Domingo, 5 de Julho de 2020

Fim de subsídios públicos à tauromaquia

 

Vejam como agir aqui: 📧 https://bit.ly/3iGSZBU =

Sabiam que, em Portugal, têm vindo a ser canalizados, ano após ano, milhões de euros de dinheiros públicos para a tauromaquia [ = tortura de Touros e Cavalos] ?

 

 Por exemplo, em 2019, a Câmara Municipal de Santarém destinou cerca de 20 mil euros às touradas. Quinze mil euros foram para a compra de bilhetes para oferta e o restante para pagar o seguro dos forcados locais. Choca-te? Então, façam qualquer coisa.

 

O Fim aos Subsídios Públicos à Tauromaquia está prestes a ser discutido em Plenário. Têm uma mensagem-tipo que podem enviar por e-mail para os grupos parlamentares. Está aqui: https://bit.ly/3iGSZBU

E aqui está a lista de dinheiros públicos que vão para a tauromaquia, elaborada pela Associação Animal:


http://www.enterrartouradas.org/images/Base_de_Dados_Dinheiro_Publico_TM.pdf?fbclid=IwAR1DxiojuBYi-naeaL7FiS_ySVlY1EnS7bp0j55qkL4TqhaeCEhOSjdP8m0

 

Marinhenses Anti-touradas

 

TOUROS SANTARÉM.jpg

 

Fonte: https://www.facebook.com/antitouradas/photos/a.215152191851685/3353672761332930/?type=3&theater

 

Chegou o momento para dizermos aos deputados que elegemos o que queremos que eles façam exactamente.

 

Por favor, enviem as vossas mensagens para:


gp_ps@ps.parlamento.pt; gp_psd@psd.parlamento.pt; bloco.esquerda@be.parlamento.pt; gp_pcp@pcp.parlamento.pt; GPCDS@cds.parlamento.pt; pan.correio@pan.parlamento.pt; PEV.Correio@pev.parlamento.pt; gabinete@il.parlamento.pt; gabinetejkm@ar.parlamento.pt;

Com CC a: info@animal.org.pt



Exmos. Senhores deputados da Nação,


Está para ser discutida em Plenário, a Iniciativa Legislativa de Cidadãos cujo Projecto-Lei “sugerido” determina o fim dos subsídios públicos à tauromaquia.



É público e oficial que muitos órgãos do poder local oferecem (directa e indirectamente) subsídios para as actividades tauromáquicas, quando se sabe que, infelizmente, muitos portugueses estão em situação de desemprego, ou com empregos precários e situações de fome, incluindo crianças e idosos que não têm apoios sequer para as necessidades básicas. A maioria dos concelhos que disponibiliza dinheiro para as actividades tauromáquicas não dispõe sequer de um gabinete de apoio à vítima, e normalmente são concelhos onde existe muita pobreza.


 Nestes concelhos verifica-se igualmente falta de dinheiro para a manutenção e gestão dos Centros de Recolha Oficial de animais errantes, contudo, para as práticas violentas e cruéis da tauromaquia o dinheiro não falta, e isto é algo que ofende a sensibilidade de uma sociedade já evoluída, e que enquanto membro activo dessa sociedade, pretendo ver mudado.


A tauromaquia é uma actividade cruel, contra a qual o mundo civilizado se opõe, eu incluída, e recuso-me a pactuar com esta barbárie, como cidadã, que paga os seus impostos, e deseja veementemente que sejam gastos em prol do bem da sociedade, e não em tortura de seres vivos, para que uma minoria involuída possa divertir-se, por desconhecer os divertimentos civilizados.  

 

é sabido que esta prática é legal, porém, isto não significa que ela seja aceitável, e muito menos seja financiada com os meus impostos.  


Assim sendo, e independentemente dos interesses que Vossas Excelências defendem no Parlamento, no que respeita a esta prática bárbara, venho solicitar o fim do financiamento a esta actividade, e já agora, lembrar que a abolição da tauromaquia é da inteligência, uma vez que a tauromaquia é incultura, algo que é desadequado aos tempos hodiernos.

 

Ao eleger Vossas Excelências como meus representantes na Casa da Democracia, que essencialmente é a Casa do POVO, gostaria ainda de lembrar que numa Democracia o bem comum deve estar acima de todo e qualquer interesse privado.  

 

Esperando que Vossas Excelências tenham em consideração estas reflexões, e em nome do bem comum, se inclinem para o que a esmagadora maioria do povo português espera, ou seja, que seja decretado o fim dos subsídios públicos para a tauromaquia, envio os meus melhores cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:39

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Sábado, 27 de Junho de 2020

«"Testes de Bravura a Campo Aberto”: Acosso e Derrube e Lances de Varas no Cachaço»

 

Um relato impressionante de cobardia, de crueldade, de violência cometidas contra inocentes, inofensivos e indefesos bovinos, em nome da estupidez em que a tauromaquia está assente.

Envergonho-me dos governantes e deputados da Nação, com assento na Assembleia da República (um lugar que devia ser de HONRA) cúmplices desta prática inominável, asquerosa, repulsiva, desprezível, digna de monstros  mas não de HOMENS.

 

E enquanto tivermos "gente" , também repulsiva, na Assembleia da República, a apoiar esta prática repugnante,  Portugal será um país terceiro-mundista, medievalesco, cavernícola e desprezível! 

 

Isabel A. Ferreira 

 

Garrochas Acosso e Derrube.png

 

 Por Marinhenses Anti-touradas

 

Em Portugal, praticam-se atrocidades nas ganadarias que não são do conhecimento geral. Entre estas, contam-se supostos testes de bravura dos bovinos machos.

Uma das modalidades dos supostos testes de bravura dos jovens bovinos que se pratica “a campo aberto” nas ganadarias de Portugal inclui acosso e derrube seguido de lances de varas no cachaço.

O Acosso e Derrube (também chamado de “acosso e derriba” ou, em espanhol, “acoso y derribo”) assenta na perseguição e inflicção de sofrimento a animais. Perseguem-se (acossam-se), espetam-se e fazem-se cair (derrubam-se) bovinos.

