Terça-feira, 17 de Julho de 2018

TOURADAS: «HÁ LIMITES PARA A PARVOÍCE»

 

Depois daquela monumental demonstração de atraso civilizacional, protagonizada pela maioria dos deputados da Nação, no Parlamento, quando se negaram a dar um passo em direcção à evolução, ao chumbarem o Projecto de Lei do PAN, para a Abolição das Touradas em Portugal, choveram críticas de todos os lados.

É que os Portugueses esperavam que os deputados da Nação fossem evoluídos.

Reuni aqui três textos basilares que arrasam a atitude troglodita de partidos como o PS e PCP (que se dizem de esquerda) unindo-se aos partidos da direita (PSD e CDS/PP) naquele que é um acto da maior subserviência a um lobby menor e parasita, o qual vive à custa dos impostos dos portugueses.

 

Primeiro texto:

 

REPRESENTANTE DA JUVENTUDE SOCIALISTA CHAMA "RETRÓGRADOS, MASOQUISTAS E PSICOPATAS" A DEPUTADOS DO PS

 

JOÃO BISCAIA67605_png.jpg

Foto de João Biscaia 

 

Débora Rodrigues, 26 anos, representante da Juventude Socialista, na Comissão Nacional do Partido Socialista e adjunta do secretário de Estado do Tesouro, Álvaro Novo - de quem já foi chefe de gabinete em regime de substituição - não gostou de ver o PS a chumbar a Abolição das Touradas na Assembleia da República, no passado dia 6 de Julho e decidiu publicar na sua página do Facebook o seguinte:

 

«Uma vergonha para o país e para o partido, os deputados do PS que tomaram a decisão de votar contra ou se abster, ou preocupados com os eleitoralismos regionais ou então aficionados por serem simplesmente retrógrados, masoquistas e psicopatas que gostam de touradas».

 

E disse mais, nos seus comentários:

 

«Quero acreditar que são poucos (os socialistas) ou então o nível de inteligência dos deputados eleitos pelo PS é menor do que aquele que pensava… Que eu saiba o nível de inteligência de um ser humano também se mede pela capacidade de viver e conviver num mundo em que não é o único ser, preocupando-se com o seu futuro e com o futuro dos outros, bem como com o meio em que vive...»

 

Certíssimo.

Esta atitude da Débora Rodrigues é de louvar, por dois motivos:

Primeiro: tem personalidade própria, não é seguidista, nem retrógrada, nem sádica, nem psicopata.

Segundo: a sua atitude demonstra que tem os pés fincados no século XXI D. C., e não cheira ao mofo, como os socialistas medievalescos e seguidores de uma prática de direita/monarquista.

 

E o que a Débora escreveu não são insultos. Porque a Débora limitou-se a dizer a verdade. E dizer a verdade não é insultar.

 

Para completar, aqui ficam os nomes dos oito deputados socialistas (em 86) que votaram a favor da Abolição das Touradas em Portugal: Pedro Delgado Alves, Rosa Albernaz, Ana Passos, Luís Graça, Diogo Leão, Hugo Carvalho, Tiago Barbosa Ribeiro e Carla Sousa. Os NIM, 12 deputados socialistas, abstiveram-se.

 

Eu também me envergonho deste PS que se diz de esquerda e pratica esta política de direita.

 

Segundo texto:

 

«Avante pela tradição»

 

Um texto de Viriato Teles

 

VIRIATO TELES.jpg

 

«O «respeito pela diversidade cultural e pela tradição» foi o principal argumento esgrimido no parlamento para chumbar a proposta de abolição das touradas apresentada pelo PAN. Que se discuta a proibição e as suas envolventes sociais, ainda posso entender. Agora, chamar àquilo «cultura», desculpem, mas há limites para a parvoíce.

 

Não estou seguro de que proibir as touradas seja a melhor opção para acabar com elas, mas por algum lado tem de se começar. Porque, disso tenho a certeza, quando esse entretenimento perverso for abolido (seja pela lei, seja pela grei) Portugal terá dado mais um importante passo civilizacional. Concretizando, afinal, o que já foi tentado, há quase 200 anos, por Passos Manuel – e, antes dele ainda, pelo Papa Pio V que, no século XVI, emitiu uma bula contra «esses espectáculos sangrentos e vergonhosos dignos de demónios e não dos homens». A luta contra as touradas, como se vê, já vem de longe.

 

A proposta de lei do PAN tinha fragilidades, mas era um ponto de partida. Que podia, e devia, ser melhorado e acrescentado, mas é para isso mesmo que existe a Assembleia da República. A aprovação da lei traria problemas e não seria consensual? Com certeza. Mas não foi sempre assim que se deram os grandes avanços da história e da civilização?

 

Resistir à mudança é próprio de todos os sistemas: por mais modernos que julguem ser, são sempre estruturalmente conservadores. E quando essa mudança atinge um potencial eleitorado, os partidos são os primeiros a temê-la e preferem «atirar a areia para debaixo do tapete». Já não em nome de princípios, como aconteceu noutros tempos, mas de meros fins eleitorais de curto prazo e efeito duvidoso.

 

O invocado «respeito pela tradição» não é um argumento sério: a ser assim, ainda a escravatura seria legal e socialmente aceite, as mulheres continuariam a ser propriedade dos maridos, os «crimes-de-honra» ainda seriam tolerados, uma jornada de trabalho duraria de sol-a-sol, e por aí adiante.

 

Quanto à «diversidade cultural», só se for em homenagem à ex-ministra Canavilhas, a quem a indústria tauromáquica tanto deve – afinal, foi ela quem incluiu o divertimento taurino na lista dos produtos culturais. Sim, aconteceu, e foi já no século XXI. Admiro pessoas com sentido de humor, mas este parece-me excessivamente negro.

 

Ora se este enredo de algum modo se compreende quando executado por políticos de direita, já começa a ser mais difícil de entender quando é usado por arguentes de esquerda. Ângela Moreira, a parlamentar escalada pelo PCP para o debate, conseguiu superar-se na justificação, quando explicou, sem se rir, que «o caminho que há a fazer é o do respeito pela diversidade cultural e o da efectiva responsabilização do Estado na promoção de uma relação mais saudável entre os animais e os seres humanos, acompanhada de uma acção pedagógica com o objectivo de sensibilizar os cidadãos, em particular as crianças e os jovens, para a importância do bem-estar animal e a sua efectiva protecção». Só faltaram os violinos.

