Terça-feira, 13 de Agosto de 2019

GRANDE FIASCO: TOURADA PARA AS “MULHERES”, EM PONTE DE LIMA, FOI CANCELADA LOGO AO PRIMEIRO TOURO

 

No passado domingo, em Ponte de Lima (vila muito atrasada civilizacionalmente, diga-se de passagem) era para se realizar uma sessão de selvajaria tauromáquica “dedicada” às “mulheres”, protagonizada por três louras montadoras de Cavalos: Sónia Matias, Ana Batista e Verónica Cabaço.

 

Refira-se que a assistir a esta selvajaria estavam cerca de 200 gatos-pingados (e eles dizem que são aos milhares).

 

Uma coisa é certa, tudo está a correr mal na tauromaquia, que está adar as últimas. E agora é definitivo. Isto não vai com leis, vai com a extinção natural de uma prática que já não tem cabimento nos tempos que correm.

 

FIASCO.png

 

A sessão selvática foi cancelada logo no primeiro Touro, toa ser torturado por Sónia Matias, porque o chão da arena estava encharcado, transformado num mar de lama, e diz a notícia que a Sónia até “sofreu” (comparado com o Touro, nem sabe o que isso é) alguns sustos durante a lide.

 

Mas pau que nasce torto tarde ou nunca se endireita. Uma sessão de selvajaria tauromáquica para “homenagear” mulheres é um insulto à feminilidade e à sensibilidade de quem nasceu MULHER (porque há as que são apenas fêmeas) portanto, isto, à partida, tinha tudo para dar errado.

 

E é assim que se esbanja dinheiros públicos, num “divertimento” para duas centenas de broncos.

 

E isto só é possível, porque o PS, o PSD, o PCP e o CDS/PP não têm a hombridade de votar contra esta aberração, quando o Bloco de Esquerda, o PEV e o PAN apresentam projectos para acabar com esta vergonha, que só desprestigia Portugal e a Humanidade.

 

Sabem em que NÃO hão-de votar, não sabem?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:33

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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2019

EM ANO DE ELEIÇÕES: POR QUE NÃO DEVEMOS VOTAR PS, PSD, PCP e CDS/PP

 

Existem muitos motivos diferentes para cada um destes partidos, porém existem dois motivos que são comuns a todos, e que dizem tudo da ausência de VALORES ÉTICOS no seio deles, e que nos envergonham a todos enquanto Seres Humanos, por isso, não merecem os votos de quem tem um mínimo de Ética e de Empatia (o sentimento mais nobre do Homem) pelo outro, seja esse outro humano ou não-humano.

 

Comecemos por este vídeo, que mostra um descomunal atraso civilizacional ainda vigente em Portugal:

 

 

Os partidos acima referidos, estão unidos a favor das touradas que, nos tempos que correm, já deviam estar extintas, por constituírem uma prática assente no mais abjecto obscurantismo medieval. Não estando extintas, devem manter-se no lugar que ocupam na sociedade, ou seja, na lixeira social, se bem que uma lixeira da exclusiva lavra do Parlamento Português, até que os portugueses decidam por uma mudança radical.

 

Não devemos votar nestes partidos políticos porque depois de a Ministra da Cultura ter considerado, e muito bem, não nivelar a tortura de Touros pelos espectáculos das Artes Maiores, até porque torturar Touros não se encaixa em nenhum espectáculo civilizado, o assunto devia ter sido considerado encerrado. Mas não foi. Os partidos acima referenciados puseram a tortura ao nível das Artes, e passaram ao Parlamento um atestado de inferioridade moral, e desconsideraram a Ministra da Cultura. Eu ter-me-ia demitido.

 

Passemos a estes vídeos, que  nos mostram as preocupações do PAN, do BE e do PEV rejeitadas pelos PS, PSD, PCP e CDS/PP:

 

 

 

Não devemos votar no PS, PSD, PCP e CDS/PP, porque estes partidos pugnam pelo maus-tratos aos animais, que são transportados vivos para o estrangeiro, sem as mínimas condições de bem-estar. Se não pugnassem, não teriam chumbado os diplomas do PAN, PEV e BE que visavam restringir o transporte de gado vivo para exportação, para abate, e regular o transporte com medidas que garantissem o bem-estar animal.

 

Estes partidos servem os interesses de lobbies, não servem os interesses de Portugal. E se não servem Portugal, pugnando pela sua evolução, não merecem o voto dos Portugueses.

 

Há que pensar muito antes de votar. Votar em partidos, como se fossem clubes de futebol, não faz avançar Portugal.

 

Não queremos mais do mesmo, para pior, queremos?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:57

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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2018

«SALVEM AS RAPOSAS»

 

RAPOSA.jpg

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/256322287821476/photos/a.419244928195877/1838525406267815/?type=3&theater

 

«Os caçadores podem ser muitos, mas aqueles que abominam a caça são mais ainda. E são mais novos».

Essa é que é essa!

