Segunda-feira, 25 de Março de 2019

Papa Francisco ofende Deus e os católicos e São Francisco de Assis ao abençoar um torturador e matador de Touros

 

No passado dia 20 de Março, depois da Audiência Geral no Vaticano, o Papa Francisco abençoou o torturador e matador de Touros espanhol Juan José Padilla e a sua família.

 

Padilla encarregou-se de contar ao Papa sobre a sua “profissão”. E o que fez o Papa? Sorriu e apertou-lhe a mão, bem apertada. E o que deveria ter feito o Papa? Deveria tê-lo levado para um sítio reservado, e dizer-lhe que os Touros também são criaturas de Deus, e torturá-los e matá-los por divertimento não faz parte das práticas católicas, apostólicas, romanas e é condenável aos olhos de Deus.

 

Eu fiquei perplexa, porque este gesto não combina nada com o que ele disse na sua carta encíclica. E das duas uma: ou o Papa desconhece o que faz um matador de Touros ou é hipócrita. Não nos esqueçamos que até Jesus Cristo correu à chicotada os vendilhões do Templo, porque há coisas que não podem ser toleradas.

 

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Diante de Juan José Padilla, torturador e matador de Touros, o Papa Francisco deveria ter condenado a prática selvática da tauromaquia, que tortura e mata cruelmente os Touros, serersw vivos, criaturas também de Deus, em nome de nada que seja de Deus. O Papa Francisco deveria ter dado a bênção a esta criatura do mal, que também é criatura de Deus, mas na qual não germinou a semente de Deus, mediante a promessa de nunca mais voltar a torturar e a matar Touros como divertimento.

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Diz a notícia que, neste encontro, o Papa abençoou uma foto da família e uma medalha, e o torturador e matador de Touros agradeceu a Deus a protecção na sua vida profissional. E o Papa Francisco não lhe disse que torturar e matar Touros para divertimento não é uma profissão, mas uma prática diabólica, e que Deus não gosta que torturem e matem as suas criaturas mais indefesas, ou seja, os animais não-humanos, que estão à mercê da crueldade da criatura desumana.

 

Petição ao Papa Francisco, para que honre o nome de São Francisco de Assis e condene a tauromaquia  

 

À conta deste insulto aos católicos, aos cristãos, a São Francisco de Assis e ao próprio Deus, já corre por aí esta petição, que aconselho, a todos os que abominam os maus-tratos aos animais, a assinarem:

 https://secure.avaaz.org/es/community_petitions/Papa_Francisco_Papa_Francisco_honre_a_San_Francisco_de_Asis_Condene_las_Corridas_de_Toros/details?fbclid=IwAR1E836HYHfWVPQDuZbDkZysZ8djFSIgneGHTA-4VBdqQdlcp1exols-pl4O

 

O texto da petição diz o seguinte:

 

Em 20 de Março de 2019, depois da sua audiência geral, o Papa Francisco teve a atenção especial de abordar o toureiro Juan José Padilla para o cumprimentar, o qual lhe contou sobre a sua profissão. Apesar disso, o Papa Francisco não se pronunciou sobre o facto de que a profissão de Padilla é torturar animais até à morte e pôr a sua vida em risco por dinheiro.

 

A sensibilidade da sociedade em relação à violência contra os animais está a aumentar, depois de a ciência ter demonstrado que os animais sentem dor e sofrimento. As touradas são violentas, porque nelas todos os tipos de agressões são exercidas sobre um animal inocente até o matar, afogado no seu próprio sangue, cravando-lhe uma espada (estoque) no tórax. De toda a violência contra os animais, aquela que é exercida como meio de entretenimento, cercada de risos e aplausos, é a mais deplorável.

 

São Francisco de Assis, de quem o actual Papa tomou o nome, ficaria horrorizado com a crueldade gratuita das touradas.

 

Por outro lado, o Papa São Pio V emitiu em Novembro de 1567 uma Bula chamada De Salute Gregis Dominici que proibia as touradas sob pena de excomunhão. Embora tenha havido modificações subsequentes, a Bula permanece válida e ainda está vigente e aplicável aos crentes católicos.

 

Por meio desta petição exigimos que o Papa Francisco honre o nome que adoptou e a memória de São Francisco de Assis, assim como a mencionada Bula, com a condenação incondicional das touradas e de qualquer outra prática em que animais sejam maltratados, torturados e executados.

 

***

O mais estranho é que o Papa Francisco, que adoptou o nome de São Francisco de Assis, o santo padroeiro dos animais, disse-se contra os maus-tratos animais, na sua carta encíclica - Carta Encíclica Laudato Si´ (um dos documentos mais importantes da Igreja), e fez um apelo extraordinário a cada um de nós, católicos e não católicos.

 

Neste documento o Papa começa por dizer que «a indiferença ou a crueldade com as outras criaturas deste mundo sempre acabam de alguma forma por repercutir-se no tratamento que reservamos aos outros seres humanos. O coração é um só, e a própria miséria que leva a maltratar um animal não tarda a manifestar-se na relação com as outras pessoas».

 

(…) «É contrário à dignidade humana fazer sofrer inutilmente os animais e dispor indiscriminadamente das suas vidas».

 

E termina a apelar a «todos os cristãos a explicitar esta dimensão da sua conversão, permitindo que a força e a luz da graça recebida se estendam também à relação com as outras criaturas e com o mundo que os rodeia».

 

É, pois, de estranhar esta atitude do Papa Francisco, ao abençoar um torturador e matador de Touros, sem lhe ter chamado a atenção para a crueldade daquilo que ele faz na vida, que não é uma actividade digna de um ser humano, e muito menos uma profissão.

 

Juan Padilla saiu do Vaticano crente, crente que o que faz é abençoado por DEUS.

 

O que ele não sabe é que o Papa não é Deus, e se representa Deus na Terra, ao abençoar um torturador das suas Criaturas mais indefesas, cometeu um grave erro, e ofendeu os católicos e o próprio Deus.

 

E eu, que no dia do Conclave, poucos minutos antes de aparecer o fumo branco, vaticinei o nome que o próximo Papa haveria de tomar (disse alto para os que comigo seguiam o Conclave: «gostava que o próximo Papa se chamasse Francisco, como São Francisco de Assis, porque ainda não há um Papa Francisco», e quando, naquela noite, ouvi o nome do novo Papa, fiquei paralisada e ao mesmo tempo feliz. EU, que até tinha uma certa admiração por este Papa, pela coragem que tem tido de “desenterrar mortos”, fiquei estupefacta e decepcionada com esta sua estranha atitude, de abençoar alguém que ganha a  vida com uma prática cruel e sanguinária. 

