Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018

RESPOSTA À PERGUNTA DE ALGUMAS PESSOAS

 

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Nota prévia:

Texto de Francisco José Papi, Brasil. Por questões de respeito ao autor foi mantida a coloquialidade do Brasil, sendo aqui e ali corrigida a ortografia, apenas porque este site não segue o acordo ortográfico e as palavras são corrigidas automaticamente.

Um texto que vale a pena ler até ao fim.

 

***

 

Resposta à pergunta de algumas pessoas:

 

Por que não vão cuidar das crianças…?

 

Questão interessante. Vamos ver se essa eu consigo responder de modo didáctico.

 

1) Quem faz esta pergunta admite que existem dois tipos de pessoas no mundo: As Pessoas Que Ajudam e as Pessoas Que Não Ajudam.

 

Além disso, admite também que faz parte das Pessoas Que Não Ajudam, afinal, do contrário, diria "Por que não me ajudam a defender as crianças com fome?", ou "Venham defender comigo as crianças com fome!", ou "Não, obrigada, vou defender as crianças com fome".

 

Então ela se coloca claramente através de sua escolha de palavras como uma Pessoa Que Não Ajuda.

 

É curioso, a Pessoa Que Não Ajuda não faz nenhum esforço para ajudar, mas, sim, para tentar dirigir as acções das Pessoas Que Ajudam. É bastante interessante. Se eu fosse até sua casa organizar sua vida financeira sob a alegação de que eu sei muito mais sobre administração familiar eu estaria interferindo, mas ela se sente no direito de interferir nas acções que uma pessoa resolve tomar para aliviar os problemas que ela encontra ao seu redor.

 

É uma Pessoa Que Não Ajuda, mas ainda assim quer decidir quem merece ajuda das Pessoas Que Ajudam e o nome disso é "prepotência".

 

2) Pessoas Que Ajudam nunca vão ajudar as "crianças com fome". Nem tampouco os "velhos", os "doentes" ou os "despossuídos". E sabe porquê?

 

Porque "crianças com fome" ou "velhos" ou qualquer outro destes é abstracto demais. Não têm face, não são ninguém. São figuras de retórica de quem gosta de comentar sobre o estado do mundo actual enquanto beberica seu uisquezinho no conforto de sua casa.

 

Pessoas Que Ajudam agem em cima do que existe, do que elas podem ver, do que lhes chama atenção naquele momento. Elas não ajudam "os velhos", elas ajudam "os velhos do asilo X com 50,00 reais por mês".

 

Elas não ajudam "as crianças com fome", elas ajudam "as crianças do orfanato Y com a conta do supermercado".

 

Elas não ajudam "os doentes", elas ajudam o "Instituto da Doença Z com uma tarde por semana contando histórias aos pacientes".

 

Pessoas Que Ajudam não ficam esperando esses seres vagos e difusos como as "crianças com fome" baterem na porta da sua casa e perguntar se elas podem ajudá-lo.

 

Pessoas Que Ajudam vão atrás de questões muito mais pontuais.

 

Pessoas Que Ajudam cobram das autoridades punição contra quem maltrata uma cadela indefesa sem motivo.

 

Pessoas Que Ajudam dão auxílio a um pai de família que perdeu o emprego e não tem como sustentar seus filhos por um tempo.

 

Pessoas Que Ajudam tiram satisfação de quem persegue uma velhinha no meio da rua.

 

Pessoas Que Ajudam dão aulas de graça para crianças de um bairro pobre.

 

Pessoas Que Ajudam levantam fundos para que alguém com uma doença rara possa ir se tratar no exterior.

 

Pessoas Que Ajudam não fogem da raia quando vêem QUALQUER COISA onde elas possam ser úteis. Quem se preocupa com algo tão difuso e sem cara como as "crianças com fome" são as Pessoas Que Não Ajudam.

 

3) Pessoas Que Ajudam são incrivelmente multitarefa, ao contrário da preocupação que as Pessoas Que Não Ajudam manifestam a seu respeito. (Preocupação até justificada porque, afinal, quem nunca faz nada realmente deve achar que é muito difícil fazer alguma coisa, quanto mais várias).

 

O facto de uma Pessoa Que Ajuda se preocupar com a punição de quem burlou a lei e torturou inutilmente um animal não significa que ela forçosamente comeu o cérebro de criancinhas no café da manhã. Não existe uma disputa de facções entre Pessoas Que Ajudam, tipo "humanos versus animais".

 

Geralmente as Pessoas Que Ajudam, até por estarem em menor número, ajudam várias causas ao mesmo tempo. Elas vão onde precisam estar, portanto muitas das Pessoas Que Ajudam que acham importante fazer valer a lei no caso de maus-tratos a um animal são pessoas que ao mesmo tempo doam sangue, fazem trabalho voluntário, levantam fundos, são gentis com os menos privilegiados e batalham por condições melhores de vida para aqueles que não conseguem fazê-lo sozinhos.

