Domingo, 11 de Setembro de 2022

«A diplomacia tem limites» - título da carta ao director do Jornal Público, a propósito da colaboração de Marcelo Rebelo de Sousa na cerimónia do Bicentenário da Independência do Brasil

 

A notícia pode ser lida aqui:

https://www.publico.pt/2022/09/07/politica/noticia/marcelo-afirma-brasilia-gesto-historico-nega-desconforto-2019728

 

Na rubrica «Cartas ao Director», do Jornal Público, um cidadão escreveu uma carta com a qual concordo inteiramente, até porque a subserviência também tem limites.

A carta diz o seguinte:

 

«A diplomacia tem limites»


«Mas parece que não os terá. Pelo menos a avaliar pelo comportamento dos Presidentes das Repúblicas de Portugal e do Brasil, embora com diferentes leituras por parte de cada um deles.

 O nosso, Marcelo Rebelo de Sousa (MRS), ateve-se até à exaustão no dever que Portugal tinha em participar - através da presença in loco da sua pessoa/cargo - na comemoração dos 200 anos da independência do Brasil. O deles, Jair Bolsonaro (JB), atem-se ao “direito”, que reclama, de dizer e fazer tudo o que lhe apetece pois “ele é como é, pensa o que pensa e está na terra dele”. Pois é, quanto ao último, isso é com os brasileiros.

Agora o que não tem o direito é de usar o nosso Presidente da República “na lapela” para cometer todos os desmandos e este tem todo o direito e dever de não “comer e calar” como, infelizmente, fez. Foi patético assistir à feitura dum comício travestido em cerimónia de Estado, em que desde a auto-afirmação de virilidade de JB, até à adulteração da bandeira do Brasil, passando pela companhia dum celerado vestido a preceito (!), e ver a presença, na primeira fila, dum “assarapantado” MRS, que nada ouviu e nada viu.

Senhor Presidente da República do meu país, a diplomacia tem limites.

Fernando Cardoso Rodrigues, Porto

 

Fonte da Carta:   https://www.publico.pt/2022/09/11/opiniao/opiniao/cartas-director-2020019

 

Marcelo colaborando com Bolsonaro.PNG

 

Fonte da imagem e do comentário de Armando Antunes (mais abaixo):

https://www.publico.pt/2022/09/07/politica/noticia/marcelo-afirma-brasilia-gesto-historico-nega-desconforto-2019728

 

Ainda a propósito desta cena, o Armando Antunes diz o seguinte (algo que subscrevo inteiramente):

Comentário MRS - 1.PNG

 

O que o Fernando Cardoso Rodrigues e o Armando Antunes escreveram corresponde ao que milhares de Portugueses, que têm os neurónios a funcionar, PENSAM (eu incluída), e, igualmente,  muitos dos Portugueses das Comunidades na Diáspora, que me escrevem, manifestam a tristeza deles, a vergonha deles por serem, por aí, representados por uma personagem com um EGO do tamanho do mundo, que, no entanto, não tem brio próprio, e ainda que seja menosprezado, como já o foi por Bolsonaro, verga-se ao menor aceno que lhe façam, porque é preciso aparecer, para alimentar esse EGO.


Na verdade, todos sabemos que a diplomacia tem limites, porém, Marcelo Rebelo de Sousa não conhece esses limites.

 

É o único chefe de Estado do mundo que se presta a estas cenas (como sói dizer-se actualmente) e que sai todos os dias nas televisões, a comentar tudo e mais alguma coisa, o que deve e o que não deve, contudo, RECUSA-SE a responder a uma questão que, há muito, muitos portugueses lhe põem: por que é que sendo o AO90 ilegal e inconstitucional, ele, que jurou DEFENDER a Constituição da República Portuguesa,  VIOLA-A tão descaradamente, e se recusa a dar uma resposta ao Povo Português, como é do seu DEVER, uma vez que se diz Chefe de um Estado de Direito, isto é,  de um sistema institucional, no qual, desde o mais comum dos cidadãos, até ao PODER público, todos estão sujeitos ao império do direito, que significa que o Estado de Direito está ligado ao respeito às normas e aos direitos fundamentais. O Estado de Direito é, pois, aquele no qual até mesmo os políticos e os governantes, que são eleitos democraticamente, estão sujeitos à legislação vigente.

 

Sua excelência, o presidente da República Portuguesa, parece ser a excePção, porque passa por cima da Lei, viola a Constituição da República Portuguesa, e permite que o País, que diz representar, esteja a perder a sua identidade linguística, cultural e histórica, sendo, por aí, já  considerado a colónia brasileira da Europa, e ainda vai para o Brasil ajudar à missa...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:30

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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2022

«Hoje, tal como aconteceu há 200 anos, urge proclamar um novo “Grito do Ipiranga”, desta vez, no Rio Tejo, em Belém, porque a Língua Portuguesa corre perigo de morte» (Parte I)

 

Introdução

 

É tempo! Independência da Língua Portuguesa! NÃO a queremos MORTA! Estamos separados do Brasil! - Este é o grito que devemos gritar HOJE, decalcando o grito do Príncipe Regente Dom Pedro, nas margens do Rio Ipiranga, há precisamente 200 anos.

 

O trabalho de pesquisa, que se segue, foi elaborado por Francisco João, um dos membros fundadores do MPLP – Movimento em Prol da Língua Portuguesa – que continua activo, nos bastidores, para que a Língua Portuguesa, correndo real perigo de morte, não morra e seja enterrada num qualquer canto deste Planeta, como se fosse uma indigente.

ELA, que É (ainda no presente) uma das mais antigas Línguas europeias, que os Portugueses cultivaram, nos quatro cantos do mundo, originando VARIANTES, que se libertaram, umas, porém, UMA OUTRA, a Brasileira, ainda está por libertar!

