Quarta-feira, 5 de Julho de 2023

ūüźā 30 Touros ser√£o massacrados se nada for feito durante visita do Papa

 

√Č preciso fazer chegar esta mensagem ao Papa Francisco, porque talvez ele n√£o saiba que a¬† Lisboa que recebe a Jornada Mundial da Juventude √© a mesma Lisboa que¬†TORTURA Touros, para divertir os s√°dicos, no antro taurom√°quico do campo pequeno.

 

Talvez os organizadores desta jornada n√£o saibam, at√© porque n√£o lhes interessa saber, que na enc√≠clica ‚ÄúLaudato Si‚ÄĚ,¬† o Papa Francisco refere que ¬ę√© contr√°rio √† dignidade humana fazer sofrer inutilmente os animais e dispor indiscriminadamente das suas vidas¬Ľ.


Tanto dinheiro gasto nesta Jornada, ao menos que tamb√©m sirva para p√īr em pr√°tica os ensinamentos do Papa Francisco, at√© porque a Igreja Cat√≥lica, em Portugal, n√£o cumpre a Bula "De Salute Gregis" (01 de Novembro de 1567), ainda em vigor,¬†do Papa S√£o Pio V, que decretou a proibi√ß√£o das¬†touradas,¬†¬†e¬†que excomungava todos quantos participassem ou assistissem a ¬ęesses espect√°culos sangrentos e vergonhosos dignos de dem√≥nios e n√£o de homens¬Ľ.

O Partido Político PAN - Pessoas Animais Natureza - defende a suspensão das touradas durante a JMJ, apoiando-se precisamente nestas palavras do Papa.

Mas não só.

 

PAPA FRANCISCO.PNG

 

O  PAN deu entrada no Parlamento de uma iniciativa em que apela ao Governo que não permita a realização de eventos tauromáquicos em Portugal durante a visita do Papa Francisco a Portugal, pela violência gratuita que os caracteriza, aplicando assim uma medida de clemência aos 30 animais que iriam ser sacrificados na arena.

N√£o nos faz, por isso, qualquer sentido que, durante a visita papal, no nosso pa√≠s estejam a ter lugar este tipo de actividades anacr√≥nicas, marcados por uma viol√™ncia gratuita contra os animais, mas cuja exposi√ß√£o tem repercuss√Ķes nas pessoas, incluindo crian√ßas‚ÄĚ, sublinha a porta-voz e deputada do PAN, In√™s de Sousa Real. Actualmente, durante o per√≠odo em que o Papa Francisco se encontrar√° no nosso pa√≠s, est√° prevista a realiza√ß√£o pelo menos de cinco corridas de touros em Nazar√©, Beja, Abiul (Pombal), Nave de Haver (Almeida) e Colmeias (Leiria).

¬ęSignifica que, pelo menos, 30 animais ser√£o massacrados e mortos nesses dias em Portugal¬Ľ, refere In√™s de Sousa Real l√≠der do PAN, que acrescenta: ¬ęPortugal estaria a dar um sinal ao mundo de respeito pela dignidade dos animais, da Natureza e at√© pelos direitos humanos, se aprovasse a suspens√£o da actividade taurom√°quica durante a visita papal, j√° para n√£o falar no avan√ßo civilizacional que daria se, finalmente, desse passos firmes no sentido de erradicar definitivamente as touradas¬Ľ ¬†refor√ßando ainda o APELO do PAPA ¬ęa uma interven√ß√£o global para combater a degrada√ß√£o ambiental e as altera√ß√Ķes clim√°ticas, ao respeito pela natureza e √† erradica√ß√£o da crueldade para com os animais.¬Ľ

O PAN critica ainda o facto de Portugal continuar a alimentar a crueldade das touradas tamb√©m por via de excep√ß√Ķes legislativas, bem como atrav√©s do uso de milh√Ķes de euros de fundos p√ļblicos para manter estas pr√°ticas b√°rbaras. Adicionalmente, a viol√™ncia da tauromaquia em Portugal foi considerada uma viola√ß√£o de v√°rios artigos da Conven√ß√£o dos Direitos da Crian√ßa, em Setembro de 2019, no √ļltimo relat√≥rio peri√≥dico de avalia√ß√£o de Portugal no Comit√© dos Direitos da Crian√ßa das Na√ß√Ķes Unidas.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:03

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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2022

¬ęBicadas do meu Aparo: ‚ÄúFarrapos Humanos‚ÄĚ, por Artur Soares

 

 

O Claustro dos Farrapos Humanos.png

Claustro dos "Farrapos Humanos"

 

Para a VI Jornada Mundial dos Pobres, o Papa Francisco disse/denunciou o seguinte: ‚ÄúA pobreza que mata √© a mis√©ria, filha da injusti√ßa, da explora√ß√£o, da viol√™ncia e da in√≠qua distribui√ß√£o dos recursos. √Č a pobreza desesperada, sem futuro, porque √© imposta pela cultura do descarte que n√£o oferece perspectivas nem vias de sa√≠da‚ÄĚ.

 

H√° mais de dois anos, a ONU afirmou que existem no mundo mais de duzentos milh√Ķes de pobres e que cerca de oitenta milh√Ķes s√£o de pobreza extrema: passam fome. Tamb√©m nos seus √ļltimos anos de vida, Madre Teresa de Calcut√° denunciou o seguinte: ‚ÄúSe todos os homens levassem para casa o dobro daquilo que consomem, ningu√©m no mundo tinha fome, porque o que o planeta d√°, chega e sobra para toda a Humanidade.¬Ľ

 

N√≥s por c√°, temos, pois claro, os nossos pobres, os esfomeados e temos os nossos sem-abrigo que ‚Äúhabitam‚ÄĚ nas ruas, nos becos, nos halls de entrada e no Ver√£o ‚Äúhabitam‚ÄĚ nos bancos dos jardins. Estes pobres ‚Äď alguns porque assim querem e outros porque n√£o t√™m outro rem√©dio ‚Äď abeiram-se de institui√ß√Ķes organizadas para terem uma sopa, bem como contam com as institui√ß√Ķes da Igreja cat√≥lica para serem socorridos.

 

O presidente da Rep√ļblica, Marcelo R. de Sousa, mandou recados ao Governo de Ant√≥nio Costa para que se retirassem das ruas os sem-abrigo em Portugal. E que foi feito? Penso que nada. Em qualquer cidade ou vila, os sem-abrigo t√™m aumentado, precisamente o contr√°rio daquilo que o Presidente sonhava.

 

Assim, √© de perguntar quem criou ou quem fez este g√©nero de farrapos humanos? S√≥ eu, s√≥ n√≥s, s√≥ a sociedade a que pertencem. Mas se todos os homens ‚Äúlevassem para casa o dobro do que precisam‚ÄĚ, n√£o havia fome ‚Äď como disse, repito, Teresa de Calcut√°.

 

H√° aberra√ß√Ķes na distribui√ß√£o dos g√©neros aliment√≠cios. H√° desperd√≠cios para o lixo de toneladas de alimentos e h√° consumos de alimentos que rondam o ego√≠smo, a gula e o desd√©m por aqueles a quem tudo falta. E se h√° alimentos ‚Äúpara o lixo‚ÄĚ, tamb√©m h√° luxos de verdadeiros atentados contra os esfomeados ou os farrapos humanos de que falamos.

 

Admiro e agrade√ßo ao Criador todos os animais selvagens e dom√©sticos. Destes, sou fervoroso devoto de c√£es e durante anos tive-os na minha companhia. Sei que agora ‚Äď e ainda bem que assim √© - estes animais t√™m de ter dono identificado e terem chips que possam identificar o animal para, em caso de perda ou outros, se devolver a quem pertencem. Isto √©, s√£o animais que vivem protegidos.

 

Assim sendo ‚Äď animais dom√©sticos protegidos, com dono identificado, possibilidades de perda, lavados, vacinados, escovados, devidamente alimentados, perfumados com desodorizante canino e muito mais‚Ķ - porque n√£o se colocam chips aos ‚ÄúFarrapos Humanos‚ÄĚ sem-abrigo para, no m√≠nimo, lhes ser feito ao que se faz aos ‚Äúnossos irm√£os c√£es‚ÄĚ, como diria S. Francisco?

 

Tenho outra ideia ainda melhor do que a que acabo de expor: √© sabido que os sem-abrigo (sem chip), por norma, n√£o s√£o criminosos. Se foram, talvez j√° tenham ‚Äúpago as contas‚ÄĚ √† sociedade. Logo, n√£o fazem mal a ningu√©m.

 

Tamb√©m √© sabido, que certas pris√Ķes do pa√≠s v√£o ser melhoradas porque n√£o t√™m ‚Äúcondi√ß√Ķes para agasalhar‚ÄĚ esses fora-da-lei. √Č ainda sabido que os presos, t√™m as tr√™s refei√ß√Ķes di√°rias garantidas, banhos quentinhos tr√™s ou quatro vezes por semana, roupa de cama mudada duas vezes por semana, m√©dico uma vez por semana, v√™em uma hora de televis√£o por dia e no fim da pena, ainda levam uns trocos no bolso para sua inser√ß√£o √† liberdade.

