Terça-feira, 27 de Janeiro de 2015

É PROIBIDO ESQUECER AUSCHWITZ

 

 

Nunca na história da humanidade se havia premeditado um assassínio em massa, de proporções tão descomunais, tão cruéis, apenas porque se era judeu, ou cigano, ou deficiente, ou homossexual, ou velho, ou criança, simplesmente porque sim…

 

Foi o tempo em que psicopatas detiveram o poder, um poder letal, absoluto, demente…

 

Não, não estávamos no tempo dos homens rudes e inscientes, que faziam da guerra e dos massacres de povos um modo de sobrevivência…

 

AUSCHWITZ 1.jpg

 

Estávamos em pleno século XX, da era dita cristã…

 

Num tempo em que a Europa ainda se refazia da loucura que também foi a Primeira Guerra Mundial, a qual devastou povos e cidades, matando milhões de seres humanos, numa onda gigantesca de simples malfazer (1914-1918).

 

E os que se consideravam “homens” nada aprenderam com essa primeira experiência global da loucura.

 

Ainda mal refeita dessa onda destruidora, a Europa viu-se novamente envolvida pela alucinação de um louco bem-falante que conseguiu alienar milhares de outros loucos num outro conflito militar global que durou de 1939 a 1945.

 

AUSCHWITZ 2.jpg

AUSCHWITZ 3.jpg

 Isto é o que se chama "matar com requintes de malvadez…"

 

Auschwitz foi o “rosto” mais cruel do genocídio gerado por um dos maiores monstros da História do Homem: Adolf Hitler, que, para bem da Humanidade, não deixou descendência, de outro modo, ter-se-iam suicidado, por não aguentarem o peso de um nome tão ignominioso.

 

Auschwitz representa o que de mais primitivo e cruel se esconde na mente dita “humana”.

 

Ali foram cometidos os piores e mais irracionais e requintados crimes contra a humanidade, nos quais, se não existissem filmes e fotografias e testemunhos (ainda) vivos, nenhum ser racional jamais poderia acreditar.

 

Por isso, o mundo nunca poderá esquecer Auschwitz.

 

Por isso, devia ser obrigatório ler todos os livros escritos sobre esta inominável loucura. Devemos isso aos sobreviventes. Aos que pereceram. Aos que foram vítimas da tirania de um louco.

 

Na tarde de um Sábado, a 27 de Janeiro de 1945, faz hoje 70 anos, cerca de 7 mil judeus, que ainda se encontravam neste campo da morte, foram libertados pelos soviéticos que, para mal da humanidade, também criaram campos de concentração, os chamados “gulags”, na Sibéria, onde foram exterminados milhares de homens e mulheres que não alinhavam com a loucura de outro monstro da história: Josef Stalin. E o “gulag” tornou-se um símbolo da repressão da ditadura deste que nada ficou a dever à loucura de Hitler.

 

Enfim…

 

O dia 27 de Janeiro representa o suspiro de alívio para aqueles que conseguiram sobreviver ao inferno de Auschwitz.

 

Para completar este tributo, sugiro que abram estes links e vejam esta Memória do Holocausto:

 

http://pt.slideshare.net/beaefm/memoria-holocausto

http://expresso.sapo.pt/oficio-de-matar=f908141

http://expresso.sapo.pt/ao-lado-do-anjo-da-morte=f908176

  

***

 

Mas também foi num dia 27 de Janeiro, em 1756, que nasceu um dos maiores génios musicais de todos os tempos: Wolfgang Amadeus Mozart.

 

Por isso, sinto-me honrada em ter também nascido no dia 27 de Janeiro. Um dia marcado pelo génio humano e também pela libertação de milhares de seres humanos.

 

E é com a divina música de Mozart que presto a minha homenagem a todos os que, em nome da loucura ou em nome de nada, foram sacrificados em Auschwitz, e aos que sobreviveram para nos contar o incontável, o inacreditável, o que nunca deveria ter acontecido á face da Terra.

