Domingo, 16 de Maio de 2021

Quando a Língua e a História de Portugal se cruzam com a Língua e com a História do Brasil o resultado não pode ser pior

 

Sempre foi assim, desde as minhas andanças por terras do Brasil.

 

A questão é: porquê ainda tem de ser assim, passados tantos anos?

 

Não há qualquer motivo, para que seja assim, mas sendo, e como quem não se sente, não é filho de boa gente, nem honra o País da sua origem, nunca deixei, nem deixo barato as falsidades e as afrontas à Cultura, à Língua e à História portuguesas.

 

E desta vez não foi diferente. Recebi dois comentários afrontosos, e o que fiz foi simplesmente defender a minha Bandeira – a Portuguesa.

Fiz mal?

Isabel A. Ferreira

 

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Carlos comentou o post Portugal e Brasil: dois países, duas línguas... às 11:00, 14/05/2021 :

 

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***

 

Carlos, vou ater-me, também de forma respeitosa, mas muito realista, apenas ao seu último parágrafo = trivial discurso de um brasileiro que se preza de o ser: «Só gostaria (ou gostava) de deixar uma dica, de forma respeitosa e sátira, em breve o Brasil vai colonizar Portugal que Portugal passará a se chamar "Brasil do Norte" e ainda falará o idioma "brasileiro de Portugal". Brincadeiras a parte, grande abraço e bom trabalho

 

Satírico ou não, brincadeiras à parte, ou não, o Carlos diz que gostaria (tempo futuro) ou gostava (tempo passado) de deixar uma dica, a dica que tantas vezes EU, nas minhas andanças pelo Brasil, num PASSADO, já bem passado, ouvi demasiadas vezes, para acreditar que num futuro, que já é PRESENTE, poderia acontecer: o de, um dia, Portugal poder ser colonizado pelo Brasil, a modos de vingança, por não se designar Inglaterra. O que ainda não se sabia era como o fazer.

 

Mas lá chegou um tempo em que os marxistas brasileiros, eivados de um ódio lunático por tudo o que fosse colonial, colonialismo e colonizadores, lembraram-se de estroncar a História comum aos dois países, pulverizando-a com asquerosas mentiras, que introduziram nas Escolas (que eu frequentei), começando aqui a vingança; e colonizar Portugal através da destruição da Língua Portuguesa, a qual Antônio Houais se apressou a deslusitanizar (o termo é dele).

 

Entretanto, o sonho da “Língua Brasileira”, preconizado por alguns intelectuais brasileiros, num passado distante, acordou do sono profundo em que estava mergulhado, quando uns tantos idiotas, entre pseudo-linguistas, políticos ignorantes e editores mercenários, engendraram e puseram em marcha o Acordo Ortográfico de 1990, pensando com isso que iriam “conquistar” Portugal, esquecendo-se que nem Napoleão Bonaparte, que fez três tentativas, o conseguiu. E o que os bravos Portugueses de antanho fizeram com os generais de Napoleão, os bravos Portugueses hodiernos continuarão (porque a acção já começou) a fazer com os novos candidatos a colonizadores.

 

E eis-nos chegados ao tal futuro, que já é presente, onde  se estrebucha para manter essa colonização de Portugal, através da Língua, que, por CONVENIÊNCIA, ainda se chama portuguesa, mas que os Brasileiros, logo que possam, mudarão para BRASILEIRA.



Todos sabemos que esse dia chegará, entretanto, Portugal libertar-se-á dos colonos brasileiros e deixá-los-á livres e felizes com a VARIANTE BRASILEIRA do idioma português, e a Língua Portuguesa regressará às sua origens, ao seu território ibérico, dure o tempo que durar esse regresso, porque nos corre nas veias o sangue dos nossos bravos antepassados, que nunca permitiram que nem Castelhanos, nem Franceses, nem Ingleses, usurpassem o pequeno (em território) País que nos deixou Dom Afonso Henriques.

 

Um grande abraço, também para si.

Isabel A. Ferreira

 

***

 

- - - - - respondeu ao seu comentário no post «Opinião sobre “Contestação do Livro “1808” de Laurentino Gomes” de autoria de Isabel A. Ferreira» às 10:02, 14/05/2021 :

 

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***

 

Gostaria de trocar ideias com quem tivesse um nome.

 

Não é o caso, ainda assim, vou responder, porque este comentário está eivado do ódio dos marxistas brasileiros, por tudo o que é colonial, colonialismo e colonizadores, então lembraram-se de estroncar a História comum aos dois países, pulverizando-a com asquerosas mentiras, como as que aqui relata, as quais introduziram nas Escolas brasileiras (que eu frequentei, por isso SEI), começando aqui a vingança, por Portugal não se designar Inglaterra.


