Terça-feira, 14 de Janeiro de 2020

Uma interessante lição de História que veio do Brasil

 

Como o Saber não ocupa lugar, o que aqui se transcreve, textualmente, também poderá interessar a Portugal que, além de estar a perder a Língua Materna, está a perder também a sua História.

 

A História que se ensina nas escolas brasileiras está muito mal contada. Em Portugal, a História está posta de canto. Estes apontamentos valem muito mais do que tudo o que se (mal) ensina, por lá e por cá.

 

Aproveitemos a lição, não só de História, mas também do Português, dito Brasileiro, assinalado a negrito. É que uns e outros ainda têm muito, muito o que aprender.

 

Isabel A. Ferreira

 

dompedrosegundo.jpg

Dom Pedro II – Imperador do Brasil

 

«CERTAMENTE SEU PROFESSOR DE HISTÓRIA NÃO TE ENSINOU ISSO NA ESCOLA» 🏴

 

Santos Dumont almoçava 3 vezes por semana na casa da Princesa Isabel em Paris.


A ideia do Cristo na montanha do Corcovado partiu da Princesa Isabel.


A família imperial não tinha escravos. Todos os negros eram alforriados e assalariados, em todos os imóveis da família. 

 

D. Pedro II tentou ao parlamento a abolição da escravatura desde 1848. Uma luta contra os poderosos fazendeiros por 40 anos.


D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo que 17 era fluente.


A primeira tradução do clássico árabe “Mil e uma noites” foi feita por D. Pedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.


D. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes.


D. Pedro Augusto Saxe-Coburgo era fã assumido de Chiquinha Gonzaga.


 Princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu palácio em Laranjeiras para saraus e pequenas festas. Um verdadeiro escândalo para época.


 Na casa de veraneio em Petrópolis, Princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidos e arrecadava numerários para alforriá-los.


Os pequenos filhos da Princesa Isabel possuíam um jornalzinho que circulava em Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista.


D. Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a eleição Presidencial, devido sua popularidade, na época os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições.


Uma senhora milionária do sul, inconformada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois “Never!” bem enfáticos.


 Pedro II fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica.


Quando D. Pedro II do Brasil subiu ao trono, em 1840, 92% da população brasileira era analfabeta.


Em seu último ano de reinado, em 1889, essa porcentagem era de 56%, devido ao seu grande incentivo a educação, a construção de faculdades e, principalmente, de inúmeras escolas que tinham como modelo o excelente Colégio Pedro II.

 

A Imperatriz Teresa Cristina cozinhava as próprias refeições diárias da família imperial apenas com a ajuda de uma empregada (paga com o salário de Pedro II).

 

(1880) O Brasil era a 4º economia do Mundo e o 9º maior Império da história.

 

✔ (1860-1889) A média do crescimento econômico foi de 8,81% ao ano.

 

(1880) Eram 14 impostos, atualmente são 98.

 

(1850-1889) A média da inflação foi de 1,08% ao ano.

 

(1880) A moeda brasileira tinha o mesmo valor do dólar e da libra esterlina.

 

(1880) O Brasil tinha a segunda maior e melhor marinha do Mundo, perdendo apenas para a da Inglaterra.

 

(1860-1889) O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.

 

(1880) O Brasil foi o maior construtor de estradas de ferro do Mundo, com mais de 26 mil km.

 

A imprensa era livre tanto para pregar o ideal republicano quanto para falar mal do nosso Imperador.


"Diplomatas europeus e outros observadores estranhavam a liberdade dos jornais brasileiros" conta o historiador José Murilo de Carvalho. Mesmo diante desses ataques, D. Pedro II se colocava contra a censura. "Imprensa se combate com imprensa", dizia.

 

O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de “O Guarani” foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.

 

Pedro II mandou acabar com a guarda chamada Dragões da Independência por achar desperdício de dinheiro público. Com a república a guarda voltou a existir.

 

Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge.

 

A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.

 

D. Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exílio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele.»