 

Sendo verdade o que acabo de afirmar ‚Äď mas √© mesmo verdade! ‚Äď porque n√£o se colocam nas pris√Ķes os sem-abrigo ‚Äď que n√£o fazem mal a ningu√©m ‚Äď obrigando e colocando os presos nos lugares dos sem-abrigo e com as ‚Äúregalias‚ÄĚ destes? Parece-me justa a troca. Pelo que, √© de pedir ao sr. Ministro da Administra√ß√£o Interna e aos respectivos presidentes de c√Ęmaras, que pensem nesta forma de justi√ßa social, uma vez que as suas pol√≠ticas s√£o o desejo de ‚Äúigualdade e distribui√ß√£o‚ÄĚ e n√£o de ‚Äúliberdade e produ√ß√£o‚ÄĚ.

 

Bom seria que todos os Governos, dessem condi√ß√Ķes de vida aos presos por crimes praticados, mas que dessem aos sem-abrigo um im√≥vel em ‚Äď pelo menos ‚Äď cada distrito, com as mesmas regalias e condi√ß√Ķes que d√£o aos presos de Portugal. Todos, fazem parte dos farrapos humanos que criamos. Mas os impostos que o Estado cobra, tamb√©m t√™m de ser aplicados nestes problemas, para poder dizer-se que entre n√≥s funcionam os direitos do homem.

 

(Artur Soares ‚Äď escritor d‚ÄôAldeia)

(O autor não segue o acordo ortográfico de 1990)  

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:37

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Quinta-feira, 24 de Junho de 2021

O p√°roco de Fenais da Luz (Ponta Delgada ‚Äď A√ßores) maltrata bovinos com ferros em brasa ‚Äď De p√°rocos destes o inferno deve estar mais do que cheio

 

Figuras p√ļblicas a Favor das Touradas ou a Vergonha Nacional¬†adicionou¬†3 fotos novas¬†ao √°lbum:¬†Figuras p√ļblicas/artistas a FAVOR das TOURADAS

 

[Nas fotos:

¬†O padre Ricardo Tavares, actual Director Regional da Cultura do Governo Regional, doutorado e autor de um livro chamado "O verme de Deus"; o Padre Duarte Rosa (capel√£o-reitor do Santu√°rio de S. Gon√ßalo de Angra, doutorado em m√ļsica e mestre de cerim√≥nias-protocolo da S√© Catedral de Angra, entre outras "afinidades" ¬†¬†e Ant√≥nio Ventura (secret√°rio regional da Agricultura, grande aficionado e defensor das Touradas, como bem mostrou em debates na Assembleia da Rep√ļblica)!!!]

 

Padre ferrador.jpg

Ferra 1.jpg

Açores -.jpg

Ferra 2.jpg

Ferra 3.jpg

Origem das fotos:

https://www.facebook.com/VergonhaNacional/photos/pcb.5866586513383955/5866569573385649

 

Em 2017:

 

O p√°roco de Fenais da Luz, Ricardo Tavares, manifestou o seu desacordo com a realiza√ß√£o de uma tourada, junto da Comiss√£o de Festas do Senhor bom Jesus dos Aflitos, por considerar a tourada ‚Äúuma pr√°tica anti-crist√£, que j√° foi v√°rias vezes condenada pelos Papas‚ÄĚ.

 

‚ÄúEnquanto eu for p√°roco, n√£o haver√° lugar a viol√™ncia contra animais, nem touradas nem bezerradas. Porque quando h√° maus-tratos a animais haver√° sempre viol√™ncia contra pessoas‚Ķ‚ÄĚ

https://basta.pt/padre-acoriano-realizacao-touradas/

 

Afinal era, mas já não é.... depois de ter sido eleito Director Regional da Cultura (Açores):

 

 2020

 

《 Com a sua autorização e por uma questão de justiça publico a mensagem recebida do Sr. Padre Ricardo Tavares:

 

"Boa tarde, S.r ******

Como j√° lhe referi, a minha opini√£o √© pessoal e n√£o passa disso. A partir do momento que sou nomeado Diretor Regional da Cultura, meto de lado as minhas opini√Ķes e trabalho ao servi√ßo das tradi√ß√Ķes culturais da Regi√£o, qualquer que ela seja.

Pode esperar de mim respeito e apoio efectivo a todas as manifesta√ß√Ķes da Ilha Terceira, at√© porque a tauromaquia contribui em boa medida para a economia da Ilha.

Se tem amor e respeito pela verdade, n√£o deve esconder esta minha vis√£o.

Com os melhores cumprimentos,

Ricardo Tavares"„Äč

 

Fotos: Grupo Central Anti-tourada

https://m.facebook.com/Grupo-Central-Anti.../posts/...

 

 ***

(Outro testemunho recebido via-email)

 

Padre que era anti-touradas participa em ferra

 

AGORA

 

O padre anti-touradas a ferrar um bovino * [na imagem acima]

 

O padre Ricardo Tavares, director regional da cultura, é um verdadeiro aficionado da festa brava que é o mesmo que dizer que deve ter algum prazer em observar animais em sofrimento.



E porque deve considerar essa actividade como cultura ( e apenas o é porque faz parte do modo de vida de certas comunidades mas ao mesmo tempo trata-se duma manifestação violenta, já banida em muitos lugares do mundo) marcou presença num evento de marcação de gado (Ferra).


A minha vista deve andar a atrai√ßoar-me porque me pareceu ter lido numa publica√ß√£o peri√≥dica qualquer, h√° algum tempo, que o sr. padre se tinha expressado com veem√™ncia contra esse tipo de manifesta√ß√Ķes.

Tenho de ir ao oculista ver o que se passa.

Autor: M√°rio Roberto

* Título da nossa responsabilidade

21 de Junho de 2021

 

ANTES

 

TOURADAS NAS FESTAS DO SENHOR BOM JESUS DOS AFLITOS - FENAIS DA LUZ


O P√°roco tinha-se manifestado, perante a Comiss√£o de Festas do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, ent√£o em fun√ß√Ķes, contra a realiza√ß√£o da tourada. Al√©m de n√£o ser uma tradi√ß√£o micaelense, a tourada √© uma pr√°tica anti-crist√£, que j√° foi v√°rias vezes condenada pelos Papas. Inclusivamente a √ļltima enc√≠clica do t√£o aplaudido Papa Francisco, Laudato Si', condena os maus tratos sobre animais. A tourada √© uma pr√°tica s√°dica, na qual as pessoas se divertem √† custa do medo e do p√Ęnico do toiro, al√©m de ser uma actividade b√°rbara, anti-civilizacional e dispendiosa, que queima verbas que podiam muito bem ser canalizadas para uma ac√ß√£o social ou at√© para o restauro da Igreja.


Infelizmente, a Comissão realizou a indesejada tourada, na qual poucas pessoas participaram. Porém, a Comissão foi demitida pela Diocese, por desobediência aos ditames da Igreja, a este e a outros. E acabam-se 7 anos de barbárie contra animais em nome de Deus!


Enquanto eu for pároco, não haverá lugar para violência contra animais, nem touradas nem bezerradas. Porque, enquanto houver maus-tratos contra animais, haverá sempre violência contra pessoas...


O P√°roco dos Fenais da Luz

Ricardo Tavares

25.07.2017

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:25

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Segunda-feira, 23 de Março de 2020

Carta aberta a Dom Jo√£o Evangelista Pimentel Lavrador, Bispo Residencial da Diocese de Angra

 

BULA PIOV.png

 

Excelentíssimo Dom João Evangelista Pimentel Lavrador

Bispo Residencial da Diocese de Angra

 

domjoaolavrador@diocesedeangra.pt

 

Venho, por este meio, manifestar a minha mais veemente repulsa pela presen√ßa de alguns forcados, devidamente identificados, atrav√©s da sua indument√°ria, numa prociss√£o realizada no passado dia 8 de Mar√ßo, em Angra do Hero√≠smo, tendo alguns deles transportado o andor da imagem de Nosso Senhor dos Passos, como se fossem ‚Äúirm√£os‚ÄĚ de alguma confraria religiosa; bem como pela realiza√ß√£o de um ‚Äúfestival‚ÄĚ taurino, previsto para o pr√≥ximo dia 23 de Maio, de apoio a obras das igrejas das Lajes e da Agualva, como se a tortura de criaturas, tamb√©m de Deus, servisse para branquear as ac√ß√Ķes selv√°ticas perpetradas por algozes.