 

MEC.jpg

 

Texto de MIGUEL ESTEVES CARDOSO

 

 SALVEM AS RAPOSAS

 

Contaram-me esta história numa praia do Algarve, mas não sei se é verdade. Quando está muito calor há raposas que entram dentro de água para se refrescarem. Riem-se aos gritos da excitação e do alívio. Às vezes aproveitam para almoçar uma gaivota. As gaivotas sabem a tripa de peixe, mas as raposas não se importam.

 

Disse-nos que as raposas dormem nas dunas durante o dia. À noite ouvem-se as raposinhas a rir em voz alta, como se estivessem a acicatar-se umas às outras. Seja verdade ou não, é altura de dignificar as raposas e de proibir a caça delas. Merecem, no mínimo, a mesma protecção que os lobos.

 

As raposas são animais encantadores, engraçados e afectuosos, com um lugar central no nosso imaginário. Em Portugal podem ser caçadas entre Outubro e Janeiro com matilhas de até 50 cães. Oscar Wilde descrevia esta caça como "the unspeakable in pursuit of the inedible". É um acto de grande coragem uma data de seres humanos a ver 50 cães a despedaçar uma raposa até à morte.

 

O Bloco, o PEV e o PAN apresentaram projectos de lei para acabar com esta barbaridade, mas os outros partidos vão chumbá-los, claro. Têm medo de perder os votos dos caçadores. Demonizam a raposa como se estivéssemos na Idade Média.

 

Os caçadores podem ser muitos, mas aqueles que abominam a caça são mais ainda. E são mais novos. Muitos ainda não votam. Quando votarem terão morrido um número maior de defensores da caça.

 

Tal como acontece em quase todas as fábulas, a raposa acabará por ganhar. E havemos de nos rir com ela.»

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2018/10/06/sociedade/cronica/salvem-as-raposas-1846398#comments

 

***

Na verdade, os partidos que servem os lobbies que pugnam pela crueldade, pela violência, pela matança brutal de animais indefesos, em nome do divertimento, ou de práticas economicistas, chumbaram a proposta do PAN.

 

Mas não se pense que o PAN perdeu prestígio com esta aparente derrota. De cada vez que um projecto de evolução, apresentado pelo PAN,  ou por outro qualquer partido político, é chumbado no Parlamento Português, são os partidos trogloditas, que ficam do lado da incultura e da involução, que perdem prestígio e credibilidade.

Portanto, ó caçadores desnaturados, o vosso riso de escárnio, não se compara ao riso límpido das Raposas, animais muito mais dignos e racionais do que qualquer um dos que as matam por mero instinto assassino.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:00

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Sexta-feira, 6 de Julho de 2018

ABOLIÇÃO DAS TOURADAS FOI ADIADA – GOVERNO PORTUGUÊS COMPROMETIDO COM O LOBBY TROGLODITA

 

PARTIDO SOCIALISTA, PSD, PCP e CDS/PP optaram, uma vez mais, por se manterem mergulhados nas trevas, que lhes ofuscam a visão da modernidade. Nada que surpreendesse, dada o alto nível de subserviência que caracteriza esse partidos.

Que vergonha para Portugal! Que atraso de vida! Que mediocridade!

 

Apenas o PEV votou a favor, e BE com uma abstenção.

 

Por enquanto, a brutalidade e o atraso civilizacional continuarão, em Portugal, contudo, a sua abolição é uma certeza. Absoluta.

 

Eleitorado anti-tourada, já sabem em QUEM NÃO VOTAR.

Vamos dar-lhes uma grande lição nas próximas eleições legislativas.

 

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Nota das dissidências:

Abstiveram-se: 1 deputado do BE, 1 deputado do PSD e 12 deputados do PS

A favor: 8 deputados do PS e 1 do PSD.

 

Diante de tamanha prova de atraso civilizacional (para os poupar do outro atraso) e falta de discernimento, o PAN emitiu um comunicado no qual refere e muito bem que o direito ao entretenimento, ainda que disfarçado de herança cultural, não deve poder prevalecer sobre o respeito pela liberdade, pela vida e pela integridade física e psicológica de animais que são sensíveis e que sentem dor, por um lado, nem sobre o ideal de sociedade que rejeita a violência, por outro. Esperámos que os partidos garantissem a liberdade de voto aos seus deputados/as para que, em plena consciência, fosse conferido a opinião individual de cada um. Mas mais uma vez foi clara a posição dos partidos tradicionais que blindaram a vontade expressa de cada deputado/a em representar a sociedade portuguesa».

 

A luta continuará.

A abolição desta selvajaria é uma certeza. Apenas foi adiada.

 

Está agora nas nossas mãos darmos uma grande lição a estes partidos que têm um pacto com os minoritários trogloditas, nas próximas eleições.

 

O governo português perdeu uma oportunidade de se redimir da sua falta de visão (para os poupar). Ficou claríssimo que em madeira velha só entra caruncho, daí que seja necessário substituir essa madeira velha, por madeira nova e fazer uma grande limpeza à carunchosa Assembleia da República.

 

E isso, meus caros companheiros na luta anti-tourada, só depende de nós.

