Quinta-feira, 15 de Outubro de 2015

TOURADAS: O QUE É DO SENSO COMUM E DA RACIONALIDADE

 

 

O povo português só tem de suportar governantes aficionados de touradas se não puder correr com eles…

 

Mas como queremos e podemos, avancemos!

 

O que se segue é uma compilação do que o senso comum diz sobre a irracionalidade tauromáquica, e que corre nas redes sociais

 

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Pois … mas o óbvio é apenas óbvio para as mentes evoluídas… As outras, nem repetindo mil vezes, conseguem lá chegar…

É o caso dos governantes que, não tendo capacidade para entender o óbvio, insistem em políticas retrógradas e anticivilizacionais.

 

«Já mais do que uma vez me cruzei com a evidente incapacidade de o mundo da tauromaquia encaixar a mais leve crítica, partindo não raras vezes os seus protagonistas para a mais rasteira reacção: a de nos "mimar" com a mais ordinária linguagem, e achar que nos insultam.

 

 

Curiosamente, os forcados, que eram tidos como os “valentões” da função tauromáquica, do desfile da brutalidade sanguinária (vulgo tourada), na verdade, chegou-se à conclusão de que são uns grandes cobardes, porquanto são eles que, no final, atacam um Touro já moribundo, enfraquecido, a sangrar, despedaçado por dentro e por fora, num sofrimento atroz. E veja-se o que os cobardes lhe fazem:

 

 

E leiam o que os estrangeiros dizem a este respeito:

 

Ban Bloodsports (O nome do grupo significa Banir desportos sanguinários)

 

One of the bulls tormented and tortured live on Portuguese TV - 4th September 2015. The animal gasps for breath and bleeds from wounds inflicted on his back. Witness the plight of the bulls live at:

Um dos touros atormentados e torturados ao vivo na televisão portuguesa – em 4 de Setembro de 2015. Os gemidos do animal para respirar, e o sangue que escorre das feridas que lhe foram infligidas no lombo. Testemunhe-se o sofrimento dos touros ao vivo em:

http://www.rtp.pt/play/direto/rtp1

 

 

Shame on the Portuguese Government for allowing this barbarity to continue.

 

Quanta vergonha para o governo português por permitir que esta barbárie continue.

 

I am ashamed of  portuguese government.

I am a Portuguese citizen, and I fight against this barbarity, with all my heart and soul.

 

But the Portuguese government is blind and subservient to the bullfighting lobby, which buys everything and everyone with grants from the European Union and with the public money they receive from the Portuguese government.

 

And while the European Union did not put an end to this grant, the bullfighting will continue.

 

All EU countries must say NO to this shameful help, so that bullfighting can finish once and for all.

 

Without the financial help that the EU gives to bullfighting, this will have no chance to survive.

 

Our hope is that the EU stop giving financial aid to bullfighting. (Isabel A. Ferreira)

 

***

É normal que, quem gosta desta carnificina ou a pratique, seja ele próprio violento com o seu semelhante... Freud explica este desvio comportamental.

 

É “gente” desta que é condecorada por Cavaco Silva e António Costa, e aplaudida por Paulo Portas, Marcelo Rebelo de Sousa, Gabriela Canavilhas, Elísio Summavielle, Passos Coelho, e tantos outros governantes aficionados, que são a nossa vergonha.

 

É como diz um amigo meu:

 

«As condecorações portuguesas não têm qualquer valor, eu já o tenho dito várias vezes. Condecora-se um qualquer desconhecido, para tal, basta ter um amigo influente, e então temos: fadisteiros que não são conhecidos para lá das fronteiras, o autor de um libreco sobre um assunto fútil (e disto temos conhecimento), um conjunto de música de abanar o capacete, que ensaiava numa cave e mal tinha vindo a público, já estava a ser condecorado (isto por influência de um amigo, segundo um membro do conjunto).Tudo isto e muito mais, explica a banalidade em que caíram as condecorações portuguesas.»

 

***

Festivais de Verão e Touradas

 

Outro dia, quando eu andava a responder em Tribunal a um processo-crime por ter defendido os Direitos dos Animais Humanos (crianças) e Não Humanos (bezerros) de predadores tauromáquicos, utilizando as palavras correctas, para esse tipo de situação, disseram-me o seguinte:

 

«Amiga, estás a lidar com lóbis poderosos, sinistros, incultos e infelizmente arreigados em tradições de muitas regiões do nosso país, incluindo aqui na minha ilha Terceira. O país está em decadência económica e ética e só com cultura e humanismo atingiremos outros patamares de desenvolvimento. Estou muito pessimista. Isso vai levar gerações..

