Quinta-feira, 5 de Julho de 2018

CARTA ABERTA AO SENHORES DEPUTADOS DA NAÇÃO PORTUGUESA

 

Senhores deputados: olhem bem para esta imagem.

 

É isto que resta de um Touro, ser senciente, tão animal como eu, depois de ser barbaramente torturado por cobardes, nas arenas de Portugal.

 

Se pretendem fazer desta imagem um símbolo da identidade portuguesa, esqueçam as palavras que escreverei a seguir, e mantenham-se mergulhados nas trevas que vos ofusca a visão da modernidade.

 

TOURO.jpg

 

Para amanhã, dia 6 de Julho de 2018, está marcada uma discussão do Projecto de Lei pela Abolição da Tauromaquia em Portugal, proposto pelo Partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN), a qual pode catapultar o nosso País para o rol dos países civilizados, e retirá-lo do número restrito de países terceiro-mundistas (oito, em 193 existentes no mundo) que ainda mantêm esta prática do tempo da monarquia espanhola, que a introduziu em Portugal e na América Latina.

 

Gostaria de aqui expor o seguinte: aproximam-se eleições legislativas, e o meu voto, e o voto de milhares de Portugueses, dependerá das decisões que os partidos políticos, ao serviço do minoritário lobby tauromáquico, tomarem, amanhã.

 

À parte de considerar inacreditável e inaceitável que, em pleno século XXI D. C., ainda se esteja a discutir, na Assembleia da República Portuguesa, um projecto de lei que pede o fim da tortura de um animal numa praça pública, mais inconcebível se torna o facto de ser permitida a entrada e participação de menores nesta actividade. A posição da ONU em relação à exposição/participação de crianças em eventos tauromáquicos é muito clara:

 

In order to prevent the harmful effects of bullfighting on children, the Committee recommends that the State party prohibit the participation of children under 18 years of age as bullfighters and as spectators in bullfighting events.”

 

(Espero que todos os Senhores Deputados saibam ler Inglês, porque Português, nem todos sabem, uma vez que por mais informações que lhes damos a este respeito, na nossa Língua, a esmagadora maioria dos senhores não entende nada, e como gostam de estrangeirismos, o Inglês poderá ser mais conveniente).

 

Para além disso, é absolutamente escabroso o apoio, na forma de subsídios da ordem dos 16 a 20 milhões de euros anuais, a uma actividade que está em franco declínio, é cruel, violenta e desadequada aos tempos modernos, enquanto que nas áreas da Saúde, do Ensino, da Cultura Culta, os apoios andam muito minguados.

 

Daí que me parece de carácter urgente e mandatório que os senhores deputados da minha Nação tenham a hombridade de votarem a favor do Projecto de Lei do PAN, e, desse modo, contribuírem para a evolução de Portugal.

 

Mais saliento que, ao votarem contra este projecto, estarão directamente a legislar tanto contra as recomendações da ONU relativamente aos direitos das crianças (não salvaguardando a integridade moral e psicológica das crianças portuguesas), como a permitir que vastas somas de dinheiros públicos, de contribuintes como eu, continuem a sustentar uma obsoleta e medievalesca prática, como a manter Portugal no número restrito de países atrasados civilizacionalmente. Porque basta que 40 municípios, em 308, mantenham esta barbárie, para que Portugal não possa ser considerado um país civilizado.

 

Anda-se por aí a fazer-de-conta que é. Mas na realidade não é.

 

Esperando que amanhã, a Assembleia da República seja iluminada pela lucidez, envio os meus cumprimentos, que só serão respeitosos no dia em que eu vir os senhores deputados respeitarem as normas da civilidade para com os Touros e os Cavalos, que também são criaturas de Deus e animais como eu,  os quais, em nome da mais hedionda estupidez, são torturados nas arenas portuguesas.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:45

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Quarta-feira, 4 de Julho de 2018

«TAUROMAQUIA: O GOZO ALARVE COM A FRAGILIDADE ALHEIA»

 

Um magnífico texto de André Silva, Deputado da Nação, pelo PAN, descomprometido, e livre das amarras do lobby tauromáquico, instalado na Assembleia da República Portuguesa.

 

Esperamos que aos deputados, aficionados da selvajaria tauromáquica, que ainda vivem no passado, chegue a lucidez suficiente, para que possam interpretar as palavras do Deputado André Silva, um Homem que pertence à modernidade, e os faça catapultar para o Século XXI D.C.

(Os excertos do texto a negrito são da minha responsabilidade)

Isabel A. Ferreira

 

ANDRÉ SILVA.png

 André Silva

 

«Conseguimos saber algo importante sobre uma pessoa através da forma como ela trata os que são mais fracos do que ela. Mas conseguimos saber quase tudo sobre uma pessoa através da forma como ela trata os que não têm qualquer poder, os que são impotentes. E os candidatos mais óbvios a este estatuto são os animais. Milan Kundera diz que a verdadeira bondade humana só pode manifestar-se, em toda a sua pureza e liberdade, em relação aos que não têm poder.

