Segunda-feira, 12 de Novembro de 2018

SENHOR PRIMEIRO MINISTRO: NO MUNDO CIVILIZADO APENAS OS TROGLODITAS E SEUS APOIANTES DEFENDEM A TAUROMAQUIA

 

Ninguém mais, fora desse círculo, defende o universalmente indefensável: a tortura de seres sencientes para divertir sádicos.

Poderia ter aplicado palavras mais suavezinhas e não chamar trogloditas aos que praticam, aplaudem e apoiam a tortura de bovinos e cavalos numa arena, ou sádicos aos que vão assistir a tamanha barbárie. Poderia. Mas não estaria a adjectivar adequadamente aqueles que deliram com o sofrimento de um animal que, como ser biológico, se equipara ao homem.

Li a carta aberta a Manuel Alegre, e o que tenho a dizer é que nunca os NINS fizeram evoluir o mundo. Existem determinadas coisas em que não pode haver meio termo. Ou é sim ou sopas. E a cruel tortura e violência exercidas sobre Touros e Cavalos antes, durante e depois da lide é uma delas.

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(Esmiuçando a Carta aberta de António Costa a Manuel Alegre, as passagens a negrito são da responsabilidade da autora do Blogue).

 

O Dr. António Costa, primeiro-ministro de Portugal, depois de toda a polémica levantada pela actual Ministra da Cultura, quanto ao IVA a pagar pelos torturadores de Touros, decidiu responder, dando uma no cravo, outra na ferradura, à carta aberta que o caçador Manuel Alegre, lhe dirigiu, muito indignado, por haver um membro do governo que, pela primeira vez, pôs a Civilização à frente dos interesses económicos do lobby tauromáquico, aliás, muito bem representado na Assembleia da República.

 

António Costa começa por dizer: «(…)Por respeito pelo pluralismo e amor à liberdade, não subscrevo a frase habitualmente atribuída a Mahatma Gandhi "que o grau de civilização de determinada sociedade pode ser medido pela forma como trata os seus animais." Prefiro pensar que as civilizações também se distinguem pela forma como tratam os animais. Como se distinguem pela forma como valorizam a dignidade do ser humano, a natureza ou se relacionam com o transcendente, por exemplo. Não acredito numa hierarquia de civilizações, nem no exclusivismo identitário, nem no determinismo histórico da evolução civilizacional.

 

É no mínimo estranho que um primeiro-ministro de Portugal que, por várias vezes, na Assembleia da República, votou a favor da barbárie, venha com este discurso de liberdade e pluralismo, numa tentativa de desviar o que Gandhi quer dizer, quando sabemos que o grau de civilização de uma sociedade também se mede pelo saber usar a Liberdade (há limites para o uso da liberdade ou então todos os bandidos que fazem parte da sociedade teriam de ter também a liberdade de praticarem toda a espécie de banditismo e todos os actos bárbaros teriam de ser permitidos), e o pluralismo só se aplica ao que for benéfico para a sociedade, incluindo nela toda a sua fauna humana e não-humana. Até porque no Planeta Terra, o homem não é a medida de todas as coisas. E pensar em liberdade e pluralismo apenas no que respeita ao homem, é pensar pequeno, e marginalizar todos os outros seres que connosco partilham o Planeta e já cá estavam muitos milhares de anos antes de nós, não faz parte do grau de civilização de que fala Gandhi.

 

E António Costa continua no seu registo apenas no plano humano:

Não acredito numa hierarquia de civilizações, nem no exclusivismo identitário, nem no determinismo histórico da evolução civilizacional. Por isso, afirmar que uma certa opção é uma questão de civilização não significa desqualificar o oponente como incivilizado. O diálogo de civilizações exige respeito mútuo, tolerância e a defesa da liberdade. Ao contrário do que a frase de Gandhi pode fazer supor, uma mesma sociedade comporta diferentes visões civilizacionais.

 

Pois o Dr. António Costa tem toda a liberdade de não acreditar no que não sente. Quando refere que o diálogo de civilizações exige respeito mútuo, tolerância e a defesa da liberdade, está correctíssimo. Devemos respeitar, tolerar e defender a liberdade das civilizações diferentes da nossa, que têm religiões, culturas, crenças, costumes diferentes dos nossos. Certíssimo.

 

Contudo, não temos de respeitar, nem tolerar a prática de actos bárbaros, nem de defender a liberdade de os praticar, pois não fazendo parte de nenhuma civilização, estaremos a ser cúmplices da prática desses actos criminosos.

 

Portanto, no que respeita à tauromaquia, e a outras práticas bárbaras, perpetradas contra toda a espécie de animais selvagens e domésticos, em território português, apesar da existência de leis que deviam protegê-los, mas, na prática, não protegem, não há respeito possível, nem tolerância, nem defesa da liberdade de as praticar.

 

A alturas tantas, o Dr. António Costa diz a Manuel Alegre: « (…) não me receie como "mata-toureiros", qual versão contemporânea de "mata-frades". Prefiro conceder a cada município a liberdade de permitir ou não a realização de touradas no seu território à sua pura e simples proibição legal e considero extemporâneo um referendo sobre a matéria. Choca-me que o serviço público de televisão transmita touradas. Mas não me ocorre proibir a sua transmissão. Contudo, reclamo também a minha própria liberdade e defendo a liberdade de quem milita contra a permissão das touradas.

 

Passar para os municípios a liberdade de permitir ou não touradas é tentar empurrar o lixo para debaixo do tapete… dos outros. É uma atitude NIM. Mas esta de dizer que lhe choca que o serviço público de televisão transmita touradas, mas não lhe ocorre proibir a sua transmissão, é de uma falta de coerência descomunal. O choque é para agradar a gregos; o não ocorrer (será no sentido de não lhe calhar?) proibir o que o choca, é para agradar a troianos; e as duas coisas juntas é para não agradar a nenhum ser pensante. A liberdade está aqui muito mal aplicada. Porque a nossa liberdade acaba, quando a liberdade dos outros seres vivos ao direito de ter uma vida tranquila e feliz, começa.