 

Fonte: Biblioteca Nacional RJ, IMS RJ, Diário de Pedro II, Acervo Museu Imperial de Petrópolis RJ, IHGB, FGV, Museu Nacional RJ, Bibliografia de José Murilo de Carvalho.

 

#BrasilRealTv

 

Origem do texto:

 https://www.facebook.com/veralucia.assuncao/posts/3145347318812699

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:00

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Sexta-feira, 16 de Setembro de 2016

SERÃO PRECISOS ESTUDOS CIENTÍFICOS PARA SE CONSEGUIR DISCERNIR O ÓBVIO?

 

Há indivíduos que, não conseguindo discernir o óbvio, precisam de estudos MUITO, MUITO CIENTÍFICOS para entenderem as coisas que um cego de nascença consegue ver com os olhos da alma.

 

Porém, quando lhes fornecemos esses estudos, CONTINUAM sem conseguir discernir.

 

Então só resta uma conclusão: esses indivíduos não batem bem da bola, e isto, em linguagem científica, significa que sofrem de um qualquer distúrbio mental que os impede de ver óbvio.

 

Isto vem a propósito de um comentário brilhante, que me enviou o José Manuel…

LÁGRIMA DO TOURO.jpg

 

José Manuel E. R. C. Costa, deixou um comentário ao post TAUROMAQUIA - DOENÇA DO FORO PSIQUIÁTRICO às 11:31, 2016-09-16.

 

Comentário:

Bom gostaria de saber onde foi publicado este "brilhante" estudo. Quais os dados estatísticos.

 

 ***

José Manuel E. R. C. Costa, eu nem quero acreditar que alguém, que no mínimo sabe unir as letras, faça uma pergunta destas.

 

Você gostaria de saber ONDE foi publicado este “brilhante” estudo?

 

Pois então ainda não se deu conta ONDE foi publicado este “brilhante” estudo?

 

Se AINDA não se deu conta, pois não serei eu quem lho dirá.

 

Quanto aos dados estatísticos não sei a que se refere.

 

No entanto, poderei responder-lhe à pergunta do cabeçalho desta publicação, com as brilhantes palavras que um médico dirigiu a alguém que comentou este meu texto publicado também no Facebook, e que, por coincidência (ou não, uma vez que se identificou como Zé Mané, e apresentou-se numa figura feminina), fez a mesmíssima pergunta, ou seja, quis saber onde foi publicado o meu estudo

 

E o Luís Vicente respondeu assim:

 

«O Galileu dizia que a experimentação servia para explicar aos ignorantes aquilo que ele estava farto de saber.

 

Sobre a necessidade deste estudo da Isabel, apenas lhe quero perguntar umas coisas, Zé Mané: Independente do vasto conteúdo da palavra "doentio" que é vasto, a Zé Mané não acha doentio ter prazer, por exemplo, a assistir ao espectáculo do circo de Roma em que cristãos são mortos por leões? Não acha doentio ter prazer em assistir ao espectáculo dos guilhotinados na Praça da Revolução em Paris (hoje Praça da Concórdia)? Não acha doentio ter prazer em assistir à morte de "bruxas" nas fogueiras do Rossio? Não acha doentio ter prazer em assistir a um filme onde se expõe o abuso sexual de menores? Não acha doentio, alguém ter prazer na morte de judeus nos fornos crematórios dos campos de concentração?

 

A Zé Mané necessita de ler um estudo para, se assistir na rua a uma cena de violência gratuita em que alguém é barbaramente agredido, se insurgir contra isso?

 

Acha que são necessários estudos para concluir que é doentio, ou é simplesmente uma questão de civilidade, ética e bom senso? » (Luís Vicente)

 

***

Sobre a mesma pergunta, o Rui Barbosa disse o seguinte: «dever-se-ia fazer era um estudo para tentar compreender como há gente que ainda precisa de estudos para entender que esta porcaria das touradas já deveria ter terminado há muito tempo!»

 

Pois é…

 

Não posso estar mais de acordo com Luís Vicente e Rui Barbosa.