 

O verdadeiro teste moral da humanidade, o mais básico, reside na relação que mantém com os que estão à nossa mercê. E é neste ponto que encontramos a maior derrota da tauromaquia. Sem tibieza, Fernando Araújo dá-nos a mais crua e límpida definição de uma corrida de touros, que consiste na exibição da mais abjecta cobardia de que a espécie humana é capaz, o gozo alarve com a fragilidade e com a dependência alheias.

 

Na falta de argumentos saudáveis e convincentes, ao estertor tauromáquico nada mais resta do que defender ad nauseam que estas manifestações são parte integrante do património cultural português e da sua identidade. Estagnados no tempo em que a maioria das pessoas não sabia ler nem escrever, tentam fazer-nos acreditar que mutilar e rasgar carne a um animal e fazê-lo cuspir sangue faz parte da nossa herança cultural.

 

VOMITANDO SANGUE.jpg

 

A identidade de um povo cria-se a partir do que é pertença comum e não daquilo que nos divide, pelo que forçar a identidade tauromáquica à população portuguesa é ofensivo e contraproducente para uma desejada unidade nacional.

 

Aceitando por um lado que devem ser banidas e condenadas as violências contra animais, tentam fazer-nos crer que infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal é legítimo, desde que se faça num anfiteatro, que o mal-tratador use fato com lantejoulas e que seja acompanhado ao som de cornetas.

 

BARRANCOS.jpg

 Esta deplorável cena troglodita, em Barrancos, leva-nos a um nome: Jorge Sampaio, ex-presidente da República Portuguesa, que não soube defender a Civilização.

 

O país pede uma evolução civilizacional e ética em relação a este assunto, sendo que as tradições reflectem o grau de evolução de uma sociedade, pelo que não é mais aceitável que o argumento da tradição continue a servir para perpetuar a cultura da brutalidade e do sangue que se vive nas arenas. Todas as tradições devem ser colocadas em crise quando atentam contra a vida e integridade de terceiros. As pessoas têm muitas formas de satisfazer o seu direito cultural sem que tenha que passar por infligir sofrimento a animais.

 

Mais de 90% dos portugueses não assiste a touradas e as corridas de touros têm vindo a perder milhares de espectadores todos os anos, tendência confirmada pelos recentes referendos nas universidades de Coimbra e de Évora, onde milhares de estudantes decidiram afastar a violência tauromáquica das suas festas académicas, após várias instituições de ensino superior já o terem feito.

 

Assim, afirmar que a tourada faz parte da identidade nacional é pretender que uma minoria da população que assiste a corridas de touros seja considerada mais “portuguesa” do que a grande maioria que não se revê neste tipo de espectáculos, o que é, no mínimo, desconcertante.

 

A identidade de um povo cria-se a partir do que é pertença comum e não daquilo que nos divide, pelo que forçar a identidade tauromáquica à população portuguesa é ofensivo e contraproducente para uma desejada unidade nacional.

 

Tenha a classe política a coragem para acompanhar o desejo de não-violência da esmagadora maioria dos portugueses.

 

André Silva»

***

Comentário, na página, ao texto de André silva, o qual subscrevo:

 

Acontece que a "classe política" é tão cobarde como um toureiro, e a população de certos locais e adepta deste primitivismo é particularmente agressiva. Viu-se na palhaçada de Barrancos onde a população se manifestou mais para ter touradas ilegais do que para ter um centro de saúde decente. E em vez de impor a lei, o Estado rebaixou-se e cedeu perante alguns burgessos ululantes. Uma pena e uma vergonha nacional que se continuem a praticar touradas. (Gustavo Garcia)

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2018/07/03/p3/cronica/tauromaquia-o-gozo-alarve-com-a-fragilidade-alheia-1836711

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:49

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Quarta-feira, 16 de Maio de 2018

AGENDADO PARA HOJE NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA DEBATE DO PROJECTO DE LEI DO PAN COM VISTA À ABOLIÇÃO DAS TOURADAS EM PORTUGAL

 

É a primeira vez que tal acontecerá na Assembleia da República, maioritariamente constituída por servidores do lobby tauromáquico.

 

Neste projecto apresenta-se uma "extensa análise dos espectáculos tauromáquicos do ponto de vista histórico, social e cultural com recurso a estudos científicos de organizações nacionais e internacionais sobre as implicações nocivas e transversais que a prática tem nas crianças, nos jovens e adultos, bem como nos animais envolvidos".

 

Esperemos que vença a EVOLUÇÃO!

 

O PAN está em minoiria, mas vai abrindo caminho...

 

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 Em Portugal, cada vez menos pessoas aderem a este “entretenimento”, onde o gosto pelo derramamento de sangue e pelo sofrimento de um animal senciente e completamente indefeso, demonstra o carácter sádico da afición. Torturar Touros, para os assentos vazios das arenas é já algo recorrente em Portugal. A realidade é que em 2017, o número de touradas foi o mais baixo de sempre. Então, para quê insistir em algo que só catapulta o país para o rol dos países com práticas terceiro-mundistas, dirigidas a uma minoria, cada vez mais minoria?