 

E depois o Dr. António Costa faz esta comparação estranha: «O Estado não proíbe o consumo do sal ou do açúcar, mas deve informar os cidadãos dos riscos que o seu consumo comporta para a saúde e tem o dever de promover a educação para uma alimentação saudável. E quando o faz não atenta contra a liberdade de escolha alimentar de cada um. Como a antiquíssima proibição da lide de morte tem sido aceite e até defendida pela generalidade dos aficionados.»

 

Há aqui algo que não bate certo: o Estado não proíbe o consumo do sal ou do açúcar, mas deve informar os cidadãos dos riscos… e tal … O que é que tem a ver o sal e o açúcar, que o animal-homem, que se diz racional, deve saber que não deve consumir em excesso, com a tortura de indefesos Touros, que o animal-homem diz não serem racionais, e a pseudo-proibição da lide de morte, que é permitida descaradamente e ilegalmente em Monsaraz, e legalmente em Barrancos, graças ao socialista Jorge Sampaio?

 

E o Dr. António Costa continua:

«Será ilegítimo distinguir entre diferentes géneros de espectáculos? Não. Seja por razões económicas, mesmo que muito discutíveis, como se pretende ao não abranger os "festivais". Seja por opções civilizacionais como já acontece com a pornografia. A causa da promoção do bem-estar animal é absolutamente legítima e tem tido, felizmente, progressiva expressão legal, a mais relevante das quais a recente alteração do Código Civil, que deixou de considerar os animais como "coisas". Ou a limitação à utilização de animais em espetáculos de circo.



Vejamos: um espeCtáculo (com em cima, sem em baixo?) é a exibição pública de actividades artísticas, tais como peças de teatro, filmes, bailados, concertos… onde não se encaixa a prática da tortura de seres vivos, por não ser uma actividade artística, mas tão-só um acto incivilizacional.

 

Ora, se por uma opção civilizacional, a pornografia não pode ser taxada ao mesmo plano de uma peça de teatro, porque haveria a tortura de touros, seguindo a mesma opção civilizacional, de ser taxada como uma actividade artística ao mesmo plano de um bailado clássico?

 

E para finalizar em grande, o Dr. António Costa diz o seguinte: «Como homem da Liberdade tem também de respeitar os cidadãos que, como eu, rejeitam a tourada como manifestação pública de uma cultura de violência ou de desfrute do sofrimento animal. Será assim ilegítimo, totalitário, violentador da liberdade a não atribuição de benefício fiscal à tourada? O que seria então se lhe fosse dado um tratamento fiscal agravado, como acontece com o tabaco ou o álcool? Bem sei que o novo politicamente correcto é ser politicamente "incorreto"... Mas então prefiro manter a tradição e defender o que acho certo, no respeito pela liberdade dos outros defenderem e praticarem o contrário.

Um abraço com estima, admiração e camaradagem.

António Costa

Primeiro-ministro»

 

Como disse, senhor primeiro-ministro? Manuel Alegre tem de respeitar os cidadãos que, como o senhor, rejeitam a tourada como manifestação pública de uma cultura de violência ou de desfrute do sofrimento animal?

 

Alguma coisa nesta frase soa a dúbio. À primeira confunde o leitor. Mas lendo com mais atenção, o senhor rejeita a tourada não como uma manifestação pública de uma cultura de violência ou de desfrute do sofrimento animal, o que na realidade ela é. O que o senhor primeiro-ministro diz é que rejeita que a tourada seja uma manifestação pública de uma cultura de violência ou de desfrute do sofrimento animal.

 

Ou seja, o senhor deu uma no cravo, outra na ferradura. Ou percebi mal?

 

Se o senhor rejeita a tourada como uma manifestação pública de uma cultura de violência ou de desfrute do sofrimento animaltem uma opção: abolir esta prática abominável, que não prestigia Portugal, nem tão-pouco o seu primeiro-ministro.

 

E é lamentável que diga que o novo politicamente correCto é ser politicamente "incorreto"..., seja lá o que isto for...

 

Isabel A. Ferreira

 

Ler a carta de António Costa, na íntegra, neste link:

https://www.publico.pt/2018/11/11/politica/opiniao/carta-aberta-manuel-alegre-1850600?fbclid=IwAR3U2BmBy89swli3RPpytBNp5ZesKvjCFPFY6-eAWSt9jdJFGoA5snESzoE

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:37

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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2018

O QUE DIZER QUANDO SE DIZ QUE O QUE SE PASSOU EM “MONCHIQUE FOI UM SUCESSO”

 

Se o primeiro-ministro tivesse um pingo de dignidade pedia a demissão.

No ano passado foi o que foi, em Pedrógão. Este ano é o que está a ser, em Monchique, (à excepção dos mortos) devido à descoordenação, à incompetência, ao deixa-andar, à continuação da falta de uma política florestal a sério.

Monchique estava sinalizado. E o que se fez? Nada.

Este governo, e todos os governos anteriores têm culpa no cartório. Falta-lhes dignidade e honestidade políticas.

 

António Costa vem agora a público atirar areia para os nossos olhos, como se fôssemos todos muito parvos.

Abram os olhos, portugueses! Estão a ser comidos por lorpas!

 

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 Foto: FILIPE FARINHA

 

Não é só no que toca à política florestal, que continua a ser zero, que esquerda e direita dão as mãos. Que fossem só essas as mãos dadas! A política de António Costa, em muitas mais áreas é uma política nitidamente à direita. O PS de Costa está de mãos dadas com o PSD e CDS/PP em muitas outras matérias, como por exemplo, na abolição da selvajaria tauromáquica (onde também está incluído o PCP, que se diz de esquerda) para referir apenas uma, das mais gritantes.

 

O governo de Costa, se tivesse um pingo de dignidade, ter-se-ia demitido, já no ano passado, devido à descomunal tragédia dos fogos de Pedrógão; devido ao roubo das armas num paiol do Estado; devido ao fracasso das políticas do Ensino, da Cultura, da Saúde; devido à absurdez da venda da Língua Portuguesa ao Brasil; devido a esta mediocridade em que Portugal está atolado, vivendo apenas em prol dos estrangeiros, que não vêm a Portugal devido ao bom clima, ou à segurança, ou à boa gastronomia, ou à amabilidade dos Portugueses. Eles vêm a Portugal, porque aqui são BAJULADOS, só falta lamber o chão por onde pisam, numa subserviência vergonhosa. Quando vamos nós lá fora, somos tratados com uma notória indiferença. E esta vocação para lacaios que me dá náuseas.

