Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2022

Três histórias que envolvem o ministro da Educação, a Associação de Professores de Português e Marcelo Rebelo de Sousa, contadas pela Professora Maria do Carmo Vieira

 

Do fingimento à mais profunda hipocrisia: três histórias recentes

 

Como se revela o fingimento, intimamente ligado à mais profunda hipocrisia e falta de respeito pelo Outro? São três as histórias que contarei a esse propósito.

 
 

Convencer, é estéril.[1]

Foi um grande avanço no meu conhecimento, quando, pela primeira vez, a pobreza se me revelou na ignomínia do trabalho mal pago.[2]

Não se liam os livros de uma ponta à outra; habitávamos entre as suas linhas.[3]

Walter Benjamin (1892, Berlim – 1940, Portbou)

 

Como se revela o fingimento, intimamente ligado à mais profunda hipocrisia e falta de respeito pelo Outro, situação a que também não é alheia a Cultura e o Saber? São três as histórias que contarei a esse propósito. A primeira tem como figura principal o Ministro da Educação, João Costa; a segunda, a Associação de Professores de Português (APP); e a terceira, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

 

Foi a Reforma de 2003, cujo espírito perdura, e na qual o professor João Costa (Associação Portuguesa de Linguística – APL) interveio arduamente, em parceria com a APP, e depois no Ministério da Educação, que ditou o descrédito relativamente às Humanidades, situação que se tem vindo a prolongar até aos nossos dias, tendo dado azo ao esvaziamento de programas e à quase destruição das disciplinas de Filosofia, de Geografia, de História e obviamente de Português. João Costa, a par de muitos outros ministros da educação, tem sido efectivamente um fervoroso adepto do colapso das referidas matérias, mas agora tenta dar uma imagem contrária. Imitando, sem brilho, António Damásio que afirmou “A matemática e as ciências não fazem cidadãos”, na Conferência da Unesco, em Lisboa, (Março 2006), João Costa referiu no seu discurso que “As grandes conquistas da humanidade não se fizeram com cálculos financeiros”, aconselhando ainda, e fingidamente condoído, a “não deixarmos o mundo nas mãos de quem para tudo faz contas e de quem para tudo desumaniza”. Ter-se-á esquecido da perseguição que instaurou aos professores alterando o Regime de Mobilidade por Doença e das consequências daí advenientes? Nesse sentido, leia-se o artigo do Professor Santana Castilho (Público, 12/10/2022) e compreender-se-á o grau de hipocrisia de políticos como João Costa, numa actuação que apregoa invariavelmente os “direitos humanos” e o “bem público”.

 

No seu surpreendente discurso de dia 14 de Novembro p.p., repleto de frases vazias ou absurdas como a que transcrevemos – “A escolha das humanidades não precisa de justificação, da mesma maneira que a escolha pela poesia, pela literatura e pela arte não precisa de justificação” – lamentamos veementemente a triste sorte do Ensino entregue a gente deste calibre. Gente que pactuou com a sugestão de se retirar a Literatura dos programas de Português, tentando elevar a Linguística a matéria única e fazendo reinar o texto funcional; que pôs de parte, como sendo desmotivantes, os autores clássicos; que feriu o estudo dos que por conveniência tiveram de permanecer, somando-se decisões desastrosas como retirar da leitura de Os Lusíadas a “Dedicatória” porque, segundo colegas do Ministério, apoiando-se em argumentação APP, “os alunos faziam imensa confusão com o facto de Luís de Camões dedicar o poema ao rei D. Sebastião, narrando o poeta um evento acontecido no reinado de D. Manuel. Obrigá-los a decorar datas era desmotivante…” ou o episódio de “O Velho do Restelo” que, felizmente, grande número de professores continua a ler e a interpretar porque imprescindível para compreender o Humanismo, o mesmo Humanismo a que se refere o Ministro da Educação. Sem dúvida que é o Senhor Ministro “quem tem medo da democracia e da liberdade” e por isso também “dos escritores, dos poetas, da palavra e da arte”, palavras que igualmente proferiu no seu discurso. Explicar-lhe-ei mais em pormenor o porquê da minha afirmação.

 

Conhece certamente o teor dos exames ou das provas de aferição de Português, para adolescentes e crianças. Todos, sem excepção, superlativamente longos, repletos de páginas, a que se juntam diferentes textos para analisar, todos igualmente extensos, alguns dos quais com recurso a cruzinhas em que, por vezes, as várias hipóteses são puras ciladas. Junte-se-lhes uma avalancha estonteante de TLEBS e ainda a produção de textos. O senhor Ministro é contra os exames e eu sou a favor, mas eu sou totalmente crítica destas aberrações que impedem os alunos de tempo para pensar, de tempo para planear e organizar um texto escrito. A literatura e qualquer outra arte exige um diálogo com o que se lê, ouve ou olha e esse diálogo não pode ser impedido sob pena de se perder o contacto com o autor. Não será assim que se entusiasmará os alunos para a leitura e para a arte em geral. Na verdade, temos de “habitar” entre as linhas de um livro ou de uma pauta ou das cores. Porque adepto da rapidez, o senhor defende desde 2003 o funcional, se bem que inesperadamente na entrega deste prémio surja com um discurso enganador, mas tão facilmente desmontável. Dou-lhe conta de que não é com o funcional que “se formam cidadãos”, nem é com o funcional que se estimula a imaginação e a criatividade, sem as quais “não haveria evolução científica e tecnológica porque não haveria curiosidade”. (ainda António Damásio).

 

A segunda história incide sobre a Associação de Professores de Português (APP) e a iniciativa de levar a uma reunião do IAVE o que considera ser a penalização dos alunos brasileiros nos exames, pelo uso da sua variante do português. Sem querer entrar nesta questão, porque seria matéria para um artigo, e desconhecendo se no Brasil aceitam que os alunos portugueses escrevam segundo a norma portuguesa, questiono a APP a propósito da defesa da aberrante “unificação ortográfica” que o acordo de 1990 traria, permitindo que as várias lusofonias espalhadas pelo mundo finalmente “se entendessem”, como se anteriormente isso não acontecesse. Afinal, a APP terá de concluir, engolindo um imenso sapo, que o acordo trouxe apenas desentendimento, penalização e caos, evidenciando simultaneamente uma imensa falta de respeito pela “diversidade das diversas lusofonias como património de uma comunidade de estados soberanos unidos por uma raiz histórica comum […].”[4]

 

Por ironia do destino, a APP, desde sempre fiel aliada do Ministério da Educação, irá reencontrar um antigo colega de trabalho, o actual Ministro da Educação, João Costa, dado necessitar certamente do seu aval para a resolução do problema dos exames e dos alunos brasileiros. Dever-se-á salientar, no entanto, que a APP abraçou desde o início a imposição do acordo ortográfico, não tendo promovido um debate sério com os seus associados, que nas palavras da direcção eram metade a favor e metade contra. Além disso, promoveu inúmeras acções de formação para difusão e “ensino” do acordo ortográfico, dentro e fora do país, quando até julgara poder ser o mesmo compreendido “em algumas horas”. Já João Costa, enquanto sócio da APL e seu Presidente, acompanhou o parecer desfavorável da direcção, solicitado, em 2005, pelo Instituto Camões, e no qual se concluía: “1. Que seja de imediato suspenso o processo em curso, até uma reavaliação, em termos de política geral, linguística, cultural e educativa, das vantagens e custos da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990. 2. Que, a manter-se o texto actual do Acordo, Portugal não ratifique o Segundo Protocolo.” Este parecer, custará a acreditar, não foi divulgado pelo Instituto Camões (IC), e só em 2008 veio a público, porque a Direcção da APL em funções “manifestou a sua concordância com este parecer e, no exercício das suas competências enviou-o à Assembleia da República, por ocasião da Audição Parlamentar de 7 de Abril de 2008.” Mas será certo que a APP encontrará em João Costa um parceiro adequado, porque enquanto linguista já esqueceu o parecer da APL e a sua missão política não admite que recue na amnésia forçada.

