Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2018

EM PORTUGAL EXISTE UMA LEI QUE PERMITE AOS PSICOPATAS TORTURAREM EM PÚBLICO UM SER VIVO

 

Como se isto por si só já não fosse uma anormalidade desmedida, existe ainda um regulamento tauromáquico,  que nos remete para um passado muito, muito remoto, caracterizado por uma descomunal ignorância, que pretende atirar areia aos olhos de quem os tem abertos para a modernidade.

 

 

Esta é a máscara da crueldade

 

Um destes dias ouvi um psiquiatra forense caracterizar um psicopata deste modo: uma criatura que não tem empatia pelo outro, pelo sofrimento do outro, e pior do que isso, sente um prazer mórbido com o sofrimento do outro.

 

Isto a propósito do psicopata inglês que assassinou brutalmente, cruelmente, com todos os requintes de malvadez (inclusive filmando os estertores de dor da vítima, enquanto a massacrava), um português que sofria de esquizofrenia “passiva”, isto é, um ser humano que não reagia agressivamente a coisa nenhuma.

 

Pois este “outro” pode ser um ser humano ou um ser não-humano. A psicopatia é a mesma.

 

Os psicopatas tauromáquicos (os que praticam, os que aplaudem, os que legislam e os que promovem e apoiam esta selvajaria) não têm empatia pelos seres vivos, nem pelo sofrimento atroz que se inflige aos seres vivos, e pior do que isso, sentem um prazer patológico com o sofrimento dos seres vivos torturados (neste caso os bovinos e os cavalos), excluídos do Reino Animal, não se sabe bem a que propósito.

 

Estes psicopatas tauromáquicos são portadores de uma desordem de personalidade, caracterizada por um comportamento anti-social, uma diminuição da capacidade de sentir empatia/remorso e um baixo controlo comportamental. E estão-se nas tintas para a dor dos outros. São extremamente egoistas. E o que interessa são eles, eles e depois eles.

 

Dito isto, e sabendo que estes psicopatas podem fazer o que fazem publicamente, protegidos por uma lei parva e ilegal, mas aprovada na Assembleia da República e (ainda) vigente, como podemos respeitar ou aceitar uns governantes que transformam a psicopatia em algo viável socialmente?

 

Isto não é de doidos?

 

***

TOURADAS COM NOVO REGULAMENTO A MEIO DA ÉPOCA OU O DESPUDOR LEGISLATIVO

 

Abram o link e leiam

http://expresso.sapo.pt/touradas-com-novo-regulamento-a-meio-da-epoca=f885674

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:15

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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2018

NÃO EXISTE LEI ALGUMA QUE OBRIGUE UM PROFESSOR A ENSINAR PORTUGUÊS SEGUNDO A CARTILHA BRASILEIRA NAS ESCOLAS PORTUGUESAS

 

«Sabem o que me disse uma funcionária do Ministério da Educação há alguns anos? Que se os professores se recusassem ORGANIZADAMENTE a não ensinar o AO ele não teria passado. Fica aqui o que muitos pensam sobre todas as formas de um abjecto conformismo. Não é só não votar - é não agir. Conheço professores do ensino básico e secundário que NÃO aplicam o AO e até hoje não tiveram qualquer processo disciplinar». (Teresa Cadete)

 

Conhecendo bem, como conhecem, o espírito acrítico e submisso do povo português, os governantes acenaram-lhes com uma resolução do conselho de ministros, e uns tantos caíram como patinhos… Acharam que aquilo era uma Lei.

 

É que PENSAR dá muito trabalho… OBEDECER é muito mais simples, até na supressão das consoantes mudas e acentos e hífenes, para facilitar a escrita… Então não é?

 

EDUCAÇÃO.jpg

Origem da imagem:

http://libertariosufpel.blogspot.pt/2015/07/neste-segundo-semestre-de-2015-teremos.html

 

Não existe lei alguma que obrigue um professor a ensinar Português, segundo a cartilha brasileira, nas escolas portuguesas.

