Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2022

Fiquei estupefacta quando li a notícia de que António Costa «elege como objectivo sair da cauda da Europa»…

 

E por que fiquei estupefacta, perguntarão os leitores?

 

António Costa.jpg

Origem da imagem: Internet


Muito simples: porque António Costa, finalmente, ADMITE que Portugal ESTÁ na cauda da Europa, como sempre se disse por aí, mas só ele não acreditava. Até agora foi um tal de encher a boca para dizer que tudo estava bem no Reino de Belém, e o senhor de Belém também sempre encheu a boca para dizer que «os portugueses são os melhores do mundo», quando tudo demonstrava que nem TODOS os portugueses são os melhores do mundo, e que nem tudo o que reluz é ouro, neste nosso pequeno país, que já foi grande e brilhante, e hoje em dia, além de ter perdido a sua identidade linguística, perdeu também a sua dignidade de País independente dos quereres estrangeiros.

 

Quem manda em Portugal?

 

Hoje, resta-nos uma bolha, onde gente conscienciosa, racional, inteligente, gente com mentes brilhantes, dentro e fora de Portugal, se distinguem pelo brilhantismo das suas acções, das suas profissões, do seu saber, da sua competência, dos seus valores humanos, fazendo tudo para não envergonhar o nosso passado e aqueles que tudo fizeram para que pudéssemos ser um Povo e ter um País.

 

Fora dessa bolha, reina uma mediocridade absolutamente inaceitável, porque há quem não tenha dignidade, e mantém Portugal na cauda da Europa, em quase, quase, quase tudo…  

 

E agora vem o Dr. António Costa dizer que «elege como objectivo sair da cauda da Europa», ele, que durante os seis anos do seu mandato, como primeiro-ministro, mais os seus INCOMPETENTES ministros, tudo fizeram para que rastejássemos na cauda da Europa, em matérias cruciais para o nosso desenvolvimento, como Nação livre, e por mais que fosse advertido, por aqueles que não são paus-mandados, nem bajuladores, nem servilistas, nem seguidistas, prevaleceu a política do eu posso, quero e mando, que, esperemos, seja abandonada, neste próximo governo, ainda que a maioria absoluta seja terreno fértil para a continuidade dessa política, que só tem prejudicado o nosso País.

Mas, lá diz o saber do Povo que mais vale tarde do que nunca.

 

António Costa acordaria da profunda sonolência em que se manteve nestes últimos seis anos?

Eu sempre fui como São Tomé: só acredito no que vejo. Aguardarei.



E para sairmos da cauda da Europa não está apenas em causa as actividades financeiro-económicas. Está muito mais. Há que ter brio, há que ter competência, há que ter honestidade, há que combater a CORRUPÇÃO, a ladroagem, a pobreza; há que fazer grandes reformas na Justiça (na qual ninguém já acredita), na Lei Eleitoral, no ENSINO, que anda por um chão de lama, começando por devolver aos alunos a sua Língua Materna, íntegra e intacta - a Língua Portuguesa, anulando o ILEGAL AO90; há que ABOLIR as práticas bárbaras tauromáquicas, que suja o nome de Portugal e põe-no na cauda da Europa (um país civilizado e culto, não se diverte a torturar seres vivos, que já não são considerados OBJECTOS); há que INVESTIR no Serviço Nacional de Saúde; há que INVESTIR na Cultura Culta, na Educação, no Ensino, para que não tenhamos um povo tanso e manso, servilista e seguidista, marionetes nas mãos dos políticos; há que ter comportamentos e políticas inteligentes para o ambiente, para o combate aos incêndios, para a Fauna e Flora de Portugal, para a Habitação; enfim, há que tomar Portugal por um TODO e não só por LISBOA.  

 

Ah! e outra coisa muito importante: há que aprender a falar e a escrever correCtamente o Português, para não envergonhar Portugal, porque é uma vergonha a linguagem dos políticos, que vão fazer discursos em Inglês correcto, mas quando se trata de falar Português é uma miséria franciscana, com a parolice do “todas e todos” e muitos outros erros de estilo, algo que é comum também aos repórteres televisivos, que parecem não ter sequer frequentado a escola básica, e tudo isto também nos põe  na cauda da Europa.

 

Doutor António Costa, louvo esta sua preocupação em retirar Portugal da cauda da Europa, mas terá muito, muito, muito que lhe dar, para que, já não direi, ficarmos no topo, mas pelo menos a meio da tabela, é que Roma e Pavia não se fizeram num dia, e levará o seu tempo, até que se concretize o tanto que se tem de mudar em Portugal, para que possamos acompanhar a civilização dos mais civilizados países da Europa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:42

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Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2022

Os Portugueses, que ontem deram a maioria absoluta ao PS, não sabiam que em Democracia não há lugar para o “Absolutismo”?

 

 

Quando o governo caiu e se partiu para novas eleições legislativas, vaticinei que teríamos mais do mesmo… para PIOR.

 

E o PIOR aconteceu:

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Infografia: Rodrigo Machado/RR

 

1º - O Partido Socialista teve maioria absoluta

2º - O Chega e a Iniciativa Liberal chegaram-se à frente.



Sempre se criticou as monarquias absolutas.

Sempre se criticou o Absolutismo.

Sempre se criticou a maioria absoluta dos outros, mas quando um Povo, pouco esclarecido nestas coisas de absolutismos, lhes dá a maioria que eles sempre desejaram, faz-se uma grande festa!

 

E para isto contribuíram duas coisas terríveis: o MEDO da mudança, e o facto de termos um Povo ainda POUCO ESCLARECIDO. E uma Democracia só funciona em pleno numa sociedade maioritariamente esclarecida. E quando digo esclarecida não se julgue que me refiro a canudos universitários, porque já vimos, pelas experiências na política portuguesa, que ter um canudo universitário não é sinónimo de ser-se esclarecido. Além disso, pelas entrevistas de rua que vi na televisão, há gente que tem a bandeira de um partido na mão, mas não sabe de quem é. Como irão votar em consciência?



