Segunda-feira, 15 de Outubro de 2018

O MUNDO DOS HOMENS

 

«Educai as crianças e não será necessário castigar os homens» 

 

Basílio de Sousa Dias (Foto: DN - Paulo Coutinho)

 

Eu tinha um amigo (falecido há alguns anos) ilustre jornalista, poeta, historiador, publicista, agente artístico, actor (de cinema e teatro), de seu nome Basílio Joaquim de Sousa Guimarães Torres Peixoto Palhares de Lacerda Burgueira de Mariz e Dias, Conde de Celanova, Barão do Corvo e Morgado da Toutosa, último nobre galaico-português (por ter sido filho único e não deixar descendência).

 

Durante o tempo em que convivemos e trabalhámos no mesmo jornal, eu apenas sabia que era Basílio de Sousa Dias, jornalista e historiador, habitante da noite portuense, boémio, que vivia em Vila Nova de Gaia, numa casa onde guardava um extraordinário espólio, e que uma tarde visitei, tendo sido mimoseada com um requintado lanche, confeccionado pelo próprio Basílio.

 

 Na altura em que trabalhávamos no mesmo jornal, ambos escrevíamos crónicas, e ele, por mais do que uma vez, me “censurou” por eu “bater” demasiado nos homens, e ele, como Homem, sentia-se lesado com as minhas observações.

 

Um dia expliquei-lhe os meus motivos.

 

...

 

Não haverá ninguém que não conheça o mito de PANDORA, que atribui a esta Eva grega, todos os males que afligem a Humanidade, uma vez que, devido à sua curiosidade, abriu uma pequena caixa onde os deuses guardavam esses males, espalhando-os pelo mundo. Contudo, lá no fundo da caixa, restou uma única coisa boa: a Esperança.

 

Ora, esta lenda só poderia ter sido inventada por um homem. Se fosse eu a criá-la, talvez a Pandora fosse um Pandoro, pois tanto quanto sei e observo, todos os males que desde tempos antigos afligiram a Humanidade foram (e continuam a ser) causados pela falta de inteligência, de visão e de discernimento dos homens que têm o poder de pôr e dispor da vida e da morte, no nosso Planeta.

 

Claro que, quando me refiro aos homens, é aos que escrevo com um h minúsculo. Todas as vezes que me refiro a um ser (masculino) superior utilizo o H maiúsculo, e para mim, a superioridade de um Homem tem a ver com a sua inteligência e com o seu modo prudente, sábio, lúcido e hábil de estar na vida. Em suma tem a ver com a sua Humanidade.

 

Se os homens parassem um pouco para reflectirem, por exemplo, na guerra, talvez chegassem à conclusão de que ela é a maior manifestação da sua própria imbecilidade. Lá pelas épocas pré-históricas, tais actos bélicos ainda se justificariam. talvez! Hoje, porém, em pleno século XXI  D.C., a proliferação de confrontos entre os povos é inadmissível e extremamente irracional.

 

Os grandes chefes, normalmente pequenos homens em mentalidade, enviam para a morte, jovens que se matam uns aos outros sem saberem porquê, em nome de ideais idiotas, a maior parte das vezes. E esta é uma das maiores provas do cretinismo dos actos de guerra.

 

Eu, se fosse Homem, recusar-me-ia, nem que tal me custasse a vida, a ir para uma guerra matar outros seres humanos, como eu, os quais nunca me fizeram mal, a propósito de coisa nenhuma.

 

Quem inventou a pólvora, as bombas atómicas, as armas nucleares e as outras? Os homens. Quem são os “cérebros” das células terroristas (o que considero um bando de requintados cobardes) que infernizam a vida de cidadãos pacatos? Os homens.

 

Quem são os chefes das máfias? Quem são os maiores criminosos? Os grandes bandidos da Humanidade? Os pedófilos? Os homens.

 

Quem inventa as leis que regem os povos, e que nem sempre correspondem às necessidades, aos anseios e às realidades das populações? Os homens.

 

 Quem governa (mal) os países (tirando uma ou outra mulher)? Os homens.

 

Quem contribui para a poluição do ar, das águas e do solo? São os homens, com as suas ridículas invenções, que proclamam em nome de um falso progresso. Depois é o «Ai Jesus!» que a camada de ozono vai mal; «Ai Jesus!» que a radioactividade está a contaminar a Natureza; «Ai Jesus!» que o Planeta está em risco!

 

Quem está a destruir o chamado “pulmão do mundo” – a floresta amazónica? São homens: fazendeiros dementes e ávidos de lucro, que matam os que querem preservar um dos lugares mais diversificados em flora e fauna que se conhece. Quem polui as águas dos rios, que desfeiam a paisagem e matam os animais e as plantas? São os donos de fábricas, que não respeitam a vida no Planeta.