 

Não digo que não abençoasse o Padilla, afinal é um pobre pecador, que há-de prestar contas a Deus de toda a crueldade que já praticou na vida. Mas essa bênção deveria vir acompanhada do arrependimento dele, e da sua promessa de nunca mais torturar e matar uma criatura de Deus, para divertir gente sádica.

 

E isso não aconteceu.

 

Isabel A. Ferreira

 

Link para a Carta Encíclica Laudate Si’

 http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:55

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Quinta-feira, 23 de Março de 2017

«Vinho, Touros e Mulheres»...

 

Um estudo que realizei em 2012, assente numa troca de palavras com tauricidas, quando, certa vez, decidi tomar-lhes o pulso, nas páginas deles, no Facebook, não estava ainda bloqueada. Depois disto, bloquearam-me, mas o estudo ficou feito. E o resultado é o que aqui apresento.

 

Infelizmente está actualíssimo, o que significa que Portugal não evoluiu absolutamente nada, nesta matéria de crueldade, violência, estupidez e ignorância, que dá pelo nome de tauromaquia.

 

VINHO TOUROS E MULHERES.jpg

 Cena do filme «Matador», de Almodovar

 

Por vezes deambulo pelas páginas dos tauricidas, no Facebook, para lhes “tomar o pulso”.

 

Quando me permitem, provoco-os, porque “a alma não tem segredo que a conduta não revele”, e é precisamente nessa revelação que podemos conferir o carácter dos tauricidas e dos aficionados.

 

É que é extremamente importante conhecer a mente deles, para avaliarmos da legitimidade que dizem ter para cometer o tauricídio, e aquilatarmos da permissividade e cumplicidade dos estéreis intelectos das autoridades deste nosso País.

 

Quase sempre sou bloqueada nessas páginas, talvez pelo modo nu e cru como digo as coisas que os outros também dizem sob uma capa dourada e bem cozinhadas. Ou apenas porque o que digo é dito por uma mulher. E os machistas torcionários odeiam que as mulheres os afrontem.

 

Ser bloqueada não é coisa que me incomode, nem pouco mais ou menos.

 

Contudo, desta vez, talvez por ser a página de um evento («Eu vou defender a festa», da "prótoiro"), e não poder bloquear-se ninguém (não sei se é possível, o facto é que não fui bloqueada), consegui ficar ali a “picá-los”, utilizando as palavras como “bandarilhas” (a palavra é a arma com que vou para as “guerras” que travo com os homens predadores do nosso Planeta, e não são só com tauricidas, e nem só com os portugueses).

 

E obtive resultados magníficos, precisamente os que esperava ter.

 

Entretanto já havia esgrimido com os torcionários limianos, devido à minha intervenção contra a “Vaca das Cordas” (um ritual também primitivo e irracional que me chocou) os quais me atulharam de matéria-prima, para este “estudo de carácter” a que me propus.

 

As conclusões a que cheguei resumem-se à frase que deu título a este texto, saída da boca de um forcado (mais do que uma vez) que tem o maior orgulho de o ser, como se pegar um Touro já exaurido, moribundo, mas ainda com um forte instinto de defesa, fosse a maior proeza e a suprema honra do mundo.

 

Descobri que «vinho, Touros e mulheres» (por esta ordem, segundo o tal forcado) é o lema dos tauricidas, forcados e aficionados, e de todos os que gostam de divertir-se à custa da tortura de Touros, seja em que modalidade for (há muitas variantes do arcaico ritual taurino), tendo sido utilizado várias vezes, por vários indivíduos.

 

Primeiro é-lhes servido o vinho, pois sem ele não teriam “coragem” de ir para uma arena enfrentar um Touro, ainda que já meio depauperado, pela tortura preliminar a que é sujeito, nos bastidores. O que chamam a “bravura” do Touro na arena é simplesmente o instinto de defesa comum a TODOS os animais, humanos e não-humanos. Podemos comparar o que se passa numa arena entre um Touro e um tauricida, com o que se passava nos circos romanos entre os homens e os leões esfomeados, ou entre dois gladiadores, onde o instinto de sobrevivência dos intervenientes humanos e não-humanos era o que fazia a diferença entre viver e morrer.

 

Já com o vinho a correr-lhes nas veias, mais do que o sangue, lá vão eles para a arena, de fatinho justo, a marcar-lhes a formas do corpo, e collants cor-de-rosinha, demonstrar toda a selvajaria de que são capazes, mascarando aquelas caras com expressões diabólicas e grosseiras (existem várias fotos que o demonstram), ao mesmo tempo que desvendam o verdadeiro sentido do que os leva ali: a busca da  “virilidade” que não têm.

 

Depois de torturarem o Touro e o Cavalo (quando o tauricídio o requer) com requintes de malvadez, deixando os animais num estado absolutamente deplorável, em extrema agonia, o que lhes acende a chama da tal “virilidade” que buscam desesperadamente, os tauricidas deixam a arena, com ares de heróis bonifrates, a bambolearem-se, tal como aqueles “machos” dos filmes mexicanos de má qualidade.

 

Saem da arena, com florzinhas nas mãos, e vão para os braços das mulheres, porque só depois do vinho e de descarregarem sobre o Touro toda a imbecilidade que lhes corrói as entranhas, conseguem o que normalmente não lhes é acessível...

 

Pobres mulheres, aquelas que são casadas! É a única ocasião em que podem ser mulheres...

 

(Atenção! Isto não sou eu que digo. São elas).

As outras, bem... lá sabem...

 

Posto isto, consegui chegar a muitas outras conclusões, bem patentes nos comentários que se seguiram às “bandarilhadas” que lhes mandei, na tal página do Facebook, e noutras onde consegui infiltrar-me, sem que eles se dessem conta de que estavam a ser “toureados”.

 

Neste estudo, está incluída para cima de uma centena e meia de pessoas de ambos os sexos, ligadas ao tauricídio (portuguesas e espanholas), com quem tive oportunidade de esgrimir ao longo destes dois últimos anos.

 

Afinal, qual o perfil de um tauricida e dos aficionados, na sua generalidade?