 

Até agora o PAN tem apresentado diferentes iniciativas legislativas com vista, por exemplo, a proibir a RTP de transmitir touradas, impedir o financiamento público ou vedar a participação no espectáculo a menores de 18 anos, mas esta é a primeira vez que avança com um projecto de lei para abolir por completo as corridas de touros.

 

Para o PAN o direito ao entretenimento, ainda que disfarçado de herança cultural, não deve poder prevalecer sobre o respeito pela liberdade, pela vida e pela integridade física e psicológica de animais que são sensíveis e que sentem dor, por um lado, nem sobre o ideal de sociedade que rejeita a violência, por outro.

 

André Silva, único deputado do PAN, na Assembleia da República, considera que «a identidade de um povo cria-se a partir do que é pertença comum e não daquilo que os divide. Forçar a identidade tauromáquica à população portuguesa é ofensivo e contraproducente para uma desejada unidade nacional e evolução civilizacional».

 

De acordo ainda com PAN, «valorizar a cultura enquanto sistema complexo de códigos e padrões partilhados por uma sociedade, passa inevitavelmente por sermos capazes de medir a aceitação e receptividade, por essa mesma sociedade, das respectivas manifestações culturais. No que respeita aos espectáculos tauromáquicos a realidade não corresponde à opção do legislador que os eleva à condição de cultura. Dos 308 municípios do país, apenas 44 têm actividade taurina, i.e., 14,8%. Em 2017 realizaram-se 181 espectáculos tauromáquicos, dos quais 26 foram na praça de Albufeira e 13 na de Lisboa, sendo que em 27 das praças de touros existentes, ou seja, mais de 50%, realizaram apenas uma ou duas corridas durante o ano. A praça que organiza mais corridas de touros por ano é orientada para o turismo e não para satisfazer qualquer vontade do público local.

 

Ano após ano, as touradas atingem mínimos históricos de corridas e de público no nosso país. Desde 2010 as touradas já perderam mais de 53% do seu público. A indústria tauromáquica tem um peso cada vez mais insignificante em Portugal, não obstante todo o investimento em marketing para transformar a sua imagem associada à brutalidade e decadência e os vários apoios e subsídios públicos directos e indirectos.

 

Massacres públicos de touros para fins de entretenimento já foram prática em toda a Europa e foram sendo banidos paulatinamente em praticamente todos os países deste continente. Dos 193 países do Mundo apenas 8 têm actividade tauromáquica.

 

Para o PAN afirmar que estas práticas fazem parte da identidade nacional é pretender que uma minoria da população que assiste a corridas de touros seja considerada mais “portuguesa” do que a grande maioria que não se revê neste tipo de espectáculos, o que é, no mínimo, desconcertante.

 

Fonte:

http://pan.com.pt/comunicacao/noticias/item/1585-pan-debate-abolicao-corridas-touros-portugal.html

 

A falácia da prótoiro

 

Em comunicado, a federação portuguesa de tauromaquia já reagiu a este passo de gigante em direcção à EVOLUÇÃO, considerando-o antidemocrático, como se uma Democracia autêntica pudesse estar ligada a algo que nasceu na monarquia e pertence a um passado já remoto, onde reinava a ignorância e não havia entretenimentos civilizados.

 

Desesperada, a prótoiro lança, então, a falácia de que o PAN «não representa mais de 75 mil pessoas em todo o país e procura com estas investidas (repare-se na terminologia tauromáquica - investidas) inverter a queda nas sondagens e evitar o desaparecimento do único deputado com assento parlamentar".

 

Engana-se a protóiro: o PAN está a subir nas sondagens; nas últimas eleições conseguiu aumentar consideravelmente o número de deputados nas assembleias municipais, em todo o país (é só ver os números) e com a descrença crescente nos partidos que já passaram pelo governo e mostraram toda a sua incompetência, não é de surpreender que o PAN esteja a ganhar terreno. É que já não vivemos no tempo da mariquinhas

 

Depois pretende a prótoiro impingir-nos a mentira de que em 2017 o número de touradas aumentou. A treta não diz com a careta, ou seja, os números da protóiro não batem certo com a realidade, porque não só se realizou menos touradas, como baixou consideravelmente o número de espectadores.

 

TAUROMAQUIA EM QUEDA.jpg

 

Ver artigo completo aqui:

 

ESTATÍSTICAS OFICIAIS ANIMADORAS – TAUROMAQUIA EM QUEDA

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/estatisticas-oficiais-animadoras-767251

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:47

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Sábado, 10 de Março de 2018

ASSUNÇÃO CRISTAS E AS TOURADAS

 

Assunção Cristas afirmou hoje que gosta de touradas, mas não tem tempo de ir às touradas, e acrescentou esta coisa espantosa:  “Olho para a tourada como um bailado”...

E isto é algo que fica muito bem a uma líder partidária, que sonha ser primeira-ministra de Portugal.

A candidata a chefe de governo reitera o compromisso de chegar a todos… Pois temos pena, mas chegará apenas aos que se recusam a evoluir. Aos incultos.

