Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2020

Ainda os fogos-de-artifício: um outro modo de poluir o Planeta e molestar os animais humanos e não não-humanos

 

Regresso a este tema, do qual muito se falou logo no início de 2020.

O século vai avançando, mas as mentalidades não o acompanham.

Quem está preocupado com a poluição do nosso Planeta?  

Os que nos governam? Nem por isso. O que é preciso é manter o povo alegrinho, com muitos fogos nos céus.

Por todo o mundo, festeja-se isto e mais aquilo com monumentais fogos-de-artifício, onde se gastam milhares de Euros, provocando uma, também monumental, poluição sonora e atmosférica.

E os malefícios causados pelo deslumbre destes fogos são inumeráveis.

 

Aqui fica mais este alerta, para que à chegada de 2021 todos sejamos poupados à poluição sonora, se bem que quanto à poluição atmosférica eu tenha as minhas dúvidas: o fogo-de-artifício silencioso NÃO POLUIRÁ?

Isabel A. Ferreira

 

FOGO.png

 

Portanto, Evolução precisa-se!, como li algures:

 

Segundo a Agência de Protecção Ambiental dos EUA (EPA) «os fogos-de-artifício causam uma elevada poluição atmosférica num curto período de tempo, deixando partículas de metal, toxinas perigosas, produtos químicos nocivos e fumo a pairar no ar. Algumas destas toxinas nunca chegam a decompor-se completamente, permanecendo no ambiente e envenenando tudo o que contactam. As principais consequências para a saúde humana, decorrentes da proliferação destas partículas, principalmente as finas (com menos de 2,5 milionésimos de metro), são as doenças respiratórias e cardiovasculares, englobando principalmente ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).

 

Segundo a Agência Ambiental Alemã num curto período de tempo, os fogos-de-artifício espalham cerca de cinco mil toneladas de partículas finas, responsáveis por aproximadamente 400 mil mortes por ano na Europa, de acordo com estimativas actuais. Apenas na Alemanha, a poluição proveniente deste espectáculo equivale a cerca de um quinto das partículas finas emitidas nas ruas, principalmente pelos carros.»

 

Esta situação pode ser tão perigosa que os médicos recomendam o uso de máscaras, para nos protegermos desta poluição: "Respirar partículas finas põe em perigo a saúde das pessoas, com repercussões que vão desde deficiências temporárias do sistema respiratório a uma maior necessidade de medicamentos para asmáticos com doenças respiratórias ou cardiovasculares graves.»

 

***

 

«ANIMAIS DESAPARECIDOS 🐾 DEVIDO AO FOGO DE ARTIFÍCIO 🎆»

 

Todos os anos, já há muitos anos, os fogos-de-artifício deslumbram milhares de pessoas, que se juntam nas praças e ruas, no dia 31 de Dezembro,  para, às doze badaladas da meia-noite darem as boas vindas ao Novo Ano.

 

Contudo, tal prazer tem custos elevados na saúde dos animais humanos e não-humanos. 

 

De acordo com o PAN – Pessoas-Animais-Natureza, como resultado disso, dezenas de animais de companhia 🐈🐕  fogem das suas casas, assustados pelo barulho estridente. Mais uma vez, neste início de ano não faltam nas redes sociais apelos de pessoas à procura do seu animal que desapareceu na noite de fim-de-ano e tudo o que lhes resta, agora, é não perder a esperança de o encontrar.»

 

Além disso, o fogo-de-artifício «tem efeitos graves na saúde dos animais, causando-lhes elevados níveis de stress - há mesmo animais que sofrem ataques cardíacos e registos de casos em que morreram. Na noite de fim-de-ano, mais do que em qualquer outra, são precisos cuidados redobrados com os nossos animais: devemos deixá-los dentro de casa e confirmar que tudo está devidamente fechado para impedir que fujam.»

 

Mas tais cuidados também devem ser levados em conta, nos outros dias do ano, por ocasião de festejos de santos, ou outra qualquer comemoração, em que o fogo-de-artifício não pode, porque não pode, faltar.

 

O PAN, consciente destes efeitos, tem vindo a lutar, a nível municipal e por todo o país, pela implementação de fogo-de- artifício silencioso, como já acontece em vários países, onde a evolução está mais adiantada. É que, deste modo, de acordo com o PAN «todos ganham: nós, humanos, que continuamos a usufruir de um espectáculo luminoso, e os nossos amigos de quatro patas, que têm uma noite descansada. Infelizmente, as nossas preocupações não têm vindo a reunir consenso e o resultado, chegado mais um ano novo, está à vista de todos 😔. Mas não baixaremos os braços - por eles e por nós» 🙏

 

Fonte:

https://www.facebook.com/PANpartido/photos/a.920439104683852/2778327235561687/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:03

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Sexta-feira, 10 de Janeiro de 2020

«As aves estão a morrer em Portugal e a culpa é dos humanos»

 

O que é que não está a morrer em Portugal?

O que é que não é por culpa dos “humanos?”

Que desamor é este que, perigosamente, está a afectar os homens, que estão a extinguir-se e, com ele, o Planeta?

 

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Foto: Reprodução/Daily Mail

 

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) informou que as aves marinhas e dos campos agrícolas estão a morrer em Portugal, com perdas de populações que chegam aos 80% na última década.

 

As principais causas são:

 

- A degradação dos meios rurais e a intensificação da agricultura provocam a queda livre de aves de muitas espécies, que acabam por morrer.