 

Não, não levará mais do que a actual geração decadente que está a afundar-se de dia para dia, cada vez mais.

 

Se observarmos bem, às touradas assistem sempre os mesmos, e apenas aqueles que vivem à custa da tortura animal: ganadeiros e tauricidas, mais as respectivas famílias, e um ou outro marialva e betinhos e betinhas do século passado que, por terem nascido e sido criados entre a violência e crueldade, têm a tauromaquia impregnada na pele, como uma doença incurável.

 

Em contrapartida, os nossos jovens, milhares deles, preferem os Festivais de Música de Verão…

 

Haja esperança!

 

***

Os verdadeiros activistas procedem assim:

 

«Enviei e-mail para esta J. F. e publiquei na página deles, o seguinte: São as autarquias que mais têm contribuído para a manutenção da barbárie contra seres sencientes como são os touros !! A permissão por parte dos autarcas da realização de touradas nos espaços por eles geridos e a atribuição de subsídios a esta vergonhosa actividade, com dinheiros públicos (só em 2012 foram 9 milhões de Euros !!!), apenas representa não só uma condenável sujeição ao lobby tauromáquico como uma falta de sensibilidade para com o sofrimento de animais o que é ainda mais vergonhoso e desumano !! Gandhi disse: "O carácter de um povo revela-se pela forma como trata os seus animais". O carácter de quem promove e/ou autoriza espectáculos como touradas (caso da J. F. de Frejim), leva-me a que nunca visite esse local e desaconselhe todos os meus conhecimentos a visitar-vos!!!» (Carlos Ricardo)

 

***

A propósito da Ordem dos Médicos Veterinários nada fazer em defesa dos bovinos trucidados futilmente pelos carrascos tauricidas:

 

«As Ordens não são mais do que resquícios do sistema corporativo que a liberdade do 25 de Abril de 1974 não conseguiu abolir! De estrutura e enquadramento jurídico duvidoso, se considerarmos que vivemos num país que se quer livre de controlo de exclusividade da profissão, só servem para perpetuar privilégios afrontando quem ouse invadir a esfera da sua competência! A Ordem dos Veterinários tem como missão apenas proceder à inscrição dos profissionais de veterinária, esquecendo que a profissão destes deveria ser mais nobre, consistindo em ajudar a salvar os animais e não apenas torná-los prisioneiros do mercenarismo! A Bastonária não serve simplesmente porque não ajuda nem deixa ajudar os animais! É caso para se dizer: não faz, nem deixa fazer!» (Paulo Serrão)

 

***

Bos Tauros dá uma lição ao homo stupidus, que não pertence propriamente à espécie humana.

 

 

***

Nem tudo o que reluz é ouro

 

Fui caluniadíssima no Google, como PORTUGUESA, por um espanhol que se diz NOBRE e AFICIONADO.

 

O que em nada me afectou, obviamente. Mas é só para dizer que até os espanhóis, que têm tantos telhados de vidro no que respeita à tortura de Touros, arrasam o Portugal pequenino...

O que dirão então os povos mais civilizados!

 

***

A propósito do meu hábito de responder aos aficionados terceirenses:

 

Responder a essa “gentinha” é mostrar-lhe um outro modo de ver o mundo. Eles estão tão espartilhados e atados naquele mundinho deles, naquela ilha rodeada de ignorância por todos os lados, que temos o dever de lhes mostrar que o mundo evoluiu e eles ficaram para trás.

 

Eu sigo algo que aprendi com George Orwell: «Caímos tão fundo que atrever-se a proclamar aquilo que é óbvio, transformou-se no dever de todo o ser inteligente».

 

Concordo em absoluto com o que diz Orwell.

 

***

Uma miscelânea de ideias:

 

*** Quando o mundo estiver livre das touradas, Portugal ainda as praticará, porque com os governantes que temos... a EVOLUÇÃO está comprometida.

