Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2019

A VISÍVEL REGRESSÃO DA HUMANIDADE

 

Os homens já foram muito mais civilizados.

Vive-se numa época de total regressão.

Há que mudar de paradigma, ou acabaremos no fundo de um abismo junto com o lixo.

 

LIXO.jpg

Origem da foto:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2193818587302734&set=a.1095038117180792.1073741825.100000238430822&type=3&theater

MAR.jpg

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:34

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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018

A REVOLTA DA DEPUTADA CIDINHA CAMPOS

 

Quando uma mulher desta envergadura fala assim, os homens CALAM-SE...

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:39

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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2018

O MUNDO DOS HOMENS

 

«Educai as crianças e não será necessário castigar os homens» 

 

Basílio de Sousa Dias (Foto: DN - Paulo Coutinho)

 

Eu tinha um amigo (falecido há alguns anos) ilustre jornalista, poeta, historiador, publicista, agente artístico, actor (de cinema e teatro), de seu nome Basílio Joaquim de Sousa Guimarães Torres Peixoto Palhares de Lacerda Burgueira de Mariz e Dias, Conde de Celanova, Barão do Corvo e Morgado da Toutosa, último nobre galaico-português (por ter sido filho único e não deixar descendência).

 

Durante o tempo em que convivemos e trabalhámos no mesmo jornal, eu apenas sabia que era Basílio de Sousa Dias, jornalista e historiador, habitante da noite portuense, boémio, que vivia em Vila Nova de Gaia, numa casa onde guardava um extraordinário espólio, e que uma tarde visitei, tendo sido mimoseada com um requintado lanche, confeccionado pelo próprio Basílio.

 

 Na altura em que trabalhávamos no mesmo jornal, ambos escrevíamos crónicas, e ele, por mais do que uma vez, me “censurou” por eu “bater” demasiado nos homens, e ele, como Homem, sentia-se lesado com as minhas observações.

 

Um dia expliquei-lhe os meus motivos.

 

...

 

Não haverá ninguém que não conheça o mito de PANDORA, que atribui a esta Eva grega, todos os males que afligem a Humanidade, uma vez que, devido à sua curiosidade, abriu uma pequena caixa onde os deuses guardavam esses males, espalhando-os pelo mundo. Contudo, lá no fundo da caixa, restou uma única coisa boa: a Esperança.

 

Ora, esta lenda só poderia ter sido inventada por um homem. Se fosse eu a criá-la, talvez a Pandora fosse um Pandoro, pois tanto quanto sei e observo, todos os males que desde tempos antigos afligiram a Humanidade foram (e continuam a ser) causados pela falta de inteligência, de visão e de discernimento dos homens que têm o poder de pôr e dispor da vida e da morte, no nosso Planeta.

 

Claro que, quando me refiro aos homens, é aos que escrevo com um h minúsculo. Todas as vezes que me refiro a um ser (masculino) superior utilizo o H maiúsculo, e para mim, a superioridade de um Homem tem a ver com a sua inteligência e com o seu modo prudente, sábio, lúcido e hábil de estar na vida. Em suma tem a ver com a sua Humanidade.

 

Se os homens parassem um pouco para reflectirem, por exemplo, na guerra, talvez chegassem à conclusão de que ela é a maior manifestação da sua própria imbecilidade. Lá pelas épocas pré-históricas, tais actos bélicos ainda se justificariam. talvez! Hoje, porém, em pleno século XXI  D.C., a proliferação de confrontos entre os povos é inadmissível e extremamente irracional.

 

Os grandes chefes, normalmente pequenos homens em mentalidade, enviam para a morte, jovens que se matam uns aos outros sem saberem porquê, em nome de ideais idiotas, a maior parte das vezes. E esta é uma das maiores provas do cretinismo dos actos de guerra.

 

Eu, se fosse Homem, recusar-me-ia, nem que tal me custasse a vida, a ir para uma guerra matar outros seres humanos, como eu, os quais nunca me fizeram mal, a propósito de coisa nenhuma.

 

Quem inventou a pólvora, as bombas atómicas, as armas nucleares e as outras? Os homens. Quem são os “cérebros” das células terroristas (o que considero um bando de requintados cobardes) que infernizam a vida de cidadãos pacatos? Os homens.

