liberdade e da razão de ser da própria vida.

 

Todos os seres vivos que nascem, nascem por algum motivo. Nenhum animal-humano ou não-humano nasce por acaso. TODOS (humanos e não-humanos) fazem parte do TODO que mantém (ou deveria manter) o Planeta Terra em perfeita harmonia. E essa harmonia só não existe devido aos desmandos do animal-homem, e jamais do animal não-humano.  

 

Daí que aproveitemos esta imagem para fazer uma reflexão: não é por acaso que o mundo dos homens está a passar por esta privação de liberdade. Reparem que o coronavírus não ataca os não-humanos, pelo contrário, vivem neles. Saibamos dar-lhe valor, e compreender a tristeza profunda (porque eles sentem-na) dos nossos irmãos planetários, que os homens confinam a jaulas, a cercas, a gaiolas, a currais, a zoológicos, a correntes, a viveiros, a tanques, a espaços vedados, por motivos absolutamente irracionais.

 

Espero que tenham aprendido a lição, porque este vírus, que hoje nos mantém confinados, não veio por acaso, mas com uma finalidade bem definida, e só os cegos-mentais não a entenderá.



O Homem não é o dono do mundo. É apenas o seu guardião. E quem não entender isto, nada sabe da Vida, mas também da Morte, a certeza maior e única de toda a nossa existência.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:16

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Sábado, 4 de Abril de 2020

«Que a humanidade, e cada um de nós, escute os gritos silenciosos da Terra e dos seres não-humanos. O século XXI será espiritual e ecológico, ou não será»

 

«Algumas lições a tirar disto tudo»

Uma excelente reflexão proposta por Miguel Santos, um Homem que vê para além do visível.

Dois textos, o do Miguel Santos e o do New York Times, que todos os governantes deviam ler,  e absorver, como de um fármaco se tratasse, porque depois desta pandemia, ou o mundo muda, ou outros coronavírus, ainda mais ferozes, assolarão a Humanidade, cega surda e muda a estes sinais da Natureza.

 

«Porque acredito que esta pandemia deve também servir para que a humanidade, e cada um de nós individualmente, façamos uma profunda introspecção e meditação sobre a essência do que é estar vivo, e para onde queremos ir no futuro como espécie, recomendo a leitura deste excelente artigo do New York Times, sobre o como muitas das doenças imuno-resistentes, e epidemias, e pandemias, se originam no consumo de carne de animais selvagens, e na desregração ecológica que a humanidade promove através do mundo.» (Miguel Santos)

https://www.nytimes.com/2012/07/15/sunday-review/the-ecology-of-disease.html?fbclid=IwAR0CJjErWn7sdIGxMQNaizTpV2G5PrGdex5VkYG9odxpx_WzwDErFdZad5I

 

Olaf.png

 

«Isto reforça uma reflexão aprofundada, que tenho vindo a fazer, de que a exploração da natureza e seus seres está, esteve sempre, na origem de uma genealogia da Exploração cumulativa, de uma genealogia do Mal, que, após essa exploração primordial, se expande para a exploração do Homem pelo Homem, de uma etnia por outra, do feminino pelo masculino, do trabalhador pelo Capital.


Ou seja essas explorações históricas são epifenómenos da Exploração da Natureza pela Humanidade (nenhuma delas é isoladamente o centro da História...), e só podem ser verdadeiramente sanadas quando ultrapassarmos o ANTROPOCENTRISMO que se radica na exploração subtractiva da Natureza e seus seres sencientes pelo ser humano, e quando rejeitarmos ABSOLUTAMENTE a violência e as ideologias de conflito e de ódio social como mediação societária e como relação com a natureza não humana, seus instrumentos históricos.

 

O Antropocentrismo é o Egocentrismo colectivo da espécie humana que a põe numa pretensa posição de dominadora sobre a ecologia não humana, e é também raiz dos egocentrismos individuais que sempre se afirmam face à oposição a um 'Outro'...


O planeta Terra grita em nosso redor, a multitude de seres sencientes não humanos que partilham connosco a aventura da Vida e da Consciência exalam sofrimento e exaustão face à destruição ecológica que a humanidade espalha através dos continentes e dos oceanos.


A origem desta crise profunda, que em silêncio se propaga à milénios é eminentemente espiritual, a sua solução será espiritual, só DEPOIS política, económica e tecnológica.