 

*** Os animais humanos irracionais divertem-se a torturar animais não humanos racionais.

 

*** É da qualidade de seres inferiores brincar aos broncos com animais indefesos.

 

*** «Esta canalha devia ser esterilizada, para não deixar descendência..».

 

***A esta gente (não querendo ofender as pessoas normais) dá-se o nome de "projecto que não deu certo".

 

***É assim ............ que Deus os mantenha longe da minha família e dos meus animais.

 

***«Dirigir a palavra a esta chungaria demente, é uma perda de tempo. São ervas daninhas que em nada dignificam a espécie humana. São de um baixo nível cultural, de um primitivismo assustador. Como é possível haver gente tão ordinária, tão cobarde, tão reles. Quem serão os pais destes anormais? De que buraco saiu esta gentinha?» (estas palavras são da minha amiga Judite)

 

***

Aos aficionados que andam sempre a falar em democracia:

 

Sabem lá eles o que é Democracia!

 

Nós vivemos numa democraciazinha disfarçada de ditadura nazista, um regime onde os energúmenos se divertiam a torturar seres vivos.

 

*** Esta é a horrenda supremacia humana que escraviza, aprisiona e tortura os restantes seres vivos.

 

*** Isto nem devia estar a acontecer, porque está mais do que provado, desde Darwin, que animais somos todos nós: os que se dizem humanos e os ditos não-humanos. Então porque tratá-los como "coisas"?

 

***

Sobre a ignorância:

 

No mundo ainda existe uma senhora chamada Ignorância, que é tão velha, tão velha, que já lhe perdemos a conta dos anos, mas infelizmente ainda vive, hoje, época em que o mundo já devia ter regressado ao paraíso primordial...

 

Eis então a questão que se põe:

 

Se podemos ir à Lua, porque não podemos ser civilizados?

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:50

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Segunda-feira, 16 de Março de 2015

ILC (INICIATIVA LEGISLATIVA DE CIDADÃOS) PELO FIM DOS CANIS DE ABATE

 

ILC PAN.png 

O que pretendemos

Esta Iniciativa Legislativa de Cidadãos visa criar uma moldura legal consequente com os princípios de respeito pela vida dos animais não humanos, apresentando três grandes objectivos:

 

Proibir o abate indiscriminado de animais pelas câmaras municipais

 

Todos os anos são abatidos em Portugal dezenas de milhares de animais que deram entrada nos Centros de Recolha Oficial (CRO) ou em estruturas semelhantes.

 

Tendo, há poucos meses, sido aprovada uma lei que criminaliza os maus-tratos a animais de companhia, não deve o Estado permitir que em espaços licenciados oficialmente, como os CRO, não se cumpra essa lei. Não deve tampouco permitir que haja um desrespeito sistemático pela mesma, ao possibilitar que sejam abatidos animais de companhia saudáveis ou passíveis de recuperação.

 

Importa, aliás, intensificar a fiscalização dos CRO e de estruturas similares pois, passados quase 15 anos sobre a obrigação legal de licenciamento, de acordo com

dados de Novembro de 2014 da DGAV 

há apenas 124 municípios que dispõem de CRO licenciado ou que celebraram um protocolo com outro município para usar um CRO licenciado. Ou seja, em 60% dos municípios portugueses ainda não se cumpriu esta lei.

 

Acresce a este facto que muitos dos canis e gatis que ainda não estão licenciados como CRO não cumprem as normas mínimas de higiene e bem-estar animal.

 

Instituir uma política de controlo das populações de animais errantes

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Ordem dos Médicos Veterinários (OMV), as políticas públicas de abate compulsivo como resposta à sobrepopulação de animais de companhia não são a solução.

 

A própria Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), em resposta a um ofício da Comissão Parlamentar a respeito da petição 91/XI/2ª, refere que "considera e defende a esterilização como um meio eficaz de controlo da população", acrescentando que "todos os animais que apresentem condições para serem doados devem preferencialmente seguir essa via".

 

Além de ser uma prática que respeita a vida destes seres não humanos, a esterilização e encaminhamento para adopção são práticas economicamente mais vantajosas para os municípios do que o abate do animal e sua posterior incineração. Quando haja colónias de animais de rua estabilizadas, os programas RED (recolha, esterilização e devolução) também saem mais baratos ao Estado do que a opção pelo abate e incineração.