Quando o Brasil se tornou independente, ficou INDEPENDENTE, e isto significa que os brasileiros poderiam ter acabado com a mentalidade colonizadora, mas não tiveram CAPACIDADE para o fazer. E a culpa NÃO É dos Portugueses hodiernos.

 

Seja quem for que está por traz deste comentário diz que é «extremamente contra julgar o passado através dos valores éticos e morais da actualidade, e não fez mais do que julgar esse passado à luz dos valores do tempo hodierno, ao dizer que é mais contra «quem não assume os erros cometidos no passado». Quais erros é que os Portugueses da actualidade cometeram, num passado que nem sequer viveram? Num passado em que todos os colonizadores colonizavam quase do mesmo modo, e digo quase, porque os Portugueses foram os menos agressivos.


De que INVASÃO do Brasil fala? Isso é linguagem de marxista IGNORANTE, porque os há com sabedoria.

 

O Brasil foi invadido por Holandeses, Franceses, Ingleses, mas NUNCA por Portugueses. Não sabia? Então fique a saber.

 

A história que vos contam nas mal-amanhadas escolas brasileiras é uma história de carochinha, muito eivada de uma ignorância da mais pura. Devia ter vergonha de envergonhar o Brasil com a sua desmedida ignorância.

 

O Brasil pós-independência foi afectado, sim, mas pela INCOMPETÊNCIA dos que não souberam aproveitar essa LIBERTAÇÃO, para se verem livres do jugo do colonizador. Em vez de aproveitarem a libertação, encolheram-se num complexo de colonizados, o complexo de inferioridade, o complexo de vira-lata (de que fala Nelson Rodrigues) que vos incapacitou de CRESCEREM como país e como povo. Agora querem pôr a culpa para os colonizadores? Olhem por vós abaixo. Vejam o que estão a fazer aos indígenas: invadem a terra deles, como se fossem os novos colonizadores, os verdadeiros INVASORES. Ao menos os portugueses nunca os expulsaram das suas terras. Os verdadeiros DONOS do Brasil são os indígenas. Os outros, vocês, vieram por acréscimo.

 

A sua insistência na INVASÃO do Brasil é demonstrativa de uma ignorância atroz. Quando os Portugueses chegaram às terras que depois baptizaram de Terras de Santa Cruz, o BRASIL NÃO EXISTIA. Nem o Brasil nem os brasileiros, que hoje atacam os indígenas e lhes querem tomar as terras, que são deles, por DIREITO. Isso não vos ensinam nas escolas? Mas deviam ensinar.

 

Nenhum português hodierno se enaltece por aquilo que eram os VALORES daquela época, e válidos para TODOS os outros povos colonizadores.

Nós ORGULHAMO-NOS pelo nosso feito de dar novos mundos ao mundo, não nos orgulhamos das barbaridades cometidas por TODOS os que colonizaram territórios nessa época: Ingleses, Holandeses, Franceses, Espanhóis (só estes EXTERMINARAM três civilizações avançadas, da época: a Inca, a Asteca e a Maia).


Olhe, vá estudar HISTÓRIA do Brasil nos livros escritos por HISTORIADORES, e não nos livros escritos por imbecis ignorantes, que não têm a mínima noção da infinitude da ignorância deles.

 

Só quando os brasileiros ignorantes (porque os há com saber) se dignarem estudar a HISTÓRIA tal como ela é, e não através da lupa fosca de marxistas ignorantes, talvez a relação Brasil/Portugal possa levar outro rumo.



Ah! E não se esqueçam: DEIXEM de INVADIR (aqui sim, o termo é este) os territórios dos INDÍGENAS BRASILEIROS, os verdadeiros donos desses territórios, dos quais os Portugueses nunca os expulsaram. Deixem os Indígenas em paz. Estamos no ano 2021 d. C., e não no ano de 2021 a. C.

 

E quando quiser comentar, sugiro que vá à certidão do seu nascimento, (se é que a tem) e veja o nome que lá consta, para o USAR com legitimidade, nos comentários.

 

E saiba que a sua falta de discernimento e saber, neste comentário, é um INSULTO ao Brasil e ao Povo Brasileiro INSTRUÍDO.


Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:22

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Sexta-feira, 12 de Junho de 2020

O Padre António Vieira, erguendo a sua voz contra os colonos europeus, dedicou a sua vida aos escravos, negros e indígenas brasileiros

 

Mas a ignorância é a mãe da estupidez. Sempre foi, em tudo.

 

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Quem, ontem, vandalizou a estátua do Padre António Vieira, erguida no Largo Trindade Coelho (Bairro Alto - Lisboa), além de vândalo(s) é (são) ignorante(s) ao mais alto grau.