 

Talvez você não saiba porque, afinal, as Pessoas Que Ajudam não saem alardeando por aí quando precisam de assinaturas para dobrar a pena para quem comete atrocidades contra animais, que estão fazendo todas estas outras coisas, quase que diariamente. E acho que é por isso que você pensa que se elas estão lutando por uma causa que você "não curte", elas não estão fazendo outras pequenas ou grandes acções para os diversos outros problemas que elas vêem no mundo. Elas estão, sim. E se fazem ouvir como podem, porque sempre tem uma Pessoa Que Não Ajuda no meio para dar pitaco.

 

Então, como dizia meu avô, "muito ajuda quem não atrapalha". Porque a gente já tem muito trabalho ajudando pessoas e animais que precisam (algumas até poderiam ser chamadas tecnicamente de "crianças com fome", se assim preferem os que não ajudam).

 

De Francisco José Papi, Brasil, com a seguinte menção:

 

(Este texto pode e deve ser reproduzido) Escrito em 13.04.2005

 

Fonte:

http://animasentiens.com/resposta-pergunta-algumas-pessoas

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:30

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Terça-feira, 15 de Agosto de 2017

PARA TODOS OS QUE CRITICAM OS ANTI TOURADA

 

Um texto de José Luís Silva, que subscrevo na íntegra, porque é isto assim, tal e qual…

Faço minhas todas as suas palavras.

 

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Texto de José Luís Silva

 

 

«Para todos os que me questionam o porquê de eu, assim como dos meus amigos, não dedicarmos os nossos esforços noutras causas que não a luta contra as touradas. Tenho algumas coisas a dizer-lhes:

 

1º - Na verdade tanto eu como muitos dos meus amigos apoiamos outras lutas que envolvam injustiças ou atrocidades, sejam elas contra as pessoas, animais ou o ambiente;

 

2º - Muitos de nós estão envolvidos em actividades sociais, culturais e/ou desportivas de forma altruísta;

 

3º - Nós não sofremos da hipocrisia de quem nos critica que fala à «boca pequena» com o receio de ficar penalizado financeiramente ou socialmente e como tal damos a cara pelo que acreditamos;

 

4º - Muitos de nós abdicam do convívio familiar, de parte da vida profissional (mesmo sendo penalizados financeiramente), do seu tempo de lazer para despertar consciências em prol de uma sociedade cada vez mais justa, fraterna, igualitária e participativa;

 

5º - Muitos dos que nos criticam (alguns conheço pessoalmente) que avançam com «recomendações, sermões, e outros que tais», nunca estiveram envolvidos em actividades sociais, culturais e/ou desportivas, porque isso obriga a dispêndio de tempo e dinheiro. A esses digo-lhes claramente: Deixem de olhar para o vosso umbigo e sejam um bom exemplo para os vossos filhos, familiares, amigos e sociedade em geral, ou em alternativa, enfiem a viola no saco e remetam-se ao silêncio!

 

Para terminar, desejo-vos um óptimo feriado e as maiores felicidades a todos sem excepção!»

José Luís Silva»

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10207400864298337&set=a.1293639999619.38648.1788874090&type=3&the

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:04

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Sábado, 5 de Março de 2016

OS GATOS DE ISTAMBUL

 

Um curioso documentário sobre como é ser um Gato de rua em Istambul…

 

Os Gatos que, para mim, são seres divinos…

 

 

Nesta cidade, os Gatos vivem uma vida extraordinária.

 

Em Istambul o Gato é mais do que um simples Gato.

 

O Gato encarna o caos indescritível, a cultura e a singularidade de Istambul.

 

Eles não são vadios, nem Gatos domésticos.

 

Assim como tu reparares no Gato, o Gato reparará em ti, reciprocamente, como um espelho.

 

Istambul é a cidade deles. Por onde eles vagueiam, livremente.

 

Dizem que os gatos sabem que Deus existe. Eles sabem que somos apenas os intermediários.

 

Experimenta o que é ser um gato em Istambul.

 

O amor dos animais é uma espécie diferente de amor.

 

Se tu não amas os animais, também não poderás amar as pessoas.

 

***

(Se em Portugal pudéssemos chegar a este nível!)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:39

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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2015

LEGISLATIVAS 2015 PELOS ANIMAIS - TOURADAS

 

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Colocámos a todos os partidos e coligações candidatos às próximas eleições cinco questões relacionadas com os direitos dos animais, na certeza de que as suas respostas terão um peso decisivo na escolha de muitos cidadãos. Estas foram as respostas dos partidos à terceira questão, apresentadas por ordem de recepção.

 

3 - Touradas

 

Sabendo que:

– a tourada provoca intenso sofrimento a touros e cavalos;

– enquanto prática violenta, afecta negativamente a personalidade de quem participa e assiste, promovendo a dessensibilização à violência;

– pela razão acima exposta, a ONU e a Amnistia Internacional recomendam a interdição do acesso de crianças a eventos tauromáquicos;

 

Comprometem-se a proibir as touradas em todo o país?