 

- A captura acidental nas pescas e a poluição luminosa que afectam especialmente as aves marinhas.

 

- O uso de pesticidas.

 

 -  E há também aquele desafecto do homem-predador pelas outras espécies, como se ele fosse o dono do mundo.

 

No relatório O Estado das Aves em Portugal 2019, a SPEA salienta que aves dos meios agrícolas como o pardal, o pintassilgo, a rola-brava, o picanço-barreteiro, a águia-caçadeira e o sisão mostram "declínios dramáticos (de 49% a 80%)" nos últimos 10 a 15 anos.

 

Em espécies marinhas que habitam oceanos e orla costeira, regista-se uma diminuição de 25% nos últimos cinco anos da galheta das Berlengas e vêem-se cada vez menos pardelas-baleares, pilritos-das-praias, tordas-mergulheiras e alcatrazes.

 

Para a SPEA, salva-se uma "nota positiva" que é "a eficácia das acções de conservação da natureza", com aves como o priolo nos Açores, e a cagarra, nas Berlengas, a recuperarem população e a estabilizarem. A SPEA refere que «o priolo, ave que apenas existe na ilha de São Miguel, nos Açores, e que no início deste século era uma das aves mais ameaçadas da Europa, conta agora com uma população estável em torno dos 1.000 indivíduos».

 

O presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Domingos Leitão, defendeu que é preciso «investir muito mais dinheiro da Política Agrícola Comum na gestão adequada dos sistemas agrícolas extensivos, como os mosaicos de cereal e pousio e os olivais tradicionais», e salientou que «a política agrícola actual é "perigosa" por causa da expansão da agricultura de regadio intensivo, de monocultura e com uso alargado de agro-químicos».

 

O relatório aponta ainda a ameaça de espécies invasoras introduzidas em Portugal por acção humana, como o arcebispo e o ganso-do-egipto, que poderão tirar "espaço e alimento" às aves nativas.

 

Tudo isto, devido à acção do “homem-predador”, o único animal irracional que deambula pelo Planeta. Porque há o outro Homem, o construtivo, mas, ao que parece, existe em menor número, ou está fora das esferas do poder.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte do texto:

https://sicnoticias.pt/pais/2019-12-18-As-aves-estao-a-morrer-em-Portugal-e-a-culpa-e-dos-humanos?fbclid=IwAR2mXHTETVcxP4fgea6aOSDaT3Mjw2kPg-RXuJAe-xsXrOV3BdJJWChgwlc

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:02

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Quarta-feira, 6 de Novembro de 2019

Numa carta aberta, 11 mil cientistas alertam o Mundo para o sofrimento humano incalculável, se não se tomarem medidas urgentes quanto à crise climática que está a matar o Planeta

 

Ontem, dia 5 de Novembro, no dia em que se assinalaram os 40 anos da primeira Conferência Mundial do Clima, em Genebra, em 1979, mais de onze mil cientistas de 153 países juntaram-se para, numa carta aberta publicada na revista “BioScience”, alertar o mundo para o sofrimento incalculável que as alterações climáticas irão provocar, a menos que haja grandes transformações nas sociedades.

 

Como é possível que os que detém o Poder com a visível indiferença que esta questão lhes merece, não tenham consciência do mal que farão à própria descendência, já nem me refiro à descendência dos restantes habitantes do Planeta, nem à restante fauna e à flora?  

 

E andam eles por aí muito preocupados em encher os bolsos, como se o vil metal servisse para alguma coisa num Planeta sem água, sem alimentos, sem ar puro, sem florestas, sem abelhas, sem fauna, sem flora! Num Planeta inviável, morto.

 

Apesar de alguma coisa estar a ser feita, não é o suficiente, e os governos assobiam para o lado, como se não viessem a ser atingidos pela mesma desgraça que atingirá todo o Planeta, se as medidas necessárias não forem implementadas.

 

Concordo com o meu amigo António Sérgio Marquesquando diz que «do alto das suas torres de marfim, desdenham da ciência, prestam vassalagem ao lobby do carbono fóssil que lhes dita as políticas, e cospem nos restantes mortais, incluindo nos filhos e netos, que certamente desprezam. Trogloditas!»  

 

Clima.png

 

Esta carta aberta aos “poderosos” do mundo, inclui indicadores que os investigadores descrevem como "sinais vitais" relacionados com essa mudança e as áreas que requerem acção global imediata.

 

Alguns desses indicadores da actividade humana são positivos, como a crescente inclusão de fontes de energia renováveis, mas a maioria dos indicadores mostra uma imagem sombria, incluindo a crescente população de animais para consumo humano, perda de florestas e emissões de dióxido de carbono.

 

«Declaramos clara e inequivocamente que o planeta Terra está a enfrentar uma emergência climática (…) e para garantirmos um futuro sustentável, precisamos de mudar a forma como vivemos. Isso implica grandes transformações no modo como a sociedade global funciona e interage com os ecossistemas naturais (…) A crise climática já chegou e está a acelerar mais rápido do que a maioria dos cientistas esperava. É mais grave do que se pensava e está a ameaçar ecossistemas naturais e o destino da humanidade (…) Estas reacções climáticas em cadeia podem causar perturbações significativas nos ecossistemas, sociedade e economias, potencialmente tornando vastas áreas da Terra inabitáveis”, asseveraram os cientistas, alertando que não há tempo a perder.

 

O que os cientistas aconselham que se faça? 