Ontem, Portugal deu um passo na direcção errada, embora com a legitimidade que o Povo lhe conferiu.  Se já tínhamos um governo do eu quero, posso e mando, o que será agora, com uma maioria? António Costa começou logo por dizer, no seu discurso de vencedor, que não falará com o Chega. Esta não será uma atitude ditatorial, como outras que já teve no anterior mandato? Afinal, o Chega é a terceira força política. Existe. Quer se goste ou não se goste. E se chegou a tal, foi pela má prestação dos que se dizem de esquerda, que não conseguiram convencer os da esquerda, com as suas atitudes, por vezes, dúbias, embora isto de “esquerda/direita” seja coisa da tropa.

 
Além disso, estamos em vias de ter o mesmo primeiro-ministro, que desconhece a Língua Portuguesa, usando redundâncias sem saber o que está a dizer, fazendo discursos numa linguagem insólita, incoerente, onde nem todos são todas, nem os portugueses são as portuguesas, nem os cidadãos são as cidadãs, ou tudo isto no seu vice-versa.

 

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Primeiro-ministro, António Costa © Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens

 

Tudo isto é muito triste.


Se Portugal já estava na cauda da Europa em tantas coisas; se em Portugal a contestação, em várias frentes, é o pão nosso de cada dia, há tanto tempo; se nestes seis anos de governação, Portugal não avançou no SNS, que continua bastante caótico; se não avançou no Ensino, que continua super-caótico; se não investiu na Cultura CULTA (não a rasteira, que recebe chorudos subsídios) que continua a ser marginalizada;  se não anulou o ILEGAL AO90, que estraçalhou a Língua Portuguesa, violando a Constituição da República Portuguesa, a Lei e o direitos dos cidadãos; não aboliu a tauromaquia, a caça e todas as outras actividades que vivem da tortura de seres vivos, catapultando Portugal para a Idade Média; se não orientou da melhor forma as actividades económico-financeiras do país; se não conseguiu pôr fim à corrupção, à pobreza, à ladroagem que nos cerca por todos os cantos e esquinas; se não conseguiu diminuir o fosso entre ricos e pobres; SE não… SE não … SE não… tanta coisa!!!! Com a maioria absoluta, sem que a democracia plena seja executada, sem o contraponto dos restantes partidos políticos com assento na Assembleia da República, vaticino um tsunami que afundará ainda mais um Portugal que já está afundado, desvirtuado, desconjuntado na sua identidade.


Um povo pouco esclarecido é um maná dos deuses para os governantes.



Esperemos que o novo governo absolutista,  tenha a hombridade de consultar TODOS os outros partidos eleitos, e com assento no Parlamento, conforme as regras democráticas, e não vá governar conforme lhe der na real gana.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:02

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Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2022

Margarita Correia, coordenadora do Portal da Língua Portuguesa escreveu sobre a “política linguística nos programas eleitorais dos partidos”, mas esqueceu-se de dizer que o AO90, que ela usa na sua escrita, é ILEGAL

 

Bem, para quem quiser ler um texto servilista, deixo aqui o link:

https://www.dn.pt/opiniao/politica-linguistica-nos-programas-eleitorais-dos-partidos-14519085.html?fbclid=IwAR1LQMSJufB65y6DHk1KTc-B7HPrwjTG4oLV8UIKJF6F9J9QI9N7hFpjAHA

Que vergonha, senhora Margarita Correia!

Quem não consegue PENSAR a Língua Portuguesa, e precisa de a mutilar, para conseguir escrevê-la, temos pena.

 

Sim, vamos votar conscientemente, naqueles partidos que HONRAM a Língua Portuguesa, e que não aplicam o AO90, e se o aplicam, querem que ele venha à liça no Parlamento, na próxima legislatura. Porque BASTA de tanto CAOS ORTOGRÁFICO! De tanta IGNORÂNCIA! De tanto SERVILISMO!

 

Aqui nada há para revogar ou rever, porque sendo o AO90 um acordo ILEGAL, não pode revogar-se ou rever-se algo que é ilegal. Ou podemos?

A mim, mete-me muita confusão e revolta que o PS, que foi governo nestes últimos seis anos, fosse cúmplice desta ilegalidade, além de não ter tido capacidade intelectual para deteCtar o caos ortográfico que o SERVILISMO socialista lançou em todos os cantos e esquinas de Portugal, gerando mais servilistas.

 

A senhora Margarita Correia é livre para dar a sua opinião sobre o que bem entender, porém, não tem o direito de pugnar pela destruição da Língua Portuguesa, porque a Língua Portuguesa não é pertença dos políticos e seus acólitos.

 

Portanto, ANULE-SE urgentemente o AO90, um aborto ortográfico que nasceu torto e serve apenas ditadorzinhos de meia tijela, de cá e de lá.

 

Quanto mais ignorantes forem os povos, de mais acordos ortográficos precisam. Isto é um facto indesmentível, porque comprovável. Este é o caso apenas de Portugal e do Brasil. Nunca nenhum povo do mundo (colonizador ou colonizado) fez tantos acordos ortográficos como estes dois povos. Porquê? Para quê?

 

Para chegar ao plano mais baixo da incultura ortográfica, que se vive, actualmente, nestes dois países, que se uniram APENAS para desprestigiar a Língua Portuguesa.

 

VERGONHOSO!!!!!

