Segunda-feira, 16 de Novembro de 2020

Arboricídio na cidade de Aveiro insulta a memória do Arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles

 

O arboricídio devia ser penalizado com 10 anos de prisão efectiva, no mínimo, para sentirem como é viver num lugar sem árvores.

 

Dizem às crianças que plantem árvores; que as árvores dão oxigénio e limpar o ar; que o oxigénio é necessário para respirarmos; que embelezam o ambiente; são ao habitat dos pássaros, onde eles fazem os seus ninhos…

E de repente… em frente a uma escola, matam uma alameda com árvores de 25 anos  em nome de quê?

 

Em nome de um desmedido falso progresso! Indo contra tudo o que é a lógica ambientalista, a política ecologista, qualidade de vida, de que tanto se fala, mas que se despreza, com um desprezo avassalador...

E dizem que o tribunal ainda não tinha dado a sentença de morte ou de vida, dessas árvores…

 

Isabel A. ferreira

 

Arvoredo em Aveiro.jpg

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=4045622075465994&set=gm.3813086035403206&type=3&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:55

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Terça-feira, 4 de Fevereiro de 2014

A juventude taurina portuguesa desconhece o conceito de liberdade e de democracia, o que é admissível, dada a pouca ou nenhuma formação que recebem

 

Partilho esta imagem e vou esmiuçar o seu conteúdo, porque na página do Facebook, de onde a retirei, havia uma única permissão: partilhar.

 

 

 

Juventude taurina portuguesa, é da boa prática, do bom senso e da inteligência, antes de abordar qualquer assunto, ter a certeza de que se domina esse assunto.

 

«Não concordas com as touradas…»

 

Já aqui se disse ene vezes que as touradas não são uma questão de concordar ou de gostar, mas sim uma questão de atitude, de ética, de civilização, de evolução; são uma prática reprovável aos olhos da razão, da lógica, da ética, da inteligência, da compaixão, do saber partilhar, da sensibilidade e do bom senso.

 

Nenhum ser humano dotado do mínimo destes predicados, que acabei de mencionar, aceita a tourada como algo praticável em tempo algum, muito menos nos tempos que correm, que apesar de conturbados, já deixaram as trevas mofosas medievais e são iluminados por uma outra maneira de ver o mundo, mais condizente com a racionalidade humana.

 

«… respeita a LIBERDADE dos outros».

 

Liberdade… saberá a juventude taurina portuguesa o que é Liberdade?

 

Não! Não sabe. Confunde Liberdade com libertinagem.

 

A Liberdade implica o respeito pela vida do outro, seja qual for esse outro. A Liberdade de alguém acaba onde começa a liberdade do outro. Na condição de Liberdade não cabe a tortura.

 

Ora os que realizam o ignóbil costume de torturar seres vivos, para divertimento e ganhar dinheiro, não estão a respeitar a liberdade e a vida que todos os seres vivos têm,  e o seu direito de viver em liberdade, tranquilamente.

 

O que a juventude taurina portuguesa quis dizer foi «…respeitem a libertinagem irracional dos outros» (ou seja deles mesmos).

 

E isso e impraticável. Impossível, em Democracia.

 

A libertinagem é perversão. Envilecimento. Expressa, entre outras, a vil prática da tortura. E essa vil prática da tortura não cabe numa sociedade civilizada. Numa Democracia.

 

«Não temos de estar todos de acordo».

 

Pois não. Lá isso é verdade. Só que neste caso, como não se trata de ideias, ou de opiniões, ou de pensamentos, mas sim de um acto de tortura, censurável em todos os cantos e recantos do mundo civilizado, as coisas não são tão lineares assim.

 

Ninguém, em seu juízo perfeito, poderá estar de acordo com a tortura.

 

Imaginemos que um jovem taurino fosse apanhado por um psicopata que gostasse de ver sofrer o outro, e de lhe dar facadas e de ver jorrar sangue e delirar com o estrebuchar de um moribundo… Isto é tortura.

 

Pela vossa lógica, teríamos de aplaudir, de respeitar a liberdade deste psicopata… É assim?

 

Pois... «Esta é uma dádiva da Democracia».

 

Só que a Democracia implica o respeito pela Vida, seja de que ser vivo for. E isto é que é a verdadeira dádiva da Democracia. Uma dádiva nunca poderá incluir a liberdade de torturar um ser senciente.

 

E se não há respeito pela Vida, não há Democracia. Quando muito haverá nazismo.