Os intervenientes principais, entre os que participam livremente, são pessoas montadas em cavalos. Cada uma destas pessoas está munida de uma vara longa que tem um comprimento de 2,5 a 3,7 m e uma ponta de metal que pica (e fere, obviamente).


Tudo decorre numa parcela de terreno duro, idealmente com 1500 metros de comprimento por 100 metros de largura, que se inicia num curral (designado por curral de saída) ou numa arena, e termina num outro curral (designado por curral de paragem), no qual os bovinos costumam pastar e dormir na(s) véspera(s) da cruel “prova”. Os bovinos referidos são machos com idades compreendidas entre 1 a 2 anos.

Os jovens animais começam por ser colocados em grupo no curral de saída (ou arena). Depois, cada um deles é separado do grupo e perseguido individualmente, em direcção ao curral de paragem, por, pelo menos, duas pessoas, auxiliar e garrochista, munidas das referidas varas.

Figura 2
A auxiliar força o bovino a correr ininterruptamente e sempre em frente pelo menos 500 metros, enquanto lhe vai batendo com a vara. Quando este, já a galopar, começa a evidenciar sinais de cansaço, a garrochista dá-lhe mais umas pancadas com a vara, até que faz o seguinte: espeta-lhe violentamente a ponta da vara/garrocha nos quartos traseiros na zona da anca, empurrando-o e levantando-o e derrubando-o. Este procedimento é repetido várias vezes.

Figura 3
É demasiado evidente que o acosso e derrube causa ferimentos e sofrimento neurológico e psicológico a estes seres sencientes. Como facilmente se percebe, origina também a morte a curto prazo de muitos deles. Uns morrem de imediato no local, por quebra do pescoço, por exemplo. Outros sofrem lesões graves, desde perfurações do ânus ou dos rins a fracturas nas pernas ou na coluna vertebral, que, mesmo que não os matem, ditam que sejam mortos. A morte (em breve) é também a consequência de uma nota negativa neste atroz teste.

Figura 4
A nota no teste ser negativa ou positiva, depende de diversos factores. O mais valorizado é a atitude do jovem bovino assim que se levanta, após cada queda, perante um incitamento a correr em direcção ao curral de saída. Assim sendo:

- Se o bovino tiver boa memória e resolver ignorar quem o está a provocar, tomando a decisão de dar meia volta e de se dirigir para o curral onde pastou e dormiu tranquilamente na véspera, na esperança de que aí o deixem em Paz, tem nota negativa;

- Se, pelo contrário, o raciocínio do animal for que se perseguir os indivíduos que o feriram talvez os consiga afastar e ver-se assim livre deles, é provável que tenha nota positiva.

Após uma nota positiva nos testes de acosso e derrube, é frequente que os bovinos tenham de suportar também testes de lances de varas no cachaço. Por vezes, estes testes decorrem logo ali, o que não quer dizer que não venham a ser repetidos também num tentadeiro (re-tenta).

Figura 5
Na imagem acima, percebe-se que o bovino que está a ser picado no cachaço, ainda está a sangrar das feridas que, uns minutos antes, lhe provocaram quando lhe espetaram a garrocha para o derrubarem.

Ao serem repetidamente picados, agora no cachaço, e até também mais atrás, por mais uma vara, que termina usualmente numa pirâmide quadrangular altamente traumática e lhes rasga e perfura a pele, a carne e os músculos, estes animais que estão a ser testados sentem dores fortíssimas. Fazendo por libertar-se da vara, empurram o cavalo montado pelo picador, o que faz com que a vara lhes perfure ainda mais o corpo e os deixe severamente feridos e enfraquecidos. Note-se que há indivíduos que são golpeados mais de uma dúzia vezes, consoante aquela que for a vontade do ganadeiro, de quem os resultados finais deste teste dependem sobremaneira.

Figura 6
Entre o que se faz aos cavalos do alto dos quais os picadores desferem estes golpes na parte mais dianteira dos bovinos, percebe-se que lhes vendam os olhos e lhes colocam um peitoral – que se sabe que é muito pesado e que lhes dificulta os movimentos. Não é difícil de perceber que os cavalos que são utilizados para este efeito ficam frequentemente com lesões, resultantes das investidas desesperadas dos bovinos, e, muitas vezes, das inevitáveis quedas.

Figura 7
Na sequência de todos estes testes referidos, há vários cenários possíveis. Refiram-se alguns. Há bovinos que sendo (ou não) ainda toureados “a campo aberto” ou no tentadeiro, e passando (ou não) por ainda mais testes no tentadeiro, ficam para sementais. Há outros que sendo (ou não) toureados algures na ganadaria, são mortos, sabe-se lá onde e como. Há também aqueles que passando (ou não) por ainda mais testes em tentadeiro, e sendo (ou não) ainda toureados na ganadaria, mas, neste último caso, sempre sem que lhes sejam cravados ferros, ficam destinados a, um dia, serem levados para uma tourada de praça.

O acosso e derrube tem uma certa visibilidade enquanto desporto equestre regulamentado praticado nalgumas comunidades autónomas de Espanha. Talvez por este motivo exista uma certa tendência para se pensar que já nunca se inclui, desde o século passado, nos testes de "bravura" feitos nas ganadarias. Mas inclui.

As figuras 2, 3 e 4 são imagens de acosso e derrube enquanto teste de bravura. Há registo de acções de formação recentes destinadas a maiorais e futuros maiorais cujos programas foram tornados públicos e dos quais faz parte a descrição das funções dos maiorais das ganadarias do Alentejo (Portugal) e da Estremadura (Espanha), incluindo no âmbito do acosso e derrube enquanto teste de bravura. Há até publicações relacionadas com tais acções de formação com descrições pormenorizadas sobre estes testes que, não restem dúvidas, ainda se fazem em Portugal.

Sejam quais forem os testes efectuados aos jovens bovinos, nada os justifica. Os próprios ganadeiros costumam concordar que "acertar na escolha de um bom toiro semental é quase uma 'lotaria'" (Manuel Pontes Dias, Ganadeiro) e "nem sequer é possível determinar se um toiro que parece ideal quando está na ganadaria irá manter as mesmas características em praça" (Vasco Brito Paes, Veterinário). Além disso, em Portugal, acossar e derrubar bovinos ou picá-los sem intenção de os derrubar, das formas acima descritas, não é legalmente permitido, seja no contexto referido, seja, por exemplo, por diversão, durante meros convívios no campo. É algo que deve ser investigado e passar a ser fiscalizado.