 

PAN – Pessoas-Animais-Natureza

 

Sim! Para além do apoio tácito a todas as manifestações populares contra esta barbárie e o trabalho constante com associações de protecção animal de modo a condicionar estes actos medievais o PAN continua a defender a abolição de quaisquer eventos tauromáquicos, sejam touradas, garraiadas, pegas, entre outras. Esta medida é também uma das sete prioridades do PAN sendo que o deseja implementar em todo o território nacional (ilhas incluídas).

 

AG!R

 

A resposta curta e directa a essas perguntas é que de facto o tema da defesa dos direitos animais não tomou uma área prioritária no nosso programa. Não significa que a nossa posição é de menorização destes problemas. Estaremos abertos a futuras negociações com as associações do sector, as associações para defesa dos animais.

A nossa posição é a defesa dos direitos universalmente promulgados para todos, e a primazia dos direitos adquiridos sobre a finança.

 

LIVRE / Tempo de Avançar

 

No que concerne à tauromaquia, a medida do nosso Programa Eleitoral que abrange essa questão é a mesma que foi referida na resposta anterior e que visa “Eliminar os subsídios a espectáculos que promovam maus-tratos aos animais”. Como foi referido é feita referência explícita à tauromaquia.

Adicionalmente, temos previsto o fim de conteúdos na RTP que incitam à violência contra pessoas ou animais.

 

Nós, Cidadãos!

 

Nesse plano, mais do que medidas repressivas, defendemos uma via pedagógica – como se pode ler no nosso programa político-eleitoral:

11.5 — Reforçar a aposta no ensino pré-escolar, como embrião de um ensino que não se circunscreve à instrução, mas que assume a tarefa de uma educação integral, veiculando valores – desde logo, cívicos e ecológicos, que promova, nomeadamente, a protecção dos animais.

 

PCP – Partido Comunista Português

 

O PCP apresentou, no passado recente, várias iniciativas sobre animais não-humanos. Contra a utilização de animais selvagens em espectáculos. Contra a experimentação científica em animais. Uma lei de bases do ambiente que pela primeira vez coloca o bem-estar de todos os animais como obrigação do Estado e com reforço dos meios das autarquias e do Estado para a fiscalização. PS, PSD e CDS-PP não apoiaram a generalidade dessas iniciativas.

 

O PCP entende que a protecção dos animais não humanos deve assentar em políticas de prevenção e fiscalização.

 

O PCP vai continuar a trabalhar em defesa dos não humanos, não como propaganda, mas para resolver efectivamente os problemas. E inclusivamente desenvolveu muitos dos aspectos propostos pela Associação Animal.

 

O PCP está disponível para defender os animais e assegurar o nosso direito a viver em harmonia com eles.

 

BE – Bloco de Esquerda

 

O Bloco de Esquerda tem uma posição crítica sobre as touradas, que resulta do inegável sofrimento animal. No seguimento desta posição, apresentamos em 2012 duas iniciativas legislativas que visavam acabar com todos os apoios públicos às touradas e proibir a exibição de touradas na televisão pública. Apesar de ambas as iniciativas terem sido chumbadas, comprometemo-nos a insistir no fim dos apoios públicos às touradas e da exibição televisiva em canal aberto de programas que envolvam sofrimento animal, tal como consta no nosso programa, porque acreditamos serem as medidas mais eficazes para acabar com as touradas.

 

Fonte:

http://www.vidanimal.org/blog/legislativas-2015-pelos-animais-touradas/

 

***

Pelo que aqui se lê, apenas o PAN se compromete a ABOLIR a selvajaria tauromáquica, de uma vez por todas.

 

Colocar "paninhos quentes" para ir entretendo a "doença" não a erradica, como deve ser erradicada, para que Portugal possa respirar EVOLUÇÃO.

 

Devemos EXIGIR a todos os partidos a ABOLIÇÃO deste costume bárbaro que envergonha Portugal.

 

Nada mais do que a Abolição serve o País (I.A.F.)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:33

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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2015

NÃO FAZ SENTIDO

 

«Os que criticam aqueles que lutam por uma causa são os parasitas da sociedade, os inúteis que, além de não fazerem nada por ninguém, andam no mundo só por ver andar os outros… São uns tristes, uns apoucados, uns pobres diabos…»

(Isabel A. Ferreira)

 

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Há uns dias encontrei várias publicações, tanto de indivíduos como de organizações, a criticarem quem defende os animais: segundo eles, quem defende os animais não se interessa pelas pessoas, os animais são inferiores aos seres humanos e não merecem a ajuda que recebem, mas-que-estupidez-vem-a-ser-esta e sou-tão-bom-a-argumentar-que-preciso-de-insultar. Para ratificar ainda mais a indignação, adicionaram à declaração furiosa uma montagem com duas imagens: a de Aylan Kurdi, a criança síria-curda de três anos que morreu afogada, e a de uma baleia encalhada a ser ajudada por dezenas de pessoas.