 

Quem foram os Neros, os Hitlers e os Saddams da Humanidade? Foram homens. Quem dirigiu os campos de concentração alemães e os Gulags russos, lugares de extermínio de Homens, Mulheres e Crianças? Foram homens.

 

Normalmente são homens que estão à frente do destino da Humanidade; homens de mente mesquinha, que se escudam por detrás da sua pequenez de espírito e pouco se importam com a fragilidade das flores. São eles que dominam e pisam a verde erva que cresce nos campos.

 

Parece que estou a ouvir perguntar: e se o mundo fosse governado por mulheres, como seria? Não sei. Mas palpito que talvez muito melhor. Julgo que, pelo que se tem verificado do trabalho das (ainda poucas) mulheres que se têm encontrado no topo dos comandos, a grande maioria tem-se mostrado eficiente e pacifista. Porque a mulher é, acima de tudo, “criadora de vida”, é mãe, e compreende que os filhos da Pátria não são trapos que possam ser usados para limpar o lixo do mundo.

 

Quando olho, por exemplo, para a figura de Hitler, e penso que, um dia, ele foi uma criança, naturalmente linda... O que teria feito dele um monstro?...

 

Pitágoras (filósofo grego do século V a.C.) dizia: «Educai as crianças e não será necessário castigar os homens».

 

Será que as crianças de outrora (hoje a minoria de homens que desgovernam o nosso Planeta, não foram educadas por mulheres?

 

Não sei! Talvez fossem educadas num mundo selvagem, à margem das mães!

 

Hoje a Ciência pode explicar o que vai na cabeça dos homens, e por que é que os homens são tão diferentes das mulheres, no que respeita ao comportamento.

 

Como gostaria de ver uma pomba branca a sobrevoar uma flor, numa noite escura...

 

 

Como gostaria que os homens se tornassem HOMENS, para que a Humanidade pudesse ter a dignidade dos seres mal denominados de irracionais.

 

...

 

Basílio de Sousa Dias entendeu as minhas razões. Afinal, eu considerava-o um HOMEM. Não havia razão para sentir-se lesado na sua honra.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:23

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Terça-feira, 7 de Agosto de 2018

A PRETENSÃO DE ELEVAR A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA A PATRIMÓNIO MOSTRA O DESESPERO DOS TAURICIDAS

 

Agora é Arruda dos Vinhos, uma terreola que deve bastante à civilização, no que respeita a divertimentos, a candidatar tertúlias móveis a património nacional, como se isso pudesse travar o processo em curso da abolição das touradas.

 

Tais pretensões só dizem do desespero dos tauricidas, que estão a ver esta prática troglodita a cair num abismo…

 

Repare-se nesta imagem:

 

arruda-dos-vinhos-publico.jpg

 Fonte da imagem:

https://www.publico.pt/2018/08/07/local/noticia/arruda-dos-vinhos-candidata-tertulias-moveis-e-festejos-taurinos-a-patrimonio-nacional-1839917

 

Agora, digam de sua justiça, quem tem os neurónios a funcionar, se isto que aqui se vê é algo que possa estar no pódio do Património Nacional.

 

Uma prática assente na estupidez, na ignorância, na violência, no maltrato animal, na crueldade, na falta de senso comum, na maior pobreza de espírito, enfim, nada aqui leva ao conceito de património da humanidade, mas tão só de património da desumanidade dos que ainda não conseguiram evoluir, e acham que torturar bovinos é um bem imaterial herdado de antepassados ainda menos evoluídos, e que merece ser preservado como uma relíquia de tempos antigos e tenebrosos.

 

Mas coitados, deixai-os sonhar. Vivem na ilusão de que podem perpetuar uma prática moribunda que não se encaixa nos tempos modernos.

 

Ó gentes de Arruda dos Vinhos, que não sois capazes de olhar para a frente, andais às arrecuas com a cabeça virada para trás, e não vedes que essas práticas trogloditas não pertencem ao presente, mas a um passado desiluminado, sombrio, assente na maior das ignorâncias!

 

Sonhai. Tentai elevar o que rasteja. A queda será muito maior e fatal. Mas é o que merecem, por rejeitarem a evolução.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:26

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Terça-feira, 12 de Junho de 2018

ABRAÇOS DE HUMANOS PARA HUMANOS

 

O que vemos neste vídeo é a prova provada de que existe humanidade naqueles seres que os desumanos acham que não são seres humanos.