 

Hoje, comemorando-se os 200 anos do Grito do Ipiranga, bradado pelo Príncipe Regente Dom  Pedro: «É tempo! Independência ou morte! Estamos separados de Portugal!», nada mais oportuno do que nos deixarmos de falsos pruridos e hipocrisias e enfrentarmos a questão da Língua Portuguesa, de frente, e, de uma vez por todas, exigirmos a nossa INDEPENDÊNCIA LINGUÍSTICA, que foi vergonhosamente barganhada (= vendida com dolo; negociada com trocas), por políticos ignorantes, como se a Língua fosse um saco de bolotas, o que levou à marginalização e ao descalabro da Língua Portuguesa, pela sua Variante Brasileira, através de um “Cavalo de Tróia” chamado Acordo Ortográfico de 1990, provocado por ambas as classes políticas do Brasil e Portugal.

 

Este trabalho, que pretende tirar do marasmo, os que se dizem anti-acordistas, em Portugal, e os DESPERTEM para a consciência de que se continuarem a NÃO fazer nada, se NÃO passarem das palavras aos actos, URGENTEMENTE, a Língua Portuguesa terá morte certa, conforme os altos desígnios dos actuais governantes,  será apresentado em três Partes, sendo que as Partes I e II narrarão algumas razões históricas, políticas, sócio-linguísticas e mediáticas que nos impõem, urgentemente, uma feroz resistência contra o crime de destruição do Património Cultural Imaterial de Portugal, do qual a Língua é um vector essencial.

 

A Parte III será dedicada a Dom Pedro IV de Portugal (I do Brasil), que se filiou na Maçonaria brasileira «não tanto porque faça seus os ideais maçónicos, mas porque à maçonaria interessa fazê-lo mação», de acordo com Célia de Barros Barreto, uma estudiosa brasileira das questões maçónicas, e de como a Maçonaria terá influenciado o que Portugal vivencia, HOJE, estando a perder a sua IDENTIDADE, apenas porque os políticos portugueses NÃO mandam NADA em Portugal; apresentando-se também certas revelações sobre determinadas decisões relevantes de Dom Pedro IV, as quais ainda repercutem na actualidade.

 

Isabel A. Ferreira

 

***

 

«Entretanto…

 

«(…) enquanto nada mudar, e a atitude de quem manda diz-nos que por sua vontade não mudará uma só vírgula, haverá resistência e resistentes» - Nuno Pacheco, no Jornal PÚBLICO, em 16 Junho 2022, in «A eterna questão ortográfica: por que não desistimos»:

https://ilcao.com/2022/06/19/a-eterna-questao-ortografica-por-que-nao-desistimos-nuno-pacheco-publico-16-06-2022/

 

E a RESISTÊNCIA, hoje, terá de passar por um novo “Grito do Ipiranga”, desta vez, no Rio Tejo, manifestado em frente a Belém!

 

IndependenciaBrasil-854x480.jpg

Imagem: "A independência do Brasil" (de François-René Moreau), ocorrida faz hoje 200 anos, nas margens do Rio Ipiranga. É chegado o momento de cortar o cordão umbilical, que ainda não foi cortado…  desta feita, nas margens do Rio Tejo, para que a Independência do Brasil seja cumprida.

 

por Francisco João

(Um dos membros fundadores do Movimento em Prol da Língua Portuguesa - MPLP)

 

Parte I

 

NOTA PRÉVIA

 

Existe, actualmente, uma certa hostilidade entre Brasileiros e Portugueses que se acentuou drasticamente, depois da incompreensível, porque ilegal, imposição do AO-1990, a Portugal. Contudo, essa hostilidade já vem de longe. 

 

Uma corrente hostil a Portugal e aos Portugueses, já foi referida desde 1884, pelo político, escritor, jornalista português, secretário particular do rei Dom Pedro V, Manuel Joaquim Pinheiro Chagas (Lisboa, 13 de Novembro de 1842 –  Lisboa, 8 de Abril de 1895), como “ódio”, e que, ao contrário de outros países em que havia ódios intensos e rivalidades entre as metrópoles e as suas ex-colónias, no caso de Portugal e do Brasil «… esse ódio só seria válido para as “camadas inferiores da sociedade” …» escreveu Pinheiro Chagas.

 

(Chagas - citação - apud - Valéria Augusti 2004 :2-3) Cf. igualmente Valéria Augusti. Consultar hiperligação:

http://www.caminhosdoromance.iel.unicamp.br/estudos/ensaios/polemicas.pdf

 

Entretanto, mudou alguma coisa no Brasil?

 

Um outro trabalho, este de Cleidiane Marques da Silva, «tem como objectivo apresentar o preconceito que as minorias ainda sofrem na sociedade e o quanto isso afecta não só a eles, mas toda a população que vive em democracia. O Brasil ainda é um país muito preconceituoso e muitas pessoas, de diversas classes, cores, sexualidades, religiões, etc., sofrem com isso.»

 

Consultar a hiperligação:

https://poxannie.jusbrasil.com.br/artigos/1116186730/a-intolerancia-e-o-discurso-de-odio-no-brasil

 

E os portugueses são uma minoria no Brasil.

 

Vamos então ver se algo mudou, no Brasil, no caso da minoria dos portugueses. Uma recente reportagem (02 de Agosto 2022), de um media brasileiro, demonstra que o Brasil continua um “país muito preconceituoso” e que os Portugueses continuam a ser de facto um alvo preferido e muito cómodo!

 

A cadeia de Televisão Brasileira RECORD, deu-nos uma visão, na sua emissão Cidade Alerta, de que vale tudo, o ALVO É FÁCIL para fustigar, no Brasil, a Nação Portuguesa e os Portugueses, mas desta feita com outro tipo de acusações, talvez mais subtis. 

 

O tema principal aqui NÃO é um PORTUGUÊS, mas é apresentado de forma enganadora e manipuladora.