Então por que ensinam?

 

Três hipóteses:

- Monumental desinformação;

- Desmedida subserviência ao poder instalado;

- Gigantesca ignorância optativa…

 

***

Este é o relato de uma conversa que travei com um professor, numa publicação do Facebook, escrita à moda brasileira.

 

Eu disse:

Nenhum professor é obrigado a escrever segundo a cartilha brasileira.

 

O professor disse:

«Na escola somos obrigados a escrever segundo o acordo ortográfico. ´´E uma imposição a que nós, professores, temos de obedecer. Não gosto, é atentatório para a raiz da nossa língua, mas a culpa não é minha é de quem assinou esse acordo. É a esses que tem de pedir satisfações, não a mim. Nisso, os colegas do departamento de línguas deveriam ter uma palavra a dizer. Por isso, não sou eu que estou a pregar o último prego no caixão do Ensino em Portugal. a sua visão não está nada correta e está a misturar as coisas. A "obrigação" de obedecer com a "concordância" com o mesmo (que não tenho)».

 

Eu insisti:

Está muito enganado. Nenhum professor, nenhum aluno, nenhum cidadão português é obrigado a escrever segundo a cartilha brasileira, porque não existe LEI nenhuma que o obrigue. Já parou para pensar nisso? Já questionou alguma vez essa possibilidade? Já perguntou a quem de direito onde está a LEI que obriga um português, em Portugal, a escrever segundo a cartilha brasileira?

Não é a minha visão que não está correCta. É a sua visão que está incorreCta. Peça ao direCtor da sua escola que lhe mostre a LEI que o obriga a escrever incorreCtamente. E se lhe mostrarem um ofício com a Resolução do Conselho de Ministros isso não é LEI. Só uma LEI obriga. Os professores acomodaram-se, porque é mais fácil acomodarem-se do que questionar.

 

O professor continuou:

«Portanto, segundo a colega todos os colegas que tiveram de se adaptar ao novo acordo ortográfico são responsáveis pela destruição do Ensino em Portugal. Não vou sequer continuar esta conversa, porque não vejo qual o sentido da mesma».

 

Eu continuei a afirmar:

Ninguém é obrigado a OBEDECER a algo que é ILEGAL. O AO90 é ILEGAL. Logo, nenhum cidadão português é obrigado a obedecer a uma ILEGALIDADE. Não sabia disto?

Não tenha qualquer dúvida. Todos os professores que aceitaram ensinar algo que é ILEGAL são responsáveis pela destruição do ENSINO em Portugal, porque a Língua engloba todas as disciplinas, e ela, a Língua, anda por aí a ser esmagada, servilmente.

 

O professor disse:

«Eu e tantos outros sabemos bem o que passámos quando, no início, já com alguma idade que em nada facilitava esta obrigatória e selvagem mudança, as dificuldades que tivemos.

Lembro-me perfeitamente dos alunos a chamarem-me a atenção para fichas que dava ainda com o português pré-acordo, assim como encarregados de educação achavam incorreto. Todos nós fomos impelidos a ter de o aplicar. Se estamos a escrever em português do Brasil, a culpa é de quem nos obrigou a isso e nos pune se não cumprimos».

«Mais uma vez as ordens e diretivas para o ensino (e não só) vêm de cima e nós somos obrigados a executá-las. Mas não posso aceitar que a culpa seja do mensageiro. Que se insurjam contra os verdadeiros responsáveis que, certamente, não sou eu»

 

Eu disse:

Ninguém vos obrigou. Vocês é que se sentiram obrigados, o que é muito diferente. Sem questionar. Sem oferecer resistência.

Mas ainda vão muito a tempo de recuarem.

Agora sabem que estão a cometer uma ilegalidade. Qual a Lei que vos obriga a continuar a cometer uma ilegalidade?

 

***

E não obtive mais resposta.

O diálogo acabou aqui.

