Segunda-feira, 20 de Maio de 2019

ESTA CAMPANHA ELEITORAL, A MAIS POBREZINHA DE SEMPRE, ESTÁ EM VIAS DE FAZER COM QUE A ABSTENÇÃO GANHE AS ELEIÇÕES EUROPEIAS

 

Apenas através do voto podemos mudar o rumo da Europa.

A abstenção, votos brancos e votos nulos dão razão a quem não a tem.

Por isso VOTEM! Não deixem na mão dos outros o que querem para o vosso futuro.

Mas votem com consciência, penalizando os que nada têm feito pela Europa e muito menos por Portugal.

 

europeias.png

 

Apenas quem anda desatento, ou virado para o seu próprio umbigo, ou a assobiar para o lado, ou protegido por uma redoma de vidros esfumados, ou é narcisista nato, ou cego mental, não vê, ou não quer saber do que se passa ao seu redor, a não ser que diga respeito ao futebol, claro.

 

Portugal está confinado a três lados.

 

De um lado estão uma enfiada de corruptos de colarinho branco, que pululam por aí como parasitas, subservientes, ocupando os mais altos cargos administrativos estatais ou a eles ligados, e na governação central e autárquica; ladrões e vigaristas e doutores e engenheiros que compram diplomas; testas de ferro a fingir que são deputados da Nação; os lobistas, os mascarados, os ignorantes optativos portadores do vírus da estupidez, que andam por aí, quais bobos alegres, a tentar enganar um povo desprovido de juízo crítico, que aceita tudo o que lhe impingem, com a ingenuidade dos recém-nascidos.

 

Ao meio está a massa amorfa, de um povo semianalfabeto, a arrastar-se por lugarejos, onde a civilização ainda não chegou, vivendo agarrado a “tradições” medievalescas, profundamente primitivas, situação que o Estado mantém protegida, porque um povo amorfo, amansado, ignorante não levanta ondas, sendo mais fácil de manipular.

 

Do outro lado estão aqueles que vão dando luta ao Poder, que são a pedras nos sapatos dos poderosos, que, no entanto, estão-se nas tintas para o juízo crítico que deles fazem. De tal modo estão agarrados ao “poder” e às vantagens e proveitos que daí retiram que viram as costas à honra, à dignidade, à honestidade, ao bom nome, à vergonha que deviam ter na cara, tudo o que eleva a espécie Homo, à categoria de Sapiens, e deixam-se arrastar pelo chão, reduzindo-se à expressão mais baixa da condição humana.

 

Entre todos estes mortos-vivos e feridos pela ignorância optativa, existe um Portugal para inglês ver: o Portugal da gastronomia gourmet, muito na moda, e da outra, farta e de engorda; das paisagens vinhateiras, das praias algarvias, do turismo de luxo, enfim, nada contra tudo isto, se tudo isto não fosse apenas para inglês ver.

 

Portugal é um país territorialmente pequeno, mas com uma alma que já foi grande e agora está a definhar, porque o que é estrangeiro é que é moderno, ainda que seja um lixo. E essa alma grande só não se mantém porque os políticos (salvo raríssimas excepções) praticam políticas baixas, rastejam ao menor aceno que venha de fora.

 

E andamos nós aqui a gastar a nossa Língua Portuguesa, na sua versão indo-europeia, dirigindo mensagens a blocos de cimento armado, onde não entra nem um fio de teia de aranha, quando mais ideias para fazer avançar Portugal!


O que se passa em Portugal, no que respeita à política, não se derruba com palavras, mas com atitudes, e com a arma do voto. O pior, é que Portugal é um país pequeno, mas cheio de cobardes e não-pensantes e alienados.

 

Governa-se o país como se os Portugueses fossem umas marionetas, pior do que isso, umas marionetas muito estúpidas.

 

António Costa diz que o país está melhor. O País não está melhor. O país engordou e a gordura não é saudável.

 

Roubo das armas em Tancos, incêndios com muitas mortes, pedreira de Borba, corrupção ao mais alto nível em quase todos os organismos públicos, a Língua feita em farrapos, o ensino de rastos, a roubalheira na banca, que querem mais para avaliar a governação?

 

A morte de mães e filhos no parto aumentou, a mortalidade infantil também aumentou em Portugal é isto é um indicador de um subdesenvolvimento ainda a latejar em Portugal.

 

A violência doméstica tem merecido penas de passarinho. A Convenção de Istambul falha estrondosamente.


Tudo isto e muito mais.

 

Andam por aí a vender Portugal aos turistas como um paraíso, mas peçam-lhes que espreitem debaixo dos tapetes…

 

Eu vou votar. Votarei no partido que tem visão de futuro, não serve lobbies, não está agarrado ao passado, nem anda no mundo só por ver andar os outros.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:03

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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2019

EM ANO DE ELEIÇÕES: POR QUE NÃO DEVEMOS VOTAR PS, PSD, PCP e CDS/PP

 

Existem muitos motivos diferentes para cada um destes partidos, porém existem dois motivos que são comuns a todos, e que dizem tudo da ausência de VALORES ÉTICOS no seio deles, e que nos envergonham a todos enquanto Seres Humanos, por isso, não merecem os votos de quem tem um mínimo de Ética e de Empatia (o sentimento mais nobre do Homem) pelo outro, seja esse outro humano ou não-humano.

 

Comecemos por este vídeo, que mostra um descomunal atraso civilizacional ainda vigente em Portugal:

 

 

Os partidos acima referidos, estão unidos a favor das touradas que, nos tempos que correm, já deviam estar extintas, por constituírem uma prática assente no mais abjecto obscurantismo medieval. Não estando extintas, devem manter-se no lugar que ocupam na sociedade, ou seja, na lixeira social, se bem que uma lixeira da exclusiva lavra do Parlamento Português, até que os portugueses decidam por uma mudança radical.

 

Não devemos votar nestes partidos políticos porque depois de a Ministra da Cultura ter considerado, e muito bem, não nivelar a tortura de Touros pelos espectáculos das Artes Maiores, até porque torturar Touros não se encaixa em nenhum espectáculo civilizado, o assunto devia ter sido considerado encerrado. Mas não foi. Os partidos acima referenciados puseram a tortura ao nível das Artes, e passaram ao Parlamento um atestado de inferioridade moral, e desconsideraram a Ministra da Cultura. Eu ter-me-ia demitido.

 

Passemos a estes vídeos, que  nos mostram as preocupações do PAN, do BE e do PEV rejeitadas pelos PS, PSD, PCP e CDS/PP:

 

 

 

Não devemos votar no PS, PSD, PCP e CDS/PP, porque estes partidos pugnam pelo maus-tratos aos animais, que são transportados vivos para o estrangeiro, sem as mínimas condições de bem-estar. Se não pugnassem, não teriam chumbado os diplomas do PAN, PEV e BE que visavam restringir o transporte de gado vivo para exportação, para abate, e regular o transporte com medidas que garantissem o bem-estar animal.

