Segunda-feira, 9 de Novembro de 2015

SENCIÊNCIA

 

SENCIÊNCIA.jpg

 Por  Mel Colaço   

«Estou disposto a acreditar que sempre que o cérebro começa a gerar sentimentos primordiais - e isso poderá acontecer bastante cedo na história evolutiva - os organismos tornam-se sencientes numa forma primitiva (1). A partir desse momento, poderá vir a desenvolver-se um processo de um eu organizado [organized self] que se acrescenta à mente, garantindo assim o início de mentes conscientes mais complexas. Os répteis, por exemplo, merecem essa distinção, as aves ainda mais, e para os mamíferos não há qualquer dúvida. A maioria das espécies cujo cérebro dá origem a um eu [self] fá-lo a um nível nuclear. Os humanos possuem tanto um eu nuclear como um eu autobiográfico. Há uma série de mamíferos que provavelmente também têm ambos, como os lobos, os nossos primos símios, os mamíferos marinhos, os elefantes, os felídeos e, claro está, aquela espécie especial chamada cão doméstico

 

António Damásio. O Livro da Consciência. Lisboa: Temas e Debates. 2010, 45 [Self Comes to Mind.Constructing the Conscious Brain. London: William Heinemann. 2010, 26].

 

SENCIÊNCIA1.png

 

1. Possuir uma senciência primitiva significa que o organismo vivo tem capacidade de experienciar dor, nem que seja minimamente, pelo que os animais desprovidos de uma consciência mais complexa, como a consciência de si, continuam com propriedades despoletadoras de sensações como o sofrimento. Em suma, a capacidade de sentir está desconectada da capacidade de ser consciente de si: se existisse essa ligação [de que um ser senciente só é-o se for consciente de si], afirmar-se-ia que um bebé, por não ter sentimento de si, estaria desprovido de senciência - e todos sabemos que a falta dessa consciência de si não é um argumento válido para cometer qualquer tipo de tortura ou mau trato ao bebé, visto que tem-se conhecimento da capacidade deste sofrer com essas acções.

O mesmo se aplica a animais cujo cérebro não tenha evoluído o suficiente para tomar posse de uma mente consciente mais completa, desde animais marinhos não-mamíferos a insectos. De facto, estes animais não têm a consciência de um eu mas são capazes de experimentar sensações básicas - regra geral, a dor. Portanto, nós, enquanto seres humanos que conhecemos e reconhecemos o que estamos a fazer, devemos respeitar ao máximo todos os animais, sejam eles grandes ou pequenos, complexos ou simples, e ensinar às gerações futuras, que ainda estão a crescer e a desenvolver uma consciência de si, a respeitá-los também.

 

Leia outros artigos sobre a senciência dos animais mais "simples" aqui, aqui e aqui.

Fonte:

http://grito-silenciado.blogspot.pt/2015/11/senciencia.html?showComment=1447061952406#c603447540416568513

 

***

Qualquer animal, apenas porque é um ser vivo, tem vida, vive, sente essa vida, e, para ele, essa vida é tão importante como a minha vida é para mim.

 

Para exigir que respeitem a minha vida, terei forçosamente de respeitar a vida de todos os seres vivos que comigo partilham o Planeta.

 

Dizem-me: então e as pulgas, os piolhos, as bactérias, os vírus...?

 

Meus amigos, esses não respeitam a minha vida, e a única situação em que considero válido desrespeitar a vida do outro é em legítima defesa da minha própria vida.

 

Seria capaz de matar um meu semelhante antes que ele me matasse a mim ou aos meus. E apenas nessas circunstâncias, de autodefesa, matar seria válido.

Ou não?

(I. A. F.)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:16

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Quarta-feira, 29 de Maio de 2013

STOP VIVISSECÇÃO – INICIATIVA EUROPEIA DE CIDADÃOS GRUPO DE PORTUGAL

 

A vivissecção é o acto bárbaro de dissecar um animal vivo com o propósito de realizar estudos de natureza anatomo-fisiológica. No seu sentido mais genérico, define-se como uma intervenção invasiva num organismo vivo, com motivações científico-pedagógicas.

 

 

Na terminologia dos defensores de animais, é generalizada como uso de animais vivos em testes laboratoriais (testes de drogas, cosméticos, produtos de limpeza e higiene), práticas médicas (treinamento cirúrgico, transplante de órgãos), experimentos na área de psicologia (privação materna, indução de stresse), experimentos armamentistas/militares (testes de armas químicas), testes de toxicidade alcoólica e tabaco, dissecação, e muitos outros.

 

Esta técnica é utilizada em experimentação animal, apesar de ter vindo a ser, gradualmente, substituída por técnicas alternativas não-invasivas. Leis estão também a ser editadas a fim de que sejam preservados os Direitos dos Animais, proclamados em Assembleia da UNESCO, em Bruxelas, no dia 27 de Janeiro de 1978.

 

Agradecemos a todos que colaborem nesta campanha e assinem o documento para que possamos ajudar a pôr fim a este massacre inútil e desumano, até porque existem alternativas.

 

O tempo de actos brutais já passou há muito.

 

Hoje exigimos EVOLUÇÃO.

 

Os animais sacrificados barbaramente agradecem.

 

 

A iniciativa STOP VIVISECTION oferece aos cidadãos a possibilidade de exprimirem o seu desacordo em relação às experiências com animais e de exigir da União Europeia um procedimento científico avançado, que proteja a saúde dos seres humanos e ao mesmo tempo os direitos dos animais.

Graças à iniciativa de cidadania europeia, com 1 milhão de assinaturas os cidadãos europeus podem tomar parte na definição de políticas da União Europeia.

 

Nos cidadãos europeus fazemos um apelo à Comissão Europeia com o fim de revogar a Directiva 2010/63/EU ("relativa à protecção dos animais utilizados para fins científicos”) apresentando uma nova proposta de directiva destinada a pôr um fim definitivo à experimentação animal e a tornar obrigatória, para a investigação biomédica e toxicológica, a utilização de dados específicos para a espécie humana.

 

(Abram este link e participem neste acto humano)

 

http://www.stopvivisection.eu/pt-pt

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:43

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