 

Atentem no título dessa reportagem! “HUMILHAÇÃO e ABANDONO”. E lá temos de novo o culpado ideal: o português [que só poderia ser um “malvado”]: «Brasileira enganada por português relata terror». “Sujeitei ser tocada!”  

 

Ver vídeo:  https://www.youtube.com/watch?v=JQOrSANOKGo

 

A Lusofobia no Brasil e o “Jacobinismo” no final do Século XIX

 

Eis alguns textos que comprovam o que muitos brasileiros negam, mas que, de facto, existiu e continua a existir:

 

Reflections on Brazilian Jacobinism of the First Decade of the Republic (1893-1897), by Suely Robles Reis de Queiroz

 

The Americas - Vol. 48, No. 2 (Oct., 1991), pp. 181-205 (25 pages) - Published By: Cambridge University Press 

https://doi.org/10.2307/1006823

https://www.jstor.org/stable/1006823

 

A Lusofobia e o velho ideal Jacobino ou Jacobinista tentaram, no final do Século XIX, levar ao extremo a hostilidade contra Portugal e os Portugueses.

 

As primeiras perguntas que ocorrem são: quem pode ter estado por detrás disso tudo? Qual era esse plano e com que objectivos? Quem iria beneficiar no futuro? Quem manipulou quem e porquê?

 

Um dos objectivos foi, manifestamente, o de excluir os portugueses (a minoria de que se fala mais acima) na construção de um “novo” Brasil.

 

Tratava-se, inter alia, de tentar fazer esquecer o facto histórico de que Portugal é o país que deu à luz o Brasil, nele agregando os indígenas, que povoavam aquelas terras e tinham uma Cultura própria, que ainda hoje perdura. Mas será assim tão fácil reescrever a História, mesmo negando-a ou, pior, tentando apagá-la?

 

Para tal, a corrente hostil fabricada contra Portugal e os Portugueses teve um papel preponderante, na sequência da decisão de Dom Pedro I do Brasil, em Agosto de 1822, o qual proibiu, por escrito, as actividades maçónicas, assinando Pedro GUATIMOZIN, pois era esse o apelido maçónico do Monarca. Essa corrente hostil e artificialmente criada, pasmem, por um determinado tipo de portugueses, reforçou-se, tornando-se depois mais forte, influenciando muito a política no Brasil e do Brasil, com fortes consequências nas relações de Estado a Estado o que levou mais tarde até ao rompimento de relações diplomáticas entre o Brasil e Portugal, no dia 13 de Maio de 1894, provocado pelo presidente Floriano Peixoto, e que durou até ao fim do seu mandato. 

 

As relações diplomáticas só puderam ser retomadas em 16 de Março de 1895, pelo seu sucessor, o Presidente Prudente de Morais (1894-1898). Este facto só por si já é bastante revelador dessa hostilidade, mas há muito pior do que isso, como veremos mais abaixo.

 

Inclusive na questão da Variante Brasileira da Língua Portuguesa que se afastou irremediavelmente da Língua Portuguesa, criando assim as condições para ser futuramente a língua oficial do Brasil, ou seja, a Língua Brasileira, desconhecendo-se, no entanto, a(s) razõe(s) pelas quais o Brasil ainda não teve a coragem de o fazer, e de continuar a fazer “tropelias” e outras degradações à Língua Portuguesa - ver aqui:

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/degradacao-da-lingua-portuguesa-texto-386843

 

Essa hostilidade é patente também num acontecimento e consequente rompimento de relações diplomáticas entre Brasil e Portugal, com origem numa simples questão de asilo dado pelo Governo Português a marinheiros brasileiros, por razões humanitárias (havia até consenso europeu nesse sentido) na sequência da sublevação de   uma parte da esquadra brasileira contra o governo brasileiro em Setembro de 1893. Revolta da Armada Brasileira 1893-1894 no tempo de Floriano Peixoto.

 

in «The revolt of the Navy was the last great response to the government of Floriano Peixoto. Led by Admiral Custódio de Melo who had the ambition to be president, it began on September 6, 1893 and was defeated in March of the following year». Consultar esta hiperligação:

 

https://www.cambridge.org/core/journals/americas/article/abs/reflections-on-brazilian-jacobinism-of-the-first-decade-of-the-republic-18931897/CB9F91D153A37B2F6234C632E3625D9


Veremos mais adiante quem teria fomentado (como já foi referido, afinal foi um determinado tipo de português) uma grande parte desta hostilidade a Portugal e o porquê de um tal ódio, aquele de que falou Pinheiro Chagas.

 

Como foi possível o Brasil, “um país irmão”, dado à luz por Portugal, ter tratado e humilhado os Portugueses daquela maneira, incluindo o seu massacre, na noite de 30 para 31 de Maio de 1834, no Estado de Mato Grosso. Eu, como decerto muitos leitores (e não só portugueses) irão ficar muito tristes e assombrados. E veremos como este tipo de acontecimentos são muito pouco conhecidos, ou então foram deliberadamente escamoteados, ou deformados na história oficial.

 

Ora pasmem! E abram finalmente os olhos!

 

(Continua…)


 - A Parte II será publicada amanhã, dia 08 de Setembro, e tratará do anti-lusitanismo entranhado na sociedade brasileira, visto por autores brasileiros

 

***

Para quem está a seguir este trabalho de investigação:

 

«Hoje, tal como aconteceu há 200 anos, urge proclamar um novo “Grito do Ipiranga”, desta vez, no Rio Tejo, em Belém, porque a Língua Portuguesa corre perigo de morte» (Parte I)

 

«Hoje, tal como aconteceu há 200 anos, urge proclamar um novo “Grito do Ipiranga”, desta vez, no Rio Tejo, em Belém, porque a Língua Portuguesa corre perigo de morte» (Parte II)

 

«Hoje, tal como aconteceu há 200 anos, urge proclamar um novo “Grito do Ipiranga”, desta vez, no Rio Tejo, em Belém, porque a Língua Portuguesa corre perigo de morte» (Parte III)

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:47

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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2022

Hoje fui surpreendida com esta notícia: «As touradas não vão ficar iguais. Tem de se deixar de usar objectos perfurantes» (????)