 

Quem são os chefes das máfias? Quem são os maiores criminosos? Os grandes bandidos da Humanidade? Os pedófilos? Os homens.

 

Quem inventa as leis que regem os povos, e que nem sempre correspondem às necessidades, aos anseios e às realidades das populações? Os homens.

 

 Quem governa (mal) os países (tirando uma ou outra mulher)? Os homens.

 

Quem contribui para a poluição do ar, das águas e do solo? São os homens, com as suas ridículas invenções, que proclamam em nome de um falso progresso. Depois é o «Ai Jesus!» que a camada de ozono vai mal; «Ai Jesus!» que a radioactividade está a contaminar a Natureza; «Ai Jesus!» que o Planeta está em risco!

 

Quem está a destruir o chamado “pulmão do mundo” – a floresta amazónica? São homens: fazendeiros dementes e ávidos de lucro, que matam os que querem preservar um dos lugares mais diversificados em flora e fauna que se conhece. Quem polui as águas dos rios, que desfeiam a paisagem e matam os animais e as plantas? São os donos de fábricas, que não respeitam a vida no Planeta.

 

Quem foram os Neros, os Hitlers e os Saddams da Humanidade? Foram homens. Quem dirigiu os campos de concentração alemães e os Gulags russos, lugares de extermínio de Homens, Mulheres e Crianças? Foram homens.

 

Normalmente são homens que estão à frente do destino da Humanidade; homens de mente mesquinha, que se escudam por detrás da sua pequenez de espírito e pouco se importam com a fragilidade das flores. São eles que dominam e pisam a verde erva que cresce nos campos.

 

Parece que estou a ouvir perguntar: e se o mundo fosse governado por mulheres, como seria? Não sei. Mas palpito que talvez muito melhor. Julgo que, pelo que se tem verificado do trabalho das (ainda poucas) mulheres que se têm encontrado no topo dos comandos, a grande maioria tem-se mostrado eficiente e pacifista. Porque a mulher é, acima de tudo, “criadora de vida”, é mãe, e compreende que os filhos da Pátria não são trapos que possam ser usados para limpar o lixo do mundo.

 

Quando olho, por exemplo, para a figura de Hitler, e penso que, um dia, ele foi uma criança, naturalmente linda... O que teria feito dele um monstro?...

 

Pitágoras (filósofo grego do século V a.C.) dizia: «Educai as crianças e não será necessário castigar os homens».

 

Será que as crianças de outrora (hoje a minoria de homens que desgovernam o nosso Planeta, não foram educadas por mulheres?

 

Não sei! Talvez fossem educadas num mundo selvagem, à margem das mães!

 

Hoje a Ciência pode explicar o que vai na cabeça dos homens, e por que é que os homens são tão diferentes das mulheres, no que respeita ao comportamento.

 

Como gostaria de ver uma pomba branca a sobrevoar uma flor, numa noite escura...

 

 

Como gostaria que os homens se tornassem HOMENS, para que a Humanidade pudesse ter a dignidade dos seres mal denominados de irracionais.

 

...

 

Basílio de Sousa Dias entendeu as minhas razões. Afinal, eu considerava-o um HOMEM. Não havia razão para sentir-se lesado na sua honra.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:23

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Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017

«O HUMANO CHÃO SAGRADO…»

 

Portugal bateu no fundo. Rasteja num chão conspurcado, a muitos níveis.

Senhores governantes portugueses, pedimos, com toda a humildade, que reflictam sobre a magnífica mensagem implícita neste texto. Não se deixem levar por enganos, por artes e artimanhas de quem não tem um pingo de escrúpulos. Devolvam a Portugal a dignidade perdida.

 

Sejam Homens e Mulheres inteiros.

 

Mas sobretudo, sejam Seres Humanos Racionais.

 
 
 

Por António Moura

 

«Vivemos tempos complexos, prenhes de incertezas e de interdependências, em que cada situação não é a situação, cada problema não é o problema, cada resposta não é a resposta.

 

A multidiversidade das nossas circunstâncias, individuais e colectivas, exige-nos um activo e permanente diálogo, de cada um de nós consigo próprio, nos seus múltiplos eus, e com o Outro, também ele múltiplo e actuante, nas inúmeras comunidades a que pertencemos e nos sentimos pertencer.