 

A terceira e última história incide sobre o Mundial de Futebol, encharcado em corrupção, crueldade e aviltamento dos direitos humanos, situações que a comunicação social e os países ditos democráticos, entre os quais Portugal, têm vindo veementemente a criticar e a acusar. No entanto, por um qualquer golpe de magia, e porque na verdade está na sua natureza (justificaria o “escorpião”) são os mesmos (e não quero generalizar porque haverá honrosas excepções) que se enfureceram tanto contra esta e outras injustiças afins que agora, em tom grave e paternalista, anunciaram ir deslocar-se ao Qatar para assistir aos jogos de Portugal, com o argumento de irem representar o país. É preciso dizer-lhes que quem nos representa num estádio estrangeiro é a equipa, são os nossos jogadores. Prova-o o entusiasmo com que adeptos de diferentes continentes envergam camisolas do equipamento português, ou hasteiam bandeiras portuguesas, tendo como justificação “Cristiano Ronaldo, o melhor jogador do mundo!”. Não caiamos, pois, em patranhas: quando alguma figura institucional decide assistir a um jogo, fá-lo exclusivamente por prazer, pelo gosto que tem em ver jogar futebol e torcer pela sua equipa (e lembremos o rodopio de políticos em viagens pagas ao estrangeiro para assistir a jogos de futebol ou quem foi forçado a demitir-se, desvendado o irresistível charme que atrai o futebol à política e vice-versa).

 

A acentuar o “exotismo” do país, onde certamente estes “representantes da nação” nunca iriam, está o imperdível prazer da viagem na mira das inimagináveis boas-vindas que “a representação” lhes proporcionará. Eles têm disso consciência e eles são o Presidente da República, o Presidente da Assembleia da República e o Primeiro-Ministro, almas provincianas em procura de destaque e de colecção de “selfies” e histórias para contar. Causam igualmente dó e alguma repulsa o teor das justificações apresentadas, colidindo estas com as de outros países que politicamente não estarão presentes neste Mundial. Nesse sentido, Marcelo Rebelo de Sousa, Augusto Santos Silva e António Costa envergonham-nos. Digamos, usando as palavras de Séneca que “não são advogados à altura…

 

Talvez o único bem deste mundial possa surgir da diversidade de povos e culturas que aí se juntam, resultando numa alegria que alguns jovens qataris entrevistados directamente testemunharam. Também os gestos que se têm vindo a manifestar, nos estádios, sejam os das equipas iraniana, inglesa ou alemã, sejam os das equipas dinamarquesa e belga que a FIFA proibiu, terão seguramente um qualquer efeito benéfico porque o Outro é, na verdade, essencial para um despertar. Neste momento, o Qatar, e usarei de novo as palavras de Walter Benjamin, é como um “bairro de proprietários” que ignora a “existência dos outros”.

 


[1] In Rua de Sentido Único e Infância em Berlim por volta de 1900, com introdução de Susan Sontag. Lisboa, Relógio D’Água, pág. 40

[2] Idem, pág. 177

[3] Idem, pág. 23

[4] António Emiliano, O Fim da Ortografia. Lisboa, Guimarães Editores,2008.

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:06

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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2022

«Comemorando a independência de Portugal no dia 5 de Outubro de 1143» - Um retrato trágico, mas muito fiel, do Portugal de antanho e hodierno

 

(Recebido via e-mail)

Uma excelente Lição de História, passada e actual, que devia ser ministrada nos Cursos Superiores das Universidades Portuguesas, e televisionada, mas não é permitido, e não é, porque políticos mal-intencionados baniram do Currículo Escolar o estudo da História, da Cultura e da Língua Portuguesas.

 

Trata-se de um texto lido, no Castelo de S. Jorge, pelo Oficial Piloto Aviador (na reforma), João José Brandão Ferreira, a propósito do dia 5 de Outubro de 1143 (Tratado de Zamora), como marco da independência de Portugal.

 

Isabel A. Ferreira

 

Castelo de São Jorge.jpg

Fonte da imagem: http://castelodesaojorge.pt/site/pt/planear-a-visita/

 

 

«Comemorando a independência de Portugal no dia 5 de Outubro de 1143»

 

Castelo de S. Jorge, Lisboa, 5 de Outubro de 2022

 

Bom dia a todos!

Começo por citar Fernando Pessoa, sobre Afonso Henriques, no seu poema “Mensagem”:

 

“Pai, foste Cavaleiro.

Hoje a vigília é nossa.

Dá-nos o exemplo inteiro

E a tua inteira força!

 

Dá, contra a hora em que, errada,

Novos infiéis vençam,

A bênção como espada,

A espada como bênção!”

 

 

Não é, sem uma ponta de emoção que aqui me encontro, dentro destas vetustas muralhas, ao lado da estátua da figura maior do país que somos - pois sem ele não existiríamos como povo autónomo e diferenciado - para falar da independência de Portugal, que teve no “nosso pai fundador” o seu maior esteio e na conquista de Lisboa, um dos principais actos da sua consolidação.

 

Comemoramos hoje, a nossa independência, na data do Tratado de Zamora ocorrido no já distante dia 5 de Outubro de 1143, em que Afonso Henriques obteve o reconhecimento “de jure” de Afonso VII, de Leão, libertando-o de qualquer vínculo de suserania de que aquele já gozava “de facto”, reconhecendo implicitamente que o território do Condado Portucalense e suas populações eram agora soberanas debaixo do ceptro de quem já se intitulava “Rex Portucalensis” - Rei dos Portugueses. Neste encontro de Zamora, esteve presente o enviado do Papa - que era, ao tempo, a fonte do Direito Internacional para a Cristandade, Cardeal Guido de Vico, que intrigou, mas não se opôs.

 

Outras datas existem, em que a independência de Portugal pode e deve ser evocada – dado não haver uma data oficial, estabelecida para o efeito, o que não deixa de ser uma peculiaridade nacional (lembro que o dia 10 de Junho é o dia da morte do militar e poeta, Luís de Camões, comemorando-se o Dia de Portugal, mas não especificamente a sua independência) - como é o dia 25 de Julho de 1139, data da Batalha de Ourique, em que se estima que Afonso Henriques foi alçado por Rei (até então apenas usava o título de infante ou príncipe) pela sua hoste, à moda visigoda; ou a data de 23 de Maio de 1179, em que o Papa Alexandre III fez publicar a Bula “Manifestis Probatum”, onde finalmente, reconheceu a independência do Reino de Portugal, livre de qualquer vassalagem a não ser ao Papa e o título de Rei a Afonso Henriques. Finalmente também é de considerar a data do combate de S. Mamede, em 24 de Junho de 1128, que marca a separação “de facto”, mas não “de jure”, do Reino de Leão. A razão sendo a de que, só se reconhece algo que já existe...

 

 *****

 

Dirão alguns que não faz sentido evocar Zamora, pois já se comemora um outro 5 de Outubro, o de 1910, dia em que no dizer irónico e sarcástico, do jornalista Eduardo Schwalbach, “ao cabo de longos e porfiados esforços, os monárquicos acabaram de implantar a República em Portugal”.

 

Pois entre uma data e outra, a do Tratado de Zamora deve preferir, sem qualquer sombra de dúvida e a categoria de feriado - a haver - deveria mudar de título.

 

De facto, a data de 1143 é uma data nacional, aquela em que D. Afonso Henriques trouxe Portugal ao mundo, que traduz um bem maior - a independência - enquanto o ocorrido em 1910, tem a ver com regime político, com partidos, com ideologia. É uma data que divide, não une. Não é nacional.