 

Estes partidos servem os interesses de lobbies, não servem os interesses de Portugal. E se não servem Portugal, pugnando pela sua evolução, não merecem o voto dos Portugueses.

 

Há que pensar muito antes de votar. Votar em partidos, como se fossem clubes de futebol, não faz avançar Portugal.

 

Não queremos mais do mesmo, para pior, queremos?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:57

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Domingo, 13 de Maio de 2018

O FESTIVAL DA EUROVISÃO, A RTP, PORTUGAL E A CLASSE POLÍTICA PORTUGUESA

 

Boicoto a RTP, por esta considerar que a tortura de animais é cultura, e colocar na sua grelha de programas a transmissão de touradas, como sendo algo de utilidade pública. Mas, desta vez, abri uma excepção, tal como abri no ano passado, devido à intervenção de Salvador Sobral, e ainda bem, pois tive um motivo para me orgulhar do meu País. E agora, estava curiosa quanto ao que a RTP tinha para oferecer ao mundo, e decidi assistir ao Festival da Eurovisão 2018.

 

EUROVISÃO.jpg

 

Devo confessar que me surpreendi com tudo.

 

Surpreendi-me com a organização impecável e eficaz, ficando bem claro que a RTP, quando quer, faz boa figura, e apresentou um espectáculo de grande nível. As apresentadoras estiveram bem, foram simpáticas, divertidas. E Portugal foi um óptimo anfitrião.

 

Surpreendi-me com a diversidade dos géneros musicais, boas vozes, boas canções (à excepção de uma ou outra mais fraquinha ou barulhenta para o meu gosto), tornando esta final bastante competitiva.

 

Surpreendi-me com o excelente dueto entre Salvador Sobral e Caetano Veloso, ficando bem claro que na diversidade está o grande segredo da união entre Portugal e Brasil, dois povos que se querem irmãos, mas não gémeos.

 

Surpreendi-me com aquele abrir a porta (ideia muito bem concebida) para lugares lindíssimos, mostrando a nata portuguesa, no que respeita ao território e ofícios. E aqui, dada a filosofia da RTP, confesso, estava à espera de que a qualquer momento aparecesse uma porta a abrir ali para o lado do campo pequeno, mostrando o edifício mais emblemático de Lisboa, aquele que representa o lado medievalesco da capital portuguesa, e com o qual, Gonçalo Reis, presidente do conselho de administração da RTP, tem uma parceria para manter… (disse ele aqui há tempos), porque a tortura, para ele, é cultura de utilidade pública.

 

A este respeito, confesso que fiquei mais descansada. Afinal, a tourada não é o tipo de “cultura” que dignifica Portugal um património cultural que enche a boca dos aficionados, e que a RTP tenha orgulho em mostrar ao mundo. É que à excepção de Portugal, Espanha e França, o povo dos restantes países, que habitualmente concorrem a este festival, não se divertem sadicamente à custa da tortura de animais sencientes e indefesos.

 

Surpreendi-me também com a canção que ganhou o Festival da Eurovisão de 2018, Toy, não por ser a canção de Israel (pois sou apologista de que a Arte deve unir os povos e não desuni-los, como o pretenderam alguns), até porque gostei da Netta Barzila, uma menina do nosso tempo, muito expressiva e com uma voz poderosa. A canção é que não faz o meu género. A minha preferida era a da Estónia, pela maravilhosa voz e belíssima melodia, condizentes com o espectacular jogo de luzes sobre a gigantesca saia de Elina Nechayeva.

 

Surpreendi-me com o nosso último lugar, o salto para o abismo do 80 para 8. Então? O que aconteceu?

 

Bem, chegada aqui, e depois do que a RTP nos apresentou, cheguei à conclusão de que Portugal até tem talentos, belíssimas paisagens, fabulosos monumentos, ofícios dignos do Homem, e que o maior cancro da sociedade portuguesa está localizado ali para os lados de São Bento e de Belém, onde tudo se joga, onde a classe política (salvo raras excepções) serve subservientemente os lobbies ali instalados, e mantém uma boa parte do país a um nível terceiro-mundista. Está, única e exclusivamente, nas mãos dessa classe política a elevação de Portugal a um patamar cultural, civilizacional e evolutivo mais elevado.

 

Temos matéria prima, mas falta vontade política de servir Portugal. Falta dignidade, falta honra, falta honestidade política, falta vergonha na cara.

 

Se somos pequenos territorialmente, ao menos, sejamos grandes na alma portuguesa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:59

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Quarta-feira, 26 de Julho de 2017

CARTA ABERTA AO PROVEDOR DO TELESPECTADOR NA SEQUÊNCIA DE UM PROTESTO CONTRA TRANSMISSÃO DE TOURADAS NA RTP1

 

Na qualidade de cidadã, forçada a pagar a taxa audiovisual, e que, imbuída de espírito cívico e humanista, pugna pelos Direitos dos Animais Não Humanos, apresentei um legítimo protesto ao Provedor do TelespeCtador, a respeito da transmissão de selvajaria tauromáquica na RTP1, que pode ser consultada neste link:

AS TOURADAS NÃO SÃO SERVIÇO PÚBLICO

 

Na sequência disso, recebi a seguinte carta que muitos mais cidadãos indignados e que também protestaram, igualmente receberam, e a qual me deixou bastante estupefacta.

Entretanto, veja-se neste vídeo a barbaridade que está em causa:

 

 

É a esta carta que responderei de seguida. (Os erros ortográficos nela incluídos são da responsabilidade do autor da carta)

 

Susana Odilia Martins Faria <susana.de.faria@rtp.pt>

17:18 (há 17 horas)

   

Para

mim

Exmo(a) Senhor(a),

Encarrega-me o Senhor Provedor do Telespetador de lhe transmitir a seguinte resposta:

 

“Recebi a mensagem que enviou para o meu endereço de correio eletrónico. Ela traduz a sua adesão a uma campanha que terá, seguramente, as suas razões de ser. É, porém, uma campanha mal dirigida pois sobre a matéria em causa o Provedor do Telespetador não tem poder de decisão.

 

Para sua informação:

A RTP1 esta temporada vai limitar-se à transmissão de três touradas.

 

Sobre a transmissão de touradas pela RTP, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social já se pronunciou, bem como, anteriormente e sobre o valor cultural das mesmas, o Ministério da Cultura. Também sobre tais transmissões se pronunciou, mais do que uma vez, o meu antecessor.

 

Creio, assim, que para impedir a transmissão de touradas na RTP1 talvez tenha de obter legislação específica nesse sentido. Penso também que os argumentos (pró e contra) são suficientemente conhecidos. Cabe agora a palavra a quem tem capacidade legal de impor uma decisão.

m/ cumprimentos,

Jorge Wemans

Provedor do Telespetador

 

Susana de Faria Gabinete de Apoio aos Provedores

(+351) 217 947 087

 

***

Exmo. Senhor Provedor do TelespeCtador:

 

Fiquei deveras estupefacta com esta resposta que V. Exa. se dignou a enviar-me, a qual, de qualquer modo, muito agradeço.