 

Esse diálogo, raramente fácil e tantas vezes duro, quer-nos inteiros e livres, donos das nossas Emoções (que dão sentido à nossa Vida), das nossas Razões (que nos apontam os caminhos e as escolhas que podemos/devemos fazer), das nossas Acções/Omissões (que definem as consequências do que somos, do que queremos ser).

 

Esse diálogo, connosco e com o Outro, tem como base indispensável um Passado que necessitamos conhecer, compreender, criticar e aceitar. Munidos deste entendimento, podemos dar dimensão ao Presente em que estamos e somos, naquela multitude individual e colectiva a que não podemos, nem devemos, fugir.

 

Tendo um Passado que assumimos como nosso, olhamos para o Presente como um ponto de partida rumo ao Futuro, à Utopia.

 

Sempre na linha do horizonte, sempre inalcançável, mas sempre inspiradora do melhor que temos em nós, para nos construirmos.

 

Para essa construção, porém, não é suficiente convocarmos as Emoções, as Razões, as Acções, individuais e colectivas. A Utopia não se alcança, mas o Futuro não se constrói apenas mirando-a, vogando nas nuvens do etéreo: urge darmos-lhe um chão, firme e fértil, onde possamos plantar, e ver nascer e florescer, livres e inteiros, os Afectos que nos definem como Seres Humanos.

 

A esse chão, tão úbere quanto exigente de permanente alimento e especiais cuidados, chamo Respeito.

 

É neste chão sagrado que podemos construir o Amor, a Amizade, a Solidariedade, a Liberdade. Ah, e essa ainda tão rara flor que é a Dignidade da, e na, diferença, de cada um de nós e do Outro.

 

É neste chão sagrado que encontramos o sentido da Vida que vivemos, integrando, inteiros e livres, a Natureza e a Humanidade, expressão incontornável da nossa condição humana. E descobrindo que a Eternidade existe e é, também ela, profundamente humana, porque habita os nossos Afectos.

 

Mas os tempos que vivemos são, também, conturbados, prenhes de conflitos e de confrontos, tantas vezes fatais (todas as vezes são demais!).

 

São tempos que nos afligem, que nos colocam dúvidas, angústias e medos.

 

São tempos de uma exigência extrema, colocando o diálogo de nós connosco, e de nós com o Outro, nos limites simultaneamente mais débeis e mais letais da sobrevivência, nos limites em que é imenso o risco de não nos reconhecermos e de vermos o Outro como inimigo.

 

São tempos em que nos é imprescindível acreditar. Não no sentido messiânico de uma qualquer fé, mas de confiar. Confiar no Outro, indivíduo ou instituição, que, também ele, ou ela, demonstra confiar em nós, em cada um de nós.

 

Em tempos de tamanha exigência, é imperioso lembrar que também esta Confiança releva, e se constrói, nesse mesmo chão sagrado: o Respeito.

 

Hoje, no meu País, os indivíduos, e as instituições, cujas Acções/Omissões deveriam ter como consequência primeira e imprescindível a Confiança – sem ela, o Presente e uma comunidade torna-se incompreensível, e o seu Futuro impossível de almejar -, alienaram todas as Razões, destruíram todos os Afectos: restam angústias, medos, indignação, revolta.

 

Hoje, no meu País, governantes e instituições políticas exercem o poder de forma ilegítima, pois todas as suas Acções/Omissões são levadas a cabo contra um Povo inteiro, que não respeitam.

 

São, por isso, politicamente insustentáveis.

 

Mas porque destruíram, com indisfarçável arrogância e ignóbil prepotência, o chão sagrado do Respeito em que nos devemos construir como Seres Humanos, são, também, humanamente insuportáveis.

 

Por exclusiva responsabilidade dos governantes e das instituições políticas, é impossível conciliar a sua manutenção com a aspiração humaníssima do Povo na construção de um Futuro Livre e Digno em que nos possamos, todos, rever.

 

Porque politicamente insustentáveis, e humanamente insuportáveis, o nosso Futuro como Comunidade soberana, em que o Respeito por nós próprios e pelo Outro seja uma prática inalienável, exige a demissão destes governantes e a efectiva colocação das instituições políticas ao serviço do Povo.

 

António Moura»

 

Fonte:

http://infinitesimoimprescindivel.blogspot.pt/2013/10/o-humano-chao-sagrado.html?spref=fb

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:56

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Segunda-feira, 15 de Maio de 2017

UM AUTARCA COM NOME E ALMA GRANDE

 

Vamos apoiá-lo.

