Segunda-feira, 28 de Setembro de 2015

EM PORTUGAL ESCREVE-SE E PRONUNCIA-SE MAL A LÍNGUA PORTUGUESA

 

Com a exigência ilegal da aplicação do acordo ortográfico 1990 (que não chega a ser acordo, porque existe um enorme desacordo entre os países da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) os portugueses submissos (aos quais falta Cultura Crítica) ou os mais “distraídos” escrevem mal e pronunciam mal as palavras “acordizadas”.

 

É o descalabro total.

 

1002378_1102623253096017_7289050853584099135_n[1].

Origem da foto: https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90?fref=ts

 

"Os efeitos deste Acordo, dito de unificação ortográfica — na realidade, de aproximação ortográfica —, são os que estão previstos do ponto de vista da grafia, porque não há consequências em termos de pronúncia, (…). Nenhum português, por cair uma consoante, vai deixar de dizer «contracetivo», abrindo a vogal e, para dizer «contracetivo», fechando a vogal e.

 

Nenhum português deixará de o fazer. É um manifesto exagero, é um empolamento de uma realidade que o Acordo não consente!”

 

(LUÍS FAZENDA, Diário da Assembleia da República, I Série – n.º 85, X Legislatura, 3.ª sessão legislativa, 17 de Maio de 2008, pg. 28; aquando da aprovação parlamentar do 2.º Protocolo Modificativo ao AO90) (Ivo Miguel Barroso)

 

in https://www.facebook.com/groups/acordoortograficocidadaoscontraao90/643311112439015/?notif_t=like

 

***

Pois o que há a dizer sobre este assunto, é que quem, por desconhecimento da Etimologia (parte da gramática que estuda a história ou origem das palavras e da explicação do significado das mesmas, através dos seus elementos (morfemas), que fazem parte do Léxico Português, e que devia se matéria de estudo obrigatório nas escolas), e escreve deste modo incorrecto, de acordo com o acordo ortográfico 1990:

 

“contracEtivo” , “aspEtos”, “dirEtor”, “arquitEto”, “Ativo”, “Ator”, “sEtor”, “fAtor”, “corrEto”, "Ação", “lEtivo” ,“selEção”   e outras calinadas que tais…

 

não deve, não pode pronunciar as mesmas com o E ou o A abertos, sob pena de estarem a proferir monumentais disparates.

 

Daí que, é urgente, prioritário e da lucidez acabar-se de vez com este despautério do AO/1990, que os Portugueses, os Brasileiros, os Angolanos e os Moçambicanos instruídos e cultos rejeitam.

 

Então por que motivo, a não ser por negociatas obscuras (uma vez mais o interesse económico a sobrepor-se ao senso comum) o governo português teima porque teima em impor esta mixórdia ortográfica, com a agravante de ameaçar penalizar quem não “obedecer”?

 

Baseado em quê?

 

De que tempo virá essa apetência pelas “ameaças?”

 

Não saberão os políticos portugueses, que qualquer Português poderá recusar-se a utilizar este acordo, inclusive nas escolas, nas repartições públicas, seja lá onde for… sem ser penalizado?

 

Era só o que faltava!

 

E quem argumenta que a aplicação deste abortortográfico facilita às crianças a aprendizagem da Língua, suprimindo os "p", e os "c", quererá dizer que as crianças dos tempos aCtuais serão mais ESTÚPIDAS do que as crianças dos tempos passados?

 

Todos nós estudámos a Língua Portuguesa como deve ser estudada.

 

Esta argumentação pretende diminuir as capacidades inteleCtuais das nossas crianças, passando-lhes um atestado de estúpidas, algo que elas, de todo, não merecem.

 

Se não respeitam a Língua Portuguesa, respeitem ao menos as crianças portuguesas, que estão a ser vítimas de um atentado linguístico e a caminho de serem os analfabetos do futuro.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:04

link do post | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 26 de Junho de 2015

O REGRESSO AO NINHO DOS PÉRFIDOS

 

Tudo o que é belo é efémero.

A minha fuga até ao paraíso foi efémera também.