 

Surpreendeu-me o seu conteúdo, pelos seguintes motivos:

 

Primeiro: o senhor diz que a campanha está mal dirigida pois sobre a matéria em causa o Provedor do TelespeCtador não tem poder de decisão? Tem a certeza disso? O Provedor do TelespeCtador só não terá poder de decisão nesta matéria ou nas outras matérias também? É que se o Provedor do TelespeCtador não tem poder de decisão apenas nesta matéria, há algo suspeito por detrás desta impotência.

 

Segundo: o facto de a RTP1 esta temporada limitar-se à transmissão de três touradas, não justifica absolutamente nada. Três touradas significa a tortura ao vivo de 18 Touros e uns tantos Cavalos, animais sencientes e racionais (não sou eu que o digo, mas sim biólogos de várias universidades do mundo, basta procurar na Internet esses estudos); três touradas significa que a RTP1 esbanja dinheiros públicos de um modo vil, indigno de uma estação televisiva evoluída, ainda que apenas transmitisse o vídeo que ilustra o que aqui está em causa: o sofrimento atroz de um ser vivo, torturado e transmitido ao vivo para uma minoria mentalmente doente, constituída por sádicos e psicopatas (e isto não sou eu que digo, são as Ciências da Mente e do Comportamento Humanos) que aplaudem o sofrimento, a estupidez, a crueldade e a violência gratuitas exercidas sobre seres vivos.

 

Terceiro: o que diz sobre os pronunciamentos da Entidade Reguladora para a Comunicação Social e sobre o valor cultural (não será mais para o “coltural”?) emitido pelo Ministério da Cultura vale zero, porque ambos os organismos têm ao leme aficionados subservientes a um lobby que manda e desmanda no Parlamento Português. Quanto ao antecessor de V. Excelência, na verdade, ele pronunciou-se contra a transmissão desta barbárie, mas o parecer dele não foi considerado. E ao não ser considerado ele só tinha uma coisa a fazer: demitir-se. Não o fez. As razões, levou-as para o túmulo.

 

Quarto: o senhor crê que para impedir a transmissão de touradas na RTP1 talvez se tenha de obter legislação específica nesse sentido. Pensa também que os argumentos (pró e contra) são suficientemente conhecidos, cabendo a palavra final a quem tem capacidade legal de impor uma decisão.

 

Ora acontece que o senhor tocou num ponto fulcral: todos nós sabemos que as leis em Portugal são elaboradas por incompetentes ao serviço de lobbies, e que legislam a favor destes e não a favor do superior interesse de um País, que todos gostaríamos de ver no rol dos países civilizados e evoluídos. E enquanto o poder legislativo estiver em mãos de aficionados incompetentes e servis a legislação específica será a de torturar e encher os bolsos com essa tortura, à maneira dos povos terceiro-mundistas. E isto é bastamente imoral.
 

Além disso, se a palavra final depende de quem tem capacidade legal para impor uma decisão, também estamos mal, uma vez que essa decisão está precisamente nas mãos de quem não tem capacidade, nem legal, nem outra, nem lucidez, nem bom senso, nem inteligência para discernir e chegar à conclusão de que a tauromaquia é uma prática indigna, cobarde, cruel, violenta imbuída da mais profunda estupidez, rejeitada por milhares e milhares de Seres Humanos evoluídos, por todo o mundo. Basta ver que em 193 países, apenas oito (e como é lamentável ver Portugal nesta listinha) mantém essa prática como algo a que chamam “tradição, arte e cultura”, e que só classifica por baixo os governos que a apoiam.

 

Quinto: se o Provedor do TelespeCtador é impotente para transmitir à administração da RTP os protestos dos telespeCtadores (não telespetadores, porque nós não espetamos nada, quem espeta são os cobardes toureiros) em relação a um programa grosseiro, imbecil e inculto, que não transmite nada que seja humano, cultural ou educativo, e tal impotência o impede de cumprir o que está estipulado na Lei n.º 2/2006 de 14 de Fevereiro que no seu CAPÍTULO VII - A, Artigo 23.º-D, fala sobre as Competências do Provedor do Ouvinte e do TelespeCtador, nomeadamente as alíneas a) e b), que dizem o seguinte:

a) receber e avaliar a pertinência de queixas e sugestões dos ouvintes e telespectadores sobre os conteúdos difundidos e a respectiva forma de apresentação pelos serviços públicos de rádio e de televisão;

 

b) produzir pareceres sobre as queixas e sugestões recebidas, dirigindo-os aos órgãos de administração e aos demais responsáveis visados;

d

vai desculpar-me, mas então esse cargo só serve para sorver dinheiros públicos, é uma inutilidade, por isso, o mais digno a fazer é pedir a sua demissão, pois os Portugueses pagam-lhe um salário para PODER AGIR, e ser a voz de quem paga contrariado uma taxa audiovisual, e, portanto, deve ser bem servido; não é pago, portanto, para NÃO PODER AGIR, e se o parecer de Vossa Excelência sobre as queixas dos telespeCtadores nada vale, o que está aí a fazer?

 

Com os meus cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:12

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Terça-feira, 20 de Junho de 2017

REACÇÃO DO GRUPO PARLAMENTAR "OS VERDES" PERANTE A TRAGÉDIA DE PEDRÓGÃO GRANDE

 

VERDES.png

 

Em resposta a este texto, que ontem enviei aos deputados da Nação,

 

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/grande-tragedia-incendiada-pela-falta-722223

 

o Grupo Parlamentar “Os Verdes” acusou a recepção da minha mensagem electrónica, acrescentando que estão a acompanhar atentamente a evolução dos incêndios, através dos seus Colectivos Regionais, e têm se empenhado em dialogar com o Governo para defender novas políticas para as florestas, e travar a expansão do eucalipto, bem como promover o montado de sobro e outras espécies autóctones.

 

Para “Os Verdesa floresta do futuro deve promover o desenvolvimento das comunidades locais, deve preservar a biodiversidade e deve combater o despovoamento do país.

 

Num comunicado “Os Verdes” expressaram a sua solidariedade para com as populações afectadas, e saudaram a coragem de todos quantos combatem estes incêndios, em detrimento dos perigos para as suas vidas, os Bombeiros e ainda os populares que se organizam para fazerem face a este flagelo, considerando este um momento dramático para o país, havendo até ao momento a lamentar já a perda de 64 vidas humanas, assim como dezenas de feridos, sendo previsível o aumento deste número, dado que só com o avançar do tempo se conseguirá ter noção da real dimensão de tamanha tragédia.

 

***

 

Pois é!

 

O País espera que esta tragédia sem precedentes sirva para que os governantes portugueses abram os olhos e vejam a realidade, e sejam responsáveis. Porque até agora foram uns descomunais irresponsáveis.

 

É urgente banir os desmandos dos governantes, porque são as poderosas forças da Natureza que realmente mandam no Planeta.

 

E como questiona Manuela Nunes, que já trabalhou como Técnica Superior, nas Estradas de Portugal, SA: «Por que destruiu o Estado, as funções públicas, exercidas por guardas florestais, guarda-rios e nomeadamente as de cantoneiros, que desmatavam as bermas junto às estradas nacionais? Por que foram substituídos por empresas, que desertificaram as localidades?