 

- Controlo do crescimento da população mundial – actualmente há mais 200 mil pessoas no mundo a cada dia que passa. A população humana deve manter-se estável.

- Reduzir a utilização de combustíveis fósseis através da aplicação de taxas e substituindo-a por energias renováveis.

- Terminar com a destruição de florestas e diminuir o consumo de carne.

- Reduzir as viagens aéreas.

- Reforma do sector de energia.

- Redução de poluentes de curto prazo.

- Restauração de ecossistemas.

- Optimização do sistema alimentar.

- Estabelecimento de uma economia livre de dióxido de carbono.  

 

Dizem os cientistas que outra das actividades humanas com “sinais profundamente perturbadores” no que respeita ao clima, é a actividade aérea, com o número de passageiros a aumentar significativamente. A crise climática está ligada ao excessivo consumo de um estilo de vida rico, dizem os cientistas.

 

E dizem mais: «a boa notícia é que uma mudança transformadora, com justiça social económica para todos, levará a um bem-estar humano muito superior àquele que sentimos actualmente».

Quem está disposto a mudar do estilo de vida esbanjador para o estilo de vida onde apenas o essencial é importante?

 
O professor William Ripple, principal autor desta carta, salientou ter sentido a necessidade de transmitir esta mensagem para que o mundo entenda todas as causas e efeitos desta crise, e não apenas os problemas mais abordados: as emissões de carbono e o aumento da temperatura global.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:07

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Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

Quando um Touro é um animal selvagem na imaginação dos aficionados…

 

 

Recebi este comentário no Blogue, cujo conteúdo não será muito diferente de muitos outros que costumo receber, à excepção da linguagem utilizada. Depois de ser bombardeada por uma enxurrada de ordinarices, ler este comentário do António, na sua ingenuidade de aficionado (que acha que não é) pareceu-me estar no paraíso.

 

Destaco-o aqui, por esse motivo, mas também para poder levar mais longe o que tenho para dizer ao António Estrela.

 

TOURO.jpg

Eis o belo e poderoso “animal selvagem” que, se não fossem as touradas, o António Estrela nunca teria oportunidade de ver… assim...

 

 ANTONIO ESTRELA comentou o post A CRUELDADE ESCONDIDA DA TAUROMAQUIA às 22:49, 25/09/2017 :

 

Eu não gosto de touradas, mas sou grato a quem as vê. Pois sem elas não teria podido ver um belo animal, como o touro. Um animal selvagem poderoso. Que desde sempre foi venerado em lutas iguais. pelo homem. Só haveria chocas, ou simplesmente hambúrgueres . Vale a pena lutar por uns centímetros a mais nas gaiolas das galinhas ou pela melhoria dos transportes de gado. Mas o que me choca realmente, é o conceito de biodiversidade dos limousines, dos charoleses, dos BBB ou dos bois da raça zebuína com cupim enorme.

 

***

António Estrela,

 

Vamos lá esmiuçar o seu comentário. Começa por dizer esta coisa espantosa:

 

«Eu não gosto de touradas, mas sou grato a quem as vê».

 

Isto significa tão-só que o senhor GOSTA de touradas, mas não sabe, e é cúmplice dos sádicos e psicopatas, mas também não sabe.

 

«Pois sem elas não teria podido ver um belo animal, como o touro. Um animal selvagem poderoso».

 

Pois digo-lhe que se NÃO HOUVESSE touradas, o senhor PODERIA VER o belo animal, que é um Touro, nos prados, a pastar tranquilamente, como é da sua natureza. E JAMAIS, em tempo algum, veria um ANIMAL SELVAGEM chamado Touro, porque os Touros não são animais selvagens. São herbívoros, de natureza mansa e extremamente pacífica. Mas para saber isto é preciso estudar BIOLOGIA. Portanto, sugiro-lhe que nunca se meta a falar do que não sabe.

«Que desde sempre (o touro) foi venerado em lutas iguais, pelo homem».

 

Desde sempre o Touro foi venerado como um deus, por exemplo, no antigo Egipto. O Touro, na cultura micénica, foi venerado, NÃO para lutas, mas para acrobacias, sem sangue, sem sofrimento, sem tortura. JAMAIS o homem o venerou em LUTAS IGUAIS. À medida que a humanidade foi avançando, em vez de se avançar também no respeito a ter pelos magníficos animais que são os Touros, regrediu-se irracionalmente, e o animal homem-predador começou a utilizá-los, a explorá-los para LUTAS ABSOLUTAMENTE DESIGUAIS, onde os Touros vão para as arenas completamente desfeitos, quase cegos, já bastamente mortificados, e os homens-predadores, armados de bandarilhas e espadas, mais não fazem do que demonstrarem a sua DESCOMUNAL COBARDIA diante de um animal MAGNÍFICO, sim, mas completamente arrasado, indefeso, inocente, inofensivo e confinado a auma arena sem saída.

 

«Só haveria chocas, ou simplesmente hambúrgueres».

Só haveria chocas, ou simplesmente hambúrgueres nas alucinações de quem apenas consegue ver carne de cadáveres para se alimentar, quando na Natureza existe tudo o que é necessário à alimentação do homem, sem necessidade de recorrer à morte dos animais que connosco partilham o Planeta, não para que o homem os coma ou os explore para tortura ou trabalhos forçados, mas porque foram criados para servirem unicamente a Natureza.

Isto de chocas e hambúrgueres está desactualizadíssimo. Tente actualizar-se, António Estrela. Até porque chocas sem Touros não existiriam. E vice-versa.