 

Ao longo dos tempos, t√™m sido in√ļmeras as declara√ß√Ķes de membros da Igreja Cat√≥lica a condenar as pr√°ticas taurom√°quicas entre outras, em que s√£o maltratados animais n√£o-humanos. A t√≠tulo de exemplo, posso referir o que¬†o Secret√°rio do Vaticano, Bispo Pietro Gasparri, em 1923, disse: ¬ęEmbora a barb√°rie humana ainda persista nas corridas de touros, a Igreja continua a condenar em voz alta estes sangrentos e vergonhosos ‚Äúespect√°culos‚ÄĚ, como o fez Sua Santidade o Papa Pio V¬Ľ. Mais recentemente, na sua Enc√≠clica Laudato Si‚Äô, o Papa Francisco escreveu que ¬ęsujeitar os animais ao sofrimento e √† morte desnecess√°ria n√£o √© digno de um ser humano¬Ľ.

 

Face ao exposto, venho manifestar a minha repugn√Ęncia e rep√ļdio pela presen√ßa de forcados, devidamente identificados, numa prociss√£o, fazendo propaganda a uma actividade conden√°vel nas sociedades humanas actuais, e n√£o a manifestar a sua f√© em Deus que, pela Sua Natureza divina, condena todos os actos violentos e cru√©is contra as Suas criaturas, quer sejam humanas ou n√£o-humanas.

 

Manifesto tamb√©m, a minha indigna√ß√£o e rep√ļdio pela realiza√ß√£o de uma sess√£o de tortura¬†de touros para, hipocritamente, apoiar obras em igrejas.

 

Venho, igualmente, apelar a Vossa Reverend√≠ssima para que, em nome de Deus, condene estas pr√°ticas b√°rbaras e macabras, e a presen√ßa de forcados identificados em prociss√Ķes, e n√£o autorize que as par√≥quias aceitem recolher fundos atrav√©s de touradas ou de outros eventos onde animais n√£o-humanos, indefesos, inocentes e inofensivos s√£o barbaramente torturados, para divertimento de uma peque fatia de um povo que ficou parado no tempo, e afastado dos ensinamentos de Jesus Cristo.

 

Para um melhor aprofundamento deste tema, sugiro a Vossa Reverendíssima a leitura dos textos inseridos nestes links:

 

A Igreja Católica e a tourada

Touradas e Igreja Católica


Com os meus cumprimentos,

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:10

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Sexta-feira, 4 de Outubro de 2019

Comemora-se hoje o Dia Mundial dos Animais, de todos os animais, e não só de Cães e Gatos

 

Apesar de todos os dias serem dias de todos os animais.

 

Mas hoje, celebra-se S√£o Francisco de Assis, que morreu em 03 de Outubro de 1226. √Č o Santo patrono e irm√£o de todos os animais n√£o-humanos e plantas (meio ambiente).

 

E quando se fala em patrono dos animais, n√£o √© apenas patrono de c√£es e gatos, mas de todos os outros animais n√£o-humanos: touros, cavalos, porcos, vacas, galinhas, tigres, le√Ķes, aves, enfim, os outros animais que sofrem barbaridades √†s m√£os de human√≥ides, porque os seres humanos n√£o maltratam os animais, nem permitem que os maltratem.

 

Para celebrar este dia, que também poderá ser o meu, porque sou um animal humano (não sou, como hoje já ouvi a Maia a dizer: metade animal e metade humana. Qual será a parte animal e a parte humana da Maia?), deixo-vos com um magnífico texto de Leonardo Boff, um teólogo, escritor, filósofo e professor universitário brasileiro que muito prezo (daí o texto estar escrito segundo a ortografia brasileira) .

 

Leonardo-Boff.jpg

 

Por Leonardo Boff

 

¬ęOs animais: portadores de direitos e devem ser respeitados

 

A acei­ta­ção ou não da dig­ni­da­de dos ani­mais de­pen­de do pa­ra­dig­ma (vi­são do mun­do e va­lo­res) que ca­da um as­su­me. Há dois pa­ra­dig­mas que vêm da mais al­ta an­ti­gui­da­de e que per­du­ram até ho­je.

 

O pri¬≠mei¬≠ro en¬≠ten¬≠de o ser hu¬≠ma¬≠no co¬≠mo par¬≠te da na¬≠tu¬≠re¬≠za e ao p√© de¬≠la, um con¬≠vi¬≠da¬≠do a mais a par¬≠ti¬≠ci¬≠par da imen¬≠sa co¬≠mu¬≠ni¬≠da¬≠de de vi¬≠da que exis¬≠te j√° h√° 3,8 bi¬≠lh√Ķes de anos. Quan¬≠do a Ter¬≠ra es¬≠ta¬≠va pra¬≠ti¬≠ca¬≠men¬≠te pron¬≠ta com to¬≠da sua bi¬≠o¬≠di¬≠ver¬≠si¬≠da¬≠de, ir¬≠rom¬≠pe¬≠mos n√≥s no ce¬≠n√°¬≠rio da evo¬≠lu¬≠√ß√£o co¬≠mo um mem¬≠bro a mais da na¬≠tu¬≠re¬≠za. Se¬≠gu¬≠ra¬≠men¬≠te do¬≠ta¬≠dos com uma sin¬≠gu¬≠la¬≠ri¬≠da¬≠de, a de ter a ca¬≠pa¬≠ci¬≠da¬≠de re¬≠fle¬≠xa de sen¬≠tir, pen¬≠sar, amar e cu¬≠i¬≠dar. Is¬≠so n√£o nos d√° o di¬≠rei¬≠to de jul¬≠gar¬≠mo-nos do¬≠nos des¬≠sa re¬≠a¬≠li¬≠da¬≠de que nos an¬≠te¬≠ce¬≠deu e que cri¬≠ou as con¬≠di¬≠√ß√Ķes pa¬≠ra que sur¬≠g√≠s¬≠se¬≠mos.

 

A cul¬≠mi¬≠n√Ęn¬≠cia da evo¬≠lu¬≠√ß√£o se deu com o sur¬≠gi¬≠men¬≠to da vi¬≠da e n√£o com o ser hu¬≠ma¬≠no. A vi¬≠da hu¬≠ma¬≠na √© um sub-ca¬≠p√≠¬≠tu¬≠lo do ca¬≠p√≠¬≠tu¬≠lo mai¬≠or da vi¬≠da.

 

O se­gun­do pa­ra­dig­ma par­te de que o ser hu­ma­no é o ápi­ce da evo­lu­ção e to­das as coi­sas es­tão à sua dis­po­si­ção pa­ra do­mi­ná-las e po­der usá-las co­mo bem lhe aprou­ver. Ele es­que­ce que pa­ra sur­gir pre­ci­sou de to­dos os fa­to­res na­tu­ra­is, an­te­rio­res a ele. Ele jun­tou-se ao que já exis­tia e não foi co­lo­ca­do aci­ma.

 

As du¬≠as po¬≠si¬≠√ß√Ķes t√™m re¬≠pre¬≠sen¬≠tan¬≠tes em to¬≠dos os s√©¬≠cu¬≠los, com com¬≠por¬≠ta¬≠men¬≠tos mui¬≠to di¬≠fe¬≠ren¬≠tes en¬≠tre si. A pri¬≠mei¬≠ra po¬≠si¬≠√ß√£o en¬≠con¬≠tra seus me¬≠lho¬≠res re¬≠pre¬≠sen¬≠tan¬≠tes no Ori¬≠en¬≠te, com o bu¬≠dis¬≠mo e nas re¬≠li¬≠gi¬≠√Ķes da √ćndia. En¬≠tre n√≥s al√©m de Ben¬≠tham, Scho¬≠pe¬≠nhau¬≠er e Schweit¬≠zer, seu mai¬≠or fau¬≠tor foi Fran¬≠cis¬≠co de As¬≠sis, di¬≠to pe¬≠lo Pa¬≠pa Fran¬≠cis¬≠co em sua en¬≠c√≠¬≠cli¬≠ca ‚ÄúSo¬≠bre o cui¬≠da¬≠do da Ca¬≠sa Co¬≠mum‚ÄĚ co¬≠mo al¬≠gu√©m ‚Äúque vi¬≠via uma ma¬≠ra¬≠vi¬≠lho¬≠sa har¬≠mo¬≠nia com Deus, com os ou¬≠tros, com a na¬≠tu¬≠re¬≠za e con¬≠si¬≠go mes¬≠mo‚Ķexem¬≠plo de uma eco¬≠lo¬≠gia in¬≠te¬≠gral‚ÄĚ(n.10). Mas n√£o foi es¬≠te com¬≠por¬≠ta¬≠men¬≠to ter¬≠no e fra¬≠ter¬≠no de fu¬≠s√£o com na¬≠tu¬≠re¬≠za que pre¬≠va¬≠le¬≠ceu.