 

Em consequência disso, desapareceram as escolas primárias, entre outras infra-estruturas que fixavam as populações (familiares desses funcionários). Por outro lado, a plantação quase doentia (visando apenas o lucro), do eucalipto, que para além de ser pasto fácil para a propagação de incêndios (quer sejam de origem natural, quer sejam de origem "animal"), secam o solo. Alguns "inteligentes" quiseram poupar, naquilo a que passaram a chamar "pequenos detalhes sem qualquer interesse". Claro que os interesses eram e são outros! E muito mais se poderia acrescentar! Estou desolada e chocada com o que aconteceu.»

 

Estamos todos desolados e chocados com o que aconteceu, cara Manuela Nunes.

 

Não podemos devolver à vida os seres humanos e não humanos que pereceram nestes incêndios. Mas podemos evitar que tamanha tragédia volte a acontecer em território português.

 

É tempo de novas políticas. Novos compromissos. Novas atitudes. Novas responsabilidades.

 

Há que defender os legítimos interesses da Nação, e não os ilícitos    interesses dos lobbies.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:18

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Terça-feira, 7 de Março de 2017

CÃES E GATOS DEIXAM DE SER COISAS…

 

E OS OUTROS ANIMAIS?

A Lei que foi aprovada só abrange Gatos e Cães (que não pertençam a circos ou sejam utilizados em lutas, ou os das aldeias que, apesar da lei, continuam a viver acorrentados, bem debaixo das barbas das autoridades).

 

GATO PÚBLICO.jpg

FOTO Paulo Pimenta

Fonte: https://www.publico.pt/2016/12/21/sociedade/noticia/animais-deixam-de-ser-coisas-mas-lei-dos-maus-tratos-vai-continuar-com-buracos-1755686

 

Fico feliz por estes meus queridos amigos. Mas temos de continuar a lutar por todos os outros nossos outros amigos de quatro patas.

 

É que para os políticos portugueses, todos os animais são iguais, mas uns continuam a ser mais animais do que outros. E esses outros nem sequer estatuto de animais têm, em Portugal.

 

Esta lei, apesar de ser um passinho em frente, não resolve o problema grave dos maus tratos a que estão sujeitos TODOS os outros animais portugueses.

 

A Assembleia da República está dividida, aliás, como em tudo o que diz respeito à Evolução e outras matérias do interesse nacional.

 

Carlos Abreu Amorim, deputado do PSD acusou o PAN (autor do projecto), o PS e o BE de terem apresentado propostas radicais. E o que são propostas radicais para este deputado?

 

Este deputado entendeu que as alterações que estes três partidos pretendiam introduzir no Código Penal transformavam "cada criador num potencial criminoso" (como se já não o fossem) e acrescentou: «Se uma vaca magoasse uma pata durante o transporte, o dono podia ter de responder por isso em tribunal» (pois podia e devia, porque o modo como os animais são transportados em Portugal, é um autêntico atentado ao bem-estar deles. Eles são transportados como sacos de cimento, amontoados, sem que tenham sequer lugar para ficarem de pé); «São soluções citadinas que nada têm a ver com o modo de vida do país rural» (o modo de vida do país rural é bárbaro, tratam os animais como se fossem pedras, não tendo em conta a VIDA que eles são, uma vida tão vida como a de qualquer um que se diz “humano”, não tendo em conta a sensibilidade e a racionalidade (esta racionalidade está provada) dos animais não humanos); «As associações do sector pecuário ficaram “aterradas” com estas intenções» (e era para ficarem aterradas, porque sabem perfeitamente o modo cruel como tratam os animais de quinta, e mereciam ser penalizados).

 

OS DEFENSORES DOS MAUS-TRATOS A ANIMAIS

 

No mundo já civilizado, mas que ainda não evoluiu o suficiente para deixar de ser carnívoro, os animais são tratados mais humanamente, do que em Portugal, que ainda deve milhões de Euros à Evolução.

 

O Partido Comunista (será de esquerda?) aliou-se aos partidos da direita, defensores dos maus tratos aos animais que eles não consideram animais (animais para eles são apenas os Cães e os Gatos) para chumbar os projectos que catapultariam Portugal para um nível evolutivo mais elevado.

 

António Filipe, deputado comunista, chegou mesmo a dizer que qualquer dia as penas dos crimes contra animais ainda se tornavam superiores às dos crimes contra as pessoas.

 

Penas superiores não direi, mas cito Leonardo da Vinci, o maior génio dos séculos XV/XVI, que futurou esta coisa espantosa: «Chegará o dia em que todos os homens conhecerão o íntimo dos animais, e, nesse dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a própria humanidade.»

 

Este dia já esteve mais longe.

 

Em pleno século XXI d. C., já existem milhares de Seres Humanos que conhecem o íntimo dos animais, e lutam pela sua libertação.

 

Mas em Portugal, ainda com tantas mentes tacanhas a proliferar por aí, a evolução far-se-á mais lentamente.

 

O PAN fala em lobbies.

 

E é óbvia a existência de lobbies.

 

André Silva, deputado do PAN, refere: «O Parlamento não está preparado para avançar mais um passo. Continua vigente uma teimosia ideológica ligada a profundos interesses e lobbies corporativos no sector da pecuária. Vivemos ainda o tempo em que os agentes económicos são quem mais ordena… As agressões e os maus tratos a animais são uma realidade unanimemente aceite no quotidiano da produção pecuária portuguesa.»

 

Não, o Parlamento Português não está preparado para a Evolução.

 

Quem manda ali são os lobbies, que lá colocam deputados escolhidos a dedo. Aliás, os partidos que defendem os maus-tratos aos animais, já estão a “trabalhar” listas para as eleições autárquicas, onde os tauricidas têm, lugar desatacado.

 

E também é óbvio que o meio rural ficou parado na alta Idade Média, e trata com a maior brutalidade seres sencientes e muito mais racionais e humanos do que todos eles.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:04

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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2017

O JESUÍTA DE MÁRIO SOARES

 

MÁRIO.jpg

Este é o  Mário Soares que recordo, o que me surpreendeu, e está representado nesta imagem (ao lado de Cunhal, que também me surpreendeu) e no que ela significou e significa (a imagem) na revolução de Abril.

 

Desde a sua morte, no passado dia 7 de Janeiro, já tudo se falou de Mário Soares: do nascimento à vida, da vida à morte, tudo já foi esmiuçado. Todos já deram o seu testemunho. Por isso nada tenho a acrescentar a esse tudo que já foi dito, a não ser que ninguém é perfeito. Mário Soares deixou-nos um legado de coisas muito boas, outras menos boas, e outras que poderiam ter sido boas se as tivesse feito (aliás, ainda ninguém foi capaz de as fazer) como, por exemplo, destruir os lobbies que mandam na Assembleia da República.