Por fim, o senhor diz isto:

«Vale a pena lutar por uns centímetros a mais nas gaiolas das galinhas ou pela melhoria dos transportes de gado. Mas o que me choca realmente, é o conceito de biodiversidade dos limousines, dos charoleses, dos BBB ou dos bois da raça zebuína com cupim enorme».

Não se trata de lutar por uns centímetros a mais nas gaiolas das galinhas ou pela melhoria dos transportes de animais.

Trata-se de retirar as galinhas das gaiolas, e de acabar com o transporte de gado vivo. O conceito de que os animais nasceram para servir o homem está ultrapassadíssimo. Deu-se um passo gigantesco a este respeito. Mas há os que ficaram para trás e ainda estão no século XXI antes de Cristo.

 

Quanto ao que o choca realmente não me surpreende. Gosta de touradas, e de ver os magníficos Touros estraçalhados nas arenas, mas o mais chocante, para si é a diversidade das raças bovinas.

A mim também me ofende bastante a manipulação genética.

 

Porém, a tortura de magníficos bovinos, mansos, indefesos e inofensivos, para divertir um punhado de sádicos e satisfazer os maus instintos de psicopatas; o martírio de seres vivos, que só investem se forem atacados pela besta humana, esmaga-me a alma.

Por conseguinte, da próxima vez que queira comentar sobre esta matéria, senhor António Estrela, venha munido de Saber. Dê uma vista de olhos, por este Blogue. Estão aqui todas as informações necessárias, provas científicas, depoimentos de cientistas, desmistificações, enfim, tudo o que é preciso saber para sair do obscurantismo em que a tauromaquia tem mergulhado os seus aficionados.

É que já estou farta de estar sempre a repetir a mesma coisa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:34

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Terça-feira, 24 de Setembro de 2019

Discurso de Greta Thunberg na ONU esmaga os hominídeos predadores do Planeta

 

Como ousaram roubar os sonhos e a infância de GRETA THUNBERG (e de todas as crianças do mundo?)

Como ousaram?

O discurso de Greta Thunberg, na Assembleia Geral da ONU, sobre as alterações climáticas, esmaga os hominídeos predadores que, só pensando em dinheiro, estão a destruir o futuro das novas gerações.

Obrigada, Greta, pela tua coragem. Tu és maior do que todos os hominídeos predadores, que estão a destruir o Planeta que nós partilhamos com todos os outros animais e plantas.

Os hominídeos predadores bem podem estrebuchar. O caos que se vive actualmente, por todo o mundo, faz parte da MUDANÇA que aí vem. A MÃE NATUREZA está viva. Nós morreremos. Mas ela, não. É eterna, e renova-se, queiram ou não queiram os hominídeos.

E essa renovação já começou, pela voz da jovem Greta Thunberg.

 

Thank you, Greta, for your courage. You are GREATER than all predatory hominids who are destroying the Planet that we share with all other animals and plants.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:50

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Sexta-feira, 28 de Junho de 2019

PORTUGUESES E ESPANHÓIS PÕEM POPULAÇÃO DE TUBARÕES EM RISCO, ALERTA GREENPEACE

 

 

Ou não fossem os Portugueses e Espanhóis dois povos com “tradição” predadora, quando se trata de animais não-humanos, que eles usam e abusam e maltratam em nome do LUCRO e do DIVERTIMENTO.

A destruição das espécies, do meio ambiente e do Planeta soma e segue impunemente...

 

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A organização ambientalista Greenpeace alertou para a pesca excessiva de tubarões no Atlântico Norte, por parte de barcos portugueses e espanhóis, considerando que tem consequências “devastadoras” para algumas espécies.

 

O alerta partiu do director para os Oceanos da Greenpeace no Reino Unido, Will Mccallum, um dos activistas que esta semana confrontaram um barco espanhol a 200 milhas do arquipélago dos Açores que estava a pescar tubarões.

 

O protesto foi pacífico, explicou à agência de notícias espanhola Efe, precisando que apenas exibiram uma mensagem onde se lia “tubarões sob ataque”, e documentaram as capturas que estavam a ser feitas. O barco, disse, devia dedicar-se à pesca sustentável do peixe espada, mas tinha mais captura de tubarão.

 

O caso não é uma excepção, já que, segundo uma informação hoje divulgada pela organização ambientalista, numa recente travessia do Atlântico Norte o “Esperanza”, o maior barco da Greenpeace, documentou que as capturas de tubarão quadruplicavam em peso as de peixe-espada.

 

Os tubarões são especialmente cobiçados pelas suas barbatanas, consideradas uma iguaria em algumas culturas asiáticas.

 

A Greenpeace estima que os barcos espanhóis e portugueses estão a capturar anualmente cerca de 25.000 tubarões anequim, nome comum das espécies ‘Isurus oxyrinchus’ e ‘Isurus paucus’. Os tubarões anequim estão classificados na Lista Vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza como em risco de extinção.

 

“Fazem-no às claras, não é algo que escondam. A ciência é muito clara, não estamos a fazer o suficiente para proteger os tubarões. Não há limites para estes barcos quando estão no mar”, disse McCallum.

 

Num relatório recente da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ORGP-ICCAT, na sigla original) afirmava-se que mesmo que as capturas de tubarão anequim cessassem há apenas 50% de hipóteses de a população recuperar até 2040.