 

É no que dá os governos menosprezarem o ESTUDO DA HISTÓRIA, que querem apagar, por motivos dos mais estúpidos, até porque a Humanidade tem uma História, e goste-se ou não das barbaridades que se cometeram, em nome dos homens ou em nome dos deuses, elas existiram, e têm de ser recordadas para que as gerações futuras não as repitam, se bem que haja quem não consiga aprender o mínimo dos mínimos.  

 

E uma coisa é erguer-se estátuas a indivíduos que na sua época foram “heróis”, outra coisa é perpetuar a memória dos actos que esses "heróis" cometeram contra a Humanidade, e isso faz-se através do estudo da História, sem a apagar e não a lendo à luz dos valores do século XXI d. C. Num futuro muito longínquo, isto é, se houver futuro,  talvez os "heróis" do nosso tempo também sejam desconsiderados e anulados pelos crimes cometidos contra os seres humanos, contra os seres não-humanos e contra o Planeta.

 

Não foi o caso do Padre António Vieira, que ergueu a sua voz contra os colonos europeus, e dedicou a sua vida aos escravos, aos negros e aos indígenas brasileiros.

 

E a National Geographic, num texto escrito em Bom Português, dá-nos uma pequena lição de História, acerca do padre António Vieira, que qualquer um, que esteja interessado, pode aprofundar com a ajuda de uma Enciclopédia.

 

Espero que os nossos governantes tenham aprendido alguma coisa, com este triste episódio, e tratem de incluir, no currículo escolar, o estudo da História, e não apenas pedaços da História, que mais convêm a quem não tem uma visão global da Humanidade e do seu percurso, para que possamos ter um futuro livre de um vírus chamado estupidez, que anda a atacar países como os EUA e o Reino Unido e, ao que parece, Portugal também.

 

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«Padre António Vieira, defensor dos Índios»

 

A descoberta do Brasil provocou o choque entre duas culturas em diferentes estados de evolução. Entre conquistadores e conquistados, a voz do padre António Vieira ergueu-se contra os abusos dos colonos europeus.

 

Nasceu em Lisboa em 1608 e viajou muito novo com a família para São Salvador da Bahia.

 

Com 15 anos, iniciou o noviciado na Companhia de Jesus e, aos 26, foi ordenado sacerdote. Na hora de fazer os votos, Vieira terá acrescentado um quarto voto especial: o de dedicar a sua vida aos escravos, negros e índios do Brasil.

 

Com a Restauração, viajou para Lisboa e permaneceu na Europa durante os 11 anos seguintes. Tornou-se Pregador de Sua Majestade, confidente e amigo pessoal de Dom João IV, e os seus sermões cedo causaram sensação na capital. Em Novembro de 1652, o padre António Vieira trocou a vida cortesã da Europa pelas paragens remotas da selva amazónica, onde viu a oportunidade de realizar a sua verdadeira vocação num território que via os escravos, os índios e os negros como a sua principal riqueza.

 

Nove anos depois, o conflito com os colonos atingiu um ponto insustentável. Vieira foi expulso com os jesuítas do Maranhão e embarcado à força para Lisboa. Os índios perdiam um dos seus mais fervorosos defensores.»

 

Fonte:

https://nationalgeographic.sapo.pt/historia/actualidade/1719-padre-antonio-vieira-defensor-dos-indios?fbclid=IwAR3R6tNQOWU9_ZcaWoK8zCjsABrpyYgBv4H6D5X4vQ-OPbgGhKd3EV4VMtM

 

***

«Repondo alguns factos históricos:

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Sinceramente, até desconfio que quem vandalizou a estátua do Padre António Vieira, em Lisboa, foram os neonazis do "Bosta!" para incendiar os ânimos (uma técnica típica neonazi...); mas, seja como for, é importante repor aqui os factos históricos.



António Vieira foi um pensador muito avançado para o seu tempo. Não era um colonialista, até foi expulso do Brasil por se opor aos colonos, ao modo como escravizavam e oprimiam os ameríndios e os africanos, e pregou e escreveu copiosamente contra a escravatura. Foi também perseguido pela Inquisição por ter uma visão de síntese espiritual inclusiva e multicultural que se opunha ao anti-semitismo e anti-islamismo do 'santo ofício' português.


Em suma, se há uma figura histórica portuguesa que em absoluto não merece o rótulo de colonialista e esclavagista é precisamente o Padre Vieira.


É preciso afirmar aqui que, se fosse vivo, António Vieira, homem vertical e corajoso, estaria pregando e escrevendo contra o fascismo, o nacionalismo, o racismo e o monoculturalismo do extremismo ideológico.