 

Porém, gostaria de deixar aqui um testemunho, que sendo o meu, vale o que vale, mas não pretendo repetir o que todos já disseram.

 

De todos os políticos que passaram pela minha vida, enquanto jornalista ao serviço de vários jornais diários nortenhos, durante vinte anos, tenho uma pequena história para contar.

 

De Mário Soares tenho a história do jesuíta.

 

Enquanto presidente da República, um dia, Mário Soares fez um périplo por algumas cidades do norte de Portugal, entre elas Santo Tirso e Vila do Conde. Em Santo Tirso ofereceram-lhe uma caixinha com jesuítas, o ex-libris da doçaria daquela cidade.

 

Naturalmente a caixinha viajou de Santo Tirso para Vila do Conde, nas mãos de algum segurança ou secretário.

 

Em Vila do Conde, depois de ter sido recebido no salão nobre da Câmara Municipal, seguiu-se um almoço, bastante informal (porque Mário Soares era pouco dado a protocolos, ou seja, não era um presidente-vedeta inacessível ao povo. Não, não era).

 

Os jornalistas foram convidados para esse almoço, e quem teve assento comeu, quem não teve não comeria (eu não comi). A mesa era rectangular e Mário Soares estava sentado à cabeceira, sozinho. Os restantes convidados, uns tiveram assento, outros não, porque, na verdade, a sala era demasiado pequena para a muita gente que Mário Soares sempre reunia à sua volta, por onde quer que passasse.

 

Os jornalistas rodeavam-no para não perder “pitada” do que dissesse.

 

Eu estava bem posicionada. Bem ao seu lado. Em pé. Comeu-se (quem pôde comer, obviamente) e chegado o momento da sobremesa, Mário Soares lembrou-se dos jesuítas. Onde estão os meus jesuítas? Logo um dos da sua comitiva passou-lhe para as mãos a caixinha dos jesuítas, que Mário Soares desembrulhou gulosamente (pareceu-me).

 

E lá estavam eles. Lourinhos. Apetitosos. Eu também era (sou) muito gulosa, e adoro jesuítas. Mas Mário Soares não sabia deste detalhe, obviamente.

 

O Presidente já tinha dado conta da minha presença, ao seu lado, pois de vez em quando dizia para não escrever tudo o que ele dizia, o que, pela minha parte, foi escrupulosamente cumprido (pois nunca fui de trair a Ética Profissional).

 

Diante dos jesuítas, Mário Soares arregalou os olhos e disse que não podia oferecer a todos, porque evidentemente não chegavam para todos.

 

Mas para não ser indelicado, quis oferecer, pelo menos um a alguém, para não ficar a comer sozinho aquela guloseima.

 

Foi então que olhou para mim e perguntou como me chamava. Isabel. Respondi. O nome da minha filha. Disse ele. E muito gentilmente pediu-me para que aceitasse um jesuíta e o acompanhasse nessa sobremesa, uma vez que não poderia partilhar esse gesto com todos.

 

Aceitei com muito gosto e senti-me uma privilegiada, por vários motivos: primeiro, porque ainda não tinha comido nada; segundo, porque adorava jesuítas; e terceiro, porque o Mário Soares que me tinha surpreendido ao lado de Álvaro Cunhal (que também me surpreendeu) naquela histórica manifestação de rua, tinha-me concedido a honra de comer um jesuíta com ele.

 

Esta é uma história banal? Pode ser.

 

Mas é uma história que fica na minha história, e onde eu sou uma simples figurante numa cena onde o protagonista foi obviamente Mário Soares.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:34

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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2016

CARTA ABERTA AO SOCIÓLOGO SOCIALISTA LUÍS CAPUCHA

 

CAPUCHA.png

 

Senhor sociólogo, professor e aficionado de tortura de Touros,

 

Com que então o senhor sociólogo ficou indignado com o editor do jornal Público que, no passado dia 22 de Julho, escreveu um editorial sob o título “Touradas e clientelas políticas”, tendo este a superior coragem de ali pôr a nu uma verdade que outros órgãos de informação, por serem demasiado servis, tentam esconder, afastando-se, deste modo, da nobre missão de fazer Jornalismo! Teve a coragem de pôr os pontos nos devidos is. Teve a coragem de colocar soda cáustica na chaga aberta que traz Portugal tão civilizacionalmente enfermo.

 

O Jornal Público não precisa de defensor público, nem eu estou aqui nessa qualidade. Estou aqui na qualidade de cidadã livre e leitora de um jornal que admiro por não se vergar a lobbies, e praticar um jornalismo isento e baseado em factos, que facilmente podem ser provados, por serem demasiado óbvios, e não em fantasias para governantes ficarem satisfeitos.

 

Li o editorial em causa e porque nele li a verdade que eu também sei, até partilhei o texto aqui no meu Blogue.

 

Pois não me surpreendi com a indignação injustificada de um socialista aficionado de tauromaquia, natural de Vila Franca de Xira, uma localidade que tresanda a sangue, suor, urina e crueldade tauromáquica, porque quem aqui nasce e cresce nunca evoluirá, a não ser que tenha uma bagagem moral e intelectual superior ao comum dos mortais.

 

Pois fique sabendo, senhor sociólogo, que tudo o que foi dito naquele editorial é a mais pura verdade. É uma verdade muito óbvia, mas que os cegos mentais, porque são demasiado cegos, não vêem, ou se recusam a ver por uma qualquer obscura conveniência.

 

O seu artigo “Em defesa do bom jornalismo e da liberdade cultural” (publicado no Jornal Público a 01/08/2016) fez-me rir, pelo conteúdo, saído de uma mente que ainda vive na Idade das Trevas, e fez-me chorar, pelos erros ortográficos que deu, mostrando uma falta de conhecimento da Língua (Oficial) Portuguesa.

 

Triste. Muito triste.

 

Mas ainda assim, o Jornal Público teve a hombridade de publicar o seu texto, demonstrando uma superioridade que falta a quem acha que o bom jornalismo se baseia no servilismo, e a liberdade cultural, na defesa de valores ignóbeis, assentes em mentiras repetidas há séculos, e que quem não sabe discernir acha que são verdades.

 

O redaCtor (é assim que se escreve esta palavra) do Editorial de 22 de Julho (é com letra maiúscula que se escrevem os meses do ano) do Público não alinhou com argumentos anti-taurinos, coisa nenhuma, senhor sociólogo.

 

O redactor simplesmente limitou-se a constatar um facto, e a dizer o que na realidade todos os portugueses atentos sabem: o lobby tauromáquico está bem instalado na Assembleia da República, representado pela maioria dos deputados da Nação, que se tivessem Honra também teriam Vergonha e não faziam a figura triste que fazem, perante o mundo civilizado.

 

Ficaram mal na fotografia ao defender o indefensável à luz da Racionalidade.

 

Não foi sem reflexão ou justificação que o redactor acusou os partidos que chumbaram os projeCtos (é assim que se escreve esta palavra) do PAN, do BE e do PEV de clientelismo político, pois todos nós sabemos que os partidos que aprovaram a continuidade de usar os impostos dos portugueses para subsidiar a tortura de Touros e Cavalos e encher os bolsos a ganadeiros estão ao serviço dos interesses do lobby tauromáquico.