Isabel A. Ferreira

 

Pelo fim do acordo ortográfico.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:29

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Sexta-feira, 19 de Novembro de 2021

Para acabar de vez com a empáfia dos brasileiros que insultam gratuitamente Portugal e depois exigem respeito

 

Começarei por referir o comentário que Carlos Gonçalo, deixou no texto inserido neste link, no qual certos brasileiros deixaram brilhar a lusofobia e a ignorância deles ao mais alto grau:
https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/a-noticia-ha-criancas-portuguesas-que-343702?tc=87251624726

 

«Boa noite Sra. Isabel. Eu ao ler os comentários de alguns brasileiros, fico doente. Eles dizem sempre o mesmo, é o ouro, que invadimos o Brasil (e também não foi descobrimento, foi achamento), que matámos, esfolámos, etc., enfim, e em relação à língua portuguesa, têm uma lata, um desrespeito, um ódio a todos nós portugueses e a tudo o que é lusitano. Acusam-nos de sermos xenófobos... Mas é precisamente o contrário. Enfim a ignorância... "ABUNDA" nos brasileiros. É pena não haver mais mulheres como você, ou gente mais capaz de defender aquilo que nasceu aqui em Portugal e daqui partiu para o resto do mundo há mais de 5 séculos. O que é facto também, é os brasileiros terem um ódio visceral por Portugal, mas o que é certo é que cada vez mais este "cantinho do céu" está cheio de brasileiros e cada vez virão mais, mesmo com esse ódio todo, aproveitam para ter acesso à cidadania portuguesa, logo europeia, e já vi tanta coisa no YouTube de brasileiros que vieram para cá, e põem-se a "vender" Portugal com a maior das latas e desrespeito por nós e por este país. Até já deixei de ver certos vídeos, porque não consigo perceber como é que as nossas autoridades não vêem esta pouca vergonha, que não vê só quem não quer. Peço desculpa pela extensão do meu comentário ou de algum erro ortográfico... Não desista por favor de defender a nossa língua portuguesa.» (Carlos Gonçalo)

 

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De facto, certos brasileiros, andam por aí, por toda a parte, com uma cassete marxista às costas, a insultar Portugal, a Língua Portuguesa, a Cultura Portuguesa, a História Portuguesa e os Portugueses, bolsando uma descomunal ignorância e uma lusofobia e um antilusitanismo que já tem barbas longas e brancas. Basta darem uma volta pela Internet e verem os comentários que fazem aos textos cujos links deixarei no final deste texto, para se inteirarem do tamanho desse aviltamento, a que é preciso pôr cobro, a bem do Brasil e de Portugal.

 

E uma vez que os governantes tanto do lado de lá, como do lado de cá, nada se interessam por apaziguar as hostes, muito pelo contrário, fazem de tudo para que a guerra se instale, haja alguém que OUSE enfrentar os rochinhas (adjectivo dos dois géneros, oriundo do Rio Grande do Sul [Brasil] que significa insultadores, e que vou utilizar por ser mais mimosinho) ainda que esse alguém tenha de levar com uma enxurrada de vitupérios que, no entanto, jamais abalarão quem ousa ousar. Costuma dizer-se que o que vem de baixo, não nos atinge.

 

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E como quem não se sente, não é filho de boa gente, e não tolero a estupidez, algo que me provoca urticária, nunca deixei que, nos meus tempos do Brasil, a lusofobia e o antilusitanismo de que fui alvo levassem a melhor. Sempre defendi e continuo a defender a Lusitanidade, com as garras de fora, porque aprendi que o mel jamais consegue adoçar o fel, e que não se derruba muros de betão armado com o toque de uma flor. No entanto o Brasil continua a ser a minha segunda Pátria, porque nem todo o povo brasileiro é rochinha.

 

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Aprendi também que não podia permitir que as perversas e pervertidas FALSIDADES históricas, que se ensinavam (e continuam a ensinar-se) nas escolas brasileiras, não podiam (não podem) andar por aí repetidas até à exaustão, SEM CONTESTAÇÃO, porque corria-se (corre-se) o risco de se transformarem em verdades.

 

E porque tenho a legitimidade e o direito à INDIGNAÇÃO, até escrevi um livro a contestar o “1808”, do jornalista brasileiro, Laurentino Gomes, cheio de falsidades e de historinhas de carunchinhos, que, vergonhosamente mancha a historiografia brasileira. A Bibliografia que consultei e consta no final do livro, pode confirmar tudo o que digo.  

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/contestacao-ao-livro-1808-de-laurentino-729191

 

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E quando vejo por aí a cassete marxista a ser desbobinada nos comentários que certos brasileiros fazem aos textos onde o Brasil e Portugal se cruzam, no YouTube, no Facebook, no Google, nos meus Blogues, enfim, por toda a rede informática, eu salto-lhes em cima com as garras de fora, porque não se pode chamar ROSAS às ERVAS DANINHAS, e não podemos deixar que estas últimas desformoseiem o nosso jardim à beira-mar plantado.

 

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E os rochinhas, paus-mandados de esquerdistas da esquerda caviar brasileira, que andam por aí a insultar a Portugalidade gratuitamente, enchendo a rede informática com falsidades das mais básicas, onde a estupidez, da mais pura e dura, impera, sempre com a mesma lengalenga, nessa cassete marxista, orquestrada por gente que, muito ignorantemente, gostaria de mudar o rumo da História que ficou no passado e jamais poderá ser mudada, não passam de ervas daninhas, que andam por aí apenas a envergonhar o Brasil e o bom Povo Brasileiro, que não se revê nessa cambadinha de ignorantes, porque eles, a nós, não nos atinge.

 

E não posso dizer isto de outro jeito, porque a ignorância e os ignorantes, a estupidez, os paus-mandados, os lusófobos, os antilusitanistas são o que são. Poderia apodá-los de apedeutas, talvez fosse mais elegante, mas o resultado seria o mesmo, e talvez não conseguisse chegar aos menos instruídos.

 

Para ilustrar tudo o que aqui refiro, deixo-vos com esse apedeutismo disseminado na Internet, uma vergonha para o Brasil e para Portugal, uma vez que os respectivos presidentes das duas Repúblicas das Bananas, que juraram defender a Constituição dos respectivos países, nada fazem para acabar com esta pouca-vergonha.