 

Quem o diz, numa entrevista ao jornal Público, é Laurentina Pedroso (***) que, curiosamente, é a “Provedora do Animal».

Não acreditam?

Pois então leiam.

 

Provedora.png

Origem da imagem da provedora: https://ionline.sapo.pt/402859?source=social

 

Com uma provedora assim, que em vez de pugnar pela abolição das touradas em Portugal, como está a acontecer nos restantes sete países, que ainda mantêm activa esta prática troglodita (comprovar neste link:

https://www.facebook.com/CampanhaContraTouradasMundo/ )

 

pugna pela continuidade da barbárie, mas sem objectos perfurantes (????) como se tudo o resto não fosse uma tremenda violência e crime de maus-tratos contra animais tão sencientes como o são os BOVINOS, nenhum animal está a salvo.

 

A notícia refere: «A Provedora do Animal Laurentina Pedroso diz que espectáculos culturais não podem manter sofrimento injustificável dos animais e promete lançar debate nacional: “A modernização das touradas permitirá a sua continuidade”. Não lhe repugna um agravamento das penas a aplicar a quem faz mal aos bichos e advoga uma revisão constitucional se isso se revelar necessário para manter em vigor lei que criminaliza os maus tratos.»



Inacreditável, senhora provedora!!!!!! Absolutamente inacreditável!!!!

 

Estará a senhora Provedora do Animal ao serviço do ANIMAL, ou está ao serviço da indústria tauromáquica, da indústria das carnes, dos “veterinários” que estão do lado da crueldade exercida contra herbívoros mansos????

 

Numa tão curta, frase Laurentina Pedroso chama “espectáculos culturais” a uma actividade bárbara e medievalesca, violenta e cruel; diz que não podem manter sofrimento injustificável dos animais, o que implica dizer que o sofrimento justificável possa existir, porquanto, numa tourada, tudo o que se passa com o Touro, (um Boi não-castrado) desde o seu nascimento até à entrada na arena, é uma desmedida violência como se pode comprovar nestes textos escritos por um VERDADEIRO Médico-Veterinário, com conhecimento de causa, e que podem ser consultados nestes links:

Percurso do Touro usado para toureio (I)

Percurso do Touro usado para toureio (II)

 

A provedora do ANIMAL quer a continuidade das touradas, mas MODERNIZADAS??????? Não sabe a provedora que na MODERNIDADE não cabem actividades medievalescas? Estamos no ano 2022 depois de Cristo, não sei se já reparou.

 

 

A senhora provedora do ANIMAL não faz a mínima ideia do que é uma tourada.

 

Além disso NÃO está ao serviço dos animais, mas tão-só dos lobbies que os exploram.

 

Portugal precisa de evoluir, mas, para tal, há que destituir todos os que não sabem o que andam a fazer. E esses, infelizmente, são muitos, são escolhidos a dedo, e têm Super Cola3 no traseiro, por isso, estão tão pregados às cadeiras do PODER.

 

E mais do mesmo NÃOOOOOOOO!!!!!!! Por favor!!!!!


Isabel A. Ferreira

***

 

(***) Bastonária dos Veterinários durante cinco anos, Laurentina Pedroso foi escolhida pelo ministro do Ambiente como primeira provedora nacional do animal. Hoje com 59 anos, chegou a ocupar o cargo de directora executiva da Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes e acumula neste momento a provedoria com a direcção da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Lusófona. Chegou a integrar a lista do PS à Câmara de Lisboa na eleição que reconduziu Costa na liderança da autarquia.

 

Fonte da entrevista completa:

 https://www.publico.pt/2022/01/04/sociedade/entrevista/touradas-nao-vao-ficar-iguais-deixar-usar-objectos-perfurantes-1990519

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:54

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Sexta-feira, 26 de Novembro de 2021

Sobre a decisão de inconstitucionalidade da lei de maus-tratos a animais: é inacreditável que em pleno século XXI d. C. esta questão ainda não seja do foro da Lei Natural…

 

… e tenha de ser do foro da lei de homens, para quem os animais continuam a ser as "coisas" que sempre foram, em épocas em que imperava o obscurantismo a este respeito, e as Ciências Biológicas davam os seus primeiros passos.

 

A lei dos homens não pode estar acima da Lei Natural, porque é da irracionalidade não considerar que qualquer animal é um animal como os homens, e sendo um animal como os homens, a sua VIDA é tão importante como qualquer vida. Basta ser VIDA. Além disso, os animais existiram muito antes do homem. Este veio por último e deu cabo do Paraíso Terrestre, que existia antes dele.

 

É absolutamente inacreditável que a VIDA tenha de ser legislada, tim-tim por tim-tim, para que a convivência entre TODOS os animais terráqueos possa realizar-se com a harmonia que seria esperada por parte de um ser que se diz SUPERIOR a todos os outros animais, e não passa do mais vil PREDADOR.

 

Como é possível haver gente em tribunais com mentalidades tão retrógradas? Com gente assim Portugal jamais evoluirá em humanismo.

 

Sinto-me devastada.  Não consigo compreender a mentalidade de certos animais que têm o estatuto de SAPIENS SAPIENS sem o merecerem.

 

Isabel A. Ferreira

 

Maus-tratos a animais.jpg

Origem da imagem, onde se vê os evidentes bárbaros maus-tratos de João Moura aos seus Cães.

https://www.dn.pt/pais/gnr-mostra-imagens-dos-caes-subnutridos-do-cavaleiro-joao-moura-11843708.html

 

Este artigo, publicado no jornal "Público" pelo Constitucionalista Jorge Reis Novais, é importantíssimo como análise e informação CONTRA uma INFELIZ decisão dos Juízes do Tribunal Constitucional.