 

Estou de regresso ao ninho dos pérfidos.

 

E quanto isto me custa!

 

Porém, o grito angustiante da Natureza é mais forte, e vem na ponta daquele vento que me arrasta para o olho do furacão.

 

NINHO.jpg

 

Regresso ao ninho dos hipócritas, dos traidores, dos incultos, dos brutos, dos que nasceram sem alma, sem senso, sem sensibilidade.

 

E os seres indefesos (humanos e não humanos), que caem nas mãos destes pérfidos, clamam desesperadamente por defesa, e eu, que não sou indiferente aos gritos do sofrimento do outro, não tenho outra alternativa senão continuar a lutar contra mentes aberrantes, com as únicas armas que possuo: as palavras. Nuas e cruas e cortantes como o fio da navalha.

 

É preciso dizer que não estamos a lidar com gente normal.

 

Não estamos a lidar com gente que sabe ouvir e entender as palavras benévolas e o saber dos sábios (não o meu, que é ínfimo), logo à primeira.

 

E isto acontece a muitos níveis: ao da política, da governação, da justiça, da educação, da cultura, da moral, da crença.

 

Aos que podem e mandam no nosso pobre e fracassado País, falta-lhes a capacidade de discernir entre o bem e o mal. Entre o bom e o mau. Entre o belo e o feio.

 

O que acontece é o mesmo que aconteceria se me deslocasse a um manicómio para “pregar” racionalidade aos perturbados mentais lá  internados.

 

Eles ficam a olhar, de olhos esbugalhados e a boca escancarada, e nada percebem do que se diz. Acham que os doentes mentais somos nós, e não são capazes de raciocinar, de observar, de apreender, de compreender, de aprender, de sentir, de ver com olhos de ver, de integrar-se no tempo que corre, e deixar o passado que já passou, enfim, são incapazes de evoluir, porque já nasceram datados.

 

E isto é bastante frustrante, para quem sente o apelo do grito dos que sofrem às mãos destas mentes formatadas, envoltas nas trevas primordiais, onde nunca se fez luz, e por mais informação que se derrame sobre essas mentes obscuras, jamais conseguiremos arrancá-los do torpor da ignorância, simplesmente porque se recusam a evoluir.

 

Além disso, nenhum perturbado mental se apercebe de que tem uma incapacidade intelectual que o impede de percepcionar (conhecer através dos sentidos) o mundo que o rodeia.

 

A alienação é total.

 

E é com este tipo de criaturas mentalmente cegas que lidamos. É contra esta ultrapassada espécie  de animais humanos que lutamos.

 

Por isso, a estratégia não pode ser “gritar” a nossa razão, porque eles nunca a entenderão. Nem sequer sabem o que isso é. Mas também não fazem qualquer esforço para perceberem.

 

A única via é a marginalização, é colocá-los à “borda do prato”, é fazê-los “sentir” que não são desejados numa sociedade humana, onde a Vida, qualquer vida, é única e inviolável.

 

A única forma de combater essas criaturas das trevas é repetir-lhes até à exaustão o quanto são inúteis, asquerosas, feias, más, cruéis, repulsivas, e que não têm lugar no mundo contemporâneo se não estão dispostas a evoluir.

 

Pertencem ao tempo dos mortos. Cheiram a matéria putrefacta.

 

Nada mais fere tão profundamente uma criatura irracional do que a rejeição, total e implacável.

 

Deixá-la a um canto, a babar a sua irracionalidade, sem o calor que se desprende da verdadeira humanidade, é o caminho.

 

Os poderosos, os políticos, os governantes, os que mandam e são cegos e surdos, nada vêem e nada ouvem a não ser o eco do vazio que existe neles próprios, e aí é que está a raiz do mal que é preciso arrancar, custe o que custar.

 

E é por aí que irei.

 

Chega de ser razoável com a irracionalidade optativa dos pérfidos.