 

O se¬≠gun¬≠do pa¬≠ra¬≠dig¬≠ma, o ser hu¬≠ma¬≠no ‚Äúmes¬≠tre e do¬≠no da na¬≠tu¬≠re¬≠za‚ÄĚ no di¬≠zer de Des¬≠car¬≠tes, ga¬≠nhou a he¬≠ge¬≠mo¬≠nia. V√™ a na¬≠tu¬≠re¬≠za de fo¬≠ra, n√£o se sen¬≠tin¬≠do par¬≠te de¬≠la, mas seu se¬≠nhor. Es¬≠t√° na ra¬≠iz no antro¬≠po¬≠cen¬≠tris¬≠mo mo¬≠der¬≠no que tan¬≠tos ma¬≠les pro¬≠du¬≠ziu com re¬≠fe¬≠r√™n¬≠cia √† na¬≠tu¬≠re¬≠za e aos de¬≠mais se¬≠res. Pois o ser hu¬≠ma¬≠no do¬≠mi¬≠nou a na¬≠tu¬≠re¬≠za, sub¬≠me¬≠teu po¬≠vos e ex¬≠plo¬≠rou to¬≠dos os re¬≠cur¬≠sos pos¬≠s√≠¬≠veis da Ter¬≠ra, a pon¬≠to de ho¬≠je ela al¬≠can¬≠√ßar uma si¬≠tu¬≠a¬≠√ß√£o cr√≠¬≠ti¬≠ca de fal¬≠ta de sus¬≠ten¬≠ta¬≠bi¬≠li¬≠da¬≠de.

 

Seus re¬≠pre¬≠sen¬≠tan¬≠tes s√£o os pa¬≠is fun¬≠da¬≠do¬≠res do pa¬≠ra¬≠dig¬≠ma mo¬≠der¬≠no co¬≠mo Newton, Fran¬≠cis Ba¬≠con e ou¬≠tros, bem co¬≠mo o in¬≠dus¬≠tri¬≠a¬≠lis¬≠mo con¬≠tem¬≠po¬≠r√ʬ≠neo que tra¬≠ta a na¬≠tu¬≠re¬≠za co¬≠mo me¬≠ro bal¬≠c√£o de re¬≠cur¬≠sos, um ba√ļ ines¬≠go¬≠t√°¬≠vel de bens e ser¬≠vi¬≠√ßos, em vis¬≠ta do en¬≠ri¬≠que¬≠ci¬≠men¬≠to.

 

O pri¬≠mei¬≠ra pa¬≠ra¬≠dig¬≠ma ‚Äď o ser hu¬≠ma¬≠no par¬≠te da na¬≠tu¬≠re¬≠za ‚Äď vi¬≠ve uma re¬≠la¬≠√ß√£o fra¬≠ter¬≠na e ami¬≠g√°¬≠vel com to¬≠dos os se¬≠res. De¬≠ve-se alar¬≠gar o prin¬≠c√≠¬≠pio kan¬≠ti¬≠a¬≠no: n√£o s√≥ o ser hu¬≠ma¬≠no √© um fim em si mes¬≠mo, mas igual¬≠men¬≠te to¬≠dos os se¬≠res, es¬≠pe¬≠ci¬≠al¬≠men¬≠te os vi¬≠ven¬≠tes e por is¬≠so de¬≠vem ser res¬≠pei¬≠ta¬≠dos.

 

H√° um da¬≠do ci¬≠en¬≠t√≠¬≠fi¬≠co que fa¬≠vo¬≠re¬≠ce es¬≠ta po¬≠si¬≠√ß√£o. Ao des¬≠co¬≠di¬≠fi¬≠car-se o c√≥¬≠di¬≠go gen√©tico por Drick e Dawson nos anos 50 do s√©¬≠cu¬≠lo pas¬≠sa¬≠do, ve¬≠ri¬≠fi¬≠cou-se que to¬≠dos os se¬≠res vi¬≠vos, da ame¬≠ba mais ori¬≠gi¬≠n√°¬≠ria, pas¬≠san¬≠do pe¬≠las gran¬≠des flo¬≠res¬≠tas e pe¬≠los di¬≠nos¬≠sau¬≠ros e che¬≠gan¬≠do at√© n√≥s hu¬≠ma¬≠nos, possu√≠mos o mes¬≠mo c√≥¬≠di¬≠go gen√©tico de ba¬≠se: os 20 ami¬≠no¬≠√°¬≠ci¬≠dos e as qua¬≠tro ba¬≠ses fos¬≠fa¬≠ta¬≠das. Is¬≠so le¬≠vou a Car¬≠ta da Ter¬≠ra, um dos prin¬≠ci¬≠pa¬≠is do¬≠cu¬≠men¬≠tos da UNES¬≠CO so¬≠bre a eco¬≠lo¬≠gia mo¬≠der¬≠na, a afir¬≠mar que ‚Äúte¬≠mos um es¬≠p√≠¬≠ri¬≠to de pa¬≠ren¬≠tes¬≠co com to¬≠da a vi¬≠da‚ÄĚ (Pre¬≠√Ęm¬≠bu¬≠lo). O Pa¬≠pa Fran¬≠cis¬≠co √© mais en¬≠f√°¬≠ti¬≠co: ‚Äúca¬≠mi¬≠nha¬≠mos jun¬≠tos co¬≠mo ir¬≠m√£os e ir¬≠m√£s e um la¬≠√ßo nos une com ter¬≠na afei¬≠√ß√£o, ao ir¬≠m√£o sol, √† ir¬≠m√£ lua, ao ir¬≠m√£o rio e √† M√£e Ter¬≠ra‚ÄĚ (n.92).

 

Nes¬≠ta pers¬≠pec¬≠ti¬≠va, to¬≠dos os se¬≠res, na me¬≠di¬≠da que s√£o nos¬≠sos pri¬≠mos e ir¬≠m√£os/as e pos¬≠su¬≠em seu n√≠¬≠vel de sen¬≠si¬≠bi¬≠li¬≠da¬≠de, so¬≠frem e s√£o por¬≠ta¬≠do¬≠res de cer¬≠ta in¬≠te¬≠li¬≠g√™n¬≠cia, que lhes per¬≠mi¬≠te¬†fa¬≠zer co¬≠ne¬≠x√Ķes ce¬≠re¬≠bra¬≠is e as¬≠sim se ori¬≠en¬≠ta¬≠rem no mun¬≠do. Por is¬≠so mes¬≠mo s√£o por¬≠ta¬≠do¬≠res de dig¬≠ni¬≠da¬≠de e de di¬≠rei¬≠tos. Se a M√£e Ter¬≠ra go¬≠za de di¬≠rei¬≠tos, co¬≠mo afir¬≠mou a ONU, eles, co¬≠mo par¬≠tes vi¬≠vas da Ter¬≠ra, par¬≠ti¬≠ci¬≠pam des¬≠tes di¬≠rei¬≠tos.

 

O se¬≠gun¬≠do pa¬≠ra¬≠dig¬≠ma ‚Äď o ser hu¬≠ma¬≠no se¬≠nhor da na¬≠tu¬≠re¬≠za ‚Äď tem uma re¬≠la¬≠√ß√£o de uso com os de¬≠mais se¬≠res e os ani¬≠mais. Se co¬≠nhe¬≠ce¬≠mos os pro¬≠ce¬≠di¬≠men¬≠tos da ma¬≠tan¬≠√ßa de bo¬≠vi¬≠nos e de aves fi¬≠ca¬≠mos es¬≠tar¬≠re¬≠ci¬≠dos pe¬≠los so¬≠fri¬≠men¬≠tos a que s√£o sub¬≠me¬≠ti¬≠dos. Ad¬≠ver¬≠te-nos a Car¬≠ta da Ter¬≠ra: ‚Äúh√° que se pro¬≠te¬≠ger ani¬≠mais sel¬≠va¬≠gens de m√©¬≠to¬≠dos de ca¬≠√ßa, ar¬≠ma¬≠di¬≠lhas e pes¬≠ca que cau¬≠sem so¬≠fri¬≠men¬≠to ex¬≠tre¬≠mo, pro¬≠lon¬≠ga¬≠do e evi¬≠t√°¬≠vel‚ÄĚ (n.15b).

 

A√≠ nos re¬≠cor¬≠da¬≠mos das pa¬≠la¬≠vras s√°¬≠bi¬≠as do ca¬≠ci¬≠que Se¬≠at¬≠le (1854): ‚ÄúQue √© o ho¬≠mem sem os ani¬≠mais? Se to¬≠dos os ani¬≠mais se aca¬≠bas¬≠sem, o ho¬≠mem mor¬≠re¬≠ria de so¬≠li¬≠d√£o de es¬≠p√≠¬≠ri¬≠to. Por¬≠que tu¬≠do o que acon¬≠te¬≠cer aos ani¬≠mais, lo¬≠go acon¬≠te¬≠ce¬≠r√° tam¬≠b√©m ao ho¬≠mem. Tu¬≠do es¬≠t√° re¬≠la¬≠ci¬≠o¬≠na¬≠do en¬≠tre si‚ÄĚ.