 

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***

Num comentário no Facebook, entretanto eliminado:

 

Quérem Hapuque  

Isabel A. Ferreira A história do Brasil é uma história horrível, infelizmente o Brasil foi invadido e dominado, haviam aqui vários povos, tribos, chefes, e infelizmente poucos sobraram; junto com essa história de tomada a força, vieram tbm os negros, que foram outro povo tomado de suas terras e escravizados...

Sinto muito, mas não vejo em qual momento da história o Brasil foi uma nação irmã de Portugal, acho que fomos o irmão bastardo que todos renegam... Ninguém quer ouro nenhum de volta, ninguém quer minério nenhum de volta, apenas o reconhecimento de que nunca foi algo pacífico ou irmandade o que fizeram com nosso país, foi um massacre de povos, cultura... Minha terra foi palco das mais diversas atrocidades, tanto com negros, quanto com índios, foi palco de estupro, escravidão, tortura, roubo, e entre outras coisas que até o diabo sentou pra assistir e aprender.... NINGUÉM QUER OURO NENHUM, a gente só quer que vocês contem essa história direito...

O que vocês chamam de iletrados, ou de ignorância, eu chamo de contar a minha versão...

Então o brasileiro só é estudado e inteligente, se caso ele acreditar que Brasil e Portugal foram nações "irmãs" e que vocês não invadiram nossas terras ????

Acho que ignorante são vocês, que julgam, sem ao menos buscar entender, compreender nosso lado...

 

***

Os argumentos dos rochinhas, para justificar os insultos a Portugal, aos Portugueses, e à sua Cultura e História:

 

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***

No Messenger:

 

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Quando as mentes estão formatadas, não adianta apresentar argumentos racionais, daí que, embora eu tivesse tentado dizer ao Milanoff que a Língua Portuguesa não era um dialecto, mas uma LÍNGUA, ele, como todos os outros a quem fizeram lavagem cerebral, acham que me considero SUPERIORA ( = religiosa que governa uma comunidade ou instituto de mulheres = abadessa, priora, prioresa), o que só vem dar-me razão, quando pugno pela separação das línguas faladas no Brasil e em Portugal.

 

Como a conversa não agradou ao Milanoff, ele bloqueou-me, no que fez muito bem, até porque eu iria bani-lo, de qualquer modo, pois nem sequer estava no meu rol de “amizades”, no Facebook.

 

Então a coisa acabou assim:

 

A contact set your nickname to bruxa Portuga.

Um contacto definiu a tua alcunha como bruxa Portuga.

 

Uma alcunha que se eu não soubesse de quem vinha, diria que só podia vir de um brasileiro com mente formatada. Já me alcunharam de coisa pior.

 

***

No YouTube, um sem cara e sem nome, esconde a sua ignorância:

 

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Poderia ir buscar ene comentários que circulam por aí, todos com o mesmo teor, mas fico-me por aqui, por hoje.   

 

Defender a HONRA do meu País do preconceito, da lusofobia, do antilusitanismo que o amesquinha, foi um DEVER que me impus, desde os meus tempos de estudante, e se para tal tenho de pagar um preço, pagá-lo-ei, conscientemente. E se o preço for os vitupérios dos rochinhas, o que me importa, se nada do que vem de baixo me atinge?

 

Isabel A. Ferreira

 

Links para os textos que deram origem aos comentários referidos, e mais centenas de outros:

 

Há crianças portuguesas que só falam brasileiro

 https://www.dn.pt/sociedade/ha-criancas-portuguesas-que-so-falam-brasileiro-14292845.html?comment_id=5189222177761317&reply_comment_id=5189269007756634&fbclid=IwAR3fPFKvMNJfbn3Mn2BLBFcP9zKrozW4M3tbLmnpGUc6bKrF4zRU7xwBj9k

 

Em defesa do português brasileiro

https://www.dn.pt/opiniao/em-defesa-do-portugues-brasileiro-14312992.html

 

Luccas Neto vai dobrar episódios para português de Portugal

https://www.jn.pt/artes/luccas-neto-vai-dobrar-episodios-para-portugues-de-portugal-14313137.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:33

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Sábado, 13 de Novembro de 2021

A notícia «Há crianças portuguesas que só falam 'brasileiro'» gerou comentários que dizem de uma exacerbada e incompreensível LUSOFOBIA e da ignorância optativa

 

 

Isto é um fenómeno que está amplamente disseminado na Internet, Google, YouTube, onde quer que haja algo sobre Portugal, os Portugueses, a Língua Portuguesa ou a História que liga (melhor dizer desliga) os dois países, que, infelizmente, já foram mais irmãos do que são hoje, a partir do momento em que esquerdistas ignorantes brasileiros decidiram mudar o rumo da História e da Língua, no Brasil, com base em premissas absurdas, e começaram a fazer lavagem cerebral aos alunos (e isto já vem do meu tempo de estudante no Brasil) com as mais repelentes mentiras, e a formatá-los para que andem por aí a exibir uma descomunal ignorância, que só desprestigia o Brasil e o seu Povo. E não vejo os brasileiros cultos (suponho que os haja, embora sejam em minoria) a rebater essas ignorâncias, até porque só lhes ficava bem e estariam a contribuir positivamente para uma imagem mais elegante do Brasil.

 

Ora, quando se trata de defender a HONRA de Portugal, da sua Cultura, da sua História, da sua Língua, venho a público com paus e pedras, e isto significa que dou trela a esses brasileiros incultos para que possam fazer BRILHAR a sua ignorância (e como brilha!) para que o mundo saiba porque que é que o Brasil ainda NÃO conseguiu transformar-se nos Estados Unidos da América do Sul, desde que ficou independente, em 1822. É que eles (os esquerdistas ignorantes brasileiros) culpam os Portugueses por os Brasileiros não terem capacidade para construir um grande país.  