 

«Partilho isto porque defendo a liberdade».

 

Não! A juventude taurina portuguesa não defende a Liberdade.

 

A juventude taurina portuguesa (uma vergonhosa minoria entre a verdadeira juventude portuguesa) defende a tortura, a psicopatia, o nazismo, tudo o que contradiz a Democracia e a sua dádiva: a Liberdade.

 

Estudem e reflictam antes de tornar pública qualquer coisa que vos venha à cabeça.

 

Não vos fica nada bem.


 Isabel A.  Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:46

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Segunda-feira, 20 de Janeiro de 2014

«O MUNDO TAURINO SEMPRE ME PARECEU REPUGNANTE E FRAUDULENTO» DIZ UMA DAS MENTES MAIS LÚCIDAS DO NOSSO TEMPO

 

O que faz falta em Portugal são HOMENS como Jesús Mosterín, dispostos a dar a cara, o prestígio e o saber por uma causa em está em causa a Ética e a Lógica da Vida.

 

 

«O mundo taurino sempre me pareceu repugnante e fraudulento.

Fui e sou crítico desse mundo tanto por razões morais como intelectuais.

A corrida de touros é uma mera farsa, um simulacro de combate onde não há combate algum.

O touro é um típico ruminante que só deseja que o deixem pastar e ruminar em paz.

Não quer lutar.

Por isso, atiram-no para a arena, uma espécie de inferno de que ele não pode fugir; castigam-no por ser o que é, um ser herbívoro pacífico, e torturam-no com a lança e a “puya” do rojoneador, e as bandarilhas, para que aparente ser o que não é – um animal feroz

Jesús Mosterín

 

***

Jesús Mosterín (Bilbao, 1941) é com toda a probabilidade, uma das mentes mais lúcidas do nosso tempo.

 

Filósofo, Catedrático de Lógica e Filosofia da Ciência, da Universidade de Barcelona, professor de investigação no Instituto de Filosofia da CSIC, membro do Centro de Filosofia e Ciência de Pittsburgh, da Academia Europeia de Londres, do Instituto Internacional de Filosofia de Paris e da Academia Internacional de Filosofia e Ciência, é, além disso, um magnífico conversador, preciso, honesto. Homem do mundo, viajado, pode fazer gala de uma sensatez sem brechas, e tem um grande sentido de humor.

 

***

«ÉTICA, ANIMAIS E DIREITOS»

 

Jesús Mosterín, Hugo van Lawick e Félix Rodríguez de la Fuente em África em 1969.

 

O interesse de Mosterín pela natureza selvagem levou-o já em tempos a colaborar com o famoso naturalista e documentalista Félix Rodríguez de la Fuente, num esforço por estender primeiro a Espanha e depois ao resto do mundo, o conhecimento e o valor da natureza viva e em especial dos animais selvagens, o qual culminou com a publicação da enciclopédia Fauna.

 

Opositor dos espectáculos cruéis, Mosterín tem tomado frequentemente uma posição pública contra as corridas de touros e o maltrato animal.

Contribuiu decisivamente para o debate que conduziu à abolição de corridas de touros na Catalunha em Julho de 2010.

 

Posteriormente publicou um estudo em que critica esta “tradição” argumentando contra quem a justifica.

 

Como presidente honorário do Projecto “Gran Simio” em Espanha, colaborou com Peter Singer na promoção dos direitos legais para os hominídeos não humanos (chimpanzés, bononos, gorilas e orangotangos).

 

Mosterín não aceita a existência de direitos naturais intrínsecos ou metafísicos (nem humanos nem dos animais em geral), contudo, pensa que uma sociedade politicamente organizada pode criar os direitos que considere oportunos através da acção legislativa do Parlamento, e que às vezes fazê-lo é preciso para evitar sofrimentos e desgraças desnecessárias.

 

Seguidor de Hume e Darwin, e levando em conta as deduções de Rizzolatti sobre os neurónios espelho, Mosterín considera que a nossa capacidade congénita para a compaixão, reforçada pelo contacto, pelo conhecimento e pela empatia constituem uma base mais sólida para o respeito moral a ter para com os animais não humanos, do que a mera e abstracta apelação aos direitos inerentes à natureza animal, inverificáveis.

 

Isto encaixa com a relevância que Mosterín atribui às emoções morais (como a compaixão) na Ética, em parte comparável ao papel desempenhado pelas percepções na ciência empírica

(Fonte Wikipédia)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:33

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