Ainda se vão conseguindo encontrar alguns vídeos na Internet com imagens muito duras de derrubes de bovinos. Segue-se um vídeo dos menos difíceis de visualizar, onde se assiste a acosso e derrube na Herdade das Esquilas, Portugal.  
 
 

 
CAMPANHA ACTIVA: PEDIDO AO CANAL DE TELEVISÃO CMTV. NÃO EMISSÃO DE TOURADAS. INVESTIGAÇÃO SOBRE O LADO MAIS OCULTO DA TAUROMAQUIA.
ASSINA AQUI: ✍️ https://getmymsg.com/v/vwkps
 
 
Fonte: 
https://mgranti-touradas.blogspot.com/2020/06/testes-de-bravura-campo-aberto-acosso-e.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+MarinhensesAnti-touradas+%28MARINHENSES+ANTI-TOURADAS%29

 
publicado por Isabel A. Ferreira às 16:40

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Terça-feira, 23 de Junho de 2020

O hospício é o lugar adequado para quem pratica, apoia e aplaude a barbárie tauromáquica

 

Marinhenses Anti-touradas

 

Nada como treinar com javalis e só depois passar aos testes de bravura deste género a jovens bovinos, com o suposto intuito de verificar se estes últimos servem para ser levados para touradas. É importante que um canal de televisão investigue o lado mais oculto da tauromaquia. Colabora num par de segundos. Aqui:
👉 https://bit.ly/37TS9MR

 

Imagem: João Augusto Moura (sobrinho de João Moura) a derrubar um Javali, com o auxílio de uma vara com um aguilhão na ponta:

 

COBARDIA.jpg

 

Fonte:

https://www.facebook.com/antitouradas/photos/a.215152191851685/3312719222094951/?type=3&theater&ifg=1

 

(Nota: a publicação é do Grupo Marinhenses Anti-touradas. O título é da autora do Blogue).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:38

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Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019

«Tourada de 10/10/2019 - Prótoiro Mente Descaradamente sobre Audiência»

 

Em dia de tourada emitida pela RTP, em que o canal mais visto do dia foi a SIC, a tourada não foi um dos 15 programas mais vistos do dia. E mesmo que a tourada tivesse sido o programa mais visto, nem isso justificaria a respectiva emissão!

«Claro que a Prótoiro analisou os dados de audiência disponíveis, uma vez mais, à sua maneira, e escreveu mentiras como  "A Corrida de Gala (...) acabou por ser o 8º programa mais visto do dia na televisão nacional"! 

Que se analisem os dados da responsabilidade da CAEM/GfK com imparcialidade!   (Marinhenses Anti-touradas)»

 

Marinhenses, são delírios de aficionados que estão a ver as touradas a cair no abismo, e, desesperadamente, até vêem um onde está 80. Coitados!  Vamos deixá-los delirar, porque delirar faz  bem ao fígado, e não queremos que eles apanhem cirrose. (Isabel A. Ferreira)

 

audiencias 10 de outubro.jpg

 

Fonte:

http://mgranti-touradas.blogspot.com/2019/10/tourada-de-10102019-protoiro-mente.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+MarinhensesAnti-touradas+%28MARINHENSES+ANTI-TOURADAS%29

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:53

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Quarta-feira, 11 de Setembro de 2019

«PETIÇÃO: LEIRIA – CAPITAL EUROPEIA DA CULTURA, SEM TAUROMAQUIA»

 

Marinhenses.png

 

Ora viva!

 

 

Vamos todos assinar a Petição «Leiria - Capital Europeia Da Cultura, Sem Tauromaquia» no endereço https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT94346?

 

Não interessa onde reside. Por favor, assine-a e partilhe-a.

 

Da nossa parte, estamos a apoiar esta Petição não só porque a Marinha Grande é um dos 26 municípios que compõem a Rede Cultura 2027 (criada para promover a candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura) como também porque é cada vez mais importante darmos o nosso melhor para que a tauromaquia não seja promovida/classificada como Cultura. A indústria tauromáquica já começou a colar-se à referida candidatura, como se pode perceber visitando um endereço mencionado no segundo parágrafo do texto da Petição. Temos de demonstrar que somos muitos, os que entendem que Tortura não é Cultura!

 

Muito Obrigado pela sua tão importante participação.

 

Com amizade,

Marinhenses Anti-touradas

 

P.S. Confira por favor se, além de ter assinado agora a Petição «Leiria - Capital Europeia Da Cultura, Sem Tauromaquia» e validado a sua assinatura por intermédio de um e-mail de confirmação de assinatura recebido, também já assinou a Petição Contra a classificação da tauromaquia como Património Cultural Imaterial de Portugal

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:36

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Domingo, 3 de Setembro de 2017

QUANDO MENTES DESVAIRADAS ACHAM QUE A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA É DA RACIONALIDADE

 

Sofrem os Touros e os Cavalos, nesta cruzada insana de divertir sádicos, com práticas cruéis e sanguinárias.

 

Por vezes também os carrascos são apanhados nesta onda de violência, quando os Touros, legitimamente, tentam defender-se do ataque feroz da besta humana.

 

E ainda têm a pretensão de querer elevar esta barbárie a património cultural. Só mesmo mentes deformadas podem reivindicar tal irracionalidade!

 

CAVALO COLHIDO.jpg

Património Cultural? Que Vos diz mais esta colhida de ontem?

 

Texto de Marinhenses Anti-touradas

 

 

«Mais um cavalo colhido numa tourada. Aconteceu ontem (1/09) numa “Corrida de Gala à Antiga Portuguesa”, em Mérida. O toureiro Português não sofreu lesões. O CAVALO foi perfurado e ficou GRAVEMENTE FERIDO.

 

Segundo o site Touro e Ouro, o equino está, neste momento, internado. Isto também é tauromaquia e tem de acabar!