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:07

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Terça-feira, 2 de Abril de 2013

DESENTERRANDO O MUNDO IMUNDO DA TAUROMAQUIA (PARTE I)

 

Isto já tem  barbas brancas, mas não está nem resolvido, nem esquecido. Escândalos abafados porquê?

(Os sublinhados são meus)

 

 

 

«MÁRIO COELHO: NO TOUREIO NÃO HÁ HOMOSSEXUALIDADE»

 

Entrevista

 

Mário Coelho, matador de toiros, assegura que na tauromaquia não há pedofilia. Diz mesmo que os toureiros são de uma raça diferente, não se metem em “rebaldarias” e que só frequentam quatro locais: praças de toiros, o campo, hotéis e igrejas.

 

22 Setembro 2003 - Correio da Manhã

 

Nacional/Actualidade

 

Por Octávio Lopes

 

Correio da Manhã – O que se passou exactamente com o curso de tauromaquia que quis fazer na Casa Pia?

Mário Coelho – Em, 1993/94, eu e outras pessoas – Maurício do Vale, Joaquim Tapada, Paulo Nuguez e Salvador Costa, entre outros – sob a égide da Associação Nacional de Tauromaquia, pretendíamos fazer na Casa Pia a escola do toureio em Portugal. Apresentámos um projecto global, dado que também queríamos formar técnicos ligados às artes tauromáquicas. São 18 a 20 profissões que, praticamente, estão esquecidas no nosso país, como, por exemplo, pintores, músicos, bordadores, alfaiates, correeiros e sapateiros.

– Com quem falou na Casa Pia sobre esse curso?

– Com o provedor de então, Luís Rebelo, com quem assinámos um protocolo. Também tivemos diálogos com outros membros da direcção, como Videira Barreto.

 

– O que falhou para esse curso não ter avançado?

– Após assinatura do protocolo tive a oportunidade de dar 19 horas de aulas práticas. A dada altura os apoios que necessitávamos falharam.

– Quantos alunos aderiram ao curso de tauromaquia?

– Chegámos a ter 47 alunos para um único professor, que era eu. Não recebia nada e algumas vezes tive de pedir a ajuda do meu filho, que apenas tinha 14 anos. Além disso, nem sequer tinha apoio, no tocante aos horários dos alunos. Aconteceu algumas vezes que ia à Casa Pia e não tinha alunos. Perante estas condições, decidi abandonar. E senti uma certa mágoa, porque alguns dos alunos tinham verdadeiro potencial artístico.

– Sabia que os alunos da Casa Pia que participavam como figurantes nas touradas à antiga portuguesa, no Campo Pequeno, iam depois para casa de algumas pessoas que abusavam deles sexualmente e que os filmavam, como referiu Pedro Namora?

– Não sabia absolutamente nada. Nunca assisti na minha vida a uma corrida à antiga portuguesa. Sou matador de toiros e nada tenho a ver com a arte equestre. Nem sei se no período em que estive na Casa Pia se realizou uma corrida à antiga portuguesa. Sabia que a Casa Pia recebia um certo número de bilhetes por cada corrida. Não só para os alunos, mas também para os funcionários.

– Quando leu o que Pedro Namora disse, referindo-se a relatos de antigos casapianos...

–... quem não deve não teme. Nunca pensei que essas declarações pudessem aproximar-se de mim. Ainda hoje penso que isto é um sonho. Refiro-me ao facto de o meu nome estar nos jornais como professor da Casa Pia. Só lá dei algumas aulas, sem ganhar um tostão.

– Quando passou pela Casa Pia alguém lhe mencionou os alegados abusos sexuais que os alunos sofriam?

– Não sabia absolutamente de nada, quando dei as 19 aulas, algumas em Maria Pia e outras em Belém. Enfim, frequentei muito pouco a Casa Pia.

–...