A LUSOFOBIA, essa visceral antipatia ou aversão pelos Portugueses ou pelas coisas de Portugal, bem patentes nos comentários que captei para memória futura (capto-os em toda a Internet, e a lengalenga é igual em todos, o que prova a lavagem cerebral que lhes fazem, e desconfio que até sejam pagos para tal) é um desafecto EXCLUSIVAMENTE brasileiro. Nenhum outro povo diz tantos disparates acerca de Portugal, como os brasileiros portadores de mentes formatadas.

 

Leiam os comentários ao texto «Há crianças portuguesas que só falam 'brasileiro'», publicado no Diário de Notícias, o qual pode ser consultado neste link:  

https://www.dn.pt/sociedade/ha-criancas-portuguesas-que-so-falam-brasileiro-14292845.html?comment_id=5189222177761317&reply_comment_id=5189269007756634&fbclid=IwAR3fPFKvMNJfbn3Mn2BLBFcP9zKrozW4M3tbLmnpGUc6bKrF4zRU7xwBj9k

 

Deixo-vos com estas duas amostrinhas de comentários, mas há mais, pelo menos uns 162 até há pouco. Porque faço isto? Porque é preciso que Portugal ACORDE!!!!!! Porque é preciso que os brasileiros não andem por aí a envergonhar o Brasil.

 

 Isabel A. Ferreira

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 17:41

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Domingo, 3 de Outubro de 2021

«O Percurso da Sombra» - Novo livro de Poesia de J. J. Silva Garcia

 

 

Este é um daqueles livros que não são para ler. São para degustar a meia voz, ouvindo o som de cada palavra, para que a simbiose entre o Poeta e o Leitor possa resultar perfeita.

 

«O Percurso da Sombra» é uma viagem pelas palavras que o Poeta Nefelibata «gravou nas nuvens por serem da matéria das estrelas». Palavras alternadas com os Desenhos de Teh, traços delineados no branco das páginas, e que, ao nosso olhar, ganham movimento.

 

Este é um livro que diz da luz e das sombras, de ausências e de lugares, de silêncios e de sons de outros mundos.

 

O Poeta leva-nos a um tempo que «é uma unidade cósmica onde se encontram o passado, o presente e o futuro»  

 

Parabéns J. J. Silva Garcia. A tua Poesia transpõe-nos para um tempo que vai para além de todos os tempos: o tempo cósmico.

 

No final do teu Percurso da Sombra perguntas: «haverá um vulcão infinito dentro do azul?». Eu, como leitora que mergulhou nas sombras e luzes, que percorreram os teus poemas, respondo-te: sim, há um vulcão infinito dentro do azul, desse mundo que é o teu, mas também é o meu mundo.

 

Nota importante: este livro está escrito numa Língua Portuguesa primorosa, livre do imperfeitíssimo AO90, facto que, só por si, já conferiria ao livro um apontamento de qualidade e de verdadeira magia. Contudo, uma obra perfeita só poderia ser escrita numa linguagem perfeita, para que eu pudesse recomendá-la vivamente.

 

 O livro está à venda aqui:
https://www.blue-book.pt/produto/o-percurso-da-sombra/


Isabel A. Ferreira

 

Silva garcia.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:46

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Quarta-feira, 18 de Agosto de 2021

Jair Bolsonaro constrangeu Marcelo Rebelo de Sousa e Augusto Santos Silva em almoço de Estado? Eu, que não sou hipócrita, penso que Marcelo e SS tiveram o que mereceram

 

Porquê?


Não andam ambos a arrastar-se aos pés do gigante brasileiro, no que ao AO90 diz respeito? Não andou Marcelo a fazer rapapés a Lula da Silva, promotor do AO90, e inimigo de Bolsonaro, o qual, numa viagem a Espanha, disse alto e em bom som que se havia corrupção no Brasil a CULPA era dos Portugueses? 

 

E andam os governantes portugueses a bajular estas personagens, que se estão nas tintas para Portugal, para os Portugueses e para a Língua Portuguesa!

 

O que espero agora é que ambos tenham aprendido a lição e deixem de fazer salamaleques ao Brasil (*) e devolvam a Portugal a ortografia que nos representa: a PORTUGUESA, a de 1945.

 

Marcelo no Brasil.jpg

Bolsonaro e Marcelo durante a visita do PR português ao Brasil© EPA/Marcos Correa

Ler notícia aqui:

https://www.dn.pt/internacional/bolsonaro-constrangeu-marcelo-em-almoco-diz-o-globo-14037104.html

 

***

(*) Quando me refiro ao "Brasil" não estão aqui incluídos TODOS os Brasileiros, obviamente, mas apenas os POLÍTICOS e os seus subjugados, que espalham uma ignorância gigantesca pela Internet, pelo YouTube no que respeita a Portugal e aos Portugueses, envergonhando o Brasil.


Toda esta questão da Língua e a relação Brasil/Portugal é uma questão meramente de política marxista mal-amanhada, e de políticos portugueses muito subservientes.


Os nossos governantes arrastam-se aos pés dos políticos brasileiros que nos pisam há bastante tempo, e surpreenderam-se com o que se passou no almoço de Estado?  


E mais, no dia em que em Portugal se soube que Bolsonaro havia ganho as eleições, Marcelo Rebelo de Sousa acerca disso disse: «Isto é uma MÁ notícia». Depois, com a maior lata, foi à tomada de posse de Bolsonaro. E é óbvio que Bolsonaro soube deste dito de Marcelo, que nesta última viagem ao Brasil, foi fazer salamaleques ao Lula, e  à reinauguração do Museu da Língua Portuguesa onde todas, todos e todes estavam presentes, excepto Bolsonaro, que se esteve nas tintas para a cerimónia da atribuição da primeira Medalha de Camões (pobre Camões!) a um Museu que guardará o AO90 e a linguagem neutra, mas não a Língua Portuguesa. 