Mas há muito mais.

 

Não, ninguém que já passou pelo Poder, teve “os frutos da horta" no devido lugar, para SERVIR o País. E duvido sequer, que os tenham.

 

Dizem-me que o meu tipo de retórica serve a direitalha. Pois o meu tipo de retórica é do tipo livre. Porque, para mim, esquerdalha e direitalha, para mim, que sou anarquista pacifista, tal como Jesus Cristo, Mahatma Gandhi e Luther King (meus mestres na arte da não-subserviência) são todos farinha do mesmo saco. Costa devia demitir-se porque é politicamente desonesto. Não aprendeu nada com o fracasso de Pedrógão. O fracasso repetiu-se em Monchique, à excepção dos mortos. E mais fracassos ainda virão.

 

E nem sequer teve a hombridade de vir a público dizer que o governo, uma vez mais, FALHOU em Monchique. E continuará a falhar, porque é um governo tão incompetente como todos os seus antecessores.

 

O governo de Costa limitou-se a seguir os erros do PSD e CDS/PP (farinha do mesmo saco) cuja política florestal foi ZERO.

 

Ainda está por se instalar em São Bento um Governo que Governe, e não seja governado por interesses estrangeiros e por lobbies.

 

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E o presidente de TODOS os portugueses, desta vez, não foi a Monchique, para não atrapalhar. Porquê? Talvez porque andasse ocupado e preocupado em banhar-se, por aí, com a comunicação social atrás dele.

 

E como não sou  escrava do Poder, mas uma cidadã livre-pensadora, que vejo, ouço e leio, e não posso ignorar os desmandos de um Poder apodrecido, gasto e incompetente, como posso levar esta classe política a sério? 

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:34

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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

REJEITADA INICIATIVA LEGISLATIVA DO PAN RELATIVA AO TRANSPORTE DE ANIMAIS VIVOS

 

Inacreditável!

A proposta foi chumbada com os votos contra do PS, PSD, CDS-PP e PCP e a abstenção do BE e PEV. O único voto a favor foi o do PAN.

 

Até tu, BE? Até tu, PEV? Os outros já sabemos que são pela tortura animal.

 

Faço minha a INDIGNAÇÃO do meu amigo Dr. Vasco Reis, médico-veterinário

 

«Indignado pela rejeição desta IL do PAN, equilibrada, ética, absolutamente praticável, o que comprova que a maioria dos deputados da AR são bastante ignorantes sobre a senciência de todo os animais, são especistas, são partidários de comércio sem escrúpulos perante o enorme sofrimento dos animais expostos a longos e duríssimos transportes, brutal maneio e abates horrorosos. Sabem os (as) deputados (as) que os animais não humanos, que condenam ao sofrimento, experimentam senciência, emoções, são dotados de consciência, inteligência, sentimentos em tudo muito semelhantes aos dos animais humanos que intervêm na AR? Duvido que tenham a sabedoria suficiente!!! Quão positivo seria para tudo e todos que aprendessem a aceitar magníficas sugestões.»

(Vasco Reis)

 

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TRANSPORTE DE ANIMAIS VIVOS

 

E o inacreditável aconteceu.

 

Foi REJEITADA a iniciativa legislativa do PAN, que visava a adopção de medidas que assegurassem, por parte do Governo, o cumprimento das regras de bem-estar no transporte de animais vivos.

 

De acordo com comunicado do PAN, «No debate desta iniciativa, todos os partidos foram muito claros nas suas intervenções, dizendo que são muito sensíveis à protecção e ao bem-estar animal desde que isso não prejudique os operadores e os agentes económicos

 

Uma vez mais os interesses económicos, o lucro dos operadores sobrepôs-se à dignidade, ao bem-estar devido aos animais e, sobretudo, à Ética, como se os operadores levassem para o túmulo o que têm, e não o que foram em vida. 

 

A proposta do PAN contemplava estas três sugestões:

 

1 - Que o Estado Português desse cumprimento ao Regulamento (CE) n.º 1/2005 do Conselho e, em consequência, reduzisse a exportação de animais vivos para países cujo transporte implicasse viagens de longo curso (superior a oito horas).

 

Portugal está a exportar animais para países através de viagens marítimas com duração superior a 10 dias, nas piores condições que possamos imaginar.

 

2 - A obrigatoriedade da presença de pelo menos um médico-veterinário durante o embarque, na viagem de transporte marítimo, e desembarque, para certificação do cumprimento de todas as regras de bem-estar em vigor (independentemente de se considerarem ou não adequadas).

 

3 - Que Portugal, como exemplo de consciência e de responsabilidade ética, apenas exportasse animais para países que disponham de normas de bem-estar, tanto no transporte como produção ou abate, e dêem garantias como as portuguesas (independentemente de se considerarem ou não adequadas).

 

Três simples medidas, que poderiam fazer a diferença entre um Portugal ético e um Portugal carniceiro, foram  rejeitadas pelo Parlamento português.

 

Não se trata de Cães ou Gatos, os únicos animais reconhecidos como animais, pelos deputados da Nação, se bem que mesmo esses são exportados para países onde os esfolam e matam cruelmente, para os comerem.

 

Isto não é uma vergonha?

 

Uma nação e o seu progresso moral podem ser julgados pelo modo como trata os animais, sentença de Mahatma Gandhi, o Sábio.

 

Portugal deve milhares de Euros ao Progresso Moral, à Civilização, à Evolução, à Ética, à Humanidade.

 

Como cidadã portuguesa, sinto-me enganada. E envergonho-me dos governantes portugueses.