 

«Quando o Tribunal Constitucional regride 40 anos»

«Não é por não haver menção a bem-estar animal na Constituição que não é possível restringir o direito à liberdade dos perpetradores de maus-tratos a animais de companhia. Uma secção do Tribunal Constitucional (quatro juízes e o presidente) julgou inconstitucional a criminalização dos maus tratos infligidos a animais de companhia». (Jorge Reis Novais)

O artigo pode ser lido neste link:

https://www.publico.pt/2021/11/23/opiniao/opiniao/tribunal-constitucional-regride-40-anos-1985863

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:37

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Sexta-feira, 19 de Março de 2021

«A Partidocracia destrói a Democracia»

 

«Os partidos, que deveriam ser a essência da democracia, estão a aniquilá-la». (Paulo de Morais)

 

Um artigo actualíssimo, publicado em 17 de Janeiro de 2019, no Jornal PÚBLICO, que vai exactamente ao encontro daquilo que penso sobre os partidos políticos, em Portugal.

 

Não podia estar mais de acordo com Paulo de Morais, e penso que os Portugueses deviam estar mais atentos ao que diz este senhor.

 

Isabel A. Ferreira

 

Paulo de Morais.png

Paulo de Morais

 

 «Criados para representar as diferentes visões da sociedade, ao serviço do eleitorado, os partidos políticos estão em fase acelerada de degenerescência. São habitados por elites políticas que esqueceram os cidadãos e tudo fazem agora para manter os privilégios de que se foram apropriando. São os principais responsáveis pela abstenção, pelo desinteresse crónico pela política e pela crise da democracia.

 

 O principal objectivo dos maiores partidos portugueses é, na verdade, manterem-se na esfera do poder, partilhar negócios de Estado com os grupos económicos de que são instrumento e garantir emprego aos muitos milhares de apaniguados, os militantes partidários e seus familiares.

 

O seu primeiro desígnio é eliminar a concorrência. Instalados no poder, os partidos do sistema (PSD, PS, CDS, Bloco e PC) garantem o exclusivo das candidaturas ao Parlamento, para que personalidades independentes não possam ter assento na Assembleia da República. Não permitem a entrada no seu feudo parlamentar de independentes, obstaculizam o acesso a novos partidos. Para beneficiar os maiores, permitem-se violar o princípio da proporcionalidade, que a Constituição exige: em 2015, um deputado do PSD ou do PS foi eleito com 20 mil votos, mas já o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista necessitam para a sua eleição de cerca de 30 mil votos. Além do mais, impedem que outras forças políticas tenham acesso ao Parlamento, apesar de algumas delas terem recebido muitos mais votos do que os 20 mil que elegem cada um deles.

 

Os partidos nem sequer cumprem a Lei, em múltiplos aspectos, o mais escandaloso dos quais é o desrespeito pela legislação de financiamento político. São recorrentemente condenados, multados pelo Tribunal Constitucional; mas sem quaisquer consequências, porque o Estado sempre permite a prescrição, no tempo, das sanções que aplica.

 

Estes partidos garantem ainda, apenas para si próprios, financiamentos de Estado permanentes. Usufruem de subsídios públicos de todo o tipo, com os quais mantêm uma máquina de propaganda, ilegítima fora de períodos eleitorais. Só em Portugal há, em permanência, propaganda partidária nas ruas, uma forma de lavagem cerebral sistemática. Utilizam até o domínio público como propriedade sua: são aos milhares os pequenos cartazes ilegais, degradados, apensos a candeeiros públicos, de propaganda ao Bloco de Esquerda e do Partido Comunista. Este lixo urbano deveria ser removido pelas câmaras; o que não acontece, porque os partidos estão acima da lei.

 

Agarrados como lapas ao Estado, os dirigentes partidários distribuem benesses e privilégios pelas empresas que os financiam e para as quais vão mais tarde como assalariados. Foi o que sucedeu com as ruinosas parcerias público-privadas rodoviárias, cujo maior agente foi a Mota-Engil, que acabou a albergar quase todos os ex-governantes do sector das obras públicas: de Jorge Coelho a Seixas da Costa, do PS, a Valente de Oliveira e Ferreira do Amaral, do PSD. O mesmo fenómeno de promiscuidade entre política e negócios marcou a onda de privatizações ao desbarato, manipuladas por políticos que hoje recebem tenças milionárias nas empresas que os próprios partidos privatizaram. O socialista Luís Amado preside à privatizada EDP, assessorado pelo social-democrata António Mexia e pela centrista Celeste Cardona. Para presidir à privatizada ANA, foi designado o ex-ministro José Luís Arnaut. A lista dos políticos de negócios é interminável, neste infernal sistema de portas giratórias que coloca o Estado ao serviço de interesses privados.

 

Além de negócios e rendas milionárias, os partidos garantem a sobrevivência económica dos seus apoiantes através da atribuição de muitos milhares de empregos. Usam, para este fim, a Administração Central, as autarquias, as empresas municipais, os institutos públicos. Transformaram-se mesmo na maior agência de emprego do país.

 

Assim, os partidos tudo fazem para manter o status quo: controlam o sistema eleitoral, impedem a apresentação de alternativas, violam leis, utilizam recursos públicos em seu proveito, manipulam a opinião pública, enxameiam as televisões com comentadores facciosos, censuram todo o discurso contraditório. Ameaçados pelo desmoronar das bases democráticas, preferem apelidar de populista qualquer alvo em movimento, do que realmente regenerar a sua missão. Os partidos, que deveriam ser a essência da democracia, estão a aniquilá-la.