 

Primeiramente, preciso de referir como é barbaramente execrável utilizar um registo trágico para criticar uma causa: é uma falta de respeito atroz para com a vítima exposta, visto que estão a aproveitar-se do sucedido para ganhar atenção suficiente e conseguir expor massivamente a sua visão negativa em relação à defesa dos animais. Pelo que eu sei uma causa não prejudica outras, bem como nenhuma causa deve sobrepor-se às outras. As causas não servem para alimentar egos - algo que, infelizmente, não é levado a sério e pode ser perfeitamente visualizado neste tipo de atitudes.

 

Para além disso, quem está a criticar deve conhecer, e muito bem, todos os defensores dos animais deste planeta: é a conclusão que eu tiro, visto que só desta maneira é que pode regurgitar afirmar, com toda a segurança, o que diz em relação aos supracitados.

 

O que vale é que ninguém, mas mesmo ninguém, fica satisfeito quando alguém milita por alguma coisa. Encontra sempre defeitos, torce o nariz, a causa não é nobre o suficiente, mas há coisas mais importantes, e por aí fora.

 

Se luta contra a desflorestação e planta novas árvores é porque não se interessa pelos animais;

 

Se ajuda animais é porque não se importa com as pessoas;

 

Se participa na distribuição de alimentos e roupas para os sem-abrigo é porque despreza as mulheres vítimas de violência doméstica;

 

Se ajuda as mulheres é insensível com as crianças, porque as crianças são mais indefesas do que as mulheres;

 

Se ajuda as crianças é porque esqueceu-se dos órfãos, e esses sim, é que precisam verdadeiramente de atenção;

 

Se vai cuidar de crianças que perderam os pais é porque está a lixar-se para as crianças com cancro;

 

Se visita crianças com cancro é porque deixou a própria família de parte;

 

Se passa algum tempo com a família é porque não quer saber dos outros;

 

Se quer saber dos outros, porque não dá o raio de um rim para alguém que precisa de um para sobreviver;

 

E, francamente, porque diabos deu um rim a um desconhecido quando, sabe-se lá, alguém da sua família poderá futuramente precisar;

 

Isto assim não pode ser;

 

E isto assim também não pode ser;

 

E blá blá blá...

 

Moral da história: preso por ter cão e preso por não ter.

 

Segunda moral da história: nenhuma causa é mais importante do que a outra. Isto não é uma competição para ver quem merece mais a nossa solidariedade.

 

Os animais têm os seus direitos e as suas necessidades, bem como os seres humanos têm os seus direitos e as suas necessidades, e ninguém tem o privilégio divino de dizer o contrário e de menosprezar um, ou outro, ou ambos, só porque possui um determinado juízo de valor.

 

As causas não se movem por esses juízos: movem-se porque há quem sinta compaixão, quem sinta amor e quem se preocupe genuinamente - e quem não compreende e não aceita isso, pura e simplesmente, não empate. Não concorda com a causa, seja ela pelas pessoas, pela natureza ou pelos animais? Então fique sossegado e não arrelie. Vá ler um livro, jogar ping-pong, lavar a loiça, mas deixe de ser troll nas redes sociais e pare de atacar pessoas que não conhece de lado nenhum.

 

É que já não há paciência.

 

Fonte: http://grito-silenciado.blogspot.pt/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:31

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Segunda-feira, 1 de Junho de 2015

E SE EM VEZ DE UM MORTO E SEIS FERIDOS, FOSSEM SEIS MORTOS E UM FERIDO NA LARGADA DE TOUROS EM AZAMBUJA?

 

… Talvez Luís Sousa, o presidente socialista deste município, que sofre de um colossal atraso civilizacional, entendesse que este tipo de “diversão” não é, de todo, adequada a pessoas, mas tão-só a ogres de outros tempos.

 

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Um “divertimento” de broncos que mata e esfola, mas não tem importância alguma, para o presidente da câmara da vilória… O mais importante é a “valentia” dos touros. E veja-se: o da imagem devia se um daqueles de mil arrobas…

 

Isto só num país onde a ignorância e a violência marcam pontos e têm um lugar de destaque na legislação.

 

Este macabro episódio conta-se de uma penada: não é que durante a Feira de Maio, em Azambuja, que prima pela imbecilidade dos “divertimentos” que oferece ao um povo que ainda não saiu da Idade Média, uma criatura, com cerca de 60 anos, morreu durante uma largada de touros, quando levou uma forte cabeçada de um dos touros da noite, na zona do coração, e o impacto provocou um derrame interno na artéria aorta, que lhe foi fatal, e mais seis ficaram feridos, dois deles em estado grave, e a “festa” continuou?

 

Pois claro!

 

Mas o que importa a vida dos azabumbados, que se divertem a torturar bovinos indefesos que, vendo-se acossados, defendem-se como podem, e às vezes (demasiado poucas) conseguem virar o feitiço contra o feiticeiro (e com toda a legitimidade)?

 

A vida dos tontos, para o socialista Luís Sousa, que hipocritamente diz “lamentar” a morte do sexagenário, vale zero, e ainda tem o desplante de dizer que «o perigo está sempre subjacente à “festa brava” e que nesse aspeCto (assim com C porque sem C lê-se aspêto e não sei o que parece), este ano os touros têm merecido fortes elogios pela sua bravura».