 

Se n√£o nos convertermos ao pri¬≠mei¬≠ro pa¬≠ra¬≠dig¬≠ma, con¬≠ti¬≠nu¬≠a¬≠re¬≠mos com a bar¬≠b√°¬≠rie con¬≠tra nos¬≠sos ir¬≠m√£os e ir¬≠m√£s da co¬≠mu¬≠ni¬≠da¬≠de de vi¬≠da: os ani¬≠mais. Na me¬≠di¬≠da em que cres¬≠ce a con¬≠sci¬≠√™n¬≠cia eco¬≠l√≥¬≠gi¬≠ca mais e mais sen¬≠ti¬≠mos que so¬≠mos pa¬≠ren¬≠tes e as¬≠sim nos de¬≠ve¬≠mos tra¬≠tar, co¬≠mo S√£o Fran¬≠cis¬≠co com o ir¬≠m√£o lo¬≠bo de Gub¬≠bio e com os mais sim¬≠ples se¬≠res da na¬≠tu¬≠re¬≠za. Es¬≠ta¬≠mos se¬≠gu¬≠ros de que che¬≠ga¬≠r√° o dia em que es¬≠te n√≠¬≠vel de con¬≠sci¬≠√™n¬≠cia se¬≠r√° um bem co¬≠mum de to¬≠dos os hu¬≠ma¬≠nos e en¬≠t√£o, sim, nos com¬≠por¬≠ta¬≠re¬≠mos co¬≠mo uma gran¬≠de fa¬≠m√≠¬≠lia de se¬≠res vi¬≠vos, di¬≠fe¬≠ren¬≠tes, mas uni¬≠dos por la¬≠√ßos de familiaridade e ir¬≠man¬≠da¬≠de. ¬Ľ

 

(Le¬≠o¬≠nar¬≠do Boff √© ar¬≠ti¬≠cu¬≠lis¬≠ta do JB on-li¬≠ne e es¬≠cre¬≠veu: ¬ęFran¬≠cis¬≠co de As¬≠sis: sa¬≠u¬≠da¬≠de do pa¬≠ra¬≠√≠¬≠so¬Ľ, Vo¬≠zes 1999)

 

Fonte:

https://www.dm.com.br/opiniao/2017/11/os-animais-portadores-de-direitos-e-devem-ser-respeitados/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:19

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Segunda-feira, 25 de Março de 2019

Papa Francisco não estará a ofender a Deus e aos católicos e São Francisco de Assis ao abençoar um torturador e matador de Touros?

 

No passado dia 20 de Março, depois da Audiência Geral no Vaticano, o Papa Francisco abençoou o torturador e matador de Touros espanhol Juan José Padilla e a sua família. Uma criatura que, embora seja criação de Deus, tortura Touros, criaturas também de Deus.

 

Padilla encarregou-se de contar ao Papa sobre a sua ‚Äúprofiss√£o‚ÄĚ. E o que fez o Papa? Sorriu e apertou-lhe a m√£o, bem apertada. E o que deveria ter feito o Papa? N√£o deveria t√™-lo levado para um s√≠tio reservado, e dizer-lhe que os Touros tamb√©m s√£o criaturas de Deus, e tortur√°-los e mat√°-los, por divertimento, n√£o faz parte das pr√°ticas cat√≥licas apost√≥licas romanas, conden√°veis aos olhos de Deus?¬†

 

Eu fiquei perplexa, porque este gesto n√£o combina nada com o que ele disse na sua carta enc√≠clica. E das duas uma: ou o Papa desconhece o que faz um matador de Touros¬†ou √© hip√≥crita. N√£o nos esque√ßamos que at√© Jesus Cristo correu √† chicotada os vendilh√Ķes do Templo, porque h√° coisas que n√£o podem ser toleradas.

 

Padillka 1.jpg

 

Diante de Juan José Padilla, torturador e matador de Touros, o Papa Francisco deveria ter condenado a prática selvática da tauromaquia, que tortura e mata cruelmente os Touros, seres vivos, criaturas mansas, pacíficas, criaturas também de Deus, e máta-os em nome de nada que seja de Deus. O Papa Francisco deveria ter dado a bênção a esta criatura do mal, que também é criatura de Deus, mas na qual não germinou a semente de Deus, mediante a promessa de este nunca mais voltar a torturar e a matar Touros como divertimento de sádicos.

 

Padilla 2.jpg

 

Diz a notícia que, neste encontro, o Papa abençoou uma foto da família e uma medalha, e o torturador e matador de Touros agradeceu a Deus a protecção na sua vida profissional. E o Papa Francisco não lhe disse que torturar e matar Touros para divertimento não é uma profissão, mas uma prática diabólica, e que Deus não gostará que torturem e matem as suas criaturas mais indefesas, ou seja, os animais não-humanos, que estão à mercê da crueldade da criatura desumana.

 

Petição ao Papa Francisco, para que honre o nome de São Francisco de Assis e condene a tauromaquia:  

 

À conta deste insulto aos católicos, aos cristãos, a São Francisco de Assis e ao próprio Deus, já corre por aí esta petição, que aconselho, a todos os que abominam os maus-tratos aos animais, a assinarem:

https://secure.avaaz.org/es/community_petitions/Papa_Francisco_Papa_Francisco_honre_a_San_Francisco_de_Asis_Condene_las_Corridas_de_Toros/details?fbclid=IwAR1E836HYHfWVPQDuZbDkZysZ8djFSIgneGHTA-4VBdqQdlcp1exols-pl4O

 

O texto da petição diz o seguinte:

 

Em 20 de Mar√ßo de 2019, depois da sua audi√™ncia geral, o Papa Francisco teve a aten√ß√£o especial de abordar o toureiro Juan Jos√© Padilla para o cumprimentar, o qual lhe contou sobre a sua profiss√£o. Apesar disso, o Papa Francisco n√£o se pronunciou sobre o facto de que a profiss√£o de Padilla √© torturar animais at√© √† morte e p√īr a sua vida em risco por dinheiro.

 

A sensibilidade da sociedade em rela√ß√£o √† viol√™ncia contra os animais est√° a aumentar, depois de a ci√™ncia ter demonstrado que os animais sentem dor e sofrimento. As touradas s√£o violentas, porque nelas todos os tipos de agress√Ķes s√£o exercidas sobre um animal inocente at√© o matar, afogado no seu pr√≥prio sangue, cravando-lhe uma espada (estoque) no t√≥rax. De toda a viol√™ncia contra os animais, aquela que √© exercida como meio de entretenimento, cercada de risos e aplausos, √© a mais deplor√°vel.

 

S√£o Francisco de Assis, de quem o actual Papa tomou o nome, ficaria horrorizado com a crueldade gratuita das touradas.

 

Por outro lado, o Papa S√£o Pio V emitiu em Novembro de 1567 uma Bula chamada De Salute Gregis Dominici que proibia as touradas sob pena de excomunh√£o. Embora tenha havido modifica√ß√Ķes subsequentes, a Bula permanece v√°lida e ainda est√° vigente e aplic√°vel aos crentes cat√≥licos.

 

Por meio desta petição exigimos que o Papa Francisco honre o nome que adoptou e a memória de São Francisco de Assis, assim como a mencionada Bula, com a condenação incondicional das touradas e de qualquer outra prática em que animais sejam maltratados, torturados e executados.

 

***

O mais estranho √© que o Papa Francisco, que adoptou o nome de¬†S√£o Francisco de Assis, o Santo Padroeiro dos Animais, disse-se contra os maus-tratos animais, na sua carta enc√≠clica - Carta Enc√≠clica Laudato Si¬ī (um dos documentos mais importantes da Igreja), e fez um apelo extraordin√°rio a cada um de n√≥s, cat√≥licos e n√£o-cat√≥licos.

 

Neste documento o Papa come√ßa por dizer que ¬ęa indiferen√ßa ou a crueldade com as outras criaturas deste mundo sempre acabam de alguma forma por repercutir-se no tratamento que reservamos aos outros seres humanos. O cora√ß√£o √© um s√≥, e a pr√≥pria mis√©ria que leva a maltratar um animal n√£o tarda a manifestar-se na rela√ß√£o com as outras pessoas¬Ľ.

 

(‚Ķ) ¬ę√Č contr√°rio √† dignidade humana fazer sofrer inutilmente os animais e dispor indiscriminadamente das suas vidas¬Ľ.

 

E termina a apelar a ¬ętodos os crist√£os a explicitar esta dimens√£o da sua convers√£o, permitindo que a for√ßa e a luz da gra√ßa recebida se estendam tamb√©m √† rela√ß√£o com as outras criaturas e com o mundo que os rodeia¬Ľ.

 

√Č, pois, de estranhar esta atitude do Papa Francisco, ao aben√ßoar um torturador e matador de Touros, sem lhe ter chamado a aten√ß√£o para a crueldade daquilo que ele faz na vida, que n√£o √© uma actividade digna de um ser humano, e muito menos uma profiss√£o.

 

Juan Padilla saiu do Vaticano crente, crente que o que faz é abençoado por DEUS.