Portanto, os neofascistas nacionalistas que tenham o pudor de não instrumentalizar essa figura que se situa nos antípodas da sua miserável visão fanática monocultura racista.



E os activistas anti-racistas que aprendam História, e canalizem a sua energia para o futuro, apreendendo as lições da História que nos diz que quem gosta de apagar, decapitar e vandalizar vestígios do passado são precisamente os fascistas... Não é através do niilismo destruidor que algo de evoluído e benéfico poderá ser construído. Os fins não justificam os meios; os meios devem já em si prefigurar os fins que desejam.



Ainda umas palavras sobre o derrube e decapitação de estátuas em vários países na esteira de 'protestos' ‘anti-racistas’.

O passado não pode, ou deve, ser apagado, seus aspectos negativos devem ser ultrapassados aqui e agora dentro do Espírito humano, criativamente e construtivamente sublimados e transmutados, apreendendo as suas lições, e evoluindo através delas.

A História é o longo percurso de aprendizagem da espécie humana, percurso feito de muitos erros e horrores, mas um caminho que também possibilitou que paulatinamente ideias luminosas como os direitos humanos, a democracia, o multiculturalismo, o universalismo, o anti-racismo, a inclusão, pudessem expandir-se e enraizar-se. Não deitemos fora o bebé com a água suja do banho!

Viva o exemplo espiritualista luminoso do Padre António Vieira! Abaixo todos os extremismos! Todos os fascismos (que existem em ambos os extremos ideológicos)!
Paz e Unidade!

Miguel Santos»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/MiguelSantosescritor/photos/a.617760231734790/1540741862769951/?type=3&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:21

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Sexta-feira, 6 de Abril de 2018

«Acordo Ortográfico: colonização da Língua?»

 

Entrevista com Maria João Cantinho (***)

 

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Por: João Morgado

 

(As frases a negrito, são notas marginais, da autora deste Blogue)

 

«Maria João Cantinho, poetisa, ensaísta, veio ao 29º Colóquio da Lusofonia, em Belmonte, para falar de Lusofonia. Espaço para uma conversa em que reconhece, ser ainda um tema algo controverso. “Há quem não goste do termo, achando que ele traz em si inscrito o traço do colonialismo”.

 

(Sou uma das que não gosta do termo, que tresanda a colonialismo.)

 

Tantos e tantos anos depois ainda perdura esse nojo da língua do antigo poder? Maria João acha que sim. “Nos congressos, quando se fala das questões da lusofonia, é muito habitual surgir a expressão… a língua portuguesa é a língua dos estrupadores da minha avó, o que é muito violento.”

 

(Eventualmente, muito eventualmente, só poderão falar nestes termos os indígenas brasileiros e os descendentes dos antigos escravos africanos; os outros, os que tiveram avós brancas não sabem do que falam, e o que falam é fruto de uma lavagem ao cérebro, levada a cabo por marxistas).

 

Se assim falam os brasileiros, assim devem falar muitos luso-falantes de África, avisa a poetisa. E, se assim é em meios académicos, temos de nos perguntar se é uma linha de uns tantos activistas sociais ou um pensamento que permanece impregnado nas populações desses países. Em todos os casos, importa perceber porque permanecem abertas essas feridas históricas, de uma língua que atravessou séculos, povos, gentes.

 

Maria João entende que na vastidão da história “os tempos da colonização ainda representam uma ferida recente”. Talvez tenha razão, talvez seja ainda uma memória demasiado próxima, vivida por uma geração mais velha e uma herança dolorosa que passou para uma geração que é hoje activa e interventiva. Mas ainda estamos presos na história?, pergunto. A língua portuguesa não evoluiu, não abriu novos horizontes, não deu palavra a novas realidades? Talvez esse caminho esteja a ser feito. Maria João Cantinha sublinha que, se perguntarmos aos brasileiros pela língua que falam, “eles respondem que falam a língua portuguesa – não brasileiro –, por isso reconhecem a sua identidade cultural dentro da língua portuguesa”.

 

(Não me parece que assim seja. Se os Brasileiros respondem que falam Português, então por que “exigem” que traduzamos os nossos livros para “brasileiro”?)

 

É esse o desafio que ainda temos pela frente, fazer de uma língua colonizadora a nossa língua colectiva do presente e do futuro. “Não são várias línguas a falar português, mas sim uma só língua com ramificações, variantes, matizes, diferentes acentos e novas palavras, mas que vivem em torno de uma unidade. A uniformidade do Acordo ortográfico? Maria João discorda.