 

Para além disso foi uma data aziaga e desgraçada, fundada num crime de regicídio e num golpe de estado revolucionário, que nada justificava. Para além disso foi um regime que nunca foi referendado, a não ser indirectamente, e muitos anos depois, aquando do plebiscito efectuado para aprovar a Constituição de 1933.

 

O 5 de Outubro teve consequências absolutamente nefastas, podendo os 16 anos da I República, serem considerados como um dos períodos mais anarquizados e malfadados, de toda a nossa História. Apesar de haver entre os defensores da República muitos vultos cheios das melhores intenções e acreditarem que daí adviriam dias melhores para o “Esplendor de Portugal”.

 

Ora o que interessa no final, em qualquer golpe de estado, ou revolução, são os resultados, muito mais que as intenções. Pois como diz sabiamente o nosso povo, “de boas intenções está o inferno cheio”…

 

Por isso, o 5 de Outubro de 1910, não deve ser esquecido e deve ser evocado no seu devido enquadramento, em benefício da memória colectiva; mas nunca ser comemorado como coisa boa para o país, muito menos ser distinguido com um feriado – que, aliás, há muito ninguém liga ou comemora.

 

Já passou suficiente tempo para melhor se discernirem as coisas, mas não há maneira de aprendermos.

 

 *****

 

A independência - que, no fundo, representa a nossa Liberdade e se funda na nossa vontade - tem duas componentes principais: a individualidade e a identidade.

 

No caso português, uma não sobreviverá sem a outra. E aplica-se a um povo e a um território que possui uma organização política há muito conhecida como “Estado”.

 

Não passou muito tempo para que, população, território, elites, religião, língua, costumes, e o constante batalhar para se preservar, tenha caldeado os habitantes numa matriz cultural forte e coesa, num destino comum. Daí nasceu a Nação Portuguesa, que se estima estar já bem consolidada ao tempo do Rei, Senhor D. Dinis. A construção do “estado” moderno desenvolveu-se com o preclaro Rei, Senhor D. João, o segundo deste nome, e assim se formou o Estado-Nação mais bem conseguido em todo o orbe.

 

Valores morais, religiosos e culturais, a aspiração a uma vivência debaixo de objectivos comuns a todos; o sofrimento e as alegrias passadas em conjunto, fez a Nação ultrapassar-se a si própria e transmutar-se num patamar superior: a Pátria Portuguesa.

 

Estes são os valores mais inestimáveis que temos e são valores que nos transcendem. Por isso nunca nos devemos deixar cair num estádio já descrito pelo grande Guerra Junqueiro, dizia ele: “Da mera comunhão de estômagos não resulta uma Pátria, resulta uma Pia”…

 

Lembro que o Estado-Nação é a fórmula política mais bem conseguida até hoje em termos de Ciência Política, e a que melhor defende os interesses nacionais. E se alguma dúvida houvesse, bastaria reflectir no que se está a passar actualmente na Ucrânia, em que este país luta desesperadamente para ter um estado dentro de uma Nação e o que isso representa para o moral das suas tropas, população e direcção política. Em contraponto ao que se passa do outro lado...

 

Tudo isto com países europeus à sua volta a desdenhar da sua condição de Estado-Nação (alguns precários), numa amálgama indisciplinada, debatendo-se numa União Europeia onde o “politicamente correcto” pretende caminhar para o federalismo, o que, a efectivar-se, representaria o desaparecimento de Portugal.

 

A talhe de foice, não quero deixar de dizer, que o fim da obrigatoriedade do serviço militar, em tempo de paz, deve ser considerado um “crime de lesa-pátria” …

 

 *****

 

De tudo o que disse decorre um corolário inevitável e absoluto, o de se concluir que a defesa da nossa identidade e individualidade, isto é, a defesa da nossa independência soberana, representa o “Objectivo Nacional Permanente Histórico, principal, de todos os tempos e por isso fundamental.

 

E tal não pode, nem deve ser posto em causa por qualquer regime, sistema político, governo, ideologia, doutrina ou religião.

 

Por isso, aquilo que se passar a nível dos órgãos de soberania; demais órgãos do Estado (com Instituição Militar e Diplomacia, à cabeça); autarquias; instituições nacionais e população em geral, deve ter sempre este princípio em mente, sob pena de um infractor dever ser posto a ferros, ou expulso do país!

 

O conceito de Independência é algo exclusivo, não é inclusivo; com a independência não se brinca, com a Independência não se joga. A Independência exige sacrifícios.

 

Para preservar a nossa independência e soberania, devemos saber antecipar e identificar as “ameaças” que, em cada momento, podem impender sobre o país, logo, sobre nós.

 

Ora, hoje em dia acastelaram-se sobre a nossa individualidade e identidade, como Nação - um termo aparentemente abolido do nosso léxico político e social - um conjunto assustador de vulnerabilidades e ameaças, tanto de âmbito interno como externo, sobre cujas origens e causas não vou dissertar. Mas entendo que devo apontar as principais que o discurso feito, até agora, carreia e faz adivinhar.

 

A primeira das quais é justamente o facto de a população andar “anestesiada” não se apercebendo dos perigos que corre, pois nada no discurso político sobressai sobre essas ameaças como tal (antes pelo contrário), o que é corroborado pela passividade bovina da generalidade da comunicação social (quando não as escamoteia) e das instituições nacionais, “que aos costumes dizem nada”.

 

Segue-se o suicídio colectivo, uma verdadeira eutanásia de proporções gigantescas em que estamos postos. Este “suicídio” tem duas vertentes principais: uma vertente demográfica e outra política e cultural. Os seus meandros são complexos, variados, já duram há muito tempo e os seus efeitos são multiplicadores e cumulativos.

 

Damos alguns exemplos: a demografia é fortemente negativa, incapaz de renovar as gerações e já o é por cerca de 40 anos. A população está em declínio acentuado e muito envelhecida.

 

O problema tem sido camuflado pelo nascimento, de cada vez maior número de filhos de estrangeiros, naturalizados ou não, e por causa da bandalheira da atribuição da nacionalidade. Só na última década foi atribuída, anualmente, a cerca de 80.000 “cidadãos do mundo”, que entram por aqui adentro como cão por vinha vindimada.

 

A lei da nacionalidade é irracional, facilitista e desagregadora do todo nacional, além de ser facilmente corrompida como os recentes casos da malfadada “lei dos Sefarditas” tão bem ilustra.

 

Não é o único caso.

 

Mas aos negros das antigas províncias ultramarinas, que já possuíam a nacionalidade portuguesa (pois todos eram portugueses), e até àqueles que tinham combatido nas fileiras das Forças Armadas Portuguesas, essa nacionalidade foi-lhes negada até hoje. Uma atitude infamante e que nos infama! Mas para “Mamadus e Abranovitches”, não há qualquer peia…

 

Os vistos “gold” representam, por seu lado, a prostituição da nacionalidade ... A imigração, ou seja, os que vêm para cá, está imparável, parece uma torneira aberta e avariada. Idem para a migração, refugiados, etc.; trabalho ilegal, descontrolo do “Espaço Schengen”, exploração de trabalhadores e campo aberto para a actuação de máfias internacionais, é o que se queira. Tudo agravado pelo inenarrável Pacto de Marraquexe, assinado em 2018, pelo governo português sem que o assunto tenha sido conhecido ou discutido, no nosso país. Um erro assaz deplorável.

 

E se aquando das chamadas “descolonizações”, o objectivo principal nada tinha a ver com “autodeterminação dos povos”, mas sim com substituição de soberanias, o Pacto de Marraquexe (e outras acções) nada tem de filantropo ou humanitário, mas visam a substituição de populações, o esbatimento das fronteiras e o fim das nações.