 

Presidente da Frente Cívica»

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2019/01/17/politica/opiniao/partidocracia-destroi-democracia-1857917?fbclid=IwAR2aUdF98IzlPwoD2K6csIB_TnOl1fo-c17QcWmoNGYPl1IPFUfwdUthdz8

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:55

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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2021

«Os arrasadores de Portugal»

 

«Pronto, o Ascenso Simões, dedicado deputado Socialista, já recrutou pessoal bem competente para a sua equipa de arrasamento! Tudo o que for do tempo do fascismo e do colonialismo vai tudo abaixo! Nem a ponte Salazar irá escapar! » José Cerca

 

OS ARRASADORES.jpg

Fonte:  https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10215273227984010&set=p.10215273227984010&type=3

 

***

Pois é!

 

Quando a ignorância sobe à cabeça, é nisto que dá: arrasa-se com tudo, em nome dessa ignorância.

 

Se ao menos tivessem estudado HISTÓRIA!

 

Se ao menos soubessem INTERPRETAR a História!

 

Se ao menos tivessem um pingo de LUCIDEZ!

 

Mas o que impera é um obscurantismo que já há muito não se via!

 

E como é possível um “deputado da Nação” escrever um enxurro de disparates, publicados no jornal PÚBLICO, sob o título «O salazarismo não morreu»? que pode ser consultado aqui:

https://www.publico.pt/2021/02/19/opiniao/noticia/salazarismo-nao-morreu-1951297


Tenha vergonha e peça a demissão, senho Ascenso Simões!

 

E andamos nós a pagar o salário a estas personagens, para que andem por aí a despropositar.

 

É que isto nem sequer é do foro da opinião, mas do foro de um gigantesco despropósito! Como é possível?????



Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:45

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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2021

Eleições presidenciais 2021: os Portugueses votaram no “mais do mesmo”, talvez por falta de alternativas inequivocamente convincentes

 

Marcelo Rebelo de Sousa continuará a ser o Presidente da República Portuguesa, eleito por 23,6% daqueles que foram votar.

 

As contas são fáceis de fazer.

 

Com um número recorde de abstenções, 60,51% (o mais elevado de sempre), os 60,7% que Marcelo obteve, nas contas finais, equivalem aos referidos 23,6% dos que se dignaram ir votar.

 

Para estas eleições estavam inscritos 10.736.096 eleitores, mas apenas 4.261.209 eleitores votaram. Retirando-se as percentagens atribuídas aos restantes candidatos, e aos votos nulos (0.94%) e brancos (1.1%,) o resultado final não é brilhante para Marcelo Rebelo de Sousa, mas foi o bastante para que se mantivesse na Presidência.

 

Mais vale ganhar por pouco, do que por nenhum.

 

Estes são os resultados oficiais, assentes no número de eleitores que foram votar: 4.261.209 eleitores:

 

RESULTADOS ELEIRORAIS.PNG

Imagem: Jornal Público

 

E estes são os resultados no universo dos 10.736.096 eleitores que estavam inscritos:

 

CAPTURE2.PNG

Imagem: Jornal Observador

 

Quem venceu e quem perdeu? O que falhou na campanha eleitoral de cada candidato?

 

Venceu aquele que 23,6% de Portugueses já conheciam, e quiseram apostar pelo seguro.

 

As opções não foram suficientemente convincentes. Vejamos:

 

Ana Gomes e Marisa Matias (a grande derrotada destas eleições, que esteve demasiado colada ao Bloco de Esquerda) eram as representantes de uma esquerda, na qual, quem é de Esquerda, não se revê.  Em vez de se focarem no que queriam fazer diferente de Marcelo Rebelo de Sousa se chegassem à presidência, ficaram-se pelos ataques impregnados de uma repulsa por André Ventura, visível até nos semblantes delas, e acabaram por lhe dar demasiado tempo de antena. Um erro crasso.  A somar a isto, usaram bastamente, a linguagem pimba do todos e todas, dos portugueses e portuguesas, do eles e las, dos aqueles e aquelas, dos cidadãos e   cidadãs, imprópria de alguém que ambiciona representar Portugal. Milhares de Portugueses Pensantes não se revêem neste tipo de linguagem demonstrativa de uma profunda ignorância da Língua Portuguesa, motivo que bastou para que não se votasse nelas. Eu ainda tentei chamá-las à razão, mas deparei-me com cérebros de pedra, e um silêncio tumular.  

 

João Ferreira foi igual a si próprio, numa campanha limpa, coerente, focando-se na mensagem que queria passar, porém, a colagem ao PCP, demasiado evidente, com a cassete do costume, não abonou nada a seu favor.

 

Tiago Mayan Gonçalves, também fez uma campanha limpa, focada também na mensagem que quis passar, tendo sido um dos vencedores destas eleições.

 

André Ventura, igual a si próprio, aproveitou o tempo de antena que as duas rivais lhe deram, e foi somando votos, perigosamente, sub-repticiamente… acabando por ser também um dos vencedores destas eleições. Agora, a esquerda que se amanhe!  Não é com insultos que se combate a ideologia de extrema-direita. Mas, sim, com ideias, não de extrema-esquerda. Com ideias que conduzam à construção de uma sociedade harmoniosa, equilibrada, onde todos caibam, sem andarem aos murros e pontapés uns aos outros.

 

Vitorino Silva, com o seu jeito genuíno, contribuiu para lançar ideias, revestidas de interessantes metáforas, mostrando um aparente desprendimento pelo Poder, que não se encontrou em mais nenhum candidato. Contudo, isto não lhe bastou.

 

Marcelo Rebelo de Sousa fez uma campanha pobre, sem ideias, deixando antever os próximos cinco anos com mais do mesmo, até porque, não sendo desprovido de inteligência, viu logo na aragem, quem ia na carruagem, e soube que não precisava de se esforçar, nem muito, nem pouco, para ter a recandidatura garantida. A disputa estava ganha (quase) desde o início, contudo, à medida que a campanha política foi avançando, mais os Portugueses iam tendo a noção de que não havia outra alternativa.  23,6%, dos que foram exercer um direito e cumprir um dever cívico, votaram nele. 60,51% nem sequer se deram ao trabalho de ir votar (salvaguardando aqui uma percentagem dos que não puderam votar, por impedimento  Covid).