 

Aqui fica lançado o repto.

 

Todos pelos Touros! Todos contra o PS, PSD, PCP e CDS/PP, Partidos Seguidores do Atraso Civilizacional (PSAC)

 

Isabel A. Ferreira

 

***

Para os que estiverem interessados, aqui deixo o link, para a leitura do muito bem fundamentado Projecto de Lei pela Abolição das Touradas em Portugal, apresentado pelo PAN, um partido virado para o futuro.

https://bit.ly/2tWlLqu

 

Fonte:

https://www.facebook.com/PANpartido/photos/a.920439104683852.1073741876.890462117681551/1857100921017661/?type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:52

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Terça-feira, 8 de Maio de 2018

REFLEXÃO SOBRE O DIREITO À VIDA DOS ANIMAIS NÃO-HUMANOS

 

Em 2016, discutiu-se na Assembleia da República, se os menores de idade deveriam ou não participar ou assistir à barbárie das touradas, e à crueldade, à violência, à desumanidade que estão implícitas no que alguns teimam em chamar de “espectáculo" tauromáquico.

 

Na altura, o PEV (partido Os Verdes) pretendeu que ao que se chama erradamente “artistas tauromáquicos” (insultando-se, deste modo, os verdadeiros artistas que praticam as Artes Superiores da Humanidade) tivessem o 12º ano,  como se a instrução pudesse conferir sensibilidade a quem já nasce sem ela e sem carácter. Tomemos como exemplo os professores universitários que se babam nas arenas, e aplaudem a tortura de Touros e Cavalos, e chama a isso "arte".

A apetência pelo sadismo vem do berço. Há excepções, naturalmente. Gente, que apesar de ter e sido criada para ser sádica, consegue evoluir.

 

ROGER OLMOS.png

 

Estamos em 2018, e nada mudou a este respeito. As desafortunadas crianças, que têm o azar de nascer no seio de famílias tauricidas, continuam a ser arrastadas à força para as arenas e para as escolas de toureio.

 

E quem se importa? Importo-me eu. E alguns mais.

 

Não faço fé nenhuma num governo que, em pleno século XXI D. C., ainda esteja a discutir algo que o mundo civilizado já tem como um conhecimento adquirido: que a violência e a crueldade não são valores humanos que possam ser transmitidos às crianças e aos jovens, e até mesmo aos adultos, através de uma actividade primitiva, bruta e sanguinária.

 

O que deve ser discutido na Assembleia da República, urgentemente, e ainda não foi discutido, é a abolição destas práticas cruéis, desumanas, violentas, atrozes a que chamam tauromaquia.

 

Como poderemos dizer que Portugal é um país evoluído, se está entre os oito países terceiro-mundistas que ainda mantêm esta prática grosseira, entre os 193 países que existem no mundo?

 

***

 

Todos os animais não-humanos têm o direito inapelável à Vida, uma vez que para viver nasceram. Tal como nós. Todos nascemos para viver e morrer. Sem excepção. Mas nascer, viver e morrer é algo que nos transcende, e os que se dizem seres humanos, não têm o monopólio da Vida. Não são deuses, nem sequer Deus, para se arrogarem ser os donos da Vida. De todas as Vidas.

 

Todos os animais não-humanos merecem o nosso respeito. Mas haverá um limite?

 

Quando somos atacados por lombrigas, deveremos deixá-las devorar-nos?

 

Não mato moscas. Se elas me entram em casa, abro a janela e enxoto-as janela fora. E se for o mosquito zika? Então paro para pensar: ou eu ou ele.

 

E quanto a piolhos, pulgas, carraças e outros que tais parasitas... Bem como assassinos, ladrões, violadores, pedófilos da espécie humana?

 

Também aqui: ou eu ou eles. E se me atacarem tenho o direito à autodefesa.

 

Tudo isto é muito complicado. A vida é complicada, e é muito difícil viver. Mas...

 

Existe um Mas:

 

Todos os animais, humanos e não-humanos têm direito inapelável à Vida. Devem ser protegidos através da Lei Humana, uma vez que ainda existem animais homens-predadores inconscientes, involuídos, que nos governam, e que desconhecem a Lei Natural, que consiste em respeitar a Vida, qualquer vida, e protegê-la.

 

Não devemos matar nenhum animal apenas por matar ou para nos divertirmos. Esmagar uma formiga é um acto cobarde: o gigante contra o pequenino. Por que se haverá de esmagar uma formiga que não está a fazer-nos mal algum? Então não a esmaguemos.

 

Esta terá de ser uma questão de consciência, de evolução de mentalidade, de superioridade mental.

 

Contudo, uma parte da Humanidade, do povo, dos governantes, dos ministros, dos deputados, dos padres, dos legisladores ainda está muito longe dessa superioridade mental, para que sigam a Lei Natural e tenham uma postura consciente diante da Vida, qualquer vida, no cumprimento do preceito máximo: «Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti», que era o que os padres deviam ensinar nas igrejas.