A tourada em Lourosa foi cancelada.

 

Sou vizinha de Santa Maria da Feira. Não posso votar lá. Se pudesse, votava neste SENHOR.

 

Autarcas dos municípios tauricidas, sigam o exemplo deste HOMEM.

Portugal precisa de muitos mais HOMENS com esta estatura moral e com espinha dorsal.

 

Não de ervas daninhas rastejantes.

 

EMÍDIO 18446692_1552690094804568_1235370900488075

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:29

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Sexta-feira, 3 de Março de 2017

OS ANIMAIS NÃO HUMANOS NÃO VOTAM, POR ISSO OS POLÍTICOS OS DESPREZAM TANTO…

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Os DEFENSORES DOS ANIMAIS NÃO HUMANOS são uma ilha rodeada de idiotas por todos os lados.

 

E o pior, é que esses IDIOTAS podem e mandam (não com o meu aval, obviamente) e fazem o que bem entendem.

 

E como já me disse um agente da Polícia Judiciária (reformado) meu amigo: «Eles (os que podem e mandam) não têm capacidade para resolver o problema dos animais humanos, como haverão de a ter para resolver o problema dos animais não humanos?»

 

Estes não votam, não gritam, não atacam (porque estão confinados a cercas de arame farpado ou a currais); não saem às ruas; não invadem as escadarias da assembleia da república; são considerados "coisas" sem qualquer importância, por isso, esmagam-nos a eles e a nós, que temos tanta consciência e alma como esses infelizes seres não humanos, que de idiotas nada têm, porque a idiotice é uma particularidade exclusivamente humana.

 

Mas o facto de NÃO SER IDIOTA não traz vantagem, num mundo onde SER IDIOTA faz parte da normalidade decretada pela “lei” do animal humano irracional, estabelecido no poder.

 

«O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo» dizia Émile Zola, um aclamado escritor francês, «considerado o criador e representante mais expressivo da escola literária naturalista além de uma importante figura libertária da França. Foi presumivelmente assassinado por desconhecidos em 1902, quatro anos depois de ter publicado o famoso artigo J'accuse, em que acusa os responsáveis pelo processo fraudulento de que Alfred Dreyfus foi vítima».

 

O destino dos grandes Homens é traçado nas estrelas, e ficam a brilhar no mundo, eternamente.

 

O destino dos outros, dos medíocres, dos que podem e mandam mas nada fazem de útil em prol de uma humanidade mais justa para com todos os seres vivos, é forjado nos buracos negros, e evaporam-se no mundo, como fumo de uma fogueira demolidora que ditosamente se extingue.

 

E destes últimos, ficará apenas o epitáfio dos fracos: «Passaram pelo mundo como implacáveis exterminadores, não deixando pedra sobre pedra para glória futura».

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:45

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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2016

PRECE AOS DEUSES DE TODAS AS ALTURAS…

 

Ó Deuses de todas as alturas, iluminai os desiluminados para que o mundo se transforme num lugar de HOMENS de boa vontade, harmoniosos, lúcidos e racionais, para que todas as criaturas viventes possam coexistir em Paz….

 

MVO-0127-mensagem-natal-ano-novo-iluminado-l[1].jp

(Origem da imagem: Internet)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:07

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Sábado, 17 de Dezembro de 2016

ISTO NÃO É DOS HOMENS…

 

… é das BESTAS!

 

 

tags: ,
publicado por Isabel A. Ferreira às 15:11

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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2016

«OS DEPUTADOS DAS VAQUEJADAS»

 

Mais um magnífico texto de Teresa Botelho que nos fala da estupidez das chamadas vaquejadas, que estão para o Brasil, como as touradas estão para Portugal: um “divertimento” de e para trogloditas que descontam nestes indefesos seres vivos, de um modo brutal e irracional, a falta de virilidade que lhes retorce e mirra as entranhas

Eles bem que queriam ser HOMENS… mas falta-lhes o principal… (se é que me entendem…)

VAQUEJADA.jpg

 

Texto de Teresa Botelho

 

«Apetece-me aqui falar de um país que não é o meu, mas cujas retóricas são comuns.

