Quarta-feira, 1 de Janeiro de 2020

(Des)concerto de Ano Novo

 

Desde sempre me preocupei com as crianças, afinal, são elas o futuro da Humanidade. E foi por elas que escrevi o «(Des)concerto de Ano Novo», no já longínquo fim de ano de 2009.

 

Chamo-o” para o dia de hoje, porque passados 10 anos, continuo preocupada, ainda mais,  com as crianças, esquecidas neste mundo enlouquecido, sobretudo, com as crianças portuguesas, pois nada mudou, nada avançou, tudo se transformou, para pior, desde 2009, quando o normal seria evoluir-se…

 

O que se tem feito contra as crianças, em Portugal, constitui um crime de lesa-infância, ao qual nenhuma autoridade dá a mínima importância, talvez porque as crianças não votam, não se manifestam, não têm voz.

 

Além de não lhes assegurarem um futuro condigno, neste Planeta que se esvai, estão a impingir-lhes uma grafia que não lhes pertence. Estão a enganá-las de um modo vil. O desrespeito que a elas os governantes, os parlamentares, a maioria dos professores e muitos pais consagram é horripilante!

 
É motivada pelas crianças que faço esta reflexão, desejando que o ano de 2020 traga a lucidez e a racionalidade, que tão arredadas andam da sociedade portuguesa e das esferas do Poder.

 

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Um novo ano abre caminho para um lugar velho.

 

Nestas ocasiões costumo reflectir acerca do que se passa no mundo e ao meu redor: se os homens cresceram ou continuam crianças, eternamente teimosas, brincando aos chefes e aos bandidos, enfim, se renitentes em deixar crescer a mente para se tornarem homens responsáveis e poderem governar os destinos dos outros homens, com a lucidez necessária.

 

Reflicto igualmente no que eu própria fiz ou fui, e como tudo poderia ter sido diferente SE...

 

Entretanto, e porque foi época de troca de prendas, chegou-me do Brasil a obra «Amor – Um Livro Maravilhoso Sobre a Maior Experiência da Vida», da autoria de Leo Buscaglia, escritor de origem italiana, que me ensinou muitas coisas e fez-me reflectir sobre outras, nomeadamente a Criançaessa eterna esquecida.

 

Eu tinha imaginado para este início de ano uma crónica algo idêntica a um belo prelúdio, executado num bosque, com chilreio de pássaros à mistura. Contudo, uma qualquer força misteriosa (sempre presente em mim) conduz os meus pensamentos para a Criança – espécimen em extinção.

 

Alarmei-me, e desconfio que o meu pretendido prelúdio se transforme num desconcertado concerto de Ano Novo.

 

No seu livro, Leo Buscaglia fala de uma professora de arte que, um dia, desenhou, no quadro negro, uma árvore que parecia um pirolito (era a árvore dela), e pediu aos alunos que também desenhassem uma, nos seus cadernos.

 

Um garoto (que conhecia bem as árvores, pois já «subira numa árvore, abraçara-a, caíra de lá, ouvira uma brisa através dos seus galhos...» desenhou uma «linda monstruosidade com os seus lápis roxo, amarelo, laranja e verde». Mostrou-a à professora, e esta comentou: «Que loucura!» Porque o que na realidade pretendia era que o menino desenhasse uma árvore igual ao “pirolito” que ela desenhara no quadro negro.

 

Esta passagem, fez-me recordar uma outra história, esta verídica, passada numa escola da cidade onde resido, com uma menina, minha amiga, tímida, por natureza (não serão as flores tímidas também, no seu desabrochar?) mas muito perspicaz e observadora.

 

A professora mandara a turma desenhar e pintar uma árvore. A menina desenhou então a “sua” árvore, semelhante às das outras crianças, com excepção da cor: a sua era avermelhada.

 

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A professora ao ver tal cor na árvore, disse-lhe: «A tua árvore está errada, porque as árvores são verdes e não vermelhas.» A menina, como era tímida, calou-se. Nada explicou à professora. Se esta não tinha entendido a “sua” árvore, de nada valeria explicar-lhe o que quer que fosse.