 

Para a deputada comunista, ao propor o fim das touradas, «o PAN não admite que haja outras culturas, identidades, tradições, sensibilidades que não as suas, só admite os seus próprios padrões culturais e morais e quer impô-los, se possível pela lei e pela força».

 

Acontece que foi precisamente uma «visão cultural uniformizada e uniformizadora do mundo» o que o PCP demonstrou, por exemplo, nos debates recentes sobre a canábis ou a eutanásia, alijando-se numa visão conservadora e temerosa que contradiz a própria história, muito honrada, da luta travada por várias gerações de comunistas portugueses em prol de um mundo novo e livre.

 

Mas acontece também que, seja por convicção ou por oportunismo, nos dias de hoje o Partido Comunista surge com demasiada frequência ao lado dos que, por duvidosos princípios morais ou obscuros interesses materiais, procuram controlar os nossos hábitos, os nossos comportamentos, os nossos vícios e as nossas virtudes – as nossas vidas, em suma.

 

A legalização da canábis pode levar à tolerância legal do consumo recreativo? E então?

 

A descriminalização da eutanásia pode levar à prática de crimes? Provavelmente sim. E vice-versa também.

 

O fim das touradas cria um problema económico e social? Talvez. O fim do império também criou, e bem maior, mas nem por isso deixou de acontecer. Porque era o que tinha de ser feito, é assim a normal evolução da história e da vida. Porque «todo o mundo é composto de mudança / tomando sempre novas qualidades», lembram-se?

 

Acabado o sonho de mudar o mundo como queria Marx, valeria a pena pensar em mudar a vida como propunha Rimbaud. Ou fazer por isso. Tradicionalmente, é esta a função de um partido revolucionário, ou pelo menos de esquerda.

 

Mas, definitivamente, a tradição já não é o que era. Nem o PCP.»

 

Fonte:

https://www.rtp.pt/noticias/opiniao/viriato-teles/avante-pela-tradicao_1086634

 

Muito bem, Viriato Teles.

Também a mim me faz “espécie” que o PCP, dizendo-se um partido de esquerda, pratique uma política de direita/monarquista, porque todos sabemos que isto das touradas é um costume bárbaro introduzido em Portugal pelo rei Filipe II de Espanha, I de Portugal, e era um entretenimento dos monarquistas abastados, porque os pobres entretinham-se a jogar à patela, no chão lamacento…

 

Terceiro texto:

 

«TORTURAR TOUROS E ENFORCAR CÃES»

 

Muito bem, Diogo Faro.

 

Celebro a sua lucidez, que anda tão arredada dos fantoches políticos que nos desgovernam, e que mantêm uma pequena fatia do povo português estagnado em águas turvas e fétidas.

 

DIOGO FARO.jpg

 

Opinião de Diogo Faro

 

«Peço desculpa pelo título, às pessoas que ainda têm alguns sentimentos e que até apreciam a evolução da civilização, mas vamos ter de falar nisto.

 

A proposta para a abolição da tourada foi chumbada no Parlamento, como era esperado, convenhamos. E entende-se. Um dos elementos baluarte dos tauromáquicos é que aquela espécie de touros se vai extinguir com o fim da tourada. Os antepassados das pessoas que dizem isto também diziam que a abolição da escravatura ia acabar com todas as pessoas pretas. E veja-se o que aconteceu, hoje em dia só existem brancos, para grande pena do KKK e grupos que tais. O que nos leva a aceitar que há torturas que valem a pena.

 

O líder parlamentar do CDS apontou para algumas dezenas de pessoas que assistiam à sessão na Assembleia. Vestiam todas blazer de bom corte, camisas engomadas pela criada (provavelmente preta, para tentar ainda salvaguardar a espécie), corte de cabelo irrepreensível (muitos com gel e puxadinho atrás) e algumas ainda envergavam um Terço prateado ao peito, Deus as tenha, provavelmente todas com os seus BMs e Mercedes Pato Bravo estacionados lá fora. E então o líder do CDS falou e disse: “se a tauromaquia é uma fonte de rendimento para tanta gente, como é que estas pessoas vão sobreviver com a abolição da tourada?”. Comovi-me. E aceitei que de se espetar ferros que parecem lanças medievais em touros, se faça um espectáculo lucrativo para manter o estilo de vida destas pobres pessoas.

 

Agradeço então a todos os deputados que não deixaram a proposta de lei passar. Mais importante que o progresso civilizacional é preservar as tradições – não importa se são selváticas, são tradições e pronto! – e o financiamento dos baldes de gel e botões de punho dourados para aqueles senhores.

 

Por falar em psicopatia, algo do género que me chegou à retina foi a notícia de ter sido encontrada uma cadela enforcada numa mata em Casal de Cambra. Ah, e foi ainda descoberto que estava grávida. Não me vou alongar para não ficarem com estas imagens na cabeça como eu fiquei. Mas a linha é a mesma. Nós humanos, somos superiores – quem disse? Nós próprios, claro – a qualquer ser e temos o direito divino (?) a fazer com eles o que bem nos apetecer. A questão é, se torturar cães desta maneira for (ou vier a ser) tradição, é para preservar? Provavelmente sim. E com um bocadinho de sorte ainda se usa dinheiro do Estado (aquele que é de todos, sabem?) para se financiar a criação de cães para enforcamento e a televisão estatal ainda começa a transmitir espectáculos disso em horário nobre. Não é boa ideia? Se é para sermos bárbaros, então vamos sê-lo o tempo todo.

 

Sugestões mais ou menos culturais que, no caso de não valerem a pena, vos permitem vir insultar-me e cobrar-me uma jola:

 

- Costa Vicentina: É irem agora enquanto está pouca gente, àquela que é a minha zona preferida de todo o país.

 

- "The Incredible"s 2: Já está em exibição e foi com muito orgulho e felicidade que eu fiz uma das vozes da versão portuguesa. É só uma participação pequenina, mas ESTOU FELIZ, VÃO VER O FILME, VÁ!»

 

Fonte:

https://24.sapo.pt/opiniao/artigos/torturar-touros-e-enforcar-caes

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:08

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Segunda-feira, 20 de Junho de 2016

SELVAJARIA TAUROMÁQUICA EM PLENA DECADÊNCIA

 

A abolição da barbárie tauromáquica acontecerá, não por via da Assembleia da República, onde o lobby tauromafioso está instalado, para vergonha da Nação.