 

Sabia que estão a ser dados passos para que a tauromaquia passe a ser formalmente considerada “Património Cultural de Portugal”? Um dos passos pode custar-nos (a todos/as nós - contribuintes fiscais) 200 mil euros! Não o permita! Não pode votar CONTRA o projecto da indústria tauromáquica no Orçamento Participativo de Portugal, mas pode votar online num outro projecto, que não está associado a maus-tratos aos animais, e que é o principal concorrente do Projecto “Tauromaquia, Património Cultural de Portugal”.

 

CONTRA AS TOURADAS, e por um projecto capaz de trazer mais cultura aos Portugueses e de fazer com que o projecto da indústria tauromáquica não vença a iniciativa do Governo de Portugal, por favor:

 

► VOTE “CULTURA PARA TODOS”. Clique no link (a azul) e siga os passos

https://opp.gov.pt/projetos/todos/463-cultura-para-todos

 

Fonte:

http://mgranti-touradas.blogspot.pt/2017/09/patrimonio-cultural-que-vos-diz-mais.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+MarinhensesAnti-touradas+(MARINHENSES+ANTI-TOURADAS)

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:39

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Segunda-feira, 14 de Agosto de 2017

CRUZ VERMELHA E TOURADAS/ RED CROSS AND BULLFIGHTING

 

E esta não é a primeira vez!!!!!

E quando uma instituição, como esta, comete um erro destes duas vezes, perde a credibilidade.

QUE VERGONHA, CRUZ VERMELHA!!!!!

 

CRUZ DA VERGONHA.png

 

EN | PT

 

Está a ser anunciada, para 19/08, uma tourada a favor da Cruz Vermelha Portuguesa de Safara e Sobral da Adiça!

 

A bullfight is being advertised for 19th August in support of the Safara and Sobral da Adiça branch of the Portuguese Red Cross.

 

Por favor, envie a mensagem abaixo sugerida, ou outra, para os endereços indicados (Cruz Vermelha local, nacional e internacional). Basta enviar uma só mensagem, mas convém colocar o seu nome no final do texto em inglês e no final do texto em português.

 

Please act now.

——————–

To/Para:

 pmaurer@icrc.org

mgirodblanc@icrc.org

mliard@icrc.org

sede@cruzvermelha.org.pt

pimentaraujo@cruzvermelha.org.pt

cvpsafarasobral@gmail.com

marinhenses.antitouradas@gmail.com

 

 [EN]

 

Dear All,

 

I am writing this e-mail on the issue of the association between the Portuguese Red Cross (PRC) and bullfighting.

 

Unfortunately, in Portugal bullfighting is still a common practice. In each of these sad events about six or seven bulls are humiliated and tortured almost to death (and often horses perish as well). Spears with barbs are thrusted forcefully into their backs, causing severe bleeding and internal damage. A very high level of physical and psychological pain is caused to the bulls. Hours later these innocent animals are then butchered, after a long period of painful agony.

 

Although it is still legal in some countries, bullfighting has become the target of huge and growing social protests. For ethical reasons, more and more organizations choose to distance themselves as much as possible from this cruel activity.

 

It is quite difficult to understand how a prestigious institution such as the Red Cross can be associated to such cruel activities practiced upon the animals. As a matter of fact, aside from the regular provision of ambulances and human means to eventually assist people actively involved in bullfighting, there are some branches of the PRC who advertise, sell tickets for and/or accept money from the bullfighting events – red blood-stained money from innocent animals. Presently a bullfight is being advertised for 19th August in support of the Safara and Sobral da Adiça branch of the PRC.

 

The PRC admits there are branches that receive money from bullfights but states they are not the organizers, and thus undervalues the regular protests, from members and sympathizers, it receives.

 

In face of what has been said I would like to appeal to the Red Cross to dissociate itself as much as possible from performances based on animal abuse, namely by not allowing its denomination/logo to be used in bullfighting posters; by not advertising bullfights; and by not accepting blood-tainted money from bullfights.

 

Thanking you in advance for the kind attention devoted to this letter, I look forward to your kind reply, which I hope will be a positive one.

 

Best regards,

Isabel A. Ferreira (Portugal)

(Name, city, country)

[PT]

Exmos./as. Srs./Sras.,

 

Escrevo-lhes a propósito da ligação da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) à selvajaria tauromáquica.

 

Infelizmente, em Portugal ainda se realizam touradas. Em cada uma delas, seis ou sete bovinos são humilhados e torturados quase até à morte (havendo também, frequentemente, cavalos que ficam feridos ou morrem). São-lhes cravados ferros que lhes provocam severas hemorragias. É-lhes provocado um elevado nível de sofrimento físico e psicológico. Horas depois, os inocentes animais são, na sua quase totalidade, abatidos, após um longo período de agonia.

 

Embora ainda legalmente permitida em alguns (oito entre 193) países, a tauromaquia tem vindo a ser alvo de uma enorme e crescente contestação social e, cada vez mais, a generalidade das organizações optam por se distanciar ao máximo desta cruel actividade por razões de ordem ética, cultural e social.

 

É incompreensível que uma instituição como a Cruz Vermelha se associe a estas práticas de crueldade sobre animais. Com efeito, além do frequente envio de ambulâncias e meios humanos para eventual socorro de pessoas envolvidas nestas práticas selváticas, há delegações da CVP que publicitam touradas, vendem bilhetes para touradas, e/ou aceitam dinheiro proveniente de touradas – dinheiro manchado de sangue de inocentes e indefesos animais. De momento, está a ser anunciada, para 19 de Agosto, uma tourada a favor da Delegação da CVP de Safara e Sobral da Adiça.

 

A CVP reconhece que há delegações que recebem verbas provenientes de touradas, mas salienta que não é organizadora, e vai assim desvalorizando os protestos que, neste âmbito, lhe vão sendo dirigidos por sócios e simpatizantes.

 

Face ao exposto, apelo a V. Exas. para que a Cruz Vermelha se dissocie o mais possível destas práticas onde animais sencientes são torturados atrozmente, nomeadamente não permitindo que a respectiva denominação/logótipo conste em cartazes de touradas, não publicitando touradas, nem recebendo verbas delas provenientes.