 

E se alguém quiser acompanhar-me… aqui deixo o meu apelo…

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:11

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2015

BEM-VINDOS A 2015

 

Com a esperança de que os governantes e dirigentes portugueses sintam o apelo do Bem, do Bom e do Belo

 

1461085_733020963378665_1760368714_n[2] BEMM-VINDO

 

Depois de um interregno que me levou a lugares imaginários, longe do rebuliço mundano, onde não encontro alimento para o espírito, sempre desassossegado, sempre ávido do Bem, do Belo e do Bom, regresso a este meu lugar de passagem para a inquietude do verde, para dar continuidade à minha luta contra as ignomínias que me esmagam a existência.

 

Certo dia, um sábio ancião, que sabia da vida e das coisas da vida, lançando-me um olhar que entrevia para além de mim, disse-me que eu era um ser do futuro e nunca encontraria a paz e a felicidade tão desejadas, uma vez que nascera precocemente num tempo que não era o meu.

 

Esta sentença, proferida na penumbra do átrio de um hotel, onde havia marcado um encontro com aquele desconhecido, que desejava conhecer-me pessoalmente, pois apenas me intuía através das crónicas e contos que então escrevia para um jornal (estava eu ainda no início de uma carreira sobre a qual não sabia se tinha futuro) desconcertou-me, perturbou-me, amedrontou-me, porque na realidade, aquele ancião que eu nem sabia que existia e que, em princípio, nada devia saber de mim, conhecia-me melhor do que eu jamais poderia imaginar, através apenas daquilo que eu escrevia.

 

Este episódio mudou, por completo, a minha vida.

 

Até então eu desconhecia o poder das palavras.

 

É certo que, desde muito jovem, habituara-me a escrever contos em Inglês, para o jornal de parede da Escola Inglesa que frequentava, e o meu professor considerava amazing aquelas minhas digressões pelo imaginário. Contudo, nunca projectei fazer da escrita uma profissão. Escrevia aqueles contos apenas para exercitar a Língua de Shakespeare.

 

Bem… tudo isto para dizer que aquele encontro com o ancião que sabia da vida e das coisas da vida, levou-me a compreender o poder das palavras, colocando-as ao serviço de causas justas, uma vez que aqueles que se consideram superiores aos outros seres vivos que connosco partilham o mesmo Planeta e que a ele chegaram muito antes dos hominídeos que vieram dar origem ao presunçoso Homo Sapiens Sapiens, demonstram uma descomunal incapacidade, como mais nenhum outro ser demonstra, para gerir o normal fluir da existência dentro de parâmetros racionais e lógicos, obrigando os que vêem para além do visível a uma permanente luta para fazer valer os direitos mais óbvios e naturais de tudo e de todos os que se movem debaixo do Sol.

 

E naquele fim-de tarde, na penumbra do átrio de um hotel, depois de ouvir o ancião falar da força das palavras e de um futuro ao qual pertenço, decidi fazer delas a minha arma e colocá-las ao serviço dos menos privilegiados, dos que não têm voz para se defenderem, dos que são esmagados pela ignorância dos que deveriam ser sábios, dos indefesos que caem nas mãos de cobardes, pertençam à espécie humana ou a qualquer outra espécie.

 

No dia 31 de Dezembro de 2014 ficou concluída (com enorme sucesso) a primeira etapa da luta contra os algozes que mantém Touros e Cavalos fora do Reino Animal, para que duas dezenas de famílias portuguesas usufruam de privilégios que ninguém mais usufrui em Portugal.

 

Bem-vindos ao ano de 2105, ano em que terá início a segunda etapa do plano que conduzirá à Abolição da Tauromaquia.

 

A fonte de inspiração será Voltaire, um Homem que com uma só frase podia aniquilar um político, um Homem que transformou a sua época na Era da Razão.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:01

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 3 de Abril de 2014

PUDESSE TAMBÉM EU…

(Faço minhas, completamente minhas, as palavras de José Saramago)

 

Hoje, os ignorantes só são ignorantes, por opção.

 

Porque informação não falta.

 

 

Por José Saramago

 

Pudesse eu, e fecharia todos os zoológicos do mundo.

 

Pudesse eu, e proibiria a utilização de animais nos espectáculos de circo.