 

Como tal, a proibição do abate indiscriminado de animais pelas câmaras municipais é um passo fundamental para melhorar a qualidade de vida desses seres, adoptar políticas de controlo das populações de animais errantes mais eficazes e poupar dinheiro ao Estado.

 

Estabelecer condições adicionais para a criação e venda de animais de companhia

 

A substituição do abate pela esterilização enquanto mecanismo preferencial para a resolução do problema da sobrepopulação dos animais de companhia deverá ser acompanhada de um conjunto de medidas adicionais, de modo a ser eficaz.

 

Neste aspecto, consideramos que Portugal deve seguir os melhores exemplos internacionais, proibindo a venda de animais de companhia nas designadas “lojas de animais” e impondo condições especialmente exigentes para a criação de animais.

 

O presente diploma visa, por isso, dar uma resposta completa e coerente ao flagelo da sobrepopulação animal, do abandono e do abate, garantindo simultaneamente condições de vida condignas aos animais não humanos.

 

Fonte:

http://www.fimdoscanisdeabate.com/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:45

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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2014

COBARDEMENTE ENTRE PORTAS A TORTURA DE BOVINOS BEBÉS CONTINUA…

 

Os psicopatas não tiram férias da sua psicopatia. São psicopatas a tempo inteiro, obviamente

 

A temporada da barbárie sofre um interregno, mas eles continuam cobardemente a dar aso à sua doença mental, entre os muros das suas herdades

 

COBARDEMENTE ENTRE PORTAS.jpg

 

Origem da imagem:

http://farpasblogue.blogspot.pt/2013/10/os-novos-craques-de-marcos-bastinhas.html

 

E o que fazem é bárbaro.

 

É crime.

 

É selvático.

 

Aproveitam-se da fragilidade dos novilhos que nunca darão bons “touros” e treinam nesses inocentes e indefesos seres, ainda bebés.

 

Espetam-lhes farpas.

 

Sangram-nos até à morte, cobardemente.

 

Sem dó nem piedade, como é da natureza patológica dos carrascos.

 

Milhares de novilhos e outros animais são sacrificados às mãos desses cruéis verdugos.

 

Isto é uma demonstração vil da debilidade mental dos que fazem da tortura e da violência e da crueldade o sangue de cada dia, que eles sorvem avidamente como vampiros sequiosos.

 

Abençoados pela igreja católica.

 

Apoiados pelos governantes.

 

Avalizados pela ordem dos médicos veterinários.

 

Em arenas privadas.

 

Cobardemente entre portas.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:32

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Sexta-feira, 7 de Março de 2014

O chamado "Touro bravo", dizem os aficionados, afinal é um "produto artificial”

 

Nunca nos enganaram a esse respeito, porque sempre aqui dissemos que o Touro dito "bravo" nunca existiu na Natureza.

 

O que existe é um bovino manso que, torturado por carrascos cobardes, desde a nascença, quando é atirado para as arenas, enfurece-se e arremete para se defender, seguindo um instinto comum a todos os animais existentes à face da Terra, incluindo o animal humano.

 

A tauromaquia é uma falácia: quem a pratica são uns cobardes, quem a aplaude são uns sádicos, e quem a apoia são uns ignorantes.

 

 

Origem da foto: http://local.pt/portugal/alentejo/coloquio-sobre-o-toiro-de-lide-e-o-espetaculo/

 

A Associação de Solidariedade Cultura e Recreio Gentes do Cartaxo organizou um colóquio sob o título «O Toiro de Lide e o Espectáculo - Os mistérios da bravura», e o que se disse neste colóquio, por indivíduos ligados a esta actividade degradante, não surpreendeu quem, há muito tempo, sabe o que é um Touro e o que é a tauromaquia.

 

Os aficionados viveram até agora no tempo dos mitos, das crendices, das intrigas rocambolescas, e obviamente que «um animal por melhor que seja nunca agrada a todos os intervenientes de uma tourada», como foi dito.

 

E também se disse que «a influência da genética na bravura de um toiro de lide é pouco significativa». Pois é.

 

O “veterinário” Vasco Brito Paes chegou mesmo a defender que «a genética representa apenas um terço do que o toiro é», e garantiu que “há uma grande componente na produção de um toiro que não depende do ganadeiro nem de muitos estudos e investigações que possam ser feitos. É difícil saber qual é a vaca que irá dar os melhores toiros. A melhor vaca nem sempre dá o toiro mais bravo, isso é o mais difícil de uma ganadaria.