 

Bravo, Luís Sousa! Assim é que se fala. Quanto mais “bravos” os touros forem, melhor, porque há mais probabilidade de haver mortos e feridos com fartura, para que a festa fique ainda mais “brava”.

 

Eu, se não lesse isto na fonte que cito, nem acreditava.

 

Como pode a cegueira mental desta “gente” ser tão cega?

 

Como pode haver um cérebro assim, tão mirrado?

 

Pois para Azambuja e o socialista José Sousa aqui fica o “prémio” Estrela de Ferro - por esta morte e estes feridos que, ao que parece, pouco contam em Azambuja.

 

O que conta é o dinheiro que alguns metem ao bolso, à custa da tortura de indefesos bovinos e da bacoquice de um povo indiferente.

 

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Fonte:

http://www.rederegional.com/index.php/sociedades/12681-um-morto-nas-largadas-de-touros-de-azambuja 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:45

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Terça-feira, 12 de Maio de 2015

PAN APRESENTA QUEIXA AO PROVEDOR DE JUSTIÇA PELOS DIREITOS DAS CRIANÇAS E JOVENS NA ACTIVIDADE TAUROMÁQUICA

 

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Lisboa, 29 de Abril de 2015 – O PAN – Pessoas-Animais-Natureza acaba de apresentar uma queixa ao provedor de justiça no âmbito da aprovação da Proposta de Lei n.º 209/XII (3ª), expondo as suas preocupações com a compatibilidade daquele diploma com os direitos fundamentais intrínsecos das crianças.

 

Segundo aquele diploma, as actividades de artista tauromáquico e auxiliar podem ser exercidas por menores de 18 anos e por crianças menores de 16 anos mediante autorização da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco. Comissão, essa que, a par de outras entidades, reconheceu que a actividade tauromáquica “pode colocar em perigo crianças e jovens” (in Circular n.º 4/2009).

 

A Amnistia Internacional emitiu parecer no mesmo sentido. Mais expressivo ainda, é o parecer da Comissão de Regulação do Acesso a Profissões, que recomendou que, tendo a legislação fixado a escolaridade obrigatória até aos 18 anos, então também só deveriam participar neste tipo de actividades indivíduos cuja escolaridade obrigatória esteja já cumprida. Para além disso, a idade mínima de 16 anos corresponde à idade mínima de admissão ao trabalho subordinado (n.º 2 do art. 68.º do Código do Trabalho).

 

«A tourada é uma actividade violenta e, como tal, deve estar sujeita às mesmas restrições etárias que outras actividades de natureza artística e outros divertimentos públicos considerados violentos. Nomeadamente, não faz sentido proibir um menor de 18 anos de assistir a um filme de ficção no cinema, mas depois permitir que uma criança de 12 anos esteja envolvida na morte de um animal, seja por frequentar a escola de toureio, seja por assistir à morte de um animal para mero entretenimento de quem assiste», defende André Silva, porta-voz do PAN.

 

Diversos estudos a que o PAN recorreu para elaborar a queixa ao provedor confirmam que a exposição das crianças a violência explícita provoca efeitos significativos no seu desenvolvimento, donde resulta a necessidade de proteger os menores de tais impactos, como manda a Constituição.

 

No que diz respeito especificamente ao trabalho infantil, o Comité de Direitos da Criança, já expressou a sua preocupação ao referir que «O Comité (…) continua profundamente preocupado com o envolvimento persistente de crianças em trabalhos perigosos e/ou degradantes como o trabalho agrícola em culturas ilegais, tráfico de drogas, mineração ilegal e touradas».

 

Face ao exposto, o PAN conclui que o diploma em causa enfrenta uma série de constrangimentos legais nacionais e internacionais mas, mais importante que isso, efectivamente revela uma desconsideração pelos direitos fundamentais das crianças a um desenvolvimento saudável.

 

Importa ainda referir que, no âmbito do supra mencionado processo legislativo, foram ouvidas as seguintes entidades: Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide; Associação Nacional dos Grupos de Forcados; Associação Nacional de Toureiros Portugueses; Associação Nacional de Empresários Taurinos; Secretário de Estado da Cultura e Presidente da Comissão Nacional de Protecção de Dados.

 

Não foi ouvido um único representante dos direitos das crianças, o Comité dos Direitos da Criança da ONU, assim como não foi ouvida nenhuma ONG que defenda os direitos de animais humanos e não humanos.

Fonte:

http://www.pan.com.pt/comunicacao/noticias/item/573-provedor.html

 

***

Apenas umas dúvidas:

 

Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide; Associação Nacional dos Grupos de Forcados; Associação Nacional de Toureiros Portugueses; Associação Nacional de Empresários Taurinos são ENTIDADES de quê?

 

O secretário de estado da cultura acima mencionado é secretário de estado de que CULTURA?