 

Por sua vez, a emigração, ou seja, os nacionais que de cá saem, também não pára de aumentar, vai nos 100 mil por ano, e dos mais qualificados. E agora já não há as desculpas esfarrapadas da “Ditadura”; do “Fascismo” ou da “guerra dita colonial”, para o justificar...

 

Por outro lado, há um número cada vez maior de europeus (agora também dos EUA e do Brasil) que vêm para cá viver da sua reforma. Uns por causa do sol, da comida e do bom acolhimento; outros para fugirem aos impostos dos seus países e ainda outros, em percentagem crescente, porque não estão para viver nos seus países rodeados de gente que lhes é estranha em termos de raça, cultura, religião e que não se querem integrar nas sociedades locais, causando insegurança crescente.

 

O Algarve, por exemplo, já tem mais residentes estrangeiros do que indígenas. Não estou a falar de turistas que são outra realidade e que também já são demasiados. Ou seja, parece difícil e muito problemático caberem cá todos...

 

A insanidade é total!

 

A prosseguirmos nesta senda, iremos ficar a breve trecho, sem matriz cultural própria e desapareceremos como comunidade individualizada. E ao contrário do que diariamente a maioria da lavagem ao cérebro nos martela, nós não somos todos iguais, somos todos diferentes…

 

Isto não tem nada a ver com racismo, nem xenofobia, nem com nacionalismo exacerbado, tão pouco como falta de “humanismo”. Tem apenas a ver com bom senso e... sobrevivência. Espero ter ilustrado o ponto.

 

 Por seu turno, temos que os sucessivos governos ditos portugueses, têm alienado cada vez mais pedaços de soberania para Bruxelas; vendem empresas estratégicas nacionais para resolver problemas de tesouraria ou realizarem negócios chorudos; deixam que se aliene cada vez maiores pedaços de terreno para mãos estrangeiras, sem qualquer salvaguarda, etc. (um dia destes não teremos um quilómetro quadrado de espaço em mãos nacionais).

 

Tudo isto acompanhado de um Relativismo Moral que ultrapassa em muito o declínio moral e ético, que foram a causa do colapso de civilizações antigas, com a agravante de que o actual estado de coisas tem subvertido a célula fundamental da Nação que é a família, os valores sociais e religiosos e a própria ordem natural das coisas, dos homens e do Universo.

 

Uma palavra para as finanças do País.

 

É que por detrás da carapaça do euro (que pode ruir a qualquer momento) o País está falido. A maior parte das empresas estão falidas, ou em vias de, se atentarmos no balancete; idem para as famílias; a Segurança Social e o Serviço Nacional de Saúde estão falidos; a maioria das autarquias está falida; os bancos estão falidos e para que não abram falência, às claras, injectam-lhes o dinheiro dos contribuintes.

 

Desde 1974, o País já teve três bancarrotas e o fulcro do sistema financeiro viveu basicamente, desde então, de especulação, muito empréstimo, “engenharia financeira” e demagogia. A falência do país está envolvida numa dívida, pública e privada - que alguns dizem impagável - que é, à data de hoje, a 12º maior do mundo, tendo em conta o nosso Produto Interno Bruto e a capacidade de produzir riqueza. Esta dívida global (excluindo a financeira) ronda hoje os 732.000 milhões de euros, mais de três vezes o PIB, que era em 2020, de 231.3 milhões de dólares.

 

Toda a gente sabe disto, mas ninguém quer tirar daqui qualquer conclusão e consequência razoável. Apetece perguntar: na frase “o país está falido”, quais são os termos que não entendem?

 

Vive-se em estado de negação.

Ora sem equilíbrio orçamental e finanças saudáveis, ninguém pode reclamar o estatuto de independente, nem pode andar de cabeça levantada. Por isso a nossa posição normal é a de cócoras e de mão estendida. É o estado em que estamos e a que chegámos.

 

O que foi referido é fruto do sistema político de que somos servidos, que se tem revelado medíocre e de funcionamento medíocre. Chamam-lhe “Estado de Direito Democrático”, mas é apenas uma falácia que há muito não consegue esconder a realidade. Além disso tem-se revelado completamente permeável à influência de organizações internacionalistas, de “homens sem rosto”, chamemos-lhe assim. É outra ameaça à independência. E grave.

 

De resto, temos que considerar as ameaças externas que nos acompanharam ao longo da História e que estão sempre mais ou menos latentes, a que temos que acrescentar a dos inimigos da OTAN, organização de que fazemos parte desde a sua fundação. Que ontem eram uns e hoje já são outros.

 

Não se pode participar em organizações de Defesa e depois não sofrer as consequências ou participar conforme as exigências ditarem. Do mesmo modo é necessário ter em conta a chamada “Globalização”, que tenta passar a ferro todas as soberanias.

 

Restam as Forças Armadas, que estão a chegar - no conjunto das suas vertentes - ao estado em que estavam em 1926, ou seja, ao quase zero naval, terrestre e aéreo (e nem me atrevo a falar no Moral). E se naquele ano ainda havia vontade política para as recuperar, hoje essa vontade política é de as extinguir. Não estou a exagerar.

 

Fico por aqui.

 

 *****

 

É importante, pois, comemorarmos e exaltarmos a independência do nosso país, mas mais importante é dar-lhe substância, provê-la de amarras e reforçar-lhe os esteios.

 

Não é isso que se tem feito.

A independência não está garantida; nunca está garantida. Os países, os povos, as civilizações não são eternos, nem está escrito em lado nenhum, que o tenham que ser. E muitos desapareceram ao longo da História.

 

A Independência tem que ser alimentada de querer e protegida de ameaças. Como disse o poeta, a vigília agora, é nossa. Devemos ser merecedores de Afonso I e do seu Estandarte, e estar à altura desse desafio. Não se pode continuar a cometer erros capitais, aceitar ingenuidades ou tolerar apostasias por mais democráticas, que se apresentem. E as responsabilidades têm de ser apuradas e ter consequências.

 

Portugal está doente e ferido de corpo e de alma, mas Portugal ainda vale a pena.

 

Aqui deixo o alerta. Aqui fica o repto.

 

João José Brandão Ferreira

Oficial Piloto Aviador (Ref.)

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:25

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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2022

«Bicadas do meu Aparo»: “Fado, Futebol e Fátima”, por Artur Soares

 

«Já jovem e a querer dizer “eu também sou gente”, certo dia à mesa do café, um amigo mais velho, sabedor, afirmou que o nosso país era “a terra dos três efes” e que a nossa terra era “a terra dos três pês”. Aí, pude dizer-lhe que o povo tinha aumentado de três para cinco pês».

 

Portugal - Fado.png

Fonte da imagem: https://elvasnews.pt/portugal-do-fado-fatima-e-futebol/

 

 Quanto aos efes nacionais, Fado, Futebol e Fátima, não senti nesse momento necessidade de interpelar o amigo/sabedor, mas ao longo dos tempos aprendi que Fado era a canção nacional popular e que testemunhava sentimento de tristeza, de abatimento por ausências da terra, de pessoas, de coisas e pelo que se foi perdendo. Isto, é nostalgia.

 

Quanto ao futebol, sempre entendi que era prazer/diversão das gentes. Quem não recorda o futebol das crianças nos caminhos, com bolas feitas de trapos com a mistura de papéis velhos ou de jornais? Quem nunca jogou futebol deste género? Mas o futebol profissionalizou-se. Industrializou-se, movimenta milhões de pessoas e de dinheiros, gera violências e pode dizer-se: o futebol deste século é uma guerra entre os povos do mundo, só que, sem armas e sem derramamento de sangue.

 

Quanto a Fátima, dos três efes que cognominam Portugal, o caso é diferente. O Fado alivia o coração de quem o canta e ouve; o futebol cria corrupção e guerras sem armamentos. Fátima é paz. É a espiritualidade dos que têm fé na Trindade Santa e naquela que existe entre os “TRÊS”: A Mãe de Cristo.