 

Todos têm algo em comum: pouca ou nenhuma instrução. Mesmo aqueles que se dizem “licenciados”, não demonstram qualquer tipo de saber. O que sabem é resumidamente isto: «tourada é tradição, é cultura, é arte, é um símbolo nacional, tal como o Fado, a Bandeira Portuguesa ou o Hino Nacional, e que se se é português, é-se aficionado, e que a tourada não pode acabar, porque o Touro extinguir-se-á com ela, e quem não gosta, não vá; e que têm direito à liberdade...» enfim, uma lengalenga aprendida em criança e que os seguiu até à fase adulta, sem terem questionado o que quer fosse, porue lhes falta a massa crítica.

 

Da Cultura Culta estão a anos-luz de distância.

 

Não têm noção alguma do que é a civilidade, a lucidez, o bom senso, e o QI deles é do nível mais baixo.

 

Possuem uma “coltura” tosca, pobre em pensamentos, palavras e obras. Vivem num mundo redondinho, fechadinho, que não vai além do quintalinho ou das quintas muradas, onde passam os dias. Os horizontes não estão ao alcance deles.

 

A mentalidade é extremamente rude e enlatada. Cristalizada. Naquelas cabeças não entrará mais nada. Nasceram e cresceram a ouvir que «tourada é tradição, é cultura, é arte, é um símbolo, ta ta ta, ta tat ta, ta ta ta...» e vão morrer com essas ideias impingidas logo à nascença.

 

Não sabem que o Touro é um animal como eles, porque eles também não sabem que são animais. Pensam que são outra coisa. O quê? Não conseguiram explicar.

 

Sabem também que o Touro nasceu para ser linchado com “honra”, numa arena, porque, dizem eles, é disso que ele (o Touro) gosta. Uma conclusão bem patente nas expressões dolorosas que qualquer pessoa lúcida pode ver na fisionomia dos desventurados animais, no fim da lide, à excepção dos tauricidas, que nem sequer conseguem distinguir um Touro vivo de um Touro moribundo ou morto.

 

Não conseguem fazer um raciocínio lógico, a partir do mais simples tema.

 

Não sabem argumentar, nem sequer conseguem alcançar o significado de determinadas palavras.

 

Misturam alhos com bugalhos, e andam ali às escuras e às voltinhas, sem darem com a saída.

 

Não são capazes de seguir um discurso que tenha mais do que meia dúzia de vocábulos.

 

Justificam o injustificável, com insultos, muitos deles dos mais ordinários e violentos que existem, o que não admira, pois condizem perfeitamente com a própria “coltura” deles.

 

Enfim, demonstram uma incultura crassa, que diz da pobreza do sistema político português que, desde o tempo da ditadura salazarista e do pós-25 de Abril, também combato.

 

Não interessa aos governantes portugueses um povo culto, instruído, educado. Um povo que saiba raciocinar e que tenha massa crítica. Um povo que saiba separar o trigo do joio (é por isso que temos os governantes que temos).

 

Um povo culto é, naturalmente, insubmisso. O que não convém aos governantes.

 

Um povo submisso não lhes faz frente. É mansinho. Diz que sim a tudo. E é disso que os governantes gostam.

 

Por isso, o nosso sistema de ensino é a pobreza que se vê. Não se ensina para pensar, mas para dizer Ámen.

 

Por isso, a ignorância e o vil metal são as palavras-chave de toda esta hipocrisia que anda ao redor do tauricídio, uma “tradição” degradante, envolta em rituais primitivos, cruéis e sanguinários, que colocam Portugal entre os países menos civilizados do mundo.

 

Lidar com esta gente não foi fácil, mas mais difícil é fazer com que os governantes portugueses (quase todos senhores doutores e engenheiros) e a Igreja Católica portuguesa (que abençoa os tauricidas) consigam fazer um raciocínio lógico e acabem, de uma vez por todas, com algo que está alicerçado na ignorância e (pasmemo-nos!) no vinho...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:32

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Quinta-feira, 8 de Setembro de 2016

«O SONHO DO TOIRO ANTES DE MORRER»

 

Belíssimo texto, escrito por um ex-aficionado de touradas, que nos traz a esperança de que no mundo do Homo Horribilis nem tudo está perdido.

 

Há os que já nascem velhos, e vivem toda uma vida mergulhados no passado, num tempo velho, que não é o deles, e há os que nascem destinados a ser velhos, mas conseguem libertar-se, para viverem uma vida plena, no tempo em que lhes coube nascer… 

 

E isto faz toda a diferença…

 

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O SONHO DO TOIRO ANTES DE MORRER

 

Texto de Ricardo Silveirinha

 

A minha família não desgostava de touradas. Não que se babassem por ir ver o Tito Capristano à Moita ou o Nelo Cagarras a Santarém, mas lá em casa, se passava uma Corrida, a malta ficava a ver. Nas férias andaluzes, chegados ao apartamento ainda com o sal mediterrânico a temperar o corpo, o meu Pai punha na TVE e até ao jantar sorvíamos a cantilena espanhola dos comentadores especialistas e 8 ou 10 toiros de morte a acompanhar o presunto, o queijo e a ensaladilla rusa.

 

Lá e cá víamos aqui e ali. Não éramos aficionados mas gostávamos de ver. Do espectáculo. Da arte do matador. Da faena. Da orquestra. Do tribalismo. Só não podíamos ver os cavaleiros. Gajos de jaqueta brilhante montados num cavalo a espetar farpas que se transformavam em bandeirinhas que acenavam ao público. Degradante. O cavaleiro é o cobarde da tourada, é o puto que insulta e depois foge. Tínhamos, eu e o meu Pai, uma visão para a festa: unir a Ibéria numa só tourada: matadores espanhóis, forcados portugueses. Os cavaleiros passariam a alisar a areia, a limpar os estábulos e a dar água aos toiros.

 

Vejo na televisão o canal público a passar tourada. Aquelas mesmas caras de sempre, de olhar bovino. Caras de gente laranja, de bigodes falsamente aristocráticos, as famílias da "tradição", os betos e os que querem passar por betos, as calças caqui, os penteados, as patilhas, uma portugalidade meio bizarra que parece advir de promíscuas relações entre primos e irmãos. Esta gente que ali está atrás das tábuas funde-se com as vacas em noites de Inverno: por isso aquele bovino olhar, a mansidão das carecas reluzentes, a lhaneza.

 

Pai, eu já não posso continuar a ver isto. Custa questionar as coisas que enquanto crescemos nos eram naturais, mas talvez seja por isso que os anos passam sobre nós e sobre o mundo. Já não enforcamos pessoas, não as queimamos em grandes fogueiras, a escravatura já lá vai. Tradicionalmente, temos de evoluir.