 

É triste quando vemos professores que obedecem cegamente, sem questionar, por isso, é importante uma Educação que ajude a Pensar e não que ensine a Obedecer. Porque neste caso do AO90, obedecer não pensando fez toda a diferença, e o caos ortográfico instalou-se e está a prejudicar radicalmente o Ensino nas escolas portuguesas.

 

E se não se travar isto, vem aí uma geração de semianalfabetos, que será a vergonha da Europa.

 

Pensem nisto.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:53

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Quarta-feira, 23 de Agosto de 2017

SERÁ PORTUGAL UMA REAL REPÚBLICA DAS E DOS BANANAS?

 

Só num país que anda à deriva, sem lei nem roque, é que um cidadão português tem o descaramento de vir a público apelar ao não cumprimento da Lei.

 

Por muito menos, já estive detida numa esquadra da PSP, quando defendia um Direito (que me mostrassem a Lei) e um cidadão francês, trovador de rua. A detenção baseou-se no facto de eu ter incitado o trovador a não assinar uma nota de culpa, que ele, realmente, não tinha.

 

Luís Capucha, o incitador ao incumprimento da lei, não merecerá, no mínimo, uma reprimenda?

 

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Exmos. Srs.

 

A Associação de Tertúlias Tauromáquicas de Portugal (A.T.T.P.) emitiu um comunicado público dando o seu (mau) parecer sobre a entrada de menores nas praças de touros, depois do sucedido na novilhada em Vila Franca de Xira, bem como em alguns outros locais, em que inspectores da IGAC e agentes da PSP, no cumprimento rigoroso da Lei, impediram alguns pais com os seus filhos de colo, de entrarem na praça para assistir a essas actividades impróprias para crianças de todas as idades, conforme pode ser constatado no seguinte link:

 

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/pan-apela-a-camara-municipal-para-711714

 

 

O comunicado assinado por Luís Capucha, presidente da TTP, é algo completamente bizarro, e demonstrativo da grande malformação mental dos que estão mergulhados nesta actividade que querem, à força, seja da normalidade.

 

O estranho comunicado pode ser lido, na íntegra, neste link:

http://www.tauronews.com/t-t-p-emite-comunicado-entrada-menores-nas-pracas-toiros-da-polemica-vila-franca/

 

Infelizmente, é prática absolutamente (a)normal a entrada de crianças de tenra idade nestes locais, sem que haja qualquer tipo de intervenção das autoridades ou mesmo dos vossos serviços. E isto sucede mesmo quando, atempadamente, é dado o alerta para o que se irá ou está a passar nesses locais.

 

Posto isto, apelo simplesmente, a que a Lei seja cumprida.

 

Atentamente,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:00

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Sexta-feira, 23 de Junho de 2017

ONTEM, BENAVENTE FOI PALCO DE UMA SÉRIE DE CRIMES EM CADEIA NUMA SÓ NOITE

 

(Ao cuidado da PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA e do GOVERNO PORTUGUÊS que permite que as leis não sejam cumpridas em Portugal e que as autoridades não sejam punidas por esse incumprimento).

 

Ontem foi anunciado que os ilegais touros de fogo”, previstos para a hipócrita “festa da falsa amizade”, no lugarejo de Benavente, distrito de Santarém, onde ainda se vive na Idade da Pedra Lascada, haviam sido cancelados OFICIALMENTE, confirmação a partir do Comandante do Destacamento de Coruche da GNR, passada através do oficial de serviço do Comando Territorial de Santarém da GNR, de acordo com a ONG Animal.

 

Eu, previdentemente, não deitei foguetes antes do tempo, porque em terra de doidos tudo é possível.

 

E na realidade, o que não devia ter acontecido, aconteceu: os “touros de fogo” saíram à rua, ILEGALMENTE, e as autoridades locais nada fizeram para o impedir.

Ver o vídeo aqui:

https://www.facebook.com/intervencaoeresgateanimal/videos/467351183605409/?hc_location=ufi

 

O PAN, na sua página do Facebook, informou que iriam agir em conformidade, contudo, a conformidade, neste caso, seria meter as autoridades na cadeia, por não terem feito cumprir a lei. Era o que fariam comigo, se eu não cumprisse o meu dever como cidadã. Certo?