 

Todo este intróito, paciente leitor, para o colocar a reflectir no seguinte: Qual dos três efes – Fado, Futebol e Fátima – a Comunicação Social gasta mais tempo e mais dinheiro? O fado encontra-se nas vielas de Lisboa, do Porto e nalgumas localidades do país. As televisões e jornais não perdem tempo com isso.

 

Fátima tem canais próprios de televisão e de jornais, mas só vai/vê Fátima quem quer, e as televisões a quem pagamos forte e feio, muito pouco falam do Altar do Mundo. Já o Futebol, é um massacre televisivo, diariamente e durante as horas de cada dia. O país é fustigado com opiniões venenosas, com guerras e incitamentos, violência, rebaixamento dos outros, mentira organizada e acções na sombra, onde tais enguias se movimentam. O futebol actual é bosta! Gosto de futebol sério, praticado por atletas e não por gladiadores na arena. Mas as televisões stressam o povo, adoecem-no!

 

Tivemos os mortos nos fogos de 2017 e as televisões apenas mostravam desgraças e repetidas mais de vinte vezes por dia. Tivemos a covid-19 e o país parou. Papagaios comentavam, ministros mostravam-se, “especialistas” digladiavam-se para aparecerem nas televisões, aconselhando cuidados quase impossíveis de se praticarem, chegando aos pontos de indicarem o isolamento individual ou o viver como as toupeiras: escondidos.

 

Tivemos/temos a invasão da Rússia à Ucrânia, a todas as horas do dia e com as respectivas imagens-de-choque e, as nossas televisões, esquecendo os problemas nacionais e as actualidades da vida social, conspurcaram (e continuam) as mentes do povo: povo sossegado, simples e amigos da paz.

 

Também neste verão de 2022, todos os canais de televisão, fecharam para os graves problemas que o país atravessa. Esqueceram Pedrógão, os coronavirados e sobre a Rússia/Ucrânia suavizaram nas notícias. Não falaram do podre serviço nacional de saúde, que não tem quem o aplique, quem o organize em prol daqueles que pagam o monstro: nós. Não falaram do estado de côma do ministério da educação, quanto a um ensino eficiente, acessível a todos os portugueses e pouco falaram dos professores em falta para ensinar os nossos filhos ou netos, que nem uma conta de dividir sabem fazer.

 

Também neste verão de 2022, as televisões mostraram fogos, vítimas, bombeiros-em-acção, desgraças, inocentes e culpados. Tivemos a morte da rainha Isabel II de Inglaterra, novamente o país - para as televisões - voltou a parar. Foram onze dias de monarquia, de honras e do luto dos ingleses: tornou-se numa telenovela infindável. O país parou, o povo teve de engolir e sempre obrigado a estará à mercê do que há-de vir.

 

Tudo isto, são as televisões de Portugal, mas não o Portugal das televisões. Por muito que as raposas, os manipuladores e certas políticas o recusem, Portugal é o país da Amália Rodrigues, do C. Ronaldo/Eusébio e da Mãe de Deus. Logo, os três efes acusatórios de fado, futebol e Fátima, estão desactualizados.»

 

(O autor não segue o acordo ortográfico de 1990).

 

Artur Soares

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:08

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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2022

A Rainha Elisabeth II morreu. O Povo britânico chora. E não choramos por quem não merece as nossas lágrimas, nem o mundo homenageia tiranos ou governantes sem Sentido de Estado

 

In Memoriam Elisabeth II , Queen of the United Kingdom.

 

Morreu ontem, 08 de Setembro de 2022, no Castelo de Balmoral (Escócia), aos 96 anos, A RAINHA que durante 70 anos serviu o seu Povo, conforme o prometido, aquando do Juramento da Coroação, durasse o tempo que durasse o seu reinado.

 

Aquando da primeira visita de Elisabeth II a Portugal, em 18 de Fevereiro de 1957, dia em que a minha Mãe celebrava os seus 33 anos, estávamos em Lisboa, e vi o rosto da Rainha, pela primeira vez, a passar num carro preto, e a acenar ao Povo, e a imagem que vi, naquele dia, deslumbrou-me, e até hoje a retenho na memória, porque olhei para a Rainha e depois para a minha Mãe e as semelhanças eram tantas, que me pareceu que era a minha Mãe que ia dentro daquele carro.

 

Desde esse dia, todas as vezes que eu via a imagem da Rainha, na televisão, via a minha Mãe. Quando a perdi, e olhando agora para as reportagens da Rainha quando jovem, revejo nela a minha Mãe. E perdê-la, hoje, foi como perder a minha Mãe duas vezes.

 

Quenn Elisabeth II.jpg

Fonte da imagem: https://www.bbc.com/news/uk-61585886

 

A Rainha subiu ao trono com 25 anos de idade, depois da morte de Jorge VI, seu pai, em 06 de Fevereiro de 1952, mas só foi proclamada rainha do Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Paquistão e Ceilão (hoje Sri Lanka), em 08 de Fevereiro, desse mesmo ano.  

 

A coroação só ocorreu em 02 de Junho de 1953, na Abadia de Westminster, em Londres, devido à tradição de guardar o luto, pela morte do monarca anterior.

 

Coroação de Isabel II - 1.png

 

A Rainha Elisabeth II, no dia da sua coroação, com Philip, Duque de Edinburgh, nascido Fhilip da Grécia e Dinamarca, marido da rainha e Príncipe Consorte do Reino Unido, da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e dos reinos da Comunidade das Nações de 1952 até sua morte em 09 de Abril de 2021, no Castelo de Windsor, no Reino Unido

Fonte da imagem: http://imagens.publico.pt/imagens.aspx/417937?tp=KM&w=620

 

Foram 70 anos de um reinado exercido com dignidade, com sobriedade e com um Sentido de Estado irrepreensível, algo que, geralmente, não vemos em quem jura defender as Constituições das Repúblicas e servir os países e os Povos que dizem representar, e, depois, já com as rédeas do Poder na mão, dão o dito pelo não dito, e o que juraram é simplesmente ignorado, como se nunca tivesse sido jurado. A isto chama-se NÃO ter dignidade nem Sentido de Estado, e ser-se aldrabão. Conheço alguns.


A Rainha Elizabeth II tinha defeitos? Tinha. (*)

 

Elizabeth Alexandra Mary nasceu em 21 de Abril de 1926, em Londres, na residência do duque e da duquesa de York, os futuros rei George VI e rainha Elizabeth.  

 

Em 12 de Dezembro de 1936, Elisabeth (II), ainda menina, torna-se herdeira da coroa britânica, quando o seu pai chega ao trono depois da abdicação do seu tio Eduardo VIII, que renunciou ao trono para casar com Wallis Simpson, norte-americana e divorciada, o que o impedia de continuar a ser Rei.

 

O seu primeiro compromisso público, ainda como princesa, ocorreu no dia em que completou 16 anos, quando passou revista à guarda no Castelo de Windsor, em 21 de Abril de 1942.  

 

Casamento de Isabel II - 1.png

Rainha Elizabeth II, no seu casamento com o príncipe Philip (Foto: Getty Images)

 

Em 20 de Novembro de 1947, Elisabeth casa-se com o príncipe Fhilip da Grécia e Dinamarca, que abdica desses títulos, para poder casar-se.

 

O nascimento do primeiro filho do casal, o príncipe Charles, herdeiro ao trono, ocorre em 14 de Novembro de 1948. Do casal nascerão mais três filhos: Anne, Princesa Real (1950); Príncipe Andrew, Duque de York (1960), e Príncipe Edward, Conde de Wessex (1964).

 Em 1977, Elisabeth II celebra o seu Jubileu de Prata (25 anos no trono).  

 

O ano de 1992 é um “annus horribilis” para a Rainha, conforme o recorda no seu discurso de Natal. Três dos seus filhos divorciam-se e um incêndio destrói uma ala do Castelo de Windsor.