 

Não foi ouvido um único representante dos Direitos das Crianças, o Comité dos Direitos da Criança da ONU, assim como não foi ouvida nenhuma ONG que defenda os direitos de animais humanos e não humanos, porquê?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:39

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Terça-feira, 5 de Maio de 2015

SE É UM VERDADEIRO SER HUMANO SEJA AMIGO DO SEU CÃO COMO ELE MERECE E ESPERA QUE SEJA

 

Em Portugal a Lei de Protecção dos Animais, recentemente aprovada, é uma falácia, pois falta-lhe o principal: retirar os animais do rol das “coisas” ou das “máquinas”.

Enquanto os animais forem considerados “coisas” ou “máquinas” tendo comer e água é o suficiente para um “dono” (carrasco) o manter em seu poder.

O que interessa tudo o resto que um animal é?

 

 

 

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Somos muitos os que, desde pequenos, temos observado um número incontável de cães que vivem toda a sua vida numa casa, com uma vasilha de água, uma vasilha de comida e uma corrente de uns tantos metros para que o cão possa mover-se de um lado a outro, ou confinado a um espaço, mais ou menos grande, distanciado do seu próprio mundo e do mundo daqueles que deveriam ser seus amigos (os donos) e não passam de seus carrascos.

 

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ClicPhoto Studio

 

Esta prática é tão vulgar e vista por muitas pessoas como uma situação normal. No entanto, ainda que seja comum nem por isso deixa de ser um maltrato animal.

 

Considerariam que ter uma pessoa acorrentada durante toda a sua vida é um maltrata, certo? Pois com um cão passa-se exactamente o mesmo.

 

Ao acorrentar um cão ou confiná-lo a um espaço, restringe-se-lhe o direito de viver em matilha, com os da sua espécie. Por natureza os cães são animais muito sociáveis, que necessitam da companhia diária da sua matilha ou dos seus amigos humanos.

 

Ao estar acorrentado ou confinado a um espaço diariamente é privado desse direito natural de interagir com a sua matilha ou com os donos.

 

Ao acorrentar um cão ou confiná-lo a um espaço restringe-se-lhe o direito de sociabilizar com os da sua espécie. Ao estarem acorrentados diariamente ou confinados a um espaço, os cães não podem realizar contactos sociais com outros cães, privando-os da necessária comunicação, jogos e interacções.

 

Ao acorrentar um cão ou confiná-lo a um espaço, restringe-se-lhe a sua necessidade biológica de realizar exercício físico. Ao estarem acorrentados ou confinados a um espaço, os cães não podem canalizar a energia que queimariam com os seus passeios diários, as suas sessões de jogos, etc. Isto traduz-se numa carga de ansiedade que na maioria das vezes se transforma em agressividade e stress.

 

Ao acorrentar um cão ou confiná-lo a um espaço, restringe-se-lhe o direito de viver a sua natureza: cheirar, explorar, pesquisar… Se os cães permanecem acorrentados ou confinados a um mesmo lugar, que podem fazer?

 

Obrigam-nos a viver entre fezes e urina, no mesmo lugar onde dormem e comem, algo que os cães detestam.

 

Maltratar um cão não se reduz a dar-lhe uma sova, é também tê-lo acorrentado ou confinado a um espaço, uma forma de maltrato muito corrente e, por desgraça, muito assumida pelos donos (que neste caso não podem ser considerados amigos).

 

Se virem um cão acorrentado  ou confinado a um espaço tentem falar com os seus donos e sensibilizá-los para a questão. Muitos acham que acorrentar ou confinar o cão é uma solução, ignorando que esta solução gera problemas a longo prazo, mais do que possamos imaginar, pois faremos deles cães ansiosos e agressivos, antissociais e frustrados.

 

Lembrem-se de que um cão saudável é um cão equilibrado fisicamente e emocionalmente.

 

Um cão não é uma “coisa”.

Um cão é um ser vivo sensível, afável, companheiro, amigo, o melhor amigo que um ser humano pode ter.

 

Texto baseado nesta fonte: Bulhufas

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:28

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Quinta-feira, 23 de Abril de 2015

LIGAÇÃO ENTRE ABUSO ANIMAL, MAUS-TRATOS A CRIANÇAS, VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS

 

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A ligação entre a violência contra as pessoas e violência contra os animais está bem documentada e é objecto de pesquisa internacional desde há décadas. Na sua forma mais simples: a violência contra animais é um aviso de que o agressor pode tornar-se violento para as pessoas, e vice-versa.

 

The Link between violence to people and violence to animals is well documented by research. In its simplest form: violence to animals is a predictor that the abuser may become violent to people, and vice-versa.

 

Abuso é abuso não importa o género ou quem é a vítima.

 

Abuse is abuse no matter what the form or whom the victim.

 

Quando alguém maltrata um animal, a pergunta importante a fazer é: "Quem será o próximo?"

Os crimes contra as pessoas estão ligados a um conjunto de crimes contra os animais, e três tipos específicos de abuso de animais estão ligados a crimes contra as pessoas: agressão sexual contra animais (bestialidade), acumulação animal, e luta entre animais.

 

When someone harms an animal, the important question to ask is, “Who will be the next?”