 

A abolição da tortura de Touros e Cavalos acontecerá nas arenas, esvaziadas de sádicos, onde nem as moscas ousam entrar, para não se conspurcarem.

 

COBARDIA.jpg

Apenas uma minoria, já muito mínima, sempre os mesmos tauricidas e sádicos se dispõem a ir até ao “campo pequeno”, o antro lisboeta da selvajaria tauromáquica, para assistir à prática cruel e cobarde de tortura de Touros e Cavalos, como podemos constatar nesta imagem recentíssima.

Origem da imagem:

https://protouro.wordpress.com/2016/06/19/os-aficionados-entraram-em-depressao/

 

Claro, já não é chique entrar numa arena para assistir a tal asselvajamento.

 

Apenas “genteperversa, sem carácter, inculta e selvática, precisamente por ser perversa, sem carácter, inculta e selvática, não se dando conta da deselegância da atitude, lá vai aquecer um assento aqui, outro ali, nas arenas, onde esta selvajaria ainda é praticada por e para trogloditas.

 

Desde que a presente temporada da tortura teve início, as arenas portuguesas têm estado (não mais às moscas, como era hábito dizer-se) mas à poalha imunda que atulha os recintos, agora vazios.

 

E não, não é por causa da crise (que crise? se os verdadeiros espectáculos atraem milhares de pessoas, seja qual for o preço das entradas?), nem do tempo (da chuva, do vento ou do frio)…

 

O tempo é outro. O tempo é de evolução. Quem entra numa arena, hoje, fica estigmatizado, como o lixo da sociedade.

 

Os carrascos (vulgo toureiros e forcados) que nunca, em tempo algum foram heróis, mas passavam por isso, hoje sabemos que são uns colossais cobardes que, para mostrarem uma virilidade inexistente, atacam seres sencientes completamente indefesos.

 

Que mérito terá ir a uma arena ver um bando de cobardes a torturar um animal? Absolutamente nenhum.

 

O desinteresse por este tipo de prática cruel está a crescer.

 

E quem o diz não somos nós.

 

O Miguel Alvarenga, autor do “Farpas Blogue” refere: «Não é a crise nem muito menos a falta de dinheiro que está a deixar as praças de toiros vazias… é, apenas e só, a falta de interesse e a falta de ídolos que está a deixar as pessoas em casa. Não se esqueçam disso, não tapem o sol com uma peneira com falsas justificações…»

Falta de ídolos? Mas que ídolos?

 

Andou-se quatro centenas de anos (mais precisamente 436 anos, pois foi em 1580, mais dia, menos dia, quando Filipe II de Espanha, I de Portugal, introduziu no nosso país este costume bárbaro espanhol) a achar que na selvajaria tauromáquica havia ídolos e heróis, quando não passavam dos mais autênticos, dos mais verdadeiros, dos mais legítimos cobardes.

 

Não surpreende que uma mentira repetida durante quatrocentos e tal anos se tenha tornado na verdade dos incultos, dos involuídos.

 

Mas agora o tempo é de informação, de formação, de evolução.

 

Chega de mentiras.

 

A selvajaria tauromáquica já não tem mais lugar nos tempos modernos.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:05

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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2015

MISTURAR PATINAGEM ARTÍSTICA COM SELVAJARIA TAUROMÁQUICA É DESPREZAR A ARTE DE DANÇAR SOBRE PATINS

 

QUE VERGONHA, HÓQUEI CLUBE DA MEALHADA!

QUE FALTA DE LUCIDEZ!

 

11610-ii-festival-de-patinagem-artistica-este-ano-

 

O Hóquei Clube da Mealhada, este ano, decidiu CONSPURCAR a arte de dançar sobre patins, ao realizar o II Festival de Patinagem Artística fazendo alusão à SELVAJARIA TAUROMÁQUICA, uma prática selvática e primitiva que está a ser contestada em todo o mundo civilizado, e a perder cada vez mais adeptos.

 

Na mesma medida em que o mundo evolui, os tauricidas estão a ser marginalizados como uns inúteis e parasitas da sociedade.

 

Por isso, o lobby tauromafioso anda DESESPERADAMENTE a infiltrar-se em todos os cantos e recantos artísticos, com o intuito de “salvar” o que já está irremediavelmente perdido.

 

Contudo, que os tauromafiosos o façam, não nos surpreende, pois é próprio da sociopatia pretender que a demência se encaixe no que se denomina saúde mental.

 

Agora que um clube, que deveria pugnar pela pureza da Arte e dar um exemplo de civilidade aos jovens patinadores, aceite entrar neste jogo de alienados e ignorantes, é absolutamente inacreditável e inaceitável.

CLUBE.png

Estrela de Ferro para um Clube que não SOUBE RESISTIR e VERGOU-SE perante a IGNOMÍNIA

 

Este II Festival de Patinagem Artística, organizado pelo Hóquei Clube da Mealhada, a realizar amanhã, ficará para sempre ligado ao culto da crueldade, da violência e da tortura de seres vivos, ao aceitar que uma torturadora de bovinos e cavalos “amadrinhasse” um festival que nada tem a ver com a barbárie, e aceitasse a colaboração «do aficionado Marco Gomes que colocou à disposição o seu espólio» (esta frase não é minha, foi retirada do Tauródromo) - (espólio???? que espólio????)» e também da colaboração do montador de cavalos Joaquim Bastinhas, que acha de primordial importância a divulgação e preservação da selvajaria tauromáquica, como se a selvajaria tauromáquica fosse algo que o mundo civilizado tivesse algum interesse em divulgar ou preservar.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:30

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Terça-feira, 13 de Outubro de 2015

«COMO SE FAZ UM AFICIONADO DE TOURADAS?»

 

«Ao cuidado das autoridades portuguesas:

 

Esta é uma forma de violência psicológica contra as crianças, nelas moldando um mau carácter e criando uma apetência pela violência e crueldade que, inevitavelmente, as arrastará para uma relação mórbida com os seres vivos (humanos ou não humanos) que passarem pela vida delas.

 

Pensem nisto, e no mal que lhes fazem ao serem coniventes com progenitores irresponsáveis». (I. A. F.)