Sabemos que o CDS/PP é um partido que não acompanhou os tempos, não evoluiu, tem políticas já gastas, rotas, apodrecidas, tem os pés fincados no passado, e estará representado na Assembleia da República para servir lobbies, nomeadamente o lobby tauromáquico, e não propriamente para servir Portugal.

 E quem dá o pouco que tem a mais não é obrigado...

 

ASSUNÇÃO CRISTAS.png

As juventudes partidárias são sempre mais conservadoras do que os próprios partidos, defende Assunção Cristas, em entrevista ao Expresso. Questionada sobre uma tourada organizada pela Juventude Popular, assegura que gosta do espectáculo mas, se pensar “muito, muito, muito, muito”, é capaz de ter pena dos animais...

Fonte da entrevista:

http://expresso.sapo.pt/politica/2018-03-10-Assuncao-Cristas-Olho-para-a-tourada-como-um-bailado#gs.qljIMI4


Pois... se pensar muito, muito, muito, muito... que é algo que, deduz-se, não faz habitualmente...

 

 Pergunta-se:

 

TROGLODITA.png

 

Fonte:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2018/03/10/assuncao-cristas-e-as-touradas/comment-page-1/#comment-1554

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:52

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Segunda-feira, 13 de Novembro de 2017

TORTURA DE TOUROS NÃO É ARTE NEM CULTURA. PONTO FINAL.

 

No programa Voz do Cidadão, que pode ser revisto aqui:

https://www.rtp.pt/play/p3305/voz-do-cidadao

transmitido na RTP 1, no passado dia 11/11/2017, a pergunta crucial foi: «Deve a televisão pública transmitir touradas?» O actual Provedor do TelespeCtador da RTP, Jorge Wemans, respondeu: «Eu penso que não…»

Mas…

Quem mada na RTP não é o senhor Wemans; nem a esmagadora maioria dos telespectadores que para lá escrevem, indignados com a transmissão de tortura ao vivo; nem é o senhor Daniel Deusdado, director de programas; nem é o aficionado Gonçalo Reis, presidente do conselho de administração… Ninguém manda… Então quem manda?

Manda o lobby tauromáquico, instalado na Assembleia da República, disse (por outras palavras obviamente), o senhor Wemans.

Só o facto de a RTP, no ano 2017 d. C., estar a discutir esta matéria, já diz do baixo nível civilizacional em que Portugal está mergulhado.

Veja-se o que a RTP transmite em directo. E a questão é a seguinte: isto é arte? Isto é cultura? Isto faz parte de alguma tradição civilizada, digna do Homem civilizado?

 

 E a loucura é tal, que acham que não se passou nada. Nem sequer se respeitam uns aos outros. Para os aficionados, a vida dos tauricidas não vale nada.

Vi e ouvi este programa da Voz do Cidadão com a atenção de um lince. E pasmei com as declarações de alguns dos envolvidos, nomeadamente dos que querem, porque querem, fazer da tortura de seres vivos sencientes, da violência, da crueldade, da estupidez que é este costume bárbaro (nada tem a ver com tradição) , uma “coisa” cultural e artística, como se todos nós fossemos muito estúpidos.

 

Comecemos por Luís Capucha, que acha, porque acha, que lá por, em tempos que já lá vão, a selvajaria tauromáquica ter dado alguma audiência à RTP, as coisas continuam iguais. Não continuam iguais. O mundo evoluiu. Já há mais informação sobre esta prática selvática. A RTP só perde audiências com a transmissão desta barbárie. Luís Capucha ainda não se deu conta de que Portugal está no século XXI d. C.. Vive metido na caverna, e não vê que o mundo avançou no tempo.

 

Depois vem o Jorge Palma, que eu não sabia que era aficionado (e perdeu uma fã, e até já o coloquei na lista de

NOMES DE FIGURAS PÚBLICAS PORTUGUESAS QUE APOIAM E/OU ACTUAM EM TOURADAS

a fazer a apologia da tourada, como se a tourada fosse um concerto de música.

Este também ficou especado na Idade Média.

 

TOURADA1.jpg

 

Os aficionados dão respostas chapa 5. Enchem a boca com palavras das quais não sabem o significado.

 

Gonçalo Reis, presidente do conselho de administração da RTP,  numa tourada,  transmitida pela RTP, no campo pequeno, logo após a primeira pega (pega que lhe foi brindada) veio a público falar em património cultural, em tradição que é preciso preservar… Sabe lá o que é património cultural e tradição! Veja aqui a espécie de património cultural que é a selvajaria tauromáquica, que mata Touros e Cavalos, e mata também forcados e toureiros, ou deixa-os estropiados.

 

Um forcado que ficou tetraplégico, e depois foi abandonado pelos aficionados...

 

A ARTE não mata, nem estropia. E se a crueldade, a violência, o sangue derramado nas arenas é cultura, será apenas cultura troglodita, que nem os homens das cavernas cultivaram. Eles deixaram-nos a Arte Rupestre, e os tauricidas deixam-nos esta obra de arte estendida no chão:

 

ROURADA2.jpg

Esta é arte final de uma tourada, ensinada aos que virão a ser os sádicos do futuro, com o aval de todas as autoridades…

 

Depois ficam muito ofendidos, quando lhe chamamos cobardes, carrascos, ignorantes, pois a tauromaquia não passa da arte da mais pura cobardia e estupidez.