 

Nesse dia, a menina chegou triste a casa, e contou à mãe o sucedido: ela havia desenhado uma árvore e pintara-a de uma cor avermelhada, igual à que tinha visto no Jardim Botânico de Coimbra, numa manhã de Outono. Era tão bonita! A professora dissera-lhe que a “sua” árvore estava errada, pois as árvores são verdes. Porém, a menina já tinha visto árvores com folhas amarelas, castanhas, vermelhas, e, além disso, aquela era a “sua” árvore de Outono.

 

A mãe tranquilizou-a dizendo: «Deixa lá! Talvez a professora nunca tivesse olhado para as árvores, no Outono. Talvez tu pudesses ter-lhe sugerido que observasse melhor as árvores no Outono...»

 

Mas a menina entendeu que não valia a pena. Se a professora cresceu sem nunca ter observado as árvores no Outono, agora já não fazia diferença nenhuma...

 

O certo é que essa menina começou, desde então, a rejeitar a escola e a desmotivar-se pelo estudo. Na verdade, o que poderia aprender com alguém que nem sequer uma árvore de Outono conhecia?...

 

Se, ao contrário daquela frase seca «A tua árvore está errada», a professora tivesse perguntado: «Por que pintaste a árvore de vermelho?», a menina teria tido oportunidade de explicar-se, e que bela aula sobre o Outono e as transformações da Natureza poderia ter acontecido!

 

Daí para diante, a escola para esta menina foi um lugar de desencanto. E para quantas mais, por idênticos ou outros motivos, a escola não passa de um lugar de tédio?

 

Embora na prática, e quase inconscientemente, sempre tivesse lutado pela preservação da minha própria individualidade (cada ser humano tem a sua, e existe algo dentro de cada um que o diferencia de todos os outros), o que determinou o modo como estou no mundo, enfrentando os preconceitos dos outros, para poder ser livre (só criamos sendo livres), teoricamente, foi o que aprendi fora da escola, o que significa que o Ensino em Portugal, apesar de todas as reformas e contra-reformas, sempre dificultou o processo de ajudar o aluno a descobrir e a entender a sua própria individualidade, não lhe apontando os caminhos que poderão desenvolver essa particularidade, nem lhe mostrando como a partilhar com os outros. O que temos é um Ensino que tenta fazer com que todas as crianças sejam iguais. E é isso que me assusta.

 

A propósito, recordo-me que quando frequentava a Faculdade, tive uma discussão académica com o meu professor de Pré-História, na aula em que ele tentava “impingir-nos” a teoria de Darwin, sobre a Origem do Homem. Como eu já havia lido algumas outras opiniões (não entra aqui a de Adão e Eva) sobre a matéria, formulei a minha própria teoria, não menos lógica do que a de Darwin. Mas quem era eu para me atrever a desenvolver teorias que se opusessem ao que estava estabelecido como certo? Uma simples aluna, que devia papaguear o que o professor dizia, sem poder emitir opiniões?

 

Recordo-me igualmente do meu primeiro e único “chumbo” na minha vida de estudante, quando me atrevi, num exame final, a tecer considerações sobre o «comportamento libertino do clero na Idade Média». Pedi revisão de prova, e verifiquei que em todas as minhas respostas haviam sido retirados alguns pontos (mais nessa do clero) por “irreverências” (ou seja, opinião pessoal) num tempo em que tínhamos de calar o pensamento, o que transformava os alunos em autênticos “papagaios”, o que eu, naturalmente, me recusava a ser (daí a minha nota de curso ter-se ficado por um simples 13,5).

 

Hoje, no pós-25 de Abril, tudo continua quase na mesma ou pior ainda. Os alunos são tratados como atrasados mentais, não lhes deixando muito campo para a criatividade (serão os professores criativos?). Nem os deficientes mentais devem ser tratados como tais. A normalidade gera a normalidade. E a criatividade gera a criatividade.