 

E esta é que é a grande questão.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:33

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Terça-feira, 3 de Outubro de 2017

«TOURADAS: SOBRE A CORAGEM E A VERDADE NO SÉCULO XXI»

 

Um abominável artigo, sobre a abominável prática selvática da tourada, e o comentário de um amigo que subscrevo na íntegra

 

TOURO.jpg

É esta a verdade da selvajaria em pleno século XXI depois de Cristo

 

«Começo muito mal o dia, ao ler este artigo (?) de propaganda das touradas – um nojo!

 

Quem o escreve é a aberração humana que preside à Federação Portuguesa de Tauromaquia (?) – como é possível a existência de uma agremiação deste tipo em Portugal, nos dias de hoje?

 

O artigo é um insulto a todos os portugueses verdadeiros, ou seja, dignos desse nome!

 

Vi no Facebook o que se escreveu em 2015 sobre a aventesma – que tem o descaramento de agora o repetir, acobertado pelo Governo, e nomeadamente pelo Ministério da Cultura.

 

Os três primeiros comentários, que aprovo, dizem muito: do irracional autor e da vergonhosa cumplicidade da direcção do jornal.

 

(Este o teor de um e-mail que me foi enviado por um amigo)»

Faço totalmente minhas as palavras do meu amigo.

 

Espero, muito sinceramente, que o BE, o PEV e o PAN (uma vez que o PS, PSD, CDS/PP e PCP (farinha do mesmo saco) são a favor da TORTURA ANIMAL reprovem este «texto que nos envergonha e enxovalha, e lutem para que o OE2018 não contemple, nem com um cêntimo, o "abono" à dita Federação - é preciso não esquecer: em Portugal há milhares de crianças com fome

 

O abominável artigo pode ser lido aqui:

https://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/convidados/interior/touradas-sobre-a-coragem-e-a-verdade-no-seculo-xxi-8816180.html 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:23

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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

REJEITADA INICIATIVA LEGISLATIVA DO PAN RELATIVA AO TRANSPORTE DE ANIMAIS VIVOS

 

Inacreditável!

A proposta foi chumbada com os votos contra do PS, PSD, CDS-PP e PCP e a abstenção do BE e PEV. O único voto a favor foi o do PAN.

 

Até tu, BE? Até tu, PEV? Os outros já sabemos que são pela tortura animal.

 

Faço minha a INDIGNAÇÃO do meu amigo Dr. Vasco Reis, médico-veterinário

 

«Indignado pela rejeição desta IL do PAN, equilibrada, ética, absolutamente praticável, o que comprova que a maioria dos deputados da AR são bastante ignorantes sobre a senciência de todo os animais, são especistas, são partidários de comércio sem escrúpulos perante o enorme sofrimento dos animais expostos a longos e duríssimos transportes, brutal maneio e abates horrorosos. Sabem os (as) deputados (as) que os animais não humanos, que condenam ao sofrimento, experimentam senciência, emoções, são dotados de consciência, inteligência, sentimentos em tudo muito semelhantes aos dos animais humanos que intervêm na AR? Duvido que tenham a sabedoria suficiente!!! Quão positivo seria para tudo e todos que aprendessem a aceitar magníficas sugestões.»

(Vasco Reis)

 

pan.jpg

 

TRANSPORTE DE ANIMAIS VIVOS

 

E o inacreditável aconteceu.

 

Foi REJEITADA a iniciativa legislativa do PAN, que visava a adopção de medidas que assegurassem, por parte do Governo, o cumprimento das regras de bem-estar no transporte de animais vivos.

 

De acordo com comunicado do PAN, «No debate desta iniciativa, todos os partidos foram muito claros nas suas intervenções, dizendo que são muito sensíveis à protecção e ao bem-estar animal desde que isso não prejudique os operadores e os agentes económicos

 

Uma vez mais os interesses económicos, o lucro dos operadores sobrepôs-se à dignidade, ao bem-estar devido aos animais e, sobretudo, à Ética, como se os operadores levassem para o túmulo o que têm, e não o que foram em vida. 

 

A proposta do PAN contemplava estas três sugestões:

 

1 - Que o Estado Português desse cumprimento ao Regulamento (CE) n.º 1/2005 do Conselho e, em consequência, reduzisse a exportação de animais vivos para países cujo transporte implicasse viagens de longo curso (superior a oito horas).

 

Portugal está a exportar animais para países através de viagens marítimas com duração superior a 10 dias, nas piores condições que possamos imaginar.

 

2 - A obrigatoriedade da presença de pelo menos um médico-veterinário durante o embarque, na viagem de transporte marítimo, e desembarque, para certificação do cumprimento de todas as regras de bem-estar em vigor (independentemente de se considerarem ou não adequadas).

 

3 - Que Portugal, como exemplo de consciência e de responsabilidade ética, apenas exportasse animais para países que disponham de normas de bem-estar, tanto no transporte como produção ou abate, e dêem garantias como as portuguesas (independentemente de se considerarem ou não adequadas).

 

Três simples medidas, que poderiam fazer a diferença entre um Portugal ético e um Portugal carniceiro, foram  rejeitadas pelo Parlamento português.