 

Não devo ser o único a pensar assim, mas arrisco o protesto, a indignação, a ira da maioria a quem encanta ver animais atrás de grades ou em espaços onde mal podem mover-se como lhes pede a sua natureza.

 

Isto no que toca aos zoológicos.

 

Mais deprimentes do que esses parques, só os espectáculos de circo que conseguem a proeza de tornar ridículos os patéticos cães vestidos de saias, as focas a bater palmas com as barbatanas, os cavalos empenachados, os macacos de bicicleta, os leões saltando arcos, as mulas treinadas para perseguir figurantes vestidos de preto, os elefantes mal equilibrados em esferas de metal móveis.

 

Que é divertido, as crianças adoram, dizem os pais, os quais, para completa educação dos seus rebentos, deveriam levá-los também às sessões de treino (ou de tortura?) suportadas até à agonia pelos pobres animais, vítimas inermes da crueldade humana.

 

Os pais também dizem que as visitas ao zoológico são altamente instrutivas.

 

Talvez o tivessem sido no passado, e ainda assim duvido, mas hoje, graças aos inúmeros documentários sobre a vida animal que as televisões passam a toda a hora, se é educação que se pretende, ela aí está à espera.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=429580073776682&set=np.60237884.100000123032483&type=1&theater&notif_t=notify_me

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014

RESPOSTA DA «SER ANIMAL» A ESTE ARTIGO DE “OPINIÃO” DE UM “DEPUTADO” AÇORIANO QUE DEVIA SER DEMITIDO DAS SUAS FUNÇÕES

 

Faço minhas as palavras da SER ANIMAL

 

 

 

«Um legislador deve ser neutro e ouvir ambos os lados de uma questão.

 

Não deve ser tendencioso e atacar, arrogantemente, quem luta por causas

que não sejam da sua estima.

 

Devia ser exonerado das suas funções na ALRA, porque não é isento para as desempenhar!!!

 

Envergonha-nos a todos e não é digno de ser pago com o dinheiro dos contribuintes, que lhe enviaram emails a demonstrar as suas preocupações e desagrado e, que são insultados desta maneira grosseira.

 

O que as pessoas fazem ou não com o seu tempo, não é da sua conta! É mais ao contrário, quem lhe paga o ordenado e as benesses todas SOMOS NÓS!

 

É o senhor que tem que nos prestar contas do seu tempo, não o contrário!

O senhor é uma vergonha para os Açores em geral e para a Ilha Terceira em particular!»

 

***

 

OPINIÃO DE RITA SILVA

 

O Deputado Artur Lima parece ainda não ter percebido que é pago para ser um representante do povo! S. Exa. não se pode dar ao luxo de se sentir incomodado com as opiniões e preocupações que este lhe expressa.

 

É que, até ver, os 60 mil euros que patrocinaram o III Fórum Mundial da Cultura Taurina saem das contas bancárias dessa mesma gente que lhe escreve e que tanto o indigna!  

 

in https://www.facebook.com/photo.php?fbid=593007867444566&set=a.488693297876024.1073741827.488691274542893&type=1&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:26

link do post | Comentar | Ver comentários (3) | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 7 de Maio de 2013

AS PALAVRAS SÃO UMA ARMA, PODEM FERIR MAIS DO QUE PUNHAIS

 

E no Arco de Almedina, aplicadas adequadamente às circunstâncias toscas da tauromaquia, INCOMODAM. E é esse o meu principal objectivo:

INCOMODAR E AGITAR AS CONSCIÊNCIAS ENTORPECIDAS

 

 

 

Esta imagem vale mais do que mil palavras, mas se utilizar as palavras terei de dizer que quem fez isto é um covarde psicopata tauricida com maus instintos.

 

 

Há gente que critica a linguagem directa que utilizo para dizer das coisas rastaqueras da tauromaquia.

 

Confundem OPINIÃO com FACTOS.

 

Não percebem o que está escrito nas linhas, muito menos o que vai nas entrelinhas (o mais importante).