 

Os grandes toiros são normalmente filhos de vacas regulares e não de vacas de bandeira”, afirmou esse “veterinário”.

 

Por sua vez, o montador tauromáquico, João Telles, representante das ganadarias David Ribeiro Telles e Vale Sorraia confessou «que ao longo da sua carreira foram poucos os toiros bravos que lidou».

 

Pudera! Que touros bravos poderia lidar, se eles são “fabricados” e na maioria das vezes “mal fabricados”, nas ganadarias, à custa de muita tortura?

 

Por sua vez, João Folque, que marcou presença em representação da Ganadaria Palha, disse esta coisa espantosa: «O toiro é um animal enigmático mas à medida que o vou observando encontro mais paralelismos ao comportamento do homem. A manifestação da bravura é um acto de coragem, tal como no homem. A mansidão é um acto de cobardia, tal como no homem. Penso que o toiro investe para se defender e não para atacar».

 

A mansidão é um acto de cobardia, tal como no homem? Mas isto é de uma ignorância atroz.

 

A mansidão, tanto no animal como no homem, é um atributo natural, de grandeza elevada, a abeirar o divino. Jesus Cristo era um ser de uma mansidão extrema.

 

E quando se referiu a bravura, quis dizer violência, que não é de todo um acto de coragem, mas um acto de grande cobardia. Trocou tudo.  Quando se vai falar num colóquio tem de se saber o mínimo sobre o que se vai dizer.

 

Quanto ao paralelismo de Touro e homem, que referiu, existe sim, não só nos comportamentos, mas também no sofrimento, na dor, nas emoções. Um Touro será “humano” na sua condição de ser vivo.

 

Apenas quando disse: «penso que o toiro investe para se defender e não para atacar» pensou bem. Um Touro, tal como um ser humano, se é atacado tem o instinto natural de se defender.

 

Para demonstrar o que é a natureza dos animais, vou contar-vos a minha própria experiência: quando tinha uns 15 anos, fui atacada pelo terror do colégio masculino lá da minha terra, um matulão, que dava tareias aos rapazes e às meninas para “mostrar a sua valentia”.

 

Quando chegou a minha vez de apanhar, eu, que tenho um instinto animal apuradíssimo, dei-lhe uma tareia monstra que o coloquei debaixo de uma mesa a pedir para eu parar.

 

Depois disto, nunca mais este cobarde se meteu a valentão com meninas e muito menos com alguém da sua estatura física.


Lidar um bovino manso, bastamente torturado nos bastidores, é também de uma imensurável cobardia. E naturalmente, o instinto apurado do Touro, leva-o a defender-se, e muitas vezes muito bem, mutilando os seus carrascos.

 

O ganadeiro Jorge Carvalho também querendo dar o ar da sua graça, disse algo mirabolante: «um toiro bravo de verdade é o que no campo não se incomoda quando nos aproximamos dele e que nas corridas tem mobilidade, nobreza e humilha. Na sua opinião, se não houvesse intervenção do homem na selecção o que se teria era um toiro bravio».

 

Ora bravio e bravo têm o mesmíssimo significado.

 

Além disso confirma que há uma intervenção do homem predador no fabrico do bovino manso, que eles querem transformar em “Touro bravo”.

 

Depois temos a hipocrisia ao mais alto grau, que demonstra uma certa distorção mental destes falsos adoradores de Touros.

 

Pois não é que Jorge Carvalho diz esta coisa que seria anedota, se não fosse trágica: «A maior parte das praças não tem condições para receber os toiros. Não gosto de ver, por exemplo, a gritaria que muita gente faz em cima dos curros, as varadas desnecessárias que são dadas».

 

Bem… penso que a gritaria não se vê, ouve-se, mas com certeza o Jorge Carvalho gosta de ouvir a gritaria dos cobardes forcados, que investem com fúria e ódio, quando o animal já está mais morto do que vivo. Não gostará?

 

E temos ainda mais esta: «entre os aspectos que mais deixam os ganadeiros consternados estão a distância a que os bandarilheiros “cortam” (atentem no termo) os toiros ao entrarem na praça e também o processo de embolamento que muitas vezes causa lesões na coluna do animal» e mesmo assim, lá vai o animal para a arena, já em bastante sofrimento, ser lidado por cobardes.