 

Perdi o meu tempo assistindo a uma comédia humorística   em directo que não me fez sequer sorrir, porque assistir a qualquer discussão acalorada entre os políticos brasileiros, é pior que estar enjoada e não conseguir vomitar.

 

O tema eram as Vaquejadas, espectáculos degradantes, com bovinos e cavalos, lidados e torturados por gente rude e mal formada que vive nos confins da ignorância.

 

Contudo, hoje em vez de falar dos bois, prefiro descrever os Deputados, porque esses sim, merecem ser "vaquejados" e depenados dos seus fracos, ou mesmo inexistentes valores mínimos morais e de racionalidade.

 

O vídeo do debate que pretendeu desautorizar a decisão do Supremo Tribunal que declarou recentemente inconstitucionais estes espectáculos bárbaros, decorria animadamente, com uma coluna lateral para críticas e comentários do povo e como sempre, não resisti à opinião despojada, porque mesmo considerando-me bem educada, dei comigo a escrever por lá umas certas coisas que normalmente só digo em privado, ou entre os amigos mais fiéis e condescendentes a linguagens de palavreado impróprio, por isso, ao cabo de umas 2 horas, decidi sair, até porque o que vi, chegou para me inspirar neste comentário...

 

A maior parte dos oradores era fazendeiros do Nordeste que não conseguiram desmentir as acusações de que as suas campanhas eleitorais tinham sido financiadas pelos "Coronéis do gado".

 

O próprio presidente da mesa, manifestou claramente a sua vocação anti- animalista e geriu o tempo dos discursos, conforme as suas próprias preferências, em relação aos previsíveis conteúdos que iriam ser apresentados.

 

Quando algum orador não agradava, era vaiado e ofendido com palavrões e gritos, interrompendo o discurso, como aconteceu a uma veterinária que teve a ousadia de mencionar as diversas consequências físicas provocadas aos animais durante estas vaquejadas, como a sujeição dos bois pela cauda que muitas vezes acaba por ser arrancada, as fracturas nas patas e coluna, bem como as hemorragias internas que provocam aos animais, mortes lentas, em dolorosa agonia.

 

Quando a activista vegan e apresentadora da TV Luísa Mell que fora convidada para fazer parte do debate por um deputado animalista e a quem foram "generosamente" concedidos 5 minutos de prosa, se preparou para falar, a indignação da assistência foi de tal forma ruidosa que as sucessivas interrupções, apenas lhe permitiram expressar com dificuldade os seus altos valores compassivos e a emoção de reconhecer o atraso civilizacional do seu pobre país...  

 

 

De repente, com agressões à vista, os insultos e a barulheira, obrigaram a interromper a sessão por 2 minutos.

 

Afinal, quem viu um excerto da discussão pelo afastamento da Presidente Dilma, já conhece o ambiente acalorado de Brasília, mas o que mais me entusiasmou, foram os argumentos tirados de letra aos que oiço por cá, das bocas sujas dos defensores da "tradição" tauromáquica...

 

E não é que as touradas também foram por lá faladas, como pertencendo a países civilizados da Europa?

 

Só não sei em que escalão de civilidade, colocam eles o Brasil, mas não interessa ...

 

O problema foi o meu desnorte e o "doce" vernáculo que me foi saindo, lá na coluna dos comentários, ao lado do tal vídeo da discórdia...

 

Mas após umas explicações cheias de "ética e sabedoria", dadas por uns mercenários, digo, veterinários, bem pagos para a defesa do indefensável, como alguns que conhecemos por cá, eis que subiu à mesa um cowboy de enorme chapéu branco, com abas retorcidas e cuja obesidade mórbida lhe fazia pendurar as flácidas bochechas gordurosas sobre o colarinho branco, encobrindo o nó da gravata de tal forma apertada que lhe deixava a face roxa!

 

O cowboy, mesmo sem pistola, disparou os seus impropérios a torto e a direito, terminando com aquele argumento tão batido também por cá, sobre a crise laboral que as proibições de torturar bovinos causariam entre os peões mal pagos que lhes engraxam as botas.

 

Antes disto, tinham havido uns momentos empolgantes, mas que acabaram em paz, após um convite de um animalista a um adepto das "tradições", para um ajuste de contas lá fora, mas que não deu em nada, porque quando o primeiro gritou "seja homem", o segundo encolheu-se e só fingiu que o era...