 

Falar sobre a COVARDIA DA TAUROMAQUIA não é falar de opiniões. É falar de FACTOS, comprováveis pelas imagens degradantes que existem aos milhares, e falam mais do que mil palavras.

 

Opiniões, cada um tem as suas. Podemos concordar ou não com elas.

Já a TORTURA DE TOUROS E CAVALOS perpetrada por COVARDES foge ao âmbito das opiniões, porque ninguém tem o direito de torturar ninguém, e isto não é uma opinião, é um acto INDIGNO de seres humanos. Logo, quem o pratica será tudo menos humano, e tem de ser classificado com as palavras certas.

 

A forma correcta de lidar com a ESTUPIDEZ é chamá-la pelo próprio nome, ou seja, ESTUPIDEZ, para que quem lê compreenda o que se quer dizer. E mesmo assim, é uma desgraça. Impera por aqui uma iliteracia estarrecedora.

 

Agora vou usar um jargão de aficionado: quem não gosta do que lê neste Blog, não LEIA.

 

Não vou mudar a minha linguagem quanto a algo que envergonha a Humanidade, só porque os aficionados e meia dúzia de falsos moralistas não gostam.

 

Aprendi que as palavras são para ser utilizadas conforme as circunstâncias. Se elas existem no dicionário são para classificar atitudes desprezíveis e adjectivar criaturas que andam no mundo a atormentar seres que não têm culpa da psicopatia de que sofrem os seus carrascos (poderia dizer algozes, agressores, verdugos, carrasqueiras).

 

Uma vez que se incomodam tanto com a linguagem que utilizo, digam-me como se adjectiva um covarde (poderia dizer, medroso, poltrão, fraco); um torcionário (poderia dizer torturador); um psicopata (poderia dizer indivíduo clinicamente perverso com desvio comportamental); um sádico (poderia dizer cruel, depravado, mau, malvado); um bronco (poderia dizer, tosco, grosseiro, rude, obtuso); um bêbado (poderia dizer borrachão, ébrio); um tauricida (poderia dizer matador de touros) enfim… Digam-me como classificar toda esta gente que faz parte do mundo imundo e rasca (poderia dizer sujo, sebento, surrento, reles, ordinário) da tauromaquia, com palavras poéticas?  

 

Se não estavam habituados a esta linguagem sem papas na língua, paciência! Ela reflecte simplesmente a realidade da tauromaquia, que é assim mesmo. Não há outro modo de qualificá-la.

 

Já chega de DOURAR A PÍLULA.

 

Os que vêm a este Blog, já tiveram mil e uma oportunidades de aprender alguma coisa sobre este mundo medíocre (poderia dizer rasca, reles, ordinário) da tauromaquia, com textos que apenas denunciam as crueldades tauromáquicas, com provas científicas e vídeos que valem mais do que mil palavras.

 

Mas não aprenderam nada.

 

E já não há pachorra.

 

O pior ignorante é aquele que tendo oportunidade de deixar de ser ignorante, NÃO QUER.

 

As palavras são uma ARMA. Podem ferir mais do que punhais. Estamos numa “guerra” e é legítimo utilizá-las.

 

Dentro do dicionário, elas não servem para nada.

 

Aqui, aplicadas ADEQUADAMENTE às circunstâncias toscas da tauromaquia, INCOMODAM. E é esse o meu principal objectivo: INCOMODAR E AGITAR AS CONSCIÊNCIAS ENTORPECIDAS.

 

E está a resultar.

 

Por exemplo, os forcados não sabiam que eram grandes COVARDES.

 

Agora já sabem.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:46

link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013

A “BESTIÁRIA “ DA RTP

por Filomena Marta

 

A Rádio Televisão Portuguesa, por enquanto a televisão estatal e, portanto, de todos nós e paga por todos nós, dedicou carinhosamente tempo de antena, com direito a reportagem e tudo, à sua Montaria.

 

Não é que a RTP não nos tenha já habituado a estas coisas (infelizmente copiada por algumas televisões privadas), brindando-nos amiúde com belos espectáculos de tortura de touros, as também carinhosamente chamadas Touradas.