 

Isto é uma vergonha para a Nação Portuguesa.

 

Vou enviar o vergonhoso cartaz da horrorosa "festa " da falsa AMIZADE de Benavente para os operadores turísticos estrangeiros. É que andam por aí a vender um Portugal bonito, que existe, sim, mas também existe este outro, feio e podre, que tem de ser denunciado ao mundo, para que se saiba que em Portugal, em determinadas localidades, ainda se vive como na pré-história, do período da Pedra Lascada, e existe uma espécie de homo que está ao nível da mais primitiva bactéria, apenas porque as autoridades portuguesas assim o permitem.

 

O inconcebível aconteceu: a notícia diz que o evento dos “touros de fogo” foi CANCELADO, mas CANCELADO na linguagem das autoridades significa LUZ VERDE.

 

A barbárie dos “touros de fogo” CONSUMOU-SE, naquele lugarejo, habitado por atrasados mentais, sádicos e psicopatas e por autoridades que não têm autoridade para fazerem cumprir a Lei.

 

O evento ILEGAL realizou-se, e nenhuma autoridade se atreveu a IMPEDI-LO. Porquê? É a pergunta.

 

Vivemos num tempo bárbaro, apesar de estarmos no terceiro milénio da era cristã. E Portugal e os Portugueses não merecem isto.

 

Pois agora é hora de denunciar essas autoridades a uma autoridade maior, se é que a há, neste nosso pobre país, entregue a bárbaros.

 

Sinto a maior vergonha por viver num país onde práticas bárbaras e cruéis fazem parte do “divertimento” de um povo abestalhado, apoiado por governantes irresponsáveis.

 

E amanhã, dia de São João, dizem que há mais: há as PICARIAS, também ilegais.

 

Ficamos a aguardar por mais este atrevimento.

 

Serão capazes de repetir o mesmo ERRO duas vezes seguidas?

 

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(Origem da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=142650249621933&set=p.142650249621933&type=3&theater

 

O Pedro Calçada publicou um vídeo, e cobardemente retirou-o. Ficou apenas esta prova. Afinal isto não é uma festa.  É um crime...??? Se fosse festa não teria sido retirado.

https://www.facebook.com/pedro.calcada.50/videos/pcb.1561930280505701/1561926437172752/?type=3&theater

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:32

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Segunda-feira, 7 de Março de 2016

O IMPACTO DA TAUROMAQUIA NAS CRIANÇAS E JOVENS

 

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PAN ::: Pessoas-Animais-Natureza

 

Ontem iniciou-se o II Ciclo de Conferências Públicas de Bem-Estar Animal, no espaço PAN Lisboa. Foi com casa cheia que juntos debatemos o tema: O impacto da Tauromaquia nas Crianças e Jovens.

Partilhamos as fotos do evento tal como algumas frases, mais marcantes, de cada orador/a.

 

«Deve ser alterada a lei para o exercício da profissão de artista tauromáquico para a idade mínima de 18 anos. O interesse da criança é um interesse públicoArmando Leandro

***

(Peço desculpa, Dr. Armando Leandro, a proposta a fazer é a abolição desta “profissão de artista” tauromáquico, seja com 18 ou mais ou menos anos. É a abolição da tauromaquia. Enquanto existir tauromaquia, o interesse da criança não estará acautelado, e V. Exa. sabe disso muito bem - Isabel A. Ferreira)

 

***

«Podemos aproveitar a repulsa das crianças. Uma possibilidade pode passar por fazer um documentário sobre o sofrimento dos animais na tauromaquia e em outras práticas, e fazê-lo circular nas escolas.» Fernando Araújo

 

«A empatia está na base das nossas decisões morais. A promoção de atitudes de respeito para com os animais é benéfica para o bom desenvolvimento das crianças». Mariana Crespo