Mas estas manifestações de carinho levam-nos para esta verdade:

eles são tão animais como nós.

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:26

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Sexta-feira, 8 de Junho de 2018

«NÃO PODE HAVER HONRA ONDE NÃO EXISTA JUSTIÇA»...

 

 

 Marco Túlio Cícero
 

Copyright © Isabel A. Ferreira 

 

Hoje apetece-me mergulhar no pensamento dos meus filósofos, dos Homens que ainda nos fazem acreditar na capacidade da razão humana.

 

Hoje, aproveitarei uma citação do filósofo e estadista latino, Marco Túlio Cícero, (que serve de título a esta crónica) para enviar uma mensagem discreta àqueles que, porventura, estarão confusos acerca da interligação entre Honra e Justiça.

 

E tudo isto vem a propósito de tantas coisas que acontecem no dia a dia, comigo, com outros, com tantas e tantas pessoas...

 

Na verdade, chegamos à conclusão de que não pode haver Honra onde não existe Justiça.

 

Ao que podemos verificar, o conceito de Justiça, isto é, aquela virtude moral que inspira (ou deveria inspirar) o respeito pelo Direito de outrem anda muito desvirtuado.

 

E o que dizer da Honra? Aquele sentimento que leva (ou deveria levar) o homem a procurar a consideração pública pelo cumprimento do dever e pela prática das boas acções... onde está ele?

 

Hoje em dia, são raras aquelas pessoas para quem estas moralidades, ou seja, estas doutrinas dos costumes e dos deveres do Homem para com os seus semelhantes, têm algum significado.

 

Para mim, a Justiça ainda é uma questão de Honra, por isso, dela não abdico.

 

Um dia, li algures: «Se os criminosos não forem punidos, como poderemos acreditar na Justiça

 

É um facto. Vivemos numa sociedade em que os valores afectos ao Homem estão a desvirtuar-se vertiginosamente. O respeito pelo próximo dilui-se como o pó em água. O respeito pelas leis e pelos direitos é constantemente violado, das mais variadas formas, e por quem devia defendê-lo.

 

E o que acontece?

 

Assiste-se a este desmoronamento de valores, impávida e serenamente, e quem ousa levantar a voz contra essas imoralidades, é molestado por tal ousadia, tal como acontecia na Idade das Trevas.

 

«As nossas opiniões não poderão sobreviver, se não tivermos oportunidade de lutarmos por elas», dizia Thomas Mann. E é precisamente essa a minha filosofia.

 

Como poderei ficar quieta no meu canto, acomodada, indiferente, se o mundo ao meu redor se desmorona tão aparatosamente?

 

Que devo fazer das minhas ideias? Dos meus ideais? Dos sonhos que ainda sonho? Da vida que tenho para viver?

 

Enterro-os na areia e deixo que as ondas do mar os levem para as profundezas dos abismos?

 

Tal seria o mesmo que regressar à Idade das Trevas. Mas eu vivo (todos nós vivemos) no século XXI D. C..

 

E o que se vê? Uma regressão vertiginosa da Razão, dita humana. A desinteligência a tomar o lugar da inteligência. E a percepção deste fenómeno constrange-me.

 

Henri David Thoreau, um escritor norte-americano, disse certa vez que «a Sabedoria contém o Desespero»; daí que eu deduza que a Ignorância contém a Indiferença. E isso é o pior dos males.

 

Quem consegue ver mais além do que os seus olhos podem alcançar, vive num constante desassossego, pois tem a nítida percepção do que poderia ser a vida se pudesse eliminar, por completo e definitivamente, a ignorância que ainda está instalada nas sociedades ditas humanas.

 

O nosso sábio poeta Luiz de Camões cantou num dos seus versos: «Mais c’o saber se vence, que c’o braço».

 

E esta é uma verdade irrefutável.

 

Quem deveria ter a percepção destes “fenómenos humanos”, porém, não a possui e dá mau exemplo a quem já tem a visão curta.

 

Por isso, esta nossa sociedade está virada do avesso, e a Justiça não existe porque se perdeu a Honra.

 

Para finalizar esta divagação, citarei um pensamento do estadista britânico Sir Winston Churchill: «A Coragem é a primeira das virtudes humanas, porque é ela que garante todas as outras».

 

Por vezes, sou abordada pelas pessoas que costumam ler as minhas crónicas, e falam-me da “minha coragem” ao tratar determinados assuntos. Talvez seja essa a minha única virtude. Mas, na verdade, ela é necessária para se enfrentar a vida de frente, se bem que nos traga muitos dissabores e inimigos.