 

O que ele não sabe é que o Papa não é Deus, e se representa Deus na Terra, ao abençoar um torturador das suas Criaturas mais indefesas, cometeu um grave erro, e ofendeu os católicos e o próprio Deus.

 

E eu, que no dia do Conclave, poucos minutos antes de aparecer o fumo branco, vaticinei o nome que o pr√≥ximo Papa haveria de tomar (disse alto para os que comigo seguiam o Conclave: ¬ęGostava que o pr√≥ximo Papa se chamasse Francisco, como S√£o Francisco de Assis, porque ainda n√£o h√° um Papa Francisco¬Ľ, e quando, naquela noite, ouvi o nome do novo Papa, fiquei paralisada (porque o meu vatic√≠nio cumpriu-se) e ao mesmo tempo feliz. EU, que at√© tinha muita admira√ß√£o por este Papa, pela coragem que tem tido de ‚Äúdesenterrar mortos‚ÄĚ, fiquei estupefacta e decepcionada com esta sua estranha atitude, de aben√ßoar algu√©m que ganha a¬† vida com uma pr√°tica cruel e sanguin√°ria.¬†

 

Não digo que não abençoasse o Padilla, afinal é um pobre pecador, que há-de prestar contas a Deus,  de toda a crueldade que já praticou na vida. Mas essa bênção deveria vir acompanhada do arrependimento dele, e da sua promessa de nunca mais torturar e matar uma criatura de Deus, para divertir gente sádica.

 

E isso n√£o aconteceu.

 

Isabel A. Ferreira

 

Link para a Carta Encíclica Laudate Si’

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:55

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Sexta-feira, 11 de Maio de 2018

Mais de quatro mil assinaturas contra as touradas nos Açores

 

COMUNICADO DO MCATA - Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores

 

AÇORES.jpg

¬†√Č deste modo bronco que os a√ßorianos¬† broncos se divertem...

 

O Movimento C√≠vico Abolicionista da Tauromaquia nos A√ßores (MCATA) condena o in√≠cio de outra √©poca de touradas √† corda na ilha Terceira e relembra que s√£o j√° mais de quatro mil as assinaturas que apoiam a peti√ß√£o ‚ÄúN√£o mais touradas, com ou sem corda, nem viol√™ncia contra os animais nos A√ßores‚ÄĚ dispon√≠vel na plataforma Change.org:

(https://www.change.org/p/assembleia-regional-dos-a%C3%A7ores-n%C3%A3o-mais-touradas-com-ou-sem-corda-nem-viol%C3%AAncia-contra-os-animais-nos-a%C3%A7ores).

 

Os assinantes protestam contra a inten√ß√£o do Governo Regional dos A√ßores de introduzir novas altera√ß√Ķes √† legisla√ß√£o que regulamenta a tourada √† corda (entretanto aprovadas na Assembleia Legislativa Regional em Mar√ßo), considerando que esta pr√°tica cruel e retr√≥grada, que nos envergonha como povo, deveria ser abolida, introduzindo definitivamente o progresso e a modernidade no √Ęmbito das nossas festividades populares.

 

As touradas à corda são responsáveis pela morte e pelo ferimento frequente de numerosos animais, que são abusados inutilmente, para mera diversão humana. São também a causa do ferimento e da morte de seres humanos, calculando-se em cerca de uma pessoa morta e 300 feridos, em média, anualmente. Além do referido, contribuem ainda para uma imagem negativa dos Açores junto de cidadãos nacionais e estrangeiros, que se sentem incomodados ao saber que na região que visitam os animais não são respeitados.

 

Embora haja quem pretenda associar as touradas √† corda a tradi√ß√Ķes religiosas, queremos relembrar aqui as recentes palavras do P√°roco dos Fenais da Luz, o Padre Ricardo Tavares: ‚ÄúA tourada √© uma pr√°tica anticrist√£, que j√° foi v√°rias vezes condenada pelos Papas. Inclusivamente a √ļltima enc√≠clica do t√£o aplaudido Papa Francisco, Laudato Si, condena os maus tratos sobre animais. A tourada √© uma pr√°tica s√°dica, na qual as pessoas se divertem √† custa do medo e do p√Ęnico do toiro, al√©m de ser uma actividade b√°rbara, anticivilizacional e dispendiosa, que queima verbas que podiam muito bem ser canalizadas para uma ac√ß√£o social ou at√© para o restauro da Igreja.‚ÄĚ

 

Infelizmente o Governo Regional e as autarquias da ilha Terceira são mais tradicionalistas que a própria Igreja Católica, e a sua ideia de progresso é manter para sempre associada às festividades populares do nosso povo uma tradição bárbara e violenta como são as touradas à corda.

 

Quantos mais feridos graves e mortos, quantos mais animais feridos e com os ossos partidos, quantos mais turistas envergonhados e constrangidos serão necessários para acabar com o apoio governamental a esta infame actividade própria de outra época?

 

Comunicado do

Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)

10/05/2018

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:43

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Segunda-feira, 30 de Outubro de 2017

MENSAGEM QUE APELA AO FIM DA TORTURA ANIMAL DIRIGIDA AO PAPA FRANCISCO

 

¬ęPapa Francisco acabe com a tortura animal Ingrid Ch√°varri exorta o Papa Francisco e a igreja cat√≥lica a p√īr em vigor a enc√≠clica de S√£o Pio v, "De Salutis Gregis Dominici", que pro√≠be a tauromaquia. Tamb√©m menciona a enc√≠clica "Laudato se", contra o abuso animal, escrita pelo Papa Francisco.¬Ľ

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publicado por Isabel A. Ferreira às 14:20

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Segunda-feira, 29 de Maio de 2017

Carta aberta de Rui Palmela ao Padre Vítor Feitor Pinto

 

A prop√≥sito de um texto que escrevi em 2012, sobre a muito ‚Äúfranciscana‚ÄĚ afici√≥n do padre V√≠tor Mel√≠cias, o Rui Palmela enviou-me um coment√°rio, onde partilha a Carta Aberta que dirigiu ao padre V√≠tor Feitor Pinto, porque isto de padres cat√≥licos e touradas, s√£o como unha e carne.

 

Nada sabem da criação do Deus que dizem representar, nem da obediência aos Papas, Pio V, Bento XVI entre outros, nem da Laudato Si’, Carta Encíclica do Papa Francisco, enfim, mas sabem de carnificina q.b.

 

Porque concordo com cada palavra do Rui Palmela, dou destaque à sua Carta e faço também minhas todas as palavras que escreveu…

√Č urgente que a igreja cat√≥lica se transforme em Igreja Cat√≥lica.

 

MEL√ćCIAS.jpg

Grande Corrida Caras, em 2 de Maio de 2010 na praça de Touros do campo pequeno, em Lisboa. Padre Victor Melícias (embaixador português junto da UNESCO).

 

Rui Palmela, deixou um coment√°rio ao post ¬ęAs touradas, o padre Mel√≠cias e a Assembleia da Rep√ļblica¬Ľ¬†√†s 00:21, 2017-05-25.

 

Coment√°rio:

 

Entrei casualmente no Blog e aplaudo tudo o que nele se escreve contra a Tauromaquia de que o padre Vítor Melícias é fervoroso aficionado apesar de se dizer "franciscano".

 

Gostaria de partilhar aqui também uma CARTA ABERTA que dirigi há algum tempo ao padre Vítor Feitor Pinto por causa de uma afirmação que ele fez um dia dizendo que "os animais não têm alma"... Em face disso escrevi-lhe uma carta que deixo aqui:

 

Caro sr. Padre V√≠tor Pinto: Confesso que sempre gostei de o ouvir como homem da Igreja cheio de grande lucidez e sensatez falando das quest√Ķes humanas cuja cultura n√£o questiono pela sua dimens√£o, por√©m surpreendeu-me bastante pela forma como se exprimiu em rela√ß√£o aos animais que tal como diz o G√©nesis da Cria√ß√£o s√£o criaturas de ‚Äúalmas viventes‚ÄĚ criadas por Deus que fazem na Terra o percurso de sua evolu√ß√£o.

 

O homem surgiria muito tempo depois para dominar sobre todas as esp√©cies e direi mesmo que muitos j√° perderam sua alma e se comportam hoje como 'zombies' sem cora√ß√£o que devoram at√© √†s entranhas seres viventes que confiam no homem, mas este se tornou pior que as bestas-feras que mata todos os dias milh√Ķes de animais que sofrem, mas como ‚Äún√£o t√™m alma‚ÄĚ s√£o vistos como ‚Äėcoisas‚Äô que vivem apenas para a nossa alimenta√ß√£o. √Č assim que pensa a maioria dos humanos e o sr. padre n√£o √© excep√ß√£o!