 

Perante tudo isto, devemos chegar à conclusão de que alguma coisa vai mal, nesta República de Portugal do pós-25 de Abril de 1974. O tempo é, pois, de reflectir em tudo isto, porque vamos a caminho daquilo que não queremos, nem em pesadelos.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:56

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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2020

O Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles deixou-nos, aos 98 anos, no dia de São Martinho

 

ARquiteCto Gonçalo Ribeiro Telles.jpg

Origem da imagem:

https://www.publico.pt/2020/11/11/culturaipsilon/noticia/goncalo-ribeiro-telles-19222020-cultivador-utopias-1938817

 

Ser chamado de “arquiteto” (isto lê-se arquitêtu) como vejo por aí escrito, à excepção do jornal PÚBLICO, é morrer duas vezes. E Gonçalo Ribeiro Telles, não sendo um Arquitecto qualquer, merece todo o respeito. É triste vê-lo por aí rotulado de “arquitêto”, como se fosse um grande teto (o mesmo que teta). Isto constitui um arqui-insulto à sua memória.

 

Gonçalo Ribeiro Telles era um ARQUITECTO paisagista, um HOMEM que tinha uma extraordinária visão ecológica, fundador do Partido da Terra, e com o qual nenhum dos governantes e autarcas portugueses aprendeu o mínimo que fosse.



Portugal perdeu um dos seus mais notáveis activistas ambientais, o qual, no tempo da ditadura salazarista, se revoltou contra o impacto do desordenamento territorial de Lisboa e contra a tentativa de destruição dos espaços verdes. Essa destruição continua activadíssima, por todo Portugal, com autarcas a devastar alamedas e arvoredos, em nome do falso progresso.
  

Em 1967, aquando das tristemente célebres cheias que mataram dezenas de pessoas em Lisboa, o ArquiteCto Ribeiro Telles revoltou-se também contra o desleixo na construção de habitações, nas zonas mais pobres. Foi igualmente uma voz activa na defesa dos espaços verdes, e autor do projecto do belíssimo jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Prémio Valmor de 1975.


Ministro de Estado e da Qualidade de Vida, Ribeiro Telles foi um grande crítico da plantação intensiva de pinheiros e eucaliptos, considerando esta plantio uma das principais causas dos grandes incêndios que fustigam o país anualmente, devido a uma política assente na economia e não num ordenamento de território sustentável, que ainda hoje não se pratica.



O ARQUITECTO Ribeiro Telles partiu, mas deixou-nos uma herança ecológica. E a melhor homenagem que lhe podem prestar os políticos, que foram para a porta do Mosteiro dos Jerónimos, onde se realizou o seu funeral, dizer palavras de circunstância, é pôr em prática o seu legado ecológico.  

 

Paz à sua alma, e os meus pêsames à família.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:46

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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2020

As Feiras do Livro de Lisboa e do Porto estão aí: o que os “desacordistas” têm de fazer?

 

Comprar livros, obviamente.

Mas ATENÇÃO: em nome da nossa Língua Portuguesa, não comprem livros acordizados. Temos óptimos escritores e editoras que recusam a absurdez do Acordo Ortográfico de 1990, e escrevem e publicam em Português de FaCto.

 

Aqui deixo a lista de escritores e editoras que rejeitam o AO90: 

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/estas-sao-as-vozes-audiveis-que-gritam-137738

 

A lista é longa, e a ela juntei a dos 199 subscritores da Petição «Cidadãos contra o “Acordo Ortográfico” de 1990» [publicada como Manifesto no Jornal "Público", em 23 de Janeiro de 2017] a qual vergonhosamente os meros 230 deputados da Nação (com algumas poucas excepções) se recusam a levar em conta, estando deste modo a empalear os Portugueses, numa atitude ditatorial, não se decidindo pela anulação deste que foi o maior desacordo em toda a História de Portugal.

 

Numa DEMOCRACIA isto jamais aconteceria.

 

E aqui fica o link para a Página Português de FaCto, no Facebook

https://www.facebook.com/portuguesdefacto/  

onde podem encontrar bastantes sugestões de livros recentemente editados, em Português CorreCto.

 

Em nome da Língua Portuguesa, dêem lucro a quem o merece.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

feira-do-livro-2020.jpg

feira_livro_porto_2020.jpg

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:10

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Quarta-feira, 1 de Julho de 2020

«Ainda não vimos nada!»

 

ATERRADORA PROFECIA JÁ EM DESENVOLVIMENTO!

Uma profecia feita com a lucidez e o realismo de António Barreto. A LER com atenção e a PARTILHAR, pois é deveras preocupante e já se encontra em desenvolvimento na Europa e no Mundo.
António Barreto no jornal Público sobre a revisão da História.

Ainda não vimos nada! (José Cerca)

 

António Barreto.jpg

Por António Barreto

 

Republicanos, corporativistas, fascistas, comunistas e até democratas mostraram, nos últimos séculos, que se dedicaram com interesse à revisão selectiva da História, assim como à censura e à manipulação.

14 de Junho de 2020


É triste confessar, mas ainda estamos para ver até onde vão os revisores da História. Uma coisa é certa: com a ajuda dos movimentos anti-racistas, a colaboração de esquerdistas, a covardia de tanta gente de bem e o metabolismo habitual dos reaccionários, o movimento de correcção da História veio para ficar.


Serão anos de destruição de símbolos, de substituição de heróis, de censura de livros e de demolição de esculturas. Até de rectificação de monumentos. Além da revisão de programas escolares e da reescrita de manuais.