 

O Palácio de São Bento não é frequentado por Políticos que saibam da Arte da Política. Mas tão só por “politiqueiros” que sabem apenas da arte da submissão a lobbies económicos, que afundam Portugal na ignomínia.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:50

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Terça-feira, 29 de Agosto de 2017

HINO DE AMOR AOS ANIMAIS NÃO-HUMANOS

 

As pessoas que convivem com animais não-humanos têm algo em comum: um amor profundo por eles. Um sentimento que não pode ser explicado e que, infelizmente, (ainda) muitas pessoas não podem entender, porque nunca o experimentaram.

 

E quem não gosta de animais não-humanos, também não gosta de animais humanos. Mas quem gosta de animais não-humanos, inevitavelmente, gostará dos animais humanos. 

 

Os nossos amigos e companheiros do dia-a-dia sentem um amor incondicional pelos seus donos, sem esperar nada em troca, e não há como resistir a tanto amor.

 

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Origem da imagem: Internet 

 

São Francisco de Assis, bem como a Madre Teresa de Calcutá também sentiam esse amor profundo pelos animais. São Francisco considerava-os seus irmãos. Madre Teresa deixou-nos uma declaração de amor a eles.

 

«Por que amar os animais?

 

Porque dão tudo sem pedir nada. Porque frente ao poder do homem que conta com armas, eles são indefensos.

 

Porque são eternas crianças, não sabem nem de ódios, nem de guerras. Porque não conhecem o dinheiro e contentam-se apenas com um tecto onde se refugiar do frio.

 

Porque se fazem entender sem palavras, porque o seu olhar é tão puro como a sua alma.

 

Porque não sabem nem de invejas, nem de rancores, porque o perdão é algo natural neles. Porque sabem amar com lealdade e fidelidade. Porque dão a vida sem ter de ir a uma luxuosa clínica. Porque não compram amor, simplesmente o esperam e porque são nossos companheiros, eternos amigos que nunca traem. Porque estão vivos.

 

Por isso e mil coisas mais, eles merecem o nosso amor. Se aprendermos a amá-los como eles merecem, vamos estar mais perto de Deus”.

***

 

Os Pais devem ensinar os filhos a respeitar os animais

 

Ser bons pais implica mil e uma pequenas coisas, mas sobretudo implica incutir nas crianças valores humanos e bons princípios, e como é que isso se consegue sem neles (nos princípios) incluir o respeito por todos os animais que connosco partilham o mesmo Planeta?

 

Desta forma evitará que o seu filho se torne um adulto vazio de sentimentos como a empatia, a compaixão, a solidariedade, necessárias a uma vida mental e emocionalmente saudável.

 

Pense que, para o seu filho, você é um modelo a seguir. Na etapa de crescimento das crianças, elas tendem a imitar os pais. É por isso que você deve aproveitar esse período para ensinar aos seus filhos que é fundamental não fazer aos outros o que não gostaria que fizessem a si, sejam esses outros humanos ou não humanos. Todos somos Vida, e a Vida é tão importante para nós como é para os restantes animais, tão animais como nós, em todos os sentidos: biológico, emocional, sentimental. Só que nunca conviveu com animais é que não sabe disto. E a Ciência, aqui, nem sequer é necessária.

 

Desta forma, os seus filhos crescerão mentalmente saudáveis e serão adultos responsáveis, educados nos valores humanos e respeito pela Vida, logo, seres humanos válidos para a sociedade.

 

É que como dizia Mahatma Gandhi… «A grandeza de um país e do seu povo pode ser medida pela maneira como trata os seus animais».

 

E Portugal é um país sem grandeza alguma, pois mantém práticas desumanas, cruéis e violentas contra todas as espécies de animais, apesar da existência de uma Lei que pouco significado tem na prática, porque uns animais são mais animais do que outros.

 

E isso diz da pequenez dos políticos que o governam.

 

Reflictam nisto.

 

Texto adaptado de:

https://meusanimais.com.br/conheca-mensagem-madre-teresa-calcuta-amor-pelos-animais/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:25

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Sexta-feira, 11 de Agosto de 2017

NA SENHORA D'AGONIA QUEREMOS TOUROS SEM AGONIA

 

Chegou-nos a notícia de que deu entrada na Câmara Municipal de Viana do Castelo, um pedido da associação “vianenses pela liberdade” de instalação de uma praça de touros amovível para realização de uma tourada a 20 de Agosto, último dia da Romaria da Senhora d’Agonia.

 

O que esses falsos vianenses não sabem é que os verdadeiros Vianenses querem Touros sem agonia, na Senhora d’Agonia.

 

E é o que teremos.

 

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 TODOS A VIANA DO CASTELO PARA VARRER O LIXO TAUROMÁQUICO

Fonte da imagem.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155686295764106&set=gm.269419406890074&type=3&theater

 

O requerimento já se encontra na autarquia para “apreciação”.

José Maria Costa, o seu presidente, dirá de sua justiça.

 

Bem, já se sabe que Viana do Castelo declarou-se Cidade Anti-Tourada, em 2009, a partir de uma proposta do então presidente da Câmara Municipal, Defensor Moura, dando um passo gigantesco para a modernidade, catapultando Viana para o rol dos municípios civilizacionalmente evoluídos, e que rejeitam esta barbárie, ainda mais para celebrar Senhoras d’Agonia ou outras.

 

No ano passado, os bárbaros fizeram uma tentativa de invadir Viana com a sua “tropa” medievalesca, mas foram corridos pelo bom senso da autarquia e pela vontade dos Vianenses, e não por terem desistido da tortura, como pretendem, alegando que «não encontraram enquadramento no programa das festas». Como poderiam encontrar tal enquadramento, se a tortura não se enquadra em nada que diga respeito a festas, muito menos de Santas, e ainda menos numa cidade luminosa e iluminada pela luz da civilização?

 

Pois este ano, irão ser corridos novamente, até porque a Senhora d’Agonia merece ser celebrada com alegria e sem agonia de Touros, e não se conspurca um município anti-tourada, apenas para uns poucos e sempre os mesmos sádicos forasteiros, provenientes de municípios civilizacionalmente atrasados, ali transportados em camionetas pagas com dinheiros públicos, irem dar aso à sua mórbida sede de sangue.

 

Haja racionalidade.

Mahatma Gandhi encorajava: «Quando uma lei é injusta, o correcto é desobedecer". E não há lei mais injusta e estúpida do que aquela que permite a tortura de um ser vivo, para diversão de sádicos.