 

Depois veio o Paulo Pessoa de Carvalho, da prótoiro exigir respeito e liberdade. Respeito e liberdade por e para carrascos? Por e para torturadores de seres vivos? A pretender opções? Escolhas? Como se a tortura pudesse ser melhorada! Não há nada a melhorar na tortura. Tortura é tortura. Ponto final. E carrascos não merecem respeito. E a tortura não faz parte do conceito de liberdade.

 

Até as crianças bem formadas sabem o que são as touradas. Este conjunto de imagens fazem parte de um trabalho elaborado por alunos do 9º ano, e que pode ser visto na íntegra neste link:

https://pt.slideshare.net/paulamorgado/touradas-contra

 

 

TOURADA3.jpg

 

TOURADA4.jpg

 

TOURADA5.jpg

 Espero que os aficionados de selvajaria tauromáquica tenham aprendido alguma coisa, com estas crianças.

Lá mais para o final do programa, vem novamente Luís Capucha, que dizem ser professor (se é, pobres alunos), que disse esta coisa extraordinária:

 

«Os ataques à tauromaquia nunca têm a ver com os maus-tratos aos animais, mas sim com a imposição de uma ditadura cultural…».

 

Imposição de uma ditadura cultural? A Civilização? A Cultura Culta? São ditadura cultural?

 

Se isto não fosse extremamente trágico, daria para nos rirmos.

Senhor Luís Capucha o que ensina aos seus alunos?

 

Veja do que falamos, quando falamos da selvajaria tauromáquica:

TOURADA6.jpg

 

Concluindo: a tauromaquia é uma prática macabra, cruel, violenta, medievalesca, que só mentes completamente deformadas acham que é arte e cultura.

 

E há mais a ter em conta:

 

TOURADA7.jpg

 Isto, diz quem sabe, quem viu, quem conhece os bastidores de uma tourada. Escusam de desmentir.

 

A tauromaquia a ser arte, é a arte da cobardia, e a ser cultura, é a cultura de trogloditas.

 

Tenham todos vergonha na cara, e evoluam. Dêem o salto para o século XXI depois de Cristo. Quanto à RTP, saia da caverna! Envergonham Portugal e a Humanidade com essa vossa postura medievalesca.

 

E para que não morram sem saber das coisas, aconselho a todos que leiam estes textos:

 

O MODERNO VOCABULÁRIO DA TAUROMAQUIA

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/o-moderno-vocabulario-da-tauromaquia-491355

 

CULTURA E CIVILIZAÇÃO

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/22410.html

 

 

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:19

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Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

PORTUGAL NÃO É UM PAÍS CONFIÁVEL...

 

A propósito da morte recente de dois forcados ao serviço do lobby tauromáquico, que os força e condena a esta má sorte.

 

«Se Portugal, tivesse políticos daqueles que olham a política como uma actividade nobre o que quer dizer, governarem pelo bem público o que muitas vezes é verdade, exige coragem e determinação, mortes destas não aconteciam pela simples razão da barbárie de torturar animais, estar erradicada do país. Claro, é preciso coragem e compaixão, Passos Manuel há mais de cem anos, teve-as. Actualmente, pelo contrário, 200.000.00 euros, dinheiro dos contribuintes, vai para alimentar esta prática execrável que um povo evoluído se indignaria com tal facto.

 

Mas Portugal, não é um país confiável em termos de uma sociedade moderna, evoluída e humana.

País de brandos costumes, estamos conversados, é um conceito do Salazarismo que bem sabemos no que deu. Dá para perguntar, como seria Portugal, numa situação limite?! Os políticos, já que não são sensíveis ao sofrimento dos animais não humanos, ao menos que, pensem sobre estas mortes dos da sua espécie e ajam em conformidade.»

(José Costa)

 

 

Um dos forcados, Pedro Primo, que fazia a última pega quando morreu, vivia num quarto alugado em casa de amigos e não tinha ligações à família. Dizem que teve uma infância difícil, trabalhava no campo para um empresário tauromáquico, de nome Inácio Ramos Jr., e andava nos forcados há 10 anos, ou seja, desde a menoridade… Segundo uma senhora, que se me apresentou como mãe deste forcado, Pedro Primo não queria ir para a arena, neste dia, mas “foi obrigado”.

Quem o obrigou? Quem o atirou para a morte? Esses sim, são os que se regozijam com a morte destes infelizes, tanto quanto se regozijam com a morte dos Touros. O que lhes interessa é que possam continuar a viver à tripa forra, à custa dos nossos impostos e da ignorância do povo.

(Isabel A. Ferreira)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:24

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Sexta-feira, 12 de Agosto de 2016

MAIS SELVAJARIA TAUROMÁQUICA NA PÓVOA DE VARZIM

 

No asqueroso cartaz que anuncia mais um evento repugnante de tortura de bovinos, pergunta-se:

 

Quem ganhará? (entre eles e elas).