 

E a isto chamam “paixão pelos animais”, quando se diz: «A paixão pelos animais gerou unanimidade entre os oradores relativamente à falta de condições das praças».

 

Quanta hipocrisia! Quanta estupidez!

 

E agora atentem neste absurdo: «Aficionado e habituado a acompanhar os toiros em todo o processo, desde o seu nascimento até ao embarcamento, o veterinário Vasco Brito Paes considera essencial que um toiro quando entra em praça esteja pleno de faculdades para mostrar a bravura ou mansidão que tem, sendo fundamental não lhe provocar stress adicional, sobretudo no dia do embarque e não fazendo manobras que lhe possam causar lesões.»

 

Um veterinário aficionado? Não! Isto não é um veterinário. Tem outro nome, que aqui não digo. Se estivéssemos num país com leis a sério, este que se diz veterinário seria expulso da Ordem dos Médicos-Veterinários de Portugal, a qual, vergonhosamente, também é cúmplice deste biocídio, contrariando o Código Deontológico dos Médicos-Veterinários.

 

Quando um Bovino entra na arena já vai massacrado quase ao limite. E o que faz dentro da arena é simplesmente reunir as forças, que ainda lhe restam, para defender-se dos seus cobardes carrascos.

 

E agora apreciem mais esta:

 

«João Andrade, da Ganadaria Prudêncio Silva, diz que se não fosse a paixão pelos animais já não existiriam ganadeiros, porque com os preços praticados actualmente a actividade não dá lucro

 

Não dá pouco lucro aos ganadeiros que se fartam de receber subsídios chorudos, enquanto o povo passa fome, porque para haver dinheiro para os ganadeiros, tem de ser cortar nos salários e nas reformas do povo.

 

Isto é monstruoso.

 

E finalizamos com esta, não menos incrível:

 

João Folque, da Ganadaria Palha, defende que a “condição número um para se ser ganadeiro é ter-se uma paixão louca pelo animal”.  

 
 
 

Veja-se nesta imagem a paixão louca que os ganadeiros têm pelo animal… É uma loucura, sim, doentia, mórbida, patológica, que merece internamento psiquiátrico.

 

Resumindo: tudo isto só abona em favor do fim da tauromaquia, que está tão podre, tão podre que, sem a menor dúvida, cairá a qualquer momento...

 

Fonte: http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=642&id=98687&idSeccao=11248&Action=noticia

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:42

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Sábado, 1 de Fevereiro de 2014

«COMO PENSA UM MÉDICO VETERINÁRIO E GANADEIRO»

 

«Argumento que o touro nasceu para ser toureado; que o touro não sente dor, não sofre. Argumento que o touro não é torturado. E que com o fim da tauromaquia, o touro extinguir-se-á.

 

Dou estes argumentos, mas não os provo, com provas científicas sérias.

 

Procuro sistematicamente prová-los, utilizando, por exemplo os argumentos do Ilhera, mesmo que saiba de ante mão, que tais argumentos não foram cientifica e eticamente provados, mesmo que saiba que os argumentos do Ilhera e de outros, no mesmo sentido, não foram publicados na Revista Científica Nature e nem em nenhuma outra Revista Científica internacional

 

Andei vários anos numa faculdade, a tirar o curso de Medicina Veterinária.

 

Durante o curso, jurei cumprir o código deontológico da Medicina Veterinária. Mas, depois, resolvi mandar o código deontológico veterinário para o lixo. Se não, não me teria tornado ganadeiro.

 

Para mim, por dinheiro vale tudo. E se por dinheiro, tenho de ignorar por completo o código deontológico da Medicina Veterinária, paciência. Afinal, o que quero é ganhar dinheiro. E ganhar dinheiro, para mim, é muito mais importante do que a ética profissional.

 

Por fim, a Ordem dos Médicos Veterinários sabe de tudo isto e assobia para o lado!

 

É desta forma que o Médico Veterinário e Ganadeiro pensa!