 

Os verdadeiros Vianenses e todos os seus apoiantes estão mobilizados, e em Viana, touradas, nunca mais.

 

VIANA.jpg

Fonte da imagem

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10155674989849106&set=gm.267961777035837&type=3&theater 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:35

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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

BEM-ESTAR ANIMAL EM PORTUGAL TEM DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS E POUCA OU NENHUMA APLICAÇÃO

 

No Parlamento português aprovam-se leis e decretos a fingir que se está muito preocupado com o bem-estar dos animais não humanos, mas na prática eles continuam a ser maltratados a todos os níveis, incluindo os “protegidos” e considerados mais animais do que outros: os Cães e os Gatos.

Só que as Cinco Liberdades, para que possamos considerar que existe bem-estar animal, não são minimamente cumpridas, nem quem as faça cumprir em Portugal.

 

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Isto vem a propósito de uma notícia que anda a circular pelo Facebook, mas já tem umas barbinhas: «Marcelo impede abate de animais».

 

A notícia informa que Marcelo Rebelo de Sousa promulgou um diploma que estabelece medidas para a criação de uma rede de centros de recolha oficial de animais que, por maldade humana ou descuido, vivem abandonados nas ruas das cidades, vilas e aldeias de Portugal, proibindo deste modo o abate como forma de controlo da população, privilegiando a esterilização.

 

Este diploma, aprovado por unanimidade em votação final global a 9 de Junho de 2016, é um texto de substituição apresentado pela Comissão de Ambiente, mas tem por base um projecto de lei do PCP e uma iniciativa de cidadãos.

 

Sobre isto, e como Defensora dos Direitos de Todos os Animais (Humanos e Não Humanos) tenho a dizer o seguinte:

 

Espero que o senhor presidente da República Portuguesa, em sintonia com a Assembleia da República e com o PCP, promulgue, muito brevemente, o diploma da Abolição das Touradas, demonstrando que já não é aficionado dessa prática bárbara, até porque não condiz nada com o “presidente dos afectos” que diz ser, e que é coerente com a sua postura, pois, como todos sabemos, nenhum animal é mais animal ou menos animal do que o outro.

 

Também espero que as leis e decretos sobre o bem-estar animal englobe todos os animais, e não só os Cães e os Gatos, até porque, por unanimidade, os deputados da Nação reconheceram há pouco tempo que os animais não humanos já não são “coisas”.

 

Também espero que o PCP não funcione com dois pesos e duas medidas quanto a esta matéria, e considere os Touros e os Cavalos animais sencientes e não “coisas” para divertimento dos sádicos. É que é o único partido que se diz de esquerda, (e mais uns tantos socialistas) que vota com a direita esta matéria.

 

Portugal precisa de EVOLUIR em relação ao modo como trata todos os seus animais não humanos, porque o grau de civilização de um povo mede-se por esta bitola, e quem o diz não sou eu: é Mahatma Gandhi, aquele que era um ser cósmico e, por o ser, tinha uma Alma Grande.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte da notícia:

http://www.tuga.press/marcelo-impede-abate-animais/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:07

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Terça-feira, 29 de Novembro de 2016

CARTA ABERTA A MICHEL TEMER, PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERAL DO BRASIL

 

Vaquejada

 

Apelo de uma cidadã que vive inserida num mundo que pertence ao século XXI D.C.

 

VAQUEJADA.jpg

 

Excelentíssimo Senhor Presidente da República Federativa do Brasil, Doutor Michel Temer

 

Excelência:

 

Tendo conhecimento de que está nas mãos de Vossa Excelência o poder de vetar o Projecto de Lei 24/2016, que visa proteger a violenta e cruel vaquejada como património cultural, que o Congresso Nacional, inacreditavelmente, aprovou, atrevo-me a apelar a Vossa Excelência que apoie a decisão do Supremo Tribunal Federal, que considerou inconstitucional esta prática bárbara.

 

Motivos básicos para o meu apelo:

 

1 – A vaquejada é uma actividade violenta, cruel e ofensiva aos mansos e herbívoros Bovinos, que, numa situação indefesa, são atacados cobardemente, por seres que dizem pertencer à espécie humana.

 

2 – A vaquejada é uma prática irracional, que está completamente ultrapassada e que não se justifica nos tempos modernos, nem se harmoniza com a evolução da Humanidade.

 

3 - Estas práticas são de uma violência extrema e demonstram uma enorme falta de respeito para com os Bovinos, seres sencientes e profundamente sensíveis (pois se até uma mosca os incomoda) provocando-lhes um sofrimento inenarrável e inútil, tanto físico como psicológico.

 

4 – A vaquejada é uma actividade bárbara e primitiva, que em nada dignifica a essência do ser humano, tortura animais inofensivos e indefesos, e envergonha o Brasil, um país que tem tudo para ser grande, mas nunca o será, enquanto apoiar estas práticas terceiro-mundistas, uma vez que, segundo Mahatma Gandhi, «a grandeza de um país mede-se pelo modo como ele trata os seus animais não-humanos».

 

5 - Num país que se quer civilizado e desenvolvido não se admite que animais não-humanos sejam perseguidos, torturados e mutilados em nome do entretenimento.

 

6 - Não pode considerar-se entretenimento a violência e a crueldade exercida sobre um ser vivo indefeso.

 

7 - A maioria da sociedade brasileira afirma-se hoje contra a obscena cultura de violência que a vaquejada representa.

 

8 – Os Brasileiros, como o restante mundo civilizado, apelam para que o Brasil seja um país evoluído e progressista onde os animais não-humanos sejam bem tratados, protegidos e respeitados.

 

9 – A prática da vaquejada além de integrar comportamentos brutos sobre um animal não-humano, constitui também um perigo para os praticantes.