 

“Pode ser que tenhamos ido longe de mais”, disse o responsável da Greenpeace, acrescentando que quanto ao tubarão azul (‘Prionace glauca’) não há dados sobre o tamanho das populações, pelo que “não faz sentido” pescar tanto de uma espécie sobre as quais não se sabe quantos exemplares existem. Os tubarões azuis estão na Lista Vermelha com o estatuto de espécie “quase ameaçada”.

 

No relatório, a Greenpeace pede limites rígidos para a pesca de tubarões e quer um tratado global para a criação de santuários em 30% das grandes áreas oceânicas até 2030, para permitir a recuperação das espécies.

 

Actualmente apenas 1% dos oceanos está protegido, de acordo com a Greenpeace, que afirma que algumas populações de tubarões foram reduzidas em até 99% devido à actividade humana.

 

Fonte:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2019/06/27/portugueses-e-espanhois-poem-populacao-de-tubaroes-em-risco-alerta-greenpeace/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:52

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Quarta-feira, 12 de Junho de 2019

OS ANIMAIS NÃO-HUMANOS NÃO VOTAM, NÃO PAGAM IMPOSTOS, LOGO, NÃO TÊM DIREITO A TER DIREITOS COMO OS BEBÉS HUMANOS

 

Li no Blogue “Prótouro” que Rodrigo Alves Taxa, «opinador do “Jornal i”, num artigo intitulado “(PAN)tomineiros” ridiculariza o PAN e todos os que nele votaram porque de acordo com ele é um partido anedótico».

Mas dizer isto é algo vulgar em todos aqueles que já nascem velhos, com mentes tão mirradas, mas tão mirradas, que ali sequer entra um grão da mais fina poeira.

 

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Rodrigo Alves Taxa

 

Ainda de acordo com o texto do Blogue “Prótouro”, este cidadão opinou o seguinte, e isto sim, é de surpreender em alguém que, tenha ou não a idade que a imagem revela, vive na era da globalização da informação, mas ainda não se deu conta disso:


(E atenção! este cidadão tem todo o direito de opinar. E eu tenho todo o direito de discordar com o que ele opina, e ele tem todo o direito de discordar com o que eu vou opinar).

Os animais pura e simplesmente não têm direitos. E não têm direitos desde logo porque não têm deveres. Um animal não vota; um animal não paga impostos; um animal não tem uma relação com um outro animal nos moldes que se exigem a um ser humano ter para com o seu semelhante.

Se um animal maltratar uma cria, ninguém o pode punir por ofensas à integridade física como se pune um pai ou uma mãe que agride um filho. Se um leão comer uma gazela, ninguém o vai punir por homicídio e muito menos por profanação de cadáver. Um animal é um animal. Um ser humano é, não só pelo seu desenvolvimento mental como pelas condutas de dever e moral que a si e aos seus semelhantes se impõem, um ser em tudo superior aos animais. Deixem-se de tretas. Quem não vir isto está doente.”

 

Não sei o que faz este Rodrigo Alves Taxa, nem quais as suas habilitações, nem me dei ao trabalho de pesquisar, porque faça o que fizer, tenha a profissão que tiver, tenha os canudos que tiver, é uma criatura nitidamente das trevas, mal informada, mal formada, e neste pedacinho de prosa demonstrou uma ignorância, que extravasa o Universo.

 

Começando pelo desconhecimento de si próprio, afastando a hipótese de ser também um animal. Ora não sendo um animal, o Rodrigo Alves Taxa será o quê? Uma erva daninha? Pois vê-se que ser humano também não é, porque para ele: um animal é um animal (algo que ele não é); e um ser humano, devido ao seu desenvolvimento mental e condutas de dever moral, blá, blá blá  é superior aos animais. Coisa que demonstrou não ser.

 

Então vejamos a superioridade desse ser humano que não é animal:


O ser “humano”, com o seu desenvolvimento mental,e sendo superior ao animais, destrói o equilíbrio ecológico em todo o Planeta, violando as Sábias Leis da Natureza; envenena o ar, a terra, os oceanos, os rios, os lagos; destrói milhares de espécies animais e vegetais, e as que ainda vivem estão em perigo de extinção; esventra e viola a Terra até à exaustão para lhe arrancar o ouro, a prata, os diamantes, que constituem o equilíbrio cósmico vibratório do centro do Planeta; inventou a moeda e tornou-se escravo do dinheiro das formas mais hediondas; colocou a Ciência ao serviço dos tiranos e “poderosos”; inventou seitas e falsas religiões e em nome de Deus, persegue e mata milhões e milhões de inocentes; perverteu a Beleza e a Arte; escraviza e destrói os povos que habitam o Planeta com políticas corruptas; promove as guerras, a fome, a pobreza… (Idalete Giga); e fomenta a ignorância que se espelha no naco de prosa do Rodrigo Alves Taxa.