 

Esgotados de tanta intelectualidade, os fazendeiros, os corruptos e os leiloeiros de animais, após mais de 4 horas de humor negro e de machismo exacerbado, decidiram o seguinte:

 

 

VAQUEIRO.jpg

 

Alguns parlamentares prometeram que vão se empenhar para mudar a Constituição por meio de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para que as vaquejadas e os rodeios sejam definitivamente reconhecidos como “patrimônio cultural do país".

 

Onde é que eu já ouvi esta de "patrimônio cultural", apesar da diferença geográfica e de acentuação?

 

Aguardemos então que o PEC não chegue a PEC, apesar de neste momento estar já a ser afincadamente preparado por lá, até porque só o nome me lembra outros PECs que não nos sugerem por cá, nada de bom...

 

Entretanto, hoje mesmo, as manifestações e a luta dos indignados vaqueiros continuavam, transformando os bois em reaccionárias exigências políticas e cujas críticas visam até o vigente Estatuto de Desarmamento que segundo um dos cowboys direitistas, aspirante a presidente e bastante ovacionado, a proibição feita aos "cabras machos" de usarem armas, o que é criar "uma geração de maricas"...

 

E mais não digo, porque apenas me parece que bovinos e cavalos torturados, são sempre um bom ponto de partida para o atraso, a xenofobia, a escravatura e a porca miséria de países de pantanas...»

 

Fonte:

https://retalhosdeoutono.blogspot.pt/2016/10/vaquejadas.html?showComment=1477646863289#c8821845885340707185

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:42

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Quarta-feira, 19 de Outubro de 2016

RTP1 (UM ) – DEGRADANTE, PRIMITIVA, HORRIPILANTE, DANTESCA…

 

E andamos nós a pagar taxas para que a RTP UM (a reles televisão portuguesa) transmita, em directo, e em hoário nobre, esta “coisa” que nem os mais primitivos homens da Idade da Pedra conseguiriam sequer imaginar…

 

 

BOICOTEMOS A RTP1

 

 

Texto Sandra Barbosa

 

 

«Vídeo do episódio da mula na tourada de 5ª feira passada transmitida pela RTP em horário nobre.

 

Como não gosto de falar do que não sei nem de tomar o todo pela parte, pois que puxei a emissão atrás e fui procurar o episódio da mula a ser espicaçada por várias bestas humanas***, tal como uma foto que circula pelo Facebook ilustra.

 

Aprendi então que aquilo é mais uma das fantásticas tradições portuguesas e que se chama "a mula das farpas".

 

A mesma consiste em fazer o animal entrar na arena, amarrado como se vê e a ser puxado por duas bestas humanas***, carregada com dois caixotes de madeira que guardam todas as bandarilhas que vão ser usadas durante a noite. Depois de retirados da pobre mula, foram necessários duas bestas humanas*** para carregar cada um dos caixotes !!!

 

Depois de descarregada faz-se então o pobre animal sair a correr de forma espalhafatosa e portanto pica-se...

 

Vejam o pânico da pobre mula aos 34 segundos só por ter entrado na arena.

"Espectáculo" degradante com bárbaros***  na arena e sádicos a rirem e aplaudirem a tortura da pobre mula...

 

E é com ISTO que a RTP educa o povo!!!

 

Partilhem o mais possível por favor…»

***

 

*** Desculpe, Sandra Barbosa, no seu texto, substituí o termo HOMENS (por BESTAS HUMANAS) porque se estas criaturas fossem HOMENS, jamais torturariam COBARDEMENTE uma pobre e indefesa mula para os sádicos se masturbarem mentalmente.

 

Substituí também o termo GENTE (bárbara) por BÁRBAROS porque GENTE não vai para uma arena torturar cruelmente indefesos seres sencientes. (Isabel A. Ferreira)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:20

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ACORDO ORTOGRÁFICO

Em defesa da Língua Portuguesa, a autora deste Blogue não adopta o Acordo Ortográfico de 1990, devido a este ser inconstitucional, linguisticamente inconsistente, estruturalmente incongruente, para além de, comprovadamente, ser causa de uma crescente e perniciosa iliteracia em publicações oficiais e privadas, nas escolas, nos órgãos de comunicação social, na população em geral, e por estar a criar uma geração de analfabetos escolarizados e funcionais.

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