 

Não se trata de Cães ou Gatos, os únicos animais reconhecidos como animais, pelos deputados da Nação, se bem que mesmo esses são exportados para países onde os esfolam e matam cruelmente, para os comerem.

 

Isto não é uma vergonha?

 

Uma nação e o seu progresso moral podem ser julgados pelo modo como trata os animais, sentença de Mahatma Gandhi, o Sábio.

 

Portugal deve milhares de Euros ao Progresso Moral, à Civilização, à Evolução, à Ética, à Humanidade.

 

Como cidadã portuguesa, sinto-me enganada. E envergonho-me dos governantes portugueses.

 

O Palácio de São Bento não é frequentado por Políticos que saibam da Arte da Política. Mas tão só por “politiqueiros” que sabem apenas da arte da submissão a lobbies económicos, que afundam Portugal na ignomínia.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:50

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Quarta-feira, 20 de Julho de 2016

PS, PSD, CDS/PP E PCP CONTINUARÃO A USAR OS IMPOSTOS DOS PORTUGUESES PARA FINANCIAR A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

 

 

O BE, o PEV e o PAN consideram que os dinheiros públicos não deveriam financiar a violência e a crueldade destas actividades.

 

Mas os restantes partidos, com os pés fincados na Idade da Pedra, voltaram as costas à vontade do povo, e uma vez mais perderam a oportunidade de apanhar o comboio da Evolução.

 

 

 

 

 

(Estas foram as vozes que representaram o Povo Português)

 

«Não queremos financiamentos públicos para a Tauromaquia!

 

A tauromaquia transformou-se num sorvedouro de dinheiro público, que retira oportunidades a áreas bem mais determinantes na nossa sociedade como a saúde, a educação ou a investigação.

 

Devemos ser equidistantes o suficiente para saber que não deve ser o dinheiro público a suportar uma actividade que é controversa, que implica violência e sofrimento gratuitos sobre animais apenas por entretenimento, que contraria a mais recente legislação europeia e o desenvolvimento uma sociedade sadia e que, de resto, a maioria dos portugueses não aceita e não apoia.» (André Silva in Facebook.)

Hoje, pudemos constatar que Portugal não vive num regime democrático, pois se vivesse, a vontade de mais de 30 mil Portugueses, expressa numa petição, onde se pedia o fim de subsídios, desviados dos impostos que todos pagamos, para a tauromaquia, tinha sido levada em conta. Pois numa democracia, o que conta é a vontade do povo, e não a vontade de uma minoria inculta e inútil, que comanda esses partidos.

 

Prevaleceu a ditadura do lobby tauromáquico instalado num órgão do governo. Um lobby, representado pelo PS (salvo uma e outra excepção), PSD, CDS/PP e PCP.

 

O lobby tauromáquico esteve no melhor do seu pior, ao mostrar ao mundo o seu especismo, a sua falta de sensibilidade e bom senso, a sua assustadora e terrífica vocação para a violência e crueldade gratuitas.

 

Perdeu-se uma batalha mas não a guerra.

 

Esses partidos estão a ficar cada vez mais isolados.

 

As vozes de protesto crescem, e cresce também o apoio aos partidos evolucionistas BE, PEV e PAN.

 

O PS, PSD, CDS/PP e PCP estão a fazer a cama onde irão deitar-se desconfortavelmente, mais dia, menos dia.

 

E isto não é uma profecia.

 

É uma certeza.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:24

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Sábado, 25 de Junho de 2016

A PLATAFORMA «SOCIEDADE E ANIMAIS» TEM UMA VISÃO RETRÓGRADA DAS POLÍTICAS QUE INTERESSAM AOS PORTUGUESES

 

Isto vem a propósito das propostas apresentadas pelo PAN, chumbadas na Assembleia Municipal de Lisboa e condenadas pela citada plataforma que, efectivamente, não defende os animais não humanos, mas tão-só interesses obscuros de quem usa e abusa deles para actividades lucrativas, dela fazendo parte, por exemplo, a Federação Portuguesa de Caça e a Federação Portuguesa de Tauromaquia.

 

Será preciso dizer mais alguma coisa?

 

PAN.jpg

Sei que hoje se diz: (P)essoas, (A)nimais e (N)atureza.
Para os que têm implicado com este "logo" antigo do PAN:
 
Nós SOMOS ANIMAIS. E a primeira ideia do PAN seria essa. O povo é que não tem capacidade para discernir que, sendo pessoas, também são animais.

 

Num artigo publicado no passado dia 21 de Junho, no blogue da plataforma Sociedade e Animais, António Paula Soares, presidente dessa plataforma, escreveu esta barbaridade: «Definitivamente, não são estas as políticas que a esmagadora maioria dos Portugueses pretende para a sua relação com os animais na sociedade Portuguesa».

 

Como disse, senhor António Paula Soares?

 

Que monstruosa MENTIRA! Então não sabemos que a maioria dos políticos que os portugueses elegem, depois de eleitos, deixam de representar as políticas que interessam à sociedade Portuguesa, para representarem unicamente os interesses dos lobbies instalados nas Assembleias Municipais e na Assembleia da República?