 

10 – A nossa liberdade termina onde começa a liberdade de outro ser senciente, neste caso, a liberdade de Bovinos indefesos. O mundo evoluiu. Foram-se dando direitos aos seres humanos considerados, durante muitos séculos, seres sem alma: escravos, mulheres, crianças e animais não-humanos. A evolução tem passado ao lado de países onde ainda se mantém estas práticas bárbaras contra animais não-humanos. Porém, actualmente, os Direitos Universais dos Animais Não-Humanos são uma questão fundamental. Tal como foi em tempos a abolição da escravatura, que também teve os seus opositores, mas a racionalidade acabou por vencer, em nome da evolução da inteligência e consciência humanas, que nunca aconteceu em simultâneo a todos os seres humano: os mais conscientes lutam, e as leis vão mudando; os outros, menos evoluídos, acabam por ter de aceitar e ir a reboque... Sempre foi assim, e assim sempre será.

 

Por isso, se o Brasil não quiser ficar para trás na escala da evolução, tem de começar a olhar para os animais não-humanos, com olhos compassivos, e tentar sentir e compreender que apesar de eles terem uma fisionomia e algumas características diferentes das nossas, têm tanto direito a viver uma vida em liberdade, com saúde e bem-estar, quanto nós. Afinal, são nossos companheiros na aventura da Vida no Planeta Terra.

 

11 – A vaquejada não tem mais lugar numa sociedade civilizada. O ser humano tem evoluído no sentido de cada vez mais respeitar o sofrimento e vida dos animais e, por esse motivo, as vaquejadas têm vindo a ser repudiadas por todo o mundo civilizado. Trata-se de uma actividade bárbara que não serve absolutamente nenhum interesse do ser humano, mas apenas o interesse económico de alguns, e o de uma minoria que insiste em alimentar e perpetuar este “gostomórbido, leviano e sádico de se entreter à custa do sofrimento de um animal herbívoro, que mais não quer do que, pacificamente, pastar e conviver com os da sua espécie.

 

12 – As vaquejadas promovem a violência gratuita, deseducam as crianças que a elas assistem, inclusive provocam-lhes traumas (estudos provaram-no), representam uma afronta à Ciência que já demonstrou e provou sobejamente que os Bovinos são animais sencientes e conscientes, tal como nós, animais humanos.

 

Motivos científicos comprovados:

 

1 - Em Março de 2012, um grupo de neurocientistas de renome internacional, declarou pela Universidade de Cambridge que todos os mamíferos, aves, répteis e outros animais de várias espécies, além de serem sencientes têm também consciência. Quer isto dizer, que têm plena noção do que se passa à sua volta e que, tal como o animal humano, têm a capacidade de experimentar sofrimento físico e emocional, como dor, tristeza, medo, stress, pânico, mas também alegria, amor e emoção. Não há de facto, aos olhos da ciência e de qualquer pessoa civilizada e compassiva, diferenças fundamentais entre nós humanos e os restantes animais não-humanos.

 

2 - Segundo o Médico Veterinário Dr. Vasco Reis, as vaquejadas «contribuem para insensibilizar, habituar e até viciar crianças e adultos no abuso cruel exercido sobre animais, o que pode propiciar mais violência futura sobre animais humanos e não-humanos. No que respeita ao sofrimento e desenvolvimento de afectos eles estão ao nível dos seres humanos».

 

2 - A utilização de animais não-humanos, submetidos à violência e à brutalidade, não pode ser branqueada como «espectáculo que não tem sangue e é só para divertir o povo». Será para um povo sedento de violência.

 

3 – Ainda que não haja sangue (como por exemplo nas touradas), «a vaquejada provoca grande sofrimento aos animais, e contribuem para a perda de sensibilidade das pessoas, e para o gosto pela crueldade e violência».

 

4 – A vaquejada é uma prática fútil, sádica e cobarde, que revela um grande atraso civilizacional, por parte de quem a pratica, a aplaude e a apoia.

 

Posto isto, apelo ao raciocínio humano e à sensibilidade de Vossa Excelência, para que reflicta sobre este assunto e tome a decisão mais civilizada: a de vetar o Projecto de Lei 24/2016.

 

Esta é, sem dúvida, uma oportunidade única para Vossa Excelência ficar na História, como o Presidente que conduziu o Brasil para a Civilização e Modernidade, banindo do país uma prática terceiro-mundista.

 

Com os meus mais cordiais cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:52

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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016

A NOMEAÇÃO DE GUTERRES PARA A ONU ORGULHA PORTUGAL, E PORTUGAL ORGULHARÁ GUTERRES?

 

É o que vamos esmiuçar

 

AG-1[1] GUTERRES.jpg

 

Penso que serão poucos, aqueles que não se sentirão orgulhosos da nomeação de António Guterres, ocorrida no passado dia 6 de Outubro, para Secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

 

Da direita à esquerda, a unanimidade, perante esta aclamação, parece-nos inequívoca.

 

António Guterres é dos poucos portugueses que passaram pela política sem nódoas negras a manchar-lhe o nome e a reputação.

 

Como Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados reuniu consensos e prestigiou Portugal nas suas atitudes serenas e sensatas, ao contrário de outros portugueses que nos envergonham e arrastam o nome de Portugal pela lama…

 

A sua candidatura a Secretário-geral da ONU foi transparente e, apesar da pouca cristalina entrada de Kristalina Georgieva, já no final da “corrida” ao cargo, com pretensões menos claras, a aclamação de António Guterres foi absolutamente cristalina. Disso ninguém tem dúvidas.

 

Portugal intumesceu de tanto orgulho. Nunca um português chegou tão alto em cargos da governação do mundo.

 

Então, no mundo, quem não sabia, ficou a saber que António Guterres é oriundo de Portugal, um pequeno país europeu, situado na ponta mais ocidental da Península Ibérica.

 

Portugal é agora falado no mundo inteiro. Parece estar na berlinda. Na mó de cima.

 

Mas estará?

 

Os mais curiosos pretenderão saber que país é este, de onde é oriundo o novo Secretário-geral da ONU, uma organização que integra 193 estados-membros.

 

Que país será o país de Guterres?

 

É um país com um bom clima. Muito sol. É Lisboa. É o Porto. É o Algarve. É a Ilha da Madeira. As boas praias. Os passeios pelo Douro. Os bons vinhos. A boa gastronomia. Os excelentes e premiados hotéis. É a Arquitectura. O rio Tejo, onde aportam os maiores cruzeiros do mundo…

 

Mas isto é o Portugal dos turistas, que aqui vêm trazidos pela propaganda, pelo sol e pelo clima de tranquilidade que, por cá e por enquanto, ainda se vive, longe da mira dos terroristas.