 

CRIANÇAS NA SORTE DE VARAS.jpg

Têm direito a quê?... A serem monstros? Não, não têm...

 

Grupo Central Anti Tourada

 

 

Em todo o mundo, cresce a condenação à presença de crianças em espectáculos tauromáquicos, quer como participantes activos, quer como simples assistentes, havendo alguma legislação que considera o mau trato infantil, o mau trato animal cometido na presença de crianças.

 

O Comité dos Direitos da Criança da ONU já se pronunciou por duas vezes, em 2014, em relação a Portugal, e em 2015, em relação à Colômbia, sobre o assunto tendo-se manifestado contra a presença de crianças e adolescentes como participantes ou simples assistentes em touradas ou outras actividades tauromáquicas. O referido comité, também, recomendou que os mencionados países implementassem medidas para a aplicação efectiva da Convenção dos Direitos da Criança e promovessem campanhas de informação sobre “a violência física e mental associada à tauromaquia e ao seu impacto nas crianças”.

 

Como é sabido, tanto a nível nacional como nos Açores, nada se faz para que as recomendações da ONU sejam respeitadas. Pelo contrário, a indústria tauromáquica, com a conivência das autoridades, continua a incentivar a presença de crianças em actividades tauromáquicas, promovendo, como a Tertúlia Tauromáquica Terceirense, actividades para elas especialmente dedicadas.

 

Então, por que razão nem o governo nacional, nem o regional fazem algo para travar a contínua investida da indústria tauromáquica no sentido de garantir que a sua actividade sangrenta e deseducativa perdure ao longo dos tempos?

 

Não temos dúvida que é a cobardia face a um poderoso lobby que não se importa de manchar o bom nome da região a nível internacional, pois o que lhe interessa é apenas prosseguir com a sua actividade ruinosa, para a economia regional, mas altamente rentável para as suas empresas, já que para elas são canalizados fundos de uma hipócrita Comunidade Europeia.

 

Além do exposto, os directamente beneficiados com a indústria tauromáquica, eles também alvo de lavagens cerebrais enquanto crianças, para garantir os seus negócios sabem que apesar do repúdio inicial das crianças face aos maus tratos infligidos aos touros e cavalos, com a repetição, aquelas acabam por os aceitar e, tal como acontece com as drogas, acabam por ficar delas dependentes.

 

Para terminar, apresenta-se um extracto de um interessante livro da autoria do Dr. Augusto Ataíde, editado, em 2006, pela Bertrand, onde o autor explica como se tornou aficionado:

 

Ainda numa infância remotíssima, fui pela primeira vez com o Avô Valenças e os Pais à tourada na velha praça de Algés. Logo à chegada, marradas, cornetas e gritarias fizeram-me dar berros de pavor. Que obrigaram o meu pobre Pai, então gordíssimo, primeiro a furar pela multidão com o trambolho ao colo, tropeçando em direcção à saída e, depois — como oportunamente me tivesse calado e manifestasse o desejo de voltar para a Mãe — a subir o mesmo calvário na direcção inversa... Assinalo que o reencontro com a Mãe foi construtivo: logo assegurou o meu bom comportamento para o resto da tarde, não propriamente com o corte de orelhas ou rabo, mas por meio de um bom puxão das primeiras e de algumas palmadas no segundo. As minhas pazes com a «festa» ficaram estabelecidas logo ali e a afición, embora moderada e pouco assídua, durou a vida inteira.”

 

Açores, 11 de Outubro de 2015

 

Mariano Soares

***

(Este texto foi transcrito (automaticamente) para Língua Portuguesa)

 

Fonte:

https://www.facebook.com/451257841614428/photos/a.451275978279281.101438.451257841614428/972030446203829/?type=3

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:28

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Quinta-feira, 28 de Maio de 2015

CONSELHO DE MINISTROS REGULA E APROVA A ESTUPIDEZ (MAIS UMA) DAS APOSTAS HÍPICAS

 

É a selvajaria hípica a caminho, para se juntar à selvajaria tauromáquica e à selvajaria política.

 

Os Cavalos, pela sua extrema sensibilidade e inteligência, aproximam-se dos seres superiores.

E os políticos e abusadores de Cavalos não chegam nem aos cascos deles.

 

E hoje tive a triste notícia de que em Junho entrará em vigor o diploma que regula a estupidez das apostas hípicas, que foi entregue à satânica (que de santa nada tem) casa da (i)misericórdia.

E assim vai este nosso País, cada vez mais a chafurdar na lama da ignomínia.

 

CORRIDA DE CAVALOS.jpg

É “isto” que se vê na imagem que o governo português quer introduzir em Portugal.

O público engana-se ao acreditar que as corridas de Cavalos (na imagem o Grand National) é um espectáculo desportivo, quando, na realidade, é simplesmente o abuso de animais, que está em pé de igualdade com as touradas espanholas e portuguesas. Este tipo de corrida não deve ter futuro em nenhum país civilizado. A BBC (que cobriu esta infâmia) merece condenação especial, pois foi particularmente cruel e repugnante que um membro da sua equipa de comentadores descrevesse os cavalos mortos nesta corrida como “obstáculos”, diz Andrew Tyler, da Animal Aid. O jockey Peter Toole foi para o hospital em estado crítico e ficou em coma. É assim também nas touradas.

E a estupidez continua…

Origem da imagem

http://www.hipismoeco.com.br/blog/cavalos-morrem-em-corrida-de-obstaculos/

 

A hipocrisia destes “políticos” é tão grande que nem sequer se dão conta de que uma corrida de Cavalos implica torturar os animais do modo mais asqueroso, drogando-os e explorando-os até à exaustão, e muitas vezes levando-os à morte, apesar de, no preâmbulo deste vergonhoso “documento”, constar que «visam proteger a saúde e o bem-estar animal».

 

A ignorância é tanta que nem sabem o que é saúde e bem-estar animal. Muito menos sabem o que é um animal.

 

Não sabem.

 

Por isso, em vez de hipódromos, devem construir-se urgentemente Escolas para Governantes, para que aprendam a Arte de Bem Governar e muita Cultura Geral e Específica.

 

Mais um lobby mafioso se afigura no horizonte das crueldades que em Portugal ainda se cometem contra seres vivos, para divertir idiotas que nunca conseguirão evoluir, porque já nasceram com cérebros mirrados.

