Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015

GRUPO DE deputados AÇORIANOS TENTA FAZER APROVAR PELA TERCEIRA VEZ UMA COISA CHAMADA “SORTE DE VARAS” OU “CORRIDAS PICADAS”?

 

Como disseram?

 

Um grupo de deputados (?) no parlamento açoriano está a tentar fazer aprovar pela terceira vez uma lei que legalize uma prática primitiva e selvagem denominada sorte de varas ou corrida picada, nos Açores?

 

 

Saberão o que é a sorte de varas, esses, que se dizem “deputados”, os quais, se o fossem, deveriam zelar pelo bom nome dos Açores e o que fazem é atirá-lo à lama?

 

Se não sabem aqui deixo a informação. E se depois disto ainda insistirem nesta anormalidade… melhor será demitirem-se, porque não têm capacidade de cumprirem a missão para a qual foram eleitos.

 

« (Informação do médico veterinário José Enrique Zaldivar Laguia , clínico e presidente da AVATMA. Tradução do médico veterinário Vasco Reis).

 

Durante a tourada, e durante um período de aproximadamente 15 minutos, o touro é submetido à sorte de varas.

 

Assim que ele entra na arena é atraído através de uma série de passes com a capa e é submetido à sorte de varas - o "acto” da lança.

 

Nesta parte, o picador (lanceiro) utiliza a ponta da lança, “puya”, garrocha, que é um instrumento pontiagudo com cerca de 9 centímetros de comprimento, dividido em duas secções: uma ponta em forma de cone de cerca 3 centímetros e uma outra de aço em forma de corda de cerca de 6 centímetros de comprimento. Este instrumento destina-se a ferir certos músculos e ligamentos do cachaço, parte superior do pescoço do touro. O objectivo deste acto é facilitar o trabalho do toureiro pois, uma vez que estas estruturas anatómicas foram feridas, o touro não vai ser capaz de levantar a cabeça.

 

 

“Infelizmente” não é só isso que acontece. É sabido que 90 % das estocadas com a lança são feitas muito mais para trás, onde as vértebras estão muito menos protegidos. Além disso, como resultado de golpes ilegais (proibidos) dos picadores, tais como “furar” (torcendo a lança no pescoço do touro como um saca-rolhas) ou o "entra e sai" (aprofundar e aflorar a lança várias vezes sem a retirar, de modo a que uma lança tem o mesmo efeito como tendo sido utilizada várias vezes, o que impede o touro de fugir quando sente a dor), as feridas são muitas vezes terríveis.

 

A hemorragia causada por estes métodos faz com que a perda de sangue possa ser de até 18% , enquanto a (entre aspas irónicas) quantidade "desejável" é de 10% . Devido a esses movimentos, uma lança pode produzir feridas com mais de 20 cm de profundidade, e entrar no corpo em até cinco sentidos diferentes, ferindo muitas estruturas, inclusive, quebrando estruturas ósseas.

 

Os taurófilos (taurinos) argumentam, que o uso da “puya” serve para "aliviar" o touro da sua bravura e excitação na lide. No entanto, o que acontece com a tortura da “puya” não é um descongestionamento simples, porque o touro assim perde até 10 litros de sangue, visto que ao se aprofundar e aflorar sucessivamente a “puya”, se chega a provocar uma ferida muito profunda. Outra estatística é, que apenas 4,7% do cravar da “puya” conseguiu cortar os músculos do pescoço e deixar o resto da anatomia local intacta.

 

O que geralmente se corta com má pontaria da “puya”, são músculos dos membros anteriores e do tronco. Por isso tropeçam e caem touros.

 

Dados: o touro tem cerca de 36 litros de sangue. Com a sorte de varas o animal perde cerca de um terço do sangue, sua força vital.

 

São manobras ilegais do picador (o cravar e tirar, a acção de saca-rolhas e a de perfuração), que fazem a puya penetrar mais do que esses 7,6-8,9 cm, sendo que em 70% dos casos, as lanças são cravadas por detrás do andiron e da cruz, e aí sendo menos protegidas pelos grandes músculos do pescoço, podem atingir e ferir estruturas ósseas.»

Fonte:

http://terralivreacores.blogspot.pt/2013/11/o-que-e-sorte-de-varas.html

***

«Por constituir um notório atentado à integridade física dos animais e uma atitude que indica um retrocesso civilizacional nestas paragens, não nos parecendo reunir o consenso de todos os açorianos, repudiamos esta postura dos senhores deputados e apelamos a todos que juntem as suas vozes à nossa».

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10205045571932536&set=gm.1439257626364698&type=1&theater

***  

O meu repúdio é total e absoluto.

 

E estes são os adjectivos que isto merece:

 

Primitivismo, imbecilidade, ignorância, crueldade, idiotismo, violência, tortura e um descomunal atraso civilizacional.

 

Isto só prova que os humanóides ainda não se extinguiram da face da Terra.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:14

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