 

O professor deve limitar-se a mostrar as “ferramentas” do saber aos alunos, e deixar que estes criem, soltem o pensamento, sonhem, descubram algo de novo no mundo que têm ao seu alcance.

 

No tempo em que dei aulas (era ainda bacharel), tentei “fugir” ao programa oficial, dando liberdade às crianças (ensinava História e Língua Portuguesa) de voarem com as suas próprias asas. Cheguei mesmo a recusar-me a dar a matéria tal qual vinha no Compêndio, nomeadamente sobre as Colónias Portuguesas de África, a Guerra no Ultramar e a Acção de Oliveira Salazar, por considerar que estaria a mentir às crianças. Não tive tempo de deixar os alunos comporem o seu próprio juízo, pois nesse ano, o primeiro em que dei aulas (1973/74) aconteceu o 25 de Abril e o ensino da História levou outro rumo: acabarm com ela.

 

Porém, se eu não podia, por força das circunstâncias, conduzir os meus alunos à descoberta da sua própria individualidade, deixá-los criar o seu próprio universo (nem todos vemos as árvores do mesmo modo) então melhor foi abandonar o ensino (no ano lectivo de 1974/75), e, liberta de todas as amarras, dedicar-me ao jornalismo e essencialmente à criação literária, lugar onde podemos voar até ilimitadas imaginações, com as asas do pensamento.

 

O que fundamentalmente pretendo dizer com tudo isto é alertar os agentes da educação e do ensino (um dos grandes podres da nossa sociedade) que eventualmente possam vir a ler estas palavras, para o facto de que há um tempo para a infância, outro tempo para a adolescência, outro, para a juventude, outro, para o estado adulto, e outro ainda para envelhecer.

 

Se o ser humano não passar por estes estágios adequadamente, virá a ser um autêntico fracasso enquanto indivíduo.

 

A tendência, hoje, é para “fabricar” adultos precoces, autênticos “robôzinhos” informatizados e estandardizados. Se uma criança cresce pensando e agindo como um adulto, aos vinte anos sentir-se-á velha e desencantada.

 

Quando entre esses “robôzinhos” aparece uma verdadeira criança, dizem que «é muito infantil para a idade», embora a idade seja para ser infantil. O que é feito de valores como a inocência, a ingenuidade, a candura, tão características das crianças?

 

Estão a desaparecer. Vão sendo raras aquelas que pintam árvores vermelhas de Outono, uma vez que é proibido ser criativo, ser infantil, ser criança; é proibido sonhar com bolas de sabão, porque os computadores, os tablets, os i-phones, i-pads, as consolas é que são o futuro.

 

Avançamos no século XXI. Encontramo-nos já na segunda década do século, no ano 2020. Receio que no final deste século já não hajam crianças, por muitos, muitos motivos. Apenas uma humanidade velha e esfarrapada, aquela que sobrará de uma sociedade em decadência, num planeta igualmente a caminho da extinção.

 

O facto é que não sei se o tempo, ou se os homens e as mulheres do nosso tempo pretendem exterminar aquele encanto, aquela fantasia e até os sonhos cor-de-rosa que constituem uma parte muito essencial de toda a infância.

 

Hoje, pretende-se que as crianças cresçam depressa, para não ter de se perder tempo com elas. Conheço mães que, para as substituir, oferecem cães aos filhos. E à noite, os filhos ficam sozinhos em casa, aos cuidados do amigo não-humano, e eles (pais e mães) vão à discoteca, aos bares, e nem sonham com o que, entretanto, se passa em casa com os filhos.

 

Vem depois a droga, como alternativa, e a sociedade revolta-se contra os drogados, porque são uns marginais, uns delinquentes, uns irresponsáveis, mas ninguém procura saber o que, na realidade, está por detrás dessas fugas para o mundo da total alienação. São poucos aqueles que se drogam por caírem em armadilhas ou por simples curiosidade. A grande maioria tem uma história triste para contar. Uma história que tentam esquecer, entrando num mundo que julgam ser eternamente tranquilo e colorido...