 

Nunca Portugal foi tão mal governado, como nos tempos que correm.

 

Nunca Portugal teve “governantes” de tão baixo nível moral e cultural, como nos dias de hoje.

 

A Senhora Vergonha na Cara emigrou para um lugar longe e desconhecido, e no país sente-se muito a falta dela.

 

Resta-nos penalizar estes “políticos” hipócritas e incompetentes nas próximas eleições.

 

Aqui deixo a minha mais veemente repulsa por mais esta deliberação governamental, completamente insana. 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:51

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Sexta-feira, 6 de Junho de 2014

LARGADA DE TOUROS EM SÃO VICENTE (ELVAS) ORGANIZADA POR GRUPO DE PAIS DE UMA ESCOLA BÁSICA PARA ANGARIAR FUNDOS PARA VISITAS DE ESTUDO

 

INCONCEBÍVEL E VERGONHOSO!

 

NÃO SABEM ANGARIAR FUNDOS COMO  PESSOAS CIVILIZADAS?

 

TÊM DE UTILIZAR OS MÉTODOS BRONCOS MEDIEVAIS?  

 

QUANTA POBREZA MORAL VAI EM SÃO VICENTE!

 

 

E QUE PAIS SÃO ESTES? QUE EDUCAÇÃO TERÃO PARA DAR AOS FILHOS?

 

NA PÁGINA DESTE EVENTO, NO FACEBOOK, TEMOS A RESPOSTA: UMA LINGUAGEM ORDINÁRIA E OBSCENA, DE BRADAR AOS CÉUS!

 

O DINHEIRO ARRECADO NESTE EVENTO PARVO É PARA AS CRIANCINHAS IREM A UMA VISITA DE ESTUDO.

 

ISTO É REPUGNANTE.

 

OS PAIS OU A JUNTA DE FREGUESIA É QUE DEVEM PAGAR ESSA VISITA DE ESTUDO, COMO FAZEM NAS TERRAS EVOLUÍDAS.

 

 O QUE TEM A DIZER O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SOBRE ESTA SUBVERSÃO DOS VALORES EDUCACIONAIS?

 

PORTUGAL ESTÁ A REGREDIR A OLHOS VISTOS, NAS BARBAS DAS AUTORIDADES QUE ESTÃO-SE NAS TINTAS PARA A EDUCAÇÃO E CULTURA E PARA O EQUILÍBRIO MENTAL DAS CRIANÇAS.

 

ELVAS É UMA TERRA COM UM ATRASO CIVILIZACIONAL ESPANTOSO!

 

DE ELVAS SÓ NOS CHEGAM NOTÍCIAS DE FESTAS DE BRONCOS, VULGO TOURADAS.

 

E A CULPA É DA MAIORIA PARLAMENTAR RETRÓGRADA, VERGADA A UM LOBBY A CAIR DE PODRE.

 

MAIS UMA VERGONHA A SUJAR O NOME DE ELVAS.

 

EVOLUAM.

 

DIVIRTAM-SE COMO SERES HUMANOS E NÃO COMO GENTE DE PLÁSTICO DE MÁ QUALIDADE!

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:23

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Quinta-feira, 1 de Maio de 2014

O MUNDINHO ABETESGADO DA TAUROMAQUIA

 

Em Samora Correia (uma terrinha que ainda vive na Idade Média) realizou-se uma reunião de tauricidas para discutirem “A força da festa brava”, onde se falou da pobreza moral e da decadência da tauromaquia.

 

 

(Origem da foto: Internet)

 

E foi um tal de lavar roupa suja.

 

Disse-se que os políticos (naturalmente os que estão na Assembleia da República a fazer o frete ao lobby tauromáquico) usam a “festa brava” para se promoverem (o que é um grande desprestígio para um deputado da nação) mas quando chega a altura de a defenderem evitam defendê-la «escondendo a cabeça debaixo da areia».

 

Pudera!

 

Quem é que se atreve a defender a estupidez, numa assembleia de deputados da Nação, sem passar por estúpido? É que não é fácil defender algo que é absolutamente imbecil, como torturar seres vivos para divertimento, e sair mentalmente ileso.

 

A isso também podemos chamar cobardia: não têm a coragem de, em público, assumirem a sua pobreza moral. O que também significa que não têm a certeza de que a tauromaquia é cultura culta e uma arte ao nível do bailado clássico. Sim, porque afinal é protagonizada por bailarinas que usam collants e sapatinhos cor-de-rosa… e fazem piruetas nas arenas… Porém… não será a mesma coisa…

 

Lê-se na notícia, que «o antigo matador de touro, Victor Mendes, afirmou que há que ter muito cuidado com os políticos, enquanto o ex-secretário de estado da cultura (?) Elísio Summavielle assegurou que a maior parte dos políticos não se querem ver comprometidos com a festa brava.»

 

Pois, Sr. Summavielle, a “festa” brava não é flor que se cheire, logo… quem tem um pouco de vergonha na cara não se compromete com tal flor mal cheirosa.

 

Mas quem é digno da função que exerce, tem a coragem de dizer não à estupidez. É que nem todos os políticos são marialvinhas ou estão fora do prazo de validade (isto é, são medievais).

 

O “crítico” taurino Maurício do Vale, que também esteve presente nesta conversa, disse que «os políticos escondem-se porque o lobby anti-taurino que se criou é muito complicado».

 

Ó Sr. Maurício do Vale, primeiro não há um lobby anti-taurino. O que há é uma esmagadora maioria de portugueses que evoluiu, tem sensibilidade e bom senso para não embarcar em leis parvas, anticonstitucionais e bastardas, que excluem do Reino Animal os Touros e os Cavalos, algo que diz da extrema ignorância de quem aprovou tal disparate.

 

E isto não é ser “complicado”. É ser racional, Sr. Maurício do Vale. Coisa que os pró-touradas não são. Daí os “políticos” não quererem comprometer-se com a irracionalidade. Afinal são deputados da Nação. Seriam, aliás, são, (os que apoiam esta festa de broncos) motivo de chacota, por não terem a dignidade que o fazer da política requer, nem sequer têm personalidade própria. O que é péssimo para quem quer seguir uma carreira política. Estão todos marcados pelo I de Incultura, de Incompetência, de Ignorância, de Incivilidade.