 

(Também eu discordo. Jamais haverá uma uniformização linguística entre Portugal e as suas ex-colónias. Hoje elas são países livres, autónomos, com uma linguagem própria e não têm de andar “coladas” à língua colonizadora. Não têm. E muito menos, Portugal tem de adoptar a grafia de uma ex-colónia).

 

O acordo é uma imposição artificial e imposta. Não é tido como necessário. Surge como uma imposição exterior. E a quem é imposto, não a reconhece como seu.”

 

Entende que na expressão brasileira o acordo não mexeu muito com a forma de falar e escrever, mas no caso do português de Portugal, sim, veio mesmo a “desfigurar a língua e a nossa relação com as palavras. Estamos a perder a nossa raiz latina…” Consequências? “Qualquer dia não saberemos descortinar a origem etimológica das palavras”.

 

(É verdade que na expressão brasileira o acordo não mexeu com a forma de escrever e muito menos com a forma de falar. Em Portugal mudou tudo. A forma de escrever e a de falar, porque quando se escreve “arquiteto” por exemplo, o correcto é pronunciar “ârquitêtu”. Se se pronuncia “ârquitétu” está errado. É como a pronúncia de “ganhar”, que em bom Português se diz “gânhár”, e o que se ouve por aí, a torto e a direito, é “gánhár”. Está errado. Em Portugal, fala-se e escreve-se muito mal).

 

Mas a verdade é que estamos no olho do furacão, metade do país segue o acordo e a outra metade está em desacordo. Como saímos desta encruzilhada? “Por enquanto ainda escrevemos como nos apetece, mas tudo vai mudando. Por exemplo, escrevo para o Jornal de Letras e eles corrigem!” Ou seja, mesmo que não esteja oficializado em todos os países de fala oficial portuguesa, aos poucos o acordo ganha terreno, vai-se impondo.

 

(Só se vai impondo porque os Portugueses não se impõem, não batem o pé, nomeadamente os Professores, que não exigem que seja devolvida a Portugal a grafia portuguesa; porque os que escrevem em Língua Portuguesa não deveriam escrever para jornais acordistas; porque na hora de votar deveriam penalizar os partidos que defendem a colonização da Língua Portuguesa).

 

Ao fim desta conversa resta a pergunta: é o novo Acordo Ortográfico o novo poder colonizador sobre a língua?

 

(A resposta é sim. Este acordo ortográfico só é o novo poder colonizador da Língua Portuguesa. Os motivos, esses, são os mais obscuros).

 

***

 

(***) Maria João de Oliveira Sequeira Cantinho (Lisboa, 1963), é uma autora portuguesa, licenciada em filosofia, premiada no campo do ensaio e da poesia. Colabora regularmente em várias revistas académicas e literárias, publicou várias obras de ficção, ensaio e de poesia. É investigadora do CFUL (faculdade de Letras) e do Collège d’Études Juives da Universidade da Sorbonne. É editora da revista digital Caliban. É membro da direcção do PEN Clube Português, da APE (Associação Portuguesa de Escritores desde 2014) e da APCL (Associação Portuguesa de Críticos Literários).

 

Fonte:

https://www.imperativoonline.pt/2018/04/05/acordo-ortografico-colonizacao-da-lingua-entrevista-com-maria-joao-cantinho/

 

***

Tudo conduz à colonização da Língua.

 

O AO90 não era necessário. Ninguém o pediu. Ele está a ser imposto ditatorialmente. As palavras mutiladas vêm do "brasileiro". No Brasil já não se estuda "Português", disciplina que foi substituída por "Comunicação e Expressão". Já não se ensinam os Clássicos da Literatura Portuguesa.

 

Na sua esmagadora maioria o povo brasileiro escreve mal, e necessita de que se traduzam os livros escritos em Língua Portuguesa para o "brasileiro". Isto é um facto.

 

Neste momento, em Portugal, apenas os subservientes adoptaram uma grafia assente na grafia brasileira, e, por mera ignorância, mutilam as palavras, a torto e a direito… E instalou-se uma outra ortografia: o vergonhoso mixordês.

 

Enfim, uma autêntica salgalhada! Tanto cá, como lá…

 

E nesta salgalhada não estão incluídas as restantes ex-colónias: Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor. Cabo Verde passou a Língua Portuguesa para segunda língua. Agora é língua estrangeira.

 

E isto é muito significativo da inutilidade deste acordo, que está a destruir a Língua Portuguesa, apenas em Portugal.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:25

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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

«O Português Que Nos Pariu» - Livro de Angela Dutra de Menezes, no qual o Povo Português é humilhado

 

Copyright © Isabel A. Ferreira 2009
 
 
 
Quando os Portugueses são humilhados e ninguém se insurge contra essas humilhações...  
 