 

E ter a coragem de dizer isto é fazer bom jornalismo. A direCção (é assim que se escreve esta palavra) do Público está muito bem informada e, sobretudo, é honesta. E os portugueses têm o direito de saber a verdade.

 

Como se atreve um aficionado vila-franquense vir a público dizer que o Público disse falsidades? É que nem sequer foi uma opinião do redactor. Foi a verdade, tal qual ela existe sob o tecto do Palácio de São Bento. Infelizmente, para Portugal.

 

Nenhum de nós tem ideias erradas nos planos moral e ético, quando falamos de tortura de seres sencientes indefesos e da utilização dos impostos dos portugueses nesta prática bárbara, porque a tortura não é nem da Moral, nem da Ética, nem da Evolução. É simplesmente imoral. E nem os impostos dos portugueses devem servir para encher a pança de pançudos.

 

O que lemos no editorial do jornal Público nada tem a ver com opinião. Foi a constatação de factos que aos governantes não convém dizer alto, para não prejudicar a minoria inculta que manda na Assembleia da República e que eles tanto protegem.

 

Mas há quem tenha a coragem de o fazer.

 

E sabe porquê, senhor sociólogo (nem sei como é que se pode ser sociólogo, professor e aficionado de tortura ao mesmo tempo. Ou saberei? É que o Ensino Superior dá “canudos”, mas não dá carácter a ninguém)?

 

Porque nem todos são escravos do poder.

 

O senhor sociólogo diz no seu texto: «Diz-se no referido Editorial que “quando um pouco por toda a parte tendências de comportamento e movimentos cívicos evidenciam uma crescente sensibilização aos direitos dos animais, a Assembleia da República mostra o quanto está distante dessas preocupações e desses avanços civilizacionais”. Estranho civismo este que esquece o mais importante: um pouco por todo o lado o que cresce é a violência, o autoritarismo, o ódio, o terrorismo, a injustiça social e económica, o recuo dos direitos humanos, as agressões ao ambiente. O recuo do humanismo, o avanço da misantropia e a transferência dos afetos (erro de Português – escreve-se afeCtos; "afêtos" é uma coisa inexistente) para com os nossos semelhantes para os afetos para com os animais de companhia não fará parte do ambiente cultural em que vingam todos estes grande problemas humanos?

 

Ora faça-me um favor! É por causa de gente como o senhor sociólogo e de governantes que apoiam a crueldade que o mundo está cheio de violência, de autoritarismo, de ódio, de terrorismo, de injustiça social e económica, de recuo dos direitos humanos, de agressões ao ambiente e de agressões também aos animais não humanos que connosco partilham o Planeta e têm todo o direito a viver nele, porque não é o homem que é a medida de todas as coisas, mas sim a Natureza.

 

O senhor demonstra uma ignorância crassa sobre esta matéria. Aliás não é apenas o senhor sociólogo, mas todos os governantes que apoiam esta actividade extremamente cruel e sanguinária.

 

Mas vou deixar-lhe aqui uns links para que se instrua e não torne a dizer disparates do quilate daqueles que disse, ou a acusar jornalistas bem informados, ou a desfazer nos bem fundamentados projectos do PAN, do BE e do PEV. E principalmente para não morrer ignorante.

 

E não torne a dizer que os aficionados são “pessoas” iguais a nós. Porque não são. Todos nós, que defendemos os animais (obviamente humanos e não humanos e também o Planeta) pertencemos à espécie Homo Sapiens, porque evoluímos.

 

Os aficionados e afins pertencem à espécie Homo Parvus, porque ainda não evoluíram, estando a um nível ainda pré-humano.

 

Sobre esta matéria, aconselho-o a ler o livro «A Hora do Lobo» onde a autora Josefina Maller desenvolve uma teoria inovadora sobre um novo conceito de Humanidade.

 

O senhor sociólogo, professor no ISCTE-IUL, socialista convidado para a comissão do futuro museu da tauromaquia de Vila Franca de Xira (onde ficará patente todo o lixo tauromáquico existente) ficou parado no tempo. Não evoluiu e veio a Público demonstrar uma ignorância que até dói às pedras da calçada portuguesa.

 

Aqui ficam os links para que se instrua, e passe a respeitar os jornalistas que têm a coragem de dizer que em São Bento existe um manifesto clientelismo político. Porque esta é a mais pura verdade.

 

É que nem todos somos parvos, senhor sociólogo...

 

Isabel A. Ferreira

 

***

A VERDADE PERVERSA SOBRE A TORTURA DE TOUROS E CAVALOS, ANTES, DURANTE E DEPOIS DA LIDE

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/484004.html

 

 

«A TOURADA, RAZÃO DA EXISTÊNCIA DO TOURO BRAVO?» OU A QUEDA DE UM MITO

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/98835.html?thread=1885459#t1885459

 

 

HÁ VARIAS RAZÕES PARA SER ANTI-TOURADA

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/148618.html

 

 

«E A TOURADA CONTINUA…»

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/e-a-tourada-continua-662892

 

 

O QUE SEPARA O HOMO SAPIENS DO HOMO PARVUS

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/o-que-separa-o-homo-sapiens-do-homo-654936

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:18

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Sábado, 25 de Junho de 2016

A PLATAFORMA «SOCIEDADE E ANIMAIS» TEM UMA VISÃO RETRÓGRADA DAS POLÍTICAS QUE INTERESSAM AOS PORTUGUESES

 

Isto vem a propósito das propostas apresentadas pelo PAN, chumbadas na Assembleia Municipal de Lisboa e condenadas pela citada plataforma que, efectivamente, não defende os animais não humanos, mas tão-só interesses obscuros de quem usa e abusa deles para actividades lucrativas, dela fazendo parte, por exemplo, a Federação Portuguesa de Caça e a Federação Portuguesa de Tauromaquia.

 

Será preciso dizer mais alguma coisa?

 

PAN.jpg

Sei que hoje se diz: (P)essoas, (A)nimais e (N)atureza.
Para os que têm implicado com este "logo" antigo do PAN:
 
Nós SOMOS ANIMAIS. E a primeira ideia do PAN seria essa. O povo é que não tem capacidade para discernir que, sendo pessoas, também são animais.

 

Num artigo publicado no passado dia 21 de Junho, no blogue da plataforma Sociedade e Animais, António Paula Soares, presidente dessa plataforma, escreveu esta barbaridade: «Definitivamente, não são estas as políticas que a esmagadora maioria dos Portugueses pretende para a sua relação com os animais na sociedade Portuguesa».

 

Como disse, senhor António Paula Soares?

 

Que monstruosa MENTIRA! Então não sabemos que a maioria dos políticos que os portugueses elegem, depois de eleitos, deixam de representar as políticas que interessam à sociedade Portuguesa, para representarem unicamente os interesses dos lobbies instalados nas Assembleias Municipais e na Assembleia da República?

 

Então não sabemos disto?