 

Mas claro que é difícil quando confrontamos hábitos que vivíamos junto aos que amamos. O meu Pai gostava de ver e eu via e também gostava porque gostava dele. Vamos continuar a ir aos nossos sítios a que íamos sempre juntos. Vamos a Moledo, a Ceuta, a Sevilha, a Mijas, ao Forte de Peniche, às Caldas do Luiz Pacheco, a Vilarelho ouvir o Maestro Coca-Cola Killer ensinar Bach às gentes do campo, vamos continuar a ir ao Estádio da Luz e a abraçarmo-nos dentro dos golos do Benfica, mas, Pai, a TVE para mim acabou. As corridas RTP também.

 

Há qualquer coisa de profundamente degradante nas touradas. Não é só o sofrimento do animal, é o espanto com que ele observa os animais da bancada. A incredulidade de estar perante a maldade do mundo. O toiro leva nos olhos uma tristeza de estar assistindo à vileza do humano. Porte imponente, músculos fortes, cornos pontiagudos, nobreza de carácter, mas os olhos. É nos olhos do toiro que nós vemos a sua ingenuidade. Uma criança perdida no meio da multidão.

 

O animal sorve a vida de forma natural. Passa anos a comer ervinhas, a ver pores-do-sol, a esfocinhar amorosamente com outros animais. Vive a vida em liberdade, em campos abertos de luz, por onde pode correr, parar, dormitar, ficar só a ver. Ficar só a viver. Recebe arco-íris com uma chuvinha que lhe molha a língua e as dentolas, afasta borboletas e mosquitos com um espirro, ressona e acorda os pássaros da árvore onde está encostado. O animal não reflecte sobre o mundo, mas vive-o.

 

Sobretudo, sente-o. Os elementos da natureza são-lhe prazenteiros. É-lhe natural ir beberricar aquela água, mastigar este molhinho de ervas, cagar ou mijar onde lhe apetecer. O céu é-lhe natural, as nuvens e o Sol, os caminhos de terra, as plantas, os pássaros. Aquela brisa que vem em Agosto com cheiro a cereais. Ele levanta a cabeça, fecha os olhos e sente-a. Não pensa sobre ela, mas sabe-a.

 

De repente, uma arena! Um cubículo de areia com milhares de pessoas e vozes e urros! De repente, o horror. Chamam-no, assustam-no, dão-lhe palmadas na cabeça, espetam-lhe ferros frios no lombo. Encosta-se às tábuas, sente a madeira, procura um caminho para voltar para o campo. Está cercado. Cornetas, luzes, gritos. Rios de sangue escorrem-lhe pelo corpo. O peso das bandarilhas coloridas enquanto corre. Não entende aquilo, não sabe o porquê. Cansado, ofegante, em pânico, investe contra o carrossel de homens e cavalos que o rodeiam.

 

Baixa a cabeça, com as patas tenta furar o chão como se pudesse abrir um alçapão que o fizesse cair da arena para um prado onde corresse e lambuzasse as bochechas de outro toiro. Um campo aberto a céu aberto. Sem cornetas, sem pessoas, sem gritos, sem bandarilhas coloridas, sem bigodes quase aristocráticos, sem ferros frios no lombo, sem rios de sangue pelo corpo, sem maldade. O último sonho do toiro antes de morrer.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/ricardo.silveirinha/posts/1219867841370610

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:56

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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2015

E QUANDO PENSAMOS QUE ISTO (A TAUROMAQUIA) NÃO PODE PIORAR…

 

19 de Setembro de 2015

Durante uma corrida em Logroño (Espanha), o rejoneador (matador de Touros a Cavalo) Sergio Domínguez deixou o touro paraplégico. O animal arrastou-se pela arena até que o mataram a pontapés.

 

 

«Ah, como é estupenda a tauromaquia. Composta de imagens tão bonitas. Isto é pura arte, senhores. Pura arte.

 

Post maravilhoso criado por Tourinho à(s) 17:37»

 

Fonte:

http://farpasecornadas.blogspot.pt/2015/09/durante-uma-corrida-em-logrono-o.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+FarpasECornadas+(Farpas+e+Cornadas)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:02

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Segunda-feira, 13 de Abril de 2015

MENINOS QUE SONHAM SER TOUREIROS E QUANDO FOREM GRANDES QUEREM MATAR TOUROS

 

Esta é uma realidade anormal, felizmente abrangendo poucas crianças, em Portugal. Mas as poucas que abrangem fazem com que uns poucos mundos se despedacem contra o rochedo da ignomínia.

 

A estas crianças roubaram a infância. E elas nunca terão a oportunidade de dizer como as crianças normais: eu quero ser barbeiro, ou bombeiro, ou padeiro, ou engenheiro, ou atleta, ou aviador, ou médico, ou agricultor, tudo profissões dignas de um adulto que se desenvolveu dentro dos parâmetros saudáveis de um ser humano.

 

E dizer que estes “sonhos” de meninos, que querem transformar em monstros, são acalentados por progenitores irresponsáveis e por governantes incompetentes!

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Jovens alunos da Escola de Toureio da Moita em tourada na praia, com (cobardes) “garrochistas”

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Aposento da Moita: uma pega à beira-rio...

Fotos D.R., @João Ribeiro Telles, @João Moura Jr. e aficionadosdamoita.blogspot.com

 

O que vemos nestas imagens aconteceu no dia 7 de Março de 2015 (portanto há pouco tempo) em pleno areal da Praia do Rosário, na Moita do Ribatejo, um lugarejo onde ainda não chegou a civilização.

 

Sim, no areal de uma praia pública, que o SEPNA e a autoridade marítima consideram um local muito adequado para se protagonizar uma animadíssima "tourada", com montadores de cavalos, toureiros a pé, forcados e garrochistas.

 

Garrochistas não são mais do que uns cobardes montados em cavalos, agarrados a umas lanças compridas com pontas aguçadas a que chamam “garrochas”, para “picar” os indefesos bovinos, todos muito novinhos, porque ali há crianças, menores de idade, a aprenderem estas práticas bárbaras e cruéis, a aprenderem a ser monstros como os adultos.

 

Esta funçanata de broncos foi organizada pelo clube taurino da Moita, que é a “coisa” mais “cultural” lá da terra.