 

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Os animais, que não são humanos e, segundo o Rodrigo Alves Taxa são “inferiores” aos humanos são exímios mestres em arquitectura; são-nos fiéis em qualquer circunstância, nos bons e nos maus momentos, na fartura e na miséria, na saúde e na doença; não têm vícios, não se embebedam, não se drogam...; não são rancorosos; não usam da violência para maltratar os da sua espécie, a não ser em legítima defesa ou por uma questão de sobrevivência; não matam por prazer; não praticam a crueldade; mão sentem ódio, nem escárnio; não massacram em massa os da sua espécie; não são terroristas; não desprezam os seus; não poluem as águas, o ar, o solo, o ambiente...; não fazem guerras; não são bombistas suicidas; não destroem o seu meio ambiente; não inventam armas mortíferas; não sequestram os seus; não violam os seus; não torturam os seus; não impingem o seu modo de vida a ninguém; não são intolerantes por quem tem outra religião ou é de outro clube de futebol; não mentem nunca; são afectuosos; são pacíficos; não são hipócritas, nem cínicos; são amorosos, perspicazes, laboriosos, inteligentes, racionais; não agridem, se não os agredirem; não são ladrões; não são corruptos; não são vigaristas; não são traficantes de droga, nem de armas, nem dos seus; respeitam as Sábias Leis da Natureza e da Sobrevivência; não andam no mundo só por ver andar os outros: intuem o verdadeiro sentido da vida, porque a vivem de acordo com a Lei Natural... que é forma mais inteligente de viver... (Josefina Maller), e, sobretudo, não são ignorantes como os que acham que um animal é um animal, e um ser humano é outra coisa qualquer…

 

Os animais não têm direitos? Porque não votam, porque não pagam impostos? Os bebés humanos também não votam, nem pagam impostos, logo, não terão direitos?

 

Se a ignorância matasse, este senhor Rodrigo Alves Taxa estaria morto e enterrado, logo no dia seguinte àquele em que escreveu tamanhas patacoadas.

 

Isabel A. Ferreira



Fonte da notícia:

https://protouro.wordpress.com/2019/06/08/imbecil-pago-pelo-jornal-i-insulta-eleitores-do-pan/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:26

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«M E N S A G E M: PLANETA TERRA EM PERIGO…»

 

Planeta Terra em perigo.... Planeta Terra em perigo... Planeta Terra em perigo...”

 

Existem pessoas que têm o dom de ver o invisível. De ouvir as vozes da Natureza. De sentir a Força Cósmica, que tudo conduz.

Idalete Giga é uma dessas pessoas.

O Planeta GEME, e parece que só os que têm vestes de luz ouvem esses gemidos.

O Planeta é uma Entidade Viva, mais poderosa do que os mais “poderosos” governantes do mundo. Estes têm a força das armas, que nada podem contra as forças da Natureza.

Li algures que a Humanidade tem um prazo: 2050. Daí que seja oportuno, em 2019, ouvir esta voz que nos entrega a Mensagem.

 

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Origem da imagem: Internet

 

Por Idalete Giga

 

«Planeta Terra em perigo.... Planeta Terra em perigo... Planeta Terra em perigo...”

 

Esta estranha mensagem ressoava no meu cérebro cada vez com mais intensidade. Há três dias que navegávamos no mar dos Açores, sobre a mais alta montanha submarina que, segundo a Verdadeira Sabedoria, foi submersa quando do desaparecimento da Atlântida.

 

A noite tinha descido e o céu foi ficando, pouco a pouco, salpicado de estrelas. O Atlas (navio de pesquisa aero-submarina) parecia uma minúscula ilha flutuante na imensidão do oceano. Éramos um grupo de dezasseis investigadores, oito homens e oito mulheres. O objectivo do meu trabalho era a pesquisa ufológica. Passava assim grande parte do tempo na torre de radar observando o céu e fazendo gráficos dia e noite.

 

Foi numa noite coroada de estrelas e de um silêncio misterioso, que aconteceu uma série de factos inesperados. Comecei a levitar e, sem o mínimo esforço, deslocava-me do quadro de radar para o telescópio e vice-versa. Bastava fazer um pequeno gesto acima do ombro e eis que cada vez subia mais alto. Ao mesmo tempo, apoderou-se de mim um sentimento de saudade por algo longínquo e indefinido. Nesse momento todo o meu corpo estremeceu. Deixei de levitar. Estaria a entrar noutra dimensão? Iria enlouquecer? Comecei então a ouvir aquela voz que repetia sem cessar: - planeta Terra em perigo... planeta Terra em perigo... planeta Terra em perigo – A voz, quase imperceptível no princípio, começou a aumentar de intensidade a ponto de me provocar tonturas e náuseas. Estava incapaz de raciocinar. Mas tinha a certeza que algo mais iria acontecer. Não me enganei. Agora, a mesma voz, menos intensa, quase me segredava: - desce ao convés. Não tenhas medo. Todos os povos do planeta Terra terão de conhecer a nossa mensagem.

 

Surpreendida com estas palavras, desci rapidamente. Olhei da popa à proa e nada vi. Durante alguns minutos contemplei o céu cheio de estrelas que cintilavam mais do que era habitual. Nesses breves minutos senti como se estivesse a viajar numa nave perdida na imensidão do cosmos a milhares de anos-luz da minha estrela. Fui então despertada desta contemplação por coros de crianças acompanhados por sons belíssimos de harpa. De todos os lados surgiam sons que se transformavam, como por magia, em luzinhas de todas as cores que iluminavam a noite e envolviam, ao mesmo tempo, todo o Atlas como pequeninos seres feéricos numa dança cheia de harmonia. A minha surpresa aumentou quando comecei a perceber o que cantavam as vozes misteriosas. Era esta a mensagem:

 

Enquanto a Terra geme

Os Mestres velam

Chegou a hora colorida

E já se ouve

A Música do Cosmos

Mais um pouco

E a luz girará

Ninguém será de ninguém

Porque todos são Um

O Mundo avança

Ao som das Harpas Eternas

Os iluminados

Na caminhada cósmica

Estão aqui

Tudo invadem

Tudo inundam à sua volta

Atraindo as mentes

Sedentas de Luz

E de verdade

Mais um pouco e

Ninguém será de ninguém

Porque todos são Um

Numa pátria comum

- O UNIVERSO -

Uma lei única

Nos unirá

- o Amor Fraterno-

E a caminhada cósmica

Continuará

Até ao INFINITO...