 

As propostas do PAN representam EVOLUÇÃO.

 

Mas os governantezinhos que as chumbam preferem ficar onde sempre estiveram especados: num tempo pertencente à pré-história, recusando-se definitivamente a evoluír.

 

***

O PAN, representando a evolução, e a implantação de um discurso novo numa Assembleia cheia de gente que já nasceu velha e se recusa a evoluir, apresentou à Assembleia Municipal da Câmara Municipal de Lisboa um Regulamento Municipal do Animal com propostas evolucionistas, revolucionárias e futuristas que, os retrógrados representantes das federações que usam, abusam, maltratam, torturam e assassinam animais sencientes apenas com o intuito de se divertirem e encherem os bolsos à custa do sofrimento deles, consideram “radicais” e “fundamentalistas”, porque estes termos não rimam nada com evolução, que é algo que absolutamente desconhecem.

 

Vejamos algumas das medidas, que o PAN propôs em nome da evolução e do futuro:

 

- Proibição de uso de animais domésticos por mendigos

- Proibir a criação de animais para fins de caça ou pesca

- Proibir a apresentação de animais com idade inferior a 1 ano em exposições (por exemplo, cães, gatos e cavalos)

- Proibir o uso de aves de rapina para fins de controlo de segurança no aeroporto ou, por exemplo, a utilização da águia do Benfica no Estádio da Luz

- Proibir a criação de qualquer animal de raça em Lisboa

- Proibir técnicas de inseminação artificial em Lisboa

- Todos os estabelecimentos privados que não queiram a presença de animais nas suas instalações, terão que colocar dísticos para o efeito, ou procederem à colocação de cercas para impedirem a entrada de animais errantes

- Proibir o uso de coches e atrelagens em Lisboa

- Proibir o uso de jaulas para cães e gatos (por exemplo: jaulas para exposições de beleza ou jaulas de transporte)

- Controlo de populações de pombos apenas pode ser feito através de pombais contraceptivos (proibindo a sua captura e abate)

- Proíbem “números com animais”, ou seja, as actividades nas quais um ou mais animais exibam comportamentos que resultem do seu manuseamento e treino (exemplo: qualquer espectáculo com cavalos ou cães, golfinhos no jardim zoológico, etc.)

- Obriga a autorização camarária para actividade de criação de animais, com ou sem fins lucrativos

- Obriga a que os animais de criação vendidos ou doados sejam esterilizados

- Colocam várias restrições para a realização de espectáculos tauromáquicos em Lisboa

 

Estas foram algumas das propostas que o PAN submeteu à Assembleia Municipal de Lisboa, e que a maioria dos deputados chumbou, simplesmente porque estas medidas vão contra os interesses dos lobbies que exploram os animais, e que estão representados em todas as assembleias, pelo nosso País fora.

 

Para que se conste, a votação fez-se do seguinte modo:

 

Votos a favor do PAN, PEV e uma deputada do PS; abstenção do BE e votos contra do CDS, MPT, PSD, PS, PNPN, INS e PCP.

 

Esta votação é muito esclarecedora.

 

Sabemos que o CDS, o MPT, o PSD, o PS, o PNPN, o INS e o PCP pugnam por políticas da direita e normalmente fazem o frete aos lobbies dos carrascos dos animais.

 

O Bloco de Esquerda, na Câmara de Lisboa, tende para unir-se à direita, nestas matérias. A abstenção aqui equivale a um não.

 

Posto isto, e analisada a questão, o presidente da plataforma «Sociedade e Animais», António Paula Soares, escreveu esta coisa espantosa:

 

«Em democracia, quando a larga maioria dos deputados eleitos pelos cidadãos, transmite por duas vezes, num curto espaço de tempo, a um recente partido político a sua reprovação perante tentativas de imposição de uma ideologia radical à maioria da população, é expectável que esse mesmo partido perceba de uma vez por todas que quem representa os Portugueses, e neste caso os Lisboetas, não compactua com este tipo de política. Definitivamente, não são estas as políticas que a esmagadora maioria dos Portugueses pretende para a sua relação com os animais na sociedade Portuguesa

 

Pois, isto até poderia acontecer, SE os deputados eleitos pelos cidadãos, depois de eleitos, cumprissem o dever de defender os interesses dos cidadãos que os elegeram.

 

Mas não é isto que acontece. Os portugueses são enganados pelas promessas mentirosas dos candidatos a esses cargos.

 

Esses deputados não evoluem, nem deixam evoluir, e colocam-se sempre ao lado dos lobbies que os comandam.

 

As medidas preconizadas pelo PAN são futuristas.

 

E o que esses deputados que as chumbam defendem é a permanência de Portugal num tempo antigo, mofoso, primitivo, atrasado, para que uns poucos trogloditas continuem a encher os bolsos à custa do sofrimento de seres sencientes.

 

***

Pedro Ribeiro de Castro escreveu algo bastante interessante a este respeito:

 

«Os valores morais da sociedade contemporânea estão decididamente trocados. Quem quer promover o bem-estar dos animais e se manifesta contra a sua exploração, qualquer ela que seja, é intitulado de radical e fundamentalista.

 

Pelo contrário, quem explora animais, com o intuito de obter deles vantagens patrimoniais, de entretenimento, de simples gozo, ou outras de simples futilidade autodenominam-se de seus defensores, querendo fazer crer o seu amor por eles.

 

Sucede é que este sentimento é interesseiro e pressupõe, na sua maioria dos casos, contrapartidas financeiras para esses grupos. O amor e a compaixão não conhece contrapartidas, é um sentimento desinteressado, pelo que se houver resquícios de uma tentativa de auto-satisfação oportunista já não é amor, mas antes um comportamento tendencialmente interesseiro sem qualquer preocupação ética. E não se pense que este tipo de apropriação ilegítima dos animais fica circunscrita somente a este círculo.

Obviamente que não. Estes grupos são, comummente, constituídos por pessoas que agem de igual forma com o seu semelhante, explorando-o, sempre com o intuito de satisfazer o seu conforto e daí retirar vantagens pessoais. Este "pisoteio" social, infelizmente, é cada vez mais vulgar. O egoísmo humano não tem limites. Tudo que não nos diz respeito pessoalmente é ignorado. Tornamo-nos cada vez mais indiferentes ao sofrimento alheio. Achamo-nos no centro do mundo, exigindo obediência a todas as outras espécies animais. De cariz antropocêntrico esta mentalidade em nada mudou, mantendo-se ainda na época renascentista.

 

Para terminar, aconselho-vos a ir consultar a lista das associações que integram esta plataforma da sociedade animal. Todas elas organizações, que de uma maneira ou outra, encontram na exploração animal o seu "status quo".»

 

***

Para poupar tempo aos leitores, aqui deixo as associações que fazem parte desta plataforma que se atreve a criticar quem é pela evolução.