(Parte II)
 
 
Continuando com o tema dos maus-tratos a que o povo português tem sido sujeito por parte de gente preconceituosa e que ignora o que fomos e o que somos, hoje debruçar-me-ei sobre o livro da jornalista brasileira Angela (sem circunflexo) Dutra de Menezes, intitulado «O Português Que Nos Pariu», publicado no Brasil, no ano 2000, pela Relume-Dumará, e editado em Portugal pela Civilização Editora, em 2007.
Quando me foi sugerida esta leitura, disseram-me: «Se ficou indignada com o livro «1808», de Laurentino Gomes, ao ponto de escrever a sua «Contestação», então com este ainda terá mais motivos para se indignar».
Confesso que fiquei curiosa.
Tratei imediatamente de adquirir o livro. E de facto fiquei estupefacta. Alguns autores portugueses vêem-se rejeitados pelas nossas editoras, com obras válidas, com qualidade literária e que respeitam a Língua Portuguesa. São rejeitados como lixo. Contudo, essas mesmas editoras aceitam publicar tudo o que vem de fora, sem qualquer pejo, ainda que maltratando a nossa Língua e o nosso Povo.
É injusto. Muito injusto!
O Português que nos Pariu é um livro híbrido. Nem peixe, nem carne.
Comecemos pelo título, nitidamente conotado com aquela outra expressão vulgaríssima, que se usa para insultar a mãe dos outros (neste caso o pai). Um título infeliz e que diz muito sobre o conteúdo do livro.
Na contra-capa  lê-se que a escritora, «propõe uma nova maneira de encarar a História (...) lançando mão de uma linguagem bem-humorada e sem a rigidez dos livros didácticos. (...) A perspectiva da História que nos apresenta é um “olhar índio”. É como se (...) um audaz grupo de índios pegasse numa piroga e desembarcasse nas margens do Tejo para ver de onde (...) tinham surgido aqueles homens brancos e de hábitos estranhos que foram desinquietar as suas vidas».
Fiquei ainda mais curiosa. Um olhar índio. Eu, que quando estudei nas escolas brasileiras a parte da História comum aos dois países, sempre considerei que os indígenas brasileiros, esses sim, poderiam ter muitas razões de queixa contra aquele povo que, um certo dia, entrou no seu território e se apossou das suas terras, transformando-as no quintal deles, e as suas crenças e a sua cultura foram tidas como coisas do “diabo”, que deviam ser banidas e substituídas pelos valores ocidentais da Cristandade.
 