 

Então não sabemos disto?

 

As propostas do PAN representam EVOLUÇÃO.

 

Mas os governantezinhos que as chumbam preferem ficar onde sempre estiveram especados: num tempo pertencente à pré-história, recusando-se definitivamente a evoluír.

 

***

O PAN, representando a evolução, e a implantação de um discurso novo numa Assembleia cheia de gente que já nasceu velha e se recusa a evoluir, apresentou à Assembleia Municipal da Câmara Municipal de Lisboa um Regulamento Municipal do Animal com propostas evolucionistas, revolucionárias e futuristas que, os retrógrados representantes das federações que usam, abusam, maltratam, torturam e assassinam animais sencientes apenas com o intuito de se divertirem e encherem os bolsos à custa do sofrimento deles, consideram “radicais” e “fundamentalistas”, porque estes termos não rimam nada com evolução, que é algo que absolutamente desconhecem.

 

Vejamos algumas das medidas, que o PAN propôs em nome da evolução e do futuro:

 

- Proibição de uso de animais domésticos por mendigos

- Proibir a criação de animais para fins de caça ou pesca

- Proibir a apresentação de animais com idade inferior a 1 ano em exposições (por exemplo, cães, gatos e cavalos)

- Proibir o uso de aves de rapina para fins de controlo de segurança no aeroporto ou, por exemplo, a utilização da águia do Benfica no Estádio da Luz

- Proibir a criação de qualquer animal de raça em Lisboa

- Proibir técnicas de inseminação artificial em Lisboa

- Todos os estabelecimentos privados que não queiram a presença de animais nas suas instalações, terão que colocar dísticos para o efeito, ou procederem à colocação de cercas para impedirem a entrada de animais errantes

- Proibir o uso de coches e atrelagens em Lisboa

- Proibir o uso de jaulas para cães e gatos (por exemplo: jaulas para exposições de beleza ou jaulas de transporte)

- Controlo de populações de pombos apenas pode ser feito através de pombais contraceptivos (proibindo a sua captura e abate)

- Proíbem “números com animais”, ou seja, as actividades nas quais um ou mais animais exibam comportamentos que resultem do seu manuseamento e treino (exemplo: qualquer espectáculo com cavalos ou cães, golfinhos no jardim zoológico, etc.)

- Obriga a autorização camarária para actividade de criação de animais, com ou sem fins lucrativos

- Obriga a que os animais de criação vendidos ou doados sejam esterilizados

- Colocam várias restrições para a realização de espectáculos tauromáquicos em Lisboa

 

Estas foram algumas das propostas que o PAN submeteu à Assembleia Municipal de Lisboa, e que a maioria dos deputados chumbou, simplesmente porque estas medidas vão contra os interesses dos lobbies que exploram os animais, e que estão representados em todas as assembleias, pelo nosso País fora.

 

Para que se conste, a votação fez-se do seguinte modo:

 

Votos a favor do PAN, PEV e uma deputada do PS; abstenção do BE e votos contra do CDS, MPT, PSD, PS, PNPN, INS e PCP.

 

Esta votação é muito esclarecedora.

 

Sabemos que o CDS, o MPT, o PSD, o PS, o PNPN, o INS e o PCP pugnam por políticas da direita e normalmente fazem o frete aos lobbies dos carrascos dos animais.

 

O Bloco de Esquerda, na Câmara de Lisboa, tende para unir-se à direita, nestas matérias. A abstenção aqui equivale a um não.

 

Posto isto, e analisada a questão, o presidente da plataforma «Sociedade e Animais», António Paula Soares, escreveu esta coisa espantosa:

 

«Em democracia, quando a larga maioria dos deputados eleitos pelos cidadãos, transmite por duas vezes, num curto espaço de tempo, a um recente partido político a sua reprovação perante tentativas de imposição de uma ideologia radical à maioria da população, é expectável que esse mesmo partido perceba de uma vez por todas que quem representa os Portugueses, e neste caso os Lisboetas, não compactua com este tipo de política. Definitivamente, não são estas as políticas que a esmagadora maioria dos Portugueses pretende para a sua relação com os animais na sociedade Portuguesa

 

Pois, isto até poderia acontecer, SE os deputados eleitos pelos cidadãos, depois de eleitos, cumprissem o dever de defender os interesses dos cidadãos que os elegeram.

 

Mas não é isto que acontece. Os portugueses são enganados pelas promessas mentirosas dos candidatos a esses cargos.

 

Esses deputados não evoluem, nem deixam evoluir, e colocam-se sempre ao lado dos lobbies que os comandam.

 

As medidas preconizadas pelo PAN são futuristas.

 

E o que esses deputados que as chumbam defendem é a permanência de Portugal num tempo antigo, mofoso, primitivo, atrasado, para que uns poucos trogloditas continuem a encher os bolsos à custa do sofrimento de seres sencientes.