 

E deste Portugal todos nós nos orgulhamos. Mas este Portugal representa apenas uma pequena parcela dos 92.090 km² do total do seu território.

 

Existe um outro Portugal. O Portugal das mentes mirradas, que se esconde dos turistas, para não parecer mal. Mas isto acontece em quase todos os países do mundo. Mesmo naqueles mais civilizados. Um turista é levado a ver apenas o que a propaganda quer que vejamos. Já me aconteceu a mim, em vários países. Sei como é. Mas como sou curiosa, não me fico pelo que me querem mostrar. Vou sempre muito mais além, Nem que vá às escondidas.

 

Deste Portugal das mentes mirradas, aposto que nem António Guterres, nem nenhum português que se preze de o ser, sente qualquer orgulho. Eu não sinto.

 

Vejamos:

 

Portugal é um país fragmentado. Venderam-no aos Brasileiros, aos Angolanos, aos Chineses, aos Espanhóis… e são estes povos que praticamente “mandam” no país.

 

Há ainda cerca de meio milhão de analfabetos em Portugal, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), com base no Censos de 2011. Não se aposta na Educação (e quando o Ministro desta tutela pede aos professores para não chumbarem os alunos, estará tudo dito), no Ensino, na Cultura Culta. Aos políticos convém manter o povo no banho-maria da ignorância para que ele seja mais facilmente manobrado.

 

Ainda um destes dias ouvi falar na geração Nem, Nem, aquela que nem estuda, nem trabalha, e só atrapalha a evolução do país. Mas interessará aos políticos fazer evoluir o País, acabando com esta geração Nem, Nem?

 

A desigualdade e a pobreza em Portugal são alarmantes. Portugal é dos países mais pobres e desiguais da OCDE. A pobreza aumentou para níveis do início do século. Existem ainda muitas crianças a passar fome em Portugal. A pobreza alastra-se como uma lepra. No entanto, a gastronomia portuguesa faz o deleite dos turistas.

 

O Sistema Nacional de Saúde é um caos. Faltam médicos. Faltam enfermeiros. Faltam condições nos hospitais públicos. Existem listas de espera para tudo. Ainda se morre sem a assistência adequada e atempada. 52,3% da população tem colesterol elevado; 36% sofre de hipertensão arterial; a obesidade atinge 28,7%; e a diabetes afecta cerca de 13% da população.

 

E agora pretendem taxar os produtos nocivos à saúde pública, para se angariar mais proventos para o Estado. Sim, porque em Portugal estão à venda, para consumo, produtos nocivos à saúde pública, e em vez de se suprimir esses produtos nocivos, taxam-se, porque há sempre alguém que os adquire e contribui para o aumento do colesterol, da hipertensão, da obesidade, da diabetes… e entope os hospitais públicos.

 

Da União Europeia, os Portugueses são dos cidadãos com menores taxas de participação em actividades culturais (cultas), segundo o relatório do Eurobarómetro. Esta miséria cultural em que Portugal está mergulhado deve-se à falta de investimento no sector, à débil aposta na Educação e ao baixo poder de compra dos portugueses, dizem vários especialistas e responsáveis por estas matérias.

 

Portugal é um país onde a corrupção existe ao mais alto nível e é generalizada entre os mais ricos e poderosos. Não existe corrupção entre os pobres e os não poderosos.

 

Legisla-se para se protegerem uns aos outros, e uma boa parte das leis não é cumprida, nem existe quem as faça cumprir. Impera uma camuflada ilegalidade em várias frentes. E a Justiça tem duas caras.

 

Não se cumpre a Constituição da República Portuguesa.

 

Não há uma política ambiental que proteja as florestas, os rios, os recursos e parques naturais, a fauna e a flora portuguesas.

 

A inexistência de políticas que elevem a Cultura, a Educação, a Moral e a Ética é gritante.

 

O que existe é uma política que promove, apoia e premeia, também ao mais alto nível, a mediocridade, a imbecilidade, a ignorância, a estupidez, a crueldade e a violência (que até estão legisladas).

 

Não existe uma política de protecção às crianças.

 

Existem doze escolas, financiadas com dinheiros públicos, onde se ensinam crianças a desenvolver instintos sádicos e psicopatas.

 

Um terço dos municípios portugueses vive ainda num patamar civilizacionalmente muito atrasado, medieval, primitivo, cujos governantes aprovam as mais hediondas crueldades contra animais não humanos, nos matadouros, na tauromaquia (em todas as suas impiedosas modalidades, e na qual se esbanjam milhares de euros do erário público), nas corridas de galgos e de cavalos, na luta de cães e de galos, no tiro aos pombos, nos circos que usam animais, em jardins zoológicos e zoo marines, na caça e pesca desportivas, nas batidas à raposa, na caça furtiva aos animais selvagens, nos festivais de matança de porcos ao vivo, na inacreditável queima de gatos, enfim… apenas alguns cães e alguns gatos gozam do estatuto de animais em Portugal. Todos os outros são apenas “coisas”.

 

E já dizia Mahatma Gandhi que o grau de civilização de um povo mede-se pelo modo como ele trata os seus animais. E neste aspecto Portugal está no grau Zero.

 

Nestas actividades cruéis está envolvida uma população inculta, encruada, bastante ignorante, desinstruída, analfabeta, mas também letrados mal formados e sem carácter, porque a boa formação e o bom carácter não se aprendem nas universidades.

 

E para culminar, Portugal, que é um dos mais antigos países da Europa, e que até há bem pouco tempo podia gabar-se de ter uma Língua culta e europeia, bem estruturada e das mais belas e ricas, lexicalmente falando, hoje, devido a uma desmedida e incompreensível cegueira mental, à incultura, à ignorância e a interesses económicos (entre outros) obscuros, anda por aí vulgarizada uma ortografia terceiro-mundista, cientificamente desestruturada, inútil, funesta, grotesca, inconstitucional, ilegal e inculta rejeitada por milhares de portugueses, cultos e menos cultos, a que continuam a chamar inadequadamente Português, que os políticos estão a tentar impingir aos Portugueses e ao mundo.