 

Agora entendo porque √© que muitas pessoas crentes em Deus desprezam e maltratam animais, inclusive com a b√™n√ß√£o da Igreja Cat√≥lica que n√£o reprova as touradas por exemplo, de que o Padre V√≠tor Mel√≠cias √© um grande aficionado apesar de se dizer ‚ÄúFranciscano‚ÄĚ. Creio que Francisco de Assis ficaria escandalizado com isso e mais ainda a ‚ÄúN¬™ Sr¬™ da Concei√ß√£o‚ÄĚ que v√™ horrorizada o que se passa em Barrancos por altura das festas em seu nome que culminam com a tortura e morte de toiros frente √† Capela, em plena pra√ßa p√ļblica, tudo feito em nome de uma 'tradi√ß√£o' que a Igreja aprova quando devia condenar esta situa√ß√£o. Mas, √© claro, como ‚Äúos animais n√£o t√™m alma‚ÄĚ (segundo a Igreja), ent√£o as pessoas pensam que eles n√£o sofrem como n√≥s e continuam a trat√°-los de forma cruel e nisso tem muita responsabilidade a pr√≥pria Religi√£o. Talvez por isso o Pregador Eclesiastes j√° dizia o seguinte: ...‚ÄĚ

 

¬ęO que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo tamb√©m sucede aos animais, como morre um, assim morre o outro. Todos t√™m o mesmo f√īlego (alma, pneuma, anima); e a vantagem dos filhos dos homens sobre os animais (a este respeito) n√£o √© nenhuma. Todos v√£o para um lugar, todos s√£o p√≥ (mat√©ria perec√≠vel) e ao p√≥ (√† terra) tornar√£o. Quem adverte que o f√īlego (alma) dos filhos dos homens sobe para cima (para os c√©us) e que o f√īlego (alma) dos animais desce para baixo da terra (ao inferius)?¬Ľ - Eclesiastes, cap. 3:19 a 21, da B√≠blia.

 

Portanto, caro senhor Padre V√≠tor Pinto, espero que cultive melhor a palavra de Deus e n√£o a sua que precisa ser mais repensada e cuidada para n√£o induzir em erro quem lhe pede esclarecimentos ou explica√ß√Ķes sobre coisas para as quais deveria estar melhor preparado e n√£o criar mais confus√Ķes. Os animais t√™m mesmo sua alma e sofrem como n√≥s e deveriam ser respeitados e n√£o torturados nem transformados em refei√ß√Ķes. √Č o que penso de minha alma e meu cora√ß√£o!

 

Com os meus cumprimentos,

 

 ***

Já agora, para completar este périplo pelos pecados da igreja católica no que diz respeito a esta matéria, podem consultar o texto abaixo referido, onde esta relação mórbida é abordada.

 

 

A Igreja Católica e a tourada

03 de Dezembro de 2012

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/201627.html

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:01

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Sexta-feira, 19 de Maio de 2017

PARA OS QUE SE DIZEM CAT√ďLICOS, BEIJAM A M√ÉO DO PAPA, V√ÉO A F√ĀTIMA, AJOELHAM-SE, ACENDEM VELAS E DEPOIS V√ÉO √ÄS TOURADAS‚Ķ

 

¬ę√Č melhor ser ateu do que cat√≥lico hip√≥crita¬Ľ

(Papa Francisco)

 

Um texto que dirijo aos governantes portugueses, que se dizem católicos, à igreja católica portuguesa e a todos os falsos católicos que apoiam e aplaudem e divertem-se com práticas cruéis contra seres vivos.

 

Leiam, pasmem e sigam o exemplo que vem de cima.

 

Agora não têm mais desculpas para dizerem que não sabiam.

 

PAPA FRANCISCO.jpg

Origem da foto: Internet

 

Não foi por acaso que o Papa Francisco adoptou o nome de São Francisco de Assis, o Poverello de Assis, que deixou a vida mundana para se dedicar aos mais pobres dos pobres e amar toda a Criação de Deus, considerando todas as criaturas irmãs suas.

 

A visão iluminada de São Francisco de Assis sobre a Mãe Natureza e a natureza do Homem influenciou a Filosofia da Renascença e todos os que, conscientemente, vivem como Seres Humanos e não como seres desumanos.

 

Inspirado nestes princ√≠pios franciscanos, o Papa Francisco, a 24 de Maio de 2015, publica a sua carta enc√≠clica Laudato Si‚Äô - Sobre o Cuidado da Casa Comum, na qual tece relevantes cr√≠ticas aos ‚Äúpoderosos‚ÄĚ, ao consumismo, ao ‚Äúprogresso‚ÄĚ irrespons√°vel, aos que se julgam superiores a todas as outras criaturas, e faz um apelo √† mudan√ßa e √† unifica√ß√£o global de ac√ß√Ķes que combatam a degrada√ß√£o ambiental, as altera√ß√Ķes clim√°ticas e a postura dos homens perante as criaturas de Deus.

 

Para mim, esta Encíclica, além de ser um hino à cominhão universal, contém algo extraordinário: apresenta uma oração, onde se roga a Deus pela mais pequenina das suas criaturas…

 

Para os que n√£o sabem (e devem ser aos milhares, porque na esmagadora maioria dos p√ļlpitos n√£o se fala disto) as Enc√≠clicas s√£o os documentos mais importantes emitidos pela Igreja Cat√≥lica, Apost√≥lica Romana, os quais actualizam a doutrina cat√≥lica atrav√©s do desenvolvimento de um tema da actualidade.

 

Eis as mais conhecidas Encíclicas, objecto de estudo, nomeadamente dos não-católicos:

 

"Rerum Novarum" (Papa Le√£o XIII) sobre a quest√£o oper√°ria; ‚ÄúMater et Magistra‚ÄĚ (Jo√£o XXIII), sobre a quest√£o social √† luz da doutrina crist√£; ‚ÄúPopulorum Progressio‚ÄĚ (Paulo VI), sobre a coopera√ß√£o entre os povos e os problemas dos pa√≠ses pobres; "Laborem Exercens" (Papa Jo√£o Paulo II) sobre o trabalho humano; "Fides et Ratio" (Papa Jo√£o Paulo II) sobre as rela√ß√Ķes entre f√© e raz√£o; "Deus Caritas est" (Bento XVI), sobre o Amor Crist√£o; "Caritas in Veritate" (Bento XVI), sobre o desenvolvimento humano na Caridade.

 

São Cartas dirigidas geralmente aos Patriarcas, Arcebispos, Bispos, Sacerdotes, Irmãos da Igreja, mas também aos fiéis; contudo, são os não-católicos que mais as lêem e conhecem.

 

Fa√ßa-se um inqu√©rito aos milhares que v√£o a F√°tima e veja-se quantos deles conhecem o conte√ļdo destas Enc√≠clicas.

 

Pergunte-se aos nossos governantes, que se dizem cat√≥licos, e aos padres de todas as par√≥quias portuguesas, se conhecem o conte√ļdo da Laudato Si‚Äô, do Papa Francisco.

 

Não conhecem, se conhecessem e fossem bons católicos, não se comportariam como se comportam: benzem-se com a mão direita e estendem a esquerda ao diabo.

 

E isto porque, a maioria dos governantes portugueses que se dizem católicos, os que se sentam nos Palácios de Belém e São Bento, e em palacetes de cerca de 40 municípios portugueses, e os que representam as várias dioceses e paróquias espalhadas pelo Continente e Ilhas, comportam-se como carrascos em relação às inocentes, inofensivas e indefesas criaturas de Deus, nossos irmãos planetários.

 

Abordarei aqui apenas a questão dos animais não humanos, incluída nesta Encíclica, porque essa tem sido a minha luta. Mas a Encíclica vai muito além desta questão. Centra-se Sobre o Cuidado da Casa Comum (a Terra) versando sobre os maus tratos que os homens dão ao Planeta, destruindo impiedosamente e irracionalmente o meio ambiente, a sua biodiversidade e as suas Criaturas.

 

Diz o Papa: ¬ęPor nossa causa, milhares de esp√©cies cessar√£o de dar gl√≥ria a Deus pelo simples facto de existirem, deixar√£o de levar a sua mensagem at√© n√≥s. N√£o temos esse direito. (‚Ķ). Quando se avalia o impacto ambiental de um projecto, normalmente (os ‚Äúpoderosos‚ÄĚ) preocupam-se com os efeitos sobre o solo, a √°gua e o ar, mas s√£o poucos os estudos cuidadosos feitos acerca do impacto sobre a biodiversidade, como se o preju√≠zo em rela√ß√£o a esp√©cies de plantas e animais fosse de pequena import√Ęncia. (‚Ķ) Como resultado, algumas esp√©cies enfrentam o risco de extin√ß√£o.