 

E como era de esperar este colóquio importantíssimo, atraiu apenas 50 gatos-pingados. Para quem diz serem mais do que as mães, este número é muito significativo.

 

E dizer que anda a maioria parlamentar a apoiar uma minoria inculta e primitiva!

 

E lê-se mais: «Entre os temas abordados esteve a falta de coesão dos aficionados para se defenderem da promoção crescente dos movimentos anti-taurinos

 

Mas os aficionados lá sabem alguma coisa? Só sabem de tortura, de violência, de crueldade, de promiscuidade. A Cultura Culta é uma fortaleza inexpugnável. Nenhum grupelho inculto a derrubará. Jamais.

 

E então aquele que já foi secretário de estado da incultura, Elísio Summavielle chegou a dizer que «nunca os aficionados sentiram necessidade de se defender nos últimos dez anos, mas hoje em dia temos que lutar pelas nossas convicções", preocupado com os rumores de participação de elementos anti-taurinos na criação do novo regulamento para a “festa” brava.

 

Ainda bem que lhes chamou “nossas convicções”, Sr. Summavielle, o que só prova que foi para o governo, com o único objectivo de lutar pela continuidade da estupidez (mas isso já sabíamos). Quanta mediocridade senhor ex-secretário de estado! É assim que ficam para a História. Nem brio pessoal estes pseudo-políticos têm.

 

E não, Sr. Summavielle, não são rumores, é a realidade. E não haverá “novo regulamento” de coisa nenhuma. A tauromaquia, em todas as suas diabólicas vertentes, é para ser abolida. Já não tem razão de existir. Não se esqueça que estamos em 2014. Não estamos na Idade Média. Ou ficou parado no tempo?

 

Depois veio o vila-franquense Victor Mendes criticar a utilização económica que alguns elementos da família taurina fazem do espectáculo: «Às vezes parece que vale tudo. Os pseudo-empresários querem apenas fazer dinheiro e não se preocupam com a qualidade. Existe um cinismo encoberto no meio disto tudo e por isso é que nós nos temos que organizar».

 

Têm de se organizar, sim, mas para plantarem oliveiras e produzirem azeite, porque a era da carnificina… já era… Já a podemos conjugar no passado. Como muito bem sabe.

 

O montador tauromáquico Brito Paes, também falou e disse que em Portugal não existe respeito pela “festa”.

 

E que respeito pode merecer a “festa” dos broncos? A “festa” da tortura? E que consideração pode merecer quem nela participa? Se são o refugo da sociedade?

 

E lamentou-se o montador, que tem explorado o negócio dos Cavalos (e essa é outra questão a ter em conta e a abortar) para se precaver de uma carreira tauromáquica cada vez menos viável (pois… cada vez menos viável, verdade): «Em Espanha respeitam-nos de outra maneira, é um ambiente diferente. Às vezes saímos de um hotel em Portugal vestidos como cavaleiros e perguntam-nos se vamos para o Carnaval»…

 

Pudera! Esse tipo de roupas cavaleirescas só mesmo no Carnaval. Quem é que em pleno século XXI anda vestido como os montadores medievais? Essa época já não existe mais.

 

Não sejam ridículos.

 

Façam um acto de contrição. Os padres católicos, que vos apoiam, não vos ensinaram?

 

Têm muito que “pagar” à infalível Lei do Retorno (inclusive os padres católicos), mas quanto mais cedo desistirem da carnificina, menor será a dívida.

 

Pensem nisso, porque Deus suporta os maus, mas não eternamente, dizia Cervantes com muita sabedoria e essencialmente conhecimento de causa.

 

Fonte:

http://www.omirante.pt/noticia.asp?idEdicao=&id=72221&idSeccao=422&Action=noticia#.U2C6TrdfCmw

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:08

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Quarta-feira, 19 de Março de 2014

A RTP CONTINUARÁ A TRANSMITIR TOURADAS EM 2014 MAIS DO QUE EM 2013? PARA QUEM?

 

As moscas, além de não gostarem de touradas, não vêem televisão…

 

 

Li algures que a RTP transmitirá mais corridas de touros em 2014 do que transmitiu em 2013, sendo já a primeira no próximo dia 2 de Maio, em directo da arena de Estremoz, uma terrinha onde a evolução ainda não bateu à porta.

 

Mas ainda há mais.

 

Dizem que estão agendadas corridas nas arenas da Póvoa de Varzim, (TV/Norte), de Angra do Heroísmo (Ilha Terceira, Açores), da Monumental de Albufeira (terrinhas onde se alapou a pobreza mental) e do campo pequeno, (aquele antrozinho de betinhos, marialvas e tias) onde (dizem) que este ano se comemorará o 50º aniversário da vergonhosa chamada “Corrida TV”…

 

Mas nós não acreditamos nisto.

 

Sabem porquê?

 

Porque a RTP é uma estação televisiva, de serviço de utilidade pública, e portanto, sendo de utilidade pública, não pode andar a esbanjar o dinheiro dos portugueses com programas que, além de não terem qualquer utilidade (nem pública nem privada), viola leis e regras bem definidas, no que diz respeito à violência transmitida a cores e em directo.

 

Apesar de vivermos num país sem autoridade e sem justiça, poderia ao menos haver um responsável ou outro, com um cérebro a funcionar em pleno, na RTP.

 

E é isso que esperamos que exista na estação televisiva de serviço púlico.

 

Ou não existirá?

 

Há uns poucos dias, a RTP transmitiu a Gala Prémios Lumen, com um espectáculo de grande qualidade, visto por 603 mil espectadores, bem contadinhos, onde se destacou a premiada Rita Blanco, que fez questão de lembrar ao presidente da estação, senhor Alberto da Ponte, a questão da protecção dos animais.

 

Não sei se o senhor Alberto da Ponte estava atento, mas aquela curta intervenção da Rita Blanco fez toda a diferença, naquele espectáculo. Foi como uma pedrada no charco.

 

Ou não seria?

 

Pensámos que a palavra de uma premiada e grande actriz, como é a Rita Blanco, pudesse ser levada a sério pelos cérebros iluminados, que julgamos existir na RTP.

 

Depois desta Gala e desta intervenção, não pretenderá o senhor Alberto da Ponte descer o nível da programação da RTP e transmitir uma carnificina, para uma minoria de portugueses incultos. Certo?