 

«As denúncias à Inspecção Geral de Actividades Culturais são ineficazesSérgio Caetano

 

«A tauromaquia é uma forma de normalização da violência. A identidade e os valores culturais de uma sociedade não se podem sobrepor ao superior interesse da criança.» Anna Mulá

 

PAN - A causa de tod@s

 

Fonte:

https://www.facebook.com/PANpartido/photos/pcb.1037665389627889/1037663789628049/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:14

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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2016

A “TAULA DE CANVIS”, OU COMO OS PRIMEIROS BANQUEIROS ERAM TRATADOS QUANDO ROUBAVAM O POVO

 

Recebi este interessantíssimo texto via-email

E fica a pergunta: em Portugal, vamos começar por quem?

Vale a pena ler

 

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A ‘Taula de Canvis’

 

A Taula de Canvis (Tábua/Mesa de Câmbios) apareceu em Espanha, durante o reinado de Jaime I, o “Conquistador” (1213-1276). Esta foi a primeira instituição financeira (o precedente mais directo dos bancos públicos, mais tarde complementado com os bancos privados), que apareceu em diferentes cidades Espanholas, em resposta às necessidades geradas pelo aumento do comércio e viagens de longas distâncias, que ocorreram desde a Idade Média, tanto terrestres como marítimas, que ligavam os portos Mediterrânicos (Marselha, Génova, Veneza, Valência) com os portos europeus do Atlântico, do norte e sul da Europa (França, Inglaterra, Flandres, Escandinávia, Sevilha, Lisboa).

 

A legislação romana que regia este negócio foi então renovada, sendo estes alguns dos principais artigos desta legislação ‘bancária’.

 

Em 13 Fevereiro de 1300, foi estabelecido que qualquer banqueiro que declarasse falência ou bancarrota, seria humilhado perante todo o povo, por um acusador público e forçado a viver rigorosamente de pão e água até que devolvesse aos seus credores o valor total dos respectivos depósitos.

 

Em 16 de Maio de 1301, foi decidido que os banqueiros seriam obrigados a obter fianças e garantias de terceiros para poderem operar, e aqueles que assim não fizessem não seriam autorizados a estender a colcha (manta) sobre suas mesas (taulas) de trabalho (câmbios).

 

O objectivo desta legislação era mostrar a toda a população que esses banqueiros não eram tão confiáveis quanto os que usavam a colcha sobre a mesa, ou seja, que estavam suportados por garantias.

 

Qualquer banqueiro que quebrasse esta regra (por exemplo, que trabalhasse com a colcha sobre a mesa, mas sem terem a fiança de garantia) seria imediatamente considerado culpado de fraude.

 

No entanto, apesar desta lei, alguns banqueiros logo começaram a enganar os seus clientes.

 

Devido a estas situações de ilegalidade, em 14 de Agosto de 1321, foi estabelecido que os banqueiros que não cumprissem imediatamente com os seus compromissos, seriam declarados em bancarrota e se não pagassem as suas dívidas no prazo de 1 ano, cairiam em desgraça pública, a qual seria apregoada pelos acusadores públicos para todo o povo do reino.

 

Decorrido esse prazo de um ano, o banqueiro que continuasse em dívida para com os seus credores, seria imediatamente decapitado em frente de sua mesa (taula), e as suas propriedades seriam vendidas localmente para pagar aos seus credores.

 

Existem provas documentais de que esta lei foi aplicada algumas vezes.

 

Por exemplo, o banqueiro catalão Francesc Castelló foi decapitado em frente da sua mesa em 1360, em estrita conformidade e cumprimento desta lei.

 

E fica a pergunta: em Portugal, vamos começar por quem?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:36

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Terça-feira, 29 de Setembro de 2015

OS NOSSOS VIZINHOS: O BEM ESTAR ANIMAL

 

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Por

Francisco Louçã

 

O tema dos direitos dos animais e do bem estar animal cresceu nas sociedades modernas, mas não é moderno. De Pitágoras a Voltaire, os seres humanos perceberam que não estavam sozinhos e sobretudo que gostamos da companhia. Mas temos hoje mais instrumentos para viver bem com esses outros e, por isso, a questão do que fazer com os animais é agora tão importante para a forma como nos vemos a nós próprios e como definimos a nossa sociedade.