 

Agradecendo antecipadamente a atenção dispensada e ficando na expectativa de uma resposta a esta mensagem que espero, que seja positiva,

 

Com os melhores cumprimentos,

 

(Nome, cidade, país)

Isabel A. Ferreira (Portugal)

Via: Marinhenses Anti-touradas

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:45

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Terça-feira, 23 de Maio de 2017

BOMBEIROS DA BENEDITA DESCONHECEM A ÉTICA PROFISSIONAL E SÃO A VERGONHA DA CLASSE

 

Organizar uma tourada já é algo que desclassifica eticamente, profissionalmente, moralmente, socialmente e culturalmente qualquer pessoa individual ou colectiva, mas partindo de uma associação que se diz humanitária é de uma descomunal vileza.

No passado dia 20 de Maio, o Grupo Marinhenses Anti-Tourada e um considerável número de seres humanos comprometidos com a Ética Universal que rege a relação entre todos os seres viventes do Planeta, enviaram uma mensagem para a Associação “Humanitária” dos Bombeiros Voluntários da Benedita a pedir a esta instituição que cancelasse a tourada que está a organizar para o dia 4 de Junho, e que se dissociasse da tauromaquia, até porque a tauromaquia faz parte do universo dos mediavalescos mal formados e mal informados deste nosso pobre país, ainda muito atrasado civilizacionalmente, tal o caso da Benedita.

Pasmem com a vergonhosa resposta, cheia de falácias e erros ortográficos e gramaticais, numa língua que nem é Português, nem acordês), enviada pela direcção desta instituição carniceira que se recusou a ver o óbvio.

 

BENEDITA.png

Qual vida por vida? A vida de um Touro não é vida?

 

Resposta dos Bombeiros Voluntários da Benedita - Organizadores de Tourada Prevista para 4 de Junho

(Os sublinhados a negro são da lavra da autora deste Blog, que não podia deixar de comentar uma tão aviltante resposta. A vermelho estão os erros ortográficos)

 

Posted: 22 May 2017 02:42 PM PDT

 

Fica aqui (I) a resposta que recebemos do endereço de e-mail do Comando dos Bombeiros Voluntários da Benedita em nome da Direcção, bem como (II) a nossa mensagem que gerou esta resposta (uma mensagem bem elaborada e fundamentada cientificamente, mas totalmente ignorada pela direcção dos BVB. E assim como o pior cego é aquele que não ver, o pior ignorante é aquele que opta pela ignorância militante e activa).

 

I - Resposta dos Bombeiros Voluntários da Benedita

 

(Data: 22 de maio de 2017 às 19:03)

 

Exmos. Srs.

 

No passado dia 22 de maio (Maio) foi enviado um e-mail dirigido ao Presidente e Vice-Presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários da Benedita, com conhecimento de um conjunto de faz favor, organizadores da XV Corrida Toiros a Portuguesa, que se irá realizar na Benedita no próximo dia 4 de Junho.

 

O referido e-mail é uma prática recorrente dos anti-taurinos (anti-touradas, se faz favor, anti-taurinos são os que torturam Touros, ou seja, os BVB) e tece um conjunto de considerações sem adesão à realidade que, por tentarem condicionar uma iniciativa cultural (iniciativa “coltural”, querem dizer, porque da Cultura não faz parte a tortura de bovinos)) com fins de beneficência, importa refutar (fazer caridadezinha à custa do sofrimento de um ser vivo, não é beneficência, é descaridade, porque a caridade não inclui tortura, seja de animal humano ou não humano).

 

1 –  A Corrida de Toiros da Benedita é realizada desde 2002 com grande sucesso, não se podendo assim considerar-se que não existe tradição taurina nesta localidade. Todos os anos, de norte a sul do país, realizam-se em média cerca de 25 festivais taurinos, que são festejos taurinos de beneficência e cujos lucros se destinam a apoiar as mais diversas instituições sociais, como os Bombeiros, associações de apoio a deficientes, associações infantis, entre muitas outras (Lucros? Lucrar com o tormento de um ser vivo é de uma descomunal baixeza moral, desadequada a uma associação que se diz humanitária). A Corrida de Toiros da Benedita é um desses festejos taurinos com fins de beneficiência (beneficência).

 

2 – É referido no e-mail que as corridas de toiros provocam danos mentais nas crianças. No entanto, há séculos que milhões de crianças portuguesas assistem a touradas sem que isso lhes cause qualquer tipo de problema. (Tanto causa problemas que há séculos milhões de crianças cresceram com deformações mentais que duram até à idade adulta, transformando-as em sádicas, uma doença do foro mental). Em Portugal as touradas estão classificadas para maiores de 12 anos (é só um aconselhamento, pois qualquer criança com mais de 3 anos pode assistir a touradas acompanhada de um adulto) e, por exemplo, a Entidade de Reguladora da Comunicação Social, quando chamada a pronunciar-se sobre a assistência de menores a touradas na RTP, referiu precisamente que estas não eram suscetíveis (susceptíveis) de influir negativamente nas crianças e adolescentes. (A RTP ou a ERC não têm idoneidade para aferirem das nefastas consequências que a crueldade contra animais provocam nas crianças. Essa é uma competência de psiquiatras, e estes são unânimes no seu diagnóstico: a violência e a crueldade inerentes às touradas causam prejuízo mental às crianças. A avaliação da RTP e da ERC vale ZERO).

 

 

Não existe nenhuma prova científica que fundamente esta afirmação, que chegou a ser repetida pelo Comité dos Direitos das Crianças da ONU, sem apresentar nenhuma prova. Pelo contrário, o único estudo científico realizado por uma entidade estatal e independente, sobre as crianças e as touradas, a Comissão de Proteção (Protecção) de Menores da Comunidade de Madrid, concluiu que "não existe nenhum fundamento científico para afirmar que a assistência de menores a touradas tenha impacto negativo na sua personalidade e bem-estar." (Outra comissão   do mesmo (des)nível da RTP ou ERC. E para que a direcção dos BV da Benedita não morra ignorante aqui fica o parecer da Ordem dos Psicólogos, sobre o impacto psicológico da exposição das crianças aos eventos tauromáquicos.