 

A estas chamam-lhe “espectáculo” e “arte” e “cultura”, à outra chamam-lhe “desporto”.

 

Olhem que belo “desporto”:

 

 

Uma anterior montaria da RTP

 

No meu velhinho dicionário, “desporto” significa “qualquer exercício que tem por fim o desenvolvimento físico; divertimento; desenfado; recreio”. Numa versão mais recente, a Texto Editora refere: “prática de exercícios próprios para desenvolver o vigor e a agilidade; processo de aperfeiçoamento físico e de educação do espírito; divertimento; recreação; folga; distracção”.

 

Ora como os senhores caçadores não andam propriamente a correr atrás dos pobres e incautos bichos, antes se resguardam à tocaia atirando à traição, nada aponta para o desenvolvimento do vigor e agilidade. De educação do espírito nem vale a pena falar. Resta-nos o “divertimento”, o que pode apontar para alguma preocupação quanto ao estado mental de umas criaturas que se juntam em tribo, comem um porco que compraram num supermercado, bebem uns copos, dizem umas bujardas e ficam muito contentes porque deram uns tiros contra uns quantos pobres seres vivos, que nenhum mal lhes fizeram e se limitavam a viver a sua vidinha. Depois, ficam ainda mais contentes quando colocam em fila os cadáveres de veados e javalis. Ah… mas é gente bondosa e caridosa! Porque os bichos assassinados são doados a instituições de caridade.

 

Pode ser só o meu mau-feitio, concedo, mas não consigo perceber como alguém se consegue “divertir” a matar outro ser vivo.

 

Pior ainda, não se trata de uma tribo pré-histórica que se junta antes do Inverno para caçar alimento, do qual a sua vida depende. Não se trata de um equilíbrio de forças mais ou menos adequado, porque não estamos a falar de perseguições com lanças e fundas.

 

Falamos de uns quantos burgessos de carabina ao ombro, escondidos atrás das árvores e a atirar contra animais que nem hipóteses têm de fugir, por serem alvejados à distância e à traição.

 

Eles bem podem chamar-lhe “montaria”, mas “bestiaria” é muito mais adequado, sem desprimor nem ofensa para as bestas propriamente ditas. É que, neste caso, a besta é o Homem.

 

O que me chateia um bocadito é o facto de eu (e todos nós) ter de pagar o ordenado ao “pessoal da RTP” para depois se andarem a “divertir” a matar uns bichos e, não contentes com isso, ainda me esfregarem o facto nas trombas numa bela peça de telejornal.»

 

in http://animasentiens.com/index.php?option=com_content&view=article&id=163%3Aa-bestiaria-da-rtp&catid=34%3Acronicas&Itemid=37&lang=pt

 

***

 

BOA FILOMENA MARTA, FAÇO MINHAS AS SUAS PALAVRAS.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:56

link do post | Comentar | Ver comentários (24) | Adicionar aos favoritos

Mais sobre mim

Pesquisar neste blog

 

Novembro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
15
16
17
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

Posts recentes

EM PORTUGAL ESCREVE-SE E ...

O REGRESSO AO NINHO DOS P...

BEM-VINDOS A 2015

PUDESSE TAMBÉM EU…

RESPOSTA DA «SER ANIMAL» ...

AS PALAVRAS SÃO UMA ARMA,...

A “BESTIÁRIA “ DA RTP

Arquivos

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Direitos

© Todos os direitos reservados Os textos publicados neste blogue têm © A autora agradece a todos os que os divulgarem que indiquem, por favor, a fonte e os links dos mesmos. Obrigada.
RSS

Acordo Ortográfico

Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

Comentários

Este Blogue aceita comentários de todas as pessoas, e os comentários serão publicados desde que seja claro que a pessoa que comentou interpretou correctamente o conteúdo da publicação. Serão eliminados os comentários que contenham linguagem ordinária e insultos, ou de conteúdo racista e xenófobo. Em resumo: comente com educação, atendendo ao conteúdo da publicação, para que o seu comentário seja mantido.

Contacto

isabelferreira@net.sapo.pt