 

Começo pelo direito. Esta relação com os animais pode ser protegida pela lei? Dizem-me juristas que não, porque os animais não são titulares de bens jurídicos, dado que a lei respeita exclusivamente a direitos e deveres das pessoas. Talvez seja esse o conceito dominante, será certamente, e os instrumentos do direito estão conformados desse modo (lembram-me por isso que só um ser humano ou uma pessoa colectiva podem iniciar uma demanda). Mas, eu que não sou jurista e portanto só peço licença para dar opinião, noto que mesmo esta doutrina antropocêntrica tem brechas, porque os seres humanos são obrigados a respeitar algumas normas que, afectando-os e limitando o seu livre arbítrio, protegem o bem comum que é a natureza. Ou seja, a natureza condiciona os nossos direitos, determina alguns dos nossos deveres e é portanto parte da lei que nos obriga.

 

Se o mesmo se aplica especificamente aos animais, como defendem alguns juristas de renome, como Laurence Tribe, da Harvard Law School, então essa obrigação define direitos intrínsecos dos animais. Esse é precisamente o ponto da Declaração dos Direitos dos Animais, da UNESCO, aprovado já em 1978.

 

Ora, mesmo que não haja acordo sobre esta querela doutrinária, de grandes consequências para a conformação da lei, há pelo menos regras de bom senso que se impõem e que não vejo como possam ser recusadas.

 

A principal dessas regras é o respeito pelo bem estar animal, que passou a fazer parte da agenda política contemporânea. Considero isso uma excelente notícia. É com essa regra que podemos e devemos dar passos sensatos.

 

Primeiro, compilar a legislação pertinente num estatuto jurídico dos animais. Haverá todas as resistências, pois que sejam vencidas. Definições claras, princípios aplicáveis, uma lei coerente.

 

Segundo, mais do que a lei, são as práticas ofensivas que devem ser modificadas. Votei contra as touradas de morte, e fomos poucos a votar então desse modo, e condenei as sortes de varas, já proibidas mas sempre à procura de conseguirem também uma regra da excepção. Mas não tenho dúvidas de que é tempo de fechar o capítulo das touradas. Elas devem ser recusadas ou porque são uma exibição de sofrimento, ou porque constituem uma educação de violência ritual, mas o resultado é o mesmo. O seu tempo passou.

 

Terceiro, são necessárias medidas urgentes para os animais de companhia, como a recuperação dos canis e gatis que, salvo excepções, são depósitos de condenação à morte, bem como a esterilização dos animais de rua e nas instalações municipais, evitando o seu abate. Se formos mais longe, vale a pena pensar como se pode impor a substituição da experimentação animal por outros métodos, sempre que possível. Sensivelmente, a sociedade moderna pode avançar na protecção dos seus, como os animais.

 

Fonte:

http://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2015/09/29/os-nossos-vizinhos-o-bem-estar-animal/

 

***

«Tivessem todos os deputados da Assembleia da República esta lucidez, não seria preciso dizer o óbvio, nem “fabricar” leis de protecção animal.

 

Obrigada, Dr. Francisco Louçã, pelo discernimento que tanta falta faz ao poder, em Portugal» (I. A. F.)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:51

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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2015

NA MOITA MORRE-SE ESTUPIDAMENTE, MAS A “FESTA” PARVA CONTINUA…

 

Foi sempre assim…

 

 

Rezam as crónicas que, neste ano de 2015, morreu um indivíduo de cerca de 70 anos e 17 ficaram feridos, nas largadas de Touros na Moita em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem

 

Mais uma Nossa Senhora a ser celebrada com sangue…

 

Clarisse Santos, da Comissão de Festas, lamentou a grave colhida que resultou numa morte, mas explicou (como se a morte estúpida de alguém pudesse ser explicada) e defendeu (como se a estupidez pudesse ser defendida) que as largadas de Touros são uma “tradição” para manter nas festas da Moita, até porque o resto das largadas, ainda que com 17 FERIDOS decorreu dentro da normalidade.