 

O que pretendem os adultos fazer com a infância?

 

É esta reflexão que proponho para este início de ano, uma vez que não existirá futuro se as crianças de hoje não puderem sorrir e sonhar... Se não puderem ser crianças...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:09

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Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

Portugal com pés fincados na Idade Média

 

É urgente mudar esta situação anormal.

Isto só acontece quando mentes trogloditas governam um país!

Os turistas desconhecem estes podres! Por isso, andam por aí, tão deslumbrados com a luz artificial, que faz Portugal "brilhar" na escuridão!

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 14:14

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Quinta-feira, 15 de Agosto de 2019

TORTURA ANIMAL COMO PROGRAMA POLÍTICO DO PSD NA ILHA TERCEIRA (AÇORES)

 

Garraiada organizada pelo PSD da ilha Terceira

"Venha divertir-se" com a violência contra animais e pessoas, "com muita comida, bebida e animação".

 

Sempre a confundir barbárie com tradição.

 

Apontem, para não se esquecerem: PSD, um partido fora do baralho político, nas próximas eleições legislativas.

 

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Um cartaz vergonhoso, para o PSD, um partido político que vive na Idade Média e trava a evolução, por isso, a Terceira é uma ilha rodeada de barbárie por todos os lados, e afundada num descomunal atraso civilizacional

Fonte:

https://iniciativa-de-cidadaos.blogspot.com/2019/08/a-tortura-animal-como-programa-politico.html?showComment=1565884037753#c92197289899890575

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:50

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Sábado, 18 de Maio de 2019

BROCHURAS FOMENTANDO SELVAJARIA TAUROMÁQUICA FORAM ENTREGUES A ALUNOS DENTRO DE SALAS DE AULAS NA ESCOLA SECUNDÁRIA SÁ DA BANDEIRA, EM SANTARÉM

 

Às autoridades do meu País.

À directora da Escola Secundária Sá da Bandeira, Adélia Esteves.

ASSUNTO:

Distribuição de brochuras que incentivam crianças à crueldade e à violência contra bovinos.

 

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Segundo o testemunho da mãe de um aluno, esta brochura, em papel brilhante e de elevada qualidade gráfica, com 12 páginas, foi entregue na escola do seu filho, em horário escolar, DENTRO de uma sala de aula. Como se isso já não fosse bastante para ser repudiado, a brochura foi distribuída especificamente a todos os alunos “anti-tourada”.

 

Inacreditável!

 

O que é que um encarregado de educação (seja ele anti-tourada ou não) deve fazer perante tamanha violação dos deveres de um professor, além de pedir satisfações à direcção da escola?... Deve apresentar uma queixa a todas as autoridades que estejam envolvidas com a Educação, incluindo o Ministério da Educação.

 

Os argumentos e toda a dialéctica do conteúdo da brochura é de bradar aos céus, diz a mãe do aluno, e ao dizerem que a corrida de touros é ética e moralmente boa configura um crime de lesa-infância, sabendo-se como se sabe, que as touradas não passam de uma actividade onde a violência e a crueldade se sublimam.

 

Tive conhecimento de que foram entregues a alunos da escola que esta senhora dirige, e em horário escolar, dentro da sala de aula (que devia ser um lugar venerável) brochuras a promover a selvajaria tauromáquica, actividade que, lá por ser legal, é eticamente reprovável e rejeitada em todo o mundo civilizado, face aos avanços científicos e civilizacionais já alcançados; é uma actividade geradora de grande fractura na sociedade, uma actividade inadequada aos tempos que correm (a Idade Média já ficou lá muito para trás), daí que venha expressar o meu mais veemente repúdio, pela irresponsabilidade de quem permitiu que tal acto antipedagógico e incivilizacional pudesse ter acontecido.