 

Esta palavra “Infinito” era repetida várias vezes pelas crianças e, como um eco, ia-se perdendo na imensidão da noite. Eu só queria eternizar toda aquela beleza que estava a contemplar com todo o meu ser. Mas o fim estava próximo. Os coros, a pouco e pouco, foram-se escoando e com eles a fantástica dança colorida. Olhei mais uma vez as estrelas tentando captar algo que eu já não podia alcançar. Tudo se desvaneceu. Durante momentos perdi a noção do tempo, do espaço e até de mim própria, sentindo-me uma estranha num mundo estranho. Olhei de novo o céu e vi uma luzinha minúscula a aproximar-se do navio. Em poucos segundos, uma enorme bola prateada imobilizou-se no ar, sobre a minha cabeça e dela se desprendeu um estranho papel, quase transparente, irradiando uma luz rosa-violeta e no qual estavam gravadas em letras luminosas estas palavras:

 

EM NOME DOS MESTRES SUPERIORES DAS COMUNIDADES GALÁCTICAS DO UNIVERSO INTEIRO VIMOS AVISAR TODOS OS GOVERNOS DO PLANETA TERRA QUE CESSEM TODAS AS EXPERIÊNCIAS NUCLEARES. AS SONDAS DETECTORAS DE VENENOS QUE ENVIAMOS AO VOSSO PLANETA DESDE O PRINCÍPIO DO SÉCULO XX, INVISÍVEIS PARA OS VOSSOS OLHOS, PROVARAM-NOS QUE TODA A VIDA NA TERRA ESTÁ EM PERIGO. A TERRA É UM SER VIVENTE E GEME DESESPERADAMENTE. OS SEUS GEMIDOS FORAM OUVIDOS EM TODO O UNIVERSO. EIS O QUE FEZ A VOSSA CIVILIZAÇÃO:

 

- Destruiu o equilíbrio ecológico em todo o planeta, violando as Sábias Leis da Natureza.

- Envenenou o ar, a terra, os oceanos, os rios, os lagos.

- Destruiu milhares de espécies animais e vegetais e as que ainda vivem estão em perigo de extinção dentro de pouco tempo.

- Esventrou e violou a terra até à exaustão para lhe arrancar o ouro, a prata, os diamantes que constituíam o equilíbrio cósmico vibratório do centro do planeta.

- Inventou a moeda e tornou-se escravo do dinheiro das formas mais hediondas.

- Colocou a Ciência ao serviço dos tiranos e poderosos.

- Inventou seitas e falsas religiões e, em nome de Deus, perseguiu e matou milhões e milhões de inocentes.

- Perverteu a Beleza e a Arte.

- Escravizou e destruiu todos os povos do planeta com políticas corruptas. As guerras, a fome, a pobreza, a ignorância são uma constante.

 

A VOSSA CIVILIZAÇÃO AUTODESTRUIU-SE! ESTÁ, POIS, NO FIM.

MAS OLHAI! ENTRE VÓS HÁ SERES SUPERIORES QUE VOS AJUDARÃO A CONSTRUIR UMA NOVA TERRA. NELA SÓ HABITARÃO OS QUE TIVEREM VESTES DE LUZ...

 

Aqui terminou o meu estranho sonho. Acordei pronunciando as palavras “vestes de luz, vestes de luz, vestes de luz ...”

 

Idalete Giga

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:45

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PAN DESAFIA LISBOA E PORTO A SEREM CIDADES “VEG-FRIENDLY”

 

O PAN - Partido Pessoas-Animais-Natureza quer posicionar Lisboa e Porto na vanguarda da sustentabilidade, da diminuição da pegada ecológica e das preocupações com o bem-estar animal.

 

Daí que faça um desafio visando a sustentabilidade do nosso já moribundo Planeta.

 

Untitled.png

 

Origem da imagem:

https://pt.slideshare.net/UgoWerneck/svb-cartilha-impactos-ambientais-consumo-carne

 

Em comunicado enviado à imprensa o PAN alerta para os impactos ambientais de um consumo excessivo de carne e quer dar o exemplo nas duas maiores cidades do país, apresentando uma iniciativa que pretende declarar Lisboa e Porto como cidades veg-friendly, ou seja, amigas de uma cultura de alimentação 100% vegetal.

 

 

As recomendações de ambos os Grupos Municipais serão apresentadas e submetidas a votação na Assembleia Municipal do Porto hoje, dia 12 de Junho, e na Assembleia Municipal de Lisboa no dia 18 de Junho.

 

De acordo com Bebiana Cunha, deputada municipal do PAN na Assembleia Municipal do Porto, a primeira cidade onde o PAN vai apresentar esta iniciativa, “Uma alimentação de base vegetal, ao contrário do que se possa pensar, não está apenas associada a questões de bem-estar animal, mas também a questões ambientais e da nossa saúde. Os dados sobre a pegada ecológica da produção de animais para consumo são preocupantes, contrastando com o impacto da produção de produtos de origem vegetal. Para além disso, são conhecidos os benefícios de um menor consumo de carne para a nossa saúde”.