 

Em 31 de Agosto de 1997, morre Diana, Princesa de Wales, num brutal acidente de automóvel, em Paris, e a rainha é criticada por se ter recolhido em Balmoral, com os netos William e Harry, atitude que contrastou com a visível perturbação dos britânicos, que ficaram em choque, com esta tragédia.

 

Em 09 de Fevereiro 2002 morre a sua irmã Margaret, Condessa de Snowdon, irmã da Rainha, e pouco tempo depois, em 30 de Março, morre a sua mãe, a rainha-mãe, aos 101 anos.

 

Em Junho de 2012, comemorou-se durante quatro dias, com grandes festividades, o Jubileu de Diamante (60 anos de reinado) da Rainha.

 

Em 31 de Janeiro de 2020, o Reino Unido abandona a União Europeia (UE) e concretiza o polémico ‘Brexit’, que dividiu os britânicos.

 

Em 09 de Abril de 2021, morre o príncipe Fhilip, aos 99 anos, o amor da vida da monarca.

 

Que descanse agora em paz, aquela que, em vida, não teve descanso, para que pudesse honrar a promessa que fez, no Juramento da Coroação, de servir com dignidade o seu Povo.


Long live King Charles III!

 

(*) Elizabeth II, como qualquer outro ser humano não era perfeita. Adorava os seus Cães e dizia que adorava Cavalos. Porém, as corridas de Cavalos era o seu desporto favorito. Saberia a Rainha que os Cavalos sofrem horrores quando os arreiam e lhes metem na boca aqueles ferros com serrilhas, que lhes cortam a garganta, e a dor que sofrem é igual à dor que sofreria um homem na mesma circunstância? Se amas os Cavalos não os montes. 

Permitir a Caça, onde animais indefesos são mortos de surpresa, sem direito a defenderem-se, no seu próprio habitat, é uma cobardia. A caça e as corridas de Cavalos eram os principais defeitos da Rainha. Saberia ela porquê?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:15

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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2022

Que vergonha Senhora Dona Isabel, Duquesa de Bragança! Pensávamos que os membros da família real portuguesa já tinham evoluído. Afinal, continuam na Idade Média!

 

É sempre triste comprovar que Portugal não avança para o Século XXI d.C., devido a leis retrógradas avalizadas por gente retrógrada, que ainda permite que a barbárie continue a sujar e a enxovalhar um País que quase nada tem que se aproveite.



Esta “corrida real” surpreendeu a todos, depois de um interregno.

 

O que faria ressuscitar a barbárie no seio de uma família que devia dar o BOM exemplo de educação, de civilização, de ética, de evolução? Que tipo de civilidade o casal real está a passar aos seus filhos?

 

Misturam-se com a ralé tauromáquica? Bem sabemos que a tauromaquia sempre fez parte dos “divertimentos” da inculta realeza espanhola, e foi introduzida em Portugal por Filipe II de Espanha, I de Portugal, em 1581, o qual tinha uma grande TARA por práticas cruéis, não só pela tortura de Touros, como gostava de assistir aos autos de fé, e delirava com o atroz sofrimento de pessoas inocentes, nas fogueiras da Inquisição. E fazia isto para se entreter.

 

Até essa data fatídica de 1581, a monarquia portuguesa não se entretinha a ver torturar Touros, uma prática bárbara, cruel, violenta, desumana, a que apenas gente sem um pingo de empatia e, diga-se em abono da verdade, muito ignorante, assistia, sendo algo condizente com a ralé com a qual a realeza não gostava de se misturar, por isso faziam “touradas reais”.

 

Porém, as touradas já foram proibidas em Portugal, no Reinado de Dona Maria II, em 1836, através de um decreto assinado por Passos Manuel, secretário de Estados dos Negócios do Reino, onde os “espectáculos” tauromáquicos eram considerados "um divertimento bárbaro e impróprio de Nações civilizadas".


Pois é. Em 2022, as touradas continuam a ser um divertimento bárbaro e impróprio de nações civilizadas. A lucidez de Dona Maria II, no entanto, não foi tida em conta, e da lucidez passou-se às trevas, em pouco tempo, porque, em Portugal o povo culto e esclarecido, apesar de não ser uma minoria, NÃO tem força suficiente para destruir as paredes de betão armado da ESTUPIDEZ, que se ergueram ali para os lados de São Bento.

 

Bem podia a Senhora Dona Isabel, Duquesa de Bragança (como fica mal na imagem, ao lado de algo que envergonha as pedras das calçadas de Lisboa!) seguir as ideias avançadas de Dona Maria II e contribuir para catapultar Portugal, para o século XXI d.C., dando o BOM exemplo, considerando as touradas “um divertimento bárbaro e impróprio de Nações civilizadas”.



A Dona Isabel de Herédia não tem divertimentos mais civilizados para frequentar em Lisboa? Talvez não tenha.

 

Lisboa NÃO tem uma Casa Da Ópera, mas tem um campo pequeno,  onde se torturam Touros, animais sencientes, para divertir gente sem um pingo de empatia, gente sádica, gente sem ética.

 

A imagem que aqui deixo é absolutamente DEPRIMENTE, e diz do atraso civilizacional em que Portugal ainda está mergulhado, com uma capital troglodita (Lisboa, quem diria!!!!), e uma família real que ainda não saiu da Idade Média, uma vez que sabemos que a origem das touradas remonta à época medieval, em Espanha, havendo registos desses eventos trogloditas   no século XII, normalmente para comemorações das família reais.


Mas essa época ficou muito lá para trás. Na Espanha, cada vez mais, as touradas são rejeitadas. Em Portugal, o público escasseia, tendo-se andado por aí a torturar Touros para cadeiras vazias.

 

Mas em São Bento, onde a LUZ da civilização não consegue entrar, predominam as trevas, e a esmagadora maioria dos deputados da Nação celebra com os membros da família real portuguesa a barbárie de origem espanhola, que se implantou em Portugal, com um rei que se divertia a ver arder pessoas nas fogueiras da Inquisição.

 

Quanta miséria moral, social e cultural para aqui vai!!!!!!

 

Isabel A. Ferreira

 

QUE VERGONHA.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:18

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Quinta-feira, 28 de Abril de 2022

«O melhor restaurante de Lisboa»

 

Uma recomendação que me chegou via e-mail.

 

«Quando for a Lisboa, aproveite para almoçar bem e barato e, sobretudo, para conhecer talvez a principal causa da decadência do povo da Lusitânia.»

 

Restaurante.jpg

 

ENTRADA:

Caviar beluga - 1 €

 

EMENTA:

Gambas, Camarão tigre, Lavagante, Sapateira, Queijo da Serra, Presunto de Barrancos, Garoupa e Bife do Lombo - Vinho:

Palácio da Bacalhoa - 3€

 

BEBIDAS

Mini - 0,10€

Vodka Eristoff - 1,50€

Gin Bombay Sapphire - 1,65€

Whisky Famous Grouse - 2€

1 garrafa de champanhe Krug - 3 €

 

Café - 0,05€ (não, não é engano, são mesmo 5 cêntimos)

 

MORADA

 Palácio de S. Bento (Assembleia da República)

1249-068 LISBOA

CONTACTO: Tel: 21 391 9000

 

E a vilanagem não se farta!

 

***

A ser verdade, percebe-se por que há tantos pelintras a candidatarem-se para frequentar este restaurante! 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:01

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Terça-feira, 26 de Abril de 2022

«Bicadas do meu aparo: Polícia política portuguesa», por Artur Soares

 

«No mês de Junho de 2021, o país ouviu e leu que a Câmara Municipal de Lisboa tinha enviado dados pessoais, para a Embaixada da Rússia em Lisboa, de manifestantes russos, porque não Putinnistas, isto é, porque defensores da democracia e dos direitos humanos a serem praticados no seu país.