Angela Dutra de Meneses
 
No entanto, que desilusão! O “olhar” não foi de índio, mas de uma ex-colonizada que ainda não “encaixou” o facto de aquele território ter sido dado a conhecer ao mundo por um povo pequeno, mas de alma grande (à parte os despautérios perpetrados contra os indígenas e mais tarde contra os escravos vindos de África, o que não tem perdão à luz da razão hodierna, mas pode ser admitido à luz dos archotes que então ardiam, por todo o mundo, ainda pouco iluminado, naquele tempo).
Devo dizer que em questão de contextualização, o livro da Angela (não sei o que me parece escrever este nome sem acento circunflexo) é mais correcto do que o do Laurentino Gomes «1808», que disse as coisas fora do seu contexto, o que retirou credibilidade à narrativa. No entanto, O Português Que Nos Pariu contém algumas imprecisões históricas, e é todo escrito num tom nitidamente escarnecedor (não de humor, humor é outra coisa), ao jeito do vídeo da Maitê Proença, uma brincadeirinha... que acabou com uma cuspidela na fonte (e os porcos somos nós!).
Já agora posso igualmente fazer uma referência ao filme da brasileira Carla Camurati, intitulado Carlota Joaquina, Princesa do Brasil, uma pretensa comédia, que faz uma caricatura pavorosa da coitada da Dona Carlota e do D. João VI, se bem que a interpretação dos actores seja admirável. Porquê esta aleivosia contra um povo que até nem foi dos piores no que respeita ao desempenho colonizador?
Antes de entrar propriamente nos meus comentários, devo dizer que fiz uma breve pesquisa na Internet, sobre este livro, e deparei-me com dois textos que me deixaram perplexa.
Um deles, numa página que suponho ser da editora Relume-Dumará, que inclui um texto não assinado, diz o seguinte (as 0passagens a newgrito são da m8inha responsabilidade):
Além de um casal luso, alguém sabe fazer um português?
«A receita está no livro O português que nos pariu - Uma viagem ao mundo dos nossos antepassados, de Angela Dutra de Menezes.Junto com a receita, o leitor leva, de brinde, "estórias" da História portuguesa. Fatos que, de um jeito ou de outro, marcaram o caráter brasileiro.
Tudo narrado com bom humor, já que a história oficial é insossa e arrastada. Por que não jogar na mesa que o grande Afonso Henriques provavelmente amargava um insolucionado Complexo de Édipo? Que dom Henrique, o Navegador, não sabia navegar? Que dom Sebastião, o tal do messianismo, não passaria em psicotécnico de nenhum Detran da vida? Descontração não anula a verdade dos fatos. Se o livro dá um "jeitinho" de colorir a História é porque nosso "jeitinho" também é herança lusa.
Nossos antepassados portugueses foram grandes e audazes. Inventaram o Estado-Nação, descobriram novos mundos e, um dia, olhando o mar, concluíram filosoficamente que aquilo era um caminho – para além havia terras. Lá se foram eles; aqui estamos nós.
Cinco séculos se passaram. Sobrou tempo para os portugueses inventarem a palavra saudade, enquanto se esbaldavam no estupro e no saque. Entre a ternura e a porrada, descobriram o Brasil, colonizaram o Brasil e inventaram um país mestiço, miscigenado e sofrido: mas cheio de graça. (...)»
Devo dizer que, de repente, pareceu-me regressar aos meus maus velhos tempos de estudante, quando ouvia estes e outros descalabros sobre a nossa História, nas escolas brasileiras (eu já havia estudado História em Portugal, baseada em factos e documentos históricos, e não em opiniões de gente portadora do complexo de colonizado).
E fiquei triste, porque verifiquei que nada mudou, e já lá vão tantos anos! As mentalidades continuam preconceituosas. Continua a ensinar-se disparates. Como hão-de os Brasileiros ter uma ideia correcta da sua própria História? Do seu passado? Do que são e do que foram?
Reparem nos adjectivos: a história oficial é insossa e arrastada... Dito mais desditoso! Depende de quem a conta e de como a conta, nenhuma História é insossa e arrastada. Isto depende da inteligência e da sensibilidade de quem ensina História. E o que se diz de Afonso Henriques, do nosso Infante Dom Henrique e de Dom Sebastião! Quanta ignorância!
O livro não dá um jeitinho de colorir a História. A História que nele se conta está completamente enfarruscada pela fuligem negra que se despega das palavras.
E perdoem-me, mas o “jeitinho” brasileiro de que se fala neste texto, não é, de modo algum, herança portuguesa; é simplesmente o “jeitinho” daqueles que, depois da independência, se tornaram genuinamente brasileiros, mas não souberam “libertar-se” do que eles consideram o “estigma” português. Sim, porque hoje, no Brasil, nada sobra do que foi verdadeiramente português, a não ser as obras de arte, os palácios, a arquitectura que, por exemplo, transformou a cidade de Ouro Preto em Património Mundial da UNESCO. Nem sequer a Língua, que apesar de parecer, não é.
Fixemo-nos no último parágrafo do texto reproduzido: aquilo é de quem renega o seu passado e vive frustrado com o peso de uma ignorância, que não tem graça nenhuma.
Como se isto não bastasse, vagueei mais um pouco pela Internet e deparei com o Blogue do jornalista português Antunes Ferreira, antigo Chefe de Redacção do Diário de Notícias (1975-1991) e escritor.
Este senhor diz: «Êta livro fascinante. A Civilização Editora que o publica em Portugal merece um muito obrigado, à vontade. Firme. Sentido. Permitiu aos Portugas a leitura de um texto primoroso, cheio de graça, ironia (...) Falo de uma obra, neste caso perfeitamente prima, vinda de quem vem, 189 páginas magníficas (...)»