A terminar esta visita ao Brasil, Marcelo e Santos Silva, apesar da desfeita no Museu, aceitaram ir ao almoço de Estado, onde se sentiram constrangidos, com a linguagem livre de Bolsonaro. 


Esperavam o quê? Serem recebidos com pompa e circuntância?


Há erros que se pagam muito caro.

E mais caro irão pagar o facto de estarem a contribuir para a destruição da Língua Portuguesa.


Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:30

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Sábado, 26 de Junho de 2021

Um alerta (vermelho) para Portugal e para o seu Povo, no que ao Ensino da Língua Portuguesa diz respeito

 

Se nada se fizer, daqui a cinco anos (poderá até ser menos) a Língua Portuguesa já terá desaparecido, porque os Portugueses e quem de direito, incluindo professores, pais, políticos, governantes, advogados, escritores, jornalistas, tradutores, apresentadores de televisão, artistas, juristas, enfim a sociedade mais instruída, as pessoas mais “importantes” que têm a obrigação e o dever de saber escrever bem e falar bem, não souberam lutar por ela, e a próxima geração será a geração dos analfabetos funcionais, que estarão (já estando) na cauda da Europa (como sempre estiveram).

 

Alerta vermelho.png

 

Já em 2002, de acordo com o estudo “O futuro da Educação em Portugal”, apresentado pelo então Ministro da Cultura, Roberto Carneiro, se dizia que o nosso sistema educativo era «medíocre, quando comparado com os níveis internacionais» tendo Portugal, segundo o mesmo estudo, «um atraso de 200 anos, (…) 80% dos Portugueses não tinha mais de nove anos de escolaridade e (…) 60% da população estava satisfeita com o seu nível educativo».

 

Se a situação em 2002 já era péssima, e já estávamos atrasados 200 anos, desde então, as coisas pioraram substancialmente e o atraso será agora para cima de mil anos, com a introdução do AO90 e o colossal desleixo no uso da Língua nas escolas, nos livros escolares, nos livros traduzidos, nos livros publicados, na comunicação social escrita e televisionada, nas legendas de filmes, no rodapé das notícias, em todos os canais televisivos,  imperando em Portugal uma agigantada iliteracia, em que estão bem evidenciadas as dificuldades na escrita, na leitura, na capacidade de interpretação do que se escreve e também na oralidade, com tantas bacoradas, de bradar aos céus, que se dizem alto… E as pessoas que lêem, ou ouvem rádio ou vêem televisão têm o direito de exigir que se escreva e se expressem num Português correCto.

 

Para não falar nas desventuradas crianças que foram frequentar escolasm para terem um Ensino de Qualidade, como é do direito delas, e atiraram-lhes à cara o lixo ortográfico, base de toda a comunicação e de todo o Ensino, desde o básico ao superior! Mas quando temos "peixe graúdo" como um presidente da República, um primeiro-ministro, ministros e deputados da nação a falar e a escrever tão mal, nas páginas oficiais e nas suas redes sociais, e que deveriam dar o exemplo da boa escrita e da boa oralidade, esperar o quê  dos "mexilhões"? Poderiam, ao menos, ter vergonha, mas não têm.  

 

Não é apenas na Covid-19 que Portugal ultrapassa a linha vermelha.

 

No Ensino da Língua Portuguesa já se ultrapassou, faz tempo, todas as linhas vermelhas possíveis e imagináveis.

 

Daí que seja premente que todos os Portugueses e quem de direito:  professores, pais, políticos, advogados, escritores, jornalistas, tradutores, apresentadores de televisão, artistas, juristas, enfim a sociedade mais instruída, as pessoas mais “importantes” e mediáticas acordem e se unam para exigir dos governantes e do constitucionalista-mor, que é o primeiro a não cumprir a Constituição da República Portuguesa, a anulação do aberrante AO90 e a reposição da grafia de 1945, não só nas escolas, como em TUDO o que mexe com o Idioma Oficial de Portugal, além de um Ensino de Qualidade, que nos faça acompanhar os níveis europeus.

 

Ou somos gente que sente, ou não somos ninguém!

Ou seremos apenas fantoches nas mãos de fantocheiros, a deambular por aí, sempre a dizer que sim, que sim… ?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:51

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Sexta-feira, 25 de Junho de 2021

«Portugal em Movimento contra o AO90 – Unidos pela Defesa da Língua Portuguesa» - eis o que faltava para dar a machadada final à inadmissível imposição ilegal de uma ortografia que nada tem a ver com a cultura linguística europeia

 

A ideia partiu do Paulo Teixeira, que vai coordenar os trabalhos.

 

«Citando A. Jackson (presidente dos Estados Unidos da América do Norte de 1829 a 1837, pelo Partido Democrata): «um só homem armado de coragem, vale por uma maioria». Nem mais. 

 

O Blogue «O Lugar da Língua Portuguesa» está totalmente à disposição deste novo Movimento, para divulgar o que for necessário divulgar. Eu continuarei a aplicar o meu lema: «Contra o AO90, marchar, marchar



Porque já chega de marcar passo e de deixar que políticos ignaros, incompetentes, irresponsáveis e servis usem e abusem do poder que (ainda) têm, para impor a Portugal um “tratado” que nenhum dos países, ditos lusófonos, cumpre, por ser algo do foro da irracionalidade.

 

Deixo-vos com a carta onde Paulo Teixeira diz ao que vem.

 

Da minha parte, espero que as figuras públicas/mediáticas, que se têm manifestado publicamente contra a absurdez do AO90, saiam da sua zona de conforto e se disponham a usar da sua influência e mediatismo, para que Portugal possa, definitivamente, ver-se livre, deste pesadelo, gerado por gente que não sabe ser e, muito menos, não sabe estar.