 

Já não serão os 603 mil espectadores, bem contadinhos. Nem pouco mais ou menos.

 

Contudo, se continuar a ser subserviente ao lobby da incultura, da carnificina, da ignorância, não tenha dúvida de que as audiências irão baixar manifestamente, até porque, este ano as campanhas que aí vêm contra quem arriscar apoiar e promover a tauromaquia serão implacáveis. 

 

Tourada é algo que não condiz com os Prémios Lumen.

 

Por falar nisso, não vimos lá ninguém da tauromaquia a ser distinguido…

 

Haveria algum motivo para esta tão grave lacuna?  

 

Se a tauromaquia faz parte da “cultura” portuguesa… como dizem, e se se premiou os melhores dessa cultura… por que um torcionário, desses, que são bons, mesmo muito bons a torturar bovinos, não recebeu um Prémio Lumen?


Francamente, senhor Alberto da Ponte, não queira descer ao nível dos curros.
***

(Pós publicação)

 
(Acabaram de me dizer que isto (das transmissões) é um bluff dos tauricidas. Se é... esperemos que seja, para bem da RTP e dos Portugueses e de um  Portugal Culto)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:37

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Quinta-feira, 28 de Novembro de 2013

CARTA DO MÉDICO VETERINÁRIO, DR. VASCO REIS, ENVIADA AO DEPUTADO NUNO MAGALHÃES

A propósito do despropósito tauromáquico do deputado AFICIONADO João Almeida

NÃO PRECISAMOS DE INSCIENTES NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA 

EXIGIMOS A ABOLIÇÃO DA TAUROMAQUIA JÁ!


Deputado João Almeida: «Hãããããa? Mas puseram-me aqui para dizer o que disse!!!!!»

 

 

***

 

 «Exmo. Senhor Deputado Nuno Magalhães

 

 Dgmo. Presidente do Grupo Parlamentar CDS/PP

 

 

A intervenção veemente do Senhor Deputado João Almeida em favor da tauromaquia revelou um profundo desconhecimento científico ou uma total indiferença pelo terrível sofrimento de touros e de cavalos; uma atroz ausência de compaixão e de sentido de ética; uma forte faceta oportunista e uma falta de vergonha e de respeito pelas muitas pessoas conscientes, que por justas razões abominam tal actividade, que só existe para gáudio de pessoas viciadas em violência e crueldade, para exibicionismo, para negócio em nome da tradição e até em vários sítios para inovação.

 

O acompanhamento por 25 pessoas que se retrataram como aficionados e elementos influentes da tauromaquia, feito nas galerias da AR durante a respectiva alocução, ilustra o papel do deputado como emissário deste grupo, pelos vistos, por ele bem avisado e com ele bem concertado.

 


O senso comum induz e a ciência confirma que os animais utilizados, touros e cavalos, sofrem muito psicológica e fisicamente antes, durante e depois das corridas. E muitos mais sofrerão em lides privadas para "treino e diversão tauromáquicos" por este país fora.

 


São estes seres dotados de fisiologia e de sistema nervoso semelhante aos do Senhor Deputado e, pelo menos, tanto como ele, sensíveis a claustrofobia, susto, medo, fúria, dor, esgotamento, infecção, doença, etc., mas que os aficionados pretendem ignorar e que deixa muita gente indiferente.

 


Muito mais haveria a argumentar, mas que até aborrece repetir, de tão óbvio.

 


Tratou-se, portanto, na minha opinião, de um acontecimento vergonhoso para o Senhor Deputado, para o seu Grupo Parlamentar, para o seu Partido, para o nosso Parlamento, para a reputação do nosso país, quiçá em nome de uma liberdade democrática que tem permitido a crueldade como espectáculo e que aceita agora esta sua apaixonada defesa na sede da nossa democracia, a Assembleia da República, sem que vozes da indignação se tenham feito ouvir.

 


Assino-me como um dos muitos portugueses que se envergonham deste acontecimento e que lastimam também a repercussão que isso vai ter no mundo evoluído.

 


Vasco Reis, médico veterinário

 

Aljezur»

 


***

 

Faço minhas as palavras do Dr. Vasco Reis.

 


Eu também me envergonho de haver “deputados” como João Almeida a dizer disparates na Assembleia da República, o órgão máximo dos representantes do povo português, cuja maioria esmagadora REPUDIA a imbecilidade da tauromaquia.

 


Ou não será?

 


Será o órgão máximo de um lobby ignorante e obscuro que pretende SUJAR o nome de Portugal, e a maioria parlamentar CONSENTE?

 


SHAME ON YOU!


publicado por Isabel A. Ferreira às 12:17

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Terça-feira, 8 de Outubro de 2013

FOI AGENDADA PARA O PRÓXIMO DIA 25 DE OUTUBRO A DISCUSSÃO EM SESSÃO PLENÁRIA DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA DE UMA NOVA LEI DE PROTECÇÃO DOS ANIMAIS EM PORTUGAL

 

O que o povo português espera desta discussão?

 

Que se faça LUZ e, finalmente, TODOS os animais não humanos possam ser protegidos por uma lei maternal, racional, pró-ética e humana, que leve também à abolição da abominável tauromaquia, que eliminou do Reino Animal os Touros e os Cavalos.

 
 

(Origem da imagem: Internet)

 

A actual lei que regulamenta a protecção dos animais (Lei nº 92/95 de 12 Setembro) exclui dessa protecção os animais utilizados na “arte” (?) equestre e nas touradas “autorizadas” por “lei”, excluindo deste modo falacioso, os Touros e os Cavalos do Reino Animal.

 

Sendo uma lei que não corresponde à realidade das ciências biológicas, é inaceitável, à luz da razão, da lógica e da ciência, e qualquer cidadão idóneo tem o dever de rejeitá-la, por imprecisão do seu enunciado.

 

As leis devem ser claras e de acordo com a realidade. Não devem servir os interesses obscuros de um lobby.

 

Esta é uma das bases argumentativas (entre outras que a seu tempo virão) que servirá de apoio aos defensores dos Direitos dos Animais, para exigirem a abolição da tauromaquia.

 

Para isso temos de dar a estocada final nesta vergonha.

 

O que fazer, então?

 

Portugal, que ainda mantem o costume bárbaro de torturar Bovinos e Cavalos, para divertimento, considera-se um “estado democrático”.   