– Deixe-me dizer que na festa brava não há homossexualidade, vícios, droga ou ‘mariconeo’. Esta é uma festa de homens. Na história do toureio não há um único caso de maricas. Não há vícios. Não há pedofilia. Isso é impossível nos toureiros. E a mim, não há nada que me possam apontar. Se houvesse, eu ia a uma televisão e capava-me a mim próprio. Mais: se pudesse e mandasse capava todos os pedófilos.

– Conhece alguma das pessoas envolvidas no escândalo de pedofilia da Casa Pia?

– Nenhuma. Apenas as figuras públicas, mas nunca falei pessoalmente com nenhuma delas. E até sei que Carlos Cruz queria ser toureiro, mas eu nunca falei com ele.

– Como é que aparece então envolvido neste caso?

– Não sou acusado de nada. Dizem que o Mário Coelho esteve na Casa Pia, dizem que o Mário Coelho levou miúdos a passar nas férias. Isto é tudo falso. Nunca falei como nenhum aluno fora das instalações da Casa Pia. Apenas indiquei um à escola de Vila Franca de Xira. Sei que ele foi lá duas vezes e que depois desistiu.

– Levou alguns ao Campo Pequeno?

– Fiz aí uma ou duas aulas práticas e levei alguns alunos ao campo, para ver como reagiam frente a bezerras. Levava-os no meu próprio carro, sempre com a devida autorização da Casa Pia.

«AJUDEI JOVENS DE TODO O MUNDO»

 

- Diz-se que foi um dos toureiros que mais jovens ajudou...

- É verdade, quando decidi ser toureiro não éramos mal recebidos nas propriedades. Um dia, após andar 40 quilómetros para nada, tomei uma decisão: se conseguisse ser toureiro, iria ajudar todos os que o quisessem ser. E assim fiz, com jovens que vinham de toda a parte do mundo.

- Lembra-se de alguns?

- Rui Bento Vasques, Eduardo Oliveira, Pedrito de Portugal, Mário Coelho Júnior, Adolfo Rojas (Venezuelano), Pepe Luis Nuñez (venezuelano), Oscar San Roman (mexicano), Pepe Luis Giron (venezuela), Henrique Medina (mexicano). Foi com a minha ajuda que todos eles se fizeram matadores de touros. Recordo ainda os bandarilheiros Pedro Santos, João José, Rui Plácido e José António.

- Quando toureou no Campo Pequeno, alguma vez se apercebeu de alguma coisa relacionada com a pedofilia?

- Nunca. Absolutamente nada. Nunca vi o Carlos Silvino. Nem sabia que existia. Nada. Os toureiros estão fora disto. Somos de uma raça diferente. Só frequentamos quatro locais: as praças de toiros, o campo, os hotéis e as igrejas. Fugimos das rebaldarias.


PERFIL

Nome - Mário Coelho Luís
Idade - 67 anos (25/03/1936)
Naturalidade - Vila Franca de Xira
Estado civil - Divorciado (um filho)
Percurso como toureiro - Amador (1950), bandarilheiro (1955), matador de toiros (1966, alternativa, em Badajoz).

 

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/atualidade/mario-coelho-no-toureio-nao-ha-homossexualidade

 

***

 

Atenção! Maricas não tem o mesmo significado de homossexual.

 

Um maricas é um fraco, um covarde, um efeminado, um medroso.

 

Um homossexual é uma pessoa que sente atracção por pessoas do mesmo sexo e não sente atracção alguma por pessoas do sexo oposto.

 

Obviamente que os toureiros são maricas, ou de outro modo não necessitariam de torturar e matar um Touro, para provar a sua “virilidade”.

 

Isto não é uma atitude de HOMEM.

 

Quanto aos toureiros serem de uma raça diferente, lá isso são; e frequentarem igrejas, lá isso frequentam. Mas tal, jamais lhes dará passaporte para o paraíso.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:04

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