Uma vez que a referida brochura está repleta de falsidades e contra-informação, levando os inocentes alunos ao engano, tal nunca devia ter sido pensado, muito menos entregue aos alunos, que deviam ir para uma escola APRENDER a ser cidadãos válidos, e não a ser cidadãos inúteis e torturadores de seres vivos.

 

É necessário tornar pública a posição da senhora directora desta escola, se aprovou e deu autorização para a distribuição destas brochuras anti-civilização, anti-cultura, anti-educação, anti-social, porque o que aqui se passou é GRAVÍSSIMO.

 

É importante, pois, informar esses alunos, que foram vítimas de uma grande fraude e que estiveram expostos a grandes falsidades como a de que as touradas servem para preservação do Touro e do bem-estar animal.

 

Uma escola SÉRIA não transmite aos alunos nem falsidades, nem os incentiva à violência e crueldade contra animais tão inofensivos, indefesos e inocentes, como as crianças a quem foram dirigidas tais brochuras, que configuram um crime de lesa-infância.

 

Já é tempo de as autoridades deste nosso país terceiro-mundista porem fim a estes descalabros, e tratarem as crianças respeitosamente e com a VERDADE.

 

Espero que as actuais autoridades portuguesas façam alguma coisa útil, ao menos, uma vez na vida, e tomem as necessárias providências, para que tais actos vis não voltem a acontecer, e que a senhora directora desta escola seja chamada a prestar contas por este atentado contra a integridade moral dos alunos.

 

Com a minha mais veemente repulsa,

Isabel A. Ferreira

 

Origem da imagem:

https://m.facebook.com/photo.php?fbid=2415049605186337&id=100000439644663&set=pcb.2415050685186229&source=48&refid=52&__tn__=EHH-R

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:58

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Sexta-feira, 10 de Maio de 2019

CARTAZ FALACIOSO INSULTA OS ESTUDANTES DE COIMBRA

 

 

A Academia Coimbrã, foi vilmente insultada, através de um cartaz, que anunciou uma garraiada dos “Estudantes de Coimbra”.

Mentira.

A Academia Coimbrã decidiu acabar com esta prática medievalesca. E acabou.

Portanto, o que se passou foi que um grupo de trogloditas, que se fizeram passar por “estudantes” de Coimbra, decidiram garraiar, usurpando a designação de “Estudantes de Coimbra”. Ora sendo estudantes trogloditas já não fazem parte da Academia Coimbrã, que entrou no século XXI, enquanto os outros ainda estão na Idade Media.

Portanto há que repor a verdade no cartaz.

A garraiada foi dos TROGLODITAS DE COIMBRA.

Não foi dos Estudantes de Coimbra.

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 15:36

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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2019

"SHAME ON YOU" FERNANDO MEDINA, PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA!

 

No dia 23 de Fevereiro, Lisboa mostrará ao mundo que ainda está com um pé fincado na baixa Idade Média, ao celebrar o dia da selvajaria tauromáquica, com uma programação terceiro-mundista, que inclui crianças desprotegidas pelo Estado português.

Uma vergonha!

Shame on you, Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa!

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 15:12

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Domingo, 4 de Novembro de 2018

ANDAM POR AÍ UNS TROGLODITAS A ATACAR A ACTUAL MINISTRA DA CULTURA POR ESTA ESTAR DO LADO DA CIVILIZAÇÃO

 

Porém, vozes de trogloditas não chegam ao céu.

 

Podem estrebuchar, podem chorar, podem gritar, podem dizer que a tauromaquia é que é, o facto é que a tortura de bovinos para divertir sádicos e psicopatas jamais ascenderá a Cultura Culta e pertencerá ao mundo civilizado.

 

A actual Ministra da Cultura tem essa percepção. E até que enfim, uma senhora lúcida e evoluída ocupa um cargo que, há vários anos, estava na mão de trogloditas.

 

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Exma. Senhora Dra. Graça Fonseca,

Digníssima Ministra da Cultura,

 

Congratulo-me com a resposta que V. Exa. deu à Deputada Vânia Dias da Silva (CDS/PP), aquando do debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2019, ao dizer que a tauromaquia não é uma questão de gosto, mas uma questão de civilização, algo que vai ao encontro do que a esmagadora maioria dos Portugueses pensa.