 

E é este tipo de “divertimento” que os mui ilustres autarcas da Moita têm para oferecer às indefesas crianças, a quem não dão oportunidade de evoluir.

 

E depois não querem que se diga que fazer “isto” a uma criança é um crime, ou seja, é cometer uma transgressão ao direito delas a uma vida mentalmente sã e íntegra.

Fonte:

http://farpasblogue.blogspot.pt/2015/03/inedito-figuras-em-tourada-na-praia-do.html

 

***

Agora leia-se com atenção este ESPANTOSO texto, publicado na revista VISÃO.

(Os bolds e os itálicos são da lavra da autora deste Blogue, e a correcção do texto em AO/90 é automática.)

 

Meninos que sonham ser toureiros

 

O Parlamento aprovou uma lei - já contestada na ONU - que prevê o acesso à profissão de artista tauromáquico aos 16 anos. Mas começa-se bem mais cedo. Há miúdos que ainda nem sabem ler e já dominam as bandarilhas.

 

Gonçalo Alves tem nove anos e frequenta a Escola de Toureio e Tauromaquia da Moita desde os seis. Ao final do dia, três vezes por semana, só tem olhos para o capote. O seu sonho? "Quero ser veterinário e matador de touros", declara, convicto. A sua afición surgiu por influência do progenitor, que é toureiro a cavalo. "A minha mãe só me deixou vir para aqui porque já estava habituada ao meu pai", diz, de forma rápida mas tímida. Com o seu corpo franzino, já enfrentou bezerros, e jura que não teve medo.

 

O treino é feito ao som de música sevilhana, que toca bem alto num rádio portátil antigo. "Mestre! Está bem se fizer assim?", ouve-se, vezes sem conta, durante as quase três horas em que os 30 alunos da Moita praticam os passos de capote, de muleta na mão, ou correndo atrás da tourinha, uma espécie de bicicleta com uns cornos na ponta e um fardo de palha, ou assento almofadado, onde se espetam as bandarilhas.

 

O mestre destes aspirantes a toureiros é Luís Vital Procuna, matador de touros há uma década. Também a sua paixão pelo toureio a pé começou bem cedo, quando tinha sete anos. "Sempre gostei deste mundo, cresci aqui, em frente à praça de touros". Foi na arena da Moita que toureou a primeira bezerra. Matou o primeiro touro em Barrancos, aos 11 anos.

 

A participação de menores em touradas sempre foi polémico, mas o assunto voltou à ribalta após a aprovação, em Março, na Assembleia da República, de uma nova lei que estabelece o regime de acesso e exercício da actividade de artista tauromáquico, permitindo a profissionalização aos 16 anos.

 

A participação de amadores na festa brava é, contudo, possível a crianças de idade inferior, desde que a sua participação seja comunicada à Comissão de Protecção de Menores (embora não seja necessária a sua autorização). Além disso, a frequência de escolas de toureio permanece sem idade mínima definida para o acesso, sendo usual haver iniciados a partir dos seis anos.

 

O Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas, que já havia dedicado um relatório a Portugal no ano passado, insurge-se contra a legislação aprovada, considerando que a participação de menores em touradas "constitui uma violação de Direitos Humanos". Até mesmo a assistência do espetáculo tauromáquico deveria, no entender do organismo da ONU, ser apenas para maiores de 18 anos - a nova lei estabelece os 12 anos como idade mínima.

 

"O comité está preocupado com o bem-estar físico e mental das crianças envolvidas em treino para touradas" e "exorta o Estado português a empreender medidas de sensibilização e consciencialização sobre a violência física e mental associada às touradas e o seu impacto nas crianças". Também o grupo de Direitos das Crianças da Amnistia Internacional pede que "sejam tomadas as devidas diligências para anulação ou rectificação" do diploma agora aprovado.

 

A Federação Portuguesa de Tauromaquia (Prótoiro) considera infundadas as recomendações das Nações Unidas, acusando esta organização de ter cedido ao lóbi antitouradas: "Querem retirar-nos a liberdade de escolher o modo como devemos viver e educar os nossos filhos."

 

Medo sempre presente

 

Os treinos dos meninos que sonham ser toureiros prosseguem na praça da Moita, indiferentes a esta discussão. Entre eles, destaca-se uma figura feminina, com um casaco do Benfica vestido. Paula Santos tem 15 anos, frequenta o 8.º ano e é a única rapariga inscrita. Diz que sempre foi aficionada e que tudo começou "com uma brincadeira". Mas gostou tanto que ficou. Agora ambiciona ser uma "figura" do toureio, ou seja, conquistar fama e reconhecimento no meio tauromáquico.

 

A seu lado, João Gomes, com a mesma idade, conta que foi o pai quem o incentivou a ir experimentar um treino. Já toureou um novilho e diz que a sensação "não dá para explicar". Sonha tourear em Espanha e quer ser matador. Quando não está na escola ou nos treinos, está mergulhado em vídeos de toureiros, "para aprender mais".

 

Luís Procuna dedica-se totalmente a formar estes alunos, uma vez que está afastado das arenas por lhe ter sido diagnosticada paramiloidose, uma doença degenerativa que afecta o sistema nervoso. O professor de toureio é tratado com carinho e respeito pelos alunos. A maioria tem dificuldades económicas e, por isso, a escola não cobra mensalidade aos alunos (as despesas são suportadas pela Sociedade Moitense de Tauromaquia, com os apoios da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal da Moita). Os fatos necessários para se apresentarem em corridas são oferecidos pelo mestre e por outros toureiros.

 

Além disso, a maioria tem problemas de comportamento na escola. Na praça, nada disso se nota. E o "mestre" acredita que não lhes ensina apenas a arte do toureio, mas também a serem melhores pessoas e a focarem-se em percorrer um caminho, a alcançarem um objetivo. Concede que estas crianças correm riscos ao escolherem esta profissão. O medo está sempre presente, garante, independentemente da idade. "Enfrentar um touro de 500 ou 600 quilos é enfrentar dois cornos que nos podem tirar a vida."

Fonte:

http://visao.sapo.pt/meninos-que-sonham-ser-toureiros=f815886

***

Isto acontece em Portugal.

 

Isto é uma forma perversa de maus tratos psicológicos a crianças.

 

Aqui, algumas crianças não têm o direito de serem crianças.

 

Aqui, algumas crianças vivem o “sonho” dos outros, de gente que ficou parada num passado obscuro e assente na ignorância.