 

ALCAC | Associação Lusa dos Criadores das Aves de Capoeira; ANPC | Associação Nacional de Proprietários Rurais, Gestão Cinegética e Biodiversidade; APF | Associação Portuguesa de Falcoaria; APMCM | Associação Portuguesa de Matilhas de Caça Maior; APSL | Associação Portuguesa de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano; CAP | Confederação dos Agricultores de Portugal; CMN | Clube Monteiros do Norte; CNCP | Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses; CPC | Clube Português de Canicultura; CPF | Clube Português de Felinicultura; CPM | Clube Português de Monteiros; FPC | Federação Portuguesa de Columbofilia; FPPD | Federação Portuguesa de Pesca Desportiva; FPT | Federação Portuguesa de Tauromaquia; APCRS | Associação Portuguesa de Criadores de Raças Selectas; FENCAÇA | Federação Portuguesa de Caça; APCORIF | Associação Portuguesa dos Criadores de Ovinos da Raça Ile-de-France; APCCA | Associação Portuguesa de Criadores de Cavalos Árabes; FONP | Federação Ornitológica Nacional Portuguesa.

 

Enquanto “gente” desta estiver infiltrada nas assembleias, Portugal não evoluirá.

 

Força, PAN, porque as opiniões estão a mudar.

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 17:03

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Sexta-feira, 27 de Maio de 2016

CAÇADOR (MAIS UM) MATA PAIS E AVÓ A TIRO DE CAÇADEIRA EM MONTEMOR-O-VELHO…

 

… e depois suicida-se…

 

Estes episódios repetem-se frequentemente, tão frequentemente que nos leva a reflectir sobre o “carácter” destes crimes.

 

Os caçadores são indivíduos com instintos assassinos. Se não o fossem, não se embrenhavam nos matos, para matarem cobardemente, por diversão, animais inocentes, indefesos e inofensivos, que são surpreendidos e mortos no seu habitat natural, assim… sem mais nem menos…

 

CAÇADEIRA.jpg

(Origem da foto - «Pai atinge filho com tiro de caçadeira em Ponte de Lima»

https://www.google.pt/search?q=ca%C3%A7adeira&biw=1240&bih=915&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjQkI_ppPrMAhWQmhQKHd8EBRgQ_AUIBigB#imgrc=OIg-JxpQJLU5SM%3A

 

A caça justificou-se nos primórdios do mundo, quando a “humanidade” dava os seus primeiros passos.

 

O homem primitivo teve necessidade de caçar, como qualquer dos outros animais que com ele partilhavam (e ainda partilham) o planeta Terra, para subsistir.

 

Mas à medida que foi evoluindo, e ao tornar-se agricultor, a caça deixou de ser uma actividade básica do homem.

 

Contudo, depois disso, uma parte dessa humanidade não conseguiu evoluir, e não evoluindo, os instintos primitivos que obrigavam o homem a matar outros animais (mas a matar sem crueldade, como desde sempre o fizeram todos os animais ditos irracionais e carnívoros) permaneceram quase imutáveis, e ainda hoje vemos tribos caçadoras, muito primitivas, que ainda caçam para subsistirem, na selva, onde a civilização ainda não entrou.

 

Porém, uma parte, dessa parte da humanidade não evoluída, desenvolveu esses instintos assassinos, e fez da caça um desporto, matando pelo simples prazer de matar. Algo que sempre esteve ligado à realeza, às classes mais altas, por ser “chique” ir à caça…e que depois se estendeu à plebe.

 

E a partir daqui é que estas histórias trágicas de assassinatos a tiro de caçadeiras começaram a expandir-se.

 

Quando o instinto assassino lateja nas entranhas de um indivíduo, qualquer pretexto, qualquer contrariedade leva o caçador a matar. E não lhe interessa qual seja o animal. Será o que estiver mais à mão: humano ou não humano.

 

Os mais desesperados suicidam-se depois. Os mais cobardes fogem ou deixam-se apanhar, tendo de arcar com a consequência dos seus actos. Mas nada aprendem.

 

Ora este instinto assassino teria tendência a dissolver-se, caso não fosse a caça uma modalidade desportiva, disfarçada de “necessária para o ecossistema”. Caso os lobbies dos caçadores e o da venda de armas não fossem poderosos e incentivadores deste instinto assassino. Caso os governantes tivessem a coragem de legislar a favor da evolução, da civilização e da cultura culta.

 

Enquanto não houver consciência, bom senso, responsabilidade e sensibilidade para as questões da Ética Animal, esses crimes continuarão a acontecer, pelas localidades mais atrasadas civilizacionalmente, onde uma boa fatia do povo ainda vive num estádio ainda muito primitivo. Mas não só.

 

Nem de propósito, ontem estive a ler uma entrevista de Sophia de Mello Breyner ao Jornal de Letras, nº 468, de 25 de Junho de 1991, e a alturas tantas o José Carlos de Vasconcelos (o entrevistador e director do jornal) afirmou:

 

- O seu pai estava ligado à alta burguesia do Porto.

 

Ao que Sophia respondeu:

 

- Mas era uma pessoa muito original. O que gostava era de caçar, da natureza, dos jardins e dos cães.

 

Agora entendo porque Miguel Sousa Tavares, filho de Sophia e neto do caçador que fazia parte da alta burguesia do Porto, diz o que diz e é o que é em relação à sua apetência por touradas, e à sua aversão pelos animais não humanos.

 

Alguém que gosta da caça, mas também da natureza, de jardins e de cães, não pode ser original. Será outra coisa, será tudo, menos original.

 

Alguém que goste de caçar, não pode gostar da Natureza, da qual os animais caçados fazem parte. Alguém que goste de caçar não tem a noção do ser cósmico. Alguém que goste de caçar está reduzido a uma dimensão meramente terrena, ainda pouco evoluída, pertença à burguesia, à realeza ou à plebe.

 

Quem não respeita um animal não humano, não respeitará o animal humano, e muito menos respeitará a si próprio.

 

E então os títulos de matanças surgem como cogumelos em matas húmidas:

 

- Homem mata pais e avó a tiro de caçadeira (Montemor-o-Velho)

- Mata ex-militar a tiro de caçadeira (Vinhais)

- Pai atinge filho com tiro de caçadeira (Ponte de Lima)

- Desavença termina com dois tiros de caçadeira (Alcochete)

- Jovem de 18 anos baleado a tiro de caçadeira (Almancil)

- Foi provocado em casa e matou rival com tiro de caçadeira (Santiago do Cacém)

- Jovem morto a tiros de caçadeira (Ferreira do Alentejo)

- Tragédia com morte a tiros de caçadeira (Mafra)

- Mata mãe a tiro de caçadeira (Paderne)

 

Estes são apenas alguns dos inúmeros títulos que podemos encontrar numa busca, no Google. Reparem nos nomes das localidades onde estes crimes foram cometidos. Não vos dizem nada?

 

Até quando os caçadores e as suas caçadeiras vão andar por aí a matar animais humanos e não humanos, apenas porque o instinto de matar, seja quem for (coelho, raposa, perdiz, javali, cão, gato, pai, mãe, filho, irmão, avós, vizinho, mulher) fala mais alto do que qualquer outro instinto mais humano?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:20

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