 

Feita uma auditoria aos serviços camarários, concluiu-se que mais dados pessoais tinham sido enviados a outras Embaixadas, devido a protestos verificados em Lisboa. Pelo que, a estes polícias políticos nos serviços camarários da capital, chamaram-lhe então o caso Russiagate.

 

O Russiagate foi anunciado em plena campanha eleitoral das eleições para as Autarquias locais de 2021, onde o presidente da Câmara era, como se sabe, o dr. Fernando Medina, que se recandidatava. Carlos Moedas do PSD, opositor a Medina, ganhou-lhe as eleições. O presidente da República, Marcelo R. de Sousa, ao ter conhecimento do caso, considerou-o “efectivamente lamentável” e Carlos Moedas em plena campanha pediu a demissão de Medina, pela polícia política interna – sob a sua liderança – ter fornecido dados pessoais de manifestantes estrangeiros, como os antigos bufos forneciam nomes à antiga p.i.d.e. de Salazar.

 

PCP ausente.png

 

Vive o Mundo inteiro, a guerra na Ucrânia iniciada por Putin, da Rússia. Presentemente a Ucrânia está a transformar-se no maior palco de uma guerra criminosa, onde a Rússia parece não querer desarmar: matam-se ucranianos a qualquer hora do dia e não se importa Putin onde caem as suas bombas: é tudo para devastar, é tudo para ser carne para açougues, melhor, carne para abutres ou para valas colectivas.

 

Porque esta é a realidade de um tempo que parece parado, vários países da Europa e não só, enxotaram – porque não aceitam a guerra na Ucrânia – os embaixadores russos a quem chamaram de personas non gratas. Portugal, copiando as atitudes de condenação dos outros países à guerra que se vive, expulsou dez funcionários russos, argumentando que são pessoas “contrárias à segurança nacional” e a nota governamental acrescenta que - ao expulsar os servidores de Putin – “reitera a condenação, firme e veemente, da agressão russa em território ucraniano”.

 

Ora o sr. dr. Fernando Medina, então presidente da Câmara de Lisboa, por amizade política a Putin, pois mandava-lhe para a Embaixada russa os dados pessoais dos seus opositores em Lisboa. Sendo amigo político de Putin, ou então seu servidor ou então seu assalariado, não conheceria Medina, o seu partido e o seu Governo quem era esse polícia do KGB, homem que tem vindo há mais de uma dezena de anos a contrariar a nova política da Rússia, iniciada por Mikhail Gorbachev?

 

Onde está a coerência política, o saber ou o sentido de estadista de Fernando Medina em Junho de 2021, e agora ministro do Estado português que concorda com a expulsão dos seus “amigos”, ou dos seus “donos”, russos?

 

Pertencemos, no momento que passa, a um Mundo onde a toxicose da política manda, mata e se marimba para valores, cultura, usos e costumes. Manda no cidadão toda a merda transformada em bifes, desde que esteja em causa a obtenção de dinheiro e de poder. Os ditadores do Mundo dão – sempre procuraram dar – em vez de pão, pedras e granadas e, em vez de peixe, ódio e armas. São a antítese do bem, são os que matam o milagre dos cinco pães de cevada e dos peixes, anunciado nas salas do cristianismo.

 

Busca-se a paz e toda a Europa fala na paz que Putin não quer, odeia. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenskii, solicita à Europa que trabalhem e que lutem pela paz. Pede auxílios, dá sugestões e parece, na verdade, que se podia fazer mais pela paz e pela Ucrânia, onde o genocídio é o aroma que este país e este povo, respiram.

 

Portugal, por sugestão do partido PAN e por convite do presidente Marcelo e do presidente da Assembleia da República, convidaram o presidente Zelenskii da Ucrânia a discursar na AR. O dirigente ucraniano já informou que aceita falar, dirigindo-se aos deputados portugueses.

 

Pois este convite, este acolhimento, este testemunho de que Portugal está com o povo ucraniano e desejado pelos deputados portugueses, só teve um “senão”: o Partido Comunista Português, opôs-se a tal convite, condenou o convite e afirmou que a “Assembleia da República portuguesa não deve contribuir para o conflito”. O PCP, partido defensor de Josef Stalin e de Lenine, que foram causadores de várias dezenas de milhões de mortos para implantarem o comunismo, continua como nasceram: defensores dos genocídios até à obtenção do poder. Nem Álvaro Cunhal aceitou seguir Mikhail Gorbachev, nem Jerónimo de Sousa quer ouvir Zelenskii da Ucrânia.

 

Artur Soares

(O autor não segue o acordo ortográfico de 1990)»

 

(Nota: Volodymyr Zelensky falou ao Parlamento Português, depois deste texto ter sido escrito. E, de facto, o PCP não o quis ouvir na frente dos restantes deputados da Nação e dos Portugueses. Ouvi-o às escondidas, e depois veio opinar, diante dos microfones da comunicação social, pela boca da sua líder parlamentar, Paula Santos, que, sem se dar conta, enterrou o partido (que já estava enterrado até à cintura) até ao pescoço. A continuar assim, não tarda nada ficará completamente soterrado. – Isabel A. Ferreira)

O discurso de Zelenski, para Portugal, na íntegra:


 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:06

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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2022

Fiquei estupefacta quando li a notícia de que António Costa «elege como objectivo sair da cauda da Europa»…

 

E por que fiquei estupefacta, perguntarão os leitores?

 

António Costa.jpg

Origem da imagem: Internet


Muito simples: porque António Costa, finalmente, ADMITE que Portugal ESTÁ na cauda da Europa, como sempre se disse por aí, mas só ele não acreditava. Até agora foi um tal de encher a boca para dizer que tudo estava bem no Reino de Belém, e o senhor de Belém também sempre encheu a boca para dizer que «os portugueses são os melhores do mundo», quando tudo demonstrava que nem TODOS os portugueses são os melhores do mundo, e que nem tudo o que reluz é ouro, neste nosso pequeno país, que já foi grande e brilhante, e hoje em dia, além de ter perdido a sua identidade linguística, perdeu também a sua dignidade de País independente dos quereres estrangeiros.

 

Quem manda em Portugal?

 

Hoje, resta-nos uma bolha, onde gente conscienciosa, racional, inteligente, gente com mentes brilhantes, dentro e fora de Portugal, se distinguem pelo brilhantismo das suas acções, das suas profissões, do seu saber, da sua competência, dos seus valores humanos, fazendo tudo para não envergonhar o nosso passado e aqueles que tudo fizeram para que pudéssemos ser um Povo e ter um País.

 

Fora dessa bolha, reina uma mediocridade absolutamente inaceitável, porque há quem não tenha dignidade, e mantém Portugal na cauda da Europa, em quase, quase, quase tudo…  

 

E agora vem o Dr. António Costa dizer que «elege como objectivo sair da cauda da Europa», ele, que durante os seis anos do seu mandato, como primeiro-ministro, mais os seus INCOMPETENTES ministros, tudo fizeram para que rastejássemos na cauda da Europa, em matérias cruciais para o nosso desenvolvimento, como Nação livre, e por mais que fosse advertido, por aqueles que não são paus-mandados, nem bajuladores, nem servilistas, nem seguidistas, prevaleceu a política do eu posso, quero e mando, que, esperemos, seja abandonada, neste próximo governo, ainda que a maioria absoluta seja terreno fértil para a continuidade dessa política, que só tem prejudicado o nosso País.

Mas, lá diz o saber do Povo que mais vale tarde do que nunca.

 

António Costa acordaria da profunda sonolência em que se manteve nestes últimos seis anos?

Eu sempre fui como São Tomé: só acredito no que vejo. Aguardarei.