 

Já lá diz o povo: «Viver não custa, o que custa é saber viver». Contudo, para se saber viver há que ter coragem de enfrentar certos monstros que nos barram o caminho, até porque para trás anda o caranguejo, e como o homem não é um caranguejo não posso aceitar que ele recue tão grosseiramente.

 

A propósito das citações de que, por vezes, me valho para ilustrar as minhas crónicas, e para aqueles que criticam o “saber enciclopédico”, gostaria de dizer que os filósofos, os pensadores, os sábios, deixaram-nos o seu legado de inteligência, para nele podermos reflectir, e se com ele concordarmos, utilizá-lo para bem da Humanidade.

 

É o que faço.

 

E, como diz o povo francês:

 

«Não há almofada mais fofa do que uma consciência tranquila».

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:33

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Segunda-feira, 4 de Junho de 2018

DO QUE A BESTA HUMANA É CAPAZ!

 

Enquanto existirem no mundo  cenas como esta, a Humanidade estará comprometida, e a racionalidade será atributo exclusivo dos animais não-humanos.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:43

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Terça-feira, 8 de Maio de 2018

REFLEXÃO SOBRE O DIREITO À VIDA DOS ANIMAIS NÃO-HUMANOS

 

Em 2016, discutiu-se na Assembleia da República, se os menores de idade deveriam ou não participar ou assistir à barbárie das touradas, e à crueldade, à violência, à desumanidade que estão implícitas no que alguns teimam em chamar “espectáculo" tauromáquico.

 

Na altura, o PEV (partido Os Verdes) pretendeu que ao que se chama erradamente “artistas tauromáquicos” (insultando-se, deste modo, os verdadeiros artistas que praticam as Artes Superiores da Humanidade) tivessem o 12º ano, como se instrução combinasse com atraso civilizacional.

 

ROGER OLMOS.png

 

Estamos em 2018, e nada mudou a este respeito. As desafortunadas crianças, que têm o azar de nascer no seio de famílias tauricidas, continuam a ser arrastadas à força para as arenas e para as escolas de toureio.

 

E quem se importa? Importo-me eu. E uns poucos mais.

 

Não faço fé nenhuma num governo que, em pleno século XXI D. C., ainda esteja a discutir algo que o mundo civilizado já tem como um conhecimento adquirido: que a violência e a crueldade não são valores humanos que possam ser transmitidos às crianças e aos jovens, e até mesmo aos adultos, através de uma actividade primitiva, bruta e sanguinária.

 

O que deve ser discutido na Assembleia da República, urgentemente, e ainda não foi discutido, é a abolição destas práticas cruéis, desumanas, violentas, atrozes a que chamam tauromaquia.

 

Como poderemos dizer que Portugal é um país evoluído, se está entre os oito tristes países que ainda mantém esta prática grosseira, entre os 193 países que existem no mundo?

 

***

 

Todos os animais não-humanos têm o direito inapelável à Vida, uma vez que para viver nasceram. Tal como nós. Todos nascemos para viver e morrer. Sem excepção. Mas nascer, viver e morrer é algo que nos transcende, e os que se dizem seres humanos, não têm o monopólio da Vida. Não são deuses, nem sequer Deus, para se arrogarem ser os donos da Vida. De todas as Vidas.

 

Todos os animais não-humanos merecem o nosso respeito. Mas haverá um limite?

 

Quando somos atacados por lombrigas, deveremos deixá-las devorar-nos?

 

Não mato moscas. Se elas me entram em casa, abro a janela e enxoto-as janela fora. E se for o mosquito zika? Então paro para pensar: ou eu ou ele.

 

E quanto a piolhos, pulgas, carraças e outros que tais parasitas... Bem como assassinos, ladrões, violadores, pedófilos da espécie humana?

 

Também aqui: ou eu ou eles. E se me atacarem tenho o direito à autodefesa.

 

Tudo isto é muito complicado. A vida é complicada, e é muito difícil viver. Mas...

 

Existe um Mas:

 

Todos os animais, humanos e não-humanos têm direito inapelável à Vida. Devem ser protegidos através da Lei Humana, uma vez que ainda existem animais homens-predadores inconscientes, involuídos, que nos governam, e que desconhecem a Lei Natural, que consiste em respeitar a Vida, qualquer vida, e protegê-la.

 

Não devemos matar nenhum animal apenas por matar ou para nos divertirmos. Esmagar uma formiga é um acto cobarde: o gigante contra o pequenino. Por que se haverá de esmagar uma formiga que não está a fazer-nos mal algum? Então não a esmaguemos.

 

Esta terá de ser uma questão de consciência, de evolução de mentalidade, de superioridade mental.