 

Obviamente ganhará a estupidez, a crueldade, a violência, a ignorância, o sadismo, a incultura, a subserviência dos autarcas poveiros ao inculto lobby tauromáquico.

 

Perderá a cidade, que continua no rol das localidades com um monumental atraso civilizacional, com uma arena de tortura activa, uma cidade onde é permitido todo o tipo de maus-tratos a animais, onde se dá tiro aos pombos, onde se caça raposas, onde se tortura touros, onde animais selvagens estão enjaulados e escravizados nas arenas do circo de um cardinali…

 

PÓVOA.jpg

 

Os cartazes da selvajaria tauromáquica e os do circo onde se vê carrascos agarrados a leões e a cavalos, conspurcam a cidade, agridem a inteligência dos cidadãos, esmagam a sensibilidade dos seres que são verdadeiramente humanos.

 

A Póvoa de varzim é uma cidade onde definitivamente NÃO APETECE VIVER, ao contrário do que apregoa a propaganda municipal…

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:54

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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2016

NUM PAÍS ONDE O LOBBY TAUROMÁQUICO ESTÁ SENTADO NO PODER TUDO É POSSÍVEL…

 

Mas… há sempre um mas…

Não acredito no que li

 

CMTV.jpg

 

O Farpas Blogue anunciou, há dias, que a CMTV poderá vir a emitir uma tourada.

 

Isto não me surpreendeu muito, até porque o Correio da Manhã promove touradas.

 

Todos nós sabemos, e a CMTV, também saberá que a tauromaquia é uma forma cruel de tortura de touros, animais sencientes, animais como nós.

 

A CMTV também sabe que por todo o mundo civilizado existe uma forte e crescente contestação social a esta actividade que vem de um tempo onde imperava a ignorância mais profunda.

 

Porém, o mundo evoluiu, os conhecimentos são outros e talvez por isso a SIC e a TVI, canais televisivos com grande audiência em Portugal, deixaram de transmitir touradas.

 

A RTP lá continua a transmitir violência e crueldade contra seres sencientes em directo, por motivos que todos nós sabemos: uma subserviência demasiado óbvia ao lobby tauromáquico, na mão de umas poucas famílias.

 

Ora, tendo em conta que a CMTV é uma estação televisiva que diz “buscar um olhar português sobre o pulsar contínuo do País e do Mundo” e “não se verga a interesses particulares”, é estranho que o Farpas Blogue tenha tornado pública uma notícia que se não é falsa é no mínimo insólita.

 

É preciso fazer Portugal evoluir. E todos esperamos que o Grupo Cofina não permita que se beneficie a indústria tauromáquica, e se continue a realizar a Corrida Vidas/Correio da Manhã, que em nada prestigia o Grupo, a TV e a comunicação social.

 

O que espero da CMTV é que, em vez de considerar sequer a possibilidade de emitir touradas, apresente uma reportagem séria sobre os bastidores da tauromaquia – o lado desconhecido e mórbido da vida de um ser senciente, um bovino, um herbívoro, um mamífero superior, com um ADN semelhante ao do ser humano, e que sofre horrores antes, durante e depois da lide, conforme podemos constatar neste link:

 

A VERDADE PERVERSA SOBRE A TORTURA DE TOUROS E CAVALOS, ANTES, DURANTE E DEPOIS DA LIDE

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/484004.html

 

Apelo, portanto, para a sensibilidade e o bom senso dos que, pretendendo prestar um bom serviço televisivo aos Portugueses, não cedam à tentação de transmitir violência e crueldade, tornando ainda mais cruel e violento o mundo em que vivemos.

 

Isabel A. Ferreira

(Fonte: Marinhenses Anti-Touradas)

 

Enviem os vossos protestos para:

sede@cofina.pt; geral@cmjornal.pt; secretariaproducao@cmjornal.pt; publicidade@cofina.pt; marketing@cofina.pt

Cc: marinhenses.antitouradas@gmail.com

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:21

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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2016

AINDA A QUESTÃO DO CHUMBO DA PROIBIÇÃO DE FINANCIAMENTO PÚBLICO ÀS TOURADAS PELO PARLAMENTO PORTUGUÊS

 

Já tive oportunidade de dizer aos governantes, que acham bem continuar a esbanjar dinheiros públicos no financiamento da tortura de Touros, o que penso sobre eles, a este respeito.

 

O lobby tauromáquico está sentado na Assembleia da República disfarçado de deputados da nação sem a mínima noção do ridículo e do sentido de Estado, ignorando o que é Liberdade e Cultura.

 

Mas isto é o que o “glorioso” povo português, votando neles, nos oferece.

 

ARTE BRUTOS.jpg

 

Vejamos a lamentável intervenção, na AR, do deputado Nuno Serra, do PSD.

 

 

Foi assim a intervenção do deputado do PSD, Nuno Serra que, ao serviço do lobby tauromáquico, saiu em defesa das famílias de ganadeiros ao dizer que os anti-touradas perseguem essas famílias privilegiadas pelo Estado português, as quais vivem à custa dos impostos que a esmagadora maioria dos portugueses paga com grande sacrifício, num tempo em que o nosso pobre país está à míngua na área da Saúde, da Educação, do Ensino e daquela Cultura que eleva o Ser Humano.