 

Porque foram muitos, muitos anos, a achar (não a pensar) que a tauromaquia era arte, era cultura, era tradição que fazia parte da cultura portuguesa, uma mentira apoiada por membros do governo que sempre estiveram do lado errado, ou seja, do lado da incultura, é natural que uma atitude lúcida e civilizada, como a protagonizada por V. Exa., tivesse provocado esta reacção insensata por parte dos que ainda não evoluíram e não se aperceberam de que o mundo progrediu e a Idade Média já não existe.

 

Quero, pois, deixar a V. Exa. a minha solidariedade, e agradecer, em nome da Civilização, a coragem de a defender perante uma audiência que, maioritariamente, protege a tauromaquia: prática bárbara, cruel, irracional, inculta e desumana, como prova o seguinte artigo:

 

A VERDADE PERVERSA SOBRE A TORTURA DE TOUROS E CAVALOS, ANTES, DURANTE E DEPOIS DA LIDE

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/484004.html

 

Com os meus melhores cumprimentos,

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:56

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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2018

«SALVEM AS RAPOSAS»

 

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Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/256322287821476/photos/a.419244928195877/1838525406267815/?type=3&theater

 

«Os caçadores podem ser muitos, mas aqueles que abominam a caça são mais ainda. E são mais novos».

Essa é que é essa!

 

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Texto de MIGUEL ESTEVES CARDOSO

 

 SALVEM AS RAPOSAS

 

Contaram-me esta história numa praia do Algarve, mas não sei se é verdade. Quando está muito calor há raposas que entram dentro de água para se refrescarem. Riem-se aos gritos da excitação e do alívio. Às vezes aproveitam para almoçar uma gaivota. As gaivotas sabem a tripa de peixe, mas as raposas não se importam.

 

Disse-nos que as raposas dormem nas dunas durante o dia. À noite ouvem-se as raposinhas a rir em voz alta, como se estivessem a acicatar-se umas às outras. Seja verdade ou não, é altura de dignificar as raposas e de proibir a caça delas. Merecem, no mínimo, a mesma protecção que os lobos.

 

As raposas são animais encantadores, engraçados e afectuosos, com um lugar central no nosso imaginário. Em Portugal podem ser caçadas entre Outubro e Janeiro com matilhas de até 50 cães. Oscar Wilde descrevia esta caça como "the unspeakable in pursuit of the inedible". É um acto de grande coragem uma data de seres humanos a ver 50 cães a despedaçar uma raposa até à morte.

 

O Bloco, o PEV e o PAN apresentaram projectos de lei para acabar com esta barbaridade, mas os outros partidos vão chumbá-los, claro. Têm medo de perder os votos dos caçadores. Demonizam a raposa como se estivéssemos na Idade Média.

 

Os caçadores podem ser muitos, mas aqueles que abominam a caça são mais ainda. E são mais novos. Muitos ainda não votam. Quando votarem terão morrido um número maior de defensores da caça.

 

Tal como acontece em quase todas as fábulas, a raposa acabará por ganhar. E havemos de nos rir com ela.»

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2018/10/06/sociedade/cronica/salvem-as-raposas-1846398#comments

 

***

Na verdade, os partidos que servem os lobbies que pugnam pela crueldade, pela violência, pela matança brutal de animais indefesos, em nome do divertimento, ou de práticas economicistas, chumbaram a proposta do PAN.

 

Mas não se pense que o PAN perdeu prestígio com esta aparente derrota. De cada vez que um projecto de evolução, apresentado pelo PAN,  ou por outro qualquer partido político, é chumbado no Parlamento Português, são os partidos trogloditas, que ficam do lado da incultura e da involução, que perdem prestígio e credibilidade.