 

Ou seja, no ano passado também morreram dois indivíduos durante as largadas das Festas da Moita depois de terem sido colhidos por Touros e foi tão normal, tão normal que este ano repetiu-se a façanha.

 

 

Repare-se na NORMALIDADE da cena. O que aconteceu ali? Nada. Morreu alguém? O que importa? A “festa” deve continuar. Não é assim, senhora Clarisse? É tradição MORRER-SE na Moita, por tão pouco...

 

A organizadora desta “festa” parva defende-se dizendo que para além do espaço das largadas estar vedado e o perigo assinalado (estará?) conta com bombeiros em vários pontos da avenida, para assistir os feridos em caso de necessidade, e com uma equipa médica em permanência durante as largadas, como se as largadas fossem um estado de catástrofe iminente, provocado pela previsão de um terramoto.

 

E quem paga tudo isto?

 

Obviamente todos nós, com os nossos impostos.

 

E tudo para que um punhado de sadomasoquistas se divirta…

 

Pois, senhora Clarisse, não há que lamentar coisa nenhuma, quanto ao que se passou na Moita com os que se deleitam a atormentar Touros, e levam a pior, porque os Touros têm toda a legitimidade de se defenderem, e matar ou estropiar os seus carrascos.

 

Qualquer um de nós o faria também se estivesse no lugar do Touro.

 

Temos de lamentar é o facto de o governo português permitir que esta selvajaria AINDA aconteça no Século XXI da era Cristã.

 

Será que ninguém ainda se apercebeu de que já não estamos mais no tempo das trevas?

 

Pobres mentes que vivem nas mais profunda ESCURIDÃO!

 

O que acabámos de ouvir é a estupidez no seu estado mais puro, com o supremo aval do governo português. Isto só na Moita. Isto só em Portugal! Isto só num país onde não se tem a noção do ridículo.

 

Não aprenderam nada, com as mortes já “morridas”. Morra quem morrer.

 

Mas a culpa é das autoridades locais e nacionais, que permitem estes verdadeiros suicídios, porque só está ali quem quer e bem PROTEGIDO por uma lei idiota.

 

Para o ano haverá mais desta "festa" parva. Morra quem morrer. Não é assim, senhora Clarisse?

 

O que importa uma vida, duas vidas ou todas as vidas?

 

Que estes vídeos corram mundo, e permitam que a morte deste indivíduo (que já a desafiou várias vezes, e Nossa Senhora da Boa Viagem, este ano, decidiu fazer-lhe a vontade) não tenha sido em vão.

 

Deixem que se mostre ao mundo o que o governo português permite acontecer na Moita.

 

E que esta possa ser a ÚLTIMA MORTE.

 

Só assim, este indivíduo que morreu tão estupidamente, graças a um costume bárbaro entranhado na pele dos que nasceram na Moita, poderá descansar em PAZ, lá… onde agora estiver…

 

A largada de touros, bem como todas as modalidades da selvajaria tauromáquica são a tradição dos broncos, a cultura dos ignorantes, a arte dos imbecis e a identidade cultural dos incultos, que os retrógrados governantes portugueses irracionalmente legitimam…

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:51

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Domingo, 20 de Setembro de 2015

MADEIRA É A PRIMEIRA REGIÃO A PROIBIR ABATE DE ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

 

A Madeira já proibiu os circos com animais. Não tem touradas. Enfim... dá um bom exemplo de modernidade, de humanismo, de civilidade.

Ao contrário dos Açores e de Portugal Continental, que ainda vivem com um pé na Idade das Trevas.

 

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«"Um marco histórico" declararam as associações de defesa dos animais.