E para sairmos da cauda da Europa não está apenas em causa as actividades financeiro-económicas. Está muito mais. Há que ter brio, há que ter competência, há que ter honestidade, há que combater a CORRUPÇÃO, a ladroagem, a pobreza; há que fazer grandes reformas na Justiça (na qual ninguém já acredita), na Lei Eleitoral, no ENSINO, que anda por um chão de lama, começando por devolver aos alunos a sua Língua Materna, íntegra e intacta - a Língua Portuguesa, anulando o ILEGAL AO90; há que ABOLIR as práticas bárbaras tauromáquicas, que suja o nome de Portugal e põe-no na cauda da Europa (um país civilizado e culto, não se diverte a torturar seres vivos, que já não são considerados OBJECTOS); há que INVESTIR no Serviço Nacional de Saúde; há que INVESTIR na Cultura Culta, na Educação, no Ensino, para que não tenhamos um povo tanso e manso, servilista e seguidista, marionetes nas mãos dos políticos; há que ter comportamentos e políticas inteligentes para o ambiente, para o combate aos incêndios, para a Fauna e Flora de Portugal, para a Habitação; enfim, há que tomar Portugal por um TODO e não só por LISBOA.  

 

Ah! e outra coisa muito importante: há que aprender a falar e a escrever correCtamente o Português, para não envergonhar Portugal, porque é uma vergonha a linguagem dos políticos, que vão fazer discursos em Inglês correcto, mas quando se trata de falar Português é uma miséria franciscana, com a parolice do “todas e todos” e muitos outros erros de estilo, algo que é comum também aos repórteres televisivos, que parecem não ter sequer frequentado a escola básica, e tudo isto também nos põe  na cauda da Europa.

 

Doutor António Costa, louvo esta sua preocupação em retirar Portugal da cauda da Europa, mas terá muito, muito, muito que lhe dar, para que, já não direi, ficarmos no topo, mas pelo menos a meio da tabela, é que Roma e Pavia não se fizeram num dia, e levará o seu tempo, até que se concretize o tanto que se tem de mudar em Portugal, para que possamos acompanhar a civilização dos mais civilizados países da Europa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:42

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Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2022

Tortura de Touros em Mourão: uma vergonha para Portugal, um país que ainda NÃO saiu da Idade Média, porque os governantes portugueses hodiernos estão atolados nas trevas desse tempo

 

No passado dia 05, em Mourão (uma vilória portuguesa raiana, do distrito de Évora), durante o acto de tortura de seres vivos, vulgo tourada, realizado para divertir os sádicos, ávidos do sofrimento dos Touros, activistas do Grupo Internacional Vegan Strike Group, oriundos de Portugal, França e Holanda, interromperam a tourada.  

 

Esta foi a quarta vez que o Vegan Strike Group interrompeu uma tourada em Portugal. Em 2016 e 2019 este organismo de defesa dos direitos dos animais já o havia feito em Lisboa, e em 2018 em Albufeira.

Todos os que são EMPÁTICOS sabem que tourada é uma forma muito cruel de abuso animal. Por todo o mundo, mais de 250.000 Bovinos são torturados e mortos durante as touradas e suas variantes. Dezenas de milhares de Touros e outros animais também são gravemente abusados, feridos ou mortos nas festas de aldeia.

Em Portugal, os Touros não são mortos na arena, à excepção de Barrancos, onde, pela mão do falecido ex-presidente da República Jorge Sampaio, grande aficionado de Touradas, os Touros de morte foram introduzidos legalmente e são barbaramente mortos; e em Monsaraz, onde, apesar de proibido, os Touros são também barbaramente mortos, mas ILEGALMENTE.  

 

Os que não são mortos na arena, ficam várias horas em grande sofrimento, até serem levados para matadouros onde são mortos, também barbaramente.  

 

Aos Touros juntam-se os Cavalos, que são usados e abusados também barbaramente nas touradas, causando-lhes grande ansiedade e stress.   

 

 

Tourada em Mourão.jpg

 

O ser não-humano da esquerda foi torturado sob aplausos, na tourada da vilória de Mourão. Horas mais tarde, mataram-no barbaramente. O ser humano da direita e uma colega activista saltaram para a arena, durante a referida tourada, para pedirem o fim das touradas. Foram agredidos, e se, de facto, vivemos num país a sério, onde as agressões são punidas, os agressores podem vir a ser presos. A ver vamos como se comportam as autoridades.



Mas se vivêssemos num país a sério, civilizado e culto, esta prática bruta, boçal, violenta e cruel não teria lugar, e estes seres humanos que lutam por um mundo melhor, e os Touros e os Cavalos não seriam agredidos por seres desumanos brutamontes.



Fonte:
https://www.facebook.com/antitouradas/photos/a.215152191851685/5129947590372096/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:07

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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2022

A “Taula de Canvis”, ou como os primeiros banqueiros eram tratados quando roubavam o povo

 

Recebi este interessantíssimo texto via-email

E fica a pergunta: em Portugal, vamos começar por quem?

Vale a pena ler.

 

Taula de Canvis.jpeg

 

A ‘Taula de Canvis’

 

A Taula de Canvis (Tábua/Mesa de Câmbios) apareceu em Espanha, durante o reinado de Jaime I, o “Conquistador” (1213-1276). Esta foi a primeira instituição financeira (o precedente mais directo dos bancos públicos, mais tarde complementado com os bancos privados), que apareceu em diferentes cidades Espanholas, em resposta às necessidades geradas pelo aumento do comércio e viagens de longas distâncias, que ocorreram desde a Idade Média, tanto terrestres como marítimas, que ligavam os portos Mediterrânicos (Marselha, Génova, Veneza, Valência) com os portos europeus do Atlântico, do norte e sul da Europa (França, Inglaterra, Flandres, Escandinávia, Sevilha, Lisboa).

 

A legislação romana que regia este negócio foi então renovada, sendo estes alguns dos principais artigos desta legislação ‘bancária’.

 

Em 13 Fevereiro de 1300, foi estabelecido que qualquer banqueiro que declarasse falência ou bancarrota, seria humilhado perante todo o povo, por um acusador público e forçado a viver rigorosamente a pão e água até que devolvesse aos seus credores o valor total dos respectivos depósitos.

 

Em 16 de Maio de 1301, foi decidido que os banqueiros seriam obrigados a obter fianças e garantias de terceiros para poderem operar, e aqueles que assim não fizessem não seriam autorizados a estender a colcha (manta) sobre suas mesas (taulas) de trabalho (câmbios).

 

O objectivo desta legislação era mostrar a toda a população que esses banqueiros não eram tão confiáveis quanto os que usavam a colcha sobre a mesa, ou seja, que estavam suportados por garantias.

 

Qualquer banqueiro que quebrasse esta regra (por exemplo, que trabalhasse com a colcha sobre a mesa, mas sem terem a fiança de garantia) seria imediatamente considerado culpado de fraude.

 

No entanto, apesar desta lei, alguns banqueiros logo começaram a enganar os seus clientes.

 

Devido a estas situações de ilegalidade, em 14 de Agosto de 1321, foi estabelecido que os banqueiros que não cumprissem imediatamente com os seus compromissos, seriam declarados em bancarrota e se não pagassem as suas dívidas no prazo de um ano, cairiam em desgraça pública, a qual seria apregoada pelos acusadores públicos para todo o povo do reino.

 

Decorrido esse prazo de um ano, o banqueiro que continuasse em dívida para com os seus credores, seria imediatamente decapitado em frente da sua mesa (taula), e as suas propriedades seriam vendidas localmente para pagar aos seus credores.

 

Existem provas documentais de que esta lei foi aplicada algumas vezes.

 

Por exemplo, o banqueiro catalão Francesc Castelló foi decapitado em frente da sua mesa em 1360, em estrita conformidade e cumprimento desta lei.

 

E fica a pergunta: em Portugal, vamos começar por quem?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:08

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