 

http://recursos.ordemdospsicologos.pt/files/artigos/impac_psic_expo_ev_tauro.pdf

 

3 – Ao contrário do que é referido no e-mail, as bandarilhas não são arrancadas à força do dorso do toiro. Depois da lide, o animal regressa aos curros onde descansa e bebe água. É tratado e as bandarilhas são retiradas através de procedimento médico-veterinário, pelo veterinário ou sob a sua supervisão. De seguida, o touro segue para o matadouro onde é abatido num prazo máximo de cinco horas ou regressa ao campo para ser semental, vivendo o resto dos seus dias em liberdade e procriando. (Esta ignorância ronda a estupidez. Para que a direcção dos BV da Benedita não morra ignorante aqui deixo outros link,s com o parecer de um veterinário que já trabalhou nos bastidores das arenas e um estudo sobre a matéria:

 

A TOURADA VISTA POR UM MÉDICO VETERINÁRIO

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/572988.html

 

 

A VERDADE PERVERSA SOBRE A TORTURA DE TOUROS E CAVALOS, ANTES, DURANTE E DEPOIS DA LIDE

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/484004.html

 

 

Face ao exposto, a direção (direcção) dos Bombeiros Voluntários da Benedita não encontra nenhuma razão que justifique o fim da Corrida de Toiros nesta localidade. Pelo contrário, tem sido demonstrado desde 2002 que esta iniciativa cultural é acarinhada pela população local que adere com entusiasmo à mesma. Tal compreende-se não apenas pela identificação cultural com a tauromaquia como também pela carácter de beneficência associado à iniciativa. Claro que esta selvajaria é “acarinhada” por uma população que não evoluiu, mantém a mentalidade medievalesca, que faz parte das terras portuguesas mais atrasadas civilizacionalmente).

 

Com os melhores cumprimentos,

A Direção (Direcção)

***

II - Mensagem enviada por nós para todos os destinatários indicados

(Data: 20 de m aio de 2017 às 22:24)

 

Assunto: Início de Acção - Por favor, não sejam cúmplices da tortura de animais

 

Excelentíssimos Senhores Presidente e Vice-Presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários da Benedita,

Excelentíssimo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça,

Excelentíssimo Senhor Presidente da Junta de Freguesia da Benedita,

Excelentíssimos Senhores Patrocinadores (de anteriores touradas na Benedita),

 

Tomámos conhecimento de que está a ser anunciada uma tourada para decorrer, no dia 4 de Junho, na Benedita, com organização a cargo dos Bombeiros Voluntários locais

https://www.facebook.com/touradabenedita/photos/rpp.139077916270990/765920276920081/?type=3&theater).

 

A indústria tauromáquica, em desespero perante factos como o acentuado decréscimo do número anual de touradas e espectadores https://www.rtp.pt/noticias/pais/touradas-em-portugal-continuam-a-perder-espetadores_a982041, tem feito de tudo para conseguir entrar em localidades onde a tradição não existe, como é o caso da Benedita (onde apenas se começaram a realizar espectáculos tauromáquicos em 2002), valendo-se da existência de praças de touros ambulantes ainda que estas ponham em causa a segurança do público

http://farpasblogue.blogspot.pt/2014/04/panico-esta-tarde-em-tourada-em-samora.htmlhttp://www.radiocampanario.com/ultimas/regional/queda-de-bancada-de-praca-de-touros-na-orada-borba-provoca-tres-feridos-c-somhttp://www.laopiniondemurcia.es/municipios/2011/06/10/muere-nino-14-meses-plaza-toros-portatil/329423.html.

 

Na tentativa de tornar a tauromaquia menos intolerável para as populações, esta mesma indústria recorre a manobras como a “beneficência”. Não é, pois, de estranhar, não só o interesse pela vila da Benedita, como a instrumentalização da respectiva Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários (BVB).

 

Perguntando-nos por que motivo a bondade dos BVB não se vai estender aos cavalos e aos touros obrigados a participar no espectáculo em questão, nem mesmo às muitas e muitas pessoas que o mesmo deixará consternadas, concluímos que talvez seja por falta de noção do sofrimento que, na realidade, está contido nas touradas. Neste contexto, pedimos ao Sr. Presidente da Direcção dos BVB, bem como ao Sr. Vice-Presidente da Direcção, o favor de lerem (e transmitirem também aos demais membros organizacionais) o que se segue. Alargamos o mesmo pedido aos restantes destinatários desta mensagem.

 

1 - A moderna investigação em neurociência removeu quaisquer dúvidas que pudessem existir acerca da senciência de animais como as aves e os mamíferos (e.g. touro, cavalo), tal como é evidenciado pela “The Cambridge Declaration on Consciousness”, que foi assinada na Universidade de Cambridge em 2012 por um grupo proeminente de neurocientistas cognitivos, neurofarmacologistas, neurofisiologistas, neuroanatomistas e neurocientistas computacionais,

Vide s.f.f.:

http://fcmconference.org/img/CambridgeDeclarationOnConsciousness.pdf.

Quer isto dizer que animais como os "touros de lide" e os "cavalos de toureio" são seres que têm não só sensibilidade, como também consciência, tal como os animais ditos humanos;

2 - A tauromaquia é uma actividade que implica violência extrema contra animais sencientes indefesos. Os cavalos sofrem física e psicologicamente. Os touros, totalmente desrespeitados, sofrem ainda mais e por um período de tempo mais alargado. Em termos muito gerais, e começando pelo período que se inicia algumas horas antes do espectáculo em si, estes bovídeos começam a sofrer e a ficar debilitados durante a fase de preparação para as corridas à portuguesa – seja, por exemplo, durante o transporte ganadaria-praça em que o stress os faz perder cerca de 10% do seu peso, seja na preparação dos seus cornos (vide s.f.f. http://mgranti-touradas.blogspot.pt/search?q=embola%C3%A7%C3%A3o). Na arena, não faltam sinais de medo, confusão, stress, exaustão, dor e muito sofrimento, sinais estes que, por desconhecimento, nem sempre são identificados (vide s.f.f. http://mgranti-touradas.blogspot.com/2012/03/corridas-portuguesa-sinais-de.html). Já fora do alcance da vista do público, os ferros/bandarilhas são arrancados à força do dorso das vítimas, o que lhes provoca extensas feridas e um sofrimento-atroz marcado por ensurdecedores berros de dor. Por fim, na quase totalidade dos casos, resta a estas pobres vítimas aguardarem, em tremenda agonia, pelo abate em matadouro;