Sempre respeitei a opinião dos outros, e esta opinião merece todo o meu respeito, mas não a minha concordância: em primeiro lugar porque um Português que se preze não devia encontrar tanto fascínio numa obra que, de certo modo, e camufladamente, nos amesquinha. Em segundo lugar, a linguagem utilizada no livro é de uma vulgaridade tão nua e crua, que não pode ser (no meu entender) qualificada de primorosa e magnífica.
Um exemplo: «A arqueologia prova que os pré-históricos ibéricos já se assemelhavam aos gajos pós-modernos – ora, pois».
A autora dá-nos a receita de como se faz um português: misturam-se vários ingredientes (a que ela chama povos) e lá mais para diante diz: «Cuidadosamente misture os revoltosos (refere-se aos lusitanos), os romanos e as tribos que se lixaram para a invasão romana».
Diz também que «A cidade do Faro, no Algarve, última em poder dos muçulmanos, voltou a pertencer a Portugal». Seria a cidade do faro do cão de água português, que tanto cativou Barack Obama?
Apenas mais uma: «Até hoje, Portugal acredita que os gajos (refere-se aos portugueses emigrados) se esfalfaram de trabalhar em uma pobreza bíblica, desprezados pelos brasileiros, infelizes, desgraçados, maltratados. Só que voltar para lá quase ninguém voltou».
Sou testemunha de que sim, os emigrantes portugueses, no Brasil, menos privilegiados do que eu, esfalfaram-se a trabalhar para engordar a economia brasileira, e eram desprezados, obviamente, pelos brasileiros menos cultos, apesar de instruídos.
Não regressaram a Portugal aqueles que apesar de trabalharem arduamente, não conseguiram juntar dinheiro suficiente para tal. Outros, mais afortunados, ficaram ricos e não regressaram, porque constituíram lá família e posição social privilegiada. Outros, ainda mais afortunados, embora não enriquecessem, puderam regressar à pátria (o meu caso), por se recusarem a viver cercados de preconceito, de lusofobia, e porque as várias estadias no Brasil foram sempre provisórias,  por razões do foro privado.
Ao contrário, os emigrantes brasileiros em Portugal são tratados como iguais. São respeitados como seres humanos que são. Os Portugueses não costumam escrever livros a escarnecer dos ex-colonos: nem dos do Brasil, nem dos de África, nem dos do Oriente. Aliás, os Portugueses não costumam escrever livros que firam a honra de um povo, qualquer povo.
Os Portugueses são um povo civilizado (há excepções, certamente, como em todos os povos). Passada a era dos archotes, evoluíram, e não lhes interessa humilhar ninguém, especialmente aqueles que, por infortúnio da vida, não são belos, cheirosos e ricos. Se bem que, quem escreve livros a humilhar o povo que lhes deu um País, de belos, cheirosos e ricos nada têm. Muito pelo contrário.
Voltando ao livro: se a obra é prima, então não sei de mais nada!
Além da linguagem vulgar (não a considero nem irónica, nem bem-humorada) é simplesmente vulgar, no sentido mais inferior da palavra, e gramaticalmente imperfeita, há várias imprecisões históricas e piadinhas que mostram (ainda) o desprezo que o brasileiro (é preciso frisar) menos culto, se bem que instruído, tem pelos portugueses.
A Angela ao dizer que Portugal deve ao infante alguns mil quilómetros quadrados, embora naquela época, ninguém falasse em quilómetros, principalmente quadrados não fez mais do que aludir (rodeando a questão) à tão incómoda (para eles) “ignorância” dos portugueses, uma vez que o termo quadrado, no Brasil, tem essa conotação.
Para terminar, gostaria apenas de deixar aqui uma sugestão aos Brasileiros que escrevem sobre os Portugueses, e aos editores portugueses:
Aos jornalistas brasileiros que escrevem sobre História, antes de se aventurarem a abordar o que quer que seja, a esse propósito, sugiro que leiam os bons livros de História, já não digo os da autoria dos historiadores Portugueses mas, por exemplo, os de um prestigiado historiador brasileiro, Manoel de Oliveira Lima, para aprenderem a não se envergonharem do seu passado português. Procurem ler também algumas obras de escritores portugueses, e os vossos maravilhosos clássicos (como Machado de Assis, Jorge Amado, Olavo Bilac, Monteiro Lobato, José Mauro de Vasconcelos, entre muitos outros) para não perderem o jeito da Língua Portuguesa. Não se limitem a ficar com o que aprendem nas escolas, orientadas por marxistas ignorantes. Nas escolas brasileiras aprende-se o preconceito. E isso é mau. É péssimo.
Aos que, em Portugal, publicam estas escritas preconceituosas, aconselho a terem mais brio profissional, e a defenderem a Língua Portuguesa e o Povo Português, e não serem tão servilistas.
Ao contrário do que muitos proclamam, defender a Língua e o Povo não é um conceito rançoso, de antanho, dos tempos das mariquinhas e dos manézinhos e dos chás das caridadezinhas. Essa é uma visão empalada da questão. Quem assim pensa, ficou parado na vida e no tempo.
Defender a Língua e o Povo, hoje, é simplesmente defender a própria dignidade, a honra, aquilo que fomos e que somos. O EU colectivo.
Dizer sim aos que nos humilham é negar-nos como povo. Não podemos dar razão a quem nos vê como uma gentinha ainda porca, ainda feia, ainda má, ainda ignorante, e deixar que isso corra mundo como uma verdade, nos filmes que os outros filmam, ou nos livros que os outros escrevem...
 Basta de estimular as mentes deformadas!
 Já não vivemos no tempo dos archotes. As luzes hoje são outras...
 
Isabel A. Ferreira
 
publicado por Isabel A. Ferreira às 10:50

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