E os meios para a resolver serão somente os MEIOS CONGRUENTES COM OS FINS da maturação de uma civilização espiritual, ecológica, pacífica, justa e equitativa: ecopacifismo, reespiritualização social, ética biocêntrica, democracia pluralista participativa, descentralização económica (biorregionalização, comunidades intencionais), unificação política global mundial, etc..


Que a humanidade, e cada um de nós, escute os gritos silenciosos da Terra e dos seres não-humanos.


O século XXI será espiritual e ecológico, ou não será...»

 

Miguel Santos

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:00

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Sexta-feira, 20 de Março de 2020

O homem-predador está ao nível dos vírus e das bactérias que flagelam a vida no planeta Terra

 

 

Uma das razões pela qual considero o homem-predador inviável como “espécie”, é porque ele é uma das poucas e raras criaturas, entre as demais, que precisa destruir para evoluir. O homem-predador mata, sacrifica e destrói tudo por onde passa, na sua busca inglória pela evolução, desejo, ganância e ambição... É uma espécie única, entre os milhares de criaturas existentes sobre a face da Terra,  com excepção dos vírus e bactérias, aos quais se iguala, uma vez que age da mesma forma!

 

Num momento em que a espécie humana está a ser posta à prova por um organismo invisível e todo-poderoso, que nos cerca, sem que saibamos por onde nos cerca, sugiro uma reflexão a partir deste texto, que nos leva a ter a certeza de que nada acontece por acaso, e que o novo coronavírus veio com uma missão muito clara: parar o mundo, para que o homem-predador deixe de ser predador e passe a ser apenas o HOMEM, ou seja, aquele que protege (não destrói) o Planeta e todas as outras espécies dos Reinos Animal e Vegetal, e as águas e os rios e os mares e os oceanos e o ar, enfim, todo o meio ambiente… 

 

Isabel A. Ferreira

 

HOMEM PREDADOR1.jpg

 

 «Pegada humana»

 

Pegada humana.jpeg

 

O impacto destruidor das nossas acções é visível no nosso Planeta.

 

A situação da Terra é desesperante. Um número reduzido de habitantes deste Planeta vai causando um dano potencialmente irreversível ao Planeta, esgotando os seus recursos e colocando em risco o futuro de todas as espécies, humanas e não-humanas.

 

Os cientistas dizem que se cada um de nós, não reduzir de forma significativa o impacto no meio ambiente, em duas décadas ultrapassaremos o ponto de não retorno, além do qual o Planeta mudará irreversivelmente, a despeito de todas as medidas.

 

O grande problema é que a vida não será nada agradável ou sustentável para a espécie humana. O estrago que estamos a fazer é resultado do nosso estilo de vida. Todas as nossas acções exercem um impacto sobre o mundo natural. Assim, qualquer mudança de rotina, desde que acordamos até à hora de voltarmos para a cama é uma oportunidade para podermos cuidar do planeta.»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=254356554632369&set=a.231292166938808.52391.100001740791934&type=1&theater

 

HOMEM PREDADOR3.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:17

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Terça-feira, 17 de Dezembro de 2019

Harrison Ford discursa sobre a Amazónia

 

Um excelente discurso do actor Harrison Ford.

 

A "casa" (o planeta Terra) é de todos nós, uma alusão à Amazónia, que é um património da humanidade, e não exclusivo do Brasil.

 

Existe uma nova força da natureza, que está a varrer o mundo. São os nossos jovens, em relação aos quais fracassámos redondamente. São um exército moral (*) (Greta e todas as crianças e adolescentes), e a coisa mais importante que podemos fazer por eles, neste momento, é não ATRAPALHAR o caminho deles, um claro recado aos bolsonaros e trumps do mundo e a todos os que querem destruir o movimento que a jovem Greta iniciou, para continuarem a destruir o Planeta, em nome do maldito dinheiro.



Quando nada mais restar aos bolsonaros e trumps do mundo senão dinheiro para matarem a própria fome, o mundo estará morto, e eles também.

 

 

(*) Para os que desconhecem o significado da expressão "exército moral" aqui fica a explicação:

Exército (sentido figurado) = Multidão

Moral = conjunto dos princípios e valores de conduta do Homem.

Portanto, “exército moral” significa uma multidão de pessoas, neste caso, DO Bem e DE Bem, que estão a lutar pelos princípios e valores, neste caso, da BOA conduta humana.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:28

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Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

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