 

Ainda agora na China, António Costa, primeiro-ministro de Portugal, referiu a necessidade de difundir a nossa Língua, a 5ª mais falada no mundo e que até está difundida na Internet… esquecendo-se António Costa de que o que está difundida na Internet é a versão inculta e desenraizada de uma ortografia que envergonha Portugal, e nada tem a ver com o verdadeiro símbolo da Identidade Cultural Portuguesa.

 

A Língua Portuguesa não é um símbolo da Identidade do Brasil. O Brasil adoptou-a como língua oficial, mas não se identifica com ela, por isso, desenraizou-a, afastando-a das suas origens europeias. Mas os Portugueses não são obrigados a ceder a esta proposta indecente que é substituir a Língua Portuguesa pelo AO90.

 

Será com esta ortografia terceiro-mundista, (mal) engendrada no outro lado do Atlântico e que nada tem a ver com as raízes cultas das línguas europeias, que o novo Secretário-geral das Nações Unidas começará a comunicar-se com o mundo?

 

O Engenheiro António Guterres tem duas opções: ou rejeita liminarmente esta ortografia parva, que os governantes portugueses escrevem e querem impingir ao povo, e preserva a Identidade Cultural Portuguesa, a dignidade e a verticalidade com que até hoje regeu as suas atitudes, como figura pública, ou entra no jogo inquinado dos políticos, e mancha o seu nome e a sua reputação, arrastando o nome de Portugal pelo chão.

 

Pesando os prós e os contras, que aqui foram expostos, penso que o Engenheiro António Guterres não tem motivo algum para se orgulhar de Portugal, enquanto este panorama terceiro-mundista se mantiver.

 

E se quiser que Portugal mantenha o orgulho que nos deu a sua nomeação para Secretário-geral da ONU, António Guterres terá de fazer a opção certa, e talvez recomendar aos governantes portugueses que se dignem entrar no século XXI D.C. e abandonem o primitivismo em que ainda se encontram, e façam Portugal crescer como nação integrada numa Europa evoluída, que mantém as suas Línguas cultas e intactas, e que há muito deixou as práticas medievais que envergonharam um passado que já passou, avançando para o futuro.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016

EM PORTALEGRE NÃO HÁ VERBAS PARA CONSERVATÓRIO MAS HÁ PARA ESCOLA DE TOUREIO

 

Os professores do Conservatório Regional de Portalegre estão com salários em atraso e “alguns já nem sequer têm dinheiro para ir trabalhar».

 

Em 2014, o Conservatório esteve em risco de fechar, pelo mesmo motivo.

 

Mas para o clube taurino e escola de toureio de Alter do Chão, para as galas taurinas que aí vêem, há verbas que chegam e sobram…

 

PORTALEGRE1.jpg

Em Portalegre, não há verbas para a aprendizagem de música…

 

PORTALEGRE2.jpg

… mas para a aprendizagem da selvajaria tauromáquica as verbas surgem de todos os lados…

 

Que governantes serão os que privilegiam a formação de sádicos torturadores de seres vivos, em detrimento da elevada arte musical?

 

Para Aristóteles, assim como para qualquer ser humano que se preze, «a música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.»

 

Para Mahatma Gandhi, e para todos nós, que amamos os animais, «os que os torturam deveriam recusar-se a viver, se o preço dessa vida é a tortura de seres sensíveis»…

 

Haja racionalidade, senhores governantes!

 

Este novo governo, dito de esquerda, liderado por António Costa, ou é novo e realmente de esquerda, e muda tudo o que é desprezível, que é urgente mudar, ou não se arvore em salvador de uma Pátria, que está a ajudar a afundar-se…

(Origem das imagens: Internet)

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:06

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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2015

TRIBUTO A JOHN LENNON

 

John Lennon nasceu a 9 de Outubro de 1940, em Liverpool, no Reino Unido

 

Foi assassinado na noite de 8 de Dezembro de 1980, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América.

 

Entre uma e outra data ficou uma vida vivida intensamente, plenamente, uma vida com vida dentro…

 

IMAGINE.jpg

(Origem da imagem: Internet)

 

Não me interessa o que os outros pensam de John Lennon.

 

Para mim, foi alguém que me transmitiu um estilo de vida para ser vivido e não para ser fingido.

 

John Lennon era ele e as suas causas, o seu caminho, que ele percorreu cantando, não o efémero, mas o fundamental.

 

Era um ser tocado pelo divino, ainda que não o consentisse.

 

Não era nem mais popular nem menos popular do que Jesus Cristo.

 

Mas ambos foram anarquistas pacifistas, e mudaram o rumo do mundo, no tempo em que cada um viveu.

 

John Lennon atravessou muros, com as suas canções. Não os derrubou. E ao atravessá-los, mostrou toda a força das palavras que cantava, incomodando os poderosos, sabendo que tudo o que fizesse, tudo o que dissesse teria repercussões gigantescas num mundo onde imperava (e passados 35 anos sobre a sua morte, ainda impera) uma hipocrisia mórbida e cada vez mais mafiosa.

 

Por isso (ainda) é urgente cantar John Lennon:

 

Poderosos do mundo, dêem à Paz uma oportunidade!

 

 

Nada mais foi igual depois do aparecimento dos «Beatles».

 

Nada mais foi igual depois das palavras que John Lennon lançou ao mundo como âncoras.

 

John Lennon (a par de Jesus Cristo, Mahatma Gandhi e Martin Luther King) marcou o modo como eu vejo, sinto e estou no mundo: desassossegada, desassossegando...

 

Sim, podem dizer que somos sonhadores…

 

Não somos os únicos…

 

Mas temos esperança de que num dia todos se juntarão a nós e o mundo será como um só…

 

 

 

Mark Chapman assassinou o Homem, naquela noite de 8 de Dezembro de 1980. Mas não conseguiu matar os sonhos de John Lennon…

Esses, continuam entre nós… connosco...

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:56

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