 

Aqui, algumas crianças já nasceram velhas e permanecerão eternamente velhas se o governo português e as suas instituições de protecção aos indefesos meninos continuarem a comportar-se como seus algozes.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:39

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Segunda-feira, 10 de Março de 2014

É URGENTE ENCERRAR TODAS AS ESCOLAS DE TOUREIO QUE “FABRICAM” MONSTRINHOS, EM PORTUGAL, PORQUE O FUTURO NÃO EXISTE PARA ELES

 

Em Portugal existem (que se saiba) 12 antros onde “especialistas” em violência e tortura, matadores de Touros e forcados (peritos em cobardia) ensinam crianças a torturar bezerrinhos vivos, com instrumentos reais, no que podemos chamar o “fabrico de monstrinhos para garantir o futuro da carnificina tauromáquica”.

 

Só que no futuro estes monstrinhos já não têm lugar, porque a tauromaquia está mais do que podre e cairá a qualquer momento, sem qualquer dúvida.

 

Então para quê atravancar a sociedade com esses monstrinhos que, não podendo violentar bovinos, virar-se-ão contra as pessoas, para darem aso à violência entranhada nas suas mentes doentias? 

 

Há por aí quem ensine crianças menores de 10 anos (algumas nem 6 anos têm) a "arte" de torturar touros, com o aval das autoridades, que deveriam proteger estas crianças e nada mais fazem do que lançá-las para o mundo da carnificina.

E depois queixam-se da violência nas escolas, nas ruas, no mata-esfola de pais e mães e família e vizinhos, e ameaças a todos os que se lhes opõem...

 

Considerando que estas crianças ainda não sabem diferenciar o bem do mal será um crime tirar a inocência destes cidadãos, ainda a ser, deste modo tão ignóbil e desumano, como é treiná-los em seres vivos inocentes e inofensivos.   

 

O mundo já é um lugar demasiado violento.

 

Os seres humanos vivem rodeados de violência.

 

As crianças aprendem a ser violentas com o que lhes é mostrado diariamente como fazendo parte de uma sociedade “moderna”.

 

Como se enganam aqueles que assim pensam.

 

As sociedades de hoje desumanizaram-se.

 

É urgente humanizá-las.

 

Ensinar a maldade a uma criança, a um adolescente, a um jovem devia ser punido como um crime grave.

 

E LEMBREM-SE OS AFICIONADOS:
 
publicado por Isabel A. Ferreira às 14:49

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Terça-feira, 25 de Junho de 2013

DEDICO ESTE EXCERTO DO FILME «POWDER” (ENERGIA PURA) A TODOS OS MATADORES (VULGO CAÇADORES) QUE VIERAM A ESTE BLOG DESTILAR O SEU INSTINTO SANGUINÁRIO

E se fossem vocês?

 

Esta é a cena em que um caçador caça em área proibida e ao se vangloriar da sua caça, um paranormal o conecta ao animal moribundo e o faz sentir na pele o que ele fez a esse animal.

 

É um filme lindo, magnífico, que mexe com a sensibilidade... Para quem a tem, obviamente...

 

 

 

Animais não humanos sofrem todos os dias nas mãos de animais humanos predadores sem consciência.

 

(Atenção! Não como animais de espécie nenhuma, mas não sou vegana, por isso, não confundam alhos com bugalhos)

 

Aqui deixo a versão completa do filme, para quem estiver interessado.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:53

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Sexta-feira, 21 de Junho de 2013

A CAÇA É UM INSTINTO PRIMITIVO QUE NOS DIAS DE HOJE SE DENOMINA BIOCÍDIO

 
 
 

Ricardo, deixou um comentário ao post DA CAÇA E DOS CAÇADORES às 20:44, 2013-06-20.

Comentário:

 

«Como jovem caçador, devo dizer que você não tem a mínima noção daquilo que esta a dizer. Para já caçador não é Matador, caçador é conservador, protector e equilibrador das espécies

 

Matador é no talho.

 

Ó Ricardo, se, neste momento, pudesse ver o meu sorriso… é de condescendência… Vê-se logo que é “jovem”, ou talvez inexperiente, ou talvez desconhecedor da terminologia adequada às circunstâncias.

Bem sei que ninguém gosta que lhe chamem MATADOR.

Podia chamá-lo de ASSASSINO, que ainda era pior. Porque quem MATA um SER VIVO é MATADOR. Isso não há qualquer dúvida, ou assassino, ou  verdugo, enfim…

O talho é matador? Não sabia. Ou será que é o homem do talho, o que retalha o corpo morto de um animal? Não é ele que o mata. Nem o talho. Logo não são eles os MATADORES.

 

Devo lhe dizer que nos tempos que correm se nao fossem os caçadores, a maioria das espécies cinegéticas, para não dizer TODAS, ja estariam extintas.

 

Pois devo dizer-lhe eu, que nos tempos que correm, se não fossem os caçadores, muitos animais NÃO ESTARIAM EXTINTOS.

Isso é um mito tão sem fundamento como o dos Touros, sem as touradas.

Os animais não nasceram para ser caçados. Se eles tiverem de se extinguir, extinguem-se por razões naturais, não por acção assassina do homem predador.  

Muitas espécies já estão extintas ou em vias de extinção, devido a essa ignorância dos caçadores.

 

O caçador preocupa-se na sua conservação, através de Repovoamentos e controlo de predadores que põem por vezes em risco essas espécies.

 

Isto não é verdade. É uma desculpa muito esfarrapada, para justificarem o vosso INSTINTO PRIMITIVO DE MATAR.

 

Basta de mal tratar o pobre do caçador, peço lhe que se informe e perceba que o caçador é amigo da natureza, é claro que mata, mas digo-lhe quando um caçador por ano mata 50 coelhos no ano a seguir são repovoados centenas deles.

 

Coitadinho do “pobre” caçador! Coitadinhos é dos COELHOS, que estão sossegadinhos no seu habitat e vêm uns monstrengos de arma na mão e tiram-lhes a vida, sem dó nem piedade.

Tenha santa paciência, isso faz parte de instintos assassinos! Que repovoamento, que treta!

A Natureza NÃO PRECISA da intervenção do animal humano predador, para se repovoar, ou refazer.

Antes do animal homem, já existiam animais, que sabiam CUIDAR DO PLANETA, coisa que o homem predador  não sabe.