Tudo, com a consequente censura de livros considerados impróprios, seguida da substituição por novos livros estimados científicos, objectivos, democráticos e igualitários. A pujança deste movimento através do mundo é tal que nada conseguirá temperar os ânimos triunfadores dos novos censores, transformados em juízes da moral e árbitros da História.


Serão criadas comissões de correcção, com a missão de rever os manuais de História (e outras disciplinas sensíveis como o Português, a Literatura, a Geografia, o Meio Ambiente, as Relações Internacionais…), a fim de expurgar a visão bondosa do colonialismo, as interpretações glorificadoras dos descobrimentos e os símbolos de domínio branco, cristão, europeu e capitalista.


Comissões purificadoras procederão ao inventário das ruas e locais que devem mudar de nome, porque glorificam o papel dos colonialistas e dos traficantes de escravos. Farão ainda o levantamento das obras de arte públicas que prestam homenagem à política imperialista, assim como aos seus agentes. Já começou, aliás, com a substituição do Museu dos Descobrimentos pelo Memorial da Escravatura.


Teremos autoridades que tudo farão para retirar os objectos antes que as hordas cheguem e será o máximo de coragem de que serão capazes. Alguns concordarão com o seu depósito em pavilhões de sucata. Outros ainda deixarão destruir, gesto que incluirão na pasta de problemas resolvidos.


Entretanto, os Centros Comerciais Colombo e Vasco da Gama esperam pela hora fatal da mudança de nome.


Praças, ruas e avenidas das Descobertas, dos Descobrimentos e dos Navegantes, que abundam em Portugal, serão brevemente mudadas.


Preparemo-nos, pois, para remover monumentos com Albuquerque, Gama, Dias, Cão, Cabral, Magalhães e outros, além de, evidentemente, o Infante D. Henrique, o primeiro a passar no cadafalso. Luís de Camões e Fernando Pessoa terão o devido óbito. Os que cantaram os feitos dos exploradores e dos negreiros são tão perniciosos quanto os próprios. Talvez até mais, pois forjaram a identidade e deram sentido aos mitos da nação valente e imortal.


Esperemos para liquidar a toponímia que aluda a Serpa Pinto, Ivens, Capelo e Mouzinho, heróis entre os mais recentes facínoras. Sem esquecer, seguramente, uns notáveis heróis do colonialismo, Kaúlza de Arriaga, Costa Gomes, António de Spínola, Rosa Coutinho, Otelo Saraiva de Carvalho, Mário Tomé e Vasco Lourenço.


Não serão esquecidos os cineastas, compositores, pintores, escultores, escritores e arquitectos que, nas suas obras, elogiaram os colonialistas, cúmplices da escravatura, do genocídio e do racismo. Filmes e livros serão retirados do mercado.


Pinturas murais, azulejos, esculturas, baixos-relevos, frescos e painéis de todas as espécies serão destruídos ou cobertos de cal e ácido. Outras comissões terão o encargo de proceder ao levantamento das obras de arte e do património com origem na África, na Ásia e na América Latina e que se encontram em Portugal, em mãos privadas ou em instituições públicas, a fim de as remeter prontamente aos países donde são provenientes.


Os principais monumentos erectos em homenagem à expansão, a começar pelos Jerónimos e pela Torre de Belém, serão restaurados com o cuidado de lhes retirar os elementos de identidade colonialista. Os memoriais de homenagem aos mortos em guerras do Ultramar serão reconstruídos a fim de serem transformados em edifícios de denúncia do racismo. Não há liberdade nem igualdade enquanto estes símbolos sobreviverem.


Muitos pensam que a História é feita de progresso e desenvolvimento. De crescimento e melhoramento. Esperam que se caminhe do preconceito para o rigor. Do mito para o facto. Da submissão para a liberdade.


Infelizmente, tal não é verdade. Não é sempre verdade. Republicanos, corporativistas, fascistas, comunistas e até democratas mostraram, nos últimos séculos, que se dedicaram com interesse à revisão selectiva da História, assim como à censura e à manipulação.


E, se quisermos ir mais longe no tempo, não faltam exemplos. Quando os revolucionários franceses rebaptizaram a Catedral de Estrasburgo, passando a designá-la por Templo da Razão, não estavam a aumentar o grau de racionalidade das sociedades. Quando o altar-mor de Notre Dame foi chamado de Altar da Liberdade caminharam alegremente da superstição para o preconceito.


E quando os bolchevistas ocuparam a Catedral de Kazab, em São Petersburgo e apelidaram o edifício de Museu das Religiões e do Ateísmo, não procuravam certamente a liberdade e o pluralismo. E também podemos convocar os Iconoclastas de Istambul, os Daesh de Palmira ou os Taliban de Bamiyan que destruíram símbolos, combateram a religião e tentaram apropriar-se tanto do presente como do passado.


Os senhores do seu tempo, monarcas, generais, bispos, políticos, capitalistas, deputados e sindicalistas gostam de marcar a sociedade, romper com o passado e afastar fantasmas. Deuses e comendadores, santos e revolucionários, habitam os seus pesadelos. Quem quer exercer o poder sobre o presente tem de destruir o passado.


Muitos de nós pensávamos, há cinquenta anos, que era necessário rever os manuais, repensar os mitos, submeter as crenças à prova do estudo, lutar contra a proclamação autoritária e defender com todas as forças o debate livre.


É possível que, a muitos, tenha ocorrido que faltava substituir uma ortodoxia dogmática por outra. Mas, para outros, o espírito era o de confronto de ideias, de debate permanente e de submissão à crítica pública.


O que hoje se receia é a nova dogmática feita de novos preconceitos. Não tenhamos ilusões.


Se as democracias não souberem resistir a esta espécie de vaga que se denomina libertadora e igualitária, mergulharão rapidamente em novas eras obscurantistas.»

 

Fontes:

https://www.publico.pt/2020/06/14/opiniao/opiniao/nao-vimos-nada-1920419

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10213756651270540&set=a.1133116028121&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:05

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