 

O Papa Francisco começa por justificar-se, na sua Laudato Si’:

 

S√£o Francisco de Assis

 

10. N√£o quero prosseguir esta enc√≠clica sem invocar um modelo belo e motivador. Tomei o seu nome por guia e inspira√ß√£o, no momento da minha elei√ß√£o para Bispo de Roma. Acho que Francisco √© o exemplo por excel√™ncia do cuidado pelo que √© fr√°gil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade. √Č o santo padroeiro de todos os que estudam e trabalham no campo da ecologia, amado tamb√©m por muitos que n√£o s√£o crist√£os. Manifestou uma aten√ß√£o particular pela cria√ß√£o de Deus e pelos mais pobres e abandonados. Amava e era amado pela sua alegria, a sua dedica√ß√£o generosa, o seu cora√ß√£o universal. Era um m√≠stico e um peregrino que vivia com simplicidade e numa maravilhosa harmonia com Deus, com os outros, com a natureza e consigo mesmo. Nele se nota at√© que ponto s√£o insepar√°veis a preocupa√ß√£o pela natureza, a justi√ßa para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior.

 

A reacção ao mundo que cercava Francisco de Assis foi muito além da avaliação intelectual ou do cálculo económico. Para ele, toda e qualquer criatura era sua irmã, com a qual estava unido por vínculos de um profundo afecto. O Papa Francisco também reflecte essa veneração por todos os seres vivos, afinal, todos fazem parte da mesma criação divina.

 

Eis alguns excertos retirados da carta encíclica que pode ser lida neste link, na íntegra:

 

87. Quando nos damos conta do reflexo de Deus em tudo o que existe, o cora√ß√£o experimenta o desejo de adorar o Senhor por todas as suas criaturas e juntamente com elas, como se v√™ neste gracioso c√Ęntico de S√£o Francisco de Assis:

 

¬ęLouvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas, especialmente o meu senhor irm√£o sol, o qual faz o dia e por ele nos alumia. E ele √© belo e radiante com grande esplendor: de Ti, Alt√≠ssimo, nos d√° ele a imagem. Louvado sejas, meu Senhor, pela irm√£ lua e pelas estrelas, que no c√©u formaste claras, preciosas e belas. Louvado sejas, meu Senhor, pelo irm√£o vento pelo ar, pela nuvem, pelo sereno, e todo o tempo, com o qual, √†s tuas criaturas, d√°s o sustento. Louvado sejas, meu Senhor, pela irm√£ √°gua, que √© t√£o √ļtil e humilde, e preciosa e casta. Louvado sejas, meu Senhor, pelo irm√£o fogo, pelo qual iluminas a noite: ele √© belo e alegre, vigoroso e forte¬Ľ.[64]

 

89. As criaturas deste mundo n√£o podem ser consideradas um bem sem dono: ¬ęTodas s√£o tuas, √≥ Senhor, que amas a vida¬Ľ (Sab 11, 26). Isto gera a convic√ß√£o de que n√≥s e todos os seres do universo, sendo criados pelo mesmo Pai, estamos unidos por la√ßos invis√≠veis e formamos uma esp√©cie de fam√≠lia universal, uma comunh√£o sublime que nos impele a um respeito sagrado, amoroso e humilde. Quero lembrar que ¬ęDeus uniu-nos t√£o estreitamente ao mundo que nos rodeia, que a desertifica√ß√£o do solo √© como uma doen√ßa para cada um, e podemos lamentar a extin√ß√£o de uma esp√©cie como se fosse uma mutila√ß√£o¬Ľ.[67]

 

92. Al√©m disso, quando o cora√ß√£o est√° verdadeiramente aberto a uma comunh√£o universal, nada e ningu√©m fica exclu√≠do desta fraternidade. Portanto, √© verdade tamb√©m que a indiferen√ßa ou a crueldade com as outras criaturas deste mundo sempre acabam de alguma forma por repercutir-se no tratamento que reservamos aos outros seres humanos. O cora√ß√£o √© um s√≥, e a pr√≥pria mis√©ria que leva a maltratar um animal n√£o tarda a manifestar-se na rela√ß√£o com as outras pessoas. Todo o encarni√ßamento contra qualquer criatura ¬ę√© contr√°rio √† dignidade humana¬Ľ.[69] N√£o podemos considerar-nos grandes amantes da realidade, se exclu√≠mos dos nossos interesses alguma parte dela: ¬ęPaz, justi√ßa e conserva√ß√£o da cria√ß√£o s√£o tr√™s quest√Ķes absolutamente ligadas, que n√£o se poder√£o separar, tratando-as individualmente sob pena de cair novamente no reducionismo¬Ľ.

 

89. As criaturas deste mundo n√£o podem ser consideradas um bem sem dono: ¬ęTodas s√£o tuas, √≥ Senhor, que amas a vida¬Ľ (Sab 11, 26). Isto gera a convic√ß√£o de que n√≥s e todos os seres do universo, sendo criados pelo mesmo Pai, estamos unidos por la√ßos invis√≠veis e formamos uma esp√©cie de fam√≠lia universal, uma comunh√£o sublime que nos impele a um respeito sagrado, amoroso e humilde. Quero lembrar que ¬ęDeus uniu-nos t√£o estreitamente ao mundo que nos rodeia, que a desertifica√ß√£o do solo √© como uma doen√ßa para cada um, e podemos lamentar a extin√ß√£o de uma esp√©cie como se fosse uma mutila√ß√£o¬Ľ.[67]

 

246. Depois desta longa reflex√£o, jubilosa e ao mesmo tempo dram√°tica, proponho duas ora√ß√Ķes: uma que podemos partilhar todos quantos acreditam num Deus Criador Omnipotente, e outra pedindo que n√≥s, crist√£os, saibamos assumir os compromissos para com a cria√ß√£o que o Evangelho de Jesus nos prop√Ķe.

 

Oração pela nossa terra

 

Deus Omnipotente, que estais presente em todo o universo e na mais pequenina das vossas criaturas, V√≥s que envolveis com a vossa ternura tudo o que existe, derramai em n√≥s a for√ßa do vosso amor para cuidarmos da vida e da beleza. Inundai-nos de paz, para que vivamos como irm√£os e irm√£s sem prejudicar ningu√©m. √ď Deus dos pobres, ajudai-nos a resgatar os abandonados e esquecidos desta terra que valem tanto aos vossos olhos. Curai a nossa vida, para que protejamos o mundo e n√£o o depredemos, para que semeemos beleza e n√£o polui√ß√£o nem destrui√ß√£o. Tocai os cora√ß√Ķes daqueles que buscam apenas benef√≠cios √† custa dos pobres e da terra. Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa, a contemplar com encanto, a reconhecer que estamos profundamente unidos com todas as criaturas no nosso caminho para a vossa luz infinita. Obrigado porque estais connosco todos os dias. Sustentai-nos, por favor, na nossa luta pela justi√ßa, o amor e a paz.

 

Oração cristã com a criação

 

Nós Vos louvamos, Pai, com todas as vossas criaturas, que saíram da vossa mão poderosa. São vossas e estão repletas da vossa presença e da vossa ternura. Louvado sejais!

 

Filho de Deus, Jesus, por Vós foram criadas todas as coisas. Fostes formado no seio materno de Maria, fizestes-Vos parte desta terra, e contemplastes este mundo com olhos humanos. Hoje estais vivo em cada criatura com a vossa glória de ressuscitado. Louvado sejais!

 

Esp√≠rito Santo, que, com a vossa luz, guiais este mundo para o amor do Pai e acompanhais o gemido da cria√ß√£o, V√≥s viveis tamb√©m nos nossos cora√ß√Ķes a fim de nos impelir para o bem. Louvado sejais!

 

Senhor Deus, Uno e Trino, comunidade estupenda de amor infinito, ensinai-nos a contemplar-Vos na beleza do universo, onde tudo nos fala de Vós. Despertai o nosso louvor e a nossa gratidão por cada ser que criastes. Dai-nos a graça de nos sentirmos intimamente unidos a tudo o que existe. Deus de amor, mostrai-nos o nosso lugar neste mundo como instrumentos do vosso carinho por todos os seres desta terra, porque nem um deles sequer é esquecido por Vós. Iluminai os donos do poder e do dinheiro para que não caiam no pecado da indiferença, amem o bem comum, promovam os fracos, e cuidem deste mundo que habitamos. Os pobres e a terra estão bradando: Senhor, tomai-nos sob o vosso poder e a vossa luz, para proteger cada vida, para preparar um futuro melhor, para que venha o vosso Reino de justiça, paz, amor e beleza. Louvado sejais! Àmem.

 

Dado em Roma, junto de S√£o Pedro, no dia 24 de Maio ‚Äď Solenidade de Pentecostes ‚Äď de 2015, terceiro ano do meu Pontificado.

Franciscus

 

***

Independentemente de se ser católico ou não-católico, agnóstico ou simplesmente NADA, todos os que sabem ler e não sofrem daquela moderna peste negra chamada iliteracia, devem ler e meditar na mensagem profundamente humanista desta

 

CARTA ENC√ćCLICA LAUDATO SI‚Äô

SOBRE O CUIDADO DA CASA COMUM

 

que pode e deve ser lida, na íntegra, neste link, para saberem o que andam a fazer neste mundo e para não morrerem ignorantes...

 

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:24

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