 

Isabel A. Ferreira

 

Portugal em Movimento contra o AO90.jpg

 

Caros desacordistas,

 

É com enorme agrado e orgulho que vos contacto, em especial para vos felicitar pela corajosa opção de rejeitar o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) na vossa vida!

 

O meu é nome é Paulo Teixeira, sou gestor comercial e, certamente, do mesmo modo que todos vós, abomino o AO90! É um bom começo e uma constatação feliz para todos, sim, mas não basta haver muitas pessoas como nós. Na verdade, e ainda que sejamos a maioria nesta batalha contra o AO90, partilhamos entre nós um grave problema que nos impede de ser bem-sucedidos: estamos todos a trabalhar isoladamente, cada um para seu lado, desorganizados e a cada instante mais desgastados e desmotivados...

 

Mas há dias tive uma ideia que abrandou as minhas preocupações e me encheu de motivação, um pensamento que bem delineado poderá transformar-se numa poderosa "ferramenta" contra o AO90. E então pensei: se o acordo continua de pé por culpa de estarmos desunidos e desfocados do cerne desta batalha, então a criação de um "grupo de trabalho" no Facebook com as pessoas certas pode ser o primeiro passo para convergirmos para o mesmo fim!

 

E quem são as pessoas certas, perguntarão? Para mim, são todas aquelas capazes de contribuir activamente com algo importante para o grupo e suas acções, em especial as figuras públicas de relevo, que se manifestam declaradamente contra o AO90! Se queremos vencer este atentado ortográfico, vamos precisar de toda a criatividade do mundo para chegar às melhores ideias, de muita energia para dar andamento às estratégias de ataque mais eficazes e do "peso" das maiores figuras públicas/mediáticas! E porque são as figuras públicas/mediáticas tão especiais? Porque são a "influência" perfeita para inverter tendências e mudar mentalidades! Actores, cantores, compositores, músicos, escritores, tradutores, professores, linguistas, comediantes, juristas, médicos! Todos juntos seremos imparáveis e capazes de derrotar a inutilidade que é o AO90! Todos juntos num lugar que, passo a partilhar, se encontra aberto no Facebook com o nome Portugal em Movimento Contra o AO90, em: https://facebook.com/groups/pemcao90/

 

Dito isto, ficam desde já convidados a integrar este Movimento, pois acredito que a vossa presença, a par de tantas outras de renome, vai fazer toda a diferença na defesa e preservação da Língua Portuguesa! Conto convosco!

 

Muito obrigado pelo vosso tempo!

Com os melhores cumprimentos,

PAULO TEIXEIRA - coordenador deste Movimento.

pauloteixeiramailbox@gmail.com

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:51

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Quinta-feira, 10 de Junho de 2021

Hoje celebrarei, a três tempos, o Dia de Portugal, de Camões, das Comunidades Portuguesas e da Língua Portuguesa…

 

Tempo Primeiro:

 

Camões 1.jpg

 

Celebro o Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas orgulhando-me de ser portuguesa, orgulhando-me da sua História, da sua Cultura Culta (porque anda por aí uma cultura inculta a tentar impor-se, sob as asas de políticos pouco escrupulosos, de quem não tenho orgulho algum), e de todos os Autores Portugueses que souberam honrar a Língua Portuguesa, desde Dom Dinis até aos nossos dias.

 

Portugal é um país territorialmente pequeno, mas com uma alma grande, que gente ignara, d’aquém e d’além-mar, amesquinha insidiosamente, sem o mínimo Saber.

 

Contudo, um Povo [que se preze] deve celebrar os valores do seu País mais do que gritar ao mundo as suas desvirtudes. Estas devem ser redimidas na intimidade da sua auto-estima.

 

E porque tudo vale a pena se a alma não é pequena (citando Fernando Pessoa), este é o meu contributo no sentido de resgatar o bom-nome de Portugal [que anda por aí tão vilipendiado, na boca de quem não conhece as palavras].

 

Todos os povos têm virtudes e defeitos. Portugal não foge à regra. Contudo, o maior defeito do Povo Português é o de não acreditar nas suas virtudes, [aceitar ser governado por políticos estultos] e encolher-se perante os juízos menores que dele fazem os que desconhecem a grandeza do seu percurso histórico, e de como sempre conseguiu manter-se na corda bamba, sem nunca perder plenamente o equilíbrio.

 

E isso não é coisa pouca!

[Mas esses foram outros tempos, tempos em que a HONRA fazia Lei].

 

(O texto em itálico foi retirado da nota introdutória do meu livro «Dom João VI – Como um Príncipe Valente Enganou Napoleão e Salvou o Reino de Portugal e o Brasil», que pode ser consultado neste link:

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/contestacao-ao-livro-1808-de-laurentino-729191

 

***

 

Tempo segundo:

 

Fernando Campos.jpg

Fernando Campos (Foto: Portal da Literatura)

 

É através do escritor Fernando Campos que celebrarei todos os Autores Portugueses, desde os clássicos, aos hodiernos, que souberam honrar Portugal, honrando a Língua Portuguesa, o nosso mais nobre   Património Cultural Imaterial, o único que nos identifica como Povo soberano.

 

Fernando Campos é um dos mais extraordinários autores portugueses, da minha predilecção. Ficcionista, cronista e investigador, Fernando da Silva Campos nasceu em 23 de Abril de 1924, em Águas Santas, no concelho da Maia (Porto), e faleceu em Lisboa, em 01 de Abril de 2017. A sua prosa é cristalina. É perfeita. é ímpar. Ler Fernando Campos é esquecer a realidade e entrar no mundo fabuloso das suas palavras e dos seus enredos.