 

  1. Perante o exposto no ponto 1 em articulação com explicado no ponto 2, é inequívoco concluir que actividades como a tauromaquia são, em termos do sofrimento que causam aos animais obrigados a participar, equiparáveis a crimes perpetrados sobre seres humanos;

 

  1. O conhecimento científico e a disponibilidade de informações sobre a violência contra animais que é exercida nas touradas, a par da tendência das sociedades modernas para se tornarem cada vez éticas e civilizadas, tem levado a que em todos os poucos países do mundo onde as cruéis touradas ainda são permitidas, estas enfrentem cada vez mais contestação, recomendações, restrições e mesmo proibições, valendo a pena referir alguns exemplos, como os que se seguem, nesta matéria. O Comité dos Direitos das Crianças da ONU aconselhou vários destes países, entre os quais Portugal, a criarem legislação que restrinja a participação de crianças em touradas, quer como participantes quer como espectadoras, referindo estar "preocupado com o bem-estar físico e mental das crianças envolvidas em treinos para touradas", bem como “com o bem-estar mental e emocional das crianças enquanto espectadoras que são expostas à violência” destes espectáculos (https://www.publico.pt/2014/02/05/sociedade/noticia/comite-da-onu-quer-limitar-participacao-de-criancas-portuguesas-em-touradas-1622477). Em Espanha, as corridas de touros foram proibidas na Catalunha (http://activa.sapo.pt/estilo-de-vida/2010-07-29-Catalunha-proibe-corridas-de-touros). Por cá, já vários municípios e tribunais as condenaram, enquanto a sociedade civil vai demonstrando claramente que quer que acabem, quando, por exemplo, entre mais de mil ideias para o futuro do País apresentadas nas duas edições de “O Meu Movimento”, do XIX Governo de Portugal (2011-2015), surgem como ideias mais votadas pelos Portugueses e Portuguesas: a “Abolição das Corridas de Touros” e o “Fim dos Dinheiros Públicos para as Touradas” (http://www.jn.pt/sociedade/interior/movimento-pela-abolicao-das-touradas-admite-referendo-2506060.htmlhttp://www.cmjornal.pt/sociedade/amp/touradas-recebem-16-milhoes-de-euros).

 

Existem muitas formas dignas de os BVB angariarem fundos. Organizar espectáculos tauromáquicos não é certamente uma delas. De resto, ao serem promotores e beneficiários de uma lenta e cruel ceifa de vidas, os BVB violam inclusivamente o disposto no artigo 3.º dos seus estatutos no qual ficou determinado que essa associação “irá socorrer feridos e doentes e irá proteger por qualquer outra forma vidas e bens” 

http://www.bvbenedita.pt/Estatutos_BV_Benedita.pdf).

 

E ainda que se subentendesse que os estatutos se referem exclusivamente a vidas humanas, proteger vidas humanas passa por não ser responsável por eventos que provoquem emoções negativas e mal-estar em indivíduos humanos (o que pode ter reflexos negativos na saúde de alguns destes indivíduos e, no limite, causar mortes), sendo que organizar touradas implica ser responsável pela tortura de animais não-humanos, acontecimento que causa a muitas pessoas, como nós, preocupação, muita tristeza, desespero, repulsa, raiva, um enorme sentimento de impotência e um terrível mal-estar. Proteger vidas, ainda que eventualmente apenas humanas, deveria também passar por prevenir situações das quais seja previsível que resultem feridos (humanos) para socorrer, importando lembrar que é muito frequente ocorrerem acidentes nas touradas que causam lesões, e algumas vezes até a morte, a quem nelas actua. Os BVB ainda estão a tempo de, numa atitude de grande coragem, decência e bondade, e numa demonstração de mais respeito quer por animais não-humanos quer por animais humanos, cancelarem a “corrida de toiros” a seu favor e se dissociarem por completo da indústria tauromáquica. Fica o nosso pedido de que assim seja a essa nobre Instituição, na pessoa dos senhores Presidente e Vice-Presidente da Direcção. 

 

A Junta de Freguesia da Benedita (JFB) deve apoiar iniciativas de instituições como os BVB, é certo. Porém, deve declinar o seu apoio a actividades, organizadas por quem quer que seja, que indignem uma parte considerável da respectiva população e/ou prejudiquem a imagem da freguesia, como sejam as touradas, que têm estes dois efeitos negativos referidos (prejudicando também a imagem de todo o concelho de Alcobaça). Fica a nossa sugestão de que a JFB proponha aos BVB que optem por eventos não violentos, como sejam concertos musicais, e apoie estes últimos. 

 

No âmbito da responsabilidade social das empresas, faz todo o sentido que estas apoiem associações como as de Bombeiros Voluntários. No entanto, jamais o devem fazer por intermédio de patrocínios a práticas como as touradas, que: violam direitos humanos e os direitos das crianças em particular, conforme adverte o Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas; contribuem para uma sociedade menos justa, na qual se torturam seres sencientes em nome do entretenimento; e causam uma enorme tristeza e revolta num número muito significativo de pessoas, stakeholders (partes interessadas) de tais empresas. Endereçamos aos habituais patrocinadores das touradas organizadas pelos BVB o nosso apelo para que não apoiem espectáculos tauromáquicos, sendo que, se o continuarem a fazer, no que depender de nós, perderão quota de mercado.

 

Perante todo o exposto, e tendo em conta que a realização de corridas de touros em praças ambulantes carece de autorização e licenciamento por parte do Município onde se pretende a instalação destas, pedimos à Câmara Municipal de Alcobaça, na pessoa de V. Exa., Sr. Presidente Paulo Inácio, que recuse conceder qualquer licença ou autorização para a realização desta ou de qualquer outra tourada, contribuindo assim para o avanço em direcção a uma sociedade menos violenta, mais justa e mais civilizada. 