Portanto, ó caçadores desnaturados, o vosso riso de escárnio, não se compara ao riso límpido das Raposas, animais muito mais dignos e racionais do que qualquer um dos que as matam por mero instinto assassino.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:00

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Sábado, 23 de Junho de 2018

A FACCIOSA ERC DIZ QUE A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA É «PARTE INTEGRANTE DA HERANÇA CULTURAL LUSA»?

 

Têm a certeza? Sabem o que é herança cultural?

Acham mesmo que o que se vê nas imagens mostradas neste vídeo tem a ver com herança cultural lusa? Uma prática selvática herdada dos monarquistas espanhóis é herança lusa? E cultural?

Só mentes deformadas podem ver nestas imagens uma “herança cultural” instrutiva.

 

Aprendam com Narciso Machado:

https://www.publico.pt/2018/06/23/opiniao/opiniao/povoa-de-varzim-um-concelho-antitouradas-1835596

 

 

As personagens insólitas e macabras que fazem parte da ERC (entidade reguladora para a comunicação social) deram parecer negativo ao projecto de lei do Bloco de Esquerda para que a transmissão televisiva de touradas se faça em horário tardio, por causa das crianças, mas a ERC considera que esta selvajaria é "parte integrante da herança cultural lusa".

 

Contudo, a ERC não se fica só por esta ignorância. Diz mais. A ERC considera que as práticas selváticas, cruéis e violentas inerentes à tauromaquia não são sequer susceptíveis de influir negativamente na formação da personalidade das crianças e de adolescentes, não havendo por isso "quaisquer impedimentos legais à sua transmissão.

 

Bem, esta afirmação de uma ignorância descomunal, só por si, classifica as personagens insólitas que fazem parte da ERC.

 

Mas quem é a ERC para ter capacidade de dar pareceres do foro psicológico e psiquiátrico?

 

Os da ERC vivem na Idade Média, são tremendamente obscurantistas, como podem ter discernimento para dar pareceres racionais e adequados à modernidade, em relação a uma matéria que causa REPULSA ao mundo civilizado?

 

Vivem entocados, são uns parasitas da sociedade, e andamos nós a pagar salários a estas personagens retrógradas e antiquadas, para darem pareceres idiotas, baseados nas mais descomunais ignorâncias!

 

A ERC devia ser simplesmente extinta. Não é um organismo imparcial. Existe para servir lobbies, e não os verdadeiros interesses dos Portugueses, que na sua esmagadora maioria REPUDIAM esta prática selvática. Enquanto o mundo avança, estes retrógrados afundam-se em tempos medievalescos, e passam, ao mundo, uma mensagem troglodita.

 

A mediocridade marca pontos não só na ERC como na Assembleia da República, onde todas as ignorâncias, que amarfanham o nosso País, são forjadas.

 

O Bloco de Esquerda bem poderia ter apresentado um projecto mais ousado, propondo o fim das transmissões de tal selvajaria na televisão pública. Já chega de tanta estupidez! De tanta crueldade! De tanta violência! De tanta falta de discernimento!

 

E andamos nós a pagar impostos para serem esbanjados deste modo vil e anacrónico.

 

Tudo isto merece a nossa maior REPUGNÂNCIA.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:47

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Domingo, 3 de Junho de 2018

NUMA ÉPOCA EM QUE AS TOURADAS SÃO MUNDIALMENTE REJEITADAS, AS MISERICÓRDIAS PORTUGUESAS UNEM-SE À PRÓTOIRO PARA DINAMIZAR OS ANTROS DE TORTURA DE TOUROS

 

A notícia diz da irracionalidade que se arrasta por aí como uma gosma peganhenta e insalubre.

 

Estamos a falar de cenas como as desta imagem, onde Cavalos e Touros, magníficos mamíferos, seres sencientes, são exterminados até à morte para satisfazer os instintos sádicos e assassinos de uma minoria da população portuguesa, que, sendo subsidiada pelo governo português é reduzida, mas poderosa, porque o vil metal pode gerar os piores instintos.