 

***

Pedro Ribeiro de Castro escreveu algo bastante interessante a este respeito:

 

«Os valores morais da sociedade contemporânea estão decididamente trocados. Quem quer promover o bem-estar dos animais e se manifesta contra a sua exploração, qualquer ela que seja, é intitulado de radical e fundamentalista.

 

Pelo contrário, quem explora animais, com o intuito de obter deles vantagens patrimoniais, de entretenimento, de simples gozo, ou outras de simples futilidade autodenominam-se de seus defensores, querendo fazer crer o seu amor por eles.

 

Sucede é que este sentimento é interesseiro e pressupõe, na sua maioria dos casos, contrapartidas financeiras para esses grupos. O amor e a compaixão não conhece contrapartidas, é um sentimento desinteressado, pelo que se houver resquícios de uma tentativa de auto-satisfação oportunista já não é amor, mas antes um comportamento tendencialmente interesseiro sem qualquer preocupação ética. E não se pense que este tipo de apropriação ilegítima dos animais fica circunscrita somente a este círculo.

Obviamente que não. Estes grupos são, comummente, constituídos por pessoas que agem de igual forma com o seu semelhante, explorando-o, sempre com o intuito de satisfazer o seu conforto e daí retirar vantagens pessoais. Este "pisoteio" social, infelizmente, é cada vez mais vulgar. O egoísmo humano não tem limites. Tudo que não nos diz respeito pessoalmente é ignorado. Tornamo-nos cada vez mais indiferentes ao sofrimento alheio. Achamo-nos no centro do mundo, exigindo obediência a todas as outras espécies animais. De cariz antropocêntrico esta mentalidade em nada mudou, mantendo-se ainda na época renascentista.

 

Para terminar, aconselho-vos a ir consultar a lista das associações que integram esta plataforma da sociedade animal. Todas elas organizações, que de uma maneira ou outra, encontram na exploração animal o seu "status quo".»

 

***

Para poupar tempo aos leitores, aqui deixo as associações que fazem parte desta plataforma que se atreve a criticar quem é pela evolução.

 

ALCAC | Associação Lusa dos Criadores das Aves de Capoeira; ANPC | Associação Nacional de Proprietários Rurais, Gestão Cinegética e Biodiversidade; APF | Associação Portuguesa de Falcoaria; APMCM | Associação Portuguesa de Matilhas de Caça Maior; APSL | Associação Portuguesa de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano; CAP | Confederação dos Agricultores de Portugal; CMN | Clube Monteiros do Norte; CNCP | Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses; CPC | Clube Português de Canicultura; CPF | Clube Português de Felinicultura; CPM | Clube Português de Monteiros; FPC | Federação Portuguesa de Columbofilia; FPPD | Federação Portuguesa de Pesca Desportiva; FPT | Federação Portuguesa de Tauromaquia; APCRS | Associação Portuguesa de Criadores de Raças Selectas; FENCAÇA | Federação Portuguesa de Caça; APCORIF | Associação Portuguesa dos Criadores de Ovinos da Raça Ile-de-France; APCCA | Associação Portuguesa de Criadores de Cavalos Árabes; FONP | Federação Ornitológica Nacional Portuguesa.

 

Enquanto “gente” desta estiver infiltrada nas assembleias, Portugal não evoluirá.

 

Força, PAN, porque as opiniões estão a mudar.

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 17:03

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Terça-feira, 7 de Junho de 2016

A ALA DECENTE DA GERINGONÇA

 

(Um excelente texto de Ana Martins, para reflectirmos sobre o que se passou na Assembleia da República, no Dia Internacional da Criança)

 

TOURO.jpg

 

Texto de Ana Martins

 

Facto #1: A ONU, através do Comité dos Direitos das Crianças, a 31.01.2014, exortou Portugal a limitar a participação de crianças portuguesas em touradas.

 

Facto #2: A delimitação do que é ou não uma criança e a sua balização etária pode dar azo a discussões muito interessantes, mas o limite, por razões práticas, teve de ser convencionado e é por isso que a maioridade formal é de 18 anos em Portugal (no seguimento, mais uma vez, de uma recomendação da ONU, que o Estado Português acatou);

 

Facto #3: na legislação actual, existe já uma limitação em função da idade: 6 anos para a presença da criança em espectáculos tauromáquicos e 12 anos para a sua presença em actividades de toureio;

 

Facto #4: Seja na baliza etária 16 ou 18 anos, a presença de toureiros menores de idade é recorrente nas inspecções feitas pela Autoridade para as Condições do Trabalho, que constataram “de forma pessoal, directa e imediata a participação de menores na referida corrida de touros”, o que é ilegal.

 

Facto #5: Outras recomendações da ONU incluíram o aumento do Salário Mínimo Nacional (check para a geringonça), o aumento progressivo do RSI de modo a “garantir o aumento do número de beneficiários elegíveis” (guess whatcheck para a geringonça), implementação de medidas para a diminuição do desemprego jovem (acertaram: check para a geringonça).