 

Quanta falácia, senhor Nuno Serra, ao acusar o PAN, o BE e o PEV de “perseguirem” os aficionados de touradas por “preconceito ideológico” e sugerir-lhes que defendam o corte de subsídios a filmes violentos para com as pessoas, confundindo “filme” com “cruel realidade”, como se as touradas fossem uma ficção, como se ao defenderem as touradas não estejam a esmagar a sensibilidade de milhares de portugueses a quem dói a tortura de um animal, que é um animal como qualquer um de nós.

 

Nesta matéria ninguém persegue ninguém. E muito menos por preconceito ideológico. Aqui defende-se o direito à Vida, extensivo a todos os animais portugueses, sejam humanos ou não humanos. Nós limitamo-nos a denunciar o vosso vergonhoso servilismo a uma minoria que cria Touros, com o único objectivo de os torturar e matar para satisfazer um mero prazer mórbido, com o dinheiro dos nossos impostos.

 

E isto é imoral. É um insulto á inteligência dos portugueses. É uma agressão ao bom senso. É um modo vil de fazer política.

 

Naquela quarta-feira de má memória (dia 20 de Junho de 2016) o PSD, CDS/PP, PCP e o PS (à excepção dos socialistas Eurico Brilhante Dias, Paulo Trigo Pereira, Alexandre Quintanilha, António Sales, António Cardoso e Filipe Neto Brandão) chumbaram os projectos de lei do PAN, BE e PEV que proibiam a utilização de dinheiros públicos ou o financiamento público directo ou indirecto ou ainda o apoio institucional à realização de touradas ou iniciativas que inflijam sofrimentos inúteis ou provoquem a morte de animais não humanos, para divertir os sádicos.

 

O PAN, o BE e o PEV na intervenção que fizeram criticaram, e muito bem, o aspecto “bárbaro e a violência brutal e explícita” da actividade tauromáquica (à qual me recuso a chamar “espectáculo”, por ser um insulto à Arte) bem como a “insensibilidade” de quem participa nessas actividades, de quem a promove, a aplaude ou a apoia financeira ou institucionalmente.

 

Um Estado que se preze não pode servir-se do dinheiro dos contribuintes para servir o lobby tauromáquico e com isso promover actividades que se baseiam na violência e na crueldade para com indefesos animais sencientes.

 

Têm a noção de que a prática desses actos bárbaros contra animais sencientes não humanos são semelhantes aos praticados contra uma criança humana?

 

E isto é do foro das aberrações. E inadmissível, em pleno terceiro milénio depois de Cristo. Mas o mais curioso é que nem no terceiro milénio antes de Cristo, os homens que então povoavam a Terra, tinham tão baixos e tão cruéis instintos.

 

Os deputados da direita, onde podemos incluir os do PS (à excepção dos já referidos deputados) e os do PCP (que se dizem de esquerda, mas para o ser têm de parecer) apresentaram aqueles argumentos do costume, baseados numa mentira apregoada há séculos e que, para as mentes empancadas, soa como uma verdade, de tanto a repetirem, e de tanto se recusarem a ver o óbvio:

 

1 - “Tradição cultural”, esquecendo-se de que a tauromaquia não é uma tradição (as tradições dignificam o Homem); é apenas um costume bárbaro, sanguinário, perverso, e muito menos é cultural, pois de cultura, a tortura de um ser vivo nada tem, a não ser que falemos da “cultura dos broncos”;

 

2 - “Factores identitários regionais”, como se a tortura fosse algo que pudesse “identificar” um povo civilizado. Se falamos de terriolas com um descomunal atraso civilizacional, aí sim, é com toda a certeza, um factor identitário desse atraso.

 

3 – “Valores estéticos”. Saberão os deputados da nação os que são valores estéticos? Estaremos a falar de harmonia e beleza? Poderá na sangrenta tauromaquia, nos gritos dos Touros e dos Cavalos (abafados pelos “Passe Doble”) haver beleza e harmonia? Só um sádico poderá ver beleza no sofrimento atroz de um animal.

 

4 - “Questões turísticas e económicas”. Turísticas? Ainda haverá alguém em Portugal que ache (porque pensar não sabem) que um turista (refiro-me dos turistas a sério, não nos “turistas de garrafão”, sempre os mesmos, que se deslocam nos autocarros camarários, até às terriolas tauricidas, para fazer de conta que enchem as arenas) visita um país como Portugal e gasta o seu rico dinheirinho para ver torturar animais? Só mesmo os alienados acham que sim. E quanto à “economia” os únicos que ganham dinheiro com isto são os ganadeiros e quem os apoiam, e mesmo assim já estão a ver-se aflitos. Por isso, desesperam pelos subsídios estatais.