 

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Sabemos que as Misericórdias portuguesas, que se dizem instituições de solidariedade, são proprietárias de cerca de mais de metade das arenas de tortura do país. E com isto não ficará tudo dito. Porque isto de misericórdia é só no nome, porque, pelo que vemos na imagem, quando se trata de Touros e Cavalos, a misericórdia transforma-se numa impiedade perturbante.

 

Então o que se passa? A União das Misericórdias Portuguesas assinou no antro de tortura de Estremoz (uma vila civilizacionalmente atrasada) um protocolo com a federação portuguesa das associações taurinas, mais conhecida por prótoiro, qua anda por aí desesperada a tentar pôr de pé a moribunda tauromaquia, e com esta aliança, pretende reanimar as três dezenas e meia de antros de tortura (entre 70 que existem em Portugal) pertencentes às impiedosas misericórdias. E mais, as misericórdias (nem apetece escrever isto com letra maiúscula, de tão baixo que desceram) passam a integrar a direcção da protóiro, diz que para «consolidar a centenária ligação à tauromaquia» destes organismos, que de misericórdia nada têm.

 

Para justificar esta união, Manuel Lemos, presidente da União de Misericórdias Portuguesas, refere que as três dezenas e meia de antros de que essa tal união é proprietária, situam-se nas regiões do país onde esta prática selvática, violenta e cruel tem forte implantação, ou seja, no Ribatejo, Beira Baixa e Alentejo, regiões civilizacionalmente atrasadas, onde ainda se vive em plena Idade Média.

 

Agora veja-se a até onde chega a hipocrisia desta gente, que vai à missa, engole a hóstia, bate no peito e finge que é católica. Diz Manuel Lemos: «Antes de o Estado social existir, o povo construiu estas praças para que as misericórdias pudessem exercer a sua missão social e humanitária com as receitas destes espectáculos. Eram a sua principal fonte de rendimento. Sei que este é um problema delicado, mas temos uma história e não podemos fazer de conta que ela não existe. Esta manifestação cultural faz sentido nalgumas regiões do país

 

Ai têm uma história? Não podem fazer de conta que ela não existe? Acham que esta prática selvática, a que ignorantemente chamam manifestação cultural faz sentido nalgumas regiões do país?

 

Acham mesmo tudo isto? Então e os pelourinhos que encontramos por aí, em quase todas as localidades com histórias? Porque não estão activados também? Penso que se a selvajaria tauromáquica faz sentido nalgumas regiões, mas os pelourinhos também fazem. Aí se torturavam e matavam seres vivos, muitos, inocentes, indefesos e inofensivos, tal como os Touros e Cavalos.

 

O senhor Manuel Lemos já ouviu falar de uma coisa chamada EVOLUÇÃO DOS COSTUMES? Não me parece. Então deixo-lhe aqui uma sugestão: Leia mais sobre este assunto e tente evoluir, porque a tauromaquia é uma prática primitiva, tosca, praticada por cobardes com deformações de personalidade, para divertir sádicos e encher os bolsos a predadores. Esta é a definição de tauromaquia, no século XXI D.C.. É que não sei se sabe, que o mundo evoluiu, as mentalidades evoluíram, e vocês ficaram parados num tempo em que torturar seres vivos era muito “coltural”

 

Os da protóiro, coitados, já se sabe, iludem-se com o facto de lavarem as mãos de sujas de sangue, coma a suposta caridadezinha… que acham que lhes dá “brilho”, e só se sejam cada vez mais.

 

Enfim, que a tauromaquia tem os dias contados, é algo dado como certo. Mas não seremos nós, anti-touradas, que iremos acabar com elas. Quem acabará com as touradas serão os próprios tauricidas e seus apoiantes. Com estas atitudes anti-socias, anti-culturais, anti-cristãs, que a Sociedade Portuguesa rejeita, o Mundo rejeita, a Civilização rejeita. E quando uma minoria é rejeitada, acaba por se reduzir à sua própria insignificância até desaparecer.

 

Estais em minoria. Não significais coisa nenhuma.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:21

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