 

O Parlamento madeirense aprovou uma lei que proíbe o abate de animais de companhia.

 

A nova legislação vai ao encontro das associações de defesa dos animais que se queixavam da morte de cães e gatos na região.

 

Para as associações de defesa dos animais esta era uma questão ética que carecia de imediata proibição por se tratar de uma matança indiscriminada e um péssimo cartaz turístico para a Madeira.

 

“Até ao ano passado o número de abates rondava os 75% de entradas no canil municipal”, ou seja, “é o mesmo que dizer que em quatro animais, três eram abatidos”, disse João Henrique Freitas, representante das associações de animais.

 

O problema foi levado à Assembleia legislativa pela mão do PCP em forma de decreto legislativo, proibindo o abate dos animais de companhia.

 

A legislação prevê ainda um centro de esterilização e a obrigação municipal de recolha de animais errantes e foi aprovada por unanimidade.

 

“Foi um marco histórico” para João Henrique Freitas.

 

Na Madeira são abandonados, em média, oito animais por dia, sendo que quatro são abatidos por falta de condições dos canis e gatis ou até por decisão dos donos.»

 

Fonte:

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/abate-animais/madeira-e-a-primeira-regiao-a-proibir-abate-de-animais-de-estimacao

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:04

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Sexta-feira, 12 de Junho de 2015

A VERGONHA NA CARA EMIGROU PARA PARTE INCERTA E DEIXOU OS POLÍTICOS DESAVERGONHADOS

 

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A frase do cartaz é inspirada numa ideia de Capistrano de Abreu, um dos primeiros grandes historiadores do Brasil (1853-1927)

 

Em tempos idos, os Homens tinham Honra, a Palavra deles era Lei, e claro havia uma dama, que dava pelo nome de Vergonha na Cara, que era companheira inseparável desses Homens.

 

Mas isto aconteceu em tempos idos…

 

Hoje, em pleno ano de 2015 da era cristã, os Homens são apenas “omens”, a Honra foi esmagada pela Desonra que se impôs de um modo irracional, a palavra dos “omens” deixou até de ser palavra, e a lei é a que mais lhes convém, e a dama que dava pelo nome de Vergonha na Cara emigrou para parte incerta, deixando esses “omens” completamente desavergonhados.

 

O pior, é que eles nem sequer se dão conta disso. Continuam a agir e a discursar os despropósitos de sempre, achando que todos os portugueses são idiotas.

 

Muitos serão, certamente. Aqueles que desejam um lugar ao sol, custe o que custar, e gravitam ao redor de partidos políticos que já deram prova de uma colossal incompetência governativa, que fez cair no lodo o nome de Portugal.

 

Vivemos numa autêntica choldraboldra.

 

E ao que parece iremos continuar a fingir que Portugal é um país importante, integrado numa Europa decadente, que depende dos humore$ de uns poucos podero$o$ que, sub-repticiamente, estão a ocupar os lugares-chave da economia do país colocado, literalmente, à venda, incluindo a sua própria Língua Materna.

 

E os cegos mentais que gravitam ao redor desses partidos políticos, não têm capacidade nem sabedoria para compreender que o blá-blá-blá dos candidatos às próximas eleições já está putrefacto de tão velho e carcomido.

 

Nada mudará em Portugal, enquanto a dama que dá pelo nome de Vergonha na Cara não regressar ao País, e repor a Honra, a Hombridade, a Honestidade, a Palavra e a Arte de Bem Fazer Política, que não sabemos por onde andarão…

 

Se vivêssemos numa Democracia a sério, quem mandava no governo era o povo. Acontece que vivemos numa ditadura fantasiada de democracia, e quem manda no povo é uma minoria inculta, prepotente e obsoleta.

 

Abram os olhos e as mentes, Portugueses!

 

Sabemos que não existem alternativas poderosas, mas temos o dever de dizer NÃO a esta mixórdia política em que se transformou a governação de Portugal.

 

BASTA.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:19

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