 

José Manuel E. R. C. Costa, sugiro-lhe que reflicta acerca destas palavras. Use o cérebro, se é que tem cérebro…

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:59

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Domingo, 20 de Dezembro de 2015

Profecia dos Índios Cree

 

 A propósito do tema Ambiente e da última Conferência de Paris

 

ÍNDIO.png

 

«Somente depois que a última árvore tiver sido cortada,

 

Somente depois que o último rio tiver sido contaminado,

 

Somente depois que o último peixe tiver sido pescado,

 

Somente então vocês entenderão que dinheiro não se pode comer».

 

(Os Cree são um povo indígena da América do Norte)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:49

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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2015

TERRORISMO ESMAGADO POR MILHÕES DE VOZES EM TODO O MUNDO

 

«Não há machado que corte, a raiz ao pensamento, não há morte para o vento… não há morte» (Carlos de Oliveira)

 

Ontem, dia 11 de Janeiro de 2015, todo o mundo civilizado (e não só os que se juntaram na Praça da República em Paris), disse um rotundo não ao terrorismo e demonstrou que é possível a união dos povos ao redor da liberdade de culto, de ideias, de expressão, de culturas e da civilização que ainda não chegou a quem em nome de um deus assassina seres humanos.

11jan2015---praca-da-republica-em-paris-foi-tomada

Foto: Peter Dejon/AP

Um uníssono grito em Paris contra os que querem impor ao mundo a desordem da mente

 

O mundo não mais será o mesmo depois desta demonstração de força contra os fracos de espírito.

 

Ontem, o terrorismo foi reduzido à sua insignificância.

 

Podem calar umas tantas vozes, mas milhares de outras se farão ouvir e gritarão que um deus, porque é um ser superior, não se ofende com meros desenhos satíricos, alguns de muito mau gosto (deve dizer-se), uma vez que não passam de riscos e dizem apenas da personalidade de quem os cria.

 

E nenhum terráqueo, por muito que se julgue representante do divino, tem o direito de fazer a justiça que cabe unicamente aos deuses colocados em causa por esses desenhos.

 

Ontem, juntaram-se líderes políticos de todo o mundo.

 

Ontem, gente de todas as crenças religiosas e políticas uniram-se para mostrar que a liberdade é possível.

 

Notou-se a estranha ausência de Barack Obama (ou de um seu representante mais directo) e também a ausência de líderes religiosos muçulmanos (estiveram lá líderes políticos muçulmanos, o que não é a mesma coisa), para dizerem, com a sua presença, o que com as palavras não dizem.

 

Repudiar actos terroristas de extremistas, perpetrados em nome de uma religião, seja qual for, qualquer cidadão comum, com um mínimo de lucidez o faz.

 

O que é preciso é que sejam os próprios líderes religiosos a orientarem esses extremistas, perdidos no tempo, no sentido do caminho de uma prática religiosa pacífica e livre do estigma da vingança.

 

No entanto, desde o ano 632, os muçulmanos não se entendem numa questão primordial: quem é o elemento congregador do Islamismo, ou seja, o correspondente ao Papa cristão, que aglutina   as questões da fé?

 

Existem muitos títulos para designar os líderes religiosos e políticos muçulmanos: Aiatolá, Califa, Emir, Imã, Marajá, Rajá, Mulá, Ulemá, Paxá, Sultão, Vizir, Xá, Xeque, contudo, as entidades islâmicas de topo ainda não chegaram a um consenso (e existem várias facções que os dividem) daí que não seja fácil uma liderança que possa manter a unidade da fé islâmica e desmistificar a questão do “mártir”, que conduz a actos condenáveis à luz da razão ou de qualquer desígnio divino.

 

No entanto, e apesar destas ausências notadas, milhões de pessoas, por todo o mundo, deixaram uma mensagem bem clara aos terroristas: nenhuma arma de fogo jamais calará as vozes da consciência dos povos livres e civilizados.

 

E a este grito, junto um outro grito, o meu grito, pela menina-bomba que foi utilizada por terroristas na Nigéria, no passado dia 9 de Janeiro, e matou vinte pessoas (incluindo a inocente menina), e poucos, no mundo, se importaram…

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:00

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