 

De Fernando Campos, neste momento, estou a reler «A Rocha Branca», cujo âmbito cronológico da acção vai dos finais do século VII a. C. à primeira metade do século VI a. C., e no qual a poetisa Safo de Lesbos é a personagem principal. Um livro que recomendo não só pela sua beleza de escrita, como pela riqueza do conteúdo histórico.

 

Entretanto, seguindo a minha releitura, na página 47, deparei-me com o discurso de Pítaco, rei de Mitilene, que provocou o exílio de Safo, a conspiradora.

 

E não sei porquê (talvez os meus leitores possam dizer-me), encontrei neste discurso algo que me trouxe aos tempos de hoje. E pensei: o que mudou em todos estes séculos? Este discurso pode ser proferido por qualquer um dos nossos actuais governantes, ou pretendentes a sê-lo, ou poderia tê-lo dito António Oliveira Salazar.

 

Ontem, como hoje, tirania ou democracia? Eis o grande dilema, que me proponho reflectir com os meus leitores:

 

«(...)

Um dia Pítaco convoca os cidadãos para a ágora. (...) Ele avança três passos no patamar até à beira da escadaria, levanta a mão e fala:

 

– Cidadãos de Mitilene! A nossa liberdade está em perigo. Um grupo de conspiradores ousou urdir na sombra a morte do vosso rei e a perda da cidade. Vejo-me constrangido a expulsar de Lesbos todo esse bando de perigosos malfeitores. Alcei-me ditador para que não mais haja nesta terra ditadura. Não renegaremos os deuses, velaremos pela salvação da pátria e pela segurança de todos vós. É na tirania que se funda a verdadeira democracia. De que serve a soma de opiniões dos homens cultos, se, numa assembleia, as suas ideias divergem, tal como na taberna se entrechocam as dos ignorantes no calor do vinho e das paixões? Sim, dir-me-eis, é preciso educar o povo. É verdade. Mas, quando toda a gente possuir o dom da sabedoria, todos continuarão a opinar diversamente e a democracia corre o risco de ser sinónimo de anarquia...

 

Só sereis felizes se fordes governados por um rei absoluto. A causa de todos os males está na democracia, no governo da maioria. Quando o poder está na mão de um tirano, ele sabe que tem de satisfazer a muitos. Se muitos governam, não pensam senão em satisfazer-se a si próprios e surge então a mais hipócrita das tiranias, a tirania rebuçada de liberdade. Para obviar a esse perigo, cumpre pôr ordem nos tribunais, nas assembleias do povo, no exército, nas ruas, disciplina nas escolas, estabelecer normas de convivência. Criarei uma guarda pessoal que vigilará pela minha e vossa integridade, que o mesmo é dizer pela integridade do estado. Serão homens especialmente treinados. Ninguém conhecerá os seus rostos nem os seus nomes. Estarão em todo o lado, secretos, invisíveis, atentos e zelosos. Serão os meus olhos e ouvidos. Ide em paz. Sois livres de nada conceber e atentar contra o vosso rei e a vossa pátria...

 

- …se não… - rosna Antiménides no meio da multidão.»

 

in «A Rocha Branca», Fernando Campos (Editora Objectiva) – 1ª edição Outubro 2011

 

Obra literária de Fernando Campos, que recomendo vivamente:

 

A Casa do Pó (Prémio Literário Município de Lisboa) – (1986); Psiché – (1987); O Homem da Máquina de Escrever – (1987); O Pesadelo de dEus - (1990); A Esmeralda Partida (Prémio Eça de Queiroz da Câmara Municipal de Lisboa) - (1995); A Sala das Perguntas - (1998); Viagem ao Ponto de Fuga - (1999); A Ponte dos Suspiros - (2000); ...que o meu pé prende... - (2001); O Prisioneiro da Torre Velha - (2003); O Cavaleiro da Águia - (2005); O Lago Azul - (2007); A Loja das Duas Esquinas - (2009); A Rocha Branca - (2011); Ravengar - (2012)

 

***

 

Tempo Terceiro:

 

Luto pela Língua.png

 

Neste dia de celebração de Portugal, de Camões (o maior de todos os nossos Poetas, o qual cantou os feitos gloriosos dos Portugueses, imortalizando-os na sua genial obra «Os Lusíadas»), das Comunidades Portuguesas, mas também da nossa Língua Portuguesa, não podia deixar passar em branco o facto de o Povo Português estar de luto por ela, e ao mesmo tempo, existir tanta gente a lutar pela sua sobrevivência, entre o caos em que, entretanto, a lançaram.

 

Eu estou de luto pela nossa Língua, tão bela e quase morta! O que fizeram dela? O que fizeram com ela? Em nome de quê? Porquê? Nasceu nobre e europeia, num jardim antigo, à beira-mar plantado, e foi lapidada, como um diamante, por um saber profundo.

 

Foi levada por ventos e marés a todos os cantos do mundo. E em cada canto nasceu um novo falar, uma nova escrita. E de uma se fez muitas.

 

Espalhou-se pelo mundo, sem nunca deixar, contudo, de ser a Matriarca [de mater (Latim) + árkho (Grego) – as suas raízes], aquela que lidera, por ser a mais antiga, entre todas as outras que nasceram dela.

 

Porém, entretanto, vieram uns invasores estéreis, e feriram-na de morte, sem dó, nem piedade, nem sabedoria, e agora, agonizante, o nosso belo diamante aguarda um antídoto que possa devolvê-lo à vida e à beleza de antanho.

 

Daí que eu esteja de luto, mas, ao mesmo tempo, luto com todas as garras de fora para que esses invasores sejam escorraçados e vencidos, como tantos outros, ao longo da nossa História, já foram, e a Língua Portuguesa possa, então, renascer das cinzas, tal a bela Phoenix que sempre foi.

 

Ainda nos resta a esperança que, tal como a ave mítica, ainda que possa morrer queimada, renascerá sempre das próprias cinzas, se assim o desejarmos.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:13

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Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

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