 

Ora os regimes democráticos são baseados na dignidade da pessoa humana e na vontade popular, isto é, quem tem a palavra é o povo que, tendo o direito de votar, vota nos candidatos que se apresentam às eleições legislativas para SERVIR esse mesmo povo, e LEGISLAR conforme os interesses reais do povo e não segundo as conveniências de lobbies infiltrados nas candidaturas aos cargos da governação, apenas para assegurar os interesses económicos deles, e consequentemente encher os bolsos a quem se deixa vender.

 

E o que temos neste momento, quanto a este facto, no nosso país   que se diz viver em “democracia”?

 

Temos um grupo de “governantes” dominados pelos interesses desses lobbies económicos, os quais (governantes) desrespeitam não só as Leis do país, a Constituição, o povo português e o juramento que fizeram ao tomar posse dos cargos.

 

Em Portugal, como todos sabem, existe uma Constituição da República Portuguesa. Pois dei-me ao trabalho de a ler, e verifiquei que o Governo Português NÃO CUMPRE a grande maioria dos artigos consignados no documento maior da República.

 

Quando isto acontece, não podemos falar em “democracia”, mas numa ditadura económica, que impõe a um povo aquilo que ele não quer, e o defrauda no que respeita ao direito à integridade moral desse mesmo povo, a qual é inviolável perante a Lei, e ao direito de ver os seus impostos serem aplicados construtivamente, e não destrutivamente.

 

Em tais circunstâncias, e estando em vigor uma Constituição que devia assegurar a decisão do povo; devia garantir os direitos fundamentais dos cidadãos; e devia estabelecer os princípios basilares da Democracia, com vista a uma sociedade moderna, dentro dos padrões do que se entende por “civilização”, mas que não assegura, não garante, não estabelece coisa nenhuma, o que deve fazer o povo? (estou a falar de maiorias, o nosso caso).

 

RESISTIR, LUTAR, REAGIR. É um direito que nos assiste.   

 

Como podemos ter qualidade de vida, ou um ambiente de vida humano sadio e ecologicamente equilibrado, quando vivemos cercados de arenas de morte, agredidos por cartazes anunciando a TORTURA nas ruas, uma estação de televisão de serviço público a passar em directo actos de uma violência atroz, contra um ser vivo (aqui só vê quer, mas o nosso dinheiro está lá metido) e os governantes a apoiarem tudo isto e a darem primazia a uma minoria (os que praticam, aplaudem e apoiam a tauromaquia), e a esbanjarem dinheiros públicos nesta aberração?

 

Já reflectiram de onde virá tanta VIOLÊNCIA DOMÉSTICA?

 

Ora temos o DEVER DE DEFENDER o nosso DIREITO de não sermos agredidos pelas anormalidades que o governo quer impor-nos.

 

Temos o DEVER de EXIGIR que os nossos IMPOSTOS sejam aplicados nas necessidades prementes do povo, e não para encher os bolsos de ganadeiros e destruir cruelmente a vida de animais sencientes, como divertimento, o que vai contra todas as normas de uma vivência saudável, no seio de uma sociedade que se quer HUMANA.

 

O que temos em relação à tauromaquia, em primeiro lugar, é um desvio comportamental de uma MINORIA de portugueses que não tem representatividade alguma no que respeita à imposição dos seus vícios, da sua anomalia mental e dos seus defeitos, à esmagadora maioria da população portuguesa, que não se revê nestes actos bárbaros.

 

Em segundo lugar, temos uns “governantes” que, não passando de SERVIDORES DE UM POVO LIVRE (se quiséssemos continuar a ser vassalos, não teríamos derrubado a monarquia), têm o DEVER, de acordo com a Constituição da República Portuguesa, de SERVIR o POVO, e manter uma soberania, una e indivisível, que reside nesse mesmo povo, NÃO TENDO O DIREITO de se vergar a nenhum interesse económico que não seja o do povo (continuo a falar de maiorias).

 

Isto de servir lobbies obscuros não combina com soberania e muito menos com legalidade.

 

E a quem está muito preocupado com o que vão fazer os POUCOS que gravitam ao redor da tauromaquia, quando a tauromaquia for abolida, eu direi que vão fazer o mesmo que os MILHARES de trabalhadores das incontáveis empresas que fecharam no nosso país, devido à má política económica (se bem que para a tauromaquia sempre houve APOIO ECONÓMICO comunitário, governamental e autárquico, uma imoralidade e ilegalidade), e ninguém ficou preocupado. 

 

Posto isto, é nosso DEVER EXIGIR a ABOLIÇÃO DA TAUROMAQUIA, à luz do que acabei de expor, e a anulação da lei bastarda (Lei nº 92/95 de 12 Setembro) que regulamenta a protecção dos animais, substituindo-a pela que vai ser proposta, mais inteligente e condizente com os valores humanos e com os Direitos dos Animais, e sem omissões.

 

E que omissões são essas?

 

São as que irracionalmente mantém um costume bárbaro que não dignifica o ser humano, nem Portugal, nem dois magníficos mamíferos banidos do Reino Animal, e o DEVER de os governantes governarem segundo o “evangelho” do povo, e não segundo o “evangelho” dos lobbies.

 

E claro, vamos USAR O VOTO COMO ARMA, nas próximas eleições legislativas.

 

Nestas últimas eleições autárquicas, já se mostrou um cartão amarelo ao governo, e aos que se candidataram para servir exclusivamente o lobby tauromáquico, conforme podemos verificar neste link:

 

http://protouro.wordpress.com/2013/10/02/rescaldo-das-autarquicas-candidatos-aficionados/

 

Na próxima vez, mostraremos o CARTÃO VERMELHO.

Não somos muitos? Não queremos ver os Bovinos e os Cavalos livres da tortura? E todos os animais protegidos dos seus predadores?

 

Se a tauromaquia ainda existe é porque NÓS DEIXAMOS que ela exista.

 

Portanto, há que reverter esta situação e COMEÇAR A AGIR.

 

E a acção começará no dia 25 de Outubro, pelas 10 horas, quando na Assembleia da República se discutir uma proposta para uma NOVA LEI DE PROTECÇÃO ANIMAL

 

E é bom lembrar que

 

O PODER É DO POVO, NÃO DE QUEM O SERVE.

 
 
 
publicado por Isabel A. Ferreira às 18:36

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