 

Em Lisboa, a deputada municipal Inês de Sousa Real acrescenta ainda que “não podemos descurar, em ambas as cidades, que o número de pessoas preocupadas com o seu bem-estar, com a sua saúde e com o ambiente aumenta de dia para dia. É necessário que as políticas públicas apoiem as respostas para estas pessoas, sejam locais ou visitantes, que optam por uma dieta à base de produtos de origem vegetal”.

 

Na base destas recomendações estão factos que relacionam o consumo excessivo de carne aos efeitos das alterações climáticas, nomeadamente o impacto da produção pecuária na emissão de gases de efeito de estufa, na degradação dos solos e no consumo de água, uma vez que para produzir 1 Kg de carne são necessários 16.000 litros de água, cerca de 15 vezes mais do que é necessário para produzir 1 Kg de cereais ou leguminosas[1].

 

Por outro lado, a Organização Mundial de Saúde tem vindo a alertar para o risco de um consumo regular de carnes vermelhas, que está associado ao aparecimento de cancro colo-rectal, do pâncreas e da próstata, bem como ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e da diabetes.

 

As recomendações para Lisboa e Porto visam, essencialmente, desenvolver uma estratégia para se declarar as cidades veg-friendly, que pode passar por implementar acções que informem e incentivem uma alimentação vegetal, prever uma opção 100% vegetal nos eventos públicos das cidades, realizar um dia 100% vegetal por semana em todas as cantinas municipais e proporcionar formação em cozinha vegetariana nessas cantinas. O PAN propõe ainda a elaboração de guias gastronómicos vegetarianos e a criação de plataformas que valorizem projectos com uma visão sustentável e o comércio de proximidade.

 

[1] Water Footprint Network, UNESCO

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:30

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Sexta-feira, 7 de Junho de 2019

BOLSO CHEIO EM MENTE VAZIA NUM PLANETA ÁRIDO PARA QUE SERVIRÁ?

 

Quando se fala da “geringonça” e dos seus feitos, só nos dizem: deficit quase zero; redução drástica do desemprego; recuperação de rendimentos; passes sociais para mobilidade; e menos despesa das famílias, e tal e coisa…

Por que pintam um quadro com cores tão garridas? Para dar a ilusão de uma realidade luminosa e de uma estabilidade que, de facto, não existem?

Vejamos então a realidade, mais negra do que luminosa.

 

ARIDEZ.png

 

Nem só de dinheiro no bolso vive o homem. Há tanto para além do bolso!... O que não significa que o bolso não seja importante. Porém, a realidade é outra:

 

- A OCDE está menos optimista que o governo português, quanto ao crescimento económico e ao défice para 2019, tendo revisto em baixa a estimativa do PIB para 1,8% e agravado a previsão do défice para 0,5%. E isto não é bom.

 

- O desemprego jovem é uma realidade assustadora, que fará com que os nossos jovens habilitados saiam do país à procura de outros mundos. E isto não é nada bom.

 

- Os rendimentos não foram assim tão recuperados, basta ver a onda de contestação social que desde 2018 assola o país, em demasiados e variados sectores. E isto também não é bom.

 

- De que adianta haver passes sociais para mobilidade, se não há transportes, e se as pessoas vão apinhadas como sardinhas em lata para os seus empregos? Se suprimem comboios, carruagens, barcos? Se se passa horas no trânsito? Se se chega aos empregos (quando se consegue) mais morto do que vivo? Depois queixam-se do fraco rendimento no trabalho. E isto é péssimo.

 

- As despesas das famílias continuam a ser altas, porque os impostos, as taxas e taxinhas, para tudo e mais alguma coisa, levam-nos os olhos da cara e uma percentagem bastante elevada dos magros ordenados dos portugueses. Enquanto os ordenados gordos continuam a estar nos bolsos de quem não os merecem, porque nada fazem pelo Povo e pelo País. E isto é aviltante.

 

- Alugar ou comprar uma casa é atirar as pessoas menos abonadas para uma cova de ladrões.

 

Pintam o quadro com cores garridas para quê? Para dar a ilusão de uma realidade luminosa e de uma estabilidade que, de facto, não existem?

 

 

Há que haver um equilíbrio entre o TER e o SER. Aliás, a minha filosofia vai mais para o SER do que para o TER, porque para mim, basta TER o essencial, e, neste momento, poucos são os portugueses que têm o essencial. Outros têm demais, à custa dos que têm de menos. Há muita miséria por aí, para uns poucos andarem a encher os bolsos ou a viver à custa do erário público (como os ladrões dos bancos e outros ladrões).

 

A realidade do país não é das melhores. Não há do que nos orgulharmos.

 

A ameaça ambiental paira sobre Portugal, aliás, paira sobre todo o Planeta, e andam por aí muito preocupados em encher os bolsos, com os lucros que surripiam à custa da destruição do que é ESSENCIAL para a vida do Homem e da restante fauna do Planeta, como se o vil metal servisse para alguma coisa debaixo de sete palmos de terra!

 

 

Houve algumas melhorias? Houve. Mas bolso cheio em mente vazia num Planeta árido para que servirá?

 

E já agora: o que são esquerdas e direitas? Apenas palavras que, por vezes, vão dar ao mesmo.

 

Já vi o PS e o PCP, que se dizem de esquerda, a aprovar políticas com o PSD e CDS/PP, que se dizem de direita.

 

E tudo isto tem de ser penalizado nas próximas eleições legislativas.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:34

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