 

As entidades que gerem o sector da caça e sobretudo todos os defensores dos animais, preocupam-se em ofender, reprimir e prejudicar o caçador, mas nao se preocupam pela causa primcipal causa que lhe é incumbida, que é defender os animais.

 

Defender os animais, MATANDO-OS? Vê-se logo que tem um “raciocínio” de predador. Isto é de doidos! Só pode ser!

 

Em jeito de exemplo devo lhe dizer, caso nao saiba, que nos dias de hoje o principal MATADOR do coelho-bravo chama-se MIXOMATOSE e HEMORRAGICA, todos os caçadores e principalmente associaçoes de caça se preocupam em combater esta doença com os poucos meios que têm, e as entidades a quem lhes compete isso pouco ou nada fazem para descobrir a cura para esta terrivel doença.

 

Ai sim? Não é isso que dizem os MÉDICOS VETERINÁRIOS. Que competência médica têm os MATADORES para combater doenças de coelhos?

E a batida à raposa? Que mal há com as raposas e com os outros animais, as belas aves, que têm o direito de viver livremente  e condignamente no seu habitat?

 

Antes de comentar este meu post, pense.... assista a uma caçada... veja o trabalho que é feito 365 dias por ano pelo caçador para ajudar a conservaçao da natureza.

 

Deus me livre! Não sou sádica para andar a ver MATAR os meus irmãos animais. Que conservação da Natureza! Vocês lá sabem o que isso é!

 

Pare de ofender, exponha a sua ideia. A caça nunca ira acabar enquanto houver caçadores, percebam isso, e ajudem a conservar a natureza. O entao vao apanhar aquelas pessoas que realmente cometem crimes. CAÇA NAO É CRIME. CAÇA É conservaçao e tradiçao.

 

Ofender? Quem é que estou a “ofender”?

Dizer a verdade é ofender?

E o que exponho não são ideias, SÃO FACTOS. Factos reprováveis, criticáveis, numa sociedade que já não precisa da caça para nada.

MATAR não é, nem nunca foi sinónimo de CONSERVAR A NATUREZA.

A CAÇA É UM BIOCÍDIO. É UM CRIME CONTRA ESSA NATUREZA.

MATAR NUNCA FOI TRADIÇÃO EM PARTE ALGUMA.

 

Matar foi uma NECESSIDADE nos tempos primitivos, que se transformou num HÁBITO de predadores.

Que idade disse que tinha?

Disse ser jovem?

Não, não é. Tem pelo menos uns milhares de anos de atraso…

Não evoluiu nada.

 

Isabel A. Ferreira

 

 
publicado por Isabel A. Ferreira às 18:35

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Quinta-feira, 13 de Junho de 2013

Luta de animais e "prática da Idade Média" – E a tourada não será, matador Vítor Mendes?

 

A propósito do despropósito do torcionário João Moura Jr., em relação ao Bull Baiting, o Correio da Manhã ouviu as declarações do matador Vítor Mendes e do torcionário Joaquim Bastinhas.

 

 

João Moura Jr. – um covarde, metido a valente, diante de um Touro já ferido de morte…  

 

«Mendes e Bastinhascondenam atitude mas realçam que é acto único»  

 

1 - «O matador Vítor Mendes condena as acções do seu colega de profissão, tanto o facto de "ter atiçado animais uns contra os outros, como ir depois publicar as imagens na Internet".

 

Identificando-se "como toureiro profissional e criador de animais", Mendes considera que o caso em questão "é uma prática da Idade Média que não tem qualquer razão de ser".

 

- O matador Vítor Mendes não tem qualquer moral para criticar o Júnior naquilo que este fez de “medieval”, pois se o matador Vítor Mendes também é mais do que medieval, é primitivo, nas suas práticas tauromáquicas.

 

2 - No entanto, o cavaleiro rejeita qualquer tentativa de generalização ou críticas que possam ser dirigidas à sua classe, alertando para que o que está em causa nesta situação "não é a Tauromaquia nem a arte de tourear. Isto é o acto de um único indivíduo e não se pode conjugar uma coisa com a outra", concluiu.

 

- Pois também aqui se engana o matador Vítor Mendes. O que está aqui em causa é uma das desprezíveis variantes da tauromaquia (luta com touros), sejam com animais não-humanos ou humanos. (É só procurar na Internet. Está lá tudo sobre a modalidade). O que interessa aqui é a TORTURA a que se submete o Touro, para gozo de psicopatas e divertimento de sádicos.

 

Além disso, este não será um “acto de um único indivíduo”. Quantos mais, às escondidas, praticam o Bull Baiting, por este Portugal fora? O acto único foi o facto de o Mourinha ter colocado as fotos no Facebook. Por isso, os tauricidas não lhe perdoam. Era algo que mantinham entre paredes. Não era para se saber. Mas sabia-se. Só que não havia provas. E o João Moura Jr. forneceu-as ao mundo.

 

Um tauricida que é capaz de esburacar um Touro por prazer, será capaz de o dar às dentadas de cães treinados para morder.

 

Como isto é crime, esperamos que a justiça funcione, desta vez.
 

Joaquim Bastinhas, que não tinha tido conhecimento do ocorrido até o CM ter procurado uma reacção do cavaleiro, revelou que "caso seja verdade, é lamentável um comportamento destes que nada tem a ver com os toureiros".

 

Bastinhas afirmou conhecer Moura Jr: "Até já estive em casa dele, e pelo que vi custa-me a acreditar numa coisa destas", diz, reforçando a ideia de não saber de nada nem ter visto ainda qualquer imagem do sucedido.

 

- Joaquim Bastinhas, não seja cínico. Logo que começámos a publicar as fotos do CRIME qual o torcionário que não tratou de saber dos pormenores? Além disso, não lamenta nada, porque esburaca Touros, e mais mordidela, menos mordidela numa vaca, que diferença faz a um tauricida?

 

E é óbvio, que o Bull Baiting tem a ver com toureiros, se são os toureiros que gostam de torturar Touros!

 

O quase desaparecimento do mundo virtual

 

Apesar de manter activa a sua conta do Twitter, sem qualquer actividade durante esta quarta-feira, João Moura Jr. suspendeu entretanto a página do Facebook onde publicou as imagens polémicas. Durante todo o dia, o jovem cavaleiro manteve-se incontactável.

 

O seu agente, que na terça-feira referiu sobre o caso "os cães estão a ladrar para assustar a vaca", disse ao CM que já não trata de nenhum assunto relacionado com João Moura Jr., excepto as corridas em que o cavaleiro participa.»