Agradecendo antecipadamente a atenção dispensada e ficando na expectativa de respostas convergentes para o fim da realização de touradas na Benedita, 

 

Com os melhores cumprimentos,

Marinhenses Anti-touradas

(Marinha Grande - Portugal)

***

Espero que aqui tenha ficado matéria suficiente para que a direcção dos BV da Benedita suspenda a realização da selvajaria desapropriada e maléfica que está a organizar.

Ou então dispam a farda porque não têm dignidade para a usarem.

São a maior vergonha dos Bombeiros Voluntários de Portugal.

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:38

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Terça-feira, 7 de Abril de 2015

SE JESUS CRISTO FOI TORTURADO E CRUXIFICADO, POR QUE NÃO SACRIFICAR NOVILHOS PARA DIVERTIR OS TAURICIDAS “CATÓLICOS”?

 

«Será este o motivo pelo qual, na Páscoa da Ressurreição de Cristo, um povinho ainda muito atrasado que vive em Abiúl, uma terrinha também com um desmedido atraso civilizacional, se diverte a torturar novilhos em nome da “tradição” dos broncos?

 

E assim vai este nosso país cada vez mais retrógrado, com o aval da igreja católica e do estado português» (I.A.F.)

 

NOVILHADA.jpg

Foto: http://farpasblogue.blogspot.pt/2015/04/fotos-impressionantes-da-cornada-de.html

 

Tudo Errado!!! Incluindo a continuação da novilhada após ter “terminado”…

 

Domingo de Páscoa, houve uma novilhada em Abiúl. Foi organizada pela Junta de Freguesia! Parte do valor dos bilhetes vendidos reverteu a favor dos Bombeiros Voluntários de Pombal!

 

Como se não bastasse, depois do espectáculo tauromáquico, continuou a ânsia de torturar animais. Pelo menos um jovem novilheiro torturou, à porta fechada, mais um jovem bovino! A coisa não correu bem. O novilheiro ficou ferido. Não havia nenhuma ambulância no local. Por acaso, ainda estava uma médica na enfermaria da praça que suturou o jovem (o jovem dito humano, claro está). Mas ainda há mais!

 

Os blogues tauromáquicos não param de publicar imagens dos ferimentos do novilheiro, a maioria das quais muito mais chocantes do que aquela que seleccionámos. Alguns blogues já publicaram a notícia 4 (quatro) vezes! Parece que quanto mais sangue melhor! O dos novilhos não impressiona?

 

Então, toca a publicar fotos de pessoas feridas! É este o “mundo” da tauromaquia! Um “mundo” de sangue e violência!

 

Um “mundo” em que a sede de sangue é de tal ordem que, como se pode comprovar, os maus-tratos aos animais não acabam quando o público sai da praça!!!

 

Felizmente, a tauromaquia é cada vez mais contestada socialmente e, em breve, será abolida.

 

 

Marinhenses Anti-touradas - Depois de terem sido torturados os novilhos do programa de acordo com o que estava no cartaz da novilhada, e de o público que pagou bilhete ter deixado a praça, ficaram algumas pessoas e novilheiros a continuar a "festa".

 

Enquanto um deles cravava uns ferros num novilho, este deu-lhe uma cornada. E assim, à conta da notícia da cornada, ficámos a saber que a novilhada continuou (à porta fechada, só para algumas pessoas e não para as que pagaram bilhete), sabe-se lá com que contornos.

 

Foi o espírito da Páscoa. Deviam estar todos fartos da família e não lhes chegaram as muitas horas que já tinha durado a novilhada; precisaram de ver mais sangue.

 

Só que também viram sangue de um animal humano!

 

Fonte:

https://www.facebook.com/antitouradas/photos/a.215152191851685.58389.215151238518447/944007115632852/?type=1&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:55

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Sexta-feira, 6 de Março de 2015

RTP MELHOR SEM TOURADAS

 

RTP.jpg

 

Exmos. Srs./Sra.,

Dr. Gonçalo Reis,

Dr. Nuno Silva,

Eng.ª Cristina Tomé,

 

Foi com agrado que tomei conhecimento que entre as linhas estratégicas definidas pelo recém-criado Conselho Geral Independente consta “envolver e escutar os cidadãos” naquela que se quer “uma empresa aberta à sociedade e ao país”

http://www.rtp.pt/wportal/grupo/cgi/LOE_pdf.php

 

Estando esse recém-eleito Conselho de Administração a preparar um “programa de transformação da RTP”

(http://www.rtp.pt/wportal/grupo/cgi/PE_pdf.php

 

considero oportuno expor a minha perspectiva sobre aquela que tem sido, mas não deve continuar a ser, a postura da RTP em relação à tauromaquia.

 

A RTP tem vindo a envolver-se na promoção, organização e exibição de touradas, desrespeitando não só os animais como as pessoas que por eles sentem compaixão. Tem insistido em fazê-lo, desvalorizando o seu mais volumoso processo de queixas

http://youtu.be/xQbaNCYkxU4

 

e dando uma péssima utilização às suas receitas, maioritariamente provenientes da contribuição para o audiovisual, não prestando sequer contas sobre gastos com tauromaquia.

http://youtu.be/39o-ZZp20cU

 

Não é, pois, de estranhar que não mereça a confiança de pessoas como eu e tenha uma imagem tão descredibilizada.

 

Pelos animais vítimas da tauromaquia, pelas cidadãs e cidadãos que por eles sentem compaixão e pelo progresso moral de Portugal, apelo a V. Exas. para que definam, desde já, orientações de gestão conducentes ao fim de qualquer tipo de envolvimento da RTP com touradas e restantes atividades tauromáquicas, com particular destaque para a promoção e transmissão destas.

 

Agradecendo, desde já, a atenção que possa ser dispensada a esta sugestão, pela dignificação de uma instituição de serviço público,

 

Com os meus melhores cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

 

***

Esperando que esta campanha resulte, pedimos a todos os cidadãos conscientes do seu dever cívico que enviem, directamente para o novo Conselho de Administração da RTP, a sua opinião sobre o apoio que esta empresa pública dá, mas não deve continuar a dar, à tauromaquia.

 

Para: cristina.martins@rtp.pt

Bcc: marinhenses.antitouradas@gmail.com

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:55

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