 

Mário Amorim»

 

in:

http://novoblogantitouradaportugal.wordpress.com/2014/01/31/como-pensa-um-medico-veterinario-e-ganadeiro/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:54

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Terça-feira, 21 de Maio de 2013

JOAQUIM MURTEIRA GRAVE: DIZEM QUE É UMA "ESPÉCIE" DE VETERINÁRIO

 

«O perito tauromáquico que não sabe classificar biologicamente os touros» 

 

A entrevistadora não teve o mínimo sentido crítico, o entrevistado mostrou  que não vale nada...  E a revista "Caras" demonstrou estar ao serviço do lobby tauromáquico 

 

 

Leiam mais sobre este fenómeno neste link:

 

http://pelostourosvivos.blogspot.pt/2013/05/o-perito-tauromaquico-que-nao-sabe.html

 

***

Ó ORDEM DOS MÉDICOS VETERINÁRIOS, DE QUE ESTÃO À ESPERA PARA BANIR DA ORDEM QUEM ASSIM É UMA “ESPÉCIE” DE VETERINÁRIO?

 

QUE VERGONHA!

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:24

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Terça-feira, 6 de Março de 2012

FERIDO NA SUA DIGNIDADE E NO CORPO, O TOURO LUTA CORAJOSAMENTE PELA SUA VIDA, NUMA LUTA DESIGUAL E DESUMANA

 

 

O TOURO ENTROU NA ARENA JÁ DEBILITADO, ENFURECIDO PELOS MAUS-TRATOS QUE SOFREU DESDE QUE O ARRASTARAM À FORÇA, PARA DENTRO DE UM CAMIÃO, RETIRANDO-O DO CAMPO, ONDE PASTAVA TRANQUILAMENTE,  NÃO IMAGINANDO O QUE O ESPERAVA.

 

ASSUSTADO, FAZ A VIAGEM ATÉ AOS CURROS, ENCERRADO ENTRE TÁBUAS, ÀS ESCURAS.

 

NOS CURROS É DROGADO, É VILIPENDIADO, COM O AVAL DOS VETERINÁRIOS DE SERVIÇO E COM A BÊNÇÃO DA IGREJA CATÓLICA PORTUGUESA.

 

DEPOIS, O TORTURADOR, QUE DÁ PELO NOME DE TOUREIRO, UMA PROFISSÃO QUE A PAR DO CARRASCO É A MAIS DECADENTE DO MUNDO, NAS SUAS VESTES BRILHANTES E COM O UM AR APARVOADO, ENTRA NA ARENA SOB OS APLAUSOS DOS SÁDICOS QUE ALI SE DESLOCARAM PARA VER TORTURAR UM SER VIVO, E JULGA-SE O MAIOR, VALENTE A ABEIRAR UM SEMIDEUS.

 

E EIS QUE O VERDADEIRO HERÓI CHEGA. O LUGAR É ESTRANHO. CHEIO DE GENTE INSÓLITA AOS BERROS. TOCAM AS CORNETAS E EIS QUE O TORTURADOR  COMEÇA A FERIR-LHE AS COSTAS COM FERROS AGUÇADOS, ELE TENTA FUGIR, MAS NÃO TEM, POR ONDE, E O TERROR TEM INÍCIO.

 

O SANGUE JORRA, A DOR É PROFUNDA. O SOFRIMENTO É VIOLENTO. ALQUEBRADO, SOFRIDO, FERIDO NA SUA DIGNIDADE, 

 O TOURO É PINTADO DO VERMELHO VIVO DO SEU PRÓPRIO SANGUE, QUE JORRA DAS FERIDAS ABERTAS NO SEU CORPO.

 

E ELE LUTA CORAJOSAMENTE PELA SUA VIDA, QUE ESTÁ POR UM FIO. UMA LUTA DESIGUAL.

A COVARDIA DO HOMEM CONTRA A NOBREZA DO TOURO.

 

SE NÃO MORRER NA ARENA, MORRERÁ LENTAMENTE, DOLORIDAMENTE, COM GRANDE SOFRIMENTO, UM OU DOIS DIAS DEPOIS.

 

E É A ISTO QUE AS MENTES OBTUSAS CHAMAM DE “ARTE TAUROMÁQUICA”.

 

E É ISTO QUE O GOVERNO PORTUGUÊS, A ORDEM DOS MÉDICOS VETERINÁRIOS E A IGREJA CATÓLICA PORTUGUESA APOIAM.

 

É OU NÃO É DE LAMENTAR?

 

O MEU HERÓI É O TOURO.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:13

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