 

- Pois é bom que João Moura Jr. se tranque a quatro portas e não apareça tão cedo em lado nenhum. E o seu agente, coitado, faria melhor ter ficado calado e não pretender fazer de parvos os leitores, porque as imagens do Bull Baiting do Mourinha falam por si. Os cães só estão a ladrar… Sim! Nós até conseguimos ouvir os latidos dos cães, mas mais os berros da desventurada vaca a ser mordida por todos os lados.

 

Tenham vergonha e remetam-se ao silêncio.

 

Jamais conseguirão tapar o Sol com uma peneira. Jamais!

 

Fonte:

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/sociedade/luta-de-animais-e-pratica-da-idade-media#comentarios

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:24

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Segunda-feira, 6 de Maio de 2013

«TOURADAS, GARRAIADAS E (PSEUDO-) TRADIÇÕES: FEMINISMO FAZ PEGA DE CARAS AO PATRIARCADO»

 

«Contra as touradas, contra garraiadas, contra abusos. Estas tradições e outras pseudo-tradições peguemo-las de caras».

 

(Um texto que dispensa comentários e diz tudo o que há a dizer sobre a idiotice das touradas e garraiadas)

 

 

 

A pega de caras

 

Por Paula Sequeiros (Investigadora em Sociologia da Cultura)

 

«O garbo, a pose, o traje de luzes! O cheiro a sangue a borbotar do cachaço do touro ferido pela espada, pelas bandarilhas. O homem macho feito espetáculo. Que melhor nome podia ter? O marialva, o matador. O touro bravo, a natureza bruta, dominada, jaz aos pés.

 

Versão mais soft(?), sem morte do animal. À vista. Morte assegurada, muitas horas mais tarde, fora da arena. Versão espetáculo do sofrimento de animais, de todas as maneiras. Dos touros, mas também dos cavalos treinados para enfrentar outro animal, tornado inimigo pela tourada.

 

O dicionário define garraio: 1. Touro novo (que ainda não foi corrido). 2. [Figurado] Homem inexperiente.i

 

Touro não é animal em estado natural. É produto de apuramento genético para fabricar animal de aspeto fero, inimigo-ator, animal-espetáculo, animal-para-morrer. Produto, portanto, mais que animal. Garraio: produto incipiente na linha de produção, pretérito do produto final.

 

Homem domina animal, civilização domina natureza – duplamente. Recria-a por capricho, cria-a para morrer à mão. Tradição ancestral. Imagem dum passado em caixilho dourado, pechisbeque. História-mito, almofada onde adormece a consciência do animal humano para esquecer que o é, para ascender a diferente, superior animal com direito à vida e à morte de todos os outros. Mito caprichado da supremacia. Retirado da natureza, estádio vil em que animal mata animal para comer.

 

Dentro da civilização duma natureza-objeto, no abuso por gozo puro, requinte cultural do homem-macho. Natureza criada pelo patriarcado e pelo industrialismo à sua própria imagem. No mundo há muitas outras naturezas. A tradição estava criada. A tradição está servida.

 

«Civilização, obviamente, refere-se a um padrão complexo de dominação de pessoas e de toda a gente (todas as coisas) mais, atribuído frequentemente à tecnologia – fantasiada como «a Máquina». Natureza é um símbolo tão potente de inocência em parte porque 'ela' é imaginada como privada de tecnologia, para ser o objeto da visão e assim uma fonte tanto de saúde como de pureza. Homem não está na natureza em parte porque não é visto, não é espetáculo».ii

 

Praxe académica, garraiada, queima-das-fitas.

 

«A praxe, enquanto ritual iniciático, transmite todo o tipo de valores reacionários. Valores como a submissão, o sexismo, a homofobia e o corporativismo são exaltados, numa 'escola de vida' na qual se ensina a supressão do pensamento crítico, a obediência cega à ordem estabelecida e a necessidade de impor hierarquias de tipo militarista na sociedade». iii

 

Garraiada vai bem com praxe. Praxe também é tradição, ou não? Faz-se correr animal jovem (também podia ter sido aluno, como antigamente, outro garraio), enquanto outros maltratam, batem, puxam o rabo. Não o fariam se fosse outro animal, talvez. Garraio existe para ser garraiado.

Caloiro existe para ser praxado.

 

Morreu? Foi sem querer. Bicho é coisa, bicho é não-homem, bicho é apenas natureza. Feito para isso. Homem-macho opõe-se a bicho, não tem 'coisas' por animais, não é abichanado. Civilização é homem-macho.

 

Praxe rima com abuso. Praxe rima com macho.

 

Abusos sobre raparigas? Não é praxe, é exagero. Acontece é muito.

 

«A contestação da Praxe em Portugal não é coisa recente. Em textos que datam da primeira metade do século XVIII, já alguns estudantes atacam, por vezes em forma versificada, as assuadas rituais ou verbais: canelões e investidas».iv

 

A tradição reinventa-se, justifica-se todos os dias. Ou transforma-se.

 

Que tem feminismo a ver com touradas e garraiadas? Tem tudo.

 

O pensamento feminista associa natureza e humanidade, não as opõe. Forjado na luta contra a opressão de género, opõe-se a todo o género de opressões.

Contesta a história patriarcal, as tradições de negar direitos, de naturalizar maus-tratos. Celebra a reinvenção do quotidiano, sonha outras tradições.

 

Contra as touradas, contra garraiadas, contra abusos.

 

Estas tradições e outras pseudo-tradições peguêmo-las de caras.

 

***

Bibliografia:

i Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

ii Haraway, Donna. 1994. “Teddy bear patriarchy: taxidermy in the garden of Eden, New York city, 1908-1936.” P. 49-95 in Culture power history: a reader in contemporary social theory, edited by Nicholas B. Dirks, Geoff Eley, and Sherry B. Ortner. Princeton, N.J.: Princeton University Press.: Princeton University.

iii Coelho, Ricardo. 2012. A praxe como escola de vida. Esquerda.net. 22 abril.

iv Frias, Aníbal. 2003. “Praxe académica e culturas universitárias em Coimbra. Lógicas das tradições e dinâmicas identitárias.” Revista Crítica de Ciências Sociais, 2003 (66, Outubro):81-116.»

 

Fonte:

http://www.esquerda.net/opiniao/touradas-garraiadas-e-pseudo-tradi%C3%A7%C3%B5es-feminismo-faz-pega-de-caras-ao-patriarcado/23123

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:45

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