 

Contudo, uma parte da Humanidade, do povo, dos governantes, dos ministros, dos deputados, dos padres, dos legisladores ainda está muito longe dessa superioridade mental, para que sigam a Lei Natural e tenham uma postura consciente diante da Vida, qualquer vida, no cumprimento do preceito máximo: «Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti».

 

E esta é que é a grande questão.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:33

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Segunda-feira, 7 de Maio de 2018

OS NAVIOS DA MORTE NA EUROPA

 

É urgente acabar com o transporte de gado vivo em todo o mundo, e não só na Europa.

 

E há governos metidos nesta negociata monstruosa de gado vivo.

E o governo de Portugal é um deles.

 

Isto é revoltante! Indigno da Humanidade.

Quem é capaz de fazer ou permitir que isto se faça, é capaz de todas as ignomínias.

 

Este navio da morte saiu da Austrália para Israel

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:33

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Sexta-feira, 2 de Março de 2018

OS DEFENSORES DOS ANIMAIS NÃO-HUMANOS SÃO UMA ILHA RODEADA DE IDIOTAS POR TODOS OS LADOS

 

E o pior, é que esses idiotas podem e mandam (não com o meu aval, obviamente) e fazem o que bem entendem.

 

GEORG.jpg

 

E como já me disse um agente da Polícia Judiciária (reformado), meu amigo: eles (os que podem e mandam) não têm capacidade para resolver o problema dos animais humanos, como haverão de a ter para resolver o problema dos animais não-humanos?

 

Estes não votam, não gritam, não atacam (porque estão confinados a cercas de arame farpado ou a currais); não saem às ruas; não invadem as escadarias da Assembleia da República; ainda são considerados "coisas" (apesar da lei que diz o contrário) sem qualquer importância, por isso, esmagam-nos a eles e a nós, que temos tanta consciência e alma como esses infelizes seres não- humanos, que de idiotas nada têm, porque a idiotice é uma particularidade exclusivamente humana.

 

Mas o facto de não ser idiota não traz vantagem, num mundo onde ser idiota faz parte da normalidade decretada pela “lei” do animal humano irracional, estabelecido no poder.

 

«O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo» dizia Émile Zola, um aclamado escritor francês, «considerado o criador e representante mais expressivo da escola literária naturalista além de uma importante figura libertária da França. Foi presumivelmente assassinado por desconhecidos em 1902, quatro anos depois de ter publicado o famoso artigo J'accuse, em que acusa os responsáveis pelo processo fraudulento de que Alfred Dreyfus foi vítima».

 

O destino dos grandes Homens é traçado nas estrelas, e ficam a brilhar no mundo, eternamente.

 

Os visionários, esses, que verdadeiramente fazem avançar o mundo, sempre atraíram a inveja dos mesquinhos.

 

O destino dos outros, dos medíocres, dos que podem e mandam, mas nada fazem de útil em prol de uma Humanidade mais justa para com todos os seres vivos, é forjado nos buracos negros, e evaporam-se no mundo, como fumo de uma fogueira demolidora, que ditosamente se extingue.

 

E destes últimos, ficará apenas o epitáfio dos fracos: «Passaram pelo mundo como implacáveis exterminadores, não deixando dos seus actos, pedra sobre pedra, para glória futura.»

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:56

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Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2018

A PROPÓSITO DA IRRACIONALIDADE (A VERDADE) DA TAUROMAQUIA

 

TAUROMAQUIA.jpg

 

«A verdade é para alguns dolorosa no ego dos seus costumes ou opiniões, nunca questionados.

 

Muitos costumes bárbaros fizeram parte da cultura de uma ou mais nações. As mentalidades evoluíram o seu estado cívico, humano e, por isso, as aboliram.

 

Nem toda a tradição é realmente uma cultura instruída e que dignifique a Humanidade. Há boas e más tradições. Sem dúvida que o bom senso e a razoabilidade penderão no respeito e nos bons tratos de responsabilidade humana, universalmente coerente, dados ao animal.

 

A tauromaquia é uma expressão cruel que provoca uma ansiedade de terror ao touro, de dor instintiva e física que em nada dignifica o bom senso da inteligência do Homem. É puro terrorismo, sádico (por ser um espectáculo de sangue), que nada tem de Direito a sua continuidade». (Mário Caetano)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:01

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Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2018

PARA ONDE CAMINHA A HUMANIDADE?

 

Isto é HORRÍVEL!

Pobres macaquinhos! Foram clonados para serem TORTURADOS!

E chamam a isto EVOLUÇÃO da ciência?

Shame on China!

 

 

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:40

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