 

Crimes against people are tied to a myriad of crimes against animals, and three specific types of animal abuse are linked to crimes against people: sexu­al attacks against animals (bestiality), animal hoarding, and animal fighting.

 

Quando múltiplas formas de violência ocorrem em casa, incluindo o abuso animal, a casa está em maior risco de violência contínua se todas as formas de violência não forem sanadas.

 

When multiple forms of violence happen at home, including animal abuse, the home is at increased risk of escalated and continued violence if all forms of violence are not resolved.

 

O abuso contra animais é mais prevalente em lares onde vivam crianças que tenham historial de abusos ou violência.

 

The animal abuse is more prevalent in homes where children who have a history of abuse or violence live.

 

A Crueldade Animal está referenciada como um dos sintomas do transtorno de personalidade.

 

Animal Cruelty is referenced as one of the symptoms of “personality disorder”.

 

Os animais de estimação da família podem ser alvos de ameaças, maus-tratos ou morte para se fazer "chantagem emocional" e forçar as vítimas humanas a obedecerem e a manterem-se em silêncio sobre o abuso.

 

Family pets may be targets of intimidations, harm, or killing to “emotionally blackmail” and coerce human victims to comply with and remain silent about abuse.

 

Os membros da família que sofrem de violência doméstica, podem ser mais propensos a permanecer num lar abusivo, ou voltar para casa, se não tiverem um lugar seguro para colocar os seus animais de estimação.

 

Family members who suffer domestic violence may be more likely to remain in an abusive home, or return home, if they do not have a safe place to put their pet.

 

Quando as crianças testemunham a violência no lar, ficam em risco aumentado de demonstrar violência para com os animais.

 

When children observe violence in the home, they are at increased risk of displaying violence toward animals

 

Aqueles  que entendem essa relação de crimes em relação aos animais e as pessoas, estão em melhor posição para prevenir a violência futura e proteger a sua comunidade.

 

Those who understand this linkage of crimes towards animals and people are in a better position to prevent future violence and protect their communities.

 

Assim como as pessoas, também os animais de estimação podem ser vítimas de violência doméstica. Muitos donos, especialmente aqueles que são abusados, não podem querer separar-se do seu animal de estimação ao deixar o lar abusivo. Portanto, as vítimas humanas ficam propensas a permanecer no ambiente abusivo e expor-se aos seus filhos e seus animais de estimação para a continuação da violência. O treino dos socorristas às vítimas de violência doméstica deve incluir também a questão animal.

 

Just like people, pets can also be victims of domestic violence. Many pet owners, especially those who are battered, may not wish to be separated from their pet if they leave the abusive home. Therefore, they are likely to stay in the abusive environment and expose themselves, their children and their pets to continued violence. The training of first responders to victims of domestic violence should also include animal matter.

 

Um dos primeiros estudos internacionais que abordaram a relação entre o abuso infantil e o abuso de animais descobriu que 88% dos lares com crianças abusadas fisicamente também incluiu abuso ou negligência do animal de estimação da família.

 

One of the first studies to address the link between child abuse and animal abuse discovered that 88% of homes with physically abused children also included abuse or neglect of the family pet.

 

Crianças que crescem expostas à violência crónica podem desenvolver a crença de que lesar um animal, assédio moral, comportamento inadequado e outras atividades criminosas, são normais.

 

Children who grow up exposed to chronic violence may develop beliefs that harming an animal, bullying, misbehaving and other criminal activity is the norm.

 

O abuso pode incluir agressão ou violência contra a pessoa idosa e o seu animal de estimação, mas também pode incluir roubo de propriedade, dinheiro e informações financeiras. Se o animal de estimação está presente na casa da pessoa idosa, pode tornar-se um alvo para se exercer coerção sobre o ancião. Mas, devido a crenças geracionais ou isoladamente, o idoso não relata o abuso.

 

The abuse may include aggression or violence toward the elder person and their pet, but can also include theft of property, money and financial information. If a pet is present in the elder person’s home, the pet can become a target to exert coercion over the elder. But due to generational beliefs or isolation, the elderly person may not report the abuse.

 

Este é o resumo do Guia escrito por Allie Phillips (Directora e Fundadora do National Center for Prosecution of Animal Abuse at the National District Attorneys Association).

 

Fonte:

https://www.facebook.com/notes/826007704119635/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:40

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Quinta-feira, 17 de Abril de 2014

GOLFINHOS - RECONHECIDOS COMO PESSOAS NÃO-HUMANAS LEGALMENTE NA ÍNDIA

  

Este é o começo de uma nova consciência  

 

 

ÍNDIA, MAIO DE 2013

 

O India's Ministry of Environment and Forests, Ministério do Meio-Ambiente e Florestas da Índia, em uma iniciativa ético-política sem precedentes na História da Humanidade, reconheceu - oficialmente, os golfinhos como "pessoas não-humanas" cujo direito à Vida e Liberdade devem ser respeitados.

 

A decisão abre um novo horizonte na esfera do Universo dos direitos referentes à Vida. Significa a introdução de conceito jurídico de sujeito detentor de direitos sociopolíticos que, finalmente transcende o antropocentrismo das leis que protegem a Vida.