 

Ou seja: as recomendações da ONU são frequentemente vertidas para projectos de lei ou projectos de resolução. Desta feita, não foi isso que aconteceu. Talvez porque a aprovação destes PdL’s estava comprometida, à partida, pelo facto do PEV e do BE se terem revelado incapazes de chegar a acordo com o PAN para criar um projecto que pudesse criar maior agregação nas bancadas do PS. Porque, como já sabemos, nestas matérias de avanço civilizacional, a ortodoxia do PCP rima muito bem com a moral bafienta da direita, por isso não se poderia contar com os comunistas.

 

Então como poderia a geringonça fazer aprovar uma lei destas? Se o PS se tivesse lembrado que a chamada “agenda de costumes” é também uma das razões de ser da geringonça. O argumento de falta de consenso na população sobre este tema não colhe, porque isso não foi óbice à aprovação, por exemplo, das mais recentes alterações à Procriação Medicamente Assistida. Ou será que me querem convencer que há maior consenso na população em relação ao facto de uma mulher solteira ou lésbica poder ter um filho sozinha do que a tourada ser uma actividade explicitamente violenta, que vive da glorificação da tortura de animais e da morte? Aliás, de tal modo isso é consensual que mesmo a RTP, que perdendo audiência ano após ano e contrariando o parecer do seu Provedor continua a emitir touradas, mas opta pelo horário das 22h. Porque será?

 

Que outros argumentos? Bom, há outro quase divertido se não fosse ele certificado de indigência mental a quem o ouve: é “proibido proibir”. Que por muito condenável que seja a actividade tauromáquica, estamos a falar de liberdade individual. Deve ser a mesma liberdade individual de que falávamos como base da censura à “criminalização do piropo”, alteração ao Código Penal que todos os grupos parlamentares votaram a favor, ainda no tempo da caranguejola. Voto a favor que inclui, claro está, muitos dos deputados do PS que o eram na anterior legislatura. E, portanto, quanto a coerência, estamos conversados.

 

Para memória futura, a ala decente da geringonça, no dia 1.06.2016, limitou-se ao grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, ao PEV e a 11 deputados do PS:

Rosa Albernaz, @tbribeiro, @pdelgadoalves, Fernando Jesus, Luis Graça, @Isabelsantos47, @ivan_goncalves, @diogo_leao, @jvstorres, Carla Sousa e Luís Soares (sendo que estes dois últimos não votaram a favor do PdL do PEV).

 

Ou seja, em 86 deputados do PS, 64 votaram contra* (ou estiveram ausentes da votação). Isto é, a bancada do PS votou contra, levando um Sérgio Sousa Pinto, quiçá acordado do verdadeiro coma em que se tornou a sua carreira política, a ufanar vitória, orgulhosamente sublinhando perante o Presidente da AR “Senhor Presidente da Assembleia, a bancada do PS votou contra!”. Não é novidade: o PS tem uma quota de deputados assumidamente aficionados da tauromaquia e do lobbie dos caçadores. Oscilam entre i) a impaciência que estes temas lhe causam, como se fosse temas de somenos importância, ii) o discurso sobranceiro sobre a liberdade de escolha e iii) o tom paternalista de quem acredita na dicotomia pessoas vs. animais, como se a humanidade estivesse perdida por ter uma visão cada vez menos obscurantista do mundo. Nada disto, no âmbito do PS, é novidade. A única novidade – talvez a mais lamentável de todas – é a nova era inaugurada pela geringonça se revelar selectiva nos avanços civilizacionais que escolhe, ao ritmo das conveniências bolorentas da direita e do PCP.

 

Que fique escrito para memória futura: no dia em que se votaram estes projectos de lei, a geringonça só teve uma ala decente – foi a constituída pelos grupos parlamentares do Bloco de Esquerda, do PEV e de 11 deputados do PS. Foram os únicos que não adiaram a marcha inexorável do tempo e das conquistas civilizacionais. Sim, anotem aí: um dia a tourada acaba, é apenas uma questão de tempo.

 

Podem vir com as lantejoulas, os collants e os berloques, enquanto descem a Avenida da Liberdade, agitando o bicho-papão da “polícia dos costumes” e rasgando as vestes pela liberdade individual como valor supremo. Até lá, até ao dia em que nos livrarmos desta actividade anacrónica e criminosa, os deputados do PS e do PCP que votaram contra podem ir deitando a cabecinha no travesseiro e tentar lidar com o facto de terem ficado do lado errado da História – a que se irá fazer inevitavelmente, como o fim do financiamento europeu e a queda sustentada do número de espectadores facilmente fazem adivinhar.

 

(*) 11 deputados abstiveram-se no PdL do BE: @filipenb, Sónia Fertuzinhos, António Sales, Paulo Trigo Pereira, @DiasEjbd, Elza Pais, Alexandre Quintanilha, @SusanaAmador, António Cardoso, Vitalino Canas e Joana Lima

 

Para quem quiser ler ciência sobre o impacto das touradas nas crianças, pode estudar um bocadinho aqui.

 

Fonte:

http://geringonca.com/2016/06/06/ala-decente-da-geringonca/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:08

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