 

Joana Lima, deputada do PS, defendeu ser a tauromaquia uma actividade “lícita” e “devidamente regulamentada”, esquecendo-se que isso não significa que tal actividade não seja altamente reprovável à luz da Razão, da Ética, da Civilização, da Cultura Culta, até porque essas vergonhosas licitude e regulamentação provém da aprovação de legisladores subservientes ao lobby tauromáquico.

 

E quanta falácia essa de dizer que e a proibição às autarquias de financiarem esta actividade seria uma “interferência na autonomia do poder local” por parte da Assembleia da República! Quantas vezes a AR não interferiu na autonomia do poder local, noutras questões? Ou a senhora Joana Lima acha que somos todos parvos?

 

Vânia Dias da Silva, deputada do CDS/PP, por sua vez, falou em “intolerância” e de tentativa de “cercear as liberdades” através de políticas proibicionistas, como se proibir a tortura de seres vivos não fosse o dever de qualquer governante bem-intencionado e que zelasse pelos reais interesses de uma Nação, se a quisesse ver no rol dos países evoluídos!

 

Por fim, o PCP, através da deputada Ana Mesquita fazendo política de direita, deu-lhe para recordar os exemplos de “tradições” tauromáquicas classificadas como património, como a capeia raiana (património da estupidez, refira-se), de um tempo onde imperava o obscurantismo e a mais profunda ignorância, e chegou até a defender esta coisa inacreditável: a necessidade de “aprofundamento do debate sobre as alternativas”.

 

Quais alternativas? Qual aprofundamento? Qual debate?

 

Não há nada que aprofundar. Não há nada que debater. Não há nada para alternar (os ganadeiros que emigrem ou vão trabalhar no campo para ter o que comer).

 

A única alternativa aceitável é abolir esta prática primitiva de broncos, para broncos, que não dignifica Portugal.

 

Porque a tauromaquia é simplesmente a arte dos brutos.

 

E para quem não gosta da palavra bronco, devo dizer que é um vocábulo bem português e significa: tosco, grosseiro, obtuso, rude, boçal, incivilizado, inculto, cruento…

 

E tudo isto, na verdade, aplica-se à tauromaquia, uma prática tosca, grosseira, obtusa, rude, boçal, incivilizada, inculta, cruenta, que a maioria dos deputados da Nação defende, demonstrando a monumental mediocridade que paira sobre o Palácio de São Bento (e isto para ser delicada).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:55

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Sábado, 30 de Julho de 2016

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE RIBEIRA DE PENA PELO CANCELAMENTO DE UMA TOURADA

 

TOURADA.png

Obviamente não será esta a imagem que o senhor Presidente Rui Vaz Alves gostará de ver associada a Ribeira de Pena

 

Exmo. Sr. Rui Vaz Alves

Presidente da Câmara Municipal de Ribeira de Pena

 

Tomo a liberdade de escrever a V. Excelência, depois de ter tomado conhecimento de que no próximo dia 6 de Agosto está prevista a realização de uma tourada, no âmbito da Feira do Linho, em Ribeira de Pena, uma localidade que até agora se manteve limpa desta nódoa negra, que conspurca o bom nome dos municípios que a adoptam, além de demonstrar um atraso civilizacional bastante acentuado.

 

Sabemos que o desespero do lobby tauromáquico é grande, por esta actividade estar em franca decadência, o que os faz andar por aí a engodar os menos prevenidos, com o intuito de ganhar dinheiro à custa dos incautos e do sofrimento dos animais.

 

Posto isto, quero crer que o Sr. Presidente da Câmara não estará a par desta realidade e da contestação crescente a este tipo de actividades aviltantes para o ser humano, por envolver sofrimento animal com fins recreativos, algo considerado inaceitável em pleno século XXI depois de Cristo, e que em nada condiz com evolução.

 

Recordo a Vossa Excelência que em Portugal são mais os municípios que rejeitam esta barbárie do que os que a permitem. Em 308, apenas 45 mantém este costume bárbaro. Em Espanha (berço desta incultura) centenas de municípios e regiões estão a proibir a realização de touradas, dando deste modo, um passo significativo em direcção à evolução.

 

Não queira V. Excelência fazer regredir Ribeira de Pena, permitindo que nessa localidade, tão considerada até aos dias de hoje, seja introduzida uma prática que irá catapultá-la para o rol dos municípios civilizacionalmente atrasados.

 

Por este motivo, e por conhecer bem essa região, gostaria de solicitar a V. Excelência que reconsiderasse esta situação e que cancelasse este evento que envergonha não só Ribeira de Pena, mas toda a região de Trás-os-Montes, e obviamente a imagem de Portugal no mundo civilizado, reflectindo uma situação de elevado atraso cultural e civilizacional, contrastando com o movimento anti tourada que tem vindo a ganhar terreno em todo o mundo civilizado.

 

Mais do que nunca, no momento em que vivemos, mergulhado na violência gratuita, os governantes têm o dever de promover a paz e não albergar a brutalidade, seja contra animais humanos ou não humanos e até mesmo contra a Natureza.

 

Confiando que V. Excelência terá em consideração todos estes argumentos, e tomará a decisão certa de cancelar esta tourada e de não promover mais nenhuma, despeço-me cordialmente, enviando os meus melhores cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:14

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