 

O Ministério orientou os governos estaduais a proibir os dolphinariums e outros empreendimentos comerciais, como os de entretenimento cujo "produto" oferecido são shows com baleias e golfinhos mantidos em cativeiro e todos aqueles mais que impliquem captura (caça) e confinamento das espécies.

 

O comunicado do governo declara claramente que considerando que - nos dias actuais, já há algum tempo, as Ciências estabeleceram definitivamente que espécies de cetáceos são - inegavelmente - seres inteligentes, auto-conscientes, dotados de sentimentos (capacidade de sentir emoções) e até identidade individual, estes seres, devem ser vistos como pessoas não humanas - (recusando a ideia de que são animais irracionais)... e - como tal, devem ter seus próprios direitos específicos.

 

Golfinhos tornaram-se, assim, ao menos na Índia, por enquanto - Legalmente Pessoas 'Não Humanas' - considerados como indivíduos animais racionais (sapiens, como os Homens) mamíferos terráqueos aquáticos Não-Humanos titulares de direitos políticos, sujeitos ou objecto, especialmente, de protecção legal em disposição inclusa nos Códigos do Direito à Pessoa (o Direito Civil e Constitucional) vigente nas águas territoriais que estes indivíduos frequentam ou habitam.

 

A nova Lei responde ao clamor popular dos protestos que, durante semanas, denunciou como violação do direito à vida e ao bem estar-animal - a construção de um novo parque aquático (com golfinhos e outros mamíferos marinhos no show) no estado de Kerala.

 

O parque de Kerala não era o único: várias outras instalações semelhantes estavam em construção em diferentes partes do país, como Delhi, Mumbai e Kochi. Agora, as obras desses empreendimentos foram canceladas por proibição governamental.

 

A porta-voz da Federação das Organizações Indianas de Protecção aos Animais - Puja Mitra, comentou: «Isso abre um novo discurso da Ética na política da protecção animal na Índia». Mitra é uma das lideranças do movimento indiano para extinguir a prática de cativeiro de golfinhos.

 

DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DOS CETÁCEOS

 

A militância civil para o reconhecimento de baleias e golfinhos como indivíduos com autoconsciência e um conjunto de direitos começou a actuar significativamente há três anos, em Helsink - Finlândia, quando cientistas da Biologia e especialistas em Ética elaboraram a Declaração dos Direitos dos Cetáceos. Esses sábios escreveram: Nós afirmamos que todos os cetáceos, como pessoas, têm direito à Vida, à Liberdade e Bem-estar.

 

Entre os signatários da Declaração inclui-se o cientista marinho Lori Marino, que apresentou evidências de que os cetáceos têm cérebros grandes e complexos, especialmente as áreas que participam dos processos de comunicação e cognição (capacidade de conhecer, reconhecer e aprender).

 

O trabalho de Marino mostrou que golfinhos têm um nível de autoconsciência semelhante ao dos seres humanos. Os golfinhos reconhecem seu próprio reflexo, usam ferramentas e entendem conceitos abstractos. Possuem silvos que são assinaturas individuais, permitindo à seus familiares e amigos reconhecê-los, tal como os humanos utilizam os nomes próprios.

 

Mitra explica: Eles compartilham intimidades, mantêm estreitos laços com seus grupos familiares, têm sua própria cultura, suas próprias práticas de caça e mesmo variações na forma como se comunicam.

 

PESSOAS, ARTISTAS... JAMAIS, ESCRAVOS

 

Na Índia, a questão dos Direitos dos Cetáceos chamou a atenção à medida que se multiplicaram os shows com esses animais.

 

A renda per capita cresceu no país, ampliando as oportunidades de um mercado de entretenimento onde este tipo de show aquático atrai multidões.

 

Mitra denuncia: «A maioria das baleias e golfinhos em cativeiro foram "obtidos" através de caça selvagem muito violenta, praticada no Japão, em Taji, no Caribe, nas Ilhas Salomão e Rússia. Os animais são acuados de forma tal que são obrigados a entrar em alguma baía rasa onde jovens fêmeas sem marcas são escolhidas e capturadas. Muitas vezes, o resto do grupo é abatido (assassinado).»

 

Mitra revela que a experiência do cativeiro é equivalente à tortura. Baleias como as orcas, preferidas para os shows e golfinhos, em liberdade, navegam pelos mares emitindo e capturando sons que lhes permitem a exercer a faculdade da ecolocalização. Nos tanques, obrigados a perceber o mundo limitados as reverberações de suas próprias vozes, essa faculdade torna-se uma maldição que provoca intenso sofrimento.

 

Existem numerosos casos registrados de muitos golfinhos que batem insistentemente com a cabeça nas paredes e orcas que desgastaram seus dentes mordendo os limites do tanque (evidentemente, o comportamento de um ser neurotizado e desesperado).

 

Fonte:

https://www.facebook.com/249609058435634/photos/a.289251934471346.73099.249609058435634/655082347888301/?type=1&theater